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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3321 | 14 de Abril de 2014

EXPOCOOP I: Feira terá representantes de 16 países e 50 expositores internacionais

expocoop I 14 04 2014A Expocoop 2014 - Feira Mundial do Cooperativismo terá participação de representantes de 16 países e cerca de 170 expositores, entre os quais 120 nacionais e 50 internacionais, que ocuparão uma área de 4.500 metros quadrados na Expo Unimed, local em que o evento será realizado, de 15 a 17 de maio, em Curitiba. Somente a China participará com 19 cooperativas. A informação foi repassada na sexta-feira (11/04) pela Worldentry Exhibitions – WEX, empresa organizadora da Expocoop.

Crescimento - É a segunda vez que o Brasil recebe a feira, anteriormente realizada em São Paulo, como Fenacoop. O evento foi ampliado, ganhou dimensão internacional e já passou por Portugal, Índia e Inglaterra. Será realizado na capital paranaense com apoio dos Sistemas Ocepar e OCB e da Aliança Cooperativa Internacional (ACI).

Eventos paralelos- De acordo com os organizadores, a Expocoop vai além de uma feira de negócios. Eventos paralelos serão realizados nos auditórios internos durante os três dias do evento. O setor cooperativista, juntamente com políticos e representantes sociais, estará debatendo temas importantes para o futuro do cooperativismo no Brasil e no mundo. 

 

EXPOCOOP II: Cooperação internacional será discutida no BRICS COOP

expocoop II 14 04 2014Lideranças cooperativistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul estarão em Curitiba (PR) discutindo aspectos que fortalecerão o intercâmbio comercial e a cooperação técnica entre os países. Os cinco países juntos somam mais de 460 milhões de cooperados e mais de 1 milhão de cooperativas. Estima-se que aproximadamente metade do número de membros de cooperativas esteja nos países do BRICS. O palco para a reunião será a quarta edição do BRICS COOP, que ocorrerá entre os dias 14 e 17 de maio, período em que também será realizado um dos maiores eventos do setor: a Expocoop 2014.

Agenda oficial- O encontro, que já foi incorporado à agenda oficial da Cúpula de Chefes de Estado do BRICS, abordará o tema “Crescimento Inclusivo, Soluções Sustentáveis”. Além de debates e apresentações de cada um dos países, os visitantes ainda terão a oportunidade de visitar cooperativas paranaenses.

Estratégias - As representantes de cooperativas dos cinco países também deverão tratar de estratégias que fomentem a cooperação técnica entre seus membros. Segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior, os quatro países do grupo são destino de 20% das exportações e 18% das importações de cooperativas brasileiras.

Breve histórico- O BRICS COOP teve origem em 2010 como iniciativa do Sistema OCB de reunir em Brasília, durante a I Cúpula de Chefes de Estados do BRICS, as cooperativas dos países membro do grupo. Desde então, o encontro foi realizado na China, em 2011, e na África do Sul, em 2013, sendo incorporado ao calendário oficial da Cúpula.

Atuação - A OCB faz a representação do cooperativismo brasileiro em diversos fóruns internacionais. Além do BRICS COOP, o Sistema possui cadeira em outras 12 organizações internacionais. Além da representação internacional, o Sistema OCB tem ações de assessoria, cooperação e promoção internacional do cooperativismo brasileiro. O objetivo da atuação internacional do Sistema é expandir a visibilidade e a representação das cooperativas brasileiras e o lastro dessa atuação está no desenvolvimento econômico e social dos 11  milhões de cooperados, suas famílias e comunidades.

Catálogo oficial- Em parceria, a Expocoop e a Revista MundoCoop estão lançando uma edição especial para o mês de maio. Além de sua circulação normal – mais de 15 mil exemplares – essa edição especial será distribuída, também, a todos os visitantes e expositores do evento.

Divulgação - Anunciando no Catálogo Oficial Expocoop/MundoCoop a empresa ou cooperativa terá a oportunidade de divulgação de sua marca, produtos e serviços em uma feira com mais de 150 expositores e sete mil visitantes. Para anunciar e obter outras informações sobre o catálogo oficial mande e-mail para comercial@mundocoop.com.br ou ligue (11) 4323-2881. (Informe OCB)

 

PRESTAÇÃO DE CONTAS: OCB divulga relatório sobre ações de março

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) divulgou na quinta-feira (10/04) o relatório mensal de suas ações referentes ao mês de março. O envio do documento aos diretores, representantes dos ramos e dirigentes das unidades estaduais marca a transparência da entidade que representa politicamente as cooperativas do País.

Prestação de contas- De acordo com o presidente Márcio Lopes de Freitas, a intenção é prestar contas de tudo o que foi desenvolvido no período. “Dessa forma, as lideranças poderão acompanhar o andamento das ações e projetos prioritários para o crescimento do cooperativismo no Brasil, além de propor novas estratégias que garantam o cumprimento das metas, estreitando, cada vez mais, os laços com a base”, considera Márcio Freitas.

Dentre os pontos de destaque do documento, estão:

Agenda – Lançamento da Agenda Legislativa do Cooperativismo, com 52 projetos prioritários. O evento reuniu 64 parlamentares e cerca de 350 lideranças cooperativistas, representantes de unidades estaduais, autoridades do poder executivo e legislativo. A publicação rendeu, ainda, cinco posicionamentos sobre o cooperativismo no plenário da Câmara.

Dia C– Lançamento nacional do Dia de Cooperar (Dia C) – campanha permanente de voluntariado que estimula os cooperados de todo o país o exercício de um dos princípios do cooperativismo: o interesse pela comunidade. As metas para este ano são: 23 unidades estaduais e 1440 cooperativas participantes; 200 mil voluntários; 1060 municípios incluídos e 1,4 milhão de pessoas beneficiadas.

Mapa – O Sistema OCB enviou 113 proposições ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), sugerindo alterações no Plano Agrícola e Pecuário, dentre elas: a ampliação do volume de recursos do crédito rural para R$ 170 bilhões, a manutenção da programação histórica de recursos para o Prodecoop, no valor de R$ 2 milhões e a ampliação do limite de financiamento do Procap-agro para R$ 100 milhões.

MDA – Também foram enviadas 19 proposições ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). As principais dentre elas são: ampliação do volume de recursos do Pronaf para R$ 30 bilhões e do limite de financiamento do Pronaf Custeio Agroindústria para R$ 30 milhões. (Informe OCB)


Clique e leia a íntegra do relatório!

