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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3240 | 10 de Dezembro de 2013

G7: Entidades defendem índice menor para o teto do Funrejus

As lideranças do G7, grupo formado por entidades representativas do setor produtivo paranaense, entregaram, nesta segunda-feira (09/12), ao presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni, um documento com o posicionamento do grupo sobre o aumento das taxas judiciais e extrajudiciais e ao teto do Fundo de Reequipamento do Poder Judiciário (Funrejus). Em relação às taxas, o G7 considera ser adequado o aumento proposto pelo Tribunal de Justiça, de 11,7% sobre os valores atuais. Porém, quanto ao Funrejus, o grupo concorda com a elevação dos atuais R$ 817,80 para R$1.226,70, em 2014, e não com a proposta de aumento de 123% no teto do Fundo, o elevaria o valor para R$ 1.822,88, conforme foi noticiado pela imprensa nesta terça-feira (10/12).  

Deputados - Um documento reafirmando a posição do G7 contra o aumento superior ao teto de R$ 1.226,70, bem como de discordância em relação à alteração da alíquota do Funrejus, de 0,2% para 0,3%, também está sendo encaminhado aos deputados estaduais.

Ademi-PR - A Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-PR) também é contrária a qualquer medida de reajuste do Funrejus.“Esse aumento está na contramão da política adotada pelos principais agentes públicos e financeiros do país, que visa a facilitar o acesso à habitação. Se aprovada, a medida pode gerar sérios entraves para a aquisição da casa própria no estado, onerando o consumidor”, diz a Ademi-PR, em nota à imprensa.

Entidades– Fazem parte do G7 a ACP, Faep, Fecoopar, Fecomércio, Fiep, Faciap e Fetranspar.

Clique aqui e confira na íntegra o documento do G7 entregue ao presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni 

Clique aqui e confira na íntegra o documento do G7 que está sendo entregue aos deputados estaduais

MOBILIZAÇÃO SOCIAL: Coep PR faz entrega do Prêmio Betinho em Curitiba

O Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida – Coep Paraná realizou, na manhã desta terça-feira (10/12), a entrega do Prêmio Betinho – Atitude Cidadã aos vencedores paranaenses. A solenidade aconteceu na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. Foram premiados Maria Júlias Xavier Rodrigues, da Associação Vitorino; Fernando Francisco de Goiés, da Fundação Educacional Profeta Elias – Meninos dos Quatro Pinheiros; Rosemari Cardoso Aguiar, que atua na Comunidade do Jardim União e Icaraí e Maria da Graça Melchior, da Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente.

O Prêmio - O Prêmio Betinho - Atitude Cidadã foi criado em 2008 para homenagear o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, um dos fundadores do Coep. O Coep é uma rede nacional de mobilização social criada em 1993. Nesses 20 anos de atuação, tornou-se uma das principais articuladoras de organizações públicas e privadas para implementação de iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Reúne, hoje, mais de 1.100 organizações e mais de 35,8 mil mobilizadores. A Ocepar é uma das entidades parceiras do Coep/PR.

Presenças – No evento ocorrido nesta terça, em Curitiba, a secretária executiva do Coep/PR, Conceição Contin, apresentou um balanço dos trabalhos realizados durante 2013. O presidente nacional do Coep, André Spitz, enalteceu as ações realizadas no Paraná e agradeceu as entidades parceiras. Um coral formado por crianças que fazem parte de um dos projetos sociais apoiados pelo Coep/PR interpretou músicas com temas ligados à amizade, amor e solidariedade, emocionando a plateia. A solenidade foi prestigiada pela vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, pela superintendente do gabinete da vice-prefeita, Maria Oliva Samek, pelo superintendente do Sistema Ocepar e representantes das demais entidades que integram a rede de mobilização do Coep/PR.

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PERDA: Ocepar lamenta falecimento de Olga Rossoni, mãe do presidente da Assembleia, Valdir Rossoni

Faleceu, na madrugada desta terça-feira (10/10), no Hospital Pilar, em Curitiba, Olga Rossoni, mãe do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni. Ela lutou por três anos contra um câncer. O corpo será velado em Bituruna, na Rua João Parizotto, 216. A missa será às 18 horas na Igreja Matriz e o sepultamento ocorre em seguida, no Cemitério Municipal da cidade. Em mensagem de condolências ao presidente da Assembleia, o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, lamentou a perda Olga Rossoni.

