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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3373 | 01 de Julho de 2014

SISTEMA OCEPAR: Diretores se reúnem na próxima segunda-feira

sistema ocepar 01 07 2014Será realizada, na próxima segunda-feira (07/07), a 38ª reunião ordinária da diretoria da Ocepar, referente à gestão 2011/15. O encontro acontece na sede da entidade, em Curitiba, a partir da 9h. Os diretores vão discutir temas diversos, que incluem as ações da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do G7, grupo formado pelas principais entidades representativas do setor produtivo paranaense (Ocepar, Fiep, Faep, Fecomércio, Fetranspar, Faciap e ACP). No mesmo dia, a partir das 11h30, acontece ainda a 21ª reunião do Conselho Administrativo do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR).

 

USDA: Relatório indica área recorde na safra 2014/15, nos Estados Unidos

usda soja 01 07 2014Nesta segunda-feira (30/06), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) divulgou o relatório de encerramento de plantio de grãos da safra 2014/15 daquele país, com um recorde de área, totalizando 94,3 milhões de hectares contra 92,3 milhões hectares cultivados na safra anterior. “A estimativa atual trouxe grande variação na área de soja, em relação ao levantamento feito no início do plantio que, em março, era estimada em 33 milhões de hectares e agora está em 34,3 milhões de hectares. Já o quadro para o milho ficou inalterado em 37,1 milhões de hectares e o trigo apresentou aumento de somente 300 mil hectares. Na comparação com a safra passada, há uma redução de 1,5 milhão de hectares da área plantada com milho e aumento de 3,4 milhões de hectares na área cultivada com soja”, afirma o analista técnico e econômico da Ocepar, Robson Mafioletti.

 

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SICREDI: Sistema lança campanha comemorativa ao Dia Internacional do Cooperativismo

O 92º Dia Internacional do Cooperativismo será comemorado no primeiro sábado do mês de julho, dia 5. A Aliança Cooperativa Internacional (ACI) escolheu o tema "Cooperativas conquistam o desenvolvimento sustentável para todos" para celebrar a data, promover a reflexão e demonstrar como as cooperativas são o modelo adequado para desenvolver e construir a sustentabilidade no século XXI.

Campanha - Para promover o cooperativismo como um modelo de negócio sustentável e ampliar o conhecimento sobre os diferenciais de uma instituição financeira cooperativa, o Sicredi lançou uma campanha comemorativa à data. As peças, desenvolvidas pela agência Morya Porto Alegre, mostram o valor transformador da cooperação na vida, por meio de imagem que retrata a felicidade das pessoas em viver este momento de troca.

Pessoas envolvidas- De acordo com dados da ACI, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo estão ligadas ao cooperativismo, direta ou indiretamente, e 100 milhões de empregos são gerados pelas cooperativas e seus processos. As cooperativas estão se consolidado como agentes para o desenvolvimento das comunidades e para um universo cada vez maior de indivíduos.

Princípios - Fundamentado em princípios como adesão voluntária e livre, gestão democrática, intercooperação e autonomia para a prosperidade conjunta, o cooperativismo é adotado em diversas atividades econômicas - ligadas principalmente a relações de consumo, produção ou de prestação de serviços -, nos segmentos crédito, saúde, educação, habitacional, entre outros. Segundo dados de 2013 da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), são 6.603 cooperativas, com mais de 11 milhões de associados e 321 mil empregos diretos. Em todo o País, cerca de 44 milhões de pessoas estão ligadas ao movimento cooperativista.

Modelo - O modelo de organização das cooperativas está alinhado aos pressupostos de crescimento sustentado, no qual a organização das pessoas é a base do seu desenvolvimento. Dessa maneira, as cooperativas incentivam o empreendedorismo, criam oportunidades de negócio, promovem crescimento de sua atividade, a educação e o fortalecimento de cada região em que estão presentes. Nas cooperativas, além da redução de custos, os associados ganham poder de barganha pela força do grupo que faz com que o produto ou trabalho consiga se inserir de forma competitiva no mercado.

Cooperativismo de Crédito - O Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (Woccu), a partir de informações de suas filiadas, registrou, em 2012, 56 mil cooperativas de crédito em 101 países, nos cinco continentes, totalizando 200 milhões de pessoas. Dos 13 ramos do cooperativismo brasileiro, o crédito destaca-se no cenário nacional pelo crescimento gradativo do número de associados, de ativos, rede de atendimento e novos produtos, entre outros. Segundo a OCB, o segmento fechou 2013 com 1.255 cooperativas, 6,5 milhões de associados e cerca de 40 mil empregados. Os ativos atingiram R$ 109,2 bilhões e os depósitos R$ 52,7 bilhões.

Referência - O Sicredi, referência internacional pelo modelo de atuação em sistema, encerrou 2013 com 2,5 milhões de associados, um volume de ativos de R$ 38,4 bilhões, expansão de 24% em relação a 2012. As sobras geradas no ano tiveram um aumento de 26% sobre 2012, totalizando R$ 846,3 milhões. No primeiro trimestre de 2014, a instituição financeira cooperativa atingiu R$ 40,3 bilhões em ativos, 23 bilhões em operações de crédito e 25,9 bilhões em depósitos.  (Imprensa Sicredi)

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SICREDI IGUAÇU: Programa A União faz a vida é lançado em Saudade do Iguaçu

Saudade do Iguaçu é o quarto município da área de ação da cooperativa Sicredi Iguaçu PR/SC a ter a implantação do programa de educação A União faz a Vida. O evento de lançamento e oficialização do termo de cooperação aconteceu na noite de quinta-feira (26/06), no Clube dos Idosos, em Saudade do Iguaçu, com a presença do prefeito Mauro Cesar Cenci, do secretário de Educação e vice-prefeito, Darlei Trento, do presidente da Sicredi Iguaçu PR/SC, Lotário Luiz Dierings, do presidente da Sicredipar e Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasenbrock, do suuperintendente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Maroan Thomé, do superintendente da Sicredi Iguaçu PR/SC, Eleutério Benin, da assessora de Programas Sociais, responsável pelo programa na Central Sicredi PR/SP/RJ, Kátia Oeschsler, e demais autoridades do Sicredi e município, além de 60 educadores da rede municipal que participarão do desenvolvimento do programa.

