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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3371 | 27 de Junho de 2014

COPAGRIL: Certificada a primeira turma de conselheiros de cooperativas agropecuárias do PR

Quarenta líderes e conselheiros da Copagril foram certificados, na noite de quarta-feira (25/06), na AACC de Marechal Cândido Rondon. Eles participaram do Programa de Certificação de Conselheiros Cooperativos, promovido pelo Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem de Cooperativismo (Sescoop/PR), em parceria com o Instituto Superior de Administração e Economia (Isae).

Presenças - Estiveram presentes no evento, além da diretoria executiva da Copagril, o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o vice-presidente do Isae, Roberto Pasinato, a gestora da turma, também do Isae, Franciele Domanski, e familiares dos formandos. A Copagril foi a primeira cooperativa do ramo agropecuário a implementar a capacitação no Paraná, com o objetivo de desenvolver as competências e conhecimentos dos membros de seus conselhos, proporcionando uma visão estratégica para amparar a tomada de decisões.

Agregação de conhecimento- Segundo o diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, a iniciativa é muito importante para fornecer conhecimento, informação e subsídios aos conselheiros. “Ficamos felizes por ter associados cada vez mais preparados para assumir cargos de conselheiros, função que representa os interesses de demais associados. O curso também agrega aprendizados que podem ser usados não só para uma boa gestão na cooperativa, mas também na vida pessoal”, destacou. O presidente agradeceu à Ocepar, ao Sescoop/PR e ao Isae por oportunizar mais conhecimento aos conselheiros. “O resultado foi muito positivo e já estamos planejando abrir uma segunda turma do curso de certificação na cooperativa, para capacitar mais líderes nossos”, frisou. “Parabéns a todos os líderes que se propuseram a agregar mais conhecimento sobre cooperativismo e as áreas que fazem parte da administração de uma cooperativa”, concluiu.

Conquista- Conforme José Roberto Ricken, a Ocepar, por meio do Sescoop, realiza mais de 6 mil eventos de formação por ano e especificamente para conselheiros não tinha nenhum. “Por isso, foi implementada esta formação e o Chapla aceitou o desafio de realizar o projeto-piloto do ramo agropecuário. Alguns meses depois, nos reunimos aqui para comemorar esta conquista. Percebemos que todos estão gratificados pelo conhecimento adquirido no programa”, ressaltou o superintendente da Ocepar.

Troca de experiências- Ricken salientou que, como nos conselhos há pessoas de todos os graus de instrução, é preciso saber fazer o grupo funcionar junto. “Percebemos que todos os conselheiros que realizaram o curso tiveram e aproveitaram a oportunidade de participar, todos contribuíram e trocaram experiências,”, destacou. Ele ainda comentou da importância que as cooperativas têm para as economias locais e nacional. “Em mais de 100 municípios do Paraná, uma cooperativa é a maior empresa, como é o caso da Copagril. Juntas, elas têm um faturamento maior que orçamento do governo do Estado, por exemplo, isto faz com que a responsabilidade dos conselheiros e diretores seja muito grande”, afirmou.

Participativa e dedicada- Por sua vez, Roberto Pasinato destacou que a turma foi classificada pelos professores como muito participativa e dedicada. “Eles tinham muita disposição para aprender os conteúdos e participar das atividades e debates com muita liberdade para expor suas ideias. Foram quase dois anos para preparar o programa e criar a primeira turma, é uma honra ver que teve um ótimo resultado”, enfatizou.

Avaliação positiva- A gestora da turma, Franciele, também avaliou o curso muito positivo. “Todos se dedicaram e se comprometeram, e pelas avaliações dos módulos, todos absorveram muito conhecimento. Estamos prontos para a segunda turma na Copagril”, informou.

Formandos - Os líderes que receberam os certificados são: Ademir Jasper, Ademir Luis Griep, Airton Schneider, Alexandre Antonio Schwarzer, Ari Zwick, Arnildo Daronch, Arthur Valmir Gevehr, Atalipio José Kuhn, Aurelio Maldaner, Bertoldo Bundchen, Cesar Luiz Petri, Delmir Ohlweiler, Edio Luiz Chapla, Edson Knaul, Edson Luis Sulzbach, Eloi Schiochet, Fernando Andre Adam, Gione Roberto Heck, Helio Notter, Henrique Pazdiora, Hilario Schoninger, Jacir Joarez Cotica, João Celso Schneider, João Wochner, José Rosemberger, Juzemar Ferronato, Marcio Buss, Mauro João Herthal, Milton Schone, Nilton Fischer, Pedro Fernando Wickert, Renato Borelli, Ricardo José Kemfer, Sigmar Luiz Lohmann, Valdir Valter Schneider, Vilmar Fulber, Vilmar Miguel Lohmann, Vilson Fülber e Walmor Antonio Frá. (Imprensa Copagril)

