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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3253 | 03 de Janeiro de 2014

RAMO CRÉDITO: Sicredi chega ao Rio de Janeiro

manfred dasembrockO Sicredi amplia sua atuação nacional e chega ao Rio de Janeiro por meio da filiação da Cooperativa Unicred Rio. Trata-se da consolidação da parceria de longa data entre as instituições financeiras cooperativas. Atualmente, o Sicredi possui 2,5 milhões de associados em dez estados brasileiros, R$ 5,3 bilhões em patrimônio líquido e administra R$ 38,3 bilhões em ativos. A Unicred Rio é a maior cooperativa de crédito do Rio de Janeiro, com 12,3 mil associados do segmento de saúde, R$ 53 milhões em patrimônio líquido e R$ 345 milhões em tivos totais.

Aprovação - Os associados da Unicred Rio aprovaram, por unanimidade, a filiação ao Sicredi na Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada no Rio de Janeiro, no dia 17 de dezembro. Por meio de votação, eles reiteraram o interesse em ter acesso a produtos, serviços, soluções e garantias disponibilizadas pelo Sicredi. Em decorrência do processo de filiação ao Sicredi, ocorreu a desfiliação do Sistema Unicred, a reformulação do Estatuto Social e alteração do nome da cooperativa para Sicredi Rio. Na mesma data, o Sicredi também aprovou, em Assembleia Geral Extraordinária, o pedido de filiação da Unicred Rio, a autorização da ampliação da área territorial e a mudança de nomenclatura da Central para Central Sicredi PR/SP/RJ.

A estrutura - O presidente-executivo do Sicredi, Ademar Schardong, ressalta que a Sicredi Rio passa a fazer parte de um Sistema formado por mais 101 cooperativas de crédito filiadas, que operam com uma rede de atendimento com mais de 1.249 pontos. A estrutura conta ainda com quatro Centrais Regionais - acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. "No modelo de governança do Sicredi uma estrutura apoia a outra, exercendo funções específicas para o crescimento do Sistema, promovendo o desenvolvimento econômico e social dos associados e das comunidades onde atua", afirma Schardong.

Filosofia de trabalho - Denise Damian, presidente da Unicred Rio, destaca que com a filiação ao Sicredi a cooperativa permanece com a mesma filosofia de trabalho e atendimento, porém com um portfólio maior de produtos e serviços. "Nestes 20 anos, ajudamos a construir o Sistema Unicred e agora faremos parte de um Sistema que é referência internacional pelo modelo de gestão e padrão operacional único. Teremos acesso a produtos e serviços que não são possíveis para uma cooperativa de crédito de forma isolada, como linhas de financiamento do BNDES e de repasse do Governo Federal; Sistema Financeiro de Habitação, acesso a Fundos de Investimentos do Banco Cooperativo Sicredi e poupança", acrescenta Denise.

Marco - Para o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasenbrock, este é um marco na história do Sicredi. "Com esta associação, o Sicredi expande sua atuação para 11º estado brasileiro. E a nossa entrada já é chancelada pelos mais de 12 mil associados e pelos 20 anos de experiência dessa Cooperativa", comemora Dasenbrock, que também é presidente da Sicredi Participações SA.  O próximo passo será a integração dos sistemas e das operações. É um trabalho de padronização, de adoção de novas políticas e de adequação visual das dez unidades de atendimento que a Sicredi Rio já possui na capital fluminense. Para os associados da cooperativa não haverá mudança em seu dia a dia, pois trata-se de um processo de reestruturação organizacional.

Tradição -O cooperativismo de crédito já possui força no Rio de Janeiro. O estado tem 61 cooperativas de crédito singulares, sendo 37 sediadas na capital, totalizando R$ 1,5 bilhão em ativos. Os depósitos representam 0,7% do volume financeiro do Estado.

