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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3189 | 27 de Setembro de 2013

RAMO TRANSPORTE: Setor projeta crescimento de 15% neste ano, no Paraná

As 25 cooperativas paranaenses do ramo transporte registradas no Sistema Ocepar devem encerrar 2013 com receitas totais de R$ 272 milhões, valor 15% superior ao alcançado no ano passado. Até o final do primeiro semestre, o setor já havia contabilizado faturamento de R$ 158 milhões. As projeções para o encerramento do exercício foram apresentadas pelo analista econômico e financeiro do Sescoop/PR, Jessé Rodrigues, no Fórum das Cooperativas do Ramo Transporte, que reuniu 24 participantes, entre presidentes, dirigentes e colaboradores de 11 cooperativas do Estado, na última quarta-feira (25/09), em Piên, na região sudeste do Paraná.

Programação - O evento foi aberto pelo presidente do Conselho Estadual do Ramo Transporte, Dorival Bartzike, que ressaltou as conquistas que o ramo têm obtido por meio destes fóruns. Na sequência, o gerente da Cooperleste, anfitriã do evento, Wilson Jairo Fragoso, apresentou dados sobre a cooperativa, pontuando as principais razões para o sucesso obtido ao longo de sua história. De acordo com Fragoso, nos primeiros seis anos, todo o resultado obtido pela Cooperleste era incorporado em reservas, formando, assim, capital de giro suficiente para as atividades da cooperativa e possibilitando a compra de uma sede própria, sem endividamento. Fundada em 1998, a Cooperleste possui 64 cooperados ativos e frota de 70 caminhões utilizados no transporte de cargas do setor madeireiro.

Dinâmica e relato - Depois, foi realizada uma dinâmica com os participantes, para levantar as demandas de treinamentos para 2014, onde as cooperativas, separadas de acordo com suas regiões do estado, definiram prioridades de capacitação para seus cooperados e funcionários. Houve ainda a apresentação de um relato do coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, João Gogola, a respeito das atividades do Conselho Nacional do Ramo Transporte para viabilizar as demandas do segmento e sobre os desafios do setor. 

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FÓRUM DE EXECUTIVOS: Desembargador faz apresentação sobre o poder judiciário brasileiro

O desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Carvilio da Silveira Filho, abriu a programação desta sexta-feira (27/09) do Fórum dos diretores executivos das cooperativas paranaenses. Ele ministrou palestra, apresentando a história da formação do poder judiciário brasileiro, sua estrutura atual e a função de cada um dos diferentes tribunais. Na sequência, houve a explanação do desembargador Jurandyr Souza Júnior sobre atos cooperativos, com enfoque para o enfrentamento pelo poder judiciário. O evento foi encerrado no final da manhã, com a participação o pró-reitor acadêmico da PUCPR, professor Eduardo Damião da Silva, tratará de estratégias corporativas e fornecerá informações sobre o mestrado profissional em cooperativismo que a entidade vai iniciar no ano que vem, em parceria com o Sistema Ocepar.

O evento – O Fórum teve início nesta quinta-feira (26/09), em Curitiba, na sede do TJPR. Nesta sexta-feira, as palestras foram apresentadas na Escola de Magistratura do Paraná. Trata-se de um evento especial realizado como parte das atividades do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativista. Organizado pelo Sistema Ocepar, em parceria com o TJPR, teve como propósito promover maior aproximação dos cooperativistas com o poder judiciário. Mais detalhes sobre o Fórum serão divulgados na edição de segunda-feira (30/09) do Informe Paraná Cooperativo. 

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RAMO SAÚDE: Uniodonto realiza sua maior Convenção em Manaus

ramo saude 27 09 2013Foi preciso incluir mais cadeiras no plenário para acomodar todo o público presente à abertura oficial da XXIII Convenção Nacional da Uniodonto, na noite de 25 de setembro, no Hotel Tropical em Manaus. Mais de 400 pessoas participaram da abertura oficial do evento. A plateia foi formada por lideranças do Sistema Uniodonto representando 20 estados da Federação, além de forte presença de presidentes de unidades estaduais do Sistema OCB.

Reconhecimento - Em seu discurso o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas reconheceu a Uniodonto como cooperativa referência para o Brasil, combateu a bi-tributação para o ato cooperativo e defendeu a importância da eleição de bancadas cooperativistas nos legislativos estaduais e federal. Ele rechaçou a regulamentação extrema a que está submetido o ramo saúde.

Importância - O presidente da Uniodonto do Brasil reafirmou a importância e do fortalecimento interno do Sistema para dar respostas ao desafio da competitividade.  “As decisões das cooperativas são construídas por meio do consenso. E o consenso deve ser obtido com a agilidade exigida pelo mercado”, assinalou José Alves de Souza Neto. A Uniodonto presta atendimento a três milhões de usuários no Brasil, prestado por cerca de 20 mil cirurgiões dentistas cooperados, organizados em 130 singulares. A Uniodonto foi fundada há 41 anos com o compromisso de eliminar intermediários da assistência odontológica, oferecendo serviços de qualidade a preço justo, democratizando o acesso da população aos consultórios odontológicos. É a maior experiência de cooperativa de saúde odontológica do mundo.