AGENDA PARLAMENTAR: Comissão de Agricultura aprova projeto com novas regras sobre APP

agenda parlamentar 14 04 2014Na quinta-feira (10/04), a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado Federal, aprovou o Projeto de Lei do Senado (PLS) 368/2012, que estabelece as novas regras para a proteção da vegetação nativa em Áreas de Preservação Permanente (APP) localizadas tanto em zonas rurais quanto em áreas urbanas, conferindo aos municípios a capacidade de gerir as áreas de preservação permanente situadas em áreas urbanas. Essa medida é extremamente benéfica ao desenvolvimento local e pacifica pontos de conflitos decorrentes das diferentes interpretações jurídicas da Lei 12.651/2012 – Código Florestal. A matéria segue para deliberação, em decisão terminativa, da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

Câmara Federal - O Projeto de Lei 7.755/2010, que dispõe sobre a profissão de artesão, foi aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados, na quarta-feira (09/04). A proposta que faz parte da Agenda Legislativa do Cooperativismo foi relatada pelo deputado Daniel Almeida (BA) e contou com o apoio do Sistema OCB para sua aprovação. A matéria já foi aprovada pelo Senado Federal e seu texto, dentre outros pontos, trata das diretrizes básicas para as políticas públicas voltadas aos profissionais que trabalham com artesanato. O projeto segue para deliberação da Comissão de Finanças e Tributação (CFT).

Congresso Nacional– Na semana passada, as Comissões Mistas das Medidas Provisórias (MPVs) 639/2014, 640/2014 e 641/2014 foram instaladas. Os relatores designados foram o senador Ruben Figueiró (MS), o deputado Gastão Vieira (MA) e o senador Vital do Rêgo (PB) respectivamente. Ainda no dia 08/04 foi realizada audiência pública para debater a Medida Provisória 635/2013 , que "dispõe sobre a ampliação do valor do Benefício Garantia-Safra para a safra de 2012/2013 e sobre a ampliação do Auxílio Emergencial Financeiro relativo aos desastres ocorridos em 2012", a audiência contou com representantes do Governo e do setor sucroalcooleiro, entre eles a Cooperativa de Crédito Rural dos Plantadores de Cana de Alagoas.

Para conferir a agenda de 7 a 11 de abril, clique aqui.

 

COAMO: ‘É bom evoluir’, tema marca novidades na linha de margarinas

Para fazer mais sucesso no mercado, não basta mudar. É preciso evoluir. Por este motivo, a linha de margarinas da Coamo está com novo visual, novo aroma e sabor e cremosidade. Lançadas na feira Mercosuper em Curitiba, o consumidor encontrará no final de abril as novas versões das margarinas Coamo Família, Coamo Extra Cremosa e Coamo Light nas gôndolas dos mercados, mercearias e padarias. Uma novidade que promete surpreender o público dos Alimentos Coamo, comercializados por meio das marcas Coamo, Primê, Anniela, Sollus e Dualis.

Aroma e sabor– A margarina Coamo Família está com nova fórmula, onde o aroma e sabor foram modificados para quem procura um produto de sabor intenso. Com ótima cremosidade e espalhabilidade, textura macia e ótima performance. Com relação a Coamo Extra Cremosa, sua formulação recebeu um toque especial para realçar o novo sabor, aroma, textura e cremosidade, com múltiplas finalidades resultando num produto diferenciado e com preço atrativo.  Já a Coamo Light teve o aroma e o sabor realçados e com textura e cremosidade macia, sem perder as características de um produto que atende a saudabilidade e qualidade de vida do consumidor.

Embalagem – As mudanças também aconteceram na embalagem, onde a Coamo Família está mais atrativa, com cores marcantes que definem um produto requintado. Além disso, a embalagem conta com um selo protetor com a imagem de uma família preparando uma deliciosa receita. Na Coamo Extra Cremosa, a embalagem foi modernizada com suave alteração mais ‘clean’, mantendo a identidade das marcantes ondas. O selo leva a imagem de receitas o que demonstra a sua versatilidade. E a Coamo Light, também teve a embalagem modernizada com leve toque no visual, onde se manteve a leveza e a harmonia das cores que caracterizam o produto para quem busca um produto light.

Processo – O projeto de mudança foi desenvolvido em parceria com empresas especializadas. As novas fórmulas resultaram em produtos exclusivos e marcantes no aroma, sabor e cremosidade para cada categoria de margarina, conforme explica o gerente Industrial de Alimentos, Wellington Brianezi Cavazzani. “Foram desenvolvidos protótipos de formulações que foram analisados por processos que levam em consideração várias simulações, para que os produtos sejam consistentes em suas especificações. Os novos sabores e aromas foram escolhidos em conjunto com empresas que estão em consonância com as tendências e perfis dos consumidores”, revela.

Crescimento – Segundo o gerente Comercial de Alimentos, Domingos Marzulli, com essas mudanças a expectativa de crescimento no mercado é positiva. “Uma mudança nesse nível de qualidade sempre traz inúmeros benefícios. As nossas margarinas ano a ano já vêm tendo um excelente crescimento, dentro de um mercado em que o crescimento é vegetativo, e isto nos fortalece para novos desafios. Assim, com um crescimento que já era maior que do mercado e com esses aprimoramentos nós temos a certeza que haverá um crescimento expressivo”, menciona Marzulli.

Compromisso – De acordo o superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni, as mudanças que vêm sendo realizadas na linha alimentícia da cooperativa marcam o respeito com o consumidor. “Ano após ano recebemos diversas premiações que marcam o reconhecimento do cliente dos Alimentos Coamo. Em contrapartida, procuramos acompanhar as tendências de um mercado que está cada vez mais exigente e esperando sempre o melhor de nós”, afirma Goldoni. (Imprensa Coamo)

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COCAMAR: Destaque no mercado de óleos

cocamar 14 04 2014O mais recente levantamento da Revista SuperHiper, publicação oficial da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), ressalta o posicionamento dos óleos vegetais produzidos pela Cocamar Cooperativa Agroindustrial entre os preferidos dos consumidores brasileiros. Em sua edição de abril, a revista trouxe o ranking segmentado por Estados onde os óleos da cooperativa (nas versões soja, milho, girassol e canola) aparecem com destaque. 

Terceiro - O óleo de soja Cocamar, que lidera o porfólio de varejo da cooperativa,  é o terceiro mais apreciado nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em São Paulo e região metropolitana, o produto se sobressai entre os cinco primeiros. Suavit, a outra marca da Cocamar para os derivados de milho, girassol e canola, aparece em segundo lugar na Região Sul, em quinto no interior de São Paulo, capital e área metropolitana, e em quinto também no Rio de Janeiro e região metropolitana.

