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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3187 | 25 de Setembro de 2013

COOPERATIVISMO: Lideranças discutem demandas do setor com a ministra Gleisi Hoffmann

Lideranças do cooperativismo estiveram reunidas, na tarde desta terça-feira (24/09), em Brasília (DF), com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para discutir várias demandas do setor. Participaram o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o diretor da OCB e presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, o superintendente Renato Nobile, o deputado federal André Vargas e o secretário-executivo interino da Casa Civil, Gilson Bittencour. Márcio Lopes de Freitas entregou à ministra um documento com as reivindicações das cooperativas brasileiras. O presidente da OCB também agradeceu pela receptividade e disposição da Casa Civil em debater as questões relativas ao setor. As lideranças ficaram satisfeitas com o resultado do encontro. “A reunião foi muito positiva. A ministra encaminhou todas as questões que foram apresentadas”, afirmou João Paulo Koslovski.

Procap-Agro- De acordo com o presidente da Ocepar, a ministra orientou sua equipe a atender o pleito sobre o Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro). O setor solicitou que o limite de R$ 50 milhões da modalidade capital de giro seja concedido às cooperativas, independente das operações efetuadas anteriormente. Isso porque medidas publicadas pelo Banco Central e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nos meses de junho e julho, estabelecem que sejam descontados os valores referentes às operações contratadas a partir de julho de 2011 nos novos financiamentos. “Essa medida está dificultando o acesso à linha de crédito por parte das cooperativas agropecuárias que já tomaram recursos em safras anteriores”, explica Koslovski.

Ato cooperativo– O Projeto de Lei 271/2005, que trata do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, foi outro ponto discutido na reunião com Gleisi Hoffmann. As lideranças cooperativistas lembraram que o tema está pendente desde a Constituição de 1988, trazendo grande insegurança jurídica. Por isso, o setor aguarda que a legislação seja aprovada para assegurar a correta incidência tributária e o respeito ao sistema operacional das cooperativas. A questão tem sido negociada com a Receita Federal e com o Ministério da Fazenda. Uma das preocupações do setor é quanto às cooperativas de saúde e de consumo. “A ministra afirmou que a Receita Federal está retirando os atos complementares ligados a esses dois ramos”, informou Koslovski.

Outros itens– No encontro, a OCB também solicitou a inclusão de representantes da entidade no processo de elaboração do decreto que vai regulamentar a Lei Federal 12.690/12, que estabelece regras para a organização e funcionamento das cooperativas de trabalho. Foi ainda apresenta uma proposição ligada à renegociação de dívidas feita por meio dos programas de Securitizaçao I e II, Pesa e Recoop. As cooperativas e agricultores tiveram que ceder bens em hipoteca, sendo que as garantias continuam integralmente comprometidas com o remanescente dos débitos, limitando a contratação de novos financiamentos, mesmo após mais de 15 anos e pagamento de cerca de 2/3 das dívidas. Dessa forma, os representantes do cooperativismo solicitaram à Casa Civil a liberação das garantidas na proporção dos débitos pagos, permitindo a sua substituição ou liquidação antecipada, mediante a concessão de desconto no saldo devedor. “Nós ficamos de levantar quais são as cooperativas que se enquadram no problema e encaminhar a lista ao governo federal, que irá verificar caso a caso, para que sejam solucionados junto ao Tesouro”, disse o presidente da Ocepar. 

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TREINO&VISITA: Próxima reunião tem data alterada para os dias 2 e 3 de outubro

treino visita 25 09 2013Foi alterada para os dias 2 e 3 de outubro a data de realização da 51ª reunião do grupo Treino&Visita, que reúne profissionais das cooperativas, extensão rural e pesquisa.  O encontro acontecerá em Londrina, Norte do Paraná. No primeiro dia, a pesquisadora da Embrapa Soja, Cláudia V. Godoy, vai apresentar os resultados dos ensaios realizados com fungicidas para controle de doenças na cultura da soja e resistência da mancha alvo a esses produtos. Na sequência, o extensionista Celso Seratto, do Instituto Emater Paraná,vai tratar do uso do coletor de esporos como ferramenta para o monitoramento da ferrugem. Nelson Harger, também do Emater, trará informações sobre a tendência do clima para a safra 2013/14.

Plantio direto– O segundo dia do evento será dedicado ao debate sobre plantio direto. Em relação a esse sistema, o pesquisador da Embrapa Trigo, José Eloir Denardin, falará sobre práticas hidráulicas e mecânicas para controle de enxurradas, e o especialista Henrique Debiasi abordará temas ligados à diversificação de cultura. Também faz parte da programação a discussão sobre o manejo do solo para convivência com o nematoide Pratylenchus, com o pesquisador da Embrapa Soja, Júlio C. Franchin.

Clique aqui e confira a programação completa da 51ª Reunião do Treino&Visita

 

MDIC: Cresce 9,5% exportação de cooperativas do país

mdic 25 09 2013Impulsionadas pelas vendas de açúcar e soja, as exportações das cooperativas agrícolas brasileiras atingiram US$ 4,2 bilhões de janeiro a agosto, um aumento de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/Mdic). O desempenho foi recorde para o período e mostra uma recuperação ante a redução de 2,2% registrada em igual intervalo de 2012 na comparação com o ano anterior.