Valorização - A presidente do Conselho Regional de Odontologia do Estado do Amazonas, Vera Lúcia Louzada Ferreira, que também participou da abertura, destacou que cooperativismo é fator para a valorização do profissional da odontologia. “A cooperativa Uniodonto é ferramenta para a valorização da odontologia. É uma organização que atua contra as imposições meramente mercadológicas. Temos que atuar pela melhoria das condições de trabalho dos cirurgiões dentistas e pela remuneração digna dos profissionais”, defende Vela Lúcia.

Memória - Os participantes da plenária uniram-se no minuto de silêncio em homenagem ao então presidente da Federação Uniodonto Paraná, Dr. Eduardo Junqueira, falecido há um ano, por ocasião da XXII Convenção Nacional da Uniodonto, realizada em Foz do Iguaçu.

Sistema OCB presente – Também prestigiaram o evento, Renato Nobile, Superintendente do Sistema OCB; João Nicédio Nogueira, diretor da OCB e presidente unidade estadual do Ceará; Edivaldo Del Grande, diretor da OCB e presidente da Ocesp; Haroldo Max de Sousa, presidente da OCB/GO; Marcos Diaz, presidente da UE do Rio de Janeiro; Sílvio Silvestre Carvalho, presidente da OCB/RR; e Laudo Rogério dos Santos, coordenador do Ramo Saúde da OCB. (Assessoria de Imprensa do Sistema Uniodonto)

 

COCAMAR: Jovemcoop espera 250 participantes neste sábado

Com a expectativa de receber cerca de 250 participantes de 15 a 25 anos, entre cooperados e filhos de produtores associados, a Cocamar promove no próximo sábado em Maringá, no salão social da Associação Cocamar, um encontro anual com jovens cooperativistas, o Jovemcoop.

Palestras - O evento, que tem a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), inicia inscrições às 9h e logo depois da solenidade de abertura, às 9h30, haverá palestra sobre o tema “O segredo por trás das produtividades”, com o engenheiro agrônomo Rodrigo Burci Dias, da própria cooperativa. A segunda palestra, intitulada “O importante é cooperar”, às 10h40, vai ser proferida pelo empresário e escritor Evandro Daolio, autor de vários livros da série “Ria da Minha Vida”, que lhe renderam projeção nacional. 

Novidades -  Outras atividades estão programadas para o período da tarde, entre elas uma corrida de orientação cooperativa, com o encerramento do encontro previsto para às 16h, segundo informa Cecília Adriana da Silva, coordenadora de Relação com o Cooperado. Ela explica que a realização, organizada desde 2005, têm a finalidade de debater com os participantes questões relacionadas ao futuro da propriedade da família, como sucessão e a adoção de uma mentalidade empresarial nos negócios. (Imprensa Cocamar)

AGRÁRIA: Entre Rios recebe concerto de grupo de trombones da Alemanha

Nesta sexta-feira (27/09), a Fundação Cultural Suábio-Brasileira, em parceria com a Igreja Evangélica de Confissão Luterana, traz a Entre Rios, distrito de Guarapuava (PR), o Posaunenchor Walsrode, grupo de trombones da Baixa Saxônia, na Alemanha. O concerto começa às 19h30, no Centro Cultural Mathias Leh. Para o evento serão aceitas contribuições voluntárias. Não será cobrado ingresso. (Imprensa Agrária)

SERVIÇO:

Concerto do grupo Posaunenchor Walsrode

(Grupo de trombones da Baixa Saxônia - Alemanha).

Data: 27/09/2013

Horário: 19h30

Local: Centro Cultural Mathias Leh

Ingresso: contribuições voluntárias

 

agraria 27 09 2012

 

 

ISAE: Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo identifica projetos sustentáveis

ozires silva 27 09 2013O Instituto Superior de Administração e Economia - ISAE lança a 7ª edição do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável. A premiação irá identificar e certificar os projetos de destaque nas áreas de empreendedorismo e sustentabilidade do Brasil, que contribuam para o desenvolvimento da sociedade.

Novas práticas - Atualmente, novas práticas de gestão são adotadas na sociedade. A sustentabilidade passa a ser uma exigência social, praticada por organizações de diversos setores e cidadãos dispostos a inovar. Incentivando esse novo paradigma, o Prêmio convida empresas, pessoas físicas (por meio de Plano de Negócios) e comunidade acadêmica a inscrever seus projetos nas categorias Empreendedorismo Econômico, Ambiental, Educacional e Social. Os trabalhos serão analisados e os selecionados serão apresentados para uma banca avaliadora. Os vencedores de cada modalidade serão conhecidos no dia 12 de fevereiro, em cerimônia de premiação, quando receberão o Troféu do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável.

Inscrições - Os interessados poderão inscrever os seus projetos até o dia 13 de janeiro e conhecer o regulamento pelo site www.isaebrasil.com.br/premio.  (Assessoria de Imprensa do ISAE)

 

 

 

AGRICULTURA: Nova estimativa de safra confirma mais soja e feijão no Paraná

safra 27 09 2013A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento confirmou nesta quinta-feira (26/09) a estimativa feita em agosto para a safra paranaense de grãos 2013/2014. A expectativa é que sejam plantadas 5,824 milhões de hectares de área, aumento de 0,3% em relação ao período anterior 2012/2013, e sejam colhidas 22,785 milhões de toneladas, redução de 3,6% se comparados à safra 2012/2013, que chegou a 23,475 milhões de toneladas. A soja continua a principal cultura do Paraná, com aumento de área e produção. O mesmo ocorre com o feijão para a primeira safra de verão que também aponta aumento, em detrimento do milho, que apresentou redução de área e produção.

