Imprimir
Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3325 | 22 de Abril de 2014

ENERGIAS RENOVÁVEIS: Técnicos do PR conhecem modelo de produção de biometano, no RS

Técnicos das cooperativas paranaenses Copacol, Batavo, Copagra e C.Vale estiveram no Rio Grande do Sul, no dia 15 de abril, para conhecer a central de tratamento de resíduos e o modelo de produção de biometano da Cooperativa dos Citricultores do Vale do Cai (RS) – Ecocitrus.  “A viagem foi organizada pela Ocepar a pedido das cooperativas participantes do nosso Fórum de Meio Ambiente”, esclarece o engenheiro agrônomo e assessor de meio ambiente da Ocepar, Sílvio Krinski, que acompanhou o grupo.

Negócios - Com sede na cidade de Montenegro, a 60 quilômetros de Porto Alegre, a Ecocitrus é formada por pequenos produtores e, ainda de acordo com Krinski, a cooperativa tem como foco dos negócios a produção de suco orgânico certificado, a extração de óleo essencial e, a última novidade, a produção de biometano. “Para viabilizar o cultivo orgânico da citricultura e recuperar as áreas de produção dos cooperados, a Ecocitrus criou uma base de beneficiamento de adubos orgânicos, chamada de Usina de Compostagem de Resíduos Agroindustriais. Atualmente, a unidade recebe 16.000 toneladas por mês de resíduo orgânico, derivado de agroindústria. A matéria-prima é oriunda da sua própria indústria de suco de laranja e de outras 150 empresas parceiras da região, recebendo os mais diversos tipos de materiais”, disse.

Rotas - A central de tratamento de resíduos possui duas rotas para o tratamento de resíduos. A sólida, via compostagem, e a líquida por meio de biodigestão.

Compostagem - Na linha de produção de resíduos sólidos existem cinco linhas de produção, que incluem três tipos de fertilizantes orgânicos, registrados no Ministério da Agricultura, além de tratamento de sementes e de cinzas. O composto orgânico é fornecido gratuitamente ao cooperado e vendido para terceiros a R$ 80/tonelada, com 50% de umidade.

Biodigestão - O modelo de produção de biometano é resultante de iniciativa conjunta entre a Ecocitrus, Naturovos - maior produtora de ovos do sul do Brasil -, e a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás), formando o Consórcio VerdeBrasil. “O projeto tem potencial inicial de produção de 5 mil m³ por dia de gás e o projeto é considerado inédito no Brasil por gerar gás natural com alto teor de metano. O biogás é chamado na cooperativa de GNVerde, por possuir uma concentração final de 96% de gás metano”, conta Krinski.

Etapas - Ele esclarece também que o produto é feito por etapas, a partir de esterco de galinhas, bagaço de frutas, resíduos líquidos de agroindústrias (celulose), leite e iogurtes de laticínios entre outros resíduos orgânicos. Nesta planta, haverá recuperação de energia térmica (água aquecida), eletricidade (para indústria) e veicular (quando o gás é purificado a 96% de metano). Como o projeto não está concluído, alguns destes processos de produção de energia ainda não estão sendo realizados. O projeto tem como foco a produção de energia veicular. Atualmente, são produzidos pouco mais de 1.000 m3/dia de biometano, sendo que foi constituído para produção de 20.000 m3/dia.

 Clique aqui para conferir o relato completo do assessor da Ocepar sobre a viagem técnica à Ecocitrus

 

{vsig}noticias/2014/04/22/energias_renovaveis/{/vsig}

 

TREINO&VISITA: Encontro vai discutir desempenho da safra 2013/14 de soja

treino visita 22 04 2014Profissionais das cooperativas paranaenses, da extensão rural, da pesquisa e empresas que atuam no setor agropecuário vão discutir o desempenho da safra 2013/14 de soja na próxima reunião do grupo Treino&Visita, no auditório da Embrapa Soja, em Londrina, Norte do Paraná, nesta quarta-feira (23/04). Cada participante terá 10 minutos para relatar os aspectos que considerar relevantes em relação à cultura, como adubação, utilização de inoculante e tratamento de sementes, cultivares de maior expressão na região onde atua, utilização da soja Bt, problemas com plantas daninhas, doenças, lagartas, percevejo, o número médio de aplicações de herbicidas, fungicidas e inseticidas e a produtividade, entre outros.

Palestras - A reunião prossegue na quinta-feira (24/04). O pesquisador da Embrapa Soja, Samuel Roggia, vai falar sobre o manejo das principais pragas no sistema de produção de soja e milho safrinha. Já o analista técnico e econômico da Ocepar, Robson Mafioletti, fará uma palestra a respeito da situação da obrigatoriedade do seguro agrícola para a safra de verão 2014/15. Haverá ainda a participação do meteorologista do Inmet/Mapa, Luiz Renato Lazinski, que fará um prognóstico climático para o outono-inverno.

Clique aqui e confira na íntegra a programação da 55ª reunião do grupo Treino&Visita

 

INTERCOOPERAÇÃO: Colaso será administrada pelas cooperativas Castrolanda, Batavo e Capal

intercooperacao 22 04 2014Uma Assembleia Geral Extraordinária marcou o início da operação de aliança entre as Cooperativas ABC - Castrolanda, Batavo, Capal e a Cooperativa de Laticínios de Sorocaba (Colaso). Unidas pela intercooperação – cooperação entre cooperativas, um dos princípios do cooperativismo - essas cooperativas a partir de agora tem a responsabilidade de administrar a Colaso. A composição da diretoria será formada pelas Cooperativas ABC e Colaso.

Organização - Depois da abertura de investimentos em Itapetininga, a chegada das cooperativas paranaenses no Estado de São Paulo criou uma rede de relacionamentos que vai facilitar o desenvolvimento regional da cadeia leiteira junto aos produtores cooperados da Colaso.

Potencial - “Para a Colaso vai ter mais sinergia com a intercooperacão e com isso os benefícios principalmente no campo e assistência técnica e com isso buscar o crescimento na produção de leite no Estado de São Paulo, grande consumidor de leite. Com a soma das cooperativas vamos buscar fortalecimento da Colaso naquele mercado”, disse o diretor industrial da Castrolanda, Popke Ferdinand van der Vinne. 

Números – A Colaso, com aproximadamente 280 cooperados, encerrou 2013 com um faturamento de R$ 180 mi. Com faturamento de R$ 1.7 bi, a Castrolanda possui 786 cooperados. Já a Batavo registra faturamento de R$ 1.4 bi e tem seu quadro formado por 742 cooperados e a Capal, com matriz em Arapoti (PR), com faturamento de R$ 770 mi, é formada por 1.566 sócios. As cooperativas paranaenses têm duas unidades industriais no Paraná e reúnem por dia, 2 milhões de litros de leite. Em breve vão inaugurar uma unidade em Itapetininga (SP) onde na sua fase inicial, esta projetada para operar com um volume de 500 mil litros de leite/dia. O investimento é de aproximadamente R$ 120 milhões. (Imprensa Castrolanda)

 

COODETEC: 19 anos de crescimento e superação

Inovação, credibilidade, comprometimento, trabalho em equipe, desenvolvimento de pessoas e respeito são os principais valores que alicerçaram a caminhada da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola - Coodetec. No sábado (19/04), a empresa completou 19 anos  e comemora a história de crescimento e superação. Aos poucos, a Coodetec ganhou espaço e hoje é a terceira melhor empresa de sementes do Brasil, sendo a melhor entre as empresas de capital nacional, de acordo com o Anuário do Agronegócio 2013 da Revista Globo Rural.

Pesquisa - A pesquisa já soma 40 anos. A história começou em 1974, quando a Coodetec ainda era um departamento de pesquisas da Ocepar. Em 1995, com o crescimento da agricultura, as cooperativas ligadas à Ocepar, decidiram ampliar o projeto e criaram a Coodetec. “Todo esse tempo foi suficiente para contribuir com o aumento da produtividade no Brasil. Cada uma das pessoas que passou pela cooperativa ou que está trabalhando é responsável por esse crescimento e pelo nome forte que carregamos. Nos sentimos orgulhosos por fazer parte dessa história, que inclui o avanço do agronegócio e o sucesso do produtor rural”, destaca o presidente executivo da Coodetec, Ivo Carraro.

