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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2864 | 11 de Junho de 2012

SISTEMA OCEPAR: Diretores participam de reunião ordinária

O novo Código Florestal Brasileiro foi um dos temas discutidos na manhã desta segunda-feira (11/06) pelos diretores da Ocepar, que participaram da 15ª reunião ordinária da gestão 2011/2015, realizada na sede da entidade, em Curitiba. Também estiveram em pauta temas como o resultado dos Encontros de Núcleos Cooperativos ocorridos no mês de maio, avaliados como positivos pelo presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, que ressaltou o número expressivo de cooperados, dirigentes e convidados presentes aos quatro eventos, totalizando 354 participantes. Ele também fez um relato sobre as ações da nova diretoria da Organização Brasileira das Cooperativas (OCB) e informou os demais diretores a respeito das reuniões ocorridas em Brasília para tratar de diversos assuntos, entre eles, o plano safra 2012/13.

 

Fecoopar e Sescoop/PR - Ainda na parte da manhã, a diretoria da Fecoopar também realizou a sua 3ª reunião ordinária. A partir das 14h, aconteceu a 8ª reunião ordinária do Conselho Administrativo do Sescoop/PR.

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COMÉRCIO EXTERIOR: UE critica Mercosul e quer ligação direta com Brasil

A União Europeia (UE) tem interesse em criar uma ligação direta com o Brasil para fazer avançar as hoje estagnadas negociações comerciais entre o bloco de 27 países e o Mercosul, sem esperar a Argentina. Na semana passada, o comissário de Agricultura e Desenvolvimento Rural da UE, Dacian Ciolos, disse, em Paris, que a negociação birregional está paralisada, porque não há com quem discutir no bloco sul-americano.

 

Interlocutor - "Com quem discutir? O Mercosul tem ainda coisas a esclarecer no interior dessa estrutura, se ela existe. É preciso que tenhamos um parceiro para poder falar de negociação com o Mercosul. Por enquanto, não é o caso", argumentou, ao ser questionado se as conversações haviam terminado.

 

Crítica - Na mesma entrevista, o deputado Joseph Daul, presidente do Partido Popular, o maior grupo politico no Parlamento Europeu, declarou que o "Mercosul não funciona mais", criticou a Argentina e manifestou a intenção de uma negociação direta com o Brasil. "Vamos criar no Parlamento Europeu uma ligação direta com o Brasil. Não é normal que um grande pais como o Brasil seja bloqueado no Mercosul por um outro país", afirmou, em referência à Argentina.

 

Sistema - Daul, que é também produtor agrícola e esteve no Brasil no mês passado para discutir o tema, afirmou que "o presidente do Parlamento Europeu [Martin Schulz] vai, no outono, provavelmente, colocar em vigor um sistema pelo qual nos vamos trabalhar mais estreitamente com o Brasil, Uruguai e Paraguai, se a Argentina bloquear a discussão". Segundo ele, Brasil, Paraguai e Uruguai mostram vontade de avançar nas negociações, "mas, no momento, a Argentina bloqueia (...), não é a Europa que bloqueia".

 

Mudança de cenário - O deputado europeu disse que a mudança de cenário nos últimos anos levou a Argentina a segurar as negociações UE-Mercosul. "Quando a carne estava em US$ 1 [o quilo] para o produtor, eles tinham vontade de negociar. Agora, que a carne é vendida lá a € 3,20, eles têm menos vontade de aceitar os produtos industriais e serviços que nos propomos" [em troca de concessões na agricultura]".

 

Interpretações - Em círculos da diplomacia brasileira, as declarações de Ciolos e Daul são vistas de várias maneiras. Por um lado, demonstram o reconhecimento da importância da economia brasileira. De outro lado, o discurso de que o Mercosul é complicado, ou inexistente, é antigo e sempre foi usado pelos europeus quando Bruxelas não podia oferecer concessões na área agrícola. Surgia, então, o argumento de que o Mercosul não era um bloco com o mesmo nível de integração da UE.

Preocupação - A experiência com os europeus sinaliza preocupação com a volta desse discurso. Ainda mais quando se sabe que haverá nova rodada de negociações em julho, em Brasília, para o acordo de livre comércio birregional. Uma das ideias é que no segundo semestre, com o Brasil na presidência do bloco, os dois lados troquem novas ofertas de liberalização.

 

Recado - Nesse contexto, a declaração de Ciolos pode ser um recado de que a UE não quer fazer avanços na área agrícola, sem os quais não há acordo entre UE e Mercosul. O mandato europeu para negociar é com o Mercosul, não com o Brasil isoladamente, e isso não vai mudar. E a negociação é feita pela área de comércio da UE, não pela da agricultura, comandada por Ciolos.

 

Terreno - As declarações de Ciolos e de Daul podem ser a tentativa de preparar o terreno para nova resistência europeia. Existe a crise do euro e os europeus têm dificuldades para fazer concessões para abrir mercado. Além disso, é conhecida a tática de acusar o outro lado de não estar preparado para concessões, para não se comprometer.