Números - “Os números são praticamente os mesmos avaliados inicialmente na primeira estimativa realizada em agosto. São pequenas acomodações naturais diante de algumas alterações climáticas desta época do ano, e também de oscilações nas cotações do mercado. Mesmo assim teremos uma boa safra de verão, com os agricultores mantendo seus ganhos nas principais culturas produzidas no Estado, mostrando boas perspectivas para o próximo ano”, afirma o secretário Norberto Ortigara.

Campo - No comparativo feito no campo pelos técnicos do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria da Agricultura, a soja continua em alta. O grão é responsável atualmente por 83% do plantio no Estado. Estima-se que serão plantados cerca de 4,860 milhões de hectares, aumento de 4% em relação à safra anterior (4.679 milhões de hectares). Em termos de produção, a expectativa é que a próxima colheita chegue a 16,293 milhões de toneladas, aumento de 3% em relação à safra anterior (15,821 milhões de toneladas).

Estabilidade climática - Na avaliação do economista Marcelo Garrido, chefe do departamento de Conjuntura Agropecuária, do Deral, as previsões climáticas para o próximo trimestre, que apontam estabilidade, e as cotações do mercado externo, que continuam atrativas para o agricultor, estão mantendo e impulsionando o aumento de área e produção. “Associa-se ainda a isso, a boa produtividade alcançada pelos nossos agricultores que se mantêm atentos às novas tecnologias para o setor”, diz Marcelo Garrido.

Mais feijão - A cultura do feijão para a primeira safra também está atraindo os agricultores paranaenses. A nova estimativa apontada pelo Deral é de que ocorra um aumento de 7% de área, passando dos 214.653 hectares para 229.277. Já a produção mostra salto de 27% em relação ao ano anterior, quando foram colhidas 329.950 mil toneladas de feijão, para 418.932 mil toneladas.

Semeadura - Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Salvador, do Deral, cerca de 21% da área da cultura do feijão já foi plantada, com a região de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado, tendo 95% de área de plantio já consolidadas. “Hoje o preço para a saca de 60 quilos do feijão preto está cotado em média a R$ 141,10, enquanto para o feijão de cor, preço médio cotado a R$ 131,75. São cotações que se mostram satisfatórias e criam boas expectativas para o agricultor”, diz,

Menos milho - Sobre a redução na área de plantio e produção do milho para a safra de verão 2013/2014, os técnicos do Deral explicam que podem ser consideradas normais, apesar da diminuição de 20% da área, hoje estimada e 699,2 mil hectares, contra 876,0 hectares do mesmo período anterior. A produção estimada para a próxima safra devera chegar a 5,893 milhões de toneladas, contra os 7,143 milhões de toneladas colhidas na safra anterior. “A grande produção brasileira da segunda safra 2012/2013, e a expectativa de uma maior safra nos Estados Unidos no próximo ciclo têm pressionado as cotações da cultura”, analisa Garrido.

Geadas - As geadas do fim de agosto não foram tão severas quanto as de julho deste ano. Mas mesmo assim afetaram a cultura do trigo, provocando perdas em torno dos 41%. A previsão inicial era de colheita em torno de 2,9 milhões de toneladas. Porém, os problemas climáticos citados reduziram a colheita para 1,7 milhões de toneladas.

Qualidade - Outro problema que será sentido na colheita, que avançou a 25% da área, diz respeito a qualidade do produto. Segundo o engenheiro agrônomo Hugo Godinho, técnico do Deral na área da triticultura, “ao menos um terço da produção obtida ate o momento tem PH abaixo de 72”. As colheitas do produto de melhor qualidade estão concentradas na região Nordeste do Estado.

Concentração - “As colheitas se concentrarão em outubro, inclusive nas áreas não afetadas pelas geadas mais ao sul do Paraná. Porém, como é previsto pelo Simepar, um outubro com regime hídrico próximo ao normal, haverá necessidade de que os períodos chuvosos sejam curtos e seguidos de dias de céu aberto, caso contrário, haverá novos problemas de qualidade para o cereal colhido”, avalia Hugo Godinho.

Outros países e RS - Problemas com geadas também no Paraguai, somados à entrada mais tardia do trigo do Rio Grande do Sul, e ainda dos países vizinhos ao Brasil, Uruguai e Argentina, agravam a situação de baixa oferta local de trigo. Isto refletiu em aumento dos preços pagos na tonelada de trigo paranaense com PH 78, que chega neste semana a R$ 840,66 contra R$ 770 a tonelada no mesmo período de agosto deste ano. Neste mês de setembro alcançou-se a cotação média recorde, chegando a R$ 847,67 a tonelada de trigo.

Outras culturas – Ainda segundo os dados do Deral houve também reduções significativas para as culturas de aveia preta (-54%) e branca (-59%), de cevada (-6%), e canola (-49%). Os problemas climáticos de julho e agosto desta no, somados também ao excesso de chuvas e de seca em algumas regiões do estado afetaram a produção dessas culturas.

