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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2865 | 12 de Junho de 2012

FALECIMENTO: Morre o ex-presidente da C.Vale Esperandio Berticelli

Faleceu, na tarde de segunda-feira (11/06), o ex-presidente da C.Vale, Esperandio Celestino Berticelli, aos 90 anos. Ele foi o segundo dirigente da cooperativa, no período de 1966 a 1970. Esperandio foi um dos pioneiros de Palotina e do sistema cooperativo. Chegou no município no dia 20 de janeiro de 1964. Casado com Jurema e pai de seis filhos, desbravou seu primeiro pedaço de terra na região do Distrito La Salle.Dois anos depois de se instalar em Palotina, recebeu a missão de manter viva a chama da cooperativa. “O Berticelli foi imprescindível no período em que dirigiu a cooperativa. Com persistência e muita determinação contrubuiu para que nos tornasse a segunda maior cooperativa do Brasil. O sistema cooperativo perde mais um líder”, enalteceu o presidente da C.Vale Alfredo Lang. (Imprensa C.Vale)

ANO INTERNACIONAL: Deputados discutem detalhes da homenagem às cooperativas

A Assembleia Legislativa do Paraná vai homenagear as cooperativas paranaenses, no dia 25 de junho, em sessão solene que será realizada a partir das 14h30, durante o grande expediente, em comemoração ao Ano Internacional do Cooperativismo. Os detalhes sobre a celebração foram discutidos na manhã desta terça-feira (12/06), em Curitiba, no gabinete do deputado estadual Teruo Kato, que é presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo na Assembleia. Também participaram os deputados Pedro Lupion, Jonas Guimarães e Artagão Júnior, Márcio Garcia, representando a deputada Luciana Rafagnin, o superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken, e o coordenador de Comunicação da entidade, Samuel Milléo Filho.

 

Programação – Durante o evento haverá o pronunciamento do deputado Teruo Kato, demais parlamentares e dos presidentes da Ocepar, João Paulo Koslovski, e da Unicafes, Luiz Possamai. Também serão entregues certificados às cooperativas e homenageados os cooperados e as cooperativas mais antigas do Estado. A solenidade foi proposta pela Frente Parlamentar do Cooperativismo. 

PARANÁ COOPERATIVO: Revista traz reportagem especial sobre o novo Código Florestal

“Código Florestal Brasileiro. O que ainda falta?”. Essa é a manchete que estampa a capa da mais recente edição da revista Paraná Cooperativo, produzida pela assessoria de Comunicação da Ocepar e que começou a circular nessa semana. A reportagem especial fala sobre a sanção da lei nº 12.651/12, ocorrida no dia 25 de maio após quase 20 anos de discussão no Congresso Nacional. O novo Código, embora não atenda totalmente à expectativa do setor produtivo, trouxe avanços mas ainda depende de definições importantes, já que o texto aprovado na Câmara dos Deputados sofreu 12 vetos.

 

MP - Além disso, uma Medida Provisória (MP) foi criada para promover outras 32 modificações, sendo que mais de 600 emendas foram apresentadas e o Congresso terá até o mês de outubro para decidir sobre as alterações. A matéria especial mostra os principais pontos da nova legislação; a repercussão entre parlamentares e dirigentes cooperativistas e a mobilização das cooperativas com o objetivo de contribuir para que o País conquistasse um Código Florestal que viabilizasse o equilíbrio entre a produção de alimentos e a preservação dos recursos naturais.

 

Entrevista – Nesta edição, a revista traz ainda uma entrevista com a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Para ela, a decisão sobre a lei que trata do novo Código Florestal foi ponderada, responsável e é produto de amplo debate social. “A Ocepar teve um papel importante e ativo neste processo”, afirmou a ministra. Na entrevista, ela também fala sobre o cooperativismo, igualdade de gênero, Fórum Futuro 10, entre outros temas.

 

Mais destaques- Os Encontros de Núcleos Cooperativos promovidos pela Ocepar no mês de maio, a reunião de lideranças do setor com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, os lançamentos regionais do Prêmio Ocepar de Jornalismo e os 50 anos da Coopagrícola também são destaque do último número da revista Paraná Cooperativo. A publicação, com tiragem de seis mil exemplares, é distribuída para cooperativas, entidades parceiras, parlamentares, autoridades, entre outros. Também pode ser conferida no site da Ocepar (www.ocepar.org.br ou www.paranacooperativo.com.br). Clique aqui para acessar o conteúdo da revista.

COPACOL I: Tem início a 30ª SIPAT

Com o tema ‘Seja você o protetor da sua vida’ a Copacol deu início, nesta segunda-feira (11/06) e prossegue até a próxima sexta-feira (15/06), a 30ª SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho). A abertura, que contou com a presença do gerente administrativo e financeiro da Copacol, James Fernando de Moraes, do médico coordenador do SESMT, Manoel José de Lourdes Esteves, da enfermeira coordenadora da saúde, Ivete Teresinha Johann Esteves, do engenheiro de segurança do trabalho e coordenador do setor de segurança do trabalho, Jozival Matias do Nascimento, aconteceu no auditório da Copacol, em Cafelândia.

 

Palestras – Ao longo da semana, os colaboradores das unidades da cooperativa participarão de palestras focadas na inclusão social e na saúde do homem, além da apresentação teatral com o tema ‘Segurança com Máquinas’. Haverá ainda sorteio de brindes e uma exposição da Brigada de Emergência Copacol. Durante a SIPAT, o Departamento de Saúde irá realizar palestras educativas com finalidade de detectar precocemente ou eliminar futuras patologias cardiovasculares para ambos os sexos, assim como prevenir e ou diagnosticar precocemente no homem o câncer de próstata.

