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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3383 | 15 de Julho de 2014

CAPACITAÇÃO I: Fórum vai reunir agentes de DH e DA nesta semana

O Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), vai reunir os profissionais das cooperativas do Paraná que atuam como agentes de Desenvolvimento Humano (DH) e de Desenvolvimento e Autogestão (DA), na quinta e sexta-feira (17 e 18/07), em Cornélio Procópio, Norte do Paraná. Na oportunidade, será feito um balanço das atividades realizadas até o momento e iniciado o planejamento das ações de 2015. O primeiro dia do evento terá a participação de Fátima Toledo, do Isae/FGV, que vai ministrar uma palestra com o tema “Indicadores como estratégia para o desenvolvimento”. Haverá ainda a apresentação de cases das cooperativas Batavo, Copacol, Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP e da Unimed Londrina. Nas atividades em grupo, os participantes vão discutir indicadores de RH, Desenvolvimento Humano, Desenvolvimento e Autogestão e sociais.

Lançamentos - Na sexta-feira, representantes do Sescoop Nacional se unem aos agentes de DA e DH para a realização do lançamento de dois programas sociais: a Campanha de solidariedade do Dia C e o FIC – Felicidade Interna do Cooperativismo. 

CAPACITAÇÃO II: Profissionais das cooperativas do PR atualizam conhecimentos sobre tributos

Teve início, na manhã desta terça-feira (15/07), em Curitiba, o curso sobre atualização tributária, com 38 profissionais das cooperativas paranaenses inscritos. O instrutor José Julberto Meira Júnior está repassando as informações mais recentes ligadas ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e ISS (Imposto sobre Serviços de qualquer natureza). A capacitação, promovida pelo Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), se estende até esta quarta-feira (16/07).

Conteúdo - O professor José Julberto Meira Júnior conta que o objetivo é fazer com que os participantes compreendam os conceitos, a estrutura e a aplicabilidade do ICMS. “Durante estes dois dias, vamos fazer um passeio completo por todo o ICMS, abordando, inclusive, suas regras de validade e o seu grau de relacionamento com outros tributos, como o ISS e o IPI, trazendo tudo isso para a nossa realidade. O cooperativismo possui uma série de peculiaridades, em especial, em relação ao Ato Cooperativo. Por este motivo, o curso é moldado para entendermos o ICMS em si e também sua aplicação, considerando-se os diferenciais do cooperativismo e as mais variadas atividades das cooperativas desempenham”, explica.

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SICREDI VALE DO PIQUIRI: 8º Seminário do Jovem Cooperativista tem mais de 300 participantes

Em alusão ao Dia Internacional do Cooperativismo, aconteceu no sábado (12/07), a 8ª edição do Seminário do Jovem Cooperativista, promovido em parceria entre as cooperativas Sicredi e C.Vale. O evento aconteceu na Asfuca, com a participação de mais de 300 jovens de Palotina e municípios vizinhos. Este ano, os jovens ouviram sobre a história do cooperativismo de crédito na região com o presidente da Sicredi, Jaime Basso. “É sempre importante reforçar que o cooperativismo de crédito auxilia no desenvolvimento regional e que é construído por pessoas”, avaliou.

Clima e marketing- O setor agronômico da C.Vale trouxe informações importantes sobre o clima e novas tecnologias disponíveis para o setor agropecuário. O ultimo tema do evento foi ‘Marketing pessoal de alto impacto’, apresentado pelo professor Marcelo Peruzzo. “Cada pessoa é responsável pelo desenvolvimento do marketing pessoal e passar esse conhecimento aos jovens é importante, pelo momento em que vivem”, comentou. (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri ABCD PR/SP)

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INTERCOOPERAÇÃO: Cocamar e Unimed, sempre parceiras

intercooperacao 15 07 2014A Unimed Maringá é tradicional parceira da Cocamar nos eventos realizados por esta cooperativa. Como acontece em todos eventos técnicos e esportivos que reúnem um grande número de participantes, a Unimed se prontifica a enviar ambulância com equipe de atendimento médico-hospitalar, que fica à disposição. Na última sexta-feira (11/07), durante o Dia de Campo de Inverno promovido em Floresta, região de Maringá, ambulância e profissionais foram destacados. Felizmente, não foi necessário fazer nenhuma intervenção.

Parceria ampla- O coordenador de Comunicação e Social da Cocamar, José Marques Júnior, lembra que a parceria já é bastante ampla, incluindo plano de saúde aos colaboradores e a realização de um trabalho que visa, também, alcançar os cooperados, parte dos quais já é atendida pela cooperativa médica. 

Mais - Outras duas cooperativas participam, tradicionalmente, dos eventos técnicos, com estandes e equipe: a Sicredi União PR/SP e a Unicampo. A primeira deslocou equipe para prestar informações aos produtores sobre o Plano Safra 2014/15, além de divulgar seus produtos e serviços; a segunda, orientou sobre os procedimentos em relação ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o georreferenciamento. (Imprensa Cocamar)

 

COCAMAR: Jornal da cooperativa concorre ao Prêmio Andef

cocamar 15 07 2014Com duas reportagens sobre o programa de integração lavoura, pecuária e floresta (iLPF), o Jornal de Serviço Cocamar  está entre os finalistas do 17º Prêmio Andef, cujos vencedores serão conhecidos na noite da próxima segunda-feira (21/07), durante solenidade no Esporte Clube Sírio em São Paulo. As matérias, de autoria de Rogério Recco e Marly Aires, figuram entre as sete selecionadas na categoria Cooperativas. Considerado um dos mais importantes reconhecimentos do jornalismo especializado em agronegócios, no País, o Prêmio Andef vai distinguir também trabalhos selecionados nas áreas de jornalismo impresso, rádio, televisão e fotografia.

