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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3192 | 02 de Outubro de 2013

VISITA: Unicafes estreita relacionamento com a Ocepar

O Sistema Ocepar recebeu, na tarde desta terça-feira (01/10), a visita de Luiz Ademir Possamai, presidente da Unicafes/PR (União de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado do Paraná). Ele estava acompanhado dos assessores Dione Cristina Zanetti e Alcidir Mazutti Zanco e foi recebido pelo presidente João Paulo Koslovski e pelo superintendente José Roberto Ricken. O encontro teve o propósito de promover o estreitamento da relação existente entre as duas entidades.  “Nós temos um carinho especial pela Ocepar pela forma como trabalha a gestão, ajudando a melhorar as suas cooperativas. Temos que nos espelhar nisso para que as cooperativas da agricultura familiar e da economia solidária também adotem esquema semelhante de controle. A Ocepar e a OCB têm sido a referência do cooperativismo brasileiro, até porque já tem cem anos de história e não se constroem cem anos de uma hora para outra”, afirmou o presidente da Unicafes/PR.

Sistema – A Unicafes Nacional possui 1.200 cooperativas filiadas, 500 mil cooperados e está presente em 20 estados brasileiros, sendo que os da região Sul respondem por cerca de 60% do número de cooperativas filiadas e de cooperados. “No Paraná, a Unicafes teve início em 2005. Estamos com mais de 120 mil cooperados em todos os ramos de cooperativas: crédito, produção, comercialização, serviços e reciclagem. Estamos organizados em aproximadamente 200 municípios paranaenses. Temos muito a avançar no campo da agricultura familiar e economia solidária nas regiões noroeste, norte, norte pioneiro, onde há poucas cooperativas”, informou Possamai. De acordo com ele, a Unicafes/PR deve chegar até o final do ano com 200 cooperativas filiadas. “Hoje são 170, mas há 30 cooperativas que estão sendo monitoradas para filiação”, acrescentou.

Produção – Sobre as cooperativas de produção, ele também destacou a necessidade de ações direcionadas à area de gestão. “Nós reconhecemos na Ocepar o grande empenho em buscar a profissionalização das cooperativas. A maioria das que atuam no ramo agropecuário são bem estruturadas e focadas na agroindústria, principalmente. No nosso caso, as nossas cooperativas ainda estão muito no início, a maioria mal tem um escritório para atendimento. Não tem agroindústria, galpões ou armazéns. Temos que avançar muito nesse sentido. Muitos dos locais onde as cooperativas funcionam são alugados, ou seja, não há estrutura própria. Mas devagarinho chegaremos lá também, já que tem espaço para nossas cooperativas e estamos aqui conhecendo melhor a forma de gestão da Ocepar. As nossas cooperativas precisam melhorar bastante no campo da gestão porque essa é uma das deficiências que nos levam a não termos ainda grandes resultados no final do ano”, afirmou. Por outro lado, as cooperativas de produção ligadas à Unicafes têm alcançado destaque no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Esse ano, nós vamos comercializar em torno de  R$ 14 milhões, o que para nós já é uma surpresa, um bom volume perto do que outros estados brasileiros comercializam e faturam a partir desses programas governamentais”.

Crédito – Segundo Possamai, as cooperativas de crédito são as mais bem estruturadas no sistema Unicafes. “Elas trabalham basicamente com crédito rural e o nosso carro-chefe é o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que responde por 95% dos nossos financiamentos. São atendidos agricultores do antigo Pronaf C, ou seja, com menos de R$ 25 mil, tanto em custeio como em investimento. São pouquíssimos agricultores que chegam a financiar R$ 100 mil pelo Pronaf, ou pegam o volume total”, afirmou. “Mas hoje já temos cooperativas de crédito buscando trabalhar com linhas fora do Pronaf, principalmente quando o agricultor quer financiar uma máquina e melhorar bastante a sua produção. Nós já estamos buscando, via BRDE e Banco do Brasil, linhas de crédito para os demais produtores porque o grande objetivo é fazer com que o agricultor cresça e aquele que cresce, o Pronaf não consegue atender”, disse.

Sobras - Ainda segundo ele, a Unicafes tem maior controle sobre os resultados econômicos gerados pelas cooperativas de crédito e a perspectiva é de que encerrem o ano com crescimento. “No ano passado, elas tiveram R$ 24 milhões de sobras e a tendência esse ano não é muito diferente. Como não houve expansão no número de cooperativas, estamos esperando que as cooperativas de crédito atinjam entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões de sobras em 2013”, finalizou. 

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CMN: Resolução muda regra do Procap-Agro Giro

O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou, nesta segunda-feira (30/09), a Resolução nº 4.268 que, em seu artigo 2º, altera a regra de concessão de financiamentos do Programa de Capitalização das Cooperativas de Produção Agropecuária (Procap-Agro Giro). De acordo com a nova norma, as cooperativas poderão acessar o limite de R$ 50 milhões da modalidade capital de giro, descontado o valor do saldo devedor remanescente de operações realizadas a partir de julho de 2011. Antes, o desconto equivalia ao total financiado em operações anteriores, sem considerar o que já havia sido quitado pela cooperativa.

Clique aqui e acesse na íntegra a Resolução nº 4.268

SEBRAE/PR: Planejamento plurianual é apresentado a conselheiros

O Planejamento Plurianual do Sebrae/PR (PPA), referente ao período 2014-17, foi apresentado aos conselheiros da entidade durante  reunião realizada na manhã desta terça-feira (01/10), em Curitiba. O documento será submetido à apreciação do Conselho Deliberativo (CDE) no próximo dia 21. De acordo com o diretor superintendente do Sebrae-PR, Vitor Roberto Tioqueta, a ideia foi mostrar aos conselheiros como foi elaborado o documento, que traz as metas e ações divididas por projetos e regiões, discutir o conteúdo e coletar sugestões visando aprimorar o PPA. “O maior objetivo do nosso Planejamento Plurianual é atender a um grupo de metas mobilizadoras propostas pelo Sebrae Nacional e trabalhar setores estratégicos para atender as 124 mil micro e pequenas empresas existentes no Paraná, preparando-as para competir no Brasil e no exterior e promovendo o desenvolvimento do setor. O grande desafio é como fazer isso, com a estrutura enxuta que nós temos e com os projetos que estamos desenvolvendo. É um trabalho que contempla uma avaliação de qualidade onde queremos atingir nota sempre acima de nove”, destacou.

