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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3183 | 19 de Setembro de 2013

FAZENDA: Lideranças empresariais se reúnem com secretário Luiz Carlos Hauly

Uma reunião almoço foi realizada nesta quarta-feira (18/09), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, com o secretário da Fazenda do Estado do Paraná, Luiz Carlos Hauly, e presidentes e representantes das entidades que integram o G-7. A finalidade do encontro foi ouvir o secretário sobre questões relacionadas às finanças do Estado e abrir um canal de diálogo entre o grupo e a secretaria, especialmente no que diz respeito às questões tributárias ligadas ao setor produtivo paranaense.

Documento - Segundo o coordenador do G-7 e presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, a reunião foi bastante produtiva e serviu para que as lideranças entregassem ao secretário um documento com algumas reivindicações importantes, entre elas, uma melhor definição ao recurso hierárquico nos processos julgados pelo Conselho de Contribuintes e da incidência de ICMS sobre materiais de uso e consumo nas indústrias e agroindústrias do estado. “Demandas importantes e que o secretário ficou de analisar junto a sua equipe técnica e dar uma resposta o mais breve possível”, lembrou Koslovski.

Grupo de trabalho - O coordenador do G-7 disse que “para agilizar este processo, sugerimos a constituição de um grupo de trabalho, com especialistas na área tributária das entidades e profissionais da Secretaria da Fazenda, para que possam embasar as possíveis medidas necessárias, tanto na questão dos recursos hierárquicos como na questão da carga tributária nos materiais de uso e consumo”. O dirigente lembrou ainda que no âmbito do G-7, já foi criado um Comitê Tributário coordenado pelo ex-presidente da Ocepar, Wilson Thiesen. “Temos neste comitê representantes de todas as entidades que, rotineiramente se reúnem e discutem os principais problemas em comum relacionados à legislação tributária”, disse.

Círculo virtuoso - Para o secretário Luiz Carlos Hauly, encontros como esses são importantes, na medida em que possibilitam ao governo do estado apresentar seus projetos e ideias de forma mais transparente e direta para a sociedade. “É um caminho de duas mãos, onde os empresários podem manifestar suas demandas e o governo falar de suas dificuldades e medidas que estão sendo adotadas para que o Paraná continue nesta sua trajetória de crescimento”. Para Hauly, “o Paraná vive na atualidade seu maior círculo virtuoso, com grandes investimentos, geração de empregos e aumento da massa salarial e de abertura de empresas, apesar do Brasil e do mundo o Paraná cresce, com a importante contribuição de empresários e trabalhadores, do homem do campo, criando uma sinergia e uma força motriz poderosa que dá uma condição de desenvolvimento mais integrado”.

Recursos da União - Ao ser questionado sobre a situação do “caixa” do estado, Hauly disse que os principais problemas não são de arrecadação, pelo contrário, são de despesas. “São os altos custos das universidades que são pagas pelo tesouro do Estado, o Paraná é o que menos recebe transferência de recursos da União, somos prejudicados porque somos um importante  doador de recursos. Muito mais dinheiro vai para Brasília do que volta, esta situação tem que ser revertida, não é fácil”, sentencia o secretário.

Infraestrutura – Sobre os necessários investimentos em infraestrutura e que as entidades que integram o G-7 tem debatido com outras secretarias de Estado, Hauly afirma que o Paraná tem feito sua parte, mas depende também da União. “Com muito sacrifício estamos fazendo investimentos com recursos próprios, mas temos um empréstimo de R$ 2,5 bilhões para serem tomados e que, sua autorização, está parada no Tesouro Nacional há mais de seis meses, dinheiro este que virá para ajudar na infraestrutura”, frisou.

Diálogo - Darci Piana, presidente da Fecomércio, disse que tem sido repetitivo ao afirmar que sempre que o G-7 traz em sua pauta temas de tamanha relevância, seja para serem discutido entre as próprias entidades ou com representantes de governo. “Sempre saímos no lucro, pelo enriquecimento de detalhes discutidos e, neste caso, com secretário Hauly, não foi diferente. Avançamos em pontos fundamentais, entre eles, na abertura de um importante canal de diálogo”. Ele destaca a união de interesses das entidades que integram o G-7 para que conquistas aconteçam: “Para que possamos resolver nossos problemas e também ajudar o Estado, é preciso que este elo que une nossas entidades continue coeso e forte”, frisou.

Liberdade - Edson Campagnolo, presidente da Fiep, também concorda que esta metodologia adotada aqui no Paraná, de reunir as principais entidades do setor produtivo do estado em torno do G-7, é de fundamental importância para que possam, de forma conjunta, defender os interesses do Paraná como um todo. “Este diálogo, esta aproximação, não só com o secretário da Fazenda, mas com outros secretários, esta liberdade que temos em sentar na mesma mesa a qualquer hora, é algo inovador e que mostra a liderança dessas entidades para que as propostas apresentadas sejam analisadas e muitas vezes atendidas”.

Presenças – Participaram deste encontro na sede do Sistema Ocepar, além do secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, o presidente do Sistema Ocepar e coordenador do G-7, João Paulo Koslovski, Darci Piana, da Fecomércio, Edson Campagnolo, da Fiep, Ágide Meneguette e Carlos Augusto Albuquerque, da Faep, Sérgio Malucelli, da Fetranspar, Flávio Balan, da Faciap, José Eduardo Sarmento, da ACP, e Wilson Thiesen, do Conselho de Contribuintes.

G-7 – Grupo integrado por federações e associações do setor produtivo paranaense: Federação do Comércio do Estado do Paraná (Fecomércio), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Associação Comercial do Paraná (ACP), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar).

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RAMO SAÚDE: Unimeds discutem o futuro do cooperativismo médico

ramo saude 19 09 2013Um sistema que trabalha para oferecer à população brasileira um atendimento médico diferenciado, ressaltando, inclusive, a importância do cuidado preventivo. Seu foco está no cuidado com a saúde das pessoas. É com essa proposta que 109 mil médicos cooperados do Sistema Unimed atendem a 19 milhões de usuários em todo o país. E, pensando em aprimorar cada vez mais esse trabalho, eles discutem até esta sexta-feira (20/09), em Belo Horizonte (MG), os desafios do setor para continuar crescendo de forma sustentável.

Convenção Nacional - Os debates ocorrem durante a 43ª Convenção Nacional Unimed, cuja abertura oficial ocorreu na noite de terça-feira (17/09), com a presença de lideranças do cooperativismo, entre estas o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e de autoridades, como o governador do Estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia, e o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Araújo.

Eficiência – Em seu pronunciamento, o governador de Minas fez questão de destacar o trabalho desenvolvido pelo cooperativismo, em especial o de saúde. “O modelo cooperativista de negócio traz o equilíbrio exato entre harmonia e integração. As Unimeds, por exemplo, cuidam das pessoas e, por isso, contam com a confiança da sociedade, trazendo, simultaneamente, resultados concretos para os seus associados. Aqui, na nossa capital, elas são sinônimo de eficiência em plano de saúde. Nada mais justo, portanto, que se discutir o futuro desse sistema, o qual pode ser um agente importante para a realização de parcerias público-privadas voltadas à melhoria da saúde”.     

