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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3381 | 11 de Julho de 2014

FEIJÃO: PR propõe medidas para reduzir superoferta do produto no mercado

feijao 11 07 2014Representantes do governo do Paraná e das entidades que representam os produtores vão pedir ao governo federal a liberação de R$ 75 milhões para a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) comprar aproximadamente 45 mil toneladas de feijão no Paraná. A medida visa evitar as consecutivas quedas nos preços pagos aos produtores. Essa e outras ações foram discutidas nesta quinta-feira (10/07), em Curitiba, pelo secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, com o superintendente da Conab-PR, Erli de Pádua Ribeiro, e com os dirigentes das principais entidades que representam os produtores no Estado.  

Preocupação - Segundo o secretário, a preocupação é evitar o desestímulo ao produtor em plantar a nova safra que começa em agosto, que como consequência traz o risco de desabastecimento de feijão para o mercado consumidor a partir de janeiro de 2015.

Queda - A queda nos preços vem ocorrendo desde o início do ano, quando iniciou uma superoferta do produto em todo o País, que deverá ser quase 26% maior em relação ao ano passado, segundo levantamento da Conab.

Safra maior- Segundo o Deral (Departamento de Economia Rural), o Paraná, como maior estado produtor do País, também está colhendo uma safra 24% maior que o ano passado e o agricultor está vendendo sua produção abaixo do preço mínimo fixado pelo governo federal. A estimativa é que cerca de 200 mil toneladas de feijão da produção paranaense 2013/14 não foi vendida ainda. Há preocupações com a manutenção da qualidade desse produto.

Outras medidas- Outras medidas adotadas visam acelerar o processo operacional de compra de feijão no Paraná por meio de Aquisição do Governo Federal (AGF). A Secretaria da Agricultura vai trabalhar em conjunto com a Conab-PR para agilizar o processo de certificação para que os armazéns da Codapar (Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná) possam participar do processo de armazenagem de feijão no Estado.

Mercado - Como consequência da superoferta de feijão no Paraná e no País, os preços despencaram para R$ 60,00 a saca para o feijão de cor, e R$ 94,00 a saca para o feijão preto; abaixo do preço mínimo fixado pelo governo, que é de R$ 95,00 a saca para o feijão de cor e R$ 105,00 a saca para o feijão preto.

Alerta - A Secretaria da Agricultura, Faep (Federação da Agricultura do Paraná) e a Fetaep (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná) já alertaram o governo federal desde o início do ano, quando as cotações de preços começaram a mostrar os primeiros sinais de quedas, enviando sucessivos documentos sobre o agravamento da situação.

Resposta- Como resposta, o governo federal liberou R$ 2 milhões em maio, recursos que foram destinados a quatro cooperativas no Estado para compra de feijão, mas que infelizmente não foram suficientes para fazer frente à oferta abundante do produto no mercado, disse o representante da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), Flávio Turra.

Expectativa - Para Erli de Pádua Ribeiro, superintendente da Conab-PR, em junho havia a expectativa de liberação de R$ 20 milhões no Estado, que não foi efetivada por falta de agilização no processo operacional para venda de feijão para a Conab. “Estamos vivendo uma situação de emergencialidade e estamos todos empenhados em solucionar a situação que esbarra em restrições que precisam ser cumpridas, como a necessidade de classificação da produção a ser adquirida para evitar que o governo compre um produto sem qualidade”, disse.

Participações - Participaram da reunião dirigentes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Paraná, Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná e Departamento de Economia Rural (Deral). (Agência de Notícias do Paraná

FIEP: Evento em Curitiba quer criar novas oportunidades de negócios com o México

fiep 11 07 2014A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio do seu Centro Internacional de Negócios, promove o seminário Missão Comercial Agroindustrial do México no Paraná, no dia 25 de julho, em Curitiba, em parceria com a Câmara México-Brasil. O objetivo do evento é apresentar e criar novas oportunidades de negócios para os industriários paranaenses com o relevante mercado da América Latina. Com um PIB nominal de US$ 1,18 trilhão e crescimento de 3,6% em 2012, o México posicionou-se como a 14ª principal economia do mundo. Além disso, o país é o segundo com o maior número de Acordos de Livre Comércio no mundo e possui localização estratégica, compartilhando a fronteira com os Estados Unidos, um grande mercado consumidor.