Avaliação - Foi a primeira vez que o Sebrae/PR promoveu uma discussão prévia do PPA, antes de submetê-lo ao CDE. O superintendente adjunto do Sistema Ocepar, Nelson Costa, que é conselheiro suplente, avaliou positivamente a iniciativa. “Foi uma forma inteligente de conduzir o processo. Ao levar o documento para análise prévia dos conselheiros, foi possível analisá-lo de forma pormenorizada e propor melhorias. Uma das propostas apresentadas foi que o Sebrae busque aumentar as parcerias e convênios com outras entidades, com o objetivo de reduzir os custos para os empreendedores”, afirmou Costa.  

O Sebrae/PR - O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos criada nos anos 1970 para dar apoio aos empresários de micro e pequenas empresas e aos empreendedores interessados em abrir o próprio negócio. No Brasil, são 27 unidades e 800 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, seis regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio de atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em desenvolvimento de empreendedores; impulso a empresas avançadas; competitividade setorial; promoção de ambiente favorável para os negócios; tecnologia e inovação; acesso ao crédito; acesso ao mercado; parcerias internacionais; redes de cooperação; e formação de líderes.

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RAMO CRÉDITO: Sistema OCB e Banco Central finalizam material sobre educação financeira

ramo credito 02 10 2013Um material inédito no Brasil está sendo preparado pelo Sistema OCB em parceira com o Banco Central. Trata-se do material didático do curso de educação financeira que deverá ser disponibilizado as cooperativas a partir do segundo semestre deste ano. O curso é uma iniciativa do Sistema OCB e do próprio BC que, recentemente concluiu que 75% da população brasileira são considerados analfabetos financeiros.

Conteúdo e metodologia de aplicação - O Banco Central forneceu todo o conteúdo do curso e o Sistema OCB está concluindo a metodologia de aplicação do material. Para isso, membros de um grupo técnico estão em Brasília. O grupo é composto por representantes dos estados do Ceará e do Paraná, além de técnicos das três áreas finalísticas (Gerência de Promoção Social, Gerência de Formação e Qualificação Profissional e Gerência de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas), e, também, da Gerência de Pessoas. Técnicos do Banco Central também integram à equipe. Neste encontro estão sendo fechadas a metodologia e a estratégia de descentralização do programa.

Público-alvo - A ideia é que as unidades estaduais promovam os cursos regionalmente, tendo como público-alvo: cooperados, empregados de cooperativas e familiares.

Turmas-piloto: O próximo passo será o teste da metodologia em duas turmas piloto, nas unidades do Paraná (14 a 18/10) e Ceará (28/10 a 1º/11). (Informe OCB)

 

SICREDI PR/SP: Encontro Jurídico Anual é realizado em Curitiba

Foi realizado, na última sexta feira (2709), em Curitiba, o Encontro Jurídico Anual, promovido pela Central Sicredi PR/SP. No evento, os advogados de cerca de 50 escritórios que atendem às cooperativas de crédito puderam debater os assuntos relevantes de várias áreas do direito. O encontro também serviu para solucionar eventuais dúvidas e dificuldades encontradas pelos advogados no dia-a-dia dos escritórios. Foram trazidas à pauta questões envolvendo o relacionamento dos profissionais com o Sicredi e as cooperativas, com troca de experiências e apresentação de casos de sucesso. De acordo com a assessora jurídica da Central Sicredi PR/SP, Priscilla Claudia de Oliveira Pereira, o maior envolvimento dos escritórios de advocacia é um resultado imediato do crescimento da instituição. Daí a importância destes encontros. "É fundamental que haja um nivelamento entre a ação dos escritórios e o Sicredi. Para isso, é necessário que os profissionais atentem para as orientações sistêmicas expostas nas reuniões", destaca.

Determinantes - Um dos participantes do evento foi Miguel Melhem Neto, cujo escritório presta serviços para duas cooperativas Sicredi no Paraná. Para o advogado, estes encontros são determinantes, pois os temas debatidos trazem aos envolvidos a oportunidade de conhecer as expectativas do Sicredi em relação ao posicionamento e às ações que lhe competem. Melhem explica que a maior dificuldade encontrada pelos advogados está nas inúmeras teses jurídicas que podem ser aplicadas ao caso concreto. Para ele, eventos como esse, esclarecem qual, dentre tantas teses, a instituição espera que os profissionais adotem.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 2,4 milhões de associados e 1.232 pontos de atendimento, em 10 Estados* do País. Organizado em um sistema com padrão operacional único conta com 106 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais - acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

*Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

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LAR: Unidade Industrial de Rações é inaugurada em São Miguel do Iguaçu

Foi inaugurada, no dia 28 de setembro, na Linha São Vicente, município de São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, a Unidade Industrial de Rações da Lar, com a presença de associados, fornecedores, autoridades do município e da cooperativa. É a terceira unidade industrial cooperativa, cujo objetivo é a fabricação de rações para bovinos de leite e de corte.

Demanda - Segundo o diretor-presidente da Lar,  Irineo da Costa Rodrigues, o empreendimento atende a uma demanda existente para o gado leiteiro que, até então, não contava com capacidade operacional para ser concretizado e por isso o mercado era atendido por empresas de fora da região. “Dessa forma, era necessário instalar a Unidade Industrial de Rações, que vai agregar valor à produção primária, gerar empregos e tributos aqui, atendendo o mercado existente”.