Oficialização - O lançamento é a oficialização da parceria entre prefeitura municipal, apoiadora do programa, com o gestor do programa a cooperativa Sicredi Iguaçu. O evento teve como objetivo apresentar a metodologia e o funcionamento do programa aos educadores do município, além de participarem de uma palestra com Roberto Belotti, sobre o professor como agente de transformação.

Objetivo - De acordo com Kátia Oeschsler, o objetivo do programa é vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania nas escolas, através da formação de educadores e da prática de cooperação. “O programa A União faz a vida é uma forma dos educadores aprimorarem o que já realizam na prática, com objetivo de formar cidadãos mais cooperativos para o futuro”, explica Kátia.

Valorização do educador- Para o presidente da Sicredipar e Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasembrock, a essência do programa está na valorização do educador. “Quando um dia parei para escrever a história da minha vida, lembrei-me do meu primeiro professor”, disse. Ele falou que o educador é essencial na formação de nossas crianças e adolescentes.

Receptividade - O presidente da Sicredi Iguaçu, Lotário Luiz Dierings, agradeceu a receptividade do município, quando das primeiras tratativas para se desenvolver o programa em Saudade do Iguaçu. O presidente lembrou ainda, que esse é o quarto município a receber o programa, dentro da área de ação da cooperativa. “Agradecemos a receptividade, o envolvimento de todos, e acreditamos que a parceria aqui será um sucesso”, disse.

O Programa- O Programa A União faz a Vida, foi desenvolvido pela Fundação Sicredi e espalha-se pelo Brasil todo, através das cooperativas de crédito integrantes do sistema Sicredi. Só na cooperativa Sicredi Iguaçu, o programa já está presente em São João, Bom Sucesso do Sul, em Francisco Beltrão no Colégio Sesi e agora em Saudade do Iguaçu. Nos municípios que já estão atuando, são 1.156 alunos envolvidos, 131 educadores, e 10 escolas.

Sobre o Sicredi- O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 2,4 milhões de associados e 1.233 pontos de atendimento, em 10 Estados* do País. Organizado em um sistema com padrão operacional único conta com 108 cooperativas de crédito filiadas, distribuídas em quatro Centrais Regionais – acionistas da Sicredi Participações S.A. - uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo que controla uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Iguaçu PR/SC)

* Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás.

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COCAMAR I: Nova estrutura operacional será inaugurada em Ivatuba

cocamar 01 07 2014A Cocamar passa a contar com uma unidade mais confortável para atender ao grande número de cooperados do município de Ivatuba, a 40km de Maringá, no norte do Estado. Nesta quarta-feira (02/07), às 16h30, a cooperativa formaliza a entrega de suas novas instalações, situadas ao lado da Rodovia Prefeito Adolfo Semprebom, nas imediações da cidade, sob a gerência de Carlos Eduardo Bortot.

Programação -  A solenidade de entrega faz parte da programação da reunião pré-assembleia que a diretoria vai promover naquele horário com os produtores cooperados para prestar contas do primeiro semestre, apresentar as previsões até o final do ano e tratar de outros assuntos. 

Estrutura - Com estrutura para agilizar o recebimento de grãos e fazer o transbordo para os armazéns localizados em Maringá, o imóvel possui área administrativa e loja de insumos agropecuários, ao lado de um depósito, além de amplo pátio e espaço para futuras ampliações. 

Aspiração antiga- Em visita na manhã desta segunda-feira (30/06) ao local, o presidente-executivo José Fernandes Jardim Júnior disse que a construção de uma unidade nesses padrões “era uma antiga aspiração da Cocamar que, dessa forma, conseguirá melhorar ainda mais a qualidade do atendimento aos produtores”.

Início - O gerente Bortot informou que já teve início, nos últimos dias, o recebimento de milho. “Nossa expectativa é fazer uma das melhores safras dos últimos anos.” A previsão da Cocamar é receber, em todas as regiões onde atua, cerca de 850 mil toneladas de milho de inverno (foram 730 mil em 2013) e 90 mil toneladas de trigo (contra 30 mil no ano passado, volume prejudicado pelas fortes geadas).

Pré-assembleia– Nesta quarta-feira (02/07) a Cocamar inicia uma maratona de reuniões pré-assembleia com os cooperados, em suas unidades, As atividades começam às 8h no município de Floresta e, às 10h30, em Maringá. Na parte da tarde, às 16h30, além de Ivatuba, estão previstos eventos em Ibiporã e Bela Vista do Paraíso. A agenda de reuniões segue até o dia 10. (Imprensa Cocamar

 

COCAMAR II: Reuniões com produtores mostram que café continua sendo um bom negócio

Informar os produtores sobre o atual momento da cafeicultura, cujo setor conseguiu recuperar parte das perdas sofridas pelas cotações nos últimos anos, mas exige cada vez mais qualidade e, ao mesmo tempo, custos competitivos, o que somente é conseguido por meio da mecanização das operações. Com este propósito, a Cocamar está organizando uma série de reuniões com produtores de café em suas regiões, sob a coordenação do engenheiro agrônomo Robson Ferreira, coordenador técnico de culturas perenes. Depois de Maringá e Cianorte, o evento aconteceu nesta segunda-feira (30/06) em Altônia, e segue, durante esta semana, nos municípios de Rolândia, Pitangueiras, Congoinhas e Carlópolis.

Erradicação - O longo período de crise de mercado porque passou o café nos últimos cinco anos, associado às fortes geadas de 2013, levou muitos produtores a erradicar a cultura ou investir em outros negócios. Segundo Ferreira, o café continua sendo uma excelente alternativa para compor um projeto de diversificação, mas é preciso que a atividade seja conduzida com técnicas modernas, tenha produtividade adequada e qualidade. “Quem acreditou no café e continuou apostando nesse setor mesmo na crise, hoje está ganhando dinheiro”, completou. 