 PROGRAMA

08h30 – Credenciamento

09h00 – Abertura do evento com o vice presidente do Sistema Fiep – Rommel Barion

09h10 – Oportunidades de negócios com México no setor agroindustrial

09h20 – Apresentação das empresas Mexicanas

09h40 – Perfil econômico do Paraná– Economista Fiep – Roberto Zurcher

10h00 – Sistema de cooperativas do Paraná – Ocepar - Gilson Martins

10h30 – Perguntas e respostas;

10h45 – Coffee – Espaço para networking entre empresas e instituições.

Acesse o perfil das empresas participantes AQUI

Inscreva-se AQUI

SERVIÇO:

Seminário Missão Comercial Agroindustrial do México no Paraná

Data: 25-07-2014

Local: Espaço de convivência – Campus da Indústria do Sistema Fiep

Av. Comendador Franco, 1341- 2° piso - Curitiba (PR) 

COOPERATIVA DO ANO: Site do 9º Prêmio já está no ar

cooperativa do ano 11 07 2014O Sistema OCB acaba de lançar o site de um dos eventos mais aguardados do setor cooperativista: o Prêmio Cooperativa do Ano que, em 2014, chega à sua nona edição. As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 14 de julho. A premiação será dividida em sete categorias. Todas as cooperativas, independentemente do ramo ou porte, podem inscrever um projeto por categoria. Para conferir as novidades desta edição,ACESSE AQUI. (Informe OCB)

 

CNCOOP: Grupo de Trabalho de Negociações Coletivas define estratégias

cncoop 11 07 2014Um cronograma de trabalho e uma série de diretrizes foram definidos, nesta quinta-feira (10/07), durante reunião do Grupo de Trabalho de Negociações Coletivas, vinculado à Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop). A reunião ocorreu na sede do Sistema OCB, em Brasília, e contou com a participação de representantes de todas as regiões do País.

Negociações coletivas- O superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, e a gerente geral, Tânia Zanella, durante a abertura da reunião, destacaram a importância de se discutir o assunto Negociações Coletivas – uma das principais funções das entidades sindicais – tendo em vista que o tema resulta em direitos e deveres para as partes envolvidas.

Capital x trabalho- A gerente sindical, Junia Dal Secchi, ressaltou a importância dessa relação “capital versus trabalho”, legitimada no setor cooperativista. De acordo com ela, dentre as diretrizes estratégicas traçadas na reunião de hoje, está um estudo que servirá de recomendação para a tomada de decisões dos negociadores sindicais nos estados.

Objetivo - O Grupo de Trabalho de Negociações Coletivas da CNCoop tem o objetivo de assegurar um alinhamento sistêmico, constante, acerca das negociações coletivas do sistema sindical cooperativista. Ele é composto por representantes de sindicatos, federações e confederação. (Informe OCB

SICOOB VALE DO IGUAÇU: Pinhal de São Bento ganha primeira unidade do sistema

Pinhal de São Bento, no sudoeste do Paraná, é um dos menores municípios do Estado. Com pouco mais de 2.500 habitantes, até a semana passada a cidade ainda não possuía uma agência bancária. Mas essa realidade já mudou. Na última segunda-feira (07/07), o Sicoob Vale do Iguaçu inaugurou o primeiro Posto de Atendimento do Sicoob na cidade, que vem a ser a primeira unidade do sistema financeiro em Pinhal de São Bento. A unidade está localizada na rua Santa Terezinha, nº 206. Esta é a 16ª unidade do Sicoob Vale do Iguaçu, cuja sede está em Francisco Beltrão e abrange 28 municípios no Paraná e Santa Catarina.

