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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3382 | 14 de Julho de 2014

DIA C: Sistema Ocepar lança programa para colaboradores

No final da tarde da última sexta-feira (12/07), o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, fez o lançamento do programa Dia C para os colaboradores da Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar, na sede da entidade, em Curitiba. O gerente de Desenvolvimento Humano, Leonardo Boesche, e o coordenador de Comunicação, Samuel Milléo Filho, apresentaram todos os detalhes sobre o programa e também falaram como ele acontecerá no estado. Antes do lançamento para os colaboradores, na parte da manhã de sexta-feira, aconteceu uma reunião de trabalho com representantes das cooperativas Unimed Paraná, Unimed Curitiba, Sicredi e Dental Uni para detalhar as atividades que serão desenvolvidas e de que forma isto acontecerá.

Dia de mobilização- Na oportunidade, ficou definida a data de 30 de agosto para que aconteça o dia de mobilização, quando de forma simultânea acontecerão eventos em Curitiba e no interior, conforme a adesão das cooperativas ao programa. Leonardo Boesche explica que no Paraná a data escolhida é diferente daquela sugerida pelo Sistema OCB, 6 de setembro: “como dia 6 é um sábado e segunda-feira, dia 8 de setembro, é feriado em Curitiba, o evento ficaria prejudicado. A escolha do dia 30 de agosto em comum acordo pelos presentes à reunião se deve também ao fato que é nesta semana (25/08) que se comemora o Dia do Voluntariado. A ideia é mobilizarmos aqui em Curitiba todas as cooperativas locais para realizarmos um evento solidário num parque da capital e que isso ocorra também no interior do estado sob a coordenação das cooperativas”, lembrou ele.

Campanha interna- Já o coordenador de comunicação, Samuel Milléo Filho, destacou que os funcionários do Sistema Ocepar já estão realizando uma primeira e importante ação do Dia C na casa: “desencadeamos internamente uma campanha intitulada S.O.S. Desabrigados, para arrecadarmos cobertores, meias e material de limpeza para as famílias que sofreram com as chuvas no Paraná e que ainda estão desabrigadas. Essa é um primeiro e importante esforço para demonstrarmos nossa solidariedade com os que mais precisam neste momento”, lembrou.

Lançamento estadual– Leonardo Boesche informou que o lançamento oficial do programa no Paraná acontecerá na sexta-feira (18/07), durante o Fórum de Agentes de Desenvolvimento Humano e Autogestão das cooperativas paranaenses, em Cornélio Procópio (PR), e que contará  com a  presença de um representante do Sescoop Nacional para falar sobre a importância da realização deste projeto pelo segundo ano consecutivo. Ele lembra que neste ano o Paraná se integra a mais 20 estados na realização do Dia C no país e que pretende mobilizar mais de 1 milhão de pessoas.

Origem - O Dia C foi promovido pela primeira vez em 2009, a partir da iniciativa de um grupo de colaboradores do Sistema Ocemg. Na oportunidade, 139 cooperativas realizaram, num mesmo dia e em todo o Estado de Minas Gerais, ações sociais voluntárias diversificadas. A mobilização foi crescendo nos anos seguintes, registrando aumento de cooperativas participantes, voluntários envolvidos e pessoas beneficiadas.

Evolução- Em 2013, foi realizado um projeto-piloto do Dia C envolvendo oito estados brasileiros e os bons resultados motivaram a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) a promovê-lo nacionalmente. Por meio de um termo de cooperação, a Ocemg cedeu gratuitamente à Unidade Nacional todos os conceitos, ferramentas e processos relacionados à ação. Assim, neste ano a OCB fez o lançamento nacional do Dia C no dia 26 de março. Entre os estados aderiram à mobilização estão: Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins, Alagoas, Bahia, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e o Distrito Federal.

Voluntariado - O objetivo principal da iniciativa é fazer com que cooperativas e comunidade se unam em prol do voluntariado. Ações dos mais variados tipos, tamanhos e complexidade serão incentivadas, com o intuito de espalhar o bem entre as pessoas.

Maior movimento- “Este será, sem dúvida, o maior movimento de solidariedade cooperativista”, afirma a gerente de Desenvolvimento Social do Sistema OCB, Maria Eugênia Ruiz. “Com o Dia C, cooperativas e sociedade se unem, realizando uma série de projetos sociais em suas cidades, mostrando o potencial de transformação e mobilização do segmento, reafirmando que as cooperativas conquistam desenvolvimento sustentável para todos”, complementa. Ações simples como campanhas de doação de sangue, de alimentos, programas de reciclagem, palestras educativas, dentre outras, ressaltam o princípio cooperativista de atenção ao próximo (“Interesse pela comunidade”), com foco na qualidade de vida.

Blog– Notícias e atualizações sobre as atividades que estão sendo preparadas para o Dia C podem ser acompanhadas pelo blog criado especificamente para o evento, disponível no endereço: diac.brasilcooperativo.coop.br. As cooperativas que aderirem à campanha devem cadastrar suas iniciativas nesse blog até o dia 6 de setembro. 

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CHINA: Xi rejeita hegemonia e quer mais atuação em questões globais

china 14 07 2014Às vésperas da reunião de cúpula dos Brics em Fortaleza (CE), que começa nesta segunda-feira (14/07) e termina na quarta-feira (16/07), o presidente da China, Xi Jinping, anunciou que pretende "participar de modo mais proativo dos assuntos internacionais" e salientou que seu país não tem pretensões hegemônicas no mundo. "Os chineses não têm o gene de invasão nem de hegemonismo no seu sangue", afirmou. Ele definiu como deve ser conduzida essa participação nas questões externas: "Vamos nos dedicar a promover o aprimoramento do sistema de governança global, sobretudo o aumento da representatividade e o direito à voz dos países em desenvolvimento. Vamos propor mais projetos chineses e contribuir mais com a sabedoria chinesa, além de oferecer mais produtos públicos para a comunidade internacional", assim como desempenhar melhor o papel de "um grande país responsável".