 

Coleta de sangue - De acordo com a coordenadora do departamento, enfermeira Ivete Teresinha Johann Esteves, também será feita a coleta de sangue para a realização de alguns exames. "Nos dias atuais o câncer de próstata é o câncer que mais mata os homens com idade a partir de 75 anos. A prevenção começa a partir dos 50 ou a partir dos 30 anos com historia de câncer na família com a realização de exames periódicos", comenta ela, frisando que a necessidade do exame PSA para os homens deverá ser rotina como o exame preventivo do câncer de colo de útero nas mulheres. Dentre os exames estão PSA, que vai sinalizar problemas na próstata, triglicerídeos, colesterol e glicemia, que vai sinalizar possíveis agentes nocivos ao sistema cardiovascular.

 

Prevenção - Adotar medidas preventivas com relação a acidentes de trabalho, buscando neutralizar possíveis riscos e uma melhor relação entre o homem e as máquinas, são algumas das ações desenvolvidas pela Copacol. Dentre elas destacam-se as medidas de proteção coletiva, que consistem nos enclausuramentos dos pontos de perigo, adoção de sistema de intertravamento e bloqueio; medidas administrativas ou de organização do trabalho tais como as ordens de serviços de segurança do trabalho, os treinamentos de mudança de função, de integração e de capacitação dos colaboradores com ênfase a identificação dos riscos associados com cada máquina e as proteções específicas contra cada risco, com o funcionamento e o motivo do uso das as proteções. (Imprensa Copacol)

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COPACOL II: Supermercados realizam primeiro sorteio do “Show de Aniversário”

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A Copacol realizou, na tarde de sábado (09/06), na Rede de Supermercados Copacol, o primeiro sorteio da promoção 'Show de Aniversário'.  Ao todo, serão 136 prêmios sorteados todos os meses até o dia 23 de outubro, aniversário da Copacol. Neste primeiro sorteio, que aconteceu simultaneamente nas lojas de Cafelândia, Nova Aurora, Goioerê, Formosa do Oeste, Jesuítas e Jotaesse, foram sorteados vales-compras, refrigeradores, televisores 32 polegadas e notebooks. Ao todo serão 26 refrigeradores, 26, televisores, 26 notebooks, 52 vales-compras de R$ 500, cinco motos e um veículo zero Km. Para concorrer, basta comprar acima de R$ 30 no Copacol Supermercado e responder a pergunta: ‘Qual o supermercado que sorteia prêmios que são um show?’. (Imprensa Copacol)

 

 

Clique aqui e confira a lista dos vencedores do sorteio do dia 09 de junho.

RAMO CRÉDITO I: Sicredi é destaque em duas categorias da etapa regional do Globes Awards

A Promoção Força Premiada Sicredi, que distribuiu R$ 2,5 milhões em prêmios e contabilizou 37 milhões de cupons de operações de associados de abril a dezembro de 2011, foi agraciada em duas categorias da etapa regional do Ampro Globes Awards. Trata-se da principal premiação de marketing promocional realizada anualmente em mais de 25 países.

 

Certificado prata - Participando do Globes Awards pela primeira vez, o Sicredi recebeu o certificado prata na categoria "Melhor campanha de comunicação integrada", que avaliou o intenso trabalho de comunicação integrada entre todos os públicos envolvidos na Promoção Força Premiada e diferentes mídias utilizadas, resultando em mais de 600 peças promocionais produzidas. E bronze em "Melhor campanha gerando incremento de volume", cujo foco era demonstrar o sucesso da Promoção que contribuiu com a receita geral do Sicredi em mais de 20% na comparação com o período anterior a Promoção. Dos cases inscritos nas duas categorias da Região Sul, o Sicredi foi o único a receber as distinções. A campanha foi desenvolvida pela agência Competence.

 

Marco - De acordo com o superintendente de Comunicação e Marketing do Banco Cooperativo Sicredi, Daniel Fuchs Ferretti, a campanha foi um marco. "A Promoção Força Premiada Sicredi ajudou a posicionar o marketing como um motor para a alavancagem de negócios e especialização técnica", comemora.

 

Etapa nacional - A etapa nacional do Globes Awards é realizada pela Ampro (Associação de Marketing Promocional) e, em nível mundial, é de responsabilidade da Maaw (Marketing Agencies Association Worldwide). (Imprensa Sicredi)

RAMO CRÉDITO II: Sicoob Norte do PR e Bancoob selam parceria para manter Plantão Sorriso

O Sicoob Norte do Paraná, com sede em Londrina, realizou uma parceria com o Bancoob, através da Lei Rouanet, para a manutenção do Plantão Sorriso. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos que tem como principal objetivo amenizar o impacto da internação hospitalar na vida das crianças, por meio de atores especializados na arte do palhaço. Em 2010, ganhou o Prêmio Top de Marcas de Responsabilidade Social. Os relatos de pais que tiveram seus filhos internados e que receberam a visita dos palhaços são emocionantes e a melhora das crianças é visível. (Informativo Instituto Sicoob Paraná)

SESCOOP: Colaboradores participam de Encontro de alinhamento entre unidades

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) promove durante esta semana, de 11 a 15 de junho, um encontro entre 100 colaboradores de todas as unidades - estaduais e nacional. É o “Encontro da Área Meio”, que tem como finalidade capacitar os profissionais sobre a aplicação do regulamento de licitações e contratos do Sistema S, discutir novas práticas contábeis reacionadas ao Sescoop, de acordo com a legislação vigente, além de tratar sobre questões de auditoria (interna, externa e independente).

Planejamento estratégico - “Esta capacitação é uma iniciativa que atende ao planejamento estratégico do Sescoop, no sentido de desenvolver as competências necessárias aos desafios institucionais”, pontuou o superintendente da instituição, Luís Tadeu Prudente Santos, ao abrir oficialmente o evento na tarde desta segunda-feira (11/6). Segundo Tadeu, o objetivo principal é alcançar o alinhamento de conceitos e procedimentos em torno de temas relevantes e recorrentes no dia a dia dos colaboradores do Sescoop para facilitar e aprimorar as tomadas de decisão.

