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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3184 | 20 de Setembro de 2013

FÓRUM DE EXECUTIVOS: Evento quer promover interação de cooperativistas com o poder judiciário

Paulo Habith TJ 20 09 2013O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) vai receber, na próxima semana, lideranças do cooperativismo paranaense que participam do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas. No dia 26 de setembro, a instituição vai sediar o Fórum dos diretores executivos das cooperativas paranaenses, promovido pelo Sistema Ocepar em parceria com o TJPR, com a programação voltada exclusivamente aos integrantes da quarta turma da formação internacional. Nesse dia, eles vão conhecer como funcionam as Câmaras de Julgamento. O desembargador do TJPR, Paulo Habith, vai ministrar uma palestra sobre o tema. De acordo com ele, será uma oportunidade de promover maior interação do cooperativismo com o poder judiciário. “Eu trago na minha folha pessoal o fato de ter já constituído uma cooperativa de crédito de juízes e promotores, a Credjuris. E o modo de gestão, as formas econômicas apresentadas e o sucesso obtido nessa cooperativa de crédito me deram razões fortes e substanciais para acreditar cada vez mais no cooperativismo”, afirmou ele, na tarde desta quinta-feira (19/09), em entrevista ao Informe Paraná Cooperativo.

Proposta - Habith é um dos participantes da quarta turma do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas. Ele lembrou que, na viagem que fez este ano com o grupo aos Estados Unidos e Canadá, propôs aos demais colegas conhecerem o Tribunal de Justiça, o seu sistema e as formas de julgamento. “Seria um contrassenso dizer que as lideranças do cooperativismo ainda não alcançam um poder do Estado. Alcançam naturalmente o legislativo, o executivo, mas não o judiciário. Por quê? Dessa forma, eu acho que essa interação é, de uma certa forma, oportuna, e a recepção dos demais integrantes do Programa à minha proposta demonstrou que eu estava com a razão. Tanto que aceitaram por unanimidade a realização desse evento. Da parte da Ocepar, trata-se de uma iniciativa extraordinária de colaboração e parceria com o poder judiciário”, afirmou.

Escola de Magistratura – O Fórum dos executivos prossegue no dia 27 de setembro, com atividades na Escola de Magistratura do Paraná, e presença dos integrantes das demais turmas do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas. O desembargador Carvilio da Silveira Filho ministra a primeira palestra, com o tema “Poder judiciário brasileiro – sua estrutura”. Haverá ainda a explanação do desembargador Jurandyr Souza Júnior sobre atos cooperativos, com enfoque para o enfrentamento pelo poder judiciário.

Mestrado - O pró-reitor acadêmico da PUCPR, professor Eduardo Damião da Silva, tratará de estratégias corporativas e fornecerá informações sobre o mestrado profissional em cooperativismo que a entidade vai iniciar no ano que vem, em parceria com o Sistema Ocepar. Para o desembargador Paulo Habith, a oferta de um curso de mestrado é uma grande iniciativa na área de formação. “Em todas as oportunidades, tenho falado sobre com é necessário que o cooperativismo tenha um sempre um desenvolvimento, em qualquer classe social ou qualquer nível de cultura. Isso deve envolver desde crianças, como já vi vários gibis e muitas outras ilustrações para esse público. Para o ensino médio também é importante e que dirá para o ensino superior. Nesse sentido, eu acho que nós vamos chegar num momento em que teremos até uma matéria de cooperativismo nas escolas de Direito. Esse é um mote é eu tenho grande interesse que isso se concretize porque, na medida em que as pessoas vão se interando sobre o cooperativismo em toda a sua forma, não só de gestão mas de proteção dos interesses dos cooperados e forma de fiscalização, evidentemente, as cooperativas vão ficando cada vez mais fortes”, completou.

 

 

FÓRUM FUTURO: Entidades avaliam ações em infraestrutura e inovação

O Comitê Executivo do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná esteve reunido, na manhã desta sexta-feira (20/09), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, para discutir questões relacionadas à inovação e infraestrutura. E relação ao primeiro tema, o grupo está analisando a possibilidade de lançar uma campanha em âmbito estadual com foco em inovação. Também será realizado um mapeamento dos projetos inovadores que estão sendo realizados pelas entidades que integram o Fórum Futuro 10 e elaborado um modelo de captação de recursos destinado à formação de startups. O grupo também deve se articular para que a regulamentação da Lei Estadual de Inovação ocorra ainda neste ano.  

Infraestrutura – Em relação à infraestrutura, o coordenador do Conselho Diretivo do Fórum Futuro 10, Guilherme Döring Cunha Pereira, fez um relato das últimas reuniões ocorridas com a participação de parlamentares e representantes do governo. Depois de avaliar os resultados, os participantes decidiram que as mobilizações por melhorias nos modais de transporte devem prosseguir, especialmente quanto aos portos e ferrovias, com foco nos fatores mais críticos. 

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FÓRUM DE RH: Profissionais de Recursos Humanos estão reunidos em Londrina

Profissionais de 30 cooperativas paranaenses estão participando nesta sexta-feira (20/09), em Londrina, do Fórum dos Profissionais de Recursos Humanos. O evento, sediado pela Cooperativa Integrada, é uma realização do Sescoop/PR, com apoio da Ocepar e dos Administradores de Recursos Humanos das Cooperativas do Paraná (ARHCO). O objetivo do fórum é atualizar os participantes sobre as novas regras trazidas pelo SPED 2014. O treinamento, ministrado pelo consultor Eraldo Consorte, que atende diversas empresas no país, entre elas a montadora Ford, vai destacar as obrigações previdenciárias e trabalhistas em RH e as novas regras para o próximo ano.

Abertura - O superintendente adjunto da Ocepar, Nelson Costa, fez a abertura do evento e destacou a importância do trabalho de recursos humanos para o desenvolvimento das cooperativas paranaenses. “As cooperativas do Paraná contam com mais de 70 mil colaboradores. Nesse contexto, o trabalho profissional de recursos humanos é fundamental. Por isso, o sistema cooperativista paranaense, por meio do Sescoop, sempre esteve focado em oferecer oportunidades para profissionalização da gestão de pessoas”, disse.

Gestão profissional - O presidente da Cooperativa Integrada e diretor da Ocepar, Carlos Murate, ressaltou a importância da gestão profissional de pessoas para o fortalecimento da organização. “A Integrada chegou aos 18 anos em 2013 e está consolidada entre as grandes cooperativas do Paraná. Se chegamos até aqui, foi graças ao trabalho da nossa equipe de colaboradores. Uma equipe forte e comprometida é um dos alicerces para a consolidação de nossa cooperativa”, ressaltou.