Reforma - Segundo o líder chinês, todos os Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul - "enfrentam a necessidade de promover a reforma da estrutura econômica e o desenvolvimento inovador" e almejam defender os interesses comuns dos emergentes e em vias de desenvolvimento. Para que possam suprir com mais dinamismo a falta de crescimento das economias ricas, os Brics terão que aprofundar a "confiança mútua política, intensificar os consensos, e propor mais planos".

Entrevista - Xi Jinping concedeu entrevista por escrito a um jornal de cada país que visitará - Brasil, Argentina, Venezuela e Cuba - em sua segunda visita à América Latina em aproximadamente um ano, respondendo a duas perguntas encaminhadas por meio da embaixada da China em Brasília. Uma das perguntas feitas pelo Valor, sobre a possibilidade de o governo chinês aprovar a compra de aviões da Embraer, não foi respondida, porque o presidente deve anunciar um desfecho sobre o negócio quando estiver no Brasil. Em 2011, foi anunciada a venda de 40 aeronaves da fabricante brasileira para a China, mas até hoje não houve autorização oficial para que a operação fosse efetivamente concretizada.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

Valor: No momento em que os países desenvolvidos crescem pouco, como os Brics podem superar as diferenças e serem um motor do crescimento global? Passados cinco anos do início da cooperação entre os cinco países, como o sr. avalia o futuro e quais são as suas expectativas para a cúpula de Fortaleza?

Xi Jinping: Nos últimos cinco anos, os Brics vêm formando um arcabouço de cooperação multilateral de ampla extensão. Os países vêm aumentando a confiança política mútua, aprofundando a cooperação pragmática na economia, finanças, comércio e assuntos relacionados ao desenvolvimento e reforçando a articulação nos assuntos internacionais relevantes. Os fatos comprovam que o desenvolvimento econômico, a estabilidade social, a concertação e cooperação, bem como o crescimento conjunto dos Brics, que somam 42,6% da população mundial, vão em consonância com a corrente do tempo, caracterizada pela paz e ganhos compartilhados, e são também favoráveis para que o mundo tenha maior equilíbrio econômico, melhor eficiência da governança global e mais democracia nas relações internacionais.

O escritor brasileiro Paulo Coelho disse: "O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de viver seus sonhos, cada qual com o seu talento". O cenário internacional continua experimentando mudanças profundas e complicadas. Embora a recuperação econômica mundial tenda a se estabilizar e consolidar, persistem os diversos riscos e desafios. Nesse sentido, a cúpula de Fortaleza reveste-se de importante significado de herdar as experiências do passado e inspirar a cooperação do futuro. Estou na expetativa de que essa cúpula possa aprofundar a cooperação, sinalizar a inclusão e transmitir confiança.

A cúpula de Fortaleza deve projetar, em nível estratégico, o futuro desenvolvimento do Brics. Na cúpula de Durban, sugeri que os Brics deviam avançar em direção a um "vasto mercado integrado, grande circulação de múltiplos níveis, abrangentes ligações terrestres, marítimas e aéreas e amplo intercâmbio cultural". Tudo isso constitui a minha sincera expetativa de formar uma parceria econômica mais estreita entre os membros dos Brics. Espero que todas as partes envolvidas aproveitem o começo de um novo ciclo para conceber novas perspectivas e explorar nova mola mestra de cooperação, aprimorando o mecanismo dos Brics, amadurecendo a concertação política entre os seus membros, aprofundando a cooperação pragmática e consolidando a base da cooperação.

Para sinalizar a inclusão, os países do Brics devem aprender uns com os outros e ampliar sua abertura ao exterior, em busca de ganhos compartilhados. As diferenças das situações nacionais e culturais podem resultar em opiniões distintas sobre certas questões. Isso, porém, não deve se tornar um obstáculo, mas sim a força motriz para a cooperação inclusiva dos Brics, baseada nas suas vantagens complementares.

Para transmitir confiança, os Brics devem consolidar a união, reafirmar a sua perspectiva no desenvolvimento e fortalecer a confiança do mercado e do público nas suas economias. Os chineses costumam dizer que é sempre necessário olhar o mundo com visão panorâmica. Todos os membros dos Brics enfrentam a necessidade de promover a reforma da estrutura econômica e o desenvolvimento inovador, e almejam salvaguardar a justiça internacional e defender os interesses comuns dos países emergentes e em vias de desenvolvimento. Desde que aprofundem a confiança mútua política, intensifiquem os consensos, façam ouvir mais vozes e proponham mais planos, os Brics podem fornecer mais energia para o crescimento econômico mundial, o aprimoramento da governança e a promoção da paz e desenvolvimento do mundo.

Valor: A China pretende ampliar seus investimentos no Brasil? E quais são as áreas de interesse?

Xi: A China e eu mesmo atribuímos alta importância ao desenvolvimento da Parceria Estratégica Global China-Brasil. Constato com satisfação que, graças aos esforços conjuntos, a confiança política e estratégica entre a China e o Brasil atingiu um patamar mais alto do que nunca, enquanto a cooperação pragmática se estendeu a uma profundidade e amplitude inéditas.

No ano passado, mantive duas reuniões com a presidenta Dilma Rousseff à margem de eventos multilaterais e conversamos por telefone sobre o relacionamento bilateral, sobre questões de interesse comum, e alcançamos importantes consensos.

