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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3377 | 07 de Julho de 2014

SISTEMA OCEPAR: Diretores participam da 38ª reunião ordinária

As ações em defesa do cooperativismo promovidas por meio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do G7, grupo formado pelas principais entidades representativas do setor produtivo paranaense (Ocepar, Fiep, Faep, Fecomércio, Fetranspar, Faciap e ACP), estiveram em pauta na 38ª reunião ordinária da diretoria da Ocepar, referente à gestão 2011/15, realizada na manhã desta segunda-feira (07/07), na sede da entidade, em Curitiba. Um dos pontos debatidos foi o encontro ocorrido semana passada com o ministro da Secretaria Especial dos Portos (SEP), César Borges, para tratar de questões relacionadas aos portos paranaenses.

Consequência - A audiência ocorreu em consequência de uma reunião com a senadora Gleisi Hoffmann, realizada no dia anterior com lideranças do G7. O presidente do Sistema Ocepar e coordenador do grupo, João Paulo Koslovski, participou de ambos os encontros, juntamente com demais lideranças paranaenses. Na oportunidade, foram discutidos três pleitos apresentados pelo G7 ao ministro: a publicação de decreto redefinindo a poligonal do Porto de Paranaguá, o destravamento do processo de arrendamento de áreas para novos terminais e a publicação de edital para possibilitar a dragagem de aprofundamento em Paranaguá. 

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UNIMED MARINGÁ: Lideranças do cooperativismo prestigiam inauguração da nova sede

Com a participação de autoridades do município e lideranças do cooperativismo da área médica e de vários outros ramos, a diretoria da Unimed Regional Maringá promoveu, na manhã de sábado (05/07), a inauguração da nova sede administrativa da entidade. Construído na última década, o edifício de quatro pavimentos situado na Avenida Bento Munhoz da Rocha, zona leste da cidade, já abrigava desde 2008 o Centro Integrado de Atendimento à Saúde (Ciasu) e dispunha de uma área de 3 mil metros quadrados de área construída que foi estruturada para receber os setores da administração.

Dia Internacional do Cooperativismo- O evento coincidiu com a celebração do Dia Internacional do Cooperativismo e, entre os convidados, estava o vice-prefeito Cláudio Ferdinandi, o presidente da Câmara Municipal, Ulisses Maia, o presidente e o vice-presidente da Unimed do Brasil, Eudes Freitas Aquino e Orestes Barroso Medeiros Pullin, o presidente e o superintendente da Federação das Unimeds do Paraná, Paulo Roberto Fernandes Faria e Luis Francisco Costa, o presidente da Sociedade Médica de Maringá, Kemel Jorge Chammas, dirigentes das cooperativas parceiras Unicred, Sicredi, Sicoob e Unicampo, ex-presidentes da entidade e outros.

Nova fase- Após a apresentação do Coral Infanto-Juvenil Nossa Senhora das Graças, de Sarandi, que é patrocinado pela Unimed, o presidente da cooperativa, Daoud Nasser, agradeceu a presença dos convidados e disse que uma nova fase está sendo iniciada na história da corporação que, a partir de agora, concentra todas as suas atividades em um só lugar. "Isto vai representar mais facilidade, coesão, eficácia, conforto e economia", salientou, explicando que, desde o começo dos anos 1990, os setores estavam distribuídos, improvisadamente, por várias salas e pavimentos do Centro Comercial Paraná, na área central da cidade.

Compromissos - Em seguida, ao falar sobre os compromissos da Unimed com a comunidade, o presidente frisou que são mantidos, de longa data, vários projetos em parceria com a Prefeitura. Ele citou a Copa Escolar Unimed, o patrocínio a equipes de handebol e vôlei que representam a cidade em competições estaduais e nacionais, a atletas de judô, o apoio às Academias de Terceira Idade (ATI) e duas outras iniciativas que estão sendo implementadas. Uma delas é o projeto "Plantando Saúde", em que a Unimed viabiliza a produção de cerca de 10 mil mudas de citronella, espécie repelente do mosquito transmissor da dengue, para distribuição a residências de bairros onde há maior incidência da enfermidade; a outra é um programa de educação de trânsito para motociclistas de Maringá, cidade onde há cerca de 100 mil condutores, categoria que se envolve em grande número de acidentes.

Comunidade - "A Unimed é a empresa que mais investe em projetos com a comunidade", assinalou Nasser, que fez um reconhecimento ao trabalho realizado por todas as diretorias anteriores, representadas na cerimônia pelos ex-presidentes João Maria da Silveira, Reynaldo Rafael José Brovini e Durval Francisco dos Santos Filho, além de familiares de Nelson Couto Rezende, falecido no início deste ano.

Atendimento de qualidade- Em seu pronunciamento, o presidente da Federação das Unimeds do Estado do Paraná, Paulo Roberto Fernandes Faria, parabenizou a cooperativa de Maringá por estruturar uma sede própria, a seu ver "necessária para oferecer um atendimento ainda de melhor qualidade aos mais de 160 mil clientes". Segundo ele, a nova sede "vai dar uma alavancagem na gestão" e lembrou que em recente simpósio das Unimeds paranaenses (Suespar), a cooperativa de Maringá ficou em primeiro lugar no ranking de sustentabilidade e responsabilidade social, conquistando um prêmio que foi concedido pela primeira vez.

Reconhecimento - O presidente da Unimed do Brasil, Eudes Freitas Aquino, começou seu discurso fazendo um reconhecimento "ao papel que a Unimed Maringá desempenha no contexto nacional", explicando que os indicadores das 360 cooperativas integrantes do sistema são avaliados e acompanhados periodicamente. De acordo com Aquino, o sistema cobre 83% do território nacional, totaliza 112 mil médicos cooperados e possui 20 milhões de clientes. "É o maior sistema médico do planeta, o que aumenta muito a nossa responsabilidade", ressaltou, acrescentando: "todo investimento voltado a trazer mais qualidade, como está sendo feito em Maringá, é bem-vindo".

Cartões de visita- O dirigente disse ainda que as Unimeds "são cartões de visita em todas as cidades onde estão instaladas, contribuindo diretamente para a melhoria dos indicadores de IDH". Por fim, ao falar sobre o Dia Internacional do Cooperativismo, Aquino citou que o sistema está presente em 123 países, onde gera 100 milhões de empregos diretos: "funciona como uma vara de condão, ressocializando pessoas". Por fim, ele exaltou a importância da integração das cooperativas com a comunidade.