 

Reflexões - A declaração de Daul sobre a criação de uma ligação direta com o Brasil no Parlamento Europeu também gerou reflexões nos meios diplomáticos. O Parlamento tem uma comissão para as relações com o Mercosul, que não vai acabar. Portanto, não está muito claro como o Parlamento vai fazer em relação ao Brasil. Se o Parlamento quiser criar agora um grupo para o Brasil, a expectativa é que isso seja feito com habilidade suficiente para que os outros membros do Mercosul não pensem que o Brasil pretenda se contrapor ao bloco. O Brasil sempre sinalizou aos europeus que não tem o menor interesse em ser cavaleiro solitário. (Valor Econômico)

AGRONEGÓCIO: Exportações brasileiras em maio superam US$ 10 bilhões

As exportações do agronegócio atingiram a cifra recorde de US$ 10,26 bilhões em maio deste ano. Antes, o maior valor foi registrado em agosto de 2011, com US$ 9,84 bilhões. O resultado expressivo representou uma elevação de 21,2% em relação a maio do ano passado. As importações de produtos do agronegócio, por outro lado, tiveram diminuição de 14,1%, com registros de US$ 1,34 bilhão em aquisições do exterior. O saldo comercial dos produtos do agronegócio ficou em US$ 8,92 bilhões.

 

Expansão - Nos últimos doze meses, o comércio do agronegócio brasileiro para o exterior teve expansão de 17,9%, alcançando US$ 97,4 bilhões. As importações chegaram a US$ 17,4 bilhões entre junho de 2011 e maio de 2012, com elevação de 13,9%. A forte elevação das vendas externas propiciou um saldo comercial de US$ 80 bilhões no período. A balança comercial do agronegócio foi elaborada pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a partir dos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

 

Complexo soja - De junho de 2011 a maio de 2012, o complexo soja (grão, farelo e óleo) continua sendo o principal setor exportador, com as vendas externas subindo 41% e passando de US$ 19,3 bilhões para US$ 27,2 bilhões. O complexo sucroalcooleiro ficou na segunda posição, com exportações de US$ 15,9 bilhões (+13,2%). Os outros três principais setores foram carnes (US$ 15,9 bilhões; +9%), produtos florestais (US$ 9,4 bilhões; -1%) e café (US$ 8,2 %; +14,3%). Esses cinco principais setores tiveram expansão de participação no total das exportações de 78,2% para 78,6%.

 

Vendas - O complexo soja, principal responsável pela elevação das vendas no acumulado em 12 meses, teve elevação das vendas em US$ 7,9 bilhões, o que representou 53,4% do incremento de US$ 14,8 bilhões no valor total exportado. Outros setores também tiveram importante contribuição, como o complexo sucroalcooleiro, que teve elevação de US$ 1,8 bilhão em vendas no período, as carnes, que tiveram aumento de US$ 1,3 bilhão e o café, com expansão de US$ 1 bilhão.

 

Países - A China continua apresentando o maior dinamismo importador em relação aos produtos do agronegócio brasileiro. Nos últimos doze meses, a China ampliou as importações do agronegócio brasileiro em 59,7%, expandindo a sua participação de 14,4% para 19,6%. Caso se agregue às compras da China as aquisições da região especial administrativa de Hong Kong (2,2%) e as aquisições da província chinesa de Taiwan (1,3%), o país atingiu a participação de 23,1% no total das aquisições. Essa fatia é próxima em tamanho da fatia da União Europeia, que ficou com 24,1%. (Mapa)

RAMO CRÉDITO I: Sicredi antecipa contratação de seguro para a safra de verão

Aos produtores de soja e milho que se preparam para a próxima safra de verão, a Sicredi União informa que já está fazendo a contratação do Seguro “Colheita Garantida”, que indeniza o agricultor em caso de perdas quantitativas decorrentes de eventos climáticos, indenizando conforme o nível de cobertura estabelecido. “Ao contratar o seguro, o produtor se previne contra possíveis prejuízos, além de ter o benefício de 50% de subvenção federal”, comenta o assessor de seguros da cooperativa de crédito, João Aleixo.

 

Subvenção federal - O diretor executivo Rogério Machado reforça: “É importante que os produtores antecipem a contratação do seguro, usufruindo assim da subvenção federal, pois ainda não sabemos o montante de subsídio que o governo irá disponibilizar para atender ao novo Plano Safra. O produto nestas condições possui melhor cobertura e menor custo em relação ao Proagro”.

 

Cobertura – O Seguro Colheita Garantida apresenta as seguintes coberturas: replantio (chuva excessiva, tromba d’água e granizo) e produção (incêndio e raio, chuvas excessivas, tromba d’água, granizo, seca, geada, ventos fortes e frio). As culturas seguradas são a soja e o milho, que tem 50% de subvenção federal. A produtividade garantida varia de 50% a 60% da média colhida nos últimos anos. (Imprensa Sicredi União)

RAMO CRÉDITO II: Sicoob Metropolitano inaugura mais um posto de atendimento

No dia 04 de junho foi inaugurado o novo Ponto de Atendimento do Sicoob Metropolitano, o PAC Pedro Taques, localizado na Avenida Pedro Taques n° 294, esquina com Avenida Bento Munhoz da Rocha, na zona 03, em Maringá, Noroeste do Estado. O novo PAC conta com o Espaço Mulher, projetado e dedicado exclusivamente ao público feminino. Estiveram presentes na solenidade o prefeito de Maringá em exercício, Carlos Roberto Pupin, o diretor presidente do Sicoob Central PR, Marino Delgado, executivos da Sancor Seguros do Brasil, o presidente do Sicoob Metropolitano, Luiz Ajita, o diretor executivo do Sicoob Metropolitano, ldeval Curioni, além de lideranças e autoridades da região, colaboradores e cooperados do PAC. (Informativo Sicoob Central PR)

