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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 3386 | 18 de Julho de 2014

G7: Grupo entrega a ministros relação de obras prioritárias para o PR

As obras prioritárias para a melhoria da infraestrutura do Paraná foram discutidas, nesta quinta-feira (17/07), em Brasília, em audiências ocorridas com os ministros dos Transportes e do Planejamento, Paulo Sérgio Passos e Mirian Belchior, respectivamente.  Lideranças do G7, grupo que reúne as principais entidades representativas do setor produtivo paranaense, entregaram aos ministros um documento contendo as demandas dos paranaenses. A intenção é que os projetos que ainda não estão contemplados nos planos de investimentos do governo federal sejam inseridos na terceira etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3), que deve ser lançado nos próximos meses.

Consenso - Durante as reuniões, tanto a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, quanto o ministro dos Transportes, Paulo Passos, destacaram o consenso alcançado pelas entidades em torno das obras prioritárias. Segundo eles, isso ajuda no processo de definição de quais projetos integrarão o PAC 3 ou outros planos de investimentos do governo federal.

Avaliação positiva– O presidente do Sistema Ocepar e coordenador do G7, João Paulo Koslovski, avaliou positivamente as reuniões. “As audiências transcorreram em tom de muito diálogo e interesse recíproco do governo e entidades em viabilizar os investimentos em infraestrutura demandados pelo Paraná. Ficou uma porta aberta para o encaminhamento de cada proposta apresentada, no sentido de que as obras nos diferentes modais de transporte possam ser executadas o mais breve possível”, afirmou Koslovski.  

Obras - Nos ofícios entregues aos dois ministros – ambos integrantes do chamado GPAC, o grupo gestor do programa – as entidades paranaenses elencam 29 obras que consideram prioritárias para melhorar as condições de transportes por ferrovias, rodovias e aeroportos. Algumas delas já estão com recursos previstos e perto de serem licitadas. Para outras, ainda não existem nem projetos. Além disso, os documentos apontam ainda algumas intervenções e projetos necessários para aumentar a eficiência dos portos do Estado e para possibilitar a instalação de dutovias (especialmente gasodutos e alcooldutos).

Ferrovias - Nas ferrovias, o G7 pede principalmente que o governo garanta recursos para a implantação do novo corredor Oeste-Leste, que ligará Maracaju (MS) a Paranaguá; do trecho paranaense da Ferrovia Norte-Sul; e do Contorno Ferroviário de Curitiba. No modal rodoviário, foram solicitadas oito obras em perímetros urbanos. Elas incluem desde a construção de contornos em cidades como Curitiba, Ponta Grossa, Campo Mourão e Cascavel até melhorias em trechos que cortam as cidades de Paranaguá, Araucária e São José dos Pinhais.

Rodovias - Ainda nas rodovias, foram apontadas outras onze obras, que incluem tanto a conclusão de trechos de estradas federais que cortam o Paraná – como as BRs 153, 272 e 487 (Boiadeira) – quanto a duplicação e melhoria de trechos já implantados – como as BRs 163, 476, 466 e 487, entre outras. Além disso, as entidades consideram fundamental a implantação da BR 101 no Paraná, ligando Santa Catarina a São Paulo através do litoral do Estado.

Aeroportos - Em relação aos aeroportos, as principais demandas se referem à ampliação ou melhorias nos terminais de Curitiba, Londrina, Cascavel e Maringá. O G7 também reivindica que sejam realizados projetos para a implantação de aeroportos regionais em Ponta Grossa e no Sudoeste paranaense.

Entidades - As entidades do G7 estiveram representadas em Brasília pelos presidentes da Ocepar, João Paulo Koslovski, da Fiep, Edson Campagnolo, da Fecomércio, Darci Piana, e da Faciap, Rainer Zielasko; e pelo vice-presidente  da ACP, José Eduardo de Moraes Sarmento e pelo diretor financeiro da Faep, João Luiz Biscaia. A senadora Gleisi Hoffmann e o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Paraná, José da Silva Tiago, também acompanharam as reuniões com os ministros. (Com informações da Agência Fiep de Notícias)

Fotos:Ilkens Souza (Assessoria de Comunicação do Ministério do Planejamento) / Edsom Leite ( Assessoria de Comunicação do Ministério dos Transportes)

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PLEITO: Cooperativas solicitam inclusão do Paraná nos leilões de Pepro de laranja

pleito 18 07 2014O Sistema Ocepar está solicitando ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a inclusão do Paraná como beneficiário dos próximos leilões de laranja, na modalidade Prêmio equalizador pago ao produtor rural (Pepro). O pleito visa garantir o preço mínimo aos produtores paranaenses. No último dia 10 de julho, o Mapa, por meio da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), realizou o primeiro leilão de Pepro de laranja deste ano, contemplando somente o Estado de São Paulo.

