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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3185 | 23 de Setembro de 2013

FORMAÇÃO I: Sescoop/PR completa 14 anos

No último sábado (21/09), a unidade paranaense do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) completou 14 anos. Implantado no Estado em 21 de setembro de 1999, ao longo desse período, vem contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento e modernização do cooperativismo no Paraná, por meio de atividades de formação profissional, promoção social, autogestão e monitoramento. Os números atestam a grandeza desse trabalho: desde que foi criado até o ano passado, o Sescoop/PR já havia investido R$ 129,1 milhões em programas de capacitação, que tiveram mais de 1 milhão de participantes, entre cooperados, dirigentes, colaboradores e familiares. Ao todo, foram 26 mil eventos realizados nesse período. Neste ano, a entidade espera capacitar aproximadamente 150 mil pessoas, por meio de 6 mil eventos e atingir cerca de R$ 25 milhões em recursos investidos.

Diferencial - “O trabalho realizado pelo Sescoop representa o grande diferencial do cooperativismo. No Paraná, os investimentos do Serviço S foram a base de um processo de melhoria da gestão e de prestação de serviços das cooperativas, que impulsionaram o crescimento do Sistema na última década. A difusão de informação e acesso à qualificação profissional mudaram o perfil do cooperativismo no Estado. Da mesma forma, o trabalho de autogestão e monitoramento ganhou força no Sescoop, o que trouxe mais assertividade ao planejamento estratégico de treinamento das cooperativas”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski.

Sustentação – Com esse apoio, o cooperativismo paranaense vem acumulando resultados positivos a cada exercício. No ano em que o Sescoop/PR nasceu, as cooperativas paranaenses alcançaram faturamento de R$ 6,1 bilhões. Em 2012, o setor atingiu movimentação econômica recorde de R$ 38,5 bilhões e projeta, em 2013, obter receita entre R$ 43 bilhões e R$ 45 bilhões. “Junto com a melhoria da estrutura das cooperativas, o investimento na formação de colaboradores e dirigentes é um dos fatores que impulsionam o setor. Qualificação traz melhores serviços e produtos e gera bons negócios. Para manter a competitividade, é preciso conhecimento, visão estratégica e inovação”, acrescenta Koslovski. 

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FORMAÇÃO II: Sescoop foi a maior conquista do cooperativismo, afirma Boesche

“O Sistema S, que no cooperativismo é representado pelo Sescoop, é muito importante para as cooperativas e foi a maior conquista alcançada pelo setor”, afirmou o gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, na tarde da última sexta-feira (20/09), em Curitiba, ao dar boas-vindas aos participantes do curso de pós-graduação em Liderança Estratégica de Gestão de Pessoas, promovido pelo Sistema Ocepar, em parceria com o ISAE/FGV. Mais de 40 profissionais das Unimeds Paraná, Curitiba, Ponta Grossa, Paranaguá e Cianorte e do Sescoop/PR estão participando da especialização. Boesche destacou a importância do trabalho que o cooperativismo paranaense vem executando na área de capacitação profissional e que está dando sustentação ao crescimento do sistema. Ele lembrou que, nos últimos anos, as gerências de Desenvolvimento Humano (DH) e de Desenvolvimento e Autogestão (DA) do Sescoop/PR estão atuando de forma mais integrada, fortalecendo ainda mais as ações realizadas pela entidade. “Nesse sentido, nós contamos com o apoio dos agentes de Desenvolvimento Humano e de Desenvolvimento e Autogestão, que têm tido papel fundamental nesse processo”, ressaltou.

Especialização – A oferta de cursos de especialização se destaca entre as diversas atividades de formação promovidas pelo Sescoop/PR. Desde 2002, já são 75 pós-graduações, atendendo às demandas das cooperativas em variadas áreas. Cinquenta e cinco turmas já foram encerradas e 20 estão em andamento. Ao longo de 2013, mais 12 novas turmas devem ser abertas. Cerca de R$ 25 milhões já foram investidos nessa modalidade, beneficiando aproximadamente três mil alunos. Os cursos são promovidos em parceria com renomadas instituições de ensino superior. A novidade para este ano é o lançamento de um mestrado profissional em cooperativismo, em conjunto com a PUCPR, que terá início no ano que vem.

Início - Na sexta-feira, a especialização em Liderança Estratégica de Gestão de Pessoas foi aberta pelo analista de Desenvolvimento Humano, Fernando Mendes, que apresentou os números do cooperativismo paranaense e destacou ainda o empenho da Unimed Federação, ISAE/FGV e Sescoop/PR em fazer o alinhamento e viabilizar a realização da capacitação. “Foram dois anos de muito trabalho até a concretização do curso. Por isso, esse momento era esperado por nós e pelo Sistema Unimed”, afirmou Fernando.

