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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3370 | 26 de Junho de 2014

MELHORES & MAIORES I: Agrária é citada em ranking da revista Exame

agraria 26 06 2014A Cooperativa Agrária foi listada em mais uma edição do ranking “Melhores e Maiores” da revista Exame. A versão de 2014 foi divulgada nesta semana. As vendas de U$ 964,8 mi no ano passado, colocaram a Agrária no 253º lugar entre as 500 maiores empresas do Brasil. São cinco posições melhor se comparado à edição anterior da publicação. Na região Sul a Agrária representa a 31ª força e no Paraná a Cooperativa é destacada em 4º lugar no quesito liquidez corrente e 3º em riqueza criada por empregado. Entre as maiores do agronegócio, a Agrária manteve a 47ª posição no Brasil e a 12ª na região Sul. No setor “Algodão e Grãos” a Cooperativa é a 10ª no país. (Imprensa Agrária)

 

Resultados - Confira abaixo os resultados conquistados pela Cooperativa Agrária no “Melhores e Maiores 2014”, da Revista Exame:

No Brasil:

-253ª maior

-47ª no agronegócio

No Sul:

-31ª maior

-12ª no agronegócio

No Paraná:

-3ª em riqueza criada por empregado

-4ª em liquidez corrente

 No agronegócio:

-10ª no setor “Algodão e Grãos”

 

MELHORES & MAIORES II: Copagril sobe posições

melhores maioresII 26 06 2014A edição especial da Revista Exame, publicada no mês de junho, traz o ranking das 1.000 melhores empresas do Brasil. A publicação, intitulada Melhores e Maiores, também elencou as 100 melhores empresas da região Sul, as 50 melhores empresas do setor do agronegócio localizadas no sul do país e, ainda, as 400 melhores do agronegócio brasileiro.

Bom desempenho- As cooperativas do Paraná, mais uma vez, apresentaram um bom desempenho no ranking. A Copagril está entre os destaques, ao subir 73 posições em comparação ao ano passado. Em 2012, figurava como a 579ª maior empresa do país e, atualmente, está na 506ª posição.

Agronegócio - Entre as maiores empresas do agronegócio brasileiro, a Copagril ocupa o 101º lugar, avançando 14 posições. Na lista das 50 maiores do agronegócio no sul do país, é a 29ª, nove posições melhor que no ano assado. E, por fim, entre as 100 maiores empresas do sul, sem ramo especificado, está em 73º, subindo 18 posições.

Reflexos - Na avaliação da Copagril, este crescimento demonstra que a cooperativa continua desenvolvendo um trabalho sério, comprometido, de parceria com os produtores rurais e conquistando um espaço cada vez maior entre as maiores empresas do Brasil. O percentual de expansão atingido pela cooperativa é notável comparando com a média estadual, da região sul e até mesmo do país como um todo. (Imprensa Copagril)

 

 

COAMO: Dia do Cooperativismo é celebrado com centenas de pessoas

“Cooperativas Conquistam desenvolvimento sustentável para todos”.  Este é slogan para 2014 da ACI - Aliança Cooperativa Internacional - para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo. Para comemorar o sucesso e a eficiência do cooperativismo praticado pela Coamo e Credicoamo, cerca de 400 cooperados, diretoria e funcionários de várias regiões do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul participaram, nesta quarta-feira (25/06), de forma antecipada, de um evento para celebrar o “Dia do Cooperativismo”, comemorado mundialmente no primeiro sábado do mês de julho de cada ano. O evento “Encontro de Líderes Cooperativistas” foi realizado em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, reunindo jovens cooperados integrantes das 18 turmas do Programa Coamo de Jovens Líderes Cooperativistas, iniciado pela Coamo em 1998.

Benefícios e importância- Após a sessão cívica com o Hino Nacional, o presidente da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini abriu o evento destacando os benefícios e a importância do cooperativismo. O engenheiro agrônomo Marcelo Sumiya, gerente de Assistência Técnica da Coamo recomendou ações que o cooperado deve fazer para aumentar as produtividades, enfatizando períodos de plantio com cultivares que atendam as necessidades e realidades da cada região. Na segunda parte, o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella palestrou aos cooperados abordando vários temas como ética, responsabilidade e valores para construção de cidadãos melhores e um país com progresso e sucesso.

Movimento importante- A Coamo sempre esteve ao lado dos seus associados, sendo uma cooperativa bem estruturada e voltada totalmente para os interesses e o desenvolvimento da família cooperada. Para o presidente da Coamo, o Dia do Cooperativismo merece ser comemorado. “Trata-se de um movimento importante que reúne de 1 bilhão de pessoas em todos os continentes e tem colaborado de forma efetiva para a promoção do bem-estar e o desenvolvimento técnico, econômico, educacional e social dos seus membros.”

Prática da cooperação- Gallassini lembra que somente na Coamo são mais de 120 mil pessoas entre cooperados e familiares que praticam diretamente o cooperativismo e atuam também em ações sociais nas comunidades onde a cooperativa está presente. “Realizamos este evento para celebrar os resultados da cooperação e o orgulho de ser cooperativista,  colaborando com muito trabalho, união e eficiência para o progresso dos nossos cooperados e familiares, das comunidades e estados onde atuamos, e também do nosso país, trabalhando em família com o mesmo objetivo.”

