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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3306 | 24 de Março de 2014

VISITA: Coagru estima faturar R$ 1 bilhão em 2014

O incremento das atividades na Unitá, projeto avícola de intercooperação com a cooperativa Copacol, deve impulsionar os resultados na Coagru, elevando o faturamento a R$ 1 bilhão em 2014. A estimativa é do presidente da cooperativa, Âureo Zamprônio, que visitou a sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, na tarde de sexta-feira (21/03), sendo recebido pelo presidente João Paulo Koslovski. “Em 2013, a Coagru cresceu 26%, o maior índice de crescimento em 38 anos de atividades, fechando o ano com um faturamento aproximado de R$ 550 milhões. Com o abatedouro da Unita em plena operação daremos um salto ainda maior em 2014”, estimou o dirigente. “No projeto da Unitá, em parceria com a Copacol, até 2017 estaremos abatendo 300 mil frangos/dia”, afirmou.

DesafiosO contínuo crescimento traz consigo uma série de novos desafios, observa Zamprônio. “Seguindo a orientação da Ocepar, e a exemplo de outras cooperativas, a Coagru tem agora uma diretoria executiva, cujo objetivo é uma maior profissionalização na gestão. O desenvolvimento acentuado que a cooperativa tem tido causa mudanças drásticas e exige que tenhamos um desempenho planejado, para uma administração segura e estável”, explicou. Durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), em 14 de março, os cooperados reelegeram Zamprônio e aceitaram suas propostas de mudanças no Conselho de Administração. Pela primeira vez na história da Coagru, a eleição para diretores executivos e Conselheiros de Administração teve a participação de duas chapas. A chapa “Áureo Zamprônio” e a chapa “Vilmar Trevillin”.

Votação - Foram 1.079 associados votantes, que elegeram a Chapa “Áureo Zamprônio” com 77,11% dos votos válidos.“O grande segredo da Coagru é a união dos produtores cooperados e a qualificação constante de nossos funcionários. A responsabilidade é ainda maior, em função da confiança que o associado depositou em mim e na equipe eleita, mas continuaremos a mesma dinâmica de trabalho buscando o crescimento com qualidade de vida e agregação de valor à produção dos cooperados”, concluiu o dirigente. Com sede em Ubiratã, Noroeste do Paraná, a Coagru tem 2.300 cooperados. A cooperativa terá, até o fim de 2014, com o incremento na produção do abatedouro da Unitá, cerca de 2 mil funcionários.

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CATIVA: Cooperativa chega aos 50 anos comemorando bons resultados

cativa 24 03 2014Mais de 4.500 associados, crescimento superior a 30% no faturamento, aumento de 80% na captação de leite, que passou de 120 mil para 200 mil litros diários e 18 lojas agropecuárias espalhadas pelo Estado. Esses são alguns dos resultados atingidos pela Cooperativa Agroindustrial de Londrina – Cativa em 2013. Os números foram apresentados na Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada na última sexta-feira (21/03), com a presença de 62 cooperados. O Sistema Ocepar foi representado pelo analista econômico e financeiro do Sescoop/PR, Devair Antônio Mem. “Ficamos muitos satisfeitos em ver o crescimento e o desempenho alcançados pela Cativa em 2013. Nossa percepção é de que a cooperativa está alinhada a um processo de crescimento bom e firme. Ao mesmo tempo, as demandas, a dedicação e a responsabilidade de cada um em particular e, em especial, a sintonia, a organização e a profissionalização de toda a equipe aumentam consideravelmente para melhor atender o quadro social. O Sescoop/PR quer ser parceiro nesse processo. Precisamos, agora, discutir e alinhar como podemos desenvolver essa etapa em conjunto”, afirmou Devair Mem.

Cinquenta anos- Fundada em 1964, em Londrina, Norte do Paraná, por um grupo de produtores de leite determinados a constituir uma cooperativa onde suas produções pudessem ser captadas e envasadas com qualidade, a Cativa completa este ano 50 anos de existência. No ano passado, atingiu R$ 47.586.445,65 em ativos totais. As receitas brutas somaram mais de 70 milhões no período, contra R$ 44,7 milhões no ano anterior. “No ano de 2013 passamos por momentos que mudaram a nossa história, períodos que vão influenciar no futuro e trazer novos desafios. Vivemos um tempo histórico”, afirmam os membros do Conselho de Administração em mensagem divulgada juntamente como Relatório de Atividades de 2013, distribuídos aos cooperados durante a AGO.

Realizações – A Cativa destaca ainda outras realizações importantes ocorridas no ano passado, como o reforço na frota de veículos, com a aquisição de três caminhões e três veículos baixos, a abertura de unidades em Laranjeiras do Sul, Marquinho e Manoel Ribas, a construção de um barracão para armazenamento de sementes e defensivos, o aumento de 50 para 100 toneladas por mês de sal mineral para bovinos, o financiamento de tourinhos, silos, ordenhadeiras e resfriadores aos cooperados.

Credibilidade – Na avaliação do presidente da Cativa, Paulo Cesar Pelisser Maciel, os bons resultados obtidos pela cooperativa são reflexo de um intenso esforço em fornecer o melhor atendimento aos cooperados. “Primeiro, nós fizemos um trabalho de recuperação da credibilidade da cooperativa a partir de mudanças na gestão, que tem sido focada em prestar um atendimento com qualidade aos nossos cooperados, que são a nossa prioridade. Nossos colaboradores são orientados a atender rapidamente as necessidades de nossos cooperados para que eles possam ficar satisfeitos com a cooperativa Temos ainda procurado agir com bastante transparência, mostrar tudo que é bom e ruim, sem esconder nada do que está acontecendo”, disse Paulo. “Nosso objetivo é manter esse trabalho, que esperamos que avance mais ainda pois acreditamos que estamos no caminho certo. Um dos nossos projetos é levar os insumos que nossos cooperados precisam até as propriedade rurais a um baixo custo”, acrescentou.

Metas – Para 2014, a cooperativa estabeleceu ainda como meta o aumento de 15% no faturamento e de 15% em relação às vendas e à produção da fábrica de sal, a manutenção no volume captado de leite, a aquisição de um caminhão Julieta e a abertura de uma unidade na região Centro-Oeste do Paraná, entre outros itens. 

 

SISTEMA OCB: Márcio de Freitas é recebido pelo embaixador do Brasil nos EUA

sistema ocb 24 03 2014O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, realizou na manhã de sexta-feira (21/03) uma visita institucional ao embaixador do Brasil, nos Estados Unidos, Mauro Vieira. O encontro ocorreu na sede do órgão, sediado em Washington. Foram apresentados os principais números do cooperativismo brasileiro e a importância do setor para o comércio exterior do País.

Catálogo - Márcio Freitas citou o Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras como uma das mais importantes ferramentas de geração de conhecimento e de fomento à participação de mais cooperativas nas exportações brasileiras. O presidente do Sistema OCB também colocou a entidade à disposição para dar apoio ao trabalho realizado pela Embaixada Brasileira nos Estados Unidos.

Visibilidade internacional- A visita à Embaixada Brasileira faz parte do trabalho de promoção da visibilidade internacional do cooperativismo do Brasil e incentivo à internacionalização dos negócios das cooperativas, fortalecendo seu papel no mercado internacional, tendo em vista as oportunidades de expansão da produção brasileira.

Destino - Atualmente, os Estados Unidos estão entre os três principais destinos das exportações realizadas por cooperativas, que totalizaram, em 2012, US$ 6 bilhões.

