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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3190 | 30 de Setembro de 2013

INFRAESTRUTURA I: Governo federal anuncia plano de arrendamentos no Porto de Paranaguá

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) sediou, na sexta-feira (27/09), em Curitiba, o lançamento da consulta pública para o Segundo Bloco de Arrendamentos Portuários, que abrangerá o Porto de Paranaguá. No evento, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da Secretaria Especial dos Portos da Presidência da República (SEP), Rogério Menescal, apresentou detalhes sobre as áreas que irão a leilão no terminal portuário paranaense e o cronograma do processo de licitação, que pretende alavancar investimentos privados de R$ 2,6 bilhões até 2019. O objetivo é aumentar a capacidade de escoamento e possibilitar ganhos de eficiência no porto.

Interesse - O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, afirmou que o setor produtivo paranaense tem total interesse em contribuir com sugestões nesse processo de arrendamento em Paranaguá. “Este é um dia importante para o Paraná. Paranaguá é o segundo maior porto do Brasil, e sabemos dos esforços do governo federal para melhorar a estrutura para quem exporta e importa em nosso Estado”, disse. “Nós do setor produtivo somos os maiores interessados em ver melhorias na nossa infraestrutura, já que a questão logística é hoje um dos principais gargalos para o crescimento da produção”, acrescentou Campagnolo.

Sugestões - Durante o encontro, empresários e representantes de indústrias, cooperativas ou outras empresas usuárias do porto propuseram várias sugestões de alteração nos planos de investimentos do governo, a fim de adequá-los às necessidades do setor produtivo do Estado. Campagnolo propôs que a Fiep, através de seu Conselho Temático de Infraestrutura e Logística, centralize todas as demandas das entidades empresariais paranaenses e apresente-as de uma só vez à Secretaria dos Portos durante o período em que estiver aberta a consulta pública, que vai até 25 de outubro. Essas propostas devem ser apresentadas também no próximo dia 14, quando está prevista a realização, em Paranaguá, de uma audiência pública sobre o programa de arrendamentos. Somente depois de encerrado esse processo de consultas é que serão redigidos os editais de licitação das áreas, que devem ser publicados em dezembro, segundo a SEP.

Investimentos - Rogério Menescal afirmou que a intenção da SEP com as consultas é justamente aprimorar o processo de licitação e o plano de investimentos. “Estamos abrindo nossos estudos para receber sugestões e fazer os ajustes necessários. Não somos donos da verdade, estamos aqui para construir algo melhor”, declarou. Ele deixou claro, no entanto, que o Porto de Paranaguá é considerado estratégico para o governo federal e as ações não devem levar em conta apenas as necessidades do Paraná. “Paranaguá hoje é importante não só para o Paraná, mas para todo o Brasil. E vai continuar sendo um porto estratégico para o País”, disse.

Projeto inicial - O programa inicial do governo federal prevê a transformações de 17 áreas do Porto de Paranaguá em dez terminais que serão arrendados para exploração da iniciativa privada, em troca de investimentos na estrutura, incluindo a construção de seis novos berços de atracação de navios. Com os dez arrendamentos, a SEP estima que os investimentos em Paranaguá cheguem a R$ 2,6 bilhões até 2019. Com isso, espera-se que a capacidade total do porto cresça 89%, passando das 40,4 milhões de toneladas anuais de hoje para 76,4 milhões.

Maiores investimentos - Os maiores investimentos, totalizando R$ 1 bilhão, serão destinados aos terminais de granéis sólidos, inclusive com a reformulação do Corredor de Exportações. A intenção do governo é que a capacidade para escoamento de grãos cresça 154%, passando de 18,8 milhões para 47 milhões de toneladas.

Fertilizantes - Outros R$ 276 milhões serão destinados às áreas de fertilizantes, com estimativa de aumento de capacidade em 25%. Os arrendamentos para granéis líquidos devem receber investimentos de R$ 129 milhões para que a capacidade seja expandida em 150%. Já no caso de celulose e cargas em geral, serão R$ 119 milhões, com crescimento de 105% na capacidade. Por fim, a área para veículos terá R$ 78 milhões, com aumento de capacidade de armazenagem em 113%.

Outros portos - Além de Paranaguá, o Segundo Bloco de Arrendamentos Portuários da SEP inclui ainda os portos de São Sebastião (SP), Salvador (BA) e Aratu (BA). No total, o governo estima investimentos de R$ 3,2 bilhões nos quatro portos. A apresentação completa com os planos do governo federal está disponível site da SEP. Já as sugestões para a consulta pública poderão ser enviadas a partir de segunda-feira através do site da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – www.antaq.gov.br. Na consulta do Primeiro Bloco de Arrendamentos, referente aos portos de Santos (SP) e do Pará, foram registradas 3,1 mil propostas.

Negociações - Apesar de elogiar a iniciativa do governo federal de dar prioridade aos investimentos no setor portuário brasileiro, o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Luiz Henrique Dividino, afirmou que a autarquia estadual vai buscar melhorias no plano. “A área portuária, nunca na história foi tão prestigiada, inclusive sendo alçada à esfera da presidência da República. Temos um grande ganho, porque o Brasil nunca colocou isso na pauta”, disse. “Mas cabe a nós dar nossa contribuição, colocando o que está a mais e o que está de menos no plano. O Paraná está maduro para isso, temos condição de buscar aperfeiçoar. Tenho certeza que juntos vamos convencer os técnicos que está faltando um algo mais”, acrescentou.

Especificidades - A opinião foi compartilhada pelo secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. “Aqui fizemos um ótimo trabalho com a elaboração do PDZPO (Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado), que definiu 20 áreas para investimentos. Mas Paranaguá acabou sendo colocado no mesmo nível dos outros portos do país”, afirmou. “Faço um apelo para que sejam levadas em conta as especificidades do Porto de Paranaguá”, acrescentou. (Agência Fiep de Notícias)

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INFRAESTRUTURA II: Cooperativas defendem tratamento diferenciado

O cooperativismo paranaense defende que o setor tenha tratamento diferenciado no processo de arrendamento dos terminais do Porto de Paranaguá. “As cooperativas têm dois terminais em funcionamento no porto e nós gostaríamos que elas não precisassem participar das licitações que deverão ser realizadas pelo governo federal, porque elas são entidades sem fins lucrativos e que possuem grande número de agricultores entre seus cooperados. Além disso, há interesse de novas cooperativas escoarem seus produtos por meio de Paranaguá, o que poderá dar condições para reduzir os custos para os cooperados, viabilizando o transporte dos produtos com estrutura própria”, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, que participou, na sexta-feira (27/09), em Curitiba, do lançamento da consulta pública para o Segundo Bloco de Arrendamentos Portuários, do qual o Porto de Paranaguá também faz parte. “O que nós esperamos é que haja maior agilidade no processo para ampliar a capacidade de embarque e estocagem, melhoria da estrutura existente no Porto de Paranaguá para reduzir os custos”, acrescentou. “As cooperativas vão ser reunir para apresentar sugestões que propiciem condições adequadas às cooperativas, de acordo com as especificidades delas”, acrescentou.

