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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3196 | 08 de Outubro de 2013

CAPACITAÇÃO: Fórum de Contabilidade deve reunir mais de 100 participantes, em Maringá

capacitacao 08 10 2013Mais de 100 participantes são esperados no Fórum dos Profissionais de Contabilidade das cooperativas paranaenses que acontece dias 17 e 18 de outubro, no Bristol Metrópole Hotel, em Maringá, Noroeste do Estado. O evento será realizado pelo Sistema Ocepar em parceria com a Cooperativa Cocamar. As inscrições devem ser feitas até o dia 11 de outubro, por meio do agente de Desenvolvimento Humano das cooperativas, ou entrando em contato com Rodrigo Queiroz ( rodrigo.queiroz@sistemaocepar.coop.br / 41 3200 1124) ou Janaína Rosário ( janaina.rosario@sistemaocepar.coop.br / 41 3200 1186).

Palestras - No primeiro dia, as atividades do Fórum iniciam a partir das 14h, com a apresentação de três palestras. Rafael Ling e Willian Moneda, da Ling Moneda Advocacia e Consultoria, vão falar sobre a contratação de representantes, terceirização da mão de obra e práticas de governança corporativa em cooperativas como forma de reduzir passivos e a responsabilidade dos gestores, entre outros temas. Na sequência, os gerentes sêniores da Ernest Young, Milena Oliveira e Marcos Ricardo, vão mostrar como as empresas devem se preparar para enfrentar a fiscalização eletrônica das empresas, que será feita pelo eSocial a partir de janeiro de 2014. Já a gerente da PricewaterhouseCoopers - PwC, Micheli Bovolenta, tratará de atualizações das normas internacionais de contabilidade.

Outros temas - No segundo dia, o evento prossegue na parte da manhã, com a participação do palestrante João Carlos de Oliveira, que fará uma explanação com o tema “O poder que você exerce nas pessoas”. A capacitação encerra os profissionais da Martinelli Advocacia Empresarial, Tiago de Oliveira Brasileiro, Robson Crozatii e Fábio Gomes, que vão debater temas ligados à atualização tributária – PIS/Cofins não-cumulativo e as hipóteses de ressarcimento em espécie.

Clique aqui para conferir na íntegra a programação do Fórum dos Profissionais de Contabilidade

 

PRÊMIO OCEPAR: Em Cascavel, profissionais da imprensa prestigiam primeiro lançamento regional

O município de Cascavel, no Oeste do Estado, sediou, nesta segunda-feira (07/10), o primeiro de uma série de 11 lançamentos regionais do 10º Prêmio Ocepar de Jornalismo que será realizada ao longo do mês de outubro. Vinte e oito profissionais da imprensa local e de assessorias de Comunicação das cooperativas prestigiaram o evento, que teve ainda a presença do diretor de mercado e responsável pelo setor de comunicação da Federação Unimed Paraná, Faustino Garcia Alferez, da gerente da Unimed Cascavel, Luciana Reis, e de Fernando Daniel Lunkes, do Sicredi Vanguarda PR/SP, de Medianeira, que representou o presidente da cooperativa, Luiz Hoflinger.

Números - O coordenador de Comunicação do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho, fez a apresentação do 10º Prêmio Ocepar de Jornalismo e ressaltou ainda números importantes sobre o cooperativismo na região Oeste. “Cascavel e toda região Oeste do Estado possui um cooperativismo forte e com vocação agroindustrial. Atualmente, das 236 cooperativas filiadas ao Sistema Ocepar, 49 estão localizadas na região Oeste, que empregam mais de 33 mil funcionários diretos, quase 50% do total do estado, com 256 mil cooperados e que, em 2012, tiveram uma movimentação econômica de R$ 12,1 bilhões. Com certeza, muitas das cooperativas aqui instaladas renderam excelentes pautas para que os colegas jornalistas possam participar do Prêmio Ocepar”, destacou Milléo. 

Conhecimento - Na avaliação do diretor de mercado e responsável pelo setor de comunicação da Federação Unimed Paraná, Faustino Garcia Alferez, o Prêmio Ocepar de Jornalismo contribui para disseminar o cooperativismo. “É fundamental incentivar os profissionais que atuam na imprensa a produzir reportagens sobre o cooperativismo, em todos os seus ramos, inclusive na saúde. Também, estimular o jovem, o estudante de Jornalismo que está começando, para que ele possa conhecer o trabalho feito pelas cooperativas, que é algo ainda não totalmente conhecido pela população. Isso deverá contribuir para levar cada vez mais o conhecimento da sociedade sobre os benefícios proporcionados pelo setor, já que o cooperativismo muda as pessoas e as comunidades onde ele está inserido. A sociedade onde existem cooperativas consegue sempre evoluir muito mais do que onde não tem. O cooperativismo promove uma distribuição de renda mais adequada”, disse. Ele lembrou ainda que a Unimed deixou de promover o seu Prêmio de Jornalismo para apoiar integramente o concurso da Ocepar. “É uma maneira de integrar, ou seja, de cooperar cada vez mais para fortalecer todo o Sistema”, acrescentou.

Brindes - No final do evento em Cascavel, foram sorteados alguns brindes oferecidos pela Ocepar, Unimed e Coodetec.

Mais – Nesta terça-feira (08/10), os lançamentos regionais do 10º Prêmio Ocepar de Jornalismo acontecem em Toledo e Palotina, também no Oeste do Estado. Ainda nesta semana, o evento será realizado em Francisco Beltrão, na região Sudoeste, na quarta-feira (09/10).  Nas próximas semanas acontecem em Ponta Grossa, Guarapuava, Apucarana, Londrina, Maringá, Apucarana, Campo Mourão e Pato Branco. 

Serviço – O Prêmio Ocepar de Jornalismo é promovido pelo Sistema Ocepar com apoio financeiro do Sicredi Paraná e Federação Unimed. Mais informações pelo fone (41) 3200-1150, e-mail: jornalismo@sistemaocepar.coop.br ou no portal: www.paranacooperativo.coop.br.

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AGRÁRIA: Fapa mostra resultados da pesquisa no WinterShow 2013

agraria 08 10 2013A 9ª edição do WinterShow, maior evento relativo a cereais de inverno do Brasil, ocorre entre 16 e 18 de outubro, no distrito de Entre Rios, em Guarapuava (PR). O dia de campo contará com a presença de palestrantes convidados e apresentação dos resultados das pesquisas desenvolvidas pela Fapa (Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária). O evento, estritamente técnico, possui público seleto, incluindo cooperados, produtores rurais, agrônomos, pesquisadores, empresas do agronegócio e estudantes. Ao todo, 60 expositores confirmaram presença.

Incremento de produtividade e rentabilidade - Os resultados das pesquisas são aplicados no campo e geram incrementos de produtividade e rentabilidade a cada ano. Em março, a Agrária recebeu o título de "Produtividade da Década", do Rally da Safra, promovido pela Agroconsult, graças aos resultados obtidos pelos cooperados, cujas produtividades médias atingiram 3.800 kg/ha de soja e 11.800 kg/ha de milho, na safra 2012/2013.

Recordes - A pesquisa também está por traz de recordes recentes nas safras de inverno, com 4.400 kg/ha de cevada e 3.800 kg/ha de trigo, em 2011. Além da alta produtividade, as cultivares desenvolvidas pela Fapa, em conjunto com empresas obtentoras de materiais genéticos, atendem a requisitos das indústrias, que verticalizam a produção, garantindo, entre outros resultados, liquidez da safra. “A pesquisa é o nosso norte em relação à atividade agrícola. Sempre buscamos uma pesquisa aplicada, voltada à geração de resultados diretos”, destacou o presidente da Agrária, Jorge Karl. “O WinterShow transmite esse conhecimento ao público”, completou.