Colheita esperada - Esperava-se colher inicialmente cerca de 240 mil toneladas de aveia preta, e de 168 mil de aveia branca. Agora serão colhidas 110 mil toneladas de aveia preta, e 69 mil toneladas de aveia preta. Na cevada a expectativa de colheita era de 173 mil toneladas, e agora serão colhidas 163 mil toneladas. Na cultura da canola eram esperados a colheita de 26 mil toneladas, contra os atuais 13,4 mil toneladas.

Agronegócio - “Nos últimos três anos o agronegócio brasileiro como um todo foi muito competitivo e manteve-se equilibrado com boas oportunidades de negócios tanto no mercado interno como externo, considerando-se os bons preços dos principais commodities, como a soja, milho, trigo entre outras culturas”, afirmou o economista Francisco Carlos Simioni, chefe do Deral. (Agência de Notícias do Paraná)

 

MAPA: Governo libera produto para conter Ferrugem da Soja

Devido à urgência de novas substâncias para controle da ferrugem da soja, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou nesta quinta-feira (26/09), o registro do agrotóxico Orkestra SC, da empresa BASF. Esse foi o primeiro registro de agrotóxico do grupo das carboxamidas, com o ingrediente ativo fluxapiroxade. “O ministro da agricultura pediu urgência na aprovação da substância com o intuito de garantir a competitividade do mercado e a prática de preços justos aos produtores”, disse Luis Rangel, Coordenador-Geral de Agrotóxicos do Mapa. 

Regime de prioridade - Outras duas moléculas se encontram em regime de prioridade máxima para análise e registro dentro do sistema de agrotóxico, que são de responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e  do Mapa.

Em uso - Atualmente os sojicultores já utilizam produtos dos grupos químicos dos triazois e estrubirulinas. Rangel explica que as carboxamidas vêm para complementar o uso. “O clamor dos sojicultores era grande devido à disponibilização dessas substâncias em diversos países, mas ainda não liberadas no Brasil. Com a intervenção do Antônio Andrade, demonstrando a importância da cultura para o agronegócio brasileiro e a severidade desta doença, foi possível disponibilizar o produto para uso ainda na safra 2013/14”, argumentou. (Mapa)

SUÍNOS: ABCS prevê 2014 com preços firmes e recuperação de vendas

suinos 27 09 2013O diretor executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Fabiano Coser, prevê que 2014 será um período parecido com 2010, em termos de cenário para a suinocultura nacional. "Veremos preços firmes, com oferta e demanda ajustadas e aumento de vendas no mercado interno e no exterior. O ano de 2014 será muito próximo ao de 2010 e mais distante de 2012, que foi muito ruim", declarou.

Anos anteriores - Segundo ele, no ano passado, em virtude do alto custo de produção e demanda aquém do esperado, os produtores diminuíram o volume de matrizes, o que implicou um mercado mais equilibrado neste ano. Em 2011, o alojamento mensal de matrizes superava 20 mil animais mês. Em 2012, ficou em torno de 15 mil animais mensais. Já em 2013, somente no mês passado voltou às 20 mil matrizes mensais. "Agora os suinocultores estão aumentando a produção, mas estão de olho na demanda. Por isso, há cautela em questão de oferta para o ano que vem", disse.

Cenário positivo - Coser afirmou que o atual cenário da suinocultura brasileira é positivo. "A situação é de melhora nos preços pagos ao produtor e nas relações de troca com milho e soja. Esse movimento ocorre por causa de um aquecimento do consumo do varejo, do mercado doméstico, que consome 85% da produção", explicou. Em 2010, por exemplo, o produtor comprava 8 quilos de milho para 1 quilo de suíno (que é considerada uma relação ideal), com pico de 11 quilos de milho para 1 kg de suíno. "Em 2012, essa relação ficou em menos de 5 quilos. Agora volta ao normal, chegando aos níveis de 2010", informou.

Preços - Segundo ele, os preços do suíno vivo, comercializado em integração (75% do mercado), estão, em média, a R$ 3/quilo, e para os independentes, quase R$ 4/quilo, considerados "bem melhores do que o ano passado". "Indica um fim de ano bom, com cenário mais positivo em termos de grãos", completou.

Produção - O executivo acredita que, se for mantida a taxa de crescimento médio dos últimos cinco anos, a produção de carne suína alcançará 3,618 milhões de toneladas em 2014, alta de 3,67% ante 2012. No consumo per capita nacional, a entidade trabalha para incentivar a demanda interna para superar 15,6 quilos em 2012 para 18 quilos em 2015. "Até porque as exportações não têm tido crescimento expressivo e o mercado interno precisa absorver o aumento de produção", destacou. No próximo dia 2 de outubro, a ABCS, o Ministério da Agricultura, o Sebrae Nacional e o Grupo Pão de Açúcar lançam a Semana Nacional de Carne Suína, que vai até o dia 16.

Congresso - O executivo participou nesta quinta-feira (26/09) do Lançamento do 16º Congresso da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), promovido pela organização de mesmo nome, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo (SP). O evento ocorrerá de 5 a 7 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT) e discutirá questões técnicas, sanitárias e macroeconômicas do setor. (Globo Rural)

 

EMBARGO: Governo vai informar autoridades russas sobre indústria de carne

O Ministério da Agricultura informou, nesta quinta-feira (26/09), que vai enviar ao governo da Rússia um documento com ações que estão sendo adotadas no Brasil em relação à carne bovina. A decisão foi tomada em uma reunião com representantes da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec) e da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora e Carne Suína (Abipecs). O encontro serviu para discutir a suspensão de importações de produtos de dez frigoríficos brasileiros, anunciada nesta quarta-feira (25/09) pelo serviço sanitário russo.