CLARH - Neste sábado (21/09), os profissionais das cooperativas paranaenses participarão, também em Londrina, do III Congresso Latino-Americano de Recursos Humanos. O objetivo do Congresso é propiciar um ambiente de interação, disseminação das ações, práticas e conceitos das organizações sobre Gestão de Pessoas. O evento vai reunir especialistas da área de Gestão de Pessoas, promovendo integração, troca de informações e geração de conhecimento sobre os conceitos, práticas e realizações na área de Recursos Humanos. (Imprensa Integrada)

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MEIO AMBIENTE: Governo federal lança Sistema Nacional de Cadastro Rural no dia 28

meio ambiente 21 09 2013A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, fará o lançamento do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar) no dia 28 de setembro, às 11horas, no auditório da Fetag, em Porto Alegre (RS). O Cadastro Ambiental Rural (CAR) faz parte do processo de implantação do novo Código Florestal Brasileiro. Um dos seus objetivos é promover a regularização ambiental dos imóveis rurais. Clique aqui e saiba mais sobre o CAR.

 

 

 

 

SICOOB: Poupança de cooperativas de crédito bate recorde em agosto

O ingresso de recursos na caderneta de poupança do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), maior instituição financeira cooperativa do Brasil, bateu recorde no mês passado. Os depósitos superaram as retiradas em R$ 43,4 milhões, com evolução de 2,47% sobre o saldo da carteira. Para efeito de comparação, a média de crescimento na poupança registrada no mercado, no mesmo período, foi de 0,8%.

Melhor desempenho - O bom resultado representa o melhor desempenho da arrecadação de poupança pelo Sicoob no mês de agosto, superando o do ano passado, quando o montante chegou a R$ 37 milhões. Representa também o quarto melhor mês da série histórica desde 2008.

Trabalho - De acordo com o gerente de Captações do Bancoob, Ricardo de Amorim Hermes, o crescimento se deve ao trabalho promovido pelas cooperativas e o momento do mercado. “A evolução da poupança Sicoob é resultado da captação promovida pelas cooperativas singulares do Sicoob e atual conjuntura do mercado, em que o médio investidor busca investimentos mais tradicionais e conservadores, diante de eventuais dúvidas quanto ao curto e médio prazo”, diz.

Positivo - O desempenho da poupança vem se mantendo positivo ao longo do ano. O valor acumulado em 2013 é o maior captado nos oito primeiros meses de um ano, com R$ 278 milhões, ultrapassando o resultado de 2012 que contou com R$ 218 milhões no mesmo período. Reflexo direto dos aumentos dos depósitos no Sistema. De janeiro a agosto, chegaram a R$ 2,47 bilhões, superando as retiradas.

Crescimento - O valor captado no período representa um crescimento de 27,4% em comparação ao ano anterior. Em agosto, os poupadores receberam R$ 8 milhões de rendimentos em suas contas. De janeiro a agosto, os rendimentos estão acumulados em R$ 48,5 milhões. (Assessoria de Imprensa do Sicoob)

COPACOL: Lançada a 3ª edição do projeto que visa aumentar a produtividade de soja

A Aercol de Nova Aurora foi palco, na noite de quarta-feira (18/09), do lançamento da 3ª edição do Projeto 160/2015, que busca elevar a media de produtividade dos cooperados para 160 sacas de soja por alqueire até o ano de 2015. A cada edição, o projeto apresenta expressivos resultados, fator que motiva cada vez mais equipe técnica, bem como os associados que estão envolvidos na busca de maior produtividade, o que consequentemente resulta em maior lucratividade.

Execução - Durante o lançamento do projeto, o assessor técnico da Copacol, engenheiro agrônomo Fernando Fávero, apresentou aos participantes a forma em que o mesmo será executado durante o ciclo da cultura da soja safra 2013/2014. São 140 produtores inscritos, que serão assistidos por 46 profissionais da cooperativa.  Desses, 24 serão premiados e os dois melhores índices com seus respectivos técnicos ganharão uma viagem para os Estados Unidos, onde terão a oportunidade de conhecer o sistema americano de agricultura.

Maior índice - De acordo com o assessor técnico, na última edição o maior índice alcançou uma produtividade de 210 sacas por alqueire e, nesta edição, a proposta é superar esse resultado, uma vez que o projeto tem mostrado a cada ano que é possível aumentar a produtividade a partir do uso correto das novas tecnologias. “Tudo começa em uma boa correção de solo, controle de ervas daninhas, qualidade da semente, boa semeadura, controle de pragas e doenças, e uma boa colheita é claro com boas condições climáticas”, conta o agrônomo. (Imprensa Copacol)

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BATAVO: Reunião de boas-vindas é realizada para novos associados

Nos dias 18 e 19/09, aconteceram as reuniões de boas vindas aos mais novos associados da Batavo Cooperativa Agroindustrial. A primeira reunião aconteceu no entreposto de Imbituva, com um café da manhã servido antes do evento, que apresentou com clareza todos os produtos e serviços da cooperativa. De acordo com a área de Comunicação e Marketing da Batavo, este momento é propício para esclarecimento de dúvidas de todos os serviços assistenciais prestados aos associados.

Desenvolvimento regional - A Batavo é uma cooperativa que busca constantemente parceiros com a finalidade de promover o desenvolvimento da região onde atua. É o que acontece também em Teixeira Soares, onde foi instalado um completo entreposto há dois anos. Alinhada a sua missão de criar e desenvolver opções rentáveis no agronegócio, a cooperativa já sente o reflexo da chegada ao município e região. Agregar renda na produção rural e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos associados e da sociedade são exemplos citados pelos novos integrantes. “Estamos sentindo os inúmeros benefícios de um sistema cooperativo. O acesso a produtos de qualidade a preços acessíveis, assistência técnica permanente e planos que contribuem para a segurança do produtor rural em suas atividades são exemplos de que vale muito à pena fazer parte de uma cooperativa como a Batavo”, comentou o associado Afredo Mate, presente à reunião que aconteceu no período da tarde, em Teixeira Soares.

