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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3242 | 12 de Dezembro de 2013

TRIGO: Mapa autoriza a inscrição emergencial de campos de sementes do Paraná

trigo 12 12 2013O Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU), desta quinta-feira (12/12), a Instrução Normativa (IN) nº 58, autorizando, em caráter excepcional, as inscrições de campos de sementes de trigo do Paraná. A medida é resultado de mobilização do setor cooperativista paranaense e dos produtores de sementes, visando assegurar o plantio da próxima safra já que as geadas ocorridas neste ano comprometeram cerca de 60% da produção de sementes, especialmente nas regiões Norte e Oeste do Estado. No Paraná, há cerca de 100 produtores de sementes de trigo que, nos últimos anos, têm produzido uma média de 160 mil toneladas por ano. As geadas provocaram uma quebra de quase 60 mil toneladas. Há ainda uma expectativa de que haverá uma boa procura de sementes na safra 2014, devido aos preços positivos no mercado. Por isso, as cooperativas e produtores solicitaram ao Mapa a inscrição emergencial dos campos de sementes. O Paraná é o segundo maior produtor de trigo do País e, nesta safra, colheu 1,7 milhão de toneladas do cereal.

Norma - De acordo com a IN 58, poderão ser inscritos no Mapa campos de trigo cuja data de plantio seja compatível com o período de floração, a partir de 1º de novembro de 2013. A norma estabelece ainda que as sementes de trigo produzidas na safra 2013, no Paraná, poderão ser comercializadas com percentagem de germinação abaixo dos padrões de identidade e qualidade vigentes, devendo essa informação constar na identificação da semente.

Clique aqui e confira na íntegra a IN 58, publicada pelo Mapa no DOU desta quinta-feira

 

PEC 215: Setor cooperativista participa de audiência sobre demarcação de terras indígenas

pec 12 12 2013A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados, promoveu, nesta quarta-feira (11/12), uma audiência pública para debater as demarcações de terras indígenas. Participaram representantes de diversas entidades, entre elas, a Ocepar e a OCB, parlamentares e produtores dos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Bahia e Pará. A audiência foi considerada como a primeira reunião de discussão do tema junto à sociedade, desde a aprovação da criação da Comissão Especial da PEC 215/2000. Na oportunidade, foram debatidos a linha do tempo e o histórico de problemas com a demarcação de terras indígenas, com destaque para as mudanças ocorridas a partir da publicação do Decreto 1.775/1996. Além disso, produtores e entidades representativas deram os depoimentos de casos de demarcação em todas as regiões do país.

União – No debate, foi consenso entre os palestrantes a necessidade de união do setor para pressionar por justiça e equidade nas questões de demarcação de terras indígenas, e a importância da mobilização junto às prefeituras e estados, também aproveitando o momento político, para exigir posicionamento dos candidatos. Outro importante ponto que deve ser acompanhado com atenção é a Portaria nº 303, da Advogacia Geral da União, que pode estender as 19 condicionantes dadas pelo Supremo Tribunal Federal no caso Raposa Serra do Sol a todas as demarcações no país.

Comissão Especial - Na sequência da audiência pública, foi instalada a Comissão Especial destinada a debater a PEC 215/2000, cujo relator é o paranaense Osmar Serraglio, tendo como substituto Nelson Padovani. A mesa diretora será presidida pelo deputado Afonso Florence. Para a primeira, segunda e terceira vice-presidências foram eleitos, respectivamente, Nilson Leitão, Luiz Carlos Heinze e Junji Abe. A Comissão pretende trabalhar com o objetivo de garantir a constitucionalidade da PEC, coletando e analisando tudo que há de jurisprudência sobre o assunto.

 

CADASTRO AMBIENTAL: Em Maringá, mais de 60 profissionais de cooperativas são treinados

Entre dezembro e janeiro deve ser publicada a Instrução Normativa que disciplina o Cadastro Ambiental Rural (CAR), segundo o analista ambiental do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), Bernardo Trovão. Em visita recente ao Paraná, a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, lançou o Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCar), que já está pronto, só faltando ser normatizado para entrar em operação.

Treinamento - Buscando se antecipar, nesta quarta-feira (11/12), o Sistema OCB, em parceria com o Sistema Ocepar, Ministério do Meio Ambiente e a Cocamar, realizou, em Maringá, o treinamento de mais de 60 engenheiros agrônomos das cooperativas do Norte e Noroeste do Paraná sobre o preenchimento do CAR. As orientações foram repassadas pelo analista técnico econômico da OCB, Marco Morato, e Bernardo Trovão, do Ibama.

Unificação de informações - O objetivo, segundo o assessor de meio ambiente da Ocepar, Silvio Krinski, é unificar a informação no Estado, preparando as cooperativas e os engenheiros agrônomos para orientar os produtores rurais. Além de tirar dúvidas, também foi feita uma simulação prática, off-line, de preenchimento do CAR. “Se não estivermos alinhados e com as informações corretas em mãos, fica mais difícil trabalhar. Por isso nosso empenho em nos anteciparmos para poder ajudar o produtor rural”, afirma Arquimedes Alexandrino, superintendente de Operações da Cocamar.

Agenda – O treinamento sobre o SiCar também realizado, na terça-feira (10/12), em Cascavel, com 32 participantes. Nesta quinta-feira (12/12), acontece em Ponta Grossa, seguindo a mesma programação.