Situação - No ofício encaminhado nesta semana ao ministro da Agricultura, Neri Geller, a Ocepar lembra que a produção de laranja é uma excelente opção de diversificação de atividade e renda para os produtores rurais, porém, a remuneração está abaixo do valor mínimo. “No Brasil, a área cultivada com laranja é de 484 mil hectares e a produção de 279 milhões de caixas (40,8 kg), colocando o País na liderança mundial de produção. No Paraná, os pomares com a fruta ocupam atualmente cerca de 30 mil hectares, com produtividade média de 25 toneladas por hectare, envolvendo 550 produtores, em cerca de 85 municípios do Noroeste e Norte do Estado. Por outro lado, os paranaenses estão recebendo, em média, R$ 9 a caixa de 40,8 kg, sendo que o preço mínimo de garantia da laranja, definido pelo governo federal para a safra 2014/15, é de R$ 11,45 a caixa de 40,8 kg. Dessa forma, no mercado, as cotações estão 27% menores que o preço mínimo oficial”, destaca a entidade no documento. 

 

UNICAMPO: CAR foi o destaque do estande montado no Dia de Campo de Inverno

A Unicampo - Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Agronomia - tradicionalmente participa do Dia de Campo de Inverno promovido pela Cocamar, demonstrando aos visitantes os serviços que oferece por meio de seus cooperados nas áreas de assistência técnica, agricultura de precisão e divulgação de produtos e novas tecnologias. Nesta edição, o destaque ficou por conta do Cadastro Ambiental Rural (CAR), registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais, que tem por finalidade integrar as informações ambientais. Nesta mesma semana, os cooperados da Unicampo receberam um treinamento sobre o CAR, ministrado pelo assessor do Sistema Ocepar, Silvio Krinski, para que possam auxiliar os agricultores no cadastramento de suas propriedades rurais. Mais informações a respeito do CAR estão disponíveis no site www.car.gov.br.

Participação- O Dia de Campo de Inverno da Cocamar foi realizado no dia 11 de julho, em Floresta, próximo a Maringá, no noroeste do Estado, com a participação de dois mil produtores e presença de 50 empresas parceiras, entre as quais, produtoras de sementes, fertilizantes, micronutrientes, defensivos e maquinários, entre outras. No evento, também foram apresentadas outras atrações, com destaque para o sistema de integração lavoura, pecuária e floresta e exposição de máquinas.

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MMA: Curso capacita para o Cadastro Ambiental Rural

car 18 07 2014Estão abertas as inscrições para o curso à distância de Capacitação para o Cadastro Ambiental Rural (CapCAR). Serão oferecidas 31 mil vagas, distribuídas em quatro turmas, sendo que a primeira vai priorizar a inscrição de profissionais de órgãos públicos de meio ambiente e extensão rural. A inscrição é gratuita e, para a primeira turma, fica aberta até o dia 20 de julho, por meio deste hotsite. As turmas seguintes serão abertas quando a primeira for finalizada.

Multiplicador - O diretor de Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Gabriel Lui, destaca o caráter multiplicador do curso. “O objetivo é aumentar a capilaridade em campo, por meio de multiplicadores que levarão informações tanto sobre a legislação quanto sobre o sistema do CAR”, afirmou Lui.

Resultado - O curso é resultado das ações de fomento e apoio à implementação da Lei nº 12.651/2012 (Novo Código Florestal), que criou o CAR. O objetivo é formar facilitadores para o cadastramento de imóveis rurais no CAR, com prioridade para o apoio aos proprietários ou posseiros rurais que tenham área de até quatro módulos fiscais e desenvolvam atividades agrossilvipastoris, conforme previsto na lei.

O curso- O curso, chamado de CapCAR, tem duração de 78 horas, com dedicação média de 12 horas semanais, e será ministrado em até sete semanas. A primeira turma começa no dia 12 de agosto. Cada turma será acompanhada por um tutor (docente on-line), preparado para tirar dúvidas de conteúdo e de uso das ferramentas. Os participante receberão um certificado de curso de extensão emitido pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). (Ministério do Meio Ambiente)

 

ABAG: Marcos Matos será o novo diretor executivo

abag 18 07 2014A Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto (Abag/RP) terá, a partir de 1º de agosto, como diretor executivo o engenheiro agrônomo, Marcos Antônio Matos, formado pela Esalq – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP, onde também fez mestrado em agronomia.

Experiência - Com vasta experiência em relações institucionais, gerenciamento de projetos e desenvolvimento de estudos econômicos, Marcos chega à Abag/RP motivado para dar continuidade ao forte trabalho de valorização da imagem do agronegócio desenvolvido pela Associação e para implementar novas ideias fruto de sua atuação profissional em diversos segmentos do setor.