Estrutura - Em Cascavel/PR, onde está localizada a sede da empresa, a Coodetec ocupa uma área de 470 hectares. Nesse ambiente, modernos laboratórios e departamentos administrativos dividem espaço com os campos experimentais e casas de vegetação. A Coodetec conta ainda com as filiais de Palotina/PR, Goioerê/PR, Rio Verde/GO e Primavera do Leste/MT, além de áreas de pesquisa em diferentes regiões do Brasil. Toda essa estrutura permite agilidade para acompanhar as demandas do campo e do mercado.

Equipe - Hoje, a Coodetec possui mais de 600 colaboradores, distribuídos por toda a região produtora de trigo, soja e milho. Profissionais, de diferentes áreas, atuam diariamente para garantir que o aumento da produtividade do agricultor seja mantido. Carraro acredita na responsabilidade de cada colaborador para o crescimento da agricultura no Brasil. “É muito bom chegar aos 40 anos tendo a certeza de que contribuímos. Em 1974, o Brasil tinha uma produtividade média, de todos os grãos, de mil quilos por hectare. Hoje, nós temos uma média de 3,5 mil quilos por hectare. A agricultura brasileira é respeitada no mundo todo e nós também somos responsáveis por isso.”

Comemoração - Na manhã de quinta-feira (17/04), os funcionários da sede em Cascavel foram presenteados com a apresentação do Coral da Coodetec e com a palestra “Sem limites para crescer”, com o instrutor Eliseu Felipe Hoffmann. Outras atividades comemorativas também ocorreram nas filiais da Cooperativa, que receberam uma mensagem em vídeo do presidente executivo, Ivo Carraro. “Vamos continuar trabalhando para gerar ainda mais tecnologias e soluções inovadoras. Nosso maior objetivo é o sucesso do agricultor.”

Sobre a Coodetec- A Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola – Coodetec é uma empresa que pertence a 192 mil agricultores filiados a 32 cooperativas no Brasil. Os produtores, além de contar com um fluxo contínuo de produtos e tecnologias de ponta, têm a oportunidade de apontar suas demandas para definição das linhas de pesquisa. O aumento do potencial produtivo das cultivares de trigo e soja, e dos híbridos de milho da Coodetec, safra após safra, se deve aos trabalhos de pesquisa e melhoramento genético, desenvolvidos para cada região produtora do Brasil e Paraguai, de forma específica. A sede da Coodetec fica na cidade de Cascavel, no Oeste paranaense, onde funciona uma rede complexa de ensaios e um departamento de pesquisa estruturado, com modernos laboratórios de melhoramento genético, biotecnologia, fitopatologia, qualidade de sementes e solos. Outros Centros de Pesquisa da Coodetec estão localizados em Palotina/PR, Goioerê/PR, Rio Verde/GO e Primavera do Leste/MT. (Imprensa Coodetec)

{vsig}noticias/2014/04/22/coodetec/{/vsig}

SICREDI I: Sistema cooperativo quer dobrar a carteira até 2020

sicredi I 22 04 2014O crescimento do crédito por meio de cooperativas vem ajudando o Sicredi a ampliar seus negócios. O sistema, o maior do país em ativos, com operação em 11 estados e 650 mil associados, vem crescendo em média a taxas de 25% ao ano e prevê quase dobrar de tamanho até 2020. O objetivo é expandir as operações em grandes cidades e elevar a carteira de crédito de R$ 37,1 bilhões para R$ 70 bilhões, segundo o diretor-executivo da central Sicredi para o Paraná e São Paulo, Maroan Tohmé.

Rio de Janeiro e São Paulo- O Sicredi assumiu, no fim do ano passado, a Unicred, do Rio, e negocia a associação de pelo menos mais duas outras cooperativas no Rio de Janeiro e três em São Paulo. Segundo Tohmé, o mercado de cooperativas de crédito deve experimentar um salto nos próximos anos e, a exemplo do que ocorreu em outros países, como na Holanda, viver um período de consolidação. “É provável que esse mercado fique mais concentrado”, diz. A previsão do Sicredi é que o seu volume de ativos passe de R$ 35 bilhões para R$ 85 bilhões e, o patrimônio líquido, de R$ 5,3 bilhões para R$ 11 bilhões nos próximos seis anos.

Modelo - O modelo de cooperativismo de crédito – que ganhou fôlego no Brasil há apenas dez anos – ainda tem uma participação pequena no sistema financeiro nacional, mas deve avançar bastante nos próximos anos. Segundo dados do Banco Central, hoje essa participação é de cerca de 3% dos depósitos, mas poderá chegar a 10% em algumas décadas.

Diferença - As cooperativas de crédito funcionam de forma semelhante a uma instituição bancária – a diferença é que o cliente é associado à cooperativa, que não visa o lucro. Assim, quem contrata crédito é, ao mesmo tempo, cliente e dono do negócio. As sobras ficam para os cooperados.

Juros menores- Em geral, as cooperativas de crédito têm taxas de juros menores e inadimplência mais baixa, já que o cliente é associado. Segundo o Tohmé, o sucesso do modelo se ampara no conhecimento do perfil do cliente. Hoje da carteira do Sicredi, 70% são pessoas físicas e 25% são jurídicas. A cooperativa oferece praticamente todas as modalidades de crédito desde direto ao consumidor, passando pelo financiamento de automóveis, imobiliário até o adiantamento de recebíveis para empresas.

Reforço - De acordo com Tohmé, a intenção é reforçar a atuação em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. “Quando olhamos a participação do Sicredi no Paraná, sem contar Curitiba, ela está em 10% dos depósitos. Quando olhamos para a capital, ela está em 5%, ou seja ainda dá para ampliar esse número”, diz. (Gazeta do Povo)

 

SICREDI II: Apoio à 11ª edição dos melhores cafés do Paraná

Os melhores cafés do Paraná foram premiados na última quarta-feira (16/04), em cerimônia que contou com a presença do governador Beto Richa e do secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. A 11ª edição dos Melhores Cafés do Paraná entregou mil pacotes do produto aos principais patrocinadores do evento, grupo no qual está incluído o Sicredi. A entidade se organizou, por meio das cooperativas de crédito e investimento do Norte e Noroeste do estado, para ser um dos apoiadores do projeto.

Estímulo - "O objetivo do concurso é estimular a produção de café de qualidade. E a premiação é uma demonstração do potencial que o Paraná pode atingir com o produto", explica o governador Beto Richa. O café entregue aos patrocinadores foi adquirido com ágio superior a 60% na comparação com os preços praticados pelo mercado em 2013 - os produtos foram comprados por R$ 410 enquanto o valor era de R$ 250. "O Estado dá suporte a cultura do café, apoiando quem produz, com incentivos, programas e qualificação técnica", diz o governador.

Envolvimento- "Estamos envolvidos há décadas com a cultura do Café no Paraná. Dessa forma, apoiamos tanto os nossos associados quanto à economia regional, fortalecendo a sociedade como um todo e atingindo um dos propósitos do cooperativismo", destaca o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ e da SicrediPar, Manfred Dasenbrock.

Promoção - Promovido pela Câmara Setorial de Café e pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o Concurso Café Qualidade Paraná conta com o apoio de nove patrocinadores no fomento da economia regional - Banco do Brasil, BRDE, Cresol, Faep/Senar, Fetaep, Fiep, Ocepar, Sebrae e Sicredi. O Concurso Café Qualidade Paraná premia em três categorias: natural, cereja descascado e agricultura familiar. Em cada divisão, os cinco melhores produtos são contemplados.

Contemplado - O associado do Sicredi, Shigueo Yamamoto, de Apucarana, foi um dos destaques do evento, sendo premiado na categoria cereja descascado. Na avaliação dele, o prêmio valoriza o esforço do pequeno agricultor. Além do dinheiro, o destaque nos permite vender o café acima do preço do mercado. É um incentivo que deixa qualquer produtor contente, porque privilegia o trabalho focado na qualidade e não quantidade, diz.