Produtos - A maior parte da receita com as exportações deve-se ao açúcar refinado. No total, os embarques do produto renderam US$ 783,9 milhões entre janeiro e agosto, ou 18,6% do total exportado pelas cooperativas. Em seguida aparece a soja em grão, com US$ 542 milhões ou 12,9% do total. Logo atrás estão carne de frango, com US$ 496,2 milhões, farelo de soja, com US$ 468,5 milhões, café em grão, com US$ 437,6 milhões e etanol, com US$ 389,4 milhões.

Estados - Entre os Estados, São Paulo liderou as exportações das cooperativas. Os embarques paulistas renderam US$ 1,4 bilhão entre janeiro e agosto, ou 34,3% do total. Já as exportações com origem no Paraná renderam US$ 1,2 bilhão ou 28,7%, enquanto que as exportações das cooperativas de Minas Gerais somaram US$ 422 milhões e as de Santa Catarina US$ 307 milhões.

Países - Entre janeiro e agosto, as cooperativas agrícolas brasileiras exportaram para 173 países - em igual período do ano passado, foram 132 países. Ao todo, 147 grupos de 21 Estados do país foram responsáveis pelos embarques no período, de acordo com dados da Secex. Apesar de ainda dependerem de destinos conhecidos como China, EUA e Países Baixos, que responderam por US$ 1,3 bilhão do total de compras, as cooperativas brasileiras se consolidam cada vez mais em mercados como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Argélia e Nigéria. Em conjunto, os destinos considerados menos tradicionais absorveram mais de um terço dos embarques totais no acumulado do ano até agosto.

Importações - Além de aumentarem as exportações, as cooperativas do país também ampliaram as importações. No período, as compras externas das cooperativas cresceram 23% na comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 275,9 milhões. Trata-se do maior número para o período em toda a série histórica, que teve início em 2007. Desde o início da série, as importações das cooperativas apresentam comportamento irregular, tendo crescido nos anos de 2008, 2011 e 2013 e caindo nos demais. (Valor Econômico)

 

OCB: Sistema prepara ferramenta para gestão de pequenas cooperativas

ocb 25 09 2013O fortalecimento das pequenas cooperativas será intensificado pelo Sistema OCB, a partir do ano que vem. A Gerência de Monitoramento e Desenvolvimento anunciou nesta terça-feira (24/09) a criação de um grupo de trabalho que estabelecerá os pré-requisitos para a participação das cooperativas no Sistema Integrado de Gestão (SIG), cujos objetivos são: conferir mais transparência às informações para o associado, gerar dados qualitativos para uma tomada de decisões segura e, por fim, possibilitar mais confiabilidade às informações tributárias e contábeis. 

Reunião técnica - Esse é um dos desdobramentos da reunião técnica que está ocorrendo desde segunda-feira (23/09), na Casa do Cooperativismo, com o intuito de aprofundar a visão dos cerca de 50 participantes – representantes das unidades estaduais – sobre os programas Gestão de Desenvolvimento da Autogestão (GDA) e Gestão de Desenvolvimento Humano (GDH). O Sistema OCB pretende, com essa reunião, criar um plano estratégico de desenvolvimento das cooperativas brasileiras. O SIG é um projeto originalmente executado pela Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), há seis anos, e, agora, está servindo de base para o desenvolvimento de um projeto nacional.

História – O Sistema Integrado de Gestão (SIG) é a culminância de um plano de ação que nasceu como ferramenta de gestão para ajudar as pequenas cooperativas agropecuárias do estado do Paraná, em 2007. Após um diagnóstico feito pela Ocepar, por meio de uma ação chamada Programa de Apoio Integral às Pequenas Cooperativas (Procoop), evidenciaram-se sérias deficiências de gestão nas empresas cooperativistas.

Softwares - “A partir daí, a Ocepar pesquisou softwares adequados à realidade do setor e contratou os parceiros para treinar as cooperativas sobre como utilizar a ferramenta, da melhor forma possível. Os nossos parceiros, então, cederam o direito de uso do software às cooperativas”, lembra o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo da Ocepar, João Gogola Neto, informando que as cooperativas beneficiadas, inicialmente foram as do ramo agropecuário, mas que após algumas adaptações, o software passou a ser utilizado, também, pelos ramos transporte de carga e trabalho. Até o fim deste ano, o ramo de infraestrutura também será contemplado.

GDA - “É importante destacar que o SIG está integrado ao software do programa ‘Gestão de Desenvolvimento da Auto Gestão (GDA)’. Então, todas as informações que forem alimentadas nele, serão transportadas para o GDA. Isso atende aos três eixos da Diretriz de Monitoramento de Cooperativas: societário, gestão e econômico-financeiro”, comenta Susan Miyashita Vilela, gerente de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas – GEMDC. (Informe OCB)

 

AGENDA PARLAMENTAR: Reunião no Senado sobre plano safra é um dos destaques da semana

Nesta semana, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal recebe os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, para discutir o Plano Safra 2013/2014, a regularização fundiária e a armazenagem do Brasil. A reunião, com temas de extrema relevância para o setor cooperativista, foi requerida pelos senadores Sérgio Souza (PR), Jayme Campos (MT) e Cícero Lucena (PB), e será realizada quinta-feira (26/09), às 8h30.