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COCAMAR: Reunião de conselhos é realizada com visita técnica de dirigentes da Ocepar

A Cocamar promoveu, na manhã desta sexta-feira (27/06), em Maringá, a primeira reunião do Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Diretoria-Executiva com os 76 integrantes do Conselho Consultivo, órgão de representação dos cooperados, que foi instituído no início do ano, quando a cooperativa aprovou, em Assembleia Geral, seu novo modelo de gestão.

Gestão - Ao fazer a abertura, o presidente do Conselho de Administração, Luiz Lourenço, destacou que a gestão, com o perfil profissional adotado, tornou-se menos complexo e mais ágil. E que o Conselho Consultivo, com representantes de todas as 56 unidades operacionais no noroeste e norte do Estado, vai ajudar a cooperativa a ser bem administrada. Lourenço explicou a função do conselho e reafirmou a necessidade de crescimento da estrutura.

Ocepar - O evento contou com a participação presidente executivo da Cocamar e diretor da Ocepar, José Jardim Júnior, do superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e Devair Men, da Gerência de Desenvolvimento e Autogestão do Sescoop/PR. Ricken e Mem apresentaram os indicadores do sistema cooperativista do Paraná e da Cocamar. O superintendente da Ocepar lembrou que a entidade está iniciando as visitas às cooperativas para apresentação dos indicadores de cada uma. Ele explicou que o sistema de autogestão foi implantado em 1991 e foi sendo aprimorado ao longo dos anos. "De cada cooperativa sai um plano de desenvolvimento estratégico. A soma desses planos vai trazer a configuração do cooperativismo do Paraná", destacou. Ele acrescentou que serão realizados este ano mais de 6,4 mil eventos de formação e capacitação para a profissionalização das cooperativas. "O sistema no Paraná vive um grande momento. Antes, éramos metade do cooperativismo do Rio Grande do Sul. Hoje, isto se inverteu", pontuou Ricken. 

Números - Em sua apresentação, o analista econômico e financeiro Devair Antonio Mem, citou que o Estado possui 231 cooperativas, 950 mil cooperados, faturamento geral de R$ 45,3 bilhões e abras de R$ 1,8 bilhão. Em relação ao PIB do Paraná, a participação das cooperativas é de 16% (base 2013), percentual que vem crescendo ano após ano. O faturamento cresceu 22% em 2013, comparando com o ano anterior. "Podemos dizer que 28% da população paranaense está diretamente envolvida com o setor", frisou.

Cocamar -Mem apresentou também os dados sobre a Cocamar, mostrando que a situação da cooperativa é confortável. Quanto ao potencial de produção de sua região, por exemplo, o share da Cocamar é de 48%; quanto ao potencial de vendas, o share é de 49% em sua região e, no que refere ao potencial quanto aí número de produtores, o share é de 41%.

Palestra - Ao final, os participantes assistiram a uma palestra, por videoconferência, com o economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, de São Paulo, sobre as possibilidades do mercado de commodities agrícolas no segundo semestre, e as tendências da economia brasileira. (Imprensa Cocamar)

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COPACOL: R$ 50 milhões são investidos em novo incubatório de aves

Para ser autossuficiente na produção de pintainhos, a Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata), está investindo R$ 50 milhões em uma estrutura que está entre as cinco melhores do mundo. Por meio do seu propósito estratégico, que visa aumentar até 2018 o abate de aves para 700 mil ao dia nos abatedouros da Copacol e da Unitá, a cooperativa realiza investimentos significativos que somam mais de R$ 150 milhões em todo o complexo avícola.

Mais - Além do incubatório, que será inaugurado no próximo dia 3 de julho, na cidade de Goioerê, com a presença do governador do Paraná, Beto Richa, em novembro de 2013 a cooperativa também inaugurou uma moderna fábrica de rações no município de Jesuítas com investimentos de R$ 60 milhões e esta construindo, novos núcleos de matrizeiros para recria de aves na cidade de Moreira Sales.

