Imprimir
Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3314 | 03 de Abril de 2014

AGO: Dirigentes cooperativistas encaram desafios de 2014 com otimismo

1ago 03 04 2014Dirigentes cooperativistas presentes à Assembleia Geral Ordinária da Ocepar, realizada na terça-feira (01/04), em Curitiba, e ouvidos pelo Informativo Paraná Cooperativo, demonstraram otimismo em relação aos desafios que o setor deve enfrentar este ano nos diferentes ramos de atuação. O presidente das cooperativas Bom Jesus e Sicredi Planalto das Araucárias, diretor da Ocepar e coordenador nacional do Ramo Agropecuário na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Luiz Roberto Baggio, está projetando um ano muito bom para o segmento agropecuário. “A expectativa é de crescimento, impulsionado pelos investimentos. A maioria das cooperativas tem procurado acompanhar essa expansão, investindo, seja na agroindústria, seja na ampliação da armazenagem. É um crescimento que encontra ainda âncora no desenvolvimento agrícola, na agroindustrialização e no potencial do Estado. Nossos agricultores também têm utilizado tecnologias que proporcionam maiores produtividades e, com isso, um volume maior de produção circula pelas cooperativas. Há ainda o aumento na demanda mundial por alimentos devido ao incremento populacional pelo mundo afora, que também é uma âncora que puxa esse crescimento do setor agropecuário”, afirmou.

Economia nacional- Ainda de acordo com ele, do ponto de vista da economia nacional, a situação é um pouco mais preocupante. “As cooperativas estão muito bem, com uma boa gestão, e digo que isso preocupa por conta de um viés de alta inflacionária, portanto, puxando as taxas de juros para cima. Para quem investe bastante, quanto mais sobe a taxa de juros mais preocupante fica o cenário”, salientou. Apesar disso, ele mantém o otimismo. “De maneira geral, eu creio que 2014 será um ano bom, promissor, de excelente desempenho para o cooperativismo do Paraná e isso se deve em muito pelo seu profissionalismo e, eu diria também, pela coragem e muita vanguarda nos investimentos feitos em vários setores”, acrescentou.

Crédito – No cooperativismo de crédito, o cenário para este ano também se mostra favorável, com perspectiva de grande expansão. O Sicoob Paraná, por exemplo, inaugurou recentemente a sua 142ª agência e a meta é abrir mais 25 novos pontos de atendimento até o final do ano, sendo 10 em Curitiba. Além disso, há novidades também na oferta de novos produtos e serviços. “Nós fizemos um desenho, um replanejamento estratégico com visão até 2020, onde foram incorporados alguns desafios, principalmente na área rural, onde o Sicoob ainda não estava inserido. Nesse segmento, vamos atuar com um instrumento importante para os agricultores, o seguro rural. Ele será ofertado por meio da nossa seguradora, legitimamente paranaense, constituída no ano passado com a Sancor Seguros, que é uma cooperativa de seguros, e eu acho que isso será um grande diferencial para nossos produtores rurais”, afirmou o presidente do Sicoob Central Paraná e diretor da Ocepar, Marino Delgado.

Pequeno empresário - O Sicoob deve ainda focar o pequeno empresário e o varejo com mais intensidade nos próximos anos.  “A cooperativa ainda não tem corpo suficiente para atender os grandes empresários. Dessa forma, vamos atuar com os pequenos e procurar atender as nossas comunidades e os anseios dos nossos cooperados”, acrescentou Delgado.

Saúde – “Nós temos muita esperança de que 2014 vai ser um ano muito bom para as cooperativas de saúde”, afirmou o vice-presidente da Unimed Brasil e diretor da Ocepar, Orestes Barrozo Medeiros Pullin. “O cooperativismo de saúde está crescendo bem mais que os outros participantes da saúde suplementar. Essa é uma realidade que temos observado em quase todo o país, principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste”, destacou. Atualmente, o Sistema Unimed possui 1,5 milhão de beneficiários e 9 mil médicos cooperados no Paraná. Em todo o Brasil, são 20 mil beneficiários e 116 mil médicos cooperados.

Desafios – Segundo Pullin, devido a esse crescimento, o cooperativismo de crédito 2ago 03 04 2014tem três desafios a serem enfrentados, envolvendo questões gerenciais, a remodelagem do sistema e o modelo assistencial. “Em relação ao primeiro desafio, precisamos oferecer para todo esse conjunto de cooperativas, práticas de boa governança, práticas gerenciais adequadas, que as levem a melhorar a gestão. O outro desafio está focado na distribuição das cooperativas pelo Brasil e, nesse processo, nós temos trabalhado basicamente em duas linhas: incorporações de cooperativas e a transformação de cooperativas que são operadoras e planos de saúde em cooperativas prestadoras para operadoras de planos de saúde e temos obtido bastante sucesso nisso”, frisou.

Modelo assistencial– Quanto à mudança no modelo assistencial, Pullin disse que o Paraná tem avançado bastante nessa questão. “Nos países mais desenvolvidos, o modelo assistencial tem um foco muito grande no que chamamos de atenção primária. Aqui no país ainda há falta desses médicos que fazem atenção primária de qualidade como hoje é feito no exterior, principalmente na Europa. Por isso, nós estamos desenvolvendo esses profissionais, fornecendo qualificação para os médicos se reposicionarem no mercado. Nós já estamos com vários cooperados com cursos de atenção primária sendo feitos aqui Paraná e também começamos no Estado um projeto piloto, onde nós já implantamos tecnologia adequada, com profissionais de alta capacidade técnica já praticando atenção primária que, daqui a alguns anos, vão estar no mercado para atender a população em geral”, completou. 