Agradecimento - O prefeito de São Miguel do Iguaçu, Claudio Dutra, enalteceu o trabalho desenvolvido pela cooperativa em seus mais diversos setores e agradeceu por mais esta obra no município. “A cada ano, o município recebe investimentos da cooperativa, seja na área de supermercados, recepção de grãos e, agora, com a Unidade Industrial de Rações. Somos gratos e somos parceiros, pois essa ação conjunta resulta em melhorias para todos” disse.

Cooperados - O associado José Carlos Colombari, morador e produtor rural no município, também destacou essa ação conjunta que resulta na agregação de valor, com a transformação de cereais como soja e milho em ração, gerando empregos e tributos. “É como a história da Cooperativa Lar, que completou 50 anos em março de 2013. São muitos pequenos produtores rurais, pois mais de 80% do quadro de associados tem menos de 50 hectares, que juntos fazem uma grande empresa, respeitada no Brasil e no exterior, que é a Cooperativa Lar”, externou o associado, que é também Conselheiro de Administração da cooperativa. André Périco, associado pela Unidade de São Miguel do Iguaçu e Conselheiro Fiscal da cooperativa, também reforçou e parabenizou todos pela ação conjunta. Ele ressaltou ainda que o setor leiteiro vive um bom momento e que  investimento era aguardado com ansiedade, ocorrendo num momento muito positivo do mercado de leite, o que reforça a sua necessidade de implantação. (Imprensa Lar)

Unidade Industrial de Rações – São Miguel do Iguaçu

- Área construída de 1.600m2;

- Capacidade de produção de 20 toneladas/hora; 

- Planejada para ampliação de uma segunda linha com um total de 40 ton/hora;

- Produção exclusiva para bovinos (gado de corte e de leite) atendendo a legislação vigente;

- Produção de ração farelada, peletizada, a granel e ensacadas;

- Geração de 16 empregos diretos e 42 empregos indiretos; 

- Investimento de R$ 7,5 milhões; 

- Sistema de dosagem, moagem, mistura e peletização toda automatizada; 

- Sistema de carregamento de rações a granel automatizado; 

- Inicialmente iremos operar um turno; 

- Produziremos em um turno/dia 160 toneladas (capacidade); 

- 4.160 toneladas mês estimando 26 dias trabalhados;

- Maquinários 100% nacionais; 

- Duas ensacadeiras com capacidade de 16 sacos por minuto, resultando em 960 sacas por hora; 

- Capacidade de armazenamento de matéria prima a granel 264 toneladas; 

- Capacidade de estocagem (expedição) 233 toneladas. 

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COAMO: Livro sobre Manejo Integrado de Percevejos é lançado com a Embrapa/Soja

Mais de 200 técnicos em três estados estiveram envolvidos em um trabalho sobre o Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido pela Coamo Agroindustrial Cooperativa e a Embrapa/Soja. Os resultados do trabalho foram editados em um livro, lançado na 33ª Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil, em Londrina, nos dias 13 e 14 de agosto.

Dúvidas - A pesquisa respondeu diversas dúvidas que o setor ainda possuía sobre a validade do manejo para o controle de percevejos. Os resultados comprovaram que a qualidade (vigor e viabilidade) da semente de soja obtida é idêntica a do sistema de manejo de percevejos do produtor, com a vantagem de exigir um número menor de pulverizações de inseticidas. Para a sociedade isso garante um produto com menos defensivo e ao produtor redução de custos.

Uso racional - Os pesquisadores explicam que o uso racional de inseticidas se tornou uma necessidade e uma exigência crescente para a produção brasileira de soja. “Há um desafio de produção sustentável, visando a redução dos impactos ambientais e evitando a imposição de barreiras comerciais à exportação brasileira de soja e derivados.” Além disso, a ocorrência de populações de percevejos resistentes a inseticidas e surtos populacionais de pragas secundárias, como lagartas e ácaros, se tornaram frequentes nas lavouras de soja do Brasil.

Controvérsias -  “A pesquisa põe um final a uma onda de controvérsias e falácias sobre o MIP, no tocante à sua aplicabilidade e resultados”, explica o engenheiro agrônomo da cooperativa e Coordenador da Fazenda Experimental, Joaquim Mariano Costa. Ele explicou que estudos aconteceram em 189 localidades de todos os estados da área de abrangência da cooperativa. “Foi validado de maneira definitiva e inquestionável todas as dúvidas existentes sobre os parâmetros fixados pela pesquisa visando aplicação no manejo de percevejos na cultura da soja no Brasil”, complementa.  

Impacto - Ele relatou que os percevejos são atualmente um dos fatores mais impactantes entre as pragas que atacam o sistema produtivo. “No cenário atual da sojicultora brasileira, as táticas de manejo integrado foram negligenciadas, o seu uso foi muito reduzido, contribuindo para um aumento nas aplicações de inseticidas”, revela antes de acrescentar que esse procedimento desencadeou problemas mais sérios com pragas considerando-se níveis e diversidade, assim como a ocorrência de populações de insetos resistentes, levando a ambientes totalmente desequilibrados.

Viabilidade - Costa destacou que os resultados obtidos nas unidades conduzidas durante as safras 2010/2011 e 2011/2012 indicam que os critérios recomendados pelo MIP são viáveis no sistema produtivo da soja. Para isso, o monitoramento dos percevejos é fundamental na tomada de decisão de controle e, deve continuar até a fase de maturação da soja. “É importante acrescentar também que os danos variaram de região para região e estiveram diretamente relacionados às diferentes intensidades de ataque da praga.”

Presença - Ainda segundo Costa, a Coamo esteve intensamente presente junto com a pesquisa na implantação e desenvolvimento do MIP desde o seu lançamento na década de 70. Ele lembra que em 1981 a Coamo lançou um programa inédito de controle biológico de pulgões do trigo, em 1985 em nível de Brasil foi instalado o primeiro laboratório particular para a produção do inseticida biológico Baculovirus anticarsia, na década de 90 esteve junto com um grupo de trabalho para implantação, monitoramento e estudos do controle biológico de percevejos na microbacia do Rio do Campo, em Campo Mourão. “Esses e outros trabalhos mostram que a Coamo sempre esteve preocupada com a sustentabilidade da agricultura.”