Unidades de Negócios - As unidades de negócios da cooperativa são compostas pela: Agrária Malte, maior maltaria comercial do país e responsável por atender 20% do mercado de malte do Brasil; a Agrária Farinha, moinho que atende as principais empresas multinacionais do segmento de massas, biscoitos e panificação; a Agrária Nutrição Animal, cuja linha de rações para bovinocultura de leite é líder de mercado da região Sul do país; a Agrária Óleo e Farelo, cujos produtos atendem o Brasil e o exterior; a Agrária Sementes, que garante o fornecimento controlado de 100% das sementes demandados pelos 550 cooperados; além da Agrária Grits e Flakes, que processará a produção de milho a partir de 2014.

Garantia de resultados - Com a aplicação das novas tecnologias nas lavouras, as pesquisa da Fapa geram garantias de resultados, dirimindo riscos climáticos, de pragas e de doenças, destacou o coordenador da fundação, Leandro Bren. “A região de Guarapuava tem a maior produtividade de cereais de inverno do país. E mesmo com inverno severo e a geada prejudicando toda a região Sul, temos uma safra com alto potencial produtivo”.

Expositores - Dentre os 60 expositores presentes ao evento, destacam-se o Banco do Brasil, patrocinador ouro, bem como a Caixa Econômica Federal, a UPL e o Sindicato Rural de Guarapuava, patrocinadores prata do WinterShow 2013.

Palestras - Confira as palestras simultâneas dos pesquisadores da Fapa durante WinterShow 2013:

1) Estação Cevada -  Pesquisador Noemir Antoniazzi

 “Manejo de cultivares de cevada para altas produtividades”

2) Estação Mecanização Agrícola -  Pesquisador Étore Reynaldo

“Avaliação de mecanismos dosadores de fertilizantes do tipo helicoidais (Rosca-Sem-Fim)”

3) Estação Fertilidade de Solos -  Pesquisador Sandra Fontoura

“Adubação nitrogenada em cereais de inverno na região Centro-Sul do Paraná”

4) Estação Trigo -  Pesquisador Juliano de Almeida

 “Comparação de manejos culturais em trigo”

5) Estação Herbologia -  Pesquisador Vitor Spader

“Manejo sustentável de plantas daninhas no sistema de cultivo com cereais de inverno, milho e soja”

6) Estação Fitopatologia - Pesquisador Heraldo Feksa

“Manejo do complexo de doenças nas culturas da cevada e do trigo”

7) Estação Aveia – Pesquisador Alfred Stoetzer

“Aveias brancas para produção de grãos, forragem e cobertura do solo”

(Imprensa Agrária)

 

INTEGRADA: Plantio da soja segue em ritmo acelerado

integrada 08 10 2013Com umidade na medida certa e boas condições climáticas, cooperados da Integrada intensificam o plantio de soja nesta semana. Na região oeste do Paraná, onde os trabalhos costumam ser antecipados, a implantação das lavouras deve ser concluída até meados de outubro. Com aproximadamente 70% de soja plantada na região de Guaíra, já tem áreas com plantas de soja com três trifólios. Com previsão de boas chuvas para o próximo final de semana, o plantio está acelerado e deve se encerrar por volta do dia 15 de outubro.

Boas condições - “Em relação às áreas plantadas, a cultura se encontra em bom estado de germinação e apresenta boas condições para atingir o potencial inicial estimado”, explica Jun Tsukada, coordenador técnico da Regional Guaíra.

Chuvas - Na região de Goioerê, as chuvas da última semana deram as condições ideais de plantio e grande parte dos cooperados está no campo. Na regional, mais de 60% do plantio está concluído. No entanto, em algumas áreas os trabalhos estão mais adiantados, como em Rancho Alegre do Oeste e Quarto Centenário, que devem encerrar a semana com mais de 90% da área plantada.

Preocupação - De acordo com o coordenador técnico da Regional Goioerê, Gilberto Matushita, nessa mesma época do ano passado, o plantio estava praticamente concluído na região. “Devido à estiagem do último mês, algumas áreas não puderam ser manejadas a tempo para receber as plantadeiras. Por isso, existe uma certa preocupação dos produtores, principalmente em relação à implantação futura do milho safrinha”, explica

Reta final - Em Ubiratã, tradicionalmente uma das primeiras áreas do Paraná a fazer o plantio da soja, os trabalhos estão na reta final e devem ser concluídos até este final de semana. De acordo com o Coordenador Técnico da Regional, Eder Morador, o plantio na região começou dia 20 de setembro e a previsão dos cooperados é iniciar a colheita em meados de janeiro e inicio de fevereiro. “Estamos presenciando o mesmo cenário da safra passada, com plantio e colheita antecipados. Mesmo com um pouquinho de frio, principalmente pela manhã, as lavouras estão germinando bem, com um estande muito bom. Inclusive, alguns produtores já estão fazendo controle pós-emergente com herbicidas”, diz ele. (Imprensa Integrada)

 

UNIMED CASCAVEL: Clientes estão satisfeitos com o plano de saúde, aponta pesquisa da ANS

unimed cascavel 08 10 2013Uma pesquisa inédita da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – cujos resultados foram apresentados na última quarta-feira (02/10) – apontou que 72% dos consumidores entrevistados estão satisfeitos com o seu plano de saúde. Com o objetivo principal de conhecer a satisfação dos consumidores em relação às suas operadoras de planos de saúde, o levantamento foi realizado entre 89 operadoras de grande e médio porte, que englobam 17 milhões de consumidores de planos de assistência médica e odontológicos no País (25% do total de beneficiários desses planos).

Entrevistas - De acordo com a ANS, que auditou o estudo, foram entrevistados ao todo 67.322 beneficiários. Dentre as 89 operadoras participantes da pesquisa, 51 são cooperativas do Sistema Unimed, com um contingente de cerca de 37 mil entrevistas (55% do total de entrevistados).

Satisfação - A Unimed Cascavel foi bem avaliada entre os seus clientes, que se mostraram satisfeitos com os serviços prestados pela cooperativa singular, sendo que 87,5% dos entrevistados dizem recomendar o plano de saúde. As perguntas realizadas na pesquisa tratavam de relação custo benefício, opções de rede de atendimento, qualidade dos serviços prestados, prazos para autorização de procedimentos, canais de atendimento e avaliação geral do plano de saúde.

Acesso - O relatório geral da pesquisa está divulgado na página www.ans.gov.br. (Imprensa Unimed Cascavel)

 

SICREDI VANGUARDA PR/SP: Unidades são inauguradas em Jacareí e Lorena, interior de São Paulo

Novas unidades foram inauguradas nos dias 01 e 02 de outubro, em Jacareí e Lorena, respectivamente, dentro do plano de expansão da Sicredi Vanguarda PR/SP. A cooperativa é fruto da união ocorrida neste ano entre a Sicredi Cataratas do Iguaçu e a Sicredi Cone Leste. Os dois municípios do interior de São Paulo compõem um total de 12 que pertenciam a área de ação da Sicredi Cone Leste e que foram integrados a área da Sicredi Cataratas do Iguaçu no processo de incorporação, somando agora 29 municípios para toda a cooperativa.

Planejamento - Quando a criação da nova cooperativa foi homologada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), havia um planejamento de encerrar 2013 com somente quatro unidades de atendimento: Caçapava, São José dos Campos, Taubaté e Lorena. No entanto, com a boa acolhida e parcerias, principalmente com as ACE’s – Associações Comerciais e Empresariais da região do Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo, a cooperativa deve encerrar o ano com seis unidades inauguradas, haja vista que já estão adiantadas as negociações com Caraguatatuba e a inauguração deve ser agendada para o mês de dezembro.

