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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3188 | 26 de Setembro de 2013

FÓRUM DOS EXECUTIVOS: Presidentes da Ocepar e do Tribunal de Justiça do Paraná abrem o evento

Um café da manhã com a presença dos presidentes do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, e do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Paulo Vasconcellos, marcou o início, nesta quinta-feira (26/09), do Fórum dos diretores executivos das cooperativas paranaenses – evento especial realizado em parceria entre as duas instituições como parte das atividades do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas. O encontro acontece durante todo o dia, na sede do TJPR, em Curitiba, com a participação dos integrantes da quarta turma da formação internacional.

Aproximação - Na abertura, o presidente da Ocepar destacou os principais números do cooperativismo, as atividades de formação e autogestão conduzidas pelo Sescoop/PR e falou ainda sobre a importância do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas. Koslovski lembrou que o sistema tem um viés diferente de outros setores da sociedade, onde reúne milhares de pessoas. “Somente aqui no estado reunimos mais de 2 milhões de paranaenses que estão vinculados direta ou indiretamente ao setor e, quando a gente fala que o cooperativismo movimentou no ano passado R$ 38,5 bilhões, isto representa mais do que o orçamento de 24 estados brasileiros, o que dá uma dimensão da importância do que as cooperativas representam para o Paraná. Por ser uma sociedade diferente, precisa ser reconhecida pelos diversos órgãos dessa forma e, aqui no TJ, a gente reconhece essa sensibilidade, afinal, os desembargadores conhecem o cooperativismo através da Credjuris, fato este que tem contribuído na hora de analisar e julgar os processos de cooperativas, diferente de outros estados, onde o cooperativismo não é tão difundido e conhecido pelo poder judiciário, como no Paraná”, lembrou. O presidente do Sistema Ocepar fez questão de agradecer e enaltecer o apoio do desembargador e dirigente cooperativista Paulo Habith para a realização deste evento dentro do TJPR. “Com certeza, este evento só está acontecendo graças ao empenho e esforço pessoal do desembargador Paulo Habith, que sempre trabalhou para a aproximação do setor cooperativista com o poder judiciário, estreitando ainda mais o relacionamento com o TJ, que já vinha ocorrendo por meio da Credijuris”, frisou Koslovski.

Credjuris - Já o presidente do TJPR, destacou que a criação da Credjuris – cooperativa de crédito de juízes e promotores que tem entre os seus fundadores o desembargador Paulo Habith –, representa um marco para a integração do cooperativismo com o judiciário. “Ficamos felizes em saber que o setor cooperativista funciona de forma a proporcionar que todos tenham acesso aos seus serviços. É como se fosse uma família, que olha para o bem-estar de cada um e do próximo”, afirmou Paulo Vasconcelos. “O Paulo Habith é um guerreiro aqui dentro, sempre pensando na melhoria dos serviços prestados e a ideia de criar cooperativa foi muito boa. Parabéns pelo empenho em fazer do cooperativismo uma opção de vida para as pessoas. Eu e todos os demais desembargadores aqui procuramos conscientizar os demais a participar da cooperativa e trazer mais pessoas para o setor. Queremos divulgar mais este belo sistema”, acrescentou.  

Presenças – Participaram ainda da abertura do Fórum, os desembargadores Paulo Habith, Carvilio da Silveira Filho, Robson Marcos Curi e Dulce Maria Cecconi, primeira vice-presidente do TJPR. De manhã, o evento prosseguiu com visita ao museu do Tribunal de Justiça.

Câmaras de Julgamento – À tarde, haverá uma palestra do desembargador Paulo Habith. Ele fará uma apresentação sobre como funcionam as Câmaras de Julgamento do TJPR, que serão visitadas na sequência.

Escola de Magistratura – O Fórum continua nesta sexta-feira (27/09),com atividades na Escola de Magistratura do Paraná, das 9h às 13h, e presença dos integrantes das quatro turmas do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas. O desembargador Carvilio da Silveira Filho ministra a primeira palestra com o tema “Poder judiciário brasileiro – sua estrutura”. Haverá ainda a explanação do desembargador Jurandyr Souza Júnior sobre atos cooperativos, com enfoque para o enfrentamento pelo poder judiciário.

Mestrado - Já o pró-reitor acadêmico da PUCPR, professor Eduardo Damião da Silva, tratará de estratégias corporativas e fornecerá informações sobre o mestrado profissional em cooperativismo que a entidade vai iniciar no ano que vem, em parceria com o Sistema Ocepar.

INFRAESTRUTURA: Setor define estratégias para salvar as cooperativas de eletrificação

A metodologia de tarifas da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que coloca em risco a viabilidade de cooperativas que atuam no setor de eletrificação, foi tema de discussões durante reunião do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Infraestrutura da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O encontro, que ocorreu na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, nesta quarta-feira (25/09), reuniu representantes de cooperativas do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Os cooperativistas decidiram criar dois grupos de trabalho (técnico e jurídico) para preparar um documento com as demandas do setor, o qual será encaminhado à OCB, que vai definir uma estratégia de ação junto à Aneel, Governo Federal (Ministério das Minas e Energias, Casa Civil) e Congresso Nacional.

Reivindicação - O setor reivindica um marco jurídico para o ramo de infraestrutura, assim como uma mudança nos critérios da metodologia da Aneel, reconhecendo as características do cooperativismo e sua importância para o desenvolvimento econômico e social do país. “Em muitas regiões, nas áreas rurais e distantes do Brasil, as cooperativas do ramo infraestrutura foram pioneiras em levar energia elétrica aos agricultores e pequenas cidades do interior. Ainda hoje, elas prestam um serviço essencial a milhares de municípios. Esse importante alcance social não pode ser esquecido. O Governo Federal e a Aneel precisam ter sensibilidade e dar às cooperativas o tratamento adequado, considerando os diferenciais do cooperativismo em relação às empresas concessionárias de energia”, defende o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski. Diretor da OCB, o dirigente responde pelo acompanhamento das atividades do cooperativismo de infraestrutura. Segundo informações da entidade, existem no país 127 cooperativas do ramo de infraestrutura - atuando na geração e distribuição de energia - que congregam 800 mil cooperados e geram 8 mil empregos diretos.

Marco jurídico - O dirigente paranaense considerou de foram positiva os resultados da reunião do Conselho Consultivo. “Delineamos uma forma de atuação para fortalecer a representatividade do setor, mas, sobretudo, viabilizar os pleitos que são feitos pelas cooperativas. A constituição de um grupo técnico para um relacionamento mais próximo com a Aneel, objetivando discutir as questões emergenciais e de médio e longo prazo, é fundamental para que avancemos em relação à mudança das metodologias de tarifa e também quanto à definição de um marco jurídico para o ramo”, afirma.

Fortalecimento - Na avaliação do presidente da Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural do Estado de São Paulo (Fecoeresp), Danilo Roque Pasin, que coordena o Conselho Consultivo, a convergência das ações do setor numa estratégia unificada é positiva e tende a fortalecer os pleitos do ramo. “Foram formadas duas equipes, uma de âmbito técnico e outra jurídica, que darão à OCB subsídios para uma atuação política consistente junto à Frencoop (Frente Parlamentar do Cooperativismo), Aneel e Governo Federal. A reunião trouxe definições importantes”, analisa. O dirigente mantém-se apreensivo quanto os riscos que a atual metodologia da Aneel traz ao setor. “Se não ocorrerem mudanças, teremos a extinção das cooperativas do ramo. Não se pode tratar as cooperativas como se fossem concessionárias de energia. É necessário levar em consideração as características do sistema cooperativista”, defende.

