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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3243 | 13 de Dezembro de 2013

SISTEMA OCEPAR: Colaboradores fazem balanço das atividades do ano

Os 78 colaboradores das três entidades que integram o Sistema Ocepar – Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar – iniciaram, na manhã desta sexta-feira (13/12), na sede da entidade, em Curitiba, uma reunião de trabalho destinada a realizar uma avaliação das atividades executadas ao longo do ano. A programação foi aberta pelo superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Houve ainda a participação especial do assessor de cooperativismo da Integrada, Ademar Ajimura, que agradeceu o apoio fornecido pela Ocepar visando o desenvolvimento do cooperativismo paranaense.

Debate - Após as orientações iniciais repassadas por Ricken, os colaboradores foram divididos em grupos para discutir as ações executadas por cada setor. Um dos objetivos é avaliar se as metas estabelecidas no planejamento estratégico de 2013 foram cumpridas, tanto individualmente como por equipe. A reunião prossegue à tarde, no Mabu Capivari, com a apresentação dos resultados. Neste sábado (14/12), as informações serão repassadas formalmente ao presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski. O encontro será encerrado com um almoço de confraternização de final de ano, que contará ainda com a presença dos familiares dos colaboradores das três entidades e está sendo organizado pela Associação dos Funcionários da Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar (Afoca). 

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MEIO AMBIENTE: Treinamentos sobre o SiCar superam expectativa de público

Foi encerrada, na tarde desta quinta-feira (12/12), a série de três treinamentos sobre a implantação do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCar) – módulo off-line, promovida pelo Sistema Ocepar, em parceria com a OCB, Ministério do Meio Ambiente, Ibama e cooperativas. O número de participantes superou o inicialmente previsto. Ao todo, foram capacitados 127 profissionais de diversas cooperativas paranaenses nas reuniões ocorridas em Cascavel, na terça-feira (10/12), com 32 participantes; Maringá, na quarta-feira (11/12), com 60; e ontem, em Ponta Grossa, com 35 pessoas. As orientações foram repassadas pelo analista técnico econômico da OCB, Marco Morato; Bernardo Trovão, do Ibama, e Cláudio Santos, do Ministério do Meio Ambiente. Houve ainda a presença de representantes dos escritórios regionais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Unificação de informações - Segundo o assessor de meio ambiente da Ocepar, Silvio Krinski, os treinamentos foram promovidos com o proposto de unificar a informação no Estado, preparando as cooperativas e os engenheiros agrônomos para orientar os produtores rurais. "Além de esclarecer dúvidas sobre o Cadastrao Ambiental, os participantes tiveram a oportunidade de simular o cadastramento de uma propriedade no novo sistema", disse. 

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CONVÊNIO: Bancoob também receberá pagamento de taxas do Detran a partir de janeiro

A partir de janeiro de 2014, os usuários dos serviços do Departamento de Trânsito do Paraná terão mais opções e facilidades para quitar guias, como taxas e multas de trânsito. O Detran credenciou nesta quinta-feira (12/12) o Banco Cooperativo do Brasil – Bancoob – para receber os pagamentos. Com isso, os motoristas paranaenses contarão com uma rede bancária de 170 pontos distribuídos pelo Estado.

Objetivo - “Nosso objetivo é facilitar a vida do usuário, dando a ele mais opções na hora de realizar os serviços. Hoje, por exemplo, ele pode fazer o processo pela internet, pelo terminal de autoatendimento ou pessoalmente em uma de nossas unidades. Logo ele poderá escolher também o banco de sua preferência”, explica o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

Presença - De acordo com o superintendente de operação do Bancoob, Gil Mario Saggioro, a instituição está presente em 100 municípios paranaenses. “Atuamos principalmente no interior do Estado, através de 171 cooperativas. Em todo o Brasil são mais de 2,5 mil pontos de atendimento”, revela.

Primeira etapa - Em uma primeira etapa, o Bancoob só não receberá o pagamento da taxa de Licenciamento Anual de Veículos, que é feito por sistema online. A previsão é que os testes com as taxas pagas através de código de barras, que são todos os processos de habilitação, veículos e multas, comecem na segunda quinzena de janeiro.

Bancos – O Sicredi, credenciado pelo Detran no final de novembro, faz operações piloto e deve começar a atender os usuários do Detran de forma definitiva até o fim de 2013. A instituição conta com mais de 1,1 mil pontos de atendimento e têm cerca de 400 mil associados no Paraná.

Credenciamento - O credenciamento de instituições financeiras interessadas em arrecadar guias sob a responsabilidade do Detran continua aberto. Podem habilitar-se para oferecer os serviços bancos comerciais, múltiplos ou cooperativas de crédito, habilitados pelo Banco Central e que atendam todas as exigências legais previstas pelo edital 002/2012, disponível no site www.detran.pr.gov.br.

Projeto - “A abertura da arrecadação faz parte do projeto de realinhamento e modernização da autarquia e segue a orientação do governador Beto Richa, que é fazer do Detran um órgão facilitador e menos burocrático”, disse Traad. A expectativa é que com mais instituições credenciadas os usuários tenham comodidade no uso de sistemas online e possam optar por quitar documentos pelo banco de sua preferência, sem pagar mais por isso. (Agência de Notícias do Paraná)

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SICREDI: Lançada a Conta Jovem

Atento às influências do público jovem na sociedade e no mercado, o Sicredi desenhou uma estratégia para atender as necessidades financeiras deste segmento com a Sicredi Touch. Trata-se de uma conta que oferece produtos e serviços customizados para os jovens de 18 a 25 anos. Também foi desenvolvida uma campanha de comunicação específica com desdobramento para diversos meios, incluindo uma plataforma online.