Cadastro mapeará propriedades rurais - Motivo de muita preocupação por parte dos agricultores, o CAR é o primeiro passo para a regularização da propriedade rural frente ano Novo Código Florestal, em vigor desde maio de 2012. É um registro público eletrônico nacional que vai mapear todas as propriedades rurais e integrar as informações ambientais dos imóveis e as posses rurais. Isso facilitará o controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e o combate ao desmatamento.

Obrigatório - O cadastro é obrigatório para todos os imóveis rurais e deve ser feito no prazo de um ano após a sua instauração, sendo posteriormente exigido até mesmo para a continuidade de acesso ao crédito rural. Em todo o Paraná há 514 mil propriedades rurais (dados do Incra) que terão que se cadastrar no CAR, independente do tamanho da propriedade ou se já fez ou não a adequação ambiental. As informações têm natureza declaratória e são de responsabilidade do produtor e se estiverem incorretas, poderão resultar em sanções penais ou administrativas. Por isso a importância de saber a forma correta de preencher os dados.

Internet - O SiCar será disponibilizado via internet e o produtor deverá fornecer as informações pessoais solicitadas no cadastro, além de dados sobre a propriedade e o uso do solo. Depois de feito o CAR é que o IAP orientará como o produtor deve adequar sua propriedade ao Novo Código Florestal. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Cocamar)

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SISTEMA OCB: Divulgado relatório mensal das ações de novembro

sisitema ocb 12 12 2013A transparência é a marca das entidades que compõem o Sistema OCB. Na terça-feira (10/12), foi divulgado o Relatório Mensal, que apresenta as ações realizadas ao longo do mês de novembro. Números importantes constam do documento. Por exemplo:

90% - É o percentual de parlamentares que têm uma imagem positiva do cooperativismo. O dado faz parte de uma pesquisa realizada pelo Sistema com 223 deputados e 25 senadores. O trabalho foi feito em parceria com o Instituto FSB Pesquisa.

24 - É o número de estados representados no I Módulo do Programa Nacional de Desenvolvimento de Líderes e Executivos – uma iniciativa do Sistema OCB. O novo projeto, que busca a profissionalização da gestão, foi inspirado na experiência bem-sucedida do Sistema Ocepar.

120 - É o total de matérias publicadas na mídia, em novembro, com foco em ações do Sistema OCB na defesa e promoção das cooperativas brasileiras. O destaque do mês foi o lançamento do Fundo Garantidor de Créditos das Cooperativas – o FGCoop.

Evolução - “A intenção é prestar contas das ações desenvolvidas no mês aos diretores, representantes dos ramos e dirigentes das unidades estaduais, apresentando a evolução dos projetos priorizados pelo Conselho para este ano. Desta forma, os líderes terão condições de acompanhar o andamento e propor novas estratégias para o cumprimento das metas, estreitando, cada vez mais, os laços com a base”, considera Tânia Zanella, gerente geral do Sistema OCB.

Leia aqui a íntegra do relatório!

 

AUDIÊNCIA PÚBLICA: Câmara debate tolerância do peso sobre eixos em veículos de transporte rodoviário

audiencia publica 12 12 2013Foi realizada, na terça-feira (10/12), audiência pública na Câmara dos Deputados para debater o percentual de tolerância de peso entre eixos dos veículos de carga nas rodovias brasileiras. Entidades de representação do setor – como o Sistema OCB – defendem que a tolerância máxima seja estendida a, pelo menos, 7,5% sobre os limites de peso bruto, transmitido por eixo do veículo à superfície das vias públicas.

Fatores - Para defender esse percentual, as cooperativas de transporte levam em conta vários fatores. Dentre eles estão:

- As diferenças de resultados de pesagens apresentadas pelas balanças móveis e fixas. As constatações práticas indicam que, nas balanças móveis, constantemente, o peso dos veículos é superior ao obtido em balanças fixas. Isso, algumas vezes, resulta em multas indevidas;

- As dificuldades inerentes à distribuição homogênea da carga sobre as plataformas de transporte;

- As cargas líquidas e as sólidas, com formato irregular. Por exemplo, as sucatas. Esse tipo de material pode se movimentar durante o transporte, alterando o peso sobre os eixos.

Encaminhamento - Como encaminhamentos da audiência, o grupo solicitou que o tema tenha prioridade para votação desta quarta-feira (11/12) na reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). (Informe OCB)

 

COPAGRIL: Conquistas alcançadas pelo Cooperjovem serão celebradas

copagril 12 12 2013Nesta sexta-feira (13/12), a Copagril realiza, às 13h, na Associação Atlética Cultural da Cooperativa (AACC), em Marechal Cândido Rondon, Oeste do Estado, um evento para celebrar as conquistas alcançadas por meio do Programa Cooperjovem. Foram dois prêmios, um para o projeto da professora Andreia Bach, da Escola São João Batista, de Novo Três Passos, que alcançou o 1° lugar nacional no Prêmio Professor. E o segundo para o aluno Kaio Victor Rodrigues da Rosa, da Escola Municipal Dona Leopoldina, de Quatro Pontes, que fez a 3ª melhor redação do país. Ambos estiveram em Brasília, no início desta semana, para receber a premiaçõe nacional e, depois, viajaram a Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, para conhecer o berço do cooperativismo no Brasil.