Produtos e serviços- Os habitantes de Pinhal de São Bento contam com os produtos e serviços do Sicoob, o maior sistema cooperativo financeiro do Brasil, presente em 23 Estados, com mais de dois mil Postos de Atendimento. “Hoje, somos a sexta maior rede de atendimento bancário do País e ainda não paramos de crescer”, destaca o João Bactista Manfroi, presidente do Conselho de Administração do Sicoob Vale do Iguaçu. (Imprensa Sicoob PR)

SICOOB NORTE DO PARANÁ: Novas unidades são inauguradas em Bandeirantes e Rolândia

Nesta semana, o Sicoob Norte do Paraná, de Londrina, inaugurou dois novos Postos de Atendimento (PA), em Rolândia e Bandeirantes. Agora, a cooperativa singular conta com 14 unidades, distribuídas em nove municípios da região. Sua área de atuação congrega 32 cidades.

Localização - Em Rolândia, este é o segundo PA, que fica na rua Saguaragi, nº 213. Já em Bandeirantes, o Sicoob chega com este primeiro PA, na avenida Comendador Luiz Meneghel, nº 417.

Elevação - Ambas as inaugurações elevam para 194 Postos de Atendimento do Sistema Sicoob PR, no Paraná e Santa Catarina. Segundo o presidente do Conselho de Administração do Sicoob PR, Jefferson Nogaroli, a expansão do Sistema Sicoob vem ao encontro a uma necessidade da população pelos produtos e serviços das cooperativas de crédito. “A sociedade está enxergando os benefícios das cooperativas de crédito e começam a assimilar os princípios e valores do cooperativismo com o de suas vidas”, frisa. (Imprensa Sicoob PR)

UNIMED PATO BRANCO: Cooperativa coloca no ar o Minuto Unimed

unimed pato branco 11 07 2014Para levar informações à comunidade onde está inserida sobre seus projetos, planos de saúde e ações, a Unimed Pato Branco colocou no ar o programa Minuto Unimed. Uma vez por semana, todas as quintas-feiras, no intervalo comercial de uma emissora de TV local, a cooperativa apresenta dicas de saúde, curiosidades e ações que desenvolve, como o Curso de Gestantes, Viver Mais, Unimed na Praça e o Adote Uma Escola.

Estreitamento de laços- A intenção do Minuto Unimed é estreitar os laços com a população, mostrando ainda o que oferece aos seus beneficiários, além dos projetos de Responsabilidade Social que realiza frequentemente. O programa que passa pela TV também pode ser conferido no Facebook da singular, através do endereço facebook.com/unimed.patobranco. (Imprensa Unimed Pato Branco)

 

PRIMATO: Produtores participam de palestra sobre mineralização de bovinos de corte

No próximo dia 15, a Primato Cooperativa Agroindustrial completa 17 anos e, para comemorar a data, haverá durante o mês de julho uma programação de palestras para os produtores. A primeira foi realizada no dia primeiro, na Associação Primato, em Toledo (PR), tratando sobre mineralização de bovinos de corte, que contou com a parceria da Vaccinar, através do palestrante, Anderson Vargas.

Rentabilidade - “A palestra teve como objetivo intensificar a produção de carne e consequentemente aumentar a rentabilidade da propriedade, planejando a lotação com ganho animal por área, e a verificação do sistema na propriedade com o ajuste do peso dos animais no abate, através de um manejo correto e uma nutrição funcional aos animais ’’, afirmou Vargas.

Suplementos - Os produtores também receberam informações sobre a importância dos suplementos que servem para suprir as deficiências que o animal possui tanto em mineral, proteína ou energia, e com isso sanar as deficiências e melhorar o desempenho com a redução de idade ao abate, facilitar o manejo de pasto na propriedade, onde o pasto é importante devido ao confinamento, e deve ser tratado como um grande patrimônio na propriedade. O encarregado de vendas da Primato, Claudio Musulão, ressaltou que durante o mês de aniversário da cooperativa, a Primato está com preços especiais para pagamento em sete vezes sem juros.