Câmara dos Deputados - Está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, o PL 2.963/2011 que tem por objetivo normatizar a produção e comercialização do produto “vinho colonial”. O texto proposto pelo relator e integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Alceu Moreira (RS), contempla a limitação da produção em 20 mil litros por ano e estipula que no mínimo 70% da uva utilizada para a produção seja colhida naquela propriedade que, obrigatoriamente, tem que estar enquadrada no rol da agricultura familiar. O vinho ainda pode ser comercializado, de acordo com o relatório, nas propriedades, feiras, cooperativas e associações de produtores. Para o Sistema OCB, esta uma opção economicamente viável para o produtor rural familiar, pela possibilidade de se auferir rendas médias superiores a outras atividades produtivas.

Comissão Mista - Aconteceu, nesta terça-feira (24/09), reunião da Comissão Mista destinada a deliberar sobre a MPV 619/2013 que, dentre outros temas, autoriza a contratação pela Conab de serviços de armazenagem para guarda e conservação dos estoques públicos ou unidades armazenadoras. Na última semana, o relator da matéria, deputado João Carlos Bacelar (BA), apresentou parecer favorável à matéria, na forma de substitutivo, incluindo importantes pleitos para o setor agropecuário. O texto apresentado garante aproveitamento de crédito de PIS/COFINS na cadeia do café, além de permitir a renegociação de dívidas originárias de operações relacionadas à armazenagem, beneficiando assim diversas cooperativas. Após aprovação na Comissão, a MPV segue para análise dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. (Blog OCB no Congresso)

CONGRESSO NACIONAL: Comissão mista aprova MP que amplia armazenamento de grãos

A comissão mista que analisa a Medida Provisória 619/13 aprovou nesta terça-feira (24/09) relatório do deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), que fez várias alterações no relatório original apresentado na última reunião. Para que a MP não perdesse a validade - o prazo para a votação na comissão terminava à meia-noite -, o colegiado fez um acordo para acolher o texto na íntegra e deixar a discussão dos pontos mais polêmicos para o Plenário da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (25/09).

Destaques - Por entendimento entre a bancada do governo e a oposição, os deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Bohn Gass (PT-RS) retiraram seus destaques para posterior apresentação em Plenário. O petista contestou artigos do texto que estendem aos produtores independentes de cana-de-açúcar do Rio de Janeiro a mesma subvenção oferecida aos estados do Nordeste, referente à safra 2011/2012. Já Rodrigo Maia pediu a supressão do artigo que modificava lei sobre a quarentena de ocupantes de cargos públicos com acesso a informações privilegiadas (Lei 12.813/13).

Junho - A MP 619 foi encaminhada ao Congresso em junho. O texto estabelece ações para ampliar a capacidade de armazenagem de grãos no País, no âmbito do Plano Safra 2013/2014, institui o Programa Cisternas e também trata de prazos do penhor rural, contratos de financiamento do Fundo de Terras e da Reforma Agrária.

Alterações - Entre as modificações, o relator propôs a contratação de qualquer instituição financeira pública para a realização das obras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O texto original autoriza contratar o Banco do Brasil, ou suas subsidiárias, para a construção, ampliação ou reforma de armazéns para conservação e estoque de produtos agropecuários.O deputado Lira Maia (DEM-PA) destacou a falta de tempo para a discussão da matéria na comissão e questionou o artigo que admite a contratação de empresas privadas sem licitação para a construção de cisternas.

Salvar a MP - Já o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) afirmou que o mais importante é "salvar" a MP porque ela traz avanços como o fundo garantidor para as cooperativas, que passam a poder operar recursos. O deputado Antonio Brito (PTB-BA) apontou o programa que refinancia dívidas de entidades filantrópicas de saúde, o Prosus, que pode beneficiar as Santas Casas.

Críticas - Apesar do consenso sobre a importância da proposta para os pequenos produtores rurais, a diversidade de temas tratados pela na Medida Provisória também foi motivo de críticas por parte alguns parlamentares da comissão. (Agência Câmara)

SICREDI UNIÃO PR/SP: Cooperativa reverencia sua história ao celebrar 28º aniversário

sicredi uniao 25 09 2013Para comemorar seu 28º aniversário de fundação, a Sicredi União PR/SP reuniu integrantes de seus conselhos de administração e fiscal e também colaboradores, na manhã desta quarta-feira (25/09), em sua sede administrativa, em Maringá. Na oportunidade, foi descerrado um painel reproduzindo atas que, ao longo das décadas, assinalam fatos de relevância histórica para a cooperativa.

Trabalho e confiança - Ao pronunciar-se, o presidente Wellington Ferreira disse que a Sicredi União PR/SP “é fruto do trabalho e da confiança de dezenas de milhares de pessoas que, somando suas forças e ideais, investem no associativismo como forma de prosperar”. Ele citou algumas dificuldades enfrentadas no início como, por exemplo, a falta de conhecimento e tradição das pessoas e empresas em trabalharem com o cooperativismo de crédito. “Aos poucos, fomos construindo nossa credibilidade, mostrando a maneira como trabalhamos e a reação foi a melhor possível. A cooperativa é um enorme sucesso”, acrescentou.

Escala e competitividade - Ferreira disse também que as fusões contribuíram para que a atual Sicredi União PR/SP ganhasse escala e competitividade e se tornasse uma das maiores do País. Em 2009, a cooperativa uniu-se à Sicredi Vale do Bandeirante, de Astorga, e à Sicredi Norte do Paraná, de Cornélio Procópio. Em 2013, incorporou a Credicatu, de Porecatu e, por fim, chegou a uma importante região do Estado de São Paulo ao promover fusão com a Sicredi Integradas Centro Leste Paulista, com sede em Limeira.

