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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3244 | 16 de Dezembro de 2013

TRIGO: Mapa retifica IN que autoriza inscrição emergencial dos campos de sementes

trigo 16 12 2013O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) retificou a Instrução Normativa (IN) nº 58, que autoriza, em caráter excepcional, as inscrições de campos de sementes de trigo do Paraná. Com a alteração, ficou estabelecido que  poderão ser inscritos campos cuja data de plantio seja compatível com o período de floração a partir de 1º de setembro de 2013. No texto publicado quinta-feira (12/12) passada, no Diário Oficial da União, constava a partir de 1º de novembro de 2013. “Essa mudança atende ao pleito das cooperativas e dos produtores de sementes paranaenses pois contempla todas as regiões produtoras do Estado”, afirma o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra.

Mobilização - A publicação da IN 58 é resultado de mobilização do setor cooperativista paranaense e dos produtores de sementes, visando assegurar o plantio da próxima safra já que as geadas ocorridas neste ano comprometeram cerca de 60% da produção de sementes, especialmente nas regiões Norte e Oeste do Estado. No Paraná, há cerca de 100 produtores de sementes de trigo que, nos últimos anos, têm produzido uma média de 160 mil toneladas por ano. As geadas provocaram uma quebra de quase 60 mil toneladas. Há ainda uma expectativa de que haverá uma boa procura de sementes na safra 2014, devido aos preços positivos no mercado. Por isso, as cooperativas e produtores solicitaram ao Mapa a inscrição emergencial dos campos de sementes. O Paraná é o segundo maior produtor de trigo do País e, nesta safra, colheu 1,7 milhão de toneladas do cereal.

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Integrar forças e talentos para crescer

As cooperativas Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP e Credite SP – Cooperativa de Crédito dos Profissionais de Tecnologia da Informação se unem com o objetivo de integrar para fortalecer. A decisão foi tomada em Assembleia realizada na sexta-feira (13/12), em Palotina (PR). Com a união, os associados ganham força e surgem várias oportunidades para a cooperativa, entre elas, a livre admissão de associados na cidade de São Paulo; escala para crescimento; aumento dos depósitos e maior carteira de crédito.

Momento histórico - A aprovação dos associados é um momento histórico no cooperativismo de crédito brasileiro, sendo a primeira cooperativa do ramo crédito a atuar com todos os públicos, na capital paulista. “Estamos inaugurando um novo momento para o crescimento do Sistema Sicredi na cidade de São Paulo. Esta é a primeira cooperativa de crédito de livre admissão da cidade, o que nos proporcionará atender associados das mais diversas atividades profissionais. Com essas características, mais pessoas poderão experimentar os diferenciais competitivos, que só o sistema cooperativo pode oferecer. Somos uma alternativa ao sistema financeiro tradicional.” comentou o presidente Jaime Basso.

Sicredi Vale do Piquiri - A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP, fundada em 1988, tem área de atuação em 43 municípios nas regiões Oeste, Centro Oeste, Noroeste do PR e 7 municípios na região do ABCD Paulista. O quadro social da cooperativa encerra 2013 com mais de 53 mil associados e está listada entre as maiores organizações do segmento no Brasil.

Credite - A Cooperativa de Crédito dos Profissionais da Tecnologia da Informação - Credite foi constituída em 2003, ligada a um grupo de profissionais da área de TI. Hoje a cooperativa tem 378 associados, com uma unidade de atendimento e área de atuação na cidade de São Paulo.

Escala e força - Com a união, o Sistema Sicredi ganha escala e fortalece a participação na região. A expectativa é crescer o número de associados, já que a cooperativa passa a ser de Livre Admissão de associados, dando condições de todas as pessoas e empresas, independente da atividade, fazer parte da Sicredi, fortalecendo a atuação em São Paulo, estado que passou a fazer parte da Sicredi Central PR/SP em 2011. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP)

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SICOOB: Implantado novo dispositivo de segurança para compras pela internet

A partir desta segunda-feira (16/12), os portadores dos cartões Sicoobcard MasterCard poderão contar com mais um dispositivo de segurança ao realizar compras online, a Compra Segura Sicoobcard, também conhecida como SeccureCode. O novo mecanismo é uma solução da MasterCard, que permite validar a autenticidade do portador do cartão no momento da realização de uma transação via internet, gerando proteção contra o uso não autorizado do cartão.

Confirmação de dados - Antes da implantação desse novo dispositivo, o consumidor digitava o número do cartão e o código de segurança (3 dígitos que constam no verso do cartão). Agora, para concluir a compra, será necessária a confirmação de outras informações que serão requisitadas de forma aleatória. Os dados de autenticação solicitados podem ser os dígitos iniciais do CPF, data de nascimento ou token enviado para o celular. Para concluir a transação é necessário apenas informar as informações solicitadas.

Credenciamento - É importante ressaltar que esse processo só acontecerá quando o site também disponibilizar a tecnologia SecureCode. Portanto, na hora da compra, o portador deverá verificar se o site é credenciado identificando o logotipo MasterCard SecureCode.

