Imprimir
Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3324 | 17 de Abril de 2014

FÓRUM FINANCEIRO: Juan Jensen apresenta tendências da economia brasileira para 2014

forum financeiro2 17 04 2014O Sistema Ocepar promove, no dia 24 de abril, o primeiro Fórum Financeiro de 2014, no auditório da entidade, em Curitiba. O doutor em economia pela USP e sócio da Tendências Consultoria Integrada, Juan Jensen, foi convidado a falar sobre as perspectivas da economia brasileira para o ano. Ele ministra a segunda palestra do evento, às 15h. A primeira palestra será apresentada às 14h15 pelo gerente de Desenvolvimento e Autogestão do Sescoop/PR, Gerson José Lauermann, com o tema “Cenário econômico e financeiro do cooperativismo paranaense, indicadores de gestão, com ênfase no ramo agropecuário”. Haverá ainda a realização do painel que vai discutir o desenvolvimento das cooperativas agropecuárias do Paraná, com representantes da Cocamar e da Agrária.

Público – O Fórum é destinado a diretores, gerentes e analistas da área financeira das cooperativas do Paraná e agentes financeiros convidados. As inscrições devem ser feitas até esta quinta-feira (17/04), com o agente de Desenvolvimento Humano por meio do Portal Paraná Cooperativo (www.paranacooperativo.coop.br).

Informações – Mais informações com Vanessa Christófoli (41 3200-1123 / vanessa.christofoli@sistemaocepar.coop.br) ou com Carlos Eduardo Nunes (41 3200-1136 /  carlos.nunes@sistemaocepar.coop.br).

Clique aqui e confira a programação do I Fórum Financeiro 2014

 

FGCOOP: Fundo é a mais nova realidade do Sistema Financeiro Nacional

fgcoop 17 04 2014O Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) é o assunto da Entrevista da Semana, publicada nesta quarta-feira (16/05) no Informativo da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A conquista mais recente das cooperativas do ramo Crédito começou a sua operacionalização como agente de proteção às operações realizadas junto aos sistemas financeiros cooperativistas. O FGCoop é uma associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, de direito privado, de abrangência nacional, tendo como associadas todas as cooperativas singulares de crédito e os dois bancos cooperativos a saber: Bancoob e Bansicredi. Além disso, também constituem o FGCoop, as instituições que compõem o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. O diretor executivo do FGCoop, Lúcio César de Faria, destacou que um dos grandes ganhos do Fundo é a visibilidade que as cooperativas terão. Confira o que ele diz:

O FGCoop já está funcionando. O que o cooperativismo de crédito pode esperar da nova ferramenta?

Lúcio Faria– O fundo garantidor é um dos instrumentos da rede de proteção do sistema financeiro e o FGCoop, como fundo nacional, abrangendo todas as cooperativas de crédito, reforçará a confiabilidade na solidez do segmento cooperativista. Alia-se a isso o movimento em curso no sistema de referenciar as cooperativas de crédito como cooperativas financeiras, refletindo a completude de seus produtos e serviços.

Em termos de ganho de imagem, o que representa o FGCoop?

LF – Igualado à condição de competitividade com os bancos na garantia de depósitos, até R$ 250 mil por associado/cliente, o cooperativismo financeiro poderá ampliar ainda mais o número de cooperados e o volume de depósitos e aplicações, com mais recursos para direcionar a operações de crédito.

Como se deram as tratativas e como foi a construção do FGCoop no segmento cooperativo de crédito?

LF – A Lei Complementar nº 130/2009, primeira lei após a Constituição de 1988 a regular o sistema financeiro, especificamente para o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, abriu caminho para o fundo garantidor do segmento, ao estabelecer que o Conselho Monetário Nacional (CMN) pode dispor sobre fundos garantidores e a vinculação das cooperativas a esses fundos.

Com isso, o CMN estabeleceu as premissas para o fundo, cujo estatuto e regulamento foram amplamente discutidos entre representantes do Banco Central e do segmento, por meio do Conselho Consultivo de Crédito (Ceco) do Sistema OCB e em eventos e videoconferências dirigidas a todo o sistema cooperativista.

Assim nasceu o FGCoop, associação civil sem fins lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado de abrangência nacional, tendo como associados todas as cooperativas singulares de crédito e os bancos cooperativos. 

Pode-se dizer que o FGCoop será um indutor para a verticalização das cooperativas?

LF – Diretamente e de imediato, não. Porém, ao atrair novos associados pela igualdade de competitividade com os bancos comerciais, as cooperativas poderão tender à ampliação de atuação, como a abertura para livre admissão, que exige a filiação a central, além do cumprimento de requisitos prudenciais, previstos na regulamentação.

A criação de um Fundo Único significa que o segmento vive um novo momento dentro do Sistema Financeiro Nacional?

LF – Sem dúvidas. O cooperativismo, que vem se igualando ao sistema bancário tradicional na oferta de produtos e serviços, ganha mais força em busca do aumento de sua participação em volume de depósitos e operações de crédito do SFN.

Mais informações sobre o FGCoop

Objetivos – O FGCoop tem por objeto prestar garantia de créditos contra as instituições associadas nas situações de decretação da intervenção ou da liquidação extrajudicial e também, no futuro, poderá contratar operações de assistência e de suporte financeiro, incluindo operações de liquidez com as instituições associadas, diretamente ou por intermédio de central ou confederação.

Contribuição – A contribuição mensal ordinária das instituições associadas está prevista pela Circular nº 3.700, de 6 de março deste ano, do Banco Central do Brasil. Ela prevê que o percentual de repasse é de 0,0125%, até o dia 25 de cada mês, sobre os saldos das contas objeto de garantia (basicamente depósitos a vista e a prazo e depósitos de poupança, no caso dos bancos cooperativos). O recolhimento mínimo mensal não deverá ser inferior a R$ 100,00.