Lançamento - Para marcar o lançamento da Sicredi Touch, a Central Sicredi PR/SP participará do projeto Mais Verão, da Rede Massa, na Praia Brava de Caiobá, no litoral paranaense. Entre 4 de janeiro de 2 de fevereiro de 2014, quem passar pelo Espaço Cyber poderá conhecer a fundo a nova solução financeira destinada aos jovens. O Sicredi vai disponibilizar acesso WiFi gratuito para que as pessoas possam acessar o site sicreditouch.com.br por meio de celulares, tablets e notebooks.

Serviços - A nova oferta contempla conta-corrente, limite de crédito em conta, o cartão de débito e crédito exclusivo com programa de recompensas e o aplicativo mobile, o Sicredi Mobi. Com ele é possível consultar saldos e extratos, realizar pagamentos, entre outras transações pelo celular ou tablet. Além das ofertas de produtos e serviços, os jovens também podem contar com a orientação financeira nas unidades de atendimento do Sicredi.

Importante - “Esse é um público muito importante para nós. Os jovens gostam de compartilhar, de viver coletivamente e isso tem tudo a ver com a essência do cooperativismo. Por isso, decidimos lançar essa nova solução e estarmos mais próximos deles, destaca o Superintendente de Desenvolvimento da Central Sicredi PR/SP, Maroan Tohmé.

Público - A Sicredi Touch foi desenvolvida para atender não apenas o público universitário, mas jovens profissionais, empreendedores, estudantes de cursos técnicos, trabalhadores ligados ao agronegócio e todos aqueles que se identificam com a causa da instituição financeira. Para o diretor executivo de Produtos e Negócios do Banco Cooperativo Sicredi, Edson Nassar, o jeito cooperativo que o jovem leva sua vida hoje, valorizando o senso coletivo, experiência, conexão e transparência é a essência do Sicredi, que atua focado em cooperação, proximidade e transparência. A Sicredi Touch foi pensada para reforçar que o Sicredi é uma alternativa moderna e sustentável para o jovem viver sua vida financeira. Nossa meta é que este público represente 15% da base de associados até o final de 2014, complementa Nassar.

Valores - Mais do que uma oferta, a Sicredi Touch visa disseminar os valores do cooperativismo entre os jovens, reforçando os conceitos de uma instituição financeira cooperativa, onde todos são donos do negócio, participam das decisões e compartilham os resultados. As cooperativas de crédito incentivam o empreendedorismo, criam oportunidades de negócio, promovem o crescimento, a educação e a inclusão financeira. Em 206 cidades brasileiras, o Sicredi é a única instituição financeira.

Campanha - A campanha de comunicação para o lançamento da Sicredi Touch foi desenvolvida pela agência Morya e traz o slogan Sua vida já é cooperativa. Só falta a sua vida financeira. A veiculação começa a partir do dia 12 de dezembro. Dirigida aos jovens de 18 a 25 anos, tem como objetivo a identificação deste público com os mesmos princípios do Sicredi que se traduzem em uma vida mais cooperativa visando o bem-estar coletivo.

Expressão - O superintendente de Marketing e Canais do Banco Cooperativo Sicredi, Daniel Ferretti, explica que a expressão touch foi um dos elementos escolhidos por fazer parte do universo jovem e ser um ponto de identificação com esta geração cada vez mais multitelas, já que touch significa tocar e remete a proximidade com os jovens. As peças mostram que a filosofia do Sicredi tem muitos pontos em comum com o jeito do jovem viver na era da colaboração, na qual cocriação, participação e a vida em grupo fazem parte de seu dia a dia, acrescenta Ferretti.

Situações cotidianas - A campanha retrata situações cotidianas que fazem parte do mundo dos jovens e que geram identificação com a filosofia do Sicredi. Para isso, foram selecionados três grandes temas, com base em estudos e leituras sobre o público: esportes coletivos, música/festa e estar com os amigos. Desses temas, surgiram as três imagens da campanha, que retratam grupos de jovens em situações descontraídas. Para reforçar isso, a campanha utiliza hashtags, símbolo comum na linguagem das redes sociais e amplamente utilizada pelos jovens, aproveitando as situações vivenciadas por eles para reforçar o conceito de cooperativa.

Mídia eletrônica - O material apresenta mídia eletrônica (filme e spots para rádio), mídia impressa (anúncios de diversos formatos), mídia externa (outdoors, front light e bus door), mídia e marketing digital, com cards para o Facebook e uma plataforma específica.