Outra constatação - Outro dado levantado mostrou que as aplicações para o controle dos percevejos antes do início do desenvolvimento de vagens não resultaram em melhoria da produtividade ou da qualidade dos grãos, e também não reduziram a densidade populacional de percevejos na fase crítica da soja ao dano da praga. A redução da eficiência de controle ocorreu quando as aplicações foram realizadas com densidades populacionais de percevejos muito acima do nível de controle.       

Manejo Integrado de Percevejos - Muitos ainda acreditam que quando se fala em manejo significa não aplicar defensivos na lavoura. Contudo, é preciso mudar essa ideia, segundo o supervisor do Departamento Técnico, Luiz Carlos de Castro. “O manejo é fazer a aplicação com critérios técnicos, ou seja, saber o momento certo de cada ação”, esclarece. Castro explica que a hora certa da aplicação é o que faz a diferença, e o produtor não deve antecipar o controle de percevejos. “Ele tem que fazer o controle na fase do enchimento do grãos. É nesse período que as populações de percevejos aumentam. Ele tem que realmente ter atenção e fazer o monitoramento e o controle”, orienta.

Insetos - Outro aspecto destacado pelo supervisor técnico é a necessidade de tomar cuidado com os insetos, como se todos fossem praga. “Existem insetos que realmente prejudicam a lavoura e temos outros benéficos, que chamamos de inimigos naturais . Eles fazem o controle biológico. Por este motivo, o produtor precisa conhecê-los e aplicar produtos seletivos para eles, pois eles fazem o controle biológico sem custo nenhum para o produtor, basta preservá-los”.

Pano de batida – Um importante aliado do MIP é o pano de batida, uma ferramenta que permite ao produtor em um período muito curto obter uma boa avaliação da área e a quantidade na mão. Castro reforça que o pano de batida não deixou de ser eficiente com as novas tecnologias. “Sem o pano de batida, os insetos caem no chão e você os perde de vista. Então, o pano é uma ferramenta simples, barata e rápida”, afirma o engenheiro agrônomo.

Pesquisa – A pesquisa foi conduzida pela bióloga Beatriz Spalding Corrêa-Ferreira, pela licenciada em matemática Maria Cristina Neves de Oliveira e pelos engenheiros agrônomos, Luiz Carlos de Castro, Samuel Roggia, Nei Leocadio Cesconetto e Joaquim Mariano da Costa.

Serviço – Exemplares do estudo estão disponíveis na sede da Embrapa Soja, em Londrina. (Imprensa Coamo, com informações da Embrapa/Soja)

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COPACOL: Bom momento para semear a soja

Com as boas condições climáticas registradas nos últimos dias, os produtores associados à Copacol estão realizando a semeadura da soja que, nesta semana, vive o pico da semeadura, que promete ter nesta safra a maior área de plantio na região da cooperativa.  O mercado do grão e o clima favorável são os grandes responsáveis pelo interesse do produtor no cultivo da soja.

Área - Na área de atuação da Copacol, serão semeados mais de 110 mil hectares. Dessas, de acordo com informações do Departamento Técnico cerca de 40% já foram semeados. O engenheiro agrônomo, Fernando Fávero, orienta os produtores que já realizaram a semeadura, para que fiquem atentos quanto ao controle de ervas daninhas, mas acima de tudo está o controle de pragas, principalmente quanto à lagarta Helicoverpa armigera,  que atualmente é considerado um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores de soja no país.

Positivo - “Vivemos um bom momento para a semeadura, o clima está favorável e o bom índice de germinação das sementes da cooperativa garantem ao produtor um bom plantio da cultura. Uma boa semeadura gera uma boa germinação e essa aliada a outros fatores positivos faz a diferença na hora da colheita”, conclui o engenheiro agrônomo. (Imprensa Copacol)

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COCAMAR I: Cooperativa recebe prêmio “Top Of Mind”, em Maringá

Em temporada de prêmios, a Cocamar acaba de receber mais um. Realizada pela Adecon – empresa júnior de consultoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a pesquisa Top Of Mind 2013, de âmbito municipal, divulgou os vencedores na noite de terça-feira (01/10), em evento no Buffet Moinho Vermelho, e a cooperativa se sobressaiu, mais uma vez, como a empresa mais lembrada na classificação geral. Representada pelo superintendente Administrativo e Financeiro, Alair Zago, e pelo gerente de Relações Humanas, Marçal Siqueira, a Cocamar foi um dos destaques da solenidade que contou com a presença de autoridades, empresários, acadêmicos e representantes da instituição de ensino.

A Adecon - Fundada em 1992, a Adecon é vinculada aos cursos de Administração, Ciências Econômicas e Ciências Sociais e o “Top Of Mind” identifica as marcas locais mais lembradas pelos maringaenses em seus respectivos segmentos. A consultoria tem o apoio do Gipem (Grupo Interdisciplinar de Estudo e Pesquisa em Marketing), um dos mais importantes grupos de pesquisa na área mercadológica de Maringá.

Sustentabilidade – A propósito, no próximo dia 22 a Cocamar recebe em São Paulo o prêmio de campeã em sustentabilidade do agronegócio brasileiro, durante o lançamento do Anuário de Agronegócios 2013 da Revista Globo Rural. (Imprensa Cocamar)

COCAMAR II: Manejo integrado do psilídeo será realizado de 14 a 19 deste mês

Com a participação da Cocamar, a segunda etapa do manejo integrado do psilídeo, o inseto transmissor da bactéria causadora do greening, a mais temida doença dos pomares de laranja, acontece no Paraná no período de 14 a 19 deste mês. A primeira foi em abril. O controle do inseto, feito ao mesmo tempo e de forma organizada em todas as regiões produtoras do Estado, é estratégia indispensável para evitar o alastramento da doença, segundo explica a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), ligada à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Infestação - De acordo com técnicos, na região noroeste do Paraná o índice de infestação é de 2%, mas em pomares do norte do Estado esse percentual chega a 4% e, no País, a média é de 7%. Como não há tratamento para o greening, árvores que apresentam sintomas da doença são erradicadas.