Gaúcha – Nascida em 24 de abril de 1934, em Antonio Prado, Rio Grande do Sul, Olga era criança quando veio para o Paraná com a família. Casou com Cândido Rossoni. Os dois se conheceram na região onde nasceu o município de Bituruna. O casal teve três filhos: Valdir, Otília e Valcir. Estes lhes deram seis netos. Depois vieram três bisnetos e há mais dois para nascer. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Alep)

COOPERJOVEM: Paranaenses estão entre os premiados desta terça

Nesta terça-feira (10/12), será realizada a entrega dos troféus dos concursos promovidos pelo Programa Cooperjovem, na Casa do Cooperativismo, em Brasília (DF). Entre os contemplados estão Andreia Jaqueline Bach, que conquistou o primeiro lugar no 6º Prêmio Nacional Professor Cooperjovem, e Kaio Victor Rodrigues da Rosa, terceiro colocado na categoria I do 7º Prêmio Nacional de Redação do Programa Cooperjovem - ambos do Paraná. Após a cerimônia, o grupo participará de uma visita guiada ao Congresso Nacional. Além de um troféu, os três primeiros lugares em cada um dos prêmios receberão os bilhetes de uma viagem muito especial. Eles vão conhecer a cidade de Nova Petrópolis (RS), considerada a capital do cooperativismo. A viagem está marcada para logo depois da visita ao Congresso.

Notebook - As escolas dos três primeiros colocados de cada categoria também serão premiadas com um notebook, como reconhecimento da sua importante participação no desenvolvimento do Programa Cooperjovem, como agente de influência e de mudanças na comunidade em que está inserida.

VENCEDORES - 7º Prêmio Nacional de Redação do Programa Cooperjovem

Categoria I – 4º e 5º ano

1º lugar - Natieli da Silva Pereira (SC)

2º lugar - Larissa dos Santos Silva (PB)

3º lugar - Kaio Victor Rodrigues da Rosa (PR)

Categoria II – 6º ao 9º ano

1º lugar – Gabriela Alves da Silva (PE)

2º lugar - Ana Clara Ribeiro dos Santos (TO)

3º lugar - Vanessa Maria Gomes da Silva (PE)

VENCEDORES - 6º Prêmio Nacional Professor Cooperjovem

1º lugar: Andreia Jaqueline Bach (PR)

PROJETO: COOPERANDO POR UM MUNDO MELHOR – objetivo: promover, por meio da filosofia cooperativista, a transformação da realidade local, conscientizando sobre a importância da manutenção e preservação do meio ambiente. Apoiadora: Cooperativa Agroindustrial (Copagril)

2º lugar: Daniela Benedet de Almeida Lummertz (SC)

PROJETO: QUINTAL DA COOPERAÇÃO – objetivo: desenvolver ações complementares às atividades curriculares escolares, que possibilitem aos educadores, alunos e à comunidade local, construírem coletivamente uma alternativa de utilização de remédios naturais com o cultivo de plantas medicinais. Apoiadora: Cooperativa Agropecuária de Jacinto Machado (Cooperja)

3º lugar: Tânia Santos Concolato (MS)

PROJETO: BAÚ LITERÁRIO DO COOPERATIVISMO – objetivo: construir o conceito de cooperativismo por meio do entendimento e atuação da comunidade escolar na escola municipal Prof. Delmiro Salvione Bonin. Apoiadora: Cooperativa Agroindustrial do Vale do Ivinhema Ltda (Coopavil). (Com informações do Informe OCB)

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SICOOB PR: Mais duas cooperativas se unem

Duas cooperativas do Sistema Sicoob Paraná se unem para trazer benefícios diretamente aos seus cooperados e comunidades nas quais estão presentes. As cooperativas Sicoob Aliança, de Apucarana, e Sicoob Centro Leste, de Telêmaco Borba, aprovaram em Assembleia Geral, realizada no dia 29 de novembro, a sua aglutinação. A partir de agora, a cooperativa será denominada Sicoob Aliança e conta com nove pontos de atendimento, nas cidades de: Apucarana, Telêmaco Borba, Ibaiti, Ivaiporã, Jandaia do Sul, Pinhalão e Reserva. Sua área de atualização totaliza 44 municípios.

Cooperados - A união destas duas cooperativas beneficia aproximadamente seis mil cooperados que, além de contar com a ampliação da área de atuação, podem esperar rendimentos melhores nas sobras da cooperativa. Para o presidente do Sicoob Aliança, Osnei Simões, a união das cooperativas só fortalece a atuação na região. “Esta união de forças colabora para o crescimento da cooperativa, que agora terá condições de aumentar ainda mais o número de pontos de atendimento, levando o cooperativismo para outras comunidades nas quais ainda o Sicoob não está presente”, explica.

Representação por delegados - A união traz outro benefício, diretamente aos cooperados do antigo Sicoob Centro Leste, que poderão contar com o Sistema de Representação por Delegados, já que antes a cooperativa não possuía o número mínimo de cooperados para isso. Caso aprovado mais esta alteração no Estatuto Social e do Regulamento Eleitoral, o novo Sicoob Aliança contará com até 50 delegados, representando todos os pontos de atendimento.

Tendência - Segundo Jefferson Nogaroli, presidente do Conselho de Administração do Sicoob PR, a aglutinação de cooperativas é uma tendência, principalmente para cooperativas pequenas no Estado. “A união de cooperativas pequenas, consequentemente, só vem aumentar as forças e melhorar sua atuação e participação dentro do Sistema Sicoob Paraná, com benefício direto para o associado e para a comunidade”, completa.

