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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2866 | 13 de Junho de 2012

ANO INTERNACIONAL: Ação Cooperativa mobilizará mais de 35 mil estudantes no PR

Layout Acao Cooperativa 130612Mobilizar 35.200 estudantes do Paraná com a finalidade de difundir o cooperativismo e a cultura da cooperação e, ainda, celebrar o Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). Este é o objetivo da ação conjunta que os programas de educação cooperativa A União Faz a Vida, do Sistema de Cooperativas de Crédito Sicredi, e Cooperjovem, do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), irão realizar em 52 munícipios paranaenses entre os dias 25 e 29 de junho e também nos dias 05, 07 e 28 de julho.

Programação - A programação do evento prevê a realização de oficinas de jogos cooperativos, apresentações culturais e ações sociais e ambientais, tais como: plantio de árvores; blitz educativas; passeatas; arrecadação de livros, cobertores e alimentos; visitas a asilos; Dia do Abraço; entre outras. O evento irá envolver professores, comunidade e técnicos de 33 cooperativas participantes dos programas.

CONREAD: Superintendente da Ocepar fala sobre cooperativismo e competitividade

20120612 195331O superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, participou, na noite desta terça-feira (12/06), em Loanda, Noroeste do Estado, do Congresso Regional de Administração (Conread), promovido pela Faculdade Intermunicipal do Noroeste do Paraná (Facinor), com patrocínio do Sicredi Rio Paraná e Copagra. Ricken ministrou palestra com o tema “Cooperativa & Competitividade”. O Conread prossegue até sábado (16/06) com a proposta discutir e apresentar modelos de gestão de empresas que adotam estratégias competitivas e colaborativas dos diversos segmentos produtivos. De acordo com os organizadores, cooperar e competir simultaneamente são o novo paradigma da gestão contemporânea em mercados locais e internacionais altamente competitivos e, para entender esse novo paradigma, busca-se a compreensão das raízes do cooperativismo e da competição.

SESCOOP/PR: Cerca de 40 profissionais são orientados sobre ICMS

Aproximadamente 40 profissionais de 21 cooperativas paranaenses estão participando do curso sobre ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) promovido pelo Sescoop/PR, na sala de treinamentos I do Sistema Ocepar, em Curitiba. Eles começaram a ser orientados nesta quarta-feira (13/06) pelo professor José Julberto Meira Junior, do Centro Estação Treinamentos e Serviços de Apoio Administrativo. Até esta quinta-feira (14/06), ele vai orientar sobre conceitos, fundamentos e prática da gestão tributária, em específico o ICMS, englobando os aspectos contábeis, fiscais e jurídicos relacionados ao assunto.

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INTEGRADA: Encontro vai reunir mulheres do agronegócio em Londrina

Neusa INT0878A agricultura evoluiu e está cada vez mais moderna e competitiva. Por isso, a participação da mulher na gestão dos negócios e da propriedade da família tornou-se imprescindível. Com esse foco, a Cooperativa Integrada realizará nesta quinta-feira (14/06), no parque Governador Ney Braga, em Londrina, o 8º Encontro de Integração Feminina, que nesta edição tem o tema “A mulher cooperativista e o agronegócio”.

Expectativa de público - Mais de 200 mulheres, dos municípios do norte e do oeste do Paraná, são esperadas para o evento. Todas são cooperadas, esposas ou filhas de produtores rurais associados. Além da troca de experiências, o encontro tem o objetivo de oferecer ferramentas e conhecimento para que a mulher seja cada vez mais empreendedora e gestora das atividades rurais.

Palestras e oficinas - Durante todo o dia, as participantes assistirão a palestras e oficinas com o objetivo de despertar a consciência da força e da responsabilidade feminina nos resultados da propriedade e no fortalecimento do próprio cooperativismo. “Não basta apenas produzir, é preciso também gerenciar os custos para minimizar os riscos, além de conhecer as lógicas de mercado para não colocar toda a produção em risco. Por isso, é fundamental a participação da mulher na gestão dos negócios. Foi-se o tempo em que a obrigação da mulher era somente cuidar do lar e da família”, explica a Assessora de Cooperativismo da Integrada, Lívia Favoreto.  Ela lembra que, mais do que ter conhecimento do assunto, as mulheres precisam ter confiança nelas mesmas para assumir responsabilidades que antes eram relegadas apenas ao homem da família.

Guaravera - Ao lado do marido e do filho, Elza Nakamura auxilia a administração da propriedade da família, localizada no distrito de Guaravera, em Londrina. Nos 120 hectares de área de cultivo, eles produzem grãos, citros e hortaliças. “Procuro acompanhar o cotidiano da atividade de perto, até na lavoura trabalho, se precisar”, conta. Elza participa das atividades e treinamentos da cooperativa e afirma que o conhecimento é fundamental para o sucesso da atividade. “Hoje precisamos conhecer ou ter noções de manejo da lavoura, de economia e de administração. Tudo isso para conduzir a propriedade da melhor forma”, ressalta.

Núcleos Femininos - As cooperativas colocam em prática há anos uma séria de projetos e atividades voltadas para as mulheres. A Integrada conta com 18 Núcleos Femininos que desenvolvem ações nas cidades onde a cooperativa atua. Ao todo, participam mais de 600 mulheres, entre cooperadas, esposas e filhas de cooperados. Também fazem parte dos Núcleos colaboradoras e esposas dos colaboradores da Integrada.