Também no ano passado, o fluxo comercial bilateral ultrapassou US$ 90 bilhões. A China manteve-se como o maior parceiro comercial do Brasil e o Brasil se tornou no nono maior parceiro comercial da China. Registram-se resultados de cooperação de benefício mútuo nas áreas de energia, recursos naturais, indústria manufatureira, finanças, agricultura, entre outros. A cooperação pragmática China-Brasil não apenas beneficia cada vez mais os nossos dois povos, mas também faz com que os desenvolvimentos dos dois países fiquem mais interligados.

A China e o Brasil mantêm coordenação efetiva em torno de temas globais de alta relevância, empenhando-se conjuntamente em construir uma ordem econômica internacional justa e razoável, bem como salvaguardar os interesses comuns dos países em desenvolvimento.

Este ano marca o 40º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e o Brasil. Confúcio disse: "Aos 40 anos, a pessoa se livra da perplexidade". Gostaria de aproveitar a minha visita de Estado ao Brasil para resumir com os líderes brasileiros as experiências do desenvolvimento do relacionamento bilateral e deliberar medidas efetivas, para intensificar a cooperação e elevar o nível das relações sino-brasileiras. A parte chinesa quer, junto com a parte brasileira, insistir em se tratar como importante parceiro, aderir ao princípio de benefício mútuo e ganhos compartilhados, promover o crescimento contínuo e estável do comércio bilateral e realizar ativamente a cooperação em investimento industrial, além de explorar novos domínios. (Reuters / Valor Econômico)

Clique aqui para conferir a matéria na íntegra

 

COOPERATIVA DO ANO: Inscrições para a 9ª edição do Prêmio começam nesta segunda-feira

cooperativa ano 14 07 2014A partir desta segunda-feira (14/07), cooperativas de todo o Brasil, independentemente do ramo ou porte, poderão inscrever seus projetos na nona edição do Prêmio Cooperativa do Ano, uma das ações mais esperadas por cooperativistas de todo o país. Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o objetivo do Prêmio, que ocorre de dois em dois anos, é reconhecer e valorizar as iniciativas de sucesso desenvolvidas por cooperativas brasileiras.

Compromisso - “O Prêmio reflete não apenas o espírito cooperativista, mas também o compromisso das nossas instituições com o desenvolvimento pessoal e a qualidade de vida dos seus associados. Por isso, nossas cooperativas realmente merece ser reconhecidas como instituições sérias que são - comprometidas com a sua base, os seus cooperados, e com a sociedade”, ressalta o presidente Márcio Freitas.

Categorias - Nesta edição, o Prêmio contará com sete categorias: Desenvolvimento Sustentável, Cooperativa Cidadã, Comunicação e Difusão do Cooperativismo, Fidelização, Benefícios, Atendimento e Inovação e Tecnologia.

Novidade – Em 2014, as cooperativas inscritas em algum programa de gestão do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) terão uma bonificação e já sairão na frente. Os programas são: Programa de Acompanhamento da Gestão Cooperativista (PAGC), Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC) e Programa de Desenvolvimento Econômico-Financeiro (GDA). Para conferir as novidades desta edição, ACESSE AQUI.

Prazos – As cooperativas interessadas devem estar atentas aos prazos. Confira:

- Início das inscrições: 14/07/2014 às 9h (horário de Brasília)

- Término das inscrições: 16/09/2014 às 18h (horário de Brasília)

- Premiação nacional: 25/11/2014 em Brasília (DF)

O Prêmio– O Prêmio Cooperativa do Ano é uma iniciativa do Sistema OCB, em parceria com a revista Globo Rural. A última edição foi realizada em 2012 e contou com 212 projetos de 138 cooperativas do Sistema OCB, de 20 estados brasileiros. No total, 21 trabalhos foram vencedores. (Informe OCB)

 

OCB: Organização divulga relatório mensal sobre ações de junho

ocb 14 07 2014O Sistema (OCB) divulgou ontem o relatório mensal de suas ações referentes ao mês de junho. O envio do documento aos diretores, representantes dos ramos e dirigentes das unidades estaduais marca a transparência da entidade que representa politicamente as cooperativas do país. A intenção do Sistema OCB é prestar contas de tudo o que foi desenvolvido no período, possibilitando que as lideranças poderão acompanhar o andamento das ações e projetos prioritários para o crescimento do cooperativismo no Brasil. Além disso, os dirigentes estaduais poderão propor novas estratégias que garantam o cumprimento das metas propostas.

Destaques - Dentre os pontos de destaque do documento, está lançamento do Dia de Cooperar (Dia C) em sete unidades estaduais, com a participação de mais de 122 cooperativas e cerca de 500 pessoas. Por falar nisso, até o dia 30 de junho, 910 iniciativas foram inscritas, contemplando 21 estados e 11 ramos.

Diagnóstico - Outro assunto que tomou conta da pauta do Sistema OCB foi a aplicação dos questionários que subsidiarão a elaboração do Diagnóstico do Ramo Consumo. No total, 32 cooperativas responderam à pesquisa encerrada no dia 30 de junho. Vale destacar que 95 é o número de cooperativas regulares participantes do diagnóstico.

Mídia - Na mídia foram publicadas 365 notícias sobre o Sistema OCB e suas unidades. Todos esses textos juntos representam um retorno em mídia espontânea de R$ 5 milhões, já que 97% das notícias divulgadas são consideradas positivas. (Informe OCB)

Clique e LEIA A ÍNTEGRA DO RELATÓRIO!