Guaraniaçu - No dia 02 de julho, a palestra também foi apresentada para os produtores de Guaraniaçu. (Imprensa Primato){vsig}noticias/2014/07/11/primato/{/vsig}

LEILÃO: Realizado Pepro da laranja de SP

O primeiro leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de laranja do estado de São Paulo foi realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nessa quinta-feira (10/07). Do total ofertado, 3 milhões de caixas com 40,8kg de laranja in natura, a quantidade negociada foi de 1.351.345 de caixas. Nesta primeira operação, o prêmio arrematado foi de R$ 3,53 por caixa de laranja. Há previsão de um próximo leilão ainda para o mês de julho. O aviso deve ser divulgado na semana do dia 21. Podem participar do leilão produtores rurais independentes (pessoa física ou jurídica), diretamente ou por meio de suas cooperativas, sediados no estado de São Paulo. (Mapa)

CMN: Conselho aprova ajustes nos preços mínimos da agricultura familiar

O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu, em reunião extraordinária, ajustar os preços de produtos do Programa de Garantia de Preços Mínimos para a Agricultura Familiar (Pgpaf). Entre os que tiveram preços ajustados, estão abacaxi, banana, batata-doce, feijão, laranja, amendoim, cebola, cacau, borracha natural cultivada, cana-de-açúcar, tangerina, tomate e uva. A aprovação aconteceu na quarta-feira (09/07), mas as informações foram divulgadas nesta quinta-feira (10/07).

Relação - A relação completa está na resolução do CNM publicada no site do Banco Central. O Pgpaf tem objetivo de assegurar a remuneração dos custos variáveis de produção aos agricultores familiares que tomarem empréstimos para custeio e investimento, facilitando a quitação do crédito rural.

Bônus - Pelo programa, os agricultores têm direito a bônus de desconto na parcela do financiamento sempre que os preços do mercado ficam abaixo do preço de garantia do que produzem. A medida do CMN vale para operações com bônus vencendo entre 10 de julho deste ano e 9 de julho de 2015. (Agência Brasil)

LÁCTEOS: Fonterra e Abbott criam joint venture na China

A cooperativa neozelandesa Fonterra, maior exportadora de lácteos do mundo, anunciou nesta quinta-feira (10/07) que chegou a um acordo com o laboratório Abbott para firmar uma joint venture na área de lácteos na China. Com a parceria, as duas empresas investirão cerca de US$ 300 milhões em uma plataforma de distribuição de leite na China que contará com cinco fazendas capazes de abrigar um rebanho de 16 mil cabeças e produzir 160 milhões de litros de leite por ano.

Aprovação - A formação da joint venture ainda depende da aprovação das autoridades regulatórias da China. A expectativa das duas companhias é que a primeira fazenda leiteira esteja concluída e produzindo leite na primeira metade de 2017. As outras quatro entrarão em produção comercial em 2018, de acordo com um comunicado divulgado hoje pelo laboratório americano Abbottt.

Consumo em alta- Nos últimos anos, o consumo de lácteos vem crescendo muito na China. “Abbott e Fonterra estão satisfeitos de poder trabalhar juntos e dar uma contribuição positiva para o crescimento e desenvolvimento da indústria de lácteos da China”, conforme o comunicado do Abbott. (Valor Econômico)

OCDE/FAO: Produção mundial de gado e biocombustível vai aumentar na próxima década

Relatório de duas organizações internacionais, divulgado nesta sexta-feira (11/07), mostra que a produção de gado e de biocombustível vai aumentar, relativamente à produção de cereais, na próxima década em todo o mundo.

Mudança - No documento Perspectivas Agrícolas 2014-2023, da Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Econômica (OCDE) e do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a alteração do padrão na alimentação humana e a procura crescente de biocombustível vão levar à menor produção de cereais primários, como o trigo e o arroz.

Cereais secundários- A atividade agrícola deverá voltar-se para a produção de cereais secundários, como aveia, milho, cevada e sorgo, e plantas oleoginosas, como soja e colza, para responder ao aumento da procura para alimentação e combustível.

Hábitos alimentares- Apesar de os cereais continuarem a ser dominantes na dieta humana, o aumento do rendimento per capita, a urbanização e a alteração dos hábitos alimentares contribuem para uma mudança para dietas mais ricas em proteínas, gorduras e açúcares.

Preços - Assim, "os preços dos cereais deverão baixar durante um ou dois anos, e depois se estabilizar em níveis superiores ao do período anterior a 2008". Em contrapartida, os preços da carne, dos laticínios e do peixe vão aumentar, mas em termos reais e a médio prazo, os preços dos cereais e produtos animais vão sofrer uma desaceleração, indica o relatório.

