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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3320 | 11 de Abril de 2014

G7: Entidades discutem questões tributárias com secretário da Fazenda

G7 reuniao Secretario Fazenda Sebastiani 10 04 2014 (1) (Small)Representantes do G7 – grupo que reúne as sete principais entidades do setor produtivo paranaense – estiveram reunidos, nesta quinta-feira (10/04), em Curitiba, com o secretário estadual da Fazenda, Luiz Eduardo Sebastiani. O encontro foi realizado para discutir temas ligados à pasta e que são de interesse das entidades e dar prosseguimento a assuntos que já vêm sendo tratados com a secretaria, entre os quais, o recolhimento do ICMS por meio do regime da substituição tributária.

O G7- O G7 é composto pelas federações paranaenses das Indústrias (Fiep), do Comércio (Fecomércio), da Agricultura (Faep), dos Transportes (Fetranspar), das Associações Comerciais e Empresariais (Faciap), além da Associação Comercial do Paraná (ACP) e a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). 

 

ELICOOP JOVEM: Encontro da juventude cooperativista será dias 15 e 16, em Mandaguari

elicoop jovem 11 04 2014O Sistema Ocepar promove, nos dias 15 e 16 de abril, em Mandaguari, Noroeste do Estado, o Encontro da Liderança Cooperativista Jovem – Elicoop Jovem, na Associação Atlética da Cooperativa Cocari, anfitriã do evento. Na oportunidade, a juventude cooperativista paranaense estará reunida para avaliar as atividades realizadas em 2013, planejar as ações para 2014 e formatar o 23º Encontro Estadual da Juventude Cooperativista Paranaense, que ocorrerá no mês de julho. Eles devem ainda debater sobre a continuidade do Programa Jovemcoop.

Evolução - Segundo o coordenador estadual do Jovemcoop, Guilherme José Cabral Gonçalves, as ações envolvendo os jovens cooperados e filhos de cooperados têm avançado no Paraná. “O trabalho desenvolvido com a juventude pelo Sescoop/PR, em conjunto com as cooperativas, vem se desenvolvendo principalmente nos últimos anos no Estado, onde o protagonismo dos jovens está em evidência. Um marco foi a condução das oficinas no 22º Encontro Estadual da Juventude Cooperativista Paranaense, no ano passado, onde os próprios jovens planejaram e executaram as atividades tendo como temas o cooperativismo, empreendedorismo, liderança e sucessão familiar”, afirmou.

Clique aqui para conferir na íntegra a programação do Elicoop Jovem 

 

EUROTIER 2014: Hanover vai sediar a maior feira de produção animal do mundo

eurotier destaque 11 04 2014Profissionais de zootecnia de diversos países são esperados em Hanover, na Alemanha, entre os dias 11 e 14 de novembro, para participar da EuroTier 2014, considerada a maior feira de produção animal do mundo. Realizada bianualmente desde 2004, a cada edição o evento vem crescendo em número de expositores e participantes. Em 2012, 1.146 expositores de 50 países marcaram presença. O evento reuniu 160 mil visitantes, entre os quais 37 mil do exterior. A EuroTier é organizada pela Sociedade Alemã de Agricultura (DLG), que possui quase 130 anos de experiência no setor agropecuário.

Programação – A programação vai trazer novidades e tratar de assuntos relevantes ligados a gado bovino, suínos, aves, caprinos e aquicultura, com eventos e estandes especiais, mesas de debates e seminários que vão tratar de temas atuais sobre manejo, alimentação e produção animal. Já os criadores de gado terão à disposição o TopTierTreff, onde estarão em exposição animais de recria das mais importantes raças de gado de corte e de leite com alto padrão genético. Mais detalhes no site www.eurotier.com.

Energia – Paralelamente à EuroTier, será realizada a Energy Decentral, Feira internacional de inovação em abastecimento de energia. O evento também é realizado a cada dois aos e, na última edição, teve mais de 690 expositores de 23 países e mais de 35 mil visitantes, 20% do exterior. A programação abrange todos os elos da cadeia produtiva, desde a produção de biomassa, geração de energia até a distribuição e consumo de energia. A feira é destinada a agricultores e silvicultores, administradores municipais e de outros órgãos públicos, engenheiros, técnicos e fornecedores de energia.

Concurso – Além dos fóruns e das mostras especiais com exibição ao ar livre, haverá outros eventos técnicos e uma novidade, a estreia de um concurso que vai premiar as soluções inovadoras e produtos na categoria “Novidades da Energy Decentral”. Mais detalhes no site www.energy-decentral.com.

Parcerias – Nos últimos meses tem se intensificado os intercâmbios do sistema cooperativista paranaense com parceiros europeus. Por exemplo, nesta semana um grupo de executivos de cooperativas do Paraná faz uma rodada de treinamentos e visitas técnicas em cooperativas de crédito e agropecuárias em várias cidades alemãs, que se tornou possível graças a parcerias com as Universidades de Hohenheim (Stuttgart) e de Münster. “A aproximação com universidades renomadas da Europa tem propiciado a realização de eventos relevantes ao cooperativismo e maior acesso às informações”, comenta Gilson Martins, da Gerência Técnica e Econômica da Ocepar.

Informações – Clique nos links abaixo para obter outras informações sobre os eventos, incluindo sugestões de hospedagem.

