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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3194 | 04 de Outubro de 2013

EXPOCOOP 2014: Organização trata de detalhes do evento em reunião na Ocepar

Detalhes sobre a 9ª Edição da Feira Mundial do Cooperativismo – Expocoop 2014, que será realizada de 15 a 17 de maio, na Expo Unimed Curitiba, na capital paranaense, estão sendo discutidos, nesta sexta-feira (04/10), na sede do Sistema Ocepar. O encontro tem a presença de Ana Branco, presidente da WTM Europe, empresa organizadora do evento; das representantes do Ministério da Agricultura, Vera Lucia Oliveira Daller e Aura Domingos Pereira; da gerente de Comunicação da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Guaíra Flor; do gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, e do coordenador de Comunicação do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho. A reunião foi aberta pelo superintendente José Roberto Ricken, que destacou a importância do evento em promover o intercâmbio entre cooperativas de diversas partes do mundo. De manhã, o grupo também fez uma visita a Expo Unimed Curitiba, para conhecer melhor o local onde a feira será realizada. À tarde, a reunião continua com a participação do presidente da Cooperativa Paranaense de Turismo, Dick de Geus, Débora Rickili, também da Cooptur, e Andreia Claudino, do Sebrae/PR.

Ícone - De acordo com os organizadores, a Expocoop 2014, será um ícone e uma referência em negócios com foco no agronegócio e nas agroindústrias, com a participação de cooperativas de todo o Brasil e dos principais países do cenário mundial. Além da exposição, comercialização, divulgação de produtos e inovações tecnológicas, haverá grandes oportunidades para as cooperativas brasileiras como: rodadas de negócios, internacionalização, bolsa de investimentos, networking para alianças estratégicas e a promoção da intercooperação com o mercado nacional e mundial. A Expocoop 2014 contará ainda com a participação dos 27 estados brasileiros e mais de 20 países da Europa, África, Ásia e Américas.

Ampliada - Ampliada e estimulada pelo sucesso das edições anteriores realizadas no Brasil, Portugal, Índia e Inglaterra, a Feira transformou-se em um importante instrumento de inserção dos produtos e serviços no mercado interno e externo. Estes resultados asseguraram a incorporação da Expocoop 2014 no calendário das mais importantes feiras mundiais.

Programação técnica - A Expocoop 2014 promoverá ainda mais uma programação técnica para mais de 6000 visitantes, produtores, exportadores, importadores, pesquisadores do Brasil e do exterior e um espaço exclusivo para palestras que envolverão 2 auditórios e 102 palestrantes. 

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FUTURO 10 PARANÁ: Fórum debate processo de arrendamento e licitações no Porto de Paranaguá

O processo de arrendamento e licitações, proposto pelo governo federal para o Porto de Paranaguá, foi tema de reunião promovida pelo Comitê Executivo do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná, na manhã desta sexta-feira (04/10), no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba. Representantes das entidades que compõem o Fórum discutiram o assunto com o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. Também estavam presentes membros do Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Paranaguá (CAP).

Proposta - A reunião foi aberta pelo coordenador do conselho diretivo do Fórum Futuro 10, Guilherme Cunha Pereira. De acordo com ele, o momento é oportuno para mostrar a unidade do Paraná em relação ao tema, com o alinhamento dos diversos setores para que o estado tenha condições de apresentar ao governo federal uma proposta de consenso, que atenda as necessidades de escoamento da produção paranaense. Ele lembrou que, na semana passada, as lideranças do Fórum participaram de encontro com representantes da Secretaria Especial dos Portos da Presidência da República, quando houve o lançamento da consulta pública para o Segundo Bloco de Arrendamentos Portuários, que ficará aberta até o dia 25 de outubro e abrange o Porto de Paranaguá. No próximo dia 21 de outubro, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), promove uma audiência pública sobre o assunto, em Paranaguá. 

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INFRAESTRUTURA: Melhorias em Paranaguá deverão aumentar em até 35% a velocidade de embarque

infraestrutura 04 10 2013Ao participar da reunião do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná, na manhã desta sexta-feira (04/10), o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, falou ao Informe Paraná Cooperativo sobre os investimentos anunciados nessa semana pelo governo estadual em Paranaguá. “Temos um volume de recursos destinados, já contratados, na ordem de R$ 180 milhões. Esse montante será aplicado em projetos locais, com recuperação de vias de acesso, para melhor acessibilidade de caminhões e das pessoas ao porto, como também em shiploaders, os carregadores de navios, que vão trazer um ganho para toda a sociedade, acelerando o processo de carregamento e obviamente, melhorando o fluxo de embarques no porto”, afirmou.

Dragagem - “Também estamos iniciando mais uma fase da dragagem de recuperação. São quase sete milhões de metros cúbicos de sedimentos e, com isso, certamente iremos garantir a navegação segura com condições de profundidade compatível para os próximos dois a três anos. Isso faz com que o nosso produtor e demais usuários tenham segurança, garantia e tranquilidade para usar o Porto de Paranaguá”, acrescentou.