Sobre o Sicredi- O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 2,5 milhões de associados e 1.261 pontos de atendimento, em 10 Estados* do País. Organizado em um sistema com padrão operacional único conta com 100 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais acionistas da Sicredi Participações S.A. uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br.

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

{vsig}noticias/2014/04/22/sicredi_II/{/vsig}

SICREDI PARQUE DAS ARAUCÁRIAS: Cooperativa fecha ano de 2013 com mais de R$ 10 milhões de sobras

A Sicredi Parque das Araucárias PR/SC realizou, no dia 12 de abril, em Mariópolis/PR, a 24ª Assembleia Geral Ordinária e 5ª Assembleia de Delegados. Entre outras questões, na oportunidade foram apresentados e aprovados os números do exercício de 2013 e aprovação das mudanças no estatuto da cooperativa, com destaque para a criação da diretoria executiva.

Resultado - Durante a assembleia, o presidente da cooperativa de crédito, Clemente Renosto, expôs que no ano de 2013 a cooperativa conseguiu realizar o seu planejamento, alcançando um resultado de R$ 10,2 milhões, o maior da história da cooperativa. Outro ponto em destaque foi o crescimento de novos associados, próximo a 6.000 novos associados, dentro da área de atuação da cooperativa, que abrange o sudoeste do Paraná, oeste e meio oeste de Santa Catarina. De acordo com o presidente, a cooperativa fechou o ano de 2013 com mais de 34 mil associados. Hoje, o número já supera os 35 mil. “Isto se dá pelo trabalho dos colaboradores junto a sociedade”. 

Diretoria executiva- Também durante assembleia foi criada a diretoria executiva, que atualmente é desempenhado pelo superintendente regional, Fábio Vedelago Burille, gerente regional de desenvolvimento, Alex Fabiano Duarte e o gerente regional administrativo financeiro, Alcimar Gerhard. A diretoria executiva é um órgão social responsável pela execução dos objetivos estatutários da cooperativa. Tem como finalidade cumprir as diretrizes estabelecidas pelo Conselho de Administração, bem como executar planos, metas e estratégias.

Expansão - Também durante assembleia, o presidente da cooperativa anunciou a expansão da área de autuação da cooperativa para a região de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo. Segundo Renosto, dentro do projeto de expansão, a intenção é atender pelo menos outros 20 municípios do estado de São Paulo.

Mudanças - Sobre a expansão, o superintendente regional da Sicredi, Fabio Vedelago Burille — que foi indicado como diretor executivo — explicou que houve uma mudança na central do Sicredi PR/SP/RJ. “A central passou a cuidar também da área geográfica de São Paulo e, com isso, convidou algumas cooperativas do Paraná, que estão consolidadas e crescendo bem, para que adotassem uma área de atuação no Estado de São Paulo”. 

Captação de recursos- Como Estado de São Paulo é o mais rico da federação, Burille enxerga que o desenvolvimento do cooperativismo de crédito na região de Ribeirão Preto possibilitará, no médio prazo, a captação de recurso para serem utilizados na região que hoje a cooperativa atua. “A gente entende que lá [Ribeirão Preto] será uma grande fonte captadora de recursos”.Projeção- Na projeção do superintendente regional, a cooperativa tem condições ao longo prazo, de ser uma das maiores cooperativas do Brasil. “O nosso potencial, olhando depósitos e crédito, em alguns itens ele chega a quintuplicar. Hoje, dentro do cenário nacional das cooperativas de crédito, a Sicredi Parque das Araucárias PR/SC vislumbra, no médio e longo prazo, ser uma das dez a 20 maiores cooperativas do sistema financeiro nacional”.

Sobras - Em assembleia e reuniões de núcleos, foi definido que a sobra será distribuída na cota capital dos associados, conforme a movimentação no exercício de 2013 e proporcional aos produtos e serviços utilizados. Outra questão abordada pelo presidente foi o pagamento de juros sobre o capital social dos associados. Segundo ele, sobre o saldo médio dos associados em cota capital, a cooperativa pagou 6% de juros. Considerando sobras e os juros pagos sobre o capital, torna-se muito atrativo ser um associado somando-se aos 2,5 milhões de associados do Sicredi em todo o Brasil.

Perspectiva - Conforme Renosto, para este ano a perspectiva é que o sistema Sicredi e também a cooperativa Sicredi Parque das Araucárias mantenha um crescimento de 25 a 30%. Além disso, há a previsão para a abertura de duas novas unidades da cooperativa, uma segunda unidade de atendimento em Caçador Santa Catarina, e outra já no estado de São Paulo. (Imprensa Sicredi Parque das Araucárias PR/SC)

{vsig}noticias/2014/04/22/sicredi_parque_araucarias/{/vsig}

COPAGRIL: Começa a restituição de mais de R$ 2 milhões para associados

No dia 16 de abril, a Copagril realizou uma cerimônia para marcar o início da restituição da Cota Capital para os seus associados. O evento, realizado na AACC de Marechal Cândido Rondon, foi comandado pelo diretor-presidente, Ricardo Sílvio Chapla, que apresentou dados importantes da cooperativa, como o número de associados e o faturamento alcançado no último exercício, que ultrapassou a meta do R$ 1 bilhão.

Participação - Mais uma vez, Chapla ressaltou que quem faz a cooperativa são seus associados e destacou a participação dos presentes na história da Copagril. “A trajetória da Copagril, toda a evolução e o crescimento se devem ao associado. Por isso, hoje, estamos muito felizes de ter a condição de restituir o capital, especialmente àqueles que participam desde o início da cooperativa, como é o caso de muitos aqui”, declarou.

Repasse - Depois da apresentação, foram repassados os cheques da Cota Capital para os associados convidados e servido um coquetel.

O que é? - A cada negociação que os associados fazem com a cooperativa, uma pequena porcentagem é retida como capital para a Copagril. Quando o associado chega aos 65 anos, se tiver mais de 15 anos de associação, passa a receber este valor de volta.

Distribuição - Atualmente, a Copagril conta com 4.514 associados e, neste ano, 1.067 deles terão direito a receber a Cota Capital. A quantia total a ser repassada é de R$ 2.042.967,75; deste montante, R$ 347.464,20 irão para aqueles que se desassociaram ou para os familiares de associados falecidos, somando 451 recebedores; R$ 540.389,03 serão para os 245 associados jubilados, com mais de 65 anos; a maior fatia, de R$ 1.155.114,52, é destinada aos pós-jubilados, que são os 371 associados com mais de 75 anos. No ano passado, o valor restituído foi de R$ 1.705.839,20.

Beneficiado - O associado Arnaldo Schmidt, de Porto Mendes, foi um dos que recebeu a cota na tarde de quarta-feira. Para ele, este é apenas mais um dos benefícios em fazer parte da cooperativa. “Fui criado como cooperativista e desde que me tornei associado sou 100%, eu recomendo a todos os jovens que façam igual, porque cooperativa é isso mesmo, é cooperar, quanto mais pessoas envolvidas, mais as coisas crescem”, declarou. (Imprensa Copagril)

{vsig}noticias/2014/04/22/copagril/{/vsig}

COCARI I: Cooperativa realiza Dia de Campo sobre Café

Na próxima quinta-feira (24/04), a Cocari promove mais uma edição do Dia de Campo de Café, em Mandaguari. O evento é uma excelente oportunidade para que os cooperados cafeicultores possam reciclar conteúdos e conferir novas tecnologias voltadas ao manejo da cultura do café para incremento da produtividade.

Programação – A programação do evento envolve palestras sobre Adubação e Nutrição na Cultura do Café, com Ricardo Teixeira, consultor da Tradecorp, e sobre Seguro Rural contra Geada, com Arnaldo Coelho do Amaral Filho, da Verde Rural Corretora de Seguros, que serão realizadas na Associação Atlética Cocari.

Visitação – Após o almoço haverá visitação às estações demonstrativas no Centro Tecnológico Cocari (CTC), quando os cafeicultores poderão conferir modernas técnicas de manejo para o cultivo do café, apresentadas por representantes de empresas parceiras e de órgãos de pesquisa, além de colaboradores do Departamento Técnico da Cocari (Detec).