Funcionamento – O FGCoop terá contas no Bancoob e Bansicredi, que receberão as contribuições. As centrais ou confederações deverão fazer o recolhimento em nome de suas filiadas. Já as cooperativas independentes farão o recolhimento em uma das duas contas, que serão informadas pelo FGCoop. Vale ressaltar que as cooperativas que não captam depósitos, as chamadas “capital-empréstimo”, contribuirão com o valor mínimo.

Localização – A estrutura funcional e administrativa do FGCoop está localizada na Quadra 6, do Setor de Autarquias Sul, em Brasília. Para o esclarecimento de dúvidas ou prestação de informações complementares, o interessado pode enviar email para contato.fgcoop@fgcoop.coop.br ou ligar para o número (61) 2196-2819. (Informe OCB)

 

FORMAÇÃO INTERNACIONAL: Experiência enriquece o cooperativismo brasileiro

formacao internacional 17 04 2014“Aprender sempre é muito gratificante, especialmente quando é possível ver o quanto nós já avançamos e o quanto ainda pode ser feito para o desenvolvimento das cooperativas brasileiras”. Com essa frase, a gerente geral do Sistema OCB, Tânia Zanella, resumiu sua participação na quinta turma do Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes Cooperativistas, cujas atividades aconteceram nas duas últimas semanas envolvendo visitas, aulas e encontros técnicos representantes da Itália, Alemanha e Holanda.

Comprometimento - Para Tânia Zanella, o comprometimento dos líderes cooperativistas ao longo de toda a viagem foi um dos grandes destaques. “Os colegas tiveram uma participação efetiva, tornando as visitas técnicas muito enriquecedoras. A experiência de conhecer a realidade de cooperativas de outro país, especialmente com a conjuntura econômica e política da Itália, Alemanha e Holanda, nos proporcionará mecanismos criativos para lidarmos com a realidade brasileira”, avalia a gerente geral.

Contribuição - Tânia Zanella integrou ao grupo brasileiro, junto com outros 26 participantes. O programa é realizado pelo Sistema Ocepar em parceria com o Sebrae. “A diretoria da Ocepar está de parabéns por essa iniciativa que, certamente, contribui bastante com o desenvolvimento das cooperativas brasileiras e com o fortalecimento da economia nacional”, enfatiza Tânia.

Roteiro - Neste módulo foram contemplados os organismos relacionados aos ramos Agropecuário e de Crédito, com o objetivo de proporcionar uma visão internacional de negócios a lideranças cooperativas paranaenses e convidados. O roteiro da quinta turma incluiu encontros com representantes da Aliança das Cooperativas Italianas, Federação dos Bancos de Crédito da Itália, Universidade de Bologna, Central de Carnes WZG, Cooperativa de Crédito Fidelidade, Universidade de Muenster, Cooperativa de Carnes Westfleisch, Rabobank e Porto de Roterdã. (Informe OCB)

 

RIO GRANDE DO SUL: Assembleia da Ocergs elege diretoria executiva

rio grande do sul 17 04 2014O Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs) realizou terça-feira (15/04), em Porto Alegre, a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGO e AGE), que tratou da eleição da Diretoria, Conselho Fiscal e Conselho de Ética da Entidade para o exercício 2014-2018. O evento contou com a presença do presidente e vice-presidente em exercício do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius e Irno Pretto, respectivamente; coordenador do Centro de Agronegócio da FGV-EESP e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues; e várias outras autoridades.

Votos - A Assembleia teve início às 10h, a partir da terceira convocação, com a presença de 87 cooperativas adimplentes, totalizando 408 votos. A eleição ocorreu com base no novo Estatuto Social da Ocergs, que teve adequação ao modelo nacional em novembro de 2013.

Ordem do dia- Vergilio Perius deu início à Assembleia agradecendo a presença de todos. Após, juntamente com Irno Pretto, Norberto Tomasini, Erni Dickel e Luiz Helio Girotto, foi apresentada a 1ª ordem do dia, presente no edital de convocação: a apreciação e deliberação sobre a Prestação de Contas do Exercício de 2013, incluindo o Parecer do Conselho Fiscal e da Auditoria, o Relatório de Gestão, o Balanço Patrimonial e o Demonstrativo dos Resultados, que foi aprovada com unanimidade pelos presentes.

Outras deliberações- A segunda ordem do dia foi a apreciação e deliberação sobre o Plano de Trabalho, Orçamento de Receitas e Despesas do Exercício de 2014, também aprovada com unanimidade. A eleição das chapas para eleger os membros da Diretoria, Conselho Fiscal e Conselho de Ética, presidida pela Comissão Eleitoral composta por Gerson Ricardo Seefeld, Renato Kreimeier e Erineo José Hennemann, foi a 3ª ordem do dia. Com a participação de todos os presentes, através de voto por aclamação, as chapas foram aprovadas com unanimidade. Após, na 4ª ordem do dia, o atual presidente, Vergilio Perius, nos termos do art. 10, parágrafo 3º do Estatuto Social, foi indicado pela diretoria eleita, representada pelo diretor secretário, Paulo Cézar Vieira Pires, para continuar a ocupar a presidência na próxima gestão, tendo sua indicação homologada por unanimidade pelos presentes. (Ocergs/ Informe OCB)

 

SESCOOP: Programa Aprendiz Cooperativo é apresentado ao Sest Senat

sescoop 17 04 2014A Gerência de Desenvolvimento Social do Sescoop recebeu, nesta quarta-feira (16/04), uma equipe da coordenação de Desenvolvimento Profissional do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat). O objetivo da visita das analistas Karla Bortoni e Lívia Sales foi conhecer o programa Aprendiz Cooperativo, seu histórico e sua metodologia, com vistas à ampliação de programa similar no âmbito do setor de transportes.

Cultura da cooperação- A gerente de Desenvolvimento Social, Maria Eugênia Ruiz, ressalta que o Programa Aprendiz Cooperativo, classificado na área de formação profissional, contribui também para disseminação da cultura da cooperação, uma vez que prepara os adolescentes e jovens para atuar de forma consciente e responsável nas cooperativas.