Velocidade de embarque – Dividino também destacou os resultados esperados por essas obras. “Com essas melhorias  nós devemos ter um aumento na ordem de 30% a 35% na velocidade de embarque e, com isso, nós devemos melhorar o fluxo de escoamento e isso deverá ter reflexo inclusive no transporte de produtos do interior com destino ao porto”, concluiu.  

 

SESCOOP/PR: Curso de pós-graduação em pecuária leiteira é aberto com 45 participantes

Quarenta e cinco profissionais das cooperativas Batavo, Castrolanda, Capal e Witmarsum iniciaram, na última quinta-feira (03/10), o curso de pós-graduação em pecuária leiteira, realizado na Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), em Curitiba. Promovido pelo Sistema Ocepar, com a coordenação do Sescoop/PR, a especialização tem duração de 15 meses, somando 370 horas/aula, e conta com a parceira da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba/MG), Fundagri e Rehagro. O curso é coordenado pelo especialista em Pecuária Leiteira, Ernane Ferreira Campos, e visa preparar profissionais qualificados por meio do desenvolvimento, aprofundamento e atualização dos seus conhecimentos para atuar de forma eficiente em diferentes sistemas de produção de leite.

Atividades - Na abertura, Campos explicou como funciona a pós-graduação e conduziu as atividades com os alunos. O analista de Desenvolvimento Humano do Sescoop Fernando Mendes, mostrou os números do cooperativismo e as atividades executadas pelo Sescoop/PR e cooperativas. Ele também agradeceu as parcerias e as cooperativas presentes na aula inaugural. “Essa pós-graduação é resultado de uma demanda das cooperativas da região Centro-Sul, que conseguimos viabilizar com muito empenho, satisfação e qualidade para vocês cooperados”, frisou. O assistente técnico da Ocepar, Alexandre Monteiro, também está participando do curso e se colocou à disposição para atender as demandas das cooperativas.

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LAR: Curso modular forma quinta turma de jovens líderes

A Cooperativa Lar e o Sescoop/PR promoveram, no último dia 28 de setembro, a formatura de 46 jovens que participaram de mais um curso modular que teve duração de sete meses, contemplando oito módulos de 16 horas. Ao longo da capacitação, os participantes receberam informações sobre os números e ações da Lar e trabalharam ainda temas como Autoestima e Relacionamento Interpessoal; Desenvolvimento de Liderança;  Mobilização de Potencialidades; Comunicação e Oratória; Protagonismo Juvenil;  Cooperativismo;  e Empreendedorismo e Educação Cooperativista.

Objetivo - Trabalhar com os jovens, filhos de associados, em assuntos que possibilitem seu crescimento pessoal é o objetivo da Cooperativa Lar. “É o futuro que já aconteceu, pois estamos na formatura desses jovens, e outros 180 já tiveram essa mesma formação. Parabéns aos jovens pela garra e determinação. A formatura é de vocês, mas a alegria é conjunta de vossos pais e da Cooperativa”, disse o diretor-presidente, Irineo da Costa Rodrigues, que participou do evento e salientou que a cooperativa é uma sociedade de pessoas, e investir nelas é o motivo de sua existência.

Empreendedores - Para o professor Ney Guimarães, os cursos modulares têm como missão conduzir a juventude cooperativista para que sejam empreendedores econômicos, mas, sobretudo empreendedores em valores e princípios, que por sua vez devem construir um mundo melhor.

Oportunidade - Leomar Luis Lunkes , da Linha São Pedro, município de Missal, um dos formandos, disse que participar do curso modular foi uma grande oportunidade e que deve ser aproveitada pelos demais filhos de associados.  “Foi muito gratificante participar dessa formação. Agradeço à cooperativa pela oportunidade e parabéns pela ação social”. O formando destacou a importância econômica da cooperativa na região e a valoriza ainda mais pelo seu trabalho com a família associada. “O curso modular nos oportunizou reflexões que nos embasarão para a tomada de decisões na família e na sociedade”, completou. Em seu agradecimento em público, declarou que a Cooperativa Lar perpetua os princípios cooperativistas: “As cooperativas proporcionam educação e formação para seus membros, representantes eleitos, gerentes, empregados e especialmente aos jovens, para que eles possam contribuir efetivamente para o desenvolvimento da sua cooperativa. Obrigado pelo trabalho desenvolvido com a família associada e pedimos que continue proporcionando essa oportunidade”.

