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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3367 | 23 de Junho de 2014

CMN: Conselho aprova normas para viabilizar Plano Safra 2014/2015

cmn 23 06 2014O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou na sexta-feira (20/06), em reunião extraordinária, normas regulamentando o Plano Safra 2014/2015, anunciado em maio pela presidenta Dilma Rousseff, que disponibilizará R$ 156,1 bilhões para os produtores rurais. As condições aprovadas valem a partir de 1° de julho.

Funcafé - Uma das resoluções do colegiado destina R$ 900 milhões para financiamento de capital de giro, por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Os recursos poderão ser contratados com juros de 7,5% ao ano e serão divididos entre as indústrias de café solúvel (R$ 200 milhões), de torrefação (R$ 300 milhões) e as cooperativas de produção (R$ 400 milhões).

Ajustes - O CMN também fez ajustes nas regras de financiamento com recursos do crédito rural, nas modalidades custeio, investimento e comercialização. O limite de crédito por beneficiário, em cada safra, para operações de custeio, foi elevado de R$ 1 milhão para R$ 1,1 milhão; para operações de investimento subiu de R$ 350 mil para R$ 385 mil. Foi definida taxa de juros de 6,5% ao ano para as operações contratadas com recursos obrigatórios.

Pronamp - No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o limite de crédito de custeio foi elevado de R$ 600 mil para R$ 660 mil; e o limite para investimento subiu dos atuais R$ 350 mil para R$ 385 mil. A taxa de juros será 5,5% ao ano.

Investimentos - No caso de investimentos amparados por recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram definidas taxas de juros, elevados os limites de crédito e feitos ajustes nas regras para diferentes programas como o Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moferinfra), Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e o Programa para Redução da Emissão de Gases do Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC).

Pronaf - Por fim, o CMN fez ajustes no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O colegiado decidiu elevar de R$ 10 mil para R$ 12 mil o limite de crédito individual para custeio da agroindústria familiar, passou de R$ 50 mil para R$ 70 mil o teto de financiamento para aquisição de colheitadeira automotriz e reduziu de dez para seis anos, com até um ano de carência, o prazo para pagar o financiamento de caminhonetes de carga e motocicletas.

Medidas básicas- Segundo o coordenador de Crédito Rural do Ministério da Fazenda, Francisco Erismá, no Plano Safra foram definidas regras básicas. “A presidenta anunciou as medidas, mas precisa haver normatização para as instituições financeiras [colocarem em prática]” explicou. (Agência Brasil)

 Clique nos links abaixo para acessar os conteúdos das resoluções

 RESOLUÇÃO Nº 4.336, DE 20 DE JUNHO DE 2014 - Altera condições do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), de que trata o Capítulo 16 do Manual de Crédito Rural (MCR).

RESOLUÇÃO Nº 4.337, DE 20 DE JUNHO DE 2014 - Estabelece alteração na forma de apuração da base de cálculo da exigibilidade de aplicação dos recursos obrigatórios, define fatores de ponderação para fins de cumprimento da exigibilidade e das subexigibilidades, previstos na Seção 6-2 do Manual de Crédito Rural (MCR), mantém, para o período 2014/2015, os percentuais de direcionamento de recursos da poupança rural para a exigibilidade, a subexigibilidade, a faculdade e o encaixe obrigatório previstos na Seção 6-4 do MCR e introduz ajustes no Capítulo 6 do MCR.

RESOLUÇÃO Nº 4.338, DE 20 DE JUNHO DE 2014 - Ajusta as normas dos programas de investimento agropecuários amparados por recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a partir de 1º de julho de 2014.

RESOLUÇÃO Nº 4.339, DE 20 DE JUNHO DE 2014 - Dispõe sobre ajustes nas normas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de que trata o Capítulo 10 do Manual de Crédito Rural (MCR), para aplicação a partir do ano agrícola 2014/2015.

RESOLUÇÃO Nº 4.340, DE 20 DE JUNHO DE 2014 - Dispõe sobre ajustes nas normas de financiamento com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) a partir da Safra 2014/2015.

RESOLUÇÃO Nº 4.342, DE 20 DE JUNHO DE 2014 - Dispõe sobre ajustes nas normas  definanciamento  de custeio, de investimento e de comercialização  com recursos do crédito rural, a partir de 1º de julho  de 2014.

 

FEIJÃO: Conab confirma AGF de R$ 20 milhões para o Paraná

feijao 23 06 2014Para elevar o preço do feijão de cor (carioca) no mercado e controlar o excesso de oferta do alimento, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou na terça-feira (17/06) que vai destinar R$ 20 milhões para produtores paranaenses por meio de Aquisições do Governo Federal (AGF). A liberação foi divulgada pela superintendência da Conab no estado. A expectativa inicial era de que a verba só fosse autorizada na sexta-feira (20/06), em reunião marcada entre técnicos dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Fazenda. No entanto, os baixos preços e as pressões de entidades do setor anteciparam a intervenção governamental.

Desvalorização - A medida tem como objetivo conter a desvalorização do produto, que perde valor desde janeiro deste ano. Através da compra direta dos produtores, o governo garante o pagamento do preço mínimo de R$ 95 por saca de 60 quilos. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), os produtores têm recebido abaixo de R$ 60 por saca.

Maio - Em maio, a Conab também adquiriu R$ 20 milhões em feijão, mas apenas R$ 2 milhões foram destinados aos paranaenses. Na época a Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep) criticou a divisão, já que o estado é responsável por 32% da produção nacional do alimento. (Gazeta do Povo)

 

PSI: Programa será prorrogado por mais um ano, anuncia Mantega

Criado em 2009, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) será prorrogado até o fim de 2015, anunciou na última quarta-feira (18/06) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O programa oferece linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a compra e a exportação de bens de capital – máquinas, equipamentos, caminhões e ônibus usados na produção – e investimentos em pesquisa e inovação.

Linhas - O programa, que opera linhas com juros subsidiados, acabaria em 31 de dezembro. Neste ano, o PSI tem orçamento de R$ 80 bilhões, dos quais R$ 65 bilhões com recursos do BNDES. Para 2015, o valor ainda não está definido, mas, segundo Mantega, deverá ficar próximo ao volume disponível em 2014.

Nova modalidade- O PSI ganhará ainda uma modalidade, que financiará a modernização de fábricas. O subprograma oferecerá linhas de crédito para a compra e o leasing (arrendamento) de máquinas e equipamentos novos de fabricação nacional.