Contatos - Ao longo de toda a semana, Márcio Freitas manteve contato com algumas das organizações cooperativistas mais representativas do país norte-americano. Diversas reuniões foram realizadas e resultaram em propostas de parcerias que serão analisadas nas próximas semanas.

Práticas - A intenção da missão foi identificar as melhores práticas de representação institucional, parcerias estratégicas e a forma de coleta e processamento de dados que geram informações e disseminam conhecimentos aos cooperativistas americanos. (Informe OCB)

 

SUSTENTABILIDADE: ACI divulga tema do Dia Internacional do Cooperativismo

aci 24 03 2014A Aliança Cooperativa Internacional divulgou na sexta-feira (21/03) tema do 92º Dia Internacional do Cooperativismo. Neste ano, a celebração ocorrerá no dia 5 de julho. A frase definida é: “Cooperativas conquistam desenvolvimento sustentável para todos”. De acordo com a ACI, o setor cooperativo tem de explicar e demonstrar ao mundo que a sustentabilidade é parte intrínseca de sua natureza, visto que ao se concentrarem nas necessidades humanas, elas respondem à crise de sustentabilidade atual.

Apelo - A mensagem da ACI também faz um apelo aos cooperativistas do mundo inteiro: aproveitar o dia 5 de julho para demonstrar como as cooperativas são o modelo mais adequado para desenvolver e construir sustentabilidade no século XXI. (Leia a mensagem completa, traduzida pela unidade nacional, abaixo)

Atividades - Como base na frase, as unidades estaduais e as cooperativas poderão organizar atividades alusivas à data. Pensando nisso, a Unidade Nacional desenvolverá uma logomarca a ser aplicada nas peças promocionais dos eventos. Em breve, serão enviadas algumas peças de divulgação, como camiseta, boné e squeeze a cada estado. A ideia é criar uma identidade visual única para celebrar o 92º Dia Internacional do Cooperativismo em todo o país.

Calendário - As unidades estaduais poderão, ainda, encaminhar calendário de ações que serão realizadas, para que possamos divulgar as atividades nacionalmente e repassar para conhecimento da ACI.

Mensagem da Aliança Cooperativa Internacional

92º Dia Internacional das Cooperativas da ACI

20º Dia Internacional das Cooperativas da ONU

5 de julho de 2014

 “As cooperativas conquistam desenvolvimento sustentável para todos

O tema deste ano para o Dia Internacional das Cooperativas, a ser comemorado no dia 5 de julho, é "as cooperativas conquistam desenvolvimento sustentável para todos". Interesse pela comunidade é um dos valores fundadores do movimento cooperativo e, como tal, a necessidade de salvaguardar, de forma sustentável, condições de vida favoráveis para as comunidades é a base das ações e da visão de todas as cooperativas.

Em termos gerais, a sustentabilidade é a capacidade de apoiar, manter ou resistir. Desde os anos oitenta, o conceito evoluiu para abranger a inclusão das dimensões ambiental, econômica e social. Mais uma vez, as cooperativas aparecem aqui como os precursores da sustentabilidade moderna. Ao se concentrarem nas necessidades humanas, elas respondem à crise de sustentabilidade atual e oferecem uma forma peculiar de "valor compartilhado".

Um dos objetivos do Plano para a Década Cooperativa é "posicionar as cooperativas como construtoras de sustentabilidade". O setor cooperativo tem de explicar e demonstrar ao mundo que a sustentabilidade é parte intrínseca de sua natureza e que as cooperativas contribuem positivamente para sustentabilidade.

Nesse sentido, a ACI encomendou um estudo sobre as cooperativas a partir do ponto de vista de diferentes setores e regiões do mundo para comprovar seus vínculos com a sustentabilidade. Apresentado na nossa conferência internacional na Cidade do Cabo, em novembro de 2013, o relatório conclui que as cooperativas consideram a sustentabilidade em seus valores e modelo de funcionamento e que a ONU apela aos governos a promover e facilitar "o estabelecimento e desenvolvimento de cooperativas adotando, inclusive, medidas para assegurar que as pessoas que vivem na pobreza ou pertencentes a grupos vulneráveis, como mulheres, jovens, pessoas com deficiência, idosos, indígenas, possam participar plenamente e de forma voluntária nas cooperativas, satisfazendo as suas necessidades por serviços sociais".

Atualmente, a ONU está definindo novas e ambiciosas metas para o período pós 2015, os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O movimento cooperativo atinge um bilhão de pessoas em todo o mundo e, através da nossa visão de desenvolvimento sustentável para todos, podemos ser parceiros-chave nisto.

Gostaríamos fazer um apelo às cooperativas em todo o mundo para aproveitar o 5 de julho para demonstrar como as cooperativas são o modelo mais adequado para desenvolver e construir sustentabilidade no século XXI. (Informe OCB)

 

EVENTOS: Agenda Legislativa e Dia C 2014 serão lançados nesta semana

Dois importantes eventos para o cooperativismo estão marcados para ocorrer nesta semana: o lançamento da Agenda Legislativa 2014, marcado para terça-feira, dia 25, e a divulgação nacional do Dia de Cooperar (Dia C), que será realizada na quarta (26). A Agenda Legislativa do Cooperativismo 2014, além de apresentar as proposições que se encontram na pauta do Congresso Nacional, também se torna uma importante fonte de consulta sobre dados e conceitos do cooperativismo e, também, divulga o balanço das conquistas do ano passado. O evento ocorrerá no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, às 19h30. Diversas autoridades governamentais e demais parceiros do cooperativismo foram convidados.

Dia C- Já o lançamento nacional do Dia C tem o objetivo de apresentar às unidades estaduais o tema da campanha de 2014 e os materiais produzidos, os quais serão disponibilizados aos estados. Também serão repassadas informações sobre a amplitude do projeto, como a adesão das unidades, e, por fim, elaborado um cronograma de desenvolvimento regional das atividades do Dia C 2014. O Sistema Ocepar será representado neste encontro pelo Gerente de Desenvolvimento Humano (GDH) Leonardo Boesche e pelo coordenador de Comunicação, Samuel Z. Milléo Filho (Com informações da assessoria do Sistema OCB)

 

AGENDA PARLAMENTAR: Cooperativismo se mobiliza durante tramitação do PL 2.182/11

agenda parlamentar 24 03 2014O Projeto de Lei 2.182/2011, que trata sobre a classificação obrigatória de grãos para a comercialização doméstica e internacional, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, na quarta-feira passada (19/03). Por entender que as cooperativas agropecuárias já possuem regramentos próprios e definem suas relações negociais junto aos seus cooperados, o Sistema OCB não apoia a proposta. Neste sentido, haveria forte elevação dos custos, de acordo com a capacidade estática de recepção das cooperativas e que poderiam ser repassados aos seus cooperados, caso o projeto seja aprovado sem a exclusão das cooperativas.

Senado - Entendendo a posição das demais entidades de representação que apoiam o texto e que a proposição não pode ser alterada em seu mérito pela CCJC, que apenas avalia a constitucionalidade, e visando garantir a autonomia das relações entre a cooperativa e seus cooperados, a sugestão de que a matéria sofra alteração durante sua tramitação no Senado Federal, incluindo em seu texto artigo que exclua as cooperativas da obrigatoriedade prevista no PL foi acatada pelos interessados.