Estreitamento de laços - Outro grande objetivo da reunião foi estreitar os laços com os cooperados. Em Carambeí, a reunião contou com a participação de associados vindos de Ponta Grossa e Tibagi, integrando regiões próximas. Para isso, participaram os gerentes das áreas financeira, de controladoria e de suprimentos, agrícola e pecuária, apresentando assuntos referentes a direitos e deveres do associado, que foram detalhadamente explicados, onde os presentes puderam tirar dúvidas relacionadas a assuntos burocráticos e outros.

Parte fundamental - Para o gerente agrícola, Anacleto Luis Ferri, a partir do momento que o produtor rural se associa à Batavo o mesmo passa a ser parte fundamental da cooperativa, considerado como dono do negócio junto com os demais, gerando resultados crescentes no futuro numa participação ativa nas sobras provenientes do ano em exercício.

Números - Com 88 anos de trajetória atuante no Paraná, a Batavo Cooperativa Agroindustrial encerrou o ano de 2012 com um faturamento próximo a 1,2 bilhão de reais. Para 2014, estão previstas a conclusão de novas unidades de negócio através de parcerias intercooperativas, concretizando planos de incremento à produção de seus cooperados através da agroindustrialização. (Imprensa Batavo)

COAMO: Festival de música traz dezenas de calouros em busca de um sonho

Sessenta calouros associados da Arcam entram em cena nesta sexta-feira (20/09), no palco do ginásio da Associação Recreativa dos Funcionários da Coamo (Arcam), em Campo Mourão, para mostrar seus talentos na 33ª edição do Festival de Música da Arcam (Festicam) - considerado um dos mais tradicionais da região Sul do Brasil. Promovido pela diretoria da Arcam, através da área Social, o Festicam é aberto ao público e terá duas noites de muita música brasileira.

Eliminatória - Na sexta-feira (20) acontece a eliminatória a partir das 20 horas reunindo 37 canções de renomados artistas como Zezé di Camargo e Luciano, Paula Fernandes, Bruno e Marrone, Gustavo Lima, Jota Quest, Elis Regina, Chitãozinho e Chororó, Geovane Santos, Zé Ramalho, Michel Telo, Cláudia Leite, Mato Grosso e Matias, Jessé e Sérgio Reis. No sábado, a partir das 20h30. Os 20 classificados de sexta-feira subirão ao palco com o objetivo de ficar entre os melhores na grande final.

Histórias & sonho - Entre os 60 calouros participantes, seja em duplas, grupos ou individual, todos funcionários da Coamo de várias regiões da cooperativa nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, há muitas histórias e um único sonho: fazer bonito no palco, encantar e plateia e ser vencedor – os cinco primeiros colocados serão premiados pela diretoria da Arcam com troféus e valor em dinheiro.

Personagens - Quatro dos protagonistas do Festicam 2013 ensaiaram  nesta quinta-feira, na véspera da grande noite do Festival de Música da Arcam. O soldador/montador José Carlos de Araújo, funcionário da gerência de Engenharia e Manutenção (Gerem) há 11 anos, é conhecido pela grande maioria dos funcionários de Campo Mourão e das unidades pelo apelido de “Sabonete”. Ele valoriza o Festicam e acumulando este ano 10 participações. “O nosso festival é um negócio diferente, faz a gente famoso e conhecido, tanto que nas unidades onde vou trabalhar ninguém me chama pelo meu nome, mas  sim como  ´Sabonete´. O Festicam é uma festa, aqui não tem hierarquia, tem é muita gente que canta e muito. Mas o que eu quero mesmo é cantar bem e ganhar o festival”, deseja Araújo, que será o quarto a se apresentar nesta sexta-feira com a música “Amor de Primavera”, de Gustavo Lima.

No sangue - O maquinista de cereais Antonio Aparecido Leite, da unidade Indústria de óleo em Campo Mourão, trabalha na cooperativa há 20 anos, mas desde 2000 é presença garantida no Festicam. Este ano ele escolheu a música “Filho adotivo” de Daniel, e quer fazer bonito e encantar a torcida. “O que me motiva cantar são os amigos, o gosto pela música, o carinho e a organização da comissão que promove o festival. Quando a música está no sangue, não tem jeito, a gente tem que participar”, considera.

Dupla – O  Festicam terá este ano várias duplas, a exemplo das edições anteriores. Uma delas é a formada por José e Sebastião Pereira, que representarão as unidades Fazenda Experimental e Fiação de Algodão. Eles foram admitidos na Coamo há mais de 15 anos e têm na música uma de suas paixões. O José no dia a dia é tratorista na Fazenda Experimental, mas não deixa a vaidade de lado e o gosto pela música. “Esta é o meu quinto ano no Festicam, a gente espera por ele o ano todo, não tem explicação o que a gente sente, vai chegando a hora e o coração vai batendo mais forte. É gostoso demais”, afirma. Para o seu companheiro de dupla, Sebastião, que é operador de máquinas na Fiação de Algodão em Campo Mourão, o Festival da Arcam é diferenciado e provoca fortes emoções. “A gente canta em alguns lugares, mas quando chega o Festicam, vendo toda aquela multidão, a torcida, não tem jeito, o coração dispara e a adrenalina vai vai lá em cima. É uma sensação que só quem sobe ao palco sente, por isso é que a gente se inscreve e participa de um evento tão grande como esse”, diz Sebastião, que pela quarta vez estará na eliminatória do Festicam.

Talentos - Antonio Leite, Sabonete, José e Sebastião são apenas alguns dos muitos calouros funcionários da Coamo e associados da Arcam, que com talento e apaixonados pela música brasileira esperaram o ano todo por duas grandes noites: fazer bonito e vencer a eliminatória de sexta-feira e a grande final no sábado, e assim, realizar o sonho do pódio com a vitória e o reconhecimento no 33º Festival de Música da Arcam. (Imprensa Coamo)

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REPRESENTAÇÃO: Sistema OCB defende interesse das cooperativas em relação à terceirização

representacao 20 09 2013O Sistema OCB está atuando fortemente no Congresso Nacional para evitar que as cooperativas de trabalho sejam prejudicadas pelo projeto de lei nº 4330/04 - que regulamenta a terceirização de serviços. Atualmente, as opiniões de deputados e representantes de diversas instituições foram polarizadas. Há quem defenda a regulamentação da terceirização para garantir proteção aos trabalhadores e àqueles que a entendem como uma maneira de precarizar as relações de trabalho.

Divergências - A complexidade do tema tem gerado divergências entre representações trabalhistas e patronais, que não conseguiram ser resolvidas no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). A possibilidade de terceirização das atividades fins de órgãos públicos e a definição sobre as responsabilidades da empresa contratante estão entre os pontos polêmicos.