Ações - Além de ser uma forma de aproximar as mulheres das atividades da cooperativa, os Núcleos Femininos desenvolvem diversas ações para capacitação e desenvolvimento das participantes.

Floraí - Esposa de cooperado, mãe e avó, Neusa Maria Peron Marques participa do Núcleo Feminino de Floraí desde sua formação, há 12 anos. Hoje ela é coordenadora do grupo, que conta com 23 participantes e também estará presente no 8º Encontro de Integração Feminina, em Londrina.

Conhecimento - Segundo ela, mais do que o companheirismo, a participação no Núcleo Feminino permitiu a busca por conhecimento e maior envolvimento no cotidiano das atividades do campo. “Ficamos mais próximas das atividades da família e da cooperativa, compartilhando opiniões e decisões. Gosto de saber como anda o dia a dia da atividade, como o mercado de grãos, por exemplo. Antes não sabia nem quanto nós plantávamos nem quanto colhíamos”, revela.

Serviço - 8º Encontro de Integração Feminina / Data: 14 de junho de 2012 / Horário: 8h15 / Local: Parque Governador Ney Braga - Recinto Garcia Molina / Av. Tiradentes, 6275 – Londrina / PR. (Imprensa Integrada)

convite

COPAGRA: 1º Dia de Campo de Gado de Corte será realizado na Estância Amanhecer

estanciaA Copagra, em parceria com a Tortuga, promove, no dia 29 de junho, às 14h, na Estância Amanhecer, o 1º Dia de Campo de Gado de Corte. Evento, organizado pela Unidade de Santa Cruz do Monte Castelo, faz parte da programação anual da cooperativa, que tem como intuito difundir tecnologias e fomentar a produção com eficiência zootécnica e econômica.

Orientações - No Dia de Campo, os médicos veterinários Rafael Tomadon Guirelli e Camilo Grande Reis da Copagra e Juliano Beleze da Tortuga explicarão aos participantes os principais pontos em que se baseiam a produção de gado de corte, tais como divisão de pastagens, planejamento de uma estratégia alimentar para o período pré-seco e seco do ano, adoção do calendário zoosanitário adaptado à região seguido de instruções detalhadas a respeito das vacinações necessárias nos animais e administração da propriedade. Também será apresentado o modelo conhecido como Rotacionado Racional Tortuga (RRT), implantado na Estância Amanhecer.

Atividade rentável - Os resultados obtidos na Estância Amanhecer mostram que a pecuária de corte pode ser, sim, uma atividade rentável e produtiva. E para chegar a esse nível é necessário respeitar o ciclo das pastagens, afinal elas nascem, crescem e morrem com a chegada do inverno ou da seca. Esse é o trabalho realizado na propriedade nos últimos anos, revolucionando seu modo de “enxergar” a pecuária de uma maneira muito simples, usando os recursos da natureza para manter o gado saudável e produtivo o ano inteiro.

Modelo - A mudança só foi possível após a implantação do RRT, que consiste em ajudar o pecuarista a enfrentar o crítico período das secas, que dura de três a quatro meses, quando o ciclo de crescimento das forragens cessa. O modelo de pastagem rotacionado permite que o número de animais por área seja aumentado, possibilitando a implantação de novas culturas de apoio à nutrição dos bovinos, como a cana-de-açúcar. Numa área de oito alqueires, a Estância Amanhecer mantém um plantel de 400 animais.

Mudanças estruturais - De fato, as mudanças estruturais não foram poucas. Hoje, segundo o administrador da Estância, Valdez Zandarin, a Amanhecer implantou mais de um módulo, dividido em 30 piquetes, no modelo de RRT, sendo utilizados pelo gado em sistema de rodízio. Para ajudar na receita na propriedade ou na alimentação do rebanho, a Estância mantém culturas de apoio, com milho, área que é utilizada para pecuária na entressafra. “Recomendo este modelo, já que preconiza o uso racional dos recursos naturais, como água, capim, cana e possibilita ainda conforto para os animais”, ressalta Valdez.

Módulos - O modelo dos módulos, adotado pela Estância Amanhecer, é do tipo pizza, um quadrado dividido em 30 piquetes de pastagens com uma área de descanso onde estão os bebedouros, o cocho e o cercadinho para o suplemento mineral. O contato do peão com os animais é o mínimo possível. Isso acontece só pela manhã, quando o piquete é aberto para que os animais saiam da área de descanso, eles dormem nessa área à noite, e no final do dia para levá-los de volta. “Isso tem a recompensa mais na frente: animais com melhor qualidade de carne e mais precoces”, explica Valdez.