Peixe - A produção mundial de peixe vai beneficiar os países em desenvolvimento. Os elevados custos, em um contexto de procura estável, vão manter o preço do peixe acima da média histórica, impedindo um aumento do consumo do produto na próxima década.

Reforço - O aumento da produção vai ser garantido sobretudo pelos países em desenvolvimento na Ásia e América Latina. O Continente Americano "vai reforçar a posição como região exportadora, tanto em valor quanto em volume, enquanto a África e a Ásia deverão aumentar as importações para responder à procura".

A aplicação de reformas - como a da Política Agrícola Comum (PAC) da União Europeia (UE) em 2013 e a Lei Agrícola nos Estados Unidos - permitiram melhor adaptação dos mercados às exigências da procura e da oferta, de acordo com o relatório.

Índia - No levantamento, a FAO e a OCDE centraram a atenção na Índia, "o segundo país mais povoado do mundo, com o maior número de agricultores e de pessoas sem segurança alimentar". O documento destaca que a nova Lei de Segurança Alimentar indiana é a iniciativa mais importante para o direito à alimentação aprovada até o momento no país. A legislação beneficia mais de 800 milhões de pessoas com cotas subsidiadas de cereais.

Crescimento - A produção agrícola indiana registrou forte crescimento anual na última década devido aos subsídios concedidos para o uso de fertilizantes, pesticidas, sementes, água e luz. O relatório prevê que a Índia deve se transformar no primeiro produtor mundial de leite, ultrapassando a UE, especialmente na produção de leite em pó desnatado. (Agência Lusa / Agência Brasil)

LEGISLATIVO: Câmara fará esforço concentrado a partir de segunda-feira

legislativo 11 07 2014A Câmara dos Deputados fará um esforço concentrado de votações na próxima semana, a partir de segunda-feira (14/07). O presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), está chamando os deputados para estarem em Brasília para a sessão de votações marcada para as 18 horas daquele dia.

Primeiros itens- Um dos primeiros itens a serem apreciados deverá ser o requerimento para votação em regime de urgência do projeto de decreto legislativo que pretende sustar os efeitos do decreto do governo que institui a Política Nacional de Participação Social - PNPS e o Sistema Nacional de Participação Social – SNPS. Antes, os deputados pretendem votar a Medida Provisória 641, que altera a Lei 10.848, que trata de comercialização de energia elétrica e normas sobre os leilões para o setor.

Recesso - De acordo com o secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara, Mozart Vianna, o presidente da Casa já decidiu que, se não houver recesso parlamentar a partir do dia 17 próximo, a Câmara fará sessões de votações nas duas últimas semanas do mês de julho. O recesso parlamentar depende de aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O próprio presidente da Comissão Mista de Orçamento, onde tramita a proposta, deputado Devanir ribeiro (PT-SP), já admitiu que não há possibilidade de aprovar a LDO neste mês.

Projetos - Na pauta de votações da próxima semana estão projetos como o que trata do direito de resposta ou retificação do ofendido por matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social, o que dispõe sobre a liberdade de imprensa, de opinião e de informação, disciplina a responsabilidade dos meios de comunicação, e ainda o projeto de decreto legislativo que aprova a indicação de Bruno Dantas Nascimento para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Orçamento impositivo- Também constam da pauta de votações as emendas à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que institui o Orçamento Impositivo para as emendas parlamentares e a PEC que garante proventos integrais ao servidor que se aposentar por invalidez.

Vetos - O Congresso Nacional tem sessão convocada para terça-feira (16/07), às 19 horas, para apreciação de mais de 20 vetos presidenciais a projetos de lei aprovados pelo Poder Legislativo. (Agência Brasil

ECONOMIA I: Governo publica MP para facilitar quitação de dívidas tributárias

O secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique, disse que a Medida Provisória (MP) 651, publicada nesta quinta-feira (10/07), no Diário Oficial da União, dá continuidade à melhoria da competitividade da economia e ao financiamento adequado ao crescimento, além de estimular a poupança de longo prazo no país. “São medidas que se coadunam com atuações que temos tido há vários anos. Outras já estavam em vigor. É a ação bastante coerente com o que temos feito ao longo do tempo” disse ao dar detalhes da MP.