Integração - Para o presidente da Fecoergs (Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul), José Zordan, a reunião do ramo foi importante para promover uma maior integração do setor, convergindo para uma estratégia coordenada pela OCB, evitando ações pontuais e isoladas. “É preciso que se entenda que as cooperativas atuam no setor de eletrificação desde 1941, portanto antes mesmo de todo o sistema elétrico nacional. O cooperativismo teve um trabalho preponderante, principalmente no meio rural, onde foram ao encontro dos produtores, que estavam abandonados, porque as concessionárias tinham dificuldade em atender regiões mais distantes”, enfatiza. “Agora, com estratégia, vamos tentar salvar o sistema cooperativista de eletrificação. Penso que há grandes possibilidades de serem feitos ajustes, porque os pedidos que reivindicamos não são absurdos”, ressalta.

Ações focadas - Para a gerente geral da OCB, Tânia Zanella, que participou da reunião, os problemas enfrentados pelo setor de infraestrutura decorrem da metodologia tarifária da Aneel que não considera as cooperativas como empreendimentos estruturantes e com gestão diferenciada das empresas convencionais. “Para a OCB cumprir seu papel político e institucional, o setor vai expressar num documento suas demandas e reivindicações, que irá fundamentar nossa estratégia de atuação. Os grupos de trabalho trarão as especificidades do cooperativismo de cada estado para a instituição, o que fará com que as nossas ações sejam mais focadas e eficazes”, afirma. Segundo estimativas da OCB, as cooperativas de eletrificação têm, em média, quatro usuários por quilômetro de rede, enquanto as concessionárias abrangem, em média, 22 usuários por quilômetro de rede. “O custo operacional das cooperativas é maior, o que precisa ser considerado nos cálculos tarifários da Aneel. Nossa preocupação e cuidado hoje dizem respeito aos riscos de inviabilidade, de resolver problemas que são urgentes, mas também fazer um resgate de um setor que desempenha um papel fundamental, principalmente na eletrificação rural”, conclui Tânia.

 

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ARMAZENAGEM: Cooperativas do Paraná lideram investimentos

armazenagem foto 26 09 2013Incentivadas pela nova linha de R$ 5 bilhões, disponibilizada pelo Plano Safra 2013/14 para investimento em armazenagem, as cooperativas agrícolas paranaenses já lideram os pedidos de financiamento para esse fim no país. Levantamento do Valor mostra que, pouco mais de um mês após o lançamento da linha, as principais cooperativas do Estado devem investir pelo menos R$ 800 milhões nos próximos dois anos para ampliar a capacidade de armazenagem de grãos. Com juros subsidiados pelo governo federal, prazo de pagamento de 15 anos e três anos de carência, os recursos do Plano Safra devem provocar uma significativa mudança no patamar de investimento das cooperativas.

Contas - A Ocepar, instituição que representa as cooperativas do Paraná, já refez as contas. A entidade estima que as cooperativas do Paraná investirão R$ 670 milhões em armazenagem por ano, quase 50% acima dos R$ 450 milhões investidos anualmente, nos últimos cinco anos. Segundo Flávio Turra, gerente técnico e econômico da Ocepar, os novos investimentos previstos devem trazer um espaço adicional de estocagem de 1,3 milhão de toneladas. Atualmente, o Paraná conta com 28 milhões de toneladas de capacidade estática, ante uma produção de grãos de cerca de 36 milhões de toneladas entre as safras de verão e de inverno. "É claro que o ideal é de uma capacidade de armazenagem equivalente à safra, mas a atividade em si não é rentável, por isso a escassez de armazéns. Isso, por outro lado, incentivou as cooperativas a investirem", afirma Turra.

Vigor - "As cooperativas do Paraná estão entrando no programa com bastante vigor", afirmou o vice-presidente de agronegócios e micro e pequenas empresas do Banco do Brasil, Osmar Dias. Maior financiador agrícola do país, a instituição financeira é, ao lado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o braço do Plano Safra para empréstimos em armazenagem.

Repasse - Segundo Dias, o Banco do Brasil deverá emprestar R$ 4 bilhões dos R$ 5 bilhões disponíveis. Quando anunciou os recursos, o Ministério da Agricultura informou que o mesmo montante deverá ser repetido nos próximos cinco anos. Até agora, o Banco do Brasil já aprovou investimentos de cerca de R$ 300 milhões, informou Dias. Desse total, R$ 130 milhões dizem respeito aos contratos do Paraná. "Em número de unidades, a maior demanda é do Rio Grande do Sul, mas em volume de contratos é o Paraná", afirmou o executivo do banco.

Coamo - Maior cooperativa da América Latina, a Coamo vai investir cerca de R$ 370 milhões na melhoria da estrutura de recebimento e armazenagem até 2015. Sediada no município paranaense de Campo Mourão, a cooperativa utilizará esses recursos para ampliar sua capacidade de armazenagem de grãos em mais de 10% até 2015, passando das atuais 4,43 milhões de toneladas para cerca de 5 milhões de toneladas. O investimento da Coamo em armazenagem faz parte do pacote de R$ 465 milhões anunciado pela cooperativa no fim de agosto, e 80% desse montante deve ser viabilizado com financiamentos públicos, incluindo a linhas de armazenagem do Plano Safra.

Percalços - A corrida é para que não se repitam os percalços deste ano. A Coamo deve encerrar 2013 com o recebimento de mais 6,3 milhões de toneladas, colhidas entre as safras de verão e de inverno. Contudo, o desempenho superlativo - é a primeira vez que a Coamo supera a marca de 100 milhões de sacas - veio com um ônus: a necessidade de alugar armazéns, situação que deve se repetir na próxima safra. Os investimentos pretendem reduzir esses aluguéis.

Cocamar - Com sede em Maringá, a Cocamar já protocolou pedidos de financiamento no BNDES, afirmou ao Valor o vice-presidente da cooperativa, José Fernandes Jardim Júnior. Ao todo, a Cocamar prevê investir R$ 145 milhões até 2015, elevando a capacidade de armazenagem em 165 mil toneladas, para 1,180 milhão de toneladas. O investimento não será suficiente para fazer frente ao volume de grãos anualmente recebido pela Cocamar, de cerca de 1,6 milhão de toneladas. "Teria que ter a capacidade do nosso recebimento, mas precisamos fazer devagar porque o fluxo para pagar não é rápido", afirmou Júnior.

Copacol - Já a Copacol, que tem sede em Cafelândia (PR) e prevê faturar R$ 2 bilhões neste ano, deve investir R$ 150 milhões até 2015. Segundo Valter Pitol, presidente da cooperativa que tem foco na produção de frango, a principal fonte de recursos será o Banco do Brasil. Até 2015, a Copacol quer elevar a capacidade de armazenagem de grãos das atuais 600 mil toneladas para 900 mil toneladas.

C.Vale - Procurada pelo Valor, a C.Vale, de Palotina (PR), afirmou que ainda trabalha no plano de investimentos, que deverá somar R$ 200 milhões. (Valor Econômico)

 

SISTEMA OCB: GDA e GDH começam a ser implantados ainda este ano

ocb 26 09 2013Foram dois dias reunidos. Depois de uma série de apresentações, debates e sugestões, o grupo de superintendentes e analistas de monitoramento, formação profissional e promoção social – de unidades estaduais e também da Nacional – definiram a primeira etapa do cronograma de implantação das novas ferramentas de gestão do Sistema OCB: o GDA e o GDH. Trata-se de programas desenvolvidos originalmente no estado do Paraná, e que agora ganham corpo em âmbito nacional. “O objetivo é fortalecer, ainda mais, o desempenho de nossas cooperativas. A intenção dos programas é oferecer os subsídios necessários para que cooperativas e unidades estaduais do Sescoop tenham em mãos – de forma rápida, consistente e confiável – informações para suas tomadas de decisão”, frisou a gerente geral do Sescoop, Karla Oliveira.

Agenda - Pela agenda firmada entre os participantes do encontro, ficou definido o conjunto de estratégias para implantação das ferramentas pelas unidades estaduais. E a primeira ação está prevista para acontecer ainda em 2013, no final do mês de novembro. “Faremos uma capacitação – de aproximadamente uma semana – para que os técnicos dos estados tenham plenas condições de utilizar os sistemas e também auxiliar as cooperativas no que necessitarem”, explica a gerente de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas do Sescoop, Susan Miyashita Vilela.