Alimentação - Durante oito ou nove meses do ano, os animais usam toda pastagem disponível nos módulos. Nos outros três ou quatro meses, no entanto, o gado segue para uma área chamada de “sequestro”. Lá, recebem volumoso à vontade. A Estância alimenta o rebanho com cana-de-açúcar e minerais proteicos. O resultado pode ser visto na balança. “Na época mais seca do ano é normal os animais perderem peso e depois recuperarem. É o efeito sanfona. Na Estância isso não ocorre”, afirma Cláudio Adão, técnico em agropecuária da Copagra, lembrando que a área de “sequestro” é usada para agricultura. (Imprensa Copagra)

C.VALE: 6º Encontro do Agronegócio acontece dias 19 e 20 de junho

encontroagronegocio.jpgA C.Vale promove, dias 19 e 20 de junho, o 6º Encontro do Agronegócio. Na terça-feira (19/06) o evento reunirá os associados da cooperativa, às 8h, na Asfuca de Palotina, e às 14h no Salão da Paróquia São Francisco de Assis, em Assis Chateaubriand. Na quarta-feira (20/06), às 8h, o evento acontecerá no auditório do Senac, em Campo Mourão. O encontro terá a participação do gerente do Departamento de Operações e Mercado da C.Vale, Valentim Squisatti, que falará sobre mercado e o cenário para os produtos agrícolas. O diretor de comunicação da MetSul Meteorologia, Alexandre Aguiar, tratará sobre as tendências climáticas para as culturas de verão, e o supervisor agronômico da C.Vale, Enoir Pellizzaro, abordará problemas emergentes no sistema de produção agrícola. De acordo com o gerente do Departamento Agronômico da C.Vale, Ronaldo Vendrame, o evento visa orientar os associados da cooperativa a respeito dos fatores que podem interferir no agronegócio nos próximos meses. “O objetivo da cooperativa é manter o produtor atualizado e fornecer informações que ajudem na tomada de decisões”, destaca Vendrame. (Imprensa C.Vale)

CAMISC: Cooperativa recebe homenagem

Camisc 1748Todo ano a Syngenta realiza um encontro com todas as cooperativas parceiras no Brasil para compartilhar as informações que serão implementadas no mercado no ano atual, a sua visão para o futuro e homenagear as cooperativas que estão comemorando marcos importantes durante o ano. Em 2012, a reunião aconteceu nos dias 26 a 28 de março, em Florianópolis, Santa Catarina, com a presença de mais de 200 grandes cooperativas do País, inclusive da Camisc.

Motivos - A presença da cooperativa aconteceu por dois grandes motivos, segundo o representante técnico de vendas da Syngenta, Cleocimar Pereira. “Em razão da comemoração dos 50 anos da Camisc, no mês de outubro de 2012, e pela contribuição e participação no Prêmio Raízes”, enfatizou.

Incentivo - O representante técnico de vendas salientou que o Prêmio Raízes é um título de incentivo, onde as cooperativas que comercializam produtos Syngenta acima de 1 milhão de dólares ao ano participam e disputam vagas para vários destinos, que são sempre lançados com um ano de antecedência, durante esta mesma reunião. “A homenagearam foi o reconhecimento da Syngenta pela valiosa participação da Camisc no ano de 2011, onde alcançou os objetivos estabelecidos pela Syngenta e foi premiada com uma viagem para o deserto do Atacama”, destacou Cleocimar.

Placa - Além da viagem, a Camisc ganhou uma placa reconhecendo o mérito de ter cumprido os quesitos do Prêmio Raízes e uma homenagem pelo cinquentenário. As placas foram entregues pelas mãos da jornalista e apresentadora do programa Jogo Aberto, da Band TV, ao diretor vice-presidente da Camisc, Helmir Luiz Daltoé. (Imprensa Camisc)

RAMO CRÉDITO: Conselho consultivo finaliza plano de ação

Em reunião realizada na sede do Sistema OCB, em Brasília (DF), integrantes do Conselho de Crédito (Ceco) da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) consolidaram os tópicos do Plano de Ação para 2012 e avançaram nas discussões com o Banco Central do Brasil (BC) sobre prioridades para o ramo. Esta foi a primeira reunião do Ceco sob a coordenação de José Salvino de Menezes, que assumiu o cargo na última reunião ordinária do órgão consultivo, em maio deste ano.

Governança - O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que acompanhou as discussões no período da manhã, fez uma breve explanação sobre a nova composição da diretoria da OCB e o atual modelo de governança adotado. Enfatizou o novo modelo, destacando a grande expectativa que a diretoria tem com relação aos avanços esperados para o ramo crédito. “O trabalho realizado pelo Ceco tem sido fundamental para o desenvolvimento e consolidação do cooperativismo de crédito”, destacou.

Sugestões - As sugestões apresentadas pelos participantes da reunião ordinária de maio foram avaliadas pelo grupo técnico, juntamente com a coordenação. Conforme explica o gerente do Ramo Crédito da OCB, Sílvio Giusti, algumas foram incorporadas e outras declinadas neste momento. Segundo o gestor, as prioridades do ramo foram mantidas: “O Conselho discutiu exaustivamente sobre o processo de acesso aos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), um dos principais itens na pauta cooperativista no Congresso Nacional, e também sobre a constituição do Fundo Garantidor único para as cooperativas”.

Desafios internos - Na questão dos desafios internos para o ramo, também foi ratificada como prioritária a Diretriz Nacional de Educação, que encontra-se atualmente em fase de implantação do projeto piloto de formação de conselheiros – programa Formacred. “O Plano de Ação Ceco 2012 será divulgado nos próximos dias”, afirmou o gestor.