 

Palestras técnicas - De acordo com a gerente de Pessoas, Ana Cláudia D’Arce de Lima, responsável pela coordenação do evento, foram contratadas duas instituições especializadas nos temas para ministrar as palestras técnicas. “Uma delas é a JML, que possui vasta experiência no regulamento do Sistema S para licitações e contratos, e que nos presta consultoria na área jurídica já há algum tempo. A outra é a MRP Auditoria e Consultoria, que vai tratar das questões contábeis-financeiras e de auditoria, com foco principal nos Comitês de Pronunciamento Contábil”, esclarece a gestora.

 

Troca de experiências - O gerente Geral de Operações, Ryan Carlo, ressaltou aos participantes a importância da troca de experiências: “É fundamental que vocês aproveitem a oportunidade para fazer perguntas, esclarecer as dúvidas que possuem e comparar as realidades de cada estado, à luz do entendimento trazido pelos consultores”. Segundo Ryan, o aproveitamento dos colaboradores será essencial para determinar a realização de outras rodadas de capacitação. “Com base nos últimos relatórios de gestão, identificamos como necessário abordar estes temas. Pretendemos dar continuidade ao processo de formação dos colaboradores com outros encontros, que poderão ser semestrais ou anuais, com base na avaliação que obtivermos dessa primeira rodada”, afirmou.

 

Local - O “Encontro da Área Meio” segue até sexta (15/06), no auditório Antônio Rodrigues Filho, na sede do Sescoop, em Brasília (DF). (Informativo OCB)

RENDA: Valor da produção de lavouras de 2012 é de R$ 212,7 bilhões

O Valor Bruto da Produção (VBP), que é a soma do valor das principais lavouras do país, está estimado em R$ 212,7 bilhões em 2012, segundo cálculo da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgado nesta segunda-feira (11/06). Os dados foram obtidos com base nos resultados verificados no mês de maio.

 

Segundo maior - Chama atenção do governo que, apesar da redução de 2,5 % em relação ao VBP obtido no ano passado, esse valor é o segundo maior desde o início do levantamento da série de dados, em 1997. Os ajustes nas quantidades e nos preços mês a mês vão definindo a estimativa de valor para o ano em curso, uma vez que o valor bruto da produção é obtido por meio das informações de safras e dos preços, explicou o coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques.

 

Mudanças - “Como estamos ainda no primeiro trimestre do ano, onde a safra de inverno está começando e a safra de verão ainda não foi concluída para vários produtos importantes na formação da renda, deveremos ainda ter mudanças nos valores apresentados”, destacou. Os atuais resultados do VBP são atribuídos aos preços agrícolas mais baixos do que em 2011 e a seca que atingiu o Sul e o Nordeste do País. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os produtos que tiveram maior redução dos preços reais foram, a batata-inglesa (38,4%), o cacau (11,7%), o café em grão arábica (18,5%), a laranja (23,1%), o tomate (18%) e o trigo (16,7%).

 

Impacto - A produção de soja, milho, e feijão também foram impactadas pela estiagem. Na soja, por exemplo, a redução de valor em 2012 já é de 13,6%. Como esse, é um dos produtos importantes na formação do valor da produção agrícola, houve forte impacto na constituição da renda neste ano, embora não estejam ainda incorporadas todas as quebras de produção ocorridas. Em contrapartida, o algodão, a cana-de-açúcar e o feijão apresentam preços mais elevados do que no ano passado.

 

Regiões - Regionalmente, os resultados do VBP mostram queda de 13,6% no valor real da produção no Sul do País. Nessa região, os maus resultados ocorreram em função da seca. O decréscimo de produção ocorreu mais fortemente no Rio Grande do Sul, 22,9% e, no Paraná, 11,8%. No RS o milho sofreu retração de 40%. Chama atenção que as perdas tanto no milho, como na soja representam 30% do valor da produção do Estado. Nas regiões Norte, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste o VBP foi maior do que no ano passado, embora os dados do Nordeste podem ser ainda alterados devido a incorporação dos resultados de perdas com a estiagem na região. (Mapa)

SOJA: Paraná inicia nesta sexta-feira período de vazio sanitário

Começa a vigorar no Paraná na próxima sexta-feira (15/06), prosseguindo até 15 de setembro, mais um período de vazio sanitário para o plantio de soja, durante o qual não deve haver nenhuma área plantada e nem restos de culturas em lavouras, estradas e carreadores. A medida é adotada pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento com a finalidade de evitar a proliferação do fungo da ferrugem asiática, que causa danos econômicos expressivos às lavouras. O desrespeito à norma pode ocasionar multa e outras sanções aos agricultores.

 

Recomendação - De acordo com o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, o vazio sanitário da soja é adotado desde 1987 por recomendação da Embrapa Soja. O monitoramento e a fiscalização sobre o cumprimento da medida ficarão a cargo da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), empresa criada recentemente pelo governo do Estado para cuidar das ações de sanidade e fiscalização agropecuária. Produtores rurais que não seguirem as normas poderão receber penalidades que vão da advertência até multa, variável entre R$ 50,00 a R$ 5 mil, conforme prevê a lei estadual 11.200/95, que dispõe sobre a definição e normas para a Defesa Sanitária Vegetal no Estado do Paraná. Também ficam sujeitos à interdição da propriedade agrícola e vedação do acesso ao crédito rural.

