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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2867 | 14 de Junho de 2012

ITC 2012: Prazo para inscrever atrações termina nesta sexta-feira

Termina, nesta sexta-feira (15/06), o prazo para as cooperativas paranaenses enviarem ao Sescoop/PR as fichas de inscrição das atrações que pretendem apresentar no 6º Intercâmbio Cultural entre as Cooperativas (ITC). São cinco as modalidades: música, teatro, arte circense, dança e poesia. O ITC acontece em 07 de julho, das 9h às 17h, no Pequeno Auditório da Escola da Universidade Positivo, em Curitiba. Além de comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado na mesma data do evento, o ITC tem o propósito de valorizar os talentos artísticos da comunidade cooperativista do Paraná, difundir a cultura da cooperação e fortalecer a intercooperação entre as cooperativas paranaenses. De acordo com os organizadores, este ITC será mais especial ainda já que 2012 foi declarado pela Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional das Cooperativas.

Evolução – A cada edição, oITC vem despertando o interesse do público ligado ao cooperativismo do Paraná. Em 2011, o evento teve 39 atrações e alcançou o recorde de 800 participantes - foi o dobro de pessoas em relação ao ano anterior, entre cooperados, familiares e funcionários de 23 cooperativas paranaenses.

Informações – Mais informações sobre as inscrições de atrações ao 6º ITC podem ser obtidas com Stella Soliman, pelo fone (41) 3200-1129 ou e-mail stella@sescooppr.org.br.

RIO+20 I: Cooperativas brasileiras participam da conferência da ONU

O movimento cooperativista vive um marco histórico, a comemoração do Ano Internacional das Cooperativas – 2012, e aproveita a oportunidade para ratificar o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. O segmento participará das discussões na Rio+20, e promoverá neste sábado (16/06), durante a conferência, o Dia do Cooperativismo. O evento será realizado pelo Sistema OCB e sua organização estadual no Rio de Janeiro (Sistema OCB/RJ), no Espaço AgroBrasil, coordenado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no Píer Mauá, no Rio de Janeiro (RJ).

Temática - “O cooperativismo será uma das temáticas oficiais a serem discutidas durante a conferência como caminho para o desenvolvimento sustentável. Nada mais justo, afinal, o setor tem como alicerce a viabilidade econômica, com a geração de trabalho, renda e inclusão social. E isso se complementa com o respeito e a defesa ao meio ambiente”, ressalta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Atenção - O líder cooperativista também destaca o que pretende o movimento.  “Queremos chamar a atenção dos governantes e da sociedade civil para os benefícios do cooperativismo e sua importante contribuição na redução das desigualdades sociais e na promoção da sustentabilidade. Da mesma forma, debateremos também outras questões consideradas determinantes, como produção de alimentos e segurança alimentar”, diz Freitas.

Apresentação – Para iniciar os debates, o presidente do Sistema OCB fará uma apresentação sobre o cooperativismo no contexto atual, mostrando o crescimento do setor e o espaço conquistado pelas cooperativas no cenário socioeconômico brasileiro. Participarão do painel, a diretora de negócios da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Betsy Dribben, o presidente do Sistema OCB/RJ, Marcos Diaz, e o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes.

Participação - Outras palestras contarão com a participação de representantes do governo, de outras entidades e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Serão discutidos temas como Política de Fomento ao Cooperativismo, Sociedade e Agricultura, Práticas Agrícolas e Tecnologias Sustentáveis. Haverá ainda a apresentação de casos de sucesso do cooperativismo e da peça teatral A Arte de Cooperar.   

Ano Internacional das Cooperativas – A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas em dezembro de 2009, com a aprovação da Resolução 64/136 da ONU. A intenção é chamar a atenção do Poder Público e de outros atores sociais sobre temas relevantes, cujos benefícios se refletem mundialmente. Anos internacionais são declarados pela ONU, depois de validados em assembleia geral.

Indicadores / Sistema OCB – O Sistema OCB conta hoje com 6.586 cooperativas atuantes em 13 ramos de atividade econômica distintas. Essas organizações reúnem 10,1 milhões de cooperados e geram 296 mil empregos diretos. Se consideradas as famílias dos associados, o movimento mobiliza atualmente 33 milhões de brasileiros.

Indicadores / Sistema OCB/RJ – No Rio de Janeiro, ligadas ao Sistema OCB/RJ, existem 482 cooperativas, 230,3 mil cooperados e 7,9 mil empregados.