Fundo Garantidor único - No período da tarde, com a presença de representantes dos departamentos de Normas (Denor), de Organização do Sistema Financeiro (Deorf) e de Supervisão de Cooperativas e Instituições Não-Bancárias (Desuc), do Banco Central, o grupo avançou, mais especificamente, nos entendimentos relativos à constituição do Fundo Garantidor único. “Esse foi o principal tópico das discussões. Também promovemos nivelamentos na esfera técnica com relação ao tema cogestão e esclarecemos dúvidas de interpretação sobre a resolução 4.072, que trata de dependências de instituições financeiras”, resumiu Giusti. (Informe OCB)

CÓDIGO FLORESTAL: STF nega pedido de suspensão da MP 571

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (12/06) pedido de parlamentares para suspender os efeitos da Medida Provisória (MP) 571, que alterou o novo Código Florestal. Cinco deputados da bancada ruralista acionaram o STF no dia 6 de junho alegando que a presidenta Dilma Rousseff interferiu no processo legislativo ao editar a norma.

Motivo - Fux negou a liminar informando que as modificações feitas pela presidenta ainda podem ser alteradas no Legislativo. “O equacionamento [da questão] deve ocorrer no bojo do próprio sistema político. Descabe, portanto, trazer essa questão ao Poder Judiciário”, informou o ministro. O mérito do pedido deve ser analisado no plenário do STF.

Mandato - Segundo o mandado de segurança, a medida provisória publicada no último dia 28 de maio violaria o processo legislativo porque “não só restaurou texto da lei do Senado descartado pela Câmara, como alterou aquilo que [a presidenta Dilma Rousseff] não vetou”. Os deputados também criticaram o fato de a MP ter sido editada antes que o Legislativo tivesse tempo para apreciar os 12 vetos que a presidenta fez no Código Florestal. (Agência Brasil)

MONSANTO: Decisão do STJ estende suspensão da cobrança de royalties para todo o Brasil

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) estendeu nessa terça-feira (12/06) a abrangência da eficácia da sentença que suspende a cobrança de royalties sobre a comercialização da safra de soja transgênica cultivada com base na tecnologia RR para todos os produtores do Brasil. A decisão foi anunciada no fim do dia.

Ação coletiva legítima - Segundo Neri Perin, um dos advogados dos sindicatos rurais do Rio Grande do Sul que lideraram a ação contra a multinacional, o juíz deu como legítima a ação coletiva e considerou que não se trata de um direito restrito, mas sim um direito público. "A Monsanto não pode mais cobrar, e isso agora é direito de todos os produtores brasileiros. Além disso, o juíz ainda sentenciou que a empresa devolva o dinheiro das cobranças anteriores", ratificou Perin.

Tramitação - A demanda segue a tramitação, retornando para a 5ª Câmara Cível do Estado do Rio Grande do Sul para a decisão da questão de mérito. Diante disso, em seu posicionamento sobre a sentença do STJ, a Monsanto afirma que "essa decisão do STJ em nada altera o mérito da questão pois apenas estabelece a abrangência nacional de futura decisão de mérito da ação que ainda tramita perante o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS)". A multinacional afirma ainda que, enquanto durar o andamento da ação e nada for decidido sobre o mérito da questão, a cobrança dos royalties continua funcionando normalmente.

Comunicado - Veja abaixo a íntegra do comunicado da Monsanto:

COMUNICADO SOBRE A DECISÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (STJ)

 ABRANGÊNCIA DA AÇÃO

Em relação à decisão de 12/06/12 da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, sobre a abrangência da ação movida por alguns sindicatos do Rio Grande do Sul contra o pagamento de royalties pelo uso da tecnologia Roundup Ready® na soja, a Monsanto informa que essa decisão do STJ em nada altera o mérito da questão pois apenas estabelece a abrangência nacional de futura decisão de mérito da ação que ainda tramita perante o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS).

A Monsanto mantém, como sempre, o respeito e a confiança no sistema Judiciário brasileiro.

Enquanto durar o andamento da ação e não houver uma decisão definitiva da Justiça sobre o mérito, o sistema de cobrança de royalty pelo uso da tecnologia Roundup Ready® da Monsanto continuará funcionando normalmente com base nas garantias legais estabelecidas.

O pagamento dos royalties é a forma pela qual a Monsanto é remunerada pelos investimentos realizados para o desenvolvimento da tecnologia para soja. Há duas formas de fazer esse pagamento e o agricultor pode escolher entre uma delas. Esses royalties podem ser pagos no momento da compra das sementes ou quando da entrega dos grãos em um dos armazéns cadastrados. Hoje, a maior parte dos sojicultores brasileiros prefere pagar os royalties no momento da compra da semente e os demais produtores pagam na entrega dos grãos. Essas opções também são válidas para aqueles que preferem guardar (ou “salvar”) sementes da safra anterior.

O sistema tem desempenhado um importante papel, ajudando a fomentar novos investimentos na sojicultura brasileira. Esse sistema permitiu que a Monsanto e outros participantes do setor agrícola lançassem novas tecnologias no Brasil, bem como garantiu que o valor gerado por esses produtos fosse compartilhado com agricultores, sementeiros, multiplicadores, cerealistas e exportadores, entre outros. (Notícias Agrícolas)

RIO+20: Conferência quer estabelecer padrão mundial de preservação ambiental

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que começa nesta quarta-feira (13/06) e vai até o dia 22 no Rio de Janeiro, incluindo discussões sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde, quer estabelecer novo padrão internacional para o setor. Pelo menos 115 chefes de Estado e de Governo já confirmaram presença. A presidenta Dilma Rousseff está nesta quarta no Rio para inaugurar o pavilhão do país no evento.