Presença - As duas inaugurações foram agendadas estrategicamente para que o presidente da Central Sicredi PR/SP e da Sicredi Participações S.A., Sr. Manfred Alfonso Dasenbrock pudesse estar presente, já que isso não foi possível nas quatro inaugurações anteriores. Em seu pronunciamento, ele destacou principalmente o processo de mutualidade do cooperativismo de crédito. “No Sicredi, o associado faz negócios com uma instituição da qual ele é dono, ou seja, ele é ao mesmo tempo cliente e proprietário, logo responsável pelo crescimento e desenvolvimento do empreendimento. O cooperativismo ainda é um modelo de negócio muito novo, que precisa ser consolidado, pois a solidarização que ele pratica é algo que é muito forte no Brasil, o que precisamos fazer é somente estimular as pessoas” afirmou Dasenbrock.

Valorização - Luiz Hoflinger, presidente da Sicredi Vanguarda PR/SP, valorizou muito a procura que o Sicredi vem recebendo por parte de lideranças e que, segundo ele, tem sido o combustível para que a cooperativa acredite na expansão e sucesso no Vale do Paraíba e em todo o Estado de São Paulo neste processo de desenvolvimento coordenado pela Central Sicredi PR/SP com outras cooperativas de crédito do Sistema. “Gosto muito de dizer que somos diferentes, com produtos e serviços iguais ao de um banco, mas diferentes porque no nosso modelo de organização damos valor e importância primeiramente às pessoas, são elas a nossa razão de existir, são nelas que acreditamos para o nosso desenvolvimento e para o desenvolvimento do nosso negócio. Crescemos construindo parcerias entre entidades, instituições e entre as próprias pessoas, com isso formamos uma rede que dá sustentabilidade e garantia de sucesso” afirmou o presidente.

Gerentes - Leandro Rodrigo Jess e Walmir Fogaça Kitaiski são os gerentes responsáveis pelas unidades de Jacareí e Lorena, respectivamente, coordenados pelo gerente de expansão Fernando Tarcísio Perin e com todo o suporte da diretoria da cooperativa, com sede na cidade de Medianeira-PR.

Presenças - Colaboradores, parceiros, lideranças, imprensa e convidados foram recepcionados nas dependências das novas unidades em ambos os municípios. Após a inauguração, eles tiveram a oportunidade de conhecer as instalações e desfrutarem de um coquetel que foi servido. (Imprensa Sicredi Vanguarda PR/SP)

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SISTEMA OCB: Equipes de planejamento estratégico discutem proposta orçamentária de 2014

sistema ocb 08 10 2013Vai mais longe quem sabe aonde e como chegar. Foi com essa intenção que, nesta segunda-feira (07/10), equipes da área de Planejamento de 20 Unidades Estaduais participaram de uma videoconferência com a equipe da Gerência de Planejamento do Sistema OCB, para a apresentação das etapas da execução da Proposta Orçamentária de 2014 e, ainda, do Plano Sistêmico 2015/2020. A reunião virtual possibilitou, ainda, a interação entre as equipes e o esclarecimento de dúvidas.

Sinergia - O superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, iniciou os trabalhos, enfatizando a importância da sinergia entre as equipes, bem como o uso da ferramenta da videoconferência para reuniões com finalidade similar. Em seguida, a gerente geral do Sescoop, Karla Oliveira, ressaltou a necessidade da análise dos ambientes externo e interno, para que os resultados desejados sejam efetivamente alcançados.

Proposta orçamentária - Na primeira parte dos trabalhos, foram discutidos o método, as ferramentas e os procedimentos para a elaboração da Proposta Orçamentária para 2014, oportunidade em que o gerente de Planejamento, Emanuel Malta, e o analista da área, Vinícius Alves, detalharam os aspectos estratégicos e operacionais das etapas a serem percorridas.

Plano sistêmico - A segunda parte foi dedicada à apresentação do projeto de execução do Plano Sistêmico 2015/2020, conduzida por Rodrigo Souza e Isabella Povoa, consultores da Macroplan, oportunidade em que houve um primeiro nivelamento sobre os produtos e prazos pactuados. Esse Plano Sistêmico reforçará a gestão do Sistema OCB nos próximos anos, em todos os níveis, ao mesmo tempo em que se preserva a construção participativa, característica intrínseca ao cooperativismo.

Compartilhamento - “Com eventos dessa natureza, temos a oportunidade de compartilhar, com os colegas das UEs, os produtos elaborados pela equipe da Unidade Nacional, bem como as boas práticas desenvolvidas por eles e as oportunidades de melhorias, além de estreitarmos a comunicação entre os envolvidos. Isso é tempestividade e economicidade”, destaca Emanuel Malta.

Próximas etapas - As próximas etapas são o compartilhamento do material produzido, bem como do calendário de execução do Plano Sistêmico com as equipes estaduais, no âmbito do Plano Sistêmico e a conclusão e envio das Propostas Orçamentárias ao Nacional pelas UEs, até o próximo dia 20. Até lá, serão realizadas videoconferências específicas com cada unidade estadual, sob demanda, para o esclarecimento de dúvidas. (Informe OCB)

 

PECUÁRIA: Emater e Adapar abrem concurso neste mês

As críticas externas ao Serviço de Inspeção Federal (SIF), protagonizadas pela Rússia, tornaram mais urgente o reforço na defesa sanitária e aumentaram a pressão pela realização de concurso público estadual no Paraná. O secretário da Agricultura e do Abastecimento do estado, Norberto Ortigara, afirma que um edital será lançado ainda em outubro para 900 vagas. “Se não fizermos agora, adeus tia Chica, só em 2015”, disse Ortigara, referindo-se aos impedimentos da legislação para nomeação de servidores em ano eleitoral. As nomeações são ilegais nos três meses que antecedem as eleições marcadas para 5 de outubro, e até a nomeação dos eleitos, ou seja, de julho a dezembro.

Aprovação - A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) tem aprovação do governador e da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para o concurso, mas teve de reduzir a previsão de vagas para facilitar a aprovação da Secretaria da Administração e Previdência. No caso da Agência de Defesa Agropecuária, criada por decreto em 2011 e em fase de estruturação, há 546 vagas, mas o edital do concurso deve oferecer 200. Na Emater, o serão 400 de um total de 700 postos em aberto, conforme Ortigara.

Exemplar - O presidente da Adapar, Inácio Kroetz, defende que o Paraná tem um sistema de defesa sanitária “exemplar”, mas argumenta que as contratações são necessárias para estruturação de um sistema de barreiras nas divisas e para ampliar a fiscalização nas estradas. O concurso vem sendo negociado desde o ano passado.

Limite - O principal entrave para o lançamento do concurso que promete reforçar a defesa sanitária vegetal e animal no Paraná é o risco de o estado ultrapassar seu limite nos gastos com pessoal. Segundo a Secretaria da Fazenda, os pagamentos atualmente representam 48,69% da Receita Corrente Líquida (RCL).

Renovação do quadro - Segundo Ortigara, no entanto, as 600 vagas da Adapar e da Emater não elevarão esse índice ao limite. Aos 49%, o estado sofreria, por exemplo, a suspensão das transferências voluntárias da União. Paralelamente ao concurso, deve ser lançado um plano de demissão voluntária, para estimular a aposentadoria de servidores mais antigos da Emater. “Precisamos de mais pessoal e de renovar o quadro. Não admito não fazer o concurso.”