Legislação própria - Em virtude da grande quantidade de expositores convidados para o debate, o representante do Sistema OCB, José Eduardo Pastore, não pôde apresentar a posição do Sistema - que defende a regulamentação da terceirização, embora entenda que as cooperativas de trabalho possuem legislação própria: a Lei nº 12.690/12, aprovada no ano passado, após importante trabalho do setor.

Análise - O projeto de lei da terceirização está sob a análise da CCJC desde 2011 e aguarda a deliberação de requerimento de urgência para seguir à votação no plenário da Casa.

Vetos - Outro ponto em destaque na pauta do Congresso Nacional foi a votação de vetos da presidente Dilma Rousseff a diversas matérias. Dentre elas, o veto total ao PLP 200/2012 que extinguia o adicional de 10% da multa do FGTS para demissão sem justa causa. De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o principal objetivo da multa já foi alcançado: o estabelecimento do equilíbrio do Fundo de Garantia.

Adicional - Contudo, mesmo com o FGTS no azul, as empresas continuam contribuindo com o adicional, que têm ficado na conta Única do Tesouro para superávit primário. Mesmo com o intenso trabalho das Confederações Patronais para sensibilização dos parlamentares sobre a importância da matéria, não foi alcançado o número de votos necessários para a derrubada do veto. (Gerência de Relações Institucionais do Sistema OCB)

 

AGRICULTURA: Mapa publica norma que atualiza padrões de sementes de grandes culturas

Para garantir a identidade e a qualidade de sementes de grandes culturas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na quarta-feira (19/09), a Instrução Normativa (IN 45/2013), que estabelece os padrões para a produção e a comercialização de sementes dessas culturas. A proposta de atualização ficou em consulta pública por oito meses no site do Ministério. De acordo com o coordenador de Sementes e Mudas do Mapa, André Felipe Peralta, produtores e representantes das Comissões de Sementes e Mudas de vários estados contribuíram para o texto final. “A norma vale para a safra 2013/14 tendo em vista que poucas sementes foram para o campo até agora”, explicou.

Mais culturas - A normativa abrange mais culturas do que a anterior e as regras passam a valer também para o amendoim, o arroz preto, o arroz vermelho, aveia branca e aveia amarela, canola, centeio, cevada, ervilha, gergelim, mamona, juta, linho, painço, tabaco e outras espécies de grandes culturas não contempladas com padrão específico. Outra novidade é a responsabilidade do produtor quanto à garantia da ausência ou da presença de semente adventícia de Organismo Geneticamente Modificado (OGM) em lote de semente de cultivar nacional.

Penalidades - As penalidades no que diz respeito às infrações estão previstas no Decreto 5153 de 23 de julho de 2004. O valor máximo da multa pode chegar a 250% do valor comercial do produto fiscalizado. Segundo Peralta, a fiscalização é feita mediante planejamento estratégico, amostragem, denúncia ou suspeita de irregularidade. “As mudanças visam também atualizar alguns valores que o próprio segmento sementeiro julgou necessário”, ressaltou. (Mapa)

CAFÉ: Leilão negocia 8,6 mil contratos de opções de venda

O segundo leilão de Contratos de Opção de Venda (Cov) de café, em setembro, negociou 8.615 contratos dos 10 mil ofertados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Cada contrato arrematado nesta sexta-feira (20/09), equivale a 100 sacas de café arábica (6 toneladas) e tem exercício de opção para março de 2014, com preço de referência de R$ 343 por saca. O prêmio médio foi de R$ 1,906/saca.

Lotes - Assim como no primeiro leilão deste mês, todos os sete mil lotes de Minas Gerais e os 1,4 mil de São Paulo foram arrematados. No Espírito Santo, foram adquiridos 75 de 700 contratos, enquanto na Bahia houve arremate de 30 dos 400 disponíveis e, no Paraná, 110 dos 500 ofertados.

Próximo leilão - No próximo dia 27, a Conab vai ofertar mais 10 mil contratos por meio de Cov de café. Nessa modalidade, o produtor pode vender o produto ao governo a preços pré-fixados e justos em uma data futura, caso o mercado privado não esteja favorável ao comércio. No primeiro leilão de setembro, ocorrido na última sexta-feira (13/09), foram comercializados 8.565 papéis.

Negociações - As negociações desse tipo de contrato realizadas pela empresa pública estão entre as medidas do governo federal, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para apoiar a comercialização de café no Brasil. Ao todo, o aporte de recursos é de R$ 1,05 bilhão para essas operações, mas o montante destinado na safra atual para o setor cafeeiro já soma R$ 5,8 bilhões. (Mapa)

TRIGO: Momento decisivo para o cereal no Rio Grande do Sul

trigo 20 09 2013Depois das frustrações no Paraná, o trigo entra num momento decisivo no Rio Grande do Sul. As condições climáticas no final do ciclo da cultura vão definir mais da metade da safra brasileira. Geadas tardias, doenças de espiga e chuva na colheita são os fantasmas que assombram o produtor gaúcho. De acordo com o último levantamento da Emater/RS (12/09/13), o trigo está na fase de desenvolvimento vegetativo em 50% das lavouras. A outra metade atravessa as fases de floração e enchimento de grãos. “De maneira geral não houve danos com as geadas, granizo ou chuvas excessivas ocorridas recentemente, sinalizando até o momento rendimentos acima das expectativas iniciais, o que poderá gerar uma boa safra para o Estado”, avalia o assistente técnico da Emater/RS, Ataídes Jacobsen.

Tardias - Contudo, grande parte da frustração com a safra 2012 foi resultado das geadas em setembro, conhecidas como geadas tardias, principalmente a forte incidência em 26/09. De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, João Leonardo Pires, a geada caracteriza-se pela falta de regularidade cronológica, ou seja, não existe uma previsão exata sobre quando e onde vai ocorrer o fenômeno. “A maior probabilidade é de gear em regiões de maior altitude, mas geadas tardias podem ocorrer em todas as regiões”, esclarece Pires.