 

COPAGRIL: Concluído mais um módulo do curso para a liderança jovem

Nos dias 9 e 10 de julho, foi realizado mais um módulo do curso modular de desenvolvimento da liderança jovem, na AACC de Marechal Cândido Rondon. O tema estudado foi marketing pessoal e relacionamento interpessoal, com a instrutora Helda Elaine Völz Bier. O objetivo do módulo foi dar visibilidade às características, habilidades e competências de cada um, visando o sucesso pessoal e profissional. Também, para atrair e manter bons relacionamentos. “Marketing pessoal e de relacionamento transformam talento em oportunidade e sucesso”, ressaltou Helda.

Temas - A instrutora abordou a importância da comunicação verbal e não-verbal; a autoestima como elemento essencial de transformação pessoal;  a autoeficiência, que é o senso de confiança diante dos desafios da vida; a empatia, que é a arte de se colocar no lugar do outro; o bom relacionamento como diferencial competitivo; de se disponibilizar em aprender com tudo e com todos. Além da importância de ser um empreendedor na vida pessoal e profissional. E ainda, destacou que cada um deve investir em marketing pessoal/profissional e relacionamento interpessoal para tornar a sua marca forte e bem-sucedida.

Próximo módulo- O próximo módulo será dia 5 de agosto, e terá como tema planejamento e fluxo de caixa, além de avaliação dos módulos já realizados. (Imprensa Copagril)

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COCAMAR: Divulgação dos campeões de produtividade foi um dos destaques do Dia de Campo

Cerca de 2 mil produtores cooperados, representando todas as regiões de atuação da Cocamar, participaram, na última sexta-feira (11/07), em Floresta, região de Maringá, do Dia de Campo de Inverno promovido anualmente pela cooperativa. Além dos trabalhos realizados por 50 empresas parceiras, que ali instalaram seus estandes, e de 11 protocolos com temas diversos, como novos cultivares de trigo e híbridos de milho e agricultura de precisão, a programação incluiu o 8º Encontro de Produtores de Milho e a divulgação os resultados dos concursos de produtividade de laranja e soja referentes ao período 2013/14.

Citricultura - O produtor Marcelo Hideo Yamada, de Rolândia, alcançou a melhor média entre todos os citricultores, com 1.693,86 caixas por hectare. Ele participou da categoria de 15 a 40 hectares, que teve Mylton Luiz Ariosi, de Cambé, em segundo lugar (1.573,49 caixas/hectare) e Tercílio Aparecido Chiqueti, de Jaguapitã (1.238,84 caixas/hectare). Ainda na região norte, na categoria até 15 hectares, Maria Cleide Manjavachi, de Rolândia, ficou em primeiro (1.459,65 caixas/hectare), Gildo Lizotti, de Cambé, em segundo (1.375,99 caixas/hectare) e Tadeu Valdonir Romagnolo, de Rolândia (1.297,44 caixas/hectare); na categoria acima de 40 hectares, João Rezende Paiva, de Cambé (1.353,63 caixas/hectare), Henrique Furrer, de Serrinha (1.174,25 caixas/hectare) e Klaus Kaphan, de Rolândia (1.102,61 caixas/hectare). O profissional de assistência técnica premiado na região norte foi José Carlos, de Arapongas, com média de 883 caixas/hectare. Na região noroeste, categoria até 15 hectares, Everson Ortiz, de Paranavaí, ficou em primeiro (1.611,45 caixas/hectare), Orlando Biazoto, de Paraíso do Norte, em segundo (1.508,60 caixas/hectare) e Adirson Giglioli, de Nova Esperança, em terceiro (1.316,67 caixas/hectare). De 15 a 40 hectares, a vencedora foi Cecília Falavigna, de Floraí (1.682,54 caixas/hectare), seguida de Claudineia Ghatta, de Atalaia (1.570,45 caixas/hectare) e Izaías Schilive, de Nova Esperança (1.514,54 caixas/hectare). Acima de 40 hectares, Celso Carlos dos Santos Júnior, de Nova Esperança, foi o primeiro colocado (média de 1.522,39 caixas/hectare), JR Empreendimentos Imobiliários, de Paraíso do Norte, em segundo (1,463,99 caixas/hectare) e Yoshihiro Kanabushi, de Paranavaí, em terceiro (1.438,82 caixas/hectare). O profissional técnico premiado foi Júnior Cezar Costa, de Nova Esperança, com 994 caixas/hectare).

Esforço - Antes da divulgação dos ganhadores do concurso de produtividade de soja, o vice-presidente de Negócios da Cocamar, José Cícero Aderaldo, destacou os esforços que começam a ser feitos pela cooperativa para elevar as médias dos produtores cooperados em sua região. “Vamos trabalhar muito, nos próximos anos, para alcançar o objetivo de chegar a 250 sacas por alqueire”, frisou Aderaldo, lembrando que há tecnologias disponíveis para isso. O concurso foi dividido em três regiões (tradicional, arenito e norte) e os ganhadores, acompanhados dos respectivos profissionais que os assistiram, ganharam uma viagem para os Estados Unidos, no próximo mês de agosto.