Atuação - As cooperativas estão presentes no Porto de Paranaguá desde 1977, quando a Cotriguaçu iniciou as operações de seu terminal. Em 2012, a cooperativa central, que tem como sócias a C.Vale, a Coopavel, a Copacol e a Lar, inaugurou novas instalações no local. A Cotriguaçu investiu R$ 30 milhões para ampliar a capacidade do sistema de armazenagem, que passou de 150 mil para 210 mil toneladas de grãos, e também em melhorias na área de descarga e modernização do sistema administrativo.

Coamo – Em dezembro de 1990, foi a vez da Coamo inaugurar sua estrutura portuária em Paranaguá. Fundada em 1970, é a maior cooperativa agroindustrial brasileira, contando com a participação direta de mais de 25.800 associados. O terminal operado pela Coamo no Porto de Paranaguá responde pela maior parte das exportações de grãos da cooperativa, chegando a 3,5 milhões de toneladas por ano. 

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INFRAESTRUTURA III: Não haverá prejuízos para as cooperativas do Paraná, afirma Vanhoni

O edital de licitações para o arrendamento dos terminais de carga do Porto de Paranaguá não trará prejuízos para as cooperativas do Paraná, garantiu o deputado federal Angelo Vanhoni, que visitou a sede do Sistema Ocepar na manhã desta segunda-feira (30/09). “Na minha opinião, não haverá prejuízo a nenhuma cooperativa ou produtor do estado do Paraná. É um processo de aperfeiçoamento, um estudo prévio, que trouxe preocupações, mas temos todas as condições de, nos próximos  dias, dirimir as dúvidas e levar sugestões para a modernização do sistema”, afirmou. A Secretaria Especial dos Portos da Presidência da República apresentou a proposta inicial do edital de licitações e abriu consulta pública, até o dia 25 de outubro, para a coleta de sugestões de mudanças ao modelo.

Preocupações - Vanhoni ouviu relatos do presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, sobre as preocupações do setor cooperativista quanto ao processo de licitação de arrendamento. O parlamentar reconheceu que as propostas apresentadas até o momento precisam ser modificadas. “Pela proposta que foi trazida a público, os produtores paranaenses podem acabar sendo prejudicados se não houver modificações significativas no projeto. Visito a Ocepar para tomar conhecimento melhor das necessidades do setor”, explicou.

Casa Civil – Vanhoni disse que o Governo Federal está ciente das demandas das cooperativas. “Conversei com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, no sábado. Ela me garantiu que a proposta apresentada é um estudo prévio para abrir a discussão sobre a melhoria e a modernização de operação de carga e descarga do porto de Paranaguá, visando atração de investimento para melhoria do porto, mas que isso não prejudicará o agronegócio do nosso estado. Todas as sugestões serão levadas em consideração, debatidas de forma muito clara e transparente com todo o setor. Diante desse posicionamento da ministra, estou conversando com o setor representativo das cooperativas, e de outros setores do porto, para ajudar nessa busca de entendimento”, ressaltou. “Não há nenhuma possibilidade das cooperativas do Paraná serem prejudicadas. O que nós queremos é aperfeiçoar o Porto de Paranaguá, garantindo maior produtividade e rentabilidade”, concluiu. Após a consulta pública, o relatório final com as mudanças propostas será entregue ao Tribunal de Contas da União, em novembro. A expectativa é de que o edital seja divulgado em dezembro para que as licitações ocorram no primeiro trimestre de 2014.

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MEIO AMBIENTE I: Ministra lança o CAR, sistema eletrônico de cadastro rural

meio ambiente I 30 09 2013Produtores, proprietários de imóveis rurais e representantes do governo e sociedade do Rio Grande do Sul conheceram, na manhã de sábado (28/09), na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR). A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, esteve na capital gaúcha para apresentar o sistema, que abrigará dados do novo registro público e eletrônico de informações ambientais dos 5,2 milhões de imóveis rurais existentes no país. Trata-se de um documento que facilitará a vida dos produtores, inclusive na obtenção, no futuro, de crédito rural.

Início - “Esse é um trabalho de todos e que começa no Rio Grande do Sul, que foi berço das discussões em torno do Código Florestal, assim que assumi o ministério”, disse Izabella. Segundo ela, o Estado, destaque na produção agrícola, sempre contou com o engajamento de pequenos agricultores, agronegócio e ambientalistas, parceiros nas melhores soluções e adequações previstas no novo Código Florestal, legislação que regulamenta e institui o cadastro. “Queremos que o modelo de gestão daqui seja exemplo para os demais Estados”, acrescentou.

Apresentação nos demais estados - A ministra anunciou que a apresentação do sistema em todo o país deve ocorrer até dezembro. “Hoje estamos dando o primeiro passo para o processo de cadastramento, a partir daqui” salientou. “Entregamos o SiCAR para o Estado, para que sejam feitas as adaptações e apontadas as necessidades, buscando sempre aprimorar o sistema, de modo que seja o mais eficiente possível para o produtor”. Ressaltou que, depois de finalizado, o CAR ajudará os governos estaduais a verificar os passivos e iniciar o trabalho de recuperação ambiental.

Ferramenta - Foi apresentada, ainda, uma ferramenta que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) oferecerão para facilitar a inscrição no Cadastro Ambiental Rural. Ela permite que as informações sejam gravadas em qualquer mídia digital (registro off-line) e depois enviadas para o sistema central. “A minha prioridade foi desenvolver o sistema off-line, para permitir que os produtores que não tem acesso à internet também tenham facilidade para fazer o registro do seu imóvel”, salientou a ministra.