Fortalecimento - O coordenador do Comitê Juvenil Lar, Jaffer Vinicius Besen, conclui que este trabalho só fortalece a cooperativa, a comunidade, a família e que, por isso, escolheu viver e defender o cooperativismo. (Imprensa Lar)

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COCAMAR: Capacitação de produtores de laranja termina nesta sexta-feira

Nesta semana, durante o segundo módulo de capacitação dos produtores de laranja vinculados à Cocamar para que participem, a partir de 2014, do mercado solidário internacional, o consultor José Renato Sanches Negreiros detalhou em uma série de reuniões organizadas em diversos municípios, como devem ser atendidas as exigências em relação aos trabalhadores.  

Exigências - Segundo Negreiros, essa é uma questão decisiva, pois os compradores de produtos que levam o selo Fairtrade precisam ter a certeza de que não há nenhuma forma de exploração de mão de obra e impacto ao meio ambiente durante o processo produtivo. Para tanto, é exigido o estrito cumprimento da Norma Regulamentadora 31, que estabelece condições adequadas de trabalho, a observância da legislação, o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e a inexistência de mão de obra infantil.

Sustentável - De acordo com o consultor, os consumidores pagam mais caro por produtos do mercado solidário “para que tenham certeza de sua origem sustentável“. Com isso, a cada tonelada de suco concentrado vendida para o Fairtrade, 200 dólares retornam para serem investidos no financiamento de cursos e treinamentos, replantio de pomares, aquisição de EPIs e artigos de material escolar para filhos, entre outros benefícios.

Módulos - Certificada em 2012, a cooperativa possui 158 produtores participantes de várias regiões, selecionados entre cerca de 400, que atendem a critérios como possuir no máximo quatro módulos fiscais, ter não mais que dois funcionários fixos (devidamente registrados), a maior parte da renda familiar vir da propriedade e nela permanecer a maior parte do tempo desenvolvendo a sua atividade. As reuniões começaram na última segunda-feira (30/09), em Maringá. Na terça, aconteceram em Paranavaí e Paraíso do Norte, na quarta em Rolândia e Cambé, na quinta em Arapongas e Pitangueiras e, nesta sexta-feira, terminam em Assaí.

Temas - O primeiro módulo de capacitação ocorreu no início do ano e tratou especificamente da oportunidade que surge para os produtores com a certificação. Haverá outros dois ainda este ano: um, no final de outubro, para tratar de defensivos, como a lista de produtos proibidos, exigências em relação a armazenamento, saúde das pessoas e preservação ambiental; o último, em novembro, vai abordar meio ambiente.

Visita a campo - Segundo o consultor Negreiros, em janeiro será feita uma visita a campo, que equivale a uma auditoria interna e, se necessário, com a aplicação de medidas corretivas. Conforme explica, a certificação da cooperativa é para o período de seis anos, mas precisa ser renovada em 2015. (Imprensa Cocamar)

AGRONEGÓCIO: Chefe da Embrapa Cerrados confirma presença no Fórum Nacional, em Maringá

A segunda etapa do Fórum Nacional de Agronegócios, que começou na última segunda-feira (30/09), em Maringá, vai ser dia 17 deste mês às 19h30, no Recinto de Leilões do Parque Internacional de Exposições da cidade e abordará o tema “Integração lavoura, pecuária e floresta”. Promovido pela Rádio CBN Maringá, com apoio da Cocamar, o Fórum tem confirmada a presença do chefe da Embrapa Cerrados, José Roberto Peres, do presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann, e do presidente da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Luiz Lourenço. A terceira e última etapa está prevista para o dia 18 de novembro, quando o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, falam sobre “O papel do cooperativismo no futuro do agronegócio brasileiro”. (Imprensa Cocamar

TECNOVA: Pequenas e micro empresas do PR terão acesso a R$ 22,5 mi para investir em inovação

inovacao 04 10 2013Será lançado na segunda-feira (07/10), a partir das 17h30, o programa Tecnova-PR, de apoio à Inovação Tecnológica em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. O lançamento será no Palácio Iguaçu e deverá contar com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp; do presidente da Fiep, Edson Campagnolo e do governador do estado Beto Richa. O Tecnova-PR terá cerca de R$ 22,5 mi em recursos – R$ 15 milhões da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos/Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e R$ 7,5 mi da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná.

Origem - O Programa de Apoio à Inovação Tecnológica em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte surgiu da união de esforços para promover e incentivar a inovação tecnológica em áreas estratégicas, por meio de mecanismos de cooperação entre o setor público, privado e as instituições de pesquisa e desenvolvimento. Nesse contexto, a FINEP passou a adotar um modelo de subvenção econômica descentralizada, não reembolsável e direcionada a segmentos estratégicos que mais precisam de recursos para a inovação tecnológica como de energia, tecnologia da informação e comunicação (TICs), biotecnologia, metalmecânica, cadeias produtivas da agroindústria e complexo industrial da saúde.

Seti - No Paraná, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) é responsável por estruturar o programa, estabelecendo mecanismos de cooperação para promover o repasse de recursos de subvenção econômica, como instrumento de uma política do governo estadual. 