 

FORMAÇÃO INTERNACIONAL: Lideranças conhecem processo de produção do queijo Parmigiano Reggiano

O processo de fabricação do queijo Parmigiano Reggiano, um dos produtos regionais da Itália mais conhecidos no mundo depois do presunto de Parma, pode ser conferido nesta quarta-feira (02/04) pelos 27 integrantes da quinta turma do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas, que está em missão de estudos na Europa. O grupo esteve no laticínio Nuova Martignana, localizado na região da Bologna. “Conhecemos desde o processo de mistura do leite até o armazenamento. São produzidas 104 unidades por dia, sendo que para fazer cada queijo são necessários 550 litros de leite. O produto final tem peso médio de 42 quilos, que deve ficar em repouso por, no mínimo, 12 meses. Mas, no galpão de armazenamento, vimos queijos fabricados desde 2005”, relatou o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, João Gogola Neto. Ainda de acordo com ele, ao final de 12 meses, cada peça vale algo em torno de 550 euros, mas o preço aumenta proporcionalmente com o tempo de envelhecimento do produto.

Progeo - Neste mesmo dia, os brasileiros estiveram no Progeo, grupo cooperativo que atua no setor de alimentação animal, constituído em 1992 por meio da fusão de três cooperativas e que atualmente possui 15 mil sócios. Eles foram recebidos pelo presidente Marco Piani. A ração responde por 70% da movimentação econômica e o volume chega a 410 mil toneladas por ano. Na parte de farinha, 90% dos grãos utilizados são originários de produção local e uma pequena parcela é adquirida de outros mercados. Ao todo, são produzidas 70 mil toneladas de farinha por ano, com 100% da produção livre de produtos transgênicos.

Capacidade de armazenagem- A capacidade de armazenagem é de 120 mil toneladas e a cooperativa só recebe produto de quem assina contrato e planta a matéria-prima com a qualidade solicitada por ela. “O faturamento total do grupo é de 338 bilhões de euros, com resultado de 3,2 milhões de euros. A Progeo não depende de recursos bancários por ser capitalizada com 38 milhões de euros de patrimônio líquido. A capitalização ocorreu por meio da destinação de resultados para o fundo de reserva. O capital representa 3 milhões de euros e isto se deve muito pela questão tributária, que não tributa o resultado destinado aos fundo indivisíveis”, afirma Gogola. A cooperativa também capta recursos dos sócios.

Banco Cooperativo- Em Parma, a quinta turma da Formação Internacional conheceu a Cassapadana - Banco de Crédito Cooperativo, onde foi recebida pelo responsável da filial local, Francesco Piovani. A cooperativa teve origem em três grandes fusões. Sem fins lucrativos, realiza suas atividades com mais de 50% de sócios, possui 472 funcionários e 65 filiais. Os empréstimos somam 1.645 milhões de euros e os depósitos 570 milhões de euros. “Neste momento de crise, o banco procura atender às necessidades de seus associados por meio de projetos específicos. A questão chave é tentar fazer uma rede para os sócios, tanto de pessoas físicas como de empresas, e ter atuação conjunta nestes projetos”, destacou o profissional do Sescoop/PR.

Programas sociais- Ele informou ainda que a Cassapadana investe ao em torno de 4 milhões  de euros em programas sociais com o intuito de que, no futuro, seja autossustentável. A cooperativa é composta por 11 mil associados e vê a China como uma grande oportunidade econômica, já que 95 % das empresas que oferecem serviços e produtos para aquele país são pequenas, seu público-alvo atualmente. “Inicialmente, o banco cooperativo pretende facilitar as relações comerciais e, no futuro, ter agências para operações de consultoria e não operações financeiras pois o estatuto não permite”, disse Gogola.

Roteiro – Nesta quinta-feira (03/04), o grupo de brasileiros passa por Ravenna e Pádova, onde visitam a Agritesa, que atua no setor de produção de frutas, e a planta industrial da Conserve Itália, que processa frutas e verduras. Eles iniciaram a missão à Europa na segunda-feira (31/03), por Roma. O grupo fica na Itália até o final de semana e depois segue para a Alemanha e Holanda. Entre os 27 integrantes da quinta turma do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas estão lideranças do cooperativismo paranaense que atuam nos ramos agropecuário e de crédito. O Sistema Ocepar está representado por João Gogola Neto e Devair Mem. Também fazem parte do grupo a gerente geral da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, e profissionais do Sebrae/PR.

Programa Internacional- O Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas é uma iniciativa do Sistema Ocepar em parceria com o Sebrae, que visa proporcionar uma visão internacional de negócios a lideranças das cooperativas paranaenses. Desde 2009, contempla a abertura de uma turma por ano, sendo que o quinto grupo iniciou a capacitação em julho de 2013. A formação é dividida em cinco módulos, com etapas que incluem atividades em Curitiba e Brasília, além de missões de estudo em países do continente europeu, norte-americano, sul-americano, asiático e da Oceania. No ano passado, a quinta turma esteve na Argentina.

{vsig}noticias/2014/04/02/formacao_internacional/{/vsig}

RAMO CRÉDITO: Seminário discute desafios do segmento no país

ramo credito 03 04 2014Cooperativas de crédito de todo o país, especialistas do setor e empresários são aguardados no Seminário de Lideranças do Cooperativismo Financeiro e Empresarial, que ocorre nesta quinta-feira (03/04), em Brasília (DF). O evento é realizado pelo Sebrae e pelo Bancoob, com apoio do Sistema OCB, que está representado por seu superintendente, Renato Nobile. O seminário tratará sobe casos bem-sucedidos e os desafios de atender a um maior número de pequenos negócios com portfólio de produtos e serviços para esses clientes, além de criar novos produtos destinados a esse público.

Experiências - Experiências de cooperativas do Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Paraíba, que participam do projeto Fomento a Boas Práticas, do Sebrae, serão apresentadas durante o seminário. O projeto desenvolvido há três anos pela instituição, que busca orientar as cooperativas para que ofereçam produtos e serviços adequados às necessidades das micro e pequenas empresas, já beneficia mais de 200 mil pequenos negócios.