Importância - Antônio Carlos Nardi, secretário municipal de Saúde, aproveitou a oportunidade para destacar a importância do investimento realizado pela Unimed em sua nova sede, "que será de grande serventia para a saúde de Maringá", enquanto o vice-prefeito Cláudio Ferdinandi disse que a cooperativa "está cuidando de forma exemplar do nosso maior patrimônio, a saúde".

Homenagem - Na segunda etapa da programação, os presentes foram convidados a dirigirem-se ao anfiteatro, situado no primeiro pavimento, para uma homenagem ao saudoso ex-presidente Nelson Couto Rezende, que emprestou seu nome ao local. Na oportunidade, um de seus irmãos, o advogado Sebastião Couto Rezende, agradeceu a homenagem em nome da família. Em seguida, ao usar da palavra, o ex-presidente João Maria da Silveira lembrou episódios da participação de Nelson na fundação e no fortalecimento da entidade em seus primeiros anos. Por sua vez, o vice-presidente da Unimed Brasil, o paranaense Orestes Barroso Medeiros Pullin, relatou  a atuação de Nelson, por vários anos, como dirigente da Federação das Unimeds do Paraná, "onde foi importante na luta que resultou em muitas conquistas".

Bênção - O padre Onilton Gorla e o pastor Alan Ribeiro fizeram uma bênção às novas instalações, houve o descerramento de uma placa por dirigentes da cooperativa e lideranças do cooperativismo e, completando, os presentes foram convidados a conhecer as dependências.

Celebração - Após a inauguração, dirigentes e convidados dirigiram-se para a sede campestre da Sociedade Médica de Maringá, onde a Unimed promove todos os anos, no Dia Internacional do Cooperativismo, uma festividade que reúne cooperados e familiares. Segundo os organizadores, o evento, com almoço e várias atividades de lazer, reuniu 1,5 mil participantes. Ao fazer a abertura oficial, o presidente da cooperativa, Daoud Nasser, agradeceu a presença de todos, destacando as lideranças nacionais e estaduais do cooperativismo médico, ali presentes. Nasser enfatizou que a festa foi inteiramente organizada por colaboradores e seu objetivo é fortalecer o congraçamento entre os cooperados e suas famílias.

Integração - Na sequência, o presidente da Federação das Unimeds do Paraná, Paulo Roberto Fernandes Faria, destacou que os três principais ramos do cooperativismo paranaense - agronegócio, crédito e médico - estão integrados na Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). "Já contamos com mais de dez mil médicos cooperados e 1,5 milhão de beneficiados, o que significa que atendemos a 13% da população do Estado". Completando, o presidente da Unimed do Brasil, Eudes Freitas Aquino, ressaltou a importância da celebração do cooperativismo, lembrando que o sistema é inspirado na família, "com respeito à individualidade mas sob uma visão coletiva". (Imprensa Unimed Maringá)

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COPAGRIL: Seminário Anual de Produtores de Suínos será dia 15

1copagril 07 07 2014No próximo dia 15, a Copagril realiza o Seminário Anual de Produtores de Suínos, no Pavilhão de Eventos da Igreja Martin Luther, em Marechal Cândido Rondon. O evento é tradicional na cooperativa e todos os anos reúne diversos associados, familiares e funcionários das granjas de suínos integradas a Copagril.

Abertura - A abertura do evento será realizada às 13h30, pelo diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla. Após terão duas palestras, a primeira terá como tema “Diarreia Epidêmica dos Suínos (PED)”, que será proferida pela médica veterinária da Universidade Federal do Paraná, Daiane Donin. A segunda será sobre “Práticas de manejo que melhoram o desempenho zootécnico e financeiro da granja”, com o médico veterinário da Universidade Federal do Paraná, Geraldo Camilo Alberton.

Produtividade e renda- Segundo o diretor-secretário da Copagril, Márcio Buss, esta é uma oportunidade de os associados suinocultores adquirirem mais informações sobre a atividade, para que possam melhorar cada vez mais a produtividade e, consequentemente, obter maior lucratividade em sua granja.

Premiação - No final do evento serão premiados os produtores de suínos destaques nos últimos 12 meses. No Sistema Unidade Produtora de Leitões (UPLs) nas categorias: mais leitões desmamados/porca/ano e fidelização; e maior peso médio vendido para crechário e fidelização. Nos Sistemas Crechários e Terminação serão premiadas as granjas que tiveram melhor conversão alimentar (C.A) e fidelização; também menor percentual de mortalidade e fidelização. (Imprensa Copagril)

2copagril 07 07 2014

 

DIA INTERNACIONAL I: Um breve panorama do cooperativismo ao redor do planeta

No sábado (05/07), cooperativistas de todo o mundo celebraram o Dia Internacional do Cooperativismo. A data foi estabelecida pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) no primeiro sábado de julho desde 1923. Em 1995, ano do centenário da ACI, o dia que reconhece o cooperativismo global passou a fazer parte do calendário da Organização das Nações Unidas (ONU).

Sustentabilidade - Neste ano, o mote da celebração foi “Cooperativas conquistam desenvolvimento sustentável para todos”. A ideia do tema surgiu após uma pesquisa internacional feita pela ACI que mostrou a maior preocupação das cooperativas em todo mundo é que os governos reconheçam sua capacidade de gerar desenvolvimento sustentável para a comunidade. O tema foi proposto durante a última Assembleia Geral da ACI, ocorrida na Cidade do Cabo, na África do Sul, e foi posteriormente aprovado pelo Conselho de Administração da ACI.

Maiores - Segundo a World Cooperative Monitor, uma iniciativa da ACI em parceria com a Comissão da União Europeia para desenvolvimento de pesquisa para monitoramento do número de cooperativas no mundo, as 300 maiores cooperativas monitoradas internacionalmente somam ativos no valor de US$ 2,5 trilhões.  Se fossem um país, estas cooperativas juntas seriam a nona maior economia do mundo.

Brasileiras - Na lista das 300 maiores cooperativas do globo, seis são brasileiras: Copersucar, Coamo, Aurora, Cooxupé, Unimed Rio e C.Vale. Atualmente, mais de um bilhão de pessoas estão ligadas ao cooperativismo. Suas cooperativas geram mais de 100 milhões de empregos diretos.