Produção - Segundo informações da cooperativa, no ano passado foram envasadas 7,2 milhões de caixas de 20 unidades de 900 ml cada, apenas com o óleo de soja Cocamar. A previsão é que esse número cresça em 2014. (Imprensa Cocamar)

 

MAPA: Ministério tem dois novos secretários

Duas novas autoridades foram nomeadas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta sexta-feira (11/04), por meio de publicação no Diário Oficial da União (DOU). Na Secretaria de Política Agrícola (SPA), assume Seneri Kernebeis Paludo, enquanto na Secretaria de Produção e Agroenergia (SPAE), Cleide Edvirges.

Carreira- O novo secretário da SPA é graduado em Agronomia e pós-graduado em Planejamento e Gestão de Negócios. Começou a carreira como trainee da BM&F e foi superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Atualmente, exercia o cargo de diretor executivo da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, além de secretário executivo do Fórum das Entidades do Setor Produtivo do Centro-Oeste; membro da Câmara Setorial da Cadeia de Soja do Mapa e do Conselho de Desenvolvimento Agropecuário do Estado de Mato Grosso e conselheiro do Sebrae (MT).

Cleide - Já Cleide Edvirges Santos Laia é funcionária de carreira da Conab (MG), graduada em Serviço Social, especialista em República, Democracia e Movimentos Sociais, com mestrado em Administração de Empresas. Pela Conab, a nova secretária da SPAE foi gerente Financeiro e Administrativo e ocupou o cargo de superintendente Regional. Laia também foi assessora da Secretaria de Estado da Agricultura de Minas Gerais de 1997 a 2002 e, antes de assumir a secretaria do Mapa, ocupou o cargo de chefe de Gabinete do ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. (Mapa)

SEMENTES: Congresso em Foz do Iguaçu destaca sistemas de produção agrícola

sementes 14 04 2014A 19ª edição do Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes) será em setembro de 2015, em Foz do Iguaçu (PR), mas os preparativos já começaram. Tema, data e local foram definidos pela Comissão Organizadora, reunida em Londrina (PR) na última semana. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), José de Barros França Neto (Embrapa Soja), os congressistas terão a chance de refletir sobre um tema atual e abrangente: A semente e a evolução tecnológica para os sistemas de produção.

Novidades - “Além de continuarmos um trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos congressos nacionais, mostrando o que há de mais recente em Ciência e Tecnologia de Sementes, procuramos envolver ainda mais o produtor. A Abrates conta com o apoio de associações de produtores de sementes como a Abrasem (Associação Brasileira de Sementes e Mudas), a ABRASS (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja), a Abcsem (Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas) e Unipasto (Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras), para que a programação do CBSementes se torne ainda mais atrativa aos produtores de sementes e mudas”, revelou França Neto.

Participantes - Participaram da reunião com a Diretoria da Abrates, os representantes do Comitê de Patologia de Sementes (Copasem), do Comitê Técnico de Sementes Florestais, do Comitê de Sementes de Espécies Forrageiras da Abrates, da Abrasem e da F&B Eventos, empresa organizadora do Congresso.

Foz do Iguaçu - Terra das Cataratas, a cidade paranaense foi escolhida pela localização fronteiriça entre os importantes países do Cone Sul, bem como por seus atrativos naturais e turísticos. A estrutura de eventos da cidade tem capacidade de acolher os cerca de 1.500 participantes, expectativa baseada nas últimas edições do evento. Além do Parque Nacional do Iguaçu, da Itaipu Binacional, uma das maiores usinas hidroelétricas do mundo e o atrativo das compras internacionais na Argentina e no Paraguai, Foz do Iguaçu oferece um dos maiores centros hoteleiros do país e o Aeroporto Internacional Cataratas.

Agricultura no Paraná - As grandes culturas, como soja, milho e trigo, a horticultura, a fruticultura, e espécies forrageiras são as principais atividades agrícolas da região. A agricultura e a produção sementeira estão entre as principais fontes econômicas do estado. Na safra 2011/2012, a produção de sementes para as principais culturas do estado foi de aproximadamente 364 mil toneladas, de acordo com relatório da Abrasem.

Quarenta e cinco anos- Além de privilegiar o estado sede da Abrates e grande produtor de sementes e grãos, esta edição celebrará os 45 anos da entidade e vai agregar o XIII Simpósio Brasileiro de Patologia de Sementes, o II Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras e o VIII Simpósio Brasileiro de Tecnologia de Sementes Florestais. (Assessoria de Imprensa da Abrates)

SERVIÇO:

XIX Congresso Brasileiro de Sementes

De 14 a 17 de setembro de 2014

Rafain Palace Hotel

Foz do Iguaçu – PR

 

GRÃOS: Proibição da China a milho dos EUA esquenta debate sobre transgênicos

A rigidez da China em relação a importações de milho geneticamente modificado está golpeando a indústria de agronegócios dos Estados Unidos, que se vê impedida de vender grande parte do principal produto agrícola americano no seu mercado de mais rápido crescimento. Desde meados de novembro, a China vem recusando repetidamente os carregamentos de milho dos EUA, afirmando que detectou a presença, em alguns deles, de transgênicos desenvolvidos pela Syngenta AG que não foram aprovados pelo governo chinês.

Prejuízos - A devolução dos carregamentos vem prejudicando as grandes negociadoras de grãos, como a Cargill Inc., e gerando frustrações entre executivos americanos com o que chamam de regulamentos obscuros da China, num momento em que aumenta o poder do país asiático como importador. A China é o mercado de milho de mais rápido crescimento do mundo. Alguns analistas do setor nos EUA suspeitam que a China está usando as preocupações com o produto da Syngenta para ocultar motivações comerciais.

Primeira avaliação- Na primeira avaliação completa do impacto da política chinesa nos EUA, a Associação Nacional de Grãos e Rações afirma que os carregamentos recusados somam cerca de 1,45 milhão de toneladas. O volume é muito maior que as 545.000 toneladas que o governo chinês divulgou e as cerca de 900.000 toneladas mencionadas na mídia.

Custo - A proibição das entregas já custou US$ 427 milhões às empresas de grãos, na forma de perda de vendas ou redução de preços na revenda para outros países do produto destinado à China, segundo um relatório da associação, que se baseou em dados das empresas exportadoras.

Queda - A entidade afirma ainda que as exportações de milho americano para a China desde janeiro caíram 85% em relação ao mesmo período de 2013, para apenas 171.000 toneladas.