Debates - A programação prevê ainda debates sobre temas como necessidades, desafios e perspectivas do cooperativismo de crédito. Haverá, também, três oficinas temáticas que contarão com a presença dos sistemas de Crédito Cooperativo (Sicredi) e OCB, Banco Central, Banco Mundial/IFC e Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID/Fomin). (Informe OCB)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Norte-americanos que visitaram o Brasil em janeiro fazem elogios à cooperativa

sicredi uniao 03 04 2014De volta às suas cidades, nos Estados Unidos, após uma visita no final de janeiro último a cooperativas de crédito no Brasil, um grupo de cooperativistas daquele país, ligados ao ramo crédito, produziu um relatório com muitos elogios ao trabalho realizado pela Sicredi União PR/SP. O documento chegou às mãos do superintendente de Desenvolvimento da Central Sicredi PR/SP, Maroan Tohmé, no último dia 27.

Integração - No conteúdo, redigido após recolher as impressões dos demais participantes, Hector Noriega, de Madison (Wisconsin), ressaltou a integração que a cooperativa sediada em Maringá (PR) mantém com a comunidade onde está inserida. “Ficamos todos muito impressionados”, disse Noriega, que foi acompanhado na viagem por sua esposa Elizabeth.

Outros pontos- Noriega destacou vários outros pontos, como a estrutura da Sicredi União PR/SP, a qualidade de suas instalações, os produtos e serviços que oferece e também o forte crescimento registrado ao longo de sua história de quase 30 anos. Fez questão de registrar também a receptividade de seus dirigentes e colaboradores.

Recepção - Na oportunidade, o grupo foi recebido pelo diretor-executivo Rogério Machado, o diretor Valter Silva e assessores. Eles assistiram a um audiovisual, participaram de palestra onde fizeram muitas perguntas, conheceram a Sureg, as unidades centro, Cerro Azul e Cocamar e acharam tempo, ainda, para visitar um dia de campo que estava sendo promovido pela Cocamar – parceira da cooperativa de crédito – em Floresta, próximo a Maringá. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

COCAMAR: Jovens e mulheres cooperativistas promovem reuniões

Mais de 70 jovens cooperativistas estiveram, na última terça-feira (01/04), em Maringá, na primeira reunião do Jovemcoop, que reúne cooperados, filhos e filhas de produtores associados à Cocamar.  Com idade entre 15 a 29 anos, eles vão se reunir mensalmente para cursos e palestras. O próximo evento, em data ainda a ser definida, será sobre a iniciação à administração rural. Os interessados podem entrar em contato com o gerente da sua unidade. “Queremos jovens espectadores que sejam protagonistas da história da Cocamar, formando novas lideranças”, afirmou a coordenadora de Relação com Cooperado da Cocamar, Cecília Adriana da Silva.

Participação fundamental- “A participação dos jovens tanto nos negócios da família quanto na Cocamar é fundamental para a continuidade de todo o trabalho realizado até agora”, ressalta Márcio Kloster, gerente de Negócios com os Produtores.

Conteúdo - O conteúdo da reunião contou com uma palestra motivacional a cargo do professor Amauri Crozariolli e a apresentação do curso de graduação em Mecanização em Agricultura de Precisão, único no mundo, oferecido pela Fatec – Faculdade de Tecnologia, em Pompéia, São Paulo. Com duração de três anos, mais um optativo para estágio, o curso é mantido gratuitamente pela Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia. As inscrições para o vestibular 2014 vão de 14/4 a 14/5 pelo site: vestibularfatec.com.br ou pelo telefone (14) 3452-1294/3452-1482.

Mulheres - Foi promovida na Casa da Cultura em Floresta, região de Maringá, também na última terça-feira (01/04), uma reunião regional com cerca de 70 participantes de núcleos femininos mantidos pela Cocamar. Além das cooperadas, esposas e filhas de produtores associados à unidade local, compareceram também representantes dos municípios vizinhos de Ivatuba e Doutor Camargo.

Palestra - O professor da UEL (Londrina), Marcos Cabrera, que é médico geriatra, fez uma palestra sobre como chegar bem e com saúde à velhice. “Para isso, cerca de 20% depende de genética, 20% de questões ambientais e 60% de estilo de vida, onde podemos interferir diretamente fazendo escolhas certas, o que, muitas vezes, significa optar pelo menos fácil para ter o melhor da vida”, afirmou. Por sua vez, o gerente de produção da unidade de Floresta, Frederico João Altrão, fez uma abordagem sobre o funcionamento e possíveis tendências do mercado agrícola.

Núcleos - A cooperativa conta com 25 núcleos e mais de 570 participantes. São realizados cursos, palestras, encontros e eventos que têm a finalidade de envolver mais as mulheres na administração da propriedade, ao lado dos maridos, segundo explicou o gerente de Negócios com os Produtores, Márcio Kloster.  (Imprensa Cocamar)

COPAGRIL: 10ª edição de evento esportivo deve reunir três mil participantes

Com o intuito de promover o bem-estar e, principalmente, a integração entre associados, familiares e funcionários, a Copagril realiza, a cada dois anos, a Copa Copagril. Neste ano, o evento chega a sua 10ª edição, que será no próximo sábado (05/04), na Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), em Marechal Cândido Rondon, durante toda a manhã e a tarde. Com a expectativa de reunir cerca de 3 mil pessoas, entre associados, familiares, funcionários e convidados, a comissão organizadora promete um evento para ficar na história da cooperativa, com premiações, distribuição de brindes, sorteio de prêmios e diversas atratividades.

Encontro - “É um dia estipulado para promover o encontro entre associados de toda a área de ação da Copagril, no Paraná e no Mato Grosso do Sul, e incentivar a prática esportiva, essencial para a saúde e o bem-estar das pessoas”, declarou o diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla.

Divisão - As competições são divididas em 16 modalidades coletivas e individuais e podem participar associados e dependentes de até 21 anos ou que trabalhem em regime familiar. Há modalidades que exigem mais fisicamente, como o futebol, e outras que exigem mais do raciocínio, como os jogos de mesa. Em cada uma, haverá premiação para os dois primeiros colocados, com camisetas exclusivas.