CURIOSIDADES

- Entre as 10 maiores empresas do setor lácteo do mundo, 6 são cooperativas.

A Índia possui o maior número de cooperativas no mundo, aproximadamente 500 mil;

- Na Malásia, todas as escolas públicas são obrigadas por lei a constituírem cooperativas para a administração dos recursos;

No Paraguai, as cooperativas de crédito representam 32% do mercado financeiro;

- Nos Estados Unidos, 72% do consumo de energia na zona rural vêm de cooperativas. As cooperativas de eletrificação somam 12% de toda a energia produzida no país;

- Na Finlândia, aproximadamente 60% das residências privadas foi construída por cooperativas;

- O Brasil possui o maior sistema de cooperativismo de saúde do mundo, tendo o maior número de cooperados e usuários, sendo considerado uma referência mundial. (Informe OCB)

DIA INTERNACIONAL II: Do BR para o mundo: cooperativas exportam mais de US$ 6 bilhões

Segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras, em 2012 havia mais de 11,1 milhão de cooperados em 6.603 cooperativas, gerando quase de 322 mil empregos diretos. O cooperativismo também tem sido um grande propulsor da economia brasileira. No ano passado, 152 cooperativas brasileiras exportaram U$ 6,07 bilhões para 143 países. Este foi o terceiro maior resultado alcançado desde 2007. Dessa forma, as exportações de cooperativas brasileiras foram equivalentes a todas as exportações do Uruguai no mesmo período.

Pessoas – Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o cooperativismo só deu e dá certo no Brasil, porque além de ser uma ferramenta importante para o desenvolvimento econômico, tem uma grande preocupação com as pessoas. “Costumo dizer que uma cooperativa cultiva seu capital social, porque o principal insumo dela é gente. A cooperativa tem, por norma, cultivar a confiança entre os indivíduos que a compõe. Isso resulta em inclusão, transparência e democracia. E é isso que o brasileiro está pedindo”, reforça o presidente.

Demanda - Para ele, a cooperativa atende – como uma luva – às demandas das sociedades modernas, como é o caso da brasileira. “Ao cultivar os princípios e os valores do cooperativismo, a cooperativa cria um ambiente propício ao desenvolvimento sustentável da economia nacional. A prova disso é que onde nós temos cooperativas bem estruturadas, temos também um agente de desenvolvimento local. E temos muitos exemplos em todos os estados brasileiros”, garante Márcio Freitas. (Informe OCB)

COOPERATIVISMO I: Cadeia estruturada

cooperativismo destaque 07 07 2014Do insumo à exportação. Do plantio ao produto nas gôndolas dos supermercados. Hoje, quando se aborda o trabalho das cooperativas paranaenses, é impossível não tratar da gestão e dos investimentos em todos os elos da cadeia produtiva. Informação ao produtor, rastreabilidade, controles de segurança alimentar, capacitação dos colaboradores, logística, armazenamento, agroindustrialização, exportação: tudo precisa estar em sinergia para que o sucesso do segmento seja garantido.

Excelência - Sem dúvida alguma, as cooperativas do Estado conseguem fazer esse papel com excelência. E nesta edição, ao comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo, neste sábado (05/07), a FOLHA mostra como estão os investimentos e o trabalho em alguns desses elos. O tema "Cooperativas conquistam o desenvolvimento sustentável para todos", escolhido para a celebração da data em 2014, implica em atuar em diferentes frentes, dentro e fora da porteira.

Cadeia produtiva - O trabalho das cooperativas começou a abranger melhor todos os elos da cadeia produtiva a partir do ano 2000, quando teve início o processo de agroindustrialização. Com investimentos elevados, foi possível controlar de forma mais eficiente as commodities produzidas. "Antes, se vendia o produto para uma indústria, que dava sequência na cadeia. Hoje, temos boa parte do processo alocado em um só lugar, em uma só cooperativa", explica o gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra.

Assistência técnica- Diversas cooperativas colocam tudo na ponta do lápis, identificando e mudando processos, fazendo a diferença para os resultados finais. São 2 mil profissionais atuando diretamente na assistência técnica e 60% de todos os insumos, entre sementes, fertilizantes e agroquímicos, fornecidos no Paraná saem das cooperativas. "As informações incluem quantidade e o tipo de insumo utilizado em cada propriedade, além da produtividade de cada um dos cooperados", relata Turra.

Controle - O controle da cadeia segue forte quando a produção deixa as propriedades. De acordo com dados da Ocepar, os investimentos no setor estratégico – como logística, distribuição, aquisição de caminhões, tecnologia da informação, administrativo – devem ultrapassar a marca dos R$ 400 milhões este ano. Em relação à armazenagem, a estimativa é que a capacidade estática aumente 12%, passando de 15 milhões de toneladas para 16,8 milhões de toneladas. Um aporte estimado em R$ 1,2 bilhão.

Ganhos - Para Turra, trabalhar com seriedade, investindo e capacitando toda a cadeia faz a diferença nos ganhos econômicos. "Eliminando intermediários, agregamos maior valor à nossa produção e aos produtos finais", justifica.

Requisitos técnicos- Vale dizer ainda que trabalhando dessa forma, o cumprimento dos requisitos técnicos é bem maior. "Tudo precisa ser monitorado, o rigor ambiental fica muito maior, porque todo o processo é de responsabilidade nossa. Existem alguns pontos que ainda precisamos melhorar, como a questão da conservação dos solos nas propriedades e também no momento da armazenagem adequada, no que diz respeito à segregação da produção. Estamos no caminho", complementa Turra. (Folha Rural / Folha de Londrina)

 

COOPERATIVISMO II: Relacionamento próximo e de confiança

cooperativismo I 07 07 2014Atualmente, no agronegócio, o produtor precisa de suporte técnico em sua propriedade, vislumbrando aumento de produtividade e ganhos reais na lavoura. No cooperativismo, esse primeiro elo da cadeia – que trata do relacionamento do cooperado com o engenheiro agrônomo contratado – faz toda a diferença para o sucesso do negócio.

Anseios - Profissionais treinados – até mesmo com MBAs e know-how internacional - não são luxo, mas sim uma necessidade para atender os anseios dos cooperados, que hoje contam com uma gama variada de informações, além de graduações e experiência em gestão. Bem diferente se comparado ao agricultor do passado.