Iniciativa - A iniciativa da Associação Nacional de Defesa Vegetal, (Andef), é realizada em parceria com o inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e Andav (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agropecuários). De acordo com os organizadores, o evento vai reunir pesquisadores, docentes, jornalistas, profissionais das empresas participantes, parlamentares, representantes de diversas entidades e órgãos do governo. A premiação divulga também os vencedores na categoria Distribuidores e Cooperativismo. (Imprensa Cocamar)

 

CAMISC: Cooperadas visitam indústria de lático em Pinhalzinho (SC)

camisc 15 07 2014Sempre disposta a levar conhecimento e novas experiências aos seus cooperados, seja através de palestras ou visitas técnicas, a Camisc tem como compromisso trabalhar pelo desenvolvimento dos agricultores e das regiões onde atua.  Pensando desta forma, a cooperativa oportunizou a 24 integrantes do Camisc Mulher, produtoras de leite, uma visita a uma indústria de lático da Aurora Alimentos, em Pinhalzinho (SC).

Processo - “A visita teve como objetivo oportunizar as cooperadas conhecerem na prática os modos de processo pelo qual o leite passa. A partir desta visita, as produtoras terão condições de visualizar seus pontos de melhoria na produção. Uma oportunidade para que elas planejem ações para adequar seu processo obtendo mais qualidade e melhores remunerações”, afirma a gerente administrativa da Camisc, Rita Vazzata De Bortoli.

Palestras e treinamentos- Durante a visita, as produtoras participaram de palestras e treinamentos. O foco foi na produção de leite e na importância do cuidado com as vacas. Dentro deste aspecto, por exemplo, as agricultoras ouviram dicas de manejo para vacas secas (aquelas que pararam de produzir leite) e vacas em lactação. Além das palestras, as visitantes tiveram acesso também a toda a indústria, visitando todas as etapas pelo qual o leite passa até o produto final e derivados.

Entendimento - Para a produtora Liliane Bresolin, a visita possibilitou um melhor entendimento de todo o processo de produção do leite, bem como melhorar sua qualidade e os cuidados no manejo com os animais. “Por cada setor de passamos e em cada palestra aprendemos um pouco. Desta forma, retornamos a propriedade com novas ideias, uma nova visão e prontas para melhorarmos a produção nas nossas propriedades”. (Imprensa Camisc)

 

COPAGRIL: Maratona cultural da ACJC é um espetáculo mais uma vez

No último sábado (12/07), a Associação dos Comitês de Jovens da Copagril (ACJC) proporcionou mais um momento cultural aos associados da Copagril, familiares e a comunidade em geral. Foi realizada a fase final da maratona cultural, edição 2014, na linha Palmital, em Margarida.

Apresentações - Os espectadores puderam ver apresentações de cinco danças de vários estilos e interpretações de quatro músicas. Os objetivos das apresentações culturais são promover entrosamento entre os jovens, despertar o cooperativismo por meio da união na realização da maratona e oportunizar o desenvolvimento da criatividade.  E ainda, proporcionam atrações culturais para a comunidade.

Destaques - Depois das apresentações foram entregues as premiações aos que melhor se desempenharam nas apresentações, inclusive da categoria de teatro e poesia, que foram realizadas na primeira fase da maratona, no mês de maio. Para chegar aos melhores da maratona, uma equipe de jurados analisa criteriosamente os detalhes de cada categoria. Na poesia são avaliados: autoria (se própria ou de terceiros), mensagem, expressão corporal e dicção. Na dança é avaliada a coreografia, evolução (mudança de passos), ritmo, uniformidade de movimentos e originalidade e traje. Na música os critérios são: afinação, ritmo, dicção, uso do microfone e expressão corporal. E no teatro: figurino/cenário, mensagem, criatividade, dicção e expressão corporal. (Imprensa Copagril)

Classificação por categoria:

Teatro

1º lugar: CJC Ordem e Progresso, de Quatro Pontes – peça “O casamento de Maria Feia”

2º lugar: CJC Verdes Campos, de Novo Horizonte – peça “A vida é uma caixinha de surpresas”

3º lugar: CJC Caminhos do Saber, de Mercedes – peça “Dr. Silva”

Poesia

1º lugar: CJC Cultura Jovem, de Entre Rios do Oeste – poesia “Cordeiro Gaúcho”

2º lugar: CJC Caminhos do Saber, de Mercedes – poesia “Assim como o vento que passa”

3º lugar: CJC Esperança Jovem, da linha Campos Sales e Margarida – poesia “Apanhador de desperdícios”

Dança

1º lugar: CJC Juntos Venceremos, da linha São João e Wilhelms – dança “O dia do bem”

2º lugar: CJC Ação Jovem, de Novo Três Passos – dança “Dancing days”

3º lugar: CJC Força Jovem, da linha Ajuricaba – dança “Safe-and-sond”

Música

1º lugar: CJC Ação Jovem, de Novo Três Passos – música “Cuitelinho”

2º lugar: CJC Progresso sem Fronteiras, de Pato Bragado – música “Viola divina”

3º lugar: CJC Força Jovem, da linha Ajuricaba – música “Remix sertanejo”

Classificação geral

1º lugar: CJC Ação Jovem, de Novo Três Passos

2º lugar: CJC Caminhos do Saber, de Mercedes

3º lugar: CJC Progresso sem Fronteiras, de Pato Bragado

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INOVAGRO: Cooperativas poderão acessar recursos do programa

inovagro 15 07 2014Foi assinado, na manhã desta segunda-feira (14/07), o primeiro contrato do projeto-piloto entre Sicredi e BNDES numa linha de crédito para financiamento do setor agropecuário: o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro). A cerimônia ocorreu na sede da Associação Sul-mato-grossense de Produtores de Novilho Precoce, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul – estado escolhido como piloto para o programa.

Presença- O evento contou com a presença do presidente do Sicredi, Celso Regis, que também é coordenador do Conselho Consultivo do Ramo Crédito do Sistema OCB, e do presidente da Associação, Alexandre Scaff. Para o presidente do Sicredi, Celso Regis, a nova operação irá ampliar o leque de serviços oferecido nas unidades de atendimento.

Iniciativa importante- “É uma iniciativa importante. Queremos apoiar investimentos necessários à incorporação de inovação tecnológica nas propriedades rurais, visando ao aumento da produtividade, à adoção de boas práticas agropecuárias e de gestão da propriedade rural”, explica Regis.  Ele também aponta como objetivo do Inovagro o estímulo à inserção competitiva dos produtores rurais nos diferentes mercados consumidores.