Pleito - Segundo Mantega, a prorrogação do PSI havia sido pedida pelo Fórum Nacional da Indústria, que reúne empresários de 36 setores com a presidenta Dilma Rousseff desde maio. O grupo discute propostas para melhorar a competitividade da indústria brasileira. (Agência Brasil)

SICOOB: Cooperativa mirim é fundada em Maringá

No dia 12 de junho, no Sicoob Central, ocorreu a Assembleia de constituição da cooperativa mirim “O mundo em nossas mãos”. Formada por jovens de 11 a 16 anos, pela parceria do Sicoob Metropolitano, do Instituto Sicoob e do Lar Escola da Criança de Maringá. Em paralelo, nos dias 12 e 13, também ocorreu o Curso de Cooperativismo Escolar para cerca de 30 educadores de todo Paraná. O evento contou com a participação especial do Pedagogo, Professor e Coordenador da Escola Técnica Bom Pastor, Everaldo Marini, líder das cooperativas escolares na região da serra gaúcha - RS. (Imprensa Sicoob PR)


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UNIMED CASCAVEL: Tarde cultural é realizada com a participação de 300 crianças

unimed cascavel 23 06 2014Cerca de 300 crianças da rede municipal de ensino de Cascavel atenderam o convite da Unimed Cascavel e participaram de uma programação diferente na última quarta-feira (18/06). Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 05 de junho, as crianças foram ao Centro Cultural Gilberto Mayer assistir a apresentação do Coral Rouxinol Unimed/Univel e também a uma peça de teatro.

Educação ambiental- O espetáculo “Todos por um mundo melhor”, teve como foco principal a educação ambiental e de forma lúdica e bem humorada tratou das questões relacionadas à preservação da natureza, a importância da separação do lixo e sua reciclagem. Em sua dramaturgia a mãe natureza a princípio vive em perfeita harmonia, até ser “banida” pela poluição agravada por ações inconsequentes de dois garotos levados e sem nenhuma consciência ecológica, suas atitudes são de sujar, devastar e destruir. Mas nem tudo está perdido, pois os seres da natureza não estão sozinhos, contam com uma ajuda especial de seus amigos Natu e Super Pipoca que conseguem fazer com que os meninos marotos passem a agir de maneira ecologicamente correta, sendo assim mais um amigo defensor do meio ambiente por um mundo melhor.

Receptividade - Com muita brincadeira, música e dança o espetáculo encantou o público: “a gente aprende sobre meio ambiente na escola, mas aqui foi mais legal, eu gostei!” comenta Luma Inagaki, aluna da escola Professor Ademir Correia Barbosa.

Cultura e descontração- Esta peça de teatro foi a forma que a Unimed Cascavel, através da área de Responsabilidade Social, encontrou para proporcionar cultura às crianças e de forma descontraída alertá-los sobre os males causados à natureza. Esta iniciativa teve o apoio da Secretaria de Cultura e Secretaria de Educação de Cascavel. (Imprensa Unimed Cascavel)

 

COAMO: Óleo de soja se mantém entre os mais vendidos do país

coamo 23 06 2014O óleo de soja refinado Coamo se mantém entre os preferidos do consumidor brasileiro segundo o ranking divulgado na pesquisa Reconhecimento de Marcas da Revista Supermercado Moderno. O produto é o 3º mais vendido no país e no interior de São Paulo, e na capital paulista ocupa o 4º lugar. Além disso, na região Sul subiu de colocação e agora é o 2º mais vendido. Essa pesquisa - de share of mind - é realizada com exclusividade pela revista Supermercado Moderno que utiliza o critério da Nielsen de divisão do país, por áreas comerciais, junto a 1.466 varejistas de todo o país, durante o segundo semestre de 2013.

Reconhecimento – Para o superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni, essa é mais uma conquista que solidifica o crescimento dos Alimentos Coamo, uma vez que, nos diversos canais de vendas, a linha de produtos alimentícios da Coamo tem sido referência e, anualmente, o óleo de soja refinado Coamo está entre os preferidos do consumidor. "A dedicação e o cuidado com a produção dos Alimentos Coamo começam com a escolha da semente para gerar uma matéria-prima com qualidade, passa pela atenção dedicada ao armazenamento desta e dos insumos em todas as etapas da produção, até chegar a tecnologia aplicada no processo produtivo dentro dos requisitos da segurança de alimentos. Tudo isto aliado a uma política de parcerias com os clientes por meio da transparência, ética, pontualidade na entrega e respeito, são fatores que estão fazendo a diferença junto ao consumidor”, destaca.

Industrialização - Segundo o Presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, as perspectivas da linha alimentícia da Coamo são promissoras. “O associado que produz a matéria-prima está consciente que seu produto só agregará valor, se a qualidade desta matéria-prima gerada, for de qualidade para se ter um produto diferenciado. Assim, a linha de alimentos da Coamo tem sido reconhecida, o que nos motiva para continuamente analisar investimentos na capacidade industrial para o atendimento da crescente demanda. Também investimos frequentemente na logística, na identidade da frota de caminhões e na força de vendas tanto interna como externa, tudo isso para demonstrar nosso compromisso com os clientes e consumidores” registra Gallassini. (Imprensa Coamo)

 

COOPAVEL: Nascentes recuperadas vão abastecer Campo Bonito

A Sanepar e a Coopavel Cooperativa Agroindustrial recuperaram oito nascentes no município de Campo Bonito, na Região Oeste do Paraná, com o apoio da empresa Syngenta. O trabalho faz parte do Projeto Água Viva da Coopavel, criado para proteger, recuperar e restaurar nascentes e a mata ciliar. A entrega das obras foi feita na última quarta-feira (18/06), na comunidade de Sertãozinho.

Abastecimento público- A parceria vai permitir que seis minas protegidas sejam utilizadas no abastecimento público dos moradores da área urbana da cidade. A interligação das minas ao sistema de abastecimento amplia dos atuais 270 mil para 570 mil litros de água por dia, um aumento de mais de 100% na capacidade de produção de água do sistema.

Garantia - O prefeito Gilmar Bernardi lembrou que Campo Bonito tem tido dificuldades no abastecimento em períodos de estiagem e agora com o excesso de chuvas que causou danos nos poços que abastecem a cidade. “O resultado desse trabalho é extremamente importante porque garante o atendimento contínuo com água tratada”, disse o prefeito.