Bianualidade - Neste ano de safra menor – característica da bianualidade da cultura, que produz bem numa safra e “descansa” na outra -, a Cocamar estima receber 190 mil sacas beneficiadas. Em 2013, foram 220 mil. (Imprensa Cocamar)

COAMO I: Novidades são divulgadas na Festa do Carneiro no Buraco

Um dos maiores eventos típicos da região de Campo Mourão é a tradicional Festa Nacional do Carneiro no Buraco. Neste ano, a prefeitura do município realiza a 24ª edição do evento, entre os dias 1º e 6 de julho, no Parque de Exposições Getúlio Ferrari. A Coamo Agroindustrial Cooperativa participa, mais uma vez, com a sua linha de alimentos, em um estande amplo para atender com conforto os visitantes.  Tradicionalmente, a Coamo expõe as novidades e, neste ano, o destaque do estande é o relançamento da família de margarinas Coamo, que é composta pelas margarinas Coamo Família, Coamo Extra Cremosa e Coamo Light.

É bom evoluir– Este é o mote de divulgação da campanha publicitária do relançamento das margarinas Coamo, que foram apresentadas nas feiras de Curitiba e de São Paulo e a receptividade está sendo acima das expectativas. Mesmos já estando em todos os pontos de vendas será realizada a apresentação e degustação no estante da Coamo. As mudanças que as três margarinas trazem são ratificadas pelo gerente Comercial de Alimentos Domingos Marzulli.

Embalagem – "A Coamo Família com nova embalagem mais atrativa e cores marcantes, tem nova fórmula, com aroma e sabor para quem procura um produto de sabor intenso. Com ótima cremosidade e espalhabilidade, textura macia e ótima performance. Com relação a Coamo Extra Cremosa, sua formulação recebeu um toque especial para realçar o novo sabor, aroma, textura e cremosidade, com múltiplas finalidades resultando num produto diferenciado e com preço atrativo.  Já a Coamo Light teve o aroma e o sabor realçados e com textura e cremosidade macia, sem perder as características de um produto que atende a saudabilidade e qualidade de vida do consumidor. Estas duas margarinas tiveram suas embalagens modernizadas com fácil identificação de suas características", explica Marzulli.

Destaque – Segundo o superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni, durante a festa a Coamo, além da apresentação da família de margarinas Coamo será informado a premiação do óleo de soja refinado Coamo obteve neste mês de junho. “Mais uma vez o óleo de soja refinado Coamo, foi classificado como o 3º mais vendido do país, segundo pesquisa Reconhecimento de Marcas da revista Supermercado Moderno, uma das mais conceituadas do país. O 3º lugar nacional é muito significativo, já que atuamos diretamente em parte da região Sudeste e na região Sul, enquanto as marcas que ocuparam o primeiro e segundo lugar atuam em todo o território brasileiro e a sua produção é muito maior que a nossa. Além disso, tivemos uma surpresa gratificante onde o óleo de soja subiu para 2ª  colocação na região Sul,  e se manteve em 3º no interior de São Paulo e 4º na capital paulista. Isto é fruto de um óleo com qualidade e origem, que é produzido pela soja entregue pelos cooperados que também primam pela qualidade da sua produção, além da parceria e de um trabalho diferenciado junto aos clientes. Para todos nós da Coamo, o reconhecimento dos nossos clientes e consumidores é o nosso maior prêmio. Queremos agradecer a todos que fizeram parte desta conquista”, comemora.

Tradição - Para o diretor presidente, José Aroldo Gallassini, é motivo de alegria para a Coamo participar deste grande evento com a linha de alimentos. "É importante estarmos presentes nesta grande festa típica que reúne a família mourãoense e de toda a região. Os Alimentos Coamo já fazem parte desta grandiosa festa com a exposição e degustação dos seus produtos alimentícios, apresentando aos visitantes os alimentos que são fruto do trabalho dos nossos mais de 26 mil cooperados. Além disso, temos muito o que comemorar com o destaque que o óleo de soja refinado Coamo vem obtendo ano após ano e com este relançamento da família de margarinas Coamo, outro produto que vem se destacando nos pontos de venda e agradando ainda mais o paladar dos nossos consumidores", destaca.

Expectativa - A expectativa dos organizadores é que mais de 160 mil pessoas passem pelo Parque de Exposições até o domingo (06/07) quando será servido o prato típico da cidade e terminam as atividades festivas. O evento reúne uma das mais importantes exposições do Centro Oeste do Paraná com feira Agropecuária, Comercial e Industrial. (Imprensa Coamo)

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COAMO II: Gallassini recebe Comenda Vida e Liberdade

O engenheiro agrônomo e presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa, José Aroldo Gallassini, foi agraciado no sábado (28/06), com a Comenda Vida e Liberdade, outorgada pela Academia Mourãoense de Letras (AML). Também recebeu a mais alta honraria da entidade que comemorou em maio 12 anos de atuação e congrega 40 acadêmicos mourãoenses, a professora Heleni Santos Ferreira. Eles foram homenageados em sessão solene no plenário da Câmara de Vereadores com as presenças de autoridades, convidados e familiares.

Comenda - A Comenda "Vida e Liberdade" foi criada em 2013 para reconhecer personalidades que se destacaram e apoiaram o meio cultural, artístico e literário, e que são exemplos por sua atuação e dignificam a cultura mourãoense.  Para o presidente da Academia Mourãoense de Letras, Jair Elias dos Santos Júnior, a iniciativa demonstra reconhecimento a grandes personalidades que contribuíram e continuam contribuindo com a cultura mourãoense.

Gratidão - O engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo, disse no seu discurso da surpresa,  alegria e emoção em receber a outorga da AML. "Agradeço e parabenizo a Academia Mourãoense de Letras pelo bom trabalho que vem desenvolvendo, fico envaidecido com esta honraria, que é diferente de todas as que já recebi, mas a emoção é muito grande. Tenho 46 anos dedicado à agricultura, por isso, posso dizer que sou professor de agricultores, me dedico a esta profissão e a missão de promover a educação e o desenvolvimento levando tecnologia e conhecimento a milhares de produtores, e buscando a melhoria nos aspectos técnico, educacional e social. É necessário se preocupar e cuidar da educação das pessoas. Este é o caminho para o desenvolvimento das pessoas e de uma nação ", disse.

Referência – Usando da palavra, o acadêmico fundador da cadeira número 3 da Academia Mourãoense de Letras, José Eugênio Maciel, fez no sábado, uma saudação especial aos homenageados da Comenda Vida e Liberdade da AML. "São duas personalidades que merecem a honraria e muito dignificam a nossa cidade. José Aroldo Gallassini veio de Brusque e com trabalho empreendedor, fez da Coamo uma referência extraordinária e importante não só para o setor onde atua mas para propagar a nossa cidade, o nosso estado e país. Uma referência positiva, pois quando homens se juntam para o mesmo objetivo, para a cooperação só pode dar certo. Gallassini é simples e humilde, valores que vieram do berço e sabe observar como ninguém a cultura e o cultivo.”

