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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3301 | 17 de Março de 2014

VISITA: Superintendente da OCB discute alinhamento de estratégias na Ocepar

O Sistema Ocepar está recebendo, nesta segunda-feira (17/03), a visita do superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile. De manhã, ele participou da reunião semanal dos gerentes e coordenadores de área da Ocepar, conduzida pelo superintendente José Roberto Ricken. De acordo com Ricken, a ideia é alinhar os trabalhos realizados no Estado com o planejamento do Sistema OCB e discutir estratégias para que as realizações a curto e médio prazo aconteçam em sintonia com as demandas das cooperativas. "Participamos de um sistema que tem por princípio a cooperação e a vinda do superintendente Renato Nobile, de se colocar à disposição de ouvir todos nossos gestores e alinhar estratégias, é uma demonstração de que estamos numa mesma direção e com a meta de nos tornarmos cada vez mais fortalecidos", afirmou.

Agradecimento - Nobile iniciou sua fala agradecendo toda equipe do Sistema Ocepar pelas inúmeras contribuições fornecidas para a melhoria dos trabalhos. "É uma equipe que tem, incansavelmente, doado energia, conhecimento e tempo para ajudar nas inúmeras ações demandadas pelas unidades estaduais, cooperativas e seus cooperados", salientou. À tarde, o superintendente da OCB vai tratar de temas específicos com cada um dos gerentes e coordenadores da Ocepar com, por exemplo, todos os preparativos para realização da Expocoop, evento que acontece de 15 a 17 de maio, em Curitiba.

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PROFISSIONALIZAÇÃO: Começam as aulas do Mestrado em Gestão de Cooperativas

Tiveram início na sexta-feira (14/03) as aulas da primeira turma do Mestrado Profissional em Gestão de Cooperativas, na Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba. Os alunos acompanharam as aulas das disciplinas obrigatórias Metodologia de Pesquisa e Análise Quantitativa de Dados, além das eletivas Inovação e Tecnologia, Gestão Estratégica e Governança em Cooperativas, Gestão Estratégica de Pessoas e Bases Legais do Cooperativismo. As aulas prosseguiram no sábado (15/06). 

O Mestrado– O Mestrado Profissional em Gestão de Cooperativas é uma iniciativa da Escola de Negócios da PUCPR que conta com o apoio do Sistema Ocepar. Trata-se de uma pós-graduação na modalidade “stricto sensu”, lançada no ano passado e os interessados tiveram até o dia 10 de fevereiro para efetivar as inscrições. Os alunos puderam optar por duas linhas de pesquisa: Cooperativismo e Sustentabilidade e Gestão Estratégica de Entidades Cooperativas. O programa contempla 24 créditos, com cinco disciplinas obrigatórias e três eletivas, mais uma dissertação. As aulas são quinzenais. “A missão do curso é gerar conhecimento que possa contribuir com o desenvolvimento de profissionais de alto desempenho para o setor cooperativista, capazes de pesquisar, identificar e encontrar soluções para problemas complexos existentes nas cooperativas”, explicou o professor Eduardo Damião da Silva, decano da Escola de Negócios da PUCPR.

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ENERGIA ELÉTRICA: Representantes da Aneel visitam OCB

energia eletrica 17 03 2014O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, recebeu, na quinta-feira (13/03), dois representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): Antonio Erthal e Bianca Tinoco, assessor da Diretoria e analista de Relações com Públicos Específicos, respectivamente. Da pauta da reunião, constaram propostas de parcerias objetivando a realização conjunta de eventos e ações.

Ambiente mais favorável- O encontro ocorreu na Casa do Cooperativismo, em Brasília, e representou mais um passo na direção de um ambiente jurídico e regulatório mais favorável ao desenvolvimento do cooperativismo brasileiro. O presidente Márcio Freitas discorreu sobre o sistema cooperativista, em especial sobre as cooperativas do ramo de infraestrutura.

Papel essencial- Segundo ele, essas permissionárias têm um papel essencial na geração e na distribuição de energia elétrica, atendendo especialmente localidades onde o próprio governo não consegue chegar. Para ele, essa aproximação é fundamental para o fortalecimento do setor. “O Sistema OCB entende que essa aproximação é vital para possibilitar um diálogo mais eficaz entre os agentes reguladores e o setor cooperativista. Nossa intenção é evidenciar as peculiaridades e a importância das cooperativas de eletrificação no atendimento de mais de três milhões de pessoas, em especial no meio rural”, comenta Márcio Freitas.

Zona rural- Atualmente, a maioria das cooperativas desse ramo trabalha na distribuição de energia elétrica, predominantemente na zona rural. Existem, hoje, 66 cooperativas da modalidade, distribuídas entre seis estados da federação e atendendo a mais de 500 mil consumidores.

Campanha – Durante o encontro, a Aneel informou que pretende lançar, ainda neste ano, uma campanha chamando a atenção da população para os cuidados com acidentes envolvendo energia elétrica.  A proposta é ampliar o conhecimento da sociedade sobre a importância do tema. O Sistema OCB já estuda formas de contribuir com a campanha nacional.

Workshop – Também foram debatidos os encaminhamentos para a realização de um workshop entre a Aneel e as cooperativas, confirmado para início de abril, em Brasília (DF). Na oportunidade, os principais departamentos e atividades da Agência serão apresentados e o Sistema OCB terá um momento para discorrer sobre sua atuação e, também, sobre os principais números do setor. (Informe OCB)

 

SISTEMA OCB: Missão visita organizações representativas do cooperativismo americano

ocb 17 03 2014Uma comitiva brasileira, liderada pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, embarcou neste domingo (16/03) para Washington, capital dos Estados Unidos. O grupo vai participar de uma missão prospectiva de boas práticas em representação, promoção e pesquisa cooperativista, o que inclui uma série de visitas e reuniões com respeitáveis organismos do cooperativismo americano.

Parcerias e oportunidades- O objetivo principal da missão é a identificação de parcerias e oportunidades de desenvolver e aprimorar o trabalho de representação já realizado pela Organização das Cooperativas Brasileiras. Outro aspecto da visita diz respeito à prospecção técnica. O grupo brasileiro buscará exemplos de como as organizações americanas coletam e processam dados, geram informações e, posteriormente, disseminam conhecimentos de interesse de seus associados e demais públicos. O suporte e capacitações oferecidos às cooperativas serão também estudados, além dos serviços de consultoria jurídica e financeira.

Recepção - Durante a missão, o presidente do Sistema OCB será recebido nas principais agências governamentais americanas para o cooperativismo. “Será uma oportunidade de vislumbrar boas práticas de promoção do cooperativismo pelo governo federal americano”, analisa Márcio Freitas, informando que também consta de sua agenda uma reunião com Mauro Vieira, embaixador do Brasil em Washington, para uma discussão acerca das relações bilaterais entre os dois países.

Estreitamento - De acordo com o presidente do Sistema OCB, a comitiva buscará o estreitamento das já bem-sucedidas relações do cooperativismo brasileiro com as três principais organizações representativas dos interesses do setor nos Estados Unidos: a NCBA, a NCFC e a NRECA.

NCBA – A National Cooperative Business Association (Associação Nacional de Negócios Cooperativos) foi criada em 1916, como Liga de Cooperativas da América e, mais tarde, Liga das Cooperativas dos Estados Unidos da América (CLUSA). Representa diversos ramos do cooperativismo. Foi a primeira organização de cooperativas dos Estados Unidos. Hoje, a organização não governamental representa mais de 29 mil cooperativas em todo território americano, em áreas urbanas e rurais.