Desoneração da folha- Uma das medidas já anunciada, explicou, torna permanente a desoneração da folha de pagamento para vários setores. A medida era válida até dezembro de 2014 e vai permitir redução de custos e, consequentemente, redução no preço dos produtos. Não foram incorporados novos setores. A estimativa de renúncia fiscal é de R$ 23,8 bilhões em 2015, R$ 27,4 bilhões em 2016 e R$ 31,7 bilhões em 2017.

Refis da Crise- Outra mudança está relacionada ao Refis da Crise, Programa de Refinanciamento de Dívidas Tributárias criado para o enfrentamento da crise iniciada em 2008. A alteração é a redução do percentual de entrada do parcelamento. “É uma facilitação nos percentuais e nos valores que podem ser pagos à vista. Houve escalonamento para facilitar as empresas de menor porte. As demais condições estão mantidas”, explicou o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.

Novas condições- As novas condições estabelecem que para dívida até R$ 1 milhão, a entrada será de 5% desse valor. Paga 10% quem tem dívida acima de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões. No caso de dívidas acima de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões o percentual é de 15% e acima de R$ 20 milhões serão 20%.

Parcelamentos ativos- Para os contribuintes que têm parcelamentos ativos poderão utilizar créditos tributários de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, para a quitação do parcelamento condicionado ao pagamento mínimo em espécie de 30% do saldo parcelado. Barreto estima que a arrecadação extra será R$ 15 bilhões. A adesão poderá ser feita até o dia 25 de agosto.

Reintegra - Além dessas medidas, a MP reinstitui o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), que tem por objetivo ressarcir parcial ou integralmente os valores em impostos remanescentes na cadeia de produção de bem exportados. No caso, o Reintegra permite, permanente, a apuração de crédito presumido entre 0,1% e 3% da receita auferida com a exportação de bens industrializados. O percentual será definido em portaria do Ministério da Fazenda, disse Dyogo Henrique.

Estimativa - A estimativa de renúncia fiscal em 2014 chega a R$ 200 milhões considerando aplicação de uma alíquota de 0,3%. (Agência Brasil)

ECONOMIA II: Agência mantém nota de "grau de investimento" do Brasil

A agência de classificação de risco Fitch Ratings anunciou, nesta quinta-feira (10/07), que manteve a nota do Brasil em BBB, com perspectiva estável, ou seja, não deve haver mudanças em curto prazo. A agência considerou o Brasil na classificação chamada “grau de investimento”, ou seja, há baixo risco de inadimplência, com manutenção do nível de confiança para os investidores aplicarem no país.

Reflexo - Segundo a Fitch Ratings, a nota reflete a diversidade da economia brasileira, a capacidade de absorção de choques e um sistema bancário adequadamente capitalizado. Esses fatores são contrabalanceados por endividamento público relativamente elevado, baixo nível de poupança e de investimento e progresso limitado na melhoria da competitividade e da flexibilidade fiscal.

Crescimento fraco- A agência também cita o crescimento fraco da economia e a inflação em torno do limite superior do intervalo de tolerância da meta (6,5%). A Fitch projeta crescimento médio da economia brasileira em torno de 2%, entre 2014 e 2016.

Eleições - Sobre as eleições de outubro deste ano, a agência diz que o próximo governo vai enfrentar o desafio de fazer ajustes para reduzir a inflação e fortalecer as finanças públicas. (Agência Brasil)

IPC-C1: Inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos fecha junho em 0,35%

ipca 11 07 2014O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação da cesta de compras de famílias com renda até 2,5 salários mínimos, registrou taxa de 0,35% em junho. O percentual está acima do observado pela inflação média de todas as faixas de renda (IPC-BR), que foi 0,33% em junho. No entanto, está abaixo do IPC-C1 registrado em maio (0,58%).

Acúmulo - O indicador também acumula taxas de 4,05% no ano. No período de 12 meses, o índice ficou em 6,02% – inferior ao observado pelo IPC-BR (6,55%).

Grupos - Em junho, as menores taxas foram registradas nos grupos de despesas alimentação (0,08%) e transportes (-0,09%). Entre os produtos que mais contribuíram para essas taxas estão as reduções de preços das tarifas de ônibus (-0,22%) e das hortaliças e legumes (-8,52%).