Por região - Os cerca de 1300 atletas/associados inscritos são unidos por regiões geográficas. Por exemplo, os de Porto Mendes se uniram aos de Iguiporã para formar uma equipe. Ao todo, são nove agrupamentos que competirão entre si: 1 Sede; 2 Novo Horizonte, Novo Três Passos e Nova Santa Rosa; 3 Margarida e São Roque; 4 Quatro Pontes; 5 Iguiporã e Porto Mendes; 6 Mercedes; 7 Guaíra e Mato Grosso do Sul; 8 Entre Rios e Pato Bragado; 9 São José, São Clemente e Sub-sede.

Programação - A abertura da Copa Copagril 2014 será pontualmente às 9 horas, com a presença de autoridades convidadas e da diretoria executiva da Copagril. As competições começam logo em seguida, às 9h30, e estão programadas para encerrar até às 17 horas. Ao meio dia, será servido almoço. Os associados participantes podem adquirir fichas nas unidades da Copagril até sexta-feira (04/04), ao meio dia. É necessário levar pratos e talheres.

Modalidades - As modalidades da Copa Copagril são: Futebol Suíço Novos / Futebol Suíço Seniores / Bolãozinho Feminino / Canastra Feminino / Canastra Masculino / Vôlei Misto de Quadra / Vôlei Misto Gigante / Bocha Masculino / Bocha 48 Masculino / Tiro ao Alvo Livre / Bilhar/Sinuca Masculino / Truco Livre / Bolão Masculino / Bolão Feminino / Tênis de Mesa Masculino e Tênis de Mesa Feminino. (Imprensa Copagril)

{vsig}noticias/2014/04/03/copagril/{/vsig}

COAMO: Gallassini é cidadão honorário goioerense

O engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa é o mais novo Cidadão Honorário do município de Goioerê. A honraria foi entregue, na noite desta quarta-feira (02/04), em sessão solene da Câmara Municipal presidida pelo vereador Walter Fernandes Martins, e prestigiada por autoridades, lideranças empresariais locais e regionais, e associados da Coamo. Para o vereador Ibrain Andrade Correa, que ao lado de Walter Fernandes Martins, foi autor da proposição aprovada por unanimidade pelo Poder Legilslativo, “a concessão da mais alta honraria do Município ao Dr. Gallassini não é mais um título, mas sim o título de Cidadão Honorário de Goioerê,como reconhecimento pelos seus trabalhos na nossa comunidade.”

Iniciativa - O prefeito de Goioerê, Beto Costa elogia a iniciativa dos vereadores e destaca entre os motivos da honraria a visão e o espírito empreendedor de Gallassini. “Para nós goioerenses trata-se de uma homenagem, justa e merecida ao Dr. Aroldo que pensou em toda a comunidade e está trazendo benefícios com geração de empregos, renda e progresso. Ele é um visionário e recebe com méritos esta homenagem. Nós adotamos e temos orgulho da cooperativa Coamo, como prefeito de Goioerê sinto um grande orgulho em participar desta noite histórica.”

Relevância – “Este título é de extrema relevância para mim, o recebo com grande emoção. Desde a minha formação acadêmica, tenho gosto pelas coisas da agricultura e pude colocar todo meu conhecimento, ideal e crença na filosofia cooperativista, com a fundação da Coamo em 1970.”

{vsig}noticias/2014/04/03/coamo/{/vsig}

Solução - Após o recebimento da honraria, Gallassini lembrou que na sua trajetória de vida viu muitas cooperativas sendo incorporadas, mas a situação ocorrida com a Coagel foi revestida de uma particularidade ímpar. “A incorporação da Coagel pela Coamo não aconteceu simplesmente por interesses econômicos, mas sim para que o sistema cooperativista não viesse a ser responsável por problemas sociais para o Município e nem econômicos para os produtores rurais”, explica.

Ações sociais- O presidente da Coamo lembra que desde as tratativas e ações realizadas para solucionar os problemas da Coagel, os goioerenses através de seus representantes reconheceram a importância do processo de incorporação pela Coamo. “Eles sabiam o que representaria a liquidação de uma cooperativa de muitos anos na região, provocando a perda de mais de 350 empregos diretos, problemas judiciais para um grande número de produtores rurais, a paralisação das atividades industriais e a ausência de arrecadação de tributos e taxas para o Município. Mas com a graças a Deus e o apoio de todos foi possível a incorporação.”

Investimentos - Desde a sua chegada em maio de 2009 em Goioerê, a Coamo vem investindo na modernização da área de recebimento de produtos e na fiação de algodão, e também na estrutura para a melhoria dos serviços aos seus associados. “Foram aplicados mais de R$ 20 milhões e algumas obras estão em andamento. Implantamos em Goioerê um cooperativismo de resultado que tem dado certo e respeita cada um dos 221 associados com tratamento igualitário, sem paternalismo e sem privilégios de grupos ou pessoas.”

Partilha - “Agradeço ao povo de Goioerê, meus concidadãos, com a grata honra de compartilhar de sua cidadania. Honrarei o título que me concedem e com nossa união nos tornaremos cada vez mais fortes e pujantes” conclui Gallassini, orgulhoso da performance da Coamo que em 43 anos sempre cresceu sem nunca ter passado por crises econômico-financeiras ou administrativas. (Imprensa Coamo)

 

EXPEDIÇÃO SAFRA: Após Sul e Sudeste, nova fronteira agrícola confirma quebra climática

expedicao safra 03 04 2014A nova fronteira agrícola do Brasil (Centro-Norte) supera com folga a safra do ano passado - quando enfrentou quebra histórica -, mas não vai lançar no mercado volume de grão capaz de elevar as estimativas da produção nacional de soja e milho. Os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que compõem o MaToPiBa, enfrentaram chuvas irregulares e calor excessivo e, a exemplo das regiões Sul e Sudeste do país, deixam para trás a expectativa de colheita recorde, apurou a Expedição Safra, em viagem de 6 mil quilômetros.