Parceiros - Os agricultores gaúchos também conheceram os facilitadores, parceiros no processo de cadastramento rural no Rio Grande do Sul. São eles: Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CNTA), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação dos Produtores de Cana do Vale do Mogi (Assomogi) e Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa).

Desenvolvimento - O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, destacou a importância do cadastro para o desenvolvimento agrícola local e afirmou que as discussões em torno do CAR trazem um elemento novo na política do Estado, que é a integração direta com a União. “Trabalharemos juntos em prol da produção de alimentos e preservação do meio ambiente, para que essa política de sucesso, que é o cadastramento, esteja ancorada no Estado com o apoio do governo federal”.

Saiba mais - O CAR é importante instrumento para garantir segurança jurídica aos proprietários de imóveis rurais. Previsto na Lei 12.651/2012, que instituiu o Código Florestal, é tarefa preferencialmente dos Estados. Na prática, é formado por dados pessoais do proprietário ou possuidor rural, podendo ser pessoa física ou jurídica, além de informações cadastrais e da localização georreferenciada das Áreas de Preservação Permanente (APP), áreas de Reserva Legal (RL) e áreas de uso restrito (AUR) de todos imóveis rurais do país.

Documento declaratório - Não é documento de comprovação fundiária, e sim declaratório sobre a situação ambiental de uma área cuja responsabilidade de manutenção é daquele que prestou a informação. Portanto, não gera direitos sobre a forma de uso do solo. Dessa forma, o sistema gera um alerta para que o declarante possa corrigir ou alterar as informações prestadas. Após a validação das informações inseridas no sistema, é gerado um demonstrativo da situação ambiental do imóvel. (Ministério do Meio Ambiente)

 

MEIO AMBIENTE II: No Paraná, sistema nacional deverá ser lançado no final de outubro

meio ambiente II 30 09 2013Após o lançamento do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) no Rio Grande do Sul, no sábado (28/09), o Ministério do Meio Ambiente vai apresentá-lo nos demais estados, sendo que isso deve ocorrer no Paraná no final de outubro. De acordo com o assessor de meio ambiente do Sistema Ocepar, Sílvio Krinski, o cooperativismo já está preparando uma rodada de treinamentos para os técnicos que atuam no setor, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Ele lembra ainda que o governo do Paraná instituiu o SiCar em âmbito estadual no início de agosto, mas a sua implementação depende ainda de como será realizada a integração com o sistema nacional. “Também é importante lembrar que somente após a publicação dos atos normativos federais é que começam a ser contados os prazos para que os agricultores façam a regularização ambiental das propriedades rurais paranaenses, prevista no novo Código Florestal Brasileiro”, ressalta Krinski.

 

CAPACITAÇÃO: Formação em Gestão da Inovação é iniciada em Cascavel

Iniciou, no dia 25 de setembro, a formação em Gestão da Inovação para as cooperativas do Paraná, numa parceria do Sescoop/PR com o Senai-PR. O curso, de 96 horas, está sendo realizado em Cascavel, no Oeste do Estado,  e conta com a participação de representantes de oito cooperativas da região. O treinamento visa capacitar representantes do sistema para o desenvolvimento de projetos voltados à inovação nas cooperativas paranaenses. Ao todo serão quatro módulos, sendo que o primeiro tratou do tema Cultura e Gestão da Inovação. “O curso é uma excelente oportunidade para que os participantes possam aprofundar os conhecimentos em  Gestão da Inovação e, também, para pensar e discutir estratégias e planos de inovação junto com especialistas e representantes de diversas cooperativas”, afirma o analista econômico da Ocepar Gilson Martins, que acompanha o curso.

Conceito - Conforme Rafael de Tarso e Fabricio Luz Lopes, um dos instrutores do Senai, inovação é toda melhoria em produtos, serviços e processos que são de interesse e geram algum tipo de valor. “Uma invenção qualquer, se não tiver utilidade prática e não agrega valor, não pode ser considerada uma inovação”, afirma.

Continuação - O treinamento contará com mais três encontros, que ocorrerão nos meses de outubro e novembro, para discutir a gestão da tecnologia, fomentos e projetos e inovação em negócios e projetos. Como resultado do curso, os participantes deverão apresentar um projeto de inovação voltado à realidade da cooperativa em que atua.

Estratégia de Inovação - Esta formação faz parte da estratégia de investimento em inovações do Sistema Ocepar, que conta com um fórum especializado sobre o tema. Outros treinamentos deverão ser futuramente ofertados com objetivo de capacitar os cooperativistas para atividades especializadas nessa área como, por exemplo, desenvolvimento de produtos, automação e marketing de alimentos.

COCAMAR I: Modernização torna o campo mais atraente para os jovens

No último sábado (28/09), cerca de 250 jovens cooperativistas de 15 a 25 anos, entre cooperados e filhos de produtores associados da Cocamar, de toda a região, participaram, em Maringá, do Jovemcoop 2013, encontro realizado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR). A finalidade do evento, segundo explicou o superintendente de Negócios da cooperativa, José Cícero Aderaldo, foi o de ressaltar junto a esse público a importância de que conheçam melhor o cooperativismo e fazer dele um caminho para apoiar seus familiares na gestão das propriedades. “Eles representam o futuro do agronegócio regional e da própria cooperativa”, citou.

Atividades - Entre outras atividades, assistiram palestras sobre produtividade com o agrônomo Rodrigo Burce Dias, da Cocamar, e o escritor Evandro Daolio.

Mulheres - Por meio de realizações como o Jovemcoop é possível imaginar que as mulheres vão ter um papel cada vez maior na agricultura regional. Pelo menos 50% dos participantes eram do sexo feminino e, segundo Ruanna Crippa, de Paranavaí, elas estão se preparando para isso. Aos 21 anos, conta que está decidida a ajudar os pais na administração da propriedade, uma vez que seu único irmão não parece interessado. “A agricultura é um bom negócio e se modernizou muito nos últimos anos”, acrescenta. Carla Corsolini, de 17 anos, de Floresta, afirma que também quer ficar no campo e, para isso, pretende cursar agronomia ou zootecnia. “Esse é o meu mundo e meus pais sempre me incentivaram”, diz.