Vencedores - Na região tradicional, o vencedor foi Ademar Arrias Reginato, de Paiçandu, com média de 184 sacas por alqueire, orientado pelo agrônomo Vitor Palaro. Em segundo, Antonio Pedrini, de Floresta (180 sacas/alqueire) e, em terceiro, Moacir Fala, de São Jorge do Ivaí (174 sacas/alqueire). No arenito, Gerson Magnoni Bortoli, de Umuarama, foi o primeiro colocado (média de 189 sacas/alqueire), assistido pelo agrônomo Erick Marinelli; em segundo, Marcel Franklin Rafael, de Terra Boa (180 sacas/alqueire) e, em terceiro, Douglas Rizzo Thoma, de Paranacity (159 sacas/alqueire). Na região norte veio o campeão geral: Miguel Surek, de Arapongas, com produtividade de 195 sacas por alqueire, orientado por Giovani Vila; em segundo, Marcos Ribeiro, também de Arapongas (166 sacas/alqueire) e, terceiro, Jeferson Skraba, de Sabáudia (164 sacas/alqueire). (Imprensa Cocamar

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COODETEC: Funcionários realizam doação para Abrigo São Vicente

coodetec 14 07 2014A seleção canarinho decepcionou os brasileiros, mas aqueceu o coração dos funcionários da Coodetec. Desde que a Copa do Mundo começou, os colaboradores da empresa iniciaram uma campanha que teria como principal beneficiado o Abrigo São Vicente de Paulo, de Cascavel/PR. Ao invés de dar como brinde aos funcionários, o setor de Comunicação e MKT da empresa, comercializou um cachecol verde e amarelo para torcer pelo Brasil.

Arrecadação - A campanha terminou e mais de R$ 1,4 mil foram arrecadados com a venda. Além disso, os funcionários também promoveram um pequeno bazar de roupas usadas e escolheram a entidade que cuida de idosos para entregar o valor arrecadado. Ao todo, foram recolhidos R$ 1.770. Esse montante foi entregue hoje, dia 11 de julho, ao Abrigo. O gerente de produção da Coodetec, Alfredo Montecelli, passou a doação para as mãos da irmã Bárbara, da Congregação das Irmãs Marcelinas.

Bem-vindas- “Doações são sempre bem-vindas e, quando recebemos em dinheiro, conseguimos dar o destino certo, comprando aquilo que realmente precisamos. Em nome das Irmãs Marcelinas, dos Vicentinos e dos idosos, agradeço todos os funcionários que colaboraram para esse momento. Rezamos por nossos benfeitores todos os dias”, disse a Irmã Barbara.

Gastos - Segundo a religiosa, os gastos do Abrigo incluem medicamentos, que não estão disponíveis na rede pública, alimentação especial, folha de pagamento e despesas em geral. As doações são o principal provento do local.

Estímulo - De acordo com o gerente de produção da Coodetec, Alfredo Montecelli, a ação dos funcionários acaba estimulando outras boas ações. “Quando se conhece o trabalho realizado por entidades como o Abrigo São Vicente de Paulo, a vontade de ajudar aumenta. Foi gratificante entregar a doação depois de conhecer o espaço. É muito bonito o trabalho realizado no Abrigo.”

Sobre o Abrigo - O Abrigo São Vicente de Paulo foi criado em 1977 e acolhe idosos encaminhados pelo Centro de Referência e Assistência Social (Creas III). Hoje, 30 anciãos moram no local, que tem capacidade para atender até 32 idosos. O abrigo é mantido por doações, convênio com a Prefeitura de Cascavel e também por eventos beneficentes.

Coordenação - O trabalho é coordenado de forma voluntária pelas Irmãs Marcelinas e pela Sociedade São Vicente de Paulo. São 19 funcionários entre enfermeiras, fisioterapeutas, zeladoras e outros. De acordo com a Irmã Barbara, o trabalho realizado no Abrigo, além de físico, é também espiritual. O ambiente conta com capela, que recebe, todos os sábados, a comunidade em geral.

Localização - O Abrigo São Vicente de Paulo está localizado na Rua Jaime Duarte Leal, número 110, no Jardim Maria Luíza. O telefone para contato é (45) 3223-8742. (Imprensa Coodetec)

 

GRÃOS: Perspectivas para os preços internacionais

Pioraram flagrantemente as perspectivas para as cotações de alguns dos principais produtos agropecuários negociados pelo Brasil no exterior no curto, médio e longo prazos. Novas projeções divulgadas na sexta-feira (11/07) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela FAO, braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, confirmaram a tendência de crescimento da oferta global e sinalizaram uma queda no ritmo de aumento da demanda.

Queda de preços- Nesse contexto, ambos os órgãos sinalizaram quedas de preços. O cenário poderá prejudicar a rentabilidade dos produtores e as exportações de países fortes em commodities, com reflexos sobre o nível de atividade de regiões mais fortemente dependentes da agricultura e da pecuária. Em contrapartida, tende a reduzir a pressão dos alimentos sobre os índices inflacionários globais, uma preocupação quase permanente nos últimos anos.

Aumento dos estoques- O quadro "baixista" de curto e médio prazo ganhou contornos mais firmes a partir da divulgação do novo relatório do USDA com projeções para a oferta e a demanda de grãos nos EUA e no mundo na safra que está em fase final de plantio no Hemisfério Norte (2014/15). O resultado do cruzamento dos dados não só confirmou os aumentos dos estoques finais globais de milho, trigo e soja ao longo da temporada em relação a 2013/14 como inflou esses incrementos em relação ao horizonte traçado em junho passado.

Milho, trigo e soja- Os estoques de milho foram ajustados para 188,1 milhões de toneladas de milho, 8,4% mais que no ciclo anterior, os de trigo foram calculados em 189,5 milhões de toneladas, 2,8% mais na comparação, e os de soja foram elevados para 85,31 milhões de toneladas, em alta de 26,9%. No total, portanto, os estoques dos três grãos, básicos para a alimentação humana e para a produção de rações, ficarão quase 38 milhões de toneladas maiores. Somadas a uma situação menos apertada do que se supunha para o que resta da safra 2013/14 nos EUA, as contas influenciaram na forte queda das cotações do trio em Chicago na sexta-feira.