Trabalho participativo- “É preciso destacar também que o programa foi resultado de um trabalho participativo realizado pelo Comitê de Sistematização da Aprendizagem e foi estruturado de maneira a criar espaços de reflexão e participação para que o aprendiz amplie suas potencialidades humanas e sociais e desenvolva um espírito empreendedor e cooperativo”, reforça Maria Eugênia.

Troca de experiências– Na visita, o Sescoop também teve a oportunidade de conhecer as atividades do Sest Senat. “Isso favoreceu uma troca de boas práticas da aprendizagem profissional, regida principalmente pela Lei nº 10.097/2000. Porém a legislação, por si só, não garante o desenvolvimento se não forem criadas oportunidades de acesso. As leis regem essa garantia ao cidadão, mas são as instituições de ensino e empregadores que devem fazê-las cumprir com qualidade”, comenta a gerente. (Informe OCB)

 

EBPC: Inscrições para apresentação de trabalhos no III nesta quinta

ebpc 17 04 2014A Rede Brasileira de Pesquisadores em Cooperativismo (RBPC) e o Sistema OCB abrem nesta quinta-feira (17/04) o período de inscrição dos trabalhos que poderão ser apresentados no III Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), a ser realizado entre os dias 20 e 22 de outubro, na Universidade Federal do Tocantins, em Palmas. O tema da terceira edição é “Cooperativismo como Modelo de Negócios: as cooperativas conquistam desenvolvimento sustentável para todos”.

Debates - O Sistema OCB visa a aproximar a área acadêmica da real necessidade das cooperativas, propondo debates fundamentados em pontos definidos pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) como essenciais ao desenvolvimento do setor e à sua consolidação nos próximos 10 anos, na chamada “Década do Cooperativismo”.

Outras atividades- Além da apresentação dos trabalhos haverá palestras e mesas-redondas, que representam grande oportunidade de “networking” social e profissional em questões estratégicas à competitividade e à permanência das cooperativas no mercado global.

Modalidades - Será aceita a inscrição de trabalhos nas modalidades: artigo, artigo de iniciação científica e/ou trabalho de conclusão de curso e relato de práticas. Os interessados podem CLICAR AQUI para obter todas as informações sobre como se inscrever. (Informe OCB)

 

SICREDI NORTE SUL: Peça teatral infantil reúne mais de 700 alunos em Jaboti

A peça de teatro infantil “Zum, zum, zum, a união faz a vida”, reuniu na segunda-feira (14/04), mais de 700 alunos da rede municipal e estadual do município de Jaboti, no norte pioneiro paranaense. A divertida aventura destacou a importância de valores como respeito, união e amizade para superar desafios. O espetáculo que envolveu os presentes com 45 minutos de diversão foi exibido para os alunos das escolas locais e agentes da comunidade em dois horários, às 10h e 15h.

Projeto cultural- O projeto cultural é do Sicredi e tem o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet. É produzido pela Liga Produção Cultural, com texto e músicas de Renato Mendonça e direção de João Pedro Madureira.

História - A história dos irmãos Leona e Artur - Leona é cadeirante e vê em seu irmão um grande amigo. Em uma noite de brincadeiras, as crianças escutam o som de uma pequena abelha que pede ajuda aos dois para uma grande missão. Juntos, eles partem para uma viagem inesquecível e conhecem a Rainha Mau-Mau e o Cacunda, dois personagens que não sabem o valor da cooperação e lutam para que o mal vença sobre o bem. E é aí que os irmãos entram em ação, mostrando aos vilões a importância do respeito, da união e da amizade.

Público - A peça teatral é direcionada para as crianças de seis a dez anos, do ensino fundamental I, mas acaba envolvendo e promovendo um tema para toda a família, uma vez que os alunos, que quase nunca tem a acesso a este tipo de arte, saem da apresentação com muito entusiasmo e com novos aprendizados. Todo o material utilizado nos figurinos, cenários e adereços é reciclável, além da iluminação que possui efeitos com luz de LED, que exige um baixo consumo de energia. (Imprensa Sicredi Norte Sul PR/SP)

{vsig}noticias/2014/04/17/sicredi_norte_sul/{/vsig}

AGRONEGÓCIO: Exportações alcançam US$ 7,97 bi em março

agronegocio 17 04 2014As exportações do agronegócio brasileiro atingiram a cifra de US$ 7,97 bilhões em março, valor que representa um crescimento de 3,7%, se comparado ao mesmo mês em 2013. As importações alcançaram US$ 1,42 bilhão, decréscimo de 7%. O superávit da balança comercial do agronegócio foi de US$ 6,55 bilhões.

Complexo soja- O complexo soja exportou US$ 3,62 bilhões e embarcou mais de 7 milhões de toneladas. O principal item comercializado dentro do setor foi a soja em grãos, com vendas externas de US$ 3,15 bilhões e crescimento de 64,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O segundo item do setor em valor comercializado foi o farelo de soja, com a cifra de US$ 363 milhões e incremento de 17,1%. Por fim, a exportação de óleo de soja gerou US$ 114 milhões, queda de 26,6% em relação a março de 2013.

Blocos econômicos- Entre os blocos econômicos ou regiões geográficas, o grande destaque foi a Ásia. As exportações atingiram US$ 4,08 bilhões, aumento de 29,8% sobre o resultado obtido no mesmo período de 2013. Esses números elevaram a participação do bloco em mais de 10%, atingindo 51,2% do total exportado pelo setor agropecuário no mês. O principal destino dos produtos brasileiros continua sendo a China, com a cifra de US$ 2,88 bilhões e crescimento de 65,5%, ou ainda, US$ 1,14 bilhão em valor absoluto.

Últimos doze meses - Entre abril de 2013 e março de 2014, as vendas externas do agronegócio brasileiro atingiram o montante de US$ 99,63 bilhões (+2,7%). As importações alcançaram US$ 17,04 bilhões (+4,1%). O saldo da balança comercial registrou o superávit de US$ 82,59 bilhões, ou seja, incremento de 2,5%.