Integrada - Na Cooperativa Integrada, por exemplo, são cem engenheiros agrônomos distribuídos por 54 unidades. Filho de agricultor e criado em meio ao sistema cooperativista, o engenheiro agrônomo Aleandro de Carvalho é coordenador técnico da regional Londrina e está em contato direto com produtores cooperados da cidade e de outros municípios, como Tamarana, Cambé e Ibiporã.

Informação - Ele relata que hoje é fundamental possuir a informação em mãos para atender com excelência cada um dos cooperados, de forma personalizada. "Nós temos informações da propriedade que muitas vezes eles mesmos desconhecem, como histórico de plantio, variedades utilizadas, adubação, se fez ou não rotação de cultura, entre outros dados. É preciso ter informações concretas para atendê-los. Hoje, o trabalho é feito de forma diferente. Com a biotecnologia e a informática em evidência, a cooperativa precisa evoluir constantemente para acompanhar o mercado", explica.

Confiança e credibilidade- Não por acaso, Carvalho terminou este ano um MBA em gestão empresarial. Em 2007, ele fez uma viagem técnica para os Estados Unidos e, em 2012, para Espanha e França, sempre com o intuito de conhecer produtores, centros de pesquisa, tudo através da cooperativa e diversos outros parceiros. "A cooperativa é a casa do produtor, deve passar confiança e credibilidade, sempre buscando novas alternativas para ele."

Engajamento - Um dos cooperados atendidos pelo engenheiro agrônomo é Ricardo Amano, que trabalha junto com o pai em uma propriedade de 240 hectares, em Cambé. Com apenas 27 anos e formado em engenharia elétrica, Amano sempre participou dos projetos da cooperativa envolvendo jovens e aprendeu na prática, junto ao pai e com o próprio trabalho da cooperativa.

Permanência - "Como meu pai fez com meu avô eu estou fazendo com ele, permanecendo nos negócios da família, principalmente pela dificuldade de mão de obra no campo. Optei por estar ao seu lado, a agricultura está no meu sangue e a cooperativa tem papel fundamental para nosso sucesso. Depositamos um voto de confiança, entregamos 100% da nossa produção para eles, e está sendo muito satisfatório em todos esses anos. Meu pai está com a Integrada desde o seu surgimento", conta.

Segurança - Para o jovem produtor, toda a equipe de profissionais da cooperativa é extremamente competente, o que dá segurança em todo o processo. "Não estou próximo apenas do Aleandro, mas também dos gerentes, do pessoal do balcão, do financeiro, diretores... É possível perceber o trabalho em conjunto e por isso depositamos nossa confiança na cooperativa." (Folha Rural / Folha de Londrina)

 

COOPERATIVISMO III: Ganhos dentro e fora do País

As cooperativas paranaenses exportaram US$ 2,36 bilhões em 2013, um aumento de 5% em comparativo a 2012. No total, são 23 cooperativas que realizam operações diretamente com o mercado internacional, sendo mais de cem países importadores dos produtos.

Aumento da produção- Para o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, a importância do setor se intensifica a cada ano, especialmente com o aumento constante da produção. Ele lembra que o mercado interno não é capaz de absorver toda a produção ofertada. "Outro aspecto positivo são as elevadas exigências dos produtos e processos produtivos que demandam a profissionalização completa de toda cadeia produtiva, do campo à agroindústria. Ano após ano as cooperativas agropecuárias do Paraná investem em seus complexos agroindustriais e também em infraestrutura e armazenagem", salienta o representante da entidade.

Intercooperação - Pensando nos desafios atuais, Koslovski elenca a intensificação dos processos de intercooperação, manter os investimentos na profissionalização, na melhoria da gestão e, consequentemente, na oferta de produtos e serviços de qualidade, seja para o mercado externo ou interno.

Ganha-ganha- "A busca pela integração e pela intercooperação entre os diferentes ramos e mesmo dentro dos segmentos na viabilização de negócios possibilita o ganha-ganha do cooperativismo e realiza uma aproximação importante dos dirigentes e profissionais das diferentes cooperativas. Mas o grande diferencial é o forte investimento que fazem as cooperativas paranaenses no processo da gestão e profissionalização. Somente nos últimos 14 anos, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), foram treinados mais de 1,2 milhão de pessoas entre cooperados, dirigentes, colaboradores e familiares, proporcionando uma evolução significativa em todo processo de modernização e evolução dos resultados para os cooperados", finaliza ele. (Folha Rural / Folha de Londrina)

COOPERATIVISMO IV: Profissionalização da gestão transforma cooperativas

Para que a cadeia produtiva flua com profissionalismo, é fundamental que as cooperativas invistam na profissionalização da gestão. Capacitar os colaboradores tem sido um dos passos fundamentais para atingir os resultados econômicos vistos atualmente.

Treinamentos - O crescimento da movimentação econômica está amalgamado com os investimentos em treinamentos feitos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), que surgiu em 1999. Em 2000, as cooperativas paranaenses movimentaram R$ 6,1 bilhões e a aplicação de recursos em treinamentos era de modestos R$ 1,8 milhão. No ano passado, os valores eram, respectivamente, de R$ 46 bilhões e R$ 19,5 milhões.

Fases - O gerente de desenvolvimento humano do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, explica que o trabalho da entidade pode ser dividido em três fases. "Entre 1999 e 2004 o foco era na qualificação profissional mais básica, entre 2004 e 2013 o investimento passou para as pós-graduações e, a partir de então, graduações e mestrado", explica ele.

Pós-graduação- Atualmente, estão em andamento cerca de 25 cursos de pós-graduação com o total de 1,6 mil alunos e um mestrado em gestão de cooperativas, na Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em Curitiba. "Os colaboradores precisam ser treinados para atender melhor os cooperados. Além disso, melhoram o currículo deles e, ao fazer um TCC ou tese, eles trabalham algo relacionado à cooperativa em que atuam", complementa Boesche.

Certificação - Outro curso com alta demanda é o de Certificação de Conselheiros Cooperativos. O programa tem como objetivo aprimorar e desenvolver competências para proporcionar uma visão estratégica aos conselheiros das cooperativas, auxiliando na construção de novos cenários cooperativos, assim como fortalecer conhecimentos sobre as atribuições e responsabilidades do conselho e seus membros.