Cuidando da saúde– Durante o Dia de Campo, a Tradecorp promoverá a ação “Saúde no Campo”, que tem como objetivo principal conscientizar sobre a importância do controle da saúde do produtor rural. “Assim como é importante o cuidado com a nutrição e saúde da lavoura, a saúde do produtor rural e de sua família precisa de uma atenção especial. Teremos uma tenda, identificada como Tradecorp e Cocari, especialmente para o Saúde no Campo”, comenta Delma Trovó, analista de marketing da Tradecorp e responsável pela ação.

Orientações – No estande da Tradecorp uma equipe formada por cinco estudantes de enfermagem estará à disposição dos visitantes, para a realização de exames como aferição de pressão arterial; de glicemia capilar, para verificar os níveis de açúcar no sangue; e de Índice de Massa Corpórea (IMC), para medir o grau de obesidade. O visitante receberá o diagnóstico geral e um cartão com informações atualizadas sobre sua saúde, além de orientações para prevenir doenças.

Apoio – O evento tem apoio do Governo do Paraná, Seab, Iapar, Emater, Basf, Bayer, Dupont, Forquímica, Hidro Sistemas, Kinpai, Pinhalense, Secador de Grãos Macieski, Stihl, Syngenta, Timac Agro e Tradecorp.

Serviço – Dia de Campo de Café / Local: Associação Atlética Cocari e Centro Tecnológico Cocari / Mandaguari / Horário: das 8h30 às 17h. (Imprensa Cocari)

COCARI II: Sorteio de prêmios da Campanha Solidária será dia 25

O sorteio de prêmios da IX Campanha Cocari Solidária ocorrerá sexta-feira (25/04), às 10h, na Associação Atlética Cocari, em Mandaguari. Nesta nona edição, serão sorteados um carro, três motos e uma TV 42”. A campanha foi lançada em outubro de 2013, e durante esse período pessoas da comunidade puderam contribuir com entidades assistenciais e educacionais da área de ação da cooperativa, no Paraná e em Goiás, por meio da compra de um vale-mudas de essências nativas, ao custo de R$ 5,00, e em troca receberam um cupom para concorrer a prêmios adquiridos pela Cocari para sorteio.

Montante – Todo o valor arrecadado fica com a própria entidade que efetuou a troca de cupons, contribuindo para a melhoria dos serviços prestados pelas instituições participantes, como Apaes, asilos e escolas. Na edição 2012/2013 foram arrecadados R$ 417.255,00, montante que ficou integralmente com as instituições, de acordo com a arrecadação de cada uma das 106 entidades participantes naquela edição da campanha. Ao todo, de 2005 a 2013, já foram arrecadados R$ 2.227.220,00, valor histórico que, em números corrigidos pelo CDI, chega a quase R$ 3 milhões (R$ 2.969.851,26).

Serviço – Sorteio de prêmios da Campanha Cocari Solidária / Local: Associação Atlética Cocari / Mandaguari / Horário: 10h. (Imprensa Cocari)

COPACOL: Associados conhecem Unidade de Tratamento de Sementes

Cerca de 30 associados da Copacol de Goioerê, Universo e Cafelândia visitaram, na quarta-feira (16/04), a Unidade de Beneficiamento de Sementes da Copacol para conhecer o sistema de Tratamento de Sementes Industrial realizado em parceria com a Bayer CropScience. Através desta parceria, que foi oficializada em 2011, a Bayer disponibilizou uma estrutura para o tratamento de sementes industrial, com uma máquina de alta tecnologia para realizar o processo.

Qualidade - Por meio desta estrutura a Copacol trata sementes de soja, milho e trigo permitindo que ocorra um ganho na qualidade do tratamento de sementes, item fundamental para obtenção de altas produtividades. 

Investimento - Segundo o assessor de insumos da cooperativa, Ramiro Criveletto, a Copacol investe constantemente em tecnologias nos mais diversos segmentos, seja na produção de sementes em Santa Catarina com profissionais do setor, seja na escolha de parceiros comerciais que ofereçam muito além de produtos. Isso tudo aliado a capacitação dos produtores associados, para que os mesmos possam ter mais rentabilidade e produtividades nas safras.

Produtividade - “Sabemos que qualidade em sementes é fundamental para o atingimento de altas produtividades pois a carga genética do potencial produtivo está inserido nas sementes. Sementes com alto poder germinativo e alto vigor aliado a um excelente tratamento de sementes  é dar a partida com meio jogo ganho”, destaca Ramiro.

Performance melhor- Para o representante comercial da Bayer, Alexandre Heredia, os produtores que investem em sementes tratadas tem uma performance melhor das culturas. “Através da parceria com a Copacol oferecemos para os produtores uns dos mais modernos sistemas de tratamento de sementes industrial da agricultura mundial”, ressalta Alexandre.

Economia - O associados da Copacol Emir Paulo Schneider, destaca que uma semente tratada tem um desenvolvimento e uma produtividade 100% melhor em relação a mesma que não recebe o tratamento. “Chego a economizar de duas a três aplicações por safra de defensivos químico devido o tratamento de sementes, no final o custo do tratamento se paga devido a produtividade e o menor número de aplicações”, afirma Schneider. (Imprensa Copacol)

{vsig}noticias/2014/04/22/copacol/{/vsig}

SISTEMA OCB: Parceria com BNDES resulta em bons frutos

sistema ocb 22 04 2014“O BNDES é um importante veículo de desenvolvimento das cooperativas brasileiras”. Com essa frase, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, deu início, no dia 16 de abril, à reunião entre os representantes do cooperativismo e o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Lacerda. O objetivo da reunião foi apresentar ao banco os pleitos do sistema OCB, relativos a quatro ramos: Agropecuário, Crédito, Saúde e Transporte.

Fortalecimento - “O apoio que temos recebido da diretoria e equipe técnica do BNDES contribui para o fortalecimento do cooperativismo. E é assim, com parceiros estratégicos que construímos um futuro mais sólido”, reconhece Márcio Freitas.

Encontro - O encontro aconteceu na sede do banco, em Brasília, e contou com a presença do presidente do Sistema OCB/ES, Estherio Colnago, com seu superintendente, Carlos André de Oliveira. Representando a unidade nacional do Sistema OCB, estiveram o superintendente, Renato Nobile, a gente geral Tânia Zanella, a gerente de Relações Institucionais, Fabíola Nader, e a gerente técnica, Clara Maffia.

Interesse - Para o presidente do Sistema OCB/ES, Estherio Colnago, foi visível o interesse da equipe do BNDES nos números que representam o setor. “Ficamos todos bastante impressionados com a vontade de compreender mais sobre o cooperativismo. Eles se prepararam para a reunião e demonstraram muito interesse em estabelecer novas parcerias”, analisa o Colnago.

Resultados – A reunião tratou de diversos assuntos e já apresenta alguns resultados relevantes. No ramo crédito, por exemplo, o BNDES informou que atenderá o pleito para a prorrogação do Programa de Capitalização de Cooperativas de Crédito (Procapcred). Afirmaram ainda, que a carta circular já está sendo preparada, com novo prazo de 31/12.

Transporte – Em relação à dificuldade enfrentada pelos associados de cooperativas de transporte em acessar o Procaminhoneiro, o BNDES avaliará a possibilidade de alterar o normativo interno para incluir a categoria CTC nos critérios estabelecidos.

Renovação da frota- O diretor Guilherme Lacerda reforçou a preocupação do Banco com a questão de renovação de frota, tanto para transporte de cargas como de passageiro, e solicitou que seja realizada uma reunião com a área responsável, para que a proposta de criação do Programa de Capitalização das Cooperativas de Transportes seja apresentada pelo Sistema OCB de maneira detalhada.

Saúde – Ao final do encontro o Banco também sinalizou a possibilidade de criação do Programa de Capitalização das Cooperativas de Saúde, cujas tratativas internas para a normatização da linha de crédito já se encontram em estado avançado. (Informe OCB)

 

AGENDA PARLAMENTAR: Seminário discute temas ligados ao transporte rodoviário de cargas

agenda parlamentar 22 04 2014Na semana passada, a Comissão de Viação e Transportes (CVT), da Câmara dos Deputados, realizou o XIV Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, onde foram debatidos temas de grande relevância para o setor. O custo Brasil, como inibidor do desenvolvimento econômico, foi o primeiro ponto do debate e abordou questões como entraves logísticos, falta de segurança, roubo de cargas, gerenciamento de riscos, combate à receptação e o impacto desse tipo de ação ilícita na atividade. 