Alternativa - Para o Brasil, é fundamental enfatizar como alternativa mundial o desenvolvimento da  economia verde por meio de incentivos à melhoria da qualidade de vida das populações, erradicando a pobreza e estimulando a sustentabilidade. A alternativa deve ser associada aos programas de transferência de renda, como os adotados no país.

Documento final - Uma das preocupações do governo brasileiro é incluir essa determinação no documento final. No texto estarão definidas as metas de desenvolvimento sustentável para as próximas duas décadas e que deverão ser adotadas por todos os participantes da Rio+20. A ideia é aprovar um documento como o definido pelas Nações Unidas, em 2000, quando foram estabelecidas as Metas do Milênio.

Objetivos - No documento Metas do Milênio, da Organização das Nações Unidas (ONU), os objetivos se concentraram em acabar com a fome e a pobreza, garantir educação básica de qualidade para todos, assim como assegurar medidas de igualdade entre os sexos e a valorização da mulher. Também está definido nas Metas do Milênio adotar alternativas para reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das grávidas e combater a aids e a malária, assim como estimular o respeito ao meio ambiente e incentivar o trabalho pelo desenvolvimento.

Modelo internacional - A Rio+20 ocorre duas décadas depois de outra conferência que marcou época, a Rio92. O objetivo agora é definir um modelo internacional para os próximos 20 anos com base na preservação do meio ambiente, mas com foco na melhoria da qualidade de vida a partir da erradicação da pobreza, por meio de programas sociais, da economia verde e do desenvolvimento sustentável para uma governança mundial.

ONU - A conferência conta com o apoio e o comando da ONU. O secretário-geral do evento é o diplomata chinês Sha Zukang e a presidenta da conferência é Dilma Rousseff.  Desde o ano passado, ela faz campanha para atrair os líderes políticos internacionais ao evento. Dessa forma, ela conseguiu fazer com que vários presidentes e primeiros-ministros compareçam à conferência. (Agência Brasil)

PATRIMÔNIO AMBIENTAL: IBGE dá partida ao cálculo do PIB verde

As Nações Unidas acabam de aprovar uma padronização metodológica do sistema de cálculo dos recursos ambientais dos países, o chamado  PIB verde. Isso vai permitir ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dar partida à mensuração do patrimônio ambiental do Brasil, logo após a Rio+20. O objetivo do IBGE é integrar esse levantamento ao sistema de contas nacionais que mede o PIB econômico. Da lista de riquezas naturais consta água, florestas, energia, extração mineral que inclui minérios e petróleo, dentre outras. (Valor Econômico)

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: Ministério da Fazenda estuda criação de mercado de carbono

O Ministério da Fazenda estuda a criação de um mercado de carbono no Brasil e medidas tributárias para incentivar o desenvolvimento sustentável. No entanto, tais ações não serão anunciadas pelo governo durante a Rio+20. As informações são do secretário de Assuntos Internacionais da pasta, Carlos Márcio Bicalho Cozendey. A conferência sobre desenvolvimento sustentável ocorrerá entre os dias 13 e 22, no Rio de Janeiro.

Falta de tradição - Segundo Cozendey, diferentemente do que é visto em países desenvolvidos, no Brasil não há tradição de se associar a política tributária a objetivos de sustentabilidade. “Existe uma coordenação de desenvolvimento sustentável, na Secretaria de Política Econômica, que está estudando mecanismos econômicos. No contexto do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, eles estão estudando a viabilidade ou não de estabelecer um mercado de carbono no Brasil e outros instrumentos econômicos que podem ou não serem estudados, entre eles desoneração e taxação”, relatou o secretário.

Outros países - Cozendey contou que já existe, na União Europeia e em alguns estados americanos, um mercado de troca de permissão de emissões de carbono. Lá, relatou ele, são fixados limites para os setores produtivos emitirem carbono e as empresas podem vender créditos para a permissão de emissão. “No momento, estamos estudando se esse tipo de mercado faz sentido, se  é viável e quais teriam de ser suas características aqui no Brasil”, comentou o secretário. “Não tem nada de mais concreto. Essa é uma agenda nova e estamos aprendendo como funciona.” (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA: Metade das rodovias do país está sem manutenção

A crise que atingiu o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no ano passado provocou um efeito colateral que atinge milhões de motoristas até hoje. Como herança, as denúncias de corrupção deixaram metade das rodovias públicas administradas pelo órgão no país sem contratos para obras de manutenção e recuperação viária. São 30 mil quilômetros à espera de operações tapa-buraco, drenagem e sinalização, o equivalente a 55% de um total de 54,5 mil quilômetros. No Paraná, são 173 quilômetros na BR-153, que corta o estado entre o Norte Pioneiro e a Região Sul.

Origem - A origem do escândalo remonta a 2008, quando o Dnit abriu edital para a contratação de projetos executivos de engenharia para recuperar metade da malha rodoviária. Muitos desses contratos não saíram do papel e o que avançou foi retido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou falhas em projetos e suspeitas de superfaturamento. Os problemas respingaram na cúpula do Dnit, acusada de cobrar propina com fins eleitorais. Na ocasião, todos os procedimentos licitatórios em andamento foram suspensos temporariamente.