Primeiro passo - De acordo com a gestora, o primeiro – e fundamental passo – a ser dado para implantação das ferramentas será a inserção dos dados das cooperativas no Cadastro Nacional. Este trabalho deverá ser feito pelas unidades estaduais, que já terão acesso ao banco de dados também a partir de novembro. Outra definição importante foi a construção conjunta dos pré-requisitos para que as unidades estaduais rodem os programas junto às cooperativas. “Estamos falando de recursos humanos e de processos necessários ao funcionamento dos sistemas. Isto é fundamental para que as unidades se planejem para cumprir o cronograma firmado”, avalia. Segundo Susan, em caso de alguma dificuldade, a unidade nacional do Sescoop estará a postos para auxiliar os estados.

Expectativas – Para a gerente de Formação e Qualificação Profissional do Sescoop, Andréa Sayar, a implementação das novas ferramentas chega acompanhada de boas perspectivas. Segundo ela, o controle oferecido pelas ferramentas vai além de uma prestação de contas e passa a disponibilizar para o Sistema OCB uma “gestão significativa”: “Estamos vislumbrando um avanço nos processos de gestão de resultados das ações realizadas pelo Sescoop. Com os novos sistemas, além de gerarmos informações gerenciais para as cooperativas, teremos, também, visibilidade da relevância das atividades para o seu público beneficiário”, afirma.

Caráter positivo - Maria Eugênia Borba, gerente de Promoção Social, também destaca o caráter positivo que as ferramentas trarão em termos de balanço social do Sistema. “O melhor de tudo será a geração de dados que possibilitem uma real avaliação do grau de desenvolvimento humano das cooperativas para que possamos nortear todas as ações necessárias”, avalia a gestora. (Informe OCB)

 

COOPERATIVISMO: Cortesias para a XVIII Conferência Regional ACI Américas

cooperativismo 26 09 2013Em outubro, o Brasil vai sediar um dos maiores eventos do cooperativismo de âmbito internacional – a XVIII Conferência Regional da Aliança Cooperativa Internacional das Américas (ACI-Américas), realizada em parceria com a Confederação Nacional das Cooperativas Médicas do Brasil (Unimed). O evento, que será no Guarujá – litoral de São Paulo – tem apoio do Sistema OCB e, em vista disso, informamos que estão disponíveis algumas inscrições de cortesia para integrantes do Sistema OCB. O tema do evento será “A década das cooperativas: cenários e perspectivas”, e na programação estão previstos encontros de diversos ramos do cooperativismo, colóquios sobre governança e sustentabilidade, além do Congresso Continental de Direito Cooperativo e do Encontro de Parlamentares.

Inscrições - Este ano a inscrição tem o custo de 400 dólares americanos por participante. Os interessados em adquirir as cortesias devem entrar em contato com o Sistema Ocesp, pelo e-mail: daniela.jorge@sescoopsp.coop.br, aos cuidados de Daniela de Alencar – fone (11) 3146-6314. As cortesias serão fornecidas com base na ordem de chegada dos e-mails. Para mais informações e programação completa, acesse o site do evento: www.conferenciaaciamericas2013.com. (Informe OCB)

 

CASTROLANDA: 16º Encontro da Mulher Cooperativista reúne 200 participantes

O 16º Encontro da Mulher Cooperativista da Castrolanda, realizado nesta quarta-feira (25/09), reuniu cerca de 200 cooperadas, esposas e filhas de cooperados da matriz e das unidades de atuação da cooperativa. Na abertura do evento, ocorrida no Memorial da Imigração Holandesa, na Castrolanda, o presidente Frans Borg destacou a importância da gestão estratégica da cooperativa.

Comunicação eficiente - “Como dirigente da Castrolanda, gostaria de ressaltar que a cooperativa é uma sociedade de pessoas e para que possamos trabalhar juntos necessitamos de uma comunicação eficiente. Na medida em que há crescimento cada vez mais necessitamos estar alinhados: cooperativa e cooperados. Nas últimas pré-assembleias reforçamos com os cooperados as formas de comunicação da Castrolanda. Hoje, voltamos a apresentar este assunto tendo em vista que a mulher é bastante comunicativa por natureza. Então, nós enfatizamos a forma estratégica da nossa gestão para que tenhamos total transparência e assim  haja uma confiança mútua dentro da nossa sociedade”. O presidente destacou os veículos de comunicação da cooperativa e também a importância da participação dos comitês setoriais como representantes do quadro de cooperados da Castrolanda e o SAC com ênfase como ferramenta em que é registrada a solicitação, sugestão e resposta para o cooperado.

PDL – Na sequência, as participantes do Programa de Desenvolvimento de Líderes Feminino (PDL) relataram os trabalhos desenvolvidos durante o período do programa. Entre as 26 participantes foram formados quatro grandes grupos e nestes quatro projetos aplicados em segmentos diferentes. O 1º Dia de Campo Feminino, Melhorando a vida na Casa Lar, uma entidade carente do município, Abrindo Horizontes, um roteiro visitas técnicas, projeto aprovado pelo Sescoop/PR e aplicado durante o 8º Elicoop na Castrolanda e o Projeto de Coração, desenvolvido junto a Apae de Castro. “Uma das atividades dentro do PDL foi o desafio de preparar e aplicar um projeto para o grupo. Tivemos quatro excelentes trabalhos e a essência da liderança se mostra nas atitudes e não apenas em discursos. Passamos 18 meses trabalhando conceitos, habilidades e atitudes necessárias para exercer a liderança”, disse o consultor Claudinei Alves.

Palestra – Outro destaque da agenda do evento foi a participação da Lígia Guerra com o tema “Mulher: A lei da mente implacável, o que você pensa você cria, o que você sente você atrai, o que você acredita, torna-se realidade”. Lígia é psicóloga, especialista em psicologia analítica e do trabalho. Escritora, poetisa, autora do livro “O segredo dos invejáveis”, também é colunista do site europeu sediado em Lisboa - Portugal. É a idealizadora e comentarista do quadro “Mulheres às Avessas” da RPC afiliada da Rede Globo. “A 1ª cooperativa que temos é a nossa família, se não houver cooperação em casa não temos laços e compromisso”. Já na abertura da palestra ela destacou que o poder da mente nem sempre os psicólogos, psiquiatras e profissionais da área conseguem entender o quanto a mente  é forte. “O nosso desafio é trabalhar as ações do dia a dia a dia na percepção humana”, disse.

Encerramento – O evento arrecadou verba em prol da Escola Municipal de Guararema - Educação Infantil e Ensino Fundamental no interior do município. O objetivo é colaborar com a manutenção do Parque de brinquedos e compra de revistinhas infantis.  (Imprensa Castrolanda)

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Nova unidade é inaugurada em Maringá

Acompanhado da esposa Tatiane, o comerciante Vagner Caldeira Alves, dono de um estabelecimento comercial no Jardim Hortência, em Maringá, atravessou a cidade na noite de quarta-feira (25/09) para prestigiar a inauguração da nova unidade de atendimento da Sicredi União PR/SP, na Avenida Cerro Azul. Associado há seis anos, Alves diz que possui conta também em outras instituições, mas vem utilizando cada vez mais a cooperativa de crédito pelas facilidades que esta apresenta. “Quando preciso de um empréstimo, é rápido e sem burocracia”, exemplifica.

Convidados - O casal estava entre os 250 convidados que foram recebidos nas confortáveis instalações de 400 metros quadrados da sexta unidade Sicredi no município, que conta com o experiente Elder de Oliveira como gerente. Apesar de ter apenas 30 anos, Oliveira já gerenciou durante oito anos uma instituição bancária, a qual, revela, deixou “por acreditar mais na proposta do cooperativismo de crédito”.

