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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3318 | 09 de Abril de 2014

SESCOOP/PR: Conselheiros do Sicredi participam do segundo módulo do Programa de Certificação

Cooperativismo, autogestão e direito cooperativo são os temas abordados no segundo módulo do Programa de Certificação de Conselheiros que está sendo realizado nesta semana nas cooperativas de crédito vinculadas ao Sicredi. Na segunda-feira (07/04), foram capacitados os participantes da Sicredi Vanguarda, em Medianeira. Nesta quarta-feira (09/04), o segundo módulo acontece na Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP, em Palotina. Na próxima segunda-feira (14/04), será a vez dos conselheiros da Sicredi União PR/SP, de Maringá. Os conteúdos estão sendo repassados por Leonardo Boesche, gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR; Alfredo Benedito Kugeratski Souza, analista técnico especializado; Allan Ruschmann, assessor jurídico do Sescoop/PR, e Paulo Roberto Störbel, coordenador jurídico da Ocepar.

Programa - Lançado em 2013, o Programa de Certificação busca aprimorar e desenvolver competências, visando uma maior efetividade no desempenho da função dos conselheiros. No ano passado, uma turma do Sicoob Central com 45 participantes concluiu o curso, e outra foi aberta na Cooperativa Copagril, com 38 conselheiros. A meta deste ano é formar turmas em 15 cooperativas paranaenses. No mês de março, cinco novas turmas foram abertas, com conselheiros que atuam nas cooperativas vinculadas ao Sicredi.

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FORMAÇÃO INTERNACIONAL: Brasileiros visitam cooperativas alemãs de leite e de crédito

As cooperativas alemãs de leite Frieslandcampina GmbH, sediada na cidade de Führung, e  de crédito e poupança Bausparkasse  Schwäbisch Hall, que funciona em Schawäbisch, foram visitadas nesta terça-feira (08/04) pela quinta turma do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes. O grupo esteve na maior planta industrial da Frieslandcampina GmbH que produziu, em 2013, 1,1 bilhão em produtos em uma área de 160 mil metros quadrados. Os brasileiros conheceram as 17 linhas de produtos. A cooperativa processa 450 mil litros de leite por dia com apenas 245 funcionários pois a indústria é toda automatizada. A linha de flan, por exemplo, produz 58 mil unidades por hora com apenas um funcionário. Já na área administrativa são 600 funcionários.

Novos produtos- A Frieslandcampina GmbH possui 20 mil associados. No ano passado, faturou um bilhão de euros. As receitas do grupo internacional chegaram a três bilhões de euros. A cooperativa exporta 30% de sua produção, inclusive para países fora da Europa, como Estados Unidos, China e Indonésia. Ela mantém ainda um campus de pesquisa em uma universidade da Holanda, com 350 pessoas que só trabalham com a aceitação e desenvolvimento de novos produtos. Na planta industrial visitada pela quinta turma da formação internacional são produzidos 270 produtos e lançados, em média, 30 novos itens por ano.

Qualidade– Lá, eles contam com 650 produtores entregando leite, mas também é recebida matéria-prima de terceiros. A produtividade média do rebanho é de 30 litros dia e cada produtor entrega em torno de 2.400 litros diariamente. Os pecuaristas são estimulados a aderir ao programa “Amor pelo campo”, em que cada um pode ter, no máximo, 80 animais e deve seguir um rigoroso critério de qualidade animal para a produção do leite Premium da cooperativa. Mas as exigências são recompensadas por uma remuneração melhor, pois o produtor que faz parte do programa recebe 0,41 centavos de euro pelo litro.

Crédito – Já a Bausparkasse  Schwäbisch Hall é  uma empresa do tipo sociedade anônima de propriedade das cooperativas de crédito e operam com 3.500 funcionários e mais de 4.000 agentes na Alemanha e mais sete mil em toda Europa. Ela oferece um produto especial para aquisição de casa própria, considerado pelos alemães um algo muito simples pois cada pessoa reserva uma parcela do salário, junta em um grande caixa e, em sete a oito anos, acumula dinheiro suficiente para que cada um do grupo tenha recursos suficientes para acessar o crédito imobiliário.

Números – Fundada em 1931, a cooperativa possui 7,3 milhões de clientes, 8,1 milhões de contrato e conta com 32% de mercado. Os financiamentos imobiliários são da ordem de 12,7 bilhões de euros. Ela opera com aproximadamente 1.100 bancos cooperativos que, juntos, somam mais de 13.200 filiais, 17,3 mil membros, 30 milhões de clientes e mais de 190 mil funcionários. “O sucesso da empresa aconteceu após a guerra dos anos 50 e, entre os anos 50 e 60, bateu recorde habitacional em imóveis. Nos anos 90, houve o boom mo saneamento dos imóveis e de eficiência energética desde o ano 2000. Metade das famílias alemãs tem um contrato com a cooperativa, seja na aquisição, reforma de imóvel ou previdência”, conta o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, João Gogola Neto. Ele lembra ainda que a Bausparkasse  Schwäbisch Hall está iniciando suas operações na América do Sul, com presença no Chile.

Roteiro – Nesta quarta-feira (09/04), o grupo de brasileiros visita outra cooperativa de crédito e uma de produção de carnes, na cidade próxima à Hamm. Eles ficam na Alemanha até quinta, seguem na sexta para a Holanda e retornam ao Brasil no domingo. A missão pela Europa iniciou na semana passada, pela Itália. Entre os 27 integrantes da quinta turma do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas estão lideranças do cooperativismo paranaense que atuam nos ramos agropecuário e de crédito. O Sistema Ocepar está representado por João Gogola Neto e Devair Mem. Também fazem parte do grupo a gerente geral da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, e profissionais do Sebrae/PR.