Relatório - A Controladoria-Geral da União (CGU) apresentou relatório de auditoria em setembro de 2011. O órgão constatou 66 irregularidades em 17 processos analisados no Ministério dos Transportes. O trabalho apontou prejuízo potencial de R$ 682 milhões, em um total de R$ 5,1 bilhões fiscalizados.

Promessa - Em meio às denúncias, as estradas ficaram abandonadas. Agora, para licitar as obras novamente, o departamento está revisando os projetos com as 50 empresas que tinham vencido as concorrências anteriores. Em paralelo, equipes técnicas da autarquia estão desenvolvendo projetos próprios.

Nova licitação - Em janeiro passado havia a previsão de uma nova licitação, no valor de R$ 16 bilhões, para contratação de obras nos 30 mil quilômetros sem manutenção, mas a concorrência não saiu do papel. O Dnit não explicou porque a previsão não se confirmou. Apenas informou que pretende licitar contratos avaliados em R$ 10 bilhões ainda nesse ano, o que seria suficiente para a manutenção de pelo menos 11 mil quilômetros. Por meio da assessoria de imprensa do órgão, o diretor-geral Jorge Fraxe assegura que a malha não ficará sem contrato de manutenção. “Não será uma única licitação. Serão realizadas licitações em todas as superintendências regionais do Dnit e também em Brasília”, garantiu.

Riscos - Especialista na área de transportes e professora da Universidade Federal do Para­­ná (UFPR), Gilza Blasi ressalta que a falta de manutenção é um problema crônico nas rodovias federais. Segundo ela, isso resulta em falta de segurança aos usuários. “Com uma rodovia sem manutenção não há segurança viária”, diz. O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Joel Krüger, que também leciona na Pontifícia Universidade Católica (PUC), explica que um asfalto sem manutenção adequada por um período de cinco a sete anos sofre danos que comprometem a segurança dos motoristas. “A chuva e a passagens de veículos vão desgastando as rodovias. Se o asfalto é preparado para aguentar 15 anos, por exemplo, tem de fazer medidas preventivas a cada cinco ou sete anos. Caso contrário, a segurança é totalmente comprometida”, afirma.

12 mil km de vias estaduais receberão obras - O governo do estado homologou na semana passada licitações para a execução de obras de conservação e manutenção de 11,8 mil quilômetros da malha rodoviária estadual. Serão investidos cerca de R$ 840 milhões nas intervenções, segundo o governo do estado. As obras serão executadas pelas regionais do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá e Cascavel. As obras foram divididas em 27 lotes. A execução dos projetos vai envolver 25 empreiteiras.

Segmentos - O programa foi dividido em três segmentos. O primeiro é denominado de Conservação e Recuperação Descontínua com Melhoria do Estado do Pavimento. Com recursos de R$ 410 milhões, essa etapa contempla 2 mil quilômetros de rodovias em elevado processo de deterioração.

 Corredor - Boa parte dessa malha serve como corredor de transporte regional ou estadual. O objetivo do programa é alcançar 85% de nível bom e muito bom nas condições do pavimento. Os outros 15% deverão estar, pelo menos, em nível razoável. Com isso o objetivo é eliminar rodovias em situações consideradas como ruins ou péssimas.

Reparos - O segundo segmento é o de Conservação de Pavimentos e tem previstos mais R$ 290 milhões. Neste programa, os serviços serão basicamente a execução de reparos em pequenos segmentos, principalmente para melhoria da drenagem. O trabalho será estendido por aproximadamente 8 mil quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas que apresentam atualmente menor grau de deterioração. Outros R$ 139 milhões serão investidos em serviços de limpeza, drenagem, sinalização e controle da vegetação. Essa será terceira etapa e terá objetivo de garantir maior visibilidade da sinalização. (Gazeta do Povo)

MERCADO: Especialista diz que desindustrialização do setor têxtil está longe de ocorrer

A indústria têxtil nacional vive um momento difícil, mas está longe de passar por um processo real de desindustrialização, como vem sendo alardeado pela mídia e por alguns setores do mercado. A constatação é de Marcelo Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing industrial (Iemi), que esteve em Blumenau para lançar um estudo sobre o polo têxtil da região – que abrange também Joinville e Jaraguá do Sul. Os resultados foram apresentados a empresários do setor em café-da-manhã promovido pelo Sindicato das Indústrias Têxteis (Sintex) no último dia 30 de maio.

Números - Sob os olhares atentos do presidente do Sintex, Ulrich Kuhn, que chegou a admitir, pouco antes do início da apresentação, que havia ficado surpreso com os indicadores do levantamento, Prado utilizou números para justificar que a situação atual do setor têxtil, brasileiro e catarinense, poderia ser melhor, mas que também não é nenhum desastre. Ele destacou que o segmento registrou crescimentos seguidos até 2010, ano em que bateu recordes. A produção nacional, naquele ano, atingiu 2,24 milhões de toneladas. “Nunca havia se produzido tanto no país”, disse Prado. Para ele, os temores ainda são exagerados.

Número de empresas - Entre 2003 e 2010, o número de empresas têxteis no Brasil subiu 17,6%. Atualmente já são 32,6 mil, com uma produção média de confecção de 9,6 bilhões de peças, entre vestuário, cama, mesa e banho. É o quarto maior parque produtivo do mundo, com faturamento anual de US$ 63 bilhões. O setor possui cerca de 1,64 milhão de empregados diretos no Brasil. Se considerados profissionais ligados indiretamente à atividade, este número sobe para 8 milhões. Com isso, a atividade se consolida como a segunda maior empregadora da indústria de transformação.