Comparação - Na comparação com a colheita do ano passado, a produção de soja sobe 26% e a do milho avança 40%, para 8,92 milhões e 4,75 milhões de toneladas. Mas em relação ao potencial estimado no plantio desta temporada, em novembro, houve recuo de 5% na oleaginosa e de 6% no cereal.

Esperança - Após a confirmação de quebra climática na safra de verão das regiões Sul e Sudeste do Brasil, havia a esperança de que a nova fronteira do MaToPiBa colhesse acima do esperado, equilibrando os resultados do país. Entretanto, a colheita está chegando à metade da área plantada e os produtores e técnicos da região atestam que o ano é de quebra climática.

Soja - Estão sendo retirados dos campos 447 mil toneladas de soja a menos do que o projetado ao final do plantio, em novembro passado. Os veranicos atingiram o MaToPiBa entre dezembro e fevereiro. Os estados mais afetados pelo clima irregular foram a Bahia e o Piauí, ambos com produtividade média de 2,75 toneladas de soja por hectare, segundo números da Expedição Safra.

Quebra maior- A quebra mais severa foi a baiana, onde o clima consumiu 268 mil toneladas de soja, quase o dobro das 144 mil toneladas perdidas no Piauí. O Maranhão (com 2,9 toneladas de soja por hectare) teve perdas consideradas pequenas, e o Tocantins rendeu acima do esperado (alcançando 3,1 t/ha).

Milho - As perdas nas lavouras de milho somam 283 mil toneladas – 200 mil concentradas na Bahia e 60 mil no Piauí. Maranhão perdeu 40 mil toneladas e Tocantins está confirmando as previsões lançadas na época do plantio. Por outro lado, a região reassume sua importância na safra nacional. Na comparação com a safra 2012/13, registra aumento na produção, de 1,85 milhão de toneladas de soja e de 1,37 milhão de toneladas de milho. Com esse acréscimo, está produzindo 10% da soja e 14% do milho de verão do país.

Redução confirmada- Os números no MaToPiba confirmam redução nas estimativas da safra nacional. De acordo com projeções da Expedição Safra, o Brasil está colhendo perto de 88 milhões de toneladas de soja e 34 milhões de toneladas do cereal. Esses indicadores devem ser confirmados dentro de uma semana.

Valorização - As perdas menos expressivas do que em 2012/13 não foram a única boa notícia para os produtores do Centro-Norte neste ano: o preço das commodities também subiu. A saca de 60 quilos de soja, que valia menos de R$ 50 há 12 meses, hoje é vendida a cerca de R$ 60. O valor do milho, por sua vez, segue por volta de R$ 30, cotação semelhante à do ano passado. Segundo a consultoria INTL FCStone, que acompanhou a equipe da Expedição no MaToPiBa, a tendência no curto prazo é que os grãos continuem valorizados. Os baixos estoques nos Estados Unidos favorecem esse quadro.

Sobre a Expedição Safra - Desenvolvida pelo Agronegócio Gazeta do Povo, do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom), a Expedição Safra está na estrada desde o ciclo 2006/07. O projeto consiste em um levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos da América do Sul à América do Norte. A sondagem periódica ocorre em 14 estados brasileiros, mais as regiões produtoras dos Estados Unidos, Paraguai e Argentina. Para ampliar a discussão de mercado, nas últimas duas safras os técnicos e jornalistas estenderam o trabalho de campo com incursões à Europa (Alemanha, Holanda, Bélgica e França), China e Índia. Na temporada 2013/14, desembarcam na África. Mais informações: www.expedicaosafra.com.br. (Gazeta do Povo)

 

MAPA: Atualizadas as regras para trânsito de produtos de origem animal

mapa 03 04 2014O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está modernizando os procedimentos de controle do trânsito, dentro do país, de produtos de origem animal produzidos em estabelecimentos inspecionados pelo Serviço de Inspeção Federal. Os novos modelos de Certificado Sanitário Nacional (CSN) e Guia de Trânsito (GT) serão emitidos eletronicamente pelo Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (Sigsif).

Modelos oficiais- O estabelecimento dos modelos oficiais e procedimentos para transporte nacional de produtos de origem animal foram elaborados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária (Dipoa/SDA) do Mapa. A publicação no Diário Oficial da União (DOU) ocorreu nesta quarta-feira (02/04) por meio da Instrução Normativa nº 10.

Procedimentos simplificados- Com a informatização do processo, além da harmonização e maior segurança para a fiscalização, serão simplificados os procedimentos de emissão do CSN e GT, abolindo a utilização dos atuais formulários contínuos. “Isso garantirá maior transparência, pois serão mantidos os registros de certificação, que poderão ser verificados via remota, durante supervisões, auditorias ou missões estrangeiras”, explica o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Rodrigo Figueiredo.

Rastreabilidade - O novo procedimento permitirá também a rastreabilidade dos produtos de origem animal certificados, além do atendimento a demandas específicas no controle da cadeia produtiva e dos requisitos de países importadores. (Mapa)

 

CONGRESSO NACIONAL: Máquinas agrícolas ficam isentas de licenciamento

congresso nacional 03 04 2014Tratores e demais máquinas agrícolas poderão ser desobrigados do registro e licenciamento anuais nos departamentos estaduais de trânsito, prevê o PLC 57/2013, aprovado nesta quarta-feira (02/04), em decisão terminativa, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O projeto poderá seguir diretamente para sanção, caso não haja recurso para votação no Plenário do Senado em um prazo de cinco dias, segundo informou a Agência Senado e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Importância - Na análise do mérito, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), a relatora Ana Amélia (PP/RS) considerou a proposta de grande importância para a agricultura nacional. Segundo ela, a dispensa de registro e licenciamento de máquinas agrícolas e veículos automotores destinados a executar trabalhos agrícolas representará uma redução de custos e de procedimentos burocráticos, com significativa contribuição para o aumento da competitividade do agronegócio brasileiro.