Plataforma - Sicreditouch.com.br - a plataforma Sicredi Touch foi desenvolvida para aproximar, ampliar o relacionamento por meio de conteúdo relevante para o público jovem. Entre as iniciativas estão os vídeos da série Cooperação sem Complicação, que mostram de forma simples o quanto a cooperação está presente na vida deste público. No lançamento, estão disponíveis os vídeos sobre Vida Financeira e Sustentabilidade.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 2,4 milhões de associados e 1.245 pontos de atendimento, em 10 Estados* do País. Organizado em um sistema com padrão operacional único conta com 106 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

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SICREDI PLANALTO DAS ARAUCÁRIAS: Unidade de atendimento é inaugurada em Araucária

sicredi planalto 13 12 2013Depois de inaugurar unidades de atendimento em Paranaguá, Balsa Nova e Contenda, a Sicredi Planalto das Araucárias PR/SC amplia a atuação no Paraná, inaugurando na segunda-feira (16/12), a partir das 8h30, uma nova unidade de atendimento. A cidade de Araucária, um dos principais polos industriais do Paraná, foi escolhida para receber a 11ª unidade de atendimento da cooperativa. O novo espaço terá uma área denominada Sicredi Touch, destinada aos jovens, equipada com computadores com acesso à internet, disponíveis aos associados (e filhos de associados). A unidade é ampla e espaçosa, devido ao grande potencial de crescimento vislumbrado pela cooperativa na região.

Presenças - Estarão presentes na solenidade de inauguração o presidente da Sicredi Planalto das Araucárias PR/SC, Luiz Roberto Baggio, além de autoridades, associados, parceiros e colaboradores. Na nova unidade, localizada na Rua Dr. Victor Ferreira do Amaral, 777, os associados terão acesso a todas as soluções financeiras oferecidas pelo Sicredi, como consórcios, seguros, financiamentos, cartões, entre outros. Araucária é uma região promissora e ampliamos nossa atuação na cidade por percebermos um grande potencial de crescimento da região. É mais um passo importante para consolidar a marca do Sicredi e continuarmos crescendo de forma estruturada, ressalta Baggio. (Imprensa Sicredi Planalto das Araucárias)

 

CASTROLANDA: Cooperativa realiza AGE para seus cooperados

castrolanda 13 12 2013A Castrolanda realiza, nesta sexta-feira (13/12), a Assembleia Geral Extraordinária para seus cooperados, às 14 horas, no salão Antenne da Colônia Castrolanda. O objetivo é avaliar a ampliação do projeto e aprovação dos investimentos adicionais da implantação da Usina de Beneficiamento de Leite no Estado de São Paulo. Apresentar e avaliar a ampliação do projeto e aprovação dos investimentos adicionais de implantação da Unidade Industrial de Carnes. Aprovar a contratação de financiamento para os investimentos adicionais na ampliação do projeto Usina de Beneficiamento de Leite no Estado de São Paulo e do projeto Unidade Industrial de Carnes.

Pré-assembleias – Na próxima semana serão realizadas as pré-assembleias setoriais da cooperativa. Na terça-feira (17/12) a reunião será para os bataticultores, às 14 horas, na Unidade de Beneficiamento de Batata Semente (UBBS). Na quarta-feira (18/12) os suinocultores tem agenda às 14 horas no Memorial da Imigração Holandesa. Na quinta-feira (19/12) os bovinocultores, também no Memorial da Imigração Holandesa, às 9 horas. Na sexta-feira (20/12) no auditório da Unidade de Negócios Feijão os cotistas da Unidade estarão reunidos, às 9 horas e neste mesmo dia, às 14 horas a agenda das pré-assembleias encerra com os agricultores, no Memorial da Imigração Holandesa a partir das 14 horas.

Agenda - Em pauta a apresentação da previsão de resultados do exercício 2013. Eleição de membros para formação da chapa do Conselho de Administração e Fiscal. Eleição dos membros para os Comitês. Proposta para destinação de sobras e perdas. Apresentação das taxas e custos para os serviços. Desempenho do setor em 2013 e planejamento para 2014 e assuntos de interesse geral. (Imprensa Castrolanda)

 

SETOR PRODUTIVO: Diesel e pedágio pressionam custos

setor produtivo 13 12 2013Os reajustes aprovados recentemente pelo Conselho de Administração da Petrobras sobre o diesel e pela Agência Reguladora do Paraná sobre os pedágios do estado terão impacto expressivo no setor produtivo do estado. De acordo com estimativas de consultorias logísticas e cooperativas, as duas altas provocarão pelo menos 8,5% de alta nos custos da produção agrícola e outros 2,3% de aumento nos gastos com transporte de carga em geral.

Reajustes - Os dois reajustes – de 8% no valor do diesel e 5,72% nos pedágios – passaram a valer no início de dezembro. De acordo com um levantamento do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), somente no transporte de grãos, o pedágio é responsável por até 30% dos custos. “O pedágio causa vulnerabilidade aos agricultores, uma vez que as tarifas cobradas representam valores altos, que ao final impactarão nos preços recebidos pelos produtores, que já estão com contratos fechados com base em uma tarifa antiga”, afirma o presidente da entidade, João Paulo Koslovski.

Transporte - O combustível também é responsável pelo custo de uma grande parcela do que é transportado no estado. Segundo a Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado do Paraná (Fetranspar), pouco mais de 40% do valor do frete está ligado ao custo do combustível. “O mais preocupante é que nos últimos doze meses o diesel já aumentou mais de 25%. Quem paga pela incompetência da Petrobras são os consumidores e as transportadoras”, afirma o presidente da federação, Sérgio Malucelli.

Consumidores - O aumento dos custos, no entanto, não se restringe aos produtores e transportadores – depois de absorver os aumentos iniciais, os novos preços devem ser repassados aos consumidores assim que os novos contratos forem firmados. “Não temos como segurar o preço. O aumento será considerado nas negociações futuras com os clientes”, afirma Malucelli.