Exportação- Executivos do setor dizem que o problema vem prejudicando os exportadores americanos numa hora em que enfrentam a concorrência crescente de outros países, como Brasil e Ucrânia. "É um momento divisor de águas", diz Gary Martin, presidente da Associação Norte-Americana de Exportação de Grãos, que também representa os negociadores de commodities dos EUA e cujos membros contribuíram com dados para o estudo. "É realmente dramático que os EUA não possam fornecer para o mercado chinês."

Peso determinante- A Cargill, um das maiores companhias de agronegócios do mundo, afirmou esta semana que as devoluções na China tiveram um peso determinante no declínio de 28% no seu lucro do trimestre mais recente em relação a um ano atrás.

Fornecedoras - As grandes fornecedoras de sementes, incluindo Syngenta, Monsanto e DuPont Co, geralmente compartilham com empresas de comércio internacional, como Cargill e Archer Daniels Midland Co., o desejo de cultivar e vender o maior número possível de sementes. As negociadoras abraçaram o uso pelos agricultores de sementes geneticamente modificadas, que foram lançadas nos EUA em 1996 e que, segundo seus defensores, ajudam a aumentar a colheita.

Debate - Mas as produtoras de sementes e as empresas comerciais estão agora discutindo quem deve arcar com os custos dos carregamentos recusados. A Associação Norte-Americana de Exportação de Grãos, que inclui a ADM e a Cargill, vem exigindo que as empresas de sementes arquem totalmente com os riscos e responsabilidades de vender seus produtos. Ela também se opõe ao lançamento de novas sementes transgênicas que não tenham aprovação nos principais mercados. Grupos de produtores de grãos pediram que a Syngenta parasse de vender estas sementes até que a China aprove o produto.

Pedidos - A Syngenta não atendeu a esses pedidos e introduziu, neste ano, uma nova semente de milho que a China não aprovou. A empresa não quis comentar sobre quem deve arcar com a responsabilidade financeira pelos carregamentos devolvidos. O caso ilustra as grandes divergências internacionais sobre sementes geneticamente modificadas, concebidas para torná-las mais resistentes a pragas e certos herbicidas.

Químicos - Os críticos dizem que o cultivo de plantas geneticamente modificadas causam um aumento no uso de alguns químicos potencialmente prejudiciais à saúde. Alguns países, particularmente na Europa, impõem mais restrições a sementes transgênicas do que os EUA, onde essas sementes são usadas em 90% das culturas de milho.

Aprovação - A China já aprovou alguns tipos de transgênicos, mas seu processo de aprovação leva mais tempo que o de outros países, dizem executivos americanos. A China também permite que as autoridades portuárias recusem um carregamento inteiro de milho caso um único grão tenha um gene não aprovado, dizem exportadores americanos.

Comprador de milho- A China, há muito um importador considerável de soja, de repente se tornou, também, um grande comprador de milho. O país importou um total estimado de 5 milhões de toneladas de milho estrangeiro no ano passado, comparado com 47.000 toneladas em 2008, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.

Recusa - A China começou a recusar o milho americano em novembro, depois que testes detectaram que alguns carregamentos continham o Agrisure Viptera, uma cepa da Syngenta concebida para produzir proteínas resistentes a pragas como a lagarta do milho. A Syngenta vem vendendo o Viptera desde 2011 para agricultores nos EUA, Brasil e Argentina, com a aprovação dos governos desses países. A empresa sueca afirmou que solicitou a aprovação do produto à China em 2010.

Solicitação - O Ministério da Agricultura da China informou que está avaliando a solicitação, que estava incompleta. A Syngenta afirmou que enviou informações adicionais em março.

Suspeitas - Alguns membros da indústria agrícola dos EUA suspeitam que o governo chinês tem razões comerciais. Autoridades chinesas manifestaram preocupação com a dependência excessiva que o país teria do milho americano, que responde por mais de 90% das importações chinesas do produto. Quase todo o milho consumido na China, porém, é produzido no próprio país, que também registrou uma safra volumosa no ano passado.

Raciocínio econômico- "É 100% [raciocínio] econômico", diz Karl Setzer, analista de mercado da cooperativa MaxYield, do Estado de Iowa. "Se a China estivesse sofrendo uma escassez de milho ou realmente precisasse de milho, isso não seria um problema, porque eles provavelmente teriam importado [a variedade da Syngenta] nos últimos três anos."

Leis - Um porta-voz da embaixada chinesa nos EUA diz que o país examina suas importações de acordo com leis e regulamentos pertinentes e que o processo de avaliação de sementes geneticamente modificadas "é aberto e transparente". Cerca de 12% da produção de milho dos EUA é destinada à importação, mas o rápido crescimento da China dá ao país uma influência desproporcional sobre os preços. (The Wall Street Journal / Valor Econômico)

SUSTENTABILIDADE: Paraná retoma conservação de solos e águas em microbacias

sustentabilidade 14 04 2014O Governo do Estado está retomando o programa de Manejo de Solos e Águas em Microbacias que na década de 1980 colocou o Paraná na vanguarda do desenvolvimento sustentável com medidas de conservação implantadas no campo. A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e o Instituto Emater serão responsáveis pela execução do programa. Pelo menos uma microbacia por município receberá apoio do Estado e as ações servirão de modelo para as demais 6.000 microbacias existentes no Paraná. Serão aplicados cerca de R$ 30 milhões ao longo de quatro anos.

Resgaste - O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, explicou  sexta-feira (11/04) que o programa vai resgatar as práticas consagradas de conservação de solos e água abandonadas ao longo do tempo. “Esta situação preocupa o governo, por causa da deterioração do solo e perda de produtividade das nossas lavouras, pela ameaça de contaminação de mananciais e perda de qualidade da água usada no abastecimento de cidades e propriedades rurais”, afirmou.

Ameaça - Segundo Ortigara, há uma ameaça real à manutenção dos elevados níveis de produtividade nas lavouras do Paraná, com consequente reflexo na geração de renda nas propriedades, sem a retomada da adoção de práticas de conservação já consagradas.

Investimentos - Neste ano, o governo do Estado vai investir R$ 9,2 milhões na execução de ações nas primeiras 61 microbacias do Estado. Cada uma delas receberá até R$ 170 mil e mais contrapartida da prefeitura, dependendo das medidas que serão escolhidas pelos comitês gestores das microbacias.

Convênios - Nos próximos dias, a Secretaria da Agricultura começa a firmar os convênios com as primeiras 19 microbacias, cujos municípios apresentaram toda a documentação exigida. O investimento nestas áreas está estimado em R$ 2,5 milhões, sendo R$ 2,1 milhões em recursos do Governo do Paraná e o restante em contrapartida das prefeituras. Outras 42 microbacias estão com plano de trabalho e convênios elaborados.