Sensibilidade - A sensibilidade do trigo à geada vai do florescimento à maturação, sendo que os danos diminuem a medida que evolui o estádio da planta. No emborrachamento, geadas severas podem causar o estrangulamento do colmo, interrompendo a passagem da seiva para as folhas e espigas; no florescimento a geada pode causar o abortamento de flores; no enchimento de grãos, quando os grãos estão em estado aquoso ou passando para leitoso, a geada pode estagnar o crescimento do grão; e no espigamento, a geada pode causar desde falhas na granação até a morte das espigas. Até o momento, a pesquisa ainda não conseguiu identificar uma diferenciação genética entre as cultivares quanto à tolerância aos danos por geada, principalmente na floração. “No Rio Grande do Sul, o maior risco de perda por geadas é quando estas ocorrem no mês de setembro quando, normalmente, a maior parte do trigo já atingiu o espigamento”, conclui João Leonardo Pires. Ele lembra que a avaliação dos danos deve ser realizada entre sete e dez dias após o evento, e não apenas no final da safra para evitar a soma de outros fatores, como doenças, que podem atrapalhar a real dimensão dos danos.

Giberela - A partir do espigamento o trigo fica suscetível também à giberela, doença causada por fungo que ataca a espiga, comprometendo o rendimento e a qualidade dos grãos, além do risco de contaminação por micotoxinas. Para minimizar os danos, a pesquisadora da Embrapa Trigo, Maria Imaculada Pontes Moreira Lima recomenda acompanhar diariamente as previsões climáticas: “A ocorrência de giberela depende de precipitações pluviais elevadas, ou seja, dias consecutivos de chuva. A temperatura entre 20 e 24 ºC, típica de primavera, é uma porta aberta para a doença”, alerta a pesquisadora, lembrando que o controle com o uso de fungicidas não tem eficiência por completo, resolvendo em 50 a 70% no combate ao fungo, quando as aplicações são preventivas. “Se chover logo após a aplicação, a chuva lava o defensivo e deixa o trigo desprotegido novamente”, diz Imaculada.

Germinação pré-colheita - O final do ciclo do trigo também é afetado pelo risco de chuva no período da colheita que pode resultar na germinação dos grãos ainda na espiga. Este fenômeno é mais frequente nas regiões mais quentes, onde as temperaturas elevadas diminuem a dormência dos grãos. Além de diminuir o rendimento, a germinação afeta diretamente o PH do trigo, reduzindo a qualidade tecnológica e o valor comercial dos grãos.

Recomendações - Para o pesquisador Eduardo Caierão, o produtor deve escolher cultivares mais tolerantes à germinação pré-colheita e às doenças relacionadas ao clima, além de escalonar a semeadura, observando sempre o zoneamento agrícola que estabelece as épocas de semeadura com menor risco para cada município. Mas a recomendação só é válida na implantação da lavoura, a partir de agora o produtor precisa monitorar o desenvolvimento da lavoura, o risco de doenças e acompanhar as previsões climáticas até a colheita. “Em caso de previsão de excesso de chuva próximo à colheita, a antecipação da operação, levando em consideração os aspectos fisiológicos da planta, é uma das estratégias para evitar a germinação pré-colheita.

Maior umidade - Por vezes, vale a pena colher o trigo com maior umidade ao invés da lavoura ficar sujeita a mais chuvas na maturação. Entretanto, é preciso considerar as questões práticas da colheita, como a debulha mecânica, e os custos da secagem dos grãos. O produtor deve avaliar em faixas de lavoura se o trigo já pode realmente ser colhido e considerar a relação custo/benefício da antecipação”, alerta Eduardo Caierão. Ainda, mediante ocorrência de germinação pré-colheita, a recomendação é separar os grãos germinados dos não germinados para evitar a desqualificação de todo o lote colhido.

Avaliação - Para giberela, o programa Sisalert (disponível no site http://sisalert.com.br) permite avaliar o risco da doença a partir do registro da data de espigamento, cruzando dados com as previsões climáticas para os próximos 15 dias. Uma ferramenta a mais para monitoramento da lavoura neste período de risco. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Trigo)

 

CARNES: Abates de suínos crescem 1,6% no segundo trimestre, segundo o IBGE

Depois de cair por dois trimestres consecutivos, os abates de suínos voltaram a crescer no segundo trimestre deste ano, informou nesta quinta-feira (19/09) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre abril e junho, os abates de suínos no país somaram 8,9  milhões de cabeças, alta de 1,6% sobre o mesmo período do ano passado e de 0,7% na comparação com o acumulado dos primeiros três meses de 2013.

Sul - De acordo com o IBGE, a região Sul representou 64,8% dos abates de suínos no segundo trimestre. No período, o Rio Grande do Sul desbancou Santa Catarina da liderança nacional dos abates de suínos. Enquanto os frigoríficos gaúchos aumentaram os abates em 12,5% no segundo trimestre na comparação anual, para 2,1 milhões de cabeças, os catarinenses reduziram os abates em 12,3%, para 1,9 milhão de cabeças. Segundo o IBGE, a menor produção de Santa Catarina se deve à redução das exportações do Estado. (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA: Porto de Paranaguá recebe novas cargas de grande porte

infraestrutura 20 09 2013Esta semana, o Porto de Paranaguá recebe dois navios de cargas especiais. Serão desembarcadas peças de grande porte que integram projetos de diferentes empresas. São cerca de 500 volumes entre fingers para aeroportos, trilhos de trem e peças para uma usina de fertilizantes. O navio BBC Hawaii vai descarregar 408 volumes de projetos de três diferentes empresas. A empresa Thyssenkrupp Airport Systems está recebendo 89 volumes vindos da Espanha. São pontes de embarque de passageiros para aeroportos (conhecidas como fingers).

Projetos - Entre os projetos que estão sendo importados pelo Porto de Paranaguá estão 214 trilhos ferroviários (vindos também da Espanha), pela CR Almeida Construtora; outros 80 volumes de peças de projeto para mineração da Margem Companhia de Mineração S/A, vindos da Alemanha; e 25 volumes para projeto da Unidade de Fertilizantes Azotados 3 (UFN3), da Petrobras, que estão vindo da Espanha.

Empreendimento da Petrobras - De acordo com a assessoria de imprensa da estatal, a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN III) é um empreendimento da Petrobras que está sendo construído no município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. A Unidade (prevista para iniciar a operação em setembro de 2014) produzirá amônia e ureia a partir do gás natural. Os volumes importados pelo Porto de Paranaguá são destinados à obra.

Segundo navio - Também previsto para os próximos dias é o navio HHL LISBON. Com procedência da Alemanha, a embarcação vai descarregar 74 volumes, num total de quase 775 toneladas, para um projeto da empresa multinacional Linde Gases LTDA.