Alta generalizada - Com isso, a alta deve ser generalizada. Mesmo que os dois itens impactem diretamente pouco mais de 0,05% no índice oficial de inflação, o aumento nos custos de transporte deve gerar uma reação em cadeia. “O transporte rodoviário representa mais de 80% de toda a logística brasileira. É difícil apontar um produto que não dependa das rodovias para chegar ao consumidor final”, afirma o economista especialista em Logística, Adalberto Santini.

Mais afetados - Alimentos e outros produtos com baixo valor agregado devem ser os mais afetados, pois suas composições de preço são fortemente impactadas pelos custos operacionais. “Os consumidores irão pagar tarifas mais altas para trafegar nas estradas e sentirão ainda o custo na hora da compra de alimentos nos supermercados”, completa Santini.

Gastos variam de acordo com distância percorrida - O impacto dos dois reajustes nos custos de produção são variados e dependem da distância percorrida e da carga transportada. Segundo um levantamento feito pela Ocepar, uma carga proveniente de Foz do Iguaçu com destino ao porto de Paranaguá pode sofrer impacto de quase 10% no preço recebido pelo produtor de milho, mas pouco mais de 2% quando o produto transportado é a soja – nos dois casos, somente em pedágio, o transportador gastará R$ 697,60. Os gastos com diesel variam de acordo com o veículo usado.

Diesel - Já o estudo desenvolvido pelo Decope/NTC&Logística (Departamento de Custo Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos), apontam que somente os gastos com diesel podem ficar 2% maiores em trajetos longos (acima de 800 quilômetros) como o apresentado pela Ocepar. Em distâncias mais curtas, a influencia da alta do combustível pode ser relativamente menor: uma viagem de 80 quilômetros, como de Curitiba ao litoral, fica 0,9% mais cara, por exemplo.

R$ 697,60 de Foz a Paranaguá - Segundo cálculos do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), com os reajustes, o produtor paranaense gastará R$ 697,60 somente com pedágios para transportar grãos de Foz do Iguaçu até o porto de Paranaguá, no Litoral do estado. O impacto sobre o preço recebido pelo produtor será de quase 10% no caso do milho e 2% no caso da soja. Os gastos a mais por causa da alta do diesel vão depender do veículo usado para o transporte da carga, mas também deverão ter forte impacto sobre o produtor. Os economistas alertam que todo esse aumento de custo chegará ao fim da cadeia: o bolso do consumidor. (Gazeta do Povo)

 

CICLO DE PALESTRAS: Desafio agro é manter crescimento

ciclo palestras 13 12 2013O agronegócio brasileiro está crescendo além do lastro aberto pelos investimentos em infraestrutura e pode ter de reduzir seu ritmo de expansão, mesmo com demanda internacional firme, aponta debate realizado na manhã desta quinta-feira (12/12) em Curitiba. O evento corresponde à etapa final da rodada 2013 do Ciclo de Palestras Informação e Análise do Agronegócio, projeto da Gazeta do Povo. Participam cerca de 50 lideranças do setor, reunidas no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR).

Impacto - Se houver retração ou redução no ritmo de crescimento, o impacto será abrangente na economia, afirma Eugênio Stefanelo, analista e técnica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “O agronegócio embarca 42% de tudo que o Brasil exporta”, frisa.

Exportações - Em 2013, o crescimento das exportações agro é de cerca de 5%, somando US$ 100 bilhões (com 25 milhões de toneladas de milho e 42,5 milhões de toneladas de soja). A sustentação desse índice em 2014 depende não só de aumento na produção, mas também dos preços internacionais e do ritmo do escoamento, avaliam os especialistas.

Recorde - O Brasil está plantando área recorde de 54,8 milhões de hectares na temporada 2013/14 — considerando uso da mesma terra em até três plantios na mesma temporada — e deve produzir 200 milhões de toneladas de grãos, aponta Giovani Ferreira, coordenador de Agronegócio da Gazeta do Povo. ”O clima é extremamente favorável até o momento, apesar de a imprevisibilidade ser maior, num ano considerado neutro pelos meteorologistas [sem La Niña nem El Niño].”

Novo ritmo - Ferreira fez um histórico do aumento da produção para mostrar que o setor pode estar chegando a um ápice. Os 100 milhões de toneladas foram atingidos em 2000/01. Para se chegar a 200 milhões de toneladas em 2013/14, considera-se crescimento de 65 milhões de toneladas em apenas cinco anos. “O desafio é oferecer uma estrutura que suporte esse crescimento. Será que não vamos ter que baixar o ritmo?”, indaga Ferreira, referindo-se à infraestrutura.

Números - Não é o que está ocorrendo neste ano. A soja deve passar de 90 milhões e o milho ‘verão’ de 34 milhões de toneladas, adianta o especialista, citando números da Expedição Safra Gazeta do Povo, que serão divulgados na próxima semana, com a publicação do Indicador Brasil. A colheita de verão tende a crescer perto de 9%. “O mercado é outro desafio para a sustentabilidade do agronegócio”, acrescenta.

Problema na base - Sem contar com estradas, ferrovias ou hidrovias suficientes, o Brasil planeja ampliar os investimentos em armazéns. O déficit na capacidade estática de armazenagem é de 78,6 milhões de toneladas no país e de 19,6 milhões de toneladas no estado (considerando que o ideal é garantir espaço para 1,2 vez a produção de grãos), apontou Stefanelo. “Será que vamos equacionar isso em dez anos?”, desafia.