Discussão - As discussões sobre o tema vêm se arrastando desde 1997, quando o licenciamento se tornou regra, com a aprovação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O setor produtivo estima que as despesas com licenciamento, emplacamento, seguro obrigatório e a compra de outros itens de segurança, como cinto de segurança e extintores, correspondem a 3% do valor de cada máquina. 

Levantamento - Levantamento técnico feito pela área técnica da CNA mostra que, dependendo do Estado, o produtor rural teria despesas adicionais com o emplacamento de máquinas e veículos entre R$ 360 e R$ 560. A entidade considera que a exigência do emplacamento é meramente arrecadatória porque as máquinas agrícolas permanecem 98% do tempo dentro das propriedades rurais. As informações são da Agência Senado e da CNA. (Valor Econômico)

 

PATRULHA DO CAMPO: Projeto já beneficiou mais de 20 mil propriedades rurais

O projeto Patrulha do Campo, realizado pelo Governo do Estado em parceria com consórcios municipais, revitalizou mais de 1,8 mil quilômetros de estradas rurais do Paraná, beneficiando 20,3 mil propriedades. Cerca de 128 mil pequenos agricultores tiveram um salto na qualidade de vida com o programa, que permite escoar com mais agilidade e segurança os produtos da agricultura familiar paranaense e traz diversos benefícios a quem vive no campo.

Facilidade - Há 23 anos produzindo hortifrutigranjeiros em Doutor Ulysses, no Vale do Ribeira, o produtor rural Joaquim da Rosa afirma que ficou muito mais fácil vender sua produção com as melhorias nas estradas. “Nós tínhamos que puxar os produtos de trator até a rodovia, porque seis anos atrás não chegava caminhão até as propriedades. Agora, com a estrada boa, os caminhões trucados saem daqui carregados de hortifrutigranjeiros”, ressalta.

Melhoria - A melhoria também foi observada pelo agricultor Deolindo Pereira da Costa, do município de Ortigueira, nos Campos Gerais. “Quando vi esse maquinário percebi que nosso progresso estaria vindo com ele. A gente agora pode passear, sair de casa sem prejuízos com os carros. Também é bom para criação de gado, plantação e turismo, que com a melhoria da estrada já aumentou muito”, diz.

Abrangência - Lançado no primeiro semestre do ano passado, os serviços da Patrulha do Campo já chegaram a 202 municípios, reunidos em 26 consórcios. As 30 patrulhas entregues contam com um conjunto com 13 equipamentos rodoviários usados na readequação. Além do escoamento da safra, o programa também garante o acesso da população rural a serviços como saúde, educação e de compras fora da propriedade.

Dinâmica diferente- “A dinâmica das patrulhas é totalmente diferente do que acontecia até então, quando os municípios ficavam responsáveis sozinhos pela adequação das estradas. O que se vê agora é uma modernização da gestão, contemplando ações em parceria e uma proposta voltada para a sustentabilidade”, destaca o coordenador estadual do Patrulha do Campo, Jair Vedruscolo. Ele explica que os consórcios intermunicipais são organizados pelo governo estadual, que também capacita os técnicos e operadores e fica responsável pelo projeto técnico de revitalização.

Municípios – Com estradas melhores escoando a produção agrícola, os municípios já analisam ampliar sua economia. “As melhorias trazem muitos benefícios à nossa região, que conta com forte produção de soja, milho, trigo e leite. Também abrem horizontes para a indústria. Temos matéria-prima para indústria cerâmica, por exemplo, que pode ser aproveitada com a nova estrada”, afirma o prefeito de Congonhinhas, José Olegário Lopes.

Exemplo - O projeto de readequação tem servido também como exemplo para os gestores municipais, que passaram a usar a metodologia das patrulhas nas obras de melhorias das estradas. “Nós já estamos levando este modelo de projeto para Serra Pelada, em outra localidade do município. A durabilidade é melhor e teremos menos despesas”, explica o secretário de Obras de Ortigueira, Osvaldo Covaleski.

Transporte escolar– Outra preocupação do Governo do Estado ao revitalizar as estradas rurais é garantir a educação dos estudantes que vivem no campo. Antes das reformas feitas pelas Patrulhas do Campo, muitos estudantes faltavam às aulas em dias de chuva por causa dos atoleiros. Desde o início do programa, mais de 18 mil estudantes da zona rural foram beneficiados.

Doutor Ulysses- Em Doutor Ulysses, a diretora do Colégio Estadual do Campo Salto Grande do Turvo, Gizeli de Cássia Schnell, observa que quase mais nenhum aluno falta às aulas por problemas no transporte escolar. "Em nossa escola, a grande maioria dos alunos vem do meio rural e depende de transporte escolar. Podemos considerar que ficou um marco entre antes e depois da renovação da estrada. Hoje, o número de faltas por causa do transporte é praticamente zero", confirma.

Cruzeiro do Iguaçu– Cruzeiro do Sul está em obras. Diversas estradas do interior estão sendo readequadas com as máquinas da Patrulha do Campo do Consórcio Pró-Caxias. Além disso, um trecho de 10 quilômetros está ganhando calçamento com pedras irregulares na área rural do município. Em São Jorge, 31 quilômetros readequados - Antes da patrulha ir para Cruzeiro do Iguaçu estava em São Jorge D’Oeste, onde foi feito o trabalho de readequação de 31 quilômetros de estradas rurais. (Agência de Notícias do Paraná)

INSUMOS: Melhorias na importação de fertilizantes

insumos 03 04 2014As misturadoras de fertilizantes que atuam no Brasil pagaram menos demurrage (multa pela sobre-estadia de navios) nos portos de Paranaguá e Antonina em 2013 do que nos dois anos anteriores. Cerca de 70% da demanda doméstica total por adubos é atendida por importações. Os dois portos paranaenses são a porta de entrada de pouco mais de 40% dos insumos que vêm de fora e que, misturados em diferentes formulações, são transformados nos adubos comprados pelos produtores rurais.

Soma - Conforme levantamento realizado pelo Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos), que representa 25 empresas, esses pagamentos somaram US$ 89,6 milhões no ano passado, quase 23% menos que em 2012 (US$ 115,8 milhões), apesar de o volume importado ter aumentado 3% na mesma comparação, para aproximadamente 9,1 milhões de toneladas.