Voto separado- Para tanto, o deputado Osmar Serraglio (PR), integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), apresentou voto em separado na CCJC, explicitando essa demanda e o relator, deputado Alceu Moreira (RS), também fez essa ressalva na Comissão, durante a votação. Asseguramos que estamos cientes da dimensão do impacto do projeto – que compõe a Agenda Legislativa do Cooperativismo – e que o Sistema OCB irá atuar no Senado Federal para garantir que o posicionamento do cooperativismo seja respeitado. (Blog OCB no Congresso)

Para acessar o voto em separado,clique aqui.

 

CENTRAL PR/SP/RJ: Sicredi se consolida no Paraná, cresce em São Paulo e chega ao Rio de Janeiro

A cada ano, o cooperativismo de crédito vem se consolidando no país. As opções eficazes de crédito e investimento e um modelo de gestão eficiente estão contribuindo para que o Sicredi cresça acima do mercado. Nos últimos anos, o Sicredi deu um salto nas operações nos estados do Paraná e de São Paulo. Em 2005, a instituição contava com R$ 1,4 bilhão em ativos, R$ 233 milhões em patrimônio e teve R$ 806 milhões em operações de crédito. Em 2013, os ativos chegaram a R$ 9,13 bilhões, R$ 1,2 bilhão de patrimônio e R$ 6 bilhões no total de operações de crédito.

Resultados - Os resultados foram apresentados durante a Assembleia Geral Ordinária realizada no dia 20 de março, em Curitiba. O encontro reuniu os presidentes das Cooperativas filiadas e executivos da Central Sicredi PR/SP/RJ, além do presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski. Para ele, o trabalho desenvolvido pelas cooperativas de crédito é exemplo para o mundo. "É um setor que cresce exponencialmente ano após ano. O Sicredi faz um belíssimo trabalho, defendendo os interesses econômicos da população e ajudando no desenvolvimento e na geração de renda para milhares de pessoas", declarou Koslowski.

Recursos gerados- No ano passado, as cooperativas de crédito e investimento filiadas à Central Sicredi PR/SP/RJ geraram mais de R$ 209 milhões em recursos para as regiões nas quais atua. "As sobras das cooperativas ficam nas cidades nas quais elas atuam. É uma forma de alavancar o comércio local e promover o crescimento econômico e a inclusão social", destaca o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ e da SicrediPar, Manfred Dasenbrock.

Número de associados- Em número de associados, as cooperativas filiadas chegaram a 650.006 pessoas utilizando as soluções financeiras oferecidas pelo Sicredi - 15,3% a mais que em 2012. Outra evolução em 2013 foi em relação ao montante liberado para operações de crédito rural. Ao todo, foi disponibilizado R$ 1,9 bilhão no Plano Safra 2013/2014.

Rede de atendimento- No campo estratégico, o período também foi muito positivo para o Sicredi. A viabilização do apoio das cooperativas do Paraná para a ampliação da rede de Unidades de Atendimento em São Paulo e a inserção da Livre Admissão em regiões como o Vale do Paraíba, ABCD, Jundiaí, Limeira e São Paulo Capital dão um significado relevante para o processo de expansão e consolidação da marca neste estado. Os novos projetos já definidos para as regiões de Indaiatuba, Barretos, Sorocaba e Ribeirão Preto ampliarão ainda mais esta visibilidade.

Solidez - "O ingresso de 89.749 mil novos sócios nas cooperativas, o crescimento de Ativos e do Patrimônio Líquido demonstram a solidez das nossas 36 cooperativas e o grau de engajamento dos dirigentes e os mais de 4 mil colaboradores nas nossas mais de 450 Unidades de Atendimento", comemora Dasenbrock.

Fato relevante- Outro fato relevante no período foi a acolhida da Unicred Rio ao Sicredi, como Sicredi Rio, e a ampliação da área de responsabilidade para esse estado. Para o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasenbrock, este é um marco na história do Sicredi. "Com esta associação, o Sicredi expande sua atuação para 11º estado brasileiro. E a nossa entrada já é chancelada pelos mais de 12 mil associados e pelos 20 anos de experiência dessa cooperativa", comemora Dasenbrock.

A expansão do Programa A União Faz a Vida para mais 24 municípios e junto com novos parceiros, como o Colégio Sesi do Paraná e o Departamento de Psicologia Social do Instituto da Universidade de São Paulo (USP) foi o grande destaque no campo social.

Balanço Combinado- A publicação do primeiro Balanço Combinado do Sistema Sicredi e o primeiro de um Sistema Cooperativo no Brasil, ampliando com isto a visão de um Sistema integrado e sólido, foi outra conquista importante. Assim como a criação por parte das Cooperativas de Crédito brasileiras do FGCoop - um Fundo Garantidor de Depósitos exclusivo das Cooperativas, igualando a referência ao FGC dos Bancos - marcou em definitivo a garantia e a condição de expansão e crescimento deste segmento.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 2,5 milhões de associados e 1.260 pontos de atendimento, em 11 Estados*. Organizado em um sistema com padrão operacional único conta com 100 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais - acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi)

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

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PLANALTO DAS ARAUCÁRIAS: Sicredi finaliza reuniões de núcleo e define rumos para 2014

sicredi planalto araucarias 24-03 2014A Sicredi Planalto das Araucárias PR/SC concluiu, no dia 18 de março, a prestação de contas do exercício de 2013, com a realização da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária. O evento contou com a presença do Conselho de Administração, Conselho Fiscal, Coordenadores de Núcleo, gerentes das Unidades de Atendimento, entre outros colaboradores da cooperativa. Os debates e as deliberações sobre os assuntos da cooperativa ocorreram nas reuniões de núcleo, realizadas nos onze municípios onde a cooperativa possui suas Unidades de Atendimento. As decisões tomadas nestas reuniões foram levadas para a Assembleia Geral, onde cada coordenador teve direito a voto representativo.

Alterações - Dentre as alterações no estatuto da cooperativa postas em votação na Assembleia Geral Extraordinária estiveram: a denominação da cooperativa, inclusão de municípios na área de atuação e ajustes na estrutura de governança.

Assembleia Ordinária- Na Assembleia Geral Ordinária, os assuntos tratados foram: apresentação da prestação de contas do exercício de 2013, nomeação do Conselho de Administração 2014/2018, premiações recebidas no Sistema Sicredi, principais realizações como a comemoração dos 25 anos da cooperativa, votação da destinação das sobras, bem como o planejamento do ano de 2014.

Participação ativa- Para o presidente Luiz Roberto Baggio, “a participação ativa dos associados é importante e demostra o interesse no acompanhamento do desenvolvimento desta cooperativa, que apresentou crescimento de 40% nos ativos no ano de 2013 - mostrando a força do cooperativismo na região”. (Imprensa Sicredi Planalto das Araucárias PR/SP)

 

UNIPRIME OESTE: R$ 5,2 milhões em sobras são repassados aos cooperados

Um seleto grupo de 2.619 profissionais da área de saúde e empresários de Cascavel, Foz e municípios vizinhos tem razões adicionais para comemorar o sucesso também no universo de sua vida financeira. Eles fazem parte da Uniprime Oeste do Paraná, cooperativa de crédito que, além de guardar, aplicar e repassar empréstimos a taxas extremamente competitivas durante todos os doze meses do ano, estará devolvendo em sobras creditadas às suas contas correntes, neste dia 24 de março, um total de R$ 3,7 milhões.

Bancos - Nos bancos, os lucros são devolvidos aos acionistas, como dividendos. Na cooperativa de crédito, eles se chamam sobras. Na Uniprime Oeste, as sobras totais de 2013 alcançaram R$ 5,2 milhões. Destes, 1,5 milhões já foram creditados na forma de correção da conta capital de cada cooperado, restando R$ 3,7 milhões em sobras líquidas.