Objetivos - O curso tem como objetivo desenvolver competências ligadas ao poder de reflexão, argumentação e persuasão, capacitando o profissional para gerir a convergência no intuito de atingir os objetivos estratégicos e pessoais. Visa ainda promover a formação de profissionais com competência ética e técnica para gerir pessoas por competência. Também pretende habilitar o gestor por competência a elaborar projetos de gestão de pessoas com ênfase no estímulo das competências organizacionais e alinhadas à estratégia da cooperativa. Outra meta da pós é formar gestores com capacidade para gerir pessoas e atuar como agentes de mudanças na cooperativa.

Presenças – Na abertura do curso também estiveram presentes Ana Paula Honorato e Jussara Resende de Almeida, representando a FGV/Rio de Janeiro; Danielle Hernandes, responsável pelos cursos in company do ISAE em Curitiba, e Soraya Galvão, conselheira de administração do Sescoop/PR, que está participando do curso pela Unimed Federação, representando o Sistema Unimed.

Londrina– Também na sexta-feira, teve início, em Londrina, o curso de pós-graduação em Gestão Empresarial, em parceira com a FGV e participação de 40 profissionais da Unimed Londrina, Unimed Apucarana, Unimed Norte Pioneiro, Integrada, Confepar, Sicoob Central PR e Uniodonto. A especialização tem como objetivo geral instrumentalizar os dirigentes e profissionais das cooperativas de saúde no desenvolvimento de habilidades e atitudes na gestão das cooperativas com maior eficiência, proporcionando uma visão global e sistematizada do contexto empresarial que envolve uma cooperativa do ramo saúde.

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RAMO TRANSPORTE: Cooperleste vai sediar fórum na quarta-feira, em Piên

transporte 23 09 2013A Cooperleste será a anfitriã do Fórum das cooperativas do ramo transporte que o Sistema Ocepar promove, na quarta-feira (25/09), em Piên, na região sudeste do Estado. O evento vai reunir presidentes, dirigentes e colaboradores das cooperativas que atuam nesse setor. A programação contempla a apresentação das ações do Conselho Nacional do Ramo e um relato das reuniões realizadas com representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que serão feitos pelo coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, João Gogola. Haverá ainda debates sobre novas legislações, repasse de informações referentes aos indicadores do ramo e as projeções para o final de 2013, além do planejamento das atividades de capacitação para 2014.

O ramo - No Paraná, o ramo transporte é composto por 26 cooperativas registradas no Sistema Ocepar, das quais 24 atuam com transporte de cargas, uma com transporte náutico e uma com transporte de passageiros. O segmento contempla 1.900 cooperados, 210 funcionários e cresceu 12% em 2012, chegando a R$ 237,6 milhões em movimentação econômica.

Clique aqui e confira na íntegra a programação do Fórum do Ramo Transporte

 

CLASSIFICAÇÃO DE GRÃOS: Curso capacita profissionais de cooperativas em Cascavel

O Sistema Ocepar está promovendo, nesta segunda-feira (23/09), um curso de formação de classificadores de soja, milho e trigo, na sede da Cotriguaçu, em Cascavel, com a participação de 30 profissionais das cooperativas Coagro, Coopavel, Copagril, Coagru, C.Vale, Coamo, Cocamar, Nova Produtiva, Castrolanda e Agrária. O curso é homologado pelo Ministério da Agricultura (Mapa) e está sendo realizado em parceria com a empresa ITR. A programação contempla ao todo 96 horas/aula, com atividades nesta semana e em outubro, entre os dias 21 e 26. Na abertura do curso, os gestores da C. Vale, Alcemir Chiodelli, e da Coopavel, Moacir Kessler, falaram da importância do trabalho do Sescoop/PR nesta área.

Carteira - Os alunos que participarem de todo o curso e forem aprovados nas avaliações com presença de, pelo menos, 95% nas aulas, receberão a carteira de classificador oficial do Mapa. Para tanto, também é necessário ter formação como técnico agrícola, engenheiro agrícola, de alimentos ou agrônomo.

Objetivo – “As cooperativas têm o objetivo de melhorar a qualificação dos profissionais para que, nas vendas de seus produtos, não sofrerem deságios indevidos da soja, milho, trigo e derivados, por classificações que não sejam estritamente de parâmetros técnicos de seus clientes”, afirma o analista técnico e econômico da Ocepar, Robson Mafioletti, que também acompanha a capacitação. 

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COPACOL: Jantar com empresas parceiras é realizado em comemoração aos 50 anos

Foi realizado, na noite da última sexta-feira (20/09), na Aercol de Cafelândia, Oeste do Estado, um jantar para os parceiros da Copacol que contribuíram para o sucesso e desenvolvimento da cooperativa ao longo destes quase 50 anos. No evento, o presidente Valter Pitol fez uma apresentação da evolução da empresa ao longo dessas décadas. Os convidados também puderam assistir uma apresentação da orquestra Teutônia, do Rio Grande do Sul. O presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, falou sobre a importância da cooperativa. “Sentimos orgulho da Copacol. Ela superou desafios e hoje é uma das mais importantes cooperativas do estado e do país, sendo ela muito organizada e profissionalizada. Temos absoluta certeza de que ela vai continuar por muito mais 50 anos, dando alegria para os associados e para o cooperativismo brasileiro”, comentou Koslovski. O superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile, também prestigiou o evento. 