 

Eliminação – De acordo com a engenheira agrônoma Maria Celeste Marcondes, da gerência de Sanidade Vegetal da Adapar, devem ser eliminadas até mesmo as plantas que crescem de forma voluntária. Maria Celeste diz que nos últimos dois anos o clima tem sido desfavorável à proliferação do fungo durante a safra normal de soja, e poucos focos têm sido registrados. Em 2011, foram lavrados somente 47 autos de infração, correspondentes a uma área de 1.030 hectares em que os fiscais constataram a existência de plantas de soja durante o vazio sanitário. No ano anterior, a secretaria lavrou 134 autos de infração, que correspondiam a uma área de 4.236 hectares com a presença da planta.

 

Alerta - A Adapar alerta que, havendo condições favoráveis à proliferação do fungo - altas temperaturas e umidade –, a doença pode se manifestar agressivamente e provocar perdas nas lavouras de soja, acarretando prejuízos aos produtores, cooperativas e indústrias que utilizam do grão como matéria-prima.

 

Consciência - Maria Celeste diz que os agricultores devem tomar consciência da importância da medida e eliminar toda e qualquer planta viva de soja no período do vazio sanitário. Todas as medidas técnicas cabíveis e necessárias devem ser tomadas para que não existam plantas vivas de soja durante o período do vazio sanitário. “Plantas remanescentes no período provavelmente serão hospedeiras do fungo da ferrugem”, alerta Maria Celeste.

 

A doença – A ferrugem asiática é uma doença muito agressiva e reduz drasticamente a produção. Além disso, o produtor perde renda com a elevação dos custos de produção, já que se torna necessário aumentar o número de aplicações de fungicidas nas lavouras - medida que também causa prejuízos ao meio ambiente. (AEN)

EXPEDIÇÃO SAFRA I: Conexão China

Numa época em que a economia mundial tenta pegar carona no crescimento da China para atravessar a crise que afeta Estados Unidos e União Europeia, a relação entre o agronegócio brasileiro e o consumo chinês garante assento privilegiado ao Brasil na locomotiva do desenvolvimento globalizado. O mercado de alimentos deve ser pouco afetado pela redução no crescimento do gigante asiático, que não tem como ampliar a produção de grãos por falta de áreas produtivas e limitações tecnológicas, apurou a Expedição Safra Gazeta do Povo, em viagem de dez dias pelo país.

 

Espaço - Ainda há muito espaço para ampliação das relações entre os dois países. Com 10% do comércio mundial, a nação mais populosa do mundo importou o equivalente a US$ 1,74 trilhão em 2011. E, apesar de ter feito da China seu principal cliente, o Brasil exportou ao parceiro comercial apenas US$ 44,3 bilhões no período – ou seja, 17,3% de suas vendas, mas somente 2,5% do que os chineses compram. Esses porcentuais tendem a aumentar, mesmo com o crescimento do PIB chinês rebaixado da casa de 10% (média dos últimos cinco anos) para a de 8% (prevista para 2012).

 

Milho - A soja não é mais o único produto de interesse dos chineses. Enquanto a Expedição percorria a China, Beijing apresentou ao governo brasileiro protocolo que abre as portas do país também ao milho. O documento deve ser assinado neste mês durante a Conferência das Nações Unidas sobre De­­senvolvimento Sustentável, a Rio+20, conforme Brasília, garantindo um cliente de peso para as cerca de 12 milhões de toneladas do cereal que terão de ser remetidas ao mercado externo devido ao crescimento da produção de inverno.

 

Apetite - O interesse chinês pela importação de soja e milho – ingredientes das rações animais que se complementam – vem crescendo à medida que o poder de compra da população chinesa permite aumento no consumo de proteína. As importações da oleaginosa passaram da casa de 40 milhões para a de 60 milhões de toneladas por temporada em apenas cinco anos, um avanço de 50%. As do cereal, que eram insignificantes até três anos atrás, devem atingir 7 milhões de toneladas nesta temporada.

 

Reposição de estoques - As expectativas dos exportadores vão bem além disso. “A China precisa de 20 milhões de toneladas de milho para repor seus estoques”, aponta o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores (Abramilho), Alysson Paolinelli.

 

Mercado vasto - Além de crescer a passos largos, a taxas entre 7% e 11% ao ano, o mercado de carnes chinês é vasto pela própria concentração de 1,35 bilhão de pessoas no país. Os chineses consomem atualmente 52,6 quilos de carne por ano, pouco mais da metade da marca de 100 quilos per capita registrados no Brasil, conforme números de 2011. O Paraná, maior produtor brasileiro de frango, teria de dobrar suas marcas para fornecer um quilo a mais de frango por habitante da nação asiática. Os compradores chineses estão ampliando negócios e figuram entre os principais clientes da avicultura do estado.

 

Ociosidade - As processadoras de soja da China, porta de entrada da produção da América do Sul, operam ociosas e podem dobrar o esmagamento, que na última temporada chegou a 59 milhões de toneladas – apenas 3 milhões (t) além do volume importado. Principal elo entre o Brasil e o maior importador do grão do planeta, a oleaginosa é nosso cartão de visitas, cuja apresentação é obrigatória para uma boa relação com o mundo chinês. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

EXPEDIÇÃO SAFRA II: Perseverança fomenta o campo

Na região agrícola da China que mais produz soja e milho, o Nordeste, a atividade ainda depende da força dos trabalhadores que limpam as lavouras com enxadas e espalham as sementes no solo com as próprias mãos. Sem o uso de tecnologias comuns nos países exportadores de grãos, pequenos lotes cultivados com capricho rendem 190 milhões de toneladas do cereal e 13 milhões de toneladas da oleaginosa por temporada, mas com muito esforço.

 

Volume maior - O volume é 60% maior que o colhido no Brasil nessas duas culturas, graças ao uso de uma área com tamanho dobrado para o cereal. Com maquinário, biotecnologia ou plantio direto, o rendimento poderia ser bem maior. Em áreas equivalentes, os agricultores brasileiros colhem 70% mais soja e os norte-americanos obtêm 80% mais milho.