Incremento - De acordo com o gerente da Sanepar, Renato Mayer Bueno, a primeira parceria entre a Sanepar e a Coopavel favorece o incremento de cerca de 15 mil litros de água no volume a ser tratado por hora. “E atende a meta de levar água para os moradores da cidade e garantir o abastecimento até 2025”, completa.

Consumo - A Coopavel, somente nas unidades de Cascavel, consome diariamente cerca de 6 milhões de litros de água. O presidente Dilvo Grolli disse que a atuação da cooperativa busca a sustentabilidade, que envolve a responsabilidade social, a alimentação saudável e o caminho ambiental. Segundo ele, o Projeto Água Viva, que já recuperou mais de 7 mil nascentes, já percorreu 12 estados, foi aplicado no Paraguai e apresentado até na Alemanha como exemplo de recuperação e proteção de nascentes.

Auxílio - A Sanepar investiu R$ 110 mil para auxiliar na compra dos materiais utilizados para a proteção das fontes de água, na aquisição de filtro, reservatório e tubulação para o transporte da água, na instalação de 1.550 metros de cercas, portões e no plantio das mudas no entorno das nascentes. Além disso, 12 empregados da Companhia contribuíram com a mão de obra junto com as equipes da Coopavel para a realização dos trabalhos.

Efeito multiplicador- O representante da Syngenta, Luiz de Oliveira, disse que o projeto tem efeito multiplicador. “Nesse trabalho são envolvidos os agricultores, proprietários, autoridades, empresas e as comunidades do entorno das nascentes. Todos passam a ter a consciência de conservação”, afirmou.

Proposição - O projeto foi desenvolvido em Campo Bonito por proposição dos vereadores Ivo de Almeida e Alceu Bernardi e com a anuência dos proprietários das áreas Valdir e Javalim Borges Lúcio. Também participaram da entrega vereadores, cooperados, técnicos e empregados da Sanepar e da Coopavel. (Agência de Notícias do Paraná)

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INFRAESTRUTURA: Governo revitaliza caminhos da soja, da propriedade ao porto

infraestrutura 23 06 2014São muitos os caminhos percorridos pela soja produzida no Estado até chegar ao Porto de Paranaguá. As cargas passam pelas estradas rurais, trafegam por rodovias e ferrovia até chegar ao cais para exportação. Todos esses caminhos passam por processos de revitalização e modernização, com fortes investimentos do Governo do Estado. “Da porteira para dentro, o homem do campo faz seu trabalho muito bem feito. Nós focamos o trabalho da porteira para fora, com medidas para incentivar a agricultura e melhorar o transporte e a logística”, afirma o governador Beto Richa.

Programas - Entre os principais programas que beneficiam os produtores rurais paranaenses está a Patrulha do Campo, que readequou 2 mil quilômetros de estradas rurais do Estado. Realizado em parceria com consórcios intermunicipais, as Patrulhas já chegaram a 109 municípios, atendendo a mais de 138 mil produtores. Morador de Ortigueira, nos Campos Gerais, o agricultor Deolindo Pereira da Costa é um dos beneficiados pelo programa. “Quando vi esse maquinário chegando falei que nosso progresso estaria vindo com ele. Para a gente que planta, ficou bem melhor para carregar a soja e também para a criação de gado”, afirma.

Repasse - Com o programa, o Governo do Estado repassa aos consórcios um conjunto com 13 equipamentos para executar a readequação e modernização das estradas. Os projetos são realizados com acompanhamento técnico para que a obra tenha maior durabilidade. O coordenador da Patrulha do Campo, o engenheiro Jair Vedrusculo, detalha o impacto positivo dessas ações. “Além de permitir a boa trafegabilidade, a ação atua como um instrumento de preservação dos recursos naturais, reduz os custos de manutenção e aumenta a vida útil das estradas”, explica.

Qualidade de vida- O engenheiro também ressalta que as melhorias refletem diretamente na qualidade de vida de quem mora no campo. “Com estradas revitalizadas, o transporte da produção e dos insumos fica mais fácil e barato, o que valoriza as propriedades e melhora a vida da população rural do Estado”, diz.

Rodovias – Das estradas rurais, os caminhões carregados de soja chegam às rodovias que cortam o Estado, onde o governo executa o maior programa de melhoria da infraestrutura viária da história do Paraná. Desde 2011, o Governo do Paraná já investiu R$ 606 milhões para melhorar a malha rodoviária estadual. Até o final deste ano, serão investidos outros R$ 234 milhões, totalizando R$ 840 milhões.

Programa - As obras fazem parte do Programa Estadual de Recuperação e Conservação de Estradas Pavimentadas (Perc) e beneficiam todas as regiões do Paraná. No programa, cerca de 60 equipes, com quase dois mil homens, trabalham ao longo de 12 mil quilômetros de rodovias, de forma permanente. As equipes fazem a manutenção e recuperação do asfalto, limpeza de vegetação, valeta, bueiros, meio-fio e placas. Além disso, tem a responsabilidade de melhorar a sinalização vertical e horizontal das pistas.

Articulação - O Estado também articulou com as empresas a retomada de importantes obras nas estradas concessionadas. Com isso, foi possível antecipar diversas intervenções programadas para o Anel de Integração, como a duplicação de aproximadamente 337,7 quilômetros de rodovias.

Benefícios - O caminhoneiro Julio José Karpinski mora em Guarapuava, município onde é feita duplicação da BR-277, e acredita que as obras trarão benefícios tanto aos moradores como aos motoristas que trafegam pela rodovia. “É uma obra muito importante que vai ajudar a melhorar o fluxo, principalmente na área urbana de Guarapuava. Vamos ter mais segurança para rodar pela rodovia e o trânsito vai fluir melhor, principalmente durante o escoamento de safra”, diz.

Resultados - Os investimentos realizados pelo governo têm mostrado bons resultados. Pesquisa da Confederação Nacional de Transporte (CNT), divulgada no fim do ano passado, apontou que o Paraná tem as melhores estradas do Sul do Brasil e a terceira melhor malha rodoviária do País, atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Condições - O estudo avaliou que 62,8% das rodovias estão em boas e ótimas condições de trafegabilidade e 21,9% estão regulares. Em 2010, a mesma pesquisa havia apontado que 25% da malha rodoviária estava em péssimas ou más condições de rodagem e 35% em condições regulares. Na época, o Paraná era o Estado com as piores rodovias da região Sul.