Atuação - Antes de chegar à Abag/RP Marcos Matos atuava na FGV Projetos e na empresa de consultoria 4I. Green como responsável pela gestão de trabalhos internacionais, onde participou, por exemplo, do Programa Prosavana, voltado para o desenvolvimento agrícola de Moçambique. O novo diretor da Abag/RP atuou também na gerência de apoio ao desenvolvimento em mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), foi coordenador de produto e registro na Bayer CropScience e coordenador de relações institucionais e sustentabilidade da Bunge Brasil. Foi ainda representante da OCB na Câmara Temática de Insumos Agropecuários e nas Câmaras Setoriais da Soja e Agricultura Sustentável, junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Andef - Da mesma forma, representou a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) nas Câmaras Setoriais da Soja, Açúcar e Álcool, Biodiesel, Milho e Sorgo, Hortaliças e Flores e Plantas Ornamentais.

Honra - "É uma honra ocupar o cargo de diretor executivo da Abag/RP, pela profunda admiração que tenho por essa entidade, que foi pioneira em usar comunicação e educação na valorização da imagem do agro. Um trabalho consistente feito por seus executivos anteriores e associados. Trata-se de um feliz desafio, pois desde muito jovem estive próximo à atividade rural e pude direcionar a minha carreira para a defesa do setor em prol do aprimoramento, valorização e fortalecimento do agronegócio nacional", diz Marcos Matos. (Assessoria Abag)

 

COMÉRCIO: Governo chinês suspende embargo à carne bovina brasileira

comercio 18 07 2014O ministro da Agricultura, Neri Geller, anunciou nesta quinta-feira (17/07) que o governo chinês concordou em retirar o embargo à carne bovina brasileira, vigente desde 2012. As vendas haviam sido suspensas em função da suspeita, naquele ano, de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), a doença da vaca louca, em um animal morto em 2010 em Sertanópolis (PR).

Caso atípico- Mais tarde, foi constatado que o caso era atípico, menos perigoso que a variedade clássica da doença. Segundo Geller, o entendimento com a China foi oficializado durante a reunião do presidente da China, Xi Jinping, com a presidenta Dilma Rousseff e as exportações devem ser retomadas ainda este ano.

Comunicado oficial- Geller destacou que o Brasil aguarda um comunicado oficial da defesa sanitária chinesa para retomar as vendas. Depois disso, dependerá da indústria brasileira se mobilizar para fechar negócios. O processo deve demorar cerca de um mês. Em um primeiro momento, oito frigoríficos terão autorização para exportar para o país asiático e mais nove pediram credenciamento.

Vendas externas- Com a reabertura, as vendas externas para a China podem chegar a 18% do total de carne bovina exportado anualmente pelo Brasil. De acordo com Neri Geller, a expectativa é vender de US$ 800 milhões a US$ 1,2 bilhão para os chineses no próximo ano. As vendas brasileiras de carne bovina, cujo principal mercado atualmente é Hong Kong, somaram US$ 6,6 bilhões no ano passado. Apesar de pertencer à China, Hong Kong é uma região administrativa especial, e tem normas sanitárias próprias.

Comercialização - O Brasil começou a vender carne bovina para a China em 2009, quando foram comercializados US$ 2,5 milhões do produto. Em 2012, até ser interrompido pelo embargo em dezembro, o volume negociado atingiu US$ 37,7 milhões. Enquanto esteve fechado à carne brasileira, o mercado chinês se ampliou. No ano de 2012, o país importou do mundo todo US$ 255 milhões em carne bovina. Em 2013, o volume já havia saltado para US$ 1,269 bilhão.

Confiança- Para Geller, além do aumento da demanda chinesa, a confiança no sistema sanitário do Brasil motivou a decisão da reabertura. “Entendemos que o Brasil saiu fortalecido do caso da EEB em Mato Grosso [detectado este ano, e que também foi classificado como atípico]. Mostramos que a defesa brasileira está funcionando e que a saúde pública tem prioridade”, disse.

Classificação de risco- O ministro disse que, tanto em 2012 quanto em 2014, não houve alteração da classificação de risco insignificante para a doença dada ao Brasil pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Os casos atípicos de vaca louca são menos perigosos, porque, diferente da variedade típica, não são causados por ingestão de ração contaminada. A EEB se desenvolve por razões genéticas quando o animal já está velho.

Restrições - Atualmente, continuam com restrições à carne bovina brasileira os mercados da Arábia Saudita, que anunciou o embargo em 2012, e os do Peru e Irã, que suspenderam as compras somente de Mato Grosso após o caso de 2014. O Ministério da Agricultura informou que negocia a reabertura com os três países. Neri Geller disse ainda que, também nesta semana, a pasta recebeu sinalização da Rússia de que podem ser suspensas as restrições às exportações de carne suína de dois frigoríficos brasileiros, em Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).