Público - Podem aderir ao Programa produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas e cooperativas rurais de produção, associados a uma das unidades de atendimento Sicredi em Mato Grosso do Sul.

Taxas - A taxa de juros é uma das mais atrativas: 3,5% a.a. e o limite de financiamento é de até R$ 1 milhão por associado e de até R$ 3 milhões para empreendimento coletivo, desde que respeitado o limite individual por participante.

Limite - “O limite para empreendimento individual pode ser elevado em até 100%, desde que os recursos adicionais sejam destinados exclusivamente para cultivos protegidos do segmento da olericultura, fruticultura, floricultura e cafeicultura”, explica Celso Regis.

Mais de um financiamento- E admite-se concessão de mais de um financiamento para o mesmo cliente por ano/safra, quando a atividade assistida requerer e o somatório dos valores concedidos não ultrapassarem os limites de créditos.

Pecuária - No caso do setor pecuário, as condições do Programa também são vantajosas, já que o somatório dos recursos disponibilizados para custeio associado ao projeto de investimento e aquisição de matrizes e reprodutores é de até 30% do valor do financiamento. O prazo do financiamento é de até 10 anos com carência de até três anos para início do pagamento. E o BNDES pode financiar até 100% do projeto.

Itens Financiáveis- Podem ser financiados pelo Inovagro:

- Aquisição, implantação e recuperação de equipamentos e instalações para proteção de cultivos inerentes ao segmento da olericultura, fruticultura, floricultura e cafeicultura;

- Serviços de agricultura de precisão, desde o planejamento inicial da amostragem do solo à geração dos mapas de aplicação de fertilizantes e corretivos;

- Máquinas e equipamentos para automação e adequação de instalações nos segmentos de avicultura, suinocultura e pecuária de leite;

- Programas de computadores para gestão, monitoramento ou automação;

- Consultorias para a formação e capacitação técnica e gerencial das atividades produtivas implementadas na propriedade rural;

- Aquisição de material genético (sêmen, embriões e oócitos), provenientes de doadores com certificado de registro e avaliação de desempenho ou, alternativamente para pecuária de corte, o certificado especial de identificação de produção-CEIP;

- Itens que estejam em conformidade com os Sistemas de Produção Integrada Agropecuária PI-Brasil e Bem-Estar Animal, e aos Programas Alimento Seguro das diversas cadeias produtivas, e Boas Práticas Agropecuárias da Bovinocultura de Corte e Leite;

- Itens ou produtos desenvolvidos no âmbito do Programa de Inovação Tecnológica (Inova-Empresa);

- Assistência técnica necessária para a elaboração, implantação, acompanhamento e execução do projeto, limitada a 4% do valor total do financiamento; e

- Custeio associado ao projeto de investimento e aquisição de matrizes e reprodutores, com certificado de registro genealógico, emitido por associações de criadores autorizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e avaliação de desempenho. (Informe OCB)

 

FUNCAFÉ: Novos contratos no valor de R$ 594 milhões

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) assinou quatro novos contratos com agentes financeiros para repasses de recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), no valor de R$ 594 milhões, aprovados pela Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 4.325/14 e nº 4.340/14. Os extratos desses contratos foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (14/07).

Operações - Os contratos financiarão operações de custeio (R$ 544 milhões), estocagem (R$ 812 milhões), aquisição do café (FAC - R$ 368 milhões), capital de giro para indústrias de torrefação (R$ 6 milhões), de café solúvel (R$ 17 milhões) e cooperativas de produção (R$ 79 milhões), totalizando R$ 1,826 bilhão.

Novos agentes- Os novos agentes financeiros contratados são Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), Banco Pine S.A., Banco Ribeirão Preto S.A. e Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Carmo do Rio Claro Ltda. (Credicarmo). (Mapa

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GRÃOS: Safra gigante nos EUA adia negócios e força o Brasil a revisar área da soja

graos 15 07 2014Dois anos após a quebra histórica que elevou as commodities agrícolas a cotações recordes, os Estados Unidos estão perto de recompor seus estoques de soja. Com as inéditas 103,4 milhões de toneladas anunciadas na última semana pelo Departamento de Agricultura (Usda), bastarão duas safras – e não três como os especialistas previam – para que o país reequilibre seu quadro interno de oferta e demanda. Esse fator mostra força para redirecionar o mercado, a dois meses do início do plantio de verão no Brasil.

Potencial produtivo- Até o momento, as lavouras da oleaginosa esbanjam potencial produtivo recorde no Hemisfério Norte e tudo indica que, mesmo com problemas climáticos pontuais, a produção de 2014/15 irá romper pela primeira vez a marca de 100 milhões de toneladas de soja. Trata-se de um quadro inédito não somente para o país, mas para o agronegócio global.

Negócios - A queda de 16% na cotação do produto em pouco mais de um mês em Chicago trava os negócios no Brasil. Apesar da proximidade do plantio, os produtores brasileiros podem “e devem repensar o ímpeto expansionista no cultivo”, avalia Flávio França Júnior, consultor de agronegócio.

Área menor- Estados consolidados como Paraná e Mato Grosso não devem reduzir a área plantada com o grão, apontam representantes do setor. Mas é possível que o aumento previsto não se confirme, especialmente em regiões onde há condições climáticas para semeadura tardia, entre novembro e dezembro.

Evolução - “Tudo vai depender da evolução das cotações daqui pra frente. O aumento de 5% de área do último ano não deve se repetir. Mas diminuir não vai. A soja ainda é o produto mais interessante, e lucrativo, apesar da oferta maior”, avalia Marcelo Garrido, economista do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab).

Preços remuneradores- Embora estejam em queda, os preços praticados atualmente no estado são remuneradores, lembra, diferentemente do que ocorre com o milho e o feijão. Os dois grãos que seriam uma alternativa do agricultor paranaense ameaçam dar prejuízo, com custos de produção acima dos preços de venda. Hoje, a saca de 60 quilos de soja vale entre R$ 50 e R$ 60 no Paraná e os custos calculados para o próximo ciclo estão em R$ 36 por saca, aponta o Deral.