Assustado - Mesmo sendo um produtor de laranja que se considera atento e cuidadoso, João Pasquali, dono de 120 alqueires de pomares no município de Alto Paraná, próximo a Paranavaí, diz que está assustado com o avanço da enfermidade, levando em conta o número de árvores doentes que aparecem a cada ano. Para ele, o manejo integrado é uma forma eficaz de combater o inseto “e precisa ser bem feito para que a citricultura não fique comprometida no futuro”.

Esforço conjunto - Além da Cocamar, participam do esforço conjunto a cooperativa Integrada e as empresas Nova (de Nova América da Colina) e Citri (de Paranavaí). (Imprensa Cocamar)

SABER COOPERAR: Cooperativas são presenças constantes na vida do brasileiro

saber cooperar 02 10 2013Reportagem de capa da revista Saber Cooperar deste bimestre mostra que, embora nem todo mundo perceba, as cooperativas já fazem parte do dia a dia de pelo menos 33 milhões de brasileiros.  A matéria traz vários exemplos de pessoas que estão sendo beneficiadas pelos serviços e produtos oferecidos pelo cooperativismo brasileiro. Abaixo, o início da reportagem:

O dia começa e a professora universitária Carolina Lopes, 36 anos, se organiza para começar mais um dia de trabalho. Exatamente às 7h40, ela dá seu primeiro telefonema. Do outro lado da linha, uma voz feminina responde, com alegria: “Seja bem-vindo à Unitáxi. Disque um, se deseja um táxi para o seu endereço residencial; número dois, se deseja um táxi para o seu endereço comercial, ou três, para falar com um atendente”. Em menos de cinco minutos, estaciona em frente à sua residência o carro do taxista Alexandre Nunes, que acabara de receber o chamado por um exclusivo sistema eletrônico do seu celular, ligado direto à internet e a um servidor da operadora.

Seu veículo era o mais próximo à localização da passageira, cujo endereço estava antecipadamente cadastrado e visível em seu GPS. O serviço é um dos diferenciais oferecidos pela Unitáxi – cooperativa brasiliense que, em vias de completar quatro anos no mercado, já reúne mais de 250 motoristas e é uma das que mais cresce em número de cooperados e de novos clientes.

Na Unitáxi há um ano, o motorista vê no cooperativismo o modelo que melhor se encaixa na sua filosofia de trabalho. “Nessa profissão, priorizei garantir a minha própria segurança e a dos passageiros. Ao descobrir que ainda é possível trabalhar em prol da coletividade, tudo caiu como uma luva na minha consciência; afinal, a ideia do cooperativismo é promover o bem-estar de todos os envolvidos. E, nesse caso, não somos empregados, mas empresários sustentando, juntos, o mesmo negócio”, diz ele.

No carro, que define como sendo seu “ambiente de trabalho”, Alexandre investiu em diversos itens voltados ao conforto dos clientes, como aparelho de DVD player, carregadores para todos os modelos de telefones e notebooks, localizadores via satélite e conexão wi-fi grátis.

Procurar agradar aos clientes para ser mais competitivo é uma orientação da cooperativa e uma preocupação de todos os cooperados, ressalta ele. Enquanto a viagem transcorre, Carolina comenta sobre sua preferência pelo táxi cooperativo. “É a certeza de não ser atendida por um motorista “pirata”, além de ter segurança e tranquilidade. Eles nunca atrasam e com um simples toque no telefone, no momento da chamada, sabem onde me encontrar. Um tipo de atenção que, sem dúvidas, fideliza o cliente”, elogia a passageira, ela mesma uma usuária fiel de vários serviços do setor cooperativista. “Vejo que é uma tendência de todas as pessoas se fidelizarem quando sabem que, por trás de vários serviços, está uma cooperativa, um modelo mais humano de se relacionar com o mercado”, comenta ela, no confortável ar-condicionado do automóvel.

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ARMAZENAGEM: Conab vai investir R$ 500 milhões em silos

armazenagem 02 10 2013A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai investir quase R$ 500 milhões até 2015 para melhorar a estrutura de armazenagem do governo. Os recursos serão usados para expandir em 43% sua capacidade de estocagem - das atuais 1,96 milhão de toneladas para 2,81 milhões. Do total, 685 mil toneladas devem vir da construção de 10 novas unidades e 42 mil toneladas da reforma de outras 80.

Ordem - Segundo o presidente da Conab, Rubens Rodrigues dos Santos, a ordem para ampliar e modernizar a rede pública de armazenagem partiu da própria presidente Dilma Rousseff. A determinação, explica, é aumentar a capacidade estatal em regiões-chave do ponto de vista logístico, visando a acelerar o escoamento da produção agrícola no território nacional.

Estratégia - "Essa nova estratégia da Conab contempla a construção de armazéns próximos às novas fronteiras agrícolas. Com isso, vamos apoiar o produtor para que ele não precise comercializar a sua produção imediatamente e possa esperar um preço mais competitivo", afirmou ele.

Melhoria logística - Rodrigues disse ainda que o plano prevê a melhoria da logística de escoamento entre regiões produtoras e distribuidoras, como entre Anápolis (GO) e São Luís (MA). "Vamos poder enviar a produção de trem até o Porto de Itaqui e reduzir o custo na logística, diminuindo o preço ao consumidor final", acrescentou.