Sobre o Sicoob - O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) possui mais de 2,5 milhões de associados em todo o país e está presente em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. É composto por mais de 500 cooperativas singulares, 15 cooperativas centrais e a Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Confederação) que tem a finalidade de defender os interesses das cooperativas representadas, ofertar serviços, promover a padronização, supervisão e integração operacional, financeira, normativa e tecnológica. Integram, ainda, o Sistema, o Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob) especializado no atendimento às cooperativas de crédito e cujo controle acionário pertence às cooperativas do Sicoob; a Bancoob DTVM, distribuidora de títulos e valores; o Sicoob Previ, fundação que oferece plano de previdência complementar; a Cabal Brasil, bandeira e processadora de cartões e a Ponta Administradora de Consórcios. Conta ainda com o Fundo Garantidor do Sicoob (FGS), que confere credibilidade ao Sistema e garante a proteção dos recursos dos seus associados. A rede Sicoob é a sexta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com mais de 2 mil pontos de atendimento. As cooperativas inseridas no Sistema oferecem um amplo portfólio de produtos e serviços para seus associados e possibilitam acesso a recursos para empréstimos em geral e investimentos, tanto para pessoas físicas como jurídicas, com juros mais acessíveis. (Imprensa Sicoob)

COPACOL: R$ 45 milhões em sobras serão distribuídas aos cooperados

A diretoria da Copacol divulgou, na sexta-feira (13/12), durante a reunião conjunta dos Comitês Educativos, na Aercol, em Cafelândia, números recordes que foram alcançados em 2013, com destaque para um faturamento de mais de R$ 2 bilhões, dos quais R$ 45 milhões serão distribuídos em sobras para os associados. Com um crescimento de 27% em relação a 2012, estes números representam a sustentação e o crescimento dos 5 mil associados e familiares e dos 7,6 mil colaboradores, por meio das atividades que são gerenciadas pela cooperativa.

Propósito Estratégico - Para chegar a este expressivo valor, que promove o crescimento integrado de toda a região, o planejamento começou há cinco anos com o Propósito Estratégico Copacol GPS 2.5.25. Com este Propósito que significa G (Geração de Riquezas com 2 bilhões de faturamento) P (Produtividade com 5% de rentabilidade nos negócios) S (Sustentabilidade com mais de 25 mil pessoas envolvidas em programas de desenvolvimento), a diretoria da cooperativa lançou em 2009 estas metas para que fossem atingidas em 2013, nos 50 anos da Copacol.

Evolução - Quando o planejamento foi lançado, há cinco anos, a cooperativa faturava R$ 980 milhões e para alcançar os 2 bilhões que foram previstos, a diretoria promoveu investimentos em todas as atividades de forma segura e estratégica, para o benefício de todo o quadro social.

Oportunidades - Segundo o diretor presidente da cooperativa, Valter Pitol, mais do que alcançar estes números extraordinários que foram planejados em 2009, são as oportunidades que os associados tiveram de entrar ou aumentar a participação nas atividades com a diversificação das propriedades que geram o desenvolvimento econômico das famílias. “Agradecemos a participação dos nossos associados, colaboradores e parceiros, que foram essenciais para que juntos pudéssemos alcançar e ultrapassar os números que planejamos e que hoje, geram riquezas e oportunidades para milhares de pessoas da nossa região”, afirma Pitol. (Imprensa Copacol)

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COPAGRIL I: Jovem Aprendiz, o mercado de trabalho de portas abertas

“O sucesso só é conquistado com muito trabalho e responsabilidade”. Foi com estas palavras que o diretor-presidente da Copagril, Ricardo Silvio Chapla, encerrou as atividades do programa Jovem Aprendiz deste ano. Um evento, realizado na última  quinta-feira (12/12), na Falurb, em Marechal Cândido Rondon, reuniu os estudantes, as cooperativas Copagril, Frimesa e Sicredi e a Faculdade, que é responsável pelo preparo técnico dos jovens, em parceria com o Sescoop/PR.

Terceira edição - Em 2013, na terceira edição do programa, 35 jovens foram atendidos, muitos deles já foram efetivados nas empresas em que trabalharam ou com grandes chances de serem contratados. No encerramento, Gesuino Lizzoni, coordenador do programa na Falurb, lembrou que jovens da primeira e da segunda turma continuam empregados onde foram aprendizes. “Se as oportunidades não surgirem agora, elas virão em breve. Não parem de estudar, continuem se esforçando que vocês serão recompensados”, declarou.

Resultado - Para Iliane Silveira, do RH da Frimesa, o programa é resultado de dois interesses que se aproximam, que é o da empresa, de ter funcionários preparados, e dos jovens, que é ingressar no mercado do trabalho e desenvolver as competências pessoais.

Conquistas - O encarregado dos Recursos Humanos da Copagril, Nilvo Kühler, também destacou as conquistas de outros jovens aprendizes que conseguiram, em pouco tempo, alcançar cargos de liderança dentro da cooperativa. “Tenho certeza que o trabalho ensinou muito para vocês e que pelas empresas em que trabalharam vocês já têm um currículo bem-visto. Este projeto é feito pra vocês, ele representa crescimento profissional”, declarou.

Responsabilidade - Ricardo Chapla destacou a importância do trabalho na vida das pessoas, e disse que é a coisa mais importante que alguém pode ter. “Não importa qual seja o trabalho, desde que feito com responsabilidade”, afirmou. O presidente da cooperativa destacou que, atualmente, existem muitas oportunidades e facilidades para quem deseja estudar, fazer cursos, faculdades e outras atividades profissionalizantes. “Não parem de estudar agora, porque se parar, é difícil voltar. Aproveitem as oportunidades e facilidades que vocês têm e os pais de vocês provavelmente não tiveram”, disse.

Experiência enriquecedora - Por fim, os estudantes também falaram sobre a experiência, classificada por eles como enriquecedora. A jovem Andressa Becker Hillesheim, que trabalhou no setor de recursos humanos da Copagril, falou que encerra o programa se sentindo outra pessoa, mais preparada para encarar o mercado de trabalho. Ela, inclusive, já está aprovada em um vestibular de psicologia, que cursará a partir do ano que vem.

O Programa - O Jovem Aprendiz visa a formação técnica e profissional de jovens de 14 a 24 anos que estejam matriculados em alguma instituição de ensino, com o objetivo de prepará-los para o mercado de trabalho. No caso do programa desenvolvido em Marechal, em parceria das três cooperativas, mais a Falurb e o Sescoop/PR, ele é aplicado a jovens de 16 a 17 anos.