Potencial – Os líderes cooperativistas receberam do gerente Técnico da Coamo, Marcelo Sumiya, recomendações importantes para o sucesso do plantio, sendo apresentado resultado dos trabalhos do Detec que mostram as altas produtividades que vem sendo alcançadas pelos produtores. "É importante que os cooperados estejam atentos para aumentar suas produtividades, observando os períodos de plantio com cultivares que atendam as necessidades e realidades da cada região, não esquecendo a prática da rotação de culturas que é fundamental para o sistema de produção”, considera Sumiya.

Valores – O palestrante convidado para o Dia do Cooperativismo na Coamo em 2014 foi o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella. Durante 90 minutos, Cortella mostrou aos cooperados a importância dos valores e de sua prática para o sucesso como cidadão, líder e cooperado na sua cooperativa e comunidade. Enfatizou o papel do líder com a necessidade de acompanhar as mudanças e velocidade no presente para o futuro, mas também de ver as coisas do passado que continuam dando certo. “A Coamo é um exemplo de sucesso com ética, capacidade empreendedora e honestidade, e seus cooperados têm orgulho disso, pois ajudam a construir todo esse sucesso.“ Para Cortella, “O sucesso precisa ser sucedido com a premissa de fazer sempre mais e melhor, com qualidade e determinação”. (Imprensa Coamo)

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C.VALE: Dia de campo apresenta novidades de milho safrinha

cvale 26 06 2014Associados da C.Vale participaram, nesta quinta-feira (26/06), no Campo Experimental da cooperativa em Palotina, de um dia de campo sobre milho safrinha. Foram apresentados os desempenhos de 45 híbridos de empresas produtoras de sementes parceiras da cooperativa. Os visitantes também receberam informações sobre produtividade, fertilidade, época de plantio e resistência a pragas e doenças. “Foram apresentados experimentos e tecnologias específicas para o milho de segunda safra. O produtor pôde conhecer os melhores produtos para que sejam implementados na propriedade no ano de 2015”, pontuou o gerente do Departamento Agronômico da C.Vale, Ronaldo Vendrame. Os associados que participaram do evento também conferiram as vantagens da aviação agrícola e da agricultura de precisão da C.Vale.

Avaliação dos produtores - Claudinei Tondo, de Palotina, participou do evento em busca de novas tecnologias de produção. “A qualidade do grão, a sanidade do material e a produtividade são fatores que contam muito na hora da escolha da semente. O dia de campo nos auxilia na escolha do material que vamos utilizar na safrinha do ano vem”, revela.

Melhores resultados- O agricultor Veleriano Prestini, de Maripá, compareceu ao dia de campo em busca de novos híbridos. “Temos que participar para conhecer os novos híbridos e as tecnologias que garantam melhores resultados.” O jovem Ricardo Michelon do Nascimento, de Pérola Independente, filho de associado da C.Vale, participou do dia de campo com o mesmo objetivo. “É a oportunidade conhecer novas tecnologias e obter informações que vão ajudar a aumentar a nossa produtividade”, finalizou. (Imprensa C.Vale)

 

SICREDI UNIÃO: Associado fala da emoção de ver jogo da seleção em estádio

sicredi uniao 26 06 2014Sorteado na promoção “Seu Cartão Sicredi Visa Bate um Bolão”, o estudante de agronomia Luiz Gustavo Pedroni, de Cianorte, onde é associado da Sicredi União PR/SP, retornou no final da tarde de quarta-feira (25/06) para Maringá, em companhia do pai Luiz Henrique Pedroni. Na segunda-feira (23/06), eles foram assistir em Brasília ao jogo em que o Brasil venceu Camarões por 4 a 1, no Estádio Mané Garrincha, e se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo. 

Passeio - Segundo Gustavo, ambos foram cercados de todas as atenções por parte da equipe da Visa e do Sicredi e, na terça-feira (24/06), ao lado de ganhadores de outras regiões do país, participaram de um passeio pela capital federal. “Foi um sonho realizado, jamais pensei que estaria naquele estádio para assistir a uma partida da Copa do Mundo”, declarou Gustavo.

Fotos - Gustavo e o pai – que integra o Conselho de Administração da cooperativa Cocamar - aproveitaram para fazer muitas fotos, enviadas a familiares e amigos. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

COPACOL: Valter Pitol recebe título de cidadão honorário

copacol 26 06 2014Em reconhecimento ao importante trabalho de liderança que tem desempenhado à frente dos investimentos realizados pela Copacol no município de Goioerê, a Câmara Municipal desta cidade, entrega, nesta sexta-feira (27/06), o título de Cidadão Honorário ao presidente da cooperativa, Valter Pitol. A sessão solene acontece às 19h30, no auditório da ACIG (Associação Comercial e Industrial de Goioerê). Com a indicação dos vereadores Herley Kleber Dantas de Oliveira e Valdecir Vieira da Silva, a Câmara aprovou o título com unanimidade.