Homens - Entre os homens, o pensamento é o mesmo. Os irmãos Ricardo e Sérgio Sambe, de 20 e 18 anos, moradores em Santa Mariana, explicam que já fazem de tudo na propriedade, onde produzem soja, milho e alfafa. “Trabalhar com máquinas ficou muito melhor, o serviço rende”, comenta Ricardo. Em Iporã, o médico-veterinário João Paulo Bonamin, de 27 anos, ajuda o pai a cuidar de 107 alqueires, onde se dedicam ao cultivo de grãos e à engorda de gado. A irmã Natiel, de 16 anos, também quis participar do Jovemcoop pois, em companhia de seus familiares, costuma ir a eventos organizados pela cooperativa, “sempre em busca de novos conhecimentos”. (Imprensa Cocamar

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COCAMAR II: Primeiro módulo de capacitação do sistema Fairtrade começa nesta segunda

Para que produtores de laranja se ajustem às normas do sistema Fairtrade – que opera com o mercado solidário internacional -, será realizado durante esta semana, em várias cidades da região da Cocamar, o primeiro módulo de capacitação, a cargo de uma consultoria especializada. No ano passado, a Cocamar foi certificada para atuar nesse segmento, que se concentra basicamente na Europa, onde consumidores adquirem suco de laranja nos pontos de venda com um selo do Fairtrade, o que significa dizer que o produto é elaborado sem exploração de mão de obra e agressão ao meio ambiente.

Retorno - A previsão é que, a partir de 2014, para cada tonelada de suco produzido com laranja dos cooperados da Cocamar, comercializada para o sistema Fairtrade, 200 dólares retornam para investimentos em ações coletivas entre os produtores. O dinheiro servirá para financiar cursos e capacitações, replantio de pomares, aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs), artigos de material escolar para filhos, entre outros.

Produtores - A cooperativa possui 158 produtores participantes de várias regiões, selecionados entre cerca de 400, que atendem a critérios como possuir no máximo quatro módulos fiscais, ter não mais que dois funcionários fixos (devidamente registrados), a maior parte da renda familiar vir da propriedade e nela permanecer a maior parte do tempo desenvolvendo a sua atividade.

Cidades - Para esta segunda-feira (30/09) estão programadas reuniões de capacitação em Maringá, reunindo gestores da cooperativa, Atalaia e Floraí. Na terça (01/10), Paranavaí e Paraíso do Norte; quarta (02/09), Rolândia e Cambé; quinta (03/09), Arapongas e Pitangueiras e, sexta (04/09), Assaí. Participar do mercado solidário não é uma novidade para a Cocamar que, durante quase duas décadas, foi uma das fornecedoras de suco concentrado para esse fim, por meio da Fairtrade Labelling Organization International (Flo), sediada na Alemanha. A diferença é que agora a cooperativa foi certificada, a seleção dos produtores se tornou ainda mais rigorosa e, em vez de 100 dólares, como ocorria antes, o valor que retorna, agora, é o dobro. (Imprensa Cocamar

AGRONEGÓCIO: Presidente da Abag vai a Maringá para debater o setor sucroalcooleiro

O presidente da Associação Brasileira de Agronegócios (Abag), Luiz Carlos Correia de Carvalho, estará em Maringá, nesta segunda-feira (30/09), para participar do 1º Fórum Nacional de Agronegócios promovido pela Rádio CBN Maringá. Tendo como tema “Álcool, açúcar e energia – perspectivas no Brasil e no mundo”, o evento inicia às 20h no Recinto de Leilões do Parque Internacional de Exposições da cidade com a expectativa de reunir cerca de 500 convidados. O acesso é gratuito.  Além de Carvalho, estarão no debate o presidente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), Miguel Rubens Tranin, e o diretor do Grupo Santa Terezinha, Paulo Meneguetti.

Outras etapas - O Fórum, que conta com o apoio da Cocamar, vai ter outras duas etapas no mesmo local e horário: dia 17 de outubro, com o tema “Integração lavoura, pecuária e floresta” e dia 18 de novembro, quando analisa “O papel do cooperativismo no futuro do agronegócio”. Para esta última, está confirmada a presença  do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, atual embaixador especial do cooperativismo mundial na FAO. (Imprensa Cocamar)

COOPERATIVISMO: Definidos os temas jurídicos de painéis da XVIII Conferência Regional ACI

cooperativismo 30 09 2013Muita informação e oportunidade de melhorar os processos de gestão. É isso que os participantes da XVIII Conferência Regional ACI Américas, podem esperar dos painéis introdutórios do evento e cujos temas prometem mexer com a rotina das cooperativas da América Latina. A Conferência Regional é uma iniciativa da Aliança Cooperativa Internacional das Américas (ACI Américas) e da Unimed do Brasil, com amplo apoio do Sistema OCB. O evento acontece entre os dias 6 e 11 de outubro, no Guarujá (SP).

Temas - Confira, abaixo, os temas dos painéis introdutórios:

Tema 1: Lei do Marco Regulatório para as cooperativas de América Latina.

Abordagem: Direito Cooperativo Comparado; tendências atuais da legislação cooperativa continental; estatuto das cooperativas do Mercosul; as cooperativas e as constituições dos países da América Latina.

Título: “A unificação do direito concursal (recuperação judicial) e as cooperativas no direito comparado”

Tema 2: Tributação cooperativa

Título: “Adequado Tratamento Tributário ao Ato Cooperativo”

Tema 3: Capital e financiamento cooperativo

Título: “O paradoxo do autofinanciamento cooperativo e a possibilidade de criação de mecanismos de financiamento externo”

Tema 4: O ato cooperativo e a defesa do consumidor

Título da palestra 1: “Cooperativas, Empresas e disciplina jurídica do Mercado”

Título da palestra 2: “Cooperativas: ilícito antitruste ou ganho de bem-estar?”

Título da palestra 3: “Fusão e incorporação de cooperativas e o novo direito antitruste”

Tema 5: Las cooperativas de trabajo asociado

Título: As Cooperativas de Trabalho após a Lei n. 12.690, de 2012

Tema 6: Supervisión estatal de las cooperativas

Título: “Supervisão das instituições financeiras cooperativas no Brasil: ação do Estado e autocontrole sistêmico”

Mais informações - Para mais informações e programação completa, acesse o site do evento: www.conferenciaaciamericas2013.com. (Informe OCB)

 

SICREDI: Sistema é premiado no Oracle OpenWorld San Francisco

sicredi 30 09 2013O Sicredi foi escolhido pela Oracle para receber o prêmio de reconhecimento mundial do "Oracle Fusion Middleware Innovation Award 2013", na categoria SOA (Arquitetura Orientada a Serviços/BPM - Gestão de Processos de Negócios). A premiação, entregue em São Francisco (EUA), no dia 23 de setembro, contempla a empresa que apresentou o case de inovação tecnológica com maior retorno agregado ao negócio por meio do uso do Oracle Fusion Middleware.