A cooperativa - A Copacol possui cerca de 4,8 mil associados e 7,6 mil colaboradores. Em 2012, registrou um faturamento bruto de R$ 1,6 bilhão e projeta alcançar, até o fim deste ano, um faturamento de R$ 2 bilhões. Atuando nos municípios de Goioerê, Nova Aurora, Formosa do Oeste, Jesuítas, Iracema do Oeste, Tupãssi, Corbélia e Cafelândia, a cooperativa atua nas atividades de agricultura, avicultura, suinocultura, piscicultura e bovinocultura de leite. Somente a avicultura responde por 60% do faturamento, com abate diário de 340 mil aves. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Copacol

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COCAMAR: Luiz Lourenço participa de painel nesta 2ª feira, em Curitiba

O evento de premiação das empresas paranaenses que se destacam entre as “500 Maiores do Sul”, conforme ranking anual elaborado pela revista Amanhã, de Porto Alegre, programado para às 19h desta segunda-feira (23/09), em Curitiba, na sede do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), terá a presença do presidente da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Luiz Lourenço.

Conferencista - Convidado especial, Lourenço participa como conferencista do painel “Crescendo contra a corrente – é na crise que se conhece as empresas com vocação para prosperar”, que abre a solenidade. Ele terá ao seu lado o economista-chefe do Banco Santander, Maurício Molan, e o presidente da Renault, Olivier Murguet. 

Posição - Entre as 100 maiores empresas do Paraná, a Cocamar ocupa a 20ª posição. Depois de faturar R$ 2,360 bilhões em 2012, com expansão de 17,8% sobre o montante alcançado no ano anterior, a cooperativa pretende chegar a R$ 2,5 bilhões este ano e a R$ 3 bilhões até 2015. Ao longo de uma década, seu faturamento cresceu 150%. (Imprensa Cocamar)

SICREDI UNIÃO PR/SP: Nova unidade será inaugurada em Maringá, na quarta-feira

Na próxima quarta-feira (25/09), quando completa 28 anos, a Sicredi União PR/SP inaugura a sua mais nova unidade em Maringá, na Avenida Cerro Azul, 998. Sob a gerência de Éder de Oliveira, a estrutura de 400 metros quadrados terá 9 colaboradores e a instituição vai levar sua completa linha de produtos e serviços a uma populosa região da cidade onde é grande, também, o número de estabelecimentos comerciais.

Espaço Nikkei- Na oportunidade, os convidados irão conhecer o “Espaço Nikkei”, uma área especialmente dedicada ao atendimento da comunidade de origem nipônica. A iniciativa, segundo explica Wellington Takahashi, responsável por gerenciar esse novo serviço, “vai ao encontro aos anseios de parte representativa da população de Maringá, formada por descendentes de japoneses que atuam nos mais diversos segmentos”.

Estratégia - A unidade da Avenida Cerro Azul é a sexta em Maringá e faz parte da estratégia de crescimento da cooperativa, que tem sido ao redor de 25% em média ao ano, segundo informa o diretor-executivo Rogério Machado. Entre as maiores instituições financeiras cooperativas do Sistema Sicredi no Brasil, a Sicredi União PR/SP conta com 80 mil associados atendidos por uma rede de 70 unidades nas regiões noroeste e norte do Paraná e centro-leste paulista, que compreendem um total de 108 municípios. Seus ativos chegam a R$ 1,5 bilhão, com R$ 145,2 milhões de patrimônio líquido, R$ 827 milhões em operações de crédito e R$ 1 bilhão em recursos captados. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

COOPERATIVISMO: Roberto Rodrigues é um dos expositores de conferência da ACI Américas

cooperativismo 23 09 2013Roberto Rodrigues, uma das referências cooperativistas – não só no Brasil, mas no mundo – tem uma nova missão diante de si: falar sobre como melhorar a economia do planeta, por meio da cultura do cooperativismo. Ele é um dos convidados de honra da 18ª edição da Conferência Regional ACI Américas. Neste ano o tema do evento é “A Década das Cooperativas: cenários e perspectivas”.

Apoio - A conferência recebe o apoio do Sistema OCB e acontece no Guarujá, litoral paulista, de 6 a 11 de outubro, e tem por objetivo “unir e articular ações conjuntas das cooperativas das Américas, para que o modelo empresarial cooperativo se consolide em 2020 como referência em sustentabilidade econômica, social e ambiental”.

Coordenador - Atualmente, Roberto Rodrigues, é o coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas. O tema de sua conferência – uma das mais aguardadas pelos conferencistas já inscritos – é “As ações de sempre não são suficientes para o desafio 2020”. A palestra está marcada para o dia 11/10.

Cooperativismo como caminho - Na visão de Roberto Rodrigues, é chegada a hora de trabalhar para consagrar o cooperativismo como o movimento econômico e social mais importante do mundo. “Estamos falando de um conceito de trabalho no qual o social é corrigido por meio do econômico. Se pensarmos que cada cooperado tem, pelo menos, três dependentes ou agregados, existem quatro bilhões de pessoas ligadas ao cooperativismo. Mais da metade da população do planeta”, acrescenta.