Terceira do ano - Esta é a terceira aglutinação do ano. Em agosto, as cooperativas Sicoob Intregrado, de Coronel Vivida, e o Sicoob Sudoeste, de Pato Branco, se uniram, bem como o Sicoob Vale do Iguaçu, de Dois Vizinhos, com o Sicoob Cresud, de Francisco Beltrão. Todas as uniões trouxeram benefícios com a ampliação de suas áreas de atuação, como também o aumento do número de pontos de atendimentos e cooperados, o que aumentam suas participações dentro do Sistema no Estado.

O Sistema - Agora, o Sicoob PR possui 15 cooperativas em todo o Estado, que controlam 133 pontos de atendimento, distribuídos em 90 cidades diferentes e que atendem mais de 120 mil cooperados com produtos e serviços financeiros. (Imprensa Sicoob PR)

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Unidade de atendimento é inaugurada em Cafezal do Sul

A inauguração da unidade de atendimento reuniu associados, diretores da cooperativa de crédito, lideranças cooperativistas e políticas, colaboradores da Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP e convidados da comunidade, na noite desta segunda-feira (09/12). A Sicredi inicia a atividade em Cafezal do Sul com 180 associados, que já operam com a cooperativa de crédito via outras unidades de municípios vizinhos. O que significa dizer que 8% da população econômica ativa do município, é associada a Sicredi.

Produtos e serviços - Com instalação da unidade de atendimento, a cooperativa de crédito torna acessível a toda a população do município, os mais de 120 produtos e serviços bancários disponíveis, oferecendo conforto e comodidade no atendimento aos associados. A estrutura, com área de 165 m², é uma conquista de todos que, ao longo dos anos, solicitam e acreditam neste empreendimento, que é a cooperativa de crédito. “A Sicredi chega a Cafezal do Sul, como única instituição financeira do município e com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento da sociedade onde está inserida”, comenta o presidente Jaime Basso.

Ganho - O prefeito de Cafezal do Sul, Ascânio Antonio de Paula, participou da solenidade de inauguração e comentou a expectativa da população ao receber a Sicredi, como instituição financeira. “Ter a Sicredi em nosso município é um ganho para toda a população. Antes, tínhamos de nos deslocar para outros municípios para obter os serviços bancários, a partir de agora, teremos acesso aqui em Cafezal. Isso é uma grande conquista”, avaliou. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP)

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INFRAESTRUTURA: Governo autoriza concessão de cinco portos privados no país

infraestrutura 10 12 2013A Secretaria de Portos (SEP) do governo federal anunciou, nesta segunda-feira (09/12), a autorização da concessão de cinco novos terminais de Uso Privado (TUPs), localizados em Niterói (RJ), Porto Belo (SC), Guarujá (SP), São João da Barra (RJ) e Santos (SP). Os terminais são os primeiros concedidos após a entrada em vigor do novo marco regulatório do setor portuário, de junho de 2013, e vão movimentar carga geral, passageiros e granéis sólidos.

Análise final - A SEP informou que também estão em análise final, na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), autorizações para terminais privados no Espírito Santo (Aracruz), Pará (Barbacena, Itaituba e Juriti), Amazonas (três terminais em Manaus), Bahia (dois em Ilhéus) e Rondônia (Porto Velho). A estimativa é que os 15 empreendimentos gerem investimentos aproximados de R$ 6,4 bilhões.

Contínuo - Segundo a SEP, de agora em diante, o fluxo de concessão de terminais será contínuo, a partir da manifestação do interesse privado e da disponibilidade de área. A nova legislação estabeleceu que os interessados em obter a autorização para instalação portuária fora da área do porto organizado podem apresentar requerimento à Antaq a qualquer momento.

Potencial de investimento - A estimativa do governo federal, considerando os atuais 59 empreendimentos em processo de autorização, é que exista um potencial de investimento do setor privado da ordem de R$ 11,4 bilhões. (Agência Brasil)

 

ALEP: Projeto que transforma a Appa em empresa pública é aprovado com duas emendas

alep I 10 12 2013A proposta do Poder Executivo que transforma a autarquia administrativa dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) em empresa pública foi aprovada na sessão plenária desta segunda-feira (09/12), na Assembleia Legislativa, em segunda discussão, com 47 votos favoráveis e nenhum contrário. A proposição – projeto de lei nº 661/13 – passou com duas emendas apresentadas pelo deputado Alceu Maron Filho (PSDB).

Aprimoramento - Segundo ele, as emendas tem a finalidade de aprimorar o projeto apresentado pelo Governo, contemplando direitos históricos dos portuários.  Uma das emendas aprovadas estabelece a disponibilização de um Plano de Demissão Voluntária (PDV); enquanto a outra apenas renumera o parágrafo único do artigo 8º do texto original, que passa a ser denominado de parágrafo 1º.