Meta - A meta da Conab é desembolsar R$ 250 milhões em 2014 para a reforma de 26 unidades - 19 no Semiárido nordestino, quatro em Mato Grosso e uma no Paraná - e na construção de quatro novos silos - em Luís Eduardo Magalhães (BA) e São Luís (MA), com capacidade de 100 mil toneladas cada, e Anápolis (GO) e Xanxerê (SC), com 50 mil toneladas cada.

Reforma - Outros R$ 237 milhões devem ser investidos em 2015 na reforma de 52 unidades em todo o país e na construção de outras seis plantas. Em três delas - nos municípios de Petrolina (PE), Quixadá (CE) e Estrela (RS) - a capacidade será de 50 mil toneladas cada. Esse volume será de 60 mil toneladas em Campina Grande (PB), 75 mil em Viana (ES) e 100 mil em Eliseu Martins (PI).

Capacidade - O presidente da Conab destacou que as reformas devem ampliar em 34 mil toneladas a capacidade de armazenamento dos Estados do Nordeste. Serão 4 mil toneladas na Bahia, 8 mil no Ceará, 2 mil em Alagoas, 9 mil na Paraíba, 6 mil no Piauí e 5 mil no Rio Grande do Norte.

Projetos - Somente na elaboração dos projetos serão investidos R$ 13 milhões por meio de um convênio já assinado com o Banco do Brasil. Depois de elaborados os projetos, serão lançados os editais de contratação das obras.

Contratação - De acordo com a comissão interna criada para conduzir o processo de ampliação e modernização dos armazéns, Currais Novos (RN) e Entre Rios (BA) podem ter a ordem de serviço contratada ainda em 2013.

Linha - Para fim de reduzir o déficit de armazenagem no país, estimado em 40 milhões de toneladas, o governo disponibilizou ainda na safra 2013/14 uma linha de R$ 5 bilhões destinada a financiar a construção de silos privados. O objetivo é renovar essa linha nas próximas cinco safras, totalizando R$ 25 bilhões. (Valor Econômico)

 

SAFRA 2013/14: Retorno do sol acelera o plantio no Paraná

safra 02 10 2013O plantio de soja deve passar de 10% e o de milho de 50% nos próximos dias no Paraná com o retorno do sol, conforme os técnicos do setor. O cultivo da safra de verão avança com um pequeno acréscimo de última hora na área da soja, mostrou o último balanço do Departamento de Economia Rural (Deral), e ainda devem ocorrer novos ajustes.

Ganho - A oleaginosa ganhou 12,8 mil hectares (11,6 mil do milho e o restante do feijão das águas), que reforçaram a expansão de 4% na área a ser plantada, agora projetada em 4,86 milhões de hectares. Com as 700 mil hectares do milho e as demais lavouras, a safra de verão ocupa 5,82 milhões de hectares no Paraná, a maior área já plantada na estação, com crescimento de 0,3% sobre 2012/13.

Mato Grosso - Em Mato Grosso, as atividades também começaram lentamente e só nesta semana devem ultrapassar 2% da área recorde de 8,3 milhões de hectares projetada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) para a soja. Regiões como a de Sorriso, capital brasileira da soja, esperam chuvas mais volumosas. A previsão para o município é de chuvas isoladas durante esta semana.

Safra ampliada - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) finaliza nos próximos dias a primeira projeção sobre a área e a produção de grãos de 2013/14. O documento sai dia 9, mas o setor privado vem confirmando expansão. Para a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o Brasil vai produzir um recorde de 86 milhões de toneladas de soja. A projeção foi divulgada ontem. A entidade considera o ano industrial 2014/15 (fevereiro/janeiro), que abrange a colheita da temporada 2013/14. Em 2013/14 (ano industrial), a produção brasileira foi de 81,6 milhões de toneladas, a maior colheita da história até o momento, nas contas da Abiove. (Gazeta do Povo)

 

RESTRIÇÃO: Rússia proíbe importação de carne suína de 10 empresas do Brasil

O Serviço de Inspeção Agrícola e Criação de Gado (SIAG) da Rússia informou, nesta quarta-feira (02/10), que dez frigoríficos do Brasil estão proibidos de fornecer seus produtos para o mercado da União Aduaneira (UA), formada por Rússia, Belarus e Cazaquistão. A decisão foi tomada depois da inspeção realizada por veterinários russos em 18 empresas brasileiras. Foram constatados "descumprimentos generalizados e alguns particulares" das normas sanitárias da UA na maioria delas, segundo comunicado do SIAG.

Presença - As inspeções revelaram a presença de ractopamina (uma substância para estimular o crescimento muscular dos animais proibida na Rússia) na carne de porco à venda no Brasil, o que, segundo as autoridades russas, não exclui a possibilidade de que esta possa ser exportada à União Aduaneira.

Outras inspeções - O chefe do SIAG, Sergei Dankvert, advertiu que, dependendo de outras inspeções, a Rússia pode estender a proibição para toda a carne de porco produzida no Brasil. "Se durante futuras inspeções constatarmos que os serviços veterinários do Brasil são uma mera formalidade para a inclusão de novas empresas na lista de exportadores para a Rússia, restringiremos a carne de porco procedente de todo o país", disse Dankvert. O Brasil é o segundo maior exportador de carne de porco e aves para a Rússia. No ano passado, as empresas brasileiras forneceram 124,4 mil toneladas destes produtos no valor de quase US$ 400 milhões. (EFE / Gazeta do Povo)

INFRAESTRUTURA: Governo ampliará prazo de concessão de novos portos

infraestrutura 02 10 2013O governo acolheu uma das principais reivindicações da iniciativa privada e irá rever para cima os prazos dos contratos das futuras licitações portuárias, conforme adiantou o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor. A duração dos contratos será ajustada para até 25 anos, renováveis por igual período, como prevê a Lei dos Portos. Essa era uma das maiores críticas do setor, que não via atratividade em investir em áreas com tempos de arrendamento considerados curtos - com validade entre sete e dez anos, em alguns casos - no primeiro pacote de licitações, que inclui os portos de Santos e do Pará.