Setor - O principal setor exportador foi o complexo soja, alcançando US$ 33,20 bilhões (+33,1%). O produto destaque foi a soja em grãos, com a marca de US$ 24,93 bilhões (+49,9%). Em menor valor, as exportações dos demais produtos do setor ficaram em US$ 6,92 bilhões (farelo de soja) e US$ 1,35 bilhão (óleo de soja). (Mapa)

Clique aqui para baixar a Balança Comercial de março

 

VEP: Conab comercializa mais de 7 mil toneladas de milho

Os dois leilões de venda de milho dos estoques públicos, realizados terça-feira (15/04) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), comercializaram um total de 7.193 toneladas do produto. A oferta foi feita por meio da operação de Valor para Escoamento de Produto (VEP) e o produto foi disponibilizado para criadores de aves, suínos, bovinos, ovinos, caprinos e suas respectivas cooperativas, situadas nas regiões definidas nos avisos VEP Nº 44/2014 e VEP Nº 45/2014.

Demanda - A venda foi realizada em atendimento a demanda dos criadores do Norte e Nordeste, em razão dos altos preços do cereal na região. A Conab comercializou o produto a R$ 0,33 Kg. De acordo com o gerente de Oleaginosas e Produtos Pecuários da Conab, Thomé Guth, a quantidade negociada foi relativamente baixa em relação ao total ofertado, de 25 mil toneladas. "Não houve interesse dos demandantes e a operação finalizou com menos de 30% do milho vendido".

Origem - O produto é oriundo dos estoques públicos da estatal no estado do Mato Grosso, armazenados nos municípios de Vera, Nova Ubiratã, Primavera do Leste e Sorriso. O valor total da operação foi de R$ 2,3 milhões.

Portaria - O VEP foi realizado de acordo com a Portaria Interministerial Nº 222, de 13 de março de 2014, que autoriza a Conab a comercializar até 500 mil toneladas de milho para criadores de animais ao longo de 2014. Puderam participar dos leilões criadores localizados nas regiões Norte (exceto Rondônia, Pará e Tocantins), Nordeste (exceto Maranhão, Piauí e os municípios que compõem a Região de Barreiras e Luiz Eduardo Magalhães - Bahia), norte de Minas Gerais, além de Espírito Santo e Rio de Janeiro. (Mapa)

MERCADO: Mosaic compra ativos de fertilizantes da ADM

mercado 17 04 2014A multinacional americana de fertilizantes Mosaic anunciou terça-feira (15/04) que entrou em acordo definitivo para adquirir o negócio de fertilizantes da Archer Daniels Midland (ADM) no Brasil e no Paraguai. O negócio foi fechado por US$ 350 milhões, incluindo US$ 150 milhões em capital de giro. A operação segue passo semelhante da norueguesa Yara, que concluiu em 2013 a aquisição dos negócios de adubos da Bunge no país.

Misturadoras e armazéns- A transação entre Mosaic e ADM inclui quatro unidades misturadoras e armazéns no Brasil - localizados em Paranaguá (PR), Rondonópolis (MT), Uberaba (MG) e Catalão (GO) - e uma fábrica e um terminal fluvial em Villeta, no Paraguai.

Crescimento - A expectativa é que a aquisição acelere significativamente os já anunciados planos de crescimento da Mosaic no Brasil, informou a empresa em comunicado. Sua distribuição de fertilizantes passará de 4 milhões para 6 milhões de toneladas com a aquisição. Fontes do setor estimam que a participação da Mosaic no mercado nacional esteja em 14% e que a da ADM seja inferior a 5%.

Prioridade estratégica- De acordo com o comunicado, a incorporação do negócio de distribuição de fertilizantes da ADM no Brasil e no Paraguai atende a duas prioridades estratégicas. "Ela reforça nossa estratégia de crescimento global e expande nosso acesso ao mercado", disse James T. Prokopanko (foto), presidente e CEO global da Mosaic, no comunicado. As empresas negociaram um acordo de fornecimento por meio do qual a Mosaic suprirá a demanda da ADM por adubos no Brasil e no Paraguai por cinco anos.

Retorno - Também em comunicado, Patricia A. Woertz, CEO da ADM, disse que a longa cadeia de valor inerente ao negócio de fertilizantes, juntamente com a forte concorrência de empresas totalmente integradas que entraram no segmento, impediram que a operação atendesse de forma consistente os objetivos de retorno da companhia. "Com a venda de nossos ativos de mistura, melhoraremos nossos retornos e manteremos nosso relacionamento na originação com os principais produtores no Brasil e no Paraguai", afirmou Patricia.

Uma das maiores- Com sede em Plymouth, nos Estados Unidos, a Mosaic é uma das maiores produtoras globais de fosfatados e potássio, com entrega de cerca de 20 milhões de toneladas de fertilizantes para 40 países. Em 2013, a empresa registrou lucro líquido atribuível à companhia de US$ 1,063 bilhão, redução de 42,6% sobre 2012. As vendas líquidas no ano passado foram 10,1% menores que em 2012 e totalizaram US$ 9,027 bilhões.

Atuação - Tobias Grasso, presidente da Mosaic no Brasil, afirmou ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, que a aquisição das cinco unidades de mistura e armazenamento da ADM vai possibilitar a atuação da Mosaic em regiões como Rondonópolis (MT) e Catalão (GO), por exemplo, além de permitir o acesso ao Paraguai, onde é crescente a produção de soja e milho.

Paraguai - A unidade da ADM no Paraguai, de acordo com Grasso, é a única de fertilizantes em operação no país vizinho, que normalmente se abastece de adubos no Paraná. Além disso, tem a vantagem de ser ligada a um terminal fluvial.