Incubatório - Serão gerados 80 empregos diretos no incubatório, que tem a capacidade para produzir 12 milhões de pintainhos por mês, somados a produção de 6,5 milhões de pintainhos por mês do incubatório de Nova Aurora, a cooperativa terá toda a sua demanda atendida. Segundo o diretor presidente da Copacol, Valter Pitol, através de um planejamento estratégico, a diretoria analisa e coloca em prática investimentos que promovem o desenvolvimento da cooperativa e dos cooperados.  “Para manter todo este crescimento integrado, estamos trabalhando com o nosso novo Propósito Estratégico, Copacol 4 por 4, que tem como metas até 2018 dobrar o faturamento da empresa para 4 bilhões de reais e promover 4 projetos de desenvolvimento social para os associados, colaboradores e toda a sociedade,” afirma Pitol. (Imprensa Copacol)

FRIMESA: Cooperativa entra no mercado do iogurte grego

frimesa 27 06 2014Com dois sabores nas gôndolas, o tradicional e o integral com geleia de frutas, a Frimesa anuncia a entrada no mercado recente, mas que já responde por mais de 12% de todos os iogurtes consumidos no país. Com versão de embalagens de 200g, em conjunto de duas unidades, os iogurtes gregos da Frimesa possuem uma textura mais cremosa e tem, como diferencial, uma quantidade maior de proteínas e cálcio. Com menos açúcar e ácidos na composição, facilita a digestão, se tornando um alimento saboroso, nutritivo e saudável.

Consistência - Com uma consistência firme e cremosa, os iogurtes gregos Frimesa prometem uma deliciosa experiência de consumo. Possuem 5% de proteína e, na versão frutas vermelhas, 20% da composição é de geleia e pedaços de morango, amora e framboesa.

Novas opções- A expectativa da Frimesa é, em breve, agregar novas opções ao mix de Iogurte Grego, com novos sabores e embalagens, confirmando assim o posicionamento de oferecer alimentos de valor para as pessoas. Além do grego, está previsto o lançamento da sobremesa láctea, sabor chocolate, e do flan, sabor caramelo.

A origem do grego- Este tipo de iogurte nasceu na Grécia e ao longo dos anos vem conquistando o paladar dos europeus, americanos e recentemente, dos brasileiros. (Imprensa Frimesa)

 

SICREDI UNIÃO: Projetos são reconhecidos por Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade

sicredi uniao 27 06 2014A Sicredi União PR/SP foi uma das corporações que receberam o selo referente à sua participação no Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, que no Estado é denominado “Nós Podemos Paraná”, durante evento promovido na manhã desta quinta-feira (26/06), no Plenarinho da Câmara Municipal de Maringá. A iniciativa faz parte dos Objetivos do Milênio (ODM), que propõe 8 jeitos de mudar o mundo. Criado em 2004, tem caráter apartidário, ecumênico e plural, reunindo empresas, governos e organizações sociais que desenvolvem ações para alcançar aqueles objetivos. 

Projetos - Representada pela gerente de Gestão de Pessoas, Tatiane Terezan Lopes, a cooperativa de crédito inscreveu projetos que já realiza há alguns anos. São eles: “Árvore Solidária”, voltado à arrecadação de gêneros alimentícios para distribuição a entidades assistenciais, que no último ano envolveu 38 unidades de atendimento e totalizou cerca de 10 mil quilos; e “Natal Solidário”, que consiste da compra de brinquedos para serem doados a crianças de um dos bairros mais carentes de Maringá, nos finais de ano, a partir de recursos obtidos com a venda de itens recicláveis gerados e separados pelos colaboradores durante o expediente de trabalho, em parceria com alunos da instituição “Lins de Vasconcellos”. 

Oportunidade - Ao lado da coordenadora estadual do Movimento, Maria Aparecida Zago, a coordenadora da realização em âmbito municipal “Nós Podemos Maringá”, Adriana Pierini, destacou na oportunidade o trabalho da cooperativa de crédito que, a exemplo de várias outras empresas, “estão fazendo mais do que delas se poderia esperar”. Por sua vez, Maria Aparecida destacou que em agosto próximo a iniciativa completa dez anos, “com muitos avanços e conquistas”. Contudo, segundo ela, ainda é preciso que mais corporações despertem para a necessidade de engajarem-se. “A construção de um mundo melhor, socialmente inclusivo, ambientalmente sustentável e economicamente equilibrado formam a base dos valores que nos unem”, destacou. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

UNIMED MARINGÁ: Ações socioambientais rendem selo dos Objetivos do Milênio

unimed maringa 27 06 2014A Unimed Maringá recebeu, na manhã desta quinta-feira (26/06), no Plenarinho da Câmara Municipal de Maringá, o selo por seu engajamento no Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, iniciativa que se propõe a alcançar os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM). Com o título "Nós Podemos Maringá", a realização é coordenada na cidade por Adriana Pierini e o evento contou com a presença, entre outros convidados, da coordenadora estadual do Movimento, Maria Aparecida Zago.