EuroTier 2014 – Feira internacional para profissionais de zootecnia

Enegy Decentral – Feira internacional de inovação em abastecimento de energia

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SICREDI NORTE SUL PR/SP: Coordenadores de Núcleo se reúnem em Assembleia Geral

A Sicredi Norte Sul PR/SP promoveu, na noite desta quinta-feira (10/04), a sua Assembleia Geral Ordinária de Delegados, destinada à prestação de contas do exercício de 2013, na Estância Carranca, em Santo Antônio da Platina (PR). O encontro contou com a participação de mais de 180 convidados, entre eles, colaboradores, dirigentes, executivos do Sicredi e coordenadores de Núcleo, que possuem o papel de representantes dos associados dos municípios do norte pioneiro paranaense, e sul paulista em que a cooperativa atua.

Aprovação - Os 46 coordenadores presentes aprovaram a prestação de contas 2013, o que consolida o processo de gestão democrática e participativa do sistema cooperativo, pois antes da assembleia geral, a cooperativa realizou a homologação das decisões de cada um dos 51 núcleos cooperativos, em 18 eventos assembleares nos municípios de Carlópolis, Conselheiro Mairinck, Figueira, Ibaiti, Jaboti, Jacarezinho, Japira, Joaquim Távora, Quatiguá, Ribeirão Claro, Santana do Itararé, Santo Antonio da Platina, São José da Boa Vista, Siqueira Campos, Tomazina e Wenceslau Braz, no Estado do Paraná; Chavantes, e Ourinhos no Estado de São Paulo.

Projetos sociais- Os presentes também foram informados de projetos sociais e de expansão da cooperativa, informações sobre a natureza societária e a gestão também foram levantadas pelos presentes, e respondidas pelo Presidente da Sicredi Norte Sul PR/SP, Paulo José Buso Júnior. Para Buso, o associado é o dono do negócio, por isso, as cooperativas buscam cada dia mais o envolvimento e participação ativa das comunidades em que estão inseridas. A cada ano aumentamos a presença de associados neste processo, o que aumenta sua representatividade nas decisões.

Processo - Agrupados em núcleos ligados às unidades de atendimento do Sicredi, os associados amplificam suas vozes para exercerem o direito e o dever de planejar, de acompanhar e de decidir os rumos da cooperativa nas reuniões e assembleias ao longo do ano. Em 2014, na Sicredi Norte Sul mais de 1.318 pessoas participaram deste processo.

Sobre a Sicredi Norte Sul PR/SP– Sediada em Santo Antônio da Platina (PR), é uma das 100 cooperativas que integram o sistema Sicredi. Fundada em 1985, tem em sua história 28 anos de plena expansão fortalecendo os municípios e associados de toda a região do norte pioneiro do Paraná e sul de São Paulo. Presente em 18 municípios* a cooperativa tem hoje mais de 26 mil associados, e encerrou o segundo semestre de 2013 com um volume de R$ 4,4 milhões em sobras, mais de R$ 204 milhões em recursos administrados e R$ 154 milhões em operações de crédito.

*Área de Atuação: Carlópolis, Conselheiro Mairinck, Figueira, Ibaiti, Jaboti, Jacarezinho, Japira, Joaquim Távora, Quatiguá, Ribeirão Claro, Santana do Itararé, Santo Antonio da Platina, São José da Boa Vista, Siqueira Campos, Tomazina e Wenceslau Braz, no Estado do Paraná; Chavantes, e Ourinhos no Estado de São Paulo.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 2,4 milhões de associados e 1.238 pontos de atendimento, em 10 Estados* do País. Organizado em um sistema com padrão operacional único conta com 106 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais – acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Norte Sul PR/SP)

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

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COOPERATIVISMO: Delegação técnica da Botsuana virá ao Brasil em junho

cooperativismo 11 04 2014No próximo mês de junho, o Brasil receberá uma delegação da República de Botsuana que passará por um treinamento em gestão de cooperativas. Esse é um dos desdobramentos do acordo de cooperação firmado entre os governos do Brasil e de Botsuana, em 2005, por meio da Agência de Cooperação Brasileira, visando ao desenvolvimento do Cooperativismo e do Associativismo naquele país. O treinamento será realizado pelo Sistema OCB.

Reunião - Nesta quinta-feira (10/04) à tarde, o presidente do Sistema, Márcio Lopes de Freitas, recebeu a embaixadora, Bernadette Sebage Rathedi, para tratar do assunto e um acordo foi assinado para garantir a visita técnica ao Brasil. A reunião ocorreu, na Casa do Cooperativismo, em Brasília. A ideia é capacitar lideranças cooperativistas e representantes de órgãos reguladores e promotores do cooperativismo em Botsuana na gestão específica de cooperativas de produtores de hortaliças. Todo o projeto é financiado pela Agência de Cooperação Brasileira.

Responsabilidade - O Sistema OCB, segundo o acordo de cooperação técnica, tem a responsabilidade de receber a delegação de Botsuana e organizar o workshop em gestão de cooperativas. Além disso, uma equipe técnica do setor cooperativista brasileiro realizará duas missões a Botsuana, com o objetivo de comprovar os resultados do projeto.

Números – A República da Botsuana está localizada na região sul da África e possui números impressionantes: dois milhões de habitantes, sendo que 39% ainda vivem na zona rural. Do total geral, 81% são alfabetizados e 30% da população estão contaminados com o vírus do HIV. O país tem o tamanho do estado da Bahia, mas 85% de seu território estão cobertos pelo deserto do Kalahari.

