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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3319 | 10 de Abril de 2014

FRENCOOP: Serraglio destaca importância da Frente Parlamentar do Cooperativismo

frencoop 10 04 2014 (2)Na entrevista especial desta semana, o Informativo do Sistema OCB apresenta a opinião do deputado Osmar Serraglio (PR) sobre as cooperativas brasileiras e o trabalho da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), da qual ele é o novo presidente. Leia abaixo.

1 – O que representa o cooperativismo para o senhor?

Osmar Serraglio – É um grande prazer defender as causas de um segmento que tanto contribui para a economia do país. São mais de seis mil cooperativas atuando em 13 ramos de atividades econômicas e registradas no Sistema OCB. Juntas, geram mais de 320 mil empregos diretos. O sistema tem mais de 11 milhões de associados e envolve mais de 44 milhões de brasileiros, sendo o responsável por mais de 6 bilhões de dólares em exportações. Não dá pra ignorar o cooperativismo. Sou de um estado tipicamente cooperativista – o Paraná – então, minha responsabilidade só aumenta. Vou trabalhar muito para defender os direitos das cooperativas e dos cooperados.

2 – O senhor assumiu a presidência da Frencoop no dia 25 de março. Como é estar à frente de uma das bancadas mais atuantes no Congresso?

OS - É um privilégio ser reconhecido e ter a oportunidade de presidir uma frente tão importante, que representa a família cooperativista brasileira. Ao redor do mundo, mais de 1 bilhão de pessoas são cooperativistas. É preciso sempre lembrar que o cooperativismo é um segmento que precisa e merece o reconhecimento da sociedade, por isso me coloco à disposição do setor, pois acredito que, juntos, trabalharemos para fortalecer o cooperativismo brasileiro.

3 – Qual a importância da Frencoop para o setor?

OS - Historicamente, o povo brasileiro tem conseguido grandes resultados graças à sua representatividade segmentada no Congresso Nacional. Uma frente parlamentar é fundamental para discutir com profundidade as questões que envolvem o interesse da nação. A Frente Parlamentar do Cooperativismo é formada atualmente por 233 deputados e 30 senadores. Nossa missão é defender os interesses do cooperativismo brasileiro que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Nós assumimos o cargo com muita alegria porque confiamos muito no trabalho, na força de articulação e na experiência do Sistema OCB, pois certamente caminharemos de mãos dadas para assegurar todos os direitos das cooperativas do Brasil.

4 – Qual é o papel da Agenda Legislativa para a sua atuação como parlamentar?

OS - A Agenda Legislativa do Cooperativismo contribui diretamente para a defesa das bandeiras cooperativistas no Congresso Nacional. Essa edição reúne os projetos prioritários ao movimento cooperativista brasileiro e que vão aplainar os caminhos para o desenvolvimento do setor. Precisamos de marcos legais que respaldem e criem um ambiente legislativo propício às cooperativas do país. O Sistema OCB, ao longo das edições Agenda pretende conversar com o governo, tratar com transparência todas as ações necessárias e mostrar que as cooperativas, além da força econômica, têm força política.

5 – Deputado, qual deverá ser o foco da atuação da Frencoop em 2014?

OS - Pretendemos limpar o máximo que conseguirmos da pauta neste ano. Isso inclui acelerar a votação do Projeto de Lei Complementar 271/2005 que regulamenta o ato cooperativo que entendemos ser um dos assuntos de maior destaque dos últimos anos no Congresso. Todos os membros da Frencoop já têm conhecimento sobre a urgência dessa aprovação, então, nosso trabalho será reforçar que o setor não pode continuar sendo bitributado, como tem ocorrido – a cooperativa pagando como pessoa jurídica e, o cooperado, como pessoa física.

Perfil

NOME: Osmar Serraglio

Mandato: 4º mandato.

Profissão: Advogado e Professor Universitário.

Titular na Comissão: Constituição, Justiça e Cidadania.

Suplente na Comissão: Educação.

Cargos no Legislativo: Vice-Líder do Bloco PMDB, PTB, PSC, PTC (2009-hoje) e Vice-Líder do Governo (2011-hoje).

Cargos anteriores: Vice-Prefeito de Umuarama (PMDB, 1993-1996).

Destaques: 1º Secretário da Câmara dos Deputados (2007), 3º Presidente da CCJC e Relator da CPI dos Correios (2005-2006). Presidente da Associação dos Professores do Paraná (1973-1975), Secretário (1977-1986) e Vice-Presidente (1987-1992) da Subseção da OAB-Umuarama.

Cooperativismo: Vice-presidente da Frencoop (2013-2014); Representante Tributário da Frencoop (2011-2013), 2º Conselheiro Fiscal (2008-2009) e 1º Coordenador Adjunto da Frencoop (2003-2007). Presença significativa em eventos da OCB (2011). (Informe OCB)

 

 

CÂMARA DOS DEPUTADOS: Junji Abe assume a Subcomissão do Leite

legislativo 10 04 2014A Subcomissão do Leite, vinculada à Comissão de Agricultura da Câmara Federal tem um novo presidente: o deputado Junji Abe (SP). A vice-presidência está a cargo do parlamentar Domingos Sávio (MG) e o cargo de relator foi preenchido por Alceu Moreira (RS). Os três integram a diretoria da Frencoop. A posse ocorreu na manhã desta quarta-feira (09/04) e contou com a participação do Sistema OCB e de várias cooperativas de produtores de leite. (Informe OCB)

 

TREINO&VISITA: Técnicos vão discutir desempenho da safra 2013/14 de soja

treino visita 10 04 2014Profissionais das cooperativas paranaenses, da extensão rural, da pesquisa e empresas que atuam no setor agropecuário vão discutir o desempenho da safra 2013/14 de soja na próxima reunião do grupo Treino&Visita, no auditório da Embrapa Soja, em Londrina, Norte do Paraná, no dia 23 de abril. Cada participante terá 10 minutos para relatar os aspectos que considerar relevantes em relação à cultura, como adubação, utilização de inoculante e tratamento de sementes, cultivares de maior expressão na região onde atua, utilização da soja Bt, problemas com plantas daninhas, doenças, lagartas, percevejo, o número médio de aplicações de herbicidas, fungicidas e inseticidas e a produtividade, entre outros.

Palestras - A reunião prossegue no dia 24 de abril. O pesquisador da Embrapa Soja, Samuel Roggia, vai falar sobre o manejo das principais pragas no sistema de produção de soja e milho safrinha. Já o analista técnico e econômico da Ocepar, Robson Mafioletti, fará uma palestra a respeito da situação da obrigatoriedade do seguro agrícola para a safra de verão 2014/15. Haverá ainda a participação do meteorologista do Inmet/Mapa, Luiz Renato Lazinski, que fará um prognóstico climático para o outono-inverno.