Primeiras - As primeiras microbacias a terem seus convênios firmados estão nos municípios de Ampére, Anahy, Arapongas, Bom Sucesso do Sul, Capitão Leônidas Marques, Coronel Vivida, Iguatu, Iporã, Lindoeste, Marechal Cândido Rondon, Mariópolis, Realeza, Santa Izabel do Oeste, São Jorge do Patrocínio, Saudades do Iguaçu, Santa Tereza do Oeste, Umuarama e Vitorino.

Multiplicador - A ideia é que as ações realizadas nessas microbacias tenham um efeito multiplicador para a comunidade, que pode, inclusive, procurar outras fontes de financiamento para alavancar as ações iniciadas pelo governo estadual. O responsável técnico pelo programa de Microbacias na Secretaria da Agricultura, Carlos Alberto Scotti, afirma que as primeiras microbacias serão uma vitrine para projetos semelhantes em outras localidades e, ao mesmo tempo, um projeto piloto para medir a qualidade da água em função das práticas adotadas. “Também servirão de localidades de teste para as tecnologias de pesquisa e assistência técnica para determinadas regiões”, explicou.

Projeto maior- O Programa de Manejo de Solos e Água em Microbacias é parte de um programa do governo do Estado do Paraná, mais abrangente inclusive nas áreas de Saúde, Educação e Abastecimento de Água, que conta com US$ 350 milhões (aproximadamente R$ 775 milhões) de uma linha de crédito contratada pelo Estado junto ao Banco Mundial no final do ano passado.

Agricultura - Na Agricultura, os recursos serão aplicados pela Secretaria da Agricultura e Emater com o objetivo de melhorar a produção agrícola nas microbacias, corrigir os problemas existentes e planejar melhor as ações de correção dentro de cada região.

Ações - O programa disponibiliza 23 tipos de ações diferentes, sendo 15 práticas individuais que devem ser feitas na propriedade e outras oito práticas de caráter coletivo que devem ser adotadas pela comunidade. Entre elas estão listados os terraceamentos, curva de nível nas propriedades, estradas rurais integradas com as lavouras para evitar perda erosão e perda de fertilidade em decorrência do escorrimento da água das chuvas, plantio direto com qualidade, proteção de fontes e outras.

Financiamento - Os produtores também poderão receber financiamentos nas ações individuais até o limite de R$ 6 mil cada um em cada microbacia. Além disso, a Emater vai usar imagens de satélite para identificar as áreas com passivo ambiental como falta de reserva legal, de área de preservação permanente e de proteção de fontes que serão trabalhadas junto com o agricultor. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ONU I: Emissão global de gases-estufa atingiu nível recorde

onu 14 04 2014As emissões globais de gases-estufa atingiram níveis recordes apesar das políticas existentes para enfrentar a mudança do clima. As emissões cresceram mais entre 2000 e 2010 do que em cada uma das três décadas anteriores, aponta relatório do IPCC, braço científico das Nações Unidas. “O que está muito claro é o fato que a tendência de aumento das emissões de gases-estufa tem que acabar rapidamente. E que todas as sociedades têm que estar a bordo”, disse em alto e bom som o indiano Rajendra Pachauri, presidente do IPCC, esta manhã, em Berlim.

Debate - O sumário para formuladores de políticas sobre o relatório de mitigação da mudança do clima foi discutido, esta semana, por representantes de 195 governos e cientistas de 85 países. Trata-se do mais importante estudo sobre gases-estufa, volumes e estratégias de redução produzido no mundo nos últimos cinco anos.

Mensagem importante- Outra mensagem importante do estudo foi que a queima de combustíveis fósseis no transporte e nas indústrias respondeu por 78% do aumento total das emissões entre 1970 e 2010. A metade das emissões de gases-estufa provocadas por atividades humanas desde a revolução industrial aconteceram nos últimos 40 anos.

Aumento de temperatura - A boa notícia é que ainda é possível limitar o aumento da temperatura em 2°C até o fim do século se mudanças rápidas e drásticas acontecerem no setor de energia. O uso de combustíveis fósseis têm que ser reduzido fortemente. O uso de energias renováveis ou outras alternativas de baixa emissão — como nuclear ou queima de fósseis com sistemas que aprisionem carbono (conhecidas por CCS) –, têm que triplicar ou até quadruplicar até 2050.

Promessas insuficientes- O relatório diz que as promessas que os países fizeram em reuniões climáticas como a de Cancún, em 2010, são muito insuficientes, mesmo se seguidas à risca.

Aumento - Ainda assim, é possível tentar manter o aumento da temperatura da Terra em 2°C até o fim do século, o que evitaria desastres naturais mais intensos do que já se têm hoje em todo o mundo. Para isso as emissões de gases-estufa têm que ser reduzidas de 40% a 70% em 2050 em relação aos níveis de 2010 e chegar em níveis perto de zero no fim do século.

Resumo - O alemão Ottmar Edenhofer, um dos três presidentes do grupo de cientistas responsáveis por elaborar o relatório do IPCC, resumiu de forma simples e clara o que o estudo mostra: “As emissões de gases-estufa estão crescendo a um ritmo muito veloz, o crescimento econômico e o aumento da população são fatores que puxam esta tendência e na última década vimos um grande aumento no uso do carvão que se tornou mais barato.”

Cooperação internacional- Pachauri completou que “uma das principais mensagens é que há uma necessidade sem precedentes de cooperação internacional. Não se vai conseguir nada individualmente”, disse. “A redução de gases-estufa não pode ser vista de maneira estreita, mas em um espectro largo. Políticas climáticas produzem muitos co-benefícios.”

Futuro comum- Youba Sokona, cientistas de Máli e outro vice-presidente do grupo de trabalho, disse que “os formuladores de políticas têm que se responsabilizar sobre nosso futuro comum”. “Eles são os navegantes, têm que fazer decisões. Este relatório é um mapa amplo e claro em direção ao futuro.”

Mudanças - O alemão Edenhofer lembrou ainda que “as mudanças que a mitigação exige na economia serão enormes”. “Isso não quer dizer que a economia global tem que sacrificar seu crescimento econômico. Quer dizer que talvez tenha que atrasar um pouco esse crescimento.” (Valor Econômico)

 

ONU II: Mitigação exige mudanças enormes na economia, diz representante do IPCC

Uma das mensagens mais fortes do estudo do IPCC é que é preciso haver uma transição energética rápida e forte rumo a tecnologias de baixa emissão de carbono. A era dos combustíveis fósseis pode estar acabando. "As mudanças que a mitigação exige na economia serão enormes", diz o alemão Ottmar Edenhofer, co-presidente do WG III, o grupo de cientistas responsável pelo relatório. "Mas mesmo que o estudo ainda não traga um número específico, não custa muito para salvar o planeta".