Restrições - O segundo ponto foi relativo às restrições de trânsito e abastecimento, cujo destaque foi a dificuldade de circulação dos veículos de transporte nas grandes cidades, escoamento da produção por meio de rodovias e a “Lei do Motorista”.

Entraves - Por fim, o seminário tratou dos entraves da falta de mão de obra, dentre eles as questões sobre a terceirização e o Projeto de Lei 4330/2004, que dispõe sobre o contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho dele decorrentes, além dos impactos nos custos da atividade. (Blog OCB no Congresso)

Para acessar o Resultado completo da Agenda,clique aqui.

 

COOPERATIVISMO: Dia Internacional tem artes publicitárias definidas

cooperativismo 22 04 2014Com o intuito de criar uma identidade de peso e que chamará a atenção da sociedade para a comemoração do Dia Internacional do Cooperativismo 2014, o Sistema OCB desenvolveu a logomarca do evento e, ainda, artes de camisetas, bonés, bottons, cartazes, adesivos e squeezes como sugestão de peças de divulgação da data.

Slogan - O desenvolvimento das artes, pela equipe da Gerência de Comunicação do Sistema OCB, levou em consideração o slogan da edição 2014 do Dia Internacional, definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI): “Cooperativas conquistam desenvolvimento sustentável para todos”. 

Artes - Neste ano, a data será celebrada no dia 5 de julho. Para acessar as artes, basta que as unidades estaduais ou cooperativas façam o download dos materiais, clicando nas pastas abaixo:

Pasta 1

Pasta 2

Ações – A unidade nacional do Sistema OCB orienta as cooperativas e unidades estaduais para que informem à Gerência de Comunicação (nacional) sobre as ações a serem realizadas. A ideia é promover uma divulgação maciça nos principais veículos de informação do país. A Gerência de Comunicação está a postos a fim de dirimir as dúvidas que por ventura possam surgir. Neste caso, o interessado pode entrar em contato, por meio do telefone 61.3217-1526. (Informe OCB)

 

CLIMA: A caminho, El Niño traz alívio ao Sul

clima 22 04 2014A chegada do El Niño, fenômeno que promete chuvas acima da média e bem distribuídas para o Sul do Brasil, o Paraguai e a Argentina, é dada como certa pela meteorologia. Sua influência na agricultura deve ocorrer daqui dois meses, quando o trigo estiver em fase de colheita e quando o plantio de grãos de verão estiver começando. A expectativa dos agricultores é que as precipitações acima do normal afastem o risco de veranicos como os registrados entre dezembro de 2013 e fevereiro deste ano, que provocaram quebra de quase 2 milhões de toneladas de grãos no Sul brasileiro. Por outro lado, pode haver redução das chuvas no Centro-Norte e no Nordeste do país.

Mudanças - Na última semana, a Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês) confirmou que deve haver mudanças nos padrões climáticos globais entre junho e agosto, quando a safra de milho de inverno estará definida. Atualmente, apesar do quadro de neutralidade climática anunciar chuvas abaixo do normal, o cereal vem recebendo boa dose de umidade. O maior risco é a ocorrência de geadas.

Agosto - A WMO revelou que dois terços dos prognósticos estudados indicam que o limite para a instalação do El Niño é agosto. “É muito difícil que ele não se confirme, mas ainda estamos numa fase de neutralidade”, ressalta Luiz Renato Lazinski, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Bem recebido- Apesar do risco que a chuva representa para o trigo, o El Niño é tradicionalmente bem recebido pelos agricultores brasileiros. Embora a relação do fenômeno com os índices médios de produtividade das lavouras seja questionável, fato é que os rendimentos são maiores em anos com chuvas um pouco acima das médias.

Dias mais quentes- Além de água suficiente para as plantas, são esperados dias mais quentes. Chuva e sol é uma combinação perfeita para a soja. Nos ciclos mais recentes sob influência do El Niño, a média de produtividade da oleaginosa ficou acima dos 3 mil quilos em estados como Paraná e Mato Grosso.

Seca - “Por outro lado, aumenta o risco de seca para regiões agrícolas do Nordeste como Oeste da Bahia”, lembra Lazinski. O mesmo ocorre com os produtores rurais australianos, que também sofreram quebras de safra por causa de estiagem em anos de El Niño.

EUA - Com o fenômeno a caminho, os produtores norte-americanos devem ter um ano de clima misto. As plantações de 2014/15 do Hemisfério Norte terão influência tanto da neutralidade climática como do El Niño, o que não é uma notícia ruim. “Por enquanto, não vemos nenhum problema com a safra dos Estados Unidos, exceto esse atraso na largada do plantio de milho, por conta do frio”, diz Lazinski. (Gazeta do Povo)

 

LOGÍSTICA I: Codapar cria programa para dominar um terço dos carregamentos

logistica I 22 04 2014Um projeto iniciado neste ano pela Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) está carregando dez contêineres por dia em Cascavel (Oeste do estado). Nesse ritmo, devem ser estufados pelo menos 3,5 mil compartimentos em 12 meses. “Queremos atingir 20 contêineres por dia nos próximos meses e começar a operar em Campo Largo e Ponta Grossa”, diz o gerente comercial e de novos negócios da empresa, Francisco Carlos Alves. Com isso, um terço dos carregamentos desse tipo realizados no estado ficarão nas mãos da empresa.

Na base - A economia que o transporte marítimo em contêineres representa para os exportadores de grãos atrai também a Castrolanda, com sede em Castro (Campos Gerais). “Estamos estruturando um projeto para começar a operar no próximo ano. Queremos agregar mais valor [à produção] do nosso associado”, adianta o coordenador de recepção e secagem de cereais da cooperativa, Alcebíades Alves da Cruz.

Volumes menores- Outra vantagem do sistema, de acordo com o executivo de Castro, é que tornam-se mais viáveis contratos que envolvem volumes menores de grãos. Quem carrega um navio graneleiro precisa de contratos que somem perto de 50 mil toneladas. Os contêineres de 27 toneladas podem seguir viagem ao lado de mercadorias diversas.

Valores - A cooperativa ainda não tem informações sobre valores a serem investidos nem sobre o volume de grãos que deverá exportar em compartimentos fechados. Entre os clientes, no entanto, estão indústrias de tofu, que compram soja convencional e pagam mais que as cotações de mercado pela oleaginosa.

Compradores pequenos- “A soja em contêiner possibilita negócios menores. São compradores pequenos que precisam de, por exemplo, 1 mil toneladas por mês, pois não têm local para armazenar mais que isso”, explica o diretor comercial do Porto de Itapoá (SC), Marcos Harwardt. O negócio da exportação de grãos passa a envolver outros agentes, acrescenta o gerente da Codapar, Francisco Carlos Alves. “Não fica restrito a grande traders.” (Gazeta do Povo)

 

LOGÍSTICA II: Grãos ‘estufados’ em aço

logistica II 22 04 2014O Brasil triplicou a exportação de soja e milho em contêineres organizando uma estrutura de embarque e despacho pelo país afora. Nos cinco principais portos exportadores, 23,3 mil compartimentos que atravessariam os oceanos Atlântico e Índico vazios foram carregados em 2013, ante 6,6 mil em 2012. Os grãos “encaixotados” seguiram principalmente para China e dispensaram 14 navios graneleiros.

Compartimentos - O maior impulso ocorreu no Paraná e foi puxado pela oleaginosa. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) havia movimentado 1.880 compartimentos de grãos (cada um com 27 toneladas) em 2012 e atingiu 10.850 unidades no último ano – 70% com soja e 30% com milho. Isso significa que 2,6% e 2% das exportações dessas commodities, respectivamente, estão saindo do Porto de Paranaguá estufados em embalagens de aço.