Armazenagem - As discussões da final do Ciclo de Palestras aprofundam o debate sobre a viabilidade dos investimentos em armazenagem. O administrador Luiz Fernando Baena, do setor de Novos Negócios do Banco Regional de Desenvolvimento Econômico do Extremo Sul (BRDE), disse que a viabilidade se tornou uma espécie de gatilho para a liberação de financiamentos.

Recursos - Num ano em que o país conta com R$ 5 bilhões para construir armazéns, a juro a partir de 3,5% ao ano, discute-se a possibilidade de construir silos não só em cooperativas e grandes áreas, mas também nas pequenas e médias propriedades da agricultura familiar. O representante da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Nilson Camargo, disse que agricultores com áreas de 50 a 100 hectares podem pagar por armazéns, conforme estudo da entidade. Confirmada essa demanda, a construção de armazéns pode se multiplicar no estado. O ritmo das contratações, no entanto, ainda é considerado lento, e só deve aumentar em 2014.

Escoamento - Outra questão levantada durante o evento são as mudanças que o Porto de Paranaguá está fazendo para administrar o fluxo de navios e caminhões. O diretor Empresarial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Fregonese, acredita que os novos arrendamentos vão ajudar a ampliar a expedição e a armazenagem de grãos em Paranaguá. Alterações nos serviços estão em discussão com o setor produtivo.

Parceria - Os debates do Ciclo de Palestras envolveram mais de 400 pessoas e reforçaram a parceria entre o Agronegócio Gazeta do Povo e o Crea-PR. “Estamos fazendo a inserção de nossos profissionais nos debates do agronegócio”, disse o superintendente do Crea-PR, Celso Ritter. (Gazeta do Povo)

 

SISTEMA OCB: Casa do Cooperativismo sediará seminário “Rumos da Política Cafeeira no Brasil”

sistema ocb 13 12 2013Cientes de que a cafeicultura brasileira necessita de um planejamento de médio e longo prazos para que não seja tão refém das oscilações do mercado, o Conselho Nacional do Café (CNC), com apoio do Sistema OCB, realizará, nos dias 18 e 19 de dezembro, o seminário “Rumos da Política Cafeeira no Brasil”. O evento será realizado na Casa do Cooperativismo, em Brasília (DF), sede do Sistema OCB. A expectativa da organização é que o público – especialistas de mercado e lideranças do setor – delibere sobre o cenário atual e, por fim, trace um prognóstico para o futuro da cafeicultura no País.

Ranking – O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café e ocupa a segunda posição no ranking do consumo global, atrás apenas dos EUA. Apesar da vitalidade da cafeicultura nacional, o setor está sujeito às oscilações de preço e foi diretamente impactado pela crise atual.

Endividamento - Dados preliminares apontam que o endividamento da cafeicultura alcance, hoje, cerca de R$ 6 bilhões e, em meio ao cenário de perda de renda e competitividade, o Sistema OCB e o CNC entendem que é necessário unir toda a cadeia produtiva e pensar em políticas estruturantes para evitar que o setor não sofra tanto os impactos da volatilidade do mercado.

Programação – A programação do evento abordará temas como “Perspectivas para o mercado de café”, “Garantia de renda e escoamento de oferta”, “Instrumentos para garantia de renda ao produtor sem comprometimento do market share”, “Estratégias para a ampliação e o fortalecimento dos cafés verde, torrado e moído e solúvel do Brasil no mercado”, “Cafeicultura e cooperativismo” e “Instrumentos específicos para o fortalecimento das cooperativas de café”.

Números – Em 2013, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que foram colhidas 47,5 milhões de sacas de 60 kg de café no País. As exportações nacionais, no ano passado, totalizaram cerca de 28,5 milhões de sacas, gerando uma receita aproximada de US$ 6,5 bilhões, e o consumo foi de 20,3 milhões de sacas, ou quase 83 litros de café por brasileiro ao ano.

Apoio institucional – O seminário “Rumos da Política Cafeeira no Brasil”, organizado por CNC e Sistema OCB, conta com o apoio institucional da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé). (OCB, com informações da CNC)

 

MAPA I: Valor Bruto da Produção Agropecuária atinge R$ 421,5 bilhões em 2013

A projeção do crescimento nas lavouras e na pecuária para 2013 é de 9,6% em relação a 2012. Quase encerrado o ano de 2013, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) atinge R$ 421,5 bilhões. As primeiras estimativas para 2014 indicam que o VBP pode chegar a R$ 449,87 bilhões, ou seja, 6,7 % a mais que este ano.

Pecuária - A pecuária apresenta números maiores do que os das lavouras em relação a 2012. Representado por carnes de bovinos, suínos, frangos, leite e ovos, o segmento deve faturar R$ 141 bilhões em 2013, o que representa um aumento de 10,2%. No caso das lavouras, o faturamento previsto é de R$ 280,45 bilhões, crescimento de 9,6% se comparado ao ano passado.

Destaques - Os produtos em destaque no VBP de 2013 são tomate, com alta de 87,6%, batata-inglesa, com 46,8%, laranja, com 32,7%, soja, 23%, frango, com crescimento real de 22,6%, ovos, 12,9%, leite, 5,5% e suínos, com aumento de 12,0%. Outras culturas como arroz, fumo, mandioca e trigo também vêm apresentando bons resultados durante o ano. Já o algodão, café e uva estão entre os produtos que tiveram queda no VBP.

Expectativa - Para 2014 se espera bons resultados com as culturas de tomate, algodão, batata-inglesa, mandioca, soja e maçã. (Mapa)

Clique aqui para baixar a tabela do VBP de novembro.