Assembleia Geral - A Assembleia Geral Ordinária realizada no último dia 17, em Cascavel, aprovou a distribuição das sobras na conta corrente dos cooperados, ocasião em que o plenário também aprovou por unanimidade, relatório e balanço do exercício, demonstrativo de contas e pareceres dos auditores independentes e Conselho Fiscal.

A força da cadeia produtiva da saúde - Segundo o Presidente do Conselho de Administração da Uniprime Oeste, médico Hirofumi Uyeda, o ritmo de crescimento dos números da Cooperativa reflete o grau de crescente participação do quadro cooperado e a solidez de toda a cadeia produtiva da saúde, especialmente em Cascavel e Foz do Iguaçu.

Terceira maior- Terceira maior cooperativa do Sistema Uniprime no Brasil, com R$ 195 milhões em ativos, a Uniprime Oeste é a primeira colocada no rating segurança.  Graças à eficiência da gestão e às melhorias nos processos operacionais, a rentabilidade sobre o capital foi de 21,28% e a inadimplência baixou para 0,09% em 2013, um dos menores níveis de todo o sistema financeiro nacional, incluindo cooperativas de crédito, bancos privados e oficiais.

Total - Com os R$ 3.700.887,49 que serão devolvidos neste dia 24 (33,3% superiores às sobras do ano anterior) a cooperativa soma um total de R$ 31 milhões em sobras devolvidas ao longo de seus 16 anos de atuação. No período, foram investidos R$ 357 milhões em operações de crédito. A cooperativa oferece o mesmo portfólio de serviços que os grandes bancos, mas seu diferencial vai muito além do atendimento personalizado. Como, por exemplo, na remuneração dos depósitos à vista, que renderam 7%, índice que equivale a 111% da correção da poupança. Ou seja, o dinheiro mantido em conta, na Uniprime Oeste, rendeu mais que a própria aplicação em poupança. A cooperativa também não cobra tarifa de manutenção de conta. A cota capital de cada associado também é uma excelente e segura aplicação. Ela teve correção de 8,14%, valor muito superior ao da poupança.

Cooperado é a prioridade - “Nossa preocupação maior é ajustar o foco de atuação às reais necessidades do Cooperado”, destaca o Diretor Institucional Hirofumi Uyeda, lembrando que expressiva parcela do quadro social participou da elaboração do planejamento estratégico, que em 2013, traçou as bases de crescimento futuro da Uniprime Oeste.

Metas - Para este exercício, Hirofumi diz que a Administração projeta o lançamento de novos produtos de previdência, ampliação da valorização da reciprocidade, além de fortes investimentos em formação e informação do quadro cooperado. Uma das ações será desenvolvida em parceria com o Sebrae/PR e visa oferecer soluções para otimização gerencial das pequenas empresas da área de saúde. (Imprensa Uniprime Oeste)

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COCAMAR I: Ex-ministro da Agricultura é homenageado reunião sobre ILPF

cocamar I 24 03 2014O ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, recebeu homenagem na última sexta-feira durante Reunião Técnica sobre Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), promovida na Fazenda Santa Brígida, em Ipameri, interior de Goiás. O reconhecimento foi prestado pela Rede de Fomento à ILPF, integrado por Cocamar, John Deere, Syngenta e Embrapa.

Incentivador - Segundo o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, “Paolinelli é um dos maiores incentivadores dos sistemas de integração, que representam uma nova revolução verde”.  O ex-ministro, que durante dois dias participou dos trabalhos, disse que o aproveitamento dos solos pobres dos Cerrados para a produção de alimentos, significam uma importante conquista. “Quando fui ministro, o Brasil produzia só 200 mil toneladas de soja no Rio Grande do Sul e dependia da importação de alimentos. Hoje, graças em grande parte ao domínio do Cerrado, é um dos principais exportadores de comida do mundo”, comentou Paolinelli, que comandou a pasta na década de 1970, durante o governo militar. A própria Embrapa, que muitos consideram a “Nasa” do agronegócio brasileiro, foi fundada durante a sua gestão.

Potencial brasileiro- Paolinelli disse também que o Brasil ascendeu ao grupo dos maiores produtores mundiais de alimentos mesmo aproveitando atualmente apenas 20% dos solos dos Cerrados. “Temos um potencial fantástico e ninguém conseguirá deter a trajetória do agronegócio brasileiro”, afirmou o ex-ministro, que é o atual presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e faz integração lavoura, pecuária e floresta em sua propriedade no Estado de Minas Gerais.

Presenças - O presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, o superintendente de Negócios Arquimedes Alexandrino e um grupo de profissionais e cooperados, participaram do evento. (Imprensa Cocamar

 

COCAMAR II: Portal Mobile ajuda cooperados na comercialização de produtos

Os cooperados da Cocamar podem comercializar seus produtos por meio do aparelho celular, acessando o Portal Mobile, disponível desde 2012. A ferramenta possibilita consultar a conta, os preços agrícolas e fazer a fixação online com segurança e comodidade. Para um grupo de cooperados, como Fábio Chavenco, de Maringá, esse recurso já se tornou rotineiro. “Vale a pena, pois a gente ganha tempo”, afirmou. A ferramenta está disponível no site da cooperativa (www.cocamar.com.br), no item “acesse sua conta”. O cooperado pode fazer a venda dos produtos pelo celular, entrando em portal.cocamar.com.br.

Pessoalmente - Apesar das facilidades oferecidas pelo Portal Mobile, a cooperativa deixa claro que, quem preferir, pode continuar fazendo como sempre, ou seja, comercializando pessoalmente.  Para mais detalhes, a orientação é conversar com o gerente de sua unidade de atendimento. (Imprensa Cocamar

EXPOSIÇÃO: "Memória Maringá", de Rogério Recco, pode ser vista no Calil Haddad

exposicao 24 03 2014O jornalista e escritor Rogério Recco inicia nova temporada de sua exposição "Memória Maringá - fragmentos da história da cidade". A mostra, com fotografias antigas e trechos de histórias relatadas em seus livros, está disponível, em horário comercial, no Teatro Calil Haddad.

Cocamar - Autor de 12 obras, entre resgates da história regional e biografias, Recco lançou, no início deste ano, um livro de 504 páginas sobre a trajetória de 50 anos da Cocamar, da qual foi funcionário e é assessor de imprensa. Toda a sua coletânea pode ser encontrada em bibliotecas públicas e em instituições particulares do município e região.

Início - A exposição começou a ser promovida no ano passado, por iniciativa do Museu UniCesumar, em comemoração ao aniversário de fundação de Maringá. Em três meses, recebeu cerca de 6 mil visitantes. Na sequência, Recco foi convidado a levá-la para a sede da concessionária Viapar, empresa que já patrocinou, por meio da Lei Rouanet, duas de suas obras.

Mais um livro- O jornalista conta que está trabalhando atualmente em mais um livro, intitulado "Trilhos, café e terra vermelha", com a história da antiga Estrada de Ferro São Paulo-Paraná, que começou a ser construída em 1929 pelos ingleses da Companhia de Terras Norte do Paraná. A ferrovia ficou pronta cinco anos depois, ligando Ourinhos a Londrina. (Flamma Comunicação)

 

EMBRAPA: Curso orienta sobre cultivo de palmito pupunha

embrapa 24 03 2014Numa promoção da Embrapa Florestas, em parceria com o Instituto Emater/PR, será realizado entre os dias 07 e 09 de abril em Curitiba, no Hotel Nacional Inn, em Curitiba, um curso sobre “Cultivo de pupunheira para a produção de palmitos”. O prazo para inscrições aos interessados encerra no dia 28 de março. Mais informações estão disponíveis na página da Embrapa Floresta: www.cnpf.embrapa.br.