Fundação Araucária - A Fundação Araucária é responsável pela execução e coordenação dos trabalhos na Agência Operacional Descentralizada do Tecnova-PR. “A instituição foi encarregada de coordenar a estruturação e a operacionalização da Agência Tecnova-PR, assumindo a organização e lançamento da Chamada Pública, o processo de seleção e contratação das empresas, a alocação dos recursos, o acompanhamento físico-financeiro e a prestação de contas dos projetos”, destacou Osmar Muzilli, coordenador da agência Tecnova junto à Fundação Araucária.

Apoiadores - A Fiep e o Tecpar são apoiadores na promoção e divulgação do Programa, na motivação e prospecção junto ao setor produtivo, no suporte técnico e econômico para o desenvolvimento das inovações e na integração com o Parque Tecnológico Virtual (PTV-Paraná), como plataforma de apoio para os projetos a serem contratados.

Público-alvo - O público-alvo do Programa são as microempresas e empresas de pequeno porte, com faturamento inferior a R$ 3,6 mi, tendo no mínimo seis meses de existência antes do lançamento da chamada.

O valor destinado às empresas poderá variar de R$ 180 mil a R$ 600 mil reais. Cada local poderá submeter um projeto de inovação tecnológica relacionado a um dos temas prioritários, mediante a contrapartida mínima financeira das empresas variando entre 5% e 10% do valor do projeto. O prazo para a execução do projeto será de até vinte e quatro meses. Os intervenientes do Programa são a Reparte e a Assespro. A meta estadual do programa é apoiar cerca de 75 empresas.

Revista Paraná Faz Ciência – Como forma de contribuir para a divulgação do conhecimento produzido no estado do Paraná e reconhecimento ao potencial do pesquisador paranaense, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e a Fundação Araucária de Apoio à Pesquisa também lançarão, no dia 7 de outubro, a Revista Paraná Faz Ciência. Trata-se de uma importante iniciativa de divulgação científica e ferramenta necessária para que os benefícios da pesquisa sejam reconhecidos por toda a sociedade – e não apenas no meio acadêmico. Serão abordados na Revista Paraná Faz Ciência assuntos ligados à ciência, tecnologia e inovação, destacando os trabalhos desenvolvidos dentro das universidades e faculdades estaduais, federais e privadas do estado, além de institutos de pesquisa. (Agência Fiep de Notícias)

 

SEBRAE: PR é segundo estado que mais gera empregos nas pequenas empresas

sebrae 2 04 10 2013Uma boa notícia para os paranaenses às vésperas do Dia Nacional das Micro e Pequenas Empresas, comemorado neste sábado (05/10), em todo o País. O Paraná ficou em segundo lugar no ranking nacional de geração de empregos em micro e pequenas empresas. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram analisados pelo Sebrae Nacional. De um total de 12.259 mil novos postos de trabalho no Estado, 92%, ou seja 11.307, foram criados por pequenos negócios. À frente do Paraná aparece São Paulo, líder com a contratação líquida de empregos pelas micro e pequenas empresas, registrando, em agosto, saldo de 43.860 mil postos de trabalho. Rio de Janeiro assume o terceiro lugar, seguido pelo Rio Grande do Sul.

Serviços - O estudo aponta ainda, entre os pequenos negócios, o setor de serviços como líder das contratações no Estado, com saldo líquido de 3.789 postos de trabalho, o que significa 33% do total de empregos gerados pelos pequenos negócios. Em segundo lugar, aparece o comércio, com 3.598 vagas, seguido pela indústria de transformação, com 2.595 mil novas vagas, e pela construção civil, responsável por 1.102 postos de trabalho. É possível notar também que houve incremento de 17% geração de empregos por meio das micro e pequenas empresas instaladas no Paraná, na comparação entre agosto deste ano com o mesmo período do ano passado, quando foram abertas 9.620 novos postos de trabalho.

Força - 5 de outubro é o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa. A data foi instituída simbolicamente, em comemoração ao início da vigência do primeiro Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, em 5 de outubro de 1999. Desde 2006, vigora no País um novo Estatuto, também conhecido como Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. “Os empregos gerados pelos pequenos negócios em agosto e em todos os meses do ano mostram a força do empreendedorismo”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta. Para ele, as micro e pequenas empresas têm papel estratégico no desenvolvimento econômico e social dos municípios, estados e do País.

Movimentação  - “Os pequenos negócios são um dos segmentos que mais movimentam a economia. Respondem em média por 60% to total de empregos com carteira assinada, geram renda e dão dinamismo às cidades. O empreendedorismo também está fortemente presente no campo, com agroindústrias cada vez mais profissionalizadas", destaca Tioqueta.