RAMO CRÉDITO III: Nova unidade do Sicoob Aliança começa a funcionar em Apucarana

No dia 11 de junho foi inaugurado mais um Posto de Atendimento do Sicoob Aliança na cidade de Apucarana, Norte do Paraná. Trata-se do PAC Avenida, o quarto do Sicoob Aliança. O evento teve a presença de mais de 270 pessoas, entre autoridades, lideranças, convidados e cooperados. Osnei José Simões Santos, presidente do Sicoob Aliança, recepcionou os convidados, entre eles, Jefferson Nogaroli e Marino Delgado, que representaram o Sicoob PR, Fábio Agnolin, do Sicoob Seguros, conselheiros e presidentes de singulares Sicoob PR e executivos da Sancor Seguros do Brasil. O edifício foi especialmente construído para servir de sede ao Sicoob Aliança e seu projeto foi desenvolvido para oferecer, além do visual moderno, todo o conforto e funcionalidade necessários para otimizar o atendimento aos cooperados. Projeto especial da área de ATM's foi o diferencial da nova sede, para facilitar e agilizar o atendimento aos cooperados e a comunidade. (Informativo Sicoob Central PR)

RAMO CRÉDITO IV: Centrais do Sicoob do Paraná e do Espírito Santo trocam experiências

Durante os dias 21 a 23 de maio, um grupo de paranaenses esteve em Vitória-ES, visitando o Sicoob Central Espírito Santo. O objetivo da viagem foi promover uma troca de experiências entre as centrais e oportunizar o conhecimento sobre as práticas realizadas pelo Sicoob Espírito Santo. Participaram do intercâmbio o diretor do Sicoob Seguros, Fábio Agnolin, a gerente administrativa e financeira Elenice Soares, o gerente de Gestão de Pessoas do Sicoob Central Paraná, Alexandre Buch, a gerente de RH da singular Sicoob Norte PR, Mena Carvalho e representantes da Annellus Administradora e Corretora de Seguros S/A. (Informativo Sicoob Central PR)

COCAMAR: Se tudo correr bem, milho pode ter boa produtividade na região

Com 90% das lavouras em fase de granação nos arredores de Maringá, a cultura do milho de inverno atinge o seu ponto crítico neste momento. É o período em que uma geada forte pode colocar grande parte da produção a perder, conforme explica o engenheiro agrônomo Edson Matsumoto, da Unidade da Cocamar em Maringá. A colheita começa em julho, com pico previsto para primeira quinzena de agosto. Até que a safra esteja garantida, o produtor terá que conviver com a possibilidade da chegada de frentes frias, comuns nesta época.

 

Início preocupante - Depois de um início preocupante, com pouca chuva, o tempo normalizou e pelo menos em relação à umidade o agricultor não tem do que reclamar.  “As perspectivas são excelentes, com produção acima do projetado inicialmente pela cooperativa”, informou o coordenador técnico de Culturas Anuais, engenheiro agrônomo Emerson Nunes. “A elevação na produtividade é estimada em 15% na comparação com a safra do ano passado, com expectativa de 4.363 quilos em média por hectare. Também se estima boa qualidade da produção”.

 

Doenças foliares - A chuvarada das últimas semanas fez aumentar o surgimento de doenças foliares, entre as quais a ferrugem comum, cercosporiose, helmintosporiose e o complexo de manchas brancas. “Estas doenças têm sido constatadas com maior intensidade onde não foram realizadas aplicações preventivas de fungicida”, explica Nunes.

 

Área maior - Nesta safra, a área cultivada com milho na região da Cocamar é 12% maior em comparação com 2011. (Imprensa Cocamar)

COAMO: Funcionários fazem doação para o Lar dos Velhinhos Frederico Ozanan

Com o slogan "Pequenas ações fazem grandes diferenças", os funcionários da administração central da Coamo, em Campo Mourão, mobilizaram campanha na última semana de maio e arrecadaram mais de 2 mil itens em produtos de higiene pessoal (sabonete e creme dental). No dia 02 de junho, funcionários da Coamo, Credicoamo, Arcam, Via Sollus e Fups fizeram a entrega do material arrecadado à direção do Lar dos Velhinhos Frederico Ozanan, em Campo Mourão. A promoção da campanha beneficente foi realizada através do "S" do Social, fazendo parte do Programa de Qualidade “5 S” implantado na cooperativa há 16 anos com a coordenação da gerência de Recursos Humanos da Coamo. 

 

Convite - A participação dos funcionários da administração central da Coamo neste evento atendeu a convite do grupo de escoteiros de Campo Mourão - Alcatéia “Francisco de Assis”, que também se mobilizou e arrecadou materiais para a entidade mourãoense que cuida dos idosos há 40 anos em Campo Mourão. O Lar dos Velhinhos Frederico Ozanan foi fundado em Campo Mourão no dia 15 de janeiro de 1972 e está completando quatro décadas de existência. O abrigo foi fundado por nove vicentinos e tem hoje mais de 65 internos entre homens e mulheres. 

 

Ação Solidária - “Durante o ano os funcionários da Coamo promovem vários eventos que beneficiam entidades beneficentes na área de ação da cooperativa. Ficamos felizes em ter participado desta campanha em prol do Lar dos Velhinhos que é uma entidade séria e organizada que merece a nossa solidariedade”, considera Jorge Luiz Scarpin Carrozza, gerente de Recursos Humanos da Coamo. (Imprensa Coamo)

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COPACOL: Associados e diretoria participam da 2ª edição do Café Viola e Cooperativa

A Copacol está realizando em suas unidades, desde a semana retrasada, a 2ª edição do Café, Viola e Cooperativa. O evento tem por finalidade promover a integração entre associados e diretoria num ambiente decorado com produtos e equipamentos que remetem a vida da roça. Durante o evento, o diretor presidente, Valter Pitol, apresenta aos cooperados os números de cada uma das atividades que são trabalhadas pela cooperativa, enquanto os associados com esposas e filhos se interagem entre si ao som da tradicional música sertaneja. Além da música, os participantes saboreiam de um café, regado a lanches, doces e sucos.