Terceira via - Rodrigues defende, ainda, que as cooperativas sejam vistas como uma terceira via entre o capitalismo e o socialismo estatizante de antes, do tempo do “socialismo real”. “As cooperativas são empresas, sim. Não precisa haver purismo em relação a isso”, afirma. “Mas com um diferencial, são empresas de capital socioeconômico e valores como solidariedade, democracia, verdade e honestidade, um comportamento ético frente ao mercado muitas vezes não praticado no capitalismo”, considera.

Viabilidade - Disposto a dar mais visibilidade ao cooperativismo, o embaixador defende esclarecer a opinião pública sobre as vantagens do segmento. “A ninguém interessa mais do que ao próprio cooperativismo ser saudável para mostrar e comunicar adequadamente as suas vantagens”, pondera Rodrigues.

O evento - A ACI Américas e a Confederação Nacional das Cooperativas Médicas do Brasil (Unimed) realizarão a XVIII Conferência Regional ACI Américas com o tema: “A Década das Cooperativas: cenários e perspectivas”. O evento recebe apoio do Sistema OCB.

Informações - Para mais informações sobre a XVIII Conferência Regional ACI Américas “A Década das Cooperativas: cenários e perspectivas”, acesse o site do evento: www.conferenciaaciamericas2013.com. E, para se inscrever. (Revista Saber Cooperar)

 

AGRONEGÓCIO: Setor deve garantir metade da expansão do PIB

Na safra 2014, que começa a ser plantada este mês, o Brasil poderá ser o maior produtor e exportador mundial de soja, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Projetava-se essa mudança, de o Brasil superar os EUA, ainda em 2013, mas isso não ocorreu. A produção brasileira esperada de 88 milhões de toneladas de soja para 2014 deve superar a safra dos EUA, de 85,7 milhões de toneladas, que está em fase final e foi afetada pela seca.

Agroindústria - Do crescimento de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pelo mercado para este ano, segundo o Boletim Focus do Banco Central (BC) mais recente, um pouco mais de um ponto porcentual virá da agroindústria, calcula o diretor de pesquisa da consultoria GO Associados, Fabio Silveira.

Projeções - Nas suas projeções, ele considerou o PIB do agronegócio de 2012 em R$ 989 bilhões e a estimativa de crescimento para o setor de 5% para este ano, ambos os dados da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA). Se as estimativas de crescimento se confirmarem, o PIB do agronegócio deve somar R$ 1,038 trilhão em 2013 e responder 23% de toda a riqueza gerada no País.

Segmentos - "Essa cifra inclui os segmentos antes e depois da porteira", ressalta Adriana Ferreira Silva, economista do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que calcula o PIB do agronegócio para a CNA. Isso significa que a cadeia da agroindústria considera não só os produtos primários da agricultura e da pecuária, mas também toda a riqueza criada no processamento e na distribuição, além do desempenho da indústria de insumos.

Bens de capital - "O agronegócio está puxando não só a indústria de alimentos, mas também a de bens de capital. Na minha avaliação, o agronegócio pode neste ano tracionar a economia mais do que o varejo", diz o economista da Associação Comercial de São Paulo, Emílio Alfieri, que acompanha de perto o consumo.

Insumos - Enquanto a indústria patina e o varejo desacelera, as evidências da força do agronegócio para tracionar outros setores da economia já aparecem nas vendas de insumos. "Se não houver nenhum imprevisto até dezembro, as vendas de tratores de rodas neste ano serão recordes", afirma o diretor de Vendas da Agrale, Flávio Crosa.

Surpresa - Ele conta que 2012 já tinha sido um ano bom para a agricultura e foram vendidos no mercado 56 mil tratores de rodas, que são para o agronegócio. Para este ano, a estimativa inicial era vender 54 mil máquinas. Mas até agosto foram comercializados 44,9 mil unidades, segundo a Anfavea. A perspectiva agora é que o ano feche com 60 mil tratores comercializados. "Não imaginávamos que uma demanda tão forte assim."

Investimento - Além da capitalização dos produtores, Crosa cita a manutenção até dezembro do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (PSI) como fator de impulso às vendas.

Fertilizantes - A história se repete no fertilizante. Em 2012, foram vendidas 29,5 milhões de toneladas. Consultorias projetam para este ano 30,5 milhões de toneladas. Até agosto alta foi de 5,5%. "Teremos mais um recorde", prevê o diretor da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), David Roquetti Filho. (Agência Estado)

MILHO: Leilão de Pepro negocia 453 mil toneladas

milho 23 09 2013Foram comercializadas 82,38% das 550 mil toneladas (t) de milho ofertadas por meio de leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) na sexta-feira (20/09), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O total negociado ficou em 453 mil t do cereal. O prêmio refere-se à venda e escoamento do produto em grãos oriundos da safra 2012/2013 e 2013.