Inovação – Fazendo menção ao tema do encontro – “Cooperação, Crescimento e Sustentabilidade”, o presidente do Sistema OCB ressaltou: “vivemos um momento de mudanças, que traz a necessidade de crescimento, de se trabalhar com a inovação e evoluir cada dia mais. E essa convenção traz a oportunidade de discutirmos e traçarmos os rumos do cooperativismo médico de saúde, que é uma referência no mundo. Vocês nos orgulham, e tenho certeza que irão desenhar aqui estratégias para um futuro inovador e promissor que merece o segmento”. Márcio de Freitas também fez questão de ressaltar o comprometimento da bancada cooperativista. “Esse compromisso tem sido determinante para o crescimento do movimento cooperativista, assim como ocorre nas discussões sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo”, disse.

Reconhecimento – Representando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo, destacou a relevância das cooperativas para a promoção da saúde no Brasil. “Um ambiente cooperativo é fundamental para que tenhamos crescimento no sistema de saúde suplementar nacional, garantindo acesso e qualidade assistencial. Por isso, temos procurado trabalhar com o tema na ANS”, disse. Ele também citou uma pesquisa promovida pela Agência, em 2012, que contou com a participação de mais de 400 operadoras no país, entre estas 59 Unimeds. “Duas cooperativas Unimed, em especial, merecem um destaque ainda maior – as de Pato Branco e Lençóis Paulistas, que tiverem índices altíssimos de satisfação entre as operadoras pesquisadas”.

Agentes de desenvolvimento – Nesse sentido, o presidente do Sistema Unimed, Eudes Aquino, enfatizou o processo evolutivo pelo qual passou o cooperativismo de saúde, lembrando uma edição anterior da mesma convenção, também na capital mineira, em 1997. “O Sistema era outro, certamente, mas uma coisa não mudou. O cooperativismo, que nos move, continua o mesmo, a sua essência, os seus princípios. Nosso objetivo, nesses dias de debate, é, também, buscar conhecimento para o exercício pleno dessa corrente de solidariedade e o fortalecimento das nossas ações. Somos um agente importante no acesso a serviços médicos de qualidade. Da mesma forma, no crescimento das cidades onde nossas cooperativas estão presentes”. O dirigente fechou sua fala com um recado aos governantes: “é necessário que os governos olhem o cooperativismo como ele merece, pelo trabalho realizado. Queremos participar das discussões sobre a saúde no nosso país. Temos material humano e uma experiência de 46 anos”.    

Exemplo – O diretor-presidente da Unimed Belo Horizonte, Helton Freitas, citou o respeito conquistado pelas cooperativas médicas na cidade. “Temos um papel importante na interiorização da assistência médica, na ampliação do acesso à saúde. E isso, não só em Belo Horizonte, mas em todo o país. Nós realizamos um modelo de negócio solidário, participativo. O mundo clama por isso, pelo controle democrático, assim como propõe o cooperativismo, que é capaz de gerar e distribuir riquezas”. (Informe OCB)

 

UNICASTRO: Programa de Desenvolvimento de Equipe traz mudanças positivas

1unicastro 19 09 2013Diretores e colaboradores da Cooperativa Agrícola União Castrense (Unicastro), sediada em Castro, na região paranaense dos Campos Gerais, estão experimentando mudanças positivas ocorridas a partir do Programa de Desenvolvimento de Equipe, realizado com apoio do Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR). Na última terça-feira (17/09), foi concluído o segundo módulo, com a instrutora Dirce Conte. A primeira etapa aconteceu em junho. O analista de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Fernando Mendes, acompanhou o treinamento, que teve como temas centrais “Comunicação Assertiva” e “Desenvolvimento de Equipes”.

Demanda - A Unicastro possui 93 cooperados e 22 funcionários. No ano passado, registrou movimentação econômica de R$ 35,9 milhões. O Programa de Desenvolvimento de Equipe foi realizado lá a partir de demanda levantada pelos analistas de Desenvolvimento e Autogestão e de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR da região Centro- Sul, que propuseram executá-lo com a finalidade de desenvolver e fortalecer a cooperativa, além de gerar maior integração, sinergia e autoconhecimento da equipe. “Logo após os primeiros encontros, foram observadas diversas mudanças e impactos significativos, como melhoria na comunicação, fortalecimento do espírito de equipe, maior sentimento de satisfação, orgulho do trabalha que fazem e sentido de pertencer a uma equipe”, afirma o analista Fernando Mendes. 

Atitude - “Os setores operacional e administrativo eram separados e trabalhavam sem sinergia. Após o treinamento, houve mudanças de atitudes e foram construídas pontes para integração. É uma sensação de renovação, quebrou paradigmas. Nesse curso, estamos com o maior líder e o menor: e todos estão juntos”, conta o gerente comercial da Unicastro, João Paulo Ostapovski de Oliveira. O auxiliar de escritório Lucas Roberto Petrech, também está sentindo os reflexos do treinamento. “O pessoal está trabalhando com mais liberdade e gostando do que faz, esse é um sentimento verdadeiro. Eu gosto de trabalhar aqui. O pessoal tem orgulho de vestir a camisa da Unicastro”.

Liderança - Muitos relatos também mencionaram melhorias na liderança, como: tomada de decisão mais rápida, valorização dos funcionários, realização de reuniões de feedback e de gestores. “As mudanças foram percebidas não somente na área comportamental, mas também visualmente, uma vez que foram confeccionadas placas de identificação da cooperativa, entre outras ações, cujo resultado já foi percebido pela comunidade e fornecedores, projetando-a na região”, disse ainda João Paulo Ostapovski de Oliveira.

Movimentação positiva- De acordo com o diretor-secretário,Marcio Mitsutu Yamazaki, o 2unicastro 19 09 2013programa gerou uma grande movimentação positiva na Unicastro. Segundo ele, levantar ideias e opiniões das pessoas é muito importante, por isso foram realizadas pesquisas com os funcionários para melhorias; foram adquiridos uniformes novos; houve melhorias na cozinha; há a demanda por mais cursos; estão realizando intercâmbio entre cooperativas, além de incentivo à participação em eventos promovidos pelo Sescoop em outras cooperativas. “O trabalho em equipe possibilita a transformação de coisas e pessoas”, acrescentou o diretor-presidente, Tsutomu Massuda.

Motivação– Para a instrutora Dirce Conte, o Programa realizado na Unicastro se destacou pela maior mobilização da equipe em menor espaço de tempo que ela já presenciou. Em sua avaliação, toda a equipe, do presidente até os colaboradores do setor operacional, está, não só muito motivada, como também agindo rapidamente para atingir os resultados desejados e escrever uma nova história da cooperativa. “Esse trabalho superou minhas melhores expectativas e, continuando dessa forma, será a concretização de que ‘juntos construímos um futuro melhor’. Ninguém segura uma equipe unida sinérgica e alinhada com a sua direção e princípios”, completou Dirce.