 

Clique aqui e confira na íntegra a programação da 55ª reunião do grupo Treino&Visita

 

FORMAÇÃO INTERNACIONAL: “Oásis dos cooperados” foi o último local visitado na Alemanha

O “Oásis dos cooperados”- Mitgliederoase -, localizado na cidade de Hamm, foi o último local visitado pelos 27 integrantes da quinta turma do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes, nesta quinta-feira (10/04), na Alemanha. Trata-se de um espaço destinado à apresentação de palestras e realização de outros eventos de capacitação e de esclarecimento de dúvidas do quadro social, denominados “Escola do Dinheiro”, criado dentro da VolksBank, um dos maiores sistemas de crédito cooperativo daquele país, juntamente com o Raiffesen.

Quarta maior - O grupo foi recebido pelo chefe de divisão da cooperativa de crédito, Uwe Börner, que possui 32 anos de experiência. De acordo com ele, para atender os clientes maiores, foi necessário ampliar o patrimônio e, desta forma, houve a fusão da VolksBank, de Hamm, com a VolksBank, de Dortmound, criando a quarta maior cooperativa de crédito da Alemanha. Antes da fusão, a VolksBank, de Hamm, tinha 1,1 bilhão de ativos, 16 filiais, 252 funcionário e 68.322 clientes. Já os ativos da cooperativa sediada em Dortmound somavam 5 bilhões de euros, as filiais 67, o número de funcionários, 712, e o de clientes 202.304.

Universidade – No mesmo local, os brasileiros assistiram a uma palestra ministrada por Eric Mayer, professor doutor da Universidade de Münster, que falou sobre o instituto para pesquisa do cooperativismo mantido pela universidade. A faculdade de ciências econômicas tem 4.600 estudantes, 44 professores e mais de 200 colaboradores científicos. A instituição desenvolve muitos projetos de pesquisa divididos em quatro grandes áreas: administração cooperativista, gestão da cooperação, gestão estratégica e modernidade da ideia cooperativista. São feitos estudos abordando temas como impactos dos marcos regulatórios da operação das cooperativas de crédito, avaliação econômica e financeiras das cooperativas de crédito, intercooperação entre cooperativas de crédito e de habitação, modelos de gestões cooperativas na Europa, entre outros.  A Universidade está trabalhando a criação de um indicador de valor adicionado para o associado, nos moldes de uma sociedade anônima, para avaliar os benefícios de se ingressar em uma cooperativa de crédito.

Rede financeira cooperativista– Eric Mayer também apresentou dados sobre a rede financeira cooperativista, que contempla 17.700 associados, 30 mil clientes, 1.078 cooperativas e 13.065 filiais. O total de ativos é de 1,09 trilhão de euros, sendo que a VolksBank conta com 10,3 bilhões de ativos. De acordo com o professor, houve um crescimento expressivo do cooperativismo de crédito na Alemanha a partir da crise de 2008, principalmente devido à solidez do sistema e confiabilidade do quadro social. E, para o melhor atendimento com maior eficiência, houve também um processo significativo de fusões.

Desafios – Os quatro principais desafios do cooperativismo de crédito da Alemanha são: a criação de marcos regulatórios, taxas de juros baixas, processo de redução de custos e a interface com o cliente.

Carne - Na quarta-feira (09/04), os brasileiros conheceram a Cooperativa West Fleisch, na cidade de Hamm, constituída em 1928 e que abate, semanalmente, 25 mil suínos e mil bovinos e mil novilhos. Ela opera seis dias por semana e no domingo é feita a manutenção do local. São 1.500 funcionários, entre os quais estão pessoas de vários lugares do mundo, principalmente romenos, russos e poloneses. A cooperativa fatura 2,5 bilhões de euros por ano, possui quatro mil sócios, gera cinco mil postos de trabalho e conta com sete abatedouros. Ela opera fortemente com exportações, principalmente na Europa, América do Norte e Ásia (China). Fabrica, por exemplo, 200.600 toneladas por ano de presunto, 84.700 toneladas por ano de carne para conveniência e 4.200 toneladas por ano de hambúrguer.

Universidade de Münster- O grupo esteve ainda no Centro Brasileiro da Universidade de Münster - Westfälische Wilhemns-Universität- um órgão central que acompanha as relações e projetos com o Brasil, criado em março de 2010. A Universidade de Münster foi fundada em 1.780, tem 43 mil estudantes sendo 53 % do sexo feminino é a terceira maior universidade da Alemanha, contando com 1.650 funcionários. Ela oferta 250 cursos e possui mais de 40 anos de relações com instituições brasileiras como a UFRJ, UFRS, UFSC, Unicamp, FGV, Unifesp, UMG, entre outras. No local, os brasileiros também receberam informações de Eric Meyer sobre o cooperativismo na Alemanha.

Central de cooperativas agrícolas – A programação do dia foi encerrada em Hamm com uma visita à Vorstellung Agravis, central formada por 169 cooperativas agrícolas associadas, que teve faturamento de 7,5 bilhões de euros no ano passado e resultado de 52,2 milhões de euros. O patrimônio líquido é de 424 milhões de euros e são 6.077 funcionários. Ela foi constituída em 2004, a partir de fusão de duas outras centrais.

Amsterdã – Nesta sexta-feira (11/04), os brasileiros estarão em Amsterdã, na Holanda, onde têm compromisso no Rabobank e farão uma visita ao Porto de Roterdã, encerrando a missão de estudos à Europa, iniciada na semana passada pela Itália. Entre os 27 integrantes da quinta turma do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas estão lideranças do cooperativismo paranaense que atuam nos ramos agropecuário e de crédito. O Sistema Ocepar está representado por João Gogola Neto e Devair Mem. Também fazem parte do grupo a gerente geral da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, e profissionais do Sebrae/PR.

Programa Internacional - O Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas é uma iniciativa do Sistema Ocepar em parceria com o Sebrae, que visa proporcionar uma visão internacional de negócios a lideranças das cooperativas paranaenses. Desde 2009, contempla a abertura de uma turma por ano, sendo que o quinto grupo iniciou a capacitação em julho de 2013. A formação é dividida em cinco módulos, com etapas que incluem atividades em Curitiba e Brasília, além de missões de estudo em países do continente europeu, norte-americano, sul-americano, asiático e da Oceania. No ano passado, a quinta turma esteve na Argentina.

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EDUCACIONAL: Ramo inicia segunda etapa do diagnóstico

O Sistema OCB iniciou, nesta segunda-feira (07/04), a segunda etapa do diagnóstico do ramo Educacional. Os questionários foram distribuídos às unidades estaduais e tem sido entregues às cooperativas do ramo. O trabalho está sendo desenvolvido pelo Conselho Consultivo do ramo Educacional que pretende traçar um panorama da situação vivenciada pelas cooperativas para a realização de ações que visem a garantir o desenvolvimento do setor.