Principal homenagem- “Esta é a principal homenagem que poderíamos oferecer para agradecer o presidente da cooperativa, por liderar e administrar investimentos que estão alavancando o nosso município e gerando oportunidades de renda e empregos no campo e na cidade. Estamos honrados de poder homenagear este grande líder que representa esta Cooperativa, que é uma das principais empresas do País”, defende o vereador Herley Kleber Dantas de Oliveira.

Orgulho e satisfação- Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, é um motivo de orgulho e satisfação poder contribuir com o desenvolvimento do município de Goioerê, da região e, principalmente, das famílias dos associados e colaboradores. “Quero compartilhar este reconhecimento com todos que fazem parte da Copacol. Sozinho não fazemos nada e, com a participação de todos, estamos transformando a região e beneficiando milhares de pessoas”, finaliza Pitol. (Imprensa Copacol)

Investimentos em Goioerê

16 aviários – 10 milhões de reais

02 pocilgas – 300 mil reais

Unidade de Cereais – 40 milhões de reais

Supermercado – 10 milhões de reais

Incubatório – 50 milhões de reais

Total 110.300 milhões de reais.

Empregos gerados:

Unidade de Recebimento e Armazenagem de Grãos – 35 colaboradores

Supermercado – 108 colaboradores

Incubatório – 70 colaboradores

Abatedouro de Aves Cafelândia – 207 colaboradores

Abatedouro de Peixes Nova Aurora – 41 colaboradores

Total 461 colaboradores

 

TRIGO: Rio Grande do Sul reduz cobrança de ICMS sobre a venda do cereal

trigo 26 06 2014O governo do Rio Grande do Sul reduziu de 8% para 2% o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o trigo vendido para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A medida passa a valer a partir da publicação no Diário Oficial do Estado, prevista para sexta-feira (27/06), e se encerra em 15 de agosto. A taxa de 2% é a mesma cobrada pelo Paraná no comércio do cereal.

TEC - A data é a mesma determinada para o fim da isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) para a compra de 1 milhão de toneladas de trigo de fora do Mercosul, confirmada pelo governo federal na terça-feira (25/06).

Competitividade - Com a redução, o governo gaúcho quer dar competitividade ao cereal produzido no estado, especialmente depois do estímulo à importação do trigo, com a isenção da TEC. Conforme a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa-RS), 650 mil toneladas ainda estão nos armazéns. No entanto, parte do estoque, segundo os corretores, já teria sido contratada. (Gazeta do Povo)

 

CMN I: Conselho aumenta juros para grandes e médios produtores atingidos pela seca

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou nesta quarta-feira (25/06) os juros para médios e grandes produtores rurais, em regiões afetadas pela seca. No caso dos agricultores familiares do Semiárido, as taxas seguem no mesmo patamar, mas só terão acesso a elas os que estiverem em áreas que comprovadamente continuem afetadas pela estiagem. O CMN resolveu ainda reduzir os encargos para linhas de crédito relacionadas à agroecologia, devido à política de estímulo do Ministério do Desenvolvimento Agrário a essa modalidade.

Pronamp - De acordo com Francisco Erismá, coordenador de Crédito Rural e Normas do Ministério da Fazenda, os juros para produtores de grande porte e para os que estão ao abrigo do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), em áreas afetadas pela estiagem, seguem abaixo da média de mercado. “Continua com encargo financeiro favorecido, mas um pouco mais alinhado com os definidos para os demais produtores”, disse, em coletiva de imprensa. (Agência Brasil)

CMN II: Criada linha de crédito para a agricultura familiar

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou nesta quarta-feira (25/06) a criação de uma linha de crédito dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A principal característica da linha, chamada Pronaf Produtivo Orientado, é a obrigatoriedade de assistência técnica para a contratação e disponibilização de recursos. A linha vale para empreendimentos nas áreas de atuação dos fundos constitucionais de Financiamento do Nordeste (FNE), Centro-Oeste (FCO) e Norte (FNO). A assistência técnica deve durar três anos, com recursos até R$ 4,5 mil por contrato na Região Norte e até R$ 3,3 mil nos estados do Nordeste e do Centro-Oeste. Os limites de financiamento são de R$ 18 mil a R$ 40 mil por tomador de empréstimos, com juros de 1% ao ano e prazo de dez anos para pagamento da dívida. (Agência Brasil)

CMN III: TJLP é mantida em 5% ao ano

Pelo sétimo trimestre consecutivo, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) foi mantida em 5% ao ano, o menor nível da história. O índice, usado nos financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi definido quarta-feira (25/06) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Trimestre - A cada três meses, o CMN fixa o nível da taxa para o trimestre seguinte. O conselho é composto pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Alterações - De junho de 2009 a maio de 2012, a TJLP permaneceu em 6% ao ano. A taxa foi reduzida para 5,5% em junho de 2012 e para 5% em dezembro do mesmo ano, como medida de estímulo à economia.