Prática - A prática, que era uma exceção, veio para ficar, aponta o superintendente do TCP, Juarez Moraes e Silva. Em contêineres, o transporte marítimo de grãos é tradicionalmente 50% mais barato, mas faltava ajustar o embarque da produção. Postos de recepção que remetem a soja com toda a documentação pronta para exportação estão funcionando em Cambé (Norte), Maringá (também Norte), Cascavel (Oeste), Guarapuava (Centro) e Paranaguá (Litoral). Novos pontos de carregamento devem funcionar ainda em 2014 em Ponta Grossa (Campos Gerais) e Campo Largo (Região de Curitiba).

Carregador joga grãos em contêiner em Cascavel, antecipando serviço portuário - A previsão é que, neste ano, o embarque de grãos “conteinerizados” aumente 68% no Paraná, para 18 mil unidades. Com isso, o país deve estufar mais de 30 mil contêineres. Esses números equivalem a 11 e a 20 navios graneleiros. Os exportadores Paranaenses esperam deixar de gastar R$ 20 milhões com transporte marítimo. Em todo o país, a economia tende a chegar a R$ 33,5 milhões, considerando diferença de custo de R$ 1,1 mil por contêiner.

Lucros - Quando os compartimentos não voltam para a Ásia vazios, os transportadores e os exportadores também lucram com a alternativa. “O transportador consegue colocar o contêiner lá fora novamente rentabilizando o negócio”, aponta o diretor comercial do Porto de Itapoá (SC), Marcos Harwardt. No ano passado, da movimentação de longo curso do terminal catarinense, 10% eram grãos em 1.785 contêineres.

Limitação - O limite da exportação de grãos por contêiner é justamente o número de compartimentos disponíveis, uma vez que a soja e o milho ainda não são o foco desse tipo de transporte. Além disso, os exportadores nem sempre estão dispostos a comprar contêineres.

Crescimento - No TCP, 6 mil contêineres vazios deixam o Porto de Paranaguá todo mês. A estimativa é que, por questões de tamanho e destino, 40% podem receber soja. Isso significa que há espaço para que o carregamento cresça 22% (ou 64,5 mil toneladas).

Economia de tempo está relacionada a filas de navios - O carregamento de um navio contêiner por contêiner parece mais demorado que o feito por esteiras, mas não é: dura de um dia e meio a dois dias. Mas o importador que recebe soja “encaixotada” espera um mês a menos na Ásia. Isso porque há menos filas de embarcações para atracar no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). O importador asiático que depende do Corredor de Exportação aguarda mais de dois meses.

Trem - Por outro lado, quando o transporte no interior do Brasil é feito de trem, pode demorar mais que o dobro que o de caminhão. Metade dos contêineres seguem de trem a Paranaguá, enquanto que para o embarque a granel o uso de ferrovias é exceção. Cada contêiner leva 27 toneladas de grão e cada caminhão cerca de 45 t.

Conteinerização - A exportação de soja por contêineres exige despacho no interior do estado, carregamento marítimo de unidade por unidade, mas pode ser mais rápida

4 a 4 - Os grãos exportados em navios graneleiros saem dos silos (1) em caminhões ou trens (2) e, em Paranaguá, passam por depósitos (3) para, finalmente, chegar às esteiras carregadoras (4). Os que seguem para navios de contêineres saem dos silos (1) de caminhão (2), são despejados nos contêineres (3) para viagem por rodovia ou ferrovia. Na sequência, ficam empilhados em Paranaguá (4) até a hora do carregamento final.

Fluxo contínuo - Uma das vantagens logísticas da soja em contêiner é que o carregamento dos navios não precisa ser interrompido quando está chovendo. Perto da metade dos contêineres carregados com grãos no interior do Paraná segue até Paranaguá de trem e, nas ferrovias (menos usadas para carregar navios graneleiros), o risco de interrupções no tráfego é menor.

Custo - Os exportadores de grãos pagam US$ 500 por contêiner (US$ 18,5 ou R$ 41,5 por tonelada), preço pelo menos 50% abaixo da cotação dos navios de granéis para esse mesmo volume. (Gazeta do Povo)

 

EDUCAÇÃO: Paraná terá nova proposta de ensino para os colégios agrícolas

educacao 22 04 2014Os 18 colégios agrícolas e um colégio florestal do Paraná terão nova propostas pedagógicas para os próximos anos. A iniciativa para modernização do ensino partiu dos próprios diretores das escolas e foi acatada pelo secretário de Estado da Educação, Paulo Schmidt.

Atualização - Os diretores querem atualizar o modelo da fazenda-escola, que segue padrões e metodologia pedagógica da década de 1970. “Esses gestores têm toda razão. A agroindústria e a agricultura paranaense passaram por uma grande transformação nos últimos 40 anos e os estudantes dos colégios agrícolas precisam ter formação compatível com a realidade atual”, disse Schmidt.

Filho de produtor- A maioria dos alunos dos colégios agrícolas é filho de produtor rural que busca conhecimentos e novas técnicas que possam ser desenvolvidas nas propriedades familiares. “O Paraná tem forte tradição agrícola e o estudante dessa área técnica precisa acompanhar o crescimento do Estado com novas pesquisas e novas tecnologias”, explica a diretora do Departamento de Educação e Trabalho da Secretaria, Fabiana Campos.

Laboratórios - A atualização do modelo pedagógico dos colégios agrícolas também acompanha a modernização feita nos laboratórios das escolas. Nos últimos três anos a Secretaria da Educação, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, equipou os laboratórios dos cursos técnicos, como para agroindústria do leite, da carne e de vegetais.

Livros específicos- Foram enviados também livros específicos para as disciplinas técnicas. Inicialmente, sete colégios agrícolas receberam tratores, carretas, arados e grades.

Obras - No Colégio Agrícola da Lapa e no Colégio Florestal de Irati foram construídos novos alojamentos para os estudantes. Já foram licitadas reformas em mais sete colégios agrícolas, nos municípios de Rio Negro, Palotina, Apucarana, Clevelândia, Arapoti e Santa Mariana. No município de Francisco Beltrão, o colégio agrícola vai receber um prédio totalmente novo.

Funcionamento - Todo ano são disponibilizadas vagas para alunos e internos. Existem duas modalidades de formação: o integrado, para alunos que concluíram o 9º ano, que une as disciplinas básicas do ensino médio mais as específicas de caráter profissionalizante, com duração de três anos; e os cursos subsequentes para aqueles que já concluíram o ensino médio.

Característica própria- Cada colégio tem uma característica própria e atende uma demanda regional. O aluno deixa a escola com uma formação técnica na área agrícola, como agropecuária, fruticultura, agronegócio ou agroecologia. (Agência de Notícias do Paraná)

 

TRABALHO: Paraná criou mais de 45 mil empregos no primeiro trimestre

trabalho 22 04 2014O Paraná criou 45.671 empregos com carteira assinada no primeiro trimestre do ano. Em março, o estado teve o quarto melhor desempenho do país na criação de empregos com um saldo de 5.940 postos de trabalho, equivalente ao crescimento de 0,22% em relação ao estoque de assalariados do mês anterior, segundo dados divulgados quinta-feira (17/04) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Quarto lugar- Entre os estados brasileiros, o Paraná ficou em quarto lugar na geração de empregos em março, atrás de São Paulo (19.227 postos ou 0,15%), Rio Grande do Sul (13.708 postos ou 0,51%), Santa Catarina (6.414 postos ou 0,32 %), Nos últimos 12 meses, houve crescimento de 3,20% no nível de emprego no Paraná, com a criação de 85.573 postos de trabalho.

Desempenho positivo- O secretário estadual do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Amin Hannouche, considera o desempenho positivo. “O Paraná é um dos estados que mais gera empregos no país, como resultado das políticas públicas implantadas pelo governador Beto Richa”, afirmou. Segundo ele, em 2013, o Paraná foi o terceiro estado que mais criou empregos com carteira assina no país. Os números mostram, porém, que houve uma retração na geração de vaga no país, com uma expansão modesta de 0,03%. “Foram criados apenas 13.117 empregos formais no país. Somente os estados do Sul e Sudeste tiveram crescimento, nas demais regiões houve perda de postos de trabalho”, analisa Amin.

Setores - Os setores que mais geraram empregos no Paraná em março foram os Serviços (3.279 postos) e a Indústria de Transformação (2.839 postos). A maior parte das novas vagas foi criada no Interior do Estado (5.821 empregos). A Região Metropolitana de Curitiba registrou acréscimo de 119 empregos formais.