Sumário - O sumário para formuladores de políticas tem 33 páginas. Sua base são 16 capítulos e três anexos do relatório "Mudança Climática 2014: Mitigação" feito por 235 autores de 57 países e centenas de contribuições. É o que existe de mais elaborado, mais denso e mais atual estudo científico sobre a concentração de gases-estufa no mundo hoje e o que precisa ser feito imediatamente.

Mensagens claras- As mensagens foram claríssimas. As emissões de gases-estufa atingiram níveis sem precedentes e as políticas atuais são absolutamente insuficientes. A queima de combustíveis fósseis no transporte, na energia e nas indústrias responde por 80% deste aumento. O uso do carvão se intensificou pela queda de preço.

Possibilidade - O estudo diz que, ainda assim, é possível tentar manter o aumento da temperatura da Terra em 2º C até o fim do século, o que evitaria desastres naturais mais intensos do que já se têm hoje. Para isso tem que haver um corte de 40% a 70% nas emissões em 2050 em relação aos níveis de 2010 e chegar em níveis perto de zero em 2100. O uso de energias renováveis, nuclear ou de queima de fósseis com sistemas que sequestrem carbono tem que triplicar ou quadriplicar até 2050.

Investimentos urgentes- "Os investimentos não podem esperar as negociações do acordo climático, têm que ser competitivos, prestar atenção para que lado o vento bate", diz Oswaldo Lucon, cientista brasileiro desde 1996 no IPCC. "Veja o que os alemães estão fazendo, eles têm mais que uma Itaipu em energia solar. A tendência é buscar eficiência energética, consumir menos energia nos processos e serviços", continua. "Recomendo que o Brasil pense em um plano B que seria a narrativa da competitividade, de diversificar a matriz, se tornar mais eficiente".

Subsídios - A redução dos subsídios aos combustíveis fósseis pode reduzir as emissões, embora o sumário não apresente uma estimativa. "O custo da energia renovável caiu muito. Temos que sair dos combustíveis fósseis e mudar a direção dos investimentos", disse Samantha Smith, a líder de mudança do clima do WWF ao Valor. "Temos que colocar o dinheiro no futuro. É hora de apostar nas energias renováveis. Esta é uma mensagem importante para o Brasil, com as reservas do Pré-sal".

Soluções disponíveis- "Há muitas soluções disponíveis, como nunca tivemos antes", diz Kaisa Kosonen, especialista em mudança do clima do Greenpeace International. "Energias renováveis deram um grande salto, são muito mais baratas hoje", continua. "O novo modelo está pronto, aqui se trata de como livrar-se do velho. Não podemos carregar os dois adiante. Terá que ser feita uma escolha".

Tendência - "O que está muito claro é que a tendência de aumento das emissões de gases-estufa tem que acabar rapidamente. E que todas as sociedades têm que estar a bordo", disse o indiano Rajendra Pachauri, presidente do IPCC. (Valor Econômico)

SIMEPAR: Radar meteorológico amplia capacidade de prevenção a desastres naturais

simepar 14 04 2014O governador Beto Richa inaugurou sexta-feira (11/04) o novo radar do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), instalado em Cascavel. Com tecnologia de ponta, o equipamento, um investimento de R$ 9 milhões, representa um salto de qualidade na previsão de chuvas e vento, bem como na detecção de eventos severos como granizo, tempestades e vendavais para a região Oeste do Paraná.

Informações precisas- “Teremos agora informações precisas para orientar os produtores rurais e garantir a segurança à população, com três dias de antecedência ter informações sobre tempestades e eventos naturais graves”, afirmou o governador Beto Richa. “Este radar de alta tecnologia faz parte de um programa maior, que prepara o Estado para as mudanças climáticas, com a elaboração de um plano de emergência contra desastres naturais”, disse o governador.

Instalação - Ele explicou que serão instaladas 15 estações meteorológicas e dois radares menores em Pontal do Paraná e Colombo. “Teremos uma cobertura de 100% da área do Estado, com equipamentos dos mais modernos do mundo”, afirmou. Richa lembrou que, no início de 2011, os municípios da região litorânea foram atingidos por uma forte chuva que deixou muitas pessoas desabrigadas. A previsão antecipada das chuvas foi fundamental para que o desastre não fosse ainda maior. “A pronta ação do estado e a capacidade de prever as chuvas evitou que houvesse um número maior de mortes”, explicou o governador.

Monitoramento - O Chefe da Casa Militar do Governo do Paraná, coronel Adilson Castilho, que é coordenador estadual da Defesa Civil, explicou que a instalação do radar em Cascavel vai melhorar o monitoramento de desastres na região Oeste. “Temos condições agora de emitir um alerta de tempestade e granizo com muito mais antecedência. Isso é fundamental para remoção de famílias em área de risco”, afirmou. “Nossa cidade é uma das afetadas por raios no Estado”, disse o prefeito de Cascavel, Edgar Bueno. “O equipamento vai ajudar a prevenir desastres e orientar nossos agricultores”, disse.

Gestão de riscos- O diretor do Simepar, Eduardo Alvim Leite, explica que o radar é capaz de realizar uma varredura completa da atmosfera a cada dez minutos, gerando dados que, integrados a outras informações, possibilitam ao Simepar antecipar e melhorar a qualidade dos alertas de eventos severos de tempo, com previsões de curtíssimo prazo, com até seis horas de antecedência.

Rede paranaense- O novo radar integrará a Rede Paranaense de Monitoramento Hidrometereológico (REPAMH), que está sendo instalada no Estado e que disponibilizará dados, em tempo real, das previsões meteorológicas, do monitoramento do nível dos rios em todas as bacias hidrográficas do Paraná e da quantidade de chuva. A Rede integra o Programa de Fortalecimento da Gestão de Riscos e Desastres Naturais (SIGRisco), lançado pelo governador Beto Richa em junho de 2013. O programa é um investimento de R$ 53 milhões, com recursos do Banco Mundial.

Coodetec - A área em que o radar está instalado foi cedida pela Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec), uma localização definida após criteriosos estudos técnicos. O equipamento, fornecido pela empresa norte-americana EEC (Enterprise Electronics Corporation), custou R$ 8 milhões. Mais R$ 1 milhão foi investido na construção da torre, que tem 25 metros de altura. O Fundo Paraná, gerido pela Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior entrou com 60% do valor. Os outros 40% são de recursos próprios do Simepar.