Anúncio - O concurso foi anunciado em março pelo governador Beto Richa, com 546 e 700 vagas. A previsão do governo é reduzir a folha de pagamento em até R$ 15 milhões ao ano com o plano de demissão voluntária da Emater. Essa redução passou a ser considerada necessária para as novas contratações, apesar de a instituição não realizar concurso desde 1991. Atualmente, Emater tem cerca de mil servidores e Adapar outros 550 que pertenciam, até 2011, ao antigo Departamento de Fiscalização da Seab. (Gazeta do Povo)

MEIO AMBIENTE: Código Florestal segue em marcha lenta

meio ambiente 08 10 2013Mesmo com a divulgação da nova plataforma para a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), a implantação do novo Código Florestal ainda caminha em ritmo lento no Brasil. Há duas semanas o Ministério do Meio Ambiente apresentou no Rio Grande do Sul o SiCAR, interface que permite aos agricultores fazer o registro das propriedades sem a necessidade de estarem conectados à Internet. O mesmo sistema deve ficar disponível no Paraná em novembro, mas isso não gera efeitos práticos para os produtores, que vão continuar tendo que esperar para adequar as propriedades ao novo Código.

Regulamentação - Conforme especialistas, a disponibilidade do SiCAR não gera nenhum avanço enquanto não for feita a regulamentação do Cadastro Ambiental Rural – que depende de decreto do governo federal para entrar em funcionamento. A previsão é que o anúncio oficial saia em dezembro. Somente a partir dessa regulamentação é possível dar seguir para o Programa de Regularização Ambiental (PRA). O programa será formulado pelos estados, e vai estabelecer as diretrizes para a regularização das propriedades que não estiverem em conformidade com o novo código.

Espera - O Instituto Ambiental do Paraná (IAP), responsável por definir as regras no Paraná, aguarda pela definição no âmbito federal antes de anunciar qualquer medida. Enquanto isso, a comercialização de áreas com excedente de reserva legal também não pode avançar. A transação é feita por meio das Cotas de Reserva Ambiental (Cras), que ainda não foram regulamentadas pelo instituto, sob a mesma justificativa.

Punições - Para Mariese Muchailh, diretora de restauração e monitoramento da biodiversidade do IAP, o atraso não compromete a implantação do novo código e nem a atividade de fiscalização. “Se houver um flagrante de desmatamento, as punições vão ocorrer do mesmo modo”, afirma.

Tranquilidade - Em meio à indefinição, o melhor a fazer é aguardar, avalia Silvio Krinski, coordenador de Meio Ambiente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). No campo, a situação é encarada com tranquilidade. “O Paraná já tem áreas consolidadas, então há poucas mudanças para se fazer”, avalia o presidente do Sindicato Rural de Londrina, Narciso Pissinati. O agricultor Valdir Fries faz diagnostico semelhante. “Estou pronto para fazer o cadastro assim que o sistema for disponibilizado”, relata. Ele tem uma área de 215 hectares em Itambé (Norte) e estima que vai precisar recompor cerca de 40 hectares de Reserva Legal. Como na região o valor médio do hectare ultrapassa os R$ 20 mil, ele planeja adquirir terras de menor valor para fazer a regularização. “Nessa região a terra é muito fértil. Seria um crime abrir mão de um solo estruturado para plantar a reserva legal”, relata. Ele estima que é possível adquirir áreas de mata por 10% do valor da terra na região. (Gazeta do Povo)

 

ENSINO SUPERIOR: 17 instituições do PR vão ampliar oferta de educação empreendedora

O Paraná foi o segundo estado do País com o maior número de faculdades e universidades contempladas pelo Edital Educação Empreendedora para Instituições de Ensino Superior. Foram selecionadas 17 das 19 instituições inscritas no Edital, que faz parte do Programa Nacional Educação Empreendedora. O Edital terá início em 2014 e a duração será de dois anos. Ao todo, 27.360 alunos serão beneficiados, em 12 municípios paranaenses.

Classificação geral - Na classificação geral de estados, o Paraná ficou atrás apenas de Minas Gerais, que totalizou 21 instituições escolhidas por meio do Edital. A consultora do Sebrae/PR, Paula França Tissot, da Unidade de Desenvolvimento de Soluções, afirma que o principal objetivo é ampliar a oferta de educação empreendedora junto às instituições de ensino superior. “Ficamos muito satisfeitos com o resultado dos esforços que aplicamos para estimular que o maior número possível de instituições propusesse projetos. O interesse demonstrado pelas diversas instituições de ensino superior paranaenses são um sinal de que estamos no caminho certo.”

Oferta - No Edital do Educação Empreendedora, foram ofertadas ações que incluem a publicação de pesquisas e teses relacionadas ao tema novos negócios; a inclusão da disciplina de empreendedorismo na grade curricular ou em cursos de extensão; a realização do Desafio Universitário Empreendedor; além de cursos, palestras e outras linhas que tratem da educação empreendedora. “A intenção foi atender, de maneira flexível, cada instituição de ensino, de acordo a sua realidade. Então deixamos que elas escolhessem quais as melhores soluções para atender as suas necessidades”, afirma a consultora do Sebrae/PR.

Universitários - Paula Tissot reforça que o Programa vai trabalhar o perfil empreendedor dos universitários, mesmo daqueles que não pensam em abrir suas empresas após terminar os estudos. “São pessoas que estão na eminência de entrar no mercado de trabalho e o desejo é que possam optar por entrar em um negócio pré-existente ou abrir o seu próprio negócio. Nós vamos trabalhar as características do comportamento empreendedor em sua conduta pessoal e profissional, estimulando que os estudantes conheçam seu potencial, ajam de forma planejada na busca de seus objetivos, e desenvolvam habilidade de identificar oportunidades, para que tenham capacidade de optar.”

Ações - O Edital prevê a aplicação de ações em todos os cursos e não apenas naqueles voltadas à área de negócios. A consultora do Sebrae/PR destaca a importância de incluir noções de empreendedorismo em todos os ramos profissionais. “Cada vez mais, advogados, dentistas, fisioterapeutas, publicitários, por exemplo, saem da universidade, abrem seus negócios, mas não têm a menor noção sobre empreendedorismo e gestão. Estamos estimulando a oferta da disciplina de empreendedorismo em outros cursos, para preparar os novos profissionais”, justifica Paula Tissot.

Subsídios - O Sebrae Nacional vai subsidiar 70% do valor total de cada projeto apresentado pelas instituições de ensino superior e os 30% restantes serão financiados pela própria instituição. O resultado do Edital Educação Empreendedora pode ser conferido no site www.comunidade.sebrae.com.br/Parceriaies/.

Instituições - As instituições de ensino superior paranaenses selecionadas são: Centro Universitário Dinâmica das Cataratas (UDC); Faculdade Integrado de Campo Mourão (CEI); Faculdade de Pato Branco (Fadep); Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Londrina; Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Pato Branco; Faculdade do Norte Pioneiro (Fanorpi); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campo Mourão; Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Apucarana; Faculdade Metropolitana de Curitiba (Famec)/Instituto Euvaldo Lodi (IEL) – Núcleo Regional do Paraná; Universidade Federal do Paraná (UFPR); Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam); Centro Universitário de Maringá (Unicesumar); Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Cornélio Procópio; Faculdades Integradas do Vale do Iguaçu; e Faculdade de Ampére (Famper).

Sobre o Sebrae/PR - O Sebrae/PR - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é uma instituição sem fins lucrativos criada nos anos 1970 para dar apoio aos empresários de micro e pequenas empresas e aos empreendedores interessados em abrir o próprio negócio. No Brasil, são 27 unidades e 800 postos de atendimentos espalhados de norte a sul. No Paraná, seis regionais e 11 escritórios. A entidade chega aos 399 municípios do Estado por meio de atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em desenvolvimento de empreendedores; impulso a empresas avançadas; competitividade setorial; promoção de ambiente favorável para os negócios; tecnologia e inovação; acesso ao crédito; acesso ao mercado; parcerias internacionais; redes de cooperação; e formação de líderes. (Assessoria de Imprensa do Sebrae/PR)

TECNOVA PR: Programa de apoio às micro e pequenas empresas é lançado pelo governo do Estado

O governo do Estado lançou, nesta segunda-feira (07/10), o Programa de Apoio à Inovação em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Tecnova Paraná, que vai destinar R$ 22,5 milhões para incentivar empresários a investirem em novos produtos e ideias. Os recursos são da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (R$ 15 milhões) e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (R$ 7,5 milhões). O governador Beto Richa assinou o primeiro edital para seleção de 75 projetos de subvenção econômica, que será feito através da FomentoParaná. O público-alvo são as micro e pequenas empresas com faturamento anual inferior a R$ 3,6 milhões e com, no mínimo, seis meses de existência.