Mato Grosso- “Diferente de Paraná e Rio Grande do Sul, que podem optar por outra cultura, Mato Grosso só tem soja para o verão. Se o preço vier abaixo de R$ 38 por saca, ou seja, R$ 10 a menos do que vem ocorrendo, teremos um cenário catastrófico, de inviabilidade. E o produtor pode não plantar a área toda. Mas é difícil isso ocorrer”, acrescenta Cid Sanches, gerente de planejamento da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja).

MaToPiBa - Na nova fronteira agrícola brasileira, ou MaToPiBa como é conhecida a zona de plantio do Centro-Norte, também pode haver revisão nos planos. Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia têm plantio mais intenso entre a segunda metade de novembro e a primeira de dezembro.

Estratégia - “A nossa estratégia está definida, mas vejo o pessoal revisando expansão de áreas, em zonas que não têm condições [de clima e solo] tão adequadas, principalmente no Maranhão e Piauí”, afirma Cassiano Prado, vice-presidente de operações da Agrex do Brasil. O grupo, que atua na produção e comercialização de grãos e insumos, pretende cultivar mais de 60 mil hectares no Brasil no ciclo 2014/15.

Clima - A confirmação da supersafra de soja nos Estados Unidos deve vir dentro de um mês, quando as lavouras terão índices de produtividade definidos pelo clima e pelo próprio avanço da safra. Por enquanto, não há ameaças climáticas ao campo e a tendência é que os rendimentos médios fiquem acima dos registrados no ano passado e da linha de tendência.

Produtividade recorde- O Departamento de Agricultura norte-americano, Usda, espera que as plantações alcancem produtividade recorde nesta temporada, de mais de 50 sacas por hectare (3 mil quilos/ha). A maior parte da área da oleaginosa ainda está em fase inicial de desenvolvimento, mas em excelentes condições.

Florescimento - Perto de um terço das lavouras está mais adiantado, em fase de florescimento, conforme o Usda. E a previsão meteorológica aponta poucas chuvas na próxima semana. Os volumes devem ficar entre 12 e 16 milímetros até a próxima terça-feira (22/07) sobre o cinturão de produção norte-americano.

Milho - O quadro favorece também o milho, que teve área reduzida em 4,37% (a 33,9 milhões de hectares), mas tende a render volume parecido com o de 2014/13, somando 352 milhões de toneladas. São 10,4 toneladas ou 173 sacas por hectare, média só alcançada em regiões líderes em produtividade no Brasil.

14 milhõesde toneladas de soja a mais devem ser colhidas nos EUA em relação a 2013/14. São 12 milhões (t) além do recorde de 2019/10.

91 milhõesde toneladas de soja devem ser produzidas pelo Brasil em 30 milhões de hectares em 2014/15, conforme previsões oficiais. (Gazeta do Povo)

 

INSUMOS: Diretor da Anda estima recorde de vendas de fertilizantes este ano

O diretor-executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), David Roquetti Filho, diz que as vendas de fertilizantes no país caminham para mais um recorde este ano. Em 2013, foram entregues ao consumidor final 31,1 milhões de toneladas desses produtos, ante 29,5 milhões em 2012. O desempenho de 2013 foi considerado histórico para o setor em volume comercializado. De janeiro a maio deste ano, as vendas de adubos no país cresceram 8% ante os cinco primeiros meses de 2013, para 10,295 milhões de toneladas. Os números referentes ao primeiro semestre de 2014 devem ser divulgados nesta terça-feira (15/07).

Relações de troca- Roquetti Filho afirma que as relações de troca entre fertilizantes e produtos agrícolas melhoraram para os produtores rurais. Os preços de adubos, em reais, recuaram este ano ante igual período do ano passado, diz João Santucci, analista da INTL FCStone. Roquetti Filho acrescenta que a antecipação de compras de fertilizantes este ano para o plantio da safra de verão, aumentou, embora a Anda não disponha ainda de dados sobre esse percentual. (Gazeta do Povo)

CAR: Cadastro Ambiental Rural trava dois meses após lançamento

car 15 07 2014Pouco mais de dois meses após o início da contagem de um ano para adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), as dificuldades persistem. Embora o programa de computador utilizado para fazer o registro esteja disponível, os agricultores têm dúvidas sobre a forma ideal de preenchimento do formulário. Entidades que representam o setor concentram esforços na orientação e capacitação de técnicos para auxiliar no processo, mas o diagnóstico é de que problemas técnicos, como sobreposições no mapeamento das áreas devem ser inevitáveis. A incerteza favorece o surgimento de um mercado que tenta ganhar espaço prestando o serviço de consultoria em cadastro ambiental para os produtores.

Dúvidas - No campo, sobram dúvidas. Além de preocupação quanto a erros de preenchimento, uma das principais dificuldades diz respeito ao mapeamento das propriedades rurais, baseado em imagens de satélite. O assessor de meio-ambiente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Silvio Krinski, aponta que a sobreposição de áreas no CAR deve se tornar um problema comum, já que em muitos casos há divergência entre os dados da matrícula do imóvel e as informações georreferenciadas. “Nesses casos o problema é fundiário. A matrícula precisa ser corrigida para que depois seja feita a retificação do CAR”, detalha.

Foco educativo- Como o prazo inicial para realização do cadastro vence em maio de 2015, com possibilidade de prorrogação por mais um ano, os especialistas avaliam que não há motivo para pressa. Por essa razão, o foco continua sendo educativo. “Os agricultores estão conscientes das obrigações que deverão ser cumpridas. A dúvida é quanto à operacionalização do processo”, pontua Krinski. “Ainda há muitos pontos obscuros, o tema precisa ser esmiuçado. Não dá para imaginar que o produtor vai conseguir fazer o cadastro sozinho”, ressalta o agricultor e presidente do Sindicato Rural de Cornélio Procópio (Norte), Floriano Ribeiro.