Rejeição - Por outro lado, o Plenário rejeitou a emenda nº 4, também de Maron, que estabelecia um plano previdenciário complementar aos trabalhadores. O líder do Governo, deputado Ademar Traiano (PSDB), argumentou que essa proposição geraria impacto financeiro ao orçamento do Estado, o que não estava sendo previsto. Frisou ainda que, conforme a legislação, a medida é de iniciativa privativa do Executivo. Maron havia apresentado ainda uma quarta emenda, que ele acabou retirando.

Obrigações - Conforme o Governo do Estado, as mudanças são uma obrigação imposta pela legislação que regulamenta o setor portuário. A medida transforma a Appa em empresa pública dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e autonomia administrativa e financeira, vinculada à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística. De acordo com o Executivo, um dos principais ganhos com a nova configuração jurídica seria a possibilidade de se corrigirem problemas relacionados ao quadro funcional, que se perpetuam há anos. O resultado destas disfunções é um grande volume de ações trabalhistas movidas por desvios de função, principalmente. Nos últimos vinte anos a Appa pagou cerca de R$ 1,3 bilhão em indenizações trabalhistas por desvio de função e horas extras. Todos estes desvios teriam sido causados pelas mudanças legislativas do setor portuário ao longo da história, sem que houvesse – por parte da Appa – as adequações devidas.

Regime de urgência - Para agilizar a tramitação desta matéria, que está em regime de urgência, o Plenário foi transformado em Comissão Geral, um instrumento legislativo previsto no Regimento Interno da Casa (art. 107). A estratégia possibilita que um projeto receba os pareceres das comissões técnicas permanentes diretamente, na própria sessão plenária. (Assessoria de Imprensa da Alep)

 

COMBUSTÍVEL: Etanol sobe com alta da gasolina e entressafra

Os preços do etanol ao consumidor final subiram em 24 Estados do país na semana encerrada em 7 de dezembro, segundo pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP). O movimento reflete o reajuste de 4% da gasolina nas refinarias, vigente desde 30 de novembro, e também o início da entressafra da cana na região Centro-Sul. Em alguns Estados, o aumento do etanol foi até superior ao da gasolina.

Maior valorização - Na semana, a maior valorização do biocombustível foi verificada em Goiás, onde o litro foi vendido nos postos, em média, por R$ 2,126, alta de 9,2% sobre a semana anterior. Na comparação, a gasolina subiu 3,64% no Estado, para a média de R$ 3,046 por litro. "O preço do etanol em Goiás costuma variar mais na entressafra. Parte desse comportamento se deve ao fato de o Estado ser um importante fornecedor do produto aos mercados das regiões Norte e Nordeste", afirma o diretor da JOB Economia e Planejamento, Julio Maria Borges.

Perda - Com a forte valorização em Goiás, o biocombustível perdeu a vantagem que tinha em relação à gasolina. No Estado, a paridade do etanol com o concorrente fóssil foi a 70% na última semana, ante 66% registrados nos sete dias anteriores. Isso significa que, em Goiás, abastecer com etanol, antes vantajoso para o motorista, tornou-se indiferente do ponto de vista econômico na comparação com a gasolina. Isso acontece justamente quando o preço do biocombustível passa a equivaler 70% do valor do litro do gasolina. O etanol tem vantagem quando esse percentual é inferior a 70%.

São Paulo - No Estado de São Paulo, maior centro consumidor de combustíveis do país, o cenário foi inverso: a gasolina subiu 3,2% ao consumidor na última semana, enquanto o etanol aumentou 2,8%, segundo o mesmo levantamento da ANP. No acumulado de quatro semanas, a alta do biocombustível ao consumidor paulista foi de 4,4%, em média.

Usinas - Nas usinas em São Paulo, o litro do etanol hidratado também vem subindo há semanas. Na passada, o indicador Cepea/Esalq para o biocombustível registrou valorização de 3,38%, para R$ 1,2857 o litro (sem frete e sem ICMS). Em quatro semanas, a alta acumulada foi de 6,5%. "Há uma dose de antecipação da entressafra devido ao reajuste da gasolina. Não vejo sinais de que esses preços vão recuar", diz Borges.

Reajustes - Na pesquisa feita na semana passada, a ANP identificou reajustes da gasolina na bomba entre 0,3% e 6% no país. A Bahia liderou a alta, seguida pelo Mato Grosso do Sul, onde o aumento foi de 4% ao consumidor. O menor reajuste, de 0,3%, foi registrado nos preços médios do derivado fóssil de Sergipe.

Vantagem - Ainda segue vantajoso para o consumidor final abastecer com etanol apenas nos Estados de Mato Grosso, onde a paridade permaneceu em 65%, no Paraná (67%) e em São Paulo (66%). No grupo de "indiferença" estão Goiás, Mato Grosso do Sul e em Minas Gerais. (Valor Econômico)

SEAB: Novo sistema vai facilitar trânsito de produtos vegetais entre estados

seab 10 12 2013A Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab) vai colocar à disposição de comerciantes e produtores rurais um sistema eletrônico para a emissão da Permissão de Trânsito Vegetal (PTV), documentação exigida para a comercialização de produtos vegetais entre estados e países. O sistema facilitador, que será coordenado pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), entra em funcionamento na próxima segunda-feira (16/12), após treinamentos de capacitação para os profissionais habilitados.