Características- O novo radar é do tipo Doppler e opera na Banda-S de frequência com dupla polarização. Sua alta resolução espacial abrange 240 quilômetros de raio no modo quantitativo e 480 quilômetros no modo qualitativo. Até agora, o Estado contava com apenas um radar, instalado no município de Teixeira Soares, e que consegue prever o clima em um raio de 200 quilômetros de extensão.

Funcionamento integrado- "Agora, o radar instalado em Cascavel e o de Teixeira Soares passam a funcionar de forma integrada, possibilitando o monitoramento meteorológico contínuo e sistemático de todo o Estado, além das regiões Oeste de Santa Catarina e Leste do Paraguai, onde se formam estruturas de tempo severo, que frequentemente se deslocam para o Oeste do Paraná", afirma o meteorologista Cesar Beneti, responsável técnico pela implantação do radar.

Base instrumental- O novo radar também servirá como base instrumental para pesquisas ambientais desenvolvidas pela comunidade científica paranaense e brasileira, em parceria com instituições da região, entre as quais a Unioeste, Coodetec, Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), Laboratório de Hidroinformática do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) e Instituto Nacional das Águas (INA), que terá uma unidade em Foz do Iguaçu em breve.

Segurança civil- O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, disse que o Simepar ficou mais de 20 anos sem grandes investimentos que melhorassem a rede de cobertura dos radares. “Temos o compromisso, agora, de retomar esses investimentos e fortalecer o Simepar. Com essa unidade de Cascavel vamos integrar todo o Estado garantindo a segurança civil e beneficiando a agricultura paranaense”, afirmou o secretário. Ele explicou, ainda, que nos próximos meses radares menores serão instalados em outras cidades do Estado, principalmente do Litoral. “Assim com certeza teremos a melhor cobertura do Brasil”, disse.

Gestão de riscos- Coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e desenvolvido em parceria com a Mineropar, Simepar e Coordenadoria da Defesa Civil, o Programa de Fortalecimento da Gestão de Riscos e Desastres Naturais vai planejar, ordenar e analisar variáveis meteorológicas, hidrológicas, geológicas, oceanográficas e técnico-científicas, para que a Defesa Civil tenha informações sobre a iminência de ventos, granizos e outros eventos severos, capazes de causar desastres naturais.

Ação - A criação da Rede Paranaense de Monitoramento Hidrometeorológico é uma das ações deste programa. Os equipamentos estão sendo adquiridos e a rede está sendo formada com os recursos do Banco Mundial. Com a instalação de novos equipamentos adquiridos, será possível aumentar a capacidade de monitoramento dos fenômenos climáticos, a prevenção e o alerta aos desastres naturais.

Equipamentos instalados– O programa entregou ao Simepar 15 estações meteorológicas e um sistema computacional de alto desempenho para previsão meteorológica, instalado em Curitiba. Além de receber e processar as informações enviadas pelas estações hidrológicas, o sistema tem capacidade para simular fenômenos meteorológicos, inclusive os relacionados a eventos severos.

IAP - Já o Instituto das Águas do Paraná - autarquia da Secretaria do Meio Ambiente - recebeu 100 novas estações automáticas pluviométricas (que medem a chuva) e fluviométricas (que medem nível dos rios). Os novos equipamentos têm a capacidade de transmitir a cada 15 minutos o nível da água nos rios e a intensidade de chuva.

Presenças - Acompanharam a cerimônia de inauguração o deputado federal Alfredo Kaefer e os deputados estaduais Elio Rusch, Duílio Genari, André Bueno e Leonaldo Paranhos, além de prefeitos da região. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA: Paraná terá pistas duplas em 132 quilômetros de rodovias

infraestrutura 14 04 2014O Paraná tem hoje em andamento obras de duplicação e manutenção em nove trechos estratégicos de rodovias, que somam R$ 2,1 bilhões em investimentos, com recursos do Governo do Estado ou em parceria com as concessionárias. São 132,2 quilômetros de implantação de pistas duplas, com trincheiras, viadutos e novas sinalizações. Também estão em execução manutenção e conservação de quase 12 mil quilômetros da malha rodoviária paranaense.

Melhorias - “As melhorias nas estradas paranaenses resultam em mais segurança e conforto para os usuários e menor custo no transporte e escoamento da safra agrícola paranaense”, afirma o governador Beto Richa. O governador ressalta que a melhoria das rodovias faz parte da política do governo estadual para estimular o desenvolvimento e garantir mais competitividade aos produtos paranaenses.

Circulação - Nas rodovias estaduais circulam a maior parte dos produtos agrícolas e industriais produzidos no Paraná e, também de outros Estados, que seguem para os portos paranaenses. Pelo terceiro ano consecutivo, os Portos de Paranaguá e Antonina registram recorde histórico na movimentação de cargas. O Porto de Paranaguá é o segundo no país em número de exportação de grãos.

Principais rodovias- As principais rodovias que ligam o Litoral e os municípios da Região Metropolitana de Curitiba ao interior do Estado passam por obras de duplicação. Na Rodovia do Café (BR-376) serão duplicados 231 quilômetros entre Ponta Grossa e Apucarana, com investimento de R$ 1 bilhão. A primeira fase da duplicação começou por Ponta Grossa, com 11 quilômetros (km 465 ao km 476). Ao longo deste trecho será construída uma nova ponte sobre o rio Tibagi. Ainda neste semestre começa a duplicação no trecho entre Apucarana e Califórnia. Na mesma rodovia BR-376 também estão sendo realizadas as obras do contorno de Mandaguari (região Norte) e a duplicação entre Jandaia do Sul e Apucarana (no Vale do Ivaí).

Guarapuava – Na BR-277 está em andamento a duplicação de 6,7 quilômetros entre Guarapuava e o distrito do Relógio, na região central do Estado. Ainda nesta rodovia, está em fase final a construção de 11 quilômetros do contorno de Campo Largo, na região Metropolitana de Curitiba. O contorno desviará a trafego intenso de carros e caminhões que atualmente passa no Centro do município. Outra obra de destaque na RMC é a duplicação de 6,5 quilômetros da Rodovia da Uva (PR-417), entre Curitiba e Colombo. Serão investidos R$ 35 milhões com recursos próprios do governo estadual.

Menos Acidentes– O governador Beto Richa lembra que o movimento de veículos nestas estradas é intenso e que as obras irão reduzir o número de acidentes. “A redução do índice de acidentes já pode ser constata nos trechos de duplicação concluída”, diz Richa. É o caso do trecho da BR-277 entre Medianeira e Matelândia, na região Oeste do Estado, entregue no final do ano passado. Já foi constatado queda de 38,1% na ocorrência de acidentes.