Tecnova - O interessado deve enviar o projeto, conforme será descrito em edital. A universidade estadual da região em que está instalada a empresa vai analisá-lo, para então entrar com o pedido de recursos financeiro e colocar a ideia em prática. O valor destinado às empresas pode variar de R$ 180 mil a R$ 600 mil, mediante a contrapartida financeira de 5% do valor subsidiado. O prazo para a execução do projeto será de até 24 meses.

União de esforços - O programa surgiu da união de esforços para promover e incentivar a inovação tecnológica em áreas estratégicas, pela cooperação entre o setor público, privado e as instituições de pesquisa e desenvolvimento. Os segmentos com prioridade são energia, tecnologia da informação e comunicação (TICs), biotecnologia, metalmecânica, cadeias produtivas da agroindústria e complexo industrial da saúde.

Estrutura – Segundo o chefe do departamento de operações de subvenção da Finep, Marcelo Camargo, a Finep adota modelo de subvenção econômica descentralizada, não reembolsável e direcionada a segmentos estratégicos. No Paraná, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é responsável por estruturar o programa, estabelecendo mecanismos de cooperação para promover o repasse de recursos. “A criação desse projeto é a forma que encontramos para descentralizar a subvenção. Entendemos que os estados têm mais conhecimento do setor empresarial e cada área que precisa ser fomentada”, disse Marcelo Camargo. “O Paraná é um dos destaques do Brasil com relação à inovação, pois tem grandes universidades e uma excelente rede de empresas. O Paraná é ainda o Estado da Federação que mais nos solicitou recursos para inovação”, disse Camargo.

Execução e coordenação - A Fundação Araucária, vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, é responsável pela execução e coordenação dos trabalhos na Agência Operacional Descentralizada do Tecnova-PR. “A instituição foi encarregada de coordenar a estruturação e a operacionalização da agência, assumindo a organização e lançamento da chamada pública, processo de seleção e contratação das empresas, a alocação dos recursos, o acompanhamento físico-financeiro e a prestação de contas dos projetos”, destacou Osmar Muzilli, coordenador da agência Tecnova, junto à Fundação Araucária.

Apoio - A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) vão apoiar a promoção e divulgação do Programa, na motivação e prospecção junto ao setor produtivo, no suporte técnico e econômico para o desenvolvimento das inovações e na integração com o Parque Tecnológico Virtual (PTV-Paraná), como plataforma de apoio para os projetos a serem contratados. A Rede Paranaense de Incubadoras e Parques Tecnológicos (Reparte) e a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro) participam como intervenientes técnicos.

Indústrias - De acordo com o superintendente coorporativo da Fiep, Ovaldir Nardin, o Paraná tem aproximadamente 50 mil indústrias, das quais 90% micro e pequenas. “É um setor carente de inovação que agora recebe uma ajuda importante para estimular o setor. Temos uma maioria absoluta de pequenas empresas que precisam melhorar seus produtos e, assim, a competitividade no mercado”, disse ele.(Com informações da Agência de Notícias do Paraná)

MDIC: Saldo acumulado da balança é superavitário pela primeira vez neste ano

mdic 08 10 2013A balança comercial brasileira registrou superávit (exportações maiores que importações) de US$ 1,85 bilhão na primeira semana de outubro. O saldo positivo resultou de US$ 6 bilhões em exportações e  US$ 4,21 bilhões em importações nos quatro dias úteis do mês. No acumulado do ano, é a primeira vez que a balança fica superavitária, com resultado positivo em US$ 236 milhões. Até o fim de setembro, o saldo acumulado estava negativo em US$ 1,6 bilhão. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (07/10) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Petróleo e gás - A balança abriu o mês no azul em função da exportação de uma plataforma de petróleo e gás, que, segundo informações do ministério, representou ingresso financeiro de US$ 1,9 bilhão. Puxadas pela plataforma, as vendas externas de manufaturados cresceram 119,5% em comparação com as de outubro do ano passado. Entre os itens de maior valor agregado, houve ainda incremento nas exportações de motores e geradores, veículos de carga e automóveis de passeio.

Produtos básicos - A comercialização de produtos básicos também aumentou na primeira semana, crescendo 24,2% ante o mesmo mês do ano passado em função de petróleo bruto, soja em grão, minério de ferro, carne bovina e folhas de fumo. As exportações de semimanufaturados foram as únicas em queda, com recuo de 25%. No total, a  média diária exportada ficou em US$ 1,51 bilhão contra US$ 989,2 milhões em outubro de 2012, o que representa aumento de 53,4%.

Importações - As importações alcançaram média diária de US$ 1,054 bilhão, 15,3% superior à de outubro do ano passado. O movimento é explicado principalmente pela aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes (139,4%), aparelhos eletroeletrônicos (22,6%), siderúrgicos (14,7%), produtos químicos orgânicos e inorgânicos (9,8%) e borracha (7%).

Recuperação - A balança comercial brasileira está se recuperando após uma série de resultados negativos neste ano, causados, principalmente, pela diminuição nas exportações e aumento nas importações de petróleo. Houve queda na produção brasileira em função de paradas programadas para manutenção de plataformas. Com a retomada da produção, o governo espera encerramento do ano com superávit. (Agência Brasil)

 

ESTUDO: Investimento em infraestrutura pode atingir 2,45% do PIB

infraestrutura 08 10 2013Os investimentos em infraestrutura devem encerrar 2013 com avanço em relação ao ano passado. Estudo liderado por Cláudio Frischtak, presidente da Inter B. Consultoria Internacional de Negócios, e repassado com exclusividade ao Valor, aponta que os investimentos em energia elétrica, telecomunicações, saneamento e transportes devem saltar de 2,33% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 para 2,45% em 2013.

Setor privado - Na liderança do processo, o setor privado deve encerrar o ano com uma fatia estimada dos investimentos em infraestrutura correspondente a 1,2% do PIB. Mas se o segmento tem participação majoritária nos investimentos, é o governo, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal, que financia aproximadamente 39% de tudo o que é investido, segundo Frischtak. Ao se levar em consideração os financiamentos de outros bancos públicos, garantidos pelo Tesouro, ou por fundos patrocinados por instituições públicas, o financiamento público sobe para 65% dos recursos em infraestrutura - 72% do valor investido em transportes. Segundo dados do próprio BNDES, porém, a fatia da infraestrutura nos desembolsos do banco caiu de 42% para 35% entre 2007 e 2012.

Pouco - Segundo Frischtak, a expectativa de aumento dos investimentos em infraestrutura como percentual do PIB, de 0,12 ponto percentual de um ano para outro, representa muito pouco em relação ao país necessita para chegar em 2017 com pelo menos 4,5% do PIB investido em infraestrutura - percentual considerado razoável na comparação do país com seus pares. O Chile, por exemplo, investiu, em média, 5,1% do PIB em infraestrutura entre 2008 e 2011, enquanto, no Peru, esse percentual foi de 4,22%. Nesse ritmo, o objetivo no Brasil só seria alcançado em 17 anos. "O fato é que sem o programa de concessões, sem dúvida estaríamos em uma situação muito pior", diz Frischtak, que apresentará o trabalho amanhã, em um evento do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos).