Nova fábrica - Segundo a assessoria de imprensa da empresa, a carga que se destina à Linde faz parte do projeto de construção da nova fábrica (que vai produzir oxigênio, nitrogênio e argônio, suprimentos fundamentalmente utilizados por uma vasta gama de processos industriais e hospitalares) na Cidade Industrial de Curitiba, um investimento de 50 milhões de Euros. A nova unidade tem previsão de inauguração também para 2014.

Navios - Este ano, o Porto de Paranaguá já recebeu 13 navios com cargas de projetos. Ao todo, o porto já recebeu cerca de mil volumes vindos de países como Turquia, China, Tailândia, Coréia do Sul e Espanha. O Porto recebe, com frequência, peças de grande porte porque conta com pátios abertos para armazenar as peças até liberação pela Receita Federal. Além disso, a estrutura do cais tem capacidade para suportar o peso das cargas, o que possibilita a realização de operações desta natureza. (Agência de Notícias do Paraná)

 

CNI: Paraná cobra menos tributos das empresas do Simples

O Paraná é o Estado que menos cobra impostos das micro e pequenas empresas do Simples Nacional, segundo a pesquisa "Carga Tributária sobre as Micro e Pequenas Empresas", divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). As companhias estabelecidas no Estado e aderentes do Simples pagam, em média, 4,7% do faturamento em impostos. O Paraná é o único Estado que ficou abaixo da alíquota efetiva média do Simples Nacional, que é de 5,2%. De acordo com a CNI, o Paraná está em primeiro lugar devido à legislação estadual de isenção e redução do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que atinge as optantes pelo Simples.

Alíquota média - O estudo levou em conta valores cobrados em 2012 e compôs uma cesta de empresas de setores e tamanhos determinados representativos dos diversos estratos do Simples para chegar à alíquota efetiva média cobrada no âmbito do Simples em cada Estado. Agora, a CNI enviará o estudo aos governadores, com o objetivo de diminuir a diferença tributária incidente sobre micro e pequenas empresas nos diferentes Estados.

Outros estados - Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, ambos com uma alíquota efetiva média de 5,3%. Na outra ponta do ranking está o Mato Grosso, que cobra das micro e pequenas empresas, em média, 8,6% do faturamento em impostos. Em seguida vem a Bahia, que recolhe 8,1% do faturamento, e o Amazonas, com 7,8%.

Diferença - A diferença entre a alíquota efetiva praticada em cada Estado é "um gravíssimo prejuízo ao ambiente econômico", avaliou o senador Armando Monteiro (PTB-PE). "Estamos longe de constatar um ambiente favorável para os pequenos negócios no Brasil." Segundo o gerente de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, "o objetivo da lei do Simples era unificar" as alíquotas cobradas no país.

Consciência - Para o presidente do Conselho Permanente da Micro e Pequena Empresa da CNI, Amaro Sales, as discrepâncias entre as cargas tributárias só serão equalizadas quando os governos estaduais se conscientizarem que a isonomia é decisiva para dar sustentação às empresas de menor porte, responsáveis por quase 60% dos empregos, e para favorecer a arrecadação. (Valor Econômico, com Agência Brasil)

COMÉRCIO EXTERIOR: Argentina e Brasil querem apresentar proposta comum para acordo com UE

comercio exterior 20 09 2013Brasil e Argentina deverão apresentar uma oferta conjunta para um acordo de livre comércio com a União Europeia, segundo afirmou o ministro de Relações Exteriores, Luis Alberto Figueiredo, após se encontrar com o homólogo argentino, Hector Timerman, nesta quinta-feira (19/09) em Buenos Aires. A proposta será feita em nome do Mercosul.

Interesse - Segundo Figueiredo, "há grande interesse do Paraguai e do Uruguai em se incorporarem em uma proposta robusta". O novo chanceler não quis comentar a posição da Venezuela, atual presidente do bloco.

Negociação - Já a Argentina tentará negociar com o Brasil a apresentação de uma única oferta para o acordo, com a mesma velocidade de implantação para os dois países. A meta será conseguir fechar a proposta até a cúpula do Mercosul em Caracas, em dezembro deste ano. O objetivo foi comunicado aos principais dirigentes do setor privado argentino em uma reunião na última segunda, pela ministra da Indústria, Débora Giorgi, segundo relato de dois participantes do encontro.

Lista - Na reunião de segunda-feira, ficou acertado que os empresários entregarão até 15 de outubro a lista com os setores em que o empresariado argentino não concorda com a liberação de tarifas. A resistência a uma abertura é maior no setor privado argentino do que no brasileiro. "Uma proposta conjunta de Brasil e Argentina não necessariamente vai significar uma oferta homogênea. Para a nossa definição, será essencial conhecer a oferta brasileira. Ninguém quer repetir a experiência dos anos 90, com uma abertura abrupta", disse ao Valor Daniel Funes de Rioja, presidente da Câmara da Indústria de Alimentos e Bebidas (Copal).

Maior exportador argentino - A Copal é o mais importante setor exportador argentino, por reunir os processadores de grãos, que representam cerca de 60% das vendas. No ano passado, seus filiados exportaram US$ 27,4 bilhões, sendo US$ 6,4 bilhões para os 27 países da União Europeia. As importações argentinas de alimentos com origem do bloco são insignificantes: não chegam a US$ 500 milhões.

Resistência - Para o restante do setor industrial argentino, a resistência à abertura é maior, porque são setores com relação de comércio deficitária com o bloco europeu. O país exportou para a União Europeia, em 2012, US$ 3 bilhões em produtos industriais sem origem agrícola, uma queda de 21% em relação ao ano anterior, e importou US$ 7,5 bilhões do bloco.

Balança - Em termos globais, a Argentina importou US$ 12,2 bilhões do bloco e exportou US$ 11,7 bilhões no ano passado. "A oferta europeia terá que ser muito generosa no setor agrícola, porque haverá problemas em abrir ainda mais setores como os de bens de capital, autopeças e produtos químicos, farmacêuticos e de tecidos sintéticos", disse Diego Coatz, economista da União Industrial Argentina (UIA).