Clique aqui para baixar a tabela do VBP de novembro regional.

MAPA II: Brasil e França assinam protocolo de entendimento

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade e o Ministro da Agricultura, Agroalimentar e Florestas da República Francesa, Guillaume Garot, assinaram na manhã desta quarta-feira (12/12) protocolo de entendimento na área de cooperação no campo da agricultura. “A assinatura deste protocolo fortalece as relações de amizade existentes entre o Brasil e a França por meio do desenvolvimento da cooperação na agricultura. Vamos fazer um intercâmbio de informações e experiências, e a cooperação técnica, em várias áreas”, colocou Andrade.

Cooperação - O protocolo trata de cooperação técnica bilateral e compreensão mútua entre as duas administrações, em todas as áreas da agropecuária, da indústria agroalimentar, da segurança alimentar e do desenvolvimento rural. Pretende-se estabelecer canais de comunicação para fortalecer os intercâmbios de informação, assim como a notificação, nos melhores prazos, de toda questão ou dificuldade, a fim de facilitar a sua resolução e a criação de vínculos entre administrações públicas encarregadas das políticas agrícolas e veterinárias, produtores, empresas e organizações agroalimentares de ambos os países. (Mapa)

INFRAESTRUTURA: Concessões do ano projetam investimentos de R$ 64 bi

infraestrurura 13 12 2013Depois de idas e vindas no processo de definição das regras, os leilões de infraestrutura promovidos pelo governo Dilma Rousseff deslancharam. Os investimentos contratados para o futuro por meio das concessões realizadas em 2013 alcançam R$ 64 bilhões nos setores de aeroportos, rodovias, petróleo e gás e energia.O valor é mais que o dobro do montante - R$ 28,8 bilhões - dos investimentos definidos nas licitações feitas em 2012, segundo cálculo realizado pela Inter B. Consultoria para o Valor. Se a conta incluir os investimentos previstos no campo de Libra, também licitado neste ano, o valor alcança R$ 140 bilhões.

Trégua - Os números criaram uma espécie de trégua entre o setor privado e o governo. As críticas às regras dos modelos de concessão estão diminuindo. "O governo vem acertando, está ganhando experiência, mas isso não quer dizer que amanhã não haja uma licitação que não apareça ninguém", diz Paulo Fleury, presidente do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos).

Consolidação - O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, reconhece que tem havido uma aproximação entre os setores público e privado quanto à modelagem dos projetos. Agora, após testar os marcos regulatórios de aeroportos e de petróleo e gás, cabe ao governo consolidar o marco das ferrovias, sobre o qual ainda pesam muitas dúvidas.

Primeiro trecho - Quanto ao primeiro trecho da ferrovia Norte-Sul, a percepção é que há boas chances de o leilão ser realizado no primeiro semestre de 2014. Nesse caso, o governo assumiu a execução das obras e deve licitar a ferrovia pronta. Já nas concessões anunciadas sob a nova modelagem, que prevê a compra da capacidade licitada pela estatal Valec, não há a mesma certeza de sucesso.

Ponderação - "O governo reservou algo em torno de R$ 15 bilhões para que a Valec possa garantir a capacidade total dessas novas ferrovias, mas ninguém acredita que, em contratos tão longos, um outro governo não acabe com essa brincadeira", pondera Fleury, do Ilos.

Questionamento - Claudio Frischtak, presidente da Inter B, considera "questionável" a legalidade dessa fórmula. "No novo modelo, quem vai comprar a capacidade é a Valec. E nesse modelo em que as obras já estão prontas, como fica?" (Valor Econômico)

 

IBGE: Varejo paranaense lidera crescimento do Sul e Sudeste no acumulado de 2013

ibge 13 12 2013As vendas no varejo paranaense cresceram 5% em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2012, e 6,6% no acumulado do ano, alcançando o melhor desempenho do Sul e Sudeste do Brasil. Os índices contemplam comércio de veículos, motos, partes e peças e de materiais de construção (definição ampliada) e foram divulgados nesta quinta-feira (12/12) pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Itens - O crescimento de 5% em outubro, que na média brasileira ficou em 2,2%, no Paraná foi puxado pelo aumento nas vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (19,8%); artigos farmacêuticos e de perfumaria (14,2%); eletrodomésticos (13,8%); combustíveis e lubrificantes (11,4%); artigos de uso pessoal e doméstico (9,1%); e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,7%).

Acumulado - No acumulado de janeiro a outubro de 2013, o comércio paranaense continuou apontando o melhor desempenho entre os estados do Sul e Sudeste, com expansão de 6,6%, bem acima da média nacional que acelerou 3,4%. O bom resultado foi influenciado pelos setores de combustíveis e lubrificantes (11,1%); artigos farmacêuticos e de perfumaria (10,9%); artigos de uso pessoal e doméstico (10%); eletrodomésticos (9,8%); livros, jornais, revistas e papelaria (8,9%); veículos, motocicletas, partes e peças (7,8%); e material de construção (7,6%).

Segundo melhor  - Nos 12 meses, encerrados em outubro, o varejo paranaense, com crescimento de 5,8%, se manteve acima da média do país, de 3,9%. Foi o segundo melhor desempenho do Sul e Sudeste, atrás apenas do Rio Grande do Sul (6,3%). As principais contribuições positivas vieram dos segmentos de artigos de uso pessoal e doméstico (11,5%); artigos farmacêuticos e de perfumaria (11%); combustíveis e lubrificantes (10%); livros, jornais, revistas e papelaria (8,9%); eletrodomésticos (8,7%); veículos, motocicletas, partes e peças (6,6%); e hipermercados e supermercados (5,3%).