Potencial - A aposta no potencial da Avenida Cerro Azul, de comércio forte e diversificado, principal artéria de bairros populosos ali próximos, é uma das estratégias da cooperativa para continuar crescendo, conforme assinalou o presidente Wellington Ferreira, durante o seu pronunciamento na solenidade. “Já somos mais de 83 mil associados”, frisou Ferreira, repetindo, como faz costumeiramente, não o famoso slogan do sistema, “quem coopera cresce”, mas um outro não menos marcante: “seremos do tamanho de nossos sonhos”.

Diferenciais - “Temos, em plena Cerro Azul, uma unidade com estacionamento para 40 veículos. Quem oferece isso?”, inquiriu o diretor-executivo, Rogério Machado. Outro diferencial, segundo o diretor Paulo Ozelame, é o “Espaço Nikkei”, criado para fomentar o relacionamento com a comunidade de origem nipônica.

Sobre isso, o associado Kleber Ariyoshi, que atua em diversos segmentos, diz ser “uma boa iniciativa”. Ele próprio, neto de japoneses, associado da cooperativa há seis meses, conta ter ido à inauguração a convite do gerente Wellington Takahashi, que será o responsável por esse setor. “Aqui as taxas são melhores, vai ser sucesso”, comentou.

Aniversário - A quarta-feira coincidiu com a celebração do 28º aniversário da Sicredi União PR/SP, que incluiu o descerramento de um painel reproduzindo as atas mais importantes de sua história, pela manhã em sua sede administrativa, com a participação de integrantes dos conselhos de administração e fiscal, e colaboradores. Com o aniversário, não faltou na unidade, à noite, o “parabéns a você”. O casal Vagner e Tatiane, assim como os outros convidados, devem ter retornado contentes para casa.

Os tempos são outros -   Uma das pessoas presentes à inauguração da unidade Cerro Azul deu um exemplo da grandeza que hoje representa a Sicredi União PR/SP. Clair Turazzi Filho, médico cardiologista em Limeira (SP), integra o conselho de administração da cooperativa desde o início de agosto, quando houve a fusão com a instituição da qual foi presidente e um dos 22 fundadores, em 2000: a Sicredi Integradas Centro-Leste Paulista.

Municípios - “São 33 municípios situados na região do segundo maior PIB do país e cujo potencial vai impulsionar fortemente o Sicredi”, afirmou Turazzi. A previsão é que, em cinco anos, a cooperativa tenha ali entre 15 e 20 unidades de atendimento, das quais quatro abrem suas portas este ano, em Araras, Piracicaba, Espírito Santo do Pinhal e São José do Rio Pardo. Ou seja: ao mesmo tempo em que investe na expansão de suas atividades em Maringá, cidade onde surgiu timidamente em 1985, a Sicredi União PR/SP projeta longe a sua atuação e mostra que a frase cultivada com tanta insistência por Wellington Ferreira não é apenas uma questão de marketing.

Números - Com ativos de R$ 1,5 bilhão, a cooperativa possui R$ 151,3 milhões em patrimônio líquido, R$ 809,8 milhões em operações de crédito e R$ 1 bilhão em recursos captados. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

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SICREDI IGUAÇU: Associado de Chopinzinho é contemplado com prêmio de seguro de vida

Associados, diretores, coordenadores, conselheiros e colaboradores da cooperativa Sicredi Iguaçu PR/SC estiveram reunidos, na manhã dessa quarta-feira (25/09), em Chopinzinho, Sudoeste do Estado, para a entrega de mais um prêmio do Seguro de Vida. Dessa vez, a sorte chegou para o associado Jair Thiele, que recebeu R$ 24 mil. De acordo com o assessor de Seguros, Diocer Ribeiro dos Santos, para ganhar é muito fácil, basta ter o seguro de vida. Os sorteios são semanais pela Loteria Federal e o prêmio corresponde ao valor de seguro contratado, podendo chegar até R$ 200 mil.

Segurança - O presidente da Sicredi Iguaçu, Lotário Luiz Dierings, parabenizou o associado por ter adquirido o seguro. “Mais do que garantir a segurança da família, o associado pode receber em vida e aproveitar esse dinheiro, como é o caso de hoje”, afirmou. Ele disse ainda mencionou a importância de se ter um seguro de vida como segurança para a família e no caso de uma invalidez. Também aproveitou a oportunidade para falar do seguro residencial Sicredi, que atendeu a situação de emergência com os temporais em vários municípios onde a cooperativa atua. De acordo com o presidente, já foram mais de 300 seguros encaminhados para indenizar as famílias, até o final da semana teremos mais acionamentos. “Vale a reflexão diante da situação que vivemos, o seguro residencial é um seguro barato, todos deveriam ter para proteger suas residências” afirmou. O associado Jair Thiele agradeceu o Sicredi pela premiação.

Contemplados - A cooperativa Sicredi Iguaçu já premiou 14 associados desde 2003, uma média de 1,4 associados por ano, só no seguro de vida, totalizando aproximadamente R$ 400 mil. Nesse ano, já foram três contemplados. No seguro residencial, foram  6 associados premiados desde 2008, quando foi criada a premiação, chegando a R$ 60mil. (Imprensa Sicredi Iguaçu PR/SC)

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UNIMED APUCARANA: Iniciado estudo de viabilidade para implantação de novos serviços

Com a missão de cooperar para fornecer com excelência soluções em saúde, de forma ética, inovadora e sustentável, a Unimed Apucarana iniciou, em agosto, um estudo de mercado com a finalidade de avaliar a viabilidade de implantação de um Pronto Atendimento em Apucarana, no Norte do Paraná, que atenda as necessidades dos beneficiários e futuros clientes da cooperativa.

Insatisfação - A presidente da cooperativa, Marly Hirata Figueiredo, informou que a ideia de um Pronto Atendimento surgiu da insatisfação manifestada pelos cooperados e beneficiários, com o atendimento oferecido pelo único hospital da cidade. “Este estudo é de suma importância pois apontará quais são as reais possibilidades de implantação de um serviço deste porte em Apucarana”, acrescentou.

Aprovação - O estudo foi aprovado pelo Conselheiro de Administração, em reunião realizada no dia 28 de maio. A diretoria executiva, juntamente com os conselheiros, avaliou as propostas de três consultorias aptas a realizarem este levantamento. A empresa selecionada foi a Pró-Saúde, de Londrina, que atua neste mercado há 21 anos e já fez este trabalho para outras Unimeds e empresas do segmento de saúde, e realizará o estudo da Unimed Apucarana entre os meses de agosto e novembro de 2013.

Debate - Com o estudo de viabilidade em mãos, o Conselho de Administração deverá aprofundar o debate com o cooperado. “Qualquer decisão sobre a implantação de um Pronto Atendimento em Apucarana deverá ser submetido à apreciação e deliberação de Assembleia Geral”, ressalta Marly. (Imprensa Unimed Apucarana)

COPACOL: Cooperativa participa de blitz educativa

Em alusão à “Semana Nacional do Trânsito”, a Copacol, em conjunto com o Detran, Polícia Militar, Rotary e Interact, realizou, nesta terça-feira (24/09), uma “blitz educativa”. A ação aconteceu durante todo o dia para colaboradores que utilizam os veículos da cooperativa e a tarde para todos os condutores e pedestres que transitam em frente a guarita de acesso ao abatedouro de aves. Os condutores receberam folders explicativos sobre regras gerais de circulação para motorista, pedestre, excesso de velocidade, transporte de criança, uso do cinto de segurança e dirigir falando ao celular. Os motoristas que estavam usando o cinto e respeitando a faixa de pedestre, ganharam um adesivo “Motorista nota 10”.