Vice-liderança- No mercado de soja, principal produto do agronegócio brasileiro - em 2014/15, o país será o segundo maior produtor e exportador mundial do grão, atrás dos EUA, que deverão colher mais de 100 milhões de toneladas -, os contratos futuros para entrega em agosto (que ocupam a segunda posição de entrega) caíram 3%, para US$ 11,9575 o bushel. A segunda posição do milho (setembro) recuou 2,1%, para US$ 3,7825 o bushel, enquanto a do trigo (setembro) registrou uma retração de 4,1%, para US$ 5,26 o bushel.

Revisão - Essa tendência influenciou uma pequena revisão para baixo na estimativa do Ministério da Agricultura para o valor bruto da produção (VBP) agropecuária no Brasil em 2014. Com um cenário menos positivo para soja e milho, além de outros produtos, como o frango, a projeção oficial recuou na comparação com a projeção divulgada em junho para um total de R$ 447,7 bilhões, valor 2,8% superior ao de 2013 e ainda um novo recorde histórico. Particularmente no caso dos grãos, produtores já esperam mesmo margens menores na safra 2014/15, que também deverá ser marcada por aumento nos preços dos insumos.

Espiral - E a espiral baixista dos preços poderá se aprofundar (exceto para o trigo), caso prevaleçam as estimativas mais pessimistas do USDA. O órgão espera que os preços da soja pagos ao produtor americano em 2014/15 oscilem de US$ 9,50 a US$ 11,50 por bushel. Para o milho, o órgão sinalizou um intervalo de US$ 3,65 a US$ 4,35 por bushel, enquanto para o trigo é esperada uma faixa de US$ 6 a US$ 7,20 por bushel.

FAO e OCDE- A FAO foi além. No relatório que divulgou na sexta-feira em conjunto com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), previu que a queda dos preços internacionais dos principais produtos agrícolas deverá persistir ao longo dos próximos dois anos, até que se estabilizem em patamares superiores aos verificados antes de 2008, mas abaixo dos picos históricos mais recentes.

Espaço - Segundo FAO e OCDE, a demanda por produtos agrícolas deverá se manter firme nos próximos anos - porém, com taxas de crescimento mais modestas do que as vistas na década passada. Em um prazo mais longo, até 2023, os cereais deverão persistir como o cerne da alimentação humana, mas proteínas, gorduras e açúcar tendem a ganhar espaço em muitas partes do globo, como um reflexo do crescimento de renda e do aumento da urbanização.

Produção global- No relatório conjunto, denominado "OECD-FAO Agricultural Outlook 2014-2023", as instituições argumentam que o crescimento da população global exigirá uma aumento "substancial" da produção global. Na avaliação do relatório, Ásia e América Latina representarão mais de 75% do crescimento agrícola necessário até 2023. O relatório prevê que a produção global de cereais crescerá 15% até 2023, na comparação com 2013. O incremento mais rápido esperado para a próxima década é o da produção global de oleaginosas, que deverá crescer 26%.

Biocombustíveis - Conforme o relatório, o crescimento da produção de grãos forrageiros e oleaginosas será impulsionado por uma forte demanda por biocombustíveis, notadamente em países desenvolvidos. Nos emergentes, a demanda para alimentação humana é que puxará a produção. (Valor Econômico)

VBP: Valor Bruto da Produção Agropecuária é de R$ 447,7 bilhões

Com base no mês de junho de 2014, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) situa-se em R$ 447,7 bilhões, com variação de 3,7% nas lavouras e de 1,1% na pecuária. Esse indicador é calculado a partir das estimativas de safras, da produção agropecuária e dos preços recebidos pelos agricultores em regiões representativas na formação dos preços agropecuários. O valor calculado do VBP representa 65% do valor das lavouras e 35% da pecuária.

Maiores aumentos- Os maiores aumentos de valor vêm ocorrendo no algodão, banana, batata inglesa, cacau, café, laranja, pimenta do reino, trigo e maçã. O resultado positivo do algodão ocorre nos preços e quantidades, enquanto que o do café tem seus resultados determinados pelos preços.

Resultados por região- Os resultados regionais mostram a liderança da região Centro-Oeste, com R$ 111,6 bilhões. O segundo lugar fica com a região Sul, com R$ 108,4 bilhões. Em seguida está o Sudeste, com R$ 108 bilhões, e por último estão as regiões Nordeste e Norte.

Informações - As informações são da Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. (Mapa

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CAFÉ: Quinto item mais exportado do agronegócio

O café representou 5,9% de todas as exportações do agronegócio brasileiro entre os meses de janeiro e junho de 2014, ficando atrás da soja, carnes, produtos florestais e complexo sucroalcooleiros. O faturamento do produto foi de R$ 2,9 bilhões. Nos seis primeiros meses de 2014, o Brasil exportou mais de 994 mil toneladas de café para o mundo. Entre os maiores consumidores do café brasileiro estão Alemanha, Estados Unidos, Itália e Japão. Os números fazem parte do Informe Estatístico do Café, que é publicado mensalmente pelo Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). (Mapa

Confira aqui o Informe Estatístico do Café

ADAPAR: Paraná vai normatizar credenciamento para inspeção sanitária

adapar 14 07 2014A inspeção industrial e sanitária em estabelecimentos de produtos de origem animal no Paraná passará por mudanças significativas até o final do mês. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) vem trabalhando no processo de credenciamento de pessoas jurídicas com profissionais capacitados para a realização da inspeção no estado. A normatização tem como objetivo elevar o padrão da inspeção sanitária para conferir mais garantia à certificação dos produtos ofertados no comércio.

Portaria - A nova norma entra em vigor com a publicação de portaria da Adapar, cuja minuta recentemente passou por consulta pública e nesta semana foi discutida em audiência pública com profissionais e instituições da área.