 

 

CAPAL: Cooperativa completa 53 anos em franca expansão

capal 19 09 2013A Capal Cooperativa Agroindustrial está comemorando, nesta quinta-feira (19/09), 53 anos de fundação. Ela conta com seis Unidades Operacionais, sete Lojas Agropecuárias e um Posto de Combustíveis. Em breve, deve inaugurar o TRR – unidade de distribuição de óleo diesel exclusiva para cooperados, com transporte especial até as propriedades. Na produção de ração, que acontece apenas na matriz, haverá crescimento significativo em 2014 com a construção de nova fábrica. Tudo isso para atender aos seus quase 1.500 cooperados.

Unidades - As unidades estão distribuídas estrategicamente entre os estados do Paraná, sendo a matriz em Arapoti, e São Paulo. A Cooperativa tem experimentado crescimento importante nos últimos anos, o que a coloca em posição de destaque no cenário agroindustrial da região. Na última edição do anuário Melhores & Maiores da revista Exame, foi classificada na 8ª posição entre as Melhores do Agronegócio – segmento Algodão e Grãos – e a 4ª entre as cooperativas do país. Os investimentos programados para 2013 são da ordem de R$ 45 milhões e alcançarão a cifra de R$ 80 milhões nos próximos três anos.

Crescimento - Recentemente divulgadas, as palavras do presidente Erik Bosch reforçam que as expectativas de crescimento estão sendo realizadas: “No ano passado, a cooperativa faturou cerca de R$ 540 milhões e para 2013 a previsão inicial era atingir R$ 710 milhões em movimentação econômica. Agora nós acreditamos que deveremos chegar aos R$ 750 milhões ou até mais”. O aumento significativo na quantidade de cooperados também é comemorado ano a ano e demonstra a credibilidade da Capal perante o meio.

Mistura positiva - A Capal tem no sangue a mistura muito positiva entre Brasil e Holanda, e conta com essa integração na diretoria atual. O know-how trazido pelos holandeses, somado ao conhecimento dos brasileiros sobre clima e relevo da região, além de sua influência, tanto social como política, impulsionaram o crescimento das atividades e hoje garantem a solidez da cooperativa, com a manutenção da tradição somada à busca por inovação e desenvolvimento. (Imprensa Capal)

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Programa de Educação Financeira é realizado em empresa de Goioerê

A cooperativa de crédito Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP dá sequência no Programa de Educação Financeira, com o objetivo de proporcionar orientação e conhecimentos sobre a administração das finanças familiares, a fim de possibilitar uma melhor utilização dos recursos financeiros, garantindo que se tenha, hoje e no futuro, segurança material, mais qualidade de vida e as condições para uma vida feliz.

Visita - Na segunda-feira (16/09), a visita foi à Amitec, empresa de Goioerê que beneficia o amido da mandioca permitindo sua utilização no setor alimentício e químico. Os 50 colaboradores da empresa acompanharam a palestra e tiraram lições que não vão mais esquecer: “É muito importante a Sicredi, instituição especialista no mercado financeiro, trazer essas informações, pois nos ensina a cuidar melhor do orçamento, nos faz entender que é necessário gastar menos do que se ganha para guardar e garantir um futuro mais tranquilo, enfatiza Roland Schurt, Sócio Administrador da Amitec. 

Contribuição - “A Sicredi acredita que através desse trabalho de levar a informação às pessoas, cumpre com seu papel de contribuir com o desenvolvimento das pessoas e consequentemente da região, avalia o assessor de captação da Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP, Marcio Araújo.

O Programa - O Programa de Educação Financeira é desenvolvido na cooperativa desde 2010, junto com as reuniões de Prestação de Contas do primeiro semestre. Este ano, prevê um número maior de eventos, com o objetivo de atender a um número maior de associados. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP)

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COODETEC: Professor inglês fala sobre fisiologia de plantas

Está marcada para o dia 23 de setembro, na sede da Coodetec, em Cascavel/PR, palestra com o professor Phillip John White, um dos mais respeitados nutricionistas e fisiologistas de plantas no mundo. Com mais de 140 trabalhos publicados, o palestrante falará sobre a contribuição da fisiologia vegetal para a nutrição mineral de plantas e pessoas. O evento está marcado para às 14h30 e é direcionado para pesquisadores, professores e alunos de graduação e pós-graduação. Para participar é necessário entrar em contato com o gerente de Pesquisa Trigo da Coodetec, Francisco de Assis Franco, pelo telefone 45 9973 4030 ou pelo e-mail franco@coodetec.com.br. “É importante ter conhecimento básico de inglês, pois não haverá tradução simultânea”, informou Franco.

Temas - Entre os tópicos abordados, o professor White irá detalhar:

- Fenotipagem da raiz das culturas

- Fertilizantes para grandes culturas

- Necessidade de fósforo nas culturas

- Ecofisiologia da interação fósforo-plantas

- Interações no suprimento de N, P e K

- Potencial para reduzir doses de N e P em sistemas agrícolas

- Biofortificação de culturas alimentícias e saúde humana

- Melhoria da qualidade nutricional em lavouras (Ca, Mg, Se e Zn)

- Culturas para o Futuro.

(Imprensa Coodetec)

COCAMAR: Após geada, produtores renovam seus cafezais

A sequência de fortes geadas este ano, que atingiu parte dos cafezais paranaenses, está levando cafeicultores a renovarem seus cafezais, segundo um novo modelo, adequado à mecanização. Com a crescente falta de mão de obra, esta é uma tendência natural, informa o engenheiro agrônomo Francisco Ubiratã Aires, o Bira, especialista em café da Cocamar. No município de São Jerônimo da Serra, segundo maior produtor de café do Paraná, o cafeicultor Dirceu Scerbo, dono de 218 hectares no distrito de Terra Nova, dos quais 73 hectares são ocupados com 390 mil pés em diversos espaçamentos e idades, é um dos que estão renovando a lavoura. “As mais velhas vinham de uma produção grande na última safra e sentiram muito com as geadas”, afirma.

Adequação - Scerbo decidiu aproveitar o momento para arrancar 120 mil pés e replantar o café sistematizando os talhões para a mecanização. O produtor conta que já vinha buscando adequar as demais áreas de forma a permitir a entrada da máquina e o último plantio, há dois anos, já foi feito dentro do novo padrão.

São Jerônimo da Serra - Outro cafeicultor que está renovando seu café é Antonio Gobbo, cuja família cuida de mais de 500 mil pés em 73 hectares dos 112 hectares que possui em São Jerônimo da Serra. A produtividade média é de 30 sacas beneficiadas por hectare.  O produtor está arrancando e replantando praticamente metade da área atual, entre 250 a 300 mil pés de café, em 36 hectares, especialmente os talhões mais antigos, que já vinham reduzindo produtividade e que deveriam ser esqueletados este ano. “Vamos aproveitar para arrancar e começar do zero, já adaptado à mecanização”, completa. (Imprensa Cocamar)

CAMISC: Evento esportivo reúne cooperados na unidade de Galvão

camisc 19 09 2013Aconteceu, no último sábado (14/09), a final dos Jogos da Integração realizado na unidade de Galvão, em Santa Catarina. Cooperados e seus filhos reuniram-se na Associação Atlética Recreativa Camisc (Arca) para a disputa do futebol masculino que reuniu diversas equipes. Além do futebol, o encerramento foi comemorado comum saboroso almoço e muita alegria.