Base maior de clientes- A sinergia entre as duas companhias vai ampliar a base de clientes, disse. "Trará um melhor custo para a gente poder operar e atender à agricultura nacional", afirmou ele. De acordo com Grasso, nos últimos três a quatro anos, a empresa cresceu a taxas superiores às do mercado.A expectativa é que cerca de 500 funcionários da ADM sejam incorporados aos 1.000 da Mosaic. O negócio ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "Aguardamos um ritual processual normal", disse o presidente da Mosaic no Brasil.

Operações - Além de atuar nos EUA e no Brasil, a Mosaic já tem operações na Argentina, Canadá, Chile, China, Índia e Austrália. No Brasil, a companhia conta com 13 unidades próprias e contratadas de fertilizantes nos Estados da Bahia, Goiás, Minas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, além de uma unidade de nutrição animal em Paranaguá (PR).

Investimentos - A empresa americana também está concluindo, no Brasil, investimentos de cerca de US$ 100 milhões que incluem a expansão de terminais portuários, de unidades industriais e da capacidades de produção. Em fevereiro deste ano, a Mosaic anunciou a criação de uma unidade fabril em Cubatão (SP) chamada Cefértil, viabilizada por uma parceria exclusiva com a Cesari, empresa do ramo logístico.

Expansão - Além da unidade em Cubatão, os principais projetos contemplam a expansão da unidade da Fospar, em Paranaguá, para aumentar a capacidade de descarregamento e armazenagem de produtos. Há ainda investimento na expansão da unidade de Candeias (BA) e na duplicação da unidade de Sorriso (MT).

Tendência- O acordo para a aquisição da área de fertilizantes da ADM pela Mosaic representa uma tendência observada no mercado nos últimos anos: as tradings têm deixado de atuar na exploração e na produção de fertilizantes, transferindo-as a empresas do ramo. A Yara, que tinha 10% de participação no mercado brasileiro, passou a 25% com a aquisição dos negócios de adubos da Bunge.

Mercado - Uma fonte do setor diz que o recente acordo de aquisição feito pela Mosaic não deverá alterar o mercado, pois a companhia vai adquirir os negócios de uma empresa que já atuava no país e com participação pequena nesse mercado. Conforme a fonte, o mesmo ocorreu quando a Yara comprou a Bunge - empresa que sozinha, no passado, chegou a ter uma participação de quase 35% no mercado de fertilizantes no país. (Valor Econômico)

 

TRIGO I: Fórum Nacional será realizado em Chapecó (SC)

trigo I 17 04 2014Estão abertas, no site cooperalfa.com.br, as inscrições para o Fórum Nacional do Trigo/2014 organizado pela Embrapa Passo Fundo (RS) e Alfa. São 400 vagas. O evento será dias 06 e 07 de maio, na Associação Atlética e Recreativa Alfa - AARA, em Chapecó (SC), com o tema "Trigo - da planta ao alimento". Entre os apoiadores estão a Cotrel, Iapar, Fundação Meridional, Ocesc, Cotrisal, Cotrijal, Cotrimaio, Agrária, Sistema Ocepar, Integrada e Ministério da Agricultura.

Programação - Dia 06 de maio, às 18h, ocorre na AARA a recepção e entrega de material aos pré-inscritos virtualmente e, em seguida, às 19h, a palestra "Cadeias Produtivas no Agronegócio - Estrutura do Mercado e Competitividade. Às 20h30, haverá a apresentação de cardápio e demonstração de produtos derivados do trigo.

Mais - Dia 07 de maio, às 08h, acontece a recepção e inscrições in loco (caso ainda existam vagas abertas), e a abertura oficial do evento, às 8h30. Serão abordados os seguintes temas: às 9h, "Influência do Manejo do Nitrogênio e do Ambiente na Qualidade da Farinha e às 10h30, "Trigo na visão da Nestlé com base no Mercado Consumidor”. Depois, às 13h30, "Case do Trigo na Cooperalfa - Segregação"; às 14h15, "Impactos de Contaminantes Químicos e Biológicos em Alimentos e a Repercussão na Cadeia Produtiva do Trigo", com painelistas da Biotrigo, Embrapa, Abitrigo e Ministério da Agricultura. E às 15h30 será feita a leitura de documento final do Fórum com café de encerramento às 16h do dia 07 de maio de 2014. (Assessoria de Imprensa Cooperalfa / News Agro – VS Comunicação)

 

TRIGO II: Forte procura por cereal dos EUA afeta Brasil

Já com pouca disponibilidade de trigo proveniente da Argentina, os moinhos brasileiros também estão com dificuldades para importar o cereal dos Estados Unidos, em uma conjunção que já resultou em alta de preços no mercado interno. Conforme o Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo (Sindustrigo-SP), neste ano dobrou para 60 dias o prazo entre a compra e a chegada do cereal americano ao porto de Santos (SP).

Dificuldade de escoamento- A dificuldade de escoamento de trigo pelos Estados Unidos começou no início deste ano, com os problemas logísticos causados pelas temperaturas extremamente baixas naquele país. Mas foi agravada pela tensão política entre Ucrânia e Rússia. Países como o Egito, acostumados a se abastecer nesses dois mercados, passaram a procurar o cereal americano e, com isso, as filas nos portos dos EUA para embarcar o produto aumentaram nas últimas semanas, de acordo com o presidente do Sindustrigo-SP, Christian Saigh.

Cotações - Nesse contexto, as cotações da commodity na bolsa de Chicago já subiram 15,4% apenas do início de março até ontem. Nas últimas semanas, o mercado doméstico também passou a acusar o golpe, segundo Marcelo De Baco, da De Baco Corretora, de Porto Alegre (RS). "Com os atrasos, os moinhos têm que entrar com força comprando internamente".

Trigo nacional- Além disso, segundo De Baco, a variação cambial tem estimulado as buscas da indústria pelo trigo nacional. "O risco que o moinho corre de comprar o trigo com o dólar a R$ 2,20 e depois, no momento de receber a carga, ter que pagar com o dólar a R$ 2,40 é tão grande que vale a pena comprar trigo no mercado interno".