Exigência - A PTV é uma documentação exigida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o trânsito de produtos vegetais entre os estados e é aplicada somente a culturas passíveis de pragas quarentenárias. No Paraná, alguns dos principais produtos vegetais que entram na lista de exigência são as frutas cítricas, maçã, pera, banana, pinus e soja.

Outras etapas - Para a emissão desta permissão de trânsito, os produtores e comerciantes devem passar primeiramente por outras etapas. A primeira delas é o monitoramento da sua Unidade Produtiva, no caso de agricultores, e da sua Unidade Consolidadora, para comerciantes, por um responsável técnico habilitado pela Adapar. O técnico deve monitorar regularmente o manejo de pragas nas unidades e então emitir o Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e o Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC).

Responsável técnico - Caso os produtos certificados destas unidades venham a ser comercializados para outros estados é necessário que o responsável técnico solicite junto à Adapar a PTV. Atualmente, este processo é realizado apenas presencialmente nas Unidades Locais de Sanidade Agropecuária (ULSA) espalhadas pelo Estado.

Formulário online - Com a PTV eletrônica o responsável técnico poderá preencher um formulário online com informações sobre a carga a ser transportada, como número da nota fiscal, origem e destino dos produtos e placa do veículo de transporte. Caso a solicitação cumpra os requisitos exigidos, ele terá acesso a uma cópia criptografada da PTV autorizada por um fiscal da Adapar para impressão, autorizando o transporte interestadual da carga. O formulário online estará disponível no site da Adapar – www.adapar.pr.gov.br – a partir do dia 16 de dezembro.

Credibilidade - “Com o sistema informatizado e a realização constante de fiscalizações nas áreas produtivas a Adapar fornece credibilidade ao processo de certificação e permite o acesso dos diferentes produtos paranaenses aos mercados nacionais e internacionais”, destaca Marcílio Martins Araújo, gerente de Sanidade Vegetal da Adapar.

Benefícios - Além de reduzir custos de transporte a produtores e comerciantes, que atualmente têm a necessidade de se deslocar até 100km entre as unidades locais, o sistema online traz outros benefícios. Com a facilidade para emitir a documentação, outros produtores podem se sentir incentivados a comercializar seus produtos em outros estados e até países. Isto porque para o trânsito destas culturas para outras nações é necessário um certificado emitido pelo Ministério da Agricultura, que exigirá a PVT para dar início ao processo.

Sistema presencial - Destaca-se ainda que o sistema presencial continuará em funcionamento. Os produtores e comerciantes de produtos vegetais poderão obter a PTV nas Unidades Locais da Adapar.

Contrato de gestão - O sistema vem a atender um contrato de gestão assinado entre o governador Beto Richa e o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “O Paraná como grande produtor de vegetais vem buscando expandir o seu mercado nacional e internacionalmente. Era um dos objetivos de gestão do governo estadual facilitar este processo”, explica Ortigara.

Treinamento - Com o objetivo de capacitar os responsáveis técnicos habilitados no novo sistema, a Adapar realizará treinamentos a serem realizados nas seguintes datas e locais:

10/12/13 (Terça-feira)

CURITIBA

Local: HOTEL LIZON - Av. Sete de Setembro - 2.246 - Sala Royale

Tel: (41) 2104-9494

Horários: 08:30 às 12 horas (50 vagas – Turma A) / 13:30 às 17 horas (50 vagas – Turma B)

11/12/13 (quarta-feira)

MARINGÁ

Local: FACULDADE UNINGÁ - Rod. Dep. Silvio Barros / PR-317 - saída para Astorga - Laboratório de Informática (Luiz Fernando)

Tel: (44) 3033-5009

Horário: 08:30 às 12 horas (30 vagas)

12/12/13 (quinta-feira)

PATO BRANCO

Local: FACULDADE MATER DEI – Avenida Tupy, nº 3091 / Laboratório de Informática

Tel: (46) 2101-8200

Horário: 08:30 às 12 horas (25 vagas)           

(Agência de Notícias do Paraná)

 

CONAB: Safra de grãos estima produção de 195,9 milhões de toneladas

conab 10 12 2013Os resultados do terceiro levantamento de grãos da safra 2013/2014, divulgados nesta terça-feira (10/12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apontam para uma produção de 195,9 milhões de toneladas, com aumento de 4,8% em relação à safra passada, e crescimento de 3,6% na área plantada  de grãos, que saiu de 53,2 para 55,2 milhões de hectares.

Destaque - Nesta edição, o destaque foi para a soja, que teve um crescimento de 10,5% e produção estimada em 90 milhões de toneladas. Já o milho, 2ª maior cultura produzida no Brasil, apresentou um decréscimo de 2,7%, que apesar da metodologia utilizada pela Conab, de repetir a estimativa da produção. Mas essa estimativa em relação ao milho só será confirmada em fevereiro, quando de fato o plantio for iniciado.