Demais - Os demais grupos de despesas tiveram as seguintes taxas: educação, leitura e recreação (0,94%), vestuário (0,74%), habitação (0,61%), saúde e cuidados pessoais (0,56%), comunicação (0,37%) e despesas diversas (0,27%). (Agência Brasil

PREÇOS: Câmbio vira saída para conter inflação

preco 11 07 2014Desde o início do regime de metas de inflação, em 1999, o instrumento clássico para combater a alta de preços é elevar a taxa básica de juros. Quando isso não funciona ou não é politicamente interessante, o governo recorre a alternativas menos convencionais. De um tempo para cá, passou a represar aumentos de itens administrados, como combustíveis e transporte público. Uma vez que a pressão inflacionária persiste, o Planalto decidiu abrir uma nova frente de batalha: a administração da taxa de câmbio.

Opção - Muitos economistas acreditam que o governo optou por abandonar o modelo de câmbio flutuante e tem trabalhado para manter a cotação do dólar relativamente baixa, pouco acima de R$ 2,20. Assim, evita o encarecimento de produtos importados ou que contenham matérias-primas produzidas no exterior e, por tabela, inibe reajustes nos produtos brasileiros.

Renovação - O Banco Central renovou no fim de junho um programa de intervenções no mercado cambial que teve início em agosto do ano passado e já é o maior desde 2002. Diariamente, o BC oferece até US$ 200 milhões em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro e contribuem para manter ou baixar a cotação da moeda. A justificativa para os leilões é que eles oferecem proteção e liquidez ao mercado, evitando variações muito bruscas nas cotações.

Momentos - A questão é que, na teoria, a ferramenta deveria ser usada apenas em momentos de estresse e muita volatilidade, o que não parece ser o caso. “Em momentos de crise, quando há grande quantidade de divisas saindo do país, cabe ao Banco Central garantir liquidez. Mas se não há grandes problemas de liquidez e ele faz isso constantemente, é porque está tentando conter a taxa”, diz José Kobori, professor de finanças do Ibmec e estrategista da JK Capital.

Cotação - Desde fevereiro, quando se aproximou de R$ 2,40, a cotação média do dólar recuou cerca de 6%, o que pode ter colaborado para a deflação no atacado, captada nos últimos dois meses pelo IGP-M. Sensível à oscilação do câmbio, o índice caiu 0,13% em maio e 0,74% em junho, na maior queda mensal dos últimos 11 anos.

Efeito limitado- Mas o efeito sobre a inflação pode ser limitado, avisa Régis Augusto Ely, professor de Economia da Universidade Federal de Pelotas. “Há evidências de que o repasse da variação do câmbio para a inflação tende a ser mais forte quando o real se desvaloriza. Quando ocorre uma valorização, o repasse não ocorre na mesma magnitude”, diz.

Movimento - Em outras palavras: quando o dólar fica mais caro, os preços no Brasil sobem de elevador; quando a moeda norte-americana recua, descem pela escada. “Por isso, não acredito muito nesse tipo de gestão. Contra inflação, o que funciona é controlar gasto do governo e aumentar os juros.”

Exportações vivem a pior fase em três anos - A tentativa de impedir uma valorização mais forte do dólar contraria um dos princípios da “nova matriz econômica” do governo Dilma Rousseff, que por algum tempo tentou conciliar expansão do gasto público com queda na taxa de juros e uma taxa de câmbio competitiva para as exportações.

Cotação mais baixa- Até fevereiro deste ano, o Planalto chegou a tolerar que o dólar passasse de R$ 2,40, mas agora prefere cotações mais baixas. Exportadores afirmam que, no nível em que está, o câmbio corrói a competitividade dos produtos brasileiros, em especial os industrializados.

Participação da indústria- “A participação da indústria nas exportações está no nível mais baixo desde 1977. Estamos voltando ao Brasil Colônia”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). “O governo está atuando para não deixar o dólar subir. Inflação tira votos e as exportações não são uma prioridade. O objetivo é claramente o de controlar a inflação.”