 

 

CARNES I: Nova entidade deve reunir associações de exportadores de aves e suínos

Os associados da União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) vão votar, nesta segunda-feira (24/03), a criação da Associação Brasileira de Proteína Animal. Cada entidade fará sua assembleia para dissolver as associações hoje existentes e para aderir à nova. Nos dois casos, são necessários 67% dos votos para aprovar a dissolução e a adesão à Associação Brasileira de Proteína Animal, que vai tratar dos interesses dos setores de aves, suínos e também ovos.

Conselhos - Tanto a extinção das associações como a criação da nova entidade já foram aprovadas pelos conselhos de Ubabef e Abipecs e agora têm de ser aprovadas pelas empresas associadas nas duas assembleias.

Comando - Francisco Turra, atual presidente da Ubabef, deverá presidir a nova associação. Ricardo Santin, hoje diretor de mercados da Ubabef, deve ser o vice-presidente de aves, e Rui Vargas, atual presidente da Abipecs, deve ser o vice-presidente de suínos.

Empresas associadas- A nova entidade deve ter 131 empresas associadas, considerando as que já são ligadas atualmente à Ubabef e à Abipecs. Segundo Turra, o potencial é chegar a 150. A Associação Brasileira de Proteína Animal deve ter orçamento total anual de R$ 12 milhões.

Fortalecimento - “Pela participação democrática na construção da nova entidade, temos convicção de que ambos os setores serão fortalecidos. Mantendo cada um sua identidade, estabelece-se uma sinergia importante, especialmente na abertura de novos mercados e no fortalecimento político e institucional dos setores”, disse Turra.

Manutenção - Pela proposta, a maioria dos membros dos conselhos atuais de Ubabef e Abipecs será mantida. Além disso, os conselheiros terão paridade de votos, para que haja equilíbrio de forças entre grandes e pequenos associados. Os estudos para a unificação das duas entidades começaram há dois anos. (Valor Econômico)

CARNES I: Definidas as garantias para certificação oficial

A União Europeia exige a identificação e certificação individual para importar carne bovina in natura do Brasil. Para oferecer essa garantia, é necessário que o produto exportado pelos frigoríficos atenda os requisitos exigidos por aquele Bloco. Para aprovar esses procedimentos de rastreabilidade, quando forem utilizadas garantias para certificação oficial brasileira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou no Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira (21/03), a Instrução Normativa (IN) nº 6.

Regulamentação - “A IN nº 6 vem para regulamentar esse tema, definindo as regras necessárias quando a certificação oficial brasileira usar como base as garantias de rastreabilidade individual”, explica o fiscal federal agropecuário do Mapa, André Carneiro.

Exigência adicional- A garantia que trata a normativa do Ministério é uma exigência adicional e voluntária, acordada entre vendedores e compradores. Atualmente, mais de 1,6 mil fazendas do Brasil podem exportar carne bovina in natura para a UE.

Fiscalização e identificação- O Mapa é a instituição responsável por fiscalizar a identificação e certificação dos rebanhos nacionais de bovinos e bubalinos das propriedades participantes dos protocolos de adesão voluntária, por meio do Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov). Este trabalho é realizado em parceria com serviços estaduais de Defesa Agropecuária.

Importações - “A manutenção das importações pela UE é importante para o país, já que o bloco é um dos mercados mais exigentes do mundo. Como outras nações seguem esse sistema, as diretrizes geram um impacto significativo nas vendas brasileiras de carne”, destaca o secretário de Defesa Agropecuária, Rodrigo Figueiredo. (Mapa)

PORTO DE PARANAGUÁ: Produtividade do Corredor de Exportação cresce 28%

porto paranagua 24 03 2014A produtividade do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá cresceu 28%, no primeiro bimestre de 2014. O volume médio de carga embarcado nos navios, em janeiro e fevereiro deste ano, passou a ser de 750 toneladas por hora, contra 596 toneladas/hora no mesmo período de 2013. Os números foram apresentados quinta-feira (27/03), durante reunião entre a superintendência e diretorias da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec). Participaram também do encontro membros da comunidade portuária local, operadores e órgãos de fiscalização.

Resultados - Desde o início do funcionamento da ordem de serviço 126 – que estabelece preferência de embarque em um dos três berços do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá para os operadores de grãos que apresentarem melhores índices de produtividade –, no começo deste ano, os resultados começaram a ser vistos. Apenas no mês de março, 12 navios atracaram no Corredor utilizando esta preferência. Em fevereiro, apenas um a utilizou.

Em prática- “Apesar de ter entrado em vigor em janeiro, a regra começou a ser adotada mesmo a partir deste mês porque ela exigia condições iguais dos três berços de atracação para o seu funcionamento. E, no início do ano, tivemos manutenção do Corredor e a realização da dragagem dos berços. Agora que todos os berços estão em condições similares, a regra começou efetivamente a ser usada”, explicou o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Programados - Outros dez navios que estão no line-up do Porto já estão programados para atracar utilizando a preferência de embarque. O grande ganho operacional da nova regra é que, ao restringir o embarque de um navio para até três terminais, evita-se a queda de produtividade ocasionada pela mudança de terminal e limpeza de correias.

Novas concessões- “Para reduzir ainda mais a quantidade de navios aguardando para atracar e agilizar os atendimentos nos portos brasileiros é necessário que o governo federal providencie as novas concessões. Nós estamos fazendo a nossa parte. Agora é preciso que o governo federal faça a parte dele. Somente assim será possível reduzir os custos das filas de navios”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Números – No primeiro bimestre de 2014, o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá exportou 2,26 milhões de toneladas de grãos. O volume é 11,5% maior do que o registrado em 2013. Neste período, o porto paranaense foi o que mais exportou soja no Brasil, totalizando 1,28 milhão de toneladas que corresponderam a 40% das exportações de soja brasileiras (dados do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior).

Primeiro bimestre- O Pátio de Triagem recebeu, no primeiro bimestre, 60,6 mil caminhões, volume 36% maior do que o registrado no mesmo período de 2013, sem a formação de filas de acesso nas estradas e com mais agilidade no embarque.

Regra - A configuração do Corredor de Exportação – que interliga nove terminais, sete privados e dois públicos, ao sistema de correias conectadas a seis shiploaders – permite que os navios operem cargas de todos os terminais existentes.

Atraso - No entanto, as paradas operacionais causadas para a troca de terminal acabam atrasando a operação. O estudo estatístico mostrou que as melhores produtividades são conseguidas por navios que operam com três terminais com consignação mínima de 18 mil toneladas cada, exatamente o que a Ordem de Serviço estabelece como prioridade. Atualmente, 35% dos navios que atracam no porto operam nestas condições, no entanto, sem uma preocupação real de atingir esta produtividade. Com a medida, acredita-se que a quantidade de navios a se adequarem a nova regra ultrapassará os 50%. (Agência de Notícias do Paraná)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Semelhanças atraem empresários alemães interessados em fechar negócios no Paraná

comercio exterior 24 03 2014Empresários da região de Baden Württemberg, do sul da Alemanha, vieram a Curitiba em busca de novos parceiros de negócios. A comitiva, com 10 integrantes, participou de rodadas de negócios e de reuniões, em busca de uma aproximação com o setor produtivo local, nas áreas de aeronáutica, astronáutica, automobilística, biogás, TI, serviços, meio ambiente e metalurgia. Vinte e cinco instituições paranaenses buscaram a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), por meio do CIN – Centro Internacional de Negócios – para participar das rodadas.