NCFC – A National Council of Famers Cooperatives (Conselho Nacional das Cooperativas Agropecuárias), foi criada em 1923 e representa as cooperativas agropecuárias dos Estados Unidos e suas três mil cooperativas. Juntas elas congregam dois milhões de cooperados e geram 250 mil empregos diretos, movimentando US$ 8 bilhões anualmente. Compõem também os membros da NCFC, 26 estados e conselhos regionais de cooperativas.

NRECA – A National Regional Electrical Cooperatives Association (Associação Nacional das Centrais de Cooperativas de Eletrificação) representa 900 cooperativas do ramo infraestrutura, responsáveis pela distribuição de energia elétrica nos Estados Unidos, prestando esse serviço a 42 milhões de americanos, majoritariamente em áreas rurais e pequenas comunidades. São responsáveis por 12% da oferta de energia nos Estados Unidos – percentual superior a toda energia consumida no Brasil.

Congresso Americano– A missão brasileira também terá dois encontros com parlamentares americanos que atuam em prol das cooperativas no Parlamentar, para debater o trabalho de representação realizado em parceria com as entidades cooperativistas.

OEA – O grupo participará, ainda, de uma sessão solene da Organização dos Estados Americanos (OEA), em homenagem ao cooperativismo, durante um seminário promovido pela entidade e, no qual, o presidente Márcio Freitas terá a oportunidade de falar sobre a experiência cooperativista no Brasil. (Informe OCB)

 

UNIMED MARINGÁ: “Perto de Você” ressalta a importância de mudanças

unimed maringa 17 03 2014A Unimed Maringá promoveu, na manhã de sexta-feira (14/03), a primeira edição de 2014 do evento “Perto de Você”, programa de endomarketing que reuniu dirigentes e cerca de 350 colaboradores no Centro Integrado de Assistência à Saúde Unimed (Ciasu), na Avenida  Bento Munhoz da Rocha Neto.

Modernização - Ao fazer a abertura, o presidente da cooperativa, Daoud Nasser, disse que a diretoria está disposta a promover mudanças para modernizar e aprimorar cada vez mais as estruturas e os sistemas de trabalho. “Queremos continuar sendo uma das melhores operadoras de saúde do Brasil e, para isso, temos que nos mexer”, afirmou Nasser. Ele disse que além da transferência de todos os setores administrativos para o Ciasu – atualmente eles ocupam vários andares do Centro Comercial Paraná, no centro da cidade – algumas áreas, em especial, receberam investimentos.

Conclusão em breve- Pronunciando-se em seguida, o gerente geral de operações Evandro Garcia destacou que as obras para adequação do prédio do Ciasu devem ser concluídas em breve. “Aí poderemos trabalhar muito melhor, fortalecendo a integração e a sinergia entre os colaboradores”, frisou. Ele chamou atenção para o fato, também, de que todos devem ser mais participativos, explicando ponto a ponto os valores da cooperativa. Por fim, apresentou dois novos gerentes, recém-contratados: Marçal Siqueira, titular da área de Gestão de Pessoas e Relacionamento, e Fábio Serpa, da Inovação e Tecnologia.

Metas - Ambos fizeram uma exposição sobre suas metas: Siqueira disse que um dos objetivos é colocar a Unimed Maringá entre as 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil, enquanto Serpa afirmou que a recente aquisição de um novo sistema de gestão coloca a cooperativa no mesmo patamar dos hospitais mais modernos do país. (Imprensa Unimed Maringá)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Cooperativa quer investir ainda mais no relacionamento com o associado

Um dos mais importantes diferenciais do Sicredi é a qualidade do atendimento aos associados. Em recentes pesquisas de opinião, estes manifestaram um alto grau de aceitação, superior a de outras instituições financeiras. Na percepção deles, o Sicredi é mais simpático, atualizado, moderno, confiável e inteligente.

Desafio - Mesmo assim, o principal desafio em 2014 é avançar ainda mais no relacionamento com seu público. De acordo com o presidente da Sicredi União PR/SP, Wellington Ferreira, a meta é fazer com que o associado faça da cooperativa de crédito a sua principal instituição.

Estratégia - Uma das estratégias para alcançar esse objetivo é demonstrar a eles o quanto o Sicredi lhes proporciona em benefícios financeiros. Além das sobras destinadas ao quadro associativo no final de cada exercício, há ganhos financeiros reais que acabam fazendo uma enorme diferença, afirma Ferreira, que dá exemplos. Segundo ele, no caso da Sicredi União PR/SP, isto pode ser demonstrado de várias maneiras. A remuneração do capital social em 2013 foi de 6,5%, ou seja, maior que a poupança. Ao mesmo tempo, associados pessoas físicas que possuem capital social acima de R$ 5 mil são beneficiados com isenção da cesta essencial de serviços (com isso, em 2013, eles deixaram de desembolsar R$ 1,440 milhão).

Resultados - As menores taxas praticadas pelo Sicredi significam que uma parte dos resultados fica com os associados, o que ajuda a gerar negócios com a comunidade, justifica o presidente, lembrando que em 2013 essa diferença de taxa de isenção em relação ao mercado trouxe para eles uma economia de R$ 19 milhões. Da mesma forma, o benefício gerado pela isenção de 1,5% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) aos associados do Sicredi, trouxe uma economia de R$ 8,8 milhões no ano passado. No total, os benefícios financeiros diretos aos associados somaram R$ 29,3 milhões, recurso que permaneceu na economia local, gerando renda, empregos e beneficiando toda a comunidade, completa. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

COODETEC: Produtores defendem qualidade das cultivares CD na Expodireto Cotrijal

As novidades e soluções apresentadas na Expodireto Cotrijal 2014 atraíram público de todas as regiões do Rio Grande do Sul e também de outros estados e países. A feira foi um sucesso e, por isso, a Coodetec investe em pesquisa e apresenta, todos os anos, o melhor de seu portfólio para os agricultores que passam pelo parque de exposições da Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS. Até a última sexta-feira (14/03), a equipe especializada da cooperativa esteve na feira, orientando o produtor e apresentando as melhores alternativas para a colheita de bons resultados.

Características especiais - Os produtores de soja e milho do Rio Grande do Sul têm à disposição cultivares e híbridos com características especiais e desenvolvidas de acordo com as particularidades de cada região. “Nossa pesquisa está em diferentes ambientes e, devido a isso, temos produtos distintos, com ampla adaptação e com estabilidade de produção. No Rio Grande do Sul, a pesquisa é realizada em mais de 30 campos experimentais, espalhados pelo Estado. Esse fator nos dá segurança na hora de indicar a melhor opção para o produtor rural”, declarou o supervisor de vendas, Jonathan Hilgert.

Silagem - O produtor de gado leiteiro do Rio Grande do Sul tem encontrado, na Coodetec, os parceiros ideais para garantir o sucesso do negócio. Os híbridos CD 384Hx e CD 397PRO, expostos em Não-Me-Toque, são competitivos e muito procurados por quem quer qualidade para a alimentação dos animais. “Fiz o teste com três híbridos de marcas diferentes e o CD 384Hx foi o melhor. Verde do início ao fim, resistiu muito bem aos dias de seca, calor e até a uma chuva de pedra. Esse híbrido é muito bom de grão e para silagem é excelente. As vacas gostam e percebi um aumento na minha produção de leite. Vou plantar novamente e agora somente esse híbrido. Superou os outros e não tenho motivos para voltar atrás”, garantiu o produtor de Chapada/RS, Sadi Paulo Malmann.

Silagem - Em São Jorge/RS, a produção de silagem com milho Coodetec também agrada. Evandro Cunico plantou o híbrido CD 397PRO. “Tem qualidade de planta e apresenta boas espigas. Fica verde e rendeu muito bem. Produzi mais de 80 toneladas por hectare. Vou continuar com esse híbrido.”