Aniversariantes – Durante o evento da manhã, homenagens se estenderam também a vários colaboradores e integrantes dos conselhos, que comemoram aniversário. Foi o caso de João Sgobaro, componente do conselho fiscal, que reside em Cambé, onde é associado há cinco anos.

Inauguração – Como parte da programação comemorativa, a Sicredi União PR/SP inaugura na noite desta quarta-feira em Maringá, sua sexta unidade de atendimento na cidade, situada em área de 400m2 na Avenida Cerro Azul 998, onde haverá também um “Espaço Nikkei”, o primeiro de sua rede.

Números - A instituição conta com 83 mil associados atendidos por uma rede de 70 unidades nas regiões noroeste e norte do Paraná e, mais recentemente, o centro-leste paulista, que compreendem um total de 108 municípios. Seus ativos chegam a R$ 1,5 bilhão, com R$ 145,2 milhões de patrimônio líquido, R$ 827 milhões em operações de crédito e R$ 1 bilhão em recursos captados. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

CAPAL: Funcionários arrecadam donativos para Taquarituba

capal 25 09 2013A Cooperativa Capal, que tem filiais também em Taquarituba (SP), mobilizou funcionários e cooperados em uma campanha de arrecadação para ajudar as famílias prejudicadas pelo tornado que atingiu a cidade no último domingo (22/09). Muitas casas e prédios comerciais ficaram destruídos pela força do vento. As estruturas da cooperativa não foram atingidas. Foram montados pontos de arrecadação nas filiais da Capal em seis cidades do Paraná e São Paulo. Além de uma quantia em dinheiro, as doações incluíram alimentos, telhas, cobertores, roupas e materiais de limpeza e higiene.

Bairro - Alguns funcionários arrecadaram donativos também no seu bairro. “Minha esposa me ajudou e pedimos para os vizinhos, assim, pudemos ajudar ainda mais”, disse o funcionário Antonio Mauro de Melo, de Arapoti. Nesta quarta-feira (25/09), um caminhão levará grande parte das doações até a Prefeitura de Taquarituba, responsável pela distribuição.

Doações - Doações ainda podem ser feitas até sexta-feira (27/09) nas sedes da Capal. Maiores informações pelo telefone 43 3512-1060. (Imprensa Capal)

 

COCAMAR I: Ciclo de palestras abordou vários temas com cooperados e equipe técnica

cocamar 25 09 2013Durante a última semana, um ciclo de palestras foi organizado pela Cocamar junto ao quadro de associados, em mais de duas dezenas de unidades operacionais da região da cooperativa, para tratar de assuntos relacionados à safra de verão 2013/14. Os especialistas e consultores Gessi Ceccon, da Embrapa Agropecuária Oeste, Antonio Luiz Fancelli, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e Cássio Tormena, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), trataram, respectivamente, sobre os temas atualização do consórcio milho-braquiária, produtividade na cultura de soja e manejo do solo. “Foi uma oportunidade para analisar com os consultores as práticas adequadas para a próxima safra de soja, facilitando a obtenção de altas produtividades”, comentou o coordenador técnico de culturas anuais da cooperativa, Emerson Nunes.

Consórcio - Gessi Ceccon passou por 3 entrepostos onde palestrou a aproximadamente 300 cooperados, representantes de 15 unidades), comandou treinamento com a equipe técnica e visitou propriedades para uma discussão prática. Segundo ele, algumas correções devem ser feitas em relação ao consórcio milho e braquiária no inverno, entre as quais manter não mais que entre 5 e 10 o número de braquiária por metro quadrado. Em seis anos de uso desse capim na região da Cocamar – onde é dessecado na primavera para proteger o solo com palha durante o verão, houve uma perda média ao redor de 9% na produtividade de milho, devido a concorrência. No entanto, enfatizou Ceccon, isto foi plenamente compensado por um aumento de produtividade ao redor de 10% na cultura da soja. A palhada possilibita melhores condições para o desenvolvimento da soja, uma vez que mantém o solo fresco e úmido por mais tempo após uma chuva, além de apresentar uma série de outros benefícios.

Produtividade - Já Fancelli esteve em 2 entrepostos onde, no total, reuniu-se com 250 produtores de soja de 13 unidades. Ele focou suas palestras no manejo nutricional da soja para obtenção de altas produtividades, abordando questões como a velocidade ideal de semeadura, cuidados em relação à cultura e também a blindagem da mesma, desde o início do ciclo, para um bom desenvolvimento e produtividade.

Solos - Por fim, Cássio Tormena falou à equipe técnica sobre problemas relacionados à compactação de solos e a importância de o produtor adotar um manejo adequado para descompactá-los. (Imprensa Cocamar

 

COCAMAR II: Cooperativa é premiada em São Paulo

A Cocamar Cooperativa Agroindustrial foi uma das empresas homenageadas na tarde desta terça-feira (24/09), em São Paulo, pela revista Gestão & RH. A cooperativa, representada pelo seu gerente de Relações Humanas Marçal Siqueira, recebeu certificação e premiação por fazer parte das “150 Melhores Empresas em Práticas de Gestão de Pessoas”, conforme ranking elaborado por aquela revista. Há 19 anos no mercado editorial, Gestão RH é uma publicação eletrônica e impressa, direcionada aos profissionais de gestão de pessoas e de negócios, que aborda temas da atualidade e de desenvolvimento. (Imprensa Cocamar)

cocamar II 25 09 2013

 

MEIO AMBIENTE: Justiça prorroga novamente averbação de Reserva Legal

meio ambiente 25 09 2013O Corregedor da Justiça, Desembargador Eugênio Achille Grandinetti suspendeu a averbação da Reserva Legal de propriedades rurais paranaenses, em Cartórios por um prazo de 90 dias, a partir do dia 23 de setembro de 2013. A suspensão das exigências ocorreu em virtude dos fundamentos outrora expostos (itens 16.6.13 e 16.7.6.1), do Código de Normas.