Parceria - Baden Württemberg é parceira do Paraná há 24 anos, sobretudo na transferência de tecnologia e inovação. No entanto, esta é a primeira vez que representantes do estado alemão vêm a Curitiba para participar de uma rodada de negócios. “Lá em 1990, talvez ninguém pudesse imaginar o quanto estaríamos avançados hoje, nessa relação entre empresas do Paraná e de Baden. Para um país que quer crescer, é preciso alcançar o mercado internacional. Trazer moeda estrangeira forte para dentro e fazer com que isso seja cíclico. E as rodadas de negócios são oportunidades efetivas”, enfatizou o presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo.

Importação de tecnologia- O executivo da Duranox, Edison Behne, veio de Francisco Beltrão, interessado em importar tecnologia para o desenvolvimento de produtos feitos com aço inoxidável e abrir mercado na União Europeia. “Esses encontros promovidos pelo CIN são fundamentais para fomentar novos negócios. Com essa abertura do mercado mundial, é impossível você não ter negócios com outros países”, avaliou o gerente da Duranox, que hoje exporta 30% de sua produção, para países da América do Sul e América Central.

Semelhanças- Os alemães que não conheciam o perfil econômico do Paraná ficaram surpresos com as semelhanças com a Europa, sobretudo com sua região. “O Paraná parece europeu, com tantas indústrias dos setores automotivo e plástico. É um bom lugar para fecharmos negócios, também por sua organização, afirmou Christoph Götz, diretor da EK Design Stuttgart.

Otimismo- O representante do Ministério das Finanças e da Economia de Baden-Württemberg, Ewald Stirner, ficou otimista com os resultados do encontro. “As indústrias do Paraná são muito abertas e dispostas a fazer negócios com Baden. Vejo grandes oportunidades, a partir desta rodada”, disse.

Internacionalização - Um dos objetivos das rodadas de negócios é gerar oportunidades de internacionalização às pequenas e médias indústrias do Paraná. Segundo o gerente de Relações Internacionais e Negócio Exterior da Fiep, Reinaldo Tockus, é preciso desmistificar o mercado externo. “Há muitas chances e oportunidades que ainda não foram definidas. Há componentes nestes produtos altamente inovadores que podem ser confeccionados por empresas locais de média e até baixa tecnologia. Há muitos produtos que podem ser parcialmente desenvolvidos por empresas parceiras daqui, possibilitando uma série de benefícios fiscais para o produto final”, destacou Tockus.

Perfil - Conhecida como a região mais inovadora da Europa, Baden Württemberg tem 4,8% de seu PIB investido em pesquisa e desenvolvimento. Grandes empresas internacionais como Mercedes Benz, Porsche, Bosch, SAP e Würth, estão instaladas no estado. A região possui multiplicidade empresarial, rede de instituições de conhecimento e formação, centros de competência e amplo leque de arranjos produtivos locais, que contribuem para o desenvolvimento da ciência e economia.

Relações comerciais- Empresários paranaenses e alemães também participaram na última semana de uma rodada de negócios para estabelecer parcerias e possibilidades de compra e venda de produtos e serviços. Três empresas da Alemanha e nove do Paraná estiveram presentes na rodada para buscar oportunidades de negócios nos setores de madeira e móveis e prestação de serviços aduaneiros e logísticos. O encontro foi promovido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) com o apoio da BVMW - Confederação Alemã para empresas de pequeno e médio porte. (Agência de Notícias da Fiep)

 

SEBRAE/PR: Capacitações gratuitas para microempreendedores individuais

De 31 de março a 4 de abril, o Sebrae/PR realiza mais uma edição da Semana do Microempreendedor Individual. O evento, que acontece simultaneamente em todo o País, movimentará cerca de 70 cidades do Paraná, totalizando aproximadamente 80 locais de atendimento, entre Salas do Empreendedor, Pontos de Atendimento ao Empreendedor e escritórios do Sebrae/PR.

Serviços gratuitos- Nesses espaços, exclusivos para microempreendedores individuais e futuros microempreendedores individuais, aqueles com faturamento bruto anual de até R$ 60 mil, serão oferecidos, gratuitamente, serviços de orientação, capacitação e formalização. A programação completa da Semana do Microempreendedor Individual, em todas as regiões do Estado, pode ser acessada no site www.sebraepr.com.br/semanamei.

Foco- Neste ano, a Semana do Microempreendedor Individual comemora os cinco anos da figura jurídica do microempreendedor individual, instituída por lei em 2009. Por isso, o foco das ações será voltado à capacitação dos empresários, conforme explica a coordenadora estadual de Empreendedorismo do Sebrae/PR, consultora Carla Selva.

Sobrevivência dos negócios- “Durante todo esse tempo, o Sebrae trabalhou pesado para conscientizar a população sobre a importância da formalização e hoje, cinco anos depois, temos mais de 3,8 milhões microempreendedores individuais atuando em conformidade com a legislação, em todo o Brasil. Agora, nosso objetivo é prepará-los para garantir a sobrevivência de seus negócios e a melhoria da gestão”, afirma.

Reforço- Por conta disso, o Sebrae/PR vai reforçar capacitações ofertadas aos microempreendedores individuais. Serão disponibilizadas oficinas, com quatro horas de duração, sobre vendas, controle de caixa, planejamento e empreendedorismo, além de palestras explicativas sobre como criar modelos de negócios.

Antecipada - Neste ano, a Semana do Microempreendedor Individual, que tradicionalmente acontece no mês de julho, foi antecipada em função da Copa do Mundo. Carla Selva destaca a importância da participação dos microempreendedores. “Trata-se de uma força-tarefa que faremos para auxiliar os empresários na gestão e sustentabilidade dos seus negócios. É uma grande oportunidade para se fortalecer como empresário”, afirma.

Aprovação - A microempreendedora individual Denise Faria Ribeiro se formalizou em 2011 e, desde então, não perde uma edição da Semana. Para ela, as capacitações são essenciais para sua formação empresarial. “No ano passado, participei das oficinas de venda e planejamento. Foi um aprendizado muito bom e me deu uma nova visão sobre os negócios”, conta a empresária, que tem uma loja de roupas em Pinhais, na Grande Curitiba.

Público - De acordo com Carla Selva, a expectativa do Sebrae/PR é que um público de aproximadamente 1.000 microempreendedores individuais assistam às capacitações, que estão com as inscrições abertas. “Vale reforçar que é preciso conferir os horários e locais em que os cursos serão disponibilizados e que a inscrição deve ser feita com antecedência, pelo 0800 570 0800, pois a as vagas são limitadas”, orienta a coordenadora do Sebrae/PR.