Custo básico- Criada em 1994, a taxa é definida como o custo básico dos financiamentos concedidos ao setor produtivo pelo BNDES. De acordo com o Ministério da Fazenda, o valor da TJLP leva em conta dois fatores: meta de inflação, atualmente em 4,5%, mais o risco Brasil, indicador que mede a diferença entre os juros dos títulos brasileiros no exterior e os papéis do Tesouro norte-americano, considerados o investimento mais seguro do mundo. (Agência Brasil)

ATUALIZAÇÃO: Regras para sistemas orgânicos de produção são ajustadas

A Instrução Normativa (IN) nº 17, de 18 de junho de 2014, trouxe alterações para a IN nº 46, de 6 de outubro de 2011, que trata sobre os Sistemas Orgânicos de Produção Animal e Vegetal. As principais mudanças estão relacionadas às adequações de práticas, métodos, prazos e insumos, com a intenção de impactar positivamente o setor produtivo, permitindo uma maior expansão.

Ponto mais importante- O ponto mais importante da nova IN é a revogação do prazo para a proibição de uso de alguns insumos importantes, que passaria a contar a partir de dezembro do ano passado. Os mais expressivos referem-se às sementes e mudas não obtidas em sistemas orgânicos de produção, aos excrementos de animais oriundos de fora do sistema orgânico de produção e às vitaminas e pró-vitaminas de origem sintética. Os produtores orgânicos alegavam que o setor produtivo teria um colapso se os prazos limites para a utilização desses insumos fossem mantidos.

Outros materiais- A partir de agora, caso o organismo de controle credenciado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento (Mapa) constate a indisponibilidade de sementes e mudas oriundas de sistemas orgânicos ou a inadequação das existentes à situação ecológica da unidade de produção que irá utilizá-las, poderá autorizar a utilização de outros materiais existentes no mercado, dando preferência aos que não tenham sido tratados com agrotóxicos ou com outros insumos não permitidos.

Produção primária- Na produção primária animal, o uso de produtos provenientes de organismos geneticamente modificados, quimiossintéticos artificiais e hormônios somente será permitido quando não houver similar de fonte natural disponível no mercado.  O uso de vitaminas, pró-vitaminas e aminoácidos sintéticos só poderá ser utilizado para a prevenção de doenças carenciais que afetem a saúde e o bem estar animal, sendo proibido o uso para aumento de produtividade.

Análise de risco- Outra novidade é a introdução da análise de risco das unidades de produção, que deve ser procedida pelos Organismos de Avaliação da Conformidade Orgânica quando avaliarem os Planos de Manejo Orgânico apresentados pelos produtores que buscam a certificação dos produtos.

Estratégias e metas- O Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, do qual o Ministério da Agricultura é signatário juntamente com outros nove ministérios e a Secretaria Geral da Presidência, estipulou estratégias e metas para enfrentar esses desafios e estimular a oferta de insumos apropriados aos sistemas orgânicos. (Mapa

Clique aqui para conferir a Instrução Normativa nº 17

COMMODITIES: Soja tem recuperação e contratos registram alta na Bolsa de Chicago

commodities 26 06 2014O mercado teve um dia de recuperação para soja e trigo na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Questões climáticas e movimentos técnicos favoreceram a valorização da oleaginosa no pregão desta quarta-feira (25/06). Os investidores tentam se posicionar aguardando os próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), que serão divulgados na próxima segunda-feira (30/06). O primeiro deles é o de estoques trimestrais, enquanto o segundo trará os resultados consolidados da área plantada no país. Há expectativa de revisão para cima nos números de área do milho, e perspectiva de nova redução nos estoques da oleaginosa no país.

Fechamento - O contrato julho/2014 da soja subiu 0,15% e fechou o dia ao preço de US$ 14,15 por bushel. O vencimento setembro/2014 foi negociado a US$ 12,65, alta de 0,37%. No caso do trigo, os preços são corrigidos após caírem ao pior patamar em quatro meses. O vencimento dezembro/2014 fechou a US$ 6,06 por bushel, ganho de 0,58%. O milho seguiu a direção contrária e registrou preços mais baixos. O clima favorável para a produção dos Estados Unidos fornece indícios de que a safra será cheia, favorecendo a baixa. O contrato julho/2014 caiu 0,45%, ao preço de US$ 4,45 por bushel. (Gazeta do Povo)

 

PORTO DE PARANAGUÁ: Ampliação do cais aumenta em 25% a capacidade do TCP

porto 260614O novo cais de atracação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), inaugurado nesta quarta-feira (25/06), aumentará em 25% a capacidade de movimentação do TCP, que é o segundo maior terminal de contêineres da América Latina. A ampliação faz parte de um pacote de investimentos que somam R$ 365 milhões nos últimos três anos.

Expansão - Com a ampliação, a capacidade de movimentação anual do TCP passará dos atuais 1,2 milhão de TEUs (unidade de medida equivalente a contêineres de 20 pés) para 1,5 milhão de TEUs, de acordo com o terminal. O cais que tinha 564 metros agora passa a ter 879 metros, um aumento de 55,8% que permitirá ao TCP receber simultaneamente até três dos maiores navios de contêineres que fazem o comércio internacional na América Latina – um a mais do que o terminal recebe hoje. Além do novo píer e dos equipamentos, como portêineres e transtêineres de última geração, o terminal também inaugurou três dolphins para a atracação exclusiva de navios destinados a operação de veículos.