Santa Catarina- A silagem de milho CD ainda rende elogios em Santa Catarina. Arcadio Hoff, de Seara, passou pela Expodireto e aproveitou a oportunidade para falar sobre o bom rendimento de sua lavoura. “No ano passado já havia plantado o CD 384Hx e colhi bem. Agora foi melhor ainda. Produzi 64 toneladas de silagem com excelente qualidade. Meu vizinho viu a minha produção e só plantou Coodetec nesse ano. Também plantei o CD 324PRO, porém para grão. Esse híbrido, que já foi bem no ano passado, deve ir ainda melhor agora. Está desenvolvendo muito bem na lavoura. Os híbridos CD estão aprovados”, afirmou.

Refúgio - O produtor de soja e milho do Rio Grande do Sul também encontrou no estande da Coodetec um ambiente para tirar dúvidas. Os profissionais da cooperativa são capacitados e auxiliam o agricultor para que a produtividade agrade sempre. Antônio Devanir Rotta, de Roque Gonzales/RS, esteve na Expodireto e procurou a equipe CD para tirar dúvidas sobre as áreas de refúgio em soja. “Não sabia por que era importante plantar variedades RR ao lado de cultivares Intacta RR2 PRO™. Pensava que era apenas para vender as diferentes sementes. Porém, foi muito importante a orientação que recebi da equipe Coodetec. O refúgio ajuda a preservar a tecnologia de resistência à lagarta. Sou pequeno produtor e agora sei que, caso eu deixe o refúgio apenas para os vizinhos, posso arriscar a minha produção dos próximos anos.”

Papel fundamental- O plantio e a manutenção de áreas de refúgio têm papel fundamental para garantir a preservação de tecnologias, como a Intacta RR2 PRO™. “O refúgio controla a produção de lagartas e garante que insetos suscetíveis à tecnologia Bt acasalem com indivíduos resistentes, transmitindo assim a suscetibilidade aos descendentes”, destacou o gerente comercial da Coodetec, Marcelo da Costa Rodrigues. (Imprensa Coodetec)

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COPACOL: Finalizada 3° edição do Projeto 160

Foi encerrada, na noite da última quinta-feira (13/04), a 3° edição do projeto 160, que tem como objetivo fazer com que a média de produtividade da soja dos associados atinja 160 sacas por alqueire. Nesta safra 13/14, foram 140 produtores de toda a região da Copacol que participaram sendo eles assistidos por 46 profissionais da cooperativa. A média atingida pelos produtores que participaram do projeto foi de 168,3 sacas por alqueire, enquanto que dos finalistas foi de 188,2 sacas por alqueire.

Vencedores - Os grandes vencedores do projeto foram os associados Oscar Santo Alquati, do município de Jesuítas, e Adelar Glienke, de Jotaesse, que, respectivamente, com seus técnicos, irão viajar para os Estados Unidos para conhecer o sistema americano de agricultura. “Neste último período, minha produtividade foi bem maior, foi muito bom participar do projeto e agora temos a oportunidade desta viagem e vamos aproveitar ao máximo, a Copacol investe e nós temos que aproveitar”, conta Adelar.

Preocupação - Oscar destacou a preocupação da cooperativa com os agricultores. “A cooperativa está de parabéns com este projeto, ela se preocupa com o produtor, os técnicos que nos levam conhecimento também estão de parabéns. Estou muito feliz em ter atingido a maior pontuação que realmente não esperava e agora com certeza, iremos aprender muito nesta viagem para os EUA”, comenta.

Ótimo resultado- O engenheiro agrônomo da Copacol, Fernando Fávero, destacou o ótimo resultado do projeto nesta edição. ”Este ano o resultado foi fantástico, nós conseguimos atingir a maior produtividade da história da Copacol com 153.7 sacas por alqueire, o objetivo do nosso projeto é chegar ano que vem com 160 sacas. O projeto foi criado há três anos, e estamos chegando nesta edição com resultado extremamente positivo, muitos produtores atingiram a produtividades acima de 200 sacas por alqueire, mostrando que é possível chegar a produtividades maiores fazendo com que se tenha rentabilidade e lucratividade nas atividades”, explica Fávero. (Imprensa Copacol)

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COCAMAR I: Estiagem reduz 1 tonelada por hectare da expectativa inicial

Foi um corte e tanto. Na fase inicial de desenvolvimento das lavouras de soja na região da Cocamar, que compreende parte do noroeste e norte do Estado, um levantamento feito pela cooperativa apontava para uma expectativa de produtividade média ao redor de 3.300 quilos por hectare, ou 55 sacas. “A cultura teve um ótimo começo”, lembra o coordenador técnico de culturas anuais da cooperativa, Emerson Nunes. O ciclo 2013/14, no entanto, começou a enfrentar problemas climáticos em dezembro, que se acentuaram em janeiro, quando foram registradas, também, altas temperaturas. O resultado é que, terminada a colheita, a média ficou perto de 2.300 quilos por hectare (38 sacas), o que dá uma quebra de 30% ou exatamente uma tonelada a menos que o esperado. Segundo Nunes, a média variou bastante de uma localidade para outra, com municípios que sentiram mais os efeitos da seca, enquanto em outros as perdas não chegaram a impactar tanto.

Oito a oitenta- No município de Doutor Camargo, a 30 quilômetros de Maringá, o produtor Luiz Totti conta que as médias foram muito variáveis, também, nas propriedades. “Mas quem plantou mais cedo, acabou tendo mais problemas”, disse. Histórias como a dele se ouve em todos os lugares. Antonio Válter Tamborlin, por exemplo, de Atalaia, cultivou 382 hectares e as médias ficaram entre 12 e 61 sacas por hectare. Segundo ele, detalhe curioso é que a área mais produtiva foi a do município de Santa Mônica, no noroeste, em pleno arenito caiuá, onde choveu um pouco mais, enquanto que as de Atalaia, de melhor qualidade, apresentaram resultado inferior. Em Mandaguaçu, José Jair Barion colheu ao redor de 40 sacas por hectare e diz que se deu por satisfeito, diante da quebradeira que se viu por aí.

Exemplo - O município de São Jorge do Ivaí, com 26.500 hectares cultivados, é exemplo do que ocorreu em boa parte da área de ação da Cocamar. A média de produtividade geral foi de 110 sacas de soja por alqueire (um alqueire é igual a 2,42 hectares), mas houve variação de 50 a 150 sacas por alqueire, segundo observou o engenheiro agrônomo da unidade local da cooperativa, Gustavo Ferreira. (Imprensa Cocamar)

COCAMAR II: Cooperados viajam nesta terça-feira para Goiás

Um grupo formado por cooperados e profissionais da Cocamar viaja nesta terça-feira (18/03) para o interior de Goiás, onde, nos dois dias seguintes, participa de atividades relacionadas à integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF). Na quarta-feira (19/03), em Caldas Novas, a programação prevê a realização de um seminário sobre o assunto, durante a tarde, com palestras a cargo de especialistas da Embrapa Cerrados, entre outros. Na manhã de quinta-feira, a comitiva se desloca para Ipameri, distante 80km, onde haverá um dia de campo na Fazenda Santa Brígida, considerada referência nacional em ILPF.