Relação direta- Não por acaso, Boesche ressalta que o crescimento do sistema cooperativista do Estado – em média 12% ao ano – está diretamente relacionado ao investimento em treinamentos, profissionalizando a gestão. "Um engenheiro agrônomo, por exemplo, pode chegar até a propriedade e, se estiver capacitado, auxiliar na gestão da propriedade do cooperado com muito mais qualidade", finaliza. (Folha Rural / Folha de Londrina)

COOPERATIVISMO V: Realidade no varejo

cooperativismo V 07 07 2014Se em uma ponta da cadeia, cooperados e profissionais do campo trocam informações acerca do plantio e produtividade das lavouras, na outra ponta, o consumidor paranaense já consegue perceber que as cooperativas também têm qualidade no varejo, levando produtos variados às gôndolas dos supermercados.

Comercialização - De acordo com informações da Ocepar, a comercialização desses produtos já representa 18% das receitas das cooperativas do segmento agropecuário. No total, são 20 cooperativas atuando forte com itens como margarinas, óleos, carne de frango, leite, queijos, iogurtes, farinhas, sucos, cafés, entre outros.

Altos investimentos- Cooperativas que partem para esse ramo investem alto no desenvolvimento de produtos, demandas de mercado e logística, para que os itens cheguem em diversas redes de supermercados por todo o País. Atualmente, 45% da matéria-prima recebidas pelas cooperativas do Estado passam por beneficiamento de alguma forma. Para 2015, a expectativa da Ocepar é que este número atinja, pelo menos, 50%.

Cocamar - Pioneira em investimentos industriais no cooperativismo do Paraná, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial, de Maringá, começou a operar com a indústria de óleos em 1979. A industrialização do produto, um dos carros-chefe da cooperativa, deve atingir a marca de 7,9 milhões de caixas de óleos este ano, volume 18% maior em comparação às 6,7 milhões de caixas produzidas em 2013.

Complexo - Hoje, a cooperativa possui um complexo com 11 plantas na cidade, onde produz também café torrado e moído, café gourmet, cappuccinos, bebidas matinais de café e soja, néctares de frutas e bebidas à base de soja em diversos sabores, maioneses, ketchup, mostarda, álcool doméstico nas formas gel e líquida, linha de chás e farinha de trigo. Esses produtos, distribuídos para pontos de venda em grande parte do País, resultaram para a Cocamar, no ano passado, uma receita de R$ 615 milhões. Para este ano, a previsão é chegar a R$ 690 milhões, mantendo a participação ao redor de 22% no faturamento geral da cooperativa, estimado em R$ 2,9 bilhões.

Outras estruturas- A busca da melhoria constante da eficiência se percebe em todas as outras estruturas industriais. A produção de bebidas à base de soja e néctares de frutas, por exemplo, tem apresentado volumes contínuos de crescimento e o desafio é aumentar cada vez mais a produtividade. A previsão para 2014, de acordo com o gerente industrial da Cocamar, Valdemar Roberto Cremoneis, é que essa indústria, que tem capacidade para 36 milhões de litros por ano, produza entre 30 e 31 milhões litros. No ano passado foram 27 milhões de litros.

Metodologia - Cremoneis explica que a unidade utiliza uma metodologia de avaliação, com o apoio de uma consultoria e a participação de outros setores diretamente envolvidos, como comercial, marketing e logística. "Trabalhamos com um comitê voltado a atingir os objetivos", explica o gerente. (Folha Rural / Folha de Londrina)

 

MEIO AMBIENTE I: Doze cidades estão autorizadas a conceder licenciamento ambiental

meio ambiente I 07 07 2014Doze municípios do Paraná estão autorizados a licenciar e fiscalizar empreendimentos considerados de impacto ambiental local, conforme informou o Conselho Estadual do Meio Ambiente. Com isso, as prefeituras que já estão estruturadas para receber as solicitações poderão dar maior agilidade à regularização ambiental de empreendimentos importantes para economia local.

Critérios - As cidades autorizadas são as primeiras a cumprir os critérios exigidos pelo Estado para se habilitarem a exercer a tarefa. Gradativamente, o procedimento será estendido a outros municípios. A descentralização dos licenciamentos vai desafogar as demandas encaminhadas ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que poderá melhorar o monitoramento e a fiscalização de grandes empreendedores.

Normas - A medida se tornou possível após a publicação da Lei Complementar Federal nº 140/2011 e da Resolução nº 088/2013, do Conselho Estadual de Meio Ambiente. As novas normas regulamentam a cooperação entre a União, os estados e os municípios nas ações administrativas relativas à proteção do meio ambiente.

Responsáveis - As normas garantem que esses municípios passem a ser responsáveis por licenciamentos que atualmente são realizados somente pelo IAP. Entre eles, estão o licenciamento ambiental de empreendimentos para avicultura de até 10 mil metros quadrados de área construída; abatedouros de pequeno porte; supermercados com até 50 mil metros quadrados de área construída e impermeabilizada, lavadores de carros, escolas, loteamentos e conjuntos habitacionais, desde que instalados em áreas urbanas consolidadas ou de expansão urbana previstas no plano diretor; entre outros.

Municípios - Os 12 municípios que foram aprovados e irão realizar as atividades ligadas ao licenciamento de forma descentralizada são Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais, Guarapuava, Maringá, Campo Largo, Araucária, Castro, Pinhais, Foz do Iguaçu, Diamante do Sul, Guaratuba e Cascavel.

Processo – As 12 cidades estão aprovadas para conceder o licenciamento ambiental, mas antes passaram por um processo de habilitação. Após a aprovação para fazer o procedimento, os prefeitos receberão um comunicado oficial do presidente do Conselho Estadual do Meio Ambiente.

Capacitação e Sistema- O Estado, além de capacitar os profissionais que atuarão nesta área, também repassará aos municípios, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Com esta ferramenta, as prefeituras terão à disposição todas as informações sobre licenciamento, os critérios e as leis relacionadas à matéria, o que facilitará e ajudará o trabalho.

Suporte técnico- Os municípios terão, ainda, suporte técnico permanente do IAP. Após a conclusão deste processo, o município e o IAP devem informar a população local sobre a mudança na gestão.