Temas sociais - As duas premiações envolvem temas sociais. A redação tratou sobre a preservação da água, assunto que foi abordado com as turmas do Cooperjovem durante o ano inteiro. E os projetos desenvolvidos em diversas escolas por meio do programa atingem muitas crianças que, por sua vez, os replicam nas comunidades em que vivem. (Imprensa Copagril)

 

COCAMAR: Dia de Campo de Verão está programado para 22 a 24 de janeiro

Um dos mais importantes eventos técnicos da região, o Dia de Campo de Verão, promovido pela Cocamar, está agendado para os dias 22, 23 e 24 de janeiro na Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) da cooperativa em Floresta, município vizinho a Maringá. A expectativa de participação é de mais de 5 mil cooperados e eles vão ter a oportunidade de conhecer as tecnologias mais avançadas para ampliar a produtividade de suas lavouras. Em relação a soja e milho, estão programados trabalhos com temas como velocidade de semeadura, adubação nitrogenada, manejo de soja para altas produtividades em comparação a manejo convencional, manejo integrado de pragas (MIP) e tecnologia de aplicação de defensivos, simulação de plantabilidade de soja em palhada de braquiária, compactação do solo, principais cultivares de soja com a realização de testes de viabilidade para a região a partir da análise da sua produtividade, palestras técnicas e outros.

Campos experimentais - Estão sendo preparados, também, campos experimentais sobre café, seringueira e eucalipto, integração lavoura-pecuária-floresta, exposição de máquinas agrícolas e outros atrativos. Um novidade é que os produtores vão poder fazer um “test drive” de vários equipamentos, inclusive dos que dispõe de tecnologias de agricultura de precisão. (Imprensa Cocamar)

CASTROLANDA: Começam as festas de confraternização de final de ano

As tradicionais festas de fim de ano da Castrolanda tiveram início terça-feira (10/12), no Memorial da Imigração Holandesa, com as áreas de negócios: corporativo, carnes, leite, indústria de carnes. O evento reuniu 180 colaboradores, membros da Diretoria, Comitês, gerentes e coordenadores. Nesta quarta-feira (11/12), a confraternização foi realizada nas áreas: Agrícola, Batata e Feijão. Nesta quinta-feira (12/12), a equipe da Unidade de Beneficiamento de Leite (UBL) e na sexta-feira (13/12) as festas finalizam com a equipe da Unidade Produtora de Leitões (UPL).

Tema - Além da iluminação especial do Natal Encantado do Moinho, mais de 100 mil lâmpadas, a organização trabalhou um tema específico para descontrair os participantes. A Copa do Mundo 2014 definiu a ambientação e as atrações da festa. Os colaboradores vestidos de verde, amarelo, azul e branco participaram das premiações dos setores e um sorteio foi feito de encerramento com televisão, bolas e camisas oficiais da seleção. “Tivemos um ano virtuoso para o desenvolvimento da nossa região, o ano trouxe boas colheitas, boa produção e bons momentos de mercado para nossos cooperados. A Cooperativa fez progresso, a família Castrolanda cresceu e para o próximo ano as expectativas são ainda melhores. Todos os avanços e resultados alcançados somente foram possíveis com o apoio recebido do nosso Conselho de Administração, dos Comitês, de toda a nossa equipe gerencial e de todo o time de colaboradores”, disse o diretor de operações, Marco Antonio Prado.

Premiações - Na apresentação dos melhores desempenhos do ano diversos setores foram premiados. Troféu 5S, Kaizen e homenageados os colaboradores com anos de casa. 

Troféu 5s - O primeiro prêmio da noite entregue foi com os melhores desempenhos do Troféu 5S. A premiação traz uma interação entre os colaboradores na busca da conservação dos equipamentos e na  melhoria contínua do ambiente de trabalho. O prêmio foi dividido em 4 categorias: industrial, operacional, granjas e administrativo. Na categoria Administrativo recebeu troféu a área Pool Leite.  Na categoria industrial a vencedora foi a Fábrica de Rações de Piraí do Sul. Na categoria Lojas Agropecuárias a vencedora foi a Loja de Ventania e o troféu 5S Granjas/Novilhas foi para a Granja Capão Alto UPM.

Kaizen – Neste ano, o Kaizen teve uma participação expressiva dos colaboradores de diversas áreas da cooperativa. Os projetos apresentados foram Melhoria no registro de expedição de autoria de Clodoaldo Valenga Carneiro (Fábrica de Rações de Piraí do Sul), Amoxarifado: peças para veículos leves da Cooperativa, de autoria de Sérgio Rodrigo Trentin (Controladoria) e o projeto sobre Substituição das análises de contagem bacteriana de autoria dos colaboradores Augusto Alfred Meierjurgen, Gustavo Berwig e Juliana Aparecida da Silva Rodrigues. O Projeto Kaizen tem como conceito “é sempre possível fazer melhor”.

Homenagens - Finalizando as comemorações da noite diversos colaboradores foram homenageados pela Cooperativa. Um presente especial foi entregue para os que completaram 10, 15, 20, 25 e 30 anos de casa. Em 2013 comemoraram 10 anos de Castrolanda: Luiz Cesar Weinert Filho (TI), Volnei Luis Pereira, Ernandes Felipe Ribas Sulviki, Aleandro da Silva Gomes, Ademir Gomes Vieira, Divino Pedro da Silva e Paulo Henrique Costa (Fábrica de Rações de Piraí do Sul) e Pedro Celso Cardoso (Fábrica de Rações – Matriz). Completando 15 anos foram homenageados: Huibert Pieter Janssen (Negócios Leite), Diolando José Rinaldi e Márcio José Pilat (TI) e Noel Aparecido Oliveira Azambuja (Fábrica de Rações – Matriz). Com 20 anos foram homenageados os colaboradores: Marco Antonio Prado (Diretor de Operações) e Emanuel Bento de Almeida (Assessor Jurídico). Com 25 anos o colaborador Gilson Paulo Rausis (Controladoria) foi homenageado e com 30 anos o Gerente Corporativo, José Carlos Rodrigues.