Início - Em setembro de 2012, quando iniciou a terceira turma, foram dois meses apenas de aulas preparatórias, de segunda a sexta, todas as tardes. Desde outubro do ano passado eles começaram a trabalhar nas empresas, mas continuaram a ter aulas uma vez por semana. De acordo com Lizzoni, foram 16 módulos, aplicados em 400 horas/aula, com temas básicos, como português e matemática, e outros mais específicos, como empregabilidade e empreendedorismo e introdução à administração.

Benefícios - Os participantes do Jovem Aprendiz possuem carteira assinada, recebem bonificação financeira e têm acesso a benefícios, como vale-alimentação e plano de saúde. Neste ano, as inscrições e entrevistas para o Jovem Aprendiz encerraram na sexta-feira (13/12). A nova turma iniciará as aulas no dia 1 de fevereiro e a atuação prática na empresa no dia 20 de janeiro, de 2014. (Imprensa Copagril)

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COPAGRIL II: Professores e alunos são homenageados pelas conquistas do Cooperjovem

Para celebrar as conquistas alcançadas no Programa Cooperjovem deste ano, na sexta-feira (13/12), a Copagril realizou um evento para homenagear os professores que inscreveram projetos. Também foram reconhecidos os alunos que se classificaram em primeiro lugar em cada município, as três melhores redações da área de atuação da Copagril e os destaques em âmbito estadual e nacional.

Presenças - A solenidade contou com a presença do diretor-presidente da Copagril, Ricardo Silvio Chapla, do diretor-vice-presidente, Eloi Darci Podkowa, gerentes e funcionários da cooperativa, o prefeito de Quatro Pontes, Paulo Feyh, representantes das secretarias de educação, professores, alunos e familiares.          

Agradecimento - Emocionado, o presidente agradeceu todos os envolvidos no Programa. “Essa conquista é motivo de muita alegria para todos nós, pois demonstra que o trabalho realizado por meio da cooperativa cativou os professores, que demonstram capacidade, comprometimento e, principalmente, adotam o cooperativismo como base do trabalho, disseminando entre as crianças e melhorando o dia a dia no ambiente escolar e das comunidades”.

Leitura - Para que os presentes tivessem uma noção maior do que representa o Cooperjovem, os três alunos classificados na área de atuação da Copagril, leram suas redações e as professoras classificadas explanaram sobre cada projeto. “Sou cooperativista desde criança e, agora, estou disseminando o cooperativismo, o que faz as pessoas se tornarem melhor, seja na escola ou nas comunidades”, declarou a autora do projeto que conquistou o 1º lugar nacional, Andreia Jaqueline Bach.

Destaque Nacional - Este ano, a Copagril alcançou dois prêmios em âmbito nacional. O primeiro foi o da professora Andreia, que leciona na Escola São João Batista, de Novo Três Passos. O projeto desenvolvido por ela com os alunos alcançou o 1° lugar nacional no Prêmio Professor. A segunda conquista foi com o estudante Kaio Victor Rodrigues da Rosa, da Escola Municipal Dona Leopoldina, de Quatro Pontes, que fez a 3ª melhor redação do país. Ambos estiveram em Brasília, no início desta semana, para receber a premiação nacional e, depois, viajaram a Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, para conhecer o berço do cooperativismo no Brasil. (Imprensa Copagril)

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CAMISC: Núcleos Femininos se reúnem para encerramento das atividades de 2013

camisc 16 12 2013A importância da mulher no sistema cooperativista já é indiscutível. Cada vez mais elas têm assumido papeis de liderança seja na cooperativa ou na forma de liderança dentro de suas comunidades. Para estreitar os laços e festejar os avanços conquistados em 2013, os Núcleos Femininos da Camisc estiveram reunidos, na última quinta-feira (12/12), para celebrar o encerramento do ano com uma confraternização.

Órgão consultivo - Formado por cooperadas, esposas de cooperados, o Núcleo Feminino é um órgão consultivo e auxiliar onde a mulher pode expressar sua opinião, além de ser um espaço de formação técnica, humana, empreendedora e cooperativista. “A participação da mulher no cenário cooperativista tem crescido. Nesse contexto, o Núcleo Feminino tem se tornado fundamental, pois o programa Camisc Mulher tem incentivado uma maior compreensão por parte delas quanto ao cooperativismo, além de proporcionar a possibilidade de atuação efetiva dentro da cooperativa, seja no Conselho Fiscal, nos Comitês Educativos ou em outras áreas”, afirmou a gerente administrativa da Camisc, Rita Vazzata De Bortoli.

Engajamento - Para a coordenadora de Desenvolvimento Humano da Camisc, Adriana Cassol, com os Núcleos Femininos as mulheres tornam-se mais engajadas e participativas. “Nosso objetivo é que a mulher venha, participe e compartilhe em casa os conteúdos que são abordados durante os eventos realizados dentro do programa Camisc Mulher. Assim, o cooperado fica cada vez mais próximo da cooperativa”.

Compreensão - Na avaliação da participante Madalena Zanella Bellan, de Mariópolis, as atividades proporcionadas pelo Núcleo ajudam as mulheres a compreenderem melhor as questões que envolvem a cooperativa. “Aqui é um ambiente onde podemos aprender e trocar experiências. Depois, temos a oportunidade de colocar em prática nas nossas atividades em casa e auxiliar a família no cuidado com a lavoura”.

Presentes - Durante o evento, além da confraternização, as participantes trocaram presentes de amigo secreto. Também foi entregue a cada uma o Plano de atividades de 2014, para a formação cooperativista e pessoal.