Economia – O país africano possui uma forte pecuária e produção de sorgo, milho, feijão, girassol e amendoim. Além disso, a economia também se baseia na extração de diamantes, cobre, níquel, sal, carbonato de potássio, carvão, ferro, prata e produção têxtil.

Cooperativismo – Os ramos mais representativos são: Crédito, Produção e Consumo. Além disso, há dois outros ramos que o Brasil ainda não tem: Multi-porpose, responsável pelo suprimento de commodities e serviços agrícolas; e Marketing, cuja finalidade é realizar prospecção de mercados e liberação de crédito para produção. (Informe OCB)

 

FRENTAXI: Deputados instalam Frente Parlamentar para Taxistas

frentaxi 11 04 2014Com objetivo de fomentar o aprimoramento das leis que normatizam a atividade desenvolvida pelos taxistas foi instalada na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar de Políticas em Prol dos Taxistas. O evento, realizado quarta-feira (09/04), contou com a presença do Sistema OCB e de vários profissionais do ramo, representados pelo diretor-presidente da Associação Brasileira das Associações e Cooperativas de Taxi (Abracomtaxi), Edmilson Americano.

Esforço - O diretor-presidente da Abracomtaxi ressaltou o esforço realizado pelos deputados para aprovação da Medida Provisória 615/2013 (Lei 12.865/2013), que possibilitou aos taxistas a transferência para os seus familiares o direito de explorar os serviços de taxi. Para o representante dos taxistas essa foi uma das principais conquistas do setor. A Medida Provisória contou com o apoio do Sistema OCB e da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) para sua aprovação.

Presidência - A Frente Parlamentar de Políticas em Prol dos Taxistas será presidida pelo deputado Edson Santos (RJ) e contará com o Deputado Osmar Serraglio (PR) em sua diretoria.

Importância - Durante o lançamento da Frente o deputado Osmar Serraglio (PR), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), ressaltou a importância do cooperativismo para o setor de transporte, colocando a frente do cooperativismo a disposição da nova Frente, destacando o trabalho realizado para o crescimento de todos os ramos do cooperativismo. (Informe OCB)

 

CONAB I: Estudo eleva aumento da produção de grãos e chega a 190 mi toneladas

conab I 11 04 2014A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualizou os dados relativos à produção de grãos no Brasil. O estudo indica uma colheita de 190,6 milhões de toneladas. O volume representa um aumento de 1,1% em relação à safra passada, que foi de 188,7 milhões de toneladas, segundo a estimativa do 7º Levantamento de Grãos da Safra 2013/2014, divulgado pela Companhia nesta quinta-feira (10/04).

Aumento - Houve aumento em relação ao último levantamento de cerca de 1,9 milhão de toneladas, graças à recuperação das lavouras de soja e do milho 2ª safra que tiveram dados positivos, com menos influência das intempéries climáticas ocorridas nas regiões produtoras.

Trigo - O maior destaque deste levantamento foi a cultura do trigo, em termos percentuais, que apresentou um incremento de 21,5% (1,1 milhão t a mais), atingindo 6,7 milhões de toneladas. A soja continua com bom desempenho e o crescimento foi de 5,6% ou 4,6 milhões de toneladas a mais, atingindo 86,1 milhões de toneladas. O arroz teve também boa participação, com um aumento de 6,6% (779 mil t.), alcançando 12,6 milhões de t. O feijão total cresceu 25,1% (704 mil t), chegando a 3,5 milhões de toneladas.

Milho total- O milho total (primeira e segunda safras) sofreu redução de 7,4% (6,1 milhões de t), devendo chegar a 75,5 milhões de toneladas. No ano passado produziu 81,5 milhões de toneladas. A primeira safra reduziu 8,9%, totalizando 31,5 milhões de toneladas e a segunda, 6,4%, chegando a 43,9 milhões de toneladas.

Área - O total de área destinada ao plantio de grãos deve chegar a 56,4 milhões de hectares, o que significa uma alta de 5,3% se comparado à área de 53,28 milhões de hectares da safra passada. A soja segue com crescimento de 8,2%, passando de 27,7 para 30 milhões de hectares. As outras culturas que tiveram elevação de área foram trigo (14,2%), arroz (0,7%), feijão total (9,2%), algodão (22,4%), mamona (28,5%), girassol (99,6%) e amendoim primeira e segunda safras (12,3%).

Pesquisas - As pesquisas de campo para este levantamento foram realizadas nas principais regiões produtoras de grãos do país, no período de 23 a 29 de março. (Conab)

 

CONAB II: Cana-de-açúcar tem fechamento da safra 2013/14

O 4º e último levantamento, divulgado nesta quinta-feira (10/04) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que na safra 2013/14 de cana-de-açúcar foram moídas 658,8 milhões de toneladas de cana, sendo 360,9 milhões para etanol e 297,9 milhões para produção de açúcar.

Acréscimo - O número representa um acréscimo de 11,9%, se comparado às 588,9 milhões de toneladas da safra 2012/13. Com relação ao etanol total, a produção foi de 28,3 bilhões de litros, com 11,8 bilhões para o etanol anidro e 16,5 bilhões para o hidratado. A produção total de etanol para esta safra representa um aumento de 19,7% em relação à de 2012/13, que foi de 23,6 bilhões de litros. Em comparação com a safra anterior, o etanol anidro teve um aumento de 20,2% e o hidratado, de 19,4%.