Segundo ano - Este já é o segundo ano que a Copacol participa da ação focada nos seus motoristas e colaboradores usuários de veículos e a primeira vez que é voltada para toda a comunidade. Jozival Matias do Nascimento, encarregado da área de Segurança do Trabalho da cooperativa, falou da importância da Copacol participar da ação. “Como temos muitos motoristas em nosso quadro de colaboradores, a importância está no objetivo de buscar conscientizar, motivar e mobilizar não apenas nossos trabalhadores, mas também toda população para fazermos um trânsito mais harmonioso para a vida de todos nós. Com esta ação buscamos também mostrar para os condutores, ciclistas e pedestres que os acidentes de trânsito podem ser evitados através do respeito às leis e as regras de convivência no trânsito”, explicou. (Imprensa Copacol)

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COCAMAR I: Fórum Nacional de Agronegócios começa na próxima 2ª feira, em Maringá

Com o apoio da Cocamar, a Rádio CBN Maringá promove, na noite da próxima segunda-feira (30/09), em Maringá, a primeira etapa do Fórum Nacional de Agronegócios CBN, que vai debater o tema “Álcool, Açúcar e Energia – Perspectivas para o Brasil e o Mundo”. O presidente da Associação Brasileira de Agronegócios (Abag), Luiz Carlos Correia de Carvalho, fará palestra com a participação do presidente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), Miguel Rubens Tranin, e do diretor do Grupo Santa Terezinha, Paulo Meneguetti. O evento inicia às 20h, no Recinto de Leilões do Parque Internacional de Exposições de Maringá.

Convidados - Segundo a emissora, a previsão é que cerca de 500 convidados, entre lideranças do setor, dirigentes de empresas de bioenergia e produtores, participem. “O tema é muito interessante”, comenta o diretor comercial da Rádio CBN Maringá, José Roberto Mattos, enfatizando que a procura por convites, nos últimos dias, vem superando as expectativas.

Outas etapas - As outras duas etapas serão dias 17 de outubro e 18 de novembro e vão tratar, respectivamente, dos temas “Integração lavoura, pecuária e floresta” e “O papel do cooperativismo no futuro do agronegócio brasileiro”. Neste último, está confirmada a presença do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Outras empresas apoiadoras - Além da Cocamar, apoiam o evento a Alcopar, UniCesumar, Sicredi União PR/SP e Konrad Caminhões (Ford). (Imprensa Cocamar

COCAMAR II: Luiz Lourenço defende modernização da pecuária com incremento da ILPF

cocamar II 26 09 2013O desempenho do agronegócio impressiona. Em 2012, o setor experimentou um superávit comercial de 70 bilhões. O crescimento do PIB no primeiro semestre deste ano no Paraná (3,9%) e no Rio Grande do Sul (9%) foi impulsionado principalmente pela produção do campo. No entanto, os dados escondem a fragilidade de um dos principais elos do agronegócio: a pecuária. É o que afirmou Luiz Lourenço (foto), presidente da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, na última segunda-feira (23/09), na cerimônia de premiação das empresas do Paraná destacadas no ranking 500 Maiores do Sul, elaborado pela revista Amanhã e PwC.

Pouca tecnologia - Segundo Lourenço, a pecuária representa uma preocupação em razão da modesta produção e da baixa geração de renda. Tanto que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento desenvolveu o Plano Mais Pecuária, ainda sem previsão de lançamento, com o objetivo de aumentar as exportações e a produtividade de leite e carne no Brasil. Se o cultivo de grãos e outros insumos evoluiu, com investimentos em equipamentos e novos métodos, o mesmo não aconteceu na criação de gado, aves e suínos. “A pecuária é a parte pobre do agronegócio, usa muito pouca tecnologia”, aponta Lourenço.

Não investem - Um dos obstáculos, de acordo com ele, é o conservadorismo dos pecuaristas. O Brasil possui o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) que estimula a integração da lavoura, pecuária e floresta em uma mesma propriedade. Porém, os criadores de gado demonstram resistência para adotar outro tipo de produção: “A cooperativa apresenta um projeto que aumenta a produção de carne, dá a possibilidade de produzir grãos e ganhar mais dinheiro. Mas os pecuaristas não querem mudar. Eles não são investidores”, reclama Lourenço.

Futuro - Para o presidente da Cocamar (45ª colocada no ranking 500 maiores do Sul), o futuro do Brasil neste setor está nas pastagens, que correspondem a 23% do território nacional, cerca de 200 milhões de hectares.

ILPF - Metade das terras pode ser revertida para acolher outros tipos de cultivo agrícola. “A integração lavoura, floresta, pecuária multiplica a produtividade. Mas as pastagens atualmente estão degradadas e a renda por hectare está caindo”, revela Lourenço. Segundo ele, Paraná, Mato Grosso e São Paulo possuem aproximadamente 12 milhões de hectares em pastagem que precisam ser recuperadas e melhor aproveitadas para a pecuária não ser somente um coadjuvante no agronegócio. (Por Laura D’Angelo, Revista Amanhã)

 

 

SANIDADE VEGETAL: Adapar emite 80 autos de infração no período do vazio da soja

sanidade vegetal 26 09 2013A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu 80 autos de infração durante o período do vazio sanitário da soja em 2013, que foi encerrado no dia 15 de setembro e durante o qual ficou proibida no Estado a presença de plantas vivas de soja. O número de infrações é menor que o de 2012, quando foram emitidas 130 autuações. No entanto, o período de geadas e outros fatores climáticos, que não ocorreram no ano passado, podem ter influenciado ao eliminar as plantas vivas em propriedades, carreadores e estradas.

Adoção - A medida sanitária é adotada no Paraná desde 2007 para evitar a incidência de focos da ferrugem asiática, doença provocada por fungos que atacam a planta. Outros 11 estados brasileiros e o Paraguai também adotam a medida. A engenheira agrônoma Maria Celeste Marcondes, responsável pelo acompanhamento do vazio sanitário na Adapar, lembra que os produtores são os maiores beneficiários da ação. “Onde há plantas que não são eliminadas durante o período do vazio sanitário, elas se tornam hospedeiras do fungo e podem contaminar as plantas novas quando se inicia o plantio da safra regular”, explica. Assim o custo da produção aumenta em função da necessidade da utilização de químicos no controle da doença e, consequentemente, culmina em danos ao meio ambiente.

Duração - O vazio sanitário tem duração de três meses, iniciando em 15 de junho. Até esta data, técnicos da Adapar emitiram 244 notificações, alertando os produtores para a necessidade de eliminar as plantas vivas durante o período. Os autos de infração emitidos posteriormente compreendem apenas a uma área de 1.7 mil hectares. Área mínima se comparada aos 4,6 milhões de hectares de área plantada de soja na safra 2012/13, o que subentende o comprometimento dos produtores rurais com a medida.

Atenção - No entanto, os números deste ano não podem diminuir a atenção dos produtores para a safra regular de soja que se inicia. “A ferrugem asiática é uma doença muito agressiva, é um problema sério no cultivo de soja. Deve ser dada a atenção necessária, com o monitoramento contínuo das lavouras, contando com o apoio da assistência técnica”, alerta Marcondes. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ABASTECIMENTO: Neri Geller toma posse como membro em conselho da Conab

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa), Neri Geller, tomou posse nesta quarta-feira (25/09), como membro do conselho de administração da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), representando o Mapa. Geller também participou de workshop sobre sojas especiais, realizado no auditório da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O objetivo do evento foi divulgar ao mercado produtos diferenciados, com o intuito de contribuir com os programas de governo voltados para a mitigação da fome em qualquer amplitude.

Importância - Representando o ministro do Mapa, Neri Geller ressaltou a importância do grão no desenvolvimento do país, tendo em vista o crescimento da produção de soja nos últimos anos.“Na defesa da produção nacional e com uma política bem definida, apoiamos o setor que busca agregar valores, seja na agroindústria, ou seja na incorporação de novas tecnologias. Eventos como estes demonstram o quanto a diversidade de grãos está crescendo e consequentemente a sua importância em um futuro próximo”, afirmou. (Mapa)

CAFÉ: Mapa publica normas para Produção Integrada

Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (25/09), a Instrução Normativa (IN) Nº 41, que visa estabelecer as normas técnicas para a Produção Integrada do Café, assinada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade. A IN determina os requisitos obrigatórios, recomendados e proibidos para que o produtor possa receber a certificação de Produção Integrada de Café. Esses procedimentos abrangem as boas práticas agrícolas, questões de preservação ambiental – práticas sustentáveis, uso de energia limpa, consumo moderado de agrotóxicos, etc – e, também, trabalhistas. “A Produção Integrada é importante porque visa aumentar a segurança em relação ao uso de agrotóxicos e minimizar os custos do produtor. Já para o consumidor, as vantagens estão no aumento da segurança, aliada ao acréscimo da qualidade do café adquirido. Todos saem ganhando”, enfatiza o secretário de Desenvolvimento Agropecuário de Cooperativismo, Caio Rocha. (Mapa)

Clique aqui para acessar a norma.