Primeira etapa- A primeira etapa ocorreu no ano passado e foi considerada satisfatória pelo representante nacional do ramo, Ricardo Lermen. “Foi com grande satisfação que tivemos uma boa receptividade pelas cooperativas educacionais na primeira fase do diagnóstico. Mais de 52% das cooperativas Educacionais regulares, junto ao Sistema OCB, responderam ao questionário”, comenta o representante.

Consolidação - Com a consolidação das duas fases, o Conselho Consultivo do ramo Educacional espera obter um documento que será um marco para o ramo que ainda não se conhece por inteiro. “Ao final, teremos mapeadas todas as informações do ramo que servirão de importante subsídio para identificarmos a melhor estratégia de formulação de seus planos de trabalho”, conclui Lermer. (Informe OCB)

COAGRO: Cooperativa comemora o maior recebimento de soja da sua história

coagro 2 10 04 2014O ano de 2014 entra para história da Coagro pelos bons resultados obtidos no recebimento de soja safra 2013/14. Mesmo com as condições climáticas adversas em algumas regiões, a produção da oleaginosa foi satisfatória para a grande maioria dos produtores que, de imediato, confiaram sua produção para Coagro.  Essa parceria de confiança entre cooperativa e associados foi novamente confirmada nesta safra, tendo em vista o recebimento recorde de 1.202.820 sacas de soja, montante contabilizado entre as 12 unidades da cooperativa: Capanema, Planalto, Pérola D’Oeste, Bela Vista da Caroba, Pranchita, Santo Antonio do Sudoeste, Barracão/Dionísio, Barra Grande, Centro Novo, Alto Faraday e  São Luiz. De acordo com Sebaldo Waclawovsky, diretor presidente da Coagro, esse resultado superou as expectativas e as metas pré-estabelecidas, possibilitando, com isso, uma significativa evolução em quase 16%.

Novos investimentos- Waclawovsky afirmou também que junto com os bons resultados, surge a necessidade de fazer novos investimentos para suprir a demanda, fator que levou o Conselho Administrativo da Coagro a antecipar investimentos para edificar novos silos e novos armazéns. Para definir quais unidades que seriam contempladas com as novas estruturas, optou-se investir em unidades que estão fora do perímetro urbano, atendendo uma exigência do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) – e onde silos ou secadores foram construídos no ano passado.

Unidade escolhida- Nesse contexto, a unidade de Perola D’Oeste foi escolhida por atender os critérios e receberá investimentos para a edificação de um novo silo com capacidade de 100 mil sacas, contemplando associados de Perola D’Oeste, Conciolândia, Centro Novo e Barra Grande. A unidade de São Luiz Capanema também se enquadra nos quesitos e receberá um novo silo com capacidade de 100 mil sacas. Waclawovsky falou ainda das condições favoráveis de financiamento em longo prazo com juros de 2% ao ano e carência de 3 anos  para começar a pagar, facilidades que possibilitam a antecipação de investimentos para estruturar cada vez mais cooperativa e proporcionar maior segurança ao seu quadro de associados.

Parceria de resultados– “Afinal, é uma parceria de resultados, pois quanto mais produção de soja, milho e trigo o associado entregar e mais produtos de mercado, sementes, adubos e defensivos adquirir na Coagro, maior será o resultado da cooperativa e mais sobras serão distribuídas para os associados sobre a entrega da produção, inclusive o bônus do biodiesel. Com essa importante parceria associados/cooperativa, os resultados serão cada vez mais satisfatórios e todos sairão ganhando. Coagro é a cooperativa de sua confiança que no dia a dia vem fazendo a grande diferença”, afirmou. (Imprensa Coagro)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP: Para especialista, El Niño pode contribuir para aumentar oferta de soja

sicredi uniao 10 04 2014As perspectivas para o mercado de soja apresentam-se baixistas para os próximos anos, o que pode ser avaliado por uma série de conjunturas motivadas, entre outros fatores, pelo início, possivelmente em maio, do fenômeno climático “El Niño”. A afirmação foi feita na noite de quarta-feira (09/04), na ExpoLondrina, por João Antônio Lapolli, titular da área de Riscos e Mercado do Banco Cooperativo Sicredi, de Porto Alegre. Lapolli falou a cerca de 250 convidados, a maior parte produtores da região, em evento organizado pela Sicredi União PR/SP e Cocamar Cooperativa Agroindustrial, no auditório Milton Alcover.

Indicativo - Segundo Lapolli, o aquecimento das águas do Pacífico Sul é indicativo de que o “El Niño” está iniciando sua atividade, o que poderá trazer riscos em escala global. Para o Brasil, a previsão é de que a primavera e o verão sejam mais úmidos, o que deve contribuir para a boa produtividade das lavouras. Já nos Estados Unidos, o efeito poderá ser um atraso no plantio de milho em razão do frio e a possibilidade de inundações nas regiões produtoras. Com isso, aquele país, que já havia anunciado um aumento de 6% da área cultivada de soja em detrimento do milho (-4%) este ano, poderá acabar ampliando ainda mais o espaço com a oleaginosa. “Se tivermos boas safras no Brasil e nos Estados Unidos, as cotações tendem a perder força”, ressaltou.

Aumento - Já na safra 2013/14 o Brasil aumentou em 7,4% a superfície plantada com soja, no comparativo com o ano anterior, explorando 29,8 milhões de hectares. Nos EUA, as projeções apontam para uma área de 33 milhões de hectares, o que resultaria em uma colheita recorde ao redor de 100 milhões de toneladas.

Demanda - O contraponto dessa situação, de acordo com o palestrante, está no fato de que a demanda mundial por alimentos – em especial derivados de soja (farelo e óleo) - continua firme e em crescimento. Ele lembrou que a maior parte da população global já reside em centros urbanos, processo que se verifica, inclusive, na China, onde pelo menos metade dos habitantes já se mudou para as cidades. “Mais gente deixando o campo significa mais demanda por comida”, afirmou, citando que só entre os chineses os volumes de consumo são altíssimos e qualquer aumento tem grande impacto na produção. Nos últimos seis anos, para se ter ideia, a China aumentou em 31% a demanda por óleos vegetais, enquanto a expansão na Índia, outro país populoso, foi de 6%. “Se os chineses aumentarem o consumo em apenas um litro de óleo de soja por habitante ao ano, isto vai beneficiar países produtores como o Brasil”, disse. De acordo com números que apresentou, a China importa atualmente mais de 70 milhões de toneladas de soja e derivados, e isto contribui para equilibrar o mercado e sustentar as cotações. Por outro lado, os estoques de soja nos Estados Unidos ainda são considerados baixos, fator que também ajuda a manter as cotações em níveis razoáveis.

Ucrânia - Lapolli destacou, por fim, que a Ucrânia desponta como estratégica na oferta mundial de grãos. Apesar dos graves problemas internos pelos quais vem passando, o país é um importante produtor de grãos (milho e trigo) e tem potencial para se tornar também, em breve, um dos atores do concorrido mercado de soja, atualmente nas mãos de poucos – Estados Unidos, Brasil, Argentina e Paraguai.