Cenário turbulento - O encarecimento, a partir de 2010, do algodão, matéria-prima que responde por cerca de 40% do preço dos produtos de cama, mesa e banho, somado a uma série de fatores como alta carga tributária, inflação e diminuição de crédito disponível frearam o consumo e causaram algumas baixas, deixando o mercado apreensivo.

Empregados - Apesar do número de empresas do setor ter subido de 30,9 mil, em 2010, para 32,6 mil em 2011, o número de empregados do setor, que estava em 1,67 milhão, caiu para 1,64 milhão. A produção também sofreu queda, caindo de 2,24 milhões de toneladas para duas. “Foi só a primeira vez que a indústria têxtil não cresceu desde 2003”, lembrou Prado. “Pelo que foi propagado, o setor sofreu um grande desgaste diante da opinião pública. Deu a impressão que o mundo ia acabar”.

A importância de Santa Catarina - Por diversas vezes durante sua apresentação, Marcelo Prado utilizou a palavra “locomotiva” para descrever a posição de Santa Catarina no mercado têxtil em relação ao resto do Brasil. De uma maneira geral, a atividade no Estado vai melhor do que no restante do país (veja comparativo no quadro abaixo), principalmente em função da estrutura por aqui, com destaque para a integração de todos os segmentos envolvidos na cadeia. “Quando Santa Catarina engasga, toda a locomotiva fica em alerta”, disse.

Positivos - O diretor do Iemi ressaltou que os números de produção do Estado ainda são positivos e lembrou que há confecções e unidades de empresas catarinenses produzindo em outros estados, que nem sempre são levadas em consideração. “O mercado diz que não dá para investir no têxtil. Pois eu digo o contrário. A indústria têxtil tem um enorme futuro. É um ótimo negócio”, assinalou Prado.

Aumento das importações não é tão assustador - Um dos principais argumentos dos temerosos pela desindustrialização é o aumento das importações no setor. Entre 2007 e 2011, no Brasil, elas avançaram 119,2%, atingindo US$ 6,6 bilhões e resultando num déficit da balança comercial de US$ 3,6 bilhões. O receito é que os produtos de fora, principalmente da Ásia, tirassem a competitividade da indústria local e causassem o fechamento de fábricas e a demissão de trabalhadores.

Produção local - Para Marcelo Prado, a preocupação com a produção local é legítima. “Sempre vamos estar expostos a um mundo mais global”, disse. Ele explica que, pelo menos no caso de Santa Catarina, as importações cresceram bastante em função de benefícios fiscais concedidos pelo governo local, que motivaram a implantação de tradings e empresas de comércio exterior. Muitas grandes redes de varejo também usam os portos do Estado para comprar os produtos. Acrescentou ainda que a grande maioria das importações são de matéria-prima, não de produto acabado.

China - Mesmo com o crescimento espantoso da China, ele acredita que a produção catarinense não vai despencar. “A importação não vai substituir a indústria têxtil. Além de industriais, somos empresários. Temos muito a ganhar com a China”, avalia. Ele lembrou que o Brasil é um dos principais mercados produtores do mundo fora da Ásia, destacando que Santa Catarina tem participação fundamental nessa consolidação. (Noticenter)

RELAÇÕES EXTERNAS: Brasil evita críticas à China na OMC

Fricções com a China são inevitáveis à medida que o comércio bilateral aumenta, avaliou o Brasil, durante exame da política comercial chinesa, nesta terça-feira (12/06), na Organização Mundial do Comércio (OMC). O país adotou tom moderado com seu principal parceiro comercial, com o qual fez 40% de seu superávit no ano passado. Já os EUA e a União Europeia (UE), com déficit com os chineses, atacaram forte.

Participação - A China foi o destino de 17,3% das exportações brasileiras e origem de 14,5% das importações do país em 2011. O saldo comercial para o Brasil foi de US$ 12 bilhões, em boa parte pela alta de preços de três produtos - minério de ferro, soja e petróleo -, que, juntos, representam quase 80% das exportações brasileiras para o mercado chinês. Em contrapartida, as importações procedentes da China são quase inteiramente de produtos industriais -maquinários e químicos representam 55%.

Preocupação - Para o embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, o comércio bilateral está caracterizado por um certo grau de preocupação, "especialmente entre os setores industriais, confrontados com o desafio de ter de responder à penetração rápida e crescente das exportações chinesas, como têxteis".

Soluções - Azevedo acrescentou que, embora haja problemas, os dois governos têm disposição de encontrar soluções e estão reforçando mecanismos para cooperação e diálogo, tanto bilateral como multilateralmente, nos Brics e em foros como a OMC. "Os dois países estão trabalhando ainda mais juntos para continuar a estimular o comércio bilateral, e, ao mesmo tempo, adotando medidas para diversificá-lo mais", afirmou.

Satisfação - O diplomata disse que o Brasil nota "com satisfação" os esforços da China para ajustar a taxa de câmbio, levando o yuan a uma cotação "mais próxima de um nível de equilíbrio" e espera que isso seja alcançado plenamente.