Especialização - No próximo ano, as participantes dos Núcleos terão a oportunidade de participar do Projeto Modular Formação, uma espécie de especialização cooperativista distribuída em seis módulos com carga horária de 16 horas cada. Ao todo, serão ofertadas 50 vagas e as inscrições prioritariamente para as integrantes dos Núcleos Femininos da Camisc já constituídos (Mariópolis e Galvão) irão até o dia 28 de fevereiro. A partir de março, as vagas disponíveis serão ofertadas as demais mulheres vinculadas a Camisc em toda a sua área de atuação que não participam dos Núcleos.

Integrantes - Os Núcleos Femininos da Camisc contam atualmente com 50 integrantes entre Mariópolis e Galvão (SC) que realizam atividades voltadas para o quadro social da cooperativa e para a sociedade como um todo. (Imprensa Camisc)

 

AGENDA PARLAMENTAR: Percentual de tolerância de peso entre eixos foi tema de audiência pública na Câmara

A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA) da Câmara dos Deputados, realizou audiência pública para debater o percentual de tolerância de peso entre eixos dos veículos de carga nas rodovias brasileiras. Estiveram presentes ao evento, dentre outros, o superintendente de Fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Nauber Nunes do Nascimento, o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Jorge Ernesto Pinto Fraxe, e o membro do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Rone Evaldo Barbosa. O tema é de grande relevância para as cooperativas de transporte. O Sistema OCB defende que a tolerância máxima seja estendida a, pelo menos, 7,5% sobre os limites de peso bruto, transmitido por eixo do veículo à superfície das vias públicas.

Senado - O Projeto que legaliza a produção e comercialização do Vinho Colonial foi aprovado na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal. A matéria foi relatada pela senadora Ana Amélia que apresentou seu parecer conforme o texto já aprovado pela Câmara dos Deputados. O projeto da Lei da Câmara (PLC) 110/2013, estabelece as definições para a produção do vinho colonial, sendo o produtor responsável por preservar as características culturais, históricas e de cunho social da agricultura familiar. A proposição ainda determina que a produção deverá utilizar no mínimo 70% das uvas produzidas na propriedade rural unifamiliar.

Para acessar o Resultado da Agenda da Semana, clique aqui.

COMUNICAÇÃO: Bayer CropScience promove encontro com cooperativas agrícolas

A Bayer CropScience reuniu profissionais de Comunicação de algumas das principais cooperativas agrícolas do Brasil para o 2º Encontro Bayer de Comunicação com Cooperativas Agrícolas. O evento ocorreu em Paulínia (SP), durante os dias 11 e 12 de dezembro, com o objetivo de promover a troca de informações e conhecimento sobre tendências, experiências do segmento da Comunicação.

Palestrantes - Entre os palestrantes do evento estavam o jornalista Ricardo Voltolini, do Ideia Sustentável e um dos primeiros consultores em sustentabilidade empresarial no Brasil; Maurício Mansur, executivo da Avano Comunicação, com mais de 20 anos de atuação na área de Marketing e especialista em posicionamento de marcas no segmento do agronegócio; além de apresentações sobre Comunicação Integrada e Comunicação digital ministradas por Claudia Pires, Thiago Massari e Ian Castello, da agência S2 Publicom.

Tour - No segundo dia do encontro, o grupo participou de um tour pelo Centro de Pesquisa e Inovação da Bayer CropScience, em Paulínia, com visitas ao SeedGrowth CenterTM, ao novo Centro de Inovação da área de Saúde Ambiental.

Estreitamento de relação - De acordo com Claudia David, diretora de Comunicação da Bayer CropScience para América Latina, esta frente é fundamental para estreitar ainda mais o relacionamento com as cooperativas agrícolas, promovendo uma importante troca de informações e experiências que fortalecem muito a área de Comunicação. “Com o 2o Encontro de Comunicação Bayer com Cooperativas Agrícolas, conseguimos reforçar a importância estratégica da área para o sucesso das cooperativas, além de fornecer informações relevantes que podem contribuir para o desenvolvimento dos trabalhos no dia a dia de cada Comunicador. Para nós, da Bayer CropScience, é uma grande satisfação promover este tipo de diálogo que só contribui para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro”.

Programa - O 2º Encontro de Comunicação Bayer com Cooperativas Agrícolas faz parte do programa Integração da Bayer CropScience, que cria condições para que as cooperativas levem adiante ações que tenham impactos positivos sobre os negócios dos associados, contribuindo direta e indiretamente para a evolução da cadeia produtiva.

Sobre a Bayer CropScience - A Bayer é uma empresa global, com suas principais atividades concentradas nas áreas de saúde, nutrição e materiais de alta tecnologia. Este ano, a empresa comemora 150 anos de trabalho dedicados a cumprir sua missão "Bayer: Ciência para uma Vida Melhor". A Bayer CropScience, subgrupo da Bayer AG e responsável pelo negócio agrícola, tem vendas anuais de EUR 8,4 bilhões (2012), sendo uma das principais empresas mundiais de ciências e inovação nas áreas de sementes e traits, proteção de cultivos, além de soluções para o controle de pragas não-agrícolas. A empresa oferece uma excelente gama de produtos, incluindo sementes de alto valor, soluções inovadoras para a proteção de cultivos e baseadas em modos de ação químicos e biológicos, bem como extensivos serviços de apoio para o desenvolvimento de uma agricultura moderna e sustentável. Na área de produtos não-agrícolas, a Bayer CropScience tem um amplo portfólio de produtos e serviços para o controle de pragas, que abrangem desde aplicações de casa e jardim até para o segmento de reflorestamento. A empresa conta com uma força de trabalho global de mais de 20.800 colaboradores e está presente em mais de 120 países. No Brasil, faz parte do Grupo Bayer, com 117 anos de atuação no País e aproximadamente quatro mil colaboradores. A Bayer CropScience, no Brasil, conta com mais de 1,5 mil colaboradores, uma instalação industrial em Belford Roxo (RJ) e um Centro de Pesquisa e Inovação no Estado de São Paulo. Para mais informações, acesse nosso site: www.bayercropscience.com.br e nosso canal no YouTube: www.youtube.com/BayerCropScienceBR. (Assessoria de Imprensa da Bayer CropScience)

MEIO AMBIENTE: Portaria do Cadastro Ambiental Rural será publicada este mês

meio ambiente 16 12 2013Ainda este mês, o Ministério do Meio Ambiente soltará a portaria que irá regulamentar o Cadastro Ambiental Rural (CAR). As regras de como os proprietários rurais devem fazer o registro eletrônico obrigatório dos remanescentes florestais de suas terras estão prontas há seis meses e aguardavam apenas que o sistema nacional pudesse decolar. 