Decisão - A decisão foi tomada diante do novo Código Florestal e do decreto estadual 8680/2013, que instituiu o Sistema de Cadastro Ambiental Rural do Paraná (Sicar-PR), integrado ao mesmo Sistema, mas em caráter nacional. Diante disso, o produtor, em caso de transação imobiliária (desmembramento, remembramento, alienação, partilha, etc), não necessitará mais apresentar certidão negativa do IAP.

Multas - Essa decisão, porém, não elimina as eventuais multas aplicadas pelos órgãos ambientais, cuja liquidação é necessária, inclusive para financiamento da produção. Ou seja, não se trata da certidão negativa de débitos.

Licenciamento ambiental - Além disso, ficou mantida decisão anterior pela qual o IAP não poderá exigir a Reserva Legal para fins de Licenciamento Ambiental. Os Cartórios de Registro de Imóveis de todo o Estado estão sendo alertados sobre essa decisão da Corregedoria.

Exigência - A questão da exigência da averbação da Reserva Legal nas transações imobiliárias rurais vinha sendo sucessivamente prorrogada pela Corregedoria da Justiça.  Agora, diante do novo Código Florestal, tal exigência será cumprida através do Cadastro Ambiental Rural (CAR), após a divulgação de uma Instrução Normativa, pelo Ministério do Meio Ambiente, que irá regulamentá-lo, e de um decreto para regulamentar o Programa de Regularização Ambiental (PRA), que institui o CAR. (Assessoria de Imprensa do Sistema Faep)

Clique aqui para ler a decisão na íntegra.

 

MAIS PECUÁRIA: Governo debate plano para incentivar produção e exportação de carne e leite

mais pecuaria 35 09 2013O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está debatendo com as cadeias produtivas da carne e do leite o Plano Mais Pecuária, que terá as vertentes Mais Carne e Mais Leite e será lançado com o objetivo de aumentar as exportações e produtividade dos dois setores. Nesta terça-feira (24/09), os produtores de carne ouviram a proposta inicial do governo e apresentaram sugestões. Na quinta-feira (26/09), será a vez dos produtores de leite. Por enquanto, não há data para lançamento do Plano Mais Pecuária. Está programada uma série de reuniões a respeito entre governo e produtores.

Reunião com câmaras - “Na semana passada, tivemos uma reunião com as duas câmaras [Câmara da Cadeia Produtiva da Carne Bovina e Câmara da Cadeia Produtiva do Leite]. Esta semana estamos fazendo reunião com cada setor em separado para detalhar as propostas. Estamos recolhendo contribuições e ainda devem ocorrer muitas reuniões. Há inclusive uma proposta de reuniões regionais”, disse João Cruz, chefe da assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura.

Articulação - De acordo com Cruz, a ideia, com a criação de uma política nacional para a carne e o leite, é articular alternativas para os produtores que atualmente estão fragmentadas. “Já existem diversos programas na agropecuária [que beneficiam carne e leite]. Tem crédito com o Plano Safra, assistência técnica com a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária]”, destacou. Entre os pontos que o governo se propõe a contemplar estão o aprimoramento genético do rebanho, incorporação de tecnologia e de mecanismos para segurança e qualidade dos produtos.

Receptividade - Para Antenor Nogueira, presidente da Câmara da Cadeia Produtiva de Carne Bovina e do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a disposição do governo em criar uma política para os dois setores é bem-vinda. “A partir do momento em que vê que terá aumento de renda, o produtor rural é o primeiro a participar”, disse.

Repasse d recursos - Nogueira defendeu, no entanto, empenho do governo federal para solucionar a questão do repasse de recursos à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. Além de necessitar de investimentos para a fiscalização federal, a secretaria deve destinar dinheiro aos convênios entre governo federal e estados para ações de defesa agropecuária.

Liberação - Parte dos recursos, previstos no Orçamento da União, ainda não foram liberados este ano. “Pode jogar por água abaixo [as ações de defesa] se não houver um sinal verde. Os estados solicitaram os recursos para os convênios e não foram liberados. O ministério não tem pessoal para fazer toda a fiscalização. Imagine o risco de pragas e doenças. Como propor um plano para aumentar as exportações de carne e leite sem a liberação?”, questionou Antenor Nogueira. (Agência Brasil)

 

BIOCOMBUSTÍVEL I: Cresce aposta na produção de etanol de milho

bicombustivel I 25 09 2013Depois de muito realçar as vantagens econômicas e ambientais do etanol de cana-de-açúcar em relação ao de milho, produzido em larga escala nos Estados Unidos, o Brasil pode estar em vias de replicar - ao menos em parte - o modelo americano. Diante da enorme dificuldade para digerir o vertiginoso crescimento da produção de milho de Mato Grosso nos últimos anos, empresários fazem contas para tirar do papel usinas capazes de transformar o grão em biocombustível.