Transformação - Segundo Maciel, a observação é a única capacidade humana para a expansão do conhecimento desde os tempos dos homens da caverna. “E Gallassini tem essa capacidade de observar e a visão de educar, progredir e transformar pessoas e ao longo de sua história vislumbrou e efetivou a possibilidade de utilizar a matéria-prima colhida pelos agricultores em produtos industrializados, com a grandeza cooperativista que faz com que  sejamos não só celeiros mas transformadores da produção que vai para vários continentes do mundo." (Imprensa Coamo)

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COPACOL: Presidente recebe título de cidadão honorário

Já detentor do título de cidadão honorário do Paraná, o presidente da Copacol, Valter Pitol, recebeu, no último dia 27 de junho, a homenagem da Câmara de vereadores do município de Goioerê.  Com a indicação dos vereadores Herley Kleber Dantas de Oliveira e Valdecir Vieira da Silva, a Câmara aprovou o título de forma unânime. “Esta é a principal homenagem que poderíamos oferecer para agradecer o presidente da cooperativa, por liderar e administrar investimentos que estão alavancando o nosso município e gerando oportunidades de renda e empregos no campo e na cidade. Estamos honrados de poder homenagear este grande líder que representa esta cooperativa, que é uma das principais empresas do País”, defende o vereador Herley Kleber Dantas de Oliveira.

Orgulho - Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, é um motivo de orgulho e satisfação poder contribuir com o desenvolvimento do município de Goioerê, da região e, principalmente, das famílias dos associados e colaboradores. “Quero compartilhar este reconhecimento com todos que fazem parte da Copacol. Sozinho, não fazemos nada e com a participação de todos, estamos transformando a região e beneficiando milhares de pessoas”, finaliza Pitol. (Imprensa Copacol)

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EXPEDIÇÃO SAFRA: Demanda alavanca safra de milho no Pará

1expedicao safra 01 07 2014A abertura das exportações de milho pelo porto de Santarém, especialmente nos últimos dois anos, deu novo fôlego ao mercado do cereal no Oeste do Pará. A entrada do produto colhido nas lavouras do Centro-Oeste fez despencar os preços médios praticados no estado. Mas, ao mesmo tempo, trouxe oportunidades e consolidou a segunda safra para o setor produtivo do Norte. Antes da invasão do milho mato-grossense, as poucas granjas de frango instaladas no Pará chegavam a pagar R$ 50 por saca de 60 quilos – quase o mesmo preço de uma saca de soja – por conta da escassez de oferta, contam os produtores.

Cotações - Atualmente as cotações oscilam entre R$ 22 e R$ 23 por saca na região e o espaço ocupado pelo grão vem sendo multiplicado. Há cinco anos praticamente não existia safrinha do cereal na região de Santarém. A expansão veio para atender a um consumo maior da indústria paraense, que conseguiu apostar na produção de carnes com a redução dos custos de alimentação animal. O produto que vem do Mato Grosso também chega às granjas, mas tem como destino principal a exportação.

Área plantada- Dos mais de 70 mil hectares destinados aos grãos nos municípios de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, menos de 5 mil hectares eram cultivados com o produto. Hoje, a área plantada no inverno ocupa quase 60% do total, ou mais de 40 mil hectares. “Embora o preço tenha caído, o volume comercializado aumentou. Essa renda extra me possibilitou investir na própria cultura, em maquinários e também na pe­cuária. Sem contar que a estabilidade ajuda no planejamento da lavoura”, resume Rafael Menoli, paranaense natural de Cambé (Norte do Paraná), que cresceu nas lavouras da família em Mato Grosso e há pouco mais de dez anos decidiu apostar no Pará. Ele e o pai plantam 1,5 mil hectares do cereal neste ano, contra 200 hectares plantados há quatro safras. Com uma estrutura de beneficiamento, os dois conseguem agregar valor ao produto. A única diferença entre a venda para a granja e a de exportação é com o prazo de pagamento. As empresas locais normalmente pedem para quitar os débitos em duas ou três parcelas, afirma Menoli, o que não é problema.

Frete - Segundo os produtores, o frete para transportar milho de Mato Grosso para Santarém fica entre R$ 10 e R$ 12 por saca, que devem ser somados ao valor do produto. “Enquanto não tinha fluxo na BR-163 de Mato Grosso para Santarém, valia a pena plantar milho. Agora, dependendo do momento, é mais vantajoso para as granjas daqui trazerem o milho de lá”, pondera Elemar Domanski. Ele e o sócio destinaram metade dos 1,8 mil hectares ao cultivo do cereal no município de Belterra. As lavouras plantadas sem alta tecnologia prometem render 65 sacas por hectare.

Ampliação recente- A ampliação das lavouras de milho em Mato Grosso também é recente. Em cinco anos, a produção saiu de pouco mais de 7,5 milhões de toneladas para perto de 20 milhões de toneladas no ano passado. Com uma demanda interna fraca e um grande volume excedente, o estado se tornou o maior exportador brasileiro. Os problemas de abastecimento no mercado internacional nos últimos anos, após a quebra histórica nos Estados Unidos, favoreceram o ganho de mercado. E Santarém, que fica a mais de 1 mil quilômetros da divisa mato-grossense, também passou a ser um canal de escoamento do produto para o mundo.

Equipes seguem para Amazonas e Roraima - A Expedição Safra dá continuidade ao roteiro pelo Arco Norte 2expedicao safra 01 07 2014nesta semana pelos estados do Amazonas e Roraima. Nos últimos dias, a equipe de técnicos e jornalistas conferiu projetos de ampliação e construção de novos terminais portuários da região. Depois de passar pelo Porto de Santarém, visitar as áreas de produção do Oeste do Pará e o distrito de Miritituba, no município de Itaituba, a equipe de técnicos e jornalistas visitou nesta segunda-feira (30/06) uma área de exploração de cloreto de potássio da Potássio Brasil (fertilizantes) em Autazes e o Porto da Hermasa (Amaggi) em Itacoatiara.