COMÉRCIO EXTERIOR I: Ministro quer ampliar exportações de carne suína para a Argentina

comercio exterior 26 09 2013Com o objetivo de ampliar as exportações de carne suína para a Argentina, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, se reuniu com o colega de pasta argentino, Norberto Yauhar, nesta terça-feira (24/09). O encontro entre as autoridades aconteceu na província de Campana, na Argentina. Em 2012, um acordo entre os países havia estabelecido a cota de importação pelo país portenho de três mil toneladas por mês do produto brasileiro. No entanto, segundo Antônio Andrade, atualmente esse valor é próximo a mil toneladas mensais. “O ministro argentino foi bastante receptivo e disse que vai tratar dessa questão pessoalmente para aumentarmos as nossas exportações de suínos”, explicou.

Demanda alta - A Argentina, apesar de ter ampliado a produção local do produto este ano, tem uma demanda alta por carne suína e precisa complementar a oferta com importações. Esse fator, de acordo com Norberto Yauhar, facilita um entendimento entre os dois países. A contrapartida solicitada é a liberação para a entrada no Brasil do limão siciliano produzido na Argentina. “Para agilizar o processo no Ministério da Agricultura, vamos concluir os estudos para verificar possíveis entraves sanitários e estabelecer um acordo o quanto antes”, disse Andrade.

México – Ainda na Argentina, o ministro se reuniu com o subsecretário de Agricultura do México, Ricardo Aguilar Cartillo, nesta quarta-feira (25/09). Os dois governos querem fortalecer a relação comercial entre os países. Antônio Andrade agradeceu a habilitação de três frigoríficos brasileiros de aves por parte dos mexicanos, exaltando a iniciativa como um importante passo para melhorar ainda mais o comércio entre os dois países. O ministro ainda solicitou a Cartillo que tomasse conhecimento da lista de todos os 43 estabelecimentos brasileiros já aprovados para exportação de frango ao Canadá, que é um importante parceiro comercial do México.

Qualidade e produtividade - “Estamos melhorando cada vez mais a qualidade e a produtividade das nossas plantas, iniciativa que vai fortalecer a relação com os mexicanos. Cartillo viu com bons olhos a possibilidade de ampliação da pauta bilateral, reforçando a importância das ações que vêm sendo feitas pelo Brasil em sanidade”, destacou Antônio Andrade.

Convite - Ao final do encontro, Andrade convidou o subsecretário para visitar os laboratórios nacionais agropecuários (Lanagros) do Brasil e ver de perto o trabalho desses centros, que são referências em diagnósticos quanto à qualidade dos produtos agropecuários produzidos e exportados pelo país. Entre janeiro e agosto deste ano, o Brasil exportou para o México US$ 365,4 milhões em produtos do agronegócio, importando US$ 63,12 milhões daquele país. (Mapa)

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Rússia barra mais dez frigoríficos do Brasil

comercio exterior II 26 09 2013A Rússia informou ao Ministério da Agricultura que, a partir de 2 de outubro, vai incluir dez estabelecimentos frigoríficos brasileiros na lista de restrições temporárias devido ao "descumprimento das exigências e normas sanitárias", conforme antecipou nesta quarta-feira (25/09) o Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor. Na prática, a medida proíbe as plantas de exportarem para um dos principais mercados para as carnes bovina e suína brasileiras no exterior, e por tempo indeterminado.

Unidades - A lista da Rússia, comunicada ao governo brasileiro em ofício ao qual o Valor teve acesso, inclui nove unidades de carne bovina, uma de carne suína e informa que duas unidades processadoras de aves falharam nos testes de seu serviço sanitário e não conseguirão a licença para exportar para o país. Seis das nove plantas de bovinos afetadas são da JBS, duas da Minerva Foods e uma da Marfrig Alimentos. A de suínos é da Pamplona.

Ofício - Conforme ofício assinado por Nikolai Vlasov, vice-diretor do Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor), e entregue ao adido agrícola brasileiro, Rinaldo Junqueira de Barros, foram encontradas diversas irregularidades nessas unidades durante a visita de uma missão veterinária russa ao Brasil entre 30 de junho e 14 de julho deste ano.

Plantas - As plantas da JBS são as de SIF 385 (Andradina/SP), 504 (Ituiutaba/MG), 862 (Goiânia/GO), 4400 (Campo Grande/MS), 76 (Barretos/SP) e 457 (Marabá/PA). As da Minerva são as de SIF 421 (Barretos/SP) e 1940 (Araguaína/TO) e a da Marfrig é a de SIF 4238 (Bataguassu/MS). O SIF da unidade da Pamplona, finalmente, é 377 (Presidente Getúlio/SC).

Situação - Com as novas restrições, das 56 plantas de carne bovina listadas no Rosselkhoznadzor, nove estão autorizadas a exportar sem condicionantes, três estão liberadas, mas aguardam resultados de análises laboratoriais, e duas estão sob "controle reforçado". Além disso, o documento afirma que a planta de SIF 3941, da Agra Agroindustrial, não obteve aval para expandir suas atividades.

Controle reforçado - Os frigoríficos de carne bovina em controle reforçado são os de SIF 2121 (Presidente Prudente/SP), da Bon-Mart Frigorífico Ltda e 506 (Colatina/ES), da Frisa. As três plantas que aguardam análises laboratoriais de amostras já coletadas são as de SIF 3181 (Naviraí/MS), da JBS, 2583 (Água Azul do Norte/PA), da Frigol, e 2443 (Jaru/RO), da Irmãos Gonçalves.

Impacto - Segundo fontes do segmento, a ampliação das travas russas terá impacto sobre as exportações brasileiras de carne bovina, que estão em alta e vêm batendo recorde neste ano. Apesar das restrições que já estavam em vigor, a Rússia é o segundo principal destino dos embarques de carne bovina do Brasil, atrás de Hong Kong. Entre janeiro e agosto, os russos importaram 209,9 mil toneladas (US$ 822 milhões). As exportações totais brasileiras somaram 944 mil toneladas (ver gráfico).

Justificativas - Dentre as justificativas mais graves encaminhadas ao governo brasileiro por meio do ofício obtido pelo Valor estão a ausência de comprovação documental de que os estabelecimentos haviam sido fiscalizados por representantes do serviço sanitário brasileiro, a falta de soluções para inconformidades encontradas em 2011 e 2012 e a ausência de controle sobre o uso de estimulantes de crescimento nas carnes. A Rússia proíbe o uso de promotores de crescimento como a ractopamina em bovinos e suínos. Em bovinos, o uso da ractopamina foi suspenso no Brasil em dezembro do ano passado.

Suína - No caso da carne suína, o Rosselkhoznadzor tem 21 unidades brasileiras listadas, mas somente duas - uma da BRF em Goiás e outra da Martini em Santa Catarina - estão atualmente habilitadas à exportação sem restrições, sendo que uma se encontra em controle reforçado, a da Seara em município catarinense de mesmo nome. Uma planta da BRF em Uberlândia (MG) aguarda análises laboratoriais de amostras já colhidas para manter o carimbo "aprovada". No mês passado, a unidade de suínos da BRF em Rio Verde (GO) foi liberada para exportar para a Rússia.

Pior momento - Em meio a acaloradas discussões com o Ministério da Agricultura sobre a fragilidade do sistema de defesa agropecuária do país atualmente, o presidente do Sindicato dos Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical), Wilson Roberto de Sá, afirmou que, se a ampliação das barreiras de Moscou for confirmada será um dos piores momentos da história com o país importador.