Outros fatores- Mesmo que o volume não seja o único fator da equação que resulta na demurrage paga, - clima, problemas de infraestrutura e o próprio fluxo de exportações de produtos agrícolas também interferem na conta-, a queda do valor pago em um ano de movimento maior pode ser considerada uma boa notícia, até porque o peso da multa normalmente é repassado pelas misturadoras aos produtos finais.

Esforço conjunto- De acordo com José Carlos de Godoi, presidente do Sindiadubos, a redução observada se deve a um esforço conjunto da autoridade portuária e das empresas do segmento. Houve melhorias particularmente em Paranaguá, ao mesmo tempo em que as companhias também conseguiram organizar melhor seus processos de recebimento. Reuniões trimestrais têm sido realizadas para tentar tornar mais eficiente o desembarque dos insumos.

Agilidade - Em Paranaguá, onde as melhorias promovidas no corredor de exportação de grãos tiveram mais destaque, a estrutura usada pelos importadores de matérias-primas para a produção de fertilizantes ganhou agilidade. Luiz Henrique Dividino, superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), afirmou que, enquanto não há arrendamentos de mais terminais - um processo que depende da nova legislação do setor -, a saída encontrada foi adotar um conjunto de ações para elevar a produtividade.

Sistema informatizado- Entre essas ações, Dividino destacou o fim da inserção manual de dados, substituída por um sistema informatizado, e o monitoramento de todas as operações em tempo real. Essas ferramentas começaram a ser implementadas em 2012 e entraram em operação entre setembro e o outubro do ano passado. Foram investidos cerca de R$ 1,5 milhão em equipamentos e softwares para esse controle.

Portões de acesso- Os portões de acesso ao porto de Paranaguá também estão sendo reformados e o número de balanças em cada um deles será incrementado. Também foi implantada, em 2013, uma estrutura formada por correias que interligam os descarregamentos de fertilizantes e os direcionam a um "silo pulmão" com capacidade para armazenar até 32 mil toneladas de insumos.

Desconfiança - Até agora, essas melhorias têm evitado problemas significativos também neste ano, quando o volume de importações de fertilizantes intermediários nos portos paranaenses deverá superar 10 milhões de toneladas. Mas, no segmento, ainda há muita desconfiança em relação ao alcance das melhorias promovidas e ninguém descarta que as filas de navios - e os pagamentos de demurrage - voltem a aumentar.

Filas - Uma fonte observa, ainda, que ainda houve muitas filas em 2013 e é preciso investir mais. Nesse contexto, o fato de as multas pela sobre-estadia de navios à espera de vaga para desembarcar os insumos ainda se aproximarem de US$ 90 milhões é, por si só, preocupante. O montante total pago no ano passado foi o quarto maior desde 2005 e está muito distante do melhor resultado dessa série, registrado em 2009 (US$ 9,3 milhões, como mostra o gráfico acima). (Valor Econômico)

 

FAO: Agência aponta forte alta de preços de alimentos em março

A Agência da ONU para Agricultura e Alimentos (FAO) anunciou nesta quinta-feira (03/04) que seu índice de preços de alimentos registrou em março uma forte alta de 4,8 pontos, equivalente a 2,3%, alcançando o mais alto nível desde maio de 2013. Segundo a FAO, os custos de alimentos têm sido influenciados por condições meteorológicas desfavoráveis nos Estados Unidos e no Brasil, e também por tensões geopolíticas no mar do Norte, com a anexação da Crimeia pela Rússia. O índice, que mede a variação mensal da cotação internacional de uma cesta de alimentos, registrou em março alta em todos os grupos de produtos, com exceção dos lácteos.

Choques - Enquanto os preços sobem no mercado internacional, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta quarta-feira (02/04) que a inflação tem sido de alvo de choques, como o de alguns preços de alimentos, que são localizados, mas que está tudo sob controle.

Reflexos - O economista-chefe da FAO, Abdolreza Abbasian, disse em comunicado que “o índice de preços alimentares reflete as tendências de março”, para assinalar que alguns riscos já foram reduzidos. Diminuíram, por exemplo, os temores sobre uma interrupção da entrega de cereais da Ucrânia, em meio ao conflito com a Rússia. Para o economista, “os mercados já começaram a dissipar os efeitos negativos que as conjunturas econômicas internas difíceis poderiam ter sobre as colheitas de 2014”.

Média - O índice da FAO alcançou em março a média de 212,8 pontos, o maior nível em quase um ano. No caso do índice de preços de cereais, a alta foi de 10 pontos em relação a fevereiro. Segundo a FAO, as cotações de milho aumentaram, com os importadores acelerando compras diante dos problemas climáticos nos EUA e no Brasil e de tensões no mar do Norte.

Carnes - No caso de carnes, o índice de preços subiu 2,7 pontos, chegando a 185 pontos. Também o custo da carne de porco aumentou, influenciado por uma epidemia de diarreia nos porcos nos EUA, o que poderia afetar as exportações do país.

Açúcar - O índice do preço internacional de açúcar foi o que aumentou mais, 18,5 pontos em março e agora ficando em 253,9 pontos. Isso reflete a inquietação do mercado com a baixa de estoque do Brasil e da Tailândia, por causa da seca e da produção menor de cana de açúcar.

El Niño- Segundo a FAO, o impacto potencial do fenômeno El Niño, esperado para este ano, também forçou a subida de preço do açúcar. A previsão oficial, da US National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), é de 52% de probabilidade do El Niño neste ano. Frequentemente, o fenômeno é associado, mas não sempre, a chuvas acima do normal em regiões agrícolas na América do Sul e nos EUA, beneficiando potencialmente milho, soja e trigo. E chuvas abaixo do normal em partes da Ásia, sudeste da África e a Austrália, podendo afetar a produção de arroz, trigo e milho.