Credenciamento - As mudanças propõem o credenciamento de empresas prestadoras de serviços na área de medicina veterinária para que possam ser contratadas para realizar inspeção em estabelecimentos de abate de animais e processadores de produtos de origem animal.

Legislação atual- De acordo com a legislação atual, é obrigação dos estabelecimentos que produzem e/ou manipulam produtos de origem animal no Paraná dispor de médico veterinário para realizar a inspeção de seus produtos; ao estado fica a responsabilidade de, por meio da Adapar, fiscalizar o cumprimento das leis.

Modernização - “O Brasil precisa modernizar o seu sistema de inspeção de produtos de origem animal, principalmente os serviços estaduais e municipais, seguindo um padrão unificado de critérios e procedimentos que atendam aos requisitos do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi)”, acredita Inácio Afonso Kroetz, presidente da Adapar.

Tecnologias - “As tecnologias empregadas nos processos de elaboração e fabricação de produtos alimentícios evoluem diariamente, isso requer que a fiscalização e as normas também acompanhem essa evolução, tanto para inibir fraudes ao sistema quanto para permitir que tais produtos e processos tenham amparo legal para sua disponibilização ao mercado com as garantias necessárias ao consumidor”, explica.

Padrão - Kroetz defende ainda que o padrão da inspeção sanitária para produtos de origem animal no Brasil deve ser o mesmo para produtos comercializados no mercado interno quanto no mercado externo. “Não é justo que o rigor sanitário seja diferenciado para os produtos que consumimos e os que exportamos”, afirma, destacando que 80% dos produtos de origem animal produzidos no país são consumidos pela população brasileira e apenas 20% são exportados.

Requisitos - Os serviços estaduais, que certificam produtos comercializados apenas no mercado doméstico, seguem um padrão de exigência. Os certificados internacionais, expedidos apenas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), possuem outras exigências. Além das normas nacionais, a certificação internacional exige requisitos específicos de cada mercado, sendo ele sanitário, cultural ou religioso.

Credenciamento - Para se credenciar a empresa deverá cumprir todos os requisitos listados na portaria e protocolar o requerimento nas unidades locais ou regionais da Adapar. O credenciamento deverá ser revalidado anualmente. Mais informações sobre o credenciamento a partir da próxima semana no portal da Adapar (www.adapar.pr.gov.br). (Agência de Notícias do Paraná)

 

BRICS I: Cadeia de carnes quer ampliar negócios com países do grupo

pecuaria 14 07 2014As cadeias da avicultura e suinocultura querem aproveitar a próxima reunião da cúpula dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para ampliar a participação no mercado internacional. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa os dois setores, encaminhou ofício para o Ministério das Relações Exteriores e para a Presidência da República solicitando apoio nas negociações dos países durante o encontro, que ocorre na próxima semana, em Fortaleza (CE). Há demandas para todos os países do bloco, que envolvem abertura de mercados e mudança nas condições comerciais.

Rússia - No caso da Rússia — a principal compradora da carne suína brasileira — a demanda é por estabilidade nas negociações, argumenta o presidente da ABPA, Francisco Turra. “No passado ocorreram restrições à carne brasileira sem justificativas muito claras”, contextualiza. Ele explica que isso desestimula a produção nacional, e limita a capacidade de oferta em momentos de aumento na demanda, como o que ocorre agora devido aos problemas da propagação da diarreia epidêmica suína (PEDv) nos Estados Unidos.

China - Para a China o objetivo é garantir ampliação nos negócios. A nação asiática já autorizou a compra de carne oriunda de 29 frigoríficos avícolas e 6 suínos, mas ainda não houve nenhuma aquisição.

Tarifação - A incidência de tarifas sobre a carne brasileira é o alvo dos pleitos junto à África do Sul e Índia. A ABPA indica que no caso indiano o maior impacto ocorre na avicultura, que é onerada em 35% para o frango inteiro e de 100% para cortes e processados. “É inviável fechar negócios fechar negócios com essa taxa. Isso só pode ser resolvido através da diplomacia”, aponta Turra. Há demanda semelhante para os sul-africanos, já que houve ajuste de 27% para 82% na tarifa de importação de frango inteiro oriundo do Brasil, fato que também limitou os negócios.

Potencial - A entidade avalia que há potencial para forte incremento nas vendas nos quatro países que formam o bloco. Isso também favorece os dois setores no longo prazo, sinaliza Turra. “O objetivo, especialmente na suinocultura, é garantir que haja mais opções, sem que haja dependência de nenhum mercado.” (Gazeta do Povo)

 

BRICS II: BR busca presidência do banco que será criado na reunião de cúpula

O Brasil chega à reunião de cúpula de presidentes dos Brics disposto a negociar a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento (New Development Bank, em inglês) que nasce com capital de US$ 50 bilhões e a missão de financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. O acordo que cria o NDB é um dos quatro que serão assinados pelos presidentes dos países que integram o grupo (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na reunião desta terça-feira (15/07), em Fortaleza.

Socorro mútuo- O banco, assim como o acordo que permitirá aos países se socorrerem mutuamente em caso de crises de balanço de pagamentos, são tentativas de mostrar músculo na diplomacia internacional, uma vez que a reforma de organismos como FMI e Banco Mundial continuam emperradas e os Brics não conseguem aumentar seu poder de influência nas decisões desses órgãos. A declaração final dos presidentes após a cúpula deve reforçar o desagrado com o atraso nas reformas, especialmente do FMI.