Indicadores / cooperativismo mundial – Segundo a Aliança Cooperativa Internacional (ACI), 1 bilhão de pessoas estão ligadas ao cooperativismo, em 100 países distintos. Mundialmente, o setor gera mais de 100 milhões de empregos diretos. (Informe OCB)

RIO+20 II: Governança e dinheiro travam negociações

As mesmas travas que bloqueiam as negociações internacionais de clima rondam a Rio+20. A principal delas, a implementação das decisões, é o nó que está longe de ser desatado no documento base da conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, que começou oficialmente nesta quarta-feira (13/06), no Rio de Janeiro. A outra trava é quem paga a conta do desenvolvimento sustentável e quem transfere tecnologia.

Fundo - O grupo dos países em desenvolvimento apresentou uma proposta, na rodada de negociação anterior, em Nova York, em junho, de um fundo US$ 30 bilhões ao ano, a partir de 2017, para financiar o desenvolvimento sustentável. O fundo, pede o G-77 mais a China (onde estão todos os emergentes), deveria vir dos países ricos e ser alimentado por recursos novos e adicionais aos repasses já previstos para cooperação internacional. O parágrafo está todo entre colchetes, o que significa que não há consenso. O Canadá já pediu formalmente que ele seja eliminado. O tema voltou a ganhar força nas negociações da Rio+20.

Respaldo - "Essa é uma proposta que conta com grande respaldo no G-77 e faz parte da negociação que está sendo conduzida", disse o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, secretário-executivo da Comissão Nacional para a Rio+20. "Em todas as conferências desse tipo, a questão dos meios de implementação tem sido sempre crucial e não poderia deixar de sê-lo aqui, ainda mais em uma fase em que tradicionais doadores atravessam dificuldades econômico-financeiras e se retraem quanto ao cumprimento de alguns compromissos assumidos no passado", afirmou. "Essa é uma questão importante e que tem que ser resolvida até o fim da negociação do documento."

Jogo de cena - Alguns observadores não acreditam que a Rio+20 terá a promessa de dinheiro novo. "Parece só um jogo de cena", diz Antonio Hill, porta-voz da ONG Oxfam. Ele lembra que essa proposta é muito similar à do chamado dinheiro de curto prazo das negociações de clima - US$ 30 bilhões ao ano, vindos dos países ricos para os mais pobres do mundo, entre 2010 e 2012. "E os recursos do clima não estão aparecendo", continua Hill.

Processo - "Todos sabem que as negociações de clima fazem parte de outro processo", disse Sha Zukang, secretário-executivo da Rio+20. "Mas o que decidirmos fazer aqui é algo que pode contribuir lá. Os processos são interligados", prosseguiu. "Nunca devemos subestimar a influência desta conferência."

Documento final - Em evento que reuniu todos os setores da sociedade civil (que a ONU batiza de "major groups"), representantes de jovens, sindicatos, ambientalistas e agricultores reclamaram que as negociações do documento final da Rio+20 não refletem a urgência que os desafios do planeta exigem. Há apenas 25% de acordo sobre as propostas de "O Futuro que Queremos", o nome do documento final da Rio+20, e, formalmente, apenas mais dois dias de negociação e seis antes da chegada dos líderes mundiais ao Rio.

Capítulos - Para acelerar a negociação, os seis capítulos do documento foram divididos entre cinco grupos de delegados. Um deles discute economia verde; outro, os parágrafos sobre recursos, transferência de tecnologia e objetivos de desenvolvimento sustentável; o terceiro debate oceanos; o quarto, produtos químicos e desertificação; e o quinto, governança ambiental (o fortalecimento do Pnuma, o braço ambiental da ONU, e a criação de um conselho para ambiente, economia e temas sociais).

Frustração - Os representantes da sociedade civil, reunidos com o copresidente da Rio+20, o coreano Sook Kim, manifestaram sua frustração com o andamento vagaroso das negociações e resultados pouco ambiciosos da conferência. "Por que todos atuam como se esperassem pela Rio+40 ou Rio+60?", criticou um representante da Finlândia. Arrancou aplausos da plateia. Foi um dos únicos momentos mais animados do primeiro dia da Rio+20. O outro, no início da noite, foi um coquetel ao ar livre ao som de samba e regado a caldinho de feijão. O mestre de cerimônias era Sha Zukang, ladeado pelo ministro das Relações Anteriores Antonio Patriota. (Valor Econômico)

RAMO SAÚDE I: Unimed investe R$ 15 mi em nova sede

Assembleia extraordinária dos cooperados da Unimed Londrina, realizada na última segunda-feira (11/06), deliberou pela construção da nova sede administrativa da entidade. O imóvel será erguido em um terreno próprio de cinco mil metros quadrados localizado no cruzamento da avenida Ayrton Senna com a rua Josephina Benatto, Gleba Palhano (Zona Oeste). O investimento deve chegar a R$ 15 milhões.