Declaração anual- Durante a Semana do Microempreendedor Individual, também será dada atenção especial aos empreendedores que precisam fazer a declaração anual do Simples Nacional. A consultora do Sebrae/PR em Curitiba, Juliana Schvenger, lembra que o prazo termina no dia 31 de maio e a prestação de contas é obrigatória.  “Para fazer a declaração, é preciso ter em mãos o certificado de condição de microempreendedor individual, os relatórios de receita bruta, preenchidos e referentes ao exercício de 2013, com as notas fiscais e extratos dos cartão de crédito anexos a esses relatórios. Quem não fizer a declaração ficará sujeito à multa mínima de R$ 50”

Microempreendedor - Desde setembro de 2009, quando passou a funcionar o Portal do Empreendedor, meio utilizado pelos empreendedores para regularizarem sua situação, mais de 203 mil paranaenses já se formalizaram. Mais de 400 ocupações se enquadram no perfil de microempreendedor individual. Entre elas, doceira, cabeleireira, manicure, pedreiro, pintor, pipoqueiro, borracheiro, barbeiro, artesão, carpinteiro, encanador, engraxate, jardineiro, jornaleiro e marido de aluguel.

Vantagens empresariais- Ao formalizar sua atividade, o microempreendedor individual ganha vantagens empresariais, como a de emitir nota fiscal e melhores linhas de acesso ao crédito, e a proteção da Previdência Social, com direito à aposentadoria por idade, por invalidez, salário-maternidade e auxílio-doença.

Curitiba - Na Capital, a Semana do Microempreendedor Individual acontece em parceria com a Agência Curitiba e Prefeitura Curitiba. O atendimento será realizado nos Espaços do Empreendedor, nas oito Ruas da Cidadania e no escritório do Sebrae/PR, no Parolin. Juliana revela que além dos serviços habituais da Semana, no atendimento em Curitiba, os empresários também poderão resolver questões burocráticas. “Com a presença da Prefeitura de Curitiba no Sebrae/PR, os empreendedores curitibanos poderão solicitar a emissão de alvará, liberação da consulta comercial”, conta a consultora do Sebrae/PR.

Região metropolitana- Na região metropolitana, os serviços serão realizados nas salas do empreendedor de 11 cidades. Mas como o serviço não será ofertado todos os dias em alguns município, é importante que o empresário acesse a página do Sebrae/PR para conferir as datas e horários de atendimento. O endereço do escritório do Sebrae/PR em Curitiba é Rua Caeté, 140, no Parolin.

Sobre o Sebrae/PR- Para quem já é ou quer ser empresário, o Sebrae/PR – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é a opção mais fácil e econômica de obter informações e conhecimento. Criado na década de 1970, o Sebrae apoia as decisões dos empresários, dos potenciais empresários e dos potenciais empreendedores, no campo e na cidade, porque é a instituição que entende de pequenos negócios e possui a maior rede de atendimento do País. Ao todo, são 27 unidades e aproximadamente 600 postos de atendimentos espalhados de norte a sul do Brasil. No Paraná, conta com seis regionais e 11 escritórios. A instituição chega aos 399 municípios do Estado por meio de atendimento itinerante, pontos de atendimento e de parceiros locais, como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em desenvolvimento de empreendedores; impulso a empresas avançadas; competitividade setorial; promoção de ambiente favorável para os negócios; tecnologia e inovação; acesso ao crédito; acesso ao mercado; parcerias internacionais; redes de cooperação; e formação de líderes.  (Imprensa Sebrae/PR)

BC: Estimativa para inflação oficial sobe pela terceira semana e chega a 6,28%

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu pela terceira semana seguida. Desta vez, a estimativa passou de 6,11% para 6,28%, este ano. Para 2015, a estimativa foi ajustada de 5,7% para 5,8%. Essas projeções fazem parte da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras a respeito dos principais indicadores econômicos. As estimativas estão acima do centro da meta (4,5%) e abaixo do limite superior (6,5%). É função do BC fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Negociações - Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida. O aumento da taxa gera reflexos nos preços já que os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. A medida, entretanto, alivia o controle sobre a inflação.

Equilíbrio - O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A mediana das expectativas (desconsidera os extremos nas projeções) das instituições financeiras para a Selic, ao final deste ano, subiu de 11% ao ano para 11,25% ao ano. Para o final de 2015, a projeção segue em 12% ao ano. Atualmente, a Selic está em 10,75% ao ano, após passar por oito altas seguidas.

IGP-DI- A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi alterada de 6,59% para 7,03%, em 2014. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 6,5% para 6,81%, este ano. Em 2015, a projeção para os dois índices segue em 5,5%.

IPC-Fipe- A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) passou de 5,96% para 5,89%, este ano, e permanece em 5%, em 2015. (Agência Brasil)

FGV: Confiança de empresários e das famílias volta ao patamar de 2009

fgv 24 03 2014A confiança de empresários e consumidores voltou ao mesmo patamar observado em 2009, quando o Brasil ainda sofria os efeitos da crise global, após as quedas observadas nos últimos três meses, segundo acompanhamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Para Aloisio Campelo, superintendente-adjunto de ciclos econômicos do Ibre, a atual "onda" de pessimismo é diferente da que ocorreu em julho, quando houve queda rápida dos índices por causa das manifestações que tomaram as ruas de diversas cidades do país, mas com recuperação nos meses seguintes. No atual momento, as retrações são menos intensas, mas parecem configurar uma tendência. "Temos desapontamento com crescimento mais fraco da economia nos últimos anos, a inflação ainda é uma questão que adiciona incerteza ao cenário, então é difícil vislumbrar de onde vão vir notícias positivas que possam reverter esse movimento", diz o economista.

Influência - Para Campelo, o aumento do pessimismo no início de 2014 reduz as chances de mudanças no cenário de crescimento no horizonte de três a seis meses. "As expectativas tendem a ter influência sobre o ritmo de atividade, o que leva a crer em continuidade do baixo crescimento que temos observado nos anos recentes".

Índice de Confiança- O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), por exemplo, caiu 1,7% em fevereiro, a terceira queda consecutiva em relação ao mês imediatamente anterior, e atingiu o menor nível desde maio de 2009. As famílias que consideram a situação econômica ruim aumentaram de 35,7% para 41% do total, enquanto aqueles que consideram o quadro bom representam 15,2% do total, um pouco mais do que os 14,2% em janeiro. Para Campelo, o endividamento e a redução da capacidade de consumo das famílias ainda pesam sobre a confiança, principalmente no que se refere às expectativas, que também estão no nível mais baixo desde 2009.

Reversível - No entanto, diz, é possível que uma parcela do pessimismo tenha relação com o noticiário econômico, que tem sido negativo. "É algo reversível, mas que tende a levar o consumidor a agir de forma mais cautelosa", afirma.

Outros indicadores- Outros indicadores reforçam a percepção de que o consumidor está mais reticente. Em março, a Intenção de Consumo das Famílias caiu 3,3%, na comparação com o mês anterior, enquanto o Nível Atual de Consumo recuou 1,8%, para o menor patamar da série histórica, iniciada em 2010, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para Bruno Fernandes, economista da confederação, os dados são "um forte indício de desaceleração da demanda no curtíssimo prazo", embora a expectativa seja de melhora gradual ao longo do restante do ano. "As condições de crédito provavelmente vão continuar restritas, mas o mercado de trabalho segue aquecido e deve sustentar alguma aceleração das vendas ao longo do ano", afirma.

FecomercioSP - Levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) também mostrou queda de 7,8% da confiança dos consumidores do município de São Paulo entre fevereiro e março.