Contêineres – Além da infraestrutura, projetos de logística também fazem parte do plano do governo para apoiar a agricultura. Entre eles está a proposta da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) para otimizar o transporte de grãos para a exportação. A empresa, vinculada à Secretaria da Agricultora e do Abastecimento, está utilizando contêineres para o escoamento de soja, milho e farelo de soja.

Retorno - “Os contêineres chegavam ao Porto de Paranaguá com produtos manufaturados e retornavam vazios ao Exterior, ocupando o mesmo espaço nos navios”, explica o gerente comercial e de novos negócios da Codapar, Francisco Carlos Alves. “Agora, além de atender a essa demanda, vendemos a clientes que procuram volumes menores de grãos, que não precisam mais depender exclusivamente das grandes exportadoras”.

Estufamento - O serviço de estufamento começou pelo Porto Seco de Cascavel, que movimenta de dez a 15 contêineres de soja por dia, com capacidade de armazenagem de 27 toneladas cada um. A Codapar prevê, ainda, adaptar os terminais de Araucária, Campo Largo, Ponta Grossa e Maringá para o carregamento de contêineres.

Movimentação - A expectativa da companhia é ampliar a movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá, que é referência nacional nesse tipo de transporte. “Nosso objetivo é realizar todo o transporte dentro do Estado, direcionando os carregamentos ao Porto de Paranaguá e gerando ainda mais renda ao Paraná”, completa Alves.

Trilhos – A soja paranaense também faz seu caminho pelos trilhos de trem. A Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste), que chegou a registrar prejuízos mensais de R$ 1 milhão na gestão anterior, voltou a receber investimentos do Governo do Estado. Com a aquisição de duas novas locomotivas e modernização da frota, a ferrovia aumentou em 50% sua capacidade de tração.

Produtos transportados- No ano passado, 610,4 mil toneladas de produtos foram transportadas pela Ferroeste. Pelos trens da empresa são escoados até o Porto de Paranaguá grãos (soja, milho e trigo), óleo vegetal, farelos e contêineres frigorificados. No sentido inverso, a ferrovia transporta insumos agrícolas, cimento e combustíveis ao interior do Estado.

Medidas técnicas e operacionais- Além da melhoria operacional, desde o início da atual gestão a diretoria vem tomando uma série de medidas técnicas e operacionais para aperfeiçoar o desempenho da ferrovia, reduzindo o ciclo de viagens dos trens, racionalizando procedimentos administrativos e investindo no melhoramento das operações. A empresa reduziu, por exemplo, o tempo de permanência das composições no terminal de Guarapuava. Investimentos na via permanente e na condução dos maquinistas permitiram também a redução do transit-time (tempo de transporte) em cerca de 30%.

Confiança - Com os bons resultados, as empresas parceiras que operam no Estado estão mais confiantes para atuar com a Ferroeste. A Lustoza Agrologística está investindo R$ 9,3 milhões no complexo de Guarapuava. Parte da obra, que inclui um ramal ferroviário, já está pronta. A Cotriguaçu inaugurou, no início do ano, a primeira fase de seu terminal ferroviário em Cascavel, com investimento inicial de R$ 40 milhões.

Porto – Transportada em contêineres, vagões e caminhões, a soja chega ao Porto de Paranaguá com destino ao mercado internacional e segue para portos da China, Coreia do Sul, Itália, Taiwan, Argentina, Alemanha, Estados Unidos, México, França, Rússia, Bielorrússia, Canadá e Suécia. Para atingir esses mercados e tornar os portos mais competitivos, o Governo do Estado executa o maior pacote de investimentos já realizado na história dos terminais paranaenses. São R$ 470 milhões em obras de melhoria, infraestrutura e projetos estruturantes.

Destaques - Entre os destaques, estão três campanhas de dragagem feitas nos últimos três anos, que devolveram a profundidade original aos canais de acesso e berços de atracação dos portos. Também foram adquiridos quatro novos carregadores de navios (shiploaders), que vão aumentar em 30% a produtividade do Corredor de Exportação.

Obras - As obras incluem, ainda, a recuperação das vias de acesso no entorno do Porto de Paranaguá, novas portarias e balanças rodoviárias no acesso ao cais comercial, implantação do monitoramento eletrônico dos embarques de grãos no Corredor de Exportação, além do projeto do Píer em T, que terá uma estrutura para carregamento simultâneo de quatro navios graneleiros.

Agendamento - Outro diferencial adotado no Porto de Paranaguá é o sistema de agendamento de cargas, que facilita o trabalho dos motoristas que descarregam no local. Eles são informados com uma mensagem de texto pelo celular quando a entrada do caminhão no Pátio de Triagem é autorizada.

Tranquilidade - Aguardando a descarga dos caminhões no Corredor de Exportação, Valter das Neves e Jocemar Lira foram unânimes em afirmar que o sistema foi uma das grandes melhorias que aconteceram nos últimos meses no Porto de Paranaguá. “Uma ação simples que nos traz tranquilidade”, afirmou Valter das Neves.

Melhor - Já Jocemar Lira lembra que agora é bem melhor receber a carga com destino a Paranaguá. “Sabemos que não iremos mais encontrar as grandes filas para entrar no Pátio de Triagem”, diz. Moradores de cidades pequenas como Borrazópolis e Mauá da Serra, eles costumam vir ao Porto duas vezes por semana, trazendo cargas da região de Maringá e Apucarana. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SUSTENTABILIDADE: Paraná inicia programa para conservação de 350 microbacias

sustentabilidade 23 06 2014O governador Beto Richa assinou, na última  quarta-feira (18/06), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, convênios do programa de Gestão de Solo e Água em Microbacias, que beneficiará inicialmente 30 municípios do Estado, com a adequação ambiental de 350 microbacias e um investimento estimado em R$ 30 milhões até 2017.

Objetivo - O objetivo do programa é recuperar e manter a capacidade produtiva da terra, com base na gestão de microbacias hidrográficas. “A parceria do Estado com os municípios permite a recuperação e conservação do solo paranaense, que é a nossa maior riqueza”, afirmou o governador. “Com esta iniciativa demonstramos que é possível conciliar desenvolvimento econômico com inclusão social e preservação do meio ambiente, garantindo as práticas adequadas de manejo e conservação da água e do solo nas nossas microbacias”, ressaltou Richa.

Vanguarda - O secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, Ortigara afirmou que com este programa o Paraná irá modernizar o planejamento e a gestão ambiental para a correta utilização dos recursos naturais. Ele lembrou que o Paraná retoma as iniciativas de manejo de solos e águas em microbacias, que na década de 1980 colocaram o Estado na vanguarda do desenvolvimento sustentável.