Constatação - “Foi constatado durante o encontro que grande parte das considerações do governo russo já vem sendo atendida”, informou o Mapa. A nota oficial, o Ministério se compromete também a “corrigir as não conformidades identificadas” pelas autoridades da Rússia.

Carnes bovina e suína - Dos dez frigoríficos embargados temporariamente pelo país europeu, nove são de carne bovina e um de carne suína. Segundo o Ministério da Agricultura, a decisão foi tomada depois de uma inspeção realizada no Brasil pelo serviço sanitário russo. (Globo Rural)

SANIDADE VEGETAL: Governo permite importar defensivo contra a helicoverpa

sanidade 27 09 2013O governo federal autorizou a importação emergencial de defensivos para conter o avanço da terrível lagarta helicoverpa nas lavouras. A medida, com certeza, irá contentar produtores de soja, milho, algodão, entre outras culturas. Na região de Sorriso, em Mato Grosso, os agricultores, liderados pelo Sindicato, estavam bastante empenhados na liberação. E preocupados com a falta de decisão. No oeste da Bahia também. Somente lá, houve um prejuízo de 1,5 bilhão nas lavouras de algodão neste ano.

Casos de emergência reconhecida - Mas atenção: segundo o texto da Medida Provisória, o Ministério da Agricultura só vai autorizar a importação em casos de emergência sanitária oficialmente reconhecida. (Globo Rural)

 

OMC I: Questionado, BR afirma que 'reavalia' leilões de PEP

O Brasil informou nesta quinta-feira (26/09) na OMC que o Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP) executado pela Conab, que está no alvo dos EUA, está sendo "reavaliado" e não forneceu o montante de subsídios fornecidos através desse programa. Washington insistiu no Comitê de Agricultura da OMC em saber do Brasil quanto da produção escoada com subsídios do programa é exportada e qual o total de recursos envolvidos.

Arroz - Conforme fontes que acompanham os questionamentos, há uma preocupação especial dos americanos com os benefícios para os produtores de arroz. Por isso, os brasileiros destacaram que a última vez que houve PEP para o cereal foi em 2011. Os EUA, que também estão atentos ao apoio brasileiro ao milho, se declararam "decepcionados" com a falta de informações detalhadas.

OCDE - Relatório recente da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) calcula que vários programas de subsídio doméstico no Brasil, além do próprio PEP, somaram R$ 5,4 bilhões em 2012 - dos quais R$ 2,3 bilhões foram usados para compras do governo para estocagem e financiamento dessas operações e R$ 3,1 bilhões para a equalização de preços.

Aumento - Na prática, os questionamentos sobre subsídios agrícolas no Brasil vêm aumentando paralelamente ao crescimento da competitividade da agricultura brasileira.

Canadá - Como previsto, o Canadá também voltou a cobrar explicações sobre as desonerações no âmbito do Plano Brasil Maior que beneficiam a agricultura. Os canadenses focam especificamente a isenção de 20% da contribuição previdenciária se 50% ou mais do faturamento tiver origem em exportações. O Brasil já respondeu que não se trata de subsídio e que houve apenas uma alteração da metodologia de cálculo da contribuição, sem perda de receitas para o Tesouro Nacional. (Valor Econômico)

Mais em www.conab.gov.br

OMC II: Formação de estoques em debate em Genebra

omc 27 09 2013A crescente formação de estoques de alimentos e outros produtos agrícolas entrou de vez na agenda da Organização Mundial de Comércio (OMC), já que diversos países reclamam que essa estratégia pode deprimir os preços internacionais e afetar suas exportações. Na última reunião do ano do Comitê de Agricultura da OMC, foram particularmente alvejados a China, por seus estoques de algodão - apesar de o país ser um grande produtor da commodity -, a Índia, por suas reservas de arroz e trigo, a Tailândia, com montanhas de arroz, e a Indonésia, por causa de soja e arroz, entre outros produtos.

Subsídio - Além do risco de abrir espaço para uma queda de preços quando esses e outros estoques começarem a serem liberados no mercado, a inquietação de vários países é também com o fato de que subsídios estão sendo oferecidos acima dos limites autorizados para a formação desses estoques. Somente a Índia criou um programa de gastos adicionais de US$ 20 bilhões por ano para trigo e arroz, alegando razões de segurança alimentar. Agora, o país quer obter uma "cláusula de paz" na OMC, segundo a qual os parceiros comerciais não contestariam os subsídios que ultrapassassem os limites autorizados pela entidade para o país.

Food Security Bill - Questionado por Estados Unidos, Canadá e Paquistão, os indianos disseram que sua nova "Food Security Bill" ainda não foi implementada e, por isso, não se pode falar em reflexos sobre o mercado.

Esquema - A Tailândia, por sua vez, tem um esquema de subsídios para arroz e para formação de estoque. Os tailandeses querem liderar os embarques globais de arroz. O Paquistão, terceiro maior exportador do cereal, foi o primeiro a reclamar, com o argumento de que tem milhões de produtores que não recebem subsídios. Já a China, com uma enorme indústria têxtil, importa grandes volumes de algodão e armazena boa parte. Os EUA temem que os chineses possam se tornar um vendedor mais ativo de suas reservas em 2014, o que poderia afetar os embarques americanos.