Tecnologia e treinamento- Outros investimentos em tecnologia e programas de treinamento e capacitação também contribuíram para melhorias na gestão do terminal e nos serviços prestados aos clientes. “Eliminamos as filas de caminhões com a implantação de sistemas inteligentes e balanças eletrônicas, com um sistema de agendamento prévio para movimentação de contêineres no pátio e com melhorias no fluxo viário de Paranaguá”, disse o diretor superintendente do terminal, Juarez Moraes e Silva.

Economia - O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Luiz Henrique Dividino, afirmou que o fim da fila de esperas de caminhões possibilita economia de tempo e de recursos para as empresas e para os caminhoneiros.

Permanência - Moraes e Silva destacou ainda que a produtividade alcançada possibilitou uma redução substancial no período de permanência dos navios no porto. “Apesar de recebermos navios cada vez maiores, o tempo médio de permanência deles foi reduzido em mais de 50% nos últimos dois anos”. Considerando que os custos estimados de um navio atracado são de U$ 6 mil por hora, a ampliação do TCP garante aos importadores e exportadores uma economia que reflete no valor final da operação.

Competitividade - O diretor-presidente do TCP, Luiz Antonio Alves, destacou que os investimentos da empresa garantem a competitividade do terminal. Nos últimos três anos foram realizadas três campanhas de dragagem que devolveram a profundidade original aos canais de acesso e berços de atracação do Porto. (Gazeta do Povo)

 

SEBRAE/PR: Missão para Nova York apresenta modelos de negócios

O Sebrae/PR realiza, de 12 a 21 de setembro, uma missão empresarial para Nova York, nos Estados Unidos. A programação, feita sob medida para empresários paranaenses que querem expandir horizontes, abordará modelos de gestão voltados para o crescimento de empresas.

Programa - A missão, que faz parte do Sebrae Mais – Programa Sebrae para Empresas Avançadas, prevê workshops na Baruch College – Zicklin School of Business, Executive Programs, escola de negócios da Universidade da Cidade de Nova York; e visitas técnicas a empresas sediadas naquela cidade.

Público - Podem participar empresários de qualquer segmento ou setor, interessados em ampliar sua visão e conhecer boas práticas em gestão de negócios no mercado mais competitivo do mundo. Ao todo, são 15 vagas abertas para participação, com tradução simultânea de todos os conteúdos previstos. “Nos negócios, conhecer experiências internacionais é fundamental para dar um novo rumo às empresas”, diz o gerente de Atendimento Individual do Sebrae/PR, André Basso. Segundo ele, os empresários paranaenses poderão conhecer, na prática, modelos de gestão que deram certo.

Diferencial - André Basso destaca como diferencial da missão para Nova York as sessões de análise dos negócios visitados, durante o período, e reflexões sobre a aplicação prática dos conceitos nas empresas dos participantes. As sessões e reflexões serão conduzidas por consultores do Sebrae/PR, que acompanharão o grupo.

Temas em pauta - “O Sebrae/PR e a Baruch College elegeram temas relevantes ao mundo corporativo, para uma abordagem direcionada com os participantes. Questões essenciais que podem fazer a diferença nos negócios”, acredita a consultora do Sebrae/PR e gestora do Sebrae Mais, Acea Ratcheva.

Temas - Dentre os temas, “O modelo de negócio mais eficiente para cada desafio”; “As diferentes possibilidades de crescimento: mercado, finanças, resultados”; “Elementos essenciais para os melhores resultados”; “Pense diferente – Inovação na prática”; e “Metas e objetivos que constroem o futuro da empresa”.

Lição importante- Para Acea Ratcheva, articular uma visão de curto e médio prazo para os negócios, com metas alcançáveis, é uma lição importante para quem quer se destacar no mercado. “Os negócios passam por diferentes fases. Ao empresário, cabe compreender os momentos e saber lidar com seus desafios.”

Missão Nova York - Mais informações sobre o pacote de viagem, passagens aéreas, hotel, passaporte, obtenção de visto para os Estados Unidos, podem ser obtidas junto à empresa Premier Turismo, no telefone (41) 3028-8085. Já os detalhes sobre o pacote técnico, que inclui workshops na Baruch College, visitas técnicas a empresas em Nova York, sessões de análise dos negócios e reflexões, podem ser esclarecidos nos escritórios do Sebrae/PR ou pela Central de Relacionamento no 0800 570 0800.

Sobre o Sebrae/PR - Para quem já é ou quer ser empresário, o Sebrae/PR – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é a opção mais fácil e econômica de obter informações e conhecimento. Criado na década de 1970, o Sebrae apoia as decisões dos empresários, dos potenciais empresários e dos potenciais empreendedores, no campo e na cidade, porque é a instituição que entende de pequenos negócios e possui a maior rede de atendimento do País. No Paraná, conta com seis regionais e 11 escritórios. A instituição chega aos 399 municípios por meio de Pontos de Atendimento ao Empreendedor, Salas do Empreendedor e parceiros locais, como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em empreendedorismo e gestão; inovação e competitividade; educação empreendedora; startups; liderança; e ambiente de negócios. (Imprensa Sebrae/PR)

INDÚSTRIA: Governo vai incentivar a troca de máquinas

A presidente Dilma Rousseff deu sinal verde para a equipe econômica preparar um novo pacote com medidas de estímulo à renovação das máquinas usadas pelas indústrias brasileiras. Fontes do governo informaram ao 'Broadcast', serviço em tempo real da 'Agência Estado', que essa agenda entrou na pauta de prioridades de Dilma. O programa de modernização também está sendo avaliado pela equipe que elabora o plano de governo da campanha à reeleição.