Programa Internacional- O Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas é uma iniciativa do Sistema Ocepar em parceria com o Sebrae, que visa proporcionar uma visão internacional de negócios a lideranças das cooperativas paranaenses. Desde 2009, contempla a abertura de uma turma por ano, sendo que o quinto grupo iniciou a capacitação em julho de 2013. A formação é dividida em cinco módulos, com etapas que incluem atividades em Curitiba e Brasília, além de missões de estudo em países do continente europeu, norte-americano, sul-americano, asiático e da Oceania. No ano passado, a quinta turma esteve na Argentina.

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COODETEC: Cultivares e híbridos CD demonstram força e qualidade na Tecnoshow Comigo

As cultivares de soja e híbridos de milho da Coodetec chamam a atenção nos campos de Norte a Sul do País. Os 40 anos de pesquisa da Cooperativa Central garantiram o desenvolvimento de sementes que carregam tradição e qualidade no nome. Em 2013, esses fatores renderam à Coodetec o título de melhor empresa brasileira de sementes e a terceira entre as que atuam no País*. Essa força e destaque estão presentes também na Tecnoshow Comigo 2014, que acontece de 07 a 11 de abril, em Rio Verde/GO.

Lançamentos - Durante a feira, os visitantes estão tendo a oportunidade de conhecer os lançamentos, além das cultivares de soja e híbridos de milho com bons resultados nos campos goianos. No estande da Coodetec, estão onze cultivares de soja, com diferentes tecnologias (convencional, RR e Intacta RR2 PRO™). O diferencial fica com as cultivares CD 2737RR e CD 2728IPRO, que possuem características desejadas pelos produtores, como a precocidade e alto potencial produtivo. “Temos sementes competitivas e que já demonstraram bom desempenho na última safra. Quem plantou aprova. E, para quem ainda não conhece, na Tecnoshow, a Coodetec apresenta uma amostra do que será colhido por quem escolher essas variedades”, destaca o responsável pela área de desenvolvimento de produto em Goiás, Wilian Cassol.

Milho - Se a opção for milho, a Coodetec também possui excelentes híbridos no portfólio. Desde que a feira começou, o milho mais procurado é o CD 384Hx, já consagrado no Brasil. Esse híbrido possui excelente enraizamento e rusticidade. Os resultados alcançados em colheitas também agradam. Quem procura tecnologia e bons resultados na safrinha, encontra qualidade também no milho CD 3715PRO.

Soluções - Em breve, a Coodetec apresentará novas e importantes soluções para o homem do campo. Com mais tecnologia e produtividade, as cultivares e híbridos CD continuarão ganhando força e colaborando para as melhores colheitas. “O agronegócio cresceu muito nos últimos anos e sabemos que essa evolução é constante, por isso, nossos pesquisadores trabalham diariamente para garantir o lançamento de novos produtos, mais competitivos e resistentes. A Coodetec acompanha o ritmo do agronegócio e busca o melhor para garantir o sucesso do agricultor”, diz o gerente comercial, Murilo Alexandre Teixeira.

Sobre a Coodetec - A Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola – Coodetec é uma empresa que pertence a 192 mil agricultores filiados a 32 cooperativas no Brasil, que juntas somam um faturamento anual de R$ 30 bilhões. Os produtores, além de contar com um fluxo contínuo de produtos e tecnologias de ponta, têm a oportunidade de apontar suas demandas para definição das linhas de pesquisa. O aumento do potencial produtivo das cultivares de trigo e soja, e dos híbridos de milho da Coodetec, safra após safra, se deve aos trabalhos de pesquisa e melhoramento genético, desenvolvidos para cada região produtora do Brasil e Paraguai, de forma específica. A sede da Coodetec fica na cidade de Cascavel, no Oeste paranaense, onde funciona uma rede complexa de ensaios e um departamento de pesquisa estruturado, com modernos laboratórios de melhoramento genético, biotecnologia, fitopatologia, qualidade de sementes e solos. Outros Centros de Pesquisa da Coodetec estão localizados em Palotina/PR, Goioerê/PR, Rio Verde/GO e Primavera do Leste/MT. (Imprensa Coodetec)

* Fonte: Anuário do Agronegócio 2013 – Revista Globo Rural – As melhores empresas em 20 segmentos

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SIMEPAR: Governo inaugura radar meteorológico na sede da Coodetec, em Cascavel

O governo do Estado inaugura, na sexta-feira (11/07), o radar meteorológico do Simepar - Sistema Meteorológico do Paraná instalado na sede da Cooperativa Coodetec, em Cascavel, no Oeste do Estado. A solenidade acontece às 15h, com a presença do governador Beto Richa. De acordo com o Simepar, o novo equipamento irá complementar a rede de radares do Estado permitindo a melhoria na detecção de tempestade e na estimativa de chuvas na região. Segundo o meteorologista Cesar Beneti, ele tem capacidade de identificar a presença de granizo nas nuvens, como também melhorar a estimativa de chuva na superfície. Com o novo radar, toda a região Oeste contará com o monitoramento, o que promoverá uma melhoria na capacidade de previsão de tempestades com mais de 12 horas de antecedência, além de ampliar o potencial de monitoramento e previsão de eventos severos nos estados do sul do Brasil e Paraguai. (Com informações do Simepar)

COCAMAR I: Dirigentes, técnicos e cooperados percorrem região citrícola dos EUA

Um grupo formado por dirigentes, técnicos e cooperados produtores de laranja, da Cocamar, seguiu para os Estados Unidos no último final de semana com uma agenda repleta de visitas e contatos na Flórida, a principal região citrícola daquele país. Na segunda-feira (07/04), na primeira etapa do roteiro, a delegação foi recebida para uma palestra na Universidade da Flórida e, nesta terça-feira (08/04), visitou propriedades. O retorno ao Brasil está marcado para o próximo domingo (13/04).