Barreiras - Em sua passagem nesta quinta por Buenos Aires, Figueiredo também reclamou das barreiras argentinas ao comércio binacional. O chanceler afirmou que o equivalente a 10% do fluxo do comércio entre Brasil e Argentina está retido em função das declarações juradas de antecipação de importações (DJAI), uma formalidade burocrática criada pelo governo argentino no ano passado que, na prática, exige uma autorização para cada operação. De acordo com Figueiredo, o cálculo leva em consideração o intercâmbio do ano passado, de US$ 34,5 bilhões. As exportações brasileiras retidas pela Argentina representariam, portanto, US$ 3,45 bilhões.

Trâmite - "Questões nessa área comercial podem contaminar o intercâmbio como um todo. O problema das DJAI tem que ser resolvido. Temos que agilizar o trâmite nestes casos", disse Figueiredo. O chanceler afirmou que o assunto pode levar a uma migração de exportações a outros mercados. "Quando há entraves no comércio, as partes procuram outros parceiros", disse.

Comunicado conjunto - Logo após o encontro entre Figueiredo e Timerman, as chancelarias do Brasil e da Argentina soltaram um comunicado conjunto em que anunciaram uma ação "frente às atividades de espionagem dos Estados Unidos na região". Segundo o comunicado, a ação irá "avançar no desenvolvimento de ferramentas de ciberdefesa, que protejam as comunicações e o armazenamento de informações estratégicas".

Segunda visita - Essa é a segunda visita de um ministro da presidente Dilma Rousseff para discutir o tema com o governo argentino. Na semana passada, o ministro da Defesa, Celso Amorim, esteve no país. Assim como Amorim, Figueiredo também seria recebido pela presidente Cristina Kirchner, em audiência prevista para a noite de ontem. A Argentina está na presidência temporária do Conselho de Segurança da ONU. Dilma discursará na abertura da assembleia-geral da entidade na próxima semana e abordará o assunto, que levou ao cancelamento da visita de chefe de Estado que a presidente faria aos Estados Unidos em outubro. (Valor Econômico)

 

PERSPECTIVA: OMC diz que comércio global só vai crescer 2,5% este ano

A fraca performance do comércio mundial durante o primeiro semestre levou a Organização Mundial do Comércio (OMC) a rever para baixo as projeções para as trocas comerciais neste ano e em 2014. Para 2013, a estimativa recuou de 3,3% para 2,5%, enquanto para o ano que vem diminuiu de 5% para 4,5%.

Fatores - Em grande parte devido à persistência da debilidade econômica dos países desenvolvidos, o comércio global, segundo as projeções, continuará crescendo abaixo da expansão verificada nos últimos 20 anos, ao ritmo de 5,4% anuais. A OMC atribui este baixo crescimento à recessão que perdura desde 2008 nas grandes economias - com uma lenta retomada dos Estados Unidos e da zona do euro -, além da estabilização do crescimento chinês verificada nos últimos trimestres.

Indicadores - "Alguns indicadores exibem sinais de melhora, com dados mais otimistas na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e na própria China", observam os economistas da entidade em relatório divulgado nesta quinta-feira (19/09), no qual preveem melhor desempenho dos países neste segundo semestre. Para que o crescimento global atingisse os 3,3% projetados no início do ano, a corrente de comércio mundial teria que crescer de junho a dezembro a uma taxa anualizada de 3,8%, ritmo três vezes maior que o registrado nos seis primeiros meses do ano.

Dados sinalizam recuperação - A crise da dívida soberana europeia diminuiu significativamente desde o ano passado, o desemprego nos EUA caiu de 10% para 7,3% em relação ao pós-crise e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão tem acelerado desde a adoção de novas políticas fiscais e monetárias. A OMC observa, porém, que a economia da Índia ainda sofre forte desaceleração, de acordo com indicadores antecedentes compostos calculados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Importações - O relatório - o primeiro apresentado depois da posse do brasileiro Roberto Azevêdo na direção geral da organização - observa que as importações por parte dos países desenvolvidos terão um papel chave na recuperação do comércio global. No primeiro semestre, essas compras caíram 1,6%, mas, para o segundo semestre, as projeções apontam para um aumento de 1,4%.

União Europeia - O estudo destaca que o futuro da recuperação do comércio global está agora com a União Europeia, que consome cerca de um terço das mercadorias comercializadas no mundo. Segundo a OMC, a debilidade das importações europeias de janeiro a junho deste ano, com recuo anualizado de 2%, explica a piora das previsões. (O Globo / Gazeta do Povo)

CLIMA: Primavera começa com chuva forte no Paraná

clima 20 09 2013O fim de semana que dá início à primavera no Hemisfério Sul deverá ser marcado por chuvas fortes e contínuas em todo o Paraná. O Instituto Tecnológico Simepar informa que entre sábado (21/09) e domingo (22/09), quando começa a nova estação, a precipitação pode atingir um índice de 200 milímetros (mm) nas áreas de divisa com Santa Catarina. Demais regiões terão acúmulo menos intenso, porém ainda com registro acentuado de chuvas.

Instabilidade - As áreas de instabilidade começam a se formar já nesta sexta-feira (20/09) no Sudoeste do estado, mas de forma menos intensa. A partir de sábado, pode haver volume de chuva acima dos 100 mm em diversos municípios paranaenses, principalmente nos localizados na metade sul do Paraná, com ênfase para o Oeste e Sudoeste. O Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do governo federal, não descarta, inclusive, queda de granizo e rajadas de ventos nesta parte do estado.

Risco - A condição eleva o risco de cheias, enxurradas, alagamentos e deslizamentos, uma vez que a água acumulada no solo não tem como se dispersar devido à continuidade da precipitação. “É uma grande quantidade de chuva num curto intervalo tempo, por isso a gente prevê que pode ocorrer alagamentos e até mesmo deslizamentos. Mas é uma possibilidade”, explica o meteorologista do Simepar Tarcízio Valentin da Costa.

Suscetíveis - O Simepar informa ainda que áreas ao longo do Rio Iguaçu e seus afluentes, assim como a região metropolitana de Curitiba e Litoral são as regiões do estado que estão mais sujeitas a problemas em virtude das chuvas.

Temperaturas - Com toda a precipitação pluviométrica, as temperaturas devem se manter amenas no Paraná. Em Curitiba, os termômetros podem chegar a 23°C no sábado e 21°C no domingo. Nos mesmos dias, Cascavel terá máximas de 26°C e 24°C; Paranaguá, 24°C e 22°C, respectivamente.