Acordos - Além do fim do embargo chinês à carne brasileira, a reunião com Xi Jinping teve assinatura de diversos acordos entre Brasil e China. O Ministério da Agricultura deu detalhes sobre os relacionados à sua área.  Um deles prevê o comprometimento chinês em agilizar a normalização da importação de pet food brasileira, embargada desde 2013. Também houve alteração do protocolo para exportação de tabaco para a China, a fim de incluir Santa Catarina e Paraná. O Brasil comprometeu-se a dar atenção à habilitação de novos estabelecimentos para importação de pescados e tripas, bem como a rever seus requisitos para importação de miúdos de caprinos e ovinos, normalizando as exportações chinesas desses produtos para o Brasil. (Agência Brasil)

 

RELAÇÕES EXTERNAS: Xi Jinping propõe fundos de R$ 25 bilhões para investir na AL

relacoes externas 18 07 2014O presidente da China, Xi Jinping, propôs nesta quinta-feira (17/07) a criação de dois fundos, no valor de US$ 25 bilhões, e de uma linha de crédito especial de até US$ 10 bilhões para os países da América Latina e do Caribe. Durante a reunião com países da região, no Palácio Itamaraty, o presidente chinês também propôs a criação do Fórum América Latina-Caribe e China, que deve se reunir pela primeira vez em janeiro de 2015, em Pequim.

Aproximação - A presidenta Dilma Rousseff divulgou as propostas chinesas para “aproximar as relações com a América Latina” após a Reunião de Cúpula China-Brasil e Líderes da América Latina e do Caribe. Um dos fundos, no valor de US$ 20 bilhões, é específico para financiar projetos de infraestrutura, e terá capital inicial de US$ 10 bilhões. Outro fundo, de cooperação em áreas de desenvolvimento que ainda serão estabelecidas, terá US$ 5 bilhões. Além disso, será lançada uma linha de crédito preferencial no Banco da China para a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que pode chegar a US$ 10 bilhões.

Reunião - Segundo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, os ministros das Relações Exteriores dos países da América Latina e do Caribe se reunirão em janeiro, em Pequim, e até lá devem ser definidas as regras de acesso aos recursos propostos pelo presidente Xi Jinping. “Os chanceleres devem estabelecer os mecanismos para acessar essa quantidade de dinheiro, anunciada pelo presidente da China, e que vai se investir para o desenvolvimento compartilhado”.

Acordos - Além das propostas para a região, a presidenta Dilma Rousseff destacou acordos fechados nesta quinta pelo Brasil com a China. “Quero destacar a compra do total de 60 aviões da Embraer. Outra medida importante é a liberação da compra de carne bovina brasileira”, disse. A carne bovina brasileira estava embargada pelas autoridades sanitárias da China desde 2012, quando um caso de vaca louca foi constatado no Paraná. Com a suspensão do embargo, os produtores e exportadores brasileiros de carne abrem mais uma importante oportunidade de negócios. (Agência Brasil)

 

 

TRIGO: Chuva prejudica 15% da área no Rio Grande do Sul

A chuva intensa que atingiu o Rio Grande do Sul entre o fim de junho e o início deste mês prejudicou 174,5 mil hectares de trigo no Estado, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pela Emater-RS. A área atingida corresponde a 15% da estimativa de plantio para esta safra, que é de 1,153 milhão de hectares.

Principais problemas- Os principais problemas provocados pela chuva foram falhas na germinação e erosão do solo, com perdas de sementes e fertilizantes. Segundo o gerente técnico estadual da Emater-RS, Dulphe Pinheiro Machado Neto, em algumas partes das lavouras afetadas, especialmente nos valos formados pela água, não será possível replantar, mas o tamanho do impacto sobre a produção só poderá ser avaliado mais tarde.

Perda - Sem especificar números, a Emater-RS disse que há produtores que sofreram perda total nas plantações e já estão solicitando o seguro agrícola. Nas demais lavouras atingidas, a cultura encontra-se em estágio inicial e pode se recuperar “desde que ocorra um manejo adequado”. Por enquanto a instituição mantém a previsão de uma safra de 3,15 milhões de toneladas, ante 3,35 milhões de toneladas em 2013.

Recuperação - Nos últimos dias a chuva diminuiu e as condições meteorológicas contribuíram para a recuperação do ritmo do plantio, acrescentou a Emater-RS. Do dia 10 até hoje, a área semeada avançou de 79% para 93% e se aproximou da média histórica de 95% para esta época do ano. (Valor Econômico)

EMBRAPA FLORESTAS: Encontro vai tratar de ações para conter as pragas florestais

embrapa florestas 18 07 2014Nos dias 05 e 06 de agosto acontece, na sede da Embrapa Florestas, em Colombo (PR), o workshop de pragas florestais. O objetivo do encontro é discutir os programas de pesquisa e manejo de pragas em andamento, as ações pensadas para as diferentes pragas florestais do Sul do Brasil e as alternativas de extensão do uso de inseticidas.