Objetivos - Conhecer as mais recentes tecnologias e também a situação do greening nos pomares estão os objetivos da viagem, que é promovida todos os anos. Diferente do que acontece no Brasil, os produtores norte-americanos não erradicam as árvores doentes. Nos Estados Unidos, a elevação dos preços do suco de laranja, na última década, teve um efeito negativo: a substituição do produto por similares mais baratos. Em 2000, um consumidor norte-americano bebia, em média, 22 litros por ano. Em 2012, essa quantidade já era 35% menor: 14 litros.

Flórida - Nos pomares da Flórida, por causa da presença do greening, há uma queda acentuada dos frutos e, segundo os técnicos, o programa nutricional não é solução, pois a contaminação é considerada muito elevada. Segundo especialistas, se os produtores pudessem voltar alguns anos no tempo, eles certamente optariam pela erradicação das árvores doentes, como forma de prevenir a disseminação da doença, que ainda não tem tratamento. Para eles, a única saída é investir em pesquisas e inovação, lembrando que a situação é muito grave naquele estado. (Imprensa Cocamar)

COCAMAR II: Associados são recebidos no estande na ExpoLondrina

A Cocamar deu início, na segunda-feira (07/04), a uma programação de visitas e palestras de cooperados em dois horários, no período da tarde, em seu estande na ExpoLondrina. Até sexta-feira (11/04), a previsão é que 320 produtores participem, média de 80 por dia. Nessas reuniões, o tema são os investimentos que vem sendo realizados pela cooperativa em municípios próximos a Londrina e as perspectivas para os próximos anos.

Investimento - A cooperativa já investiu na construção ou na compra de estruturas de recebimento e unidades de atendimento em vários deles. Atualmente, cerca de 45% do total de 12 mil produtores associados são da região. De acordo com o presidente-executivo José Fernandes Jardim Júnior, a Cocamar tem trabalhado fortemente, também, no sentido de intensificar o relacionamento com os produtores e a Exposição “é uma oportunidade de conversar mais informalmente com muitos deles”. (Imprensa Cocamar

SICREDI UNIÃO PR/SP I: Cooperativa promove palestra com João Antonio Lapolli

Nesta quarta-feira (09/04), em parceria com a Cocamar, a Sicredi União PR/SP promove palestra às 20h, no Recinto de Leilões Horácio Sabino Coimbra, no Parque de Exposições Governador Ney Braga, onde acontece a ExpoLondrina, com João Antonio Lapolli, responsável pela área de Análise Econômica e Riscos de Mercado do Banco Cooperativo Sicredi, de Porto Alegre. Ele vai falar sobre o atual cenário econômico do país e as oportunidades oferecidas para aplicações e investimentos. A expectativa é que 300 convidados, entre produtores rurais e empresários da cidade, participem.

Experiência- Engenheiro Agrônomo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com MBA Executivo em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Lapolli agrega experiências anteriores nas áreas de desenvolvimento de mercado de defensivos, sementes e fertilizantes em canais de distribuição e também de crédito rural em instituições financeiras privadas. Foi também produtor rural na região da Serra Gaúcha. Atualmente, em sua função no banco, desenvolve as atividades de projeções de commodities agropecuárias e acompanhamento do cenário climático e seus riscos associados. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICREDI UNIÃO PR/SP II: Mais dois associados ganham pacotes para ver o Brasil na Copa

Mais dois associados da Sicredi União PR/SP foram sorteados na promoção “Seu cartão Visa Sicredi bate um bolão” e, como prêmio, vão ganhar ingressos, com direito a acompanhante e todas as despesas pagas, para ver o jogo de estreia do Brasil na Copa do mundo, dia 12 de junho às 17h, na Arena Corínthians em São Paulo, contra a Croácia. São eles: Rodrigo Aparecido Morarin e Júlio César Dias, ambos de Maringá.

Quatro ganhadores- Com isso, nos três sorteios realizados, a cooperativa foi a que apresentou o maior número de ganhadores: quatro. Os dois primeiros foram Luiz Gustavo Pedroni, de Cianorte, que vai ver Brasil x Camarões dia 23/6 em Brasília, e Roseli Donizette Martins Bernardes, de Mandaguaçu, contemplada para assistir Brasil x México em Fortaleza, dia 17/6.

Pacotes - Os pacotes são oferecidos pela Visa, parceira do Sicredi, sendo que a promoção foi finalizada com o sorteio do dia 29 de março. Os dois primeiros ocorreram em janeiro e fevereiro. “Foi uma promoção bem-sucedida e, como se viu, com grande retorno para os nossos associados”, comentou o diretor executivo Rogério Machado, completando: “vale a pena utilizar o cartão Visa Sicredi”. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

BALANÇA COMERCIAL: Exportações do agronegócio alcançam US$ 7,97 bi em março

balanca comercial 09 04 2014As exportações do agronegócio brasileiro atingiram a cifra de US$ 7,97 bilhões em março, valor que representa um crescimento de 3,7%, se comparado ao mesmo mês em 2013. As importações alcançaram US$ 1,42 bilhão, decréscimo de 7%. O superávit da balança comercial do agronegócio foi de US$ 6,55 bilhões.

Complexo soja - O complexo soja exportou US$ 3,62 bilhões e embarcou mais de 7 milhões de toneladas. O principal item comercializado dentro do setor foi a soja em grãos, com vendas externas de US$ 3,15 bilhões e crescimento de 64,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O segundo item do setor em valor comercializado foi o farelo de soja, com a cifra de US$ 363 milhões e incremento de 17,1%. Por fim, a exportação de óleo de soja gerou US$ 114 milhões, queda de 26,6% em relação a março de 2013.