Roraima - Roraima, estado que respeita o mesmo calendário agrícola dos Estados Unidos, é o destino final da equipe e será visitado até quinta-feira (03/07). O objetivo é avaliar a evolução das lavouras de grãos, o uso de tecnologias, o clima e possíveis vantagens de mercado no estado, que colhe soja enquanto os outros polos de produção no Brasil estão na entressafra.

Roteiro - Ao todo, o roteiro do ciclo 2013/14 incluiu 15 estados no Brasil, além de Argentina, Paraguai e Estados Unidos. O Uruguai, que foi visitado pela primeira vez neste ano, também acaba de ser incorporado à sondagem de campo periódica. Uma viagem extraordinária ao continente africano até setembro encerra os trabalhos do projeto nesta temporada. Ao todo, serão percorridos cerca de 70 mil quilômetros nas Américas do Sul e do Norte.

Cereal cresce no rastro do frango- A desvalorização do milho no mercado interno do Pará estimulou a produção de frango no Oeste do estado, acrescenta Pio Stefanello, um dos pioneiros na região. Há dois anos, um frigorífico com capacidade de abate de 120 mil unidades/dia se instalou na região e, segundo ele, outras empresas devem chegar. Contudo, 50% do mercado regional ainda é abastecido com carne de frango “importada” do Paraná. “Isso significa que ainda há muito mercado para o frango e consequentemente ao milho no Oeste do Pará”, avalia .

Mesma linha- A oportunidade à exportação segue na mesma linha. Das quase 2 milhões de toneladas de grãos exportadas pelo porto da Cargill em Santarém no ano passado, 1,2 milhão de toneladas foi de milho e 800 mil de soja. Em 2014 a tendência é soja volte a liderar os embarques. De qualquer forma, existe toda uma estrutura preparada à exportação do milho num raio de 150 quilômetros do terminal. Hoje, o milho que chega do Mato Grosso percorre mais de 1 mil quilômetros pela BR-163.

R$50 por saca (60 quilos)foi pago aos produtores de milho do Oeste do Pará antes da entrada do cereal mato-grossense na região. Produto chegou a valer tanto quanto a soja. (Gazeta do Povo)

Para conferir as fotos da Expedição Safra no Arco Verde acesse www.facebook.com/gpagronegocio    

 

SOJA: Vazio Sanitário vai até 15 de setembro

O período do vazio sanitário da soja iniciou no dia 15 de junho e vai até 15 de setembro. Nestes 90 dias, nenhum produtor pode ter a presença de plantas vivas de soja na propriedade. Esse período é decretado por lei pelo e faz parte do Programa Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja do Conselho de Sanidade Agropecuária. “O principal objetivo do vazio sanitário é reduzir a incidência da ferrugem asiática na soja. Assim, se reduz também a aplicação de agrotóxicos e fungicidas nas lavouras, consequentemente, há menor contaminação ambiental. Também se espera que com menor incidência da doença, a próxima safra tenha uma alta produtividade”, explica o engenheiro agrônomo da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) de Guarapuava, Alexsandro Schiavini.

Fiscalização - Haverá, nestes meses, fiscalização constante da Adapar em propriedades da região. Os produtores que não respeitarem a lei são autuados. Os valores das multas variam de acordo com a extensão do local. “O produtor autuado deve, imediatamente, retirar as plantas. Se assim não fizer, ele pode ser autuado novamente e o valor sobe”, ressalta Schaiavini.

Mais - Mais informações podem ser acessadas no site da Adapar. (Assessoria de Imprensa do Sindicato Rural de Guarapuava)

CONAFE: Londrina sedia Congresso Nacional de Feijão

conafe 01 07 2014“Tecnologias para a sustentabilidade da cultura do feijão” é o tema do 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa do Feijão (Conafe), que será realizado em Londrina (PR), de 22 a 24 de julho. Pesquisadores, professores, profissionais da extensão rural e assistência técnica, estudantes, produtores e empresários rurais enfrentam intensa jornada de discussões e debates com renomados palestrantes do Brasil e Exterior. Estão sendo esperados 600 participantes.

Sustentabilidade - Sob o fio condutor da sustentabilidade, palestras, conferências e painéis vão abordar temas científicos e inovações tecnológicas relacionados a toda a cadeia produtiva do feijão. Entre eles, sistemas de produção, manejo e conservação de solos, fertilidade dos solos, manejo integrado de pragas, doenças e de plantas invasoras, melhoramento genético, biotecnologia, mecanização, irrigação, tecnologias para produção de sementes, consumo, comercialização e armazenamento. Também haverá a apresentação de 400 trabalhos em forma de pôsteres, com resultados de pesquisas.

Contribuição - Maior produtor brasileiro de feijão, com cerca de 700 mil toneladas na safra 2012-2013, o Paraná recebe pela segunda vez o evento que discute todas as nuances da cadeia do produto. “O Congresso mais uma vez dará importante contribuição para o enfrentamento das questões relativas ao feijão no Brasil”, avalia a pesquisadora do Iapar, Vania Moda Cirino, presidente da comissão organizadora do evento.

Programação intensa– Wilson Hugo, do setor de políticas de sustentabilidade e de produção e proteção de plantas da FAO, fará palestra inaugural com o tema “A sustentabilidade dos sistemas agrícolas: uma perspectiva internacional”, no dia 22, às 9h30.

Conferência - Na mesma manhã, a partir das 10h45, haverá a conferência “O solo como componente dos sistemas produtivos”, a ser proferida por Ciro Rosolem, da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” (Unesp). O tema “Cenário atual e perspectivas em fixação biológica de nitrogênio em feijão” será abordado na sequência por Tsai Siu Mui, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP).

Painel - À tarde, a partir das 14 horas, está programado o painel “Inovações tecnológicas para o aumento da rentabilidade da cultura do feijão”. O assunto será abordado em três palestras: “O feijão na integração lavoura-pecuária”, com o pesquisador Sérgio José Alves (Iapar); “Fertiirrigação da cultura do feijão” com Durval Dourado Neto, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq); e “Agricultura de precisão e produção sustentável”, com Daniel Marçal de Queiroz, da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Palestra - Às 16h15, haverá a palestra “Eficiência no uso de tecnologias para a mecanização da cultura do feijão”, com Afonso Peche Filho, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que será seguida de debate. O dia termina com a sessão de pôsteres.