Modelo - As ações foram consideradas pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura - FAO como modelo para o mundo no manejo e conservação de solos. “A partir de uma determinação do governador Beto Richa, contratamos um empréstimo com o Banco Mundial, que permitirá um investimento consistente e qualificado na adequação ambiental das bacias hidrográficas em condições mais urgentes no Paraná”, explicou Ortigara.

Ações - O programa envolve a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e o Instituto das Águas do Paraná. A Agricultura e Emater vão investir em ações para melhorar a produção agrícola nas microbacias, corrigir os problemas existentes e planejar melhor as ações de correção dentro de cada região. Com as medidas, será possível beneficiar 29 mil produtores familiares.

Sistemas de abastecimento- O Instituto Águas do Paraná irá implantar 480 sistemas de abastecimento de água (poços tubulares), que beneficiarão aproximadamente 10 mil famílias com água de qualidade. Mais de 2.000 nascentes no Estado serão recuperadas ou protegidas com estas ações. “As ações serão distribuídas prioritariamente em áreas de agricultura e pecuária intensiva com problemas de erosão, uso intensivo e inadequado de agrotóxicos e fertilizantes, em áreas de alta fragilidade de solos, com alta demanda de água e onde exista um contingente significativo de agricultores familiares”, explicou Ortigara.

Municípios - Os municípios que assinaram convênios para adequação de microbacias são Anahy, Cascavel, Corbélia, Iguatu, Terra Boa, Sertaneja, Dois Vivinhos, Ampére, Marmeleiro, Realeza, Santa Izabel do Oeste, Candói, Goioxim, Guarapuava, Fernandes Pinheiro, Irati, Tomazina, Laranjeiras do Sul, Paraíso do Norte, Bom Sucesso do Sul, Coronel Vivida, Mariópolis, Saudade do Iguaçu, Vitorino, Mercedes, Tupãssi, Altônia, Iporã, São Jorge do Patrocínio e Xambrê.

Economia rural- O governador disse que o programa de microbacias faz parte de uma série de iniciativas do governo estadual para apoiar os agricultores, garantir maior produção e produtividade às lavouras e propiciar mais renda e emprego no campo. “A agricultura é a base da nossa economia, que gera muitas divisas ao Brasil e empregos à nossa gente. E nada mais inteligente que facilitar a vida de quem produz, garantindo as condições necessárias para produzir ainda mais em benefício de nosso Estado e do nosso País”, disse o governador.

Patrulha do Campo  - Richa citou as ações de melhoria das estradas rurais, com a Patrulha do Campo e repasse de óleo diesel, investimento no Porto de Paranaguá, melhoria na infraestrutura rodoviária.

Importância - O prefeito de Iguatu, Flávio Aparecido Brandão, ressaltou a importância do programa em municípios com forte produção agrícola. “Iguatu é basicamente agrícola, 83% da nossa economia vem da agricultura. Por isso, esse convênio das microbacias é de extrema importância, pois garante o desenvolvimento de uma série de ações que beneficiam, principalmente, os pequenos agricultores”, afirmou ele.

Água - O Programa de Gestão de Solo e Água em Microbacias é parte de um projeto mais abrangente do Governo do Paraná, que inclui as áreas da Saúde, Educação e Abastecimento de Água e conta com US$ 350 milhões (aproximadamente R$ 775 milhões) de uma linha de crédito contratada pelo Estado junto ao Banco Mundial no final do ano passado.

Qualidade - O diretor-presidente do instituto das Águas, Everton Souza, afirmou que uma das preocupações do programa é a qualidade no abastecimento de água nas comunidades rurais. “Esse trabalho é muito importante, porque propõe a conservação da água e do solo das comunidades, evitando erosões e garantindo mais qualidade nos rios que abastecem a população paranaense”, disse Souza.

Práticas - As ações do programa são distribuídas em 23 práticas individuais e coletivas para proteção do solo e da água e técnicas de produção animal e vegetal. Entre elas, estão os terraceamentos, curva de nível nas propriedades, estradas rurais integradas com as lavouras para evitar perda na erosão e perda de fertilidade em decorrência do escorrimento da água das chuvas, plantio direto com qualidade, proteção de fontes.

Efeito multiplicador- Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Scotti, responsável técnico pelo programa de Microbacias na Secretaria da Agricultura, a proposta é que estas ações tenham um efeito multiplicador para as comunidades que estão sendo beneficiadas. “Elas podem, inclusive, buscar outras fontes de financiamento para alavancar os trabalhos iniciados pelo governo estadual. Esperamos também que aconteçam projetos semelhantes em outras localidades para as tecnologias de pesquisa e assistência técnica para determinadas regiões”, disse Scotti.

Eficiência - Nos últimos anos, em função da diminuição do incentivo, os produtores vêm deixando de seguir as normas e recomendações técnicas, forçados pela busca de maior eficiência. “Isso traz como consequência mais problemas como o aumento das perdas de nutrientes dos solos e o aumento de poluentes nas fontes de abastecimento e rios”, explicou o agrônomo.

Limite - Os produtores também poderão receber financiamentos nas ações individuais até o limite de R$ 6 mil cada um em cada microbacia. Além disso, a Emater vai usar imagens de satélite para identificar as áreas com passivo ambiental – como falta de reserva legal, de área de preservação permanente e de proteção de fontes – que serão trabalhadas junto com o agricultor.

Convênios – Os primeiros convênios vão beneficiar 30 municípios, em um investimento de R$ 5,3 milhões, dos quais R$ 4 milhões provenientes do contrato de empréstimo firmado no final do ano passado entre o Estado e o Banco Mundial, e R$ 1,3 milhão de contrapartida dos municípios. Cada microbacia receberá investimento de até R$ 170 mil pelo Estado. No ato, o governador Beto Richa também assinou outros cinco convênios relacionados a parceria entre a Secretaria da Agricultura e emendas parlamentares do deputado federal Alex Canziani.