Obrigatoriedade de registro- A especialista na área ambiental do Departamento Técnico – Econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Carla Beck, explica que já há casos de produtores que fizeram o cadastramento em virtude da obrigatoriedade do registro para realizar o desmembramento e remembramento de imóveis rurais. Ela reforça que não há obrigatoriedade em contratar um profissional para executar o serviço. “A Faep está treinando facilitadores para operar a partir de agosto”, diz.

Balanço - Ainda não há um balanço parcial do número de áreas que já foram registradas no CAR. Órgão responsável pela análise e validação dos registros no estado, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ainda não teve acesso ao módulo administrativo, que permite realizar a conferência. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) argumenta que a interface está sendo finalizada pela equipe da Universidade de Lavras (UFLA), que forneceu apoio técnico, mas isso não compromete o processo de regulamentação ambiental.

Produtores temem implantação à base de multa - Os produtores rurais estão com dificuldades para ter informações claras e confiáveis referentes ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), que deve ser realizado até o dia 05 de maio de 2015. No Oeste do Paraná, dois meses após a abertura do prazo para o preenchimento da documentação, poucos proprietários de terras conseguiram evoluir com o procedimento. Eles reclamam da falta de auxílio de secretarias de Meio Ambiente e de Agricultura para cumprir a norma e temem que a implantação funcione à base de multa, ou seja, somente com a fiscalização. Os sindicatos rurais são os únicos a terem algum tipo de informação, mas ainda estão capacitando os técnicos. Os cursos devem ser realizados até o final deste mês.

Limitação - Outro receio é que o levantamento limite ainda mais a área de plantio e uso, por erros de monitoramento. Este é o caso de José de Souza Sperafico, de Campina da Lagoa (Centro-Oeste). Dono de quatro alqueires, ele a família cultivam verduras e legumes que são vendidos em supermercados e restaurantes da região. Mesmo com a orientação do sindicato rural local, ele acredita que precisará contratar um agrônomo especializado para concluir o processo. Sem o cadastro, os produtores ficam impedidos de fazer transferências de escrituras, pois os cartórios já estão exigindo o documento, o que compromete o comércio de terras.

Paraná ainda não definiu regras do PRA- Os dados do Cadastro Ambiental Rural vão servir de referência para a etapa seguinte de adequação ao Novo Código Florestal, que é o Programa de Regularização Ambiental (PRA). Os critérios do PRA são definidos por estado e estabelecem as regras que devem ser seguidas por produtores que apresentarem passivo ambiental. O programa revela, por exemplo, que tipo de espécies precisam ser plantadas por um proprietário que tenha de fazer recomposição de área para se adequar à legislação.

Edital - No caso do Paraná, o edital do PRA ainda não foi divulgado, fato que complementa as críticas do setor ao atraso à implantação do CAR. “Há grande preocupação em relação ao cumprimento do CAR, não apenas em relação aos prazos existentes, mas também quanto à correção e qualidade das técnicas a serem implantadas para as práticas de restauração requeridas”, aponta o diretor-exe¬cutivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Clóvis Borges.

Rapidez - “É importante que o estado estabeleça o PRA o mais rápido possível”, resume Carla Beck, especialista na área ambiental na Federação da Agricultura do Paraná (Faep). Com a definição, deve haver celeridade no andamento de todo o processo de regulamentação ambiental, argumentam os técnicos. Segundo maior produtor nacional de grãos, o Paraná é considerado um dos que tenha poucos ajustes a fazer nessa área. Antes do lançamento do Car, os produtores precisavam respeitar as normas previstas no Sistema Estadual de Registro da Reserva Legal (Sisleg), que comprova conservação de parte das áreas no estado.

Técnicos oferecem consultoria para o CAR - Embora a adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) seja gratuita, já existem empresas que estão tentando lucrar com esse mercado. A TGR Treinamentos, de Goiânia (GO), tem apostado na oferta de cursos e na prestação do serviço de preenchimento do cadastro. Quatro propriedades rurais já foram registradas, e há outras 50 em execução, revela a sócia-proprietária do negócio, Margarete Maria. Ela explica que a demanda pelo serviço reflete a incerteza dos produtores rurais com as novas regras ambientais. “A legislação do CAR é muito complexa. O cadastramento pode ser cancelado por um detalhe que tenha passado despercebido na hora do preenchimento”, argumenta.

Preço - O preço varia conforme as condições da propriedade. Para uma área de médio porte, que esteja georreferenciada (mensurada via satélite), o serviço não sai por menos de R$ 2 mil. “O técnico precisa ir até a propriedade, e conferir todos os dados. O produtor pode encontrar opções mais baratas, mas corre o risco de estar adiando o problema.” (Gazeta do Povo)

 

SEBRAE/PR: Missão para Washington amplia visão de lideranças paranaenses

O Sebrae/PR realiza, de 3 a 9 de setembro, um programa avançado de capacitação de lideranças em  Washington, nos Estados Unidos. A programação, feita sob medida para líderes engajados no desenvolvimento econômico do Paraná e que apostam nos pequenos negócios como alternativa viável para o fortalecimento do Estado, abordará temas relevantes para quem quer, a partir de experiências inspiradoras, ampliar a sua visão de mundo.

Cursos e visitas técnicas- A missão, que faz parte de uma das linhas estratégicas do Sebrae/PR que se propõe a preparar lideranças do Estado, prevê programação intensa com curso e visitas técnicas, articuladas pelo Sebrae/PR em parceria com a American University, instituição fundada em 1893 e reconhecida atualmente nos Estados Unidos como a escola mais dinâmica na área política.

Vagas - Podem participar da missão lideranças de instituições empresariais paranaenses, como associações, sindicatos e federações; e do poder público. Ao todo, são 15 vagas abertas para participação, com tradução simultânea dos conteúdos previstos nos cinco dias de programação.

Experiência única- “A missão criará oportunidades para que as lideranças paranaenses ampliem o seu contexto de referência. Viajar focado em aprendizado, para uma cidade como Washington, que é o centro institucional do poder norte-americano, é uma experiência única para conhecer ações de desenvolvimento socioeconômico, em especial ações voltadas para as micro e pequenas empresas”, diz Rosângela Angonese, consultora do Sebrae/PR.