Disputa - A final foi disputada pelas equipes Turíbio/Morro Agudo X Santin/Flor da Baixada. Após vários lances emocionantes e de muita habilidade dos atletas, a equipe do Turíbio/Morro Agudo sagrou-se campeã com uma vitória simples pelo placar de 1 x 0.

Vínculos - Os jogos têm como objetivo a integração de todos através da prática esportiva. Para isso, mais importante do que vencer, os atletas carregam a consciência de que competir ainda é a maior vitória. “O cooperado participa, traz a família, se diverte e cria ainda mais vínculos com a cooperativa. Isso é fundamental para que o cooperado sinta-se motivado e realmente façam parte da Camisc”, afirma o gerente da unidade de Galvão, Alexandro Luiz Iuga.

União - A gerente administrativa da Camisc, Rita Vazzatta De Bortoli, destaca que o evento é uma forma de incentivar a união. “Nosso desejo é resgatar a vontade e o orgulho do cooperado em fazer parte desta equipe. Eventos assim, além de incentivarem a confraternização, demonstram nossos novos tempos, tempos de união”.

Medalhas e troféus - As equipes finalistas receberam troféus e medalhas. A premiação também contemplou o goleiro menos vazado e o artilheiro da competição. (Imprensa Camisc)

 

COOPERJOVEM: Instrutores recebem metodologia reformulada

cooperjovem 19 09 2013Ao longo desta quarta-feira (18/09), instrutores e coordenadores do programa Cooperjovem – representando os estados brasileiros – tiveram os primeiros contatos com a metodologia do programa, reformulada por um Comitê Nacional. Esse o principal objetivo da 1ª Oficina de Repasse de Metodologia Reformulada do Programa Cooperjovem, que acontece em Brasília, até esta quinta-feira (19/09). O próximo passo é repassar as alterações aos professores que ministram o conteúdo aos jovens.

Menina dos olhos - “Vocês são responsáveis por dar vida a um projeto que é a menina dos olhos do Sistema OCB”, elogiou o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, referindo-se aos instrutores do programa. “Em diversas oportunidades, o presidente Márcio externou que, se tivesse de abrir mão de algum projeto, o último seria o Cooperjovem. Para nós, esse programa é fundamental para a sustentabilidade e manutenção do cooperativismo brasileiro. A reformulação da metodologia, que está sendo apresentada hoje, foi um trabalho de extrema importância, realizada de forma sinérgica, com a participação de todas as regiões do País. É, sem dúvida, um exemplo de atuação sistêmica e integração”.

Reformulação - De acordo com a gerente de Promoção Social, Maria Eugênia Ruiz, o Comitê Nacional foi constituído em novembro de 2012, com a finalidade de trabalhar, em parceria com a Gerência de Promoção Social, todas as alterações do programa. O grupo teve seis encontros para concluírem o trabalho. “Dentre as alterações do programa, encontram-se indicadores qualitativos e quantitativos que possibilitam a mensuração de resultados. Antes avaliávamos apenas o número de participantes, mas percebemos que é necessário avaliar, também, os impactos sociais da aplicação do programa”, comenta a gestora.

Programa - O Cooperjovem – uma iniciativa do Sistema OCB e desenvolvido pelo Sescoop – tem como objetivo disseminar a cultura da cooperação, baseada nos princípios e valores do cooperativismo, por meio de atividades educativas. O Cooperjovem é destinado a estudantes do ensino fundamental e médio. Confira alguns depoimentos de participantes da oficina:

Expectativa - “Nossa expectativa em relação ao trabalho é muito positiva: esperamos que realmente vá adiante. Sabemos que não é um modelo pronto e acabado, mas trabalhar com educação é isso mesmo. O que importa é que nosso norteador – a metodologia – está aqui. Que o Cooperjovem cresça e apareça do jeito que a gente sabe que ele pode!” (Ilana Maciel – Gerente de Formação Profissional do Sescoop/CE)

Direção - “Sabemos que a carência de equipes técnicas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, é muito grande. O Sescoop está nos dando muita força definindo políticas e diretrizes a serem seguidas, como as de Monitoramento e de Promoção Social. E o principal: ouvindo os estados. Hoje, conseguimos nos apropriar destes modelos e gerir com qualidade, com resultados, os programas que a unidade nacional implanta. É uma evolução muito grande e nos dá a certeza de que estamos no caminho certo.” (Júnior Serra – Gerente de Desenvolvimento de Cooperativas do Sescoop/PA)

Realidade - “A expectativa é muito grande. Eu, como instrutora desde 2006, sei que as realidades são diferentes: alguns estados nem sequer material didático possuem para trabalhar o programa. Esse encontro vai nos ajudar a conhecer melhor a metodologia, a nós mesmos e a essas realidades, nos dando rumo e unicidade. E temos, é claro, uma expectativa muito grande com relação aos materiais que serão fornecidos pelo Sescoop.” (Georgia Freires – Instrutora do programa Cooperjovem em Pernambuco)

Motivação - “Temos hoje uma grande dificuldade para executar o Programa Cooperjovem: a alta rotatividade de professores. Este é o momento de aproveitarmos os incentivos e darmos o devido valor; aproveitar os investimentos que estão sendo feitos e não deixar o programa morrer”. (Maria Madalena do Nascimento – Analista Educacional do Sescoop/PE)

Confiabilidade - “Foi um ano de muitos avanços, desde o início da reformulação. Estávamos desacreditados no começo, mas todas as promessas que nos foram feitas pela Gerência de Promoção Social foram cumpridas e a unidade nacional ganhou, com isso, nosso voto de confiança. Nossa contrapartida será o compromisso de, no ano que vem, fazer o programa acontecer.” (Adriana Afonso – Analista de Projetos Sociais do Sescoop/SP)

Sustentabilidade - “O Cooperjovem não vai morrer nunca! Ele é a nossa sustentabilidade. Agradeço especialmente aos instrutores, que ‘aguentaram firme’ durante todo esse tempo. Agora começa uma nova e melhor fase.” (Humberto Bridi – Coordenador de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR)

Desafio – “A reformulação, veio ao encontro do que nós do Mato Grosso do Sul pensávamos em termos de desafio: um processo de trabalho contínuo. Espero que esses dois dias sejam o pontapé inicial para esta mudança.” (Renato Marcelino – Analista de Cooperativismo e Monitoramento do Sescoop/MS)

Estratégia - “O que estamos vendo aqui é um verdadeiro exemplo de gestão democrática com o Cooperjovem. E tem que ser exemplo para todos. Não podemos, dentro do cooperativismo, agir de outra forma. Precisamos ainda melhorar a burocracia existente e tê-la a nosso favor para conseguirmos as pessoas para trabalharem no Programa. Promoção Social é estratégico para o Sistema OCB.” (Inês Di Mare – Conselheira Administrativa do Sescoop/RJ)

(Informe OCB)

 

LEITE: Sistema OCB participa do alinhamento de nova linha de crédito para o setor

A assistência técnica é “ferramenta indispensável para aumentar a produção e a produtividade na cadeia do leite”. Essa foi a constatação dos participantes da reunião realizada entre diversos representantes dos organismos representativos, dentre os quais, o Sistema OCB. O evento ocorreu na Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O principal objetivo da reunião era discutir e alinhar assuntos relativos à linha de crédito do Inovagro, destinada ao financiamento da melhoria tecnológica da cadeia do leite, o que possibilita o aumento tanto da produtividade, quanto da produção.