Destaque nacional – O diretor-presidente Frans Borg encerrou a noite com uma homenagem especial aos diretores Popke Ferdinand van der Vinne e Marco Antonio Prado pela conquista nacional do Prêmio de Excelência de Gestão. “Esta premiação vem coroar os esforços e trabalhos de toda a família Castrolanda. Este reconhecimento confirma a estratégia que adotamos há 15 anos, quando definimos no planejamento estratégico a nossa visão de ser uma Cooperativa inovadora dedicada ao agronegócio, sólida, ágil, que aplica as melhores técnicas de gestão, satisfaz as expectativas dos seus clientes internos e externos, busca a melhoria contínua da qualidade de vida dos seus associados e colaboradores e que produz resultados consistentes, comparáveis às líderes de mercado. Marco e Fredy vocês são os condutores do planejamento estratégico da cooperativa, merecem todo o nosso reconhecimento e agora junto da família Castrolanda compartilhamos esta conquista”, disse o presidente.

Público esperado - As confraternizações de fim de ano continuam ao longo da semana e ao todo devem reunir cerca de 800 pessoas. (Imprensa Castrolanda)

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COOPERANTE: Cooperativa vai reunir associados e familiares em sua 1ª Festa de Natal

Será realizado, nesta sexta-feira (13/12), o 1º Natal Cooperante, a partir das 20h, na sede da cooperativa, em Campo do Tenente, com a presença de associados, familiares e amigos. Neste ano, a Cooperante comemorou 15 anos de fundação. Atualmente, ela possui  cerca de 220 associados.

 

cooperante 12 12 2013

 

AGRÁRIA: Fundação Cultural realiza feira natalina

A magia que envolve uma das festas mais esperadas do calendário cristão poderá ser vivida mais intensamente no próximo dia 15 em Entre Rios, Distrito de Guarapuava, na região Centro-Sul do Estado. O clima de Natal será proporcionado pelo “Weihnachtsmarkt”, feira natalina realizada pela Fundação Cultural Suábio-Brasileira. O evento começa às 15h30, no Centro Centro Cultural Mathias Leh. A programação prevê apresentações culturais, venda de doces, salgados e artigos de decoração natalina além de um momento especial: a visita de São Nicolau. O santo é considerado padroeiro das crianças. Na cultura germânica ele as presenteia colocando doces e presentes em meias ou sapatinhos. (Imprensa Agrária)

SERVIÇO:

Weihnachtsmarkt

Data: 15 de dezembro

Horário: a partir das 15h30

Local: Centro Cultural Mathias Leh

COMMODITIES: Estimativas sobre estoques americanos ajudam a sustentar cotação da soja

A redução da estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para os estoques americanos de soja ajudaram a sustentar os preços da oleaginosa na sessão desta quarta-feira (11/12) em Chicago, conforme analistas. Os contratos para março subiram 6,5 centavos (0,49%), para US$ 13,285 por bushel, após terem caído na véspera. A projeção do USDA indica que os estoques americanos de soja somarão 4,07 milhões de toneladas no fim do ciclo 2013/14. A produção global da oleaginosa foi revista para cima, para 284,94 milhões de toneladas. Mas a projeção de consumo também aumentou 870 mil toneladas, para 270,87 milhões. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná caiu 0,36% para R$ 74,32.

Cobertura de posições - O milho ganhou fôlego na bolsa de Chicago e fechou a sessão desta quarta em alta. Segundo analistas, houve um movimento de cobertura de posições associado aos últimos números divulgados pelo USDA. Os contratos do grão com vencimento em março encerraram a quarta-feira em alta de 0,74% (3,25 centavos), a US$ 4,3925 por bushel. O USDA reduziu a previsão de estoques americanos e mundiais, porém aumentou a estimativa de produção global de milho em 0,15%, para 964,28 milhões de toneladas. Numa notícia altista, o USDA reportou a venda de 120 mil toneladas para "destinos desconhecidos" - o mercado avalia que o cliente deve ser a China. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o produto recuou 0,15% para R$ 26,32 a saca de 60 quilos.

Demanda firme - Na esteira dos grãos, o trigo também fechou em alta nesta quarta em Chicago. Avançou 0,31% (2 centavos de dólar), na posição março para US$ 6,4075 por bushel. Em Kansas, a alta foi de 0,07% para US$ 6,8475 por bushel. Relatório do Citigroup diz que "a demanda global e os preços de exportação [do cereal] estão firmes e vão dar suporte ao trigo americano". O USDA surpreendeu os analistas na terça-feira e aumentou a previsão de estoques mundiais e americanos do cereal. Também elevou a produção projetada para 2013/14. Nas últimas sessões, o trigo já vinha sentindo a pressão negativa da oferta, com países produtores revisando para cima as suas estimativas de produção. No mercado interno, o indicador Cepea/ Esalq para o trigo do Paraná avançou 0,52% para R$ 767,31 por tonelada. (Valor Econômico)

AGRONEGÓCIO: CNA prevê altas do PIB do campo em 2013 e 2014

Após recuar 1,57% em 2012, para R$ 988 bilhões, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro voltará a crescer em 2013 - 3,56% - e alcançará R$ 1,02 trilhão, segundo projeções divulgadas nesta quarta-feira (11/12) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Caso o resultado se confirme, o setor, sob a ótica da entidade - que envolve todos os elos da cadeia, e não apenas a agropecuária - deverá representar 23% do PIB nacional neste ano, estimado em R$ 4,5 trilhões.