Ajuste - "A maioria será ajustada. E não só os de Santos e do Pará, os futuros também", disse o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito, no evento "Brasil 2030 - Infraestrutura Portuária: O novo modelo e oportunidades", promovido pelo Valor. Brito, contudo, não especificou quais editais terão os prazos ampliados. "Em Santos pode ter um ou outro que não chegue a 25 anos". Os prazos curtos integravam uma estratégia para compatibilizar o fim dos contratos de áreas próximas e reordená-las em grandes terminais, visando o ganho de escala na movimentação de cargas. O governo não desistiu da estratégia, mas a forma de fazê-lo será pensada mais adiante.

Novos arrendamentos - O governo fechará, até sexta-feira (04/10), os ajustes nos editais para as licitações de novos arrendamentos de terminais nos portos de Santos (SP) e do Pará, segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. "Vamos fazer os ajustes compatíveis com o que nós estamos propondo, adequar e justificar tudo", afirmou a ministra. Segundo ela, os editais deverão ser levados ao Tribunal de Contas da União (TCU), na segunda-feira.

Adiantamento - A estimativa é adiantar o cronograma original e lançar as 31 concorrências de Santos e do Pará na primeira quinzena de novembro. Originalmente a data era 25 de outubro. "Se o TCU tiver condições de analisar, podemos antecipar", disse Brito.

Segmentação - Outra alteração que será encampada nos editais será a segmentação de áreas para líquidos, no Pará. Originalmente o porto de Miramar teria um grande terminal para granéis líquidos, que será dividido em três para segmentos específicos de combustíveis.

Manifestações - A Antaq recebeu 3.100 manifestações com pedidos de alteração nas minutas dos editais. Uma das maiores críticas recaiu sobre os valores dos aluguéis dos arrendamentos, considerados altos. A iniciativa privada entendeu que o governo embutiu no preço do aluguel das áreas o valor de outorga, critério eliminado pelo governo no novo modelo portuário. Mas a Antaq não entendeu assim. "Refizemos os cálculos e as contas estão fechando", disse Brito.

Receptividade - As mudanças agradaram os empresários, mas não o suficiente, afirmou Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP). Para ele, além do aumento dos prazos, outros três aspectos são fundamentais: definição exata das áreas a serem licitadas, revisão dos valores de aluguel, e garantia de que o poder público fará a dragagem, pois os editais definem os modelos de navios que frequentarão os terminais.

Crítica - Empresários presentes ao evento também criticaram a decisão do governo em anunciar o segundo bloco de licitações sem ter respondido a totalidade das mais de 3 mil questões sobre o primeiro pacote. Originalmente as minutas de editais do segundo pacote seriam publicadas até o início da próxima semana. Mas a Antaq disse que elas estariam disponíveis já a partir de hoje. O pacote contempla 17 áreas, sendo dez no porto de Paranaguá (PR) e sete nos portos de São Sebastião (SP), Aratu e Salvador (BA). Em princípio o porto paranaense teria 25 áreas passíveis de licitação, mas elas foram revistas e adensadas.

Relicitações - As relicitações do segundo bloco aumentarão em 51 milhões de toneladas a capacidade anual de movimentação nesses portos. As audiências presenciais devem ocorrer nos dias 14,16 e 18. Como parte do esforço para reduzir os custos do setor, o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, destacou que a Comissão Nacional para Assuntos de Praticagem publicou, no último dia 26, a metodologia de regulação de preços do serviço de manobras cobrados dos armadores nos portos.

Referência - A referência para regular os preços é o modelo adotado nos Estados Unidos, de monopólio regulado, disse o secretário de planejamento e desenvolvimento portuário da Secretaria de Portos (SEP), Rogério Menescal. "A praticagem é um monopólio e precisa ser regulado. Com a metodologia vamos ter acesso aos custos do serviço". Após o dia 26 as praticagens terão 30 dias para entregar a planilha de custos. Ao fim desse prazo, caso o descumpram, a SEP e a Marinha usarão dados nacionais e internacionais para balizar os preços, disse Menescal. O modelo será aplicado primeiramente nos portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória. A expectativa é que haja redução dos preços em cerca de 60 dias. (Valor Econômico

 

FGV: Fórum debate câmbio e abertura comercial

fgv 02 01 2013Economistas sugerem mudanças de política cambial e comercial como forma de dobrar a renda per capita em 15 anos, assunto debatido nesta terça-feira (01/10) no 10º Fórum de Economia da FGV, em São Paulo. Renato Baumann, do Ipea, defende abertura comercial gradual, mas bem sinalizada, mantida num período de tempo longo, focada sobretudo nos bens de produção. "Em quanto tempo não sei. Mas o importante é que o caminho é o contrário à tendência protecionista que temos seguido." Para ele, a medida é essencial para a inserção do país nas cadeias globais de produção.

Custos sociais - Baumann destaca que a abertura comercial não pode ser abrupta. "Opções radicais de abertura comercial a curto prazo podem resultar em custos sociais mais elevados do que os ganhos da eficiência produtiva." O economista estima que a importação de bens e serviços corresponde a 13,9% do PIB, considerando dados de 2012. Segundo ele, números do Banco Mundial mostram que nenhum outro país possui um índice mais baixo do que o do Brasil de abertura para importações.

Papel fundamental - Eliane Araújo, professora da Universidade Estadual de Maringá (PR), defendeu que o câmbio tem papel fundamental para o crescimento econômico. Segundo ela, as experiências internacionais mostram que os casos recentes de rápido crescimento econômico apresentaram taxa de câmbio relativamente desvalorizada.