Deslocamento - Na segunda-feira (23/09), a área de instabilidade deve deixar o Sul do país e atingir a região Sudoeste. Mesmo assim, ainda haverá registro de chuvas fracas no Leste e Norte do estado durante o dia. (Gazeta do Povo)

 

OPINIÃO: Confirmam-se as expectativas de baixa dos preços de mercado

eugenio 20 09 2013*Eugenio Stefanelo

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou, no dia 12 de setembro passado, o balanço de oferta e demanda mundial dos principais produtos agrícolas para a safra 2013/14. A produção mundial de 956,7 milhões de toneladas de milho contempla a produção americana de 351,6 milhões de toneladas, em início de colheita, e a expectativa de produção de 72,0 e 26,0 milhões de toneladas no Brasil e na Argentina, cuja primeira safra no Brasil está em processo de plantio e também a safra argentina. Na safra 2012/13 estes países produziram 273,8, 81,0 e 26,5 milhões de toneladas, segundo o USDA.  

O consumo mundial foi estimado em 930,1 milhões de toneladas e as exportações em 102,7 milhões de toneladas, resultando num estoque de passagem de 151,4 milhões de toneladas, 23,5% superior ao do ano safra 2012/13.

Em artigo anterior divulgado neste site, já comentamos que os números divulgados reforçam as expectativas de baixa das cotações internacionais do cereal neste ano, comparativamente àquelas que vigoraram no segundo semestre de 2012, quando atingiram U$ 8,5/bushel e ficaram na média de U$ 7,58/bushel. O USDA indica que a cotação média ficou entre U$ 7,15 a 6,75/bushel durante o período de comercialização da safra 2012/13 e deverá baixar para U$ 5,2 a 4,4/bushel na safra 2013/14.

No Brasil, segundo a Conab, a primeira safra 2012/13, ano comercial 2013, produziu 35,2 milhões de toneladas e a segunda, em fase final de colheita, renderá mais 46,2 milhões de toneladas. O consumo interno está estimado em 52 milhões de toneladas e as exportações em 17,5 milhões de toneladas. Caso tais números se confirmem, o estoque passará de 5,9 para 18,2 milhões de toneladas ao final deste ano.

No Paraná, também segundo a Conab, a safra 2012/13 será de 17,6 milhões de toneladas (7,2 na primeira safra e 10,5 na segunda safra, com redução de 500 mil toneladas na produção devido as geadas) e o consumo interno em 2013 será de 9,8 milhões de toneladas. Assim, sobram 7,8 milhões de toneladas para serem exportadas (para o exterior ou para outros Estados).

A primeira safra 2013/14 está em pleno processo de plantio, no Brasil e no Paraná. Em ambos a área plantada será menor, devido a perspectiva de menor liquidez e de preços em torno ou abaixo do preço mínimo na comercialização em 2014. No Paraná, a redução de área será de 20% e a produção será pouco inferior a 6,0 milhões de toneladas.

O balanço de oferta e demanda da soja em 2013/14 indica a produção mundial de 281,7 milhões de toneladas, das quais 85,7 nos EUA (7,4 milhões menor do que a inicialmente prevista e que começa a ser colhida no final deste mês), 88,0 no Brasil e 53,5 milhões de toneladas na Argentina. No Brasil o plantio inicia em 20 de setembro e na Argentina o plantio ocorrerá a partir do início de outubro. Na safra 2012/13 estes países produziram 82,1, 82,0 e 49,4 milhões de toneladas.

O consumo doméstico mundial está estimado e 268,9 milhões de toneladas e a exportação em 107,3 milhões de toneladas. Se os números se confirmarem, o estoque final aumentará de 61,6 em 2012/13 para 71,5 milhões de toneladas em 2013/14. Por esta razão o USDA reduziu a média da cotação internacional do grão de U$ 14,4/bushel durante o período de comercialização da safra 2012/13 para U$ 13,5 a 9,75/bushel em 2013/14. Ressalta-se que no segundo semestre de 2012 tivemos o recorde mundial da cotação nominal da soja, quando atingiu U$ 17,95/bushel e média de U$ 15,61/bushel.

No Brasil, segundo a Conab, a safra 2012/13, ano comercial 2013, produziu 81,5 milhões de toneladas. O esmagamento interno está estimado em 42,4 milhões de toneladas e as exportações em 38,8 milhões de toneladas. Caso tais números se confirmem, o estoque passará de 0,44 para 0,84 milhão de toneladas ao final deste ano.

A área plantada da safra 2013/14 aumentará, no Brasil e no Paraná. No Paraná, em aproximadamente 4%, podendo gerar produção pouco superior a 16 milhões de toneladas e a produção brasileira pode ser superior as 88 milhões de toneladas previstas pelo USDA.  

Os números dos balanços de oferta e demanda mundial dos dois produtos não deixam dúvidas. Os preços médios recebidos pelos produtores brasileiros e paranaenses dos dois produtos estão menores do que no segundo semestre de 2012 e no primeiro semestre deste ano e deverão cair ainda mais. No Paraná, variam entre R$ 65,5 a 62,5 a saca de soja (aumentaram em torno de R$ 8,00 a 10,00 a saca nos últimos quatro meses devido a quebra da safra americana e ao aumento da taxa de câmbio no Brasil) e R$ 18,0 a 18,4 a saca de milho. Estes preços refletem o comportamento das cotações internacionais, da taxa de câmbio (aumentou a partir do mês de maio e atualmente oscila entre R$ 2,19 a R$ 2,27) e os menores valores dos prêmios, pela maior disponibilidade do produto aqui na América do Sul e a partir do final deste mês de setembro também nos EUA.

Pelo exposto verifica-se que as janelas de oportunidade de venda antecipada da safra 2013/14 a preços mais elevados estão se fechando rapidamente e se fecharão ainda mais com a entrada da safra americana no mercado. E aqui no Paraná só foram vendidas antecipadamente 20% da safra de soja e zero da safra de milho. Aliás, mais preocupante é o fato que ainda restam por comercializar da safra 2012/13 10% da produção da primeira safra e 70% da produção da segunda safra de milho e 10% da produção de soja.

Piora o cenário a continuidade dos elevados custos logísticos de comercialização e o descompasso verificado entre a capacidade de carregamento dos navios comparativamente ao aumento da disponibilidade de produto brasileiro para exportar. Isto apesar das inegáveis melhorias conseguidas no carregamento das cargas no Porto de Paranaguá, após o desastre verificado na administração do porto durante o governo anterior.

* Eugenio Stefanelo é doutor em Engenharia de Produção, professor da FAE - Centro Universitário e do Centro de Ciências Agrárias da UFPR

 


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