Governos estaduais - Nos seis primeiros meses de 2013, além do setor privado, são os governos estaduais que vêm puxando os investimentos em infraestrutura - especialmente no segmento de transportes rodoviários. Na comparação entre o primeiro semestre de 2012 e igual período de 2013, os investimentos do governo federal caíram de R$ 6,3 bilhões para R$ 5,5 bilhões, um recuo de 14% no período. Os investimentos das empresas privadas subiram de R$ 17,4 bilhões para R$ 18,4 bilhões (alta de 5,5%).

Destaque - O destaque, contudo, são as empresas estaduais e autarquias, com alta de 47,5% dos investimentos no período, de R$ 6,2 bilhões para R$ 9,1 bilhões. Em São Paulo, por exemplo, os investimentos em rodovias mais do que duplicaram, saindo de R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre de 2012 para R$ 2,7 bilhões. Segundo o estudo, enquanto os Estados dominam os investimentos em rodovias e mobilidade urbana, e o governo federal, os investimentos em ferrovias, o setor privado tem seus investimentos mais espalhados pelos setores de energia elétrica, transportes - com atuação dominante em portos, majoritária em aeroportos e relevante em rodovias e ferrovias - e telecomunicações. Por conta desse último segmento é que, na projeção para 2013, a participação do setor privado nos investimentos deve recuar de 1,3% em 2012 para 1,17%, levada justamente por uma queda dos investimentos em telecomunicações.

Bancos públicos - Quanto à grande participação do governo como financiador da infraestrutura, Frischtak avalia que o ideal, no longo prazo, seria o deslocamento progressivo dos bancos públicos e um papel mais central do mercado de capitais e de seguradoras. Ter o BNDES como um banco de desenvolvimento de infraestrutura, no entanto, não lhe parece ruim. "Não é uma má ideia", diz. Segundo Frischtak, a impressão é que o governo chegou à conclusão que o PSI (Programa de Sustentação do Investimento, voltado para bens de capital e inovação) é muito caro, e talvez não tenha feito diferença. "Há um problema fiscal dos bons, o BNDES vai ter que escolher onde colocar seus ovos e, na margem, vai fazer mais efeito investir em infraestrutura." (Valor Econômico)

 

ECONOMIA: Governo estuda reduzir tamanho do BNDES

O governo estuda a reformulação do papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ideia é reduzir o tamanho e o peso do banco na economia. Nesse novo desenho, o BNDES atuará no que Brasília chama de "novo ciclo de investimento" do país: a expansão da infraestrutura. A agenda de encolhimento do BNDES envolve a redução de aportes do Tesouro, a venda de ativos do banco para reduzir a necessidade desses repasses, a reestruturação de carteiras da instituição e a diminuição ou até eliminação da oferta de capital de giro puro (quando não associado a projetos de investimento de longo prazo).

Agenda - "Temos uma agenda e a ideia é deixar o mercado respirar mais", disse uma fonte. "O governo quer que o BNDES cumpra mais a função de um banco de investimento de infraestrutura, em vez de fazer 'corporate' e capital giro", explicou um assessor.

Bens de capital - No caso do financiamento de bens de capital (máquinas e equipamentos), a ideia é continuar oferecendo crédito, mas sob condições menos atrativas que as do ciclo anterior. O Programa de Sustentação do Investimento (PSI), linha criada para subsidiar a compra de bens de capital, cobra juro negativo (inferior à inflação) - neste momento, de apenas 3,5% ao ano. A tendência é que a linha seja mantida, mas a um custo mais alto.

Efeito multiplicador - "O PSI tem um efeito multiplicador na arrecadação de tributos. No longo prazo, é algo que se torna autofinanciável [um subsídio que se paga pelo retorno que gera em receita para o governo]", ponderou uma fonte. "Cumpre uma missão muito importante, mas é preciso adaptá-lo a uma nova realidade, que leva em conta o fim do ciclo de crise lá fora e uma nova equação macroeconômica aqui dentro."

Novo ciclo - O governo acredita que o novo ciclo de investimento no Brasil vai durar pelo menos dez anos. Os financiamentos são de prazos superiores ao do crédito corporativo. "O funding para isso é diferente. É preciso construir um sistema de garantias, estimular outras formas de financiamento, como as debêntures incentivadas de infraestrutura com alto nível de segurança jurídica", disse um técnico, lembrando que, no ano passado, a Lei 12.715 criou debêntures desse tipo.

Vocações originais - Desde que a as duas principais agências de avaliação de risco - Standard & Poor's e Moody's - reduziram a perspectiva da nota do Brasil, a presidente Dilma Rousseff já anunciou que os bancos federais vão se concentrar em suas vocações originais. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu ordens à Caixa Econômica Federal para se concentrar no financiamento habitacional e deixar o mercado de "corporate".

Papel - O papel de financiador da infraestrutura vem depois que o governo usou o BNDES para financiar a internacionalização de grandes empresas brasileiras e o investimento a taxas de juros mais baixas que as do mercado. Na avenida Chile, onde fica a sede do BNDES, alega-se que a proposta de diminuição do papel do banco ainda não chegou. Segundo apurou o Valor, o banco considera que, como o mercado acionário está "muito ruim", vender ativos agora só pioraria ainda mais a situação da bolsa. Os ativos da BNDESPar representam 20% do ativo total do banco e responderam em média, nos últimos seis anos, por 50% do seu lucro. (Valor Econômico)

PARANÁ: Jozelia Nogueira toma posse como secretária estadual da Fazenda

fazenda 08 10 2013O governador Beto Richa deu posse nesta segunda-feira (07/10) à advogada Jozelia Nogueira no cargo de secretária estadual da Fazenda. Jozélia, que estava na função de procuradora-geral do Estado, substitui Luiz Carlos Hauly, que passa a exercer o mandato de deputado federal. A solenidade de transmissão de cargo aconteceu no Salão de Atos, do Palácio Iguaçu. O vice-governador e secretário estadual da Educação, Flávio Arns, participou da solenidade, que teve a presença de secretários estaduais, deputados federais e estaduais e vereadores.

Qualificações - “Jozelia Nogueira tem as melhores qualificações e condições para dar continuidade ao trabalho já realizado por Hauly na Secretaria Estadual da Fazenda”, afirmou o governador. “Ela tem profundo conhecimento nas áreas fiscal e tributária e seu trabalho é reconhecido em âmbito nacional”, disse Richa.

Importância - O governador destacou a importância da Secretaria da Fazenda e ressaltou o trabalho de Luiz Carlos Hauly. “Hauly fez um trabalho com dedicação absoluta na reestruturação da secretaria, na recuperação das finanças estaduais, com a aplicação de medidas de austeridade, e na coordenação de importantes programas como o Paraná Competitivo”, afirmou Richa. “Ele terá agora um papel importantíssimo no Congresso Nacional na defesa dos interesses do Governo do Paraná, em Brasília”, destacou o governador.

Carreira - Jozelia Nogueira é procuradora do Estado desde 1990 e ocupou o cargo de procuradora-geral no período de abril de 2007 a janeiro de 2008. Também exerceu cargo de chefe da Procuradoria Fiscal e de procuradora jurídica do DER-PR. Jozelia é formada em Direito (Direito Tributário) pela Universidade Federal do Paraná e tem especialização nas áreas de Direito Contemporâneo, Direito e Processo Tributário e Lei de Responsabilidade Fiscal.

Honra - “Fico honrada em ser a primeira mulher a ocupar o cargo de secretária da Fazenda do Paraná. Vamos dar continuidade ao excelente trabalho realizado nesta pasta até o momento”, disse Jozelia. A nova secretária afirmou que poderão ser implantadas outras medidas, por conta da redução dos repasses do governo federal aos Estados e municípios. “Estamos estudando o cenário nacional e formando uma equipe de trabalho”, destacou.