Restrita - Na mensuração restrita, que desconsidera os ramos de veículos, motos e material de construção, o volume de vendas no Estado aumentou 8,9% em outubro; 5,6% no acumulado do ano e 5,6% nos 12 meses encerrados em outubro. No Brasil, o faturamento comercial mostrou elevação de 5,3% no mês; 4% no ano e 4,5% em doze meses.

Análise - Para a economista Ana Silvia Martins Franco, do Núcleo de Macroeconomia e Conjuntura, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a expansão indica maior disponibilidade de renda da população. “Esse aumento é fruto especialmente do bom desempenho do agronegócio, concomitante ao aquecimento do mercado de trabalho regional, que mantém a geração de empregos mais nobres (com maiores rendimentos), em sua grande maioria no interior do Estado”, declara.

Tendência ascendente - Ana Silvia afirma que a tendência é ascendente até o fim do ano. “Apesar da combinação entre elevação dos juros e inflação alta, que em outubro continuou afetando o comércio de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, e também atingiu o ramo de veículos, motocicletas, partes e peças, os resultados positivos do varejo paranaense devem permanecer nos dois últimos meses de 2013”.

Combinação - A economista atribui esse prognóstico à combinação entre os efeitos do acréscimo da renda da agropecuária, a política de atração de investimentos e de valorização do setor produtivo, por conta do Programa Paraná Competitivo, e os impactos das obras de infraestrutura realizadas pelo governo estadual. “Também há influência da interferência sazonal do movimento associado às festas de fim de ano, especialmente com o uso do 13.º salário”, analisa Ana Silvia. (Agência de Notícias do Paraná)

 

RECURSOS: Richa assina contrato com o Banco Mundial para investir R$ 815 milhões

recursos 13 12 2013O governador Beto Richa assinou, nesta quinta-feira (12/12), em Brasília, um contrato de financiamento com o Banco Mundial (Bird) que garante ao Estado o acesso a US$ 350 milhões (cerca de R$ 815 milhões) para investimentos em nove programas. Os recursos serão aplicados em ações nas áreas de educação, saúde, agricultura e meio ambiente, principalmente em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Como contrapartida, o Estado vai aplicar outros R$ 735 milhões (US$ 315 milhões).

Ampliação dos investimentos - “Estes novos recursos vão permitir a ampliação dos investimentos que já estamos fazendo em programas e ações nas áreas prioritárias da nossa gestão”, afirmou Richa. “Vamos fortalecer programas em andamento e implantar novos projetos que repercutem diretamente na qualidade de vida dos paranaenses”, disse o governador.

Pacote de empréstimos - O contrato com o Banco Mundial é o maior de um pacote de empréstimos que o governo estadual negocia há mais de dois anos com instituições financeiras nacionais e internacionais e que totalizam R$ 3,3 bilhões. Para formalizar os acordos, o Estado aguardava a liberação do governo federal, o que seu deu somente em novembro.

Saúde – Com os recursos internacionais, o governo estadual vai reforçar as ações do Programa Mãe Paranaense e ampliar a Rede de Urgência e de Emergência em todas as regiões do Estado, com apoio financeiro aos municípios. Cerca de 35% dos recursos financiados, US$ 123 milhões, serão aplicados em saúde pública. “O objetivo é reduzir a mortalidade materna e infantil e ampliar a estrutura hospitalar para atendimento de situações de traumas relacionados à violência e acidentes de trânsito”, informa o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.

Sistema - O governo vai utilizar um sistema de financiamento baseado em resultados para estimular o desempenho dos municípios. Contratos de gestão vão definir os indicadores que precisam ser alcançados e estabelecer um cronograma para implantação de planos de trabalho. “Isso permitirá que o Estado amplie a retaguarda de atendimento em todas as regiões do Paraná e ofereça leitos e serviços especializados cada vez mais perto da população”, explicou Caputo Neto.

Resgate - Ele destacou ainda que os novos recursos também vão possibilitar a ampliação da cobertura dos serviços de resgate, com a aquisição de 90 novas ambulâncias, implantação de bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE) em todas as regiões que têm núcleos da saúde. O transporte aeromédico será implantado na região Oeste, garantindo o serviço em todo o Paraná.

Novas unidades - Entre as medidas para a área, também estão a construção e reforma de unidades de atenção primária; aumento das transferências aos municípios, que hoje já chega a R$ 60 milhões; manutenção do programa de formação para equipes de saúde. Também está incluído no projeto o desenvolvimento da telesaúde com a instalação de 480 câmeras de vídeo em unidades básicas para que o médico busque uma segunda opinião profissional para fazer o diagnóstico do paciente, além da implantação de um prontuário eletrônico nas unidades básicas de saúde.

Educação - Em educação serão aplicados US$ 92 milhões, 25% dos recursos. O governo irá focar os investimentos nos municípios com indicadores de baixa escolaridade. A primeira medida será a implantação do Renova Escola, que prevê a reforma, ampliação e construção de 340 novos prédios escolares com mais laboratórios, salas de aula e bibliotecas. Serão adquiridos equipamentos e mobiliários para 800 escolas.