Brasil - No Comitê de Agricultura da OMC, que é presidido pelo brasileiro Guilherme Bayer, o Brasil também foi questionado pelos EUA sobre eventuais mudanças no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com resposta negativa. (Valor Econômico)

 

INFRAESTRUTURA I: Novas concessões em Paranaguá terão R$ 2,6 bilhões em investimentos

O governo federal apresenta nesta sexta-feira (27/09), em Curitiba, a proposta de arrendamento de dez áreas do porto de Paranaguá, com previsão de R$ 2,6 bilhões em investimentos até 2019. A sugestão será submetida a consulta pública a partir de segunda-feira (30/09) até o fim de outubro. O plano prevê as licitações para janeiro de 2014.

PIL - As concessões fazem parte do Programa de Investimento em Logística (PIL), que integra rodovias, ferrovias, portos e aeroportos federais. Paranaguá está incluído no segundo bloco de arrendamentos, junto com o porto de São Sebastião (SP) e outros dois portos da Bahia. O primeiro bloco, iniciado em agosto, abrange o porto de Santos (SP) e outros cinco do Pará.

Maior volume - Até o momento, Paranaguá tem o porto com o maior volume de investimentos previstos – o de Santos, em segundo lugar, teve uma estimativa inicial R$ 1,39 bilhão. O lançamento da consulta pública no Paraná será feito pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e pelo ministro da Secretaria de Portos da Presidência, Leônidas Cristino. O evento está previsto para às 10 horas, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná.

Competividade - “Trabalhamos para dar competitividade ao Porto de Paranaguá, para não termos problemas de gargalos”, disse Gleisi, ontem, em Brasília. A proposta inicial do governo foi elaborada pela Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), empresa privada que traçou o diagnóstico para a melhoria da operação de todos os principais portos do país. Em Paranaguá, os arrendamentos previstos atingem áreas que vão operar com quatro tipos de cargas: granéis sólidos, granéis líquidos, fertilizantes e carga geral (celulose, açúcar ensacado e veículos). O objetivo é ampliar a capacidade dos berços e de armazenamento do porto.

Por partes - Concessões de áreas destinadas a produtos definidos como carga geral vão receber o maior volume de investimentos – R$ 1,2 bilhão. Só para veículos, a estimativa é ampliar a capacidade de armazenamento de 309 mil para 657 mil unidades.

Granéis sólidos - Para granéis sólidos, o investimento previsto é de R$ 1 bilhão, com quatro novos berços e a inclusão de três novas áreas nos arrendamentos. Com isso, a capacidade dos berços para esse tipo de carga deve passar de 18,8 para 47,3 milhões de toneladas e a de armazenagem, de 39,3 para 47,3 milhões de toneladas.

Fertilizantes - Para fertilizantes, o investimento previsto é de R$ 276 milhões. Os recursos devem elevar a capacidade dos berços de 9,9 para 12,4 milhões de toneladas e a de armazenagem, de 3 para 7,8 milhões de toneladas.

Granéis líquidos - O arrendamento relacionado a granéis líquidos terá investimento de R$ 129 milhões, com ampliação dos berços de 3,4 para 8,5 milhões de toneladas. Já a armazenagem passa de 4,3 para 5,2 milhões de toneladas.

Projeto federal modifica planejamento proposto pela Appa - A proposta de concessão que será apresentada nesta sexta-feira pelo governo federal é diferente do planejamento feito inicialmente pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), autarquia do governo estadual. A lista da Appa previa o arrendamento de 25 áreas. O número final foi reduzido para dez.

Nove áreas - O estudo feito pela Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) optou por não licitar nove áreas, considerou a concessão de outras três equivocadas, agrupou outras sete e incluiu mais quatro. Da lista de dez contratos propostos, cincos serão novos. A sugestão, no entanto, ainda pode passar por modificações – em Santos, a consulta pública reuniu 3,1 mil contribuições da sociedade.

Reorganização - A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, diz que as alterações em relação ao planejamento da autarquia estadual passaram por um processo de “reorganização”. “A Appa tem a tendência, da natureza dela, de olhar o porto em si. Nós olhamos o sistema portuário brasileiro como um todo para fazer essas adequações.”

Previsão - A Appa também havia feito uma previsão de investimento inicial dos arrendatários de R$ 1 bilhão, enquanto a estimativa do governo federal ficou em R$ 2,6 bilhões. Os motivos da diferença serão detalhados durante a apresentação em Curitiba. (Gazeta do Povo)

INFRAESTRUTURA II: Importação de fertilizantes cresce nos portos do Paraná

infraestrutura II 27 09 2013A importação de fertilizantes pelos portos de Paranaguá e Antonina registrou alta de 12% até o mês de agosto. Foram 6,3 milhões de toneladas de produtos importados, contra 5,7 milhões no mesmo período do ano passado. Melhorias na estrutura dos portos permitiram que a operação dos navios de fertilizantes se tornasse mais ágil. No ano passado, nesta mesma época, existiam 53 navios aguardando ao largo para carregar fertilizantes nos portos paranaenses. Hoje, são apenas 11, uma queda de 80% no tempo de espera.