Novo procurador - Ainda nesta semana, o governador Beto Richa nomeará o novo procurador-geral do Estado.

Presenças - Participaram da solenidade o secretário de Governo, Cezar Silvestri; o secretario chefe da Casa Civil, Reinhold Stephanes, os deputados federais Alfredo Kaesser, Cida Borghetti e Rubens Bueno; o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, e os deputados Alexandre Curi, Doutor Batista, Mara Lima, Rasca Rodrigues, Pedro Lupion, Alceu Maron, Duílio Genari, Nelson Justus, Fernando Scanavaca, Artagão Junior e Wilson Quinteiro. (Agência de Notícias do Paraná)

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Objetivo de europeus é acelerar a realização de negócios

O vice-presidente da Comissão Europeia e comissário de Indústria e Empreendedorismo, Antonio Tajani, estará no Brasil na quinta e sexta-feira, acompanhado de representantes de algumas empresas europeias, com o claro objetivo de pavimentar o terreno para a realização de mais negócios rapidamente. O anúncio da visita de Tajani pela UE veio numa nota em que, de um lado, menciona que em 2012, pela primeira vez, os europeus tiveram superávit no comércio de bens com o Brasil, de € 2,2 bilhões, ante déficit comercial de € 3 bilhões em 2011. O comércio cresceu muito pouco, de € 75 bilhões para € 76,7 bilhões. Por causa da recessão na zona do euro, os europeus compraram menos e venderam muito para o Brasil.

Medidas restritivas  - De outro lado, a nota da UE foca 'forte aumento' pelo Brasil no uso de medidas que restringem o comércio, como 'pesadas altas de tarifas de importação'. De todos os países monitorados por Bruxelas, o Brasil representa mais de um terço de restrições em compras governamentais. Segundo Bruxelas, o Brasil também continua a proteger fortemente o mercado doméstico contra a competição estrangeira, "para desvantagem de seus consumidores e outros setores industriais".

Barreiras - Restará ao Brasil lembrar as enormes barreiras europeias, sobretudo na área agrícola. Os exportadores brasileiros de carnes não conseguem sequer preencher cota para carne nobre, por causa das exigências impostas por Bruxelas. A UE superou os EUA como o primeiro investidor estrangeiro no Brasil nos últimos anos, mas Bruxelas aponta a crescente importância da China no Brasil, "confirmando uma tendência geral na América Latina". Igualmente, a UE é a região que mais recebe investimento direto estrangeiro por parte de empresas brasileiras.

Diagnóstico - Uma das associações com crescente influência nas relações bilaterais, em Bruxelas, é a Associação União Europeia-Brasil, presidida por Luigi Gambardella. E seu diagnóstico é incisivo: as duas economias se encontram num ciclo vicioso de menos investimentos, menos crescimento, mais crédito por bancos públicos, mais endividamento dos consumidores, mais déficit público e menos confiança no futuro da economia.

Mecanismo - Lembrando que também os industriais brasileiros temem a concorrência da China, Gambardella sugere a Tajani algum mecanismo para atrair e facilitar investimentos na Europa e também assegurar ambiente estável para parcerias público-privadas (PPPs) no país.

Expectativa - A associação, que reúne bom número de parlamentares europeus, empresas e acadêmicos, identifica uma 'expectativa generalizada de que não há a menor possibilidade de acordo de livre comércio UE-Mercosul no futuro próximo', com a negociação paralisada desde 2004.

Caminhos paralelos - Por isso, a entidade sugere dois caminhos paralelos para desbloquear a negociação, o que tem semelhança com a agenda de Tajani no país, esta semana. O primeiro caminho é ir adiante com acordos bilaterais União Europeia-Brasil sobre "tudo, menos comércio": regras, padrões, medidas sanitárias e fitossanitárias, investimentos, tributação, regulações, facilitação de negócios, todo o arsenal de barreiras técnicas ao comércio.

Sem risco - A entidade acha que isso pode ser feito sem causar riscos ao Mercosul e pode reforçar o lado brasileiro promovendo o segundo caminho: o bloco do cone Sul é o guarda-chuva sob o qual cada país-membro pode adotar liberalização mais rápida ou mais lenta. (Valor Econômico)

COMÉRCIO EXTERIOR II: UE quer acordo com o Brasil para enfrentar os chineses

comercio exterior 08 10 2013A União Europeia (UE) quer um acordo com o Brasil sobre matérias-primas estratégicas na área industrial, em reação ao crescente controle chinês no mercado global de commodities. Em entrevista ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, o vice-presidente da Comissão Europeia e comissário de Indústria e Empreendedorismo, Antonio Tajani, disse que o tema faz parte de sua agenda na visita que fará ao Brasil na quinta e sexta-feira.

Monopólio - "Há uma situação em que a China tenta ter monopólio de matérias-primas industriais, e é preciso impedir isso", afirmou Tajani, que estará em Brasília para preparar o encontro de cúpula UE-Brasil, marcado para fevereiro em Bruxelas, onde gostaria de assinar um acordo. A UE já tentou a mesma iniciativa sobre matérias-primas em 2011, em estratégia para garantir acesso a commodities com o objetivo de garantir a competitividade europeia. Tajani, no entanto, diz que a proposta só envolve matérias-primas industriais, e não agrícolas. E do lado brasileiro, sempre interessou principalmente abordar commodities agrícolas. Para certos negociadores, o problema europeu é que dá ênfase ao abastecimento e ignora a ótica de mercado e do produtor.

Minerais - A Europa depende fortemente da importação de minerais que são concentrados nas mãos de poucos países, como China, Brasil, Rússia e África do Sul. Nada menos de 84% do nióbio e 51% de minério de ferro importado pelos 27 países da UE vêm do Brasil, por exemplo. Os europeus se inquietam com riscos reais de desabastecimento no caso dos minerais terras-raras, cuja produção mundial está 97% concentrada na China e são essenciais para alta tecnologia, telecomunicações e produtos ambientais.

Erosão - Tajani abordou também a erosão da base industrial europeia e os planos de uma "reindustrialização industrial". Ao seu ver, um dos problemas à competitividade europeia é o preço da energia, o mais elevado em comparação aos concorrentes e que representa o dobro e o triplo dos custos nos Estados Unidos e na China.

Produtividade - O nível médio de produtividade da UE está bem abaixo daquele dos EUA e do Japão, e a demanda continua fraca no bloco. Tajani indicou recentemente que os investimentos também continuam fracos, tendo diminuído € 350 bilhões desde 2007, quando começou a crise financeira global. A Europa hoje só atrai 20% dos investimentos estrangeiros totais, comparado a 45% em 2001.

Exterior - Sem surpresas, a UE estima que o grosso de seu crescimento nos próximos anos virá do exterior. Em sua visita ao Brasil, Tajani quer explorar mais contatos entre os empresários brasileiros e europeus e uma cooperação industrial, especialmente em áreas de alta tecnologia. O comissário vai enfocar barreiras e possibilidades concretas de entendimentos para simplificação administrativa, a fim de estimular mais negócios. Por exemplo, na área de regulação e especificações técnicas, em particular padronização e certificação de produtos, para ampliar o comércio. Também estão na agenda projetos em pesquisa e investimentos. A cooperação deve continuar em setores-chave, como petróleo e gás, infraestrutura e energia renovável.

Contexto positivo - "Vemos tudo isso num contexto muito positivo", afirmou o comissário. "Vou ao Brasil para reforçar as relações, não para protestar. Quando falo sobre matérias-primas, sobre barreiras, falo para aumentar as nossas relações. Sou absolutamente pró-brasileiro". A seguir, os principais trechos da entrevista:

Valor: O que o sr. leva concretamente como propostas para o Brasil?