Estados - Fazem parte do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar) todos os estados da Federação à exceção de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso, Pará, Tocantins e Rondônia, que optaram por desenvolver sistemas estaduais, mas que serão integrados ao processo federal. “Trata-se de disciplinar o uso do CAR”, disse a ministra do meio ambiente Izabella Teixeira, em evento do setor do agronegócio em São Paulo, referindo-se ao Cadastro Ambiental Rural.

Cerne - O instrumento, na sua visão, é o cerne do Código Florestal. “Se a implementação do CAR for mal feita, vamos perder a maior oportunidade de colocar a política florestal no centro das decisões do país, deixando de ser algo lateral no processo.” Izabella Teixeira disse que este é um processo para os próximos 10 anos. “O CAR é peça-chave.”  

Desafio - “Talvez tenha enfrentado o maior desafio da minha vida profissional na negociação do Código Florestal”, disse a ministra. “É absolutamente essencial colocar proteção e produção juntos”, continuou. “Duelando como se estivessem em lados opostos é insustentável do ponto de vista do meio ambiente e da produção.” Segundo ela, durante o debate do Código Florestal, “a área ambiental se colocou como se estivesse em uma trincheira, e a área agrícola, da maneira mais conservadora possível.”  

Caminho - Segundo ela, “a governança ambiental pública não está preparada aos novos passos da sustentabilidade”, mas está no caminho. A ministra avisou que está em curso uma “operação limpeza” nos órgãos ambientais federais. Há poucos dias foram pegos hackers que entravam no sistema de controle de madeira do Ibama. Em outra operação da Polícia Federal, foram presos funcionários de uma unidade do Ibama no Mato Grosso por desembargar áreas mediante pagamento de propinas. 

Novos passos - A ministra falou a empresários do setor rural sobre os novos passos da implantação do Código Florestal. “A ideia deste evento é mostrar aos empresários do agronegócio como contribuir na implementação do Código Florestal”, disse Plinio Ribeiro, diretor executivo da Biofílica, empresa criada em 2008 para “tornar a conservação florestal economicamente relevante” e promotora do evento. 

Registro eletrônico - O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é registro eletrônico obrigatório a todos os imóveis rurais que têm que informar sobre a área de reserva legal (RL) que existe na propriedade, as Áreas de Preservação Permanente (APP), as florestas e remanescentes de vegetação nativa. O prazo para se regularizar é um ano, prorrogável por mais um. “Quem quiser pode ir fazendo, não precisa esperar”, disse a ministra. “É super simples.”

Cumprimento da lei - Ela lembrou que quem não cumprir a lei estará em um de dois casos: “Ou você faz ou você é pego depois.” Quem, em cinco anos, não estiver com seu cadastro em ordem, não terá acesso a crédito público, diz a lei. 

Cotas - O próximo passo será regulamentar a compensação de reserva legal por meio de Cotas de Reserva Ambiental (CRAs). “Não dá para avançar nestes pontos se não houver uma regra clara do cadastro ambiental rural”, disse a ministra. “O CAR é uma fotografia da propriedade.”

Cadastros fundiário e fiscal - Depois que o cadastro ambiental estiver implantado, a intenção é ter um cadastro fundiário e outro fiscal. “Este é o sonho do futuro, integrar tudo. Estou fazendo o ambiental”, disse. 

Adaptação - Os proprietários rurais se enquadram em quatro casos, na adaptação ao que diz o Código Florestal, disse a ministra. Há os que têm sua reserva legal regularizada e os que possuem a reserva, mas ainda não a regularizaram. Há o caso dos que desmataram além do que seria permitido, mas ainda possuem floresta. “E os que desmataram 100% e só têm passivo ambiental”, disse Izabella. “O espírito político é trazer todo mundo a bordo para se legalizar.” (Valor Econômico)

 

AGRICULTURA FAMILIAR: Exportação do Mais Alimentos sai em 2014

agricultura familiar 16 12 2013Previstas para este ano, as primeiras exportações no âmbito do programa Mais Alimentos Internacional ficarão para 2014. O braço voltado a negócios no exterior do programa do governo federal que financia investimentos na modernização de propriedades de agricultores familiares teve suas regras remodeladas a fim de agilizar o processo. Com as mudanças, o país interessado em participar do programa poderá importar máquinas agrícolas e negociar diretamente com a empresa exportadora, de acordo com Marco Antonio Viana Leite, coordenador do Mais Alimentos. Antes, a ideia era que o Ministério do Desenvolvimento Agrário e as empresas definiriam em conjunto quais companhias poderiam efetuar a venda e os preços que seriam praticados.

Negociação direta - Agora, as empresas poderão inclusive exportar diretamente, sem a intermediação de uma trading. Um banco sediado no país que participar do programa deverá emitir uma carta de crédito para o exportador brasileiro com o valor das máquinas que serão embarcadas, e o Banco do Brasil pagará diretamente aos fornecedores brasileiros. O BB é o operador do Proex, que financia o Mais Alimentos Internacional. Há cerca de R$ 540 milhões aprovados no orçamento do programa, que já busca mais recursos, conforme Leite.