Chamada pública - Durante a reunião, representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) falaram sobre a Chamada Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), que está em fase final de elaboração. O objetivo será atender os produtores de leite.

Listagem - Para colaborar com a política de fortalecimento do setor lácteo, o Sistema OCB encaminhará ao MDA a listagem com as áreas de abrangência das cooperativas. “Essas informações são fundamentais para o desenvolvimento de uma política pública adequada aos produtores de leite do País. É por isso que ressaltamos a necessidade de termos esses dados o quanto antes, pois a Chamada Pública será lançada agora em outubro”, considera o coordenador do ramo agropecuário do Sistema OCB, Paulo César Dias, informando que enviou, nesta terça-feira, uma solicitação de dados às unidades estaduais. Ele espera receber o retorno até o próximo dia 27.

Participantes - Além do Sistema OCB, participaram da reunião: representantes dos Ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento Agrário, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Banco do Brasil, o BNDES e empresas mercantis.

Mais - Leia mais sobre o Inovagro, clicando no link:  http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Apoio_Financeiro/Programas_e_Fundos/inovagro.html (Informe OCB)

PAP 2013/14: Crédito para agricultura empresarial cresce 35,5%

pap 19 09 2013Os financiamentos para a agricultura empresarial na aplicação de julho/agosto de 2013 somaram R$ 23,7 bilhões, um aumento de 35,5% em relação ao mesmo período da safra anterior, que foi de R$ 17,5 bilhões. Os produtores rurais contrataram R$ 18,5 bilhões pelas modalidades de custeio e comercialização e R$ 5,2 bilhões pela de investimento.

Confirmação - Para o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, os resultados do crédito rural divulgado nesta quarta-feira (18/09), confirma o forte acesso do setor diante dos recursos de financiamento de custeio e lembrou que no próximo dia 26 deste mês será realizada em Mato Grosso a abertura oficial do plantio nacional de soja.

Soja - A soja é um grande potencial no agronegócio brasileiro. A expectativa para esta safra é ultrapassar 88 milhões de toneladas, 7% a mais do que a anterior,” ressaltou o secretário.

Pronamp - Entre as linhas de crédito para custeio e comercialização, destaque para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com total de empréstimos de R$ 1,94 bilhão – alta de 44,3% sobre os meses de julho e agosto do ano passado.

Investimentos - Em relação aos investimentos, o Programa de Sustentação de Investimento – PSI-BK, que financia máquinas e equipamentos, foi onde se observou maiores níveis de aplicação nesses dois primeiros meses do Plano Safra. Foram aplicados no âmbito desse Programa R$ 1,9 bilhão, 49,6% a mais do que o volume observado em igual período do ano passado.

Avaliação - A avaliação, atualizada mensalmente, das contratações do crédito agrícola é realizada pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA/Mapa). (Mapa) 

 Clique aqui para baixar a tabela de crédito de julho/agosto deste ano.

 

AGRONEGÓCIO: Rabobank vê expansão de operações com base em trocas

agronegocio 19 09 2013O banco de origem holandesa Rabobank, principal financiador privado do agronegócio no mundo, quer internacionalizar o "barter", operação tipicamente brasileira por meio da qual indústrias de insumos (fertilizantes e defensivos químicos) e tradings financiam o produtor rural em troca de colheitas futuras. Conforme Lilian Laxer, executiva sênior de relacionamento do banco, a maior participação de países como a China e a Índia no mercado brasileiro de insumos abre caminho para que sejam estruturadas operações de troca "em escala global".

China - "A China é hoje o maior fornecedor de defensivos para o Brasil e, ao mesmo tempo, o maior importador de soja. É uma operação que faz todo sentido", diz. No ano passado, os chineses abocanharam 23% do mercado brasileiro de agrotóxicos, segundo dados da indústria. De acordo com a executiva, há um interesse crescente por parte de empresas chinesas em 'amarrar' essas operações e originar soja e algodão diretamente do Brasil, mas nenhum negócio foi fechado até o momento. "É um movimento que deve ganhar força nos próximos anos", afirma.

Outras regiões - Lilian Laxer conta que o Rabobank tenta ainda replicar o modelo em outras regiões, como a Índia e o Leste Europeu. "É um desafio, porque são países com estruturas jurídicas e fundiária diferentes, mas estamos trabalhando nesse sentido". O maior obstáculo nesses mercados, explica, é a ausência de recebíveis lastreados na produção, como Cédula do Produto Rural (CPR).

Resposta - As operações de 'barter' despontaram no Brasil como uma resposta à escassez de crédito rural. O modelo tornou-se particularmente popular em Mato Grosso, sobretudo a partir dos anos 1990. Na última safra, tradings e fornecedores de insumos asseguraram 41% do 'funding' da soja no Estado, segundo a consultoria Agroconsult.

Bancos - Tradicionalmente, bancos não participam do barter. Segundo Lilian, o Rabobank se interessa pelo modelo desde 2001, mas fechou sua primeira operação estruturada apenas em 2008, em parceria com a multinacional suíça de defensivos Syngenta.

Agroindústria - Desde então, os financiamentos à agroindústria lastreados em operações de troca crescem, em média, 30% ao ano. Lilian não revela o volume de crédito concedido por meio do 'barter', mas afirma que a modalidade já responde por 40% da carteira de crédito ao setor de insumos. Nesse modelo de negócio, o banco fornece o capital de giro a fabricantes de insumos e canais de distribuição, que fornecem os fertilizantes e defensivos aos produtores rurais em troca do produto final.

Parceria fundamental - "A parceria com a indústria é fundamental porque nos ajuda a ganhar escala e a chegar a lugares onde não chegaríamos sozinhos. Para a indústria, é interessante porque reduz a necessidade de capital próprio", diz ela.Lilian pondera que o "barter" reduz o risco de crédito da instituição financeira, uma vez que os preços envolvidos na troca (insumo, dólar e commodity agrícola) são "travados" no ato.

Divisão - Além disso, a incerteza quanto ao recebimento (decorrente de uma quebra de safra, por exemplo) é dividido entre os agentes participantes - banco, indústria, revenda e trading. "Quando ganho, não ganho sozinho, distribuo os lucros ao longo da cadeia. Mas, quando perco, não perco sozinho". Por isso, afirma, o limite de crédito concedido a uma cooperativa ou agroindústria é até dez vezes maior quando lastreada em um operação de barter.

Potencial - Por essa razão, o barter é hoje encarado pelo Rabobank como o principal caminho para expandir a concessão de crédito corporativo no agronegócio. Segundo Lilian, há no Brasil um mercado potencial da ordem de US$ 5 bilhões para operações de barter "ainda longe de ser atendido". "O céu é o limite", diz. (Valor Econômico)

 

OCDE: China puxa aumento mundial de subsídios

ocde 19 09 2013A China aumentou em 40% os subsídios concedidos a seus agricultores no ano passado, o maior percentual de incremento entre 47 economias examinadas pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De maneira geral, as subvenções voltaram a crescer entre as principais potências agrícolas mundiais. Uma das exceções é o Brasil.