Plataforma - O Oracle Fusion Middleware é uma plataforma de inovação de negócios que permite às empresas criar e executar aplicativos de negócios ágeis e inteligentes e, ao mesmo tempo, maximizar a eficiência de TI por meio da utilização completa de arquiteturas de hardware e software inteligentes. Segundo o Gartner, empresa de pesquisas, esta é uma das plataformas mais utilizadas no mercado para ajudar os clientes na construção de soluções voltadas a problemas específicos de negócio das empresas.

Esteira de crédito - O Sicredi foi reconhecido por apresentar o case da Esteira de Crédito, uma de suas principais aplicações de negócio e responsável por grande parte da operação do dia a dia do Sicredi. Com volumes expressivos tanto no número de transações de crédito diárias bem como no volume de empréstimos que o sistema gerencia, a aplicação beneficia milhares de associados do Sicredi. A ferramenta torna o processo de crédito mais simples, rápido e seguro, com controles e tempos efetivos, ampliando a sua eficiência.

Aplicação - O case apresentado pelo Sicredi aplica o uso intensivo de vários componentes da plataforma, tais como Business Process Management, Enterprise Content Management, Ambiente SOA (Service Oriented Archicteture), BAM (Business Activity Monitor), Weblogic. Para o diretor Executivo de TI e Operações do Banco Cooperativo Sicredi, Paulino Rodrigues, o prêmio reconhece um trabalho de quase três anos das equipes de TI e Crédito do Sicredi. "Além de conceber e implementar inovações tecnológicas, agregou valor ao negócio, tornando mais eficientes e seguras as concessões de crédito e controlando seu risco operacional. Em linha, portanto, com os objetivos estratégicos da instituição", acrescenta Rodrigues.

Participação - Ao todo, participaram 60 cases de empresas dos 200 países onde a Oracle atua. Os principais requisitos para eleger o vencedor nesta categoria foram a singularidade do "business case", benefícios e impacto nos negócios, complexidade e magnitude da implementação e originalidade da arquitetura.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 2,4 milhões de associados e 1.238 pontos de atendimento, em 10 Estados* do País. Organizado em um sistema com padrão operacional único conta com 106 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais - acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br.

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

 

SICOOB: Fundo aumenta valor garantido aos associados

O valor garantido aos associados das cooperativas de crédito do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), maior instituição financeira cooperativa do Brasil, passou de R$ 70 mil para até R$ 250 mil, equiparando-se às condições do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante os bancos de varejo. O Fundo Garantidor do Sicoob (FGS) cobrirá também as operações de Letra de Câmbio do Agronegócio (LCA), além dos depósitos à vista e a prazo. A garantia é valida, por CPF ou CNPJ, para associados de cooperativas que, eventualmente, apresentem situação de desequilíbrio patrimonial e econômico-financeiro.

Solidez - Para Bento Venturim, presidente do Fundo Garantidor do Sicoob, a mudança aprovada durante a última assembleia geral, demonstra a solidez do FGS e reflete a boa saúde financeira das cooperativas do Sicoob. “Juntamente com o Conselho Consultivo de Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (Ceco/OCB), o Sicoob atua na implantação do Fundo Garantidor Único(FGCoop) para o sistema de crédito cooperativo nacional. No entanto, isso não nos impede de trabalharmos para garantir ainda mais os recursos dos nossos associados. Somos instituição financeira não bancária de primeira linha. Por isso devemos garantir o mesmo que os bancos ”.

Sobre o FGS - O Fundo Garantidor do Sicoob (FGS), foi implantado com o objetivo de garantir os depósitos à vista e a prazo dos associados de cooperativas singulares do Sistem de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) que, eventualmente, apresentem situação de desequilíbrio patrimonial e econômico-financeiro.

Origem - A constituição de Fundo Garantidor do Sicoob decorreu pelo fato do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o fundo garantidor dos bancos, não oferecer cobertura aos depósitos de associados de cooperativas de crédito. Para oferecer aos associados à garantia prestada pelo FGS, as cooperativas são submetidas a rigoroso processo de avaliação, instituído por regulamento próprio, de forma que o direito à cobertura de todas as cooperativas participantes possa ser assegurado.

Acompanhamento - As cooperativas associadas ao FGS possuem um instrumento para acompanhamento sobre as atividades de gestão e recebem relatório mensal com informações como a evolução das contribuições ordinárias, critérios para aplicação dos recursos, rentabilidade, quantidade e risco das associadas, evolução do patrimônio e eventuais coberturas. O Fundo também presta cobertura em processos de incorporação em que a cooperativa incorporada apresente estado de insolvência.

Sobre o Sicoob - O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) possui mais de 2,5 milhões de associados em todo o país e está presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. É composto por mais de 500 cooperativas singulares, 15 cooperativas centrais e a Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Confederação) que tem a finalidade de defender os interesses das cooperativas representadas, ofertar serviços, promover a padronização, supervisão e integração operacional, financeira, normativa e tecnológica. Integram, ainda, o Sistema, o Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob) especializado no atendimento às cooperativas de crédito e cujo controle acionário pertence às cooperativas do Sicoob; a Bancoob DTVM, distribuidora de títulos e valores; o Sicoob Previ, fundação que oferece plano de previdência complementar; a Cabal Brasil, bandeira e processadora de cartões e a Ponta Administradora de Consórcios. Conta ainda com o Fundo Garantidor do Sicoob (FGS), que confere credibilidade ao Sistema e garante a proteção dos recursos dos seus associados. A rede Sicoob é a sexta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com mais de 2 mil pontos de atendimento. As cooperativas inseridas no Sistema oferecem um amplo portfólio de produtos e serviços para seus associados e possibilitam acesso a recursos para empréstimos em geral e investimentos, tanto para pessoas físicas como jurídicas, com juros mais acessíveis. (Imprensa Sicoob)

COMERCIALIZAÇÃO: Terceiro leilão de opções de café tem arremate de 87,62%

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, na sexta-feira (27/09), o terceiro leilão de contratos de opção de venda de café. O pregão negociou 8.762 contratos (876,2 mil sacas), o que corresponde a 87,62% do total de 10 mil títulos ofertados. Os 7 mil lotes (700 mil sacas) de Minas Gerais tiveram arremate total, registrando ágio de 349% sobre o preço de abertura, de R$ 1,7150. Assim, o prêmio que os produtores mineiros terão que pagar, se exercerem a opção, será de R$ 7,70 por saca. Todas as 140 mil sacas (1.400 contratos) de São Paulo também foram arrematadas, havendo ágio de 0,87% sobre o valor de abertura, o que deixou o prêmio em R$ 1,7299/saca.