Lotes - No primeiro lote do leilão foram negociadas 147,6 mil t de milho do norte de Mato Grosso, onde ficam Sinop e Alta Floresta. O valor do prêmio de abertura fechou em R$ 2,98/saca. Já o segundo lote vindo do centro-norte do Mato Grosso, onde ficam Lucas do Rio Verde e Sorriso, foram negociadas 55,4 mil t do cereal. Os arrematantes terão direito à subvenção de R$2,7/saca. Todo o terceiro lote foi negociado, ofertando 250 mil t do centro-norte de Mato Grosso, com prêmio de R$ 2,70/saca. A região é onde se localizam Campo Novo do Parecis e Nova Mutum.

Vendas totais - “Já foram realizados, somente neste ano, seis leilões de Pepro de milho, totalizando a venda em 6,7 milhões de toneladas. Com o excedente de produção do cereal no estado de Mato Grosso em 2013, nada mais justo que oferecer ao produtor o direito constitucional em exercer o preço mínimo”, disse o secretá

 

INFRAESTRUTURA: Campanha educativa é feita com caminhoneiros no Porto de Paranaguá

infraestrutura 23 09 2013A Guarda Portuária orientou caminhoneiros que circulam pelas imediações do Porto de Paranaguá, na tarde desta sexta-feira (20/09), sobre cuidados para trafegar na região, como evitar o furto das cargas, prática conhecida como “vazada”, e limpeza correta dos veículos. De acordo com o superintendente dos Portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino, como a Guarda Portuária tem efetivo em todo o entorno do Porto (nos quatro portões, no Silão e nas moegas), pode perceber quais são os problemas cotidianos do trânsito e da segurança da área.

Diálogo - “Tendo informação, temos mais condições de combater essas situações que acabam, de certo modo, atrasando o desenvolvimento ordenado dos portos paranaenses. Como o diálogo tem sido a principal ‘arma’ para enfrentar nossos principais problemas, estamos com mais essa campanha externa para orientar os caminhoneiros, nossos parceiros em diversas outras ações”, comenta Dividino.

Direção defensiva - A campanha orientou sobre direção defensiva nas avenidas e ruas, mesmo as internas, do Porto. São informações como limite de velocidade, a importância de não parar em fila dupla e de não fechar os cruzamentos.

Segurança - Quanto à segurança, os guardas lembraram a importância de se lacrar as bicas dos caminhões. De acordo com as orientações da Guarda, se os motoristas mantiverem as bicas fechadas com cadeados reforçados, dificultam a ação de delinquentes que, furtam parte da carga para revender.Manter a carga bem segura (acondicionada e fechada) na carreta também ajuda na limpeza das vias.

Limpeza - Os guardas orientaram os caminhoneiros sobre a necessidade de limpar os caminhões (varrer ou passar jatos de ar) nos locais adequados: as moegas e terminais de descarga. Além das informações, os caminhoneiros receberam lista com os principais telefones de emergência: o da ambulância de resgate da Appa (41-3420- 1111/ 8415-2969), da Guarda Portuária (41- 3420-1215/1305), da Polícia Militar, entre outros.

Caminhoneiro - Um dos caminhoneiros abordados foi Adilson, de Sorocaba (SP). Ao volante de um caminhão-cegonha, carregado de veículos, ele disse que está sempre em Paranaguá. “Informação nunca é demais. A vida da gente é curta, temos que aproveitá-la com segurança”. (Agência de Notícias do Paraná)

 

TRABALHO: PR cria 12.259 empregos em agosto, o segundo melhor desempenho do país

trabalho 23 09 2013O Paraná teve o segundo melhor desempenho do país na criação de empregos com carteira assinada no mês de agosto. O Estado teve um saldo de 12.259 empregos, o que representa um aumento de 0,46% em relação ao estoque de assalariados no mês de julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20/09) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Estados - Entre os estados brasileiros, o Paraná ficou atrás apenas de São Paulo, que criou 39.564 postos. Do total de vagas abertas no Estado, 10.555 postos foram no interior. No Sul, Santa Catarina criou 8.668 vagas de trabalho e o Rio Grande do Sul, 6.963 postos de trabalho.

Sinais de vitalidade - O secretário estadual do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli, disse que a economia paranaense continua dando sinais de vitalidade na criação de empregos como resultado das políticas públicas implantadas pelo governo do Estado. “Em dois anos e oito meses do governo Beto Richa, o Paraná criou 314.627 empregos. No mesmo período, o Rio Grande do Sul criou 294.876 vagas e Santa Catarina 222.158. No ano, são mais de 99 mil empregos, número que já supera o total de empregos criados em 2012, que foi de 89.122. São excelentes resultados”, avalia Romanelli.