Destinos - Entre os blocos econômicos ou regiões geográficas, o grande destaque foi a Ásia. As exportações atingiram US$ 4,08 bilhões, aumento de 29,8% sobre o resultado obtido no mesmo período de 2013. Esses números elevaram a participação do bloco em mais de 10%, atingindo 51,2% do total exportado pelo setor agropecuário no mês. O principal destino dos produtos brasileiros continua sendo a China, com a cifra de US$ 2,88 bilhões e crescimento de 65,5%, ou ainda, US$ 1,14 bilhão em valor absoluto.

Últimos doze meses- Entre abril de 2013 e março de 2014, as vendas externas do agronegócio brasileiro atingiram o montante de US$ 99,63 bilhões (+2,7%). As importações alcançaram US$ 17,04 bilhões (+4,1%). O saldo da balança comercial registrou o superávit de US$ 82,59 bilhões, ou seja, incremento de 2,5%.

Setor - O principal setor exportador foi o complexo soja, alcançando US$ 33,20 bilhões (+33,1%). O produto destaque foi a soja em grãos, com a marca de US$ 24,93 bilhões (+49,9%). Em menor valor, as exportações dos demais produtos do setor ficaram em US$ 6,92 bilhões (farelo de soja) e US$ 1,35 bilhão (óleo de soja). (Mapa

Clique aqui para baixar a Balança Comercial de março.

 

CARNE SUÍNA: Vendas externas cresceram 5,65% em volume em março

As exportações brasileiras de carne suína cresceram 5,65% em volume em março na comparação com fevereiro e chegaram a 39 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que compilou dados do Ministério do Desenvolvimento. Em receita, o crescimento foi de 8,27%, para US$ 104,52 milhões.

Preço médio- O preço médio seguiu tendência de alta e subiu 2,48% na comparação com fevereiro passado, com média de R$ 2.678 por tonelada. Na comparação anual, porém, o volume exportado em março caiu 0,57% e o faturamento, 0,77%. O preço médio recuou 0,20%.

Resultado esperado - Para o vice-presidente da ABPA – Suínos, Rui Eduardo Saldanha Vargas, o resultado de março já era esperado, pois a Rússia vinha dando indicações de que iria aumentar suas compras no Brasil. “A Rússia informou, na semana passada, que habilitou mais uma unidade exportadora de suínos no Rio Grande do Sul”, diz Vargas, em nota.

Rússia - A Rússia continua liderando as importações da carne suína brasileira. Em março, respondeu por 29,77% do volume exportado pelo país, seguida por Hong Kong, com 28,19%, e por Angola, com 11,79%. A Ucrânia, que tradicionalmente era um dos principais clientes da carne suína brasileira, desapareceu do ranking de importadores.

Acumulado - No acumulado do ano, o Brasil exportou 110,83 mil toneladas de carne suína com uma receita de US$ 291,34 milhões, recuo de 7,96% no volume e de 8,56% no faturamento na comparação com os três primeiros meses de 2013. (Valor Econômico)

MILHO: China assina acordo fitossanitário e libera compra de cereal brasileiro

milho 09 04 2014O Brasil conta, a partir deste mês, com um novo parceiro comercial para a exportação de milho. O governo chinês divulgou nesta terça-feira (08/04) que assinou o acordo fitossanitário que libera a aquisição do cereal brasileiro. O fato reflete diretamente no mercado norte-americano, que encontra dificuldades para negociar com a China após a descoberta de um carregamento não aprovado com cepa modificada geneticamente.

Estados Unidos- A China importa milho principalmente de Estados Unidos, mas os embarques do país recuaram depois que autoridades controladoras recusaram ​​cerca de 1 milhão de toneladas devido à presença de uma cepa geneticamente alterada que não tinha sido aprovada por Pequim.

Ração animal- O gigante asiático está ampliando as fontes de fornecimento de grãos de ração animal conforme a produção doméstica falha em manter o ritmo ante o rápido crescimento da demanda por alimentos ricos em proteína. “A China está acrescentando mais origens de fornecimento para atender a crescente demanda de longo prazo”, disse um analista da indústria. “O fornecimento brasileiro pode ser muito competitivo em relação ao dos Estados Unidos.”

Produção - Nos últimos 10 anos, o Brasil aumentou em cerca de 60% a produção de milho, se aproximando dos 80 milhões de toneladas em 2012/13. Boa parte dessa oferta crescente está sendo escoada por meio de exportações. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) estima que as exportações do cereal somem 20 milhões de toneladas em 2013/14.

Sinalização - Em novembro do ano passado o governo brasileiro já havia sinalizado a abertura do novo mercado, mas a data de início das vendas ainda não estava definida. Após um longo período de espera, a Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China aceitou no dia 31 de março o Certificado Fitossanitário emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O governo calcula que é possível movimentar R$ 4 bilhões com as exportações de milho para o país. (Gazeta do Povo)

 

INFRAESTRUTURA: Ferroeste lança novo edital para uso de áreas em Cascavel

A Ferroeste publicou nesta terça-feira (08/04) o edital da nova concorrência pública para o uso de áreas no terminal em Cascavel. A licitação é dirigida a empresas que tenham interesse em construir instalações de transbordo ferroviário e armazenagem provisória de cargas. A licitação também contempla uma área para trabalhos de inspeção, limpeza e higienização de contêineres refrigerados (“reefer services”).

Seleção - Na licitação, serão selecionadas as propostas de maior oferta entre os interessados que forem qualificados. O edital de licitação para a permissão onerosa de uso de áreas foi disponibilizado no site da empresa (www.ferroeste.pr.gov.br). As datas de abertura das propostas foram definidas para 12 e 13 de maio.