Reflexão - Segundo Angonese, as palestras e visitas às instituições sem fins lucrativos e órgãos governamentais dedicados ao desenvolvimento socioeconômico norte-americano servirão de apoio para reflexão. “As lideranças do Paraná poderão conhecer com profundidade, como os temas são tratados por lá, e, com base nisso, refletir como está o seu nível de liderança e como esse conhecimento pode auxiliar no seu dia a dia, na tomada de decisões.”

Pensamento estratégico- “O pensamento estratégico e a capacidade de análise do líder são características fundamentais para uma liderança efetiva. Por isso, é preciso sempre entender as conexões, as diversidades, gente que pensa diferente. Isso tudo ajuda o dirigente a lidar melhor com o seu microespaço, a compreender que o seu papel é relevante, sobretudo quando o que se discute é o desenvolvimento do Paraná”, assinala a consultora do Sebrae/PR.

Temas em pauta - São temas do programa do Sebrae/PR para Washington, em setembro próximo: “A relação entre a teoria sobre liderança e a prática das organizações e dos líderes atuais”; “Os líderes que o mundo precisa”; “Mude suas perguntas para mudar a sua realidade”; “A resiliência da liderança em tempos difíceis”; “Tipos de poder: como as decisões são tomadas”; e “Liderança no contexto VUCA (volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade)”.

Instituições - Dentre as instituições sem fins lucrativos e órgãos governamentais dedicados ao desenvolvimento socioeconômico e aos pequenos negócios nos Estados Unidos, a missão visitará o SBA – Small Business Administration, criado para auxiliar, aconselhar, ajudar e proteger os interesses de pequenos negócios; o U.S. Economic Development Administration, instituição que lidera a agenda de desenvolvimento da economia daquele país; e o Banco Mundial, onde o foco da visita será uma análise do estudo “The Doing Business”, que mensura os fatores que interferem no ambiente de negócios de 189 economias mundiais.

PPS - Os participantes conhecerão ainda a PPS – Partnership for Public Service, uma organização sem fins lucrativos, apartidária, que trabalha para revitalizar o governo federal, inspirando uma nova geração para servir e transformar a forma como o governo funciona; o White House Office of Science and Technology Policy, departamento da Casa Branca que oferece consultoria técnica e científica ao presidente dos Estados Unidos e sua equipe sênior; e o NSBA – National SBA, uma forte organização apartidária que envolve mais de 150 mil pequenas empresas.

Missão Washington- Mais informações sobre o pacote de viagem, passagens aéreas, hotel, passaporte, obtenção de visto para os Estados Unidos, podem ser obtidas junto à empresa Premier Turismo, no telefone (41) 3028-8085. Já os detalhes sobre o pacote técnico, que inclui palestras e visitas a instituições e órgãos norte-americanos em Washington, podem ser esclarecidos nos escritórios do Sebrae/PR ou pela Central de Relacionamento no 0800 570 0800.

Sobre o Sebrae/PR-  Para quem já é ou quer ser empresário, o Sebrae/PR – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná é a opção mais fácil e econômica de obter informações e conhecimento. Criado na década de 1970, o Sebrae apoia as decisões dos empresários, dos potenciais empresários e dos potenciais empreendedores, no campo e na cidade, porque é a instituição que entende de pequenos negócios e possui a maior rede de atendimento do País. No Paraná, conta com seis regionais e 11 escritórios. A instituição chega aos 399 municípios por meio de Pontos de Atendimento ao Empreendedor, Salas do Empreendedor e parceiros locais, como associações, sindicatos, cooperativas, órgãos públicos e privados. O Sebrae/PR oferece palestras, orientações, capacitações, treinamentos, projetos, programas e soluções empresariais, com foco em empreendedorismo e gestão; inovação e competitividade; educação empreendedora; startups; liderança; e ambiente de negócios. (Assessoria de Imprensa do Sebrae/PR)

ECONOMIA: Balança comercial tem déficit de US$ 240 milhões na segunda semana de julho

balanca comercial 15 07 2014A balança comercial brasileira apresentou déficit (exportações menores que importações) de US$ 240 milhões na segunda semana de julho, após iniciar o mês com superávit de US$ 1,289 bilhão. O resultado semanal resulta de US$ 4,869 bilhões em exportações e US$ 5,109 bilhões em importações. Com o saldo negativo, o déficit acumulado no ano cresceu de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,4 bilhão. No mês, o resultado está positivo em US$ 1,049 bilhão. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (14/07) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Causas - O déficit semanal ocorreu devido à queda nas vendas externas e ao crescimento das compras do Brasil no exterior. A média diária exportada, que corresponde ao valor negociado por dia útil, ficou em US$ 973,8 milhões na segunda semana de julho, caindo 8% em relação à primeira semana do mês. Do lado das importações, a média diária ficou em US$ 1,022 bilhão, subindo 38,8% sobre igual período comparativo.

Semimanufaturados e manufaturados- Os responsáveis pela diminuição das exportações foram os itens semimanufaturados e manufaturados, com recuo de 26,7% e 16,6%, respectivamente. Nos semimanufaturados, caíram as vendas de ferro e aço, açúcar bruto e couros e peles. Já no caso dos industrializados, diminuiu o comércio de motores e geradores, hidrocarbonetos, açúcar refinado, aviões e laminados planos. No caso dos itens básicos, as vendas externas ficaram praticamente estáveis, com avanços em petróleo bruto, fumo em folhas e carne de frango e suína.

Importações - Do lado das importações, a alta nas aquisições brasileiras pode ser explicada principalmente pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, adubos e fertilizantes, plásticos, instrumentos de ótica e precisão e farmacêuticos. (Agência Brasil)

 

RELAÇÕES EXTERNAS: Brasil e Rússia querem ampliar trocas comerciais para US$ 10 bi

relacoes externas 15 07 2014O Brasil e a Rússia assinaram um plano de ação na área econômica para correr atrás do objetivo de aumentar a soma de importações e exportações entre os dois países para US$ 10 bilhões, depois de uma queda de quase 5% ocorrida nas trocas comerciais em 2013. A presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil tem interesse em atrair investimentos russos para os setores de petróleo, portos e ferrovias.