Açúcar - A produção de açúcar da safra 2013/14 fechou em 37,9 milhões de toneladas. Houve uma redução de 1,2% em relação à da safra passada que foi de 38,3 milhões de toneladas.

Estimativa - Além da consolidação dos números finais da safra encerrada, este levantamento traz também a primeira estimativa da 2014/15. A previsão da produção é de 671,7 milhões de toneladas, o que indica um acréscimo de 2% em relação à safra atual. A pesquisa foi realizada em março e todas as 319 unidades de produção sucroalcooleira em atividade, situadas em todos os estados produtores, foram visitadas. A Conab faz a pesquisa junto às usinas de quatro em quatro meses. (Mapa)

LEGISLATIVO: Reinhold Stephanes reassume mandato na Câmara dos Deputados

legislativo 11 04 2014O ex-ministro da Agricultura e deputado federal Reinhold Stephanes (PSD-PR) reassumiu seu mandato como titular na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (10/04). O parlamentar, que havia se licenciado para ocupar o cargo de secretário da Casa Civil do governo do Paraná, afirmou que volta com muita disposição para continuar trabalhando na defesa dos interesses da população do seu Estado.

Atuação - “Meu objetivo é continuar atuando dentro dos temas que domino, ou seja, agricultura, previdência social e meio-ambiente”, afirmou. Para Stephanes, o Congresso vive um ano atípico que pode dificultar as discussões e decisões das propostas em tramitação. “É um ano eleitoral, o que naturalmente altera a dinâmica dos partidos. Temos ainda, questões como a CPI da Petrobras que precisa de um acompanhamento especial. Investigar, fiscalizar e buscar esclarecimentos são atribuições normais do Congresso, mas é preciso cuidar para que o processo não se transforme apenas em um embate político”.

Comissões - Inicialmente, o deputado retorna como membro titular da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Social (CMADS) e suplente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR).

Sétimo mandato- Stephanes está em seu sétimo mandato. Formado em Economia, foi ministro da Agricultura (2007-2010). Presidiu o antigo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e o extinto Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps). Foi também, em duas oportunidades, ministro do Trabalho e da Previdência. Na Câmara, presidiu a Comissão de Economia, Indústria e Comércio (CDEIC); a Comissão de Finanças e Tributação (CFT); Comissão de Previdência e Assistência Social; e a Comissão Especial para Análise das Medidas do Plano Real. Também atuou ativamente da elaboração do novo Código Florestal aprovado em outubro de 2012.

Casa Civil- Como secretário-geral da Casa Civil do Governo do Paraná, tinha como responsabilidade a coordenação e acompanhamento de projetos estratégicos e estruturantes como o novo porto de Pontal do Paraná, parcerias públicas privadas (PPP) para a duplicação de estradas, e gestão dos contratos de financiamento do Estado. (Assessoria de Imprensa do deputado federal Reinhold Stephanes)

 

TCU: Novo parecer do Tribunal libera arrendamentos em portos

O governo deu um passo decisivo para viabilizar as primeiras licitações de novos contratos de arrendamento em portos públicos. A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) acatou os argumentos apresentados pela Secretaria de Portos para leiloar a exploração de terminais portuários localizados em Santos e no Pará. "Entende-se que o processo de licitação pode ter sua continuidade", diz relatório da Secretaria de Fiscalização e Desestatização do TCU, obtido pelo Valor, que ainda precisa ser apreciado pelos ministros do tribunal.

Planos - Em dezembro, o órgão de controle frustrou os planos do governo, ao estabelecer 19 condições para liberar os editais. As licitações em Santos e no Pará constituem o primeiro bloco de novos arrendamentos a serem celebrados após a entrada em vigência, no ano passado, da Lei dos Portos. "Conclui-se que os itens analisados que impediam a publicação dos editais foram considerados cumpridos", afirma o parecer da área técnica, referindo-se a 15 recomendações atendidas pela Secretaria de Portos. Para os auditores do TCU, os esclarecimentos dados pelo governo - que tratam de regulação tarifária, modelagem da concorrência, parâmetros de desempenho, quantitativo de obras e custos administrados - foram suficientes.

Recursos - Quatro determinações feitas pelo tribunal foram objeto de recursos apresentados pela Secretaria dos Portos. A sinalização ao governo é de que os técnicos do tribunal devem aceitá-los, mas um novo parecer também depende de julgamento em sessão plenária do órgão. O ministro Aroldo Cedraz foi designado relator dos recursos. A ministra Ana Arraes, mãe do pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, relatou o processo julgado em dezembro. (Valor Econômico)

BNDES: Aumento da atuação do Banco em infraestrutura no exterior gera críticas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mais que quintuplicou os financiamentos a obras de infraestrutura no exterior na última década, tendo liberado US$ 8,6 bilhões neste período para projetos como o metrô de Caracas, na Venezuela, e o porto de Mariel, em Cuba. Dados divulgados pela instituição mostram que os desembolsos para obras de infraestrutura na África e na América Latina subiram de US$ 228 milhões em 2004 para US$ 1,3 bilhão em 2013, acompanhando a expansão dos créditos liberados pelo banco, que passaram de US$ 13,8 bilhões a US$ 88,1 bilhões neste intervalo.