Solicitação - Depois que os municípios estiverem totalmente habilitados, os empreendimentos com as atividades listadas na Resolução CEMA nº 088/2013 deverão solicitar o licenciamento ambiental, ou a sua renovação, diretamente às estruturas municipais. Os processos de análise para o licenciamento ambiental dessas atividades que já estão em andamento serão concluídos pelo IAP e encaminhados aos municípios. Aqueles empreendedores que preferirem podem continuar protocolando suas solicitações junto ao IAP. Porém, o processo será encaminhado para os municípios descentralizados.

Apoio - As prefeituras podem, a qualquer etapa do licenciamento ambiental, solicitar apoio ao IAP ,sempre que julgarem necessário. O mesmo acontecerá com a fiscalização, já que o município tem autonomia para fiscalizar e autuar empreendimentos de impacto local e infrações ao meio ambiente dentro de seu território.

Taxas - As taxas cobradas no momento do protocolo das solicitações das atividades descentralizadas também serão encaminhadas para as prefeituras, que deverão aplicar o recurso em melhorias para o meio ambiente e manutenção da estrutura. O mesmo ocorrerá com os autos de infração lavrados pelos servidores municipais. Por isso, é necessário que os municípios descentralizados cumpram algumas exigências, entre elas, ter servidores municipais capacitados e habilitados para atuar nessas áreas, ter plano diretor definido e aprovado, contar com conselho municipal de meio ambiente e fundo municipal de meio ambiente, entre outros. (Agência de Notícias do Paraná)

 

MEIO AMBIENTE II: ITCG realiza novas oficinas do Zoneamento Ecológico-Econômico

O Instituto de Terras Cartografia e Geociências retoma neste mês (dias 21, 22, 24, e 25) as oficinas institucionais do Zoneamento Ecológico-Econômico do Paraná (ZEE-PR). O objetivo das novas oficinas é aprofundar as discussões sobre os resultados alcançados em relação às recomendações de preservação ambiental e de usos econômicos em todo estado.

Segunda rodada- A segunda rodada de reuniões atingirá os municípios de Telêmaco Borba, Umuarama, Pato Branco e União da Vitória. Podem participar representantes dos setores público, privado, organizações não governamentais e a comunidade em geral.

Informações - O zoneamento integra informações ambientais e socioeconômicas, por meio de estudos específicos e elaboração de mapas para a definição de zonas com características distintas, indispensáveis para planejar a ocupação racional do espaço geográfico e o uso sustentável dos recursos naturais.

Oficinas já realizadas- Nos meses de maio e junho, as oficinas foram realizadas em Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Foz do Iguaçu, Toledo, Maringá e Londrina.

Conclusão - O ZEE-PR está em fase de execução com previsão de conclusão para o final de 2014.

Coordenação e apoio- O Instituto de Terras Cartografia e Geociências coordena o programa e conta com a colaboração das secretarias estaduais do Meio Ambiente e Recursos Hídricos; Planejamento e Coordenação Geral; Agricultura e Abastecimento; Indústria e Comércio; Desenvolvimento Urbano, Infraestrutura e Logística; Cultura, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto Águas Paraná, Ipardes, Paraná Turismo, Emater-PR, Iapar, Mineropar, Simepar, Sanepar, Copel, Defesa Civil, Procuradoria Geral do Estado, Embrapa, Serviço Florestal Brasileiro e Incra. (Agência de Notícias do Paraná)

SERVIÇO:

Telêmaco Borba

Data: 21/07

Horário: 9h

Local: Auditório da Secretaria Municipal de Cultura

Endereço: Alameda Washington Luiz, 50, Centro

 

Umuarama

Data: 22/07

Horário: 13h30

Local: Anfiteatro da Prefeitura

Endereço: Av. Rio Branco, 3717, Centro.

 

Pato Branco

Data: 24/07

Horário: 13h30

Local: Anfiteatro da UTFPR

Endereço: Via do Conhecimento, Km 01, Bairro Fraron

 

União da Vitória

Data: 25/07

Horário: 9h

Local: CDL - Clube de Diretoras Logistas de União da Vitória

Endereço: R. Professora Amazília,348, Centro

EDUCAÇÃO: Plano Estadual será elaborado de forma integrada

educacao 07 07 2014O Paraná vai elaborar até o fim do ano o Plano Estadual de Educação e também ajudará os municípios a terem planos alinhados ao novo Plano Nacional de Educação. Durante a manhã de sexta-feira (04/07) gestores da Secretaria Estadual de Educação, do Ministério da Educação e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-PR) se reuniram para tratar das ações que serão desenvolvidas de forma integrada entre municípios, Estado e União.

Conferências regionais- O Secretaria Estadual da Educação informa que o trabalho será feito por meio de conferências regionais, aproveitando a tradição cooperativa do Paraná e o envolvimento das 18 Associações Municipais, bem como os próprios Núcleos Regionais de Educação para os debates, respeitando a forma que os municípios já estão organizados e o potencial da Undime-PR. Especialistas serão convidados para discutir os diferentes eixos do Plano Nacional de Educação.

Nortear - O objetivo Ministério da Educação é que os planos estaduais saiam primeiro e sirvam para nortear os municípios que vão elaborar ou ajustar os seus planos. “Os planos municipais no Paraná devem ter a cara do estado e daí ser pactuado com o Plano Nacional”, disse o secretário de Articulações com Sistemas Educacionais do MEC, Binho Marques.

Condução - O Ministério mostrou como os trabalhos serão conduzidos e o quadro técnico que deve ser montado em parceria com a Secretaria Estadual e com a Unidme-PR para prestar assistência na elaboração dos planos estadual e municipais.

Índice - A diretora da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino, do MEC, Flávia Maria de Barros Nogueira, mostrou que 44% dos municípios paranaenses já têm planos de educação. “Isso é muito positivo pois demonstra a preocupação, mas mesmo assim esses planos deverão ser ajustados para ficarem alinhados tanto com o do Estado como com o Nacional”, explicou.