Visita - Dilma recebeu nesta segunda-feira (14/07) o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Brasília com o cerimonial de uma visita de chefe de Estado, com direito à subida da rampa do Palácio do Planalto e almoço oferecido no Itamaraty. O líder russo vive um período de isolamento em relação às principais economias ocidentais, como Estados Unidos e União Europeia, depois da anexação da Crimeia, região até então vinculada à Ucrânia.

Dobro- O comércio entre Brasil e Rússia havia dobrado de valor desde 2004, quando Putin havia feito outra visita ao Brasil. "Precisamos agir com urgência para vencer os problemas atuais", disse Putin, em declaração conjunta com Dilma.

Plano de Ação- Nesta segunda, foi assinado um Plano de Ação para a Cooperação Econômica e Comercial Brasil-Rússia que, entre outras medidas, inclui "aprimorar o intercâmbio de informações técnicas, visando a equivalência entre os serviços sanitários do Brasil e Rússia". As exportações brasileiras caíram cerca de 25% em 2012, depois que a Rússia impôs uma barreira sanitária à carne suína. O memorando também cita a criação de um Fórum Econômico Brasil-Rússia e prevê negociações nas áreas alfandegária, de aviação civil e cooperação bancária e financeira, entre outras.

Diversificação - Dilma destacou a necessidade de não só ampliar, mas também diversificar as trocas comerciais com a Rússia. As exportações brasileiras àquele país são concentradas sobretudo em produtos básicos e semimanufaturados, enquanto as importações se concentram em manufaturados.

Investimentos - A presidente brasileira enfatizou ainda o desejo de intensificar os fluxos de investimentos diretos entre os países. No ano passado, a Rússia não apareceu na compilação divulgada pelo Banco Central que mostra as 40 economias que mais investem no Brasil. O governo brasileiro considera que há um grande potencial a ser explorado no setor de petróleo, produto que a Rússia é uma grande produtora e exportadora. Também espera que os russos entrem na disputa pelas concessões de ferrovias.

Ucrânia - Pelo menos em público, os dois presidentes não trataram da situação da Ucrânia. Dilma fez um elogio a posições recentes da Rússia em alguns temas internacionais. "Cumprimentamos as posições russas a respeito da questão da Síria, e em especial do Oriente Médio", disse Dilma.

Agradecimento - Putin agradeceu a "acolhida calorosa", o "ambiente construtivo das negociações" e o "espírito de cooperação mútua". Lembrou que no, ano passado, completaram-se 180 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Rússia. "Hoje, quase dois séculos depois, nossa cooperação é exemplo de abertura e igualdade de direitos", afirmou.

Autonomia - Dilma destacou que os dois países "estão entre os maiores do mundo e não podem se contentar com dependências de qualquer espécie". Na avaliação da presidente, "acontecimentos recentes" demonstram a necessidade de autonomia científica e tecnológica e, ao falar no cenário "multilateral" atual, Dilma fez nova defesa de reforma dos organismos internacionais.

Afinidade - Putin destacou a afinidade com o Brasil em questões internacionais, como "multipolaridade". Também ressaltou o "enorme potencial econômico" de ambos os países, apontando as áreas de energia, construção civil, farmacêutica. Completou que espera avançar nas áreas de alta tecnologia, informática, biotecnologia e espacial.

Copa - Sobre a Copa do Mundo, Putin - que assistiu à partida final ao lado de Dilma, domingo no Maracanã - afirmou que a Rússia vai se empenhar em manter ou elevar o nível de organização que o Brasil dedicou ao evento deste ano. A Rússia vai sediar a Copa do Mundo em 2018. (Valor Econômico)

 

BRICS I: Empresários vão sugerir troca direta de moeda entre países do bloco

brics I 15 07 2014Os empresários dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vão apresentar nesta terça-feira (15/07), na reunião de chefes de Estado do grupo, um documento com sugestões para aprimorar a economia do bloco.

Troca de moedas - Uma das propostas é permitir a troca direta de moedas entre os países, para facilitar e baratear os custos de transação. Segundo o presidente da sessão brasileira do Conselho Empresarial do Brics, Rubens De La Rosa, a transação deverá ser feita no âmbito do Banco de Desenvolvimento do Brics, que deve ter sua criação formalizada na reunião de amanhã.

Conversão - “Isso vai permitir que, se eu tiver que fazer uma remessa à Índia, eu não tenha que converter [o valor] em dólares e depois em rupias, gerando custos de transação. Assim, teremos pequenas baixas que diminuirão o custo financeiro de operação. É uma medida simples e possível de ser feita no ambiente do banco”, explicou Rosa.

Banco - Para os empresários, a criação de um banco para o bloco irá acelerar o comércio, negócios e investimentos entre os países do Brics. Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, o banco será importante para todas as empresas dos cinco países, principalmente por permitir que investimentos entre eles tenham mecanismos de financiamento internacional com garantias dadas pelas matrizes das empresas. “É muito difícil para uma empresa fazer investimento lá fora simplesmente com seus próprios recursos. Então, esse mecanismo será fundamental para aumentar o número de empresas brasileiras com investimentos no exterior”, afirmou Andrade.

Outras medidas - Os empresários vão sugerir também medidas para facilitar a emissão de vistos de negócios e a redução das barreiras não tarifárias, como restrições técnicas e fitossanitárias. “Hoje, as empresas brasileiras estão sujeitas a regras de agências reguladoras e, muitas vezes, os produtos importados não atendem às mesmas especificações, nem estão sujeitos às mesmas regras. O que queremos é que a empresa brasileira compita no mesmo ambiente, que os produtos importados tenham que atender às mesmas especificações dos produtos brasileiros”, ressaltou o presidente da CNI.