 

Fatores - Uma série de fatores impede a adoção dessas tecnologias. As terras são coletivas e cada trabalhador rural tem direito a explorar cerca de um hectare, área equivalente a um campo de futebol. Por si só, esse sistema dificulta a escala e limita a produtividade. Outra questão crucial é o inverno rigoroso. As lavouras da região de Harbin ficam cobertas com até um metro de neve durante o inverno, influência da Sibéria. Agricultores como Zhu Xiang e Qiang Iun amontoam a palha do milho para queimar na estação fria. Se ficasse no solo, a palhada atrapalharia o trabalho com as enxadas, necessário ao controle das plantas daninhas no cultivo de sementes convencionais – que não permitem o uso de herbicida na fase emergencial.

 

Produção mundial - Com 20% da população do planeta, a China detém só 7% da produção agrícola mundial. Essa diferença mostra por que o trabalho no campo é tão importante no país. Para ajudar a alimentar a população crescente, os agricultores retiram de 160 milhões de hectares cerca de 500 milhões de toneladas de alimentos. Milho, soja, arroz e trigo rendem 460 milhões (t) – 2,9 vezes a produção brasileira total de grãos. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

RELAÇÕES EXTERNAS I: País levanta questões sobre política chinesa na OMC

O Brasil quer saber da China como funcionam as transações comerciais por tradings estatais na área agrícola e a gestão das cotas tarifárias por essas empresas. Também quer esclarecer quais os critérios que Pequim utiliza para definir "imposição arbitrária" de medidas antidumping sobre exportações chinesas.

 

Análise - A política comercial da China será examinada desta terça-feira (12/06) até a quinta-feira (14/06) na Organização Mundial de Comércio (OMC) pelos países-membros. O número elevado de questões levantadas pelo Brasil vai ilustrar a que ponto a relação bilateral cresceu. O comércio bilateral aumentou 230% entre 2007 e 2011, pulando de US$ 23 bilhões para US$ 77 bilhões. As exportações brasileiras para o mercado chinês registraram alta de 312%. As importações foram 160% maiores no período.

 

Informações - Ao contrário de outros exames de políticas comerciais, onde há apenas algumas questões específicas, o Brasil, no caso da China, pretende obter informações sobre ambiente econômico e objetivos de política comercial, peso dos investimentos no crescimento do PIB e o papel do comércio internacional no novo "equilíbrio", da economia chinesa, além de detalhes sobre transparência e decisões tomadas pelas províncias do país e que podem afetar o comércio.

 

Interesse brasileiro - Há interesse brasileiro também nos métodos de valoração aduaneira; importações proibidas; celeridade do licenciamento automático; aplicação da regulamentação antitruste sobre empresas estatais; políticas de apoio ao setor automotivo; critérios para seleção de setores que receberão créditos oficiais à exportação; políticas industriais para investimento estrangeiro associadas a regras de performance exportadora.

 

Concorrência - Enfrentando cada vez mais a concorrência dos produtos chineses, o Brasil vai indagar sobre recursos alocados ao plano de revitalização de nove setores industriais, entre eles siderurgia, têxteis, automotivo, petroquímicos, máquinas e equipamentos e eletrônicos, e um de serviços (logística); forma de notificação do subsídio a máquinas e implementos agrícolas e campanha em favor da proteção de propriedade intelectual. (Valor Econômico)

RELAÇÕES EXTERNAS II: Camex anuncia reativação de grupo para avaliar retaliação contra os EUA

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu nesta segunda-feira (11/06) reativar o grupo de trabalho que vai examinar a possibilidade de retaliação contra os Estados Unidos devido à prática de subsídios ilegais ao algodão. A equipe vai fazer um relatório para ajudar nas ações da Camex, caso o acordo que suspendeu temporariamente o direito brasileiro seja descumprido. Além disso, a Camex aprovou o primeiro passo para abrir disputa contra a África do Sul na Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar barreiras em relação às exportações brasileiras de carne de frango.

 

Lista de sanções - Com o direito de retaliação ao subsídio ao algodão dos Estados Unidos concedido em 2009 pela OMC, o governo brasileiro elaborou uma lista de sanções ao mercado americano, como sobretaxar produtos e descumprir regras do setor de propriedade intelectual. As ações foram suspensas, porque o Brasil fez um acordo com os Estados Unidos, que se comprometeram, por exemplo, a conceder compensação temporária de US$ 147,3 milhões anuais ao setor de algodão brasileiro.

 

Acordo temporário - "O acordo temporário deixará de vigorar quando os EUA promulgarem a nova lei agrícola", conhecida como "Farm Bill", afirmou, em nota, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Depois disso, "o Brasil poderá considerar-se satisfeito com as mudanças e encerrar o caso, retomar a retaliação ou realizar um novo acordo com os Estados Unidos", explicou.

 

África do Sul - A decisão da Camex sobre as barreiras da África do Sul à compra de carne frango do Brasil foi no sentido de autorizar o Ministério das Relações Exteriores a iniciar a etapa de consultas formais a este país sobre as medidas antidumping provisórias aplicadas às exportações brasileiras de alguns tipos desses produtos, como aves inteiras e partes desossadas.

 

Contencioso - Isso representa o início de um contencioso na OMC, explicou, em nota, o ministério. As medidas adotadas pelo país africano causam um prejuízo anual de US$ 70 milhões, estima a União Brasileira de Avicultores (Ubabef). Em reunião, nesta segunda, a Camex também autorizou o Itamaraty a realizar consultas informais à África do Sul sobre a suspensão da importação de carne suína do Brasil, iniciada em 2005.