Setores - Os setores que mais criaram empregos no Paraná em agosto foram Serviços, com 4.215 vagas, Comércio, com 3.917 postos de trabalho; e a Indústria da Transformação, com 3.327 vagas. Das 12.259 vagas de emprego criadas no Estado em agosto, 10.555 postos foram no interior. A Região Metropolitana de Curitiba registrou acréscimo de 2.204 empregos formais em relação ao mês anterior (+0,21%). Os municípios que mais criaram postos de trabalho foram Curitiba, com 1.044 vagas, Maringá com 909 novas vagas, Londrina com 762 postos de trabalho, São José dos Pinhais, com 591 empregos, Cascavel, com 567 e Ponta Grossa, com 549 vagas.

Ano - Nos primeiros oito meses do ano, houve acréscimo de 99.698 postos (+3,86%). Em termos absolutos, foi o melhor desempenho da Região Sul e o terceiro do país, atrás de São Paulo (359.308) e Minas Gerais (146.672).

Brasil - Em agosto foram criados 127.648 empregos formais no país, um crescimento de 0,32% se comparado ao mês anterior. No acumulado do ano, o emprego cresceu 2,72%, representando o acréscimo de 1.076.511 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses foram criados 937.518 postos, uma elevação de 2,36%. Se for analisado o comportamento do emprego de janeiro de 2011 a agosto de 2013, a elevação foi de 10,54%, com abertura de 4.686.790 postos de trabalho no país. (Agência Brasil de Notícias)

 

COMBUSTÍVEL: Reajuste da gasolina sai até 21 de outubro

combustivel 23 09 2013O governo federal deve conceder um novo reajuste no preço da gasolina até o dia 21 de outubro. A data é estratégica para o Palácio do Planalto porque o primeiro leilão do campo de petróleo e gás natural oriundo da camada de pré-sal em Libra (SP) será realizado pelo governo neste dia. Segundo o Estado apurou, o desejo de parte relevante da equipe econômica é de que o preço da gasolina seja elevado em cerca de 8% nas refinarias até a realização do leilão. Como o leilão será feito sob o regime de partilha, a Petrobrás será a operadora com 30% de participação mínima em todos os blocos que forem adquiridos por companhias privadas.

Sinal importante - Diante das dificuldades de caixa e do ambicioso programa de investimentos que a empresa precisa tocar nos próximos anos, o reajuste da gasolina seria um "sinal importante" ao mercado. O argumento tem sensibilizado o Planalto, mas ainda não há definição quanto ao momento exato do reajuste.

Situação financeira - Com o aumento do preço, a situação financeira da Petrobrás deve melhorar imediatamente, uma vez que ela poderá repassar para o mercado interno o combustível adquirido do exterior a um preço maior do que vem fazendo desde janeiro. O preço da gasolina é fixo e controlado pelo governo federal. O reajuste já foi solicitado formalmente pela Petrobrás ao governo e serviria para reduzir a diferença entre o custo do combustível comprado pela estatal no exterior e aquele vendido nos postos de gasolina no Brasil.

Custo - O forte aumento do consumo nos últimos três anos tem infligido à estatal um pesado custo financeiro nas operações de comércio exterior, que tem causado impacto inclusive na balança comercial brasileira. O recente salto na cotação do dólar agravou essa situação - a Petrobrás precisa gastar mais reais para adquirir a mesma quantidade de combustível, cotado em dólar. A estatal perde cerca de R$ 1 bilhão por mês com a operação. A participação da empresa no leilão em Libra deve exigir cerca de R$ 4,1 bilhões (ou US$ 2 bilhões), estimou o departamento econômico do HSBC em relatório recente.

Decisão - O martelo está batido, em Brasília, em relação à necessidade de um aumento da gasolina. Mas segmentos do governo ainda defendem que o reajuste seja postergado ao menos até o fim do ano, ou mesmo que seja concedido apenas em janeiro de 2014. O principal argumento neste caso é a inflação. A equipe econômica avalia ainda ser possível reduzir o IPCA deste ano a um patamar inferior ao avanço de 5,84% registrado em 2012.

Reflexo - Um reajuste da gasolina da ordem de 8% nas refinarias (e de pouco menos disso nas bombas de combustíveis) representa, nas contas do governo, um aumento de 0,2 ponto porcentual no IPCA. Entre os que defendem o reajuste até a licitação do campo de Libra, a visão é de que a inflação deste ano "já está dada". Assim, uma alta de 6,1% ou um pouco mais no IPCA deste ano não seria problemática, uma vez que evitaria o reajuste de preços ao consumidor no ano eleitoral de 2014.