Área - A cultura de soja apresentou o maior crescimento em relação à área plantada, com aumento de 6,2%, passando de 27,7 para 29,4 milhões de hectares. Já o milho, com os resultados combinados de redução da safra de verão, aliada à metodologia da Conab, apresentou decréscimo de área de 2,5%, passando de 15,8 para 15,4 milhões de hectares. Outras culturas também apresentaram aumentos em relação à área, como o arroz, feijão e algodão.

Estudos - Os estudos para este levantamento de safra foram realizados no período de 24 a 30 de novembro. Mais de 60 técnicos da Conab estiveram em campo para atualizar as informações de área, produção e comportamento climático nos estados da região Centro-Sul, nos estados de Rondônia e Tocantins, e ainda nas regiões oeste da Bahia, e sul do Piauí e Maranhão. (Conab)

 

CARNES: Rússia autoriza importação de aves de dois frigoríficos nacionais

carnes 10 12 2013O serviço sanitário russo (Rosselkhoznadzor) autorizou nesta segunda-feira (09/12) dois frigoríficos de aves brasileiros a exportarem para o país. No fim de novembro, quatro plantas de exportação brasileiras foram embargadas. Os frigoríficos da BRF em Minas Gerais e Seara em Santa Catarina se somam a outras oito plantas, totalizando dez indústrias autorizadas a exportar para os russos. Uma delas, a Seara em Mato Grosso do Sul, está em controle reforçado, o que não impede a entrada dos produtos, mas são feitas análises laboratoriais mais elaboradas. (Valor Econômico)

 

MAPA: Agronegócio exporta US$ 93,58 bi até novembro

mapa 10 12 2013De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), as exportações do agronegócio brasileiro de janeiro a novembro deste ano somaram US$ 93,58 bilhões, valor que representa um crescimento de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 15,7 bilhões e o saldo da balança comercial do setor foi de US$ 77,88 bilhões.

Setores - No período, os setores que mais contribuíram para o crescimento das vendas externas do agronegócio foram complexo soja (+US$ 4,85 bilhões), carnes (+1,05 bilhão), cereais, farinhas e preparações (+790,54 milhões), produtos florestais (+548,56 milhões), couros e seus produtos (+US$ 347,07 milhões).

Valor - Em termos de valor exportado, o principal setor foi o complexo soja, com US$ 30,35 bilhões, isto é, 19% superior à cifra alcançada em 2012. O segundo em destaque foi o de carnes, cujas vendas alcançaram US$ 15,39 bilhões entre janeiro e novembro de 2013.

Principal destino - Entre os blocos econômicos e regiões demográficas, a Ásia foi o principal destino das exportações brasileiras do agronegócio no acumulado até novembro. As vendas somaram US$ 38,74 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 19,8%.

Resultados do mês - Em novembro de 2013, as exportações do agronegócio atingiram a cifra de US$ 7,16 bilhões e as importações totalizaram US$ 1,41 bilhão. O saldo da diferença entre as exportações e importações foi de US$ 5,75 bilhões nesse mês. O setor de carnes foi o principal em valor exportado, as vendas externas subiram 5,2% e chegaram a US$ 1,43 bilhão. O complexo soja registrou a maior expansão dentre os principais setores exportadores, com aumento de 36,5% nas vendas externas.

Blocos econômicos - Quanto às exportações por blocos econômicos, as vendas aumentaram em 18,5% para os países da Aladi (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Cuba e Panamá); 0,6% para a Ásia e 0,2% para o Oriente Médio. (Mapa)

 

MDIC: Balança comercial inicia dezembro deficitária em US$ 275 milhões

A balança comercial brasileira abriu o último mês do ano com déficit (exportações inferiores às importações) de US$ 275 milhões. O valor resulta de US$ 4,18 bilhões em vendas externas e US$ 4,46 bilhões em compras do Brasil no exterior. No ano, o saldo acumulado está negativo em US$ 368 milhões. As informações relativas à primeira semana de dezembro foram divulgadas nesta segunda-feira (09/12) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Média diária - A média diária das exportações no período ficou em US$ 837,6 milhões, 15,2% abaixo do apurado em dezembro de 2012, US$ 987,4 milhões. Os produtos básicos petróleo bruto, algodão, café em grão, carne de frango, milho e minério de ferro puxaram a retração, registrando queda de 23,4%. As vendas externas de manufaturados também caíram, 11,2%, encabeçadas por aviões, bombas e compressores, óleos combustíveis, autopeças, açúcar refinado, veículos de carga e chassis com motor. As exportações de semimanufaturados foram as únicas em alta, com elevação de 2,9% em função de óleo de soja, alumínio, ferroligas, couros e peles, ferro, aço e celulose

Importações - Do lado das importações, houve crescimento de 2% na média diária da primeira semana de dezembro ante o mesmo período de 2012. A alta é explicada pelo aumento das compras do Brasil no exterior de aeronaves e peças (102,9%), farmacêuticos (39,8%), siderúrgicos (35,2%), aparelhos eletroeletrônicos (28,9%), plásticos e obras (20,7%) e equipamentos mecânicos (7,7%).