Críticas - Para especialistas, essas obras em outros países - desenvolvidas por empresas nacionais com apoio do BNDES - ajudaram a impulsionar a economia brasileira, mas não devem ficar isentas de críticas. Falta transparência aos projetos, dizem eles, destacando que há carência de informações sobre os financiamentos, dúvidas quanto à prioridade conferida a determinados países e questionamentos em relação ao direcionamento de recursos públicos para obras no exterior num momento em que o Brasil demanda investimentos em infraestrutura.

Questionamentos - "Por que o Brasil prioriza projetos em países duvidosos, como Venezuela e Cuba? Por que não há projetos como esses nos Estados Unidos e na Europa? O apoio a essas obras deveria ser feito de forma muito criteriosa, porque precisamos desses investimentos em nosso território", comenta o professor do Insper, Sérgio Lazzarini. Para ele, faltam informações sobre os custos, os riscos e os retornos envolvidos em cada obra. "O BNDES poderia divulgar essas informações e fazer levantamentos sobre impactos gerados pelos projetos. Isso ajudaria a mostrar com números seus próprios argumentos."

Estudo - Em estudo sobre o tema, o BNDES afirma que as obras de infraestrutura em outros países constituem uma oportunidade para as empresas brasileiras expandirem seus negócios, com benefícios para as construtoras e prestadoras de serviços de engenharia e para toda a cadeia de fornecedores. Esses projetos, avalia o banco de fomento, ampliam as exportações de bens e serviços brasileiros, incentivam a geração de empregos no Brasil e contribuírem para a internacionalização das companhias - visão que é compartilhada por estudiosos do setor. A instituição ainda argumenta que, ao figurar no mercado internacional, o Brasil passa a ser reconhecido como gerador de conhecimento técnico de excelência na área.

Licitações - A maior parte das contratações para obras de infraestrutura ocorre por meio de licitações. Para o BNDES, isso "reforça a necessidade da oferta de financiamentos em condições competitivas", dada a intensa competição de companhias europeias e chinesas.

Condições - "Sem o apoio do BNDES, as empresas brasileiras não teriam condições de competir em projetos internacionais. Outros tipos de financiamento tornariam as propostas do Brasil mais dispendiosas que as de outros países, que também contam com o suporte de bancos de fomento", defende Thomaz Zanotto, diretor do departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Competição - Ronaldo Couto Parente, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (Ebape/FGV), ressalta que, se o Brasil não impusesse uma carga tributária tão alta sobre as empresas, elas teriam condições de competir no exterior sem tanta interferência estatal. "Enquanto não se cria uma política integrada de incentivo à exportação, que inclua revisão tributária, capacitação de mão de obra e oferta de crédito, é importante manter os financiamentos via BNDES", afirma, acrescentando que é fundamental uma análise criteriosa de garantias. Nestas operações, os recursos são liberados para as construtoras de acordo com o andamento das obras, e o governo do país contratante - que muitas vezes se encontra em situação financeira pouco confortável - fica responsável por quitar o crédito junto ao BNDES. "É preciso deixar as ideologias de lado e pensar no negócio. Cuba é uma ditadura, mas a China também é e todos fazem negócios com os chineses", comenta Parente.

Inadimplência - Segundo o BNDES, não há casos de inadimplência em financiamentos de obras de infraestrutura em outros países. Entre os cerca de cem projetos com apoio da instituição na última década figuram rodovias, hidrelétricas, linhas de transmissão, sistemas de saneamento e fornecimento de água, além de um aeroporto em Angola.

Confidencialidade - Alegando compromisso de confidencialidade, o BNDES não informa valores e condições dos empréstimos. Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado no fim de março, o presidente da instituição, Luciano Coutinho, reforçou as vantagens das operações em termos de internacionalização. Entre 2006 e 2012, as construtoras nacionais expandiram sua fatia de mercado na América Latina e no Caribe de 9,5% para 17,8%. Na África, essa participação, que era praticamente nula, passou a 4,1% no mesmo período.

Renegociação - No ano passado, quando a presidente Dilma Rousseff anunciou a renegociação e perdão de quase US$ 900 milhões em dívidas de países africanos a fim de fortalecer as relações comerciais dessas nações com o Brasil, abriu-se mais espaço para discussão. Para os analistas, não está claro como essa decisão influenciará os negócios. "É possível que exista algum acordo que facilite as operações de empresas brasileiras nesses países. Mas o governo peca por não comunicar essas questões adequadamente", afirma Parente.

Desembolsos - Na última década, os financiamentos concedidos pelo BNDES às empresas de engenharia para obras no exterior representaram, em média, 1,6% do total de desembolsos no ano. O governo, segundo Coutinho, atribui "alta prioridade" a essa política e vê no financiamento das empreiteiras brasileiras "um dos poucos itens superavitários da nossa pauta de serviços".

Enfraquecido - Se não fosse por esses empréstimos, afirma Zanotto, o comércio exterior brasileiro estaria ainda mais enfraquecido e isso teria reflexo na indústria, já que grande parte dos produtos utilizados pelas construtoras é nacional. (Valor Econômico)

COMBUSTÍVEL: Porcentual de álcool na gasolina pode aumentar novamente

O porcentual de álcool anidro misturado na gasolina pode subir novamente este ano. A proposta, feita pelos produtores de cana-de-açúcar, está em estudo no governo. No ano passado, o percentual da mistura subiu de 20% para 25%. A ideia é chegar a 27,5%. O ministro da Agricultura Neri Geller afirmou nesta quinta-feira (10/04), em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que se reuniu quarta-feira (09/04) com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para tratar do assunto.