 

Bate papo - O encontro da diretoria com os associados resulta em um bate papo, onde o associado tem a oportunidade de expor à diretoria as suas necessidades e ao mesmo tempo ouvir da diretoria as ações que estão sendo tomadas. Durante a explanação o diretor presidente, apresenta também o planejamento estratégico da cooperativa para os próximos cinco anos, uma vez que de forma planejada pode se saber onde se pretende chegar.

 

Programação - O Café Viola, já foi realizado nas Unidades de Nova Aurora, Universo, Formosa do Oeste, Jesuítas, Iracema do Oeste, Carajá. Nesta semana será realizado nas Unidades de Goioerê, nesta segunda-feira (11/06), às 9 horas e na Unidade de Central Santa Cruz às 18h30.  Já na terça-feira (12/06), na sede em Cafelândia, na Asmuca às 18h30, na quarta-feira (13/06), às 18h30 na Unidade de Palmitópolis e na quinta-feira (14/06), às 15 horas em Jotaesse na AMAJ. (Imprensa Copacol)

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RIO+20: Custos da economia verde opõem países ricos e emergentes

A Rio+20 começa na quarta-feira (13/06) com um grande ponto de tensão sobre como será dividida a fatura da transição para a economia verde. Não há valores sobre a mesa, mas a divisão da conta é um dos pontos de conflito que apareceram nas rodadas de negociação em Nova York e chega ao Rio sem consenso. A Europa pressiona para que os emergentes ajudem a dividir a conta. Os países em desenvolvimento empurram a responsabilidade sobre os recursos financeiros para os industrializados.

 

Financiamento - "Quem irá financiar a transição? Não apenas os países ocidentais, a China também deve assumir compromissos", cobrou Connie Hedegaard, a comissária de ação climática da União Europeia, no encontro anual do Instituto Internacional de Finanças (IIF) que reuniu os maiores bancos do mundo, na capital dinamarquesa, na semana passada. Indagada pelo Valor se ela se referia apenas à China ou aos emergentes em geral, ela respondeu: "No Rio, temos que dar passos para reconhecer que vivemos num mundo de mútua interdependência e não mais no paradigma Norte-Sul. É claro que os países desenvolvidos têm que fazer mais, antes que os outros e financiar mais. Mas no século 21 temos que achar maneiras de os emergentes assumirem mais responsabilidades e mais compromissos formais para resolver os problemas."

 

Esclarecimento - Os negociadores do Ministério das Relações Exteriores não quiseram atender ao pedido do Valor de esclarecer os rumos da negociação e o que o governo brasileiro pensa sobre o aumento de responsabilidade dos emergentes. Para uma autoridade do governo, com a Europa em crise financeira e destinando seus recursos para salvar bancos e países em dificuldades, o discurso da comissária é uma tendência. "Nas últimas reuniões sobre clima, os europeus trabalharam muito com o Brasil, os dois foram forças de propulsão", diz a fonte. "Mas os europeus vêm insistindo que a China é a segunda maior economia do mundo, o Brasil é a sexta, a Índia, a décima, e que eles têm que contribuir mais."

 

G-77 - Os países em desenvolvimento negociam em conjunto, no chamado G-77. Trata-se de um bloco heterogêneo onde estão tanto os emergentes como as economias mais pobres do mundo. Na Rio+20 o G-77 tem fortes divergências internas. No documento-base da Rio+20, "O Futuro que Queremos", o G-77 quer que conste na primeira de suas 81 páginas atuais que é preciso chegar ao desenvolvimento sustentável em todas as suas dimensões "em acordo com o princípio das responsabilidades comuns porém diferenciadas".

 

Responsabilidades - Traduzindo a linguagem diplomática: isto quer dizer que todos os países têm responsabilidades, mas os industrializados têm mais do que os outros. Os Estados Unidos, o Canadá e o Japão querem que este aposto seja retirado do texto final da Rio+20.

 

Documento-base - O curioso da conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, é que seu documento-base é pouco ambicioso e não exige nenhuma obrigatoriedade dos países. Ou seja, discute-se a divisão da conta sem que se fale em dinheiro e nem em decisões concretas de onde aplicar os recursos. "O item sobre financiamento é muito delicado nas negociações", diz Antonio Hill, porta-voz da Oxfam para a Rio+20. É o mesmo ponto de confusão nas negociações internacionais sobre mudança climática - só que ali há algo concreto, a redução de emissões de gases-estufa. "Mas nesta conferência discutir recursos é muito abstrato, está tudo no ar."

 

Países inscritos - O presidente Barack Obama não vem, nem a premiê alemã Angela Merkel ou o primeiro-ministro britânico David Cameron, o que não é pouco. Mas há 186 países inscritos para a conferência, dos 193 membros da ONU. Entre chefes de Estado e governo, havia 120 confirmados até sexta-feira. E esperam-se 50 mil pessoas entre empresários, ambientalistas, representantes de movimentos sociais, jovens, sindicalistas, cientistas e políticos.