Sobre o Sicredi – O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 2,5 milhões de associados e 1.249 pontos de atendimento, em 10 Estados* do País. Organizado em um sistema com padrão operacional único conta com 101 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais - acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br.  (Imprensa Sicredi)

 

BALANÇA COMERCIAL: Ano encerrou com pior superávit desde 2001

cifraoA balança comercial brasileira encerrou  o ano com superávit (exportações maiores que importações) de US$ 2,561 bilhões. Trata-se do pior resultado desde 2001, quando houve saldo positivo de US$ 2,684 bilhões.  Os dados foram divulgados hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Os números estão de acordo com a expectativa do governo, que vinha anunciando estimativa de superávit pequeno, em função da queda das exportações de petróleo. O saldo positivo anual foi resultado de US$ 242,1 bilhões em exportações e US$ 239,6 bilhões em importações. A média diária das vendas externas, que corresponde ao volume financeiro vendido por dia útil, fechou o ano em US$ 957,2 milhões, patamar 1% inferior aos US$ 966,4 milhões registrados em 2012. As importações cresceram 6,5% segundo o critério da média diária, de US$ 889,2 milhões por dia útil em 2012 para US$ 947,1 milhões em 2013. 

Vendas -Em 2013, cresceram as vendas externas de produtos manufaturados (1,8%), enquanto caíram as de produtos semimanufaturados (-8,3%) e de básicos (-1,2%) na comparação com 2012. Nas importações, houve crescimento nos gastos com combustíveis e lubrificantes (+13,8%), matérias-primas e intermediários (+5,8%), bens de capital (+5,4%) e bens de consumo (+ 3,4%). As exportações de industrializados subiram principalmente em função das plataformas de extração de petróleo, que tiveram aumento de receita de 426,4% em relação ao ano passado. As vendas de plataformas, no entanto, são o que se chama exportações fictas. Repassadas a subsidiárias da Petrobras no exterior, elas não chegam a deixar o Brasil. 

Recuo - Do lado dos produtos responsáveis pela queda, entre os itens que puxaram o recuo nas vendas de semimanufaturados estão óleo de soja bruto (-35% de receita), semimanufaturados de ferro e aço (-30%), ferro fundido (-21,5%), alumínio bruto (-20,1%), ferro-ligas (-16,3%), ouro (-9,6%) e açúcar (-9,4%). No caso dos produtos básicos, caiu o ingresso financeiro obtido com algodão bruto (-47,8%), petróleo bruto (-36,7%), café em grão (-20,5%), carne suína (-9,7%) e fumo em folhas (-0,9%). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior também divulgou os resultados do mês de dezembro. No último mês de 2013, houve superávit de US$ 2,654 bilhões, resultado de US$ 20,8 bilhões em exportações e US$ 18,1 bilhões em compras do Brasil no exterior. (Agência Brasil)

 

ELETRICIDADE: Itaipu fecha o ano com produção recorde de energia

itaipuA Itaipu Binacional, pelo segundo ano consecutivo, o recorde mundial de produção de energia. A binacional brasileiro-paraguaia, situada em Foz do Iguaçu, atingiu a marca às 15h41 da tarde de quinta-feira (02/01) e ultrapassou os 98.287.128 MWh (98,2 milhões de MWh) de energia gerada em 2012. Esta é a primeira vez, em 29 anos de operação, que a Itaipu é bicampeã consecutiva em geração de energia. A produção da hidrelétrica Três Gargantas, na China, outra gigante do setor, ficou 10% abaixo da Itaipu este ano, segundo a assessoria de imprensa da binacional. O penúltimo recorde de produção de energia da Itaipu foi registrado em 2008 com a marca de 94.684.781 de MWh. Entre 2012 e 2013 o aumento representou quase 4 milhões de MWh.

 Geração - O total de energia ofertada em 2013 pela Itaipu Binacional seria suficiente para suprir todo o consumo do Paraná por três anos e oito meses. Maior hidrelétrica do mundo em geração de energia, este ano a Itaipu Binacional forneceu este ano cerca de 16,9% da energia consumida pelo Brasil e 75% pelo Paraguai. A usina opera com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada. (Gazeta do Povo)

 