 

Rejeição - Outra decisão importante da Camex foi a rejeição do pedido de imposição de alíquota do imposto de exportação de 30% sobre as exportações de bovinos vivos feito pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a União Nacional da Indústria e Empresas da Carne (Uniec) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

 

Crescimento - As entidades declararam que a exportação de bovinos vivos havia registrado um acentuado crescimento nos últimos anos, o que estaria limitando a oferta de animais para a indústria de frigoríficos no mercado interno. A Camex decidiu que a quantidade exportada não cresce de forma a ameaçar o suprimento nacional, já que o rebanho tem aumentado, apesar do crescimento das exportações de bovinos vivos.

 

Pedido - Segundo apurou o Valor, o pedido para a criação do imposto partiu da JBS, maior processadora mundial de carnes, e as associações do setor decidiram bancar o pedido junto ao governo. O Valor procurou as três entidades e a empresa, mas não obteve retorno até agora. (Valor Econômico)

GRÃOS: Estoques finais de soja abaixo das expectativas, aponta USDA

De acordo com o último relatório de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o plantio da soja naquele país estava concluído em 94% da área até o dia 3 de junho. Isto representa avanço de cinco pontos percentuais em relação à semana anterior, quando estavam plantados 89% da área. Confira abaixo mais comentários da consultoria INTL FCStone sobre os dados divulgados pelo USDA.

 

Soja - Para a safra 2011/12, o USDA reduziu os estoques finais dos Estados Unidos, bem abaixo das expectativas do mercado. Além disso, o órgão também diminuiu a estimativa de produção da Argentina e aumentou a importação chinesa para 57 milhões de toneladas. Os estoques finais da safra nova também apresentaram redução maior do que a esperada, enquanto o rendimento e a produção dos Estados Unidos permaneceram inalterados.

 

Milho - Em linha com o esperado, as exportações da safra 2011/12 nos Estados Unidos refletiram a menor competitividade do cereal norte-americano nas últimas semanas, passando de 43,18 para 41,91 milhões de toneladas. Assim, os estoques finais refletem certo alívio no cenário da safra velha, chegando a 953 milhões de bushel (mbu) frente aos 851 milhões de bushel do relatório de maio. A safra 2012/12, por sua vez, não mostrou alterações, contrariando as expectativas de potencial redução do rendimento. Cenário, este, que estende o tom baixista também a safra nova.

 

Trigo - Contrariando as expectativas de maior rendimento da safra de trigo de inverno, a produção total de trigo dos Estados Unidos apresentou redução passando de 61,11 para 60,8 milhões de toneladas devido ao menor rendimento. Reforçando o tom altista, os estoques finais vieram abaixo do esperado em 694 mbu ante à expectativa de 728 mbu. Todavia, o comportamento do milho pode limitar possíveis ganhos.

Tabela 1206121

 

 

 

 

Tabela 1206122

Tabela 1206123

PORTO: Exportação de granéis pelos portos paranaenses cresce 17%

Os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram 17 milhões de toneladas de mercadorias entre os meses de janeiro e maio deste ano, volume 7% superior ao do mesmo período de 2011. O destaque do período foi a exportação de granéis sólidos: passaram pelo corredor de exportação de Paranaguá cerca de 7 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 17% em relação ao volume movimentado nos primeiros cinco meses de 2011.

 

Soja em grão - Entre os granéis exportados, o destaque é para a soja em grão, com 4 milhões de toneladas movimentadas até maio, um aumento de 38% em relação a 2011. O farelo apresentou alta de 9% nas exportações, fechando os cinco primeiros meses do ano com pouco mais de dois milhões de toneladas exportadas. “A exportação de soja continua sendo o principal destaque da movimentação e já vemos o início da movimentação da safra de milho, que deve ser bastante forte este ano”, diz o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

 

Milho - Até agora saíram por Paranaguá cerca de 740 mil toneladas de milho. Comparando com a movimentação realizada no mesmo período de 2011, houve aumento de 73%.

 

Granéis líquidos - Considerando a movimentação total (exportação e importação), o maior incremento foi verificado nos granéis líquidos, com aumento de 31% no volume, para 2 milhões de toneladas.

 

Carga geral - A movimentação de carga geral registrou alta de 6% no período e de granéis sólidos, 4%. A movimentação de contêineres fechou os cinco primeiros meses em alta, com a movimentação de 311 mil TEUs (Tweenty Equivalent Unit), uma alta de 13% em relação ao ano anterior.

 

Produtos importados - Entre os produtos importados, o trigo apresentou alta de 78%, totalizando 131 mil toneladas. Já a movimentação de fertilizantes está menor em comparação ao ano passado. Foram pouco mais de três milhões de toneladas importadas, volume 18% inferior ao registrado em 2011. (AEN)

MATRIZ VERDE: Aumenta participação de fonte renovável de energia no Brasil

As fontes renováveis aumentaram na geração de energia elétrica brasileira entre 2010 e 2011, de 86,3% para 88,8%, segundo dados preliminares da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) referentes ao Balanço Energético Nacional 2012. O resultado destaca ainda mais a posição do Brasil no segmento em relação ao mundo. Em 2009, a matriz elétrica mundial registrava apenas 19,5% de fontes renováveis.

 

 

 

De acordo com a EPE, o aumento foi provocado principalmente pelo crescimento da oferta de geração hidrelétrica no país, da ordem de 6,3%, devido às chuvas ocorridas no ano passado. A energia eólica também contribuiu para uma melhor performance, apesar de ter um peso menor na matriz energética total, saindo de uma geração de 2.177 gigawatts-hora em 2010 para 2.704 GWh em 2011 -aumento de 24,2%.

 

 

 

Queda - Por outro lado, as energias não renováveis como gás natural e derivados de petróleo caíram 28,1% e 10,4%, respectivamente, na geração de energia elétrica. A EPE destacou que apesar da melhora da matriz renovável na geração elétrica, a matriz energética brasileira praticamente não foi alterada de um ano para outro, principalmente pela queda da energia gerada por biomassa.