VBP - Para o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que mede a receita obtida pelos produtores "da porteira para dentro", a CNA prevê incremento de 8% sobre 2012, para R$ 424 bilhões, embalado pela recuperação das safras de grãos e de cana e pelo melhor desempenho do segmento de carnes.

2014 - E para 2014, quando a colheita de grãos vai beirar 200 milhões de toneladas - um novo recorde -, a expectativa é de alta superior a 3%, para R$ 438 bilhões, novamente com a colaboração das carnes, para as quais o cenário para exportações é positivo.

Crédito - Conforme a CNA, a oferta de crédito seguirá estável no ano que vem e não haverá falta recursos, levando-se em conta os R$ 136 bilhões em crédito rural para a agricultura empresarial incluídos no Plano Safra 2013/14. A CNA, porém, afirma que o setor terá que interceder junto ao governo para evitar uma alta nos juros dos financiamentos, já que há sinais que indicam que a taxa básica Selic poderá continuar a subir por conta de temores com a inflação.

Infraestrutura e logística - Já infraestrutura e logística prometem trazer mais prejuízos a toda a cadeia. Conforme a CNA, a estimativa é que, na soja, cuja colheita deverá chegar a cerca de 90 milhões de toneladas, um novo recorde, haja um desperdício entre 6% e 13% durante o transporte até os portos.

Fretes - Por conta dos velhos e conhecidos gargalos, os fretes entre Sorriso (MT) e o porto de Santos (SP), subiram quase 45% neste ano - e essa alta colabora para conter as vendas antecipadas da safra que está em fase final de plantio, já que os custos do escoamento permanecem incertos, apesar da queda da produção de milho.

Alimentos básicos - No caso de alimentos básicos como arroz e feijão, a CNA concorda que em 2014 haverá aumento da produção, como indicam as previsões da Conab, mas não projeta queda dos preços, como deseja o governo. No caso do arroz, a demanda deverá permanecer ajustada ao consumo. No do feijão, o aumento da oferta tende a reduzir as importações. Para o café, cujos preços desabaram em 2013 em virtude de um quadro de oferta global confortável, com a colaboração do Brasil, a tendência deverá perdurar. (Valor Econômico)

EMBARQUES: Porto de Paranaguá registra alta de 5% nas exportações de granéis

embarques 11 12 2013As exportações de granéis sólidos pelo Porto de Paranaguá alcançaram as 16,8 milhões de toneladas, este ano, de janeiro até novembro. O volume é 5% superior ao registrado em 2012, quando foram exportados 16 milhões de toneladas de granéis sólidos pelo porto paranaense. Considerando o volume total de cargas, até novembro, os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram 42,7 milhões de toneladas de produtos, contra 41,5, no período, em 2012.

Soja - Entre os granéis sólidos, o destaque nas exportações é o grão de soja que, até novembro, somou 7,7 milhões de toneladas exportadas. O volume é 17% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Veículos - A exportação de veículos também apresentou alta em novembro, totalizando 65,7 mil unidades exportadas; um aumento de 7% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado.

Fertilizantes - Entre as cargas importadas, os fertilizantes somaram 8,5 milhões de toneladas, registrando alta de 5% em relação ao mesmo período de 2012. Foi registrada também alta nas importações de trigo, totalizando 254,9 mil toneladas (e alta de 81% em relação a 2012).

Antonina – O Porto de Antonina fechou o mês de novembro com 1,4 milhão de toneladas de cargas movimentadas, este ano. O volume é 22% maior do que o registrado, de janeiro até novembro de 2012. As principais cargas movimentadas em Antonina são os fertilizantes, açúcar e trigo. (Agência de Notícias do Paraná)

 

LOGÍSTICA: Caminhões com cargas para o Porto de Santos terão que fazer agendamento prévio

A partir do ano que vem, os caminhões com cargas para o Porto de Santos terão que fazer o agendamento prévio a fim de sincronizar a chegada ao porto com a atracação da embarcação no terminal. O objetivo é evitar a formação de grandes filas, como ocorreu em março deste ano, por causa da supersafra de grãos. Além disso, serão disponibilizados pátios para que os caminhões fiquem estacionados aguardando a vez de entrar no porto.

Anúncio - As medidas foram anunciadas nesta quarta-feira (11/12) pelos ministros dos Transportes, César Borges; da Agricultura, Antônio Andrade; e da Secretaria Especial de Portos, Antônio Henrique da Silveira. Os veículos que não estiverem agendados não terão acesso ao porto, ficarão aguardando em um pátio de triagem próximo à região metropolitana de São Paulo. Ele só poderá ir para a Baixada Santista quando comprovar o agendamento. No caso de contêineres e de alguns terminais de tradings já existe o agendamento, mas agora será adotado de forma generalizada.

Sincronização - Segundo o ministro dos Portos, o objetivo do agendamento é fazer uma sincronização entre a chegada dos navios e das cargas. “Para ter acesso à área portuária urbana de Santos, os embarcadores terão que, em contato com os terminais, estabelecer as datas de embarque e procurar sincronizar essa chegada para evitar que as filas se formem dentro da cidade e nas estradas e que a retenção seja feita em pátios de triagem, onde terá infraestrutura com facilidades para os motoristas de caminhão”, explicou.

Janeiro - As novas regras de agendamento começam a valer em janeiro, para que, quando começar o período de maior movimentação de cargas, a partir de março, o sistema esteja operando plenamente. O governo está estudando a utilização de duas áreas públicas para fazer os pátios de triagem, e já fez uma chamada para proprietários de áreas privadas que quiserem disponibilizar terrenos para esse fim. Nesses casos, os caminhoneiros terão que pagar para ter acesso aos pátios.