Gastos - O governo chinês gastou US$ 47,1 bilhões a mais em subsídios agrícolas em 2012 do que no ano anterior, o que levou o montante total para US$ 165,6 bilhões - mais do que União Europeia (US$ 106,9 bilhões) e Estados Unidos (US$ 30,1 bilhões) juntos, segundo a Estimativa de Apoio ao Produtor (PSE, ou Producer Support Estimate) da OCDE, indicador do valor monetário bruto anual transferido por consumidores e contribuintes como ajuda aos agricultores.

Renda - Com isso, 17% da renda do agricultor chinês foi obtida por meio de subvenções no ano passado, ante 13% em 2011. No total, os preços médios recebidos pelos agricultores chineses foram 13% mais elevados do que os praticados no mercado mundial entre 2010 e 2012. A China está perto de alcançar a média de ajuda que os países ricos dão a seus produtores agrícolas e que representam 19% das respectivas rendas.

Autossuficiência alimentar - A aceleração dos subsídios chineses se explica pela política de autossuficiência alimentar do país. A China tem quase 20% da população mundial, mas apenas 7% da água potável e 8% de terra agricultável. A agricultura é bem menos integrada ao mercado global do que o resto da economia, quadro que se reflete nas fatias de 2,3% nas exportações totais do país e de 5,1% nas importações. O país se tornou um grande importador líquido de produtos agrícolas, sobretudo de soja, algodão, óleos vegetais e açúcar.

Redução - A OCDE lembra que a busca chinesa de autossuficiência tem custo alto, e sugere uma redução progressiva no objetivo traçado pelo país de alcançar 95% de autossuficiência alimentar. E prevê que o aumento de importações continuará nos próximos anos.

Reversão da tendência - Assim, a China teve peso forte na reversão da tendência de ligeira queda nas subvenções agrícolas nos últimos tempos. A renda agrícola total nos 47 países que fazem parte do estudo, que representam 80% da produção mundial, alcançou US$ 1,255 trilhão, e os subsídios passaram a representar 17% dessa receita bruta total em 2012, ante 15% em 2011.

Economias desenvolvidas - Nos países da OCDE, que reúne as economias mais desenvolvidas do mundo, os subsídios aos produtores alcançaram US$ 258,6 bilhões em 2012, ou 19% das receitas agrícolas, comparado a 18% em 2011. Em vários países desenvolvidos, o ritmo de redução de auxílio à agricultura é especialmente lento. Caso do Japão, que fornece 56% da renda do produtor, com US$ 64,7 bilhões.

Emergentes - Por sua vez, sete emergentes - Brasil, China, Rússia, Africa do Sul, Indonésia, Cazaquistão e Ucrânia - concederam US$ 218,9 bilhões de subsídios, em uma alta de 33,8% sobre 2011.

Geral - No geral, os subsídios diretos para a produção diminuíram, mas a OCDE realça que as ajudas que causam distorções comerciais ainda representam metade do total. "Visto que os mercados mundiais de produtos agrícolas e alimentares são robustos e que os preços de produtos de base deverão continuar a aumentar, é hora de os poderes públicos se comprometerem de maneira crível a reformar amplamente o apoio à agricultura', afirmou o diretor de Agricultura da OCDE, Ken Ash.

Confronto - As cifras confortam em parte a posição do Brasil em tentar fazer que o "pacto antiprotecionismo" no G-20, grupo das maiores economias, signifique não elevar tarifas de importação e não aumentar subsídios. (Valor Econômico)

 

LEGISLTATIVO: Câmara aprova recursos para Valec e BNDES, e renegociação de dívidas rurais

legislativo 19 09 2013O Plenário aprovou nesta quarta-feira (18/09) a Medida Provisória 618/13, que permite à União colocar R$ 15 bilhões na Valec, empresa pública responsável pela construção e exploração de ferrovias, e outros R$ 15 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O projeto de lei de conversão do relator, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), inclui ainda regras para renegociação de dívidas rurais. O texto será analisado agora pelo Senado.

Novo modelo - O aumento de capital social da Valec, segundo o governo, foi necessário devido ao novo modelo de venda de capacidade operacional das ferrovias que serão concedidas no âmbito do Programa de Investimentos em Logística (PIL). Esses R$ 15 bilhões em títulos poderão ser usados pela empresa como garantia dos pagamentos aos concessionários das ferrovias, na perspectiva de melhorar as ofertas na licitação devido à diminuição do risco.

Atribuições - De acordo com o novo modelo, as concessionárias serão responsáveis por construir, operar e gerenciar as vias férreas, mas o uso de sua capacidade será contratado junto à Valec, que revenderá aos usuários interessados no transporte de cargas nos trechos concedidos. Como o contrato referente ao uso da capacidade terá a mesma vigência da concessão da ferrovia, os R$ 15 bilhões servirão como garantia caso a Valec não venda toda a capacidade aos usuários.

Dívidas rurais - O texto aprovado incorpora regras adotadas pela MP 623/13, editada depois de vetos da presidente Dilma Rousseff a itens da MP 610/13, sobre renegociação de dívidas rurais contratadas em cidades com estado de calamidade pública ou situação de emergência reconhecidos pelo governo federal devido a seca ou estiagem. Os municípios devem estar na área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a situação emergencial deve ser ter ocorrido no período de 1º de dezembro de 2011 a 30 de junho de 2013.

Contratação - Já as dívidas precisam ter sido contratadas até 31 de dezembro de 2006, no valor total original de até R$ 100 mil. Se o mutuário quitar a dívida até 31 de dezembro de 2014, contará com desconto de 65% sobre os valores até R$ 15 mil. Para os valores entre R$ 15 mil e R$ 35 mil, o desconto será de 45%. O que exceder R$ 35 mil contará com desconto de 40%.

Amortização parcial - O relatório aprovado permite ainda a amortização parcial do saldo devedor com a aplicação proporcional dos descontos ao total amortizado. O restante poderá ser liquidado com a contratação de um novo empréstimo, disciplinado na Lei 12.844/13, oriunda da sanção da MP 610/13. Para o devedor que aderir ao novo refinanciamento, a cobrança judicial e as execuções serão suspensas até dezembro de 2014.No caso dos mutuários com empreendimentos nessas cidades atingidas pela seca e que estavam em dia com os pagamentos em 30 de junho de 2012, poderá haver um novo refinanciamento nas operações com valor original de até R$ 200 mil.

Dívida ativa - O texto também prevê medidas de estímulo à liquidação e à renegociação de dívidas de crédito rural inscritas na Dívida Ativa da União (DAU) até 30 de setembro de 2013.As medidas valem para empreendimentos localizados nos municípios com estado de calamidade ou situação de emergência reconhecidos pelo Executivo federal. Nesse caso, os descontos variam de 48% a 80% (maior a dívida, menor o desconto) para a liquidação até dezembro de 2014. Se o devedor optar por renegociar, o prazo de pagamento será de dez anos, com amortizações semestrais ou anuais, desconto fixo e pagamento da primeira parcela no ato da negociação.