Alta - No Rio Grande do Sul, onde está a maior parte dos estoques de trigo do país, os preços do cereal subiram 18,4% desde o início de março, conforme o indicador Cepea/Esalq.

Repasses - Ao longo da cadeia, os repasses já estão ocorrendo. No mercado interno, o preço da tonelada da farinha de trigo vem oscilando mês a mês, mas, na média do primeiro trimestre, está em R$ 1.781 a tonelada, 9,7% acima do preço médio de 2013, que foi de R$ 1.623, conforme levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo). Já houve reflexos também no preço do pão francês. Segundo o indicador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicado pela Abitrigo, houve, entre janeiro e março deste ano, alta de 3,03% no preço médio do pãozinho.

Abastecimento - Esse "atraso" na chegada do cereal americano só não causará problemas de abastecimento no mercado brasileiro porque, logo depois que os moinhos do país compraram trigo nos EUA, houve a liberação de embarques de mais cereal argentino. "O que teremos é um 'congestionamento' de navios da Argentina e dos EUA, que chegarão no mesmo período, entre o fim de abril e o início de maio", afirma Saigh.

Embarque- Nesse período, está previsto o desembarque, somente em Santos, de 350 mil toneladas de trigo da Argentina e outras 100 mil toneladas de cereal americano. Esse problema deverá resultar no pagamento de demurrage (multa de sobre-estadia de navios), que, para cada navio, chega a US$ 20 mil por dia.

Pagamento - "Os moinhos importadores já tiveram que arcar com pagamento de demurrage em 15 dias no mês de março, pois a chegada dos navios com trigo disputaram berços de atracação com navios que vieram carregar soja e milho para exportação. Em abril, devemos ter mais 15 dias de demurrage", estima Saigh.

Qualidade - Além disso, aumentam as preocupações com a qualidade do grão cultivado nos Estados Unidos, maior fornecedor global do produto. Na semana encerrada no domingo, 34% das lavouras do país foram consideradas em "boa" ou "excelente" condições, conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No ano passado, o trigo com essa qualidade alcançava 36% das áreas plantadas. Segundo especialistas, o recente retorno das baixas temperaturas pode afetar a produtividade. (Valor Econômico)

RECURSOS: Governo libera R$ 260 milhões para inovação na indústria

A grande aposta do governo Dilma Rousseff para dinamizar a inovação na indústria de transformação começou a sair do papel na terça-feira (15/04). A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) lançou seu primeiro edital para financiar grandes institutos de ciência e tecnologia (ICTs) que contam com projetos de inovação com empresas do setor privado.

Valor - Ao todo, a Embrapii colocará R$ 260 milhões, a fundo perdido (subvenção), em quase dez institutos para estimular a inovação na indústria. O dinheiro que a Embrapii vai usar para irrigar o sistema tecnológico e empresarial representará até um terço dos projetos. Os institutos vão entrar com outra parte igual e as empresas deverão aportar pelo menos um terço. Assim, os R$ 260 milhões vão liberar ao menos R$ 800 milhões.

Pré-requisito- Um pré-requisito importante do edital será a exigência para que os ICTs, que vão disputar o dinheiro da Embrapii, tenham um histórico de captação de recursos com empresas de no mínimo R$ 4 milhões, em média, nos últimos três anos. "A Embrapii vai injetar vitamina no instituto que já sabe fazer. Entramos com um modelo novo de financiamento da inovação no Brasil, que exige um relacionamento contínuo entre a empresa e o instituto, com quem fecharemos um plano de ação, com metas de gestão que serão acompanhadas por nós", disse o presidente da Embrapii, João Fernando Gomes de Oliveira.

Piloto - Elaborada em 2011, no início da gestão Dilma Rousseff, a Embrapii funcionou nos últimos três anos em fase piloto. A empresa, que é uma Organização Social (OS) com contrato de gestão assinado com os ministérios de Educação e de Ciência, Tecnologia e Inovação, vem trabalhando com três institutos: o Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT) e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), ambos em São Paulo, e o Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec), do Senai da Bahia (BA). Com eles, a Embrapii aprovou 68 projetos nas áreas de manufatura, automação, bionanotecnologia, saúde e energia, que representaram R$ 188 milhões, dos quais R$ 62 milhões da Embrapii.

Projetos - Entre os projetos apoiados estão o de desenvolvimento de "plataforma tecnológica de nanoencapsulação" com empresas como Boticário, Natura, Yamá e Theraskin, feitos junto ao IPT. Com o Cimatec, a Embrapii financiou um projeto de pesquisa e desenvolvimento de robô subaquático autônomo para monitoramento e controle de linhas e estações petrolíferas, no valor de R$ 29 8 milhões, para a empresa BG Group.

Aproximação - Gestada pelo então ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Embrapii foi vendida pelo governo Dilma Rousseff como a "Embrapa da indústria". A empresa deveria aproximar laboratórios e pesquisadores de empresários e trabalhadores, de forma a acelerar a inovação no Brasil. Quando anunciou o Plano Inova Empresa, com R$ 33 bilhões em crédito subsidiado para inovação, em março do ano passado, Dilma voltou a falar da Embrapii e defendeu que a empresa estava pronta para concluir seu projeto piloto e efetivamente sair do papel. O edital de R$ 260 milhões que lançado na terça-feira é o primeiro passo para essa meta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Agência Estado)

IPCA-15: Inflação oficial tem prévia de 0,78% em abril

ipca 17 04 2014O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) -, prévia da inflação oficial, ficou em 0,78% em abril deste ano. A taxa é superior às observadas em março deste ano (0,73%) e em abril do ano passado (0,51%). O dado foi divulgado nesta quinta-feira (17/04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em um ano, o IPCA-15 acumula taxa de 2,91%. Já no acumulado de 12 meses, o índice tem inflação de 6,19%.