Quarto ano- A presença de cooperados e técnicos da Cocamar aos dias de campo da Fazenda Santa Brígida acontecem pelo quarto ano consecutivo e, segundo Rafael Franciscatti dos Reis, coordenador de ILPF na cooperativa, “é uma oportunidade para os produtores vejam um modelo em funcionamento, as vantagens, e se motivem a aplicá-lo em suas propriedades”. O presidente executivo José Fernandes Jardim Júnior e o presidente do Conselho de Administração, Luiz Lourenço, também participam. (Imprensa Cocamar)

AGENDA PARLAMENTAR: Aprovados requerimentos de audiências importantes para o cooperativismo

agenda parlamentar 17 03 2014Na semana passada, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), da Câmara dos Deputados, aprovou três requerimentos de autoria do deputado Raimundo Gomes de Matos (CE), membro da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), para realização de audiências públicas com a finalidade  de debater temas importantes para as cooperativas do Ramo Agropecuário. Dentre esses, o Requerimento 524/14, que convida a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) para debater o "Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro)".

Senado Federal- No Senado Federal, a Comissão de Infraestrutura (CI) realizou audiência pública para debater a situação energética do país com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermman, e outros convidados. Além disso, o relator da Medida Provisória (MPV) 627/2013, deputado Eduardo Cunha (RJ), propôs alterações nas regras relativas ao pagamento de Imposto de Renda sobre lucros no exterior, adiando a apreciação da matéria pela Comissão Mista para a próxima semana. (Blog OCB no Congresso)

Para acessar o Resultado da Agenda da Semana, clique aqui.

 

GOVERNO FEDERAL: Seis novos ministros tomam posse

A presidenta Dilma Rousseff empossou, na manhã desta segunda-feira (17/03), seis novos ministros do governo. As mudanças foram anunciadas na última quinta-feira (13/03). Os novos ministros substituem integrantes do governo que deixam seus cargos para se candidatar às eleições de outubro deste ano.

MDA e Cidades - O Ministério do Desenvolvimento Agrário, atualmente ocupado por Pepe Vargas, será assumido pelo ex-presidente da Petrobras Biocombustível Miguel Rossetto, que já ocupou a pasta no governo Lula. Na pasta das Cidades, o vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, substituirá o atual ministro Aguinaldo Ribeiro.

Ciência e Tecnologia e Pesca - Clelio Campolina Diniz, reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), será o novo titular da Ciência e Tecnologia no lugar de Marco Antonio Raupp. Já o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) ocupará o Ministério da Pesca e Agricultura, atualmente conduzido pelo senador Marcelo Crivella, também do PRB fluminense.

Agricultura e Turismo - Neri Geller, hoje secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, será o substituto de Antônio Andrade na pasta. Para o lugar de Gastão Vieira no Ministério do Turismo, a presidenta anunciou o gerente de assessoria internacional do Serviço Brasileiro às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Vinicius Nobre Lages. (Agência Brasil)

COMMODITIES: Soja inicia a semana operando com ligeira queda em Chicago

Nesta segunda-feira (17/03), os contratos futuros da soja iniciaram a semana sem muita força no mercado internacional. Os vencimentos mais negociados na Bolsa de Chicago (Cbot), por volta das 7h50 (horário de Brasília), perdiam entre 5,75 e 7,75 pontos. O contrato maio/14, o mais negociado nesse momento, era cotado a US$ 13,88 por bushel. O mercado dá continuidade ao movimento de realização de lucros iniciado na semana passada e, segundo analistas, esperam novas informações para voltarem a subir, apesar dos fundamentos ainda positivos. A situação de oferta muito apertada nos Estados Unidos, combinada com uma demanda ainda muito forte pelo produto norte-americano, segue como principal fator de suporte para as cotações.

Novos números - O Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta segunda seu novo número de embarques semanais e os dados poderiam incentivar novos ganhos para as cotações.

Sexta-feira - Na sessão de sexta-feira (14/03), o mercado internacional da soja fechou em campo negativo, com perdas 5,75 a 14,75 pontos nos principais vencimentos. O contrato maio/14, referência para a safra brasileira e o mais negociado nesse momento, fechou o dia valendo US$ 13,88 por bushel, recuando 7,75 pontos.

Realização de lucros - A baixa dos preços refletiu mais um pregão de realização de lucros, finalizando uma semana negativa para as cotações da oleaginosa. Porém, desde o início do ano, os preços da soja já acumulam alta de 10% na Cbot. O mercado sentiu a pressão negativa dos rumores, mesmo não confirmados, de movimento de washouts (troca de origem) por parte da China de compras feitas nos Estados Unidos, como explicou Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting.

Consultorias - Além disso, a divulgação de algumas consultorias sobre estimativas maiores de área de plantio de soja nos Estados Unidos na safra 2014/15 em relação aos números divulgados no Fórum Outlook, que aconteceu no último mês nos Estados Unidos, contribuíram para a realização de lucros.

Sem alteração - Ainda assim, os fundamentos não sofreram qualquer alteração e seguem como principal fator de sustentação para as cotações em Chicago. Os estoques finais norte-americanos estão historicamente baixos, abaixo das 4 milhões de toneladas, e a demanda pelo produto dos EUA se mantém muito forte.

Exportações - As exportações, que significam o volume de soja comprometida, passam das 44 milhões de toneladas, frente à projeção do Usda de 41,64 milhões de toneladas. Além disso, os embarques acumulados na temporada 2013/14 já são maiores do que 38 milhões de toneladas e o ano comercial só se encerra em agosto deste ano.

Espaço - Para Brandalizze, o mercado não tem muito espaço para continuar caindo, justificado pelo ajustado quadro de oferta e consumo, e agravado pela situação de uma menor oferta também na América do Sul. O Brasil, segundo números da Conab, deverá produzir cerca de 85 milhões de toneladas, número 5% menor do que as projeções iniciais, que chegavam a 90 milhões de toneladas.

Acima - "Na semana que vem, acredito que já veremos os preços voltando a operar acima dos US$ 14 por bushel em Chicago", disse o consultor.

Mercado físico - No mercado físico, os preços também sentiram a queda das cotações em Chicago, e o valor da soja nos portos brasileiros fecha a semana menor entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca em relação aos melhores momentos da semana anterior. Além disso, a semana também foi de poucos negócios, com os produtores observando as baixas e retendo um pouco mais suas vendas, esperando uma recuperação das cotações, ainda de acordo com Brandalizze.

Levantamento - De acordo com o levantamento semanal da Safras & Mercado, a saca de soja recuou de R$ 72,00 para R$ 70,00. Em Cascavel (PR), o preço caiu de R$ 68,00 para R$ 66,50; Em Rondonópolis (MT), a cotação baixou de R$ 60,00 para R$ 59,00; em Dourados, se manteve em R$ 62,50, enquanto em Rio Verde (GO) passou de R$ 64,00 para R$ 63,00. (Notícias Agrícolas)

INFRAESTRUTURA I: Dragagem em Paranaguá tem três embarcações operando ao mesmo tempo

infraestruturaI 17 03 2014A terceira etapa do programa de dragagem de regularização dos portos paranaenses, que teve início no último mês de novembro, segue em ritmo intenso e alguns trechos já entram em fase de conclusão. Esta semana, o trabalho da draga chinesa Xin Hai Niu, no Porto de Paranaguá, ganhou o reforço de outras duas dragas: a holandesa Elbe e a também chinesa Hang Jun. Ao mesmo tempo, os três equipamentos trabalham para retirar um total de quase 7, 7 milhões de metros cúbicos de sedimentos. O prazo de conclusão da obra é de 13 meses.

Parque de dragas- A maior campanha de dragagem da história dos portos paranaenses somente poderia ser realizada com um grande parque de dragas. A preocupação do Governo do Estado é não apenas executar a obra em menor tempo, para reduzir os impactos nas operações portuárias, mas principalmente realizar a obra com excelência.