Tesouro Nacional - Iguais regras poderão ser aplicadas para dívidas de empreendedores das cidades atingidas pela seca, mas cujos débitos tenham sido transferidos ao Tesouro Nacional e sua execução esteja a cargo da Procuradoria-Geral da União (PGU). Além dos descontos, o texto determina a aplicação da taxa Selic às parcelas mensalmente, mais 1% no dia do pagamento de cada uma delas. (Agência Câmara de Notícias)

 

MERCADO FINANCEIRO I: Fed mantém estímulos e investidor reavalia Brasil

eua I 19 09 2013O Federal Reserve, banco central americano, eliminou nesta quarta-feira (18/09) as expectativas de início imediato de desmontagem dos estímulos monetários, surpreendendo os investidores e produzindo fortes altas nos mercados financeiros. Ben Bernanke, presidente do Fed, disse que os sinais emitidos pela economia americana não são sólidos o suficiente para a redução das compras de títulos, feitas à base mensal de US$ 85 bilhões. A postergação abre chances para um período de reacomodação dos preços dos ativos, sinalizado nesta quarta, por exemplo, pela forte queda de 2,92% do dólar diante do real, que fechou a R$ 2,1940.

Incerteza futura - A alta dos juros americanos, provocada pela iminência do fim do relaxamento monetário, foi, segundo a ata do Fed, um dos motivos de incerteza futura - se mantida, ela poderá desacelerar a economia e a criação de empregos. Mas, nesta quarta, o rendimento dos títulos do Tesouro de dez anos caíram para 2,6%, depois de terem quase dobrado desde maio (de 1,6% para 2,9%). Esse recuo sinaliza, dentro de certos limites, que haverá uma inversão dos movimentos observados desde 21 de maio, quando Bernanke mencionou a possibilidade de fim do afrouxamento monetário.

Câmbio - O alívio pode ser bem-vindo para o Brasil, especialmente na área cambial. As expectativas mais pessimistas sumiram do cenário e um teto menor de desvalorização significará um repasse frouxo da variação cambial aos preços, que se afigurava perigoso diante de uma inflação que resiste a sair da casa dos 6%.

Mudança de humor - Após a instabilidade dos últimos meses, já se nota mudança no humor dos investidores. O fluxo financeiro está positivo em US$ 382 milhões no mês, até o dia 13, confirmando o que tem sido observado recentemente nas mesas de operação: aumento do ingresso de recursos externos para renda fixa, estimulado pela alta dos juros domésticos, e para a bolsa, que ontem subiu 2,64% e chegou aos 55.702 pontos. O desafogo na tensão dos mercados potencializa a melhoria das expectativas sobre a economia real. Indicadores antecedentes e dados parciais da atividade em agosto e setembro parecem afastar o temor de que a economia vá desabar no 3º trimestre. (Valor Econômico)

 

MERCADO FINANCEIRO II: Tombini vê cenário benigno no pós-Fed

mercado financeiro II 19 09 2013Monitorando a repercussão da decisão do Federal Reserve (Fed) sobre o mercado financeiro, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, traçou Nesta quarta-feira (18/09) um cenário relativamente benigno para a economia brasileira, com queda da inflação e recuperação da atividade econômica, durante depoimento na Comissão Mista de Orçamento do Congresso.

Pico - Segundo ele, a inflação acumulada em 12 meses já atingiu o seu pico em junho e, embora esteja em "patamares desconfortáveis", já retomou a "trajetória de declínio". Indicadores mais recentes, afirmou, apontam a recuperação da confiança das famílias e empresas, fator considerado fundamental para a continuidade da retomada da economia.

Reação favorável - O presidente do BC entrou no plenário da Comissão Mista de Orçamento do Congresso exatamente às 15 horas, quando o Fed anunciou que não iria reduzir neste momento seu programa de estímulos monetários. "Acabei de receber a informação de que o Fed não alterou sua política", disse Tombini. "Os mercados estão reagindo de favoravelmente. As moedas estão se fortalecendo ante o dólar."

Perda de dinheiro - Tombini também registrou, em seu depoimento, que quem fez apostas unilaterais na desvalorização do real acabou perdendo dinheiro. "Avisamos que, num regime de câmbio flutuante, o câmbio vai para os dois lados", disse, notando que o real havia se valorizado 8% desde o lançamento do programa de leilões de câmbio pelo Banco Central. "A direção pode mudar, como aconteceu recentemente."

Visão - O presidente do Banco Central procurou explicar um pouco mais a visão da instituição sobre a política fiscal. Os analistas econômicos estão intrigados com a visão da autoridade monetária sobre a política fiscal desde que o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou há duas semanas, na ata de sua mais recente reunião, que "criam-se condições para que, no horizonte relevante para a política monetária, o balanço do setor público se desloque para a zona de neutralidade." Até então, a política fiscal era descrita como expansionista.

Impulso fiscal - Segundo Tombini, o impulso fiscal é medido pela variação, entre um ano e outro, do resultado fiscal estrutural, que é o superávit primário, excluindo receitas e despesas extraordinárias e aquelas ligadas ao ciclo econômico. Entre 2012 e 2013, afirmou, "o balanço ficou expansionista".

Neutralidade - Mas, para se deslocar para a neutralidade, basta que o resultado estrutural não volte a cair no horizonte relevante da política monetária, que Tombini apontou ser "entre 2014 e 2015". "Olhando para o ano que vem, criam-se condições para que o impulso seja neutro".

Confiança - Para o presidente do BC, as políticas de combate à inflação começam a se refletir nos indicadores de confiança do consumidor e do comércio no período mais recentes. "Em alguns momentos, havia a ideia de descontrole, e isso afeta o imaginário das pessoas", disse.

Vigilância - Segundo Tombini, a política monetária tem de estar especialmente vigilante neste momento para que o repasse cambial não chegue com força na inflação ao consumidor. "É importante que tenha alguém lá para dizer que está atuando para mitigar esse efeito. Se não, quem paga a conta é o consumidor. Queremos evitar isso", disse.

Volatilidade - Ainda sobre o câmbio, ele disse que a autoridade monetária vai utilizar um amplo rol de instrumento para reduzir a volatilidade do preço da moeda americana.

Pessimismo -A percepção de muitos agentes, afirmou, "estava e está mais pessimista do que a realidade dos dados". O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre cresceu 1,5%, o que anualizado dá mais de 6%, observou. O que, segundo o presidente do BC, coloca o país no topo do crescimento dos países do G 20, incluindo as economias mais dinâmicas nos últimos anos. Para Tombini, a percepção dos agentes acaba afetando as decisões reais. O papel da autoridade monetária, disse, é insistir nas suas políticas para apontar a direção correta. (Valor Econômico)

 

IAPAR: Alerta Geada 2013 termina nesta sexta-feira

iapar 19 09 2013O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e o Simepar emitem nesta sexta-feira (20/09) o último boletim do Alerta Geada 2013. Cafeicultores que amontoaram terra no tronco dos cafeeiros já podem retirar a proteção, procedimento que deve ser feito com as mãos para evitar danos às plantas, recomendam os pesquisadores.