Análise - O Ministério de Minas e Energia informou que está analisando o documento entregue pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), para se manifestar posteriormente. Se adotada, a medida deve contribuir para evitar um aumento maior do combustível e ajudar no combate à inflação.

Combustível verde- O álcool anidro é utilizado na mistura vendida nos postos com o nome de gasolina. O combustível verde é mais barato que o de origem fóssil. Por isso, quanto maior o percentual, menor o preço final ao consumidor. A quantidade maior de álcool, por outro lado, faz com que o tanque de combustível dure menos tempo. Também pode causar problemas mecânicos em carros movidos exclusivamente a gasolina.

Cálculo - Para o cálculo da inflação, no entanto, o que interessa é o preço do produto na bomba. A gasolina subiu 1,3% no primeiro trimestre do ano, puxada pelo preço do álcool. (Folhapress / Gazeta do Povo)

COMÉRCIO EXTERIOR: Mercosul fecha oferta única para acordo com UE

Os países do Mercosul fecharam na quarta-feira (09/04) a oferta conjunta para um acordo de livre comércio com a União Europeia. A lista comum prevê a eliminação completa das tarifas de importação cobradas pelos países do bloco a 87% do volume de comércio com os europeus, mas pode chegar a 90%, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges.

Detalhes - Segundo o ministro, estão faltando apenas alguns detalhes, e são eles que podem elevar a oferta para uma cobertura de 90%. O avanço foi obtido em reunião técnica do Mercosul, na quarta-feira, em Montevidéu. A costura final dos detalhes deve ser feita no dia 29, em nova reunião já marcada para a capital uruguaia, onde os quatro sócios do bloco - a Venezuela não participa das negociações com a UE - pretendem bater o martelo.

Divergências - Ao contrário do que ocorria até o mês passado, quando a construção de uma proposta única esbarrava na relutância argentina em abrir mais rapidamente seu mercado, os parceiros do Mercosul contornaram suas principais divergências. A mudança de postura da Argentina nas últimas negociações surpreendeu o governo brasileiro. O relato dos negociadores é que os argentinos teriam se dado conta de que, também para eles, o acordo com a UE é bom e o país não pode ficar isolado.

Propostas separadas- Não se fala mais, segundo um técnico diretamente envolvido nas negociações, de propostas separadas. Brasil, Uruguai e Paraguai cogitavam apresentar ofertas individuais à UE como forma de se contrapor à lentidão da Argentina nas discussões de um acordo com os europeus. Essa possibilidade foi descartada em Montevidéu.

Comparação - O ministro comparou o sócio do Mercosul a um vizinho com o qual você precisa estabelecer uma cooperação, apesar dos problemas. "A Argentina é igual ao vizinho que você tem na Vieira Souto. Você está em um andar, e ele mora em cima. Eu nunca vou sair da Vieira Souto, acredito que ninguém vai sair, de vez em quando dá umas pingadas, o vizinho não faz manutenção direito, pinga, da infiltração, de vez em quando faz um pouco de barulho, incomoda, a gente não dorme direito. Agora, eu nunca vou sair de lá, nem eles. Qual que é a solução nesse dilema do prisioneiro? É cooperar. É o que a gente fez agora na oferta", acrescentou.

Lista argentina- Até março, um dos obstáculos para avançar em uma oferta única não era propriamente o nível de cobertura da lista argentina, mas o cronograma proposto para a abertura do mercado vizinho. Isso significa que, embora tivesse alcançado uma proposta para eliminar mais de 85% de suas tarifas de importação, a Argentina jogava um grupo considerável de produtos para as cestas de redução tarifária com períodos mais longos. Com essas ressalvas, a oferta argentina ficava incompatível com a dos outros três sócios.

Mercosul - Os países do Mercosul, conforme informou o ministro, começaram de uma lista comum que abrangia 60% do comércio. Esse foi o percentual obtido quando os negociadores cruzaram a lista individual das ofertas de cada país. A partir dessa lista, começaram as negociações que permitiram alcançar o patamar de 87%, encarado como piso pelo governo brasileiro, que ainda acredita que essa proposta possa crescer até 90%. Também já está decidido, segundo Borges, que a proposta será única, sem produtos diferenciados e sem velocidades diferentes de adesão, uma possibilidade cogitada algumas semanas atrás.

Reunião bem-sucedida- "A reunião de ontem [quarta-feira] foi extremamente bem-sucedida e nós temos, a partir de agora, todas as condições de fazer uma oferta", disse o ministro. Para o Brasil, segundo ele, o acordo com a União Europeia é estratégico. "A economia brasileira é inteiramente integrada ao mundo, e essa integração comercial com a Europa é decisiva, é o primeiro passo de um novo ciclo de integração comercial brasileira."

Bom sinal- "É um bom sinal", afirmou o diretor da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Carlos Abijaodi, um dos empresários mais ativos no acompanhamento das negociações, ao ser informado dos avanços. "Mas esperamos que isso se confirme no fim do mês", completou, com um toque de cautela.