 

 

 

Biomassa - Em 2011, a energia por biomassa a partir da cana-de-açúcar caiu 9,2%, enquanto o peso do petróleo e derivados na matriz aumentou 3,4% e a geração por carvão mineral e derivados cresceu 5,4%.

 

 

 

Patamar elevado - Mesmo assim, a EPE destacou que a presença de renováveis manteve-se em patamar considerado elevado, de 44,1%, acima da média mundial de 13,3%, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). (Folhapress / Gazeta do Povo)

ECONOMIA: Mercado espera menos PIB e inflação

O fraco desempenho da economia brasileira nos primeiros meses de 2012 e a piora no quadro externo promoveram intensas reduções nas estimativas dos economistas para a produção industrial e para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil nas últimas semanas. O Boletim Focus, do Banco Central, mostra que a mediana das projeções para o crescimento da produção industrial baixou de 1,94% há um mês para 1% nesta semana. Da mesma forma, a expectativa de expansão do PIB recuou de 3,20% para 2,53% no mesmo período.

 

Inflação - O boletim também mostra que os analistas já acreditam que a atividade fraca está ajudando a trazer a inflação mais para perto da meta. Nas projeções, o mercado já espera que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 5,03%.

 

Emprego industrial - A dificuldade em se reativar a economia brasileira e o agravamento da crise na Europa, dizem os economistas, ainda poderão ter reflexos expressivos no emprego industrial nos próximos meses, influenciando o desempenho de outros setores, como o de serviços. Até pouco tempo atrás, a explicação para a manutenção do emprego na indústria, apesar das sucessivas quedas na produção, era o entendimento de que a má fase seria passageira. "Após um semestre inteiro fraco, as incertezas aumentam e o mercado de trabalho começou a responder a isso", diz Mauro Schneider, economista-chefe da BanifInvest.

 

Redução nos postos de trabalho - Os dados mais recentes da pesquisa de emprego industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, no primeiro trimestre, houve redução de 0,3% nos postos de trabalho em relação aos últimos três meses de 2011, configurando o segundo resultado trimestral negativo consecutivo. A produção industrial, porém, já vinha apresentando queda nesta base de comparação desde o segundo trimestre do ano passado, tendo recuado 1,1% nos 12 meses encerrados em março. Neste período, a ocupação na indústria cresceu 0,2%, e os rendimentos subiram 3,9% acima da inflação. Hoje, o IBGE divulga os números referentes a abril. "É provável que o emprego industrial encolha no segundo trimestre e não esperamos crescimento neste ano.

 

Expectativa - Para 2012, a expectativa é de estabilidade na ocupação, com a produção industrial aumentando apenas 0,4%", afirma Alexandre Andrade, economista da Votorantim Corretora. Ele ressalta que o fraco desempenho da indústria foi o principal fator que levou a instituição a revisar de 2,9% para 2,2% sua estimativa para a expansão do PIB neste ano. "Alguns setores industriais importantes, como o automotivo, estão com estoques muito altos. Esperávamos uma recuperação da indústria no segundo trimestre, o que aparentemente não acontecerá."

 

Estoques e capacidade instalada - Os estoques acima do previsto e a folga no uso da capacidade instalada, acrescenta Andrade, também contribuem para um panorama menos favorável ao emprego industrial. Há mais de um ano, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), gira em torno de 84%. "O desempenho da indústria nos próximos meses vai depender da efetividade das medidas de estímulo promovidas pelo governo e do cenário internacional. Se não houver uma resposta positiva, a confiança do setor não melhorará e, consequentemente, não haverá investimentos e contratações", resume o economista da Votorantim Corretora.

 

Reação - Fábio Romão, da LCA Consultores, espera uma reação da indústria no segundo semestre diante das medidas de estímulo ao setor. "Mas é possível que tenhamos mais um trimestre de retração no emprego industrial antes que a situação comece a melhorar", afirma. Com os estoques elevados, ele acredita que levará um tempo até a que a indústria reorganize a produção e volte a contratar.

 

Amortecimento - Por ora, comenta Schneider, o impacto das demissões na indústria está sendo amortecido pelo comércio e pelos serviços, que se mantêm robustos. "Mas, como os setores da economia se comunicam, em algum momento o enfraquecimento da indústria vai bater nos outros setores", afirma. Tal reflexo, esclarece o economista, poderá se dar tanto pela menor absorção de mão de obra quanto pelo arrefecimento dos negócios. "Uma empresa que presta serviços de transporte, por exemplo, terá menos trabalho se não houver produção para transportar", exemplifica.

 

Ligação tênue - Essa ligação da indústria com os demais setores da economia, entretanto, tem se tornado mais tênue nos últimos meses devido ao ganho de renda da população, avalia Romão. "Os serviços estão sendo preservados pelos aumentos salariais, pela inflação menor e pela escassez de profissionais em alguns segmentos", afirma. Além disso, a participação da indústria no PIB vem caindo, tendo passado de 30% em 2004 para 27% em 2011. No mesmo período, a fatia do setor de serviços, que no PIB inclui o comércio, aumentou de 60% para 67%. (Valor Econômico)

TENDÊNCIAS: Classe B toma a dianteira do consumo

Depois da classe C, agora é a vez de a classe B puxar os gastos com consumo no Paraná. Em 2012, as famílias com renda familiar média entre R$ 3.175 e R$ 6.410 serão responsáveis, pela primeira vez, por mais da metade do total de consumo no estado, que deve alcançar R$ 170,9 bilhões, segundo o estudo IPC Maps. Elaborado pela IPC Editora, o levantamento estima o potencial de consumo por meio do cruzamento de dados de população com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE.