Linha especial- Uma das possibilidades em análise pelo governo é a criação de uma linha de financiamento especial para troca das máquinas com juros mais baixos e também novos incentivos tributários para as empresas que ingressarem no programa de renovação de equipamentos. Outra proposta em análise é a concessão de um crédito fiscal para que a empresa possa abater os tributos devidos.

Modernização - As medidas visam dar um "choque" de modernização no parque industrial e também socorrer os fabricantes nacionais de máquinas e equipamentos. Em encontro com empresários no Palácio do Planalto, há uma semana, a presidente disse que renovação do parque industrial é prioridade e deixou clara a importância das medidas para garantir o aumento da produtividade e competitividade da indústria.

Idade -  As máquinas e equipamentos usados pela indústria nacional têm idade média de 17 anos, considerada muito elevada para garantir maior competitividade aos produtos brasileiros neste momento de maior acirramento da competição no mercado internacional. Um dos pontos em análise é em relação ao descarte de máquinas. Uma proposta seria o fabricante ser responsável pelo descarte e a outra seria a criação de um sistema de empresas homologadas exclusivamente para esse tipo de operação.

Início - "Foi dado o start. É uma agenda do modelo que está sendo estudado", disse uma fonte do governo. Ela avaliou, no entanto, que dificilmente será possível anunciar as medidas antes das eleições, inclusive pelas restrições impostas pela legislação eleitoral.

Negociações - De acordo com outra fonte ouvida pelo Broadcast, depois do encontro dos empresários com Dilma, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, recebeu, em plena sexta-feira após o feriado de Corpus Christi, um grupo de empresários da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) para uma conversa sobre o assunto.

Estratégia - Em ano de campanha eleitoral, a equipe da presidente tem intensificado nas últimas semanas uma estratégia de aproximação com o setor produtivo e financeiro numa tentativa de sinalizar medidas para um segundo mandato em busca de apoio na campanha eleitoral. A política industrial é um dos programas mais criticados do governo Dilma, principalmente porque depois de várias medidas adotadas, entre elas a desoneração da folha de pagamentos, o setor continua patinando num quadro de grande dificuldade e perda de mercado. (Agência Estado)

EDUCAÇÃO: Estímulo à integração de pesquisadores e empresas começa a valer em 2015

O Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento, lançado nesta quarta-feira (25/06) pelo governo federal, vai começar a valer a partir de 2015, mas a expectativa do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina Diniz, é que os primeiros editais sejam lançados ainda neste ano. Em entrevista a jornalistas, o ministro citou as áreas consideradas prioritárias e disse que a aplicação de recursos no programa vai depender de vontade política do governo.

Projetos prioritários- De acordo com Clélio Campolina, os projetos prioritários do programa são saúde, agricultura e energia. “O projeto é uma articulação de conhecimento científico com o sistema produtivo empresarial. O que constitui a plataforma é a base científica - liderada por um ou mais cientistas, em uma instituição científica - e o sistema empresarial de outro lado”, explicou.

Plataformas - Com base no programa, serão lançadas plataformas como medicamentos, vacinas e serviços na área de saúde, por exemplo. Outras previsões de plataformas são em petróleo, engenharia básica e bioenergia na área de energia, e de melhoramento genético e mudanças climáticas na agricultura.

Orçamento - O ministro disse que não é possível indicar o valor do orçamento federal que será investido no programa, mas adiantou o cenário com que se trabalha: “Nós temos uma ordem de grandeza que as plataformas deveriam ter da ordem R$ 2 bilhões por ano. É uma estimativa preliminar. Sendo que no primeiro ano, que será em 2015, você não terá essa demanda”, informou. Segundo ele, os exemplos internacionais indicam que cada plataforma pode custar entre US$ 100 milhões e 200 milhões por ano, dependendo da natureza.

Comitê gestor- De acordo com ele, um comitê gestor - integrado pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação - vai definir as plataformas que lançarão os editais. “Será uma composição de uma agência de fomento e uma agência de financiamento. Por exemplo: o CNPQ [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] lançam uma plataforma conjunta, e vai identificar o que precisa de suporte à pesquisa científica, como laboratórios - que seria o fomento - e o que vai ser financiamento para as empresas”, explicou.

Fonte de recursos- Já no que diz respeito aos investimentos, o ministro disse que a parte de financiamento virá de cada uma das instituições que já o fazem no país, e que a parte de fomento vai depender da natureza de cada plataforma. “O sucesso e a quantidade da plataforma vai depender da quantidade de dinheiro que o governo esteja disposto a colocar”, disse, informando que devido a esse motivo o comitê gestor será composto também pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento. “Não vai ter nenhum efeito sobre orçamento de 2014. No orçamento de 2015, vai depender da vontade política do governo de pôr mais ou menos dinheiro”, acrescentou Campolina.