Ações - O superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, explica que este resultado é reflexo de uma séria de ações. “Desde 2011 estamos investindo em melhorias de gestão e ganhos de produtividade. Estas melhorias ficaram bastante evidentes agora, com a queda substancial no tempo de espera dos navios. Isso se deve a um conjunto de melhorias logísticas, principalmente por conta da informatização de todo o processo de recebimento de fertilizantes e melhoria na gestão das balanças”, explica Dividino.  “É um trabalho em conjunto, sendo que a autoridade pública faz a sua parte, preparando a infraestrutura e os operadores complementam isso, melhorando seus rendimentos”, completou o superintendente.

Produtividade - De janeiro a agosto, atracaram nos portos paranaenses 319 navios para descarregar fertilizantes. No ano passado, neste mesmo período, foram 269 navios. Mesmo com a alta, foi possível registrar uma queda de 80% no tempo de espera dos navios. No comparativo com o ano passado, os seis berços dedicados à operação de fertilizantes tiveram um ganho de produtividade média de praticamente 10%. O percentual de navios que não cumpriram prancha (produtividade mínima), caiu de 31% para 16% até o mês de agosto deste ano.

Informatização - Outra melhoria que permitiu este aumento na produtividade foi a  modernização do sistema de conferência das cargas de fertilizantes. Foram retiradas as inserções manuais de dados no sistema, que geravam erros por dificuldade de leitura.  A Appa instalou cinco contêineres-escritório na faixa do cais, que são utilizados pelos conferentes das cargas. Todos os navios de fertilizantes que chegam ao porto têm suas cargas loteadas para diferentes destinos. É trabalho do conferente – categoria portuária sindicalizada e estabelecida em Paranaguá – verificar o destino do lote, informar isso no sistema e encaminhar o caminhão para a balança. Antes, esta ação era toda manual. Agora, com a integração e informatização do sistema, a transferência de dados é eletrônica e ao chegar à balança, o caminhão passa apenas pela aferição do peso, sem riscos de envio do lote para o destino errado em função de dificuldade de leitura do canhoto, que antes era manual.

Ganho - O principal ganho, além da agilidade, é que os terminais podem emitir as notas fiscais eletrônicas de cada caminhão, antes mesmo do veículo chegar ao destino. Por outro lado, na retaguarda, está sendo realizado um esforço conjunto dos operadores de fertilizantes em otimizar os espaços  para recebimento do produto e, muitas vezes, aumentando o turno de trabalho para conseguir atender a demanda e reduzir o tempo de atendimento. “Num contexto geral, a melhoria na produtividade reduziu custos de sobrestadia. E o reflexo disso será direto na redução do custo do fertilizante para o produtor”, afirma Dividino. (Assessoria de Imprensa da Appa)

 

VAREJO: Vendas dos supermercados crescem 4,9% em oito meses

varejo 27 09 2013A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou nesta quinta-feira (26/09) que as vendas reais do setor tiveram crescimento acumulado de 4,9% de janeiro a agosto sobre o mesmo período de 2012, segundo o Índice Nacional de Vendas. Representantes da entidade afirmam que o cenário positivo para o emprego e renda no País, além da desaceleração da inflação nos últimos meses, favoreceram o aumento do consumo. Tanto que houve uma revisão da expectativa de crescimento supermercadista de 3,5% para 4% no ano.

Comparativo - Em relação a julho, as vendas tiveram alta de 0,9% e, na comparação de agosto com o mesmo mês do ano anterior, de 10,7%. Os dois indicadores foram deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). "A manutenção do nível de emprego e a geração de postos de trabalho têm contribuído para manter o ritmo de vendas do setor. Outro aspecto positivo foi o peso da inflação dos alimentos, que ficou praticamente estável em agosto, após já ter apresentado queda em julho", diz o vice-presidente da Abras, João Sanzovo.

Valores nominais - Houve crescimento ainda maior em valores nominais em agosto, com alta de 1,1% sobre julho, de 17,4% em relação ao mesmo mês de 2012 e de 11,7% no acumulado do ano. Sanzovo cita ainda que há otimismo dos supermercadistas para as vendas de final de ano. "Acreditamos que pode ser um dezembro melhor do que o do ano passado."

Aumento local maior - Em Londrina, executivos de supermercados dizem que o aumento local foi até maior. O diretor comercial do Musamar, Sergio Obara, acredita que a inflação sentida pelos consumidores seja reflexo justamente da alta dos custos das empresas, pelo pagamento de salários maiores e pelo encarecimento de serviços como o frete. Apesar das reclamações gerais pela alta de preços, ele vê certo privilégio para os supermercados frente outros segmentos. "Os alimentos são diferentes de outros produtos porque, mesmo em um cenário de crise séria, as pessoas não podem deixar de consumir."

Qualidade - Ele vê o consumidor mais preocupado com a qualidade dos produtos e com marcas, o que explicaria a alta nas compras deste ano. "Sentimos um crescimento nas vendas de produtos mais saudáveis, que têm um valor agregado maior", diz, ao estimar em 12% a 15% a alta nas vendas do Musamar neste ano.