Encontro paralelo - Na tarde desta segunda-feira (14/07), mais de 700 empresários dos países do bloco participaram do encontro organizado pela CNI, realizado paralelamente à 6ª Cúpula do Brics. Durante o evento, o Conselho Empresarial do Brics vai debater as expectativas econômicas e de integração do bloco. Para a noite desta segunda, estava prevista uma rodada de negócios, que deveria reunir representantes de mais de 600 empresas dos cinco países e movimentar US$ 3,9 bilhões. (Agência Brasil)

 

BRICS II: Cúpula começa sem definição sobre banco

bricsII 15 07 2014Em mais um sinal da dificuldade dos países dos Brics de construir posições de consenso, os ministros da Fazenda de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul não conseguiram chegar a um acordo sobre a sede e o primeiro presidente do banco do Brics, que será criado para financiar projetos de infraestrutura. A decisão terá que ser levada para os líderes dos cinco países, que se reúnem nesta terça-feira (15/07) em Fortaleza.

Detalhe - Até a semana passada, a definição tanto da sede quanto do primeiro presidente era tratada pela diplomacia brasileira como um detalhe a ser acertado sem maior dificuldade. A China quer que o banco fique em Xangai, mas o governo indiano também disputa a sede do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês).

Presidência - O Brasil quer a presidência e não entrou na disputa pela sede para fortalecer sua posição negociadora. Mas, na reta final, poderá ter de ceder para viabilizar um acordo.

Pontos indefinidos- O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mauro Borges, confirmou, em entrevista após se reunir com os outros ministros de Comércio dos Brics, que esses pontos estavam indefinidos. Fontes do governo brasileiro dizem que o acordo de criação do banco ainda deve ser assinado pelos líderes amanhã, embora não tratem o assunto como certeza.

Capital - O banco terá capital de US$ 50 bilhões e, além de financiar infraestrutura, será uma resposta política à demora na reforma de instituições internacionais como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e Banco Mundial, onde os emergentes querem mais espaço.

Identidade comum- Uma das críticas mais comuns à atuação dos Brics é que o grupo reúne países sem identidade comum e que não atuam em coordenação por abrigar interesses distintos, até divergentes. Uma eventual dificuldade de acordo em torno do funcionamento do banco reforçaria essa tese.

Coesão - Num esforço de mostrar coesão, os ministros de Comércio tentaram reduzir as dúvidas sobre a ratificação do acordo feito pela Organização Mundial do Comércio (OMC) no ano passado, em Bali.

Dúvida - A nota oficial divulgada nesta segunda-feira (14/07) fala de apoio ao cronograma e objetivos acordados em Bali. A dúvida sobre o futuro da rodada de liberalização comercial aumentou depois que a ministra de Comércio da Índia, em entrevista ao jornal britânico "Financial Times" nesta semana, confirmou que o país poderia bloquear o acordo por ele não trazer exceções à agricultura familiar, importante na economia indiana. A resistência da Índia já havia sido antecipada pelo Valor na semana passada.

Ratificação - Borges disse que o Brasil ratificará os acordos da OMC, cujo primeiro prazo vence agora no fim de julho. E mostrou otimismo de que o mesmo seja feito pelos demais países dos Brics, embora ressalte que o encontro não teve a intenção de buscar uma posição conjunta. "Evidentemente que os países dos Brics têm preocupação com o conjunto da rodada. Compreendemos o alerta da Índia, mas a perspectiva não foi de ultimato. O que queremos é implementação plena."

Ritmo lento- Os ministros de Comércio criticaram o ritmo lento de recuperação da economia mundial que "continua prejudicando os investimentos e fluxos comerciais". Borges disse que os governos consideram que as incertezas na política econômica dos países desenvolvidos podem "aumentar a volatilidade dos mercados financeiros". Os ministros reafirmaram que, apesar do ambiente econômico, os Brics contribuem de forma decisiva para a recuperação mundial e decidiram continuar o trabalho de aprofundar o comércio mútuo.

Declaração final- A declaração final dos líderes dos Brics, que será divulgada nesta quarta-feira (16/07), não deve tratar de assuntos políticos espinhosos, como a crise entre Rússia e Ucrânia. A intenção é que os temas econômicos dominem a agenda. O governo brasileiro quer ainda falar de crescimento com inclusão e soluções sustentáveis, temas tratados na campanha de reeleição de Dilma Rousseff. (Agência Brasil / Valor Econômico)

 

NEGOCIAÇÃO: Impasse político trava acordo entre Brasil e UE

Durante as duas décadas em que Mercosul e União Europeia mantêm sobre a mesa a proposta de negociação de um acordo de facilitação de comércio, os impedimentos têm sido diversos. Desde a resistência europeia à entrada de produtos básicos brasileiros ate as dificuldades nacionais de abrir espaço para bens manufaturados europeus. Hoje, o impasse é político.

Resistência - Pressionada por setores da economia para ampliar a parceria com a UE em relação ao Mercosul, a presidente Dilma Rousseff considera que são os europeus que resistem ao movimento, de acordo com auxiliares da Presidência. A avaliação é que as dificuldades brasileiras recrudesceram em maio, com a vitória de partidos conservadores na renovação do Parlamento Europeu, que imprimiram características mais protecionistas às nações do bloco.

Reserva de mercado- Por outro lado, os europeus se ressentem de medidas adotadas pelo Brasil, em especial a reserva de mercado para automóveis fabricados internamente. A UE questiona, na Organização Mundial do Comércio (OMC), a política industrial do governo Dilma que, entre outras medidas, impôs uma sobretaxa de 30 pontos porcentuais para carros produzidos fora do Mercosul.

Novo fôlego- A equipe da petista reconhece que hoje a retomada de alianças com a UE é mais estratégica para dar novo fôlego à sua gestão do que as relações com os países do Mercosul. Não só para criar novas perspectivas de estímulo para economia, melhorar índices econômicos e agradar empresários, mas também por questões eleitorais.

Crise da Argentina- Apesar do esforço brasileiro, as negociações com a UE naufragaram antes, diante da crise da Argentina. Vem daí o apelo de empresários para revisar as regras do Mercosul para dar ao Brasil mais liberdade de acordos comerciais sem os vizinhos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Agência Estado / Gazeta do Povo)


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