 

Agenda oficial - A Rio+20 tem uma agenda oficial, uma da sociedade civil e outra que é um meio-termo entre as duas. A agenda oficial começa quarta-feira, com a última reunião dos negociadores antes da Cúpula. A reunião vai do dia 13 ao 15. Não vai ser um encontro fácil: na rodada anterior, o documento tinha 422 parágrafos, dos quais 21 acordados e 401 em aberto. No Rio chega com 329 parágrafos, sendo 70 acordados e 259 sem consenso. "Entramos na Rio+20 com a exata percepção de quanto o sistema multilateral está sendo desafiado pela visão estreita e de curto prazo dos Estados-membros", diz Aron Belinky, coordenador de processos internacionais do Instituto Vitae Civilis. "A falta de avanço é produto da falta de visão de futuro dos representantes dos países que negociam", continua. "É lamentável."

 

Cúpula - A cúpula, com a participação dos líderes, acontece de 20 a 22 de junho. Entre o evento dos negociadores e a chegada dos chefes de Estado ocorrem os Diálogos Sustentáveis. A ideia do governo brasileiro é a de criar uma ponte entre a sociedade civil e os governos. É uma experiência inédita nas grandes conferências da ONU. Os Diálogos durarão quatro dias, em cada um deles serão discutidos três dos dez temas fundamentais da Rio+20 - de água a florestas, de oceanos a cidades sustentáveis. Mais de 2.000 pessoas poderão escutar, ao vivo, palestras do economista americano Jeffrey Sachs ou da ex-primeira ministra da Noruega Gro Harlem Brundtland, só para citar dois dos convidados ilustres. Milhares de pessoas poderão acompanhar tudo online.

 

Discussão online - Nos últimos meses já houve uma grande discussão global e online destes temas. Universidades e centros de pesquisa internacionais foram convidados a mediar o debate. Foram produzidas 800 sugestões de recomendações aos chefes de Estado, agora reduzidas a conjuntos de dez. Estão sendo novamente votadas para encolherem a três. Elas não influenciarão o documento oficial da Rio+20, que vem sendo negociado há mais de ano, mas irão definir a agenda do desenvolvimento sustentável depois da conferência, espera o Brasil.

 

Contraponto - A Cúpula dos Povos será o contraponto à conferência oficial. De 15 a 23 de junho, pode reunir mais de 3.000 pessoas em 800 eventos que acontecem principalmente no Aterro do Flamengo e no porto do Rio. Os eventos serão promovidos por ONGs ambientalistas e de direitos humanos, povos indígenas e quilombolas, lideranças feministas e religiosas. Também terá espaços de diálogos e propostas, acampamentos permanentes como o Terra Livre, que reunirá lideranças indígenas da América Latina no Aterro, ou o Território das Juventudes, no campus da URFJ, na Urca, espaço de debates de lideranças jovens como os integrantes do movimento Occupy Wall Street.

 

Pessimismo - Para seus organizadores - membros de ONGs reunidos no Grupo de Articulação da Cúpula dos Povos (Gear) -, o clima é de pessimismo. As maiores críticas à Rio+20 são direcionadas ao conceito de economia verde, um dos temas centrais da conferência e que, nesta visão, seria apenas uma apropriação do discurso ambientalista pelo mercado. Acreditam que é preciso uma mudança no padrão global de produção e consumo para que o mundo chegue ao desenvolvimento sustentável ou não serão atingidos resultados concretos. "Como a Rio+20 não aponta nessa direção, pode avançar apenas para aperfeiçoar a governança global", diz um dos organizadores, Maurício Thuswohl.

 

Documento consensual - Um dos objetivos da Cúpula dos Povos é a elaboração de um documento consensual a ser enviado aos chefes de Estado reunidos na conferência oficial, no Riocentro. A pauta aborda cinco temas: direitos, defesa dos bens comuns, energia e indústria, soberania alimentar e trabalho.

 

Preços - De maneira geral, os preços cobrados pela rede hoteleira do Rio foram reduzidos, embora continuem altos. Mas uma série de delegações encolheram, como a do Japão, porque muitos ficaram sem receber respostas sobre disponibilidade de quartos e custos.

 

Baixa expectativa - Para Connie Hedegaard, as expectativas para o Rio+20 também são baixas. Segundo a comissária europeia para ação climática, a preparação da conferência não avançou o suficiente. Connie sinalizou que não haverá resultados muito concretos, mas espera que aconteça a proposta do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, de uma meta global que garanta o acesso à energia a todos. Ela também espera que, tanto na reunião do G-20, no México, como na Rio+20, os líderes sinalizem claramente para o fim gradual dos subsídios aos combustíveis fósseis, que batem em US$ 400 bilhões ao ano. (Valor Econômico)

PROJEÇÕES: Brasil deve ampliar oferta de grãos e manter reservas naturais

A produção de grãos no Brasil, considerando soja, milho, trigo, arroz e feijão, deverá passar das atuais 153,3 milhões de toneladas para 185,6 milhões em 2021/22. Isso indica um acréscimo de 32,3 milhões de toneladas à produção atual do País. O Brasil é um dos poucos países do mundo que pode ampliar a produção de alimentos com ganhos reais de produtividade e mantendo a salvo suas reservas naturais.

 

Estudo - O estudo “Brasil – Projeções do Agronegócio 2011/12 a 2020/2021”, elaborado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), dá uma mostra dos rumos da produção agrícola nacional na próxima década. As projeções indicam que entre 2012 e 2022 o cultivo de arroz, feijão, milho, soja em grão e trigo deverá aumentar em 21,1%, com expansão de 9% da área plantada.