Demanda - Dos 700 contratos (70 mil sacas) oferecidos a produtores do Espírito Santo, houve demanda por apenas 84 (12%), ao preço de abertura de R$ 1,715/saca. Da Bahia, dos 400 contratos ofertados, apenas 50 (12,5%) foram arrematados, sem ágio, e, dos 500 contratos direcionados ao Paraná, houve interesse por 228 (45,6%), também sem ágio. Os arrematantes do prêmio adquirem o direito de vender o produto no vencimento dos contratos, em março do próximo ano, a um valor pré-fixado, caso os preços de mercado se mantenham abaixo do valor de referência de R$ 343 a saca de 60 kg.

Oferta total - As três operações juntas ofertaram um total de 30 mil contratos, de 6 toneladas cada, o equivalente a 3 milhões de sacas. Cada leilão foi composto de 10 mil lotes. Os dois primeiros ocorreram nos dias 13 e 20 de setembro. Com relação aos 4.058 contratos que não tiveram interesse nesses três leilões, originários de Espírito Santo, Bahia e Paraná, a Conab deve divulgar até a próxima terça-feira (01/10) novo arremate e com previsão de realização na primeira quinzena de outubro. (Mapa, com informações da Conab e do Conselho Nacional do Café

TRIGO: Brasil manterá importação de cereal dos EUA

O excedente exportável de trigo dos países do Mercosul deve ser novamente inferior à necessidade de importação do Brasil na safra 2013/14. Segundo estimativa da consultoria Safras & Mercado, o bloco deve ter 6,85 milhões de toneladas do cereal disponíveis para exportação, enquanto o Brasil precisará de pelo menos 7,4 milhões de toneladas para seu abastecimento interno. Se esse volume se confirmar, será a maior importação brasileira de trigo desde o ciclo 2006/07.

Clima - Nos últimos dois ciclos, a produção brasileira foi frustrada por problemas climáticos. Neste ano, o potencial produtivo, de 5,8 milhões de toneladas, foi reduzido em pelo menos 1,6 milhão devido a perdas por geadas no Paraná. Mas o principal fornecedor brasileiro, a Argentina, também foi recentemente afetado por baixas temperaturas e pode ter um menor volume para exportar pelo segundo ano consecutivo.

Argentina - Neste ano, o Brasil conseguiu efetivamente importar 2,5 milhões de toneladas da Argentina, 1 milhão de toneladas a menos do que no ano anterior. Por isso, o governo liberou a importação de fora do Mercosul sem o recolhimento da Tarifa Externa Comum (TEC), de 10%. A tendência é de que esse cenário se repita nos próximos 12 meses.

Isenção - Devido à escassez do cereal no Brasil e na Argentina, o governo brasileiro liberou, desde abril deste ano, a importação de 2,7 milhões de toneladas de fora do Mercosul, sem a cobrança da TEC. "Neste momento, os moinhos estão solicitando autorização do governo para trazer mais 600 mil toneladas", diz o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo, Christian Saigh, que estima que a necessidade de importação do Brasil nos próximos 12 meses será de 7 milhões de toneladas.

Destaque - Nas estatísticas do comércio exterior do Brasil, o trigo de fora do Mercosul, sobretudo o americano, já é destaque. Entre janeiro e agosto deste ano, o país importou no total 4,6 milhões de toneladas do cereal, dos quais 30%, ou 1,4 milhão de toneladas, dos Estados Unidos, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC). No mesmo período do ano passado, a compra de cereal americano foi menor que 32 mil de toneladas.

Efeito desconhecido - O efeito das geadas nas lavouras argentinas ainda é desconhecido. Mas a Safras & Mercado reduziu em 1,5 milhão de toneladas, a 11,5 milhão de toneladas, sua estimativa para a produção do país vizinho. "Há agentes no mercado que especulam que haverá uma redução de até 3 milhões de toneladas", diz o especialista da consultoria, Élcio Bento. Novas geadas estão previstas para ocorrer na Argentina nos próximos dias.

Alta - Segundo Saigh, em setembro, o preço do trigo argentino para entrega em janeiro já subiu 10%. No mercado interno, afirma ele, a escassez também mantém as cotações muito elevadas no Paraná, onde a tonelada não chega no moinho em São Paulo por menos de R$ 1,12 mil (com frete e imposto estadual).Com perdas climáticas também no Paraguai, a consultoria estima uma queda de, pelo menos, 3 milhões de toneladas na produção do Mercosul, que deve ser de 18,5 milhões de toneladas, ante a previsão inicial de 21,5 milhões de toneladas. O trigo gaúcho também foi alvo do frio intenso em 18 e 19 de setembro. Mas as ocorrências foram avaliadas como de baixa intensidade, segundo o sócio da Pila Corretora, Valdiner Fagundes. "O fator-chave será o clima até 15 de outubro", diz. (Valor Econômico)

ALIMENTOS: Alta volatilidade dos grãos preocupa FAO

O aumento da volatilidade das cotações do milho este ano poderá ter impacto sobre a produção das carnes e elevar preços no curto e médio prazos, conforme a FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação. Em apresentação no Comitê de Agricultura da Organização Mundial do Comércio (OMC), a FAO também realçou o crescimento da volatilidade da soja e uma maior estabilidade no mercado do trigo.

Milho - No milho, a volatilidade caiu no fim de agosto, com as boas perspectivas de rendimento das colheitas no Hemisfério Norte. Mas, de qualquer forma, a FAO observou que os intervalos das oscilações dos contratos futuros negociados na bolsa de Chicago cresceram tanto para milho como soja. Para o órgão, como os consumidores em países em desenvolvimento gastam uma parte significativa de sua renda em alimentação básica, as faixas mais pobres da população poderão consumir alimentos menos nutritivos em caso de alta de preços.