Manejo de doenças- No dia 23, quarta-feira, a partir das 8h30, será realizado o painel “Manejo de doenças nos sistemas produtivos”. O pesquisador Luis Del Rio, da North Dakota State University fala sobre o “Mofo branco”. A segunda palestra do painel será “Podridões radiculares”, com Trazilbo José de Paula Júnior, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Valdir Atsushi Yuki, do IAC fala sobre “Mosca branca e mosaico dourado”.

Mercado - As 10h45 está programado o painel “Agronegócio do feijão”, que será tratado em duas palestras: Flávio Breseghello e Alcido Elenor Wander, da Embrapa Arroz e Feijão falam sobre o “Panorama mundial do feijão”. Marcelo Eduardo Luders aborda o “Cenário nacional e novas oportunidades de mercado”.

Desafios - Às 14 horas será realizado o painel “Desafios à sustentabilidade da cultura do feijão”. O pesquisador Geraldo Papa, da Unesp, fala sobre “Manejo e controle da Helicoverpa armigera no feijão”. Agostinho Didonet, da Embrapa Arroz e Feijão, fala sobre “Agroecologia na cadeia produtiva do feijão”. A terceira palestra do painel é “Produção Integrada sustentável: ferramenta para agregação de valor”, que será proferida por Adilson Reinaldo Kososky, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Herbicidas - O dia termina com a palestra “Herbicidas na cultura do feijão: Manejo da resistência de plantas daninhas e da fitotoxicidade na cultura”, com Pedro Jacob Cristofoletti, da Esalq, seguida de debate. Haverá ainda a sessão pôsteres.

Perspectivas - No dia 24, quinta-feira, a partir das 8h30, haverá o painel “Panorama e perspectivas para a produção de sementes de feijão no Brasil”, abordado em três palestras. A primeira, a cargo de José Roberto de Menezes, da Terra Alta Agropecuária, é “Principais limitações na produção e comercialização”. José da Cruz Machado, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), falará sobre “Importância da qualidade sanitária”. O tema “Inovações tecnológicas para a produção de sementes de feijão” será tratado por Alisson Fernando Chiorato, do IAC.

Melhoramento genético- “Melhoramento genético e biotecnologia” é o tema do painel programado para as 10h45. Boodo Raatz, do Centro Internacional de Agricultura Tropical (Ciat), falará sobre “Seleção genômica em espécies alimentícias: Situação atual e Perspectivas”. James Kelly, da Michigan State University, tratará de “Estratégias de melhoramento frente às demandas atuais e futuras”.

Alimento funcional- O período da tarde será destinado a duas palestras, com início às 14 horas. Nerineia Dalfollo, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), falará sobre “O feijão como alimento funcional”. Antonio Luiz Fancelli, da Esalq, vai abordar o tema “Identificando e superando limites para a produtividade do feijão”.

Evento paralelo- Em paralelo ao 11º Conafe será realizada a 27ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia produtiva do Feijão, no dia 22, a partir das 14 horas.

História – O Conafe é realizado no Brasil a cada três anos. O primeiro evento para a discussão de temas relacionados à pesquisa do feijão aconteceu em Campinas (SP), em agosto de 1971, e foi denominado 1ª Simpósio Brasileiro de Feijão. Em 1982, Goiânia (GO) sediou a 1ª Reunião Nacional de Pesquisa de Feijão (Renafe). Londrina recebeu a quarta edição da Reunião, em 1993. A partir da sétima edição, em 2002, em Viçosa (MG), o evento passou a ser chamado de Congresso Nacional de Pesquisa de Feijão.

Realização - A 11ª edição do congresso é uma realização do Iapar, com o apoio do Londrina Convention & Visitors Bureau, Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio (Fapeagro), Basf, Miac Máquinas Agrícolas, Selegrãos, Bayer, Syngenta e Laboratório Farroupilha.

Mais - Mais informações podem ser obtidas no endereço www.conafe2014.com.br. (Assessoria de imprensa do Iapar)

Serviço:

11º Congresso Nacional de Pesquisa de Feijão.

Data: 22 a 24 de julho.

Local: Centro de Eventos e Exposições de Londrina (rodovia Mabio Gonçalves Palhano, 3333).

 

GRÃOS: Tendência de queda dos preços ganhou força em junho

As cotações dos grãos confirmaram as expectativas e desceram mais um degrau em junho, pressionadas, sobretudo, pelo bom desenvolvimento das lavouras nos EUA. A ausência, até aqui, de ameaças climáticas significativas sobre as plantações americanas tem fortalecido a expectativa de que a oferta global nesta safra 2014/15 será relativamente confortável, ainda que a confirmação desse cenário dependa dos rumos do plantio na América do Sul, a partir de setembro.

Médias mensais- Segundo cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez), o trigo liderou as baixas na bolsa de Chicago no mês passado. A queda em relação à média de maio foi de 13,09%, superior ao esperado tombo do milho, cuja baixa foi de 9,47%. A soja recuou menos (4,64%), mas por conta dos baixos estoques de curto prazo nos EUA. Mesmo assim, relatório divulgado nesta segunda-feira (30/06) pelo USDA, o departamento de agricultura daquele país, mostrou que esses estoques estavam em 11 milhões de toneladas em 1º de junho, 500 mil a mais do que esperavam os analistas. As médias dos três produtos ficaram abaixo das registradas em junho do ano passado.

Pouco confiantes  - Relatório divulgado na sexta-feira (27/06) pela Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) apontou que os gestores de recursos ("managed money") encerraram a semana até 24 de junho pouco confiantes na valorização de milho e soja. No caso do milho, o saldo líquido comprado recuou 16% sobre a semana imediatamente anterior, para 115.176 contratos (entre futuros e opções). Já a posição líquida de compra da soja caiu 11,6%, para 41.221 contratos. No mercado de trigo, as incertezas quanto aos impactos de recentes chuvas nas Grandes Planícies americanas gerou um aumento de 39,7% das apostas na baixa do trigo brando, para um saldo de 40.436 contratos vendidos, e a um incremento de 0,82% nas apostas de alta do trigo duro, para uma posição líquida comprada de 24.949 papéis.