Resultados e ações- “Serão apresentados resultados dos programas de pesquisa e ações que são desenvolvidas no campo, no controle e manejo de pragas florestais, que ocorrem nas plantações de pinus e eucalipto. Todas as pragas têm importância econômica, justamente pelos prejuízos que trazem às plantações florestais. Como muitos trabalhos de pesquisa e de campo são desenvolvidos nos institutos de pesquisa, universidades e Embrapa, a divulgação e a discussão são muito importantes para difusão dessas tecnologias”, comenta Carlos Mendes, diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas da Base Florestal (Apre), uma das promotoras do evento.

Controle da vespa- No primeiro dia, os palestrantes vão falar sobre o Programa Nacional de Controle à Vespa-da-madeira, as ações de monitoramento no Paraná e no Rio Grande do Sul, além do caso de reinfestação da vespa-da-madeira na região do Green Triangle, na Austrália, e os riscos para o Brasil.

Temas - Já no dia 06, os principais temas serão: programa de pesquisa de manejo do macaco-prego; atualização sobre o besouro serrador da acácia negra no Rio Grande do Sul; o controle de Bradisya em toras de pínus armazenadas em pátios de indústrias florestais; vespa da galha em eucalipto; percevejo bronzeado em eucalipto; programa de pesquisa em controle de formigas cortadeiras; atualização sobre o gorgulho do pínus; e registro emergencial e extensão de uso de inseticidas.

Parceria - Segundo Mendes, a parceria entre o setor produtivo, a academia e os institutos de pesquisa como a Embrapa Floresta, tem resultado em importantes conquistas quando o assunto é combate a pragas em florestas plantadas. Os programas de controle da Vespa-da-Madeira, Macaco Prego, Formigas Cortadeiras e Bradysia, por exemplo, são iniciativas com bons resultados e conduzidas pelo Funcema em parceria com a Embrapa.

Realização - O evento é uma realização da Embrapa Florestas, da Associação Sul Brasileira de Empresas Florestais (ASBR), que congrega a Associação Paranaense de Empresas da Base Florestal (Apre), a Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor) e a Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), além do Fundo Nacional de Controle da Vespa-da-madeira (Funcema). A sede da Embrapa Florestas fica na Estrada da Ribeira, km 111, bairro Guaraituba, em Colombo (PR).

Inscrições - As inscrições devem ser feitas até dia 31 de julho. Mais informações pelo site: www.apreflorestas.com.br/eventos/91/workshop-sobre-pragas-florestais. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Florestas)

 

PARANÁ: Nomeado Conselho de Administração e novos diretores dos portos

parana 18 07 2014O Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Paranaguá (CAP) indicou, na reunião desta quinta-feira (17/07), os nomes dos representantes dos trabalhadores e da classe empresarial que irão compor o Conselho de Administração (Consad) dos portos paranaenses. Outros três nomes foram indicados pelo Governo do Paraná, totalizando cinco membros do Consad. O conselho compõe a nova estrutura organizacional da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina que deixou de ser uma autarquia e passou a ser uma empresa pública.

Nova lei- A mudança de natureza jurídica é reflexo das alterações trazidas pela nova lei dos portos, que estabelece que todos os portos brasileiros devem ser administrados ou por empresas públicas ou por empresas de economia mista. Com a regulamentação da nova empresa, através do decreto publicado no início deste mês, a Appa passa a ter um Conselho de Administração, um diretor-presidente e outros sete diretores: administrativo-financeiro, de operações portuárias, de engenharia e manutenção, comercial, de meio ambiente, jurídico e do Porto de Antonina.

Consad – A formação do Consad é de três membros indicados pelo Governo do Estado, um membro representando os trabalhadores portuários e um representando a classe dos empresários. Na reunião desta quinta-feira (17), o CAP pôs em votação os nomes para comporem o Conselho.

Indicados - Como indicados da classe trabalhadora estão Maria do Perpétuo Socorro Oliveira, como membro titular, e Orlei Souza Miranda, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Portuários (Sintraport), como suplente. Maria do Socorro é funcionária do quadro efetivo da Appa e membro do CAP.

G7 - Já representando a classe empresarial, o G7, que congrega entidades do setor produtivo paranaense, indicou os nomes de Nilson Hanke Oliveira e João Arthur Mohr para representarem como titular e vice, respectivamente, a classe empresarial. Os nomes foram acatados por unanimidade pelo CAP. Oliveira é funcionário da Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e Mohr é chefe de gabinete da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

Conselheiros - Já as indicações do governo foram os conselheiros José Richa Filho, que é Secretário de Infraestrutura do Paraná; João Vicente Bresolin Araújo, presidente da Ferroeste, e Maria Antonieta Bertinato, que é funcionária da Secretaria de Infraestrutura e Logística. Como suplentes foram indicados Andrea Regina Abrão Martins, da SEIL; Rodrigo César de Oliveira, da Ferroeste e Solange Busnardo Mattiello, também da SEIL.