 

Exemplo típico - “Essa projeção mostra um exemplo típico de crescimento com base na produtividade”, justificou o coordenador da Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Mapa, José Garcia Gasques. O estudo do ministério aposta em um cenário possível, levando-se em conta o uso da pesquisa e da tecnologia.

 

Novas áreas - De acordo com o relatório, a expansão de área de soja e cana-de-açúcar deverá ocorrer pela incorporação de áreas novas e também por outras lavouras que deverão ceder área. Juntas, soja e cana-de-açúcar devem se expandir em 7 milhões de hectares nos próximos 10 anos.

 

Milho - O milho deve ter uma expansão de área por volta de 600 mil hectares e as demais lavouras analisadas mantém-se praticamente sem alteração ou perdem área, como o arroz, a mandioca, trigo e feijão. Como o milho é uma atividade com elevado potencial de produtividade, o aumento de produção projetado decorre principalmente por meio de ganhos de produtividade. (Mapa)

AGRICULTURA: Alimento orgânico ganha terreno e fica mais barato

Os alimentos livres de agrotóxicos ganham terreno no Paraná e, com o aumento na produção, tornam-se mais competitivos frente aos produtos convencionais. Os preços dos orgânicos, que até pouco tempo atrás eram o principal entrave para o desenvolvimento da atividade, são iguais ou até mais baratos se consideradas as cotações praticadas nas feiras livres.

 

Destaques - Além das hortaliças, frutas como maçã, banana, manga e caqui destacam-se nesse mercado. “Durante a época de colheita desses produtos, o preço praticado nas feiras orgânicas está competindo lado a lado com o da feira convencional”, aponta Ivo Melão, presidente da Associação dos Consumidores de Orgânicos (Acopa). Nos supermercados, os orgânicos continuam mais caros: custam cerca de 30% a mais que os convencionais.

 

Alface - No caso de hortaliças como alface, por exemplo, um dos itens que mais ganha escala na produção orgânica, principalmente na região que cerca Curitiba, o preço do convencional chega a ser R$ 0,30 mais caro do que o do orgânico, conforme levantamento do Instituto Emater e da Secretaria de Estado da Agricultura (Seab). Uma cabeça de alface livre de agrotóxico vale, em média, R$ 1, conforme a Emater. O preço médio do produto convencional, calculado pela Seab, é de R$ 1,31. Em Cascavel, passa de R$ 2 por unidade.

 

Equilíbrio - A oferta de alimentos considerados mais saudáveis do que os cultivados de forma tradicional, com agrotóxicos ou transgênicos, é apontada como a causa desse equilíbrio nos preços. Embora maior parte do escoamento da produção orgânica ainda esteja dependente das feiras de rua, o consumo tem sido facilitado com a entrada de novos comerciantes nesse segmento. Além de restaurantes e até mesmo lojas de roupas, o público ‘ecologicamente correto’ conta com mercados dedicados exclusivamente à venda de orgânicos.

 

Apetite maior - Segundo Iniberto Hammerschmidt, coordenador estadual de olericultura da Emater, o apetite da população por alimentos orgânicos cresce mais de 50% ao ano e ainda deve abocanhar maior fatia do mercado. “Hoje, cada paranaense consome 45 quilos de hortifrutigranjeiros por ano. Mas a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 135 quilos. Ou seja, nós consumimos apenas um terço da quantidade recomendada”, argumenta.

 

Safra 2011/12 deve render 150 mil toneladas - Apesar de a evolução da produção convencional superar a orgânica, o avanço dos alimentos livres de agrotóxicos também chama atenção. A safra 2011/12, que termina neste mês, está estimada em 150 mil toneladas – 12 mil toneladas a mais que a colhida há três anos, conforme levantamento da Emater. Consequentemente, a renda bruta do setor, que era de R$ 120 milhões no ciclo 2008/09, engordou, devendo atingir R$ 150 milhões nesta temporada.

 

Programas - Na avaliação de Iniberto Hammerschmidt, do Instituto Emater, são os progra­mas governamentais – o de Aquisição de Alimentos (PAA) e o da Alimentação Escolar (Pnae) – que sustentam as apostas dos agricultores no campo. As hortaliças podem ser colhidas em até 30 dias e são consideradas investimentos promissores. Na última década, o Paraná aumentou em 1 milhão de toneladas a produção convencional desse tipo de produto.

 

Volume - Hoje, o estado colhe anualmente 3 milhões de toneladas – volume 20 vezes maior que o dos orgânicos. Em âmbito nacional, a produção chega a 20 milhões de toneladas, sendo que três produtos – o tomate, a batata e a melancia – respondem por aproximadamente metade desse volume. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

IAPAR: Evento aborda mecanização em lavouras de café adensado

O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) realiza nesta terça-feira (12/06), a Tarde de Campo do Café, com o tema mecanização da lavoura adensada. São esperadas mais de 300 pessoas, entre estudantes de graduação de ciências agronômicas, cafeicultores e agrônomos. “Teremos derriçadores portáteis e mecânicos, esqueletadores, sopradores e um equipamento tracionado que recolhe o café, abana e ensaca”, explica o pesquisador César Francisco Araújo Júnior.

 

Desconhecimento - Ainda de acordo com ele, essas máquinas são desconhecidas para muito cafeicultores, embora um estudo do Iapar tenha mostrado que essa realidade poderia ser diferente. “Na zona de aptidão climática ao cultivo do cafeeiro no Paraná há possibilidade de mecanização em 90% da área, mas a gente acredita esse número não passe de 10%”, salienta Araújo Júnior.