Projetos - Representada na solenidade por Eveline Carvalho Salvador, supervisora de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental, e Norma Saldan, assistente administrativo do setor de Responsabilidade Social, a Unimed fez jus ao selo pela realização de três projetos. O primeiro é a Gincana Socioambiental, promovida todos os anos, que movimenta 60% do quadro de colaboradores em ações solidárias e voltadas à preservação do meio ambiente. O segundo é o ReciclApae, fruto de parceria com a Associação dos País e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Sarandi, em que 32 alunos atuam na reciclagem de cartões vencidos, de clientes da Unimed, para a elaboração de brindes que são adquiridos posteriormente pela cooperativa médica. O terceiro é o Plantando Saúde, que conta com a participação de internos da Penitenciária Estadual de Maringá no cultivo de mudas de citronela, espécie que afugenta o mosquito causador da dengue. Segundo Eveline, será desenvolvida, em breve, uma campanha para a distribuição das mudas a oito mil residências de dois dos bairros da cidade onde  tem havido maior incidência da doença.

Fazer mais- "O Movimento propõe que as empresas façam mais do que se espera delas e a Unimed é um belo exemplo", afirmou a coordenadora do "Nós Podemos Maringá", Adriana Pierini. Para Maria Aparecida Zago, coordenadora estadual, em agosto próximo o Movimento completa dez anos "e é uma oportunidade de divulgar mais intensamente as ações  e convidar as empresas a avançarem ainda mais". Ela acrescentou que, no Brasil, menos de 10% da população brasileira participam de iniciativas assim, percentual ainda considerado modesto.

Visita - Ainda no final da manhã de quinta-feira, o presidente da Unimed Maringá, Daoud Nasser, conheceu em Sarandi a marcenaria da Apae, onde 32 alunos se dedicam ao projeto de reciclagem de cartões vencidos de clientes da cooperativa, ReciclApae. Segundo ele, o trabalho desenvolvido pela entidade "é exemplar e vale a pena ser incentivado". Os alunos têm idade entre 16 e 49 anos. (Imprensa Unimed Maringá)

 

GRÃOS I: Seab estima safra de 35,7 milhões de toneladas

graos I 27 06 2014Apesar dos fatores climáticos, seca na primeira safra no começo do ano, e as fortes chuvas verificadas no final do mês de maio e início de junho deste ano, as lavouras de grãos no Paraná continuam mantendo um bom desempenho no campo. Segundo relatório mensal do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura, a expectativa é de uma produção total de 35,7 milhões de toneladas, considerando grãos de verão, verão/outono e inverno das principais culturas cultivadas no Estado.

Comparação - “Se comparados ao mesmo período da safra do ano anterior teremos uma variação menor entre 1,5% a 2%, números considerados normais para o período”, avalia o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “O produtor tem feito a sua parte. Agora contamos com os trabalhos de comercialização para garantir também bons preços para o agricultor continuar se capitalizando”, afirma o secretário.

Bom desempenho- O bom desempenho se deve principalmente à recuperação da cultura do trigo, seguida depois pelo milho. “Tivemos problemas de seca em alguns momentos em áreas do Norte do Estado, que afetaram um pouco a produtividade das lavouras de soja. Porém, as boas práticas e o bom nível tecnológico empregado no trigo poderão compensar e equilibrar a produção paranaense”, diz o economista Francisco Simioni, chefe do Deral. “Mas temos sempre que ficar alertas com as incertezas do clima. Estamos entrando no período de inverno, onde normalmente acontecem fases de frio mais intenso, e com perspectivas de geadas. Isso poderá influenciar nas próximas avaliações de campo”, completa Francisco Simioni.