Terminais próprios- Segundo a Ferroeste, a Permissão Onerosa de uso das áreas possibilitará que as empresas vencedoras da licitação construam seus próprios terminais. Ao final da vigência dos contratos, as instalações e investimentos realizados reverterão ao patrimônio da ferrovia.

Sete lotes- São sete lotes, que correspondem a uma área de 303.340,17 metros quadrados, sendo que as áreas serão distribuídas para os segmentos de contêineres (um), graneis sólidos (quatro lotes) e “reefer services” (dois). A ocupação das áreas, através da seleção de propostas, visa atrair investidores privados que tenham interesse em expandir seus negócios no Oeste do Paraná. Esses contratos, quando assinados, também irão viabilizar o aporte de recursos financeiros à Ferroeste.

Projetos - As empresas vencedoras da licitação, entre outras providências, devem elaborar os projetos e, também, providenciar a construção das instalações de transbordo e armazéns de cargas para suas atividades, além de firmar contratos de transporte com a Ferroeste, quando exigido o lote. O contrato é pelo prazo de 25 anos, prorrogáveis. (Agência de Notícias do Paraná)

IBGE: Levantamento mostra Paraná com maior aumento da produção industrial

ibge 09 04 2014O Paraná registrou o maior aumento da produção industrial na passagem de janeiro para fevereiro de 2014, com avanço de 18,4%. O resultado é muito superior ao crescimento de 0,4% a produção nacional, segundo apontou a Pesquisa Industrial Mensal Regional - Produção Física, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a única expansão de dois dígitos, nesse tipo de comparação, entre os 14 locais pesquisados.

Recuperação - O desempenho representa a recuperação da perda de 15,9% acumulada entre novembro de 2013 e janeiro de 2014. Os ramos que mais contribuíram com o resultado foram veículos automotores; edição e impressão; máquinas e equipamentos; minerais não metálicos; mobiliário; borracha e plástico; alimentos; e máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

Nível - “Os dados do IBGE indicam a recuperação dos níveis da produção do Paraná, ancorada na operação dos principais vetores, especialmente o agronegócio, a petroquímica, a metalmecânica e os insumos para a construção civil”, analisa a economista Ana Silvia Martins Franco, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). “Cabe ressaltar a interferência dos primeiros efeitos dos investimentos das empresas que se instalaram no Estado desde o início de 2011”, afirma.

Estágio privilegiado- Para a economista, os números da produção industrial comprovam que o Paraná atravessa um estágio bastante privilegiado de ampliação e diversificação do seu parque manufatureiro, com pouco paralelo no País. “Isso representa uma continuação, de forma ampliada, do ciclo de investimentos ocorrido na segunda metade da década de 1990, interrompido durante o intervalo 2003-2010, quando o Estado afugentava investidores potenciais”, afirma.

Fevereiro – Foi também muito expressivo o aumento da produção industrial paranaense registrado em fevereiro de 2014, em comparação ao mesmo mês de 2013. O avanço neste indicador foi 17,7% - o maior crescimento do país e a maior taxa desde dezembro de 2011 (23,8%). No Brasil a expansão de fevereiro de 2014 sobre fevereiro de 2013 foi de apenas 5%.

Atividades - Das 14 atividades pesquisadas, 11 mostraram variação positiva no Paraná. As principais contribuições para a média global foram dos seguintes setores: edição e impressão (66,4%), especialmente pela maior produção de livros, brochuras ou impressos didáticos; veículos automotores (59,6%), com aumento na fabricação de caminhões, automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques e chassis com motor para ônibus ou para caminhões; metal (15,2%), pela maior produção de correntes cortantes de serras, cadeados, estruturas de ferro e aço em chapas ou em outras formas e guarnições, ferragens e artefatos semelhantes para móveis; máquinas e equipamentos (13,4%), com elevação na fabricação de máquinas para trabalhar matéria-prima para fabricar pasta de celulose, tratores agrícolas, elevadores para o transporte de pessoas e refrigeradores e congeladores e suas partes e peças; refino de petróleo e álcool (10,1%), com maior produção de gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis e asfalto de petróleo; máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,5%); borracha e plástico (7,2%); madeira (4,6%) pelo aumento na fabricação de madeira serrada, aplainada ou polida e painéis de partículas de madeira; e minerais não metálicos (4,5%), com maior produção de e de cimentos “Portland”.

Primeiro bimestre- No acumulado do primeiro bimestre do ano, a indústria do Estado apresentou acréscimos de 2,3%, contra evolução de 1,3% para a indústria nacional. Dos 14 setores pesquisados, oito apontaram alta, puxados por veículos automotores (34,5%), metal (12,9%), máquinas e equipamentos (9,0%) e madeira (6,8%).

Doze meses- No indicador acumulado de doze meses, encerrados em fevereiro de 2014, a produção industrial regional expandiu 6,9%, ante o crescimento de 1,1% para a indústria nacional. O Estado assinalou a segunda maior taxa do país, atrás apenas do Rio Grande do Sul (7,0%), e manteve a trajetória ascendente iniciada em março de 2013 (-7,5%).

Melhores resultados- Os melhores resultados ficaram por conta dos setores de veículos automotores (21,1%); máquinas e equipamentos (14,6%); minerais não-metálicos (8,8%); máquinas e aparelhos e materiais elétricos (7,3%); edição e impressão (5,2%); e madeira (4,0%). (Agência de Notícias do Paraná)

 

IPCA: Alimentos e passagens aéreas puxam alta da inflação em março

ipca 09 04 2014Os alimentos tiveram uma inflação de 1,92% em março deste ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (09/04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo alimentação e bebidas respondeu por mais da metade da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 0,92% em março.