Diretores– Com a criação da empresa pública, a Appa passa a ter sete diretorias. A antiga diretoria técnica foi subdividida em duas e agora os portos paranaenses contam com um diretor de operações portuárias e um diretor de engenharia e manutenção. Paulinho Dalmaz, que já ocupava o cargo de diretor técnico da Appa desde 2011, passa a ser o novo diretor de engenharia e manutenção. O diretor de operações portuárias ainda não foi nomeado pelo Governo do Paraná.

Diretoria de meio ambiente- Foi criada também a diretoria de meio ambiente, para dar suporte a todas as questões ambientais que envolvem a atividade portuária e que hoje demandam muita força de trabalho dentro dos portos brasileiros. Para liderar a equipe ambiental da Appa foi nomeado Marco Aurélio Ziliotto que é engenheiro ambiental e estava trabalhando na SEIL.

Jurídico - Também foi criada a diretoria jurídica da Appa, que será comandada por Jacqueline Wendpap, que estava ocupando o cargo de diretora administrativo-financeira da Appa. Para ocupar esta função foi nomeada a economista Xênia Arnt, que até então era responsável pelo Departamento de Planejamento da Appa.

Desenvolvimento empresarial- A diretoria de desenvolvimento empresarial ganhou nova nomenclatura e passa a ser diretoria comercial. Lourenço Fregonese continua no comando do cargo, que tem ocupado desde 2011. Na diretoria do Porto de Antonina permanece Luis Carlos de Souza, que ocupa a função desde março de 2013.

Diretor presidente- Luiz Henrique Dividino deixa de ser superintendente e passa a ser diretor-presidente da nova empresa, continuando como principal executivo da Appa.

Confira o currículo dos membros do Conselho de Administração da Appa – Consad:

José Richa Filho (Suplente: Andrea Regina Abrão Martins)

Engenheiro civil pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, pós-graduado pela Sociedade Paranaense de Ensino e Informática. Foi diretor administrativo e financeiro do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), do Paraná e diretor administrativo-financeiro da Agência de Fomento do Paraná S.A. Foi secretário Municipal de Administração da Prefeitura de Curitiba. Natural de Londrina, tem 49 anos.

João Vicente Bresolin Araújo (Suplente: Rodrigo César de Oliveira)

Presidente da Ferroeste, é formado em engenharia florestal pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em administração, pelo Centro Universitário Franciscano do Paraná (UniFae). Possui ainda especialização pela Université de Pau et des Pays de l'Adour, na França.

Maria Antonieta Bertinato (Suplente: Solange Busnardo Mattiello)

Maria Antonieta é formada em Serviço Social pela Pontifícia Universidade católica do Paraná (PUC), com especialização em ciências políticas pelo IBPEX. Trabalhou por mais de três décadas na prefeitura de Curitiba. No Governo do Paraná, já passou pela  Secretaria de Estado da Administração e Previdência, onde exerceu o cargo de Diretora de Recursos Humanos. Desde 2013 integra o time da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística, como Assessora Técnica responsável pela promoção de ações para implantação e gestão da política de Infraestrutura e logística, centrada no desenvolvimento sustentável.

Maria do Perpétuo Socorro Oliveira (Suplente: Orlei de Souza Miranda)

Funcionária de carreira da Appa, Maria do Socorro é jornalista, mestre em gestão de portos e transporte intermodal pela Universidade Pontifícia Comillias de Madri. Especialista em gestão industrial pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especializada em marketing, também pela UFPR. Integra o CAP de Paranaguá há mais de 20 anos, como conselheira, e foi relatora de diversas comissões especiais, entre elas a que elaborou o PDZPO do Porto de Paranaguá; da tarifa portuária; dragagem; operação portuária, entre outras.

Nilson Hanke Monteiro (Suplente: João Arthur Mohr)

Economista e engenheiro agrônomo graduado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), pós-graduado em Elaboração e Análise de Projetos pelo Instituto de Planejamento Econômico e Social (IPEA). Desde 2001 integra a Federação da Agricultura do Estado do Paraná como assessor técnico-econômico, sendo o representante da entidade para para assuntos referentes a portos, ferrovias e rodovias. É membro do CAP de Antonina.

Confira o currículo dos novos diretores da Appa

Marco Aurélio Busch Ziliotto– diretor de meio ambiente

Ziliotto tem 49 anos. É engenheiro florestal e ambiental formado pela Universidade federal do Paraná (UFPR), pós-graduado em planejamento estratégico, gestão empresarial, além de ser  especialista em mudanças climáticas e sequestro de carbono.

Já passou por empresas como a Petrobras, onde foi coordenador técnico da rede temática de mudanças climáticas e gás natural, além de ter tido experiências no acompanhamento de acidentes ambientais costeiros. Foi secretario executivo do Conselho de Desenvolvimento Territorial do Litoral do Paraná e, atualmente, ocupava o cargo de  assessor técnico de engenharia ambiental na Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná.