Exemplo - A empresa MD Foods, instalada em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, foi um dos negócios paranaenses que ajudou a incrementar os números da geração de empregos nas micros e pequenas empresas ao longo de 2013.  Somente neste ano, conforme conta a empresária Eclair Medeiros, foram abertos quatro novos postos de trabalho e a expectativa para 2014 é de abrir novas oportunidades.

Atendimento - A produção da MD Foods atende as redes supermercadistas do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “Queremos expandir nossa atuação para São Paulo. Não descartamos a possibilidade de contratar mais funcionários no próximo ano, bem como adquirir novos equipamentos”, projeta Eclair, que formalizou a empresa há três anos, de olho na possibilidade de explorar um novo nicho.

Brasil - No âmbito nacional, os pequenos negócios garantiram em agosto saldo positivo de criação de emprego em todo o País. Eles foram responsáveis por praticamente 100% dos postos de trabalho criados. Ao contrário das médias e grandes empresas, que cortaram 2,4 mil vagas no mês, os pequenos negócios geraram 127,4 mil empregos, um aumento expressivo de 128% sobre o volume registrado em julho deste ano. Em relação a agosto de 2012, o aumento superou 31%.

Expectativa - Com esses resultados, a expectativa é de que os empreendimentos de pequeno porte fechem este ano com um impacto na geração de empregos bem superior às médias das grandes empresas. Isso porque, desde novembro de 2012, os pequenos negócios estão à frente da geração de empregos formais em todo o País.

Sobre o Sebrae/PR - O Sebrae/PR - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos criada nos anos 1970 para dar apoio aos empresários de micro e pequenas empresas e aos empreendedores interessados em abrir o próprio negócio. No Brasil, são 27 unidades e 800 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, seis regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio de atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em desenvolvimento de empreendedores; impulso a empresas avançadas; competitividade setorial; promoção de ambiente favorável para os negócios; tecnologia e inovação; acesso ao crédito; acesso ao mercado; parcerias internacionais; redes de cooperação; e formação de líderes.   (Assessoria de Imprensa do Sebrae/PR)

 

 

EVENTO: II Fórum Mundial de Desenvolvimento Local deve reunir 3,5 mil participantes

Instigar o trabalho conjunto dos governos locais, regionais e nacionais, organismos multilaterais, empreendedores locais e sociedade civil na busca de modelos e iniciativas inovadoras que promovam o desenvolvimento econômico local de forma sustentável. Essa é a proposta do II Fórum Mundial de Desenvolvimento Econômico Local, que ocorrerá entre os dias 29 de outubro e 1° de novembro, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A expectativa é reunir 3,5 mil participantes de todos os cinco continentes, com representações de pelo menos 60 países. Entre os públicos-alvo estão agentes de desenvolvimento, políticos e técnicos da administração pública, representantes de organizações não-governamentais, sociedade civil, academia, instituições de promoção e apoio ao desenvolvimento local e organismos internacionais.

Temáticas - As discussões do fórum deverão ocorrer em torno de sete temáticas principais: Estratégias de desenvolvimento local, os grandes desafios; Políticas nacionais para o desenvolvimento econômico local; O potencial endógeno dos territórios; Inovação; Instrumentos de promoção e apoio ao desenvolvimento econômico local: as agências de desenvolvimento econômico local; e Cooperação Sul-Sul e triangular.

Organização - O Sebrae é co-organizador do II Fórum. Além dele, o evento conta com a parceria do Parque Tecnológico Itaipu; Itaipu Binacional; Fundo Andaluz de Municípios para a Solidariedade Internacional (FAMSI)/ Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)/Iniciativa ART. (Imprensa Sebrae)

Acompanhe as notícias sobre o II Fórum Mundial de Desenvolvimento Econômico Local no site do evento.

 

evento 04 10 2013

GOVERNO FEDERAL: Leônidas Cristino deixa Secretaria dos Portos

governo federal 04 10 2013O ministro-chefe da Secretaria Especial dos Portos da Presidência da República, Leônidas Cristino, deixou nesta quinta-feira (03/10) o cargo após conversar com a presidenta Dilma Rousseff. A saída de Cristino já era esperada após o anúncio de que o PSB entregaria todos os cargos no governo. De acordo com a Presidência, a secretaria será ocupada interinamente pelo economista Antonio Henrique Pinheiro Silveira, atual secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.

Nota oficial - Segundo nota oficial, a presidenta Dilma lamentou a saída do ministro, que prestou competente contribuição ao governo e ao país. “Leônidas Cristino foi fundamental na elaboração e aprovação do histórico marco regulatório dos portos, a mais importante reforma logística do país nos últimos tempos”, diz a nota, ressaltando que a nova Lei dos Portos trouxe ao setor competitividade, segurança jurídica e capacidade para atrair mais investimentos para atender à demanda crescente do país.