Solução - Para Antônio Henrique da Silveira, o agendamento e a adoção dos pátios solucionará os gargalos no Porto de Santos. “O que houve de gargalo foi uma atuação não planejada na chegada da carga. Estamos entrando com uma ação agendada para mitigar qualquer confusão na entrada da cidade e nas estradas que dão acessos”, disse.

Problemas - Em março deste ano, o escoamento da supersafra de grãos do país causou problemas de congestionamento no Porto de Santos, onde filas de caminhões ocuparam grande parte das vias no entorno do terminal e nas rodovias que levam ao porto por vários dias.

Enfrentamento - Para o ministro da Agricultura, Antonio Andrade, o congestionamento no porto é um “bom problema” que o Brasil tem que enfrentar. “Espero poder assistir o Brasil enfrentando esse problema ao longo dos próximos dez anos”, disse. A produção agrícola na safra 2013/2014 deve alcançar 195,91 milhões de toneladas, de acordo com a Conab. A estimativa do governo, segundo o ministro, é ultrapassar 200 milhões de toneladas. A exportação de grãos deste ano deve fechar em torno de 90 milhões de toneladas e, para o próximo ano, poderá ultrapassar 100 milhões de toneladas. 

Rodovias e ferrovias - O ministro dos Transportes, Cesar Borges, também anunciou melhorias em rodovias e ferrovias, para descentralizar a exportação de grãos no país, que hoje ocorre prioritariamente nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Entre as medidas está a duplicação da BR-163, em Mato Grosso, que já foi licitada e deve estar duplicada em cinco anos. Em relação às ferrovias, ele citou o trecho de 901 quilômetros entre Lucas do Rio Verde (MT) até Campinorte (GO), que deverá ser o primeiro a ser licitado pelo governo. “Queremos fazer a licitação no início do ano”, disse Borges. Os estudos devem ser analisados pelo Tribunal de Contas da União em sessão extraordinária na próxima segunda-feira (16/12). (Agência Brasil)

INFRAESTRUTURA: Concessões abrangerão ferrovias em 2014, afirma Dilma

infraestrutura 12 12 2013Após um ano de avanços nas concessões de portos, rodovias, aeroportos e petróleo, a presidenta Dilma Rousseff disse, nesta quarta-feira (11/12), que as concessões continuarão em 2014 com enfoque no setor ferroviário. “No caso de ferrovias, acredito ser essencial investir em parceria com o setor privado. É inadmissível que um país de dimensões continentais não tenha esse investimento. É imperdoável não termos feito esses investimentos no final do século 19 e no século 20, mas o século 21 exigirá um sistema ferroviário de porte internacional”, disse a presidenta ao participar da abertura do 8º Encontro Nacional da Indústria, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Gestão - A presidenta explicou que a parceria com o setor privado é essencial não apenas na área financeira, mas também na gestão. Segundo ela, as parcerias com o setor privado vão permitir a aceleração do crescimento econômico do país e a oferta de bens e serviços mais adequados. Aos empresários, Dilma lembrou que medidas adotadas pelo governo este ano permitiram reduzir o custo da energia elétrica, atendendo a uma demanda do setor industrial, e também foram ampliadas as desonerações tributárias e da folha de pagamento. “Fizemos muito para reduzir e racionalizar a carga tributária, mas quero reconhecer que dificuldades e barreiras existentes diante do desafio de promover uma efetiva reforma tributária no Brasil vai exigir de nós ainda mais emprenho e determinação”, disse.

Encontro - O 8º Encontro Nacional da Indústria reúne, nesta quarta e quinta-feira (11 e 12/12), mais de 1,5 mil líderes empresariais brasileiros e também acadêmicos e representantes do governo para discutir os desafios que o Brasil precisa vencer para aumentar a participação na economia global. (Agência Brasil)

 

BNDES: Mantega anuncia prorrogação de PSI para 2014, com taxas mais altas

O Programa de Sustentação do Investimento (PSI) será prorrogado em 2014, mas com juros maiores no financiamento aos investimentos, anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira (11/12), mas sem informar qual será o montante destinado para essa linha. O programa é executado através das linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A taxa do financiamento a máquinas e equipamentos para pequenas e médias empresas passará a 4,5%, ante 3,5%, sendo que para as grandes empresas subirá para 6%. Nessa modalidade, o financiamento continua em 100% para pequenas e médias companhias, mas cai para 80% para grandes empresas. Até então, esse teto era de 90%.

Altas - O juro para aquisição de caminhões e ônibus sobe para 6%, ante 4%, com os níveis de financiamento baixando para 90% às pequenas e médias empresas e para 80% às grandes, ante 100% e 90%, respectivamente. Na linha Pró-caminhoneiro, a taxa sobe para 6%, dois pontos percentuais a mais do que o juro atual, mantido o financiamento integral para todas as empresas.

Inovação - Já para inovação, a taxa sobe 4%, ante 3,5%, com os níveis de cobertura permanecendo em 100% para pequenas e médias, mas baixando para 80% para grandes empresas, que agora podem financiar até 90% dos seus projetos. Na linha pré-embarque de exportação, a taxa de juros sobe para 8%, em comparação a 5,5%, mantidos os níveis de financiamento de 80% para grandes empresas e de 100% para pequenos e médios negócios.