Safra histórica para o trigo- Para o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Godinho, as previsões são que o Estado poderá ter a melhor safra da história para o trigo. “O melhor nível tecnológico apresentado no último ano para o cultivo, associado à boa produtividade, nos apontam para números expressivos, com aumento de 112% na produção paranaense em relação à safra de 2013. As estimativas mostram que poderemos ter cerca de 4 milhões de toneladas colhidas. Tivemos um aumento de área de cultivo de 33 %, em torno de 1,3 milhão de hectares”, diz Carlos Hugo.

Clima - O crescimento da safra 2014 do trigo se deve principalmente aos problemas climáticos do ano passado, com fortes geadas verificadas e até nevar em algumas regiões do Paraná. “Isso afetou drasticamente o cultivo e a produção do trigo no Estado”, explica o técnico do Deral. No momento, os dados de campo apontam que 82 % da cultura já foi plantada no Paraná.

Soja - Com preços em torno de R$ 63 a saca de 60 quilos, os produtores paranaenses podem ainda aproveitar o momento de baixa oferta mundial e ter resultados recompensadores na safra corrente. “Com área e produções recordes novamente, a soja se consolidou como a principal cultura no Paraná. Nesta safra a área destinada à oleaginosa correspondeu a mais de 83% da área total cultivada na primeira safra”, diz o economista Marcelo Garrido, chefe de conjuntura do Deral.

Segunda safra- São esperadas para a segunda safra da soja no Estado a colheita em torno de 194 mil toneladas, 49% a mais que o período anterior (2012/2013), tendo também um acréscimo de área hoje estimada em 106.598 hectares, 32% superior a temporada passada.

Milho - Os números do Deral destacam também a produção da 2ª safra de milho. As previsões apontam para uma colheita de 9,9 milhões de toneladas, com pequena redução de 3% em relação à safra anterior. "O grande volume de chuva no início desse mês provocou perdas pontuais na qualidade, sem prejuízos imediatos ao potencial produtivo do cereal, mas o clima ainda é importante para a conclusão da safra. Do total plantado no Estado, cerca de 5% foi colhido até o momento", diz a engenheira agrônoma Juliana Tieme Yagushi.

Produtividade - A produtividade tem destaque nessa safra, com o potencial produtivo médio estimado em 5.230 quilos por hectare. O preço médio praticado no Estado é de R$ 20,00 por saca de 60 quilos. Com o aumento de oferta, a tendência é de preços mais baixos para os próximos meses.

Feijão - A safra do feijão paranaense foi o produto mais afetado pelas fortes chuvas do final de maio e começo de junho deste ano. Em relação à estimativa inicial (maio) houve uma quebra de 14% na produção. “Prevíamos inicialmente uma colheita de 484 mil toneladas, contra os 416 mil toneladas atuais. Mesmo assim estamos contabilizando um aumento de 23% na produção da safra 2013/2014, se comparados ao mesmo período do ano anterior, o que pode ser considerado como fator positivo”, diz o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador, do Deral.

Área - Ainda em termos de área, os números apresentados pela Secretaria da Agricultura mostram uma pequena redução de 2%, com o plantio previsto para esta segunda safra do feijão de 259 mil hectares. Hoje (26/06) o preço estimado para a saca de 60 quilos pagos ao produtor gira em torno dos R$ 59,21, para o feijão de cor, e de R$ 92,01para o feijão preto. “Estes preços podem cair nas próximas semanas. Temos uma grande oferta do produto nacional, o que irá pressionar as cotações para baixo”, avalia o técnico do Deral. (Agência de Notícias do Paraná)

tabela 26 06 2014

 

GRÃOS II: Estoques globais vão crescer, confirma IGC

O Conselho Internacional de Grãos (IGC), com sede em Londres, confirmou as expectativas e elevou suas estimativas para a oferta global de grãos nesta temporada 2014/15, que está em fase de plantio ou de desenvolvimento nos países do Hemisfério Norte.

Projeção - Conforme relatório divulgado nesta quinta-feira (26/06), a entidade elevou a projeção para a produção mundial de milho para 963 milhões de toneladas, 0,8% mais que o estimado em maio. O volume previsto ainda é 0,9% inferior ao do ciclo passado (2013/14), que bateu recorde histórico. Mas, como a oferta pode ser considerada confortável, o IGC passou a estimar que os estoques de passagem do grão serão da ordem de 180 milhões de toneladas em 2014/15, 4,6% superiores aos previstos em maio e 7,8% maiores que os da temporada 2013/14.