Área total - O empreendimento será constituído de sete pavimentos e área total de 6,2 mil metros quadrados. O projeto é assinado pela empresa A3 Arquitetura. ''Temos orçamento pronto, precisamos apenas fazer uma tomada de preço com construtoras para obter o custo de administração da obra. Agora o processo é contínuo e o prazo de execução é de 18 meses'', explicou o diretor administrativo-financeiro da Unimed Londrina, Carlos Alberto Almeida Boer.

Setores - O prédio vai abrigar as áreas administrativa, tecnologia de informação, auditoria, diretorias, conselhos e também terá um anfiteatro para encontros e convenções. O espaço também será usado para atendimento de medicina preventiva.

Trabalho multidisciplinar - ''O cooperativismo tenta fazer uma equidade do lado puro do capital com o social. A Unimed não se limita ao atendimento hospitalar, mas à medicina preventiva do cliente. Temos grupos de gestantes, terceira idade e outros sociais que precisam de espaço para atendimento. Esse trabalho multidisciplinar e profissional será realizado neste espaço'', garantiu o diretor-presidente da Unimed Londrina, Issao Udihara. Cerca de 4 mil atendimentos/mês serão realizados na nova sede.

Atendimento presencial - O prédio da Unimed da rua Borba Gato continuará com atendimento presencial. Atualmente, 11,7 mil clientes passam todo mês por lá. Com a construção da nova sede a empresa desocupará seis prédios alugados, que hoje custam aos cofres da cooperativa R$ 39 mil/mês. ''Isso é uma demonstração que a Unimed faz não só para nossa proposta de negócio como também de crença na cidade'', enfatizou Udihara.

Entre as dez maiores - A Unimed é uma das dez maiores cooperativas do Paraná. Em Londrina são mil cooperados para uma carteira de 169.130 clientes. O orçamento previsto para este ano é de R$ 435 milhões. (Folha de Londrina)

RAMO SAÚDE II: Unimed Pato Branco realiza segundo Programa de Controle da Obesidade

A obesidade deve ser levada a sério, principalmente quando se fala de medidas preventivas. Contribuindo com o seu papel de agente promotor da Saúde, a Unimed Pato Branco, através do Centro de Atenção Integrada à Saúde e Medicina Preventiva (CAISMP), está promovendo o segundo Programa de Controle de Obesidade Infanto-Juvenil.

Resultados satisfatórios - O primeiro programa aconteceu no início do ano, com resultados satisfatórios, de acordo com a equipe do CAISMP. “Vários pais relataram que as crianças e os adolescentes conseguiram mudar seus hábitos cotidianos, envolvendo inclusive a família. Dessa maneira, a qualidade de vida de todos melhorou”, salientou a enfermeira do Centro, Scheila Pallaoro. Ela destacou ainda que a principal preocupação do CAISMP é prevenir a obesidade, evitando problemas futuros, como diabetes, hipertensão e problemas ortopédicos.

Dias e horários - O programa acontecerá nas segundas-feiras, em três horários. O primeiro grupo, que envolverá a faixa etária entre 4 e 7 anos, será das 18h30 às 19h30. O segundo, com idade entre 8 e 11 anos, das 19h45 às 20h45, e o terceiro, entre 12 e 15 anos, das 21h às 22h. Além das crianças e dos adolescentes, os encontros também terão a participação dos pais, que poderão assistir palestras e receber dicas da equipe multidisciplinar do CAISMP, formada por coordenador médico, médicos pediatras cooperados da Unimed, nutricionistas, educador físico, psicólogas, enfermeira e técnica de enfermagem.

Conteúdos - Para a beneficiária da Unimed, Dilce A. Belo Azevedo, mãe do Fernando Henrique, que participou do primeiro Programa de Controle de Obesidade Infanto-Juvenil, os conteúdos passados foram excelentes. Tanto ela como o seu filho aproveitaram cada assunto abordado, aplicando-os no dia-a-dia e melhorando a qualidade de vida de ambos. “Eu vejo que esse programa deve envolver toda a família, principalmente para sensibilizar e educar a respeito de atitudes saudáveis”, destacou. (Unimed Pato Branco)

LEGISLAÇÃO: Novo Código Comercial é discutido sob a luz do cooperativismo

Dando continuidade à elaboração de estratégias para alterar projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados para construção do novo Código Comercial, o Sistema OCB promoveu nesta quarta-feira (13/06) um encontro com o autor da proposição, deputado Vicente Candido (SP), e o jurista e consultor da Comissão Especial, professor Fábio Ulhôa Coelho, na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília (DF).