Municípios - Os municípios com mais de 30 mil habitantes que mais criaram postos de trabalho foram Cascavel, com a geração de 498 vagas, Ponta Grossa, com 235 novos empregos, Maringá com 232 novos postos de trabalho, Toledo com 228 empregos, Umuarama, com 220 postos de trabalho e Pinhais com 202 empregos. Curitiba perdeu 412 postos de trabalho no mês de março.

Brasil - O nível de emprego em março apresentou uma expansão de 0,03%, indicando a geração de 13.117 empregos formais. O saldo de março foi oriundo de 1.767.969 admissões, o quarto maior para o mês e de 1.754.852 desligamentos, o terceiro maior resultado para o período. O país criou nos primeiros três meses do ano um total de 344.984 postos formais de trabalho, resultado superior ao verificado para o mesmo período de 2013, quando foram gerados 306.068 postos.  Nos últimos 12 meses essa geração foi de 1.027.406 postos de trabalho, equivalentes à expansão de 2,57% no contingente de empregados celetistas do país. (Agência de Notícias do Paraná)

 

COMÉRCIO BILATERAL: Acordo Mercosul-UE pode ampliar trocas em até € 9 bi ao ano

Um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) pode aumentar em € 9 bilhões por ano as trocas entre os dois blocos, além de permitir mais investimentos nas duas direções. A estimativa é da EUBrasil, entidade sediada em Bruxelas que procura estreitar as relações econômicas bilaterais.

Visita - Luigi Gambardella, presidente da EUBrasil, prepara visita ao Brasil e trará a mensagem de que empresas europeias querem explorar maneiras de apoiar o impulso final da negociação. Ele diz que o setor privado tanto da Europa como do Brasil consideram o acordo crucial, para reforçar comércio e investimentos entre as duas regiões. "O Brasil se beneficiará bastante de mais investimentos europeus e terá melhor acesso ao mercado comum europeu, de 500 milhões de consumidores", diz.

Interesses - Segundo Gambardella, os interesses não estão limitados a exportação agrícola pelo Brasil e Mercosul, e de outro por manufaturados europeus para o bloco do Cone Sul. "A realidade é que todos queremos produzir e comercializar produtos e componentes com alto valor agregado", diz. "Todos temos, portanto, interesse em ampla abertura,"

Indústria - O executivo diz que a indústria brasileira, que apoia o acordo UE-Mercosul, não deve deixar o governo perder a oportunidade. Pede que Brasília mantenha o compromisso de avançar na negociação, também de agora até a eleição, até porque o resto do mundo está fazendo progressos.

Negociações - "Todo mundo está negociando com todo mundo - EUA e Europa, EUA com parceiros do Pacífico, UE com Japão", afirma Gambardella. "O Brasil não pode se dar o luxo de ficar fora de acordos comerciais globais."

Maior parceiro comercial- A Europa é o maior parceiro comercial do Brasil, representando 22% do comércio brasileiro, segundo dados da EUBrasil. Entre 2011 e 2013, as exportações do Brasil para os 27 países do bloco europeu caíram US$ 5,3 bilhões, enquanto as importações aumentaram US$ 4 bilhões, conforme dados da Organização Mundial do Comércio (OMC). A UE é também o maior investidor no país, com mais de 40% do total. Os investimentos europeus no Mercosul alcançam mais de € 285 bilhões, acima do total investido na China, Índia e Rússia.

Prudência - Depois de declarações do ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges, de que a oferta do Mercosul estaria concluída, negociadores da UE mantiveram a prudência e esperam ter um sinal seguro nas próximas semanas. (Valor Econômico)

ESTADOS UNIDOS: Economia do país ganha impulso, aponta Conference Board

O índice composto de indicadores antecedentes da economia dos EUA registrou em março o maior aumento dos últimos quatro meses, um sinal de que a expansão econômica se fortalecerá após um inverno rigoroso. O índice do Conference Board, que busca traçar um panorama do desempenho da economia nos próximos três a seis meses, subiu 0,8%, após um ganho de 0,5% em fevereiro, informou nesta segunda-feira (21/04) o instituto privado de pesquisas econômicas com sede em Nova York. A mediana das previsões de 42 economistas consultados pela Bloomberg apontava um avanço de 0,7%.

Gastos das famílias- Os aumentos continuados no mercado de trabalho, a melhora do ânimo do consumidor e o fortalecimento da demanda estão impulsionando os gastos das famílias, que passaram os últimos cinco anos colocando suas contas em ordem. Olhando para o futuro, os americanos precisarão de ganhos salariais maiores para prolongar um recente aumento nos gastos, que representam 70% da economia.

Impulso - "A economia está ganhando impulso após um início lento e um primeiro trimestre muito fraco", disse Stuart Hoffman, economista-chefe da PNC Financial Services Group Inc., em entrevista antes do relatório. "Definitivamente, há mais indicadores subindo do que caindo."

Indicadores - Seis dos dez indicadores do índice contribuíram para o aumento no mês passado, liderado pela diferença entre taxas de juros de curto e longo prazos, uma queda no desemprego e um incremento na duração da semana de trabalho nas fábricas. "A economia está se recuperando do clima inclemente em todo o país e o fortalecimento do mercado de trabalho está começando a ter um impacto positivo sobre o crescimento", disse Ken Goldstein, economista do Conference Board, em um comunicado. "No geral, este é um relatório otimista, mas o foco continuará sendo o de confirmar se a melhora no mercado de trabalho pode ser sustentada, impulsionando um desempenho econômico mais forte ao longo dos próximos meses." (Valor Econômico)

INFLAÇÃO: Projeção sobe pela sétima semana seguida e ultrapassa meta

inflacao 22 04 2014A projeção de instituições financeiras para a inflação subiu pela sétima semana seguida. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,47% para 6,51%, este ano. Para 2015, a projeção foi mantida em 6,01%. Essas são as projeções de instituições financeiras consultadas todas as semanas, pelo Banco Central, sobre os principais indicadores da economia.

Limite - A estimativa para o IPCA em 2014 superou o limite superior da meta que é 6,5%. Essa meta tem como centro 4,5%. É função do Banco Centra fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação é a taxa básica de juros, a Selic.

Demanda aquecida- Quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida. Isso reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

Equilíbrio - O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A projeção das instituições financeiras para a Selic foi mantida em 11,25% ao ano, ao final de 2014, e em 12% ao ano, no fim de 2015.

Outros índices- A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação verificada pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 7,28% para 7,35%, em 2014, e segue em 5,50%, em 2015. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa foi mantida em 7,20%, este ano, e em 5,50%, em 2015. A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) segue em 6,19%, este ano, e em 5%, em 2015. (Agência Brasil)

 

ENTREVISTA: Ministro defende desoneração opcional da folha

entrevista 22 04 2014A política de desoneração da folha de salários funcionou, junto com outras medidas de política industrial, para evitar que o setor entrasse em recessão no pós-crise. Por isso, deve ser mantida, mas aprimorada, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges. Entre as mudanças, defende que as empresas possam escolher se querem ou não aderir. "A natureza opcional é algo que me parece, do ponto de vista técnico, absolutamente relevante", disse Borges, referindo-se à desoneração da folha de pagamentos. Para o ministro, que foi presidente da Associação Brasileira pra o Desenvolvimento Industrial (ABDI), de onde saiu para assumir o ministério, o próximo foco da política industrial precisa ser a busca da produtividade. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Valor: O sr. acha que está ocorrendo desindustrialização no país?

Mauro Borges: O tema está em voga, mas conceitualmente não se sustenta. Pela teoria econômica, desindustrialização pelo lado da oferta não existe. Mas não tenho nenhuma divergência quanto ao esvaziamento das cadeias industriais, que aconteceu de uma forma mais forte a partir de 2006 com o processo de apreciação do real. Tivemos uma quase doença holandesa, com forte superávit comercial e em conta corrente, decorrentes de uma mudança muito forte nos termos de troca, favorável à pauta exportadora brasileira, muito baseada em commodities. Isso deu uma forte apreciação cambial. Mas cambio é o elemento crítico que pôs a nu, quando a maré baixou, os fatores estruturais de competitividade da indústria. Minha impressão é que temos um problema de esvaziamento de cadeias importantes no Brasil. A política industrial desde 2011 procurava endereçar isso com as dificuldades que é reconstruir uma política industrial. Esse não é um processo de curto prazo. O que a gente não concorda é que a politica industrial foi totalmente fragmentada, pontual, privilegiando setores.