Máquinas e equipamentos- Foram destinados R$ 3,2 milhões aos municípios de Itambaracá, Miraselva, Nova América da Colina, Rosário do Ivaí e Sertaneja para a aquisição de máquinas e equipamentos para serem utilizados na conservação de solos e água, manutenção e adequação de estradas rurais, além de maquinários agroindustriais. (Agência de Notícias do Paraná)

 

MEIO AMBIENTE: Sob forte segurança, novo fórum ambiental da ONU se reúne no Quênia

"O que você está fazendo aqui? Todos queriam estar no Brasil neste mês", diz a segurança da ONU. Ela faz parte do time de credenciamento dos 1.200 delegados de mais de 190 países que estão chegando para a primeira reunião da Unea, sigla em inglês para Assembleia Ambiental das Nações Unidas, que começa nesta segunda-feira (23/06) em Nairóbi, no Quênia, sob forte segurança.

Marco - O encontro é um marco nos 43 anos do Pnuma, o programa da ONU para o ambiente, considerado organismo menor no sistema da ONU até a Rio+20, a conferência sobre desenvolvimento que aconteceu em 2012 no Rio. As decisões do Pnuma, antes tomadas por apenas 58 países, agora têm participação universal. São esperados mais de cem ministros, inclusive a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Ataques terroristas- O problema é que o Quênia está sob ameaça de ataques terroristas. Na semana passada, militantes do grupo islâmico Al-Shabaab mataram 48 pessoas numa cidade costeira do Oceano Índico. Alguns dos mortos assistiam jogo da Copa em bares e hotéis. O grupo, que atua na vizinha Somália, declarou o Quênia "zona de guerra" e alertou turistas que "estarão assumindo o risco" se vierem ao país. "Vocês foram avisados", dizia a nota.

Tensão - Isso elevou a tensão no país do leste africano. Em setembro, 67 pessoas foram mortas num ataque a um shopping em Nairóbi. Mombasa, o maior porto do Índico, está sob alerta. A embaixada dos EUA declarou a zona costeira "fora dos limites" de seus funcionários.

Orientação - Os participantes da Unea são orientados a não andar sozinhos pela cidade, a circular só de táxi, a não ir a bares nem shoppings, a evitar aglomerações, a não ver jogos da Copa em locais públicos. É nesse clima que começa a primeira sessão da Unea, que é o Pnuma fortalecido. Daqui, espera-se, sairá um feixe de 16 decisões que irão versar sobre tráfico ilegal de vida silvestre, consumo e produção sustentáveis, oceanos.

ODS - Também são esperados avanços nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que substituirão os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, e devem ser adotados em setembro de 2015. Ban Ki-moon deve impulsionar o encontro de líderes em Nova York, em setembro, que tratará do acordo climático internacional.

Seminário especial- Na Unea haverá um seminário especial sobre legislação ambiental, e o ministro Antonio Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), será palestrante. Outro simpósio debaterá como financiar a chamada "economia verde" e usar menos os recursos naturais. "Não é que o mundo vá ficar diferente a partir da sexta-feira à tarde", disse Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma e subsecretário-geral da ONU. Mas ele elencou alguns tópicos que podem fazer a diferença no futuro e que estão na agenda da Unea. "Produção e consumo sustentáveis, por exemplo, tem a ver com mudanças no jeito de viver neste mundo."

Tráfico - O tráfico de fauna e flora silvestres movimenta US$ 200 bilhões ao ano. O comércio de madeira ilegal soma US$ 100 bilhões. "Além de ameaçar elefantes e rinocerontes, esses crimes causam ainda mais pobreza", disse Steiner. (Valor Econômico)

EDUCAÇÃO: Dilma sanciona PNE nesta semana e maior desafio será investimento

Destinar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação será o maior desafio do Plano Nacional de Educação (PNE), segundo o presidente da Associação Nacional de Pesquisadores em Financiamento da Educação (Fineduca) e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Marcelino de Rezende Pinto. O PNE tem até a próxima quarta-feira (25/06) para ser sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, e de acordo com a assessoria de imprensa da Presidência da República, isso deve ser feito na data-limite.

Metas - O PNE estabelece metas para a educação para serem cumpridas nos próximos dez anos. Depois de quase quatro ano de tramitação no Congresso Nacional, o plano chega à fase de sanção presidencial, e o professor diz que vincular uma porcentagem do PIB para o setor é uma medida a ser comemorada. O próximo passo, acrescenta, é torná-la realidade, e para isso deverá ser feito um esforço da União, com estados, Distrito Federal e municípios.

Implementação - "O desafio do PNE será o mesmo de todos os planos, a implementação. O desafio será equacionar um pacto entre os entes federativos para atingir os 10% do PIB", diz Marcelino. Pelo plano aprovado, a fatia que cabe à União deverá aumentar. De acordo com o Fineduca, atualmente a União contribui com 1% do PIB, enquanto os estados contribuem com 2,2% e os municípios com 2,3%, tomando por base os valores de 2012.

Custo - Somente com o Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), o complemento da União aos demais entes federativos para educação básica deverá passar do equivalente a 0,2% para 1% do PIB. O CAQi também é considerado conquista no PNE. Trata-se de uma valor nacional mínimo para garantir a qualidade do ensino a cada etapa da educação básica.

Infraestrutura e salários- Estão incluídos na conta recursos para infraestrutura e salários. "O gasto principal é o salário. Para ganhar o que ganha um profissional de nível equivalente, o salário do professor terá que subir uns 60% ou 70%. Mas esse recurso ao entrar na economia cria consumo e gera carga tributária", diz o professor.

Meta mínima- O PNE estabelece meta mínima de investimento em educação de 7% no quinto ano de vigência e de 10% no décimo ano. Atualmente, segundo o Ministério da Educação (MEC), são investidos 6,4%. Marcelino explica que o governo conseguiu reduzir a porcentagem do que será investido em educação pública incluindo na conta parcerias com o setor privado como o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Isenção - O ProUni, primeiro, trata-se de isenção, e não de investimento. “Aquelas jogadinhas de querer ser esperto. Quando se viu que já havia quase um consenso da sociedade sobre os 10%, tentou-se diminuir o investimento. Fies, por exemplo, é emprestimo, já se está admitindo que é um fundo perdido. Se é perdido, por que não se amplia a rede pública?”, questiona.

Educação - O ministro da Educação, Henrique Paim, em coletiva de imprensa, disse que o PNE estabeleceu, “de forma bastante correta, o que está previsto na Constituição, que é o investimento público em educação, que pode ser na educação pública ou também na educação envolvendo as parcerias que o governo faz com o setor privado”.

Parcerias - A inclusão das parcerias também facilita o cumprimento da meta. O governo trabalha com o investimento total em educação. Com isso, não considera mais o direto em educação pública, que estava, em 2011, em 5,3%.