Serviço - Implantado em 1995, o Alerta Geada funciona entre os meses de maio e setembro com o objetivo de oferecer aos produtores um instrumento confiável para decidir sobre a adoção das técnicas de proteção de cafezais. O serviço faz o acompanhamento meteorológico na região cafeeira do Paraná e produz um boletim diário, que pode ser consultado na página do Iapar na internet e pelo telefone (43) 3391-4500.

Pré-alerta - Quando o monitoramento detecta a aproximação de massas de ar frio com intensidade capaz de causar danos à cafeicultura, o serviço emite então um pré-alerta com 48 horas de antecedência. Caso as condições se confirmem, um aviso de ratificação é emitido 24 horas depois, tempo suficiente para o produtor proteger as lavouras, explica a meteorologista Ângela Beatriz Costa.

Divulgação - Os avisos de Alerta Geada são divulgados pela imprensa e nas redes sociais. Usuários interessados também podem se cadastrar para recebê-los via correio eletrônico e sms no celular.

Frio – O inverno foi rigoroso em 2013. Segundo Ângela Costa, isso aconteceu em função da neutralidade nas temperaturas médias na porção equatorial do Oceano Pacífico, já que permaneceram inativos tanto o fenômeno La Niña, que provoca o resfriamento das águas naquela região, quanto o El Niño, que, ao contrário, as aquece. “Nos anos em que esses fenômenos não se manifestam, as massas de ar polar ingressam no continente com mais facilidade”, explica a pesquisadora.

Primeiro - O primeiro alerta do ano foi emitido para a madrugada do dia 23 de julho, direcionado aos cafeicultores da região Noroeste e Oeste. No dia seguinte, porém, o frio avançou e o aviso foi estendido para toda a zona cafeeira do Paraná, situação que se manteve até o dia 26 daquele mês. Uma segunda massa de ar frio avançou sobre o Paraná em agosto e provocou a emissão de novo Alerta Geada para a madrugada do dia 15. Os mapas com a distribuição das temperaturas podem ser conferidos no endereço www.iapar.br.

Perdas – Cerca de 80% dos 82,3 mil hectares ocupados com café no Estado sofreram com as geadas de julho e agosto. As regiões de Apucarana, Ivaiporã, Londrina e Maringá foram as mais afetadas. Também geou no Norte Pioneiro e Noroeste, mas com menor intensidade. Embora tenham atingido quase todos os municípios que cultivam café no Estado, as geadas não prejudicaram a safra deste ano e o Paraná colheu 1,7 milhão de sacas. Para 2014, no entanto, o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, estima perdas de 62% na produção, o equivalente a cerca de 1 milhão de sacas.                                            

Parceria - O Alerta Geada é um serviço realizado em parceira entre a Seab – por meio do Iapar, Emater-PR e Deral – e o Instituto Simepar, com apoio do Consórcio Pesquisa Café. (Assessoria de Imprensa do Iapar)

 

METEOROLOGIA: Em seu 20º aniversário, Simepar conquista novo status legal

simepar 19 09 2013Ao completar 20 anos de existência, o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) está prestes a ser instituído por lei estadual. De iniciativa do Poder Executivo e após ter recebido pareceres favoráveis das comissões parlamentares de Constituição e Justiça, Finanças e Ciência e Tecnologia, o Projeto de Lei nº 330/13 foi aprovado por unanimidade esta semana em primeira e segunda discussão na Assembleia Legislativa do Paraná. De acordo com o projeto, o Simepar será vinculado à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior na condição de pessoa jurídica de direito privado sob a modalidade de serviço social autônomo e organização sem fins lucrativos de interesse coletivo.

Status - A criação em lei representa um salto de qualidade no status do Simepar, que foi instituído pelo Decreto Estadual nº 2.152 de 17 de março de 1993 a partir de um convênio entre Companhia Paranaense de Energia (Copel), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e Universidade Federal do Paraná (UFPR). Posteriormente, o Decreto Estadual nº 2.047/2000 transformou o Simepar em unidade complementar da Paraná Tecnologia.

Atividades - Sediado no Centro Politécnico da UFPR, o Simepar executa atividades de pesquisa científica e presta de serviços nas áreas de meteorologia, hidrologia e meio ambiente. Por meio de instrumentos tecnológicos sofisticados - como radares, equipamentos de telemetria hidrometeorológica de superfície, imagens de satélites, um sistema de detecção de descargas atmosféricas (raios) e veículos aéreos não tripulados (vants) – o Simepar coleta, analisa e interpreta dados extraídos do meio ambiente. Com base em modelos numéricos, a equipe de meteorologistas e pesquisadores gera previsões de alta definição e confiabilidade para o tempo, o clima e os recursos hídricos do Estado em curto, médio e longo prazo. Também emite alertas para eventos severos, como risco de enchentes, secas, geadas e vendavais. As previsões são divulgadas na página do órgão na Internet – www.simepar.br – e na conta @simeparpr no Twitter. Um aplicativo possibilita o acesso às previsões em tablets e smartphones.

P&D - O Simepar mantém ainda programas de pesquisa e desenvolvimento em áreas de interesse estratégico para o Estado do Paraná. Exemplos disso são os projetos de modelagem hidrológica e meteorológica, que permitem a previsão de tempo severo e inundações com antecedência de até três dias, bem como os estudos de impactos das mudanças climáticas em múltiplos setores. Diversas áreas dos setores público e privado são beneficiadas pelos serviços do Simepar, como a agricultura e agronegócio, energia, defesa civil, gestão de recursos hídricos, meio ambiente, indústria, transportes, saúde, turismo, construção civil, comércio, seguros, jornalismo e lazer. O corpo técnico especializado é formado por profissionais e pesquisadores altamente qualificados, com graduação e pós-graduação em ciências atmosféricas e ambientais, engenharia e informática.

Investimentos - Uma vez aprovada a lei, o Simepar terá melhores condições legais para realizar contratos de gestão com o Estado, celebrar convênios e estabelecer parcerias com instituições de pesquisa científica e tecnológica brasileiras e estrangeiras, prestar serviços à iniciativa privada, gerar receita própria e ampliar seus investimentos. Os recursos serão investidos em capacitação da equipe, desenvolvimento tecnológico, aquisição, instalação e manutenção de equipamentos, conforme estabelecem os planos anuais de ação estratégica. Os recursos públicos destinados ao Simepar estarão sujeitos ao controle externo exercido pelo Tribunal de Contas do Estado.

Conselho - Integram o Conselho de Administração do Simepar representantes das secretarias de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Agricultura e Abastecimento, Instituto Agronômico do Paraná, Copel, Defesa Civil e UFPR.

Modelo institucional - Segundo o diretor do órgão Eduardo Alvim Leite, ao longo de sua história de 20 anos o Simepar vem aprimorando seu modelo institucional conforme os desafios estratégicos que se apresentam: "Esta nova forma jurídica possibilitará o gerenciamento mais ágil, eficaz e construtivo de questões tributárias e fiscais, trabalhistas e administrativas, incrementando os resultados de acordo com as regras vigentes no atual contexto paranaense e brasileiro". Para o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, "a vinculação do Simepar à pasta é importante devido à forte base científica e tecnológica necessária à geração de informações ambientais nos tempos modernos, vindo a inserir-se na política estadual de pesquisa e inovação em desenvolvimento no Paraná". (Assessoria de Imprensa do Simepar)

 


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