Presenças - Entre outros, o evento foi prestigiado pelo diretor-executivo e o diretor da regional norte da Sicredi União PR/SP, Rogério Machado e Paulo Ozelame, o presidente-executivo e o vice-presidente de Negócios da Cocamar, José Fernandes Jardim Júnior e José Cícero Aderaldo, o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Moacir Norberto Sgarioni, e o presidente do Sindicato Rural de Londrina, Narciso Pissinati. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

COCAMAR: Produtos Purity da linha “Toy Store” são divulgados na ExpoLondrina

Um dos atrativos do estande da Cocamar na ExpoLondrina, que segue até domingo (13/04) no Parque Internacional de Exposições Governador Ney Braga, é a linha de néctares de frutas “Purity”, de 200ml, que traz nas embalagens personagens do filme infantil “Toy Story”.

Brincadeiras - Todos os dias, muitas das crianças e jovens que passam em frente ao espaço, adentram para participar de brincadeiras ali preparadas, que dão direito a saborear o produto. “Identifiquei os personagens e vim conferir”, disse a estudante Isabela Nunes, de 17 anos, que aguardava em uma pequena fila na noite de quarta-feira (09/04). Ele disse que sua família já é consumidora dos produtos Purity e, ao receber o néctar, ficou observando a embalagem, a exemplo do que fizeram seus colegas.

Aposta - A linha “Toy Store” é uma das apostas da Cocamar para incrementar as vendas junto ao público infanto-juvenil. Além de néctares, compreende também bebidas a base de soja, igualmente em unidades de 200ml.

Varejo - No ano passado o segmento de varejo da cooperativa faturou R$ 615 milhões e a previsão para este ano é passar de R$ 650 milhões. Além de néctares de frutas e bebidas a base de soja, oferecidas ao mercado em diversos sabores e embalagens de 1 litro e 200ml, o portfólio contempla óleos de soja, milho, girassol e canola, café torrado e moído, café gourmet, cappuccinos, café adicionado a bebida de soja, maioneses, catchup e mostarda, álcool doméstico nas formas gel e líquida, chás e farinha de trigo. (Imprensa Cocamar)

UNIMED MARINGÁ: Walter Longo fez palestra sobre “Revolução digital”

A Unimed Maringá é uma das patrocinadoras do Ciclo de Palestras CBN que, na última segunda-feira (07/04), contou com a participação do publicitário Walter Longo, diretor do grupo Newcomm, de São Paulo. Ele falou a cerca de 900 convidados, no Teatro Marista em Maringá, sobre “Revolução digital”. Longo afirmou que “nunca o mundo mudou tanto e ninguém tem ideia do impacto de tudo isso, e do que vem ocorrendo, exatamente, no momento”.  Quanto menor acesso as pessoas tinham ao processo digital, maior tem sido essa transformação, segundo ele, ressaltando que embora a população ainda não tenha se acostumado às mudanças, “estamos apenas arranhando a superfície dessa revolução em curso”.

Revisão de paradigmas- Segundo o palestrante, não é preciso apenas incorporar novos conhecimentos, mas rever os paradigmas que nortearam a vida até aqui. A começar pelo tamanho das empresas, citando o caso da “Brazilian Bikinis”, uma pequena corporação do ramo de artigos de praia, de São Paulo, que exporta para 70 países. Ou de uma pizzaria que se resume a um escritório e que apenas faz a intermediação entre consumidores e fornecedores.

Certezas perdidas- “Estamos perdendo as nossas certezas, temos que aprender, desaprender e reaprender”, afirmou o publicitário, a um público perplexo. Diante de tantas novidades que vão surgindo o tempo todo no mercado, as empresas não conseguem acompanhar e deixam de preparar os funcionários que fazem o atendimento ao público. “Quando vamos a uma loja para comprar uma televisão, nunca saímos com a certeza de que fizemos um bom negócio”, exemplificou. Na sua visão, o balconista precisa ser, também, um consultor, pois o consumidor está cada vez mais confuso.

Redes colaborativas- Outra tendência que vem ganhando força no mundo, destacou Longo, são as redes colaborativas. Quando alguém viaja e deixa seu carro na garagem de um aeroporto, por exemplo, está perdendo dinheiro. Em alguns países esses carros são colocados para locação, a exemplo do que acontece com apartamentos, residências e até escritórios.

Lançamentos - Ao mesmo tempo, diante da velocidade dos lançamentos, as empresas não podem mais esperar pelo “ótimo” e se contentam em oferecer ao mercado um produto “suficientemente bom”. Entre os exemplos estão os fabricantes de smartphones, que correm para o mercado, com novidades o tempo todo, temendo serem superados pelos concorrentes. “Hoje em dia, o fator tempo é decisivo”, frisou.

Impressora 3D- A impressora 3D, assim como os óculos do Google, são realidades cada vez mais presentes. “Fabricantes de automóveis já estão imprimindo peças e partes de um veículo. Em breve, você irá numa concessionária e poderá imprimir seu carro, escolhendo antes a cor e os acessórios”, pontuou.

Colaboradores rebeldes- Por outro lado, as empresas têm que nutrir a capacidade de trabalhar com colaboradores rebeldes, caso das agências de publicidade, “pois as grandes ideias podem surgir daqueles sujeitos insuportáveis”. Longo contou que, na Newcomm, costuma readmitir funcionários problemáticos, dispensados quase sempre quando ele está fora. “Só inova quem tem coragem de ousar, questionar o briefing e as hierarquias”.  

Tamanho - Em resumo, nos tempos atuais, tamanho não é mais documento, o cliente nem sempre tem razão, o negócio mantido por uma empresa pode não ser mais o que ela está pensando e o ótimo deu lugar ao bom. “Temos que nos lançar com a cabeça aberta, e de forma entusiasmada, rumo ao desconhecido”, completou. (Imprensa Unimed Maringá)

COPAGRIL: Mais de 3.500 associados e familiares prestigiaram a Copa 2014

A 10ª edição da Copa Copagril reuniu mais de 3.500 pessoas na AACC de Marechal Cândido Rondon, no último sábado (05/04). Milhares de associados e familiares vieram de toda a área de ação da cooperativa, do Paraná e do Mato Grosso do Sul, para competir e confraternizar, compartilhando o espírito esportivo e do cooperativismo.

Jogos - Os jogos começaram por volta das 10 horas, logo após a cerimônia de abertura, e se estenderam por toda a tarde. Ao todo, foram realizadas disputas em 16 modalidades, pensadas para que todos os associados pudessem participar. A novidade deste ano foi o vôlei gigante, que atraiu ao redor do campo muitos olhares curiosos que desconheciam a modalidade e dentro das linhas vários competidores dedicados em busca da vitória.