Trigo - No caso do trigo, o conselho corrigiu sua projeção para a colheita global na safra em curso para 699 milhões de toneladas, 0,7% mais que o volume sinalizado em maio. Também aqui há queda em relação a 2013/14 (1,5%), mas mesmo assim os estoques de passagem do cereal foram ajustados para cima. A nova previsão aponta para 194 milhões de toneladas, aumentos de 3,7% em relação ao projetado em maio e de 1% sobre o ciclo anterior.

Soja - Para a soja, o IGC divulgou no relatório de hoje suas primeiras estimativas para a safra 2014/15. Projetou a colheita mundial da oleaginosa em 300 milhões de toneladas, volume 6% superior ao colhido em 2013/14. Para os estoques de passagem, previu 35 milhões de toneladas - que, se confirmadas, representarão um expressivo incremento de 25% em relação à temporada anterior. A entidade também confirmou que as produções de soja nos EUA e no Brasil tendem a bater novos recordes históricos, impulsionados, principalmente, pelos elevados preços da commodity no mercado externo neste primeiro semestre.

Arroz - No tabuleiro do arroz, finalmente, as correções foram mais modestas e ainda envolveram a safra 2013/14. Na comparação com o quadro de maio, o órgão elevou em 1 milhão de toneladas sua previsão para a produção global, que poderá somar 476 milhões de toneladas (0,8% mais que no ciclo 2012/13) e reduziu também em 1 milhão de toneladas a estimativa para os estoques de passagem, para 109 milhões de toneladas (0,9% a menos que em 2012/13).

Cotações - Os números do IGC não influenciaram os rumos das cotações dos grãos na bolsa de Chicago, onde os traders estão mais atentos aos reflexos climáticos nas lavouras dos EUA. Os contratos da soja para agosto subiram 20 cents e fecharam a US$ 13,8175 por bushel. O bushel do milho para setembro subiu 3,25 cents, para US$ 4,39, e o bushel do trigo para setembro fechou a US$ 5,8475. (Valor Econômico)

PECUÁRIA: Abate de bovinos e frangos quebra recorde no trimestre, diz IBGE

pecuaria 27 06 2014O abate de bovinos e frangos no país durante o primeiro trimestre deste ano é recorde, afirma o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram abatidas 8,4 milhões de cabeças de gado e 1,4 bilhões de aves, aumento de 2,9% e 5,5% em relação ao registrado no mesmo período de 2013, respectivamente.

Pesquisa - Os dados das pesquisas trimestrais do Abate de Animais, Aquisição de Leite, Couro e Produção de Ovos foram divulgados nesta quinta-feira (26/06) pelo IBGE. Em ambos os casos, apesar do crescimento relativo a 2013, houve redução de 5,9% e 1,7%, no volume de abates, respectivamente, em comparação ao último trimestre do ano passado.

Suínos - A quantidade de suínos abatidos nos três primeiros meses do ano foi de 8,7 milhões de cabeças, queda de 1,4% em relação a igual período do ano passado. O volume é 3,6% menor ante ao quarto trimestre de 2013.

Paraná - No Paraná, só a quantidade de frangos abatidos cresceu no período pesquisado, passando de 371 milhões para 402 milhões de cabeças (8,2%). No caso dos bovinos, a redução foi de 328 mil para 322 mil cabeças (1,9%). Já entre os suínos, o volume diminuiu de 1,7 milhões para 1,5 milhões de animais.

Leite - A produção de leite no país cresceu 8,9% no primeiro trimestre deste ano, em comparação aos primeiros três meses do ano passado, atingindo 6,2 bilhões de litros de leite cru. Quando comparado ao último trimestre do ano passado, no entanto, o resultado aponta queda de 5,5%. (Gazeta do Povo / Agência Brasil)

 

INFRAESTRUTURA: Grandes empreiteiras abandonam licitações de rodovias do Dnit

infraestrutura 27 06 2014As grandes empreiteiras estão se afastando do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O órgão federal, que detém orçamento superior a R$ 10 bilhões por ano para cuidar da malha rodoviária nacional, não tem mais conseguido atrair as gigantes nacionais da construção para seus contratos.

Fatores - Uma combinação de fatores, que passa pelo uso intensivo do regime diferenciado de contratações públicas (RDC) e pela defasagem na tabela referencial de preços adotada pelo Dnit em suas licitações, ajuda a explicar o desinteresse das líderes no segmento. Elas também reforçam apostas em concessões na área de logística - rodovias e aeroportos - e em oportunidades no exterior, deixando a autarquia ainda mais de lado.