Qualidade - “Estamos exigindo da empresa responsável pela dragagem um trabalho de qualidade e excelência, porque entendemos os benefícios de se ter portos dragados, tanto para a segurança da navegação quanto para a produtividade dos terminais e operadores que atuam no Paraná”, afirma o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Agilidade - Como explica o superintendente dos Portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino, a dragagem tem que ocorrer sem que as operações dos portos sejam paralisadas. “Por isso, esperamos a compreensão de todos os operadores, agências marítimas e demais empresas que operam pelos portos do Paraná. Estamos com três equipamentos trabalhando, simultaneamente, para garantir, além de qualidade, agilidade nessa campanha de dragagem, principalmente nos berços de atracação”, afirma. Ainda segundo Dividino, até esta semana, se tudo correr como o previsto, todos os berços estarão dragados, livres para operar com plena capacidade.

Equipamentos - A draga Xin Hai Niu, a maior, com capacidade de cisterna de dez mil metros cúbicos, já concluiu a dragagem da bacia de evolução (de profundidade de 12 metros, de onde foram retirados cerca de 1,3 milhão de metros cúbicos de sedimentos) e atualmente trabalha no canal de acesso ao Porto de Paranaguá. Este trabalho no canal externo, de profundidade entre 13 e 15 metros, foi dividido em três etapas (por áreas Bravo 2, Bravo 1 e Alfa). Na primeira etapa, a atual, serão dragados 200 mil metros cúbicos. No total, nessa área externa, serão 2,5 milhões de metros cúbicos removidos.

Berços de atracação- Desde quarta-feira (12/03), a draga Elbe, com capacidade de 2,8 mil metros cúbicos, está dragando os berços de atracação do Porto de Paranaguá. Na semana passada, a obra estava nos berços 209 (no centro) até o final do TCP (217). Em seguida, o equipamento vai trabalhar nos berços 208 ao 201. A previsão, nesta etapa, é retirar 200 mil metros cúbicos, em uma semana de trabalho. Na sequência, a draga segue para o píer de inflamáveis e, então, para o Porto de Antonina. As profundidades dos berços, que serão restabelecidas, variam de oito a 13 metros.

Outras obras- Também na última quarta, a draga Hang Jun, com capacidade de cisterna de cinco mil metros cúbicos, chegou para fazer a bacia de evolução do píer de inflamáveis, canal do Surdinho (canal alternativo, com profundidade de 12 metros), e o Porto de Antonina (profundidade de nove metros).

Primeira vez- Segundo o engenheiro Pedro Gabriel Villaça, da DTA Engenharia, empresa responsável pela obra, esta é a primeira vez que três dragas Hopper são disponibilizadas para um único contrato. “Ao colocar três dragas para trabalhar, atendemos todas as solicitações dos Portos do Paraná, simultaneamente. O Porto de Paranaguá tem muitas prioridades, em áreas distintas, por isso não podemos deixar nenhuma área sem a atenção e o cuidado necessários”, afirma Villaça, que é o gerente de Contrato que atende a Appa. O investimento total dessa dragagem é de R$ 115 milhões. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA II: Ferroeste comemora 26 anos e lança nova licitação de áreas

infraestrutura III 17 03 2014A Ferroeste, que no sábado (15/03) comemorou 26 anos de atividade, vai lançar uma nova licitação de áreas para o terminal de cargas de Cascavel. O edital de permissão de uso será publicado nos próximos dias. “O entrosamento com a iniciativa privada é essencial para tornar a Ferroeste cada vez mais um instrumento de desenvolvimento a serviço dos produtores do Estado”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. “O fortalecimento da ferrovia é necessário para otimizar os custos da produção”.

Opções logísticas - Para o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araujo, a nova concorrência vai ampliar as opções logísticas na região Oeste. A licitação é dirigida a empresas com interesse em construir instalações no terminal e operar com transbordo rodoferroviário e armazenagem de cargas. “Queremos atrair investidores privados e obter recursos financeiros para a empresa”, explica Bresolin Araujo.

 Contratos - A Permissão Onerosa de uso das áreas, nome técnico da concorrência, está vinculada à celebração de contratos de transporte ferroviário de longo prazo, com volumes mínimos anuais. A nova licitação colocará em oferta oito áreas.

Licitação anterior - Na concorrência anterior, realizada no ano passado, foram selecionadas quatro propostas, sendo vencedoras a Coopavel e três empresas do setor de logística. Os investimentos privados representam um aporte de R$ 77 milhões em novas instalações no terminal da Ferroeste em Cascavel.

Crescimento - O diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, disse que na última licitação a cooperativa participou para ter a permissão de uso de mais uma área da Ferroeste, “pois acreditamos que o oeste e sudoeste do Paraná necessitam de uma melhor logística para o desenvolvimento e que a Ferroeste tem condições de impulsionar o crescimento juntamente com iniciativa privada”.

Unidade industrial- Grolli também disse que a Coopavel já instalou uma unidade industrial de fertilizante e calcário, dentro do terminal da Ferroeste, e está ampliando seus investimentos em infraestrutura para melhor atender o agronegócio e os produtores rurais associados.

Ônus - Em relação à nova concorrência, a ocupação das áreas, como ocorreu na licitação anterior, não acarretará em ônus à companhia. Além disso, ao final da vigência dos contratos, as instalações e investimentos realizados reverterão ao patrimônio da Ferroeste. Segundo o presidente da Ferroeste, a previsão é de que as obras, como silos e tanques, tenham início já em 2014.

Projetos - As empresas vencedoras da licitação, entre outras providências, devem elaborar os projetos e também providenciar a construção das instalações de transbordo e armazéns de cargas e acessos para suas atividades. O contrato é pelo prazo de 25 anos, prorrogáveis.

Ferroeste completa 26 anos - A Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste) este mês completa 26 anos de atividade. É sociedade de economia mista que tem no Governo do Paraná seu maior acionista. A Ferroeste foi constituída como empresa em 1988. Três anos depois, em 1991, a Assembleia Legislativa sancionou lei que autorizava o Poder Executivo a efetivar participação acionária na empresa.

Obras - A construção foi iniciada em março de 1991. A ferrovia de 248,6 quilômetros, entre Guarapuava e Cascavel, com seus terminais foi executada pelo governo paranaense em parceria com o Exército (1991-1994). A obra foi feita com recursos do Estado e custou US$ 360 milhões. O tráfego de trens teve início em 1996.

A ferrovia - A Ferroeste escoa parcela importante da produção agrícola do Oeste do Paraná, principalmente grãos (soja, milho e trigo), farelos e contêineres, com destino ao Porto de Paranaguá, no Litoral do Estado. No sentido da importação, a ferrovia transporta principalmente insumos agrícolas, adubo, fertilizante, cimento e combustíveis para o interior do Estado. A orientação básica da Ferroeste é reduzir os custos logísticos do escoamento da produção e oferecer tarifas baratas tanto para grandes quanto para médios e pequenos produtores. E o mesmo vale para as empresas transportadoras de cargas. (Agência de Notícias do Paraná)

 

MEIO AMBIENTE: Programa Parque Escola conquista maior premiação ambiental da região Sul

meio ambiente 17 03 2014O Programa Parque Escola - coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná e Instituto Ambiental do Paraná (IAP) - conquistou o 21º Prêmio Expressão de Ecologia, a maior premiação ambiental da região Sul do Brasil, na categoria educação ambiental.

Ações educativas - O Programa prevê ações educativas nas unidades de conservação e em apenas dois anos de execução envolveu 34.381 mil crianças, que participaram de atividades sobre meio ambiente em parques estaduais do Paraná. Em 2013, o programa atendeu 24.381 alunos de escolas públicas e, em 2012, outros 10 mil alunos de escolas públicas. Além disso, cerca de 1,2 mil professores das redes estadual e municipal de ensino foram capacitados pelo Programa.