Tradição - De acordo com o diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, o evento alcançou os objetivos, que era promover um grande encontro entre associados, além de incentivar a atividade física na busca pela saúde e o bem-estar. “Parabenizamos todos os atletas e também aqueles que vieram para torcer e acompanhar o evento. A Copa Copagril já se tornou uma tradição da cooperativa e, daqui a dois anos, com certeza teremos outra edição”, declarou.

Números - A Copa Copagril contou com exatamente 1260 atletas inscritos. Foram 350 equipes ou competidores individuais, distribuídos nas 16 modalidades, masculinas ou femininas. O destaque foi para a canastra, que contou com 90 duplas inscritas, 45 de mulheres e 45 de homens, somando 180 participantes. Mas a maior quantidade de inscritos ficou com o bolãozinho, que teve 270 mulheres, em 27 equipes. O futebol suíço teve 145 atletas na categoria novos e 130 na seniores.

Colaboração - Para dar conta de todos estes competidores e organizar as modalidades, foi necessária a colaboração de centenas funcionários. Somente para o almoço, um verdadeiro batalhão trabalhou para preparar e servir a refeição, que contou com sete bois no rolete, prato típico de Marechal Cândido Rondon.

Campeões - Foram premiados os primeiros e segundos colocados de cada modalidade. Os campeões receberam camisas oficiais da equipe de futsal Copagril/Sempre Vida/Marechal Cândido Rondon e os vices ganharam camisas polo personalizadas da cooperativa. Além disso, todos os atletas inscritos ganharam camisetas exclusivas do evento. (Imprensa Copagril)

Clique aqui e confira a lista dos campeões da Copa Copagril 2014

 

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USDA: Corte nos estoques dos EUA vem maior que o esperado

usda 10 04 2014Os preços internacionais da soja avançaram para o maior nível em 10 meses depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) anunciou, no início desta tarde desta quarta-feira (09/04), um corte maior que o esperado em sua estimativa para os estoques norte-americanos na temporada 2013/14. Em relatório divulgado nesta quarta, o órgão projetou as reservas no final de agosto em 3,67 milhões de toneladas, abaixo das 3,95 milhões de toneladas estimadas há um mês e das 3,84 milhões de toneladas de um ano atrás. Analistas esperavam 3,8 milhões de toneladas.

Estoques de passagem- O corte nos estoques de passagem norte-americanos veio na esteira de um forte incremento na estimativa de exportação de soja dos EUA, agora projetadas pelo USDA em recordes 43 milhões de toneladas – 1,36 milhão de toneladas acima do calculado pelo órgão em março e 7 milhões de toneladas superior ao volume embarcado na temporada passada. O reajuste superou com folga o corte de 0,3% na projeção de esmagamento (para 45,86 milhões de toneladas) e o aumento de 86% na estimativa de importação (para 1,77 milhão de toneladas).

Suprimento apertado- “O suprimento de soja vai ser apertado, o que aumenta a importância de produzir uma grande safra neste ano”, disse à agência Bloomberg o analista -chefe da Northstar Commodity Investment Co. Mark Schultz. “O mercado vai continuar a subir até que novas cargas de soja cheguem aos EUA.”

Cotação - Logo após a divulgação do relatório, o maio/14 da oleaginosa atingiu o pico de US$ 15,12 por bushel na Bolsa de Chicago, o mais alto patamar desde o dia 6 de junho. Há pouco, registrava valorização de 13,50 pontos, cotado a US$ 14,9575/bushel (27,2 quilos). O milho acompanhou o movimento e respondeu com altas ao relatório, com o maio/14 batendo em US$ 5,19 por bushel, o melhor preço desde 12 de julho, logo após a divulgação do documento. Na sequência, contudo, o mercado do cereal inverteu a mão e, há pouco, operava com desvalorização nos principais vencimentos, com o primeiro contrato trocando de mãos a US$ 5,0375/bushel (25,4 quilos), em queda de 3,25 pontos.

Milho - Assim como na soja, o USDA reduziu sua estimativa para os estoques de milho mais do que os analistas previram. O corte também foi puxando por um reajuste positivo nas exportações. As reservas norte-americanas do cereal em 31 de agosto foram calculadas pelo órgão em 33,81 milhões de toneladas, abaixo das 37 milhões de toneladas previstas em março e das 35,66 milhões de toneladas esperadas pelo mercado. As exportações serão projetadas em 44,45 milhões de toneladas – 3,2 milhões de toneladas acima do calculado há um mês e mais que o dobro do volume exportado no ciclo anterior (20,85 milhões de toneladas).

Mundo - No quadro mundial, a safra brasileira de soja foi reajustada de 88,5 milhões de toneladas para 87,5 milhões de toneladas, em linha com a estimativa do mercado, de 87,43 milhões de toneladas. A produção de milho do Brasil, que em março era calculada em 70 milhões de toneladas, foi elevada a 72 milhões de toneladas. As projeções para a Argentina mantiveram-se estáveis em 54 milhões e 24 milhões de toneladas, respectivamente. Também não houve alteração nas importações chinesas, que permaneceram estimadas em, respectivamente, 69 milhões e 5 milhões de toneladas.

Oferta e demanda- Os quadros de oferta e demanda para 2014/14 nos EUA e no mundo serão anunciados no relatório do mês que vem. (Gazeta do Povo)

 

CARNE BOVINA: Negociação "tranquila" com os EUA

As negociações para a abertura do mercado americano à carne bovina in natura do Brasil estão "tranquilas" e há chances de que ela ocorra ainda neste semestre, afirmou nesta quarta-feira (09/04) o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio.

Consulta pública - Por ora, o processo de abertura do mercado dos EUA passa por uma consulta pública, cujo prazo se encerra em 22 de abril. A fase seguinte será a discussão de comentários e sugestões feitos na consulta. Apesar de não haver um período definido para que essa fase de discussão termine, Sampaio afirmou que as informações repassadas pela embaixada do Brasil nos EUA são positivas. "Pelas informações da embaixada, está tranquilo", disse.

Oposição - Segundo ele, a única oposição é de pecuaristas dos EUA que alegam o "suposto" risco de importação da febre aftosa do Brasil. No entanto, o próprio USDA descarta esse risco, afirmou Sampaio. "Não tem nenhuma outra oposição que não seja essa". Diante disso, ele acredita que a abertura do mercado pode acontecer até junho. Sampaio participou nesta quarta de reunião com o ministro da Agricultura, Neri Geller, na Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em São Paulo. (Valor Econômico)

INDÚSTRIA: Acordo técnico com União e Fiep vai incentivar setor no Paraná

industria 10 04 2014O Governo do Estado assinou, nesta quarta-feira (09/04), acordo de cooperação técnica com o Governo Federal e a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) para ampliar políticas de incentivo à industrialização. O acordo foi firmado, em Curitiba, durante a 3ª Oficina de Trabalho do Plano Brasil Maior, promovida pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Integração Nacional.