Alimentação e bebida- A inflação em abril foi influenciada principalmente pelo grupo alimentação e bebidas, que teve taxa de 1,84% no mês. Entre os produtos que mais contribuíram para a inflação, estão a carne (2,83%), batata (29,96%) e leite (5,7%). Também tiveram contribuição importante para a inflação os grupos de despesas transportes (0,54%), saúde e cuidados pessoais (0,69%), habitação (0,58%) e despesas pessoais (0,5%).

Cálculo - O IPCA-15 de abril foi calculado com base em preços coletados entre os dias de 15 março e 11 de abril. (Agência Brasil)

 

BRASIL: Investimento estrangeiro atinge US$ 8 bi em março

economia 17 04 2014O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, usou sua apresentação ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), nesta quarta-feira (16/04), para mostrar um Brasil mais atrativo aos olhos dos investidores externos. Após ser afetado pela perspectiva de retirada de estímulos monetários nos países mais desenvolvidos, sobretudo Estados Unidos, a partir de meados de 2013, o fluxo de capitais estrangeiros para o país melhorou desde março, atingindo nível "que não víamos há algum tempo".

Março - Segundo ele, só em março ingressaram US$ 8 bilhões em investimentos de diversas modalidades, valor bem acima do verificado em praticamente todos os meses desde abril de 2013, com exceção de novembro. Baseada em operações contratadas de câmbio (diferente, portanto, das que aparecem nas estatísticas mensais do balanço de pagamentos externos, com base em câmbio liquidado), a cifra inclui investimentos estrangeiros diretos (IED), investimentos em ações, captações externas em títulos e empréstimos diretos, explicou a assessoria do BC. Não foi informado o valor específico do IED nesse total, mas em 24 de março a projeção da autoridade monetária para o mês indicava ingresso de R$ 3,2 bilhões só nessa modalidade.

Emergentes - Tombini lembrou que em 2013 os países emergentes sofreram desvalorização de suas moedas em relação ao dólar americano, pois os mercados se anteciparam e reagiram à simples perspectiva de início da normalização das condições monetárias em países que aumentaram a oferta de moeda na economia para combater a crise financeira global a partir de 2008. Parte da desvalorização foi um natural ajuste de preços relativos, na sua opinião. Mas o câmbio também foi impactado, na visão do presidente do BC, por uma equivocada confusão entre o efeito desse processo de normalização sobre os preços dos ativos, que ficaram mais voláteis, e vulnerabilidade econômica. Para Tombini, a valorização do real agora em 2014 é uma correção do "exagero" que houve em 2013 por causa dessa "confusão entre volatilidade e vulnerabilidade".

Cenário internacional- Sobre o cenário internacional, ele destacou que a economia global está de fato em recuperação, porém não homogênea entre os países e que "encerra fragilidades". Ainda assim, se mostrou otimista quanto aos efeitos benéficos desse crescimento para a balança comercial brasileira, que, diferentemente de 2013, deverá ser ligeiramente positiva já em 2014. "A melhor notícia é a recuperação dos Estados Unidos".

Transição- Tombini acha que o fato de a recuperação ser heterogênea e encerrar riscos fará com que o processo de transição para a normalidade monetária no mundo não seja tão rápido. "Isso é bom para o Brasil, pois nos dá um certo tempo nesse processo de transição".

Condições - Por outro lado, ele insistiu que a economia brasileira tem desde já condições de enfrentar a normalização monetária que se avizinha. "As condições do Brasil para enfrentar essa nova fase são robustas", entre outras razões porque o BC vem elevando a taxa básica de juros há um ano. Segundo Tombini, a resposta do BC aos efeitos domésticos do processo de normalização monetária mundial tem sido "clássica, robusta e técnica".

Metas fiscais- O anúncio de metas fiscais feito terça-feira pelo governo brasileiro para 2015 também é parte da preparação do país para a nova etapa da economia mundial. O "limite inferior duro" de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para o superávit primário "faz parte das políticas ajustadas para o cenário de condições financeiras mais duras".

Déficit - Tombini chamou a atenção também para o fato de que o déficit do país em transações correntes com o exterior está se estabilizando perto de 3,5% do PIB e que 80% dele tem sido financiados por IED, o que mostra "situação confortável" do balanço de pagamentos externos do país.

Efeito - Sobre o repique inflacionário de março, ele reiterou que o IPCA sofre efeito "temporário" de um choque nos preços dos alimentos e que a inflação recuará diante dos aumentos de juros, cujos efeitos são defasados e ainda não foram totalmente sentidos. (Valor Econômico)

 

DÓLAR: Câmbio retarda melhora do déficit externo

O tombo de 8,2% do dólar desde o início de fevereiro, com a moeda americana saindo de R$ 2,43 para perto de R$ 2,20, não só contrariou as previsões da maioria do mercado como reacendeu a discussão em torno de efeitos desse movimento sobre a inflação e as contas externas. De um lado, a apreciação cambial ainda não chegou a melhorar as perspectivas para a inflação, que beiram o teto da meta oficial. Ao mesmo tempo, as projeções para o déficit em transações correntes só pioram, colocando em xeque a recuperação nas contas externas esperada desde o ano passado.

Ceticismo - Especialistas ainda mostram algum ceticismo em culpar a valorização cambial pela deterioração nas estimativas para as transações correntes, atribuindo essa piora principalmente aos déficits na balança de combustíveis. No entanto, a magnitude da apreciação do real já ocorrida e a possibilidade de esse movimento se estender por mais alguns meses pode nublar o quadro para as contas externas, ainda mais considerando o cenário desfavorável para a balança comercial.

Revisão - O recente alívio no cenário para emergentes levou o J.P. Morgan, por exemplo, a revisar para baixo as estimativas do dólar com relação a algumas divisas, entre elas o real. O banco americano vê agora o dólar encerrando o ano a R$ 2,40, ante previsão anterior de R$ 2,50, segundo relatório enviado a clientes. O banco cita uma mudança no "mix" de política, melhora "moderada" na perspectiva do lado fiscal e uma recuperação dos termos de troca. A expectativa de que o governo induza uma estabilidade do real devido à inflação pressionada e à aproximação do fim do ciclo de aperto monetário também justifica a melhora no prognóstico para a moeda brasileira. Ainda assim, a previsão de um dólar a R$ 2,40 implica uma desvalorização nominal da taxa de câmbio da ordem de 6,8% até o fim do ano.