Efeito dominó - "Esse embargo pode gerar um efeito dominó em outros mercados. Se for confirmado, trará fortes transtornos", disse Sá. O problema, lembra ele, passa pela falta de recursos para que os fiscais possam desempenhar suas atividades.

Orçamento - A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura está sem recursos desde agosto. O orçamento para 2013 é de R$ 204 milhões, mas foram empenhados até o mês passado R$ 101 milhões, conforme o memorando 618, encaminhado pelo ex-secretário Enio Marques ao secretário-executivo José Gerardo Fontelles. Marques foi substituído pelo advogado Rodrigo Figueiredo no mês passado. Desde que houve troca, os fiscais agropecuários entraram em operação padrão para protestar sobre a "ingerência política e empresarial na nomeação do novo secretário de Defesa Agropecuária" da Pasta.

Preocupação - Como a lista de novas restrições da Rússia surge às vésperas da chegada de uma nova missão veterinária daquele país ao Brasil, em outubro, as difíceis relações entre o comando do ministério e os fiscais preocupa a indústria de carnes. O temor decorre do histórico de Moscou, que impôs embargo a dezenas de estabelecimentos exportadores de carnes do país em 2011. Na ocasião, disse uma fonte dos frigoríficos, o ministério teve parcela de culpa, apesar da reconhecida postura controversa da Rússia. "O ministério se descuidou e não deu importância para os russos, que gostam de ser recebidos por uma autoridade. Durante a missão, teve gente despreparada, que nem sabia falar inglês. Os russos foram recebidos mal desde o aeroporto", afirmou a fonte.

Condições - "Oficialmente", o discurso das empresas minimiza o novo problema. JBS e Minerva reconheceram a suspensão e informaram que têm condições de continuar a exportar ao mercado russo por meio de unidades no Brasil ou no exterior que seguem liberadas por Moscou. A Marfrig ressalvou que não tinha sido comunicada oficialmente dos novos embargos, mas foi na direção das concorrentes. O Ministério da Agricultura confirmou o recebimento do ofício russo e informou que aguarda sua tradução completa.

Recuo das ações - Nesta quarta-feira (25/09), as ações da Minerva recuaram 1,7% na BM&FBovespa. As da JBS, cuja unidade embargada pelos russos em Mato Grosso do Sul ilustra sua atual campanha publicitária na mídia brasileira, caíram 1,9%. Já os papéis da Marfrig subiram 2,1% - a empresa segue com uma planta em Promissão (SP) liberada pelos russos sem restrições. (Valor Econômico)

 

BLOCO DE INTEGRAÇÃO: Aliança do Pacífico acerta liberalizar 92% do comércio

Reunidos em Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas, os presidentes de Chile, Colômbia, Peru e o ministro das Finanças do México avançaram nas negociações para a formação do bloco de integração econômica Aliança do Pacífico. "Acabamos de chegar a um acordo para liberalizar o comércio entre os quatro países para 92% das mercadorias. E vamos atingir 99% entre três e sete anos", disse o líder chileno, Sebastián Piñera, a empresários que compareceram à primeira Cúpula da Aliança do Pacífico. Criado há menos de três anos, o bloco foi no ano passado o sétimo maior recipiente de investimento estrangeiro direto, atraindo um total de US$ 71 bilhões. Os quatro países que integram a Aliança do Pacífico têm uma população total de 210 milhões de pessoas e suas economias combinadas representam 35% do Produto Interno Bruto da América Latina. (Reuters /Valor Econômico)

ECONOMIA I: Em Nova York, Dilma diz a investidores que Brasil tem demanda por infraestrutura

economia 26 09 2013A presidenta Dilma Rousseff destacou nesta quarta-feira (25/09), em Nova York, que o Brasil tem uma demanda reprimida por infraestrutura por causa de baixos investimentos em décadas, o que torna o setor atrativo para empresários externos. No seminário Oportunidades em Infraestrutura no Brasil para investidores estrangeiros, a presidenta destacou que o consumo interno tem sido maior do que a oferta de serviços, e por isso o governo tem feito concessões de aeroportos, ferrovias e rodovias.

Números - "Temos números para ilustrar as boas perspectivas. Em dez anos, o PIB [Produto Interno Bruto] cresceu 40% em termos reais, o investimento, 70%, e o comércio varejista, 120%", disse Dilma. Ela reforçou a expansão da massa salarial em 65% no período e a baixa taxa de desemprego, abaixo dos 6%.

Malha ferroviária - Dilma disse à plateia de empresários que o Brasil está construindo a malha ferroviária, fundamental para o escoamento da produção de minério e alimentos, com mais de um século de atraso em relação às grandes potências. Com a crise econômica mundial e a diminuição do comércio internacional, os gargalos em infraestrutura ficaram mais claros, com perda de competitividade. "Nosso objetivo é melhorar a economia brasileira estruturalmente, contribuindo para torná-la mais competitiva e aumentar a produtividade", disse Dilma, acrescentando que o governo federal vem tomando uma série de medidas para enfrentar a crise e posicionar melhor o Brasil na economia mundial.

Programas - A presidenta ressaltou que, apenas em 2007, foi iniciado o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida, de habitação popular. “Agora é necessário perceber que nosso desafio é novo, é diferente. O Brasil tem muitos gargalos, e não se dá só na infraestrutura”.

Profissionais qualificados - Dilma disse que a escassez de profissionais qualificados é um dos fatores que contribuem para os gargalos. Para corrigir o problema, a presidenta citou os incentivos para a formação de engenheiros e a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). "Criamos o Pronatec para formar 8 milhões de pessoas, mas também como saída do Bolsa Família", disse, explicando que o programa de ensino técnico também possibilitará aos beneficiários da assistência do governo a conquistar a independência.

Educação - Na área educacional, a presidenta ressaltou o compromisso em ampliar os investimentos em banda larga no país, importante para que a população tenha acesso às informações e conhecimentos que os habitantes de países desenvolvidos já dispõem. “Não queremos perder o barco como perdemos com a ferrovia. Nós não queremos perder o avião da história, ou talvez o foguete”, disse Dilma, lembrando que o uso dos recursos provenientes dos royalties darão uma grande contribuição para o sistema de educação. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA II: Ministra do Planejamento diz que índice de inflação continuará caindo

economia II 26 09 2013A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou nesta quarta-feira (25/09) que o índice de inflação continuará caindo, como vem ocorrendo nos últimos quatro meses. A ministra participou de audiência pública conjunta da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) e da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara e debateu com deputados e senadores a proposta orçamentária de 2014 (PLN 9/2013), contingenciamentos, emendas parlamentares, restos a pagar e execução orçamentária das Forças Armadas, entre outros assuntos.

Índices - Miriam Belchior explicou que o projeto da lei orçamentária anual para 2014 prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 4%, a inflação ficará em 5% e o salário mínimo terá aumento de 6,6%, passando para R$ 722,90. A ministra lembrou que o crescimento do PIB do segundo trimestre de 2013, de 1,5%, foi maior do que a expectativa, surpreendendo o mercado. A pasta de Planejamento é o órgão do governo federal responsável pela definição dos limites de gastos de cada ministério.

Condução - A reunião foi conduzida pelo presidente da CMO, senador Lobão Filho (PMDB-MA), e contou com a participação de diversos deputados e dos senadores Casildo Maldaner (PMDB-SC), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Walter Pinheiro (PT-BA) e Anibal Diniz (PT-AC), entre outros.

Retomada - A ministra afirmou que o país está firme na “retomada do crescimento” nos últimos três trimestres e no controle inflacionário. Disse ainda que o percentual de desemprego no país está em um dos mais baixos patamares da história, de 6%. Como comparação, ela disse que vários países europeus estão atualmente com 20% a 30% da população desempregada. Para Miriam Belchior, o Brasil está em um processo de “crescimento inclusivo” há 11 anos e, desde 2003, o aumento da massa salarial foi de 51%. A ministra afirmou ainda que o déficit da Previdência também está em queda e ficará em R$ 31,2 bilhões em 2014, contra R$ 36,2 bilhões este ano.