Xênia Arnt – diretora administrativo-financeira

Economista, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com especializações em Finanças e Gerenciamento de Risco. Carreira desenvolvida nas áreas comercial e financeira, com vivência em empresas nacionais e multinacionais de grande porte. Atua na área portuária há sete anos. Na Appa, já exerceu funções na Assessoria da Superintendência, no Patrimônio e Suprimento e, por último, no Departamento de Planejamento. (Assessoria de Imprensa da Appa)

 

CAGED: Indústria corta 28,5 mil empregos em junho

A indústria voltou a demitir fora do período sazonal em junho e foi a principal contribuição negativa para a geração fraca de vagas formais mostrada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) - 25,4 mil postos, pior resultado para o mês desde 1998. No período, a indústria cortou 28,5 mil trabalhadores, retração semelhante à de maio, e registrou números negativos em todos os 12 segmentos. Os serviços e as admissões temporárias da agropecuária ajudaram a elevar o saldo, já que a construção civil e o comércio também demitiram mais do que contrataram no mês.

Retração esperada- Os economistas consultados pelo Valor já esperavam a retração do emprego na indústria em junho, já que a produção do setor acumula queda de 1,6% entre janeiro e maio, mas se surpreenderam com o patamar elevado de demissões. Fernanda Guardado, do banco Brasil Plural, ressalta que a média de criação de postos com carteira assinada pela indústria em junho na série do Caged, que começa em 1995, é de 21 mil novos empregos. São Paulo respondeu por 16,4 mil das 28,5 mil demissões de junho. Entre os segmentos, o de material de transporte apurou pior saldo, com 5,5 mil cortes. "O resultado de junho reforça a expectativa de que a produção industrial recuou mais uma vez no mês passado", avalia Natalia Cotarelli, do banco Indusval & Partners.

Fechamento líquido- Os cálculos preliminares da LCA Consultores apontam para o fechamento líquido de 74,5 mil vagas pelo setor neste ano na série sem ajuste do Caged, que não contabiliza as informações enviadas pelas empresas fora do prazo legal. Fabio Romão, economista da LCA, explica que o período de demissões na indústria costuma se concentrar em novembro e dezembro, quando são dispensados os temporários admitidos para reforçar a produção para as vendas de Natal. "Como a atividade não tem se recuperado, neste ano talvez não haja alta significativa de contratações entre agosto e outubro e um volume forte de cortes nos meses finais. "

Comércio - Para Romão, o movimento fraco do comércio durante a Copa pode ter influenciado o resultado do setor, que perdeu 7 mil vagas em junho. No ano, o saldo é negativo em 58 mil - contra 13,7 mil demissões líquidas entre janeiro e junho do ano passado -, reflexo da desaceleração do varejo neste ano. A construção civil, que diminuiu o estoque de funcionários em 12,4 mil, também teria sofrido impacto do Mundial, devido a adiamento de decisões de contratação, e corre risco de fechar o ano no vermelho.

Serviços e agropecuária- Serviços e agropecuária deram contribuições positivas para o saldo de junho - de 31,1 mil e 40,8 mil -, mas criaram vagas em patamar inferior ao ano passado. "A indústria continua sendo grande destaque negativo, mas todos os segmentos desaceleraram nos últimos meses", pondera Fernanda, do Brasil Plural. Em junho de 2013, a economia brasileira criou 123,8 mil vagas formais em junho, quase 100 mil a mais do que no mês passado.

Inversão da curva- O ministro do Trabalho, Manoel Dias, admitiu que o resultado de junho ficou abaixo do que esperava - "não havia indicativo disso", disse -, mas se mostrou otimista com o segundo semestre. A "inversão da curva", para ele, começa neste mês, quando o Caged deve mostrar saldo superior ao de julho de 2013, de 72 mil vagas.

Investimentos - "Os investimentos em infraestrutura continuam. Espera-se também que medidas tomadas pelo governo para a indústria [entre eles o Reintegra e a ampliação da preferência para o produto nacional em compras públicas], leve a uma recuperação do emprego", disse Dias. Ainda assim, o ministro revisou para baixo a estimativa de geração de vagas formais neste ano, de 1,4 milhão a 1,5 milhão, para 1,1 milhão. (Valor Econômico)

INOVAÇÃO: País não consegue "salto esperado", mas sobe três posições em indicador global

O Brasil ganhou três posições no Índice Global de Inovação 2014, ficando em 61º lugar entre 143 países, num cenário de menor crescimento de pesquisas e desenvolvimento na economia internacional. O índice é elaborado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi), Cornell University (EUA) e Insead (escola francesa de administração).