Lançamento oficial - O programa internacional foi lançado oficialmente em dezembro de 2012, com duas portarias. No início deste ano, a expectativa era que a primeira exportação, para Cuba, fosse concretizada ainda no primeiro semestre, o que não aconteceu. Daí as mudanças realizadas.

Condições - As condições para o país participar do programa continuam praticamente as mesmas que as oferecidas pelo braço nacional do Mais Alimentos - juros de 2% ao ano e três anos de carência. Mas o prazo de pagamento, de 15 anos, é mais longo.

Escolha - Agora, o país interessado poderá escolher a empresa exportadora de máquinas e será respeitado o "teto" dos valores do produto estabelecido no Mais Alimentos nacional. As empresas, por meio de suas associações representativas - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) - vão oferecer descontos de 5% a 15%. A tabela de preços está sendo revisada.

Negociações - Segundo Leite, Cuba e Zimbábue estão em negociações com empresas para fechar as primeiras compras. Senegal, Moçambique, Gana e Quênia também já mostraram interesse em participar. Dessa lista, só o Quênia ainda não assinou o memorando de entendimento com o Brasil.

Contratos - Esses seis países deverão representar, juntos, contratos de US$ 550 milhões. Está previsto um embarque para cada país por semestre, por um ano e meio. Depois, haverá uma avaliação para definir se o país continuará no programa. O coordenador diz que a intenção é exportar máquinas e o pacote tecnológico, com serviços de pós-venda. Conforme Milton Rego, vice-presidente da Anfavea, a demanda inicial é projetada em 500 tratores por país, afora outros equipamentos e implementos.

Otimismo - Como Rego, Walter Baldan Filho, vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, também está otimista com o Mais Alimentos Internacional. Segundo ele, a demanda externa pelos produtos é grande e deverá chegar a entre US$ 95 milhões e US$ 100 milhões por país. Baldan diz que delegações de Cuba, Zimbábue e Senegal já visitaram várias empresas. Segundo ele, de 60 a 70 companhias devem exportar equipamentos dentro do programa.

Nacional - Na esfera nacional, o aumento do limite de crédito (de R$ 130 mil para R$ 200 mil) e a migração de outras linhas de investimento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para o Mais Alimentos desde a safra 2012/13 motivaram o aumento do número de contratos - que passou de 70 mil em 2011/12 (R$ 3,3 bilhões) para 150 mil em 2012/13 (R$ 5,7 bilhões). Conforme Leite, quem pagou as parcelas do financiamento voltou para "pegar mais crédito".

Recursos aplicados - Somente nos primeiros meses nesta safra 2013/14 (julho a outubro), foram aplicados R$ 2,1 bilhões no programa. A estimativa, afirma Leite, é alcançar, ao fim desta temporada, um valor total de R$ 7 bilhões.

Tratores - Foram comercializados no âmbito do Mais Alimentos cerca de 60 mil tratores desde 2009, lembra Leite. Em um universo de 4,4 milhões de estabelecimentos rurais familiares no país, somente 300 mil tinham tratores. O coordenador diz que há atualmente uma maior demanda por implementos, colheitadeiras e plantadeiras. "Mas isso não quer dizer que as vendas de tratores pararam". Podem ser adquiridos tratores de até 80 cavalos de potência.

Gargalos - Um estudo sobre o Mais Alimentos começou a ser feito em julho pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para dirimir eventuais gargalos. O levantamento será concluído até março e divulgado em julho. (Valor Econômico)

 

CREA-PR: Conselho reforça a importância do agrônomo no processo de armazenamento

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, o Paraná está encerrando a colheita da safra 2012/13 com o volume recorde de 36,4 milhões de toneladas de grãos, o que corresponde a um aumento de 17% em relação à safra anterior (2011/12).

Medida preventiva - Para evitar perdas entre o período da pós-colheita e comercialização da safra, o correto armazenamento está entre as principais medidas preventivas. De acordo com o engenheiro agrônomo Gilberto Guarido, coordenador da Câmara Especializada de Agronomia (CEA) do Crea-PR, a administração eficiente da armazenagem de grãos da colheita ao processamento é fundamental para a redução de perdas de produtos e o fornecimento de matéria prima de qualidade.

Qualidade e rastreabilidade - Como os consumidores exigem cada vez mais qualidade e rastreabilidade dos alimentos, a cadeia produtiva se preocupa em melhorar técnicas, procedimentos e produtos utilizados para controle de infestantes e instalações adequadas para a secagem, limpeza e o próprio armazenamento.

Tipos de perdas - Segundo Guarido, existem basicamente dois tipos de perdas nos grãos armazenados. A perda física ocorre principalmente por danos de insetos, roedores ou pássaros e também por equipamentos inadequados ou mal utilizados. E a perda de qualidade está relacionada à secagem inadequada, falta de aeração e outros fatores que favorecem a ação de microrganismos que causam alterações no aspecto visual, no sabor e cheiro natural do produto.

Contaminação - A falta de limpeza adequada e o controle de pragas ineficientes também podem aumentar a contaminação por matérias estranhas que também levam à depreciação e desvalorização do produto, além de oferecer riscos à sua utilização na alimentação de animais ou pessoas.

Importância - Nesse contexto, Guarido destaca a importância do trabalho e da participação do profissional em todo o processo. A legislação de armazenamento prevê que empresas, pessoas físicas e todos que prestarem serviços para terceiros terão que credenciar sua unidade junto à Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, e se enquadrar em parâmetros de certificação, passando por um serviço de auditoria. “O procedimento ocorre desde 2007, como uma forma de garantir a qualidade dos produtos ofertados aos consumidores”, informa o engenheiro, ressaltando que independente disto, mesmo as unidades que não prestam serviços a terceiros necessitam de uma administração eficiente, “sob pena de prejuízo de grande monta dado aos inúmeros fatores que interferem no processo de armazenamento de grãos”.