Recuo - No primeiro semestre, as exportações brasileiras recuaram 3%, para US$ 110,5 bilhões – o valor mais baixo para o período desde 2011. Mesmo com o dólar relativamente barato, as importações caíram 4%, para US$ 113 bilhões, em claro sintoma do desaquecimento da economia brasileira.

Valorização - A chamada “taxa de câmbio real” também sugere que o real está sobrevalorizado. Esse índice, que é calculado pelo Banco Central e considera a variação da inflação no Brasil e nos Estados Unidos, indica que a moeda brasileira está mais valorizada do que há 20 anos – um sinal de que a situação dos exportadores é mais complicada hoje do que nos primeiros tempos do Plano Real. (Gazeta do Povo

OPINIÃO: O que podemos aprender com a tsunami alemã?

opiniao 11 07 2014* José Luiz Tejon Megido

Dia 8 de julho, uma bomba atômica explodiu o futebol brasileiro (um mês antes da memória das explosões nucleares de Hiroshima e Nagasaki). Não resisti e fiz um artigo a respeito da necessária reforma, de estrutura, modelos, lideranças e gestão da coisa. Mas, para o nosso comentário fica aqui a provocação.

O que podemos aprender com a tsunami alemã, dos 7x1, em cima da legião estrangeira de brasileiros da nossa Seleção, e um modelo de agregação e arrecadação de valores no exterior, e não no país, que tem ilações com o nosso agronegócio. Hoje o salvador da economia, da balança de pagamentos, ali, raspando o fio da navalha, o agronegócio. E totalmente dependente da soja, açúcar, carnes, café, algodão, suco de laranja, milho. E vamos estacionando por aí. E salvos por um mega cliente chinês, ávido para assegurar a sua segurança alimentar, transformando proteína vegetal em proteína animal para sua população.

A falta de estrutura, a falta de política agrícola, a falta de diálogo e de governança entre ministérios ligados ao setor, a luta de facções egocêntricas, tanto de governo quanto da iniciativa privada, o distanciamento da indústria e do comércio, como elos sagrados do agribusiness, propiciando cada vez mais a venda dos jogadores, a matéria-prima e não do espetáculo, os produtos transformados com marcas gerando fãs e receitas industriais, de comércio e de serviços.

Na primeira oscilação de preços das commodities, e basta a soja apontar para um crescimento da área norte-americana, e seus preços diminuírem levemente, parcelas consideráveis de produtores rurais brasileiros entrarão no prejuízo, pois não mais do que 1/3 atua e opera em estágios elevados de gestão, custo, produtividade e conexões econômicas e financeiras superiores (vide o baque concreto dos cafeicultores em 2013/2014).

Os 7x1 podem ser um suave aviso dos deuses amigos, sobre o que o campo do futebol pode nos alertar para todos os demais campos, da gestão, da política, da liderança, do agronegócio e de todos os grandes setores produtivos do país. Uma derrota no futebol dói, faz sofrer, mas passa. Uma igual a essa na gestão do Brasil, não só faz doer, ela mata, literalmente.

Clubes brasileiros falidos, CBF rica, e meia dúzia de jogadores pop stars com seus amigos, famílias, clubes e casas globalizados e nos paraísos europeus, formando uma legião estrangeira de brasileiros, não significam mais nada para o país. Da mesma forma, se não protegermos os 5 milhões de produtores do país, se não os integrarmos ao agronegócio da tecnologia, da gestão, das agroindústrias, dos serviços e comércio, e ao cooperativismo, não serão 1% deles que irão fazer verão, ou a produção salvadora da nação.

Que nos valham os 7x1 do futebol para um repensar do agronegócio, e de outros entornos da nação. Registrando ainda que a Alemanha, no agronegócio, é o terceiro maior exportador do planeta, acima do Brasil, e somente abaixo dos Estados Unidos e da Holanda. Ficamos com o 4º lugar no campeonato global do agribusiness. Vamos ver nesta Copa, talvez, também.

*José Luiz Tejon Megido é diretor, vice-presidente de Comunicação do Conselho Cientifico para a Agricultura Sustentável (CCAS), dirige o núcleo de agronegócio da ESPM e é comentarista da Rede Estadão-ESPN. 


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