Valor: Não foi assim?

Borges: Não. Isso é desconhecimento do que foi feito. Esse não é o "core" da política industrial.

Valor: Não é correto escolher setores onde o país tem vocação?

Borges: Na verdade, todos os setores foram contemplados com medidas diferentes. Na parte dos setores intensivos em trabalho...

Valor: A desoneração foi seletiva...

Borges: Sim, mas pegou todos os setores intensivos em trabalho. Quem não entrou foi quem não quis entrar. Você tem um "break even" da desoneração que é 6% do faturamento [proporção da folha de salários]. Quem tem abaixo disso, como a automotiva, entre 4% a 5%, não compensa a desoneração.

Valor: Mas não foi opcional, todas as empresas de um setor tinham que entrar...

Borges: Foi opcional para o setor, mas infelizmente não foi opcional para as empresas. Isso não foi uma restrição da politica industrial. A Receita Federal a colocou, porque não teria controle dessa discriminação dentro de um setor. A desoneração foi universal para os setores intensivos em trabalho, então, ela não é pontual, é generalista, e a ela se somam outras medidas como o microempreendedor individual e o Supersimples. Esse foi o grande drive da política industrial, buscamos um vetor de redução do custo de trabalho, outro de capital. No fator capital, estão o Programa de Sustentação do Investimento e o Inova Empresa, que é mais para inovação e de grande escala, são R$ 32 bilhões para uma demanda qualificada de mais de 70 projetos já analisados e qualificados. Essa também foi generalista, ninguém ficou fora, todo setor que quis entrar no PSI está contemplado nos instrumentos do BNDES e depois na Finep.

Valor: Por que vemos tão poucos resultados?

Borges:  Eu faria uma pergunta invertida. Se a política industrial não tivesse acontecido, e não fosse tão efetiva como foi, a indústria brasileira teria entrado em recessão. Esse é meu diagnóstico. Nós evitamos uma recessão. O resultado de uma politica industrial em pais nenhum do mundo é de curto prazo. Nós estamos enfrentando problemas estruturais de custo. O custo industrial brasileiro estava absurdamente alto. O ajuste cambial é um vetor de redução desse custo, mas não é absoluto. Tem fatores na parte de regulação trabalhista que se tornaram grave custo industrial. Como a NR 12, que especifica que uma máquina comprada da Alemanha tem que ser ajustada para segurança do trabalho no Brasil, ou seja, ela diz que o trabalhador alemão estaria sob mais risco que o brasileiro.

Valor: O governo vai alterar essa regulamentação?

Borges: Há vários aspectos da legislação que vão ter que ser colocados em pauta. Há um consenso que a pauta que é negativa para o dinamismo da indústria, que gera custos desnecessários, e que não é proteção social ou direito trabalhista conquistado, precisa ser implementada. Claro que, num período eleitoral, não seria sensato de nenhum lado, não é o momento de levar adiante essa agenda, mas ela existe e é importante.

Valor: Mas está em discussão no governo alterar essa regra do Ministério do Trabalho?

Borges: Não, não está em discussão. Está em discussão a pauta que as centrais sindicais e a CNI apresentaram e onde a medida está incluída, mas minha posição é que não adianta fatiar essa discussão, por mais importante que essa medida seja.

Valor: No caso da desoneração da folha de salários, ela é provisória e termina este ano. Isso vai ser reavaliado, renovado, aprimorado?

Borges: A expectativa que a gente tem é que vai ser renovado e deveria ser aprimorado, porque a medida foi feita em um momento de situação econômica mundial difícil, onde tomamos medidas rápidas para impedir que a crise se transformasse em recessão na indústria gravíssima. Foi impedido. A indústria está em um nível industrial próximo do pico dela, entre outubro e dezembro de 2010. Esse foi o esforço, e acredito que essas são medidas estruturais e você pode aprimorá-las. E a natureza opcional é algo que me parece, do ponto de vista técnico, absolutamente relevante.

Valor: Seria possível, então, dentro do setor, algumas empresas aderirem e outras não?

Borges: Esse tipo de aperfeiçoamento tinha que ser feito, pois a medida foi feita no calor da hora. Toda medida, por melhor que seja, pode ser aprimorada. Um aperfeiçoamento nessa direção seria muito benéfico.

Valor: Depois de anos de câmbio valorizado, quando há a desvalorização, quanto tempo demora para ter impacto nas cadeias industriais?

Borges: Na teoria econômica isso é chamado curva "J". Em um primeiro momento você tem o que a gente está vivendo, que é o aumento do custo industrial. Você tem os fornecedores já estabelecidos no exterior e você não vai mudar da noite para o dia esse fornecedor, pois uma substituição de importações toma tempo. Mas depois essa substituição de importações é mais rápida que o aumento das exportações, porque quem tem o contrato na mão é o comprador do insumo. A mudança do mix do fornecedor estrangeiro por um local ocorre mais rápido que o exportador falar: "Olha estou mais competitivo agora e quero um contrato".

Valor: Para isso ocorrer, de que câmbio o sr. está falando?

Borges:Para a curva "J" operar, para chegar nessa situação, de ter o ganho de substituição de insumos importados por nacionais e melhorar a competitividade das exportações na ponta, precisa ter relativa estabilidade cambial. Claro que em um regime de câmbio flutuante, a taxa de variabilidade é maior que no câmbio fixo por definição. Mas volatilidade é outra coisa. Acredito que os fundamentos da política cambial [brasileira] são muitos sólidos, mas nesses últimos dois meses a indefinição da politica monetária americana afetou a volatilidade cambial. Seria bom que se caminhasse para uma certa estabilidade do patamar cambial.

Valor: Os indicadores de confiança muito ruins e as intenções de investimento muito baixo não preocupam o governo? Isso é um desafio?

Borges:Tem uma diferença entre a percepção e a realidade. A realidade está melhor do que a percepção, mas a economia tem fundamentos, do ponto de vista da base produtiva, com capacidade de reverter essa expectativa desfavorável. Temos um superávit estrutural da balança comercial, o que poucos países têm.

Valor: Por que ele é estrutural?

Borges: Porque tem uma base de recursos naturais que o mundo precisa e vai continuar precisando por muitos e muitos anos. Temos uma base de exportação que é superavitária. No ano passado, se tirarmos o petróleo, tivemos superávit de US$ 20 bilhões. Tirar petróleo não é um artifício, porque estou pensando estruturalmente. Com o pré-sal vamos ficar, no mínimo, autossuficientes. Então, essa conta-petróleo é transitória.

Valor: Mas já temos mais de um ano de dólar acima de R$ 2,20 e não vimos muita reação..

Borges: Por isso, porque curva "J" tem um timing para acontecer, isso não vem no curto prazo.

Valor: Quando o sr. acha que essa reação vai aparecer?

Borges: Acho que uma retomada da economia mundial permitirá que o Brasil seja um dos grandes beneficiários desse processo. Temos que ter cuidado, porque a tendência no nosso caso, que temos uma balança estruturalmente superavitária, é a apreciação da nossa moeda. O Japão viveu todo o pós-guerra com a moeda apreciada, porque a tendência deles é estruturalmente superavitária. Como o Japão enfrentou isso? Com política vigorosa de aumento da produtividade. A produtividade cresceu a taxas próximas do produto agregado, o que é uma raridade. Nós vamos ter que fazer esse esforço. Sem isso a gente não muda o mix da pauta exportadora favoravelmente aos manufaturados. A política industrial tem que estar voltada para elevar nossa produtividade, não para proteger setores. (Valor Econômico)

 


Versão para impressão


Expocoop 2014

Assessoria de Imprensa do Sistema Ocepar - Tel: (41) 3200-1150 / e-mail: imprensa@ocepar.org.br