Soluções - "Com a união dos esforços técnicos teremos importantes soluções para fortalecer ainda mais o setor industrial do Paraná", afirmou o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Horácio Monteschio. "Juntos vamos identificar oportunidades, articular parceiros públicos e privados para aumentar a competitividade do Paraná", acrescentou.

Destaque - Monteschio lembrou que a economia do Paraná vem se destacando nacionalmente com resultados superiores à média brasileira. "No ano passado o PIB do Estado cresceu o dobro que o nacional, fomos o terceiro na geração de empregos com carteira assinada e agora temos esse ótimo resultado da produção industrial com o avanço de 18,4 %".

Acordo - Com o termo ficou definida a instalação de um núcleo regional da Rede Nacional de Política Industrial (Renapi, uma instância que promove a parceria público-privada entre o setor produtivo local e o Governo do Estado) no Paraná. Também farão parte representantes da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Agência Paraná de Desenvolvimento (APD) e da Federação das Indústrias do Paraná.

Objetivos- Entre os principais objetivos do núcleo estão o fortalecimento de cadeias produtivas, incentivo ao uso do poder de compra público local e privado e oportunidades em investimentos de infraestrutura, sobretudo nas Parcerias Público Privadas estaduais.

Fortalecimento - O diretor técnico da Paraná Desenvolvimento, Henrique Ricardo dos Santos, disse que a aproximação com estas instituições fortalece os objetivos da Paraná Desenvolvimento como agência que apoia as empresas instaladas no Estado e mantém o foco na atração de novos investimentos para o Paraná.

Divulgação - O coordenador de Política Industrial da ABDI, Roberto Pedreira, explicou que a parceria vai ajudar auxiliar na divulgação de projetos executados pelo Governo Federal e na coordenação de ações conjuntas. "Debateremos instrumentos e ferramentas que possam ser replicados no Estado. É um trabalho em prol do desenvolvimento da indústria do Paraná", ressaltou.

Ferramentas práticas- O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, destacou a importância da união do poder público com a iniciativa privada. "A Fiep sempre está pronta para cooperar com a União, Estado e Municípios nas ações que busquem o desenvolvimento do setor produtivo paranaense", disse. "Precisamos de ferramentas práticas, que auxiliem as indústrias lá na ponta, sejam elas grandes, médias e, sobretudo, pequenas", completou.

Oficina - A primeira oficina deste ciclo foi realizada em novembro de 2013, em Recife (PE), e a segunda foi feita no mês passado, em Goiânia (GO). Entre os objetivos do Plano Brasil Maior estão a ampliação do investimento fixo, a elevação do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento, o aumento da qualificação de recursos humanos, a ampliação do valor agregado nacional, o estímulo ao conhecimento, fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas, incentivo à produção mais limpa, diversificação das exportações e a ampliação do acesso da população a bens e serviços para a qualidade de vida. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SEBRAE/PR: Empresários do Centro Histórico de Curitiba criam Central de Compras

Um grupo de 12 empresários da região do Centro Histórico de Curitiba está se organizando para criar uma central de compras. O objetivo é negociar melhores condições de preço e pagamento, com fornecedores de produtos e serviços necessários para todas as empresas integrantes do grupo. A iniciativa conta com o apoio do Sebrae/PR .

Implantação - A consultora do Sebrae/PR, Walderes Bello, explica que a Central de Compras está passando pela fase de implantação. "Os empresários estão se reunindo e participando de palestras com consultores especializados que estão dando todo o suporte e repassando conhecimento para que eles possam colocar em prática o projeto. Nos encontros, eles aprendem como funciona a Central e quais as vantagens e desafios do projeto", detalha.

Áreas - Fazem parte da Central de Compras empresas de diversas áreas como restaurantes, hotéis, lojas e serviços. A consultora do Sebrae/PR afirma que o caráter multissetorial do grupo não é uma desvantagem. "Estamos acostumados a ver empresários do mesmo setor de atuação se organizarem para comprar coletivamente seus insumos. No caso do grupo de empresários do Centro Histórico, apesar do caráter diferente de cada um dos integrantes, todos precisam de segurança privada para seus empreendimentos, plano de saúde para seus empregados e produtos básicos para limpeza de seus estabelecimentos, por exemplo. Se unir, independente do setor, é sempre positivo e todos saem ganhando", defende.

Recursos revertidos- Walderes Bello esclarece que o dinheiro economizado com as ações da Central de Compras do Centro Histórico poderá ser revertido em prol dos estabelecimentos. "A ideia é interessante, porque os recursos poderão ser aplicados em outros projetos, o que irá contribuir para o desenvolvimento direto de cada um dos integrantes da Central", afirma.

Restaurante - Maria Lopes Bonamigo tem um restaurante no Centro Histórico. Ela integra a Central de Compras e espera que a que iniciativa ajude a melhorar seu lucro. “A minha perspectiva é a melhor possível. Na minha opinião, a grande dificuldade das micro e pequenas empresas, atualmente, é a compra, pois é dali que podemos tirar um maior faturamento. Estamos nos organizando e tenho certeza que esse novo trabalho vai nos trazer bons frutos.”

Histórico - A Central de Compras é uma das ações da Rede Empresarial do Centro Histórico, criada por 25 empresários, em 2012, para recuperar e desenvolver economicamente a região. Com o apoio do Sebrae/PR, Prefeitura de Curitiba e Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, eles fizeram um planejamento estratégico e participaram de diversas capacitações.

Ações de sucesso- Dentre as ações de sucesso realizadas pelo grupo destacam-se o "Centro Histórico Divertido", criado para fomentar o comércio com a comemoração do "Dia das Crianças", e o "Festival de Inverno do Centro Histórico", realizado para evidenciar a gastronomia da região.

Esforço - A consultora do Sebrae/PR, Walderes Bello, destaca o esforço dos empresários e a importância da Central de Compras para fortalecer os negócios que fazem parte do grupo. "Todas as ações realizadas até agora pela Rede Empresarial do Centro Histórico foram focadas no fortalecimento da região e agora, com a Central, eles terão também efeitos positivos impactando diretamente em suas empresas. Isso também é muito importante, ainda mais se considerarmos todo o empenho que estão tendo para colocar em prática as ações da Rede", afirma.

Reunião - Outra reunião dos empresários da Central de Compras do Centro Histórico aconteceu nesta quarta-feira (09/04), na Sede União dos Escoteiros do Brasil, em Curitiba. (Assessoria de Imprensa do Sebrae/PR)

IPCA: Alta surpreende e analistas elevam projeções para inflação nos próximos meses

O choque de alimentos provocado pelo clima mais seco piorou a trajetória dos preços no início do ano ipca 10 04 2014e deixou perspectivas mais desfavoráveis para os próximos meses. Influenciado principalmente pelo grupo alimentação e bebidas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superou o teto das estimativas do mercado ao avançar de 0,69% em fevereiro para 0,92% em março, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (09/04) pelo IBGE. Nos primeiros três meses de 2014, o IPCA acumulou alta de 2,18%, maior inflação para o período desde 2011 (2,44%).