Valores - "Passar valores para uma criança é o maior legado que um governo pode deixar para a sociedade. Por isso, o Parque Escola, além da premiação recebida, já sente agraciado pelo bem que está fazendo a esta e às futuras gerações", disse o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida.

Unidades de Conservação - O Programa Parque Escola é realizado em 11 Unidades de Conservação Estaduais - Parque Estadual Rio da Onça, Floresta do Palmito, Floresta Metropolitana de Curitiba, Parque Estadual de Campinhos, Parque Estadual de Vila Velha, Parque Estadual do Guartelá, Parque Estadual Mata do Godoy e Parque Estadual de Amaporã, Parque Estadual de São Camilo, Parque Estadual Cabeça do Cachorro e Parque Estadual Rio Guarani.

Consolidação - "Este prêmio consolida ainda mais as ações do Programa Parque Escola, que é o maior programa de educação ambiental que o Paraná já teve, em benefício das crianças e da conservação da natureza”, declarou o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luis Tarcísio Mossato Pinto. "É a integração dos alunos com os parques do Estado, onde eles têm a oportunidade de brincar, aprender sobre a importância dos biomas, da fauna, da flora e das Unidades de Conservação para a região onde eles vivem e, ainda, conhecer uma das maiores diversidades biológicas do país".

Educação ambiental- Nos treinamentos realizados pelo Programa Parque Escola para os professores são abordados temas como a educação ambiental na educação básica, a constituição dos espaços educadores sustentáveis, a Agenda 21 na escola e, ainda, o papel da universidade na formação teórico-prática de educação ambiental dos professores da Educação Básica. O curso também inclui oficinas e vivências em campo nas Unidades de Conservação.

Inclusão - "O Programa Parque Escola é mais uma forma de promovermos a inclusão de propostas de sustentabilidade no projeto pedagógico das escolas", explicou o coordenador de educação ambiental da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Paulo Roberto Castella.

Diferenciação - O diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do IAP, Guilherme Vasconcellos, explica que o Programa Parque Escola se difere de um passeio nas Unidades de Conservação. “A metodologia e o alinhamento das ações que serão desenvolvidas pelos professores e pelos gerentes das Unidades de Conservação proporciona aos alunos uma experiência única”, afirma Guilherme. Para ele, o prêmio é o reconhecimento do trabalho que vem sendo realizado para aproximar a população das ações de conservação da natureza.

Esforço - Já o coordenador do programa Parque Escola no IAP, Harvey Schlenker, disse que a conquista do prêmio representa o resultado do esforço de uma equipe que está comprometida com o conteúdo e a qualidade acima de tudo. "Instrumentos de educação ambiental e metodologia são fundamentais e refletem na valorização e conservação da nossa biodiversidade e das nossas áreas protegidas", ressaltou Schlenker.

Entrega - O troféu Onda Verde do 21º Prêmio Expressão de Ecologia será entregue aos órgãos ambientais do Governo do Paraná durante o Fórum de Gestão Sustentável 2014. O evento será em julho, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis. O Guia de Sustentabilidade 2014 destacará o Programa Parque Escola.

O Prêmio - O Prêmio Expressão de Ecologia foi criado em 1993 pela Editora Expressão, um ano após a Conferência Mundial do Meio Ambiente no Rio de Janeiro – a Eco 92. A ideia do prêmio era divulgar as ações ambientais das empresas da região Sul do Brasil e incentivar que outras seguissem o mesmo caminho. Em vinte anos, o Prêmio Expressão de Ecologia registrou 2.160 cases inscritos, das principais empresas, Ongs, prefeituras e entidades da região Sul, batendo recordes de inscrições a cada ano. O Prêmio Expressão de Ecologia tornou-se a maior premiação ambiental do país no segmento empresarial, com reconhecimento do Ministério do Meio Ambiente. (Assessoria de Imprensa da Sema)

 

SEBRAE/PR: Agências e operadoras organizadas em núcleo atendem 91,8% dos turistas

As empresas do Núcleo de Turismo Receptivo de Curitiba são responsáveis por atender 91,8% dos turistas que utilizam serviços de agências de viagens, em seus deslocamentos para a capital paranaense. A informação faz parte de um estudo realizado pelo Instituto de Turismo de Curitiba – Curitiba Turismo, com dados do segmento de 2012, no qual o Núcleo de Turismo Receptivo de Curitiba se baseou para apresentar seu balanço durante o 20º Salão Paranaense de Turismo, que aconteceu até sábado (14/03), na Capital.

Atendimento - Ao todo, 253.372 turistas foram atendidos em 2012 pelas empresas do Núcleo de Turismo Receptivo, organizado em forma de rede empresarial pelos próprios empresários do segmento. Fundado em 2008, mas instituído formalmente em 2011, o grupo conta com a participação de seis agências e operadoras que, juntas, somaram um faturamento total de R$ 23.397.927. O turismo de eventos e negócios tem forte presença em Curitiba.

Geração de empregos- De acordo com o estudo, que levou em conta também os indicadores da World Travel Tourism Council (WTTC), o Núcleo de Turismo Receptivo gerou 97 empregos diretos e 252 empregos indiretos. O gasto médio dos serviços de receptivo por pessoa ficou em R$ 92,35, o equivalente a US 45 em média. Ou seja, 7% do gasto dos turistas na cidade de Curitiba são provenientes dos clientes trazidos pelo Núcleo de Turismo Receptivo.

Resultados - “Os resultados apontados pelo estudo são excelentes e são motivo para comemoração. Os empresários envolvidos realizam um trabalho bastante maduro, que tem gerado receita para o setor. Os turistas atendidos pelas empresas do Núcleo de Turismo Receptivo foram responsáveis pelo incremento da receita gerada pelo turismo na cidade no valor de R$ 55 bilhões”, contabiliza a consultora do Sebrae/PR, Patrícia Albanez.

Valor significativo- Para a consultora do Sebrae/PR, o valor gasto pelos turistas atendidos pela rede empresarial é significativo. “As pessoas que vêm com a viagem organizada têm potencial para gastos muito maiores, se comparado com aquelas que vêm sem ser por agências”, analisa Patrícia Albanez, destacando também o efeito multiplicador na geração de empregos, próprio do segmento.

Fortalecimento - A consultora explica que o papel do Sebrae/PR é organizar e fortalecer o setor, que era muito pouco conhecido, antes da organização do Núcleo de Turismo Receptivo. “Quando as micro e pequenas empresas estão isoladas, elas têm dificuldade de se fazer ouvir, agora quando estão organizadas elevam a competitividade empresarial, o  nível de qualidade dos serviços e, também, aumentam a articulação  junto as esferas que organizam o turismo na cidade.”

Otimismo - Bibiana Antoniacomi Schappel, sócia-proprietária da Special Paraná Turismo & Eventos, faz parte do Núcleo de Turismo Receptivo e está otimista com os avanços revelados pelo estudo. “Nossas empresas estão crescendo juntas, obtendo, por consequência, uma maior projeção no mercado. Tudo isso fortalece o setor e mostra como estamos preparados para atender os turistas.” (Imprensa Sebrae/PR)

FOCUS: Estimativa para inflação oficial sobe pela segunda semana

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu pela segunda semana seguida. Desta vez, a estimativa passou de 6,01% para 6,11%. Para 2015, a projeção segue em 5,7%. Essas são as medianas (que desconsideram os extremos nas projeções) das expectativas de instituições financeiras consultadas todas as semanas pelo Banco Central (BC), sobre os principais indicadores da economia. As estimativas estão acima do centro da meta (4,5%) e abaixo do limite superior (6,5%). É função do BC fazer com que a inflação fique dentro da meta.