Ações - Sobre o cumprimento do PNE, Paim diz que a pasta já tem ações em curso para o cumprimento das metas, e o fato de serem 20 [ações] facilita também o controle da sociedade.

Colaboração - Em relação à fonte para o cumprimento dos 10%, ele diz ser importante a colaboração dos estados e municípios, e acredita nos recursos do petróleo como a principal fonte. No ano passado, o então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que a Lei dos Royalties não resolve o financiamento dos próximos dez anos. Paim não confirma se o governo estuda outras fontes de financiamento. (Agência Brasil)

BRASIL: Superávit primário dos Estados cai, mas investimento cresce

brasil 23 06 2014No primeiro quadrimestre do ano, o resultado primário dos Estados somou R$ 27,38 bilhões, o que significa queda de 16,5% em relação ao saldo do mesmo período de 2013. A redução, porém, foi acompanhada pela alta nos investimentos, que dobraram. Saiu de R$ 4,97 bilhões de janeiro a abril do ano passado para R$ 10,49 bilhões em iguais meses de 2014, o último ano dos mandatos dos atuais governadores. Os dados levam em conta um universo de 25 Estados, com dados de resultado primário e de investimentos liquidados segundo critérios da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Encolhimento - A elevação de investimentos, em boa parte suportada por operações de crédito, explica muito do encolhimento dos resultados primários dos Estados neste ano. O superávit primário do Estado de São Paulo, por exemplo, atingiu R$ 11,22 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano. O valor representa redução de 14,3% em relação ao resultado do mesmo período de 2013, quando o superávit paulista foi de R$ 13,09 bilhões.

Janeiro a abril- De janeiro a abril do ano passado, os investimentos (incluindo a conta de inversões financeiras) de São Paulo somaram R$ 1,07 bilhão. Em iguais meses deste ano, essas rubricas atingiram R$ 3,93 bilhões, valor de investimento considerado recorde histórico pela Fazenda paulista para o primeiro quadrimestre do ano. No caso de São Paulo, a conta de inversões financeiras, segundo técnicos do governo, representa os repasses do Tesouro destinados a investimentos por empresas ligadas ao Estado.

Expectativa - A expectativa do governo paulista é que os investimentos somem R$ 20,9 bilhões em todo o ano de 2014. Desse volume, R$ 9,3 bilhões virão de recursos de terceiros, relativos a empréstimos já autorizados. No primeiro quadrimestre o governo estadual contabilizou R$ 3,6 bilhões em operações de crédito. Como as operações de crédito ficam de fora da conta do resultado primário, a maior participação de recursos de terceiros para financiar investimentos contribuem para reduzir o superávit primário. O governo estadual tem meta de R$ 3,49 bilhões de resultado primário para 2014.

Principais investimentos- Segundo técnicos da Fazenda Estadual de São Paulo, entre os principais investimentos por estatais estão as obras do metrô, da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).

Tendência - José Tostes Neto, coordenador dos Estados no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), diz que a tendência para este ano é de elevação dos investimentos. "O último ano de gestão naturalmente agrega maior volume de investimentos. Além disso, em muitos locais isso também acontece em razão da Copa do Mundo." Para ele, Estados devem fazer este ano esforços para executar investimentos e, por isso, os resultados primários tendem a ser menores que os de 2013 - ou até negativos.

Pará - Tostes Neto, que é secretário de Fazenda do Pará, conta que no Estado o superávit primário caiu de R$ 758,6 milhões de janeiro a abril de 2013 para R$ 393,03 milhões em iguais meses deste ano. No mesmo período, porém, os investimentos paraenses aumentaram de R$ 106,2 milhões para R$ 197,7 milhões. Em 2013 o Estado fechou o ano com R$ 513,6 milhões em resultado primário. A meta, porém, era R$ 88,32 milhões. Em 2014, o objetivo é um superávit de R$ 20,9 milhões. Um dos grandes desafios para o Estado, diz o secretário, está na despesa de pessoal, pressionada este ano por conta de reajustes na área de segurança e também de educação, com o início do pagamento retroativo do piso nacional dos professores. Segundo o secretário, a evolução desses pagamentos depende do desempenho da arrecadação. A expectativa é saldar o acordo em dois ou três anos.

Rio de Janeiro- No Rio de Janeiro o resultado primário chegou a inverter o sinal no primeiro quadrimestre. De janeiro a abril de 2013, o Estado registrou superávit de R$ 920,38 milhões. No mesmo período deste ano, houve déficit de R$ 767,83 milhões. O aumento dos investimentos e das operações de crédito de um período para o outro explicam a mudança. Na mesma comparação os investimentos cresceram de R$ 545,54 milhões para R$ 1,58 bilhão. As operações de crédito saltaram de R$ 693,44 milhões para R$ 3,57 bilhões na comparação entre os quadrimestres. A meta de primário para este ano é de déficit de R$ 5,33 bilhões, indica a LDO.

Superávit financeiro- Além dos recursos de operações de crédito que entram neste ano, outro fator que acaba subtraindo receitas do resultado primário são os valores relativos ao superávit financeiro de R$ 1,08 bilhão do Estado ao fim do ano passado, diz o subsecretário da Fazenda, Paulo Tafner. Esse recurso, explica ele, refere-se às operações de crédito cujos recursos entraram no ano passado, mas que não foram executados no próprio exercício. O valor vai financiar despesas de investimentos neste ano, o que contribui para reduzir mais ainda o primário de 2014. "É preciso lembrar que, embora os ingressos de operações de crédito sejam subtraídos do resultado primário, os investimentos financiados por esses empréstimos são contabilizados como despesa", diz Tafner.

Volume - Para 2014, diz o subsecretário, a expectativa é de que os investimentos no Estado do Rio atinjam R$ 7 bilhões, volume muito parecido com o aplicado em 2013. Do montante, cerca de R$ 6 bilhões virão de empréstimos. Entre as principais obras, diz Tafner, está a linha quatro do Metrô. "Não são investimentos resolvidos de um ano para outro, mas projetos grandes que estão em fase de maturação." A linha quatro, lembra, está prevista para ser entregue em 2016 e é uma das obras que deve melhorar a infraestrutura para a Olimpíada.

Política - Tafner diz ainda que esse quadro de maior investimento com redução do primário é um "resultado da política adotada pelo governo federal de incentivar os investimentos pelos Estados". O subsecretário diz que a União tem a responsabilidade legal de zelar pelos resultados primários dos entes federados. O compromisso com investimentos, porém, gera descompasso inicial, com resultados primários mais reduzidos.