Profissional habilitado - Guarido observa que o conhecimento técnico necessário exige a presença do profissional habilitado, que se responsabilize tecnicamente pela unidade armazenadora e cujo trabalho se caracteriza como uma obra de agronomia. “Dessa forma e de acordo com a legislação, é obrigatória a apresentação da ART - Anotação de Responsabilidade Técnica”, argumenta o engenheiro agrônomo.

Fiscalização - O Crea-PR, em cumprimento às suas obrigações legais, tem efetuado a fiscalização desta atividade de forma a orientar os profissionais quanto à necessidade de regularizar a atuação e valorizar o trabalho, por meio do recolhimento de ART e construção de acervo técnico. (Assessoria de Imprensa do Crea-PR)

COMÉRCIO MUNDIAL: Barreiras sanitárias, 'atalho' para medidas protecionistas

A utilização crescente de barreiras sanitárias e fitossanitárias no comércio de commodities tem se transformado em um atalho para omitir os reais interesses de governos: a proteção da produção nacional. O aumento desta tendência continua a ser apontada por especialistas e motiva conversações em reuniões da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Tendência - Especialistas ouvidos pelo Valor afirmam que a tendência deverá crescer nos próximos anos no comércio internacional. De acordo com o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, essa tendência não é nova e afeta especialmente países com poucos acordos bilaterais. "Para escapar das restrições protecionistas impostas pela OMC, esse expediente tem sido usado para evitar prejudicar as produções internas de alguns países", afirmou ele.

Comprovação - "Existe sim uma tendência de que países migrem para restrições sanitárias para barreiras de comércio. No caso do Brasil, pedimos sempre que as reclamações sanitárias sejam comprovadas com base científica", disse o diretor do Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias do Ministério da Agricultura, Lino Colsera.

Embargos de carnes - No caso do governo brasileiro, a principal crítica a barreiras sanitárias de outros países é em relação aos embargos às carnes nacionais. Em outubro, durante a 58ª Reunião do Comitê sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da OMC, o Ministério da Agricultura apresentou uma reclamação contra barreiras impostas à carne bovina por Japão, China e África do Sul, em razão do caso atípico de BSE que foi notificado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Indonésia - Na mesma reunião, o Brasil também questionou a Indonésia em relação às barreiras que o governo considera "injustificadas" em relação às exportações de frango brasileiro. Além disso, foram realizadas negociações com a África do Sul, União Europeia, Taiwan, China e Turquia para remover barreiras ao comércio de carne suína, carne bovina, carne de aves, animais, produtos para alimentação animal e milho.

Febre aftosa - O governo também se queixa de restrições impostas pela febre aftosa e pela utilização de ractopamina, principalmente pela União Europeia. Apesar das críticas, o Brasil também é alvo de queixas de parceiros comerciais. A restrição de importação de banana do Equador e camarão de outros países, em especial a Argentina, é alvo de queixas e ameaças de painéis na OMC.

Padrões de produção - Uma das principais formas de impedir a importação com barreiras sanitárias é modificar padrões de produção dos produtos. Em alguns casos exige-se temperaturas de produção específicas, uso limitado de hormônios, remédios e agrotóxicos autorizados no país importador e outros detalhes que podem restringir a quantidade de exportadores.

Projetos de lei - Na esteira destas restrições, dois projetos de lei na Câmara dos Deputados, que caminham para a aprovação, também criam regras mais rígidas para a importação de produtos agropecuários de outros países. Os projetos de lei têm o mesmo objetivo: submeter os produtos importados a testes para comprovar que durante a produção não foi utilizado um produto proibido no Brasil.

Boa qualidade - "O produtor brasileiro precisa usar produtos de boa qualidade, que às vezes demora anos para ser aprovado e custa caro. Por qual motivo ele deve ter seu produto competindo com um concorrente de outro país feito com produtos proibidos aqui dentro?", questiona o deputado Luis Carlos Heinze (PP/RS). Segundo ele, é importante pensar na saúde do consumidor, já que insumos proibidos no Brasil podem ser usados em outros locais. (Valor Econômico)

 

 

ANEEL: Leilão de geração de energia termina com deságio de 8,67%

O 18º leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para contratar energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração de fontes hidráulica, eólica, solar e termelétrica (a biomassa, o carvão ou gás natural em ciclo combinado) terminou com deságio médio de 8,67%. Ao todo, 119 empresas arremataram empreendimentos e ofereceram deságio médio de 8,67%, equivalente a R$ 3,34 bilhões. A energia eólica teve o maior número de vencedores (97), seguida pelas pequenas centrais hidrelétricas (16) e a biomassa (5).

Arremate - O principal empreendimento da concorrência, a Hidrelétrica São Manoel, foi arrrematada pela Terra Nova - formado por Furnas (33,33%) e EDP Energias do Brasil S.A (66,66%) -, que ofereceu o preço de R$ 83,49 por megawatt-hora, deságio de 21,97% em relação ao teto proposto de R$ 107 por megawatt-hora. A usina deverá ser construída no Rio Teles Pires, em Mato Grosso, e terá potência de 700 megawatts e investimento total de R$ 2,7 bilhões.

Habilitados - Haviam sido habilitados para o leilão 687 projetos, dos quais 539 são empreendimentos eólicos, 88 solares fotovoltaicos, sete solares heliotérmicos, 32 pequenas centrais hidroelétricas, dois hidrelétricos, 14 termelétricos a biomassa, quatro termelétricos a carvão e um termelétrico a gás natural.

Contração - O leilão resultou na contratação de 3.507 megawatts para suprir a demanda do país em 2018, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Na avaliação da empresa, o leilão foi bem sucedido.