Alternativa - Se bem-sucedida, a estratégia pode significar uma alternativa energética para o Centro-Norte do Brasil, onde os preços dos combustíveis líquidos são os mais altos de todo o país - e uma forma de viabilizar ao menos parte do ainda gigantesco potencial de expansão da produção de milho em Mato Grosso. A Fiagril, uma esmagadora de soja de capital nacional, baseada em Lucas do Rio Verde, prevê investir US$ 100 milhões (R$ 230 milhões) para produzir etanol de milho a partir de 2015.

Plano - A companhia planeja construir uma usina com capacidade para esmagar 500 mil toneladas do grão por ano, volume suficiente para produzir até 200 milhões de litros do biocombustível. Se concretizada, será a primeira usina de etanol do país concebida para esmagar exclusivamente milho. Atualmente, duas usinas de cana-de-açúcar no Estado - Usimat e Libra Etanol - estão adaptadas para processar o grão. Outras estudam fazer a conversão.

Financiamento - A intenção da Fiagril é financiar até 80% do investimento com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Segundo o sócio-fundador da Fiagril, Marino Franz, as linhas já foram asseguradas e os contratos devem ser assinados com o Banco do Brasil ainda neste ano. A expectativa, afirma, é iniciar a construção da planta até abril de 2014 e concluí-la em 18 meses.

Tecnologia - A tecnologia de processamento a ser adotada na planta pertence à ICM, uma fabricante de equipamentos do Kansas, nos EUA, que fornece para ao menos uma centena de usinas no Meio-Oeste americano.

Produção - Atualmente, Mato Grosso produz pouco menos de 1 bilhão de litros de etanol de cana. Franz afirma que o biocombustível de milho é competitivo com o da cana. "Com o preço do milho a R$ 13 por saca [preço mínimo de garantia no Estado], temos uma margem de até 20% em relação ao etanol de cana vendido no Estado". Em Sorriso, a cotação do milho caiu abaixo de R$ 8 na semana passada, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A conta, pondera, leva em consideração a renda gerada por um subproduto de alto valor agregado - o DDGS (sigla em inglês para Resíduos Secos de Destilaria Contendo Solúveis) -, que pode ser usado como substituto do farelo de soja. Cada tonelada de milho pode ser transformada em até 400 litros de etanol e 330 quilos de DDGS.

Amaggi - A Amaggi, empresa controlada pela família do senador Blairo Maggi, também faz planos para construir uma usina, embora ainda não tenha concluído os estudos de viabilidade econômica. Conforme Maggi, a incerteza reside no custo da energia necessária para alimentar a planta. "Esse é o nosso principal ponto de interrogação. Falta a conta do balanço energético". Maggi lembra que as usinas de cana-de-açúcar geram sua própria energia por meio da queima do bagaço. As usinas de milho, em contrapartida, dependem de outras fontes de biomassa, como o carvão vegetal e o capim.

Problema - "Este é um problema que cada usina terá de resolver. A Amaggi possui 5 mil hectares plantados com eucaliptos, que poderiam ser usados para abastecer a nossa usina pelo menos até termos o gás de xisto, o que deve acontecer em um prazo de até dez anos", explica o senador, referindo-se às reservas de gás do Estado.

Eucalipto e capim - A Fiagril afirma que vai fomentar o plantio de 5 mil hectares de eucalipto e capim, por meio de contratos de longo prazo com produtores rurais, para alimentar a sua usina. A ideia é incentivar esses cultivos em regiões mais arenosas, impróprias para o plantio de grãos. O financiamento a projetos de etanol de milho já foi objeto de sondagem de algumas empresas junto ao BNDES, de acordo com informações do chefe do Departamento de Biocombustíveis do banco estatal de fomento, Carlos Eduardo Cavalcanti.

Debate - O executivo afirma que o assunto está sendo discutido internamente, mas, embora a instituição avalie que faz sentido esse tipo de negócio diante da necessidade de maior suprimento de combustíveis líquidos no país, foi solicitado às empresas uma apresentação mais bem fundamentada sobre as condições econômicas dos projetos.

Colheita - Para os agricultores, que mais do que triplicaram a colheita de milho nas últimas três safras - de 6,9 milhões para 21,9 milhões de toneladas - e hoje dependem de subsídios para escoar essa produção, o etanol é visto como um caminho para dar sustentação ao aumento da produção - ainda pequena em relação ao potencial do Estado.

Comercialização - Só em 2013/14, o governo federal deve gastar mais de R$ 1 bilhão para apoiar a comercialização do grão no Estado, por meio de compras diretas e subvenções. "Mato Grosso só não planta mais milho porque não tem como escoar e para quem vender, mas perdemos muito em não plantar milho porque é preciso fazer a rotação com a soja e o algodão", afirma Maggi.

Amortização - O senador defende ainda que o custo de amortização do investimento em etanol de milho pode ser inferior ao da cana, uma vez que as usinas se integrariam ao atual sistema de produção agrícola no Estado. "Os americanos foram muito inteligentes em implantar as usinas nas áreas de grãos. Diferentemente da cana-de-açúcar, que exige toda uma infraestrutura nova, no milho só é preciso fazer a usina".

EUA - Em menos de uma década, os Estados Unidos aumentaram em mais de 100 milhões de toneladas a sua produção de milho apenas para atender as ambiciosas metas de mistura de etanol à gasolina. Contudo, o programa americano foi amparado em um mandato que, na prática, criou uma reserva de mercado para o biocombustível. Sem um incentivo semelhante, as perspectivas para o etanol de Mato Grosso são, de longe, mais modestas. A princípio, afirma Franz, o etanol de milho seria competitivo em mercados como os dos Estados de Mato Grosso, Pará, Acre e Amazonas.