Maiores altas- Entre os produtos que tiveram as maiores altas de preço em março estão a batata-inglesa (35,05%), tomate (32,85%), feijão-carioca (11,81%), hortaliças e verduras (9,36%), ovo de galinha (8,21%) e leite longa vida (5,17%). Também registraram altas o cafezinho (3,32%), o óleo de soja (3,23%), carnes (2,25%), frutas (1,96%), farinha de trigo (1,07%) e pão francês (0,68%).

Transporte - O grupo de despesas transportes também teve contribuição importante para a inflação de março, com taxa de 1,38%. As passagens aéreas foram o item individual que mais pesou no IPCA do mês, com inflação de 26,49% em março. Outros itens com aumento de preços foram o etanol (4,07%), a gasolina (0,67%) e o automóvel novo e usado (0,78%).

Grupos de despesa - Dos nove grupos de despesa que compõem o IPCA, apenas comunicação registrou deflação (queda de preços) de 1,26%. Os demais, assim como alimentos e transportes, tiveram aumento de preços: despesas pessoais (0,79%), educação (0,53%), saúde e cuidados pessoais (0,43%), artigos de residência (0,38%), habitação (0,33%) e vestuário (0,31%). (Agência Brasil)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: UE recebe mais explicações do Brasil sobre incentivos

A União Europeia (UE) cobrou e recebeu novos esclarecimentos do Brasil sobre incentivos da Zona Franca de Manaus, do Inovar Auto e para setores como semicondutores e televisão digital - temas que o bloco europeu questiona na Organização Mundial do Comércio (OMC). No entanto, Bruxelas até agora não decidiu se fará pedido formal de um painel contra esses programas brasileiros diante dos juízes da OMC.

Definição - A definição sobre uma possível disputa virá do mais alto nível político na UE. Assim como uma reação virá do mais alto nível do lado brasileiro, como a presidente Dilma Rousseff deixou claro em visita a Bruxelas.

Preocupação - O diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Industria (CNI), Carlos Abijaodi, diz que a indústria brasileira acompanha com preocupação os desdobramentos desse caso. Os pontos em discussão, afirma o diretor, "podem ter um efeito danoso para o desenvolvimento econômico brasileiro e para a industria nacional", afirma. Segundo ele, enquanto os europeus apontam essa questões contra o Brasil, os manufaturados brasileiros "também sofrem restrições por barreiras impostas por diversos países, entre eles os europeus".

Japão - Quanto ao Japão, não se juntou à UE no mecanismo de disputa contra o Brasil. Como vem fazendo desde 2012, o que Tóquio voltará a fazer hoje é um comunicado contra o Brasil num comitê técnico da OMC, reclamando da concessão de subsídios pelo governo brasileiro. Questionado sobre se o Brasil recebeu algum sinal de que o Japão seguiria o exemplo da UE e abriria denúncia formal contra o país na OMC, o embaixador brasileiro junto à entidade, Marcos Galvão, respondeu: "Não houve qualquer indicação japonesa nesse sentido". Japão, EUA, UE e outros países desenvolvidos não têm cessado de questionar na OMC o Inovar Auto e incentivos ao setor de telecomunicações, por exemplo. Acionar o mecanismo de disputa, porém, só partiu da UE, e até agora sem seguir adiante.

Dentro das regras- O Brasil tem repetido que seus programas buscam assentar a política de desenvolvimento industrial, dentro das regras internacionais. O governo brasileiro insiste que os programas não são discriminatórios contra estrangeiros, visam promover a inovação, aumentar a eficiência energética, proteger o ambiente e dar uma certa racionalidade ao sistema tributário.

Reunião - A reunião do Comitê de Bens da OMC, que se realiza nesta quarta-feira (09/04), estará repleta de países manifestando inquietações sobre políticas dos parceiros. É a maneira tradicional de fazer pressões e ocorre toda semana. Não se trata de disputa comercial. O tema acompanhado com maior interesse é um ataque conjunto dos EUA, UE e Japão contra a Rússia por restrições ao comércio, trazendo para a OMC na prática a questão da anexação da Crimeia.

Temas - Entre outros temas, EUA, Japão e UE vão questionar a Indonésia sobre um novo regime restringindo importações e exportações. A Argentina vai continuar se queixando de barreiras da UE impostas à entrada de seu biodiesel no mercado comunitário. (Valor Econômico)

OMC: Organização observa freada no comércio global

O comércio mundial não conseguiu reagir conforme o esperado nos primeiros três meses do ano por causa da recuperação frágil da zona do euro e da desaceleração do crescimento das economias emergentes, alertou nesta terça-feira (08/04)m o presidente da Organização Mundial do Comércio (OMC). Quando anunciar suas mais recentes estatísticas sobre o comércio mundial na semana que vem, a OMC deverá reduzir sua projeção de crescimento de 4,5% em 2014. Ela também vai afirmar que o comércio cresceu apenas cerca de 2% em 2013, abaixo de uma previsão anterior de 2,5%.

Previsões - Em uma entrevista ao "Financial Times", Roberto Azevêdo, que assumiu como diretor-geral da organização sediada em Genebra em setembro, não quis discutir as próximas previsões. Mas disse que o comércio mundial ainda não viu a recuperação dinâmica antecipada pela OMC. "Não percebo nenhuma grande recuperação [no comércio mundial], ou, na verdade, nenhum grande ciclo de queda desta vez", disse ele ao "FT".

Reação norte-americana- Embora a reação dos Estados Unidos pareça estar ganhando força, a recuperação da Europa ainda é incerta, acrescentou Azevêdo. O crescimento está perdendo força em economias emergentes como o Brasil, onde ele nasceu, e a China, afirmou.