Projeção - Em todo caso, a agência da ONU manteve sua projeção de que a fatura global da importação de alimentos ficará em US$ 1,09 trilhão este ano, mesmo patamar de 2012 e 13% menos que o recorde de 2011. Em termos absolutos, a maior redução, de US$ 15 bilhões, poderá ocorrer nas importações de óleos vegetais e gorduras animais. Já o custo das importações de açucar deverá cair de US$ 47 bilhões, em 2012, para US$ 38,7 bilhões, e cereais e oleaginosas tende a custar US$ 1 bilhão a menos. O custo das importações globais de produtos lácteos, em contrapartida, deverá aumentar US$ 10,4 bilhões, e no caso das carnes a FAO prevê um incremento de US$ 118,8 bilhões para US$ 128,8 bilhoes em 2013.

Oferta global - Quanto à oferta global, a FAO manteve sua projeção de crescimento de 7,5% na produção de trigo nesta safra 2013/14, e previu que o comércio do cereal deverá crescer 8%. A produção mundial de milho poderá crescer 12% com as melhores perspectivas na União Europeia e na Ucrânia. O comércio do cereal poderá crescer ligeiramente se houver uma queda de preços que estimule a importação, e os estoques finais deverão crescer 30%. A produção global de soja poderá crescer 7%, com avanços em Brasil, Argentina, EUA e Índia. Comércio e estoques do grão tendem a aumentar 7% e 24%, respectivamente.

Aporte - Por sua vez, o aporte de ajuda alimentar internacional alcançou em 2012 seu menor nível desde 1990, apesar do incremento dos volumes para 41 milhões de toneladas, segundo dados do Programa Alimentar Mundial. Segurança alimentar continua a ser uma preocupação, enquanto o mundo se recupera da crise de 2007-2008 e novas iniciativas internacionais continuam a ser criadas, incluindo o "Desafio Fome Zero", adotado por um comitê das Nações Unidas. (Valor Econômico)

TJLP: CMN decide se mantém taxa de financiamentos para setor produtivo

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decide nesta segunda-feira (30/09) se mantém a taxa de juros de longo prazo (TJLP) no menor nível da história. Usado nos financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o índice está em 5% ao ano desde dezembro do ano passado. Originalmente, a decisão deveria ter sido tomada na última quinta-feira (26/09). No entanto, a reunião mensal do CMN foi adiada, sem explicação, para esta segunda-feira.

Nível - A cada três meses, o CMN fixa o nível da taxa para o trimestre seguinte. O conselho é composto pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Redução - Desde junho de 2009, a TJLP estava em 6% ao ano. A taxa foi reduzida para 5,5% em junho do ano passado e caiu novamente para 5% em dezembro, como medida de estímulo à economia e para refletir a queda dos juros no setor financeiro. Criada em 1994, a taxa é definida como o custo básico dos financiamentos concedidos ao setor produtivo pelo BNDES.

Fatores - De acordo com o Ministério da Fazenda, o valor da TJLP leva em conta dois fatores: a meta de inflação, atualmente em 4,5% (com margem de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo) e o risco Brasil, indicador que mede a diferença entre os juros dos títulos brasileiros no exterior e os papéis do Tesouro norte-americano, considerados o investimento mais seguro do mundo. (Agência Brasil)

TRIBUTOS: Proprietários rurais têm até esta segunda para pagar o ITR

tributos 30 09 2013O prazo para a entrega da Declaração do Imposto Territorial Rural (ITR) do exercício de 2013 termina nesta segunda-feira (30/09). Um guia com perguntas e respostas está disponível na página da Receita Federal na internet. A instrução normativa que aprovou o programa de computador destinado ao preenchimento da declaração foi publicada no Diário Oficial da União no dia 16 de agosto. Para instalar o programa, o proprietário rural terá que ter outro aplicativo conhecido como máquina virtual Java (JVM), na versão 1.6.0 ou superior.

Versões - São três as versões com instaladores específicos do programa gerador da declaração. As versões são compatíveis com os sistemas operacionais Windows, Linux e Mac OS X.

Programa - O programa de computador para o preenchimento da declaração poderá ser encontrado na página da Receita na internet. Para transmitir a declaração, é necessário instalar também no computador o programa Receitanet, disponível no site. Após 30 de setembro de 2013, a declaração deve ser apresentada pela internet ou em mídia removível, como pen drive ou disco rígido externo, nas unidades da Receita, durante o horário de expediente.

Darf - O imposto devido poderá ser pago por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agência bancária integrante da rede arrecadadora de receitas federais, no caso de pagamento feito no Brasil; Título da Dívida Agrária (TDA) do tipo escritural, ou seja, custodiado em uma instituição financeira, correspondente a até 50% do valor devido; transferência eletrônica de fundos mediante sistemas eletrônicos das instituições financeiras autorizadas pela Receita Federal a operar com essa modalidade de arrecadação.

Quem deve declarar - Devem apresentar a declaração do ITR o proprietário, o titular do domínio útil ou possuidor, a qualquer título, de imóvel rural, exceto o imune ou isento. Também deve apresentar o titular do domínio útil ou possuidor, a qualquer título, de imóvel rural, imune ou isento, para o qual houve alteração nas informações cadastrais correspondentes ao imóvel rural.

Multa - A multa para quem perder o prazo é 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido - não podendo o seu valor ser inferior a R$ 50,00 no caso de imóvel rural sujeito à apuração do imposto, além de multa e juros. No caso de imóvel rural imune ou isento, a não apresentação da declaração no prazo implica multa de R$ 50,00. (Agência Brasil)

 

SEBRAE: MPE gera 85% dos empregos neste ano

sebrae 30 09 2013As micro e pequenas empresas (MPEs) são as principais responsáveis pela criação da quase totalidade dos 826,7 mil novos empregos criados entre janeiro e agosto de 2013, revela estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A informação foi publicada com exclusividade pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor.

Postos de trabalho - Esse grupo de companhias responde por 84,8% dos postos de trabalho criados em 2013, com 700,8 mil novas vagas. As médias e grandes empresas, por sua vez, geraram 95,6 mil novos postos no período. A administração pública respondeu pela criação dos 30,3 mil empregos restantes.

Classificação - O Sebrae classifica como MPE as empresas da indústria, construção civil e extrativa mineral com até 99 empregados, e as do comércio, serviços, agropecuária e serviços industriais de utilidade pública, com até 49 empregados. Nos 12 meses terminados em agosto, as MPEs criaram 754,9 mil novos postos de trabalho, enquanto as médias e grandes fecharam 158,5 mil vagas.