Petróleo - A interrupção programada de plataformas derrubou as exportações de petróleo em 2013 e contribuiu para resultados negativos na balança comercial. Apesar disso, na avaliação do governo, ainda pode haver encerramento do ano com pequeno superávit. Em entrevista para comentar os resultados da balança comercial de novembro, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Daniel Godinho, disse que dezembro tende a ser um mês com menos importações, em razão das férias coletivas da indústria e do fim das compras de Natal, cujos estoques são formados com antecedência. (Agência Brasil)

INTERNACIONAL: Brasil ganha mais importância na estratégia da FAO

internacional 10 12 2013O boliviano Alan Bojanic assumiu em março deste ano o "cobiçado" cargo de representante da FAO no Brasil. Cobiçado, diz ele, porque para um funcionário do braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, nada melhor que estar no país neste momento. "O Brasil é estratégico para a FAO e certamente para a minha carreira", afirma Bojanic, que passou os quatro anos anteriores dirigindo a agência da FAO em Santiago do Chile.

Papel maior - O entusiasmo se explica: há anos considerado o "celeiro do mundo", o Brasil passou a exercer agora um papel maior com a escolha de José Graziano - uma das cabeças por trás do projeto Fome Zero do governo federal brasileiro - para a direção geral da entidade em 2011. "Com a chegada de Graziano, a FAO mudou a forma como trabalhou por 30 anos, que priorizava os projetos dentro do Brasil, para projetar o conhecimento do Brasil ao exterior", afirma Bojanic, em entrevista por telefone ao Valor. "O Brasil é um dos poucos países do mundo com conhecimento em agricultura tropical. Essas experiências devem ser repassadas".

Descentralização - A primeira ação foi descentralizar a administração de projetos. Em uma experiência inédita, a FAO terá outros três escritórios no país para fazer a identificação e mapeamento de experiências de sucesso na agricultura, tanto de tecnologia quanto de organização da produção. O primeiro escritório foi aberto em Curitiba, com aporte previsto de US$ 100 mil por ano da Secretaria de Agricultura do Paraná, da Itaipu Binacional e da própria FAO. Em 2014 está prevista a abertura da segunda unidade, em Campina Grande (PB). Depois, na Amazônia.

Escritórios - "Não podemos ficar só em Brasília. A ideia é ter escritórios descentralizados - queremos pelo menos três - para juntar as realidades tão diferentes desse país. Precisamos de um olhar perto", diz Bojanic. Segundo ele, se der certo - a FAO conta com recursos das parcerias para levar adiante esse plano -, o modelo poderá ser replicado nos outros BRICS (Rússia, Índia e China e África do Sul).

Cooperativismo agrícola - A escolha de Curitiba se baseou na tradição de cooperativismo agrícola do Paraná. Para a FAO, mais que a tecnologia em si - algo que o Brasil já vende, sobretudo por meio da Embrapa -, o modelo organizacional do campo deve ser exportado numa relação mais estreita de cooperação Sul-Sul. "Temos experiências para mostrar ao mundo", afirma Bojanic, formado no Reino Unido em economia agrícola e PhD em florestas tropicais.

Especialistas - Além de exportar know-how, esses escritórios servirão também para receber especialistas de fora, direcionados para as especificidades de cada região. Caso dos representantes da Costa Rica, detentores de boa experiência em pagamentos por serviços ambientais. Bojanic afirma ter realizado mais de cem intercâmbios este ano, sobretudo com países latino-americanos e africanos, e tem como meta dobrar o número de visitas técnicas ao Brasil e do Brasil ao exterior.

Interesse mútuo - Mas para fazer o Brasil acontecer, aqui ou no exterior, o dirigente da FAO terá de contar com o interesse mútuo por desenvolvimento da iniciativa privada e pública - os modelos de PPP ainda engatinham na área agrícola. Apesar do repasse de € 3 milhões pelo governo brasileiro à FAO este ano, apenas US$ 500 mil voltaram para o país, e servem basicamente para o custeio da entidade. "Há países que precisam mais", explica. Os 20 funcionários - sete deles técnicos - tampouco dão conta da demanda por assistência técnica e projetos que a FAO administra no país.

Campo político - No campo político, a FAO também tenta exercer alguma influência. Em aparições públicas, Bojanic costuma pedir mais do país para garantir a segurança alimentar, tema central de atuação da agência da ONU. "O Brasil precisa resolver seus problemas estruturais", afirma. Um deles é a falta de visão política de longo prazo. Outro é a falta de planejamento - duas vertentes que se confundem e culminam com o caos logístico que se vê hoje. "As rodovias são um problema. E segurança alimentar não é só produzir os alimentos, mas transportá-los. Se queremos que o Brasil seja líder mundial nas áreas de produção de alimentos, é preciso ter organização e visão. Onde o Brasil quer estar em 30 anos?"