Expansão lenta- O comércio mundial parece estar dando continuidade à lenta expansão registrada no quarto trimestre do ano passado, alertou Azevêdo, observando que mesmo assim foi uma melhora considerável em relação aos primeiros seis meses do ano passado. A maior parte do crescimento de 2% no comércio mundial em 2013 ocorreu no segundo semestre do ano. "Ainda estamos olhando para uma continuação de um ciclo mais otimista da economia do que tivemos no primeiro semestre do ano passado", disse Azevêdo.

Anúncio - As novas previsões da OMC serão anunciadas em meio a uma sensação crescente de que o comércio começou 2014 em um ritmo mais lento que o antecipado pelos economistas. Alimentado pela globalização acelerada, o comércio mundial se expandiu a uma taxa média duas vezes maior que a do crescimento econômico global nas últimas três décadas. Mas após entrar em colapso em 2009, na esteira da crise financeira mundial, o crescimento do comércio tem sido bem mais anêmico.

Últimos anos- Os dois últimos anos foram os primeiros anos consecutivos desde o começo da década de 1980 em que o comércio cresceu mais lentamente que a economia mundial, desencadeando uma discussão entre economistas sobre a desaceleração da marcha da globalização, que poderia estar finalmente ocorrendo. Um terceiro ano de crescimento abaixo da tendência serviria apenas para ampliar essa discussão.

Intercâmbio global- A Delta Economics, uma consultoria de Londres que monitora o comércio, prevê que o intercâmbio global, medido pelos preços correntes, vai aumentar neste ano apenas 1%, contra a previsão de crescimento econômico global de 3,6% feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). "2014 não será um bom ano para o comércio", diz Rebecca Harding, fundadora e executiva-chefe da Delta Economics.

Riscos geopolíticos- Segundo a Delta, a desaceleração em relação a 2013 é, em parte, consequência do aumento dos riscos geopolíticos. Com a Rússia enfrentando sanções do Ocidente por causa da anexação da Crimeia, o comércio originado no país deverá diminuir. O comércio para a Turquia e o originado nela vêm sofrendo com a crise na Síria. Mas também está havendo uma desaceleração do comércio entre as economias emergentes, o chamado "comércio sul-sul", que hoje responde por mais de 40% do comércio mundial e que enfrenta pressões adicionais decorrentes da continuidade do menor ritmo de crescimento da China. Em suas previsões econômicas divulgadas ontem, o FMI disse acreditar que o crescimento da China vai cair para 7,5% neste ano.

Esperança - Mas existem motivos para esperança. Os otimistas apontam para a recuperação das vendas no setor automobilístico da Europa, com carros e componentes respondendo por quase um terço do comércio mundial de bens. A VDA, associação automotiva da Alemanha, informou na semana passada que suas exportações cresceram 10% nos primeiros três meses do ano.

Reação - John Calverley, chefe da área de pesquisas macroeconômicas do Standard Chartered, disse que ainda espera uma reação do comércio juntamente com a da economia mundial neste ano.

Taiwan - Os pedidos de exportação de Taiwan, sempre um indicador importante das condições globais, estão vigorosos nos últimos meses, disse ele, e os dados sobre o comércio vindos de outras economias asiáticas também estão "sólidos".

Estoques - Além disso, um acúmulo de estoques nos Estados Unidos no fim de 2013, que lançou uma sombra sobre os números do comércio nos primeiros meses deste ano, parece agora estar sendo absorvido pelo sistema, disse ele. "As coisas estão melhorando e estamos otimistas com a economia mundial como um todo", concluiu Calverley. (Financial Times / Valor Econômico)

CLIMA: Risco de El Niño 'leve' no 2º semestre cresce

As águas da superfície do Oceano Pacífico voltaram a se aquecer com rapidez nas últimas semanas e reforçaram o sinal de alerta de climatologistas e investidores para a possibilidade de ocorrência do fenômeno climático El Niño no segundo semestre deste ano. Desde março, o fenômeno voltou a constar nos relatórios de meteorologia e de análise de commodities, já que o fenômeno altera a correlação de chuvas e massas de ar em todo o mundo e pode resvalar na produção agrícola. Ontem, foi feito um novo alerta pelo Escritório de Meteorologia da Austrália, que calcula em 70% a chance de ocorrência de El Niño a partir do inverno no Hemisfério Sul.

Possibilidade - Em avaliação de março, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), indicava que essa possibilidade era de 52%. Também em março, o JP Morgan Chase divulgou que era forte a tendência de ocorrência do fenômeno.

Alta - Desde o início do ano, as temperaturas médias do Pacífico já subiram de 2 a 3 graus Celsius na parte central e leste do oceano. Em 2009, quando foi observada uma ocorrência moderada do fenômeno, as temperaturas estavam 4 graus Celsius acima das médias históricas. "É quase certeza que o El Niño vai voltar", disse aoValor Marco Antônio Santos, agrometeorologia da Somar.

“Tiro curto”- Para ele, entretanto, se o fenômeno se confirmar a ocorrência deverá ser de "tiro curto", já que não é todo o Pacífico que está com temperaturas superficiais acima da média. As últimas duas ocorrências expressivas do fenômeno foram nos biênios 1982-1983 e 1997-1998. Em ambas, o El Niño provocou forte seca no leste e no sul da Austrália, o que prejudicou a produção de cereais e a pecuária. Para este ano, o JP Morgan considera que a seca que ocorre naquele país desde o início do ano deverá se prolongar e reduzir a produção de grãos. A atual estiagem, que já fez pecuaristas australianos acelerarem o abate de bois, pode agravar a crise do setor. Além disso, a seca também pode afetar a qualidade do trigo produzido no país, que é o segundo maior exportador do cereal.