Convergência - Os técnicos do governo convergem para o fato de que o encarecimento da gasolina também servirá como estímulo indireto ao setor sucroalcooleiro. Mais barato nas bombas, o etanol pode compensar o aumento de preços aos consumidores. Além disso, a composição da gasolina no Brasil tem 25% de etanol na mistura, o que diminui o repasse da alta de preços nas refinarias para as bombas nos postos de combustíveis. (Agência Estado)

 

FOCUS: Mercado mantém projeção de alta de 2,40% para o PIB em 2013

Os analistas de mercado e as instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central para o boletim Focus mantiveram sua expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2% em 2013 e 2,22% em 2014. Há um mês, as previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto em 2013 estavam em 2,20% e de 2,40% para 2014. Em relação à inflação, a mediana das instituições pesquisadas mostrou ligeira queda para a estimativa do IPCA em 2013, que caiu de 5,82% para 5,81%. Já em relação a 2014, o mercado elevou a projeção de 5,90% para 5,96%. (Valor Econômico)

COMÉRCIO EXTERIOR I: Câmbio intensifica efeito de tarifa antidumping

A desvalorização do real em relação ao dólar tem contribuído para intensificar a redução da importação de alguns produtos que foram alvo de sobretaxa antidumping no período em que a moeda nacional estava mais apreciada. De 2010 a 2011 o direito antidumping foi aplicado em 18 produtos de origens determinadas. Dos casos em que foi aplicado o direito antidumping em 2010 e 2011, em 10 houve redução do valor importado de janeiro a agosto de 2013, na comparação com igual período de 2012. Em sete destes casos, o recuo das importações foi maior nos produtos com origem no país que foi sobretaxado do que no total importado da mesma mercadoria, levando em conta todas as origens.

Sobretaxa - O direito antidumping é uma sobretaxa aplicada a produtos de determinados países cujos fornecedores estejam praticando preços abaixo dos de mercado, segundo avaliação do Ministério do Desenvolvimento (Mdic). A sobretaxa pode ser um percentual calculado sobre o produto ou um valor em dólar adicionado ao preço da mercadoria. A medida antidumping é aplicada por prazo determinado, mas pode ser prorrogada. O levantamento levou em consideração também os casos de sobretaxas prorrogadas de 2010 a 2011.

Eficácia - José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), explica que a sobretaxa acaba perdendo eficácia quando o câmbio é mais vantajoso para a importação, como foi o período de 2010 a 2011.

Efeito duplo - A desvalorização da moeda acaba tendo um efeito duplo sobre o produto sobretaxado. Ao mesmo tempo em que a depreciação do real torna a importação mais cara, a sobretaxa encarece mais ainda o produto, tornando mais eficaz a ideia do direito antidumping, que é tornar os demais fornecedores estrangeiros ou a indústria nacional mais competitiva. Levando em conta o preço médio do dólar, houve, de 2011 para 2012, depreciação cambial de cerca de 17%. "É um percentual significativo, que faz diferença principalmente para quem está sobretaxado."

Reflexo - Segundo Castro, como existe um prazo de cerca de seis meses entre a contratação da importação e o desembarque da mercadoria, a redução de importação dos produtos sob direito antidumping no primeiro semestre deste ano reflete ainda a desvalorização do real no ano passado.

Opinião semelhante - Roberto Barth, membro da Comissão de Defesa da Indústria Brasileira (Cdib), tem opinião semelhante. Para ele, o efeito da desvalorização do real ao longo de 2013 somente irá se refletir nas importações ao fim deste ano ou em 2014. A evolução das importações de produtos sobretaxados este ano, diz, já mostra o impacto da desvalorização que aconteceu em 2012.

Exemplo - Barth cita o exemplo dos imãs de ferrite vindos da China, que tiveram a sobretaxa antidumping renovada em maio de 2010. A medida aplicada, lembra, foi de 43% sobre o valor da mercadoria no desembaraço. "Quando a sobretaxa foi aplicada para o produto, não houve grande reação porque o real estava mais valorizado", diz Barth. De janeiro a agosto de 2013, a importação dos imãs não chegou a ter queda, contra mesmo período do ano passado. Houve elevação de 5,4%. Essa alta, porém, significa redução no ritmo de importação. Levando em conta os mesmos meses, a alta de 2011 para 2012 foi de 30%. "A desvalorização do real torna a sobretaxa mais eficaz não só no caso do imã, mas também de vários produtos que estão com taxa antidumping."

Reação - Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior, lembra que a velocidade de reação à medida antidumping depende do produto e de outros fatores, como existência de produção nacional mais competitiva ou de outros fornecedores externos. Em alguns casos em que não houve redução na importação neste ano, diz Barral, é possível que a sobretaxa já houvesse sido mais eficiente assim que foi aplicada.

País sobretaxado - A eficácia da medida também depende do país sobretaxado. "Depende da política cambial do país de origem ou de outros incentivos." A China, cita ele, eleva o estímulo tarifário para a exportação, o que pode acaba amenizando ou neutralizando uma sobretaxa aplicada sobre determinado produto no país de destino.

Viscose - As malhas de viscose da China estão entre os produtos que tiveram reação mais imediata à sobretaxa antidumping. Alvo da medida desde abril de 2011, a importação das malhas de origem China caiu de US$ 36,05 milhões de janeiro a agosto de 2011 para US$ 2,68 milhões no mesmo período do ano passado. Neste ano, a importação caiu ainda mais, para US$ 372 mil, com redução de 86%. A importação do mesmo produto, levando em conta todas as origens, caiu 62%.