Empresários - Já a confiança dos empresários costuma traduzir melhor os movimentos da economia, diz Campelo, da FGV, o que não guarda boa notícia para os próximos meses. O Índice de Confiança Empresarial elaborado pela FGV a partir da agregação, por pesos econômicos, dos índices de confiança da Indústria, Serviços, Comércio e Construção, previamente ajustados por sazonalidade, ficou em 94,6 pontos em fevereiro, abaixo da média dos últimos cinco anos (100 pontos). Desde 2000, o índice só ficou abaixo deste nível entre julho e setembro de 2013, quando as manifestações e a rápida desvalorização da taxa de câmbio abalaram o ânimo dos empresários. Naquele trimestre, a atividade recuou 0,5% sobre os três meses imediatamente anteriores, com ajuste sazonal. O índice se recuperou ao longo do restante do segundo semestre do ano passado, movimento seguido pela atividade, mas voltou a cair a partir de dezembro.

Indústria - No setor industrial, Campelo nota que após leve recuperação até janeiro, a confiança caiu 1% em fevereiro e a prévia de março aponta para outra queda, de 1,7%, no período. "Talvez a indústria estivesse se preparando para um início de ano um pouco melhor, principalmente em relação às encomendas internacionais, mas algumas notícias do setor externo, como a crise na Argentina, podem ter abalado o humor dos empresários do ramo", diz. (Valor Econômico)

 

ECONOMIA: Ano começa com ritmo de atividade superior ao esperado

economia 24 03 2014Em meio ao noticiário predominantemente negativo, há pelo menos uma boa surpresa no início deste ano: os indicadores de atividade já conhecidos para janeiro e fevereiro superaram expectativas, ainda que o retrato seja de uma economia com crescimento modesto. O aumento da renda foi mais forte do que em igual período do ano passado, a criação de empregos formais superou em 77% o primeiro bimestre de 2013 e os indicadores já conhecidos apontam para alta da produção industrial em fevereiro, após o avanço de 2,9% entre dezembro e janeiro, na série com ajuste sazonal.

Cautela - Os economistas veem os dados com cautela, mas o início de ano mais positivo, em parte por causa do clima quente, deixou um pouco mais distante a hipótese de retração do Produto Interno Bruto (PIB) logo na abertura de 2014. Janeiro e fevereiro mais fortes devem compensar a fraqueza esperada para março, por causa do efeito Carnaval (que aumentou o número de dias úteis em fevereiro, mas reduziu os deste mês). Já a queda da confiança de empresários e consumidores, que está no menor nível desde 2009, torna pouco provável uma retomada mais consistente da economia no curto prazo, além de indicar desaceleração do investimento.

Mercado de trabalho- O mercado de trabalho, principal sustentação do consumo, mostrou bons números. A renda começou 2014 com alta superior a do início do ano passado. Pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio real de janeiro foi 3,6% superior ao de igual período do ano passado, marcando o terceiro mês seguido de ganho real acima de 3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Essa aceleração do ganho real foi acompanhada por um aumento mais forte nas contratações com carteira assinada do primeiro bimestre, reforçando a massa salarial e, por consequência, dando um fôlego extra ao consumo. No primeiro bimestre, a inflação de alimentos foi menor do que em 2013, o que liberou renda para outros bens. Essa situação, contudo, deve mudar em março.

Comércio - A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE mostrou alta de 0,4% sobre dezembro e 6,2% sobre janeiro do ano passado, percentual próximo ao 6,8% indicado pela pesquisa do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) para o mesmo mês. Para fevereiro, o Índice Antecedente de Vendas (IAV) do IDV aponta um crescimento de 7,5% nas vendas das 48 varejistas associadas ao instituto, enquanto a estimativa das mesmas empresas para março é de alta de 4%. Em evento na semana passada, a presidente do Magazine Luiza, Luiza Trajano, disse que, para o conjunto do varejo, "janeiro foi espetacular, fevereiro sem Carnaval foi muito bom e março continua bom".

Movimento - Nos dados da Serasa Experian, no primeiro bimestre o movimento nas lojas foi 6% superior ao dos dois primeiros meses de 2013, com alta mais forte em janeiro e desaceleração em fevereiro. Para Luiz Rabi, economista da Serasa, fevereiro já refletiu um ritmo menos intenso, que apareceu também na menor demanda dos consumidores por crédito. "O calor levou a um aumento mais forte nas vendas", diz ele, listando uma das causas para o ritmo acima do esperado no começo do ano. "Mas os efeitos da taxa de juros ainda serão sentidos", acrescenta.

Papel ondulado- A expedição de papel ondulado, considerado um bom termômetro das encomendas da indústria de bens de consumo, também foi beneficiada pelas altas temperaturas do verão, diz Sergio Amoroso, presidente da associação que reúne os fabricantes do setor. No primeiro bimestre, houve alta de 3,3% da expedição de papel, na comparação com igual período do ano passado.

Demanda forte- Além da demanda mais forte de fabricantes de bebidas, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, o resultado foi impulsionado pela proximidade da Copa do Mundo e aumento das vendas de televisores. Mesmo que março seja mais fraco, por causa do menor número de dias úteis em função do Carnaval, Amoroso avalia que o setor pode encerrar o trimestre com alta de 3% da produção em relação a igual período de 2013. Em sua avaliação é um bom resultado e pode levar a associação a revisar para cima a estimativa de crescimento de cerca de 3,5% projetado para este ano.

Outros segmentos- O início de ano mais forte do que o esperado se estendeu a outros segmentos da indústria. As vendas de aços planos subiram 16,4% sobre o primeiro bimestre do ano passado e as vendas internas de produtos químicos aumentaram 3,3%, no mesmo período. Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria, projetava um mês de fevereiro mais fraco, mas com os indicadores já disponíveis passou a estimar alta de 0,6% da produção industrial no período, após avanço de 2,9% em janeiro, feitos os ajustes sazonais.

Automóveis - A produção de automóveis subiu 15,1% nessa comparação, de acordo com dados da Anfavea dessazonalizados pela consultoria. "Foi um resultado disseminado, com alta de veículos leves e de ônibus e consideravelmente acima das nossas projeções". Ainda que parte dessa alta seja "devolvida" em março, a indústria deve encerrar o trimestre com aumento de 0,5% da produção, após dois trimestres consecutivos de queda. Apesar do crescimento um pouco maior esperado para a indústria no período, a Tendências projeta alta de 0,2% do PIB entre janeiro e março porque o setor de serviços não deve sustentar o mesmo ritmo do fim do ano passado, afirma. (Valor Econômico)

 

LIVRE COMÉRCIO: Mercosul e UE concluem que propostas para acordo são insuficientes

O Mercosul e a União Europeia (UE) chegaram sexta-feira (21/03) à conclusão de que o nível de abertura atual de suas respectivas propostas para um acordo de livre comércio é insuficiente, impedindo o avanço para a fase final da negociação. A reunião, realizada em Bruxelas, tinha o intuito de comparar o grau de ambição de cada grupo. Os dois lados constataram que é necessário trabalhar um pouco mais nas propostas de liberalização, para melhorar ganhos em um acordo que envolve produtos agrícolas e industriais, serviços, compras governamentais, investimentos e questões regulatórias.

Corte de tarifas- O Mercosul até agora não conseguiu chegar a uma proposta que contemple o corte de tarifas de 90% dos produtos. A UE, por sua vez, aparentemente ainda não satisfaz o apetite do Mercosul em termos de ganho na área agrícola. Assim, quando houver a recalibragem do nível de ambição,  Mercosul e UE voltarão a debater formalmente o assunto.

Harmonização da proposta- Em Bruxelas, os europeus receberam a resposta que a proposta do Mercosul será harmonizada. A UE tinha receio de que cada país do Cone Sul chegasse com uma proposta diferenciada. (Valor Econômico)


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