Óleos - O índice de preço de óleos alcançou seu mais alto nível em 18 meses. A alta foi de 7 pontos, chegando a 204,8 pontos. O fator principal foi a elevação do custo do óleo de palma, no rastro da seca prolongada no Sudeste Asiático.

Lácteos - A exceção foi o índice de produtos lácteos, com recuo de 6,9 pontos em março, ficando em 268,5 pontos. É resultado de queda nas importações da China e incertezas sobre o comércio com a Rússia. Além disso, a forte produção na Nova Zelândia e no Hemisfério Norte afetou os preços. (Valor Econômico)

JUROS: Copom eleva Selic para 11% ao ano, maior nível desde janeiro de 2011

juros 03 04 2014Pela nona vez seguida, o Banco Central (BC) reajustou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 11% ao ano. É o maior nível desde janeiro de 2011, época em que a presidenta Dilma Rousseff tomou posse, quando a taxa estava em 10,75% ao ano.

Ciclo - Em agosto daquele ano, a taxa passou a ser reduzida sucessivamente pelo Copom até atingir 7,25% ao ano em outubro de 2012, o menor valor da história. A Selic foi mantida nesse patamar até abril de 2013, quando o Copom iniciou um novo ciclo de alta nos juros básicos para conter a inflação.

Inflação - A taxa Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. De acordo com o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação corresponde a 4,5% (centro da meta), com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, podendo variar entre 2,5% (piso da meta) e 6,5% (teto da meta).

Acumulado - Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumulado em 12 meses estava em 5,68% até fevereiro, alta em relação aos 5,59% acumulados até janeiro. Mesmo assim, o índice acumulado desacelerou na comparação com junho, quando chegou a 6,7% e superou o teto da meta de inflação do governo. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, o IPCA encerrará 2014 em 6,3%. A estimativa foi elevada pela quarta semana seguida.

Reaquecimento - Por outro lado, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia, que cresceu 2,3% no ano passado e ainda está sob o efeito de estímulos do governo, como desonerações e crédito barato. De acordo com o Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 1,69% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014.

Negociações - A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la, o Banco Central contém o excesso de demanda, que se reflete no aumento de preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação. (Agência Brasil)

 

info abr selic mod

 

ENERGIA ELÉTRICA: Reajuste em 2015 será um pouco maior que o esperado

energia eletrica 03 04 2014O consumidor deve preparar o bolso: o reajuste da tarifa de energia elétrica previsto para 2015 deverá ser 'um pouquinho' maior do que o esperado. Isso ocorrerá em razão do custo da energia, que subiu no país devido à estiagem de 2013 e deste ano. A informação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participou do programa Bom Dia, Ministro produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Chuvas escassas- “Deveremos ter, sim, algum reajuste maior. O custo no Brasil todo subiu por causa do regime de chuvas, chuvas escassas. [Este problema] vai passar para o consumidor um pouco do aumento da energia elétrica em 2015”, disse. Disse porém que o governo federal está minimizando o problema ao transferir R$ 4 bilhões para compensar parte do aumento do reajuste, na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Compartilhamento- “O reajuste irá ocorrer, mas será um pouquinho maior, mas não será tão maior. Não vai incorporar todo aumento que seria devido porque o governo federal está, digamos, compartilhando o aumento de custo com o consumidor”, disse.

Impacto - Sobre o impacto desse reajuste e dos demais reajustes na inflação e sobre a elevação da carga tributária, Mantega disse que o governo tem, na verdade, diminuído impostos. Segundo ele, pontualmente alguns tributos sobem, mas a maioria foi reduzida. “O consumidor, hoje, paga menos impostos. Na cesta básica, por exemplo, o consumidor paga muito menos imposto do que pagava no passado. É claro que isso não impede que em alguns momentos o preço dos produtos subam por causa da sazonalidade [eventos típicos em determinados períodos do ano, como o período de seca]”.

Entressafra - Como exemplo de sazonalidade, ele citou a entressafra, com menor produção do leite e da carne. Segundo ele, no final, a entressafra eleva o preço dos produtos. Os preços porém voltam ao normal, depois, em situações mais favoráveis. “O importante é que a média de preços não ultrapasse um determinado patamar, que está em 5,5% , 5,7%. E mais: que o salário do brasileiro esteja crescendo acima desse patamar, o que está ocorrendo há muito tempo. Algumas categorias tiveram o salário duplicado, como por exemplo, na construção civil. Quem ganhava um salário mínimo, hoje ganha dois ou três”, disse. Para Mantega, mesmo que haja inflação, o importante é que o poder de compra da população cresça mais do que os índices de preços.

Estratégica - O ministro defendeu ainda a estratégia da política econômica do governo. Na avaliação dele, essa linha política permitiu ao Brasil enfrentar as turbulências internacionais, iniciados em 2008, e que ainda impactam a economia mundial. “Entre 2008 e 2013, a economia brasileira cresceu 3% em média. Está muito bom. Foi muito mais que as economias do G20 [reúne as 20 maiores economias do planeta]. Significa que foi adequada. Podemos ter cometido um ou outro erro, sem dúvida devemos ter cometido: o número de acertos porém foi muito melhor”. E acrescentou: “Eu não mudaria a estratégia básica da política econômica”.

Nível de atividade- O ministro também disse que o governo procurou manter o nível de atividade, impedindo que a indústria fosse destruída pela concorrência. E voltou a ressaltar o desempenho da agricultura, que obteve números recordes de produção. Disse que o Brasil passará por uma expansão econômica, que ocorrerá com a superação da crise.

Superávit primário- No campo fiscal, o ministro reforçou a convicção de que a meta de superávit primário [economia para o pagamento de juros] deste ano será mantida em 1,9% em proporção do Produto Interno Bruto (PIB), como foi estabelecido no mês passado, permitindo a redução endividamento líquido do Brasil. (Agência Brasil)

 


Versão para impressão


Expocoop 2014

Assessoria de Imprensa do Sistema Ocepar - Tel: (41) 3200-1150 / e-mail: imprensa@ocepar.org.br