CÂMBIO: Analistas preveem dólar em até R$ 2,80 para 2014

dolar2A deterioração das contas públicas, o maudesempenho do PIBe a perspectiva de retirada dos estímulos da economia norte-americana colaboraram para que odólar subisse 15,1%em 2013, com possibilidade de alta contínua para 2014, chegando aos níveis de R$ 2,40, podendo atingir até R$ 2,80, avaliam especialistas. Até maio de 2013, o dólar se manteve oscilando entre níveis de R$ 1,94 e R$ 2,04. Segundo Carlos Eduardo Ferreira de Lima, da CMA Econofin, os pilares centrais que sustentaram a elevação da moeda a partir desse mês começaram a surgir quando autoridades do Banco Central Europeu sinalizaram uma possível intervenção na economia. Outro fator de depreciação do real foi aperspectiva de redução de estímulos na economia norte-americana, que seconcretizouem dezembro. O Fed, o banco central americano, por conta da grave crise que abalou o país desde 2008, começou a recomprar títulos públicos e outros ativos para estimular a economia do país, aumentando a oferta de dólares em circulação. Com a melhora da economia norte-americana, o Fed decidiu reduzir essa política, o que diminui os dólares disponíveis no mercado.

Fuga do risco - Isso, aliado à possibilidade de aumento de juros nos Estados Unidos faz com que os investidores abandonem investimentos (e países) mais arriscados e guardem seu dinheiro nos Estados Unidos, num movimento conhecido como 'flight to quality'. Essa pressão fez com que a cotação da moeda norte-americana atingisse, em 21/08/2013, R$ 2,451, o maior nível desde 9 de dezembro de 2008, no auge da crise global.

Desvalorização - Durante todo o ano, o Brasil foi a 5ª moeda com maior desvalorização, atrás de Argentina, Indonésia, África do Sul e Japão. Esses fatores, a preocupação com a inflação e o endividamento das empresas brasileiras levaram o Banco Central brasileiro (BC) a fazerleilõesde venda de dólares diariamente até o fim de 2013, em uma tentativa de segurar a alta da moeda norte-americana. Em 23 de agosto, um dia depois de anunciada a operação diária de leilões, o dólar recuou para R$ 2,353, uma queda de 3,23%, a maior em quase dois anos. É a maior intervenção desse tipo desde o auge da crise internacional, em 2008.

 Intervenções - Após a decisão do Fed de reduzir os estímulos à economia norte-americana, o Banco Central brasileiro decidiuestenderseu programa de intervenções no mercado de câmbio, mas com alguns ajustes, como a redução da quantidade de contratos de dólares oferecidas no mercado futuro. O BC afirmou que as intervenções vão continuar pelo menos até 30 de junho.

Perspectivas - Para o professor Otto Nagami, do Insper, se tudo correr bem, o dólar deve oscilar entre R$ 2,40 e R$ 2,42 em 2014, mas com possibilidade de chegar a R$ 2,80 se ocorrer algo muito estressante no mercado, já que 2014 é ano de eleição presidencial.Para ele, como a situação do balanço de pagamentos do país é muito ruim - osaldo em transações correntes negativo em US$ 60,4 bilhões mostra que o país não está tendo uma capacidade de geração de reserva cambial-, o alívio deve vir da alta dos juros que atrai, ainda que momentaneamente, investimentos estrangeiros especulativos, que buscam apenas lucros imediatos. Para ele, os dólares dos turistas estrangeiros que virão ver a Copa do Mundo também devem trazer algum alívio para o real. Para poder reverter essa situação de dependência de capitais estrangeiros, na opinião do professor, o Brasil teria que dar uma competitividade maior ao setor exportador e incentivar os investimentos do setor privado. Para Evaldo Alves, professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp), as perspectivas para o dólar em 2014 "não são horríveis, mas também não são maravilhosas". Segundo ele, o Brasil terá de competir com outros países que estão se mostrando mais eficientes e flexíveis no comércio exterior, como os países membros da Aliança do Pacífico, bloco formado em junho de 2012 por nações da América Latina. "O Brasil não está aproveitando como devia esta oportunidade enorme que é a crise na Europa e a recuperação dos Estados Unidos", diz. (UOL)

 

MERCADO: 2014 deve ser menos remunerador para a soja

 Detalhe Soja Mao 090911O mercado dá sinais de que 2014 deve ser um ano menos remunerador para a soja no Brasil. Com o quadro de oferta e demanda pressionando a cotação da commodity, analistas de mercado falam em um cenário não tão favorável como o das últimas safras. “Os preços serão menos remuneradores, oferecendo uma rentabilidade menor que a atualmente oferecida pelo mercado. A oferta internacional deve aumentar e isso exercer pressão sobre os preços”, diz Fernando Burgos, diretor geral da consultoria SAFRAS & Mercado.