Dados - De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), esses Estados consumiram no ano passado cerca de 2,2 bilhões de litros de gasolina e aproximadamente 1,1 bilhão de litros de etanol (entre o anidro, misturado à gasolina, e o hidratado, vendido ao consumidor na bomba). Trata-se, portanto, de um mercado pequeno em relação ao nacional, da ordem de 20 bilhões de litros, em grande parte abastecido pelas usinas sucroalcooleiras do Centro-Sul. (Valor Econômico)

 

BIOCOMBUSTÍVEL II: Vendas de etanol crescem 26%

Desde o início da safra em 1º de abril, as vendas de etanol pelas usinas do Centro-Sul registraram, até o último dia 16, aumento de 26,23% em relação ao mesmo período da safra anterior. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (24/09) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), foram vendidos 12,02 bilhões de litros, contra 9,72 bilhões de litros comercializados no mesmo período de 2012.

Primeira quinzena - Na primeira quinzena de setembro, as vendas para o mercado interno de etanol anidro, usado para mistura com a gasolina, totalizaram 354,63 milhões de litros. O volume representa crescimento de 27,5% sobre os 277,92 milhões de litros vendidos nos primeiros quinze dias de setembro de 2012. Na quinzena, as vendas de etanol hidratado, usado diretamente para o abastecimento dos automóveis, alcançaram 546,53 milhões de litros, crescimento de 13,4% em relação ao mesmo período de 2012.

Moagem - Desde o início da safra, a moagem das usinas do Centro-Sul somou 406,26 milhões de toneladas, aumento de 16,21% em relação à safra de 2012. Na primeira quinzena de setembro, no entanto, foi registrada queda de 11,73% em relação a última metade de agosto, totalizando 42,84 milhões de toneladas. Até o momento, 44,97% da cana processada foi destinada a produção de açúcar, índice abaixo dos 49,5% verificados no mesmo período da safra passada. (Agência Brasil)

TRIBUTOS: Reforma do ISS busca fim da guerra fiscal e receita maior

O governo prepara uma ampla proposta de reforma do Imposto sobre Serviços (ISS), cobrado pelos municípios. Entre as principais alterações constam mudanças na forma de cobrança sobre operações com cartões de crédito, planos de saúde e leasing, além de uma ampliação no número de serviços que são alcançados pelo tributo. O foco desse aumento na base de contribuintes é o setor de tecnologia. O governo também espera fechar a porta à guerra fiscal entre os municípios. O projeto deve ser enviado ao Congresso até o fim da próxima semana, com pedido de urgência constitucional para que possa ser aprovado ainda neste ano e entre em vigor em 2014.

Operações - As operações de cartões de crédito, leasing e planos de saúde pagam o ISS hoje ao município onde fica a sede da empresa prestadora do serviço. A proposta é que passem a ser tributadas pelo município onde o serviço foi adquirido. O exemplo citado por autoridades é o de Barueri, na Grande São Paulo, que responde por 98% de todas as operações de leasing do país. O município oferece reduções do ISS a empresas do setor, o que levou à concentração do recolhimento de ISS em detrimento de outras cidades.

Domicílio do consumidor - A Confederação Nacional dos Municípios, que negocia o projeto com Brasília, quer que a tributação desses serviços seja feita no domicílio do consumidor, que seria declarado em nota fiscal. O governo resiste à proposta por considerar que há dificuldades técnicas. "O governo terá que decidir se beneficia todos os municípios com a cobrança no domicílio ou continua permitindo a concentração ao mudar para onde foi gerada a operação. Vamos insistir nisso", diz o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. "A ideia é aumentar a capacidade de arrecadação dos municípios de tal forma que dependam menos de repasses federais e tenham mais receita própria", explica uma fonte do governo que participa das conversas.

Novos itens - A proposta também incluirá novos itens na base tributável pelo ISS que atualmente não são alcançados pela cobrança ou cuja exigência legal não está clara. É o caso, por exemplo, de aplicativos para smartphones, que não são tributados. A manutenção de computadores não está especificada em lei e, portanto, abre espaço para que alguns municípios cobrem o ISS e outros não. (Valor Econômico)

COMÉRCIO: Varejo ainda conta com um 2º semestre melhor

O varejo se prepara para um segundo semestre apenas um pouco melhor que o primeiro, com aumento entre 4,5% e 5,4% nas vendas reais em relação a igual período de 2012 - ritmo ligeiramente superior aos 3% de alta dos primeiros seis meses de 2013. Se confirmada a expectativa, o setor encerrará o ano com expansão ao redor de 4%, menor taxa de crescimento nas vendas reais desde 2003. Ainda assim, a projeção das entidades do setor supera a feita pelos economistas consultados pelo Valor, que levantam a possibilidade de desaceleração maior, com o aumento nas vendas reais podendo ficar na casa de 2% em 2013, após a alta de 5,4% nos 12 meses encerrados em julho.

Mudança de estratégia - Para reagir à demanda aquém do esperado no primeiro semestre, os varejistas mudaram de estratégia, afirma o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior. Segundo ele, as empresas terminaram o processo de ajuste nos estoques em agosto e se preparam para negociar as compras para as festas de fim de ano.