Sugestões - Ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, pondera as sugestões de política cambial e comercial. "O câmbio apreciado pode ser bom para uns e ruim para outros." Ele exemplifica com produtos de alta tecnologia, como a Embraer, que importa muito, mas também exporta. "Esse é o grande dilema, temos que importar mais, mas com base em capital local e geração de tecnologia." Barbosa também destaca a necessidade de um debate maior sobre as redução de tarifas de importação. "Há uma grande discussão sobre isso, inclusive dentro da própria indústria", diz ele. Barbosa exemplifica com o aço, que coloca em lados opostos a indústria do aço e a que tem o produto como insumo. "Essa discussão precisa ser feita, se vamos baixar tarifas para insumos básicos ou para bens finais e quais bens finais."

Dependência - O cientista social Mariano Francisco Laplane, presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), disse que o esforço que o Brasil precisa fazer para reativar seu setor industrial não pode depender apenas da política industrial do governo. "Competitividade depende das empresas com um novo tipo de qualificação. O fluxo intrafirmas no contexto de globalização e pós-crise passa a ser parte de sistemas muito complexos."

Real - O economista José Luis Oreiro, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), argumenta que, a despeito da recente desvalorização, o real sobrevalorizado torna inviável para as indústrias manter os atuais padrões de ganho real de salários e ampliar produtividade. Ele defende a redução real dos reajustes salariais. "Não é algo a ser feito da noite para o dia, nem nesse valor de 48% da sobrevalorização da moeda. A redução do ganho real de salários, em torno de 20%, dever ser algo a ser feito em cinco, seis anos. A mudança deve ser coordenada com ajuste fiscal." (Valor Econômico)

 

BRASIL: Balança comercial registra superávit em setembro, mas tem déficit no acumulado do ano

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,147 bilhões em setembro. O saldo positivo resulta de exportações no valor de US$ 20,996 bilhões e importações de US$ 18,849 bilhões. No ano, a balança continua deficitária, em US$ 1,622 bilhão. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (01/10) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Mensal - Apesar de superavitário, o resultado mensal ficou 15,9% abaixo do verificado em setembro de 2012 (US$ 2,553 bilhões). No acumulado do ano, é a primeira vez, desde 1999, que o resultado de janeiro a setembro é negativo. Nas exportações mensais, as vendas de produtos básicos tiveram leve crescimento de 0,4%. Destacaram-se a soja em grão, cujo comércio foi 65,9% maior do que em igual período de 2012, e a carne bovina, cujas vendas cresceram 7,9%. As vendas externas de produtos de maior valor agregado recuaram 11% para os manufaturados e 8,2% para os semimanufaturados.

Importações - Quanto às importações, caíram as compras de bens de capital (-7,2%), de combustíveis e lubrificantes (-3,4%) e de bens de consumo (-2,6%). Cresceram as de matérias-primas e produtos intermediários (0,6%). (Agência Brasil)

LIVRE COMÉRCIO: Saúde quer sair da lista de oferta do Brasil à UE

A oferta do Brasil de abertura de mercado em um acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia (UE) sofreu abalos e resistência de ultima hora, comandados pela ação política de um ministério pouco envolvido nesse tipo de negociação: o Ministério da Saúde. O Valor apurou que a oferta brasileira estava pronta para ser submetida à aprovação da Câmara de Comércio Exterior (Camex), em meados de setembro, mas a decisão foi adiada devido à intervenção do ministro Alexandre Padilha. Pré-candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, Padilha usou sua influência no governo para tentar obter a retirada da lista de liberalização de produtos vinculados ao setor de saúde, incluindo equipamentos para o setor.

Tema sensível - O tema é tão sensível que poucas pessoas aceitam tocar no assunto. Oficialmente, o adiamento da reunião da Camex foi necessário por causa das viagens do novo ministro das Relações Exteriores, Luiz Figueiredo, a Washington e Buenos Aires, no mês passado. A Camex marcou nova reunião para amanhã para examinar a oferta brasileira. O ministro da Saúde não faz parte da Camex.

Nível técnico - No nível técnico, a oferta está fechada e sem divergências. Aparentemente, após a resistência de Padilha, não entrou nem saiu nada da lista de liberalização. No entanto, durante a reunião, os ministros membros da Camex poderão fazer suas considerações políticas. Por isso, ninguém na Esplanada dos Ministérios se arrisca a apostar que nada mudará no documento.

Risco - O resultado do pedido do Ministério da Saúde, se atendido, é simples: sem produtos do setor de saúde, o Brasil não consegue fazer uma oferta cobrindo pelo menos 90% do comércio, como foi acertado com os europeus. Ou seja, não só a oferta fica em risco, mas também o desbloqueio da negociação.

Sinal de alarme - A resistência do Ministério da Saúde deflagrou um sinal de alarme entre alguns empresários. Afinal, depois de muito tempo o setor privado deu uma reviravolta e passou a apoiar o acordo Mercosul-UE. O setor de eletrônica, antes um dos mais protecionistas, agora é a favor da negociação, para surpresa de outros segmentos industriais.

Eliminação da tarifa de importação - A oferta brasileira, fechada antes da interferência do Ministério da Saúde, previa eliminação das tarifas de importação para cerca de 80% do comércio com os europeus no prazo de dez anos. Os outros 10% envolvem setores considerados sensíveis, como automotivo, químico, máquinas e equipamentos, com prazo de 15 anos para a alíquota chegar a zero no comércio com os europeus.

Negociação - Uma vez aprovada a oferta brasileira, internamente, ela será levada para negociação no Mercosul, para a oferta final do bloco. Na verdade, haverá dois ritmos, porque a abertura do mercado argentino será mais lenta que a dos parceiros. A Argentina tanto pode escolher entre ter uma lista diferente de produtos a serem liberalizados, ou ter mais prazo para abrir seu mercado. É a maneira de acomodar o governo de Cristina Kirchner.

Consulta - Depois de muito tempo sem fazer nada, o governo argentino começou a ouvir alguns setores, como químicos e siderúrgicos, para fazer sua oferta. A Venezuela surpreendeu positivamente, ao não complicar. Não fará oferta, alegando que é novo no Mercosul, mas tampouco colocou empecilhos na negociação até agora. (Valor Econômico)


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