 

Benefícios - O pesquisador lamenta a baixa adesão ao maquinário para o trato com o cafeeiro porque os benefícios são muitos. Um exemplo é a derriçadeira, usada retirar o grão do galho. Ela aumenta a produtividade em sete vezes em comparação com o trabalho manual, custa em torno de mil reais, um valor compatível até para pequenos agricultores, e ainda minimiza os riscos de perda de qualidade na colheita. “Hoje em dia a mão-de-obra para cafeicultura é escassa e cara. Estimativas indicam que 50% do custo de produção do café é gasto apenas na colheita. Dai a necessidade de investir em máquinas”, esclarece Araújo Júnior.

 

Outros temas - No evento também serão discutidas questões ligadas à segurança em operações mecanizadas; aspectos da relação entre cultivares e mecanização, com apresentação da nova variedade IPR 100 e, ainda, monitoramento agroclimático e cuidados para proteção dos cafezais contra geadas.

 

Inscrições - As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local, pouco antes do evento. Mais informações pelo telefone (43) 3376-2373 ou adt@iapar.br. (Imprensa Iapar)

INFRAESTRUTURA: Investimento público em transportes em 2012 não está saindo do papel

A ampliação dos investimentos públicos no setor de transportes tem sido defendida pelo governo como uma das principais ferramentas para estimular a economia, que ameaça frustrar o desempenho projetado para este ano. O que os números do setor apontam, no entanto, é uma execução pífia do orçamento.

 

Levantamento - O Valor teve acesso exclusivo a um levantamento detalhado dos investimentos liberados até maio deste ano para cada uma das áreas de transporte: rodovias, ferrovias, hidrovias e setor aéreo. As informações do Sistema de Administração Financeira (Siafi) foram compiladas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

 

Estradas - Do total de R$ 13,66 bilhões autorizados para investimento nas estradas neste ano, apenas R$ 2,54 bilhões foram pagos até maio. A situação fica ainda mais crítica quando verificado que apenas 7% desse desembolso pago - R$ 197,4 milhões - está efetivamente atrelado a despesas de 2012, ou seja, os demais 93% são restos a pagar de anos anteriores.

 

Ferrovias - A situação se repete no setor ferroviário. No início do ano, o governo autorizou um orçamento total de R$ 2,77 bilhões para injetar na infraestrutura dos trilhos. Passados os primeiros cinco meses de 2012, só R$ 239,7 milhões foram usados, cerca de 8% do que foi disponibilizado. Nos gastos efetuados pelas ferrovias, prevalece a mesma lógica identificada no orçamento das estradas. Apenas 6% dos desembolsos referem-se a despesas deste exercício.

 

Reflexos - A fotografia do desempenho financeiro registrado até agora sinaliza que, apesar da pressão feita pela presidente Dilma Rousseff para que os investimentos decolem, são grandes as chances desses desembolsos só terem reflexos nas contas do ano que vem, dada a demora na contratação de obras. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), dono do maior orçamento da pasta, quer licitar até R$ 10 bilhões em empreendimentos só no segundo semestre deste ano, contra os R$ 16 bilhões previstos inicialmente. Ainda que esse recurso viesse a ser efetivamente contratado, a realidade é que boa parte só seria paga no ano que vem.

 

Revisão - Outro complicador é que muitos empreendimentos estão com seus projetos em fase de revisão, o que retarda a licitação da obra. Padece do mesmo problema o Ministério das Cidades, responsável pelas obras de mobilidade urbana da Copa de 2014, onde quase nada avança devido aos estudos de má qualidade apresentados pelos Estados e municípios que sediarão os jogos. A Valec vive situação parecida. Boa parte dos projetos da estatal das ferrovias passa por revisão e só deve decolar efetivamente em 2013.

 

Motivação - A preocupação do Palácio em destravar os investimentos do setor de transportes tem uma motivação muito clara: é nessa área que estão os principais desembolsos diretos feitos pelo governo, diferentemente do que acontece, por exemplo, no setor de energia, no qual as empresas que assumem as concessões de empreendimentos financiam boa parte dos projetos, além de contarem com forte participação estatal da Eletrobras na maior parte das obras.

 

Situação curiosa - "Vivemos uma situação curiosa. Talvez seja a primeira vez na história econômica do país que temos uma forte disponibilidade de recursos para investimento, mas todo esse dinheiro só é parcialmente aplicado por conta das dificuldades burocráticas e administrativas que enfrentamos", diz Carlos Campos, coordenador de infraestrutura econômica do Ipea.

 

Fracasso - A receita básica para o fracasso da execução orçamentária, comenta Campos, é a mesma de sempre: projetos de engenharia mal feitos, atrasos no licenciamento ambiental, rigidez da lei das licitações e desapropriações que não andam. "Esse é o conjunto de fatores que faz com que os investimentos do país fiquem muito aquém do ideal. Os investimentos não decolaram e o pior é que não há nenhuma indicação clara de que os problemas serão resolvidos neste ano."

 

Aeroportos - No setor aéreo, a expectativa é que as concessões dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos estimulem os gastos no segundo semestre. De janeiro a abril deste ano, o setor executou 85% dos R$ 222,8 milhões previstos de aporte público. Na área de hidrovias, historicamente a mais ignorada entre todos os meios de transporte, o orçamento para este ano é de R$ 820,8 milhões, dos quais ínfimos R$ 3,84 milhões pagos estão atrelados a contratos deste exercício. Os demais R$ 219,3 milhões pagos se referem a contas de anos anteriores.