Questões - A China recebeu 1.720 questões de 30 países, refletindo a preocupação com a política comercial chinesa. As perguntas do Brasil abordam diplomaticamente a inquietação sobre transparência, barreiras etc. Já os EUA reclamaram diretamente de crescente intervenção estatal e interferência na economia chinesa, e de persistentes problemas na China em setores como serviços, agricultura e propriedade intelectual.

Retrocesso - Para Washington, os chineses estão dando marcha a ré em seus esforços de liberalização do mercado. Os EUA apontaram subsídios em alta para vários produtos agrícolas, incluindo o que parece ser o maior volume de ajuda para produtores de algodão.

Vantagem - Como era previsível, a UE se juntou às criticas, estimando que a intervenção estatal dá vantagem para as empresas locais. Para os europeus, a principal preocupação é com a falta de transparência chinesa nas políticas comercial e de investimentos. A China aplica tarifa média de 9,5% nas importações, mas a OMC considera o regime comercial chinês "complexo".

Economia chinesa - Longe de ficar na defensiva, Yu Jianhua, vice-ministro de Comércio da China, afirmou que, apesar do ambiente "econômico e comercial complicado", o país continua abrindo sua economia, expandindo a demanda doméstica e as importações estão em alta constante. Segundo ele, o superávit comercial continua em declínio, tendo caído de US$ 298 bilhões, em 2008, para US$ 155 bilhões no ano passado. (Valor Econômico)

IPEA: Famílias se mantêm otimistas

O otimismo das famílias brasileiras permaneceu estável, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Índice de Expectativas das Famílias (IEF) ficou em 67 pontos na comparação entre abril e maio, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (12/06). Em relação a maio de 2011, houve aumento de otimismo. À época, o índice registrado foi de 62,9 pontos. O indicador varia de zero a cem pontos. Valores entre 60 e 80 pontos representam otimismo. Acima disso apontam grande otimismo e abaixo de 60 pontos, a pesquisa indica moderação, pessimismo ou grande pessimismo.

Endividamento - No que diz respeito ao endividamento da população, houve piora entre os dois meses. Mais famílias afirmaram ter dívidas. Em abril, 54,6% diziam não ter dívidas. Agora, em maio, foram 53,5%. Também houve piora na expectativa das famílias sobre a situação econômica brasileira. O componente que mede o otimismo em relação à economia do país nos próximos 12 meses caiu de 68,3% em abril para 66,8% em maio.

Critérios - Para apurar o IEF, o Ipea leva em consideração a expectativa da população sobre a situação econômica nacional, condição financeira da família, decisões de consumo, endividamento e mercado de trabalho. Entre abril e maio, o componente que mede a expectativa de consumo de bens duráveis avançou 0,3 ponto, segundo a pesquisa. Com isso, 60,6% das famílias informaram que "agora é um bom momento para adquiri-los". (Valor Econômico)

OPINIÃO: Miopia ambiental

Por Joelmir Beting*

Nesta Rio + 20, um bilhão e meio de famintos pululam pelo planeta. Dois bilhões não têm acesso à água potável. Três bilhões e meio não têm coleta de esgoto. 

Eis a verdadeira tragédia socioambiental da Humanidade. Aqui no presente e não no aquecimento global lá no futuro.

Pior: a espaçonave Terra não tem como fazer parada técnica para reabastecer as provisões de bordo. Os recursos finitos, por definição, vão acabar. E os recursos renováveis têm de ser produzidos cada vez mais com cada vez menos. Vulgo desenvolvimento sustentável.

Especialmente nos horizontes nublados da segurança alimentar, da segurança energética e da segurança sanitária. Uma revolução agroambiental, já em marcha batida, terá de responder aos desafios dramáticos da comida e da energia.

Pior: os passageiros da espaçonave Terra continuam multiplicando-se ao ritmo da aritmética dos coelhos. Somos 7 bilhões de terráqueos hoje e 9,2 bilhões em 2050, segundo o pop clock da ONU. Como recepcionar a bordo mais 2,2 bilhões de passageiros até 2050? 

É tudo muito simples: para esse aumento de 31% da população, até 2050, o planeta vai ter de aguentar uma sobrecarga de 45% no consumo de energia e de 70% no consumo de alimentos, entre outras demandas.

Essas projeções da ONU jogam com os ganhos de renda por habitante, além do próprio crescimento populacional. Na energia, não tem escapatória: a ordem é limpar a matriz energética do planeta na plataforma elétrica e na plataforma automotiva, entre outras plataformas.

Vai daí que o grande tema da Rio + 20 ficou na fila do gargarejo: o da expansão demográfica, bem mais corrosiva do que o do desmatamento, até porque, a cegonha, também no século 21, vai continuar dando preferência aos pobres dos países pobres e aos pobres dos países ricos. 

A Rio + 20 não tem na agenda global políticas públicas de planejamento familiar - o tal de armistício com o espermatozoide. Ela prefere discutir limites e metas para os 7 bilhões do presente e não para os 9 bilhões do futuro. A tal ponto que o caderno de compromissos da ONU fala em rebaixar as emissões anuais de CO2 de 9 para 1 tonelada por habitante até 2050. 

Ou seja, mais 30% de gente, mais 45% de energia e mais 30% de comida com emissão de apenas 1 tonelada de carbono per capita. Ora, como já disse aqui, fixar metas sem garantias de meios é um exercício intelectual no mínimo demagógico.

Ou preguiçoso. 

*Joelmir Beting é jornalista


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