Qualidade - Entre os países classificados como de renda média, o Brasil se destaca em termos de qualidade da inovação, sobretudo devido à qualidade de suas principais universidades e publicações científicas e à capacidade de absorver conhecimento do exterior através de royalties e outras formas de importação de inovação e tecnologia, diz Sacha Wunsch-Vincent, economista da Ompi. No entanto, diz, o Brasil 'não deu o salto esperado em relação ao PIB, como ocorreu com a China e a Índia".

Critérios - A avaliação é que os critérios de insumos ("input innovation") para a atividade de inovação (instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação do mercado e sofisticação dos negócios) não são eficientemente transformados em conhecimento, tecnologia e criatividade no Brasil, o que leva a uma taxa mais modesta de inovação da economia.

Mudança positiva- No total, o país teve mudança positiva em 15 indicadores e negativa em 17. Os pontos fortes incluem a qualidade das principais universidades (23ª posição) e produção de alta e média tecnologia (21º). Do lado negativo aparecem, entre outros, o ambiente de negócios (137º entre 143 países), pouca formação de engenheiros e cientistas (96º) e fraca produtividade (96º). Entre os países de média renda alta, o Brasil fica na 16ª posição em inovação.

Brics - No grupo dos Brics, quatro melhoraram suas posições este ano: além do Brasil, que ganhou três posições, a Rússia subiu 13 postos e ficou no 49º lugar, a China melhorou seis postos e está em 29º e a África do Sul, ganhou cinco e ficou com o 53º lugar. A Índia foi o único do país do bloco a cair no ranking. Perdeu dez posições e está em 76º.

Primeiros lugares- Suíça, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Holanda e EUA ocupam os seis primeiros lugares do índice. São países onde investimento em capital humano, combinado com forte infraestrutura para inovação, contribui para altos níveis de criatividade, segundo a Ompi. (Valor Econômico)

UE-MERCOSUL: Embaixador da Alemanha defende aceleração das negociações para o acordo

O Mercosul e a União Europeia (UE) devem fechar "logo" o acordo de livre comércio entre os dois blocos, disse nesta quinta-feira (17/07) o embaixador da Alemanha no Brasil, Wilfried Grolig. As negociações se arrastam desde a década de 90 e a expectativa era que a troca de propostas das listas de produtos que serão liberados ocorresse no início deste ano, mas sequer a oferta do Mercosul, prevista para ser entregue em maio, foi fechada.

Passo à frente - No mês passado, depois de encontro com a chanceler alemã Angela Merkel, a presidente Dilma Rousseff disse que faria o "possível" para que as negociações dessem "um passo à frente". No entanto, setores do governo e da indústria brasileira acham difícil que um acordo saia antes de 2015.

Pendências - Do lado do Mercosul, ainda há pendências em relação à Argentina, que quer alongar o prazo de eliminação das tarifas de importação, prevista para cobrir cerca de 90% do comércio entre os blocos. Do lado da UE, há o lobby dos produtores agrícolas. O processo também pode sofrer atraso por causa da troca do comando da Comissão Europeia no segundo semestre.

Complexa - O embaixador reconheceu que a negociação é "muito complexa" de ambos os lados, mas afirmou que a falta de um acordo cria o risco de "não se conseguir explorar totalmente o potencial" de integração entre as duas regiões. "A Alemanha está convencida que a flexibilidade e a liberdade do intercâmbio comercial são importantes para o sucesso da economia", disse Grolig.

Progressos - Apesar da demora, o embaixador se mostrou otimista e disse que foram feitos "progressos visíveis" em torno do assunto nos últimos meses. "Precisamos do acordo", afirmou. Ele lembrou que a Alemanha é o quarto maior parceiro comercial do Brasil no mundo, com fluxo de quase € 22 bilhões no ano passado.

História de sucesso- Durante a palestra na Câmara de Comércio Brasil-Alemanha de Porto Alegre, Grolig disse que o desenvolvimento econômico, político e social brasileiro nos últimos 15 anos é uma "história de sucesso", embora as perspectivas atuais "não tenham o mesmo brilho de 2010/2011". Afirmou esperar "que o Brasil encontre a coragem para voltar a se abrir mais fortemente e consiga se envolver na divisão internacional do trabalho de forma vantajosa para todos os lados". (Valor Econômico)

MERCOSUL: Venezuela vai sediar próxima cúpula em agosto

A próxima cúpula do Mercosul está prevista para o dia 29 de agosto e a presidência temporária do bloco será assumida pela Argentina, revelou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na noite desta quinta-feira (17/07) em Brasília. "Nessa cúpula do Mercosul, que ocorrerá em Caracas, vamos propor a criação do Fórum Econômico Mercosul, Alba e Petrocaribe", declarou Maduro a respeito de uma ideia que o governo venezuelano tem levantado desde o seu ingresso em julho de 2013 ao Mercosul. A Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) e a Petrocaribe, uma união no âmbito petroleiro que reúne alguns países caribenhos, são grupos nos quais a Venezuela tem liderança e grande influência. (Associated Press / Agência Estado)


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