Disputa maior - "Veremos uma disputa maior por preço com os fabricantes, na tentativa de segurar aumentos para o consumidor e ampliar os prazos de financiamento", diz Pellizzaro Junior. Os varejistas modificaram o mix de produtos, dando prioridade aos de menor valor. A ideia, segundo ele, é sustentar a rentabilidade com aumento nas vendas de produtos mais baratos.

Pressões inflacionárias - Com as fortes pressões inflacionárias no primeiro semestre, as incertezas geradas pela alta volatilidade do dólar e o aumento abaixo do esperado nas vendas, o varejo ampliou o repasse ao consumidor do aumento de custos nas fábricas. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), calcula que, do reajuste de 7,7% promovido pelos fabricantes nos 12 meses encerrados em junho, apenas 6,1 pontos percentuais chegaram às prateleiras. As lojas, portanto, absorveram 1,6 ponto percentual da alta no período - metade do valor registrado em 2012. No ano passado, do aumento de 6,5% feito pelos produtores, apenas 3,5 pontos percentuais chegaram aos consumidores.

Aumento de preços - A expectativa da CNC é que o aumento de preços para os varejistas no segundo semestre seja menor que no primeiro, o que poderia ajudar as vendas. Ainda está no radar da entidade uma possível alteração na cesta de compras dos consumidores, com menor espaço para produtos dependentes de crédito, como veículos.

Confiança do consumidor - No entender dos analistas, a expectativa do varejo pode ser frustrada pela baixa confiança do consumidor, o freio no crédito e a perda de fôlego do mercado de trabalho. Esse cenário vai enfraquecer o consumo das famílias, que sobe num ritmo médio de 3% ao ano desde o quarto trimestre de 2012.

Consumo das famílias - A intenção de consumo das famílias, que em agosto registrou o menor nível desde janeiro de 2010, quando a CNC começou a fazer o levantamento, subiu 2,3% na passagem para setembro (sem ajuste sazonal), mas ainda permanece 7% abaixo do patamar de setembro de 2012. A confiança do consumidor, medida pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mantém-se abaixo da média histórica, apesar de ter melhorado em agosto e setembro. Já a busca por crédito no mês passado foi a menor para o mês de agosto desde 2010, segundo a Serasa Experian.

IBGE - Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, desde o início do ano, o rendimento médio real dos brasileiros vem caindo, tendo passado de R$ 1.874,75, em janeiro, para R$ 1.829,98 em junho. Já o Ministério do Trabalho aponta queda no ritmo de geração de vagas. De janeiro a agosto, a criação de postos de trabalho foi 25% menor que no mesmo período de 2012. "Não dá para esperar que o consumo descole do emprego e da renda", diz Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria. "As vendas dependem essencialmente do mercado de trabalho. Se o trabalhador se sente vulnerável, ele simplesmente não compra", afirma Pellizzaro Junior, da CNDL.

Estimativas - As estimativas da Tendências indicam que a expansão da demanda das famílias não passará de 2,3% neste ano, e será a mais baixa desde 2003. A Rosenberg & Associados e a MCM Consultores fazem avaliação semelhante. Elas preveem aumento de 2,2% e 2,1%, respectivamente, para os gastos dos consumidores neste ano. O crescimento projetado para o consumo das famílias não supera a mediana das previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) - elevação de 2,4% em 2013, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. (Valor Econômico)

TEMPO: Paraná registra temperaturas na casa de 1ºC nesta quarta

A primavera já começou oficialmente, mas foi um frio comum no inverno que os paranaenses sentiram na manhã desta quarta-feira (25/09). Com mínimas na casa de 1ºC, as temperaturas mais baixas foram registradas no Centro-Sul, Oeste e Campos Gerais. Nos próximos dias, o frio continua com menor intensidade e deve chover no fim de semana, conforme prevê o Instituto Tecnológico Simepar nesta quarta-feira. Entre as estações meteorológicas do instituto no estado, Guarapuava foi a cidade que teve a menor marca de temperatura, com 1,7ºC. Toledo registrou 1,8ºC, Ponta Grossa 1,9ºC e Cascavel 2,3ºC. Já em Curitiba, a mínima girou em torno de 5ºC, com mais frio na região metropolitana. Fazenda Rio Grande teve 2,4ºC e Pinhais chegou a 3,6ºC no período mais frio.

Geada - Segundo Tarcísio Valentin da Costa, meteorologista do Simepar, houve condição para a formação de geada no estado. “A geada é um fenômeno de observação visual, por enquanto ninguém comunicou, mas pelas temperaturas deve ter ocorrido. Principalmente em fundos de vale, porque nas regiões mais altas houve corrente de ar e quando há essa condição não ocorre a formação”.

Próximos dias - Nos próximos dias, o interior deve ter sol na maioria das regiões e em Curitiba e entorno o tempo fica com nebulosidade variável. As temperaturas sobem gradativamente até que no sábado e domingo o tempo muda. Áreas de instabilidade se formam sobre o Paraná e podem ocorrer pancadas de chuva mais forte, com a presença de trovoadas.

Mínimas - As mínimas em Curitiba ficam em 9ºC, na quinta (26/09), 8ºC na sexta e sobem para 14ºC, no sábado (28/09) e 13ºC, no domingo. Na sexta (27/09), a previsão de mínima é de 7ºC, em Ponta Grossa, e fica em 5ºC, em Guarapuava. Em Cascavel, na mesma data, o dia deve começar com 9ºC e em Foz do Iguaçu faz 12ºC de mínima. Londrina terá mínima de 10ºC e Paranavaí de 11ºC. (Gazeta do Povo)


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