Quadro transitório- Mas ele lembra que o quadro é transitório e que os investimentos geram emprego e renda. Ao mesmo tempo, uma infraestrutura mais eficiente atrai investidores, garantindo condições de elevar a arrecadação tributária e o resultado primário futuro.

Espírito Santo- O Espírito Santo também vive período de transição similar. O Estado fechou o quadrimestre deste ano com superávit primário de R$ 334,84 milhões, saldo 28% menor que o valor de igual período em 2013, de R$ 465,69 milhões. Os investimentos, porém, subiram de R$ 131,46 milhões de janeiro a abril do ano passado para R$ 443,25 milhões nos mesmos meses de 2014.

Projeção - O secretário da Fazenda capixaba, Maurício Duque, estima que os investimentos do governo estadual ficarão entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,7 bilhão neste ano. Desse total, de 60% a 65% serão financiados com operações de crédito. De janeiro a abril, os recursos de financiamentos somaram R$ 347,52 milhões contra R$ 210,48 milhões em iguais meses de 2013. Duque diz que a pressão dos investimentos suportados com empréstimos sobre o resultado primário do Espírito Santo passou a ser maior há pouco tempo. O Estado, diz, costumava investir com recursos próprios, mas mudou a estratégia no ano passado, quando a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) caiu 10% nominais sobre 2012 em razão do impacto da Resolução 13, que unificou a alíquota interestadual sobre importados.

Recursos de terceiros- Com queda de receita, o Estado passou a usar mais recursos de terceiros para os investimentos. Essa ampliação foi possível por conta de um endividamento pequeno, de apenas 0,2% da receita corrente líquida. "Há espaço fiscal e alta capacidade de pagamento. Por conta disso, os juros contratados para os empréstimos foram baixos, de TJLP mais 0,8% ao ano", diz Duque.

Déficit - A mudança de estratégia, porém, fez o Estado fechar 2013 com déficit primário de R$ 316,5 milhões. Para este ano, a LDO prevê déficit de R$ 471,02 milhões como meta fiscal. Segundo Duque, o resultado primário ainda deve ser negativo no próximo ano, quando ainda entrarão recursos de operações de crédito para investimentos. A partir daí a expectativa atual é de que os resultados voltem para o azul. (Valor Econômico)

 

INTERNACIONAL: Estudo diz que recessão na zona do euro só deu pausa

internacional 23 06 2014O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, lançou um sinal de alerta sobre a "vulnerabilidade" da retomada da economia da zona do euro. A turbulência nos mercados financeiros e riscos geopolíticos podem pesar numa recuperação que continua frágil, desigual e com uma taxa de desemprego recorde.

Pausa - A recessão na zona do euro não acabou, apenas atravessa uma pausa prolongada, concluiu um grupo de economistas europeus reunidos no Centre for Economic Policy Research (Cepr). No primeiro trimestre do ano, houve nova desaceleração na região. E o grupo de economistas, reunido para determinar a data de início e fim do ciclo econômico, avalia que o crescimento até agora na zona do euro tem sido tão fraco que não constitui evidência suficiente de que a região saiu mesmo da recessão.

Crescimento econômico- Desde o começo de 2013, a zona do euro tem registrado um período longo de crescimento econômico de menos de 1%, e o desemprego recorde pouca mudou. "A zona do euro pode estar experimentando desde o começo de 2013 uma pausa prolongada na recessão que começou após o terceiro trimestre de 2011", diz o grupo que inclui Lucrezia Reichlin, ex-economista do BCE e hoje professora da London Business School.

Duração - O grupo evitar prever a duração do ambiente de recessão e ressalva que constatar que ela ainda não acabou tampouco reflete uma projeção negativa sobre o crescimento futuro das economias que usam a moeda comum europeia.

Deflação - Outros economistas consideram, por sua vez, que o fraco crescimento do custo do trabalho na zona do euro reforça a evidencia de riscos de deflação na região. A queda no aumento de salários não tem sido confinado ao setor público ou às economias da periferia. "O desenvolvimento no mercado de trabalho alimenta os riscos de deflação na zona do euro e reforça as pressões para o BCE fazer mais contra isso', avalia Jennifer McKeown, de Capital Economics.

Custo - Conforme dados publicados na semana passada, o crescimento do custo da hora de trabalho na zona do euro passou de 1,6% (anual) no quarto trimestre de 2013 para apenas 0,9% no primeiro trimestre deste ano, representando a menor taxa desde que os custos do trabalho passaram a ser coletados, em 1999.

Produtividade - Levando em conta que o aumento da produtividade do trabalho na região foi de 0,8% no primeiro trimestre, o custo unitário do trabalho subiu apenas 0,15% no ano passado. Ao mesmo tempo, dados mais recentes sinalizam que a inflação pode cair ainda mais.

Inflação persistente- Em entrevista ao jornal holandês "Telegraaf", Mario Draghi reiterou que o BCE não vê deflação, no sentido de ampla queda de preços que induz empresas e famílias a adiarem decisões de consumo e de investimento. "No entanto, vemos uma inflação baixa que persiste por um longo período. Se durar muito tempo, o ajuste nos países em crise torna-se mais difícil", disse, em referência a competitividade e redução da dívida.

Confiança do consumidor- Uma pesquisa da Comissão Europeia mostrou também queda inesperada na confiança do consumidor europeu em maio, pondo fim a uma melhora de sentimento que vinha ocorrendo nos últimos dois anos e meio. Embora os consumidores estejam mais otimistas quanto às perspectivas econômicas e considerem que o pior da crise já passou, o gasto das famílias dificilmente voltará tão cedo ao nível de antes da crise.

Investimentos fracos- Além de a retomada do consumo continuar anêmica, os investimentos de empresas permanecem fracos e dificilmente retornarão a normalidade antes de 2015 ou 2916, acreditam analistas.

Nova fase- Nesse cenário, os líderes europeus entraram numa nova fase de discussões sobre se a União Europeia deve relaxar as regras de déficit e divida dos países.

Revisão da meta- A França acha que a meta de 3% de déficit precisa ser revista para dar espaço a medidas de estímulo ao crescimento. O ministro da Economia da Alemanha, o social-democrata Sigmar Gabriel, apoiou os franceses. Mas a premiê Angela Merkel avisou que as regras europeias não mudarão. (Associated Press / Valor Econômico)

 


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