Prazo - Segundo Flávia, com a aprovação do Plano Nacional de Educação, na semana passada, estados e municípios terão prazo de um ano para elaborarem ou adequarem seus documentos ao Nacional. “É preciso que eles façam a adesão a essa assistência técnica que estamos propondo”, disse. (Agência de Notícias do Paraná)

 

FOCUS: Mercado reduz pela sexta vez previsão de crescimento econômico em 2014

Pela sexta semana consecutiva, os analistas de mercado reduziram suas estimativas para a expansão da economia brasileira neste ano. Também voltaram a cortar as projeções para o desempenho da produção industrial, de acordo com o Boletim Focus, do Banco Central (BC). A mediana das projeções de cerca de cem instituições para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) saiu de 1,10% para 1,07%, enquanto a estimativa para a produção industrial partiu de queda de 0,14% para recuo de 0,67%. Para 2015, a estimativa do PIB seguiu em crescimento de 1,50%, mas a da indústria foi de expansão de 2,20% para 2,10%.

Produção industrial- As revisões para este ano ocorrem após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar uma queda de 0,6% na produção industrial no mês em maio, feitos os ajustes sazonais. Foi o maior recuo do ano, puxado pelo segmento de automóveis, cuja produção caiu 3,9%.

IPI - Para evitar o agravamento do quadro, ainda na semana passada, o governo adiou a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para móveis e automóveis até 31 de dezembro. E o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, informou que o governo estuda mais medidas de apoio à indústria, em especial o segmento de bens de capital, cuja produção caiu 2,6% em maio.

Juros e inflação - Os analistas não mexeram na maioria das projeções para juros e inflação. A exceção ficou por conta da mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses, que passou de 5,91% para 5,89% de aumento. A estimativa para o IPCA de junho, a ser divulgado amanhã pelo IBGE, subiu ligeiramente, de 0,34% para 0,35% de alta.

Avanço - As previsões para o avanço do IPCA em 2014 e 2015 seguiram em 6,46% e 6,10%, respectivamente. Os analistas também continuam a ver a taxa básica de juro, a Selic, em 11% no fim deste calendário e em 12% no encerramento do próximo ano.

Preços administrados- Apesar de não terem alterado as projeções para a inflação, os analistas veem os preços administrados mais pressionados. A estimativa para 2014 saiu de 5% para 5,10% de aumento e a de 2015, de 6,75% para 7%.

Top 5- Entre os analistas Top 5, houve alteração na mediana de médio prazo do IPCA em 2014, de 6,33% para 6,41% de incremento. As demais estimativas seguiram as mesmas: inflação de 7,03% em 2015 e Selic em 11% ao fim deste e do próximo calendário. Todas estimativas são medianas de médio prazo. (Valor Econômico)

ECONOMIA: Crise argentina ameaça comércio já desaquecido com o Brasil

A perspectiva de aprofundamento da turbulência econômica na Argentina, caso se confirme a possibilidade de um novo calote da dívida externa do país, causa apreensão pelos efeitos que pode trazer para o Brasil. De acordo com analistas, uma reedição do default de 2001 traria desconfiança e restringiria ao extremo o crédito para os argentinos. O financiamento de exportações e importações seria prejudicado. Haveria piora de uma situação já evidenciada há alguns meses na balança comercial brasileira: a retração no fluxo comercial com o país vizinho, um dos principais parceiros do Brasil, e dificuldade em compensar, direcionando as vendas para outros mercados.

Renegociação- Após o calote de sua dívida, há 13 anos, a Argentina renegociou com 93% dos credores No último dia 26, o país depositou US$ 1 bilhão destinados a pagar quem aceitou a reestruturação. Entretanto, o juiz norte-americano Thomas Griesa ordenou a restituição da verba ao país, entendendo que os argentinos devem pagar primeiro a fundos especulativos, conhecidos como fundos abutres, que reclamam 100% do valor nominal dos títulos. Para evitar um novo default, os argentinos precisam negociar com esses fundos. Griesa nomeou um mediador para acompanhar o diálogo.

Declaração de respaldo- Na quinta-feira (03/07), a Organização dos Estados Americanos aprovou uma declaração de respaldo à posição argentina, destacando que a intervenção judicial no processo de reestruturação da dívida de um país soberano traz instabilidade ao sistema financeiro internacional. O documento não foi apoiado pelos Estados Unidos e o Canadá. O Brasil é favorável à Argentina. O chanceler argentino, Héctor Timerman, discursou no encontro, afirmando que o país negociará com os credores, mas “não abandonará seu povo para favorecer os fundos abutres”.

Relação penalizada- Caso não se alcance uma solução negociada e haja default, a relação da Argentina com instituições financeiras e parceiros comerciais será penalizada. “Em um país que está em default, os bancos são mais resistentes a abrir linhas de crédito. O custo, por exemplo, de financiamento de exportações, ficará mais caro”, diz Walber Barral, da Barral M Jorge Consultoria e ex-secretário de Comércio Exterior. “Empresas terão dificuldade em receber por eventuais exportações [para a Argentina]. Vão exigir que as vendas sejam feitas a partir de pagamentos antecipados”, acrescenta José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil.

Efeitos - Segundo Castro, em um cenário de calote, o Brasil sentirá diretamente os efeitos. “A Argentina é o principal destino dos manufaturados [brasileiros]. Um total de 50% [desses produtos] vai para a América do Sul, principalmente a Argentina. [O Brasil] não tem competitividade para exportar para outros mercados”, diz, ressaltando que a dificuldade em vender industrializados para mercados como os Estados Unidos e a União Europeia está principalmente no preço elevado. No Mercosul, as tarifas mais baixas permitem valores competitivos, mesmo com custo alto de produção no Brasil.

Fatias de mercado- Na avaliação de Castro, as elevações nas exportações brasileiras para os EUA, que subiram em nove dos últimos 12 meses, e a mais recente recuperação nas vendas para a União Europeia, não significam necessariamente que o Brasil esteja conquistando mais fatias desses mercados. “No caso dos Estados Unidos, o principal responsável foi a venda de aviões de dois, três, até cinco anos atrás. Até maio, [a comercialização de aviões] cresceu 223% [em relação ao mesmo período de 2013]. Não é coisa que se venda de forma contínua. No caso da União Europeia, [uma eventual] recuperação econômica [do bloco] ajuda, mas não temos preço para participar desse mercado”, diz.