Objetivo - O objetivo do projeto é sistematizar e atualizar a legislação sobre as relações entre pessoas jurídicas. Porém, ao longo do texto, o cooperativismo está inserido de forma descaracterizada. “Pretendemos viabilizar a retirada dos artigos que mencionam as cooperativas, para que não haja contaminação do entendimento. O conceito de cooperativismo é complexo, trata-se de uma filosofia. Cooperativa não é uma sociedade empresária. O objetivo da cooperativa sempre vai ser crescer, se projetar no mercado nacional e internacional, mas mantendo suas características originais”, explicou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. Por esses motivos, o dirigente entende como mais conveniente que as cooperativas não sejam incluídas no novo Código Comercial.

Recomendação - Pleito semelhante foi apresentado por entidades de representação e juristas ligados às sociedades anônimas, tendo a Comissão de Juristas do Projeto do Código Comercial anunciado, em audiência pública realizada nesta data, que em consenso construído com estas entidades e estudiosos, irá recomendar a retirada do Projeto de dispositivos relativos a este tipo societário.

Empenho - Freitas também pontuou e elogiou o empenho da comissão na reestruturação do Código Comercial. “É fundamental a criação de um marco regulatório conectado à realidade do comércio mundial”, disse. Segundo o presidente, o cooperativismo também possui gargalos com relação ao seu marco regulatório. “A complexidade do conceito e falta de entendimento da sociedade em geral acabam se refletindo na legislação. Nosso esforço em acompanhar a tramitação deste projeto de lei é justamente para evitar que isso aconteça”, complementou.

Necessidade de adequação - O professor Ulhôa, que contribuiu para a redação do texto inicial do PL, reconhece que o normativo precisa se adequar à realidade das cooperativas, e se colocou à disposição para efetuar as mudanças necessárias, com base no entendimento provido pelo Sistema OCB. “Trata-se de uma visão acadêmica, inspirada na teoria. Entretanto, é necessário que a reflexão acadêmica tenha correspondência com a realidade. Se o texto não está refletindo essa realidade, temos mesmo que modificá-lo. E quem detém esse conhecimento da realidade são vocês, enquanto entidade representativa. Não há problema algum em reavaliar e reescrever o texto”, afirmou.

Alinhamento - Os parlamentares membros da Comissão Especial que avalia o PL 1.572/11 têm se mostrado bastante interessados e dispostos em acatar as colocações do Sistema OCB. “Nossa intenção com o PL é colaborar com a sociedade civil. A proposta é que o Código esteja alinhado com os setores da economia, e o cooperativismo é um setor estratégico para a socialização da economia. Estamos à disposição para ouvir e alterar o texto conforme a avaliação de vocês”, declarou o deputado autor do PL, Vicente Candido (SP). Também presente, o deputado Marcos Montes (MG), integrante da Diretoria da Frencoop, endossou o posicionamento do Sistema OCB e afirmou estar à disposição para colaborar com as demandas do cooperativismo, enquanto relator-parcial da matéria.

PL 1.572/2011 - De autoria do deputado Vicente Candido (SP), o projeto agrega 670 artigos, divididos em cinco livros, sendo que 3 artigos fazem referência às cooperativas (arts. 12, 410 e 665). A proposta do novo código tem o objetivo de sistematizar e atualizar a legislação sobre as relações empresariais entre pessoas jurídicas. Entre outros assuntos, trata da denominação empresarial, de títulos eletrônicos e do comércio na internet. Depois de aprovada na Comissão Especial, a matéria segue para análise do Plenário da Câmara. (Informe OCB)

VAREJO I: Cooperativas imprimem suas marcas

É cada vez mais comum encontrar produtos de cooperativas nas gôndolas dos mercados. E a variedade aumenta no mesmo ritmo: carnes, margarina, óleo de cozinha, sucos, iogurtes, leite, entre outros. Assim, além de promover desenvolvimento econômico e social, o sistema de cooperativismo se consolida como fornecedor de produtos industrializados para o varejo.