Antonio Tajani: O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, me encarregou de preparar o encontro de cúpula UE-Brasil no mês de fevereiro em Bruxelas. No Brasil, vou encontrar vários ministros. Vou acompanhado por empresas europeias e organizações empresariais. Vamos propor o reforço das relações bilaterais no nível de padronização e de investimentos, e tentar abrir as portas do Brasil aos europeus. Temos problemas a resolver, como barreiras tarifárias e não tarifárias. Para nós, o ambiente brasileiro é positivo. E ter os mesmos padrões para a indústria é importante, dá para aumentar a produção europeia no Brasil e também dá para atrair empresas brasileiras à Europa. Mesmo se dizem que há problemas no Brasil, para nós o Brasil tem bom crescimento. Vamos reforçar também o acordo sobre turismo, vamos preparar bem esse encontro de cúpula, para dar um bom reforço à relação bilateral.

 

Valor: Por que a UE reclama de barreiras no Brasil, quando, pela primeira vez, conseguiu superávit comercial em muito tempo? Os europeus estão vendendo mais, os brasileiros menos, não?

Tajani: Eu disse que é preciso resolver os problemas. No Brasil, as empresas europeias têm problemas para trabalhar. Imagino que as empresas brasileiras possam ter problemas na Europa. Eu vou dizer quais as dificuldades: a vontade política é o mais importante. Os problemas são pequenas coisas no contexto geral de reforçar os vínculos entre o Brasil e a União Europeia. É preciso ir adiante. Há grandes oportunidades no Brasil, como a Copa do Mundo. As empresas europeias têm grande interesse em investir no país. Essa visita é uma passagem crucial para o encontro de cúpula. Barroso é muito ligado ao Brasil, acho que seu pai tinha passaporte brasileiro.

 

Valor: A UE vai propor um acordo sobre fornecimento de matérias-primas estratégicas?

Tajani: Sim. Vamos discutir isso, para nós é muito importante. Estamos prontos a assinar um acordo com o Brasil na área de matérias-primas. Vamos ver se o governo brasileiro está pronto a assiná-lo. Trata-se de cooperação para tentar uma política comum contra monopólios que há no mundo hoje. Há uma situação em que a China tenta ter monopólio de matérias-primas industriais, não agrícolas, e é preciso impedir isso.

 

Valor: É um acordo que facilita Brasil e UE na área industrial em relação à China?

Tajani: No momento em que, em nível global, a China é capaz de gerir, e é seu interesse, o mercado de matérias-primas, a competitividade de nossas empresas pode ficar comprometida. Se o custo das commodities aumenta no Brasil e na Europa, a competitividade de nossas indústrias não será a mesma que seria se tivéssemos uma situação de mercado livre, mais equilibrado.

 

Valor: Em que estágio está essa discussão com o Brasil?

Tajani: Temos ideias, estamos discutindo. Vamos ver se podemos assinar um acordo agora ou no encontro de cúpula de 2014 em Bruxelas. Já assinamos esse tipo de acordo com países como Peru, Uruguai, Colômbia, Chile, com a Groenlândia.

 

Valor: O acordo de livre comércio Mercosul-UE continua complicado. É o momento de negociar um acordo comercial diretamente com o Brasil?

Tajani: Esperamos que o acordo com o Mercosul avance, fui ao encontro de cúpula do Mercosul, em Montevidéu. Mas a decisão de avançar é do Mercosul. Ao mesmo tempo, queremos ir adiante com o Brasil. O Brasil não é apenas um membro do Mercosul. E não podemos falar com o Brasil apenas num quadro Mercosul. O Brasil é o Brasil, um dos países mais importantes do mundo.

 

Valor: Ou seja, paralelamente, avançar as relações com o Brasil.

Tajani: Exato, paralelamente ao debate com o Mercosul ir adiante no trabalho de reforçar nossas relações com o Brasil.

 

Valor: A Europa não saiu ainda da severa crise econômica e social. Até que ponto essa crise causou a erosão da base industrial europeia?

Tajani: A indústria europeia teve problemas. Durante vários anos, vimos a economia como ligada às finanças e aos serviços. Infelizmente, os resultados foram muito negativos. Agora é preciso começar a trabalhar pela reindustrialização da Europa. Temos o objetivo de aumentar a participação da indústria manufatureira de 15% do PIB da UE a 20% até 2020. Precisamos resolver vários problemas para reforçar a competitividade. É preciso economizar no custo da energia, que é mais elevado comparado a nossos concorrentes. A burocracia é um fardo terrível para as empresas. O acesso ao financiamento é um problema para a indústria. Precisamos também ter uma boa política ambiental. Se não temos um acordo global nessa área, não podemos ir adiante [sozinhos].

Valor: A produtividade europeia também perde na comparação com os EUA e o Japão?

Tajani: Sem dúvida. Por isso, é preciso haver ações políticas. Em fevereiro, haverá uma cúpula de chefes de Estado e de governo europeus dedicada à política industrial. Estamos preparando ideias concretas para ter, ao lado da politica de redução da dívida, também uma política a favor do crescimento através da indústria.

Valor: Como reduzir a diferença de competitividade entre economias tão distintas como a da Alemanha e da Grécia?

Tajani: É preciso tentar coordenação, mas ter uma politica industrial ajuda todo o mundo. Como temos um grande mercado interno, de mais de 500 milhões de habitantes, não se pode ter o mesmo sistema industrial em cada país-membro. A Grécia deve desenvolver uma forte indústria de turismo. Este ano, mesmo na situação terrível de crise, a Grécia atraiu muitos turistas, o setor teve bom desempenho. A Europa precisa antes de tudo fazer uma escolha política. As finanças e os serviços devem estar ao serviço da economia real.

 

Valor: O que a França fez - criar banco de desenvolvimento para impulsionar a política industrial -, é um bom modelo para a Europa?

Tajani: Temos o Banco Europeu de Investimentos (BEI), que já faz um bom trabalho, por exemplo para [financiar] infraestrutura. Vamos propor que o banco tenha mais recursos para ajudar pequenas e médias empresas, para alavancar recursos de € 100 bilhões. Espero também que o Banco Central Europeu (BCE) nos próximos anos atue como outros bancos centrais. Atualmente, é apenas um banco que trabalha para a estabilidade, contra a inflação. Mas é preciso ser capaz de se engajar no crescimento.

 

Valor: A demanda europeia continua muito anêmica, em todo o caso...

Tajani: Por isso precisamos de um sistema favorável ao investimento, que deve vir além das fronteiras europeias.

 

Valor: Ou seja, grande parte do crescimento europeu futuro virá de fora?

Tajani: Sim. Por isso estamos reforçando a internacionalização de nossas empresas. E isso não significa deixar a Europa, e sim fazer investimentos no exterior, produzir fora para os mercados locais.

 

Valor: Quando a UE, enfim, sairá da crise, e em que formato?

Tajani: Não sou um feiticeiro para saber [risos]. Mas a situação avança. Alguns países avançam mais, outros menos, e sou otimista para o ano que vem. Há uma pequena retomada da economia. Há mensagens que chegam apontando crescimento.

 

Valor: O sr. foi um fundador do Forza Itália, com Sílvio Berlusconi. Como vê a situação dele hoje, quase expulso do Senado, e talvez da vida política?

Tajani: Berlusconi é ainda o líder da centro-direita italiana, quer ele seja senador ou não. O secretário do partido, Alfano, que é vice-primeiro-ministro, vai trabalhar para apoiar o governo para sair da crise, tentando colocar antes de tudo o interesse da Itália e da Europa. Depois da saída da crise haverá eleições. Berlusconi também deu sua confiança ao governo de Letta e ele será ainda presidente do partido fora do parlamento. (Valor Econômico)

 


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