Entregas de cargos - Na terça-feira (01/10), Fernando Bezerra se encontrou com a presidenta Dilma Rousseff e pediu demissão do Ministério da Integração Nacional. O secretário de Infraestrutura Hídrica, Francisco Teixeira, assumiu o cargo interinamente. No dia 18 de outubro, o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, informou à presidenta que o partido entregaria os cargos, decisão tomada após encontro da Executiva Nacional do partido. Apesar de ter deixado o cargo por determinação do PSB, o presidente do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) disse, após o partido ter o registro concedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que Leônidas Cristino está se filiando à nova legenda. (Agência Brasil)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Camex aprova oferta do país para o acordo Mercosul-UE

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou ontem a oferta brasileira de acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, informou em nota o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Mas de acordo com o secretário-executivo substituto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, "ainda falta acertar alguns detalhes".

Detalhes - O único a dar algum detalhe sobre a lista foi o ministro da Agricultura, Antonio Andrade. Segundo ele, a lista contempla cerca de 85% do comércio entre os dois blocos, número perto do percentual de 90% pedido pelos europeus.

Demais países - Agora, a proposta brasileira será submetida aos demais países do grupo sul americano, que também poderão chegar com iniciativas próprias nas conversas. A partir daí, será consolidada uma oferta comum. "O compromisso assumido entre representantes do Mercosul e da União Europeia, em janeiro último, é o de apresentar as ofertas até o último trimestre de 2013", acrescentou, em nota, o MDIC.

Resistência - Como revelou o Valor nesta quarta-feira (02/10), a proposta estava sofrendo resistências por parte do Ministério da Saúde, que não queria que medicamentos fossem incluídos na liberalização do comércio entre os dois blocos econômicos. No nível técnico, a proposta encaminhada à Camex incluía esses produtos.

Algodão - Já em relação ao contencioso do algodão, a Camex aprovou a recriação do grupo de trabalho que vai recalcular o valor e definir produtos para eventual retaliação do Brasil aos Estados Unidos, conforme antecipou o Valor. O motivo da iniciativa foi a suspensão, pelos americanos, do pagamento da compensação mensal aos produtores brasileiros de algodão. O grupo deve entregar os resultados até o dia 30 de novembro, conforme disse o ministro da Agricultura, Antônio Andrade.

Suspensão - A disputa começou devido à suspensão da compensação mensal que Washington se comprometeu a pagar aos produtores brasileiros de algodão, depois de perder disputa com o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre os subsídios concedidos aos cotonicultores americanos.

 Comunicado - A criação do grupo é considerada pelo governo como uma forma de mostrar que o Brasil pode levar adiante a disputa e ganhar tempo enquanto a "farm bill" - uma nova legislação agrícola - é discutida nos Estados Unidos. O ministro da Agricultura confirmou que o Brasil vai aguardar um desfecho. "Nem mesmo se eles quisessem pagar teriam dinheiro para pagar", disse Andrade na saída da reunião da Camex. Além disso, Andrade também informou que o Itamaraty enviará um comunicado aos EUA repudiando o fim do pagamento.

Alerta - Ao mesmo tempo, grandes empresas americanas estão alertando os membros do Congresso que a decisão do governo de Barack Obama pode levar à perda de exportações e de empregos pelo risco de retaliação brasileira. Uma coalizão de grandes empresas americanas enviou carta a todos os membros do Congresso dos EUA alertando que uma retaliação por parte do Brasil no caso do algodão poderá custar mais de US$ 2 bilhões em exportações e perda de 14 mil empregos americanos. (Valor Econômico)

MILHO: Exportações brasileiras somaram 3,44 milhões de toneladas em setembro

milho 04 10 2013Em setembro, o Brasil exportou 3,44 milhões de toneladas de milho grão, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Foi o maior volume mensal registrado no ano. O resultado foi 13,1% maior que o embarcado em agosto. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as exportações cresceram 9,7%. No acumulado de janeiro a setembro, o país exportou 15,75 milhões de toneladas de milho grão, 67,1% ou 6,32 milhões de toneladas a mais na comparação com o mesmo período de 2012. A demanda pelo grão brasileiro está grande neste início de colheita da safra norte-americana. Os principais compradores do milho brasileiro até então foram: Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos, Taiwan, Egito e Irã, nesta ordem. (Scot Consultoria / Agrolink)

 