Investimentos - As obras de duplicação em parceria com as concessionárias somam R$ 1,7 bilhão. O investimento em obras de manutenção e conservação nas rodovias estaduais, realizado pelo Governo do Estado, é de R$ 600 milhões. O Paraná tem hoje a terceira melhor malha rodoviária do Brasil. O Estado fica atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, de acordo pesquisa da Confederação Nacional de Transporte. (Agência de Notícias do Paraná)

 

EXPORTAÇÕES: Empresários culpam excesso de documentos como principal entrave

exportacoes 14 04 2014Para os empresários brasileiros, a quantidade de documentos exigida pelos órgãos de controle alfandegário é excessiva. Além disso, a agilidade dos serviços deixa a desejar. O quadro foi revelado por pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o levantamento, o excesso de documentos foi considerado o principal entrave para exportar por 53,27% dos participantes. Em segundo lugar, ficou a baixa agilidade para análise da documentação, mencionada em 41,89% das respostas. Em terceiro, a demora na vistoria e inspeção, mencionada por 37,77%.

Falta de comunicação- Os executivos também reclamaram da falta de comunicação entre os órgãos, apontada como um problema em 25,42% das respostas. Uma das consequências dessa falha é que muitos solicitam dados e documentação repetidos, fator indicado como problemático em 12,83% das respostas.

Média - O número médio de órgãos pelos quais o processo para exportação deve passar é 4,3, e a grande maioria das empresas (94,5%) contrata os serviços de despachantes para lidar com a burocracia. O órgão mais citado como tendo impacto negativo nas exportações foi a Receita Federal, em 46,11% das vezes, seguido pelo Ministério de Minas e Energia, com 40% das menções, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), citada em 38,3% das respostas.

Custo elevado- “Pesquisas frequentemente colocam o Brasil como um dos países mais custosos para lidar com informações tributárias e outros tipos de burocracia”, disse o economista Marcelo Azevedo, especialista em Políticas de Indústria da CNI. Segundo ele, em alguns setores da economia, a quantidade de órgãos pelos quais o produto deve passar a fim de ser liberado para exportação chega a seis. “Já tem excesso [de documentos solicitados] individualmente. Você ainda soma vários órgãos e fica pior”, comenta.

Informações e documentos- Segundo ele, a solicitação de informações e documentos repetidos também é um desestímulo significativo. “[O empresário] preenche o mesmo dado para órgãos diferentes. Tem formulários em que você preenche o CNPJ dezenas de vezes. A comunicação entre os órgãos seria importantíssima. Mas se cada órgão simplificar e reduzir a exigência, já melhora”, comenta. A pesquisa da CNI, divulgada este ano, ouviu 640 empresários entre 2012 e 2013. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Governo divulgará previsões do PIB e inflação para 2015 na terça-feira

Em meio a um cenário de alta da inflação e baixo crescimento, o governo divulgará nos próximos dias as projeções oficiais para a economia em 2015. Os números serão apresentados na terça-feira (15/04), quando o Ministério do Planejamento enviará ao Congresso Nacional o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015.

Envio - Lei que define as diretrizes que guiarão a elaboração do orçamento do ano seguinte, a LDO precisa ser enviada ao Congresso até 15 de abril. Além dos principais programas e ações do governo, a LDO traz os parâmetros econômicos para o ano seguinte que ajudam a planejar o comportamento das receitas e das despesas no próximo exercício.

IPCA e PIB- Em relação ao próximo ano, o mercado prevê IPCA de 5,84% e crescimento de 2% no PIB de acordo com o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central. Na última versão do Relatório de Inflação, divulgada no fim de março, o Banco Central projeta inflação de 5,5%.

Atualização - O governo pode aproveitar a divulgação da LDO para atualizar as estimativas oficiais para 2014. Embora a LDO seja apresentada pelo Ministério do Planejamento, os parâmetros econômicos são elaborados pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

Projeção oficial- Oficialmente, a SPE prevê crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) e inflação de 5,3% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2014. No entanto, as projeções do mercado apontam números mais pessimistas. Segundo o boletim Focus, os analistas estimam IPCA de 6,35% e crescimento do PIB de apenas 1,63% para este ano.

BC - O próprio Banco Central também acredita em inflação mais alta e crescimento mais baixo que o inicialmente previsto. De acordo com o Relatório de Inflação, divulgado no fim de março, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará o ano entre 6,1% e 6,2%. No documento anterior, em dezembro, a projeção estava em 5,6%. Para o PIB, o Banco Central prevê crescimento de 2% em 2014 e ainda não divulgou a estimativa para 2015. (Agência Brasil)

G20: Ministros comprometem-se a reforçar crescimento econômico global

Dirigentes de bancos centrais e ministros das Finanças das 20 principais economias do mundo comprometeram-se em reforçar o crescimento econômico global. Reunidos na sexta-feira (11/04), em Washington, nos Estados Unidos, os membros do G20 prometeram adotar ações para se contrapor aos principais problemas e riscos da economia atual.

Medidas - “Estamos determinados a gerir esses riscos e a tomar medidas que reforcem a recuperação, criem emprego e melhorem as perspectivas de médio e longo prazo”, destacou o G20 em comunicado. A nota também informou que os países do grupo permanecem vigilantes em relação a importantes riscos que tornam a economia global vulnerável.

Riscos - O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que a economia mundial atualmente enfrenta diversos tipos de risco. Os principais são a redução dos estímulos nos Estados Unidos, a estagnação econômica e a deflação na Europa, os problemas no sistema financeiro da China e os desafios de políticas nos países emergentes.

Ucrânia - Os dirigentes financeiros do G20 também manifestaram preocupação com os riscos econômicos da crise na Ucrânia. “Estamos monitorando a situação econômica na Ucrânia, conscientes dos riscos para a estabilidade econômica e financeira”, informou o texto.

Agitação - O comunicado confirma que as tensões na Ucrânia estão provocando agitação entre as 20 principais potências, que incluem os Estados Unidos, os principais países europeus e a Rússia. O grupo elogiou o FMI e o Banco Mundial por liderarem a ajuda econômica ao governo ucraniano.

Ajuda - O FMI, o Banco Mundial, os Estados Unidos e a União Europeia prometeram US$ 27 bilhões para ajudar a economia ucraniana, mas movimentações militares da Rússia na fronteira oriental do país aumentaram os riscos para essa ajuda. (Agência Brasil, com informações da Agência Lusa)


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