Levantamento - Esse retrato aparece com nitidez em levantamento da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor). Das 51 maiores construtoras do país, 37 saíram vitoriosas de licitações realizadas entre 2008 e 2010. O cenário muda nos anos seguintes. Entre 2011 e 2014, apenas 22 levaram novos contratos. Camargo Corrêa, OAS, Galvão Engenharia, CR Almeida, Fidens, EIT Engenharia, Barbosa Mello e Constran estão na lista de empreiteiras que não arremataram contratos com a autarquia nos últimos três anos e meio.

Grandes - "As grandes empresas estão virando as costas para o Dnit", afirma o presidente da Aneor, José Alberto Pereira Ribeiro, referindo-se a companhias com faturamento acima de R$ 1 bilhão por ano. Para ele, não há como tocar o programa de obras do órgão sem essas parcerias. "Empresas de pequeno porte e consórcios têm ganhado contratos acima de sua capacidade. Isso significa que há forte risco de não entregarem o prometido."

Incertezas - Ribeiro atribui boa parte desse fenômeno ao RDC e às incertezas que ainda existem em torno do mecanismo. O RDC restringe o espaço para aditivos contratuais e transfere parte importante do risco de engenharia às empresas. Outro alvo de críticas é a defasagem da tabela Sicro. Usada pelo Dnit na elaboração dos orçamentos que balizam suas licitações, ela desagrada às empresas por causa da suposta desatualização dos preços de referência. Enquanto as gigantes do setor têm evitado as concorrências da autarquia, ou aparecido com propostas pouco agressivas, uma série de companhias menos conhecidas trilha um caminho surpreendente de crescimento.

Novas - Uma das novas estrelas é a Construtora Centro Minas (CCM), sediada em Belo Horizonte, que já acumularia uma carteira em torno de R$ 2 bilhões em contratos com o Dnit, segundo fontes do setor. Sozinha, levou 68 contratos apenas no governo Dilma e encabeça a lista de empreiteiras brasileiras com maior crescimento no órgão no desde 2011, segundo levantamento da Aneor. Esse número sobe quando são considerados consórcios dos quais ela faz parte.

Vácuo ocupado- A expansão da CCM ocupa o vácuo deixado pela Delta Construções, que alcançou o posto de empreiteira com o maior volume de pagamentos da União, antes de ter se tornado alvo principal da CPI do Cachoeira. No ano passado, o faturamento consolidado da CCM aumentou 103% e alcançou R$ 719 milhões, segundo informações da empresa.

Sócios - A construtora tem seis sócios atualmente. Uma das investidoras, Juliane Leite, aceitou dar entrevista ao Valor, desde que as perguntas fossem enviadas e respondidas por e-mail. De acordo com ela, a CCM foi fundada em 1988 por dois engenheiros oriundos da Empa Serviços de Engenharia, empresa mineira com atuação nas rodovias estaduais.

Foco - O foco da companhia contemplava serviços de infraestrutura urbana para a Prefeitura de Belo Horizonte e obras de habitação popular com a Caixa. Até 2005, só participava de licitações do Dnit para conservação de rodovias federais em Minas Gerais e no Tocantins, mas começou a expandir fronteiras à medida que a autarquia também ampliou os investimentos na recuperação de estradas. Atualmente, o Dnit representa 60% do faturamento da empresa.

Avaliação positiva- Apesar do rápido crescimento, a CCM não teve nenhum problema sério com o Tribunal de Contas da União (TCU) até agora e recebe avaliação positiva do diretor-geral do Dnit, Jorge Fraxe. "Ela faz basicamente manutenção de rodovias e está trabalhando bem conosco. Enquanto não tiver uma punição pelo descumprimento de suas obrigações, está apta a ganhar as licitações e pode ir levando os contratos", afirma.

Queixas - Fraxe admite ter recolhido queixas de parlamentares de Rondônia sobre o desempenho da construtora na conservação do trecho da BR-364 que atravessa o Estado. Após um puxão de orelha, segundo ele, tudo foi resolvido. "Os senadores me chamaram e disseram que o trabalho havia ficado uma beleza."