Vietnã - A seca também pode alcançar o Vietnã, maior produtor e exportador global de café robusta. Segundo analistas, uma estiagem durante o inverno e a primavera no país poderá reduzir a oferta do produto.

Monções - Outra consequência do fenômeno é o enfraquecimento das monções na Ásia, que de junho a agosto provocam fortes chuvas na Índia, segundo maior produtor de açúcar do mundo. O El Niño pode resultar "em poucas chuvas e redução da produção agrícola", segundo o JP Morgan.

Ocidente - No mundo ocidental, o evento climático poderá aumentar as chuvas em áreas do sul dos EUA no segundo semestre. Em 2009, as precipitações prejudicaram as colheitas de soja, milho e algodão, mas não chegaram a prejudicar o volume produzido.

Situação pior- A situação foi pior na América do Sul naquele ano. O El Niño costuma tornar o clima da região mais quente e chuvoso, atrapalhando colheitas de inverno e primavera e o plantio de grãos colhidos no verão. Em 2009, o excesso de umidade gerou o aumento das floradas nos cafezais e reduziu a qualidade de frutas cítricas, o que resultou em menor produtividade em ambas as culturas.

Ano passado- No ano passado, a ocorrência ligeiramente anormal de chuvas a partir de meados de junho, época de início de colheita de café, fez os contratos do arábica subirem de US$ 1,40 para US$ 1,90 por libra-peso na bolsa de Nova York, observa Carlos Costa, da consultoria Pharos.No caso do açúcar, as chuvas também podem reduzir o teor de sacarose na cana (ATR) e diminuir a produtividade da planta para a produção de açúcar. Segundo Marco Antônio Santos, da Somar, o último El Niño moderado provocou fortes chuvas entre junho e dezembro de 2010 no Brasil e fez o ATR ficar em 130 por tonelada de cana colhida no país. Em 2013/14, o teor ficou em 133,37. Em 2009, as precipitações também foram intensas no Sul do país e prejudicaram a qualidade do trigo. (Valor Econômico)

OPINIÃO: Conhecimento, um recurso a ser gerenciado

opiniao 09 04 2014*Leandro Macioski

O conceito de gerenciamento da força de trabalho evoluiu ao longo do tempo, conjuntamente à necessidade de instituírem-se novos modelos de gestão, indispensáveis para o sucesso organizacional. O aumento da produtividade está inserido no desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades dos trabalhadores. Nesse cenário temos uma quebra de paradigma, perpassando de uma visão que vai da simples gestão da informação para uma gestão estratégica do conhecimento, denotando que as organizações não tinham a percepção que esse era um recurso estratégico a ser gerenciado.

As organizações contemporâneas têm adotado sistemas flexíveis, amplos canais de comunicação e democratização dos processos decisórios. A gestão do conhecimento ressalta a importância de compartilhar a informação entre as organizações e, seus colaboradores, através da decodificação do conhecimento intangível para tangível visando assegurar a manutenção do capital intelectual.

A administração é exercitada desde que existem os primeiros agrupamentos de pessoas. Neste contexto surgem as teorias administrativas que sistematizaram os modelos organizacionais, substituindo o empirismo nas decisões tomadas por uma ciência administrativa. 

O início deste século foi marcado por diversas transformações de cunho social, econômico, político, ambiental e tecnológico.  Essas mudanças exigiram adaptações dos modelos que antes eram sustentados em estruturas rígidas e padronizados. Em substituição a esses modelos começam a surgir novas estruturas organizacionais que sustentem a competitividade das organizações frente a esse novo cenário apresentado.  

A velocidade da produção do conhecimento permitida pelas novas ferramentas disponibilizadas, pelas novas tecnologias e o tempo de resposta nesse panorama competitivo exige das organizações uma adaptação aos novos cenários, que era imaginável no capitalismo de manufatura. Convivemos em um mundo de tudo em toda a parte. Existe a necessidade de ser proativo ao invés de reagir apenas aos estímulos apresentados.

A migração das organizações de trabalho e produção para processos que são regidos pelo uso intensivo de tecnologias de informação e conhecimento, nesse momento altera-se também a base técnica do trabalho, o que implica novos processos de aprendizado. Entretanto para a manutenção da empresa neste cenário globalizado, o mercado exige das organizações, a renovação e sistematização dos seus conhecimentos, o que demanda um gerenciamento do conhecimento gerado.

No atual contexto, todos os tipos de organizações enfrentam o desafio de decompor conhecimento em ações, e ações em resultados inovadores que garantam suas vantagens competitivas, de maneira estruturada, sistemática e alinhada com a sua estratégia. As organizações precisam enxergar a gestão do conhecimento como um dos recursos estratégicos e competitivos mais importantes das empresas, como insumo intensivo no processo de geração de valor.

Em uma economia em que os ativos das empresas são cada vez mais intangíveis, uma grande parcela do valor das organizações está no conhecimento organizacional. O grande valor gerado pelas organizações está enredado nos conhecimentos novos ou já dominado, o conjunto de competências organizacionais com a mobilização integrada das capacidades individuais e coletivas. 

As organizações precisam estar atentas para a aplicação das suas estratégias de forma compartilhada e instituir um ambiente em que as pessoas se sintam verdadeiramente motivadas para colaborar, participar e se arriscar para a obtenção de vantagens competitivas sustentáveis. Diante deste novo cenário de competição, no qual a velocidade de mudanças em escala global, capacidade de mobilização e compartilhamento de competências, o conhecimento precisa ser tratado como diferencial competitivo. A Era do Conhecimento deflagrou para as empresas a necessidade de valorização do conhecimento como um recurso estrategicamente relevante. 

*Leandro Macioski é analista de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR. Formado em Administração de Empresas, é especialista em Gestão Empresarial e Projetos e mestrando em Governança e Sustentabilidade

 


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