Selic - Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. A medida, entretanto, alivia o controle sobre a inflação.

Equilíbrio - O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A projeção das instituições financeiras para a Selic, ao final deste ano, foi mantida em 11% ao ano. Para o final de 2015, a projeção segue em 12% ao ano. Atualmente, a Selic está em 10,75% ao ano, após passar por oito altas seguidas.

Outros índices- A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi alterada de 6,05% para 6,59%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 6,03% para 6,5%, este ano. Em 2015, a projeção para os dois índices segue em 5,5%.

IPC-Fipe- A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) subiu de 5,78% para 5,96%, este ano, e permanece em 5%, em 2015.

Ajuste - A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi ajustada de 1,68% para 1,7%, este ano, e segue em 2%, em 2015. (Agência Brasil)

BRASIL: Governo vê economia do país em transição

A economia brasileira passa, há um ano, por um processo de transição, motivado por um ajuste inevitável ao novo cenário internacional. No cenário anterior, que vigorou do início da primeira década do século até o ano passado, quando os Estados Unidos decidiram começar a reduzir os estímulos monetários, o excesso de liquidez e o baixo custo de capital estimularam o consumo do governo e das famílias, criando um descompasso entre oferta e demanda na economia, pressionando a inflação e as contas externas.

Menos favorável- Agora, o que se espera é um ambiente menos favorável do ponto de vista do financiamento internacional. Os capitais continuarão a fluir, mas de forma seletiva e a um custo mais elevado. A mudança obriga o país a repensar seu modelo de crescimento, que, a partir de agora, deve contemplar a diminuição do ritmo de consumo das famílias e do governo, o aumento dos investimentos e das exportações e a queda da inflação.

Quadro - Este é o quadro, segundo apurou o Valor, com que trabalha o governo Dilma Rousseff para os próximos meses e anos. Trata-se de um reconhecimento tácito de que o modelo de crescimento, baseado na forte expansão do consumo por meio do endividamento, se esgotou. "O modelo de muito dinheiro e dinheiro barato, que estimulou o consumo, acabou", afirma uma fonte graduada do governo.

Comprovação - A comprovação de que o modelo anterior baseava-se no consumo está nas contas nacionais, apuradas pelo IBGE. A parcela do consumo do governo (considerada toda a administração pública e não apenas o governo federal) no Produto Interno Bruto (PIB) chegou a 21,3% em 12 meses, segundo a curva de demanda agregada da economia calculada pelo Banco Central (BC). No ano fechado de 2013, segundo o IBGE, o consumo do governo chegou a 22% do PIB, um recorde histórico.

Incentivo - Incentivado pela política de aumentos reais do salário mínimo, dos programas de transferência de renda e pelo crédito, cuja participação no PIB saltou de 24% para mais de 50% do PIB em dez anos, o consumo das famílias também atingiu níveis recordes. No ano passado, respondeu por 62,5% do PIB - em 2008, estava em 58,9% do PIB (ver quadro).

Absorção doméstica- Tudo isso provocou o aumento da absorção doméstica, como mostra a evolução das contas externas. Em 2004, o país obteve superávit de 1,8% do PIB em transações correntes. Nos anos seguintes, à medida que o consumo foi aumentando, o saldo encolheu e depois entrou em território negativo, fechando 2013 com déficit de 3,6% do PIB. "A renda da população vinha crescendo a uma média de 10% ao ano, enquanto a dívida avançava 30%. Isso era insustentável. A partir de agora, a tendência é que o crédito cresça mais próximo da taxa de crescimento da renda disponível", diz uma fonte. "Esse ritmo de endividamento não cabe mais no orçamento das famílias. E o que vale para as famílias, vale para o governo."

Reversão do modelo- Neste momento, o governo vê o início da reversão do modelo. Na prática, o primeiro sinal de mudança surgiu no começo do ano passado, quando o Banco Central constatou, poucos meses depois de levar à taxa básica de juros (Selic) à mínima histórica (7,25% ao ano, com juro real abaixo de 2%), que seria obrigado a iniciar um novo aperto monetário porque a inflação não estava dando trégua.

Preços - Antes disso, alguns preços da economia já refletiam a transição para uma nova realidade econômica. A taxa de câmbio, por exemplo, depreciou fortemente nos últimos anos. Em 2012, o câmbio médio depreciou 16,7% em relação ao de 2011, e o de 2013, 10,4% quando comparado ao de 2012. Já se identificou também uma moderação na absorção doméstica, que estaria se aproximando mais do ritmo de crescimento da oferta. "Isso abre mais espaço para as exportações nesse processo de ajustamento da economia", observa uma fonte.

Gastos - No período de consumo acelerado, a taxa de investimento, calculada com base na Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que reflete os gastos com máquinas, equipamentos e construção civil, expandiu-se no início do ciclo, mas, a partir de 2011, perdeu fôlego e recuou. No novo modelo, a redução do ritmo de consumo das famílias e do governo e o aumento da absorção externa (exportações), em tese, favorecerão o aumento dos investimentos.

Oferta - Do lado da oferta, o que se viu nos anos recentes foi uma expansão acelerada do setor de serviços e a estagnação da indústria. No mesmo período, a competitiva agricultura brasileira continuou crescendo. "Nos próximos anos, a tendência é termos a indústria com ambiente mais favorável e também o agronegócio, setores que comercializam com o mundo", diz um técnico, para quem, a recuperação das economias desenvolvidas, lideradas pelos EUA, pavimentarão esse caminho. "O setor de serviços continua a crescer, mas não tanto quanto nos últimos anos."

Taxas de crescimento- Integrantes da área econômica do governo não alimentam ilusões quanto às taxas de crescimento do PIB neste e nos próximos anos. Em 2014, o país deve expandir-se a uma velocidade em linha com a do ano passado (2,3%), fechando o quarto ano consecutivo de baixo crescimento. A expectativa, na verdade, é otimista quando comparada à mediana das opiniões captadas pelo Boletim Focus do BC, de 1,68%. A perspectiva para 2015 também não é animadora. "2015 não terá um PIB muito diferente do de 2014", reconhece fonte graduada do governo.

Esperança - A esperança é que, após a transição do modelo, o Brasil cresça de forma mais equilibrada, produzindo um crescimento, nas palavras de um economista oficial, de "maior qualidade", resultado de uma equação que combinaria mais setor privado e menos governo, mais absorção externa e menos doméstica, mais agricultura e indústria e menos serviços.

Expectativa - O governo acredita que, concluída a transição, o país voltará a crescer de forma mais rápida. Nos últimos três anos, a expansão média anual caiu para 2%, menos da metade do período entre 2004 e 2010. "Está se consolidando a visão de que a economia brasileira só consegue crescer entre 1,5% e 2%. Nem no período da hiperinflação cresceu tão pouco. Acho pouco provável", assinala um técnico. "Depois de melhorarmos a qualidade do crescimento, teremos mais crescimento", aposta.

Mudança - A mudança na economia será mais rápida e bem-sucedida, reconhece um importante ator da equipe econômica, se alguns desafios de curto prazo foram superados. O principal deles é a confiança dos empresários na política econômica, abalada por uma série de decisões nos últimos três anos não surtiram o efeito esperado: em vez de aceleração, houve desaceleração do PIB.