Expectativa - A expectativa do governo brasileiro é que essa oferta possa ser apresentada aos europeus entre o fim de maio e o começo de junho. "Eles [os europeus] dizem que estarão prontos para a oferta, é isso que eles falam, nós não vimos a oferta deles ainda", disse Borges. A negociação do acordo birregional de livre comércio já dura 14 anos, foi interrompida seis vezes e envolve remover ou reduzir barreiras para produtos agrícolas e industriais, abrir mercados para serviços, investimentos, compras governamentais e inclui questões regulatórias.

Progresso - Para os europeus, de um lado o Mercosul já fez progresso, tendo assegurado que virá mesmo com oferta comum e não separada por país. De outro, a expectativa é de que o bloco apareça com uma oferta de liberalização mais abrangente do que tem sinalizado até agora. Em maio de 2004, o Mercosul teve recusada pela UE sua oferta cobrindo 86,7% do comércio. Em 2010, quando as discussões foram retomadas, ficou acertado que a oferta deveria assegurar liberalização perto de 90%.

Dificuldades - Outras dificuldades podem surgir. Primeiro, o negociador-chefe da UE para a negociação com o Mercosul, o português João Machado, deixa o cargo no fim do mês. O substituto será o alemão Rupert Schlegelmilch, que conhece o andar das discussões, mas não no mesmo nível de detalhe. Segundo, o Parlamento Europeu, agora com voz forte nas negociações, será renovado em eleição no fim de maio. Em seguida, haverá a briga pela escolha dos novos comissários da Comissão Europeia, o braço executivo da UE. E tudo isso retarda processos decisórios. Além disso, a UE coloca ênfase na negociação de acordo de comércio e investimentos com os EUA. (Valor Econômico)

ENTREVISTA: Tombini diz ao WSJ que pausa em ciclo de alta é "uma possibilidade"

entrevista 11 04 2014O Banco Central (BC) pode interromper o ciclo de aumento do juro básico nos próximos meses, apesar de um repique nos preços dos alimentos, afirmou o presidente da instituição, Alexandre Tombini, em entrevista ao "Wall Street Journal" em Washington, onde participa dos encontros do Fundo Monetário Internacional.

Selic - A Selic subiu de 7,25% para 11% ao ano, num dos ciclos mais agressivos de aperto monetário entre os mercados emergentes. Essas elevações ainda estão tendo efeito sobre a economia brasileira, disse Tombini, acrescentando que o esforço para reduzir a inflação tem sido ajudado pela garantia do governo de que vai cumprir a meta de superávit primário, além da recente apreciação do real. "É uma possibilidade", disse Tombini quando questionado se ele poderia fazer uma pausa no ciclo de alta do juro. "Vamos ver, temos quase dois meses até a próxima reunião, que será no fim de maio."

Fator - Ele afirmou que o principal fator para a decisão será a evolução das perspectivas de inflação. Os índices têm subido por conta de um aumento nos preços de alimentos em março, provocado pela seca do início do ano. Tombini afirmou que vê isso como um evento temporário, e que está preparado para passar por isso mesmo que a inflação fique fora da meta por um curto período. "É um choque temporário", disse.

Meta- Ele citou que o mandato do BC é manter a inflação dentro do intervalo da meta no fim do ano, não durante o ano. "Não há metas intermediárias dentro do ano calendário", disse. "Em 2014 estaremos abaixo do topo da banda, compatível com o arcabouço da meta de inflação." Veja abaixo alguns trechos da entrevista.

WSJ: O Banco Central do Brasil está conseguindo manter a inflação sob controle?

Alexandre Tombini:Vamos manter a inflação dentro de nossa banda em 2014. Nosso sistema é estabelecido de uma maneira que o objetivo é o fim do ano. [De acordo com o] decreto que estabelece a meta de inflação no Brasil, até o fim do ano, em 31 de dezembro, precisamos ter inflação anual com o alvo de 4,5% e você tem mais ou menos 2 pontos percentuais. Isso é dezembro. Não há metas intermediárias dentro do ano calendário. Esse é o arcabouço. Em 2014 estaremos abaixo do topo da banda, compatível com o arcabouço da meta de inflação. Temos apertado a política desde abril. Nesse movimento, tivemos o início da conversa de 'tapering' e os mercados ficaram agitados na segunda metade do ano passado, desde maio até setembro. Isso enfraqueceu o real juntamente com outras moedas em relação ao dólar. Esse ciclo de aperto tem sido diferente de outros. A taxa de câmbio se moveu na direção oposta à do aperto. Isso tem sido um vento contrário em termos de levar a inflação para baixo. Você teve alguma resistência nas expectativas de inflação, assim como isso foi afetado por outras políticas. Desde fevereiro deste ano, quando o governo definiu a nova meta fiscal para 2014, as coisas estão trabalhando mais em linha com os termos das políticas de combate à inflação. Mais recentemente, por conta da melhora das condições globais, a volatilidade diminuiu para níveis muito baixos e o apetite por risco aumentou nos últimos meses. Você tem visto um fortalecimento das moedas em relação ao dólar, incluindo o real. Essa é mais uma força recente nesse processo de aperto das políticas de combate à inflação. Trouxemos a inflação do pico de 6,7% em junho de 2013 para 5,6% em janeiro. Mais recentemente, em março e abril, estamos vivendo um choque de preços de alimentos. Esses fatores afetaram o custo da energia no Brasil. O Brasil conta pesadamente com a geração de energia hidrelétrica. O mesmo fenômeno afetou a oferta de água em algumas regiões importantes, particularmente em março. Se você pega a cesta do índice de preços ao consumidor, o que é referência para a meta de inflação, os aumentos dos preços de alimentos em março foram os maiores desde 1999. Estamos falando de um choque significativo de preços de alimentos. Temos o vento contrário do enfraquecimento do real na segunda metade do ano passado e no início deste ano tivemos esse choque de preços de alimentos mais recentemente. Mas, se você olhar de junho a janeiro deste ano, a inflação saiu de 6,7% para 5,6%. A política monetária está funcionando. Tem defasagens. E, como dissemos na ata, uma porção considerável dos aumentos que têm sido implementados desde abril ainda não foi sentida na economia. Continuaremos a ver os efeitos defasados do aperto da política monetária na economia.