Novas lojas - O diretor da rede Super Muffato, Everton Muffato, também espera que o grupo cresça na casa dos dois dígitos neste ano, com o lançamento de quatro novas lojas. Com a mesma base de comparação do ano passado, ele prevê 6% a mais em vendas em 2013. "Não é um ano de crescimento substancial, porque tivemos picos de inflação que geraram uma retração no consumo", conta. Muffato lembra ainda que o mês passado teve cinco sábados, um a mais do que agosto de 2012. Por isso, não considera correto falar em crescimento no mês. Mesmo assim, ele espera um aquecimento do consumo até dezembro. "A inflação voltou a cair e as vendas melhoraram."

Consumidor - Para a professora aposentada Neria de Oliveira, o resultado divulgado pela Abras é fruto da inflação. "Acho que é o preço que se elevou, porque antes os carrinhos eram bem mais cheios", diz. Ela conta que gastava mais nos supermercados, mas que perdeu poder de consumo. "Costumava comprar um saco de arroz de 5 kg, mas tive de passar para o de 1 kg. É algo que não posso deixar faltar, então compro aos poucos."

Saúde - A educadora física Neia Mazzotti Dakkache acredita que há uma crescente preocupação da população com a saúde. "As pessoas vão atrás de produtos mais saudáveis, mais orgânicos, que acabam sendo mais caros", diz. Ela também sente que o poder aquisitivo pode ter aumentado, mas que os preços pesam mais no bolso do consumidor. (Folha de Londrina, com Agência Estado)

 

PROJEÇÃO: Ipea prevê acomodação da economia brasileira no 2º semestre

O Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea) espera uma acomodação no crescimento econômico do país para os últimos trimestres do ano. Na avaliação do coordenador do grupo de Estudos de Conjuntura (Gecon) do instituto, Fernando Ribeiro, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre surpreendeu — quando avançou 1,5% —, mas, ainda, há muitas incertezas que devem limitar este crescimento principalmente no terceiro trimestre.

Incógnitas - Entre as incógnitas, está, no cenário externo, a valorização do dólar frente ao real e a recuperação da economia americana e, no interno, a volatilidade da produção industrial, a estabilidade do consumo e do mercado de trabalho, a inflação ainda alta, e o cenário de manutenção do aperto monetário. "A [economia brasileira] enfrenta dois grandes desequilíbrios: a inflação que permanece alta e o déficit em transações correntes que aumentou de forma surpreendente, [influenciado principalmente] pela importação de combustíveis. Para o segundo semestre vemos trajetória de acomodação, até porque o segundo trimestre teve crescimento acima da tendência e o normal nos trimestres seguintes é que haja acomodação", explicou Ribeiro.

Consumo - Segundo ele, o ímpeto do consumo está sendo afetado justamente pela estabilização do mercado de trabalho, desaceleração do crédito e pelo aumento da inflação. Já o saldo comercial, além do impacto causado pela importação de gasolina, teve desempenho ruim em função do baixo estímulo do setor externo. Ainda, segundo Ribeiro, 70% da queda do saldo comercial entre 2012 a 2013 deveu-se ao setor do petróleo, principalmente em função da queda nas exportações. O saldo ficou negativo em US$ 3,7 bilhões. As importações, por sua vez, aumentaram em função da recuperação da indústria no segundo trimestre, que demandou bens intermediários.

Investimentos - O cenário para investimentos, segundo o Ipea, também ainda é incerto, e depende, no curto prazo, da recuperação da confiança dos empresários, que tem caído. "Manifestações populares em junho e julho, e a variação cambial geraram um período de bastante incerteza, [que aliado à] expectativa de alta da taxa de juros acabam reforçando a ideia de que o crescimento no segundo semestre tende a ser mais lento", explicou Ribeiro. No longo prazo, entretanto, as medidas já adotadas pelo governo de desoneração de alguns tributos para a produção industrial, e as concessões que o governo está organizando na área de infraestrutura, devem gerar impactos positivos para o aumento do investimento e do crescimento econômico.

Eleições - "O governo está jogando as fichas para 2014, certamente, principalmente por conta das concessões. Os impactos positivos das medidas do governo não vêm de uma hora para outra. A existência dessas concessões preparam um futuro melhor, [que deve ser sentido] já alguns trimestres à frente, [associado a] maior dinamismo do setor externo e recuperação do consumo", avaliou o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Claudio Hamilton.

Favorável - Por isso, apesar da acomodação esperada para o crescimento, o cenário para o segundo semestre ainda é favorável. "A política econômica se defronta com desafios: o primeiro é sustentar o crescimento da economia, ainda que abaixo do esperado, ao mesmo tempo em que é importante reduzir a inflação", explicou Ribeiro.

Disparada de preços - Para ele, segundo comunicados recentes emitidos pelo Banco Central, a preocupação hoje é maior em conter a disparada dos preços, do que privilegiar o crescimento econômico. Ainda pressionam a inflação possíveis reajustes salariais, a incerteza do câmbio, e a defasagem dos combustíveis. Devem ter impacto para conter a subida dos preços, entretanto, o aumento nos juros e o crescimento moderado do consumo. "A consequência é que o espaço fiscal para medidas expansionistas para acelerar crescimento é bastante limitado. O investimento em infraestrutura pode, em um futuro breve, gerar aumento importante de investimento e acelerar economia com capital privado", apostou Ribeiro.

Índice - O Ipea evitou fazer projeções, mas considerou que "não será surpreendente" se o PIB deste ano fechar com crescimento de 2,2% a 3%. (Valor Econômico)


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