Pagamento de servidores - Segundo a chefe do Planejamento, a despesa da União com pagamento de servidores está estável há três anos, representando 4,2% do PIB. Disse também que o país “vem fortalecendo sua solidez fiscal nos últimos anos” e que os gastos de custeio do governo estão dentro dos limites da arrecadação.

Investimento público - A ministra sustentou que o investimento público é atualmente o “principal motor” do crescimento econômico sustentável do país, superando inclusive o aumento do consumo das famílias. E a dívida do setor público está em declínio, acrescentou.

Saúde e educação - Miriam Belchior informou ainda que o Orçamento prevê para 2014 investimento de R$ 100,3 bilhões na saúde e R$ 92,4 bilhões na educação. O senador Walter Pinheiro garantiu que o Senado está empenhado na busca da ampliação da capacidade de investimentos na saúde pública. Já Inácio Arruda pediu ao governo federal a contratação de mais servidores para o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).

Aeroportos - Em resposta ao relator-geral da Lei Orçamentária Anual, o deputado Miguel Correa (PT-MG), a ministra disse que o maior desafio para a necessária ampliação e melhoria nos aeroportos do país não é a Copa de 2014, mas o crescimento acentuado e constante do número de passageiros nos últimos anos.

Orçamento impositivo - Questionada por vários deputados sobre a possível aprovação pelos parlamentares do chamado Orçamento impositivo, a ministra do Planejamento reconheceu como legítima a vontade dos parlamentares, mas ponderou que o governo federal precisa ter assegurado seu poder de não executar emendas se achar necessário ou se "houver problemas". Miriam Belchior também demonstrou apoio à proposta do Executivo de destinar 50% dos recursos de emendas do Orçamento à saúde.

Orçamento plurianual - Miriam Belchior chegou a sugerir que o país tenha uma lei orçamentária plurianual ao invés da Lei Orçamentária Anual (LOA). O objetivo seria evitar que os recursos de restos a pagar não fiquem parados em obras com duração de mais de um ano. Segundo a ministra, o crescimento do valor de restos a pagar é devido ao aumento do valor investido pelo governo em obras e convênios nos últimos anos.

TCU - O Tribunal de Contas da União (TCU) estima que o total desses recursos não utilizados passe de R$ 200 bilhões em 2014. Restos a pagar são despesas que foram empenhadas (reservadas) para pagar bens, obras e serviços do Orçamento do ano anterior e que poderão ser quitadas em exercícios posteriores.

Concessões de infraestrutura - A ministra também disse que o programa de concessões é uma das principais apostas do governo federal para o crescimento da economia. O governo Dilma Rousseff, disse Miriam Belchior, prevê um programa de leilões de infraestrutura estimado em cerca de R$ 500 bilhões em investimentos.

Forças Armadas - Miriam Belchior defendeu a inclusão de investimentos estratégicos do Ministério da Defesa no PAC, para garantir a sua execução orçamentária. Como exemplos dessa política, ela citou a inclusão na proposta de lei orçamentária para 2014 do desenvolvimento de submarino nuclear, os blindados Guarani do Exército e o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), defendeu a inclusão do centro de defesa cibernética no PAC. O senador Walter Pinheiro também chamou atenção para a necessidade de o país dar mais prioridade e mais investimento para a defesa cibernética nacional.

Dívida bruta - A ministra do Planejamento sublinhou que a dívida bruta brasileira está “basicamente estável”, crescendo muito pouco. De acordo com ela, a dívida bruta cairia de 59,4% do PIB para 41,6%, em julho, caso fossem contabilizadas as reservas internacionais no cálculo. Miriam disse que o débito era de 58,7% em 2012 e chegou a 59,4% em julho deste ano. Contabilizadas as reservas internacionais, a dívida bruta chegaria a 41,1% em 2012 e a 41,6% em julho de 2013. “Isso tem a ver com as escolhas de política econômica e não com problemas de fragilidade fiscal”, disse. (Agência Senado, com informações da Agência Câmara)

 

IBGE: Desemprego em agosto cai para 5,3%, segundo Pesquisa Mensal de Emprego

ibge 26 09 2013A taxa de desemprego caiu para 5,3% em agosto deste ano, depois de ficar em 5,6% em julho. Em relação a agosto de 2012, no entanto, a taxa manteve-se estável. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (26/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua Pesquisa Mensal de Emprego (PME). É a menor taxa desde dezembro, que havia sido 4,6%. Segundo o IBGE, a população desocupada caiu 6% em relação a julho, alcançando 1,3 milhão de pessoas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas. Já a população ocupada manteve-se estável em 23,2 milhões de pessoas, o que mostra que não houve aumento na geração de postos de trabalho entre os dois meses. Em relação a agosto de 2012, no entanto, foram criados 273 mil empregos. O número de trabalhadores com carteira assinada ficou em 11,7 milhões, o mesmo de julho, e 3,1% maior do que agosto do ano passado. (Agência Brasil)

 

EUA: Economia cresce 2,5% no 2º trimestre, confirma governo norte-americano

eua 26 09 2013A economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 2,5% no segundo trimestre deste ano. O resultado coincidiu com aquele divulgado anteriormente para o período. Nos três primeiros meses de 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos avançou 1,1%. "Com a terceira estimativa para o segundo trimestre, o quadro geral do crescimento econômico permanece o mesmo em grande parte", destacou o Departamento do Comércio americano em nota. Alguns economistas esperavam um crescimento mais marcado no período, de 2,7% a 2,8%.

Contribuições - O aumento no PIB real entre abril e junho reflete as contribuições positivas dos gastos com consumo das famílias, exportações, investimentos fixos não residencial e residencial e investimento em estoque privado. Esses fatores foram compensados pelos efeitos negativos do gasto do governo federal, apontou o levantamento.

Desaceleração - Muitos analistas acreditam que o crescimento econômico nos EUA está desacelerando para uma taxa de 2% ou menos neste trimestre. E alguns economistas avaliam que a expansão do PIB permanece fraca para acelerar a contratação, elevar salários e incentivar os americanos a gastar mais. Vale notar que o gasto do consumidor responde por cerca de 70% da atividade econômica.

Esperança - Os analistas, contudo, continuam esperançosos de que o crescimento ganhe impulso em 2014. Em suas projeções revistas, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) mostrou na semana passada que a economia pode crescer 3% no próximo ano, acima dos 2% a 2,3% de 2013. (Valor Econômico, com Associated Press)

 

PUBLICAÇÃO: Editado o primeiro relatório de sustentabilidade do grupo Positivo

Capa Relatorio Positivo 26 09 2013Foi publicado o primeiro Relatório Anual de Sustentabilidade do Positivo. De acordo com o presidente do grupo, Hélio Bruck Rotenberg, o documento apresenta, entre outras informações, os indicadores, as práticas e ações realizadas ao longo de 2012 e, ainda, os desafios propostos para os próximos anos. “Construído a partir de metodologia de referência internacional, a GRI (Global Reporting Initiative), representa um importante instrumento de gestão, que auxilia no engajamento, alinhamento e sinergia entre os segmentos em que atuamos”, frisa Rotenberg.

Compromisso socioambiental - Ele destaca ainda que 2012 representou um marco na história do Positivo. “Completamos 40 anos de atuação e também demos um passo importante em relação à ampliação do nosso compromisso socioambiental. Além das ações já realizadas pelas empresas e unidades educacionais, criamos o Instituto Positivo, com o propósito de contribuir ainda mais com o desenvolvimento das comunidades em que o Positivo atua, em sinergia com os colaboradores, alunos e parceiros”. O grupo tem negócios nas áreas educacional, tecnologia, gráfica e cultura.

Versão eletrônica – O primeiro Relatório Anual de Sustentabilidade do Positivo também está disponível em versão eletrônica (www.positivo.com.br/instituto/sustentabilidade). 

 


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