Selic - As novas condições, apresentadas ao setor industrial em evento, entram em vigor em 1º de janeiro de 2014. O aumento nos custos do financiamento ocorre na esteira do ciclo de elevações da Selic, que saiu da mínima histórica de 7,25% em abril para o atual patamar de 10%. "As taxas (do PSI) cresceram acompanhando a Selic e conjuntura", disse Mantega.

Origem - O PSI foi criado em meados de 2009, no auge da crise econômica mundial, para garantir crédito para investimento, num momento em que a oferta de financiamento se tornou escassa. Este ano os financiamentos oferecidos pelo PSI somarão R$ 80 bi de reais, informou Mantega. Mas, com juros maiores e menores níveis de financiamento, o orçamento do PSI será menor em 2014, acrescentou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, também presente no evento.

Atrativo - No setor privado, industriais avaliam inicialmente que mesmo com o encarecimentos dos custos, o PSI continuará atrativo. "Relativamente, o incentivo melhorou. Quando a Selic estava em 7,25% ao ano, a taxa do PSI estava em 4%. Agora a Selic foi para 10% e a taxa a 6%. Ainda é bastante importante e certamente vai assegurar crescimento da indústria (venda de caminhões) em 5% a 7% no ano que vem", afirmou o presidente-executivo da MAN América Latina, Roberto Cortes. A companhia é unidade do grupo Volkswagen e maior fabricante de caminhões no país. "Em termos reais ainda é uma taxa perto de zero, que cria propensão ao investimento", acrescentou.

Investimentos - O governo assumiu o discurso de que os investimentos serão o motor do crescimento econômico brasileiro, que não tem dado sinais consistentes de recuperação. O Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 0,5% no terceiro trimestre deste ano.

Arrecadação - Mesmo assim, Mantega defendeu que a economia brasileira tem, e manterá em 2014, uma recuperação gradual, que já está se refletindo na arrecadação. Segundo adiantou o ministro, em novembro, ela será recorde e ficará superior a R$ 110 bilhões. A arrecadação de novembro foi influenciada positivamente pelo pagamento ao governo dos R$ 15 bilhões do bônus para exploração do campo de petróleo de Libra e também pela receita extraordinária de R$ 20 bilhões com o Refis.

Contas públicas - A arrecadação recorde de novembro vai ajudar o governo a fechar as contas públicas, mas ainda sem indicação de que o governo cumprirá a meta ajustada do setor público consolidado de superávit primário de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Câmbio - Mantega disse ainda que o câmbio desvalorizado ajuda o setor fabril, mais "favorável" para o comércio exterior, mas que o governo precisa impedir repasses dessa desvalorização para os preços. "Embora a desvalorização ajude o setor produtivo, causa pressão inflacionária. Temos de cuidar dessa parte e não deixar que a inflação ultrapasse as metas", disse o ministro.

Mantega diz que economia está andando com duas pernas mancas - A economia brasileira está andando com "duas pernas mancas", segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda). Para ele, a fraqueza vem dos efeitos da crise internacional e da falta de crédito para bancar o consumo. Segundo o ministro, o baixo crescimento do mundo é um "vento contrário" ao desempenho do país. Já internamente, o aumento da inadimplência levou os bancos a ficar mais cautelosos na liberação de novos empréstimos, o que está limitando a expansão do consumo, disse.

Situação - "Isso significa que a economia brasileira está crescendo com duas pernas mancas: de um lado, o financiamento ao consumo, que está escasso, e, de outro lado, a crise internacional, que nos rouba uma parte da nossa possibilidade de crescimento." O ministro destacou, porém, que a inadimplência do consumidor está em queda e que a economia mundial se recupera, fatores que devem colaborar para a retomada da economia brasileira. (Reuters/Folhapress/Gazeta do Povo)

LIVRE COMÉRCIO: Mercosul e UE adiam entrega de propostas

comercio bilateral 12 12 2013Mercosul e União Europeia adiram a troca de ofertas destinadas a alcançar um acordo de livre comércio. Nesta quarta-feira (11/12), enquanto o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, informava que a União Europeia havia pedido o adiamento do prazo para janeiro, os países do Mercosul - Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e a Venezuela - ainda tentavam fechar sua proposta para os europeus em reunião no Rio de Janeiro. Bruxelas, por sua vez, disse que está a espera do Mercosul.

Prazo - Em entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty, Figueiredo afirmou que o prazo de apresentação das propostas foi adiado da próxima semana para o fim de janeiro, a pedido dos interlocutores europeus. "O Mercosul estaria pronto para apresentar sua oferta antes do fim do ano, como combinado", afirmou Figueiredo. Ele disse, contudo, que recebeu do Comissário de Comércio da União Europeia, Karel de Gucht, durante a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Bali, a informação de que a proposta deles não seria concluída no prazo, e pediu adiamento para o fim de janeiro.

Razão - Figueiredo não revelou a razão do adiamento da oferta europeia. Apenas ressalvou que isso não impedirá o ímpeto do Mercosul de finalizar sua oferta no prazo e comentou que "cada um sabe as dificuldades que tem".

Avanço - No Rio, a reunião entre os países-membros do Mercosul para consolidar a oferta conjunta de abertura comercial a ser apresentada à União Europeia foi marcada por avanços na oferta Argentina, mas não encerrou as negociações dentro do bloco. De acordo com um alto funcionário do Itamaraty presente na reunião, os argentinos apresentaram novas ofertas, entre elas sua lista de serviços a serem negociados com os europeus.

Coisas novas - "A Argentina trouxe coisas novas, que eles tinham ficado devendo. Isso foi positivo", afirmou o representante brasileiro. Segundo a fonte, a contribuição argentina de ontem foi importante, mas o país ainda precisa oferecer mais para que uma oferta comum seja satisfatória.