Contra o tempo- Agora é como se o governo estivesse correndo contra o tempo para consertar estragos. Estariam nesse contexto a política do BC para controlar a inflação e a promessa de entrega de superávit primário de 1,9% do PIB. O problema é que isso está sendo feito em pleno ano eleitoral, quando o espaço de manobra diminui sensivelmente, e em meio a uma crise na área de energia. Nesse ambiente, falta confiança para o setor produtivo investir mais e, assim, mudar a equação do crescimento. (Valor Econômico)

COMÉRCIO EXTERIOR: Oferta única do Mercosul para UE está mais próxima

comercio exterior 17 03 2014Em um encontro de ministros do Brasil e da Argentina, sexta-feira (14/03), em Buenos Aires, os dois principais parceiros do Mercosul conseguiram avançar em duas questões importantes para o comércio na região. Uma delas foi a possibilidade de os dois países levarem uma proposta conjunta nas negociações com a União Europeia animou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Mauro Borges. "Essa é a boa notícia", disse ao sair do encontro com a equipe econômica do governo argentino. Na mesma reunião, o Brasil também apresentou ideias para financiar a importação de produtos brasileiros na Argentina.

Detalhes - Nenhuma das duas questões foi, no entanto, detalhada por Borges. O ministro destacou apenas a necessidade de buscar linhas de financiamento para preservar o comércio entre os dois países, que soma US$ 30 bilhões por ano. "Em qualquer parâmetro de comércio internacional, um volume de US$ 30 bilhões é muito alto; deve ser preservado", disse. "Apresentamos um conjunto de possibilidades de financiamento que vai além dos modelos tradicionais", disse o ministro.

Financiamento - A criação de uma linha de financiamento para exportações do Brasil para a Argentina tem sido discutida há alguns dias em Brasília. A ideia é dar uma mão ao país vizinho e, dessa forma, aliviar as restrições às importações que a Argentina tem mantido na tentativa de evitar a fuga de dólares. Segundo fontes, cogita-se até a participação de bancos privados numa linha de financiamento.

Companhias - Em sua primeira visita à Argentina como ministro, Borges foi a Buenos Aires acompanhado de Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República, Daniel Godinho, secretário de comércio exterior, e do embaixador Antônio Simões, subsecretário geral do Itamaraty na América do Sul.

Sinal - Os representantes do governo brasileiro iniciaram as conversas com os ministros argentinos Axel Kicillof, da Economia, Jorge Capitanich, ministro-chefe de gabinete, e Débora Giorgi, da Indústria. Mas, ao final, num sinal de que a questão do financiamento teria sido discutida de forma mais detalhada, Borges também se reuniu com o presidente do Banco Central da Argentina, Juan Carlos Fábrega.

Sem declarações- Os ministros argentinos não deram declarações, como de praxe. Mas Debora Giorgi não conseguiu esconder a satisfação com o resultado do encontro. E chegou a mandar beijos para os jornalistas brasileiros. Um apoio brasileiro é bem-vindo num momento em que o saldo da balança comercial entre os dois países mantém-se negativo para os argentinos.

Déficit - Nos primeiros dois meses do ano, o lado argentino amargou um déficit de US$ 297 milhões no comércio com o Brasil. Nesse período, suas exportações para o Brasil recuaram 23,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Mas as importações também caíra 11,8%. Análise da consultoria Abeceb destaca que o total do comércio entre os dois países nos dois primeiros meses do ano, de US$ 2,259 bilhões, foi o mais baixo para o período nos últimos quatro anos.

Setor automotivo- Apesar de não informar que tipo de financiamento o governo brasileiro vai oferecer aos argentinos e nem quais setores serão beneficiados, Borges reconheceu a importância do setor automotivo, que responde por 50% do comércio entre os dois países. A indústria automobilística pode ser uma das primeiras beneficiadas por ova linha de crédito por ter as mesmas empresas instaladas nos dois lados da fronteira.

Restrições - Acompanhadas da súbita desvalorização do peso, que somou 23% em janeiro, as principais medidas de comércio exterior que o governo argentino tem tomado concentram-se nas restrições à entrada de produtos estrangeiros. Isso acabou por atrasar o início das conversas para a renovação do acordo automotivo, que expira em 30 de junho. Sem esse entendimento, o intercâmbio de veículos no Mercosul, hoje livre de impostos, passaria a ser tributado. "Temos condições de fechar um novo acordo de muita qualidade", disse Borges. No entanto, destacou, não foi objetivo do encontro tratar de nenhum setor específico. (Valor Econômico)

 

EUA: Fed inicia nova etapa e pode preparar ajustes

Uma nova fase para a condução da política monetária pelo Federal Reserve deve começar com a reunião do Fomc (comitê de política monetária do BC americano) desta semana. Além de ser a primeira conduzida por Janet Yellen, que estreará também na conferência trimestral de imprensa, pode trazer ajustes importantes para a estratégia de saída da política acomodatícia e não convencional que dura cinco anos.

Alvo - Com a redução do nível das compras de ativos (Treasuries e MBS) em curso, a perspectiva de normalização dos juros passa (e passará cada vez mais) a ser o alvo do mercado. Evidentemente, uma elevação das taxas ocorrerá quando a economia estiver em velocidade adequada de crescimento.

Questão - A questão que se impõe é como o Fed calibrará os sinais que envia aos agentes quanto ao seu diagnóstico do estado da economia, ancorando as expectativas.

Eficácia - O "forward guidance" (orientação futura) adotado pelo banco central americano perdeu a eficácia, uma vez que a taxa de desemprego se aproxima do "parâmetro" de 6,5% (hoje está em 6,7%). Ademais, a inflação continua bem abaixo da meta de 2%. Esse instrumento inovador foi projetado para ter uma sobrevida maior, mas eventos como a queda na taxa de participação (ou força de trabalho) decorrente de fatores estruturais e não estruturais derrubaram o desemprego rapidamente sem que a economia estivesse inequivocadamente aquecida. Não dá mais para manter essa estratégia, portanto.

Opções - O que o Fed pode fazer? Há um cardápio de opções aventadas por analistas que observam o BC, mas um ponto chama muito a atenção de um mês para cá.

Inglaterra - O Banco da Inglaterra, que adotou parâmetros similares ao Fed (juros inalterados enquanto o desemprego estiver acima de 7% e a inflação abaixo de 2,5%), teve de abandonar o barco por razões parecidas (queda mais rápida que o esperado do nível de desemprego) e anunciou um olhar mais amplo, qualitativo, da "folga da economia". Em outras palavras, um conjunto de variáveis vai medir o chamado "hiato do produto" (algo nada trivial de se mensurar) - uma estimativa da diferença entre a produção real e a produção potencial.

Abaixo do potencial- Segundo o BC britânico, a economia britânica estaria 1,5 ponto percentual abaixo do potencial e o tempo estimado para que este hiato feche é de dois a três anos. As estimativas do banco central serão regularmente divulgadas no relatório de inflação.

BCE - Também o Banco Central Europeu (BCE) apontou para essa direção, na reunião de março. O "guidance" do BCE não é quantitativo, apenas há o compromisso temporal: as taxas serão mantidas por um horizonte considerável de tempo. Mas Mario Draghi, presidente da instituição, citou a folga (ou hiato) na economia como forma de reforçar a ancoragem dos juros em níveis baixíssimos, de forma a continuar estimulando a atividade. Segundo cálculos do Fundo Monetário Internacional (Draghi não deu estimativa para esse número), o hiato na zona do euro é de 2,5 pontos percentuais.

Postura semelhante- O Fed pode adotar postura semelhante? Segundo opinião de Steven Barrow, chefe de estratégia do G-10 no Standard Bank, "o Fed é tradicionalmente favorável a políticas atreladas a regras macroeconômicas que incorporam o hiato do produto, como a regra de Taylor". Mas ele não acha provável que queira "seguir outros bancos centrais, como BCE e BoE, apenas por uma questão de coordenar a orientação da taxa", mesmo que "em alguns aspectos fosse útil para o mercado". As apostas estão abertas. (Valor Econômico)


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