"BCs estão 'data dependent'. Temos que olhar todos os desenvolvimentos para tomar a melhor decisão possível"

WSJ: O senhor diz que o objetivo é o fim do ano. Estamos nesse choque de preços de alimentos. É algo pelo qual você acha que pode passar?

Tombini:Sim. Este é um choque temporário. Tem sido um acontecimento difícil.

WSJ: O senhor acha que a inflação no curto prazo pode ficar acima da banda de 6,5%?

Tombini:É plausível. Este não é um comunicado preciso porque não temos uma meta para pontos no meio do ano. Focamos apenas o fim do ano.

WSJ: O senhor mencionou que o real tem se fortalecido neste ano. Isso está ajudando a política monetária a fazer parte do trabalho de conter a inflação neste momento?

Tombini:Flexibilidade é o nome do jogo no que concerne a taxa de câmbio. Nós respondemos a mudanças na taxa de câmbio na medida que afetam a inflação. Parte do ciclo que fizemos no Brasil teve a ver com conter os efeitos secundários da depreciação cambial. Então há um "pass-through". O "pass-through", estruturalmente falando, diminuiu no Brasil na última década e meia. Quando você tem depreciação, você tem um impacto nos preços ao consumidor, então você precisa brecar esses movimentos. À medida que os movimentos da taxa de câmbio afetam a inflação para cima ou para baixo, afetam a condução das decisões de política monetária.

WSJ: Como o senhor vê a inflação globalmente? O FMI revisou suas previsões para baixo, particularmente para os mercados emergentes.

Tombini:Você tem um nível estável e mais baixo de preços para as commodities em geral. Isso milita no sentido de inflação mais estável, talvez mais baixa à frente. Mas, é claro, há riscos. Toda essa liquidez foi injetada. Não está muito claro como será absorvida à frente.

WSJ: Há uma percepção nos mercados de que o Banco Central no Brasil está em um ponto em que pode interromper o ciclo de aumento de juros e ver como as coisas evoluem. Essa é uma análise justa?

Tombini:É uma possibilidade. As pessoas ainda estão lendo a ata. Vamos ver, temos quase dois meses até a próxima reunião, que será no fim de maio. Veremos. Afinal de contas, os bancos centrais estão "data dependent". Temos que olhar todos os desenvolvimentos para tomar a melhor decisão possível.

WSJ: Que fatores são os mais importantes? O que o senhor precisa saber nos próximos meses?

Tombini:No fim das contas é nossa própria projeção de inflação. Quando colocamos tudo junto, o aperto que temos implementado ainda não está todo na economia. Precisamos ver a evolução dos preços. Precisamos olhar os movimentos da taxa de câmbio e o mercado de trabalho.

WSJ: Quão preocupado o senhor está com a desaceleração da China?

Tombini:Achamos que a capacidade da China de sustentar taxas de crescimento de 7% ou 7,5% existe. Vemos essa transição de uma economia exportadora para uma mais focada domesticamente, de manufatura para o setor de serviços, como um processo que está acontecendo. Eles têm capacidade para ir adiante. As pessoas sempre associam o Brasil com a China, como nosso principal parceiro comercial. Mas o Brasil ainda é uma economia relativamente fechada. As exportações em relação ao PIB estão em cerca de 11%, e as exportações brasileiras para a China em relação ao total das exportações brasileiras são da ordem de 17%. Então, quando você faz o cálculo, as exportações brasileiras para a China são de menos de 2% do PIB. É claro que há outras implicações, por meio de outros parceiros comerciais, a Europa e tal. Mas esse é o impacto direto que é mais modesto do que as pessoas acham inicialmente. Estamos acompanhando os movimentos bem de perto, mas nosso cenário base é que eles têm capacidade de continuar fazendo a transição e sustentar taxas de crescimento do outro lado de 7,5%.

WSJ: O EUA notaram que os chineses enfraqueceram sua moeda. Parece que eles estão manipulando diante do crescimento menor. Qual é sua visão?

Tombini:O que eu vejo é que o superávit comercial chinês diminuiu significativamente nos últimos cinco anos. Quase desapareceu. O G-20 tem discutido se isso é apenas cíclico porque a economia americana desacelerou após a crise global e também a Europa e se, com a normalização do crescimento, esse equilíbrio pode reaparecer. Ainda é uma questão em aberto.

(The Wall Street Journal / Valor Econômico)

 


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