Passagem mensal- Na passagem mensal, o salto de 1,92% dos alimentos e bebidas respondeu por mais da metade (51%) do IPCA de março e foi a principal surpresa para analistas, que, com o resultado mais forte que o previsto, elevaram as projeções para abril. O Bradesco revisou a previsão do IPCA deste ano de 6% para 6,31% após a divulgação do índice e as revisões tarifárias de distribuidoras esta semana. Para Octávio de Barros, economista-chefe do banco, a alta do IPCA em março não vai mudar a cabeça do BC, que deve encerrar o ciclo de alta da Selic ou fazer apenas mais uma alta da taxa. A previsão do banco é de Selic a 11,25% este ano. "Mas não me surpreenderia se parasse em 11%." Para 2015, o banco reviu a previsão da taxa de 11% para 12%.

Quadro generalizado- A avaliação negativa dos números de inflação não ficou restrita à alta da alimentação. Excluindo-se esses itens, 71,7% dos preços que compõem o IPCA aumentaram entre fevereiro e março, maior índice de difusão nessa medida desde fevereiro de 2013. Para economistas, a dispersão indica quadro de pressões inflacionárias generalizadas, o que, junto aos preços mais altos dos alimentos, deve manter o IPCA rodando muito próximo do teto da meta, de 6,5%, em boa parte do ano. Em março, a inflação em 12 meses ficou em 6,15%.

Estimativa maior- Após a divulgação dos números de março, Adriana Molinari, da Tendências Consultoria, elevou de 0,63% para 0,70% sua estimativa para o IPCA de abril. Já a previsão para a inflação acumulada em 2014 foi mantida em 6,3%. Segundo Adriana, as coletas diárias de preços apontam para uma desaceleração mais modesta do que a esperada anteriormente para o grupo alimentação neste mês, que, em suas projeções, deve subir 0,98%.

Alimentos in natura- No mês passado, tubérculos, raízes e legumes saltaram 21,9%, enquanto hortaliças e verduras subiram 9,3%, e as frutas, 1,9%. Para Adriana, os alimentos in natura, que têm ciclo rápido de produção, podem devolver as altas já a partir da segunda metade de abril, mas os efeitos da estiagem sobre as proteínas e animais vai demorar mais para se dissipar. Em março, carnes, aves e ovos e leite e derivados aumentaram 2,25%, 1,22% e 3%, respectivamente.

Comércio exterior- Além dos problemas climáticos internos, Eulina dos Santos, coordenadora técnica de índices de preços do IBGE, mencionou que questões de comércio exterior impulsionaram os preços de alimentos em março. No caso das carnes, disse Eulina, houve aumento das exportações, o que diminuiu a oferta no mercado doméstico.

Preços agropecuários- Basiliki Litvac, da MCM Consultores, nota que os preços agropecuários ao produtor já estão cedendo, mas o movimento tende a ser captado com mais força pelos preços no varejo só em maio. "Em abril, ainda teremos pressões localizadas que vão sustentar a alta dos alimentos num patamar acima de 1%", diz Basiliki, que aumentou de 0,70% para 0,80% a projeção para o IPCA do mês atual.

Média - A economista da MCM observa também que a média dos três núcleos de inflação (medidas que tentam expurgar ou diminuir o impacto de itens voláteis no IPCA) subiu de 6,18% para 6,35% na medida anualizada, enquanto o índice de difusão passou de 64,3% para 71%, voltando a se aproximar do patamar de 70% que despertou preocupação no BC no ano passado. "A dinâmica inflacionária ficou um pouco pior do que o esperado no primeiro trimestre."

Política expansionista- Para Flávio Serrano (foto), economista-sênior do BES Investimento, a persistência do IPCA em 12 meses em níveis ao redor de 6% é reflexo da política fiscal expansionista e do longo período de juros baixos. No cenário do BES, o IPCA anualizado vai acelerar para 6,3% em abril e deve avançar até superar a banda superior da meta de inflação em agosto, o que, para Serrano, pode acontecer já em julho. "Estamos com 6,3% para a inflação ao fim de 2014, mas há riscos de que o IPCA encerre o ano acima desse patamar", diz. (Valor Econômico)

 

CÂMBIO: Dólar tomba e alivia IPCA distorcido

Há quase dois meses, a Selic estava 0,50 ponto percentual abaixo do nível atual e o contingente de brasileiros que mostrava pessimismo com a inflação somava 59% da população. Embora essa parcela fosse idêntica à observada pelo Datafolha em novembro, ela era ampla o suficiente para chamar a atenção de quem não era indiferente ao calendário eleitoral.

Solução pontual- Antecipando uma fatalidade aritmética, uma corcova com pico em agosto ou setembro no IPCA acumulado em 12 meses (em função da substituição de variações mensais de 2013 por outras cerca de 0,20 ponto mais elevadas em 2014), o que seria pra lá de embaraçoso para um governo preocupado com a melhoria do padrão de vida da maioria dos brasileiros, o economista Francisco Lopes, ex-presidente do Banco Central e hoje na Macrométrica, observou atentamente a taxa de câmbio e calculou que poderia vir daí uma solução pontual. Se o dólar, que naquele momento oscilava de R$ 2,35 a R$ 2,45, caísse a R$ 2,30, a variação mensal da inflação poderia encolher e afastar o índice em 12 meses do teto da meta (6,5%) na passagem do terceiro para o quarto trimestre - na hora da eleição.

Direção - Há dois meses, Lopes também defendia a manutenção da alta da Selic em 0,50 ponto por considerar que essa dose de juro produziria o efeito necessário no mercado cambial com folga e fortaleceria a reputação do BC. Desde esse alerta, vários eventos ocorreram e orientaram os indicadores para a direção sugerida pelo economista.

Inflação - De fevereiro para cá, o choque de preços dos alimentos sacudiu a inflação brasileira; Janet Yellen, presidente do Federal Reserve em substituição a Ben Bernanke, sinalizou a retirada bem mais suave dos estímulos monetários da economia americana do que o esperado; o tempo esquentou no Leste Europeu com a desestabilização na região sul da Ucrânia, Crimeia, onde a população de maioria russa votou pela anexação a Moscou. Nas últimas semanas, cresceram manifestações pró-Rússia no leste ucraniano, com invasão de edifícios do governo e uma escalada de tensão que entrou de vez na agenda de preocupações do Ocidente e provocou a debandada de investidores que estão desviando de Moscou para outros mercados - inclusive para o Brasil.

Razões - Essa é uma das razões que explicam a queda firme do dólar que nesta quarta-feira (09/04) fechou a R$ 2,2030. No ano, a moeda já perde 6,5%. Há dois meses, o ex-presidente do BC não calculava que a IPCA de março, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ultrapassaria as projeções do mercado, subiria 0,92%, elevando a taxa em 12 meses a 6,15% e antecipando em meses a ruptura do teto da meta de inflação.