Especialistas internacionais- O ministro disse ainda que poderão ser convidados especialistas internacionais para julgar, de modo mais criterioso, as plataformas, e elas deverão ter um sistema de acompanhamento para avaliar a sua execução e, se necessário, determinar a sua interrupção, caso não haja desempenho satisfatório. (Agência Brasil)

ECONOMIA I: BC corta previsão de crescimento do PIB de 2% para 1,6% em 2014

A indústria e os investimentos serão as principais contribuições negativas ao desempenho econômico em 2014, conforme avaliação do Banco Central (BC) contidas no Relatório de Inflação de junho. A autoridade monetária cortou de 2% para 1,6% sua estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

Oferta - Pelo lado da oferta, o BC passou a estimar retração de 0,4% para o PIB industrial, ante expectativa de alta de 1,5% no relatório anterior, de março. Segundo o BC, a revisão foi influenciada pelas perspectivas para a indústria de transformação e para o setor de construção civil. A instituição trabalha com recuo de 1,9% e 2,2% nestes dois segmentos, respectivamente. Em março, era esperado avanço de 0,5% e 1,1%.

Serviços - Ainda na ótica da oferta, a autoridade monetária cortou ligeiramente, de 2,2% para 2%, sua projeção para o crescimento do setor de serviços em 2014. A expectativa para o setor agropecuário também foi revista, de aumento de 3,5% para 2,8%.

Demanda - Pelo lado da demanda, a revisão mais expressiva foi feita na estimativa para o desempenho da formação bruta de capital fixo, uma medida de investimentos, que passou de avanço de 1% para queda de 2,4% em 2014. As perspectivas para a demanda das famílias e do governo para o mesmo período foram mantidas em 2% e 2,1%, respectivamente.

Setor externo- No setor externo, o BC elevou a projeção para o avanço das exportações de bens e serviços, de 1,3% para 2,3%. A estimativa para as importações diminuiu ligeiramente, de alta de 0,9% para 0,6%. “As mudanças levam em conta a reavaliação das perspectivas de crescimento de importantes parceiros comerciais; impactos da depreciação cambial; e revisão da estimativa de crescimento da economia brasileira”, aponta o BC no relatório.

Demanda interna- Levando em conta as novas projeções, a contribuição da demanda interna para a expansão do PIB em 2014 foi estimada pela autoridade monetária em 1,4 ponto percentual, e a do setor externo, em 0,2 ponto percentual. (Valor Econômico)

ECONOMIA II: BC e mercado projetam inflação maior para 2014, de 6,4%

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2014 em 6,4%, aponta o Banco Central (BC) no Relatório Trimestral de Inflação referente a junho. Em 2013, o IPCA subiu 5,91%. No caso de 2015, a variação do índice de preços cederia para 5,7%, segundo as projeções do chamado cenário de referência, que pressupõe taxa Selic a 11% ao ano. Medida em 12 meses acumulados, sem novo aumento de juros, a inflação pelo IPCA não cairia para 4,5%, centro do intervalo da meta definida pelo governo, nem até o fim do segundo trimestre de 2016, horizonte final das projeções e momento em que estaria na casa de 5,1% ao ano.

Câmbio - Para a taxa de câmbio, o cenário de referência considera o dólar a R$ 2,25.

Piora - As previsões pioraram desde o relatório anterior, publicado há três meses. No documento de março, o BC previa que a inflação pelo IPCA seria de 6,1% em 2014 e de 5,5% em 2015. Naquela ocasião, o cenário de referência levava em conta uma taxa básica de juro de 10,75% ao ano e uma taxa de câmbio de R$ 2,35. Depois disso, o BC subiu a taxa para 11% ao ano.

Probabilidade - Levando em conta o cenário de referência, a probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o limite superior do intervalo de tolerância da meta em 2014 se situa em 46% e, em 2015, em 30%.

Cenário de mercado- No cenário de mercado, a inflação prevista para este ano também é de 6,4%, ou 0,2 ponto percentual acima do projetado no Relatório de Inflação anterior. Ao fim de 2015, o IPCA teria elevação de 6%. Para essas estimativas, os agentes econômicos consideraram dólar a R$ 2,39 no fim de 2014 e a R$ 2,48 no fechamento do próximo calendário e taxa Selic a 11% e a 12,08%, respectivamente. Nesse quadro, a probabilidade estimada de a inflação exceder o teto da meta em 2014 está em 48%, e em 2015, em 38%. (Valor Econômico)

OPINIÃO: Trigo, quando não existem, se criam problemas

opiniao 26 06 2014*Eugênio Stefanelo

Um dos poucos produtos do agronegócio que o Brasil não é autossuficiente é o trigo. Não porque não dispomos dos recursos necessários de solo, clima, gente, capital e tecnologia. Com o fim do monopólio estatal da comercialização do trigo, com a abertura do mercado às importações e com o advento do Mercosul a oferta de trigo no Brasil passou a ser a soma da produção nacional mais as importações, provenientes basicamente dos nossos parceiros, principalmente da Argentina. Dentro deste quadro a produção nacional passou a depender dos preços do produto importado, ou seja, o preço do trigo nacional corresponde à paridade da importação que, por sua vez, é o resultado da cotação internacional do cereal, da taxa de câmbio praticada no Brasil, dos custos logísticos da operação e do imposto pago na importação, quando o trigo provém de outros países fora do Mercosul.