Indústria - A indústria é o ponto mais delicado na negociação sul-americana. "A indústria é sempre o mais complexo, mas cada país tem suas dificuldades próprias e, na hora em que se cruza, baixa muito a oferta [comum]. Temos que ficar nesse esforço de trabalho pingado e ir, aos poucos, melhorando a oferta global", afirmou a fonte.

Movimento - A União Europeia, por sua vez, aguarda um movimento do Mercosul para saber até que ponto virão "boas noticias" a partir da reunião do bloco ocorrida no Rio de Janeiro. A partir daí, a troca de ofertas de liberalização poderá ser acelerada. Bruxelas desmente, em todo caso, que tenha pedido adiamento da troca de ofertas.

Empenho - "A UE continua empenhada para essa negociação", afirmou o porta-voz de comércio da UE, John Clancy. "Tanto o Mercosul como a UE estão trabalhando na finalização de suas respectivas ofertas. De acordo com nossas informações, os países do Mercosul estão trabalhando para apresentar uma única oferta consolidada para a UE. Estamos cientes dos sinais de um forte apoio político para avançar nas negociações provenientes de vários países do Mercosul", acrescentou.

Porta-voz - O porta-voz informou que a União Europeia "continua empenhada nessa negociação e na troca de oferta. “Estamos em contato com o Mercosul e vamos acertar com eles em uma data o mais cedo possível para garantir uma troca de ofertas que irá ajudar a avançar o processo de negociação".

Resistência - Quanto à resistência da França, Irlanda e Polônia - uma das preocupações dos empresários brasileiros -, não há nenhuma surpresa, dizem fontes em Bruxelas. Os três países se preocupam especialmente com o acesso que a carne bovina do Mercosul poderá receber. As mesmas fontes notam, porém, que a Comissão Europeia, o braço executivo da UE, tem o mandato político para negociar e não precisa da unanimidade dos países para colocar oferta na mesa.

Visita oficial - Nesta quinta-feira (12/12), o presidente francês François Hollande estará em Brasília, em visita oficial, durante a qual lançará com a presidente Dilma Rousseff um "fórum econômico bilateral", que vai ser coordenado pelos setores público e privado. O objetivo é dobrar o volume de comércio para US$ 20 bilhões até 2020, alem de ampliar fortemente os investimentos. Os franceses querem se aproximar especialmente do Brasil, mas sabem que um acordo comercial é mesmo com o Mercosul e que terão de fazer concessões na área agrícola.

Rapidez - Fontes em Bruxelas enfatizam, por outro lado, que é preciso rapidez na negociação. Afinal, a UE já ofereceu cota para carne bovina para o Canadá. No total, o potencial de exportação canadense pode chegar a 100 mil toneladas. Na negociação UE-Estados Unidos, a expectativa é que os americanos abocanhem no mínimo 100 mil toneladas de cota de carne bovina. Como os europeus alegam que só tem "um bolso" para concessões, o que sobrar para o Mercosul poderá ser menor do que as 100 mil toneladas de carne bovina oferecidas na proposta europeia de 2004.

Comentários - Ao fim do encontro no Rio, representantes brasileiros evitaram comentar a resistência da França, Irlanda e Polônia ao acordo birregional. Mas um membro do Itamaraty considerou a postura da França - a maior produtora agrícola da UE especialmente preocupada com o acesso sul-americano ao mercado de carnes europeu- como algo previsível. "A França deles é a nossa Argentina", disse.

Novo encontro - Um novo encontro entre os países do Mercosul ainda não foi marcado. Na próxima semana, os países vão trocar suas ofertas e outras informações por e-mail. (Valor Econômico)

 

CEPAL: Economia da América Latina e do Caribe deve crescer mais no ano que vem

A economia da América Latina e do Caribe deve crescer mais em 2014 do que neste ano. A previsão é da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), que espera crescimento de 3,2%, em 2014, e 2,6%, neste ano. Segundo o Balanço Preliminar das Economias da América Latina e Caribe 2013, no próximo ano, o crescimento regional será liderado pelo Panamá, com 7%, seguido pela Bolívia (5,5%), pelo Peru (5,5%), pela Nicarágua (5%), República Dominicana (5%), Colômbia, pelo Haiti, Equador e Paraguai (os quatro com 4,5%). A projeção para a Argentina e o Brasil é 2,6%. O Chile e a Costa Rica devem crescer 4%; a Guatemala, o México e o, Uruguai, 3,5%; e a Venezuela, 1%.

Fatores - Para a Cepal, o menor dinamismo da demanda externa, a maior volatilidade financeira internacional e a queda no consumo foram os fatores que levaram ao desempenho econômico mais modesto em 2013.

Cenário mais favorável - Para o próximo ano, a Cepal espera que um cenário externo moderadamente mais favorável contribua para aumentar a demanda externa e, portanto, as exportações da região. “De igual modo, o consumo privado continuará expandindo-se, ainda que a taxas mais baixas do que em períodos anteriores, enquanto se mantiver o desafio de aumentar o investimento na região”, destaca a comissão.

Desafio - De acordo com o relatório, o desafio principal para os governos da América Latina e do Caribe é impulsionar o investimento como forma de estimular a produtividade e o crescimento com igualdade. Para isso, a comissão defende pactos sociais, com um marco institucional que ofereça certeza e regras claras, com políticas de curto prazo que proporcionem estabilidade nominal e real, e políticas de longo prazo que incentivem um investimento mais diversificado nos setores comercializáveis. (Agência Brasil)


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