Canetas - As canetas esferográficas, também da China, reagiram mais rapidamente à medida antidumping, aplicada desde abril de 2010. De janeiro a agosto de 2010 para os mesmos meses do ano seguinte, a importação do produto com origem China caiu de US$ 5,7 milhões para US$ 3,5 milhões. Em 2012, porém, os desembarques aumentaram para US$ 6 milhões e este ano voltaram a cair, para US$ 3,8 milhões. (Valor Econômico)

COMÉRCIO EXTERIOR II: BR deve usar Portugal como plataforma para mercado externo, recomenda embaixador

As empresas brasileiras com interesse no mercado externo devem olhar Portugal como plataforma logística e de negócios para atingir mais de um continente. A recomendação é do embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva, e do empresário Ricardo Lima, do Grupo Camargo Corrêa, responsável por um dos principais investimentos feitos recentemente por brasileiros em Portugal - a compra da fábrica de cimento Cimpor, em 2012.

Motivos - Segundo eles, Portugal interessa aos investidores brasileiros por causa da logística (portos, ferrovias e rodovias); da posição geográfica (parte da Europa mais próxima do litoral brasileiro, do Canal do Panamá e da costa ocidental africana); e da força de trabalho (em média mais escolarizada que os brasileiros e com qualificações especiais para o mercado corporativo).

Ignoradas - Algumas dessas vantagens comparativas são ignoradas pelos brasileiros. “Portugal tem muitas coisas boas que são desconhecidas dos brasileiros”, assinala Ricardo Lima ao recomendar os brasileiros a olharem Portugal além da crise econômica atual e “não pensar no curto prazo”.

Olhar estratégico - “O Brasil tem que olhar Portugal estrategicamente”, concorda Mário Vilalva. “Nós não podemos olhar Portugal através de número de balança comercial ou de pequenos projetos que as empresas brasileiras venham fazer”, pondera o embaixador, ao indicar, por exemplo, que os portos de Portugal com capacidade para grandes embarcações podem receber petroleiros, graneleiros e navios de contêineres para triagem de mercadorias para a navegação de cabotagem no Mediterrâneo e para o Norte da Europa ou para as ligações por terra que dão acesso à Espanha e daí ao resto do continente.

Valor singular - Na opinião de Ricardo Lima, Portugal tem valor singular por causa da África, com maior potencial de crescimento que o Velho Continente. “A Europa é uma economia madura com players estabelecidos há bastante tempo”, diz ao apontar a África em expansão e lembrar que os portugueses estão “há séculos” no continente e têm conhecimento diferenciado para trabalhar e fazer negócios com os africanos, o que “faz ganhar tempo”.

Mão de obra capacitada - Conforme o empresário, além da experientes sobre a África, a mão de obra com curso superior em Portugal tem “altíssimo nível profissional” e melhor fluência em idiomas estrangeiros (inglês, francês e espanhol) do que a média brasileira, além de regras tributárias mais estáveis que no Brasil, maior segurança jurídica e estabilidade nas políticas de incentivo industrial – o que explica Portugal melhor posicionada (cinco lugares à frente) do que o Brasil no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.

Controle - De Portugal, Lima controla a produção e venda de cimento em nove países (o grupo que representa tem 16 fábricas, inclusive no Brasil) e centraliza compra de insumos para as unidades sediadas em Portugal, na África e na América do Sul.

Ranking - De acordo com ranking da Fundação Dom Cabral, Portugal é o nono país do mundo e segundo na Europa com maior presença de empresas brasileiras (16 organizações), e a participação poderá aumentar com a privatização de companhias estatais prevista em programa de governo. (Agência Brasil)

FINANÇAS: Economia da China dá sinais claros de recuperação

O ministro das Finanças da China, Lou Jiwei, afirmou que a economia do país está dando sinais claros de recuperação recentemente, especialmente em setores como eletricidade, produção e transporte ferroviário. Segundo o jornal Oriental Morning Post, o ministro disse que a China tem condições e confiança para manter o crescimento econômico estável e relativamente rápido. Além disso, Lou afirmou que acredita que os países asiáticos tem um melhor panorama fiscal atualmente em comparação com 1997, durante a crise financeira da região. De acordo com a publicação, esse panorama fiscal deve ajudar a aliviar qualquer impacto nas economias desenvolvidas a partir das mudanças das medidas de flexibilização monetária.

PMI industrial da China avança para 51,2 em setembro - O resultado preliminar do índice dos gerentes de compras (PMI) da indústria chinesa medido pelo HSBC avançou para 51,2 em setembro, em comparação com 50,1 em agosto. Desta maneira, o PMI chegou ao nível máximo em seis meses. Acima de 50, o dado indica expansão em relação ao mês anterior; abaixo de 50, aponta contração. "A leitura mais forte da atividade da indústria em setembro reflete as melhorias simultâneas das condições da demanda externa e também da doméstica. Esperamos uma recuperação mais sustentada à medida que a filtragem inicial através de medidas de ajustes finos recentes deve impulsionar a demanda doméstica", observou o economista Qu Hongbin, do HSBC, por meio de nota. (Agência Estado, com Dow Jones Newswires)


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