 

Participação - A classe B, que em 2011 respondeu por 48,6% do consumo, neste ano vai responder por 52,8%. Por outro lado, a classe C, que vinha ganhando posições nos últimos anos, terá sua participação reduzida no bolo de consumo, de 28,8% no ano passado para 25,6% neste ano. A menor participação da classe C não é um dado negativo. Ela ocorre porque começa a se desenhar um novo cenário de migração no país – desta vez de famílias da classe C para a B, segundo Marcos Pazzini, coordenador do estudo e diretor da IPC Marketing Editora.

 

Crescimento - “Há um crescimento do número de domicílios na classe B, graças ao aumento da renda, do emprego e da aquisição de bens, impulsionada também pelo crédito”, afirma. O movimento das classes D e E para a C, que se consolidou nos últimos dez anos, tende a se acomodar, segundo Pazzini. “Essas classes já ‘exportaram’ o que tinham para ‘exportar’ e hoje têm uma participação pequena no total de consumo”, diz. O fenômeno se repete em todo o Brasil. Do consumo total, que deverá somar R$ 2,7 trilhões no país, 46,8% virão da classe B.

 

Migração acentuada - Para Pazzini, esse movimento de migração deve se acentuar nos próximos dois anos, se mantido o cenário positivo para renda, emprego e crédito. Ao migrar para a classe B, o brasileiro também adota novos hábitos de consumo e passa a sofisticar mais seus gastos, como alimentação fora do domicílio, lazer e viagens. “As famílias vão ao restaurante, ao cinema e viajam pelo Brasil, por exemplo”, diz Pazzini.

 

Valor e qualidade - Se por um lado a classe C tem como uma das principais características a comparação de preços, a classe B reforça a preocupação com o valor agregado e a qualidade do produto. A classe B também tem um comportamento mais homogêneo, porque está há mais tempo no mercado de consumo. As famílias já tem tevê, mas querem trocá-la por outra de maior tecnologia, por exemplo. “Quando entra na classe C, por outro lado, a família tem um salto no padrão de consumo, passa a ter acesso a bens que não possuía ou que tinha de segunda mão”, diz o economista Fábio Tadeu Araújo, professor da PUC-PR.

 

PIB - Em termos gerais, o consumo deve ainda ser responsável por boa parte do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, mas o ritmo de avanço será inferior ao de outros anos. Pazzini estima um aumento de 3,6% do consumo em termos reais (já descontada a inflação).

 

Novo ciclo - Depois de uma década de ascensão social – com a consolidação de uma nova classe emergente – a tendência é de que o consumo entre agora em um novo ciclo, na avaliação de Araújo. Trata-se de um período que deve durar de um a dois anos, em que as famílias vão quitar dívidas antes de assumir novos compromissos – com a queda dos juros, as dívidas também devem ficar mais baratas.

 

Paranaenses vão consumir 16% mais -  As famílias do estado vão gastar R$ 170,9 bilhões com consumo de bens e serviços em 2012. O montante vai para pagar prestação da casa própria, aluguel, despesas com o carro, com alimentação dentro e fora de casa, a escola dos filhos, a viagem de férias e o plano de saúde, dentre outros.

 

Superior - O valor é 16% superior ao registrado no ano passado, segundo dados do IPC Maps. O consumo no Paraná cresce mais que a média brasileira (11%) graças à maior concentração da população da classe B, que aqui representará 52,8% dos gastos neste ano. Em termos nacionais, essa participação é de 46,7%. O aumento da renda e do emprego, segundo Marcos Pazzini, coordenador do estudo, ajudam a sustentar a alta de gastos de um ano para o outro. O levantamento mostra que potencial de consumo cresce mesmo com a população do Paraná se mantendo praticamente estável – em 10,58 milhões de pessoas – e com o aumento do endividamento das famílias.

 

Educação, viagem e saúde - Pelo cruzamento dos dados entre 2011 e 2012, também é possível identificar mudanças de padrão de consumo das famílias, que, com o aumento da renda, passaram a usufruir mais de outros bens e serviços. As famílias estão viajando mais, investindo mais na educação privada e em planos de saúde, por exemplo. Em 2012, as famílias devem viajar mais – esse tipo de despesa é a que mais vai aumentar entre as categorias pesquisadas: 19,9%, para R$ 3,55 bilhões. A educação privada também vem ganhando espaço, e os gastos com mensalidades e material escolar vão aumentar 17,1%. Já os gastos com consultas, seguro-saúde, exames e hospitalização vão crescer quase 17%.

 

Manutenção do lar - Apesar desse avanço, a manutenção do lar ainda é o que mais pesa no orçamento familiar. Despesas como aluguéis, condomínio, energia, telefonia e tevê por assinatura devem responder por 21% – R$ 37 bilhões – dos gastos das famílias do estado em 2012. Em segundo lugar vêm os R$ 34,68 bilhões que irão para despesas com prestações para aquisição de imóveis, reformas, empréstimos, carnês e outros investimentos, além de serviços como cabeleireiros, lavanderias, empregados domésticos, e financiamentos. A alimentação no domicílio deve absorver R$ 15,5 bilhões, seguido por material de construção, com R$ 13,95 bilhões, gastos com veículo próprio, com R$ 8,94 bilhões, e alimentação fora do lar, com R$ 6,39 bilhões. (Gazeta do Povo)

AGENDA: Curso sobre ICMS

O Sistema Ocepar promove, nos dias 13 e 14 de junho, o curso sobre ICMS, na sala de treinamentos I, em Curitiba, com o objetivo de promover a atualização dos profissionais das cooperativas paranaenses. O professor José Julberto Meira Junior, do Centro Estação Treinamentos e Serviços de Apoio Administrativo, vai orientar sobre conceitos, fundamentos e prática da gestão tributária, em específico o ICMS, englobando os aspectos contábeis, fiscais e jurídicos relacionados ao assunto. Mais informações com Anderson Helpa (anderson.helpa@sescooppr.org.br / 41 3200-1149) ou Stella Soliman (stella@sescooppr.org.br / 41 3200-1129).

 

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