Efeitos colaterais- Por outro lado, a pressão menor sobre o real deve causar efeitos colaterais na balança comercial, que no ano até a segunda semana de abril amargava déficit de US$ 6,02 bilhões. O J.P. prevê agora um déficit comercial de US$ 2 bilhões em 2014, ante estimativa anterior de superávit de US$ 3 bilhões. O mercado, de acordo com relatório Focus do BC, projeta um superávit de US$ 3,59 bilhões, bem menor, no entanto, que os US$ 7,91 bilhões estimados no fim do ano passado.

Transações correntes- Na esteira da piora para a balança comercial, o J.P. Morgan aumentou ainda a estimativa para o déficit em transações correntes neste ano de US$ 70,0 bilhões para US$ 78,4 bilhões.

Previsões piores- O mercado, de forma geral, vem piorando suas previsões para o déficit em transações correntes, enquanto melhora as estimativas para o câmbio. Ainda de acordo com o Focus, a média dos prognósticos para o déficit em conta corrente para 2014 vem sendo piorada desde novembro do ano passado, mas essa deterioração ficou mais clara a partir de fevereiro, período que coincide com a melhora das estimativas para a taxa de câmbio.

Rombo - O mercado terminou a semana finda em 7 de fevereiro acreditando que o "rombo" nas contas externas fecharia 2014 em US$ 72,80 bilhões, enquanto a previsão para o dólar médio no ano estava em R$ 2,44. Na semana passada, a previsão para o déficit em transações correntes havia aumentado para US$ 77,80 bilhões, ao passo que a estimativa para a taxa média de câmbio caiu para R$ 2,38.

Riscos - O economista para Brasil do HSBC, Constantin Jancsó, ainda prevê, entretanto, que o déficit em transações correntes cairá para 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim de 2014, ante 3,63% no ano passado. Parte dessa perspectiva de melhora, explica Jancsó, deriva justamente da desvalorização cambial já ocorrida. O economista prevê um dólar mais forte que a média do mercado, de R$ 2,50. Ainda assim, Jancsó reconhece que os riscos a essa esperada melhora nas transações correntes "aumentaram bastante" nos últimos meses. Mas que esses riscos decorrem menos do nível do câmbio e mais de outros elementos, especialmente a expectativa de piora na balança devido à crise na Argentina e à persistente importação de combustíveis.

Impacto - "É claro que o câmbio tem impacto, mas não é instantâneo", diz o executivo. "E esse impacto seria mais visível agora se o mercado visse uma perspectiva de queda contínua do dólar, o que não é exatamente verdade. Os fatores que levaram o dólar para R$ 2,40 ainda continuam."

Troca - O economista-chefe da Mauá Sekular Investimentos, Alessandro Del Drago considera que a valorização do real tem sido impulsionada pela expressiva recuperação nos termos de troca brasileiros, a maior dentre 14 países pesquisados. E essa melhora nos termos de troca - expressão que designa quanto os preços das exportações são vantajosos em relação aos das importações -, segundo Drago, mais do que tem compensado eventuais efeitos negativos da valorização cambial sobre as exportações, já que os preços das commodities agrícolas têm subido.

Combustíveis - "A grande surpresa negativa deste ano na balança e que poderia prejudicar as transações correntes é o déficit na conta de combustíveis. Além disso, os termos de troca melhoraram, mas não esperamos que continuem se recuperando. Ou seja, podemos ter mais pressão ainda sobre a balança à frente, o que respingaria na conta-corrente."

Média diária- A média diária das importações de combustíveis e lubrificantes nas duas primeiras semanas de abril saltou 32,9% na comparação com o mesmo período do mês passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

IPCA - Já a estimativa para a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, que baliza o regime de metas de inflação) só piorou. O mercado terminou a semana de 7 de fevereiro prevendo uma alta de 5,89% do IPCA neste ano. Na sexta-feira passada, essa estimativa havia saltado para 6,47%, beirando perigosamente o teto da meta do governo, de 6,50%.

Queda maior- A leitura nas mesas de operações é que se mesmo com essa melhora para o câmbio a perspectiva para a inflação continua piorando, o BC tende a se apegar a todas as ferramentas que tiver à mão para evitar uma pressão ainda maior sobre o IPCA. "E isso inclui deixar o dólar cair mais", afirma o operador de câmbio de um banco. (Valor Econômico)

EUROPA: Inflação da zona do euro sobe 0,5% em março

A taxa anual de inflação ao consumidor da zona do euro referente a março avançou no ritmo mais lento em quatro anos e meio, aumentando os temores de que o bloco venha a enfrentar o problema da deflação. Dados da Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia, mostram que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 0,5% em março ante igual mês do ano passado, igualando o avanço registrado na leitura preliminar. Com isso, o índice atingiu em março seu menor nível desde novembro de 2009. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires previam que a variação anual seria de avanço de 0,5%.

Meta de inflação- Com este desempenho, o CPI da zona do euro se afastou ainda mais da meta de inflação do BCE, de um nível ligeiramente abaixo de 2,0%. Ante fevereiro, o CPI do bloco teve alta de 0,9% em março, vindo abaixo da previsão de acréscimo de 1,0%. O núcleo do CPI, que exclui preços voláteis, subiu 1,5% em março na comparação mensal e avançou 0,7% no confronto anual. De acordo com os dados, a taxa anual de inflação na União Europeia avançou 0,6% em março, de alta de 0,8% em fevereiro, alcançando o menor nível desde outubro de 2009. (Dow Jones Newswires / Agência Estado)


Versão para impressão


Expocoop 2014

Assessoria de Imprensa do Sistema Ocepar - Tel: (41) 3200-1150 / e-mail: imprensa@ocepar.org.br