Nas regiões sul e sudeste do Brasil, a paridade da importação normalmente corresponde ao produto importado da Argentina. Nas regiões norte e nordeste, equivale ao produto importado da Argentina ou dos outros países fora do Mercosul, como os Estados Unidos e o Canadá e, neste caso, acrescido do valor da Tarifa Externa Comum de 10%.

Devido aos elevadíssimos custos logísticos de transferência da produção nacional e, considerando o preço mínimo que deve ser pago ao produtor brasileiro, o produto importado acrescido da TEC chega mais barato nos moinhos localizados naquelas regiões e, muitas vezes, inclusive os estabelecidos na região sudeste.

Por estas razões, quando a produção no sul do país supera 5,0 milhões de toneladas, que corresponde praticamente ao abastecimento dos seus moinhos, os preços pagos aos produtores brasileiros tendem a ficar menores do que o preço mínimo de garantia estabelecido pelo governo, dentro da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), obrigando o governo a intervir no mercado.

Analisando o comportamento da triticultura brasileira nos últimos anos, percebe-se claramente que a mesma se move em ciclos de estímulo a produção e queda dos preços, seguido de desestímulo a produção e alta dos preços.

Em 2004, a área plantada de trigo no Brasil atingiu 2,76 milhões de hectares e a produção foi de 5,8 milhões de toneladas, levemente abaixo da produção colhida no ano anterior de 6,1 milhões de toneladas, apesar de a área plantada ser um pouco menor. O governo, nos dois anos subsequente, deixou que as cotações do cereal despencassem e a área plantada reduziu para 1,76 milhões de hectares em 2006 e a produção foi de 2,2 milhões de toneladas.

O governo, visando a recuperação da triticultura, estabeleceu novamente em 2007 e 2008 uma política de estímulo à produção nacional e a área plantada ampliou para 2,42 milhões de hectares em 2009. A produção foi de 5,0 milhões de toneladas, chegado a 5,9 milhões em 2010, apesar da redução da área plantada.

Nos anos de 2009 a 2012 os produtores passaram por desestímulo econômico e a consequência foi nova redução da área para 1,89 milhão de hectares em 2012, que renderam a produção de 4,4 milhões de toneladas.

A redução da produção mundial do cereal em 2012/13 e o aumento na taxa de câmbio provocaram significativa elevação das cotações recebidas pelos produtores em 2013 e neste ano de 2014, pela primeira vez em vários anos superando o custo operacional de produção. A reação dos produtores foi a prevista: ampliaram a área plantada, que em 2014 chega a 2,6 milhões de hectares e podem gerar a maior safra de todos os tempos, de 7,4 milhões de toneladas, em condições normais de clima. Somente no Paraná a produção atinge 4,0 milhões de toneladas, com início da colheita em agosto.

Exatamente na véspera da colheita desta safra e com parte da produção de 2013 do RS ainda não vendida pelos produtores, a Camex, liderada pelo Ministério da Fazenda, autorizou novamente a importação de mais 1,0 milhão de toneladas isentas da TEC, até o dia 15 de agosto. A alegação é a necessidade da importação em função das restrições impostas pelo governo argentino às exportações daquele país e o combate à inflação no Brasil. A isto se soma o fato de que os preços recebidos pelos produtores estão em queda desde setembro do ano passado, quando atingiram a média de R$49,05 a saca no Paraná. Atualmente a média é de R$ 42,20 a saca e o custo operacional de produção calculado pela Conab para o Paraná é de R$ 39,9 a R$ 43,6 a saca, dependendo da produtividade e da região.

No ano passado, com a redução da produção em função do clima, a medida se justificava e foi implementada até o dia 30 de novembro, mas neste ano não há justificativa plausível.

O que mais espanta quem acompanha o mercado é que representantes dos próprios moinhos indicavam a desnecessidade da medida em função dos volumes já importados, dos estoques existentes nos moinhos e da breve entrada no mercado da maior produção nacional dos últimos tempos.

As consequências desta medida intempestiva e de curtíssimo prazo são também previsíveis: a necessidade do governo apoiar a comercialização da produção nacional via intervenção no mercado através dos instrumentos da PGPM e a queda da área plantada em 2015 e 2016, aumentando a dependência da importação do cereal.

Em resumo o ciclo se repete, mas desta vez estimulado pelo governo e com parecer contrário do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, porque o mercado estava se normalizando com elevada produção interna e preços em queda, sem a intervenção do Estado.

*Eugenio Stefanelo é engenheiro agrônomo, doutor em Engenharia de Produção, professor da UFPR e da FAE Centro Universitário e técnico da Conab

 


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