Aperto - No início desta semana, dois meses depois de ver na baixa do dólar uma saída para aparar a corcova do IPCA, Francisco Lopes constatava os efeitos previstos e que serão acentuados, caso sua projeção se confirme e o aperto monetário seja interrompido somente depois de o Copom elevar a Selic em mais 0,25 ponto, para 11,25% ao ano. O economista reconhece que nesse cenário a corcova da inflação com pico em agosto ou setembro não poderá ser evitada, mas com um cenário de câmbio como o atual, o pico não deverá ficar muito distante do teto da meta de 6,5%. Por essa razão, o economista reduziu sua projeção de IPCA para 2014 para 5,8% - variação que ficará abaixo de 5,9% da observada em 2013.

Nova corcova- Em tempo: o economista da Macrométrica antecipa, porém, uma nova corcova para o segundo semestre de 2015, mas de intensidade menor que a de 2014. (Valor Econômico)

BRASIL: Banco Mundial projeta crescimento de apenas 2% para o país

O Banco Mundial prevê um crescimento de apenas 2% para o Brasil neste ano, um dos menores da América Latina, e alertou para a necessidade de o país cortar gastos, conter a inflação e destravar investimentos. Em relatório sobre fluxos de capitais para a região, o país apareceu como destaque negativo. "O gigante da região está crescendo muito desaceleradamente. Isso nos preocupa", afirmou Augusto De La Torre, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e Caribe. "O Brasil está enfrentando uma situação complexa em que a queda no crescimento está acontecendo com pressões inflacionárias", completou o especialista.

Brasil e México- O relatório sobre a região deu destaque especial para o Brasil e o México. Mas, enquanto o Banco Mundial considerou que o México fez reformas arrojadas no sistema bancário, em telecomunicações, energia e impostos, e trabalha com perspectiva de crescimento de 3%, o Brasil tem cenário de crescimento lento e foi apontado como a decepção na região.

América Latina- A expectativa é a de que América Latina cresça 2,3% neste ano. O percentual está um pouco abaixo do índice de 2013, que foi de 2,4%, e é menos da metade da faixa entre 5% e 6% de crescimento nos anos anteriores à crise financeira de 2008. Os melhores na lista são o Panamá, com 7%, e o Peru, com 5,5%. Chile e Colômbia também figuram acima da média, com 3,5% cada um. Já o Brasil aparece num quadro de baixo crescimento, limitada poupança e reduzido investimento.

Desafio de curto prazo- "Vale a pena mencionar o que se pode passar no curto e no longo prazo. No Brasil sempre me parece que as perspectivas e a tendência são favoráveis. É um pais com enorme riqueza, oportunidades imensas de investimentos. Sou otimista com o crescimento no longo prazo. O desafio do Brasil é o curto prazo", resumiu De La Torre.

Política fiscal- O economista-chefe sugeriu que o país faça esforços para ajustar a sua política fiscal de modo a "dar mais espaço à política monetária". "É preciso ter políticas fiscais mais ajustadas para abrir espaço e dar maior flexibilidade à política monetária, para que os bancos centrais possam reduzir as taxas de juros sem repercussões inflacionárias", disse De La Torre.

Principal - Para ele, de todas as reformas macroeconômicas no Brasil, essa seria a principal: fazer ajustes do ponto de vista fiscal, com cortes nos gastos públicos, acompanhados de relaxamento monetário. "Essa é uma política macroeconômica que me parece importante para apontar ao crescimento", definiu.

Reformas - De La Torre apontou ainda que o país precisa de reformas para facilitar investimentos privados. "O Brasil está tentando realizar uma agenda de reformas ambiciosas", disse o economista-chefe. "Está claríssimo para mim que devem ser feitas mudanças na infraestrutura do Brasil, em estradas, portos, rios, ferrovias, aeroportos. Toda a rede de infraestrutura pública precisa se modernizar de maneira que seja mais fácil levar serviços de uma parte para outra do país", completou.

Estados Unidos- De acordo com o relatório do Banco Mundial, a normalização da política monetária nos Estados Unidos traz condições financeiras mais difíceis para os países emergentes e em especial para a América Latina. "O fato de os países da região estarem expostos aos fatores globais não significa necessariamente que estão vulneráveis", advertiu De La Torre. O economista-chefe disse que os cinco países da região "com marcos mais modernos de política monetária" - Brasil, México, Colômbia, Chile e Peru - têm capacidade de absorver choques, através de suas moedas e recomendou que sejam adotadas políticas neste sentido dada a expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos, em 2015, e a possibilidade de aumento da cotação do dólar perante as moedas dos países latino-americanos.

Fluxos de investimentos externos- Segundo De La Torre, os fluxos de investimentos externos são muito importantes para os países da região e, por isso, as medidas para aumentar injeções de capital são bem-vindas. A aprovação de normas facilitadoras de investimentos, como exemplo, medidas de aceleração da regularização de trabalhadores, também pode ajudar. "Se o entorno institucional for débil e o ambiente para fazer negócios não for propício, os investidores vão buscar outras nações." (Valor Econômico)

ENERGIA ELÉTRICA: Empréstimo para socorrer setor totalizará R$ 11,2 bilhões

O empréstimo para socorrer as distribuidoras de energia será operado por 13 bancos e totalizará R$ 11,2 bilhões, anunciou nesta quarta-feira (09/04) o Ministério da Fazenda. A operação de crédito será contratada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e terá exclusivamente recursos dos bancos. As condições do empréstimo, como juros, prazo e carência, deverão ser definidas entre as partes até o próximo dia 28, quando a contratação da linha de crédito será oficializada.

Concordância - Segundo a Fazenda, os bancos que concordaram em operar a linha de crédito são Bradesco, Itaú, Santander, BTG Pactual, Citibank, J. P. Morgan, HSBC, Votorantim, Credit Suisse, Bank of America, Goldman Sachs, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Anúncio anterior- Inicialmente, o governo tinha anunciado que o empréstimo corresponderia a R$ 8 bilhões, mas o valor final da operação foi ampliado para cobrir os custos crescentes da energia elétrica. As distribuidoras precisam do dinheiro para fazer frente à contratação de energia das usinas termelétricas, além da compra de energia no mercado de curto prazo, cujos preços aumentaram devido à escassez de chuvas no início do ano no Sul e no Sudeste.

Repasse gradual- Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o empréstimo para a CCEE será repassado gradualmente às tarifas de energia a partir de 2015. Além da operação de crédito de R$ 11,2 bilhões, o Tesouro Nacional vai repassar R$ 4 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia o subsídio às tarifas do setor elétrico. O gasto extra do Tesouro será coberto com aumentos de impostos e a ampliação do Refis da Crise, programa de refinanciamento de dívidas de contribuintes com a União. (Agência Brasil)


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