Exemplo - Ele cita como exemplo políticas pontuais em que o governo injeta recursos sem trabalhar a cadeia como um todo. "Há coisas boas, como o Plano Safra", diz. "Mas não é estruturado. O transporte dessa safra não está sendo pensado".

Comparação - A comparação com o Chile é feita, seja pela proximidade física ou pela disparidade logística com o Brasil. "No Chile, apesar das condições diferentes - metade do território é deserto, os portos são próximos e os Andes servem como uma barreira natural a doenças - eles têm uma visão de futuro para fortalecer essas áreas que são competitivas e gerar mais renda e divisas. Investem muito em pesquisa. O Chile quer ser uma potência em frutas e florestas", diz Bojanic. "Eles estão trabalhando fortemente também com seguro rural e sanidade. E ainda assim eles acham que é insuficiente. Isso deveria servir de modelo para o Brasil". (Valor Econômico)

 

BRASIL: Modelo de crescimento do país precisa unir consumo e investimento, diz estudo

Nos próximos dez anos, é improvável que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresça em ritmo de "leão africano", com altas anuais de 7% ou 8%, nem tampouco ficará próximo à estagnação de um país europeu. O país ficará em algum ponto no meio desse caminho e, para tanto, não vai precisar mudar o seu modelo de crescimento do consumo para o investimento, como advogam alguns especialistas, mas deve contar com os dois. Essa é a conclusão do estudo "O Ambiente Empresarial no Brasil", da consultoria McKinsey, sobre as transformações do país nos últimos 25 anos, repassado com exclusividade ao Valor.

Soma - "Não vai ser preciso trocar a chave, mas adicionar uma, que é a infraestrutura com investimentos que podem chegar a R$ 5 trilhões em 20 anos", diz Nicola Calicchio, presidente da McKinsey para a América Latina. Para unir as duas pontas, diz ele, a produtividade é variável fundamental. "Os economistas vão falar que não dá para fazer as duas coisas, mas dá, se melhorar a produtividade. É isso que os países que cresceram rápido fizeram". O caminho para chegar lá passa por reformas, lembra o executivo. "O Brasil tem potencial para crescer 7% ao ano, mas com essa taxa de investimento, esse nível de informalidade no mercado de trabalho e de qualidade da mão de obra, não passa de 3%".

Mapeamento - O estudo, que mapeia o ambiente econômico e empresarial desde 1988, ano da chegada da consultoria ao Brasil, ressalta avanços macroeconômicos importantes, deixando a percepção de que, embora haja muito por fazer, muito já foi feito. "O fato é que temos uma dívida pública baixa, inflação razoavelmente sob controle e grande volume de reservas", diz Calicchio.

Maior retorno - No âmbito empresarial, a análise de 50 companhias de capital privado, nacional e não financeiras negociadas em bolsa mostrou que, em 25 anos, as empresas que deram maior retorno ao acionista conseguiram crescer acima do PIB do período (metade do grupo) e se expandir em diferentes ciclos econômicos. As empresas que cresceram sem descuidar da rentabilidade também foram as que geraram retornos superiores para o acionista, ao lado das que conseguiram desenvolver organizações fortes e não temeram movimentos como aquisições ou alianças.

Macrotendências globais - Além das cinco lições, o empreendedor que está definindo suas estratégias para a próxima década deve ter em mente "macrotendências globais" que devem afetar o Brasil e criar oportunidades. Segundo William Jones, especialista-sênior em estratégias e finanças corporativas da McKinsey, o crescimento das economias emergentes continuará impulsionando no Brasil setores como bens de consumo, varejo, serviços financeiros, saúde a habitação. "Calculamos aumento de R$ 700 bilhões no mercado de bens de consumo nos próximos dez anos", diz Jones. Segundo ele, é fundamental olhar esse avanço da forma que qualificou como "granular" - garimpando setor a setor. "Algumas categorias, como a de refeição pronta, vão ser três vezes maiores em dez anos."

Tecnologia - Outra macrotendência importante é a possibilidade de aumento do uso de tecnologia em setores muito pouco produtivos, como saúde, educação e administração pública, além do alto potencial do comércio eletrônico no Brasil, que embora tenha crescido 36% ao ano desde 2004 ainda está na metade do nível de penetração americano. Na área de recursos naturais, Jones lembra que o Brasil tem 30% da área potencialmente agriculturável do mundo, o que favorece o setor agrícola e indústrias de apoio. "Ajudar o governo a cumprir o seu papel em saúde e educação seria a quinta área de oportunidade."

Riscos e volatilidade - Os empreendedores que se preparam para o ambiente de negócios na próxima década certamente pesam riscos e a volatilidade. "Se há algo que o Brasil empresarial demonstrou em 25 anos foi sua resiliência e capacidade de reação", diz o estudo. Para a McKinsey, os fatores por trás dessa resiliência persistem e incluem a escala do mercado doméstico, a flexibilidade político-institucional, a relativa solidez do sistema financeiro e das finanças do governo e fundamentos macroeconômicos mais robustos do que em qualquer outro momento após o período do chamado "milagre", na década de 1970. (Valor Econômico)


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