Posicionamento - O Brasil não se candidatou a sede do banco - preferência expressada por China e Índia - na intenção de se posicionar melhor na discussão sobre a presidência da instituição. A avaliação do governo brasileiro é que o primeiro presidente terá grande influência na forma de atuação e na definição das políticas que serão seguidas pelo banco no futuro.

Definição - Até o fim da semana passada, os países ainda não haviam definido a sede ou quem indicará o primeiro presidente do NDB. Há acordo, segundo integrantes da delegação brasileira, de que o país-sede será o último a assumir a presidência, que prevê mandato de cinco anos sem direito a recondução. O critério que definirá a rotatividade da presidência entre os Brics terá que ser decidido pelos ministros da Fazenda, que fazem encontro preparatório hoje, ou pelos presidentes na reunião de amanhã.

Conservadora - A ideia é que o NDB nasça como uma instituição financeira conservadora. Do capital total de US$ 50 bilhões, cerca de 20% será colocado em dinheiro, com parcelas de US$ 2 bilhões para cada um dos sócios. Num primeiro momento, o banco emprestará apenas para governos e apenas em casos excepcionais para países que não fazem parte do grupo dos Brics.

Outros países- Segundo fontes do governo brasileiro, o NDB poderá financiar terceiros países quando, por exemplo, empresas de um dos sócios estiver envolvida no projeto. Além disso, a ideia é que as operações do banco, assim como sua estrutura de capital, consigam obter notas de crédito das agências internacionais de avaliação de risco superiores àquelas dos países membros. Para entrar em operação, o acordo de criação do banco tem que ser aprovado por todos os membros, o que no caso do Brasil significa votação pela Câmara e Senado.

Compartilhamento de reservas- O acordo de compartilhamento de reservas internacionais também será finalizado no encontro. Os membros do grupo se comprometerão a abrir linhas de crédito em moeda forte no valor de até US$ 100 bilhões, caso algum dos sócios sofra com problemas de balanço de pagamentos. O acesso à maior parte dos recursos da linha, no entanto, estará condicionado a acordo de ajuste fiscal com o FMI.

Acordos de cooperação- Os presidentes também assinam acordos de cooperação entre as agências garantidoras de crédito à exportação de cada país e entre os bancos de desenvolvimento dos membros do grupo. (Valor Econômico)

BRASIL: No ano, taxa de investimento deve cair até 5%

O fraco desempenho do setor industrial e a deterioração da confiança dos empresários desde janeiro estão levando economistas a revisar suas projeções para o investimento em 2014. Algumas estimativas, que no início do ano eram de uma alta de até 4% para a Formação Bruta de Capital Fixo (medida das contas nacionais do que se investe em máquinas e equipamentos e na construção civil), se transformaram que prognóstico de queda significativa, próxima de 5%, e ajudam a explicar a piora do cenário para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

2013 - No ano passado, a taxa de investimento do país apresentou crescimento de 5,2%, segundo dados revisados do IBGE. Confirmada a expectativa para este, será a pior retração do investimentos no Brasil desde 2009. Uma redução nos investimentos neste ano também significará que 2015 vai se iniciar em ritmo lento.

Fim dos incentivos- Para alguns economistas, além do aumento do pessimismo entre os empresários, o fim de incentivos para aquisição de bens de capital também contribui para piorar os prognósticos para o investimento neste ano. Apenas entre janeiro e maio, a produção de bens de capital caiu 5,8%, enquanto a atividade industrial como um todo encolheu, em média, 1,6%. As compras de bens de capital do exterior também caíram significativamente: até maio, o país reduziu esse tipo de importação em 3,32%, segundo a Funcex.

Desempenho - Tanto o desempenho da construção civil quanto a performance do ramo de bens de capital - e as previsões para o restante do ano continuam pouco animadoras. Nas estimativas do Bradesco, o setor de construção deve mostrar queda de cerca de 3% no 2º trimestre, seguindo uma queda de 2,3% já ocorrida no 1º trimestre do ano, nos dados para elaboração do PIB.

Produção - Já o nível de produção do ramo de bens de capital se encontra próximo ao de 2012 e, em relação ao mesmo período do ano passado, a queda atinge 7,6%. Em parte, essa retração é influenciada pelo desempenho ruim de caminhões e ônibus, que mostram recuo de 27,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas existem outros fatores, como o ritmo menos acelerado adotado pela Petrobras nos seus investimentos neste ano. (Valor Econômico)

FOCUS: Instituições financeiras apostam na manutenção da Selic em 11% ao ano

As instituições financeiras esperam por manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 11% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta terça-feira (15/07) e a próxima quarta-feira (16/07). Essa expectativa está na pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) sobre os principais indicadores econômicos.

Sem alterações- De acordo com a pesquisa, as instituições financeiras não esperam mais por alterações na Selic ao longo deste ano. Para 2015, no entanto, há expectativa de elevação da Selic em 1 ponto percentual, com a taxa básica encerrando o período em 12% ao ano.

Instrumento - A Selic é usada como instrumento para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

Sinalização - Ao manter a Selic no mesmo patamar, a sinalização é que as elevações anteriores foram suficientes para provocar os efeitos esperados na economia. O BC tem reiterado que os efeitos de alta da taxa básica se acumulam e levam tempo para aparecer. O BC precisa encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O centro da meta definido pelo governo é 4,5%, com limite superior de 6,5%.

IPCA - A projeção das instituições financeiras indicam o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) bem próximo do limite superior da meta, em 6,48%. Na semana passada, a estimativa estava um pouco menor, em 6,46%. Para 2015, a estimativa segue em 6,10%, há três semanas.

PIB - A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 1,07% para 1,05%, este ano, e foi mantida em 1,50%, em 2015. (Agência Brasil)


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