Acordo automotivo- Em um cenário de incertezas, Walber Barral e José Augusto de Castro concordam que o acordo automotivo renovado recentemente entre o Brasil e a Argentina ajuda a diminuir a insegurança. “O acordo automotivo foi extremamente importante para dar previsibilidade a esse mercado”, diz Barral. “O acordo não tem nada de novo, mantém o ritmo [do comércio]. Se não houvesse [renovação], [o setor] teria forte impacto”, acrescenta Castro. O acordo, por si só, no entanto, não resolve os problemas do setor automotivo, que já sofre há algum tempo com a queda da demanda de consumidores por veículos, tanto do lado brasileiro quanto argentino. A Argentina também impôs restrições à compra de dólares no país, o que tem afetado o comércio bilateral de maneira geral.

Desaquecimento- Assim, na hipótese de não haver calote, as perspectivas para as relações comerciais entre o Brasil e a Argentina melhoram, mas permanece o cenário de desaquecimento na economia argentina. “Há uma expectativa do mercado de que haja acordo. [Mas] a balança comercial [com os argentinos] vem caindo desde o ano passado. O que normalizaria é ter crescimento econômico. Depende do cenário mundial, mas a previsão é que não tenha no curto prazo”, comenta Walber Barral. De janeiro a junho deste ano, as exportações do Brasil para a Argentina caíram 19,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O fluxo comercial entre os dois países recuou de US$ 524 milhões, de janeiro a maio de 2013, para US$ 385 milhões nos cinco primeiros meses deste ano. (Agência Brasil)

COMÉRCIO MUNDIAL: Cresce número de disputas entre países na OMC

Mais disputas entre os países, na defesa de suas exportações e produtores, se acumulam para serem resolvidas na Organização Mundial do Comércio (OMC), levando a entidade a planejar contratação de mais advogados para seu staff. A economia global continua patinando e mais países se voltam para a OMC para resolver barreiras que afetariam suas exportações, em meio também a tensões geopolíticas. Além disso, surgem mais contenciosos sobre questões novas e complexas como energia e mudança climática.

Europa e Rússia- A situação é ilustrada pelo confronto persistente entre a Europa e a Rússia. Em apenas seis meses, a União Europeia apresentou três denúncias contra barreiras na Rússia, e a Rússia reagiu com duas queixas contra os europeus.

Mecanismo - Em 2012, 27 membros da entidade deflagraram o mecanismo de solução de controvérsias, no mais alto número em dez anos. Desses casos, 13 acabaram se transformando em painéis, indo para o exame de juízes (ou panelistas, no jargão da entidade).

Resultado - Como resultado, em 2013, 28 contenciosos foram examinados no total - em painéis, no Órgão de Apelação, em arbitragem. Em certo momento, 15 disputas acionadas por 20 países estavam ativas ao mesmo tempo. No mesmo ano, chegaram à OMC 20 novas demandas por consultas entre países, para tentarem alguma solução antes de ir aos juízes, e o mecanismo de disputas estabeleceu 12 novos painéis para resolver 14 novos temas.

Continuidade - Essa atividade continua em 2014. Sete demandas de consultas foram apresentadas e prevê-se mais contenciosos até o fim do ano. A UE confirma que continua no radar, por exemplo, possível demanda de painel contra o Brasil por exigência de conteúdo local e desonerações para vários setores da indústria e para a produção na Zona Franca de Manaus. Além disso, 12 painéis envolvendo 20 membros terão sido formados ao longo do ano. Na prática, as disputas estão entrando na fila, e esperando que um caso termine. O prazo para um painel tomar uma decisão aumentou 50%, de 13 meses para 20 meses na média.

Advogados - Ao mesmo tempo em que o número de disputas crescia, o número de advogados no secretariado da OMC caiu. O ex-diretor-geral Pascal Lamy congelou as promoções e passou a recrutar funcionários menos experimentes. As disputas são decididas pelos panelistas, mas boa parte do trabalho, como redigir conclusões, é feita por advogados do secretariado.

Plano - Agora, a OMC planeja não apenas contratar mais advogados, como tentar um plano para mantê-los na entidade. É que, sem incentivos, depois de especializados eles partem para o setor privado atraídos por salários bem melhores. (Valor Econômico)

INTERNACIONAL: FMI sinaliza corte na previsão de crescimento global

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, indicou neste domingo (06/07) que a instituição irá anunciar até o fim do mês um corte nas previsões de crescimento global. Segundo ela, os investimentos continuam fracos e ainda há riscos para a economia dos Estados Unidos, apesar da recente aceleração. "A economia global está ganhando velocidade, embora o ritmo seja um pouco menor do que em nossas previsões anteriores, porque o potencial de crescimento é baixo e os investimentos" continuam sem vitalidade, afirmou em conferência em Aix-en-Provence, na França.

Zona do euro- Sobre a zona do euro, Lagarde disse que, embora o principal risco continue sendo a inflação excessivamente baixa (0,5%), é preciso cautela nos planos de investimentos públicos sendo estudados pelos governos da região, que procuram maneiras de estimular a recuperação de suas economias após a crise das dívidas soberanas. Recentemente, o presidente da França, François Hollande, afirmou que a Europa deveria utilizar toda flexibilidade disponível em suas regras fiscais e considerar a possibilidade de não incluir nas contas dos déficits os gastos em investimentos.

Déficit em investimentos- "Estamos vendo um déficit em investimentos em todas as partes", disse Lagarde. Contudo, acrescentou que as políticas públicas devem ser ditadas pela sustentabilidade da dívida. "Se você não está numa situação de médio prazo que assegure a sustentabilidade, não pode assumir grandes investimentos em infraestrutura."

Condições - Segundo a diretora-gerente do Fundo, somente países com dívidas pequenas e crescimento sólido têm condições de adotar uma política de alta dos investimentos.

Ameaças - As declarações de Lagarde chamam atenção para as ameaças ao crescimento global num momento em que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, está reduzindo o estímulo à economia e o Banco Central Europeu combate uma inflação que é menos da metade da sua meta.

Atualizações - O FMI vai revelar nas próximas semanas uma atualização das suas previsões. No mais recente relatório, de 8 de abril, estimou que a economia global crescerá 3,6% neste ano e 3,9% em 2015. Lagarde disse que a expansão da economia dos Estados Unidos deve se acelerar nos próximos meses e que os mercados emergentes da Ásia conseguirão evitar um pouso forçado. Porém, a recuperação europeia não mostra a força que deveria mostrar. (Bloomberg / Valor Econômico)


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