Crise mundial - A crise econômica global é a principal razão para a disparidade entre os dois tipos de empresas. "Pela menor dependência do mercado internacional, com as vendas mais atreladas ao mercado interno, são os pequenos negócios que em anos de crise econômica criam mais empregos no país do que as médias e grandes ", diz presidente do Sebrae, Luiz Barreto

Setor - Quando separados por setor, é o ramo de serviços que lidera a geração de empregos entre as MPEs. Entre janeiro e agosto de 2013, foram 338,1 mil novos postos de trabalho. Em seguida vem a construção civil, com a geração de 138,1 mil novos empregos no período. A indústria de transformação é a terceira colocada entre as MPEs, com 106,9 mil novos postos. Aparecem depois o setor agropecuário, serviços industriais de utilidade pública e indústria extrativa.

Médias e grandes - O panorama é diferente entre as médias e grandes empresas. No acumulado de 2013, as grandes companhias de serviços criaram 35,9 mil novos postos de trabalho, ficando em terceiro lugar. Já a construção civil fechou 20,1 mil postos de trabalho, o que a deixa em penúltimo lugar. Entre as médias e grandes empresas, é a indústria quem puxa a geração de empregos, com a criação de 81,6 mil postos de trabalho. A agropecuária vem em segundo lugar, com 39,2 mil novas vagas. As médias e grandes empresas do setor varejista registram fechamento líquido de 38,7 mil postos do trabalho.

Diluição - Esse cenário, avalia Barreto, leva a uma "diluição" do emprego, "uma vez que as MPEs estão espalhadas por todas as regiões, ao passo que as médias e, principalmente, as grandes empresas concentram mais empregos em setores e municípios específicos", diz o presidente da entidade. (Valor Econômico)

 

FOCUS I: Projeção do BC para inflação este ano cai para 5,8%

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 5,8%, este ano. A estimativa consta no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta segunda-feira (30/09) pelo Banco Central (BC). A projeção ficou 0,2 ponto percentual abaixo da previsão divulgada em junho (6%). Para 2014, a probabilidade é que a inflação fique em 5,7%, ante 5,4% previstos anteriormente. No caso da inflação acumulada em 12 meses no final do terceiro trimestre de 2015, a estimativa é que caia para 5,5%.

Referência - Essas projeções são do cenário de referência, com base na taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar (9% ao ano) e o dólar a R$ 2,35.

Cenário - O BC também divulga estimativas do cenário de mercado, em que são usadas projeções de analistas de instituições financeiras para a taxa Selic e câmbio. Nesse caso, a inflação, este ano, deve alcançar 5,8%, a mesma do relatório de junho.

2014 - Para o próximo ano, a inflação deve ficar em 5,7%, ante 5,2% previstos anteriormente. A projeção para a inflação acumulada em 12 meses no final do terceiro trimestre de 2015 é 5,4%. Todas as estimativas para a inflação estão acima do centro da meta que é 4,5% e têm margem de dois pontos percentuais. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação.  O principal instrumento que influencia a atividade econômica e, por consequência, a inflação, é a taxa Selic. Com a alta da inflação no país, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumentou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, em abril, e em 0,5 ponto percentual, em maio, julho e agosto. A próxima reunião do Copom este ano será nos dias 8 e 9 de outubro.

Probabilidade - No cenário de referência, a probabilidade de a inflação ultrapassar o limite superior da meta (6,5%) ficou em aproximadamente 17%, este ano, e em 29% para 2014. No cenário de mercado, essas projeções são, respectivamente, 14% e 31%. (Agência Brasil)

FOCUS II: BC reduz projeção para crescimento da economia para 2,5% este ano

O Banco Central (BC) reduziu a projeção de crescimento da economia, este ano, de 2,7% para 2,5%. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi divulgada nesta segunda-feira (30/09) pelo Banco Central, no Relatório Trimestral de Inflação. O BC também divulgou a projeção para o crescimento do PIB em quatro trimestres encerrados em junho de 2014 (2,5%).

PIB - De acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que calcula o PIB, a economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. O PIB – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – totalizou R$ 1,2 trilhão no período de abril a junho.  No acumulado do ano, a expansão foi 2,6% e, em 12 meses encerrados em junho, 1,9%. (Agência Brasil)

ÁSIA: China liberaliza regras para área de livre comércio

A China permitirá alguma liberalização para empresas de ativos mobiliários e futuros na área de livre comércio de Xangai, como parte da promessa do governo chinês de relaxar as restrições nos setores de serviços e financeiro, afirmou o vice-presidente do comitê da Área de Livre Comércio de Xangai, Dai Haibo, neste domingo (29/09), citando um memorando do órgão regulador de ativos mobiliários chinês. A área de livre comércio será lançada oficialmente na próxima terça-feira, segundo o Conselho Estatal da China, ou Gabinete.

Sinal verde - A Comissão Regulatória de Ativos Mobiliários da China (CSRC, em inglês) deu sinal verde para que a Bolsa de Xangai estabeleça uma companhia de energia destinada a impulsionar a construção de uma plataforma internacional de negociação de contratos futuros de petróleo, disse Dai. "Essa plataforma deverá atrair investidores para que participem do mercado de futuros local", o que contribui para a abertura do mercado de futuros da China à competição estrangeira", ressaltou Dai. As companhias e indivíduos qualificados na área terão permissão para fazer investimentos de "duas vias" e negociação em ativos mobiliários e futuros, acrescentou.

Títulos - As controladoras no exterior das corporações vão ser autorizadas a emitir títulos denominados em yuan no mercado interno, segundo Dai. A CSRC apoiará o estabelecimento de unidades especializadas na área de livre comércio por empresas de ativos mobiliários e futuros, e um primeiro grupo dessas empresas já está se preparando para estabelecer unidades de gestão de risco e de ativos lá, afirmou o vice-presidente do comitê.

Negociação de balcão - Além disso, as empresas de ativos mobiliários e de futuros terão permissão para fazer negociação de balcão no mercado de commodities e derivativos financeiros no mercado doméstico, disse Dai.

Teste - O governo da China afirmou em um comunicado na sexta-feira (27/09) que a área de livre comércio de Xangai é um teste para uma reforma em âmbito nacional. A área foi considerada como um passo importante na abertura de setores essenciais da economia chinesa para mais concorrência e capital privado. (Agência Estado)


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