Soft commodities- Os movimentos dos fundos também refletiram - e influenciaram - a direção dos preços das "soft commodities" negociadas na bolsa de Nova York em junho. No mercado de açúcar, as perspectivas de que o governo brasileiro de fato aumentará o percentual de mistura de etanol anidro na gasolina motivou o aumento nas apostas na valorização da commodity e conteve sua curva de baixa. Ainda assim, os futuros de segunda posição fecharam o mês em queda de 0,61% em relação a maio.

Fechamento da semana- Conforme a CFTC, os investidores fecharam a semana até 24 de junho com uma posição líquida de compra de 156.364 contratos em açúcar, mais que o dobro da semana anterior e o maior saldo líquido comprado do ano. A elevação da mistura de etanol à gasolina - de 25% para 27,5%, conforme se especula - poderá reduzir a oferta de cana para a produção de açúcar no Brasil, o que atiçou o apetite dos fundos.

Café - Os investidores também ficaram um pouco mais animados em relação a uma eventual alta do café arábica em Nova York. O saldo líquido de compra do grão avançou 1,84% na semana até 24 de junho, para 39.054 contratos. Nos últimos meses, o café vem oscilando em meio a incertezas sobre a safra do Brasil. As principais regiões produtoras do país foram afetadas por um verão muito mais quente e seco que o normal, o que tende a se refletir na qualidade dos grãos que estão sendo colhidos. Mesmo assim, e em meio a uma forte volatilidade, a cotação média do grão recuou 8,27% em junho sobre maio.

Suco de laranja- Já as apostas especulativas na alta do suco de laranja caíram 25% na semana até 24 de junho, conforme a CFTC, para uma posição líquida de 4.493 contratos comprados. Novos dados da Nielsen indicaram que a demanda pela bebida no grande varejo dos EUA continua em trajetória descendente. Antes desse recuo, contudo, os movimentos dos fundos ajudaram a levar o preço médio da commodity a fechar junho com leve valorização de 0,77% sobre maio.

Algodão e cacau- O menor otimismo dos fundos recaiu também sobre algodão e cacau, cujas posições líquidas de compra caíram 2,22% e 3,73% em Nova York, respectivamente. Sobre o algodão, cuja cotação média foi 9,1% menor que a de maio na bolsa, pesou para a redução das apostas a perspectiva de elevação na produção nos EUA. Sobre o cacau, que subiu 4,68% em Nova York por causa da expectativa de déficit global, o movimento especulativo refletiu a momentânea elevação da oferta em países da África. (Valor Econômico)

ENERGIA: Consumo cresce 1,1% em junho

O consumo de energia em junho cresceu 1,1% na comparação com igual mês de 2013, e somou 60.806 Megawatts (MW) médios. Na comparação com maio deste ano, o consumo teve retração de 3%. Os dados fazem parte do Boletim de Carga Mensal preliminar do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Nos 12 meses encerrados em junho, o Sistema Interligado Nacional (SIN) teve variação positiva de 4,9%.

Copa - Segundo o ONS, os jogos da Copa do Mundo contribuíram para crescimento mais lento do consumo, mesmo aqueles com participação da seleção brasileira, que tiveram impacto um pouco mais sensível nas capitais onde se realizaram. Segundo o boletim do operador, o mês de junho foi influenciado pelo feriado de Corpus Christi, no dia 19/06, que no ano passado foi celebrado em maio.

Taxa - Excluídos fatores eventuais e utilizando os valores da carga ajustada, a taxa de crescimento da carga em junho foi de 2,2%, em relação a igual mês de 2013. O ONS afirmou que o desempenho da carga segue também afetado pelo comportamento da indústria. "Conforme sinalizado pela Sondagem da Indústria da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor continuou, em junho, a não apresentar dinâmica de crescimento bem definida", diz o documento. (Valor Econômico)

COMÉRCIO: Empresas aguardam reação argentina à decisão da OMC

comercio 01 07 2014A liberação de dólares para importadores na Argentina segue em ritmo de conta-gotas e a entrada de produtos estrangeiros no país continua a ser rigorosamente controlada por meio das chamadas DJAIs (Declaração Jurada Antecipada de Importação), segundo fontes da indústria. O parecer da Organização Mundial do Comércio (OMC), que condenou essa prática restritiva, ainda não chegou às autoridades do país. Mas é ansiosamente aguardada por importadores.

Acusação - Ainda confidencial, a decisão da OMC aceitou a acusação de União Europeia, Estados Unidos e Japão, segundo antecipado pelo Valor na edição desta segunda-feira (30/06). Os representantes dos importadores argentinos já comemoram. "Há muito esperávamos uma posição dessas. Vamos ver que resposta esse governo dará à OMC", diz Miguel Ponce, diretor da Câmara de Importadores da Argentina.

Intercâmbio comercial  - Segundo dados oficiais, o intercâmbio comercial da Argentina com o resto do mundo teve em maio uma queda de 16,6%, em relação ao mesmo mês de 2013. A retração foi resultado tanto de quedas tanto nas exportações (-16%) como nas importações (-17%).

Paradoxo - O quadro traz um paradoxo. "Muitas exportações não puderam sem cumpridas por falta de insumos importados", diz Ponce. Assim, ao tentar evitar a saída de dólares, o governo argentino acaba dificultando também a entrada.

Superávit comercial- De janeiro a maio, a Argentina teve superávit comercial de US$ 2,3 bilhões, o que representa queda de 41% em relação a igual período de 2013, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Para alguns economistas, os números oficiais do comércio exterior estão superestimados.

Avanços - "Os avanços dos últimos meses, como a indenização da Repsol pela aquisição da YPF e o acordo com o Clube de Paris, foram alentadores. Parecia que o país começava a melhorar o relacionamento com a comunidade internacional. Mas a possibilidade, agora, do default traz mais um quadro de conflito da Argentina com o resto do mundo", destaca Ponce.

Reuniões- O dirigente da câmara dos importadores estará esta semana no Brasil, em reuniões com representantes da Abimaq e Fiesp, para discutir as restrições argentinas à entrada dos produtos brasileiros.