 

Desanimador - A perspectiva de que os investimentos em transportes deste ano possam ficar abaixo do ano passado não é nada animadora, uma vez que, em 2011, os investimentos públicos já haviam caído em todos os setores em relação a 2010, com exceção do setor aéreo, que atingiu investimento recorde. No total, foram desembolsados R$ 18,02 bilhões para transportes em 2011, queda de 6,4% sobre o ano anterior. Desse montante, R$ 13,55 bilhões foram efetivamente pagos, englobando contratos do exercício e restos a pagar.

 

Financiamentos - O fraco desempenho de 2012 verificado até agora, diz Campos, do Ipea, também está refletido nos financiamentos feitos pelo BNDES. Entre janeiro e março, o banco liberou R$ 4,19 bilhões para financiar obras e equipamentos do setor rodoviário, volume 31% inferior ao que o banco destinou para as estradas no mesmo período do ano passado.

 

PAC - Dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o setor de transportes é dono da segunda maior parcela de investimentos públicos e privados, só atrás do setor de energia. Entre os 16 maiores projetos do setor de transporte no mundo, quatro estão no Brasil: a Ferrovia Norte-Sul, a Linha 5 do metrô paulistano, o trecho norte do Rodoanel em São Paulo e a Ferrovia Transnordestina. (Valor Econômico)

GOVERNO FEDERAL: Dilma cobra de ministros pente-fino em contratos para acelerar investimentos

A presidente Dilma Rousseff cobrou dos ministros um pente-fino sobre todos os contratos de investimentos das diferentes ministérios e que envolvem Estados e municípios. O esforço será concentrado em diversas áreas. As obras que teriam início em 2013 poderão ser antecipadas. Já os programas com atrasos, como o de construção de creches e os projetos de mobilidade urbana, devem ser acelerados pelos ministérios.

 

Recursos orçamentários - O governo vai garantir recursos orçamentários para essas iniciativas. Além disso, o programa Brasil Maior pode ser mais uma vez ampliado, com a incorporação de novos segmentos da economia no dispositivo, que garante margem de preço para produtos nacionais participarem de licitações envolvendo compras governamentais.

 

Pressa - Dilma tem pressa. Segundo disseram três ministros ao Valor, o objetivo da presidente é "tirar o atraso" dos projetos que envolvem investimentos produtivos do setor público federal, e esse esforço deve ser feito logo, de forma a afetar o ritmo da economia neste ano. O "pacote" de aceleração dos investimentos públicos está em fase de estudos avançados na Esplanada dos Ministérios. Na semana que vem, a presidente deve voltar a reunir diversos ministros no Planalto para cobrar respostas do que pode ser antecipado, acelerado ou tirado do papel.

 

Educação - O Ministério da Educação (MEC) é visto como um importante motor de propulsão dos gastos públicos. Além de um esforço adicional nas compras realizadas pelo MEC e da aceleração das obras envolvendo creches, estuda-se no governo a criação da segunda etapa do programa Reuni, de construção e reforma de universidades e institutos federais. O primeiro Reuni, iniciado em 2007, termina neste ano - em seis anos, o programa consumiu R$ 3 bilhões. O Reuni 2 envolveria cifras semelhantes e seria iniciado em 2013.

 

Cidades - O Ministério das Cidades termina nesta semana amplo levantamento de todas as obras tocadas pela pasta, de forma a mapear as que estão atrasadas e podem ser aceleradas. A nova forma de licitar do ministério, antecipada pelo ministro Aguinaldo Ribeiro ao Valor há duas semanas, leva em conta apenas o projeto executivo de engenharia, que é mais elaborado que o projeto básico. A aposta que a pasta levará a Dilma é que os projetos vão "deslanchar".

 

Brasil Maior - O Brasil Maior, lançado em agosto do ano passado e ampliado em abril deste ano, pode ser mais uma vez alterado neste mês. Um dispositivo no programa permite aos ministérios adquirir produtos da indústria brasileira com margem de preço de até 25% sobre concorrentes importados. Já estão regulamentados os setores têxtil, calçadista, da indústria de defesa e complexo industrial da saúde. Outros segmentos podem ser incluídos no pacote.

 

Superávit - A disposição de Dilma em utilizar recursos públicos para dinamizar os investimentos ainda neste ano não inviabiliza o cumprimento da meta de superávit primário para o ano (R$ 96,9 bilhões para Tesouro, Previdência e Banco Central), segundo um ministro da área econômica. O entendimento, principalmente do Tesouro, é que uma diminuição do superávit não implica aumento de investimentos. A avaliação é que o problema não é falta de dinheiro, mas a incapacidade gerencial dos ministérios. (Valor Econômico)

AGENDA: Curso promove atualização em ICMS

O Sistema Ocepar promove, nos dias 13 e 14 de junho, o curso sobre ICMS, na sala de treinamentos I, em Curitiba, com o objetivo de promover a atualização dos profissionais das cooperativas paranaenses. O professor José Julberto Meira Junior, do Centro Estação Treinamentos e Serviços de Apoio Administrativo, vai orientar sobre conceitos, fundamentos e prática da gestão tributária, em específico o ICMS, englobando os aspectos contábeis, fiscais e jurídicos relacionados ao assunto.

 

Informações - Mais informações com Anderson Helpa (anderson.helpa@sescooppr.org.br / 41 3200-1149) ou Stella Soliman (stella@sescooppr.org.br / 41 3200-1129).

 

Clique aqui e confira a programação completa do Curso de atualização em ICMS


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