SAFRA 2013/14: Projeção definida para a produção de soja

soja 04 10 2013O governo brasileiro antecipa em entrevistas de diretores do Ministério da Agricultura qual deve ser a projeção da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) para a safra 2013/14. Devem ser colhidas 3 milhões de toneladas de grãos a mais, apontam Wilson Vaz (Economia Agrícola) e Edilson Guimarães (Comercialização e Abastecimento Agrícola e Pecuário). Eles se baseiam nas previsões para a soja o milho, que representam atualmente 87% da produção de grãos. Esse incremento deve resultar numa colheita de 190 milhões de toneladas até julho de 2014, considerando 15 grãos avaliados pela Conab. Na última temporada, com 81,45 milhões (t) de soja e 81,34 milhões (t) de milho, a safra foi de 187 milhões (t). A produção de soja está em expansão e a de milho deve cair. A primeira projeção da Conab para 2013/14, a ser divulgada dia 9, considera intenção de plantio e as médias de produtividade dos últimos anos. Ou seja, se o clima for melhor do que o registrado para esse nivelamento (que inclui anos de quebra como 2011/12, quando a seca consumiu 10 milhões de toneladas de soja na Região Sul), o país tem chance de superar as 190 milhões. (Gazeta do Povo)

 

FUNGICIDA: Basf obtém registro no país para novo agrotóxico contra a ferrugem da soja

fungicida 04 10 2013A Basf obteve na semana passada a liberação para comercializar no Brasil um novo defensivo contra a ferrugem asiática e outras doenças provocadas por fungos nas lavouras de soja. Batizado de Orkestra, o fungicida é uma mistura de dois ingredientes ativos - o Xemium, do grupo químico das carboxamidas, e o F500, das estrobilurinas. Segundo o vice-presidente da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf para a América Latina, Eduardo Leduc, a novidade é a introdução das carboxamidas no controle da ferrugem no Brasil. "A doença é controlada há 10 anos por um único grupo químico [as estrobilurinas], de modo que a eficiência dos produtos disponíveis começa a ficar comprometida". Os agricultores fazem até cinco aplicações de fungicida por safra para controlar a ferrugem.

Ganho de produtividade - O executivo afirma que o novo agrotóxico pode assegurar às lavouras de soja um ganho de produtividade de até 10%. A Basf já comercializa seu novo fungicida em aproximadamente 30 países - na Europa e nos Estados Unidos, há três anos. No Brasil, o químico estava em processo de registro desde março de 2010. Inicialmente, a formulação do composto será feita nos EUA.

Mercado - Apesar do registro, a múlti terá de esperar até a safra 2014/15 para colocar o defensivo no mercado, uma vez que os agricultores já adquiriram grande parte dos insumos para o plantio deste ano. "O registro veio tarde. Vamos aproveitar 2013 para apresentar o produto". O sucesso do novo fungicida é estratégico para a Basf. Os fungicidas são a maior fonte de receita da divisão agrícola da companhia no Brasil, que no ano passado faturou aproximadamente € 1 bilhão.

Brasil - Para a Basf, o Brasil só perde em relevância para a Europa, que concentra aproximadamente 30% das vendas globais da companhia. Considerada uma das grandes apostas da empresa no país, a soja Cultivance, um novo transgênico desenvolvido em parceria com a Embrapa, ainda não tem data para ir a mercado, disse Leduc. Segundo o executivo, a companhia ainda aguarda a liberação do consumo da nova semente na União Europeia e no Japão, que importam soja do Brasil. "Temos variedades prontas, estamos fazendo a divulgação do produto, mas ainda não conseguimos prever quando será possível lançá-lo. A questão é muito mais ideológica do que técnica", afirma. A companhia previa comercializar a nova tecnologia já a partir da safra 2011/12. (Valor Econômico)

 

BRASIL I: Constituição de 1988 completa 25 anos

brasil I 04 10 2013“Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil”, disse há 25 anos o então presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, ao promulgar a nova Constituição Federal, em vigor até hoje. O Brasil rompia de vez com a Constituição de 1967, elaborada pelo regime militar que governou o país de 1964 até 1985. O trabalho que resultou na “Constituição Cidadã” começou muito antes da Assembleia Constituinte e o fim da ditadura. A luta para acabar com o chamado “entulho autoritário” ganhou força com a derrota da Emenda das Diretas-Já, ou Emenda Dante de Oliveira, rejeitada por faltarem 22 votos, no dia 25 de abril de 1984.

Ideal - Passadas duas décadas dos militares no Poder, com a restrição de vários direitos e depois da derrota na votação que instituiria o voto direto para presidente da República, lideranças políticas, como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Luiz Inácio Lula da Silva, Miguel Arraes, Fernando Henrique Cardoso e muitos outros percorreram o Brasil para tentar unir a sociedade com o ideal de pôr um fim ao regime autoritário.

Eleição - Com a impossibilidade de eleições diretas, o então governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, passou a articular a disputa da eleição presidencial no Colégio Eleitoral, formado por deputados e senadores. Até então, só os militares participavam do processo. Tancredo convenceu os aliados, deixou o governo de Minas e se tornou o candidato das oposições. Uma das suas promessas de campanha era a convocação da Constituinte. Na disputa, o ex-governador mineiro venceu Paulo Maluf, candidato oficial dos militares.