Reservas - A Aneor vê com reservas o uso do RDC e contesta principalmente a modalidade conhecida como "contratação integrada" - na qual, além de fazer a obra efetivamente, a construtora elabora os projetos básico e executivo do empreendimento. Para isso, muitas empreiteiras recorrem a parcerias com escritórios de projetos, que são mais especializados.

Projetistas - Na visão da Aneor, o problema é que a quantidade de projetistas é bastante inferior à de construtoras, dificultando a formação de consórcios. "O número de noivos não bate com o de noivas. Aí, não tem casamento", diz Ribeiro. "Só o tempo vai dizer se o RDC deu certo ou não." (Valor Econômico)

 

CÂMBIO: Dólar fecha abaixo de R$ 2,20 pela primeira vez em quase oito meses

cambio 27 06 2014Pela primeira vez em quase oito meses, o dólar comercial fechou abaixo de R$ 2,20. A moeda norte-americana encerrou a quinta-feira (26/06) com queda de 0,44%, vendida a R$ 2,196. O valor é o menor desde 30 de outubro do ano passado, quando a cotação tinha fechado a R$ 2,192 para venda. O câmbio começou a sessão em alta. Na máxima do dia, por volta das 9h15, o dólar comercial chegou a ser vendido a R$ 2,213. Nas horas seguintes, a alta diminuiu, até que a cotação inverteu a tendência e passou a cair por volta das 15h30 até encerrar no nível mínimo do dia.

Intervenções - Desde que o Banco Central (BC) anunciou, na terça-feira (26), a extensão do programa de venda de dólares no mercado futuro até pelo menos o fim do ano, o dólar não para de cair. Ontem, a moeda norte-americana havia caído 1%.

Prorrogações - Previstas para acabar no fim do mês, as intervenções do BC para segurar o dólar foram prorrogadas até 31 de dezembro, com possibilidade de serem estendidas por mais tempo. A autoridade monetária continuará a injetar US$ 200 milhões por dia em contratos de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro) e a leiloar dólares das reservas internacionais com compromisso de recompra em momentos de instabilidade no câmbio. (Agência Brasil)

 

BC: Relatório recomenda manter controle de despesas em 2014

Apesar de não mudar sua avaliação sobre o impacto da política fiscal na definição dos juros, o Banco Central (BC) incluiu no Relatório de Inflação uma advertência sobre o efeito negativo que a queda da atividade econômica terá sobre o comportamento da arrecadação, o que pode dificultar o cumprimento da meta de superávit primário. Por isso, alertou para a necessidade de o governo manter o contingenciamento das despesas em 2014.

Meta - Na conclusão do capítulo em que avalia as políticas creditícia, monetária e fiscal, o BC diz que o superávit primário do primeiro quadrimestre é consistente com a meta de 1,9% do PIB para o ano. E acrescenta: "Ressalte-se a relevância - considerados eventuais impactos da moderação da atividade econômica sobre as receitas públicas - do contingenciamento das despesas, anunciado na programação orçamentária de 2014, para a continuidade da evolução favorável dos indicadores fiscais no decorrer do ano".

Preocupação - No relatório de inflação de março, o BC não manifestou essa preocupação. Ao contrário, ainda acreditava que a economia brasileira estava em uma trajetória de lenta retomada. "As receitas do governo central cresceram, em 2013 e em janeiro de 2014, em ritmo inferior ao das despesas, trajetória influenciada, em parte, pela recuperação gradual da atividade econômica e por desonerações tributárias implementadas nos últimos anos".

Efeitos - Os efeitos do desaquecimento econômico na arrecadação já começaram a aparecer. Nos primeiros quatro meses deste ano, a taxa de crescimento da receita de tributos federais ficou abaixo do que o governo tinha estimado. Hoje, a Receita Federal divulga o resultado da arrecadação de maio, que poderá apresentar queda real em relação ao mesmo mês de 2013.

Juros - O Relatório de Inflação diz ainda que a política fiscal do governo continua na direção de neutralidade para a definição das taxas de juros. O BC não alterou a redação dos dois parágrafos em que trata do impacto da política fiscal. A conclusão continua sendo a de que "se criam condições para que o balanço do setor público se desloque para a zona de neutralidade no horizonte relevante para a política monetária".

Superávit primário- O BC também manteve a observação de que a magnitude dos superávits primários necessários para manter a trajetória da dívida pública sustentável foi reduzida, embora a economia necessária continue sendo em "patamares próximos à média dos gerados em anos mais recentes". (Valor Econômico)


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