Tendência - Por enquanto os analistas dizem ser cedo para assumir posições que aponte a qual patamar de preços a soja chegará em 2014. No entanto, lembram que os valores orientam as decisões dos produtores e é uma variável que pode estimular ou reduzir a produção de um bem. “Não é possível fazer futurologia, mas os fundamentos de mercado apontam claramente para uma tendência diferente”, disse ainda Burgos.

Riscos - Na avaliação do especialista, o produtor rural precisa estar preparado para gerir os riscos, dominando não apenas os aspectos ligados à produção e produtividade no campo. Ou seja, estruturar operações que lhe permitam manter a renda na atividade. “Nosso produtor é eficiente no campo, mas também enfrenta os riscos diversos como os do clima, das doenças. O que não depende de sua vontade é o comportamento de preços das commodities. A única coisa que resta é fazer gestão de risco de preço”, frisou Burgos. A produção brasileira de soja para a temporada 2013/14 está estimada entre 87,4 milhões de toneladas e 90,2 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). (Agrolink / Agrodebate)

 

LEÃO: Em vigor a nova tabela do Imposto de Renda

leaoA nova tabela de Imposto de Renda da Pessoa Física entrou em vigor no dia 1º de janeiro. Será corrigida em 4,5% na última correção automática. A tabela vinha sendo corrigida em 4,5% desde 2007 e a previsão era acabar com o uso do percentual em 2010. Entretanto, no início de 2011, por meio da Medida Provisória 528, o governo resolveu aplicar o mesmo percentual até 2014. As deduções do imposto serão feitas nos salários pagos em 2014, mas valem para a declaração de Imposto de Renda de 2015. Na declaração que será feita no próximo ano será usada a tabela de 2013.

Correção - De acordo com atabelada Receita Federal, estará isento do imposto quem ganhar até R$ 1.787,77, por mês. A alíquota de 7,5% valerá para quem ganha entre R$ 1.787,78 e R$ 2.679,29. De R$ 2.679,30 a R$ 3.572,43, a alíquota é 15%. A alíquota de 22,5% vai incidir nos salários de R$ 3.572,44 até R$ 4.463,81. E a alíquota de 27,5% é para quem ganha acima de R$ 4.463,81 por mês. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal tem alertado sobre adefasagementre a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física e a inflação. A defasagem deve fechar o ano em 60%. Segundo o sindicato, várias pessoas que eram isentas, por causa da renda baixa, passaram a pagar o imposto. Enquanto a correção da tabela é 4,5%, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, este ano, deve ficar em 5,73%. Para 2014, a projeção é 5,98%, de acordo compesquisa do Banco Central. A correção da tabela em 4,5% foi definida porque o governo estabeleceu o percentual como meta para a inflação anual. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Inflação medida pelo IPC-S sobe em cinco capitais na última semana de dezembro

Estatística Crescimento (Small)A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) fechou a última semana de dezembro de 2013 em alta em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em comparação com a semana anterior. O maior aumento foi observado em Salvador: 0,25 ponto percentual (ao passar de 0,61% para 0,86%). Também houve altas nas cidades de Porto Alegre (0,12 ponto percentual, de 0,72% para 0,84%), São Paulo (0,03 ponto percentual, de 0,58% para 0,61%), Belo Horizonte (0,02 ponto percentual, de 0,59% para 0,61%) e Recife (0,01 ponto percentual, de 0,64% para 0,65%). Por outro lado, duas cidades tiveram queda no IPC-S: Brasília (0,12 ponto percentual, ao passar de 0,41% para 0,29%) e Rio de Janeiro (0,09 ponto percentual, de 0,91% para 0,82%). (Agência Brasil)

 


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