Regime democrático -  Com a eleição de Tancredo, estava cada vez mais próxima a possibilidade do país deixar para trás os anos de ditadura e avançar para o regime democrático. Mas o sonho, no entanto, se viu ameaçado com a impossibilidade de Tancredo tomar posse em 15 de março de 1985, em virtude de uma crise de diverticulite. Internado às pressas no Hospital de Base do Distrito Federal, o presidente eleito fez uma cirurgia de emergência. No dia seguinte à sua internação, subiu a rampa do Palácio do Planalto o vice-presidente José Sarney. Com a morte de Tancredo, em 21 de abril de 1985, Sarney foi efetivado e deu andamento ao processo de transição.

Emenda - Em 28 de junho de 1985, Sarney cumpriu a promessa de campanha de Tancredo e encaminhou ao Congresso Nacional a Mensagem 330, propondo a convocação da Constituinte, que resultou na Emenda Constitucional 26, de 27 de novembro de 1985. Eleitos em novembro de 1986 e empossados em 1º de fevereiro de 1987, os constituintes iniciaram a elaboração da nova Constituição brasileira. Ao todo, a Assembleia Constituinte foi composta por 487 deputados e 72 senadores.

Processo - A intenção inicial era concluir os trabalhos ainda em 1987. No entanto, as divergências entre os parlamentares, especialmente os de linha conservadora e os considerados progressistas, quase inviabilizaram o resultado da Constituinte e provocaram a dilatação do prazo. Foram 18 meses de intenso trabalho, muita discussão e grande participação popular até se chegar ao texto promulgado em 5 de outubro de 1988, por Ulysses Guimarães. Foi a primeira vez na história do país que o povo participou efetivamente da elaboração da Constituição. Além da apresentação direta de sugestões, a população acompanhou da galeria do plenário da Câmara os trabalhos dos constituintes.

Números - A participação popular neste momento histórico da política brasileira pode ser traduzido em números: foram apresentadas 122 emendas, dessas 83 foram aproveitadas na íntegra ou em parte pelos constituintes na elaboração do texto final da Constituição. As emendas foram assinadas por 12.277.423 de brasileiros. (Agência Brasil)

 

BRASIL II: Em duas décadas e meia, Constituição Cidadã foi modificada 80 vezes

brasil II 04 10 2013Passados 25 anos, a Constituição já foi modificada 80 vezes por meio da aprovação e promulgação de 74 propostas de emenda à Constituição (PECs) pela Câmara e pelo Senado. Elas acrescentaram, retiraram ou alteraram dispositivos do texto aprovado pelos constituintes em 1988. Seis modificações foram feitas em 1993, quando ocorreu a revisão da Constituição. Foram os próprios constituintes que fixaram a possibilidade de revisão do texto, uma única vez, depois de cinco anos de promulgada a Carta Magna.

Pioneira - O presidente da Assembleia Nacional Constituinte, deputado Ulysses Guimarães, no discurso de promulgação do texto, salientou que a nova Constituição não era perfeita, mas seria pioneira. “Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora. Será luz, ainda que de lamparina, na noite dos desgraçados. É caminhando que se abrem os caminhos. Ela vai caminhar e abri-los. Será redentor o caminho que penetrar nos bolsões sujos, escuros e ignorados da miséria”.

Revisão constitucional - Durante a Assembleia Constituinte, foi cogitada a possibilidade de revisão do texto constitucional a cada cinco anos. No entanto, os deputados e senadores consideraram que isso poderia abrir margem para que, ao passar dos anos, a Constituição Cidadã fosse desfigurada. Prevaleceu a tese de uma única revisão e nela foram feitas apenas modificações de redação. Ou seja, foram corrigidas imperfeições,  o que não provocou modificações no mérito.

Mecanismos - Além de rejeitarem as revisões programadas, os constituintes também criaram mecanismos para dificultar a aprovação de mudanças no texto constitucional. Com isso, ficou definido que para alterar qualquer dispositivo da Carta Magna é necessário quórum de três quintos dos parlamentares em cada uma das Casas Legislativas, em dois turnos. Ou seja, 308 votos favoráveis na Câmara dos Deputados e 49 no Senado. Durante a Assembleia Constituinte, para aprovação de dispositivos era necessário o apoiamento de metade mais um dos constituintes.

Propostas em tramitação - Mesmo com tantas modificações no texto constitucional nesses 25 anos, muitas propostas para alterá-lo ainda mais estão tramitando na Câmara e no Senado. Ao todo, são 1.532 PECs apresentadas por deputados e senadores que dependem de aprovação para tornarem-se norma constitucional. Só na Câmara, são 1.089, sendo que 74 estão prontas para ser votadas em plenário e 1.015 tramitam pela Comissão de Constituição e Justiça ou por comissão que analisa o mérito da proposta. No Senado, são 443 propostas, das quais 75 estão prontas, dependem da votação no plenário, e 368 tramitam na Comissão de Constituição e Justiça. (Agência Brasil)

 


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