Empreendimentos - Além da Hidrelétrica São Manoel, Furnas também arrematou, com empresas privadas parceiras, quatro complexos eólicos, com capacidade de 570 megawatts localizados no Rio Grande do Norte, no Ceará e na Bahia. Todos os empreendimentos têm entrega prevista para 1º de maio de 2018. De acordo com Furnas, o arremate dos empreendimentos eólicos sinaliza “a estratégia da empresa de ampliar e diversificar cada vez mais as fontes de geração de energia limpa”. (Agência Brasil)

FOCUS: Caem estimativas para crescimento da economia pela segunda semana seguida

As projeções de instituições financeiras para o crescimento da economia em 2013 e no próximo ano caíram pela segunda semana seguida. Para este ano, a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país, passou de 2,35% para 2,30%. No próximo ano, a economia deve crescer 2,01%, ante 2,10 previstos anteriormente. Essas projeções são do relatório semanal, elaborado com base em estimativas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos. A pesquisa é feita pelo Banco Central (BC).

Produção industrial - A estimativa para a expansão da produção industrial foi alterada de 1,63% para 1,61%, este ano, e de 2,25% para 2,31%, em 2014.

Dívida líquida - A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 34,6%, tanto para 2013 quanto para o próximo ano.

Transações correntes - A previsão das instituições financeiras para o saldo negativo em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi mantida em US$ 80 bilhões este ano e passou de US$ 72,35 bilhões para US$ 71,30 bilhões, em 2014.

Dólar - A projeção para a cotação do dólar foi ajustada de R$ 2,30 para R$ 2,33, este ano, e de R$ 2,40 para R$ 2,43, no fim de 2014.

IPCA - A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue em 5,70%, este ano, e foi ajustada de 5,92% para 5,95%, em 2014.

Meta - As projeções estão distantes do centro da meta de inflação, de 4,5%, e abaixo do limite superior de 6,5%. É função do BC fazer com que a inflação convirja para o centro da meta.

Selic - Um dos instrumentos usados pelo BC para influenciar a atividade econômica e, por consequência, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A Selic encerra 2013 em 10% ao ano, depois de passar por seis elevações seguidas. Para o final de 2014, a projeção das instituições financeira é que a taxa esteja em 10,5% ao ano. (Agência Brasil)

ÁSIA: China mantém meta de 7,5% para PIB, diz site local

O governo chinês definiu a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2014 ao redor de 7,5%, informou o site chinês Caixin magazine. Sem citar fontes, o site disse que o número foi definido na reunião de quatro dias da Conferência Central de Trabalho Econômico. A meta, se confirmada, será a mesma desse ano, contrariando a expectativa de alguns analistas, que esperavam uma redução da meta para 7% para dar mais espaço para reformas e ajustes estruturais. (Market News International / Agência Estado)

OPINIÃO: É urgente discutir um modelo justo para o pedágio

opiniao 16 12 2013*Darci Piana

Quando se fala em pedágio no Brasil tem-se a impressão de que o assunto entrou em pauta há pouco tempo como resultado de uma disputa política, envolvendo facções adversárias. Nada mais equivocado. O pedágio vem sendo aplicado desde os tempos do Brasil Colônia, especialmente no Paraná. Os tropeiros pagavam para cruzar o estado, vindos do Rio Grande do Sul em direção a São Paulo. No nosso litoral os viajantes também eram cobrados.

A coroa taxava os garimpeiros para registrar o ouro, como no Porto de Registro do Rio Ribeira, e fixava a derrama, imposto cobrado dos “homens-bons”. Era a maneira encontrada para suprir o erário.

À época do regime militar, cobrava-se pedágio apenas na Via Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro, ainda sem concessão à iniciativa privada. Com a adoção do novo modelo, a partir dos anos 1990, a situação das estradas melhorou e o custo do transporte, de passageiros e cargas, subiu a alturas estratosféricas.

Mais uma vez jogou-se na mão do usuário o custo de manutenção das rodovias, tarefa para a qual o estado vem mostrando incompetência histórica. Ele que já foi capaz de construir, hoje não faz nem isso. Não é demais lembrar a BR-116 no trecho Curitiba-São Paulo, a Rodovia Régis Bittencourt. Em 2014 vamos completar 40 anos do início da sua duplicação, ainda não concluída. Uma demonstração significativa da inércia estatal.

Os prejuízos são incalculáveis. Nesses 40 anos, perderam-se milhões de reais. Os usuários perderam tempo e paciência. E centenas deles perderam a vida, o que é insubstituível. E tudo isso envolvendo a principal ligação entre o sul e o sudeste do país. É duro reconhecer, mas parece que perdemos também a vergonha.

A simples concessão das estradas não resolve todo o problema. Se as rodovias se tornam trafegáveis, com sinalização e maior segurança, seu custo inviabiliza a possibilidade de haver preço competitivo para os produtos transportados.

Mais uma vez, todos perdem – à exceção das próprias concessionárias. Perdem os empresários, perde a sociedade, que vai pagar mais caro por aquilo que compra, perde o cidadão, que vê os postos de trabalhos se volatizarem.

A solução está em equacionar todas as variáveis contidas na questão. Penalizar o setor produtivo e a população é uma alternativa perversa e pouco inteligente, já que o estado também será prejudicado ao arrecadar menos impostos.

O Brasil tem enorme dificuldade para construir o que planeja – isso quando consegue planejar. À boa parte dos administradores públicos falta foco nos assuntos cruciais. O resultado é que continuamos a seguir o velho e mau hábito de postergar a solução para demandas que se mostram inadiáveis.

É urgente rediscutir as tarifas dos pedágios já existentes e, ao mesmo tempo, implantar um novo modelo de cobrança para as futuras concessões. Um modelo que contenha preços razoáveis e se mostre justo para todas as partes envolvidas.

*Darci Piana é presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac Paraná

 


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