Critérios - Segundo empresas que dependem das importações, não existem critérios claros. "Cada dia é de um jeito. Na semana passada quase não operamos. Nesta ninguém sabe como vai ser", diz uma fonte em relação à expectativa de liberação de dólares pelo Banco Central. "Uma coisa é conseguir aprovação da DJAI e outra é ter dólares para pagar. Uma empresa tem que estar ciente de que o risco é todo dela se quiser obter mais DJAIs. Porque terá de aguardar depois a liberação dos dólares. A DJAI, portanto, seria dispensável, já que o Banco Central está no controle", destaca a fonte.

Tempo - O tempo de espera de liberação das licenças de importação varia. Pode levar dias ou semanas. As complicações são maiores em cargas de valores mais elevados, acima de US$ 200 mil, segundo Ponce. "Temos, no entanto, que reconhecer que a situação estava pior na época de Guillermo Moreno [secretário de Comércio de 2005 a 2013]". (Valor Econômico)

 

CLIMA: Chuvas acima da média devem continuar no Sul do país

Durante o mês de junho, observamos volumes de chuva muito acima da média histórica, na maior parte da região Sul do Brasil. Os maiores volumes foram observados entre o Centro-Norte do Rio Grande do Sul, Centro-Oeste de Santa Catarina e Centro-Sul e Oeste do Paraná. Nessas regiões, os volumes acumulados durante o mês passaram dos 400 mm em várias localidades, enquanto que no extremo Sul do Rio Grande do Sul e Norte do Paraná os volumes acumulados de precipitação não passaram dos 100 mm. Os maiores volumes de chuva ficaram concentrados nos primeiros 10 dias do mês, devido a uma frente fria que ficou estacionária sobre a região. As precipitações continuam com o mesmo padrão observado nos últimos meses, com uma distribuição muito irregular, concentrando grandes volumes de chuva em curtos períodos. Devido a este grande volume de chuvas, a maior parte da região vem apresentando excesso de umidade no solo.

Temperaturas - Foram observadas grandes variações de temperaturas no decorrer do mês. Tivemos a passagem de uma massa de ar muito fria, no início do mês, que provocou uma queda acentuada nas temperaturas e formação de geadas nas áreas mais altas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Centro-Sul do Paraná. Já no final do mês, observamos valores médios de temperatura acima da média histórica na maior parte da Região Sul do Brasil.

El Niño- Com relação às temperaturas das águas da superfície do mar, continua a tendência de mudança, apresentando valores levemente acima do normal no Oceano Pacífico Equatorial, passando de condições de “neutralidade” para um novo “El Niño”, nos próximos meses. Os modelos de previsão climática continuam indicando o estabelecimento do fenômeno climático a partir do segundo semestre deste ano, o que deve influenciar o clima durante o segundo semestre deste ano. Sendo assim, para os próximos meses, podemos esperar que as precipitações continuem com volumes acima da média no Sul do Brasil. Outra característica do “El Niño” para o Centro-Sul do Brasil é uma melhor distribuição das precipitações. 

Variações bruscas- As temperaturas devem continuar com estas variações bruscas, intercalando períodos um pouco mais quentes com quedas acentuadas de temperaturas no Centro-Sul do Brasil, consequência da entrada de massas de ar frio mais intensas no decorrer dos próximos meses, que favorecem a formação de geadas mais significativas nas áreas mais altas do Sul do Brasil. (Luiz Renato Lazinski - meteorologista do Inmet/Mapa)

OPINIÃO: As cooperativas mudarão o mundo

opiniao 01 07 2014*Marcos Antônio Zordan

Não sou um teórico do cooperativismo, mas posso ser considerado um operador dessa doutrina. Há mais de 36 anos convivendo dentro das cooperativas, convenci-me da eficiência delas no aumento da renda das famílias e na elevação da qualidade de vida das pessoas. Ver que a sociedade está optando pelo cooperativismo como meio de realização econômica e social é a consolidação de um sonho que há pouco tempo parecia distante. Constato que o cooperativismo deixou de ser apenas uma doutrina bonita, apurada e reconhecida mundialmente para transformar-se em um grande e eficaz instrumento de transformação da sociedade humana.

Na contextura brasileira, Santa Catarina é o Estado com maior taxa relativa de envolvimento populacional direto com o cooperativismo. As 254 cooperativas catarinenses reúnem 1,6 milhão de famílias associadas. Isso representa que mais da metade dos catarinenses está direta ou indiretamente envolvida com esse avançado modelo de associativismo que, no conjunto, representa 12% do PIB barriga-verde.

Aqui ficou consagrado que o cooperativismo é um meio de aproximar, unir as pessoas nas mais variadas atividades, individualmente frágeis, economicamente falando, para no conjunto, viabilizá-las pela via cooperativa.

O cooperativismo é uma alternativa ao capitalismo selvagem e ao socialismo utópico, é um caminho para o desenvolvimento, a democracia e a paz. Não representa nenhum romantismo professar fé na doutrina cooperativista e na ação das cooperativas para reduzir as desigualdades, promover o desenvolvimento e obter a independência das diversas classes e categorias profissionais ou econômicas. Foi comprovado que o IDH dos municípios onde existem cooperativas é maior que aqueles onde elas não atuam. Ou seja, onde o cooperativismo está presente, toda a sociedade compartilha de seus ganhos.

A prova está aqui: o cooperativismo catarinense – estruturado no campo e na cidade – movimentou 20 bilhões de reais em riqueza no ano passado e recolheu 1,3 bilhão de reais em tributos aos cofres públicos e ainda distribuiu 1,1 bilhão de reais em sobras. As cooperativas dos ramos agropecuário, saúde, crédito, consumo, infraestrutura e transporte registraram o movimento econômico mais expressivo, seguindo-se os ramos de trabalho, produção, habitacional, mineral, especial e educacional.

Cooperativismo é uma forma de atuação e interação humana baseada no trabalho e na lealdade que requer, antes de mais nada, a participação laboral e econômica do cooperante. Assim, busca o bem-estar da comunidade, promovendo o equilíbrio tanto entre eficiência econômica e eficácia social, quanto entre independência individual e interdependência coletiva, além de gerar desenvolvimento e equitativa distribuição de renda. É por isso que as cooperativas podem – e vão – mudar o mundo porque não existe futuro sem cooperativismo.

*Marcos Antônio Zordan é presidente da Ocesc – Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina

 


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