Capacitação - Para melhorar o desempenho dos professores em sala de aula, o Estado vai criar um programa de capacitação com aulas online e presencial, além da oferta de oficinas, treinamentos e novos materiais aos docentes. Outra proposta é aperfeiçoar os sistemas de avaliação da aprendizagem para medir os resultados do ensino em todo o Paraná. O objetivo é capacitar os profissionais, adquirir equipamentos e aplicar anualmente provas. Assim será possível identificar e corrigir os possíveis problemas pedagógicos.

Agricultura - Os projetos para fortalecer a agricultura receberão US$ 70 milhões, 20% do valor financiado. Com os novos recursos, o governo investirá para que pequenos produtores rurais tenham negócios mais rentáveis e sustentáveis com a titulação de quatro mil propriedades. O programa voltado para a agricultura atenderá inicialmente 31 municípios localizados na região central do Estado e no Vale do Ribeira, beneficiando aproximadamente 21 mil famílias. Isto incluirá grupos vulneráveis, como jovens, mulheres e povos indígenas.

Cooperativas - Além disso, o Governo do Estado vai apoiar iniciativas inovadoras realizadas individualmente ou em cooperativa de agricultores, promover a melhoria dos serviços de assistência técnica e a readequar estradas rurais.

Meio ambiente - Para melhorar a sustentabilidade ambiental da agricultura, o governo investirá na gestão da água e solo em 400 microbacias. O setor terá 10% dos recursos, aproximadamente US$ 35 milhões do valor financiado. As intervenções serão realizadas em cerca de dois milhões de hectares de áreas prejudicadas pela erosão e uso intensivo de agrotóxicos. Outras áreas de abrangência são a modernização do licenciamento, outorga e monitoramento do Meio Ambiente e a implantação de sistema de gestão de riscos e previsão de catástrofes naturais.

Gestão - Cerca de US$ 35 milhões, 10% do valor financiado, serão aplicados pelo governo no aperfeiçoamento da gestão do Estado com investimentos na capacitação dos servidores, controle dos gastos, modernização da folha de pagamento, saneamento das finanças, qualidade fiscal e cobrança dos resultados.

Financiamento - Com a assinatura do documento, o banco irá liberar inicialmente US$ 50 milhões na primeira parcela do financiamento. Para receber as próximas parcelas, o governo estadual terá que cumprir metas físicas e financeiras estabelecidas pelo contrato. O pagamento da dívida deverá ser realizado em 10 anos, acrescidos de mais cinco anos de carência. A operação será em dólar com taxa de juros será de 1,4% ao ano. “Essa é uma das menores taxas disponíveis no mercado. Fizemos um estudo dos últimos doze anos e a constatação é que a operação em dólar é vantajosa ao governo estadual”, disse o gerente de projetos da secretaria de Planejamento, Nestor Bragagnolo.

Recurso aplicado – Com o plano de trabalho aprovado pelo Banco Mundial em 2011 para uso dos recursos do financiamento, desde janeiro de 2012 o governo estadual aplicou cerca de R$ 330 milhões no programa multissetorial que agora recebe recursos externos:

Saúde - Construção de 182 novas unidades de saúde da família; 25 novos hospitais recebem recursos para atender gestantes de risco e 98 para gestantes de risco intermediário; além da capacitação 2.000 profissionais na área materno-infantil.

Educação - Foram realizados cerca de 70% dos reparos em escolas programados; implantado o sistema de avaliação da educação básica que informa o desempenho de 2,1 mil escolas; e capacitados mais de 10 mil professores e educadores.

Agricultura – Regularização de 1.186 propriedades; implantação de 350 sistemas de abastecimento de água; e compra de 161 veículos para a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Meio ambiente - 34 microbacias hidrográficas com planos de ações elaborados e aprovados; instaladas 100 estações hidrométricas e pluviométricas; compradas 15 estações meteorológicas.

OUTROS EMPRÉSTIMOS

R$ 817 milhões do Programa de Investimento nos Estados (Proinveste), do Banco do Brasil - modernização da infraestrutura rodoviária e urbana e segurança pública.

R$ 158 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – reforço das ações de segurança pública, com aquisição de novas viaturas e equipamentos para as polícias.

R$ 131 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – reforço ao programa Família Paranaense para atender 100 mil famílias.

R$ 146 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) –construção de delegacias cidadãs, aquisição de equipamentos para as polícias e Centros da Juventude.

R$ 19 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – execução do Profisco para o aperfeiçoamento da gestão tributária e financeira do Estado.

R$ 1,2 bilhão do Credit Suisse - reestruturação da dívida do Estado com a Companhia Paranaense de Energia (Copel). (Agência de Notícias do Paraná)

 

BRASIL: Atividade econômica cresce 0,77% em outubro

A atividade econômica iniciou o quarto trimestre crescendo. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou crescimento de 0,77%, em outubro, comparado com setembro. Esse foi o maior crescimento desde abril deste ano, quando a expansão, na comparação com março, ficou em 1,38%, de acordo com os dados revisados. Em setembro, comparado com o mês anterior, havia ficado praticamente estável. O crescimento ficou em 0,01%. Em relação a outubro do ano passado, houve crescimento de 3,82% (sem ajustes). No ano, o IBC-Br apresentou expansão de 2,81% e, em 12 meses encerrados em outubro, de 2,44%.

Evolução - O IBC-Br é uma forma de avaliar como está a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária. O acompanhamento do indicador é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica. (Agência Brasil)


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