Opção - As cooperativas viram neste segmento uma forma de transpor as barreiras que a limitação geográfica impõe para a atividade. Outra vantagem foi agregar valor aos produtos repassados pelos cooperados. ''Quando se industrializa, você fica menos exposto a problemas climáticos que a agricultura vive. Você consegue investir em outras linhas e não derruba seu volume de negócios. O mercado tem uma constância de vendas, que dá estabilidade de faturamento'', garantiu o superintendente de Negócios da Cooperativa de Cafeicultores de Maringá (Cocamar), José Cícero Aberaldo.

Cocamar - A Cocamar tem 85 produtos no varejo espalhados pelos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e em dez países. A linha de óleo de cozinha está entre as cinco marcas mais vendidas do Brasil e as bebidas de soja e de néctar de fruta estão entre as quatro mais consumidas no Sul do País. A cooperativa teve faturamento de R$ 2,01 bilhões em 2011 e o varejo representou R$ 530 milhões. Para os próximos anos, a Cocamar projeta crescimento expressivo do varejo. ''Nossa meta é crescer numa taxa superior a 10% até 2015. O objetivo é alcançar R$ 1 bilhão de faturamento só com o varejo'', adiantou Aberaldo.

Mercado sem limites - A Cooperativa Agroindustrial Coamo tem 60 produtos alimentícios no varejo que, juntos, representaram R$ 600 milhões em faturamento no ano passado. Os óleos refinados da marca são os mais comercializados no Sul.

Prêmios - E o segmento tem garantido até prêmios à cooperativa. Só neste ano foram três da Associação Brasileira de Supermercados. ''É a prova que nossos alimentos têm boa aceitação no mercado'', valorizou o presidente José Aroldo Galassini. Ele afirma que tudo o que é produzido é comercializado. ''Às vezes temos dificuldade de atendimento, os pedidos superam a nossa produção. (O varejo) não tem limite'', completou entusiasmado.

Novos investimentos - Diante deste cenário, a Coamo pretende investir R$ 80 milhões na construção de duas novas fábricas. O novo moinho irá produzir 500 toneladas/dia de produtos derivados de trigo. A outra indústria deverá dobrar a produção de gordura vegetal e alcançar 200 toneladas/dia. No ano passado, a Coamo teve faturamento de R$ 5,9 bilhões. Pela cooperativa passam anualmente 3,3% de toda a produção agrícola do País.

Valor agregado - ''Hoje, um saco de soja vale R$ 60, o de milho R$ 24, somados dão R$ 84. Agregar valor significa colocar esses produtos em granjas, por exemplo, como forma de ração de frango. Esses 120 quilos de grãos se transformam em R$ 420. Agregamos quase cinco vezes o valor dos produtos operacionalizando toda a cadeia produtiva'', exemplificou o presidente da Coopavel Cooperativa Agroindustrial, Dilvo Grolli.

Coopavel - A Coopavel encontrou no varejo uma forma de sanar as contas e afastar a crise financeira que atormentou a empresa nas décadas de 1980 e 1990. A cooperativa focou linha de carnes (frango, súina e bovina) e laticínio. E deu resultado. Hoje, possui parque industrial composto por 11 unidades, com capacidade diária para abater mais de 220 mil animais.

Aumento no faturamento - A Coopavel obteve faturamento de R$ 1,246 bilhão em 2011. O varejo representou 28% do total. São cem produtos nos mercados de dez estados brasileiros e que chegam a mesa de consumidores em trinta países do exterior. ''Nós passamos de um faturamento de R$ 116 milhões para R$ 1,246 bilhão. Aumentamos o faturamento em 11 vezes em 17 anos. Sem o varejo não teríamos isso'', afirmou Grolli. A cooperativa projeta nova reestruturação no parque industrial que deve proporcionar crescimento de 30% no varejo até 2015. (Folha de Londrina)

VAREJO II: Ocepar prevê expansão ainda maior

As cooperativas agropecuárias paranaenses tiveram faturamento de R$ 26 bilhões em 2011. Só o setor do varejo representou R$ 3,9 bilhões e a perspectiva de crescimento é animadora, já que apenas 20 das 82 cooperativas do Estado têm produtos industrializados. ''As gôndolas dos supermercados são o grande objetivo dessas cooperativas'', disse o analista técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti.

Números - Expansão refletida em números. Há dez anos, produtos com algum tipo de processamento representavam 29% da movimentação financeira das cooperativas agroindustriais do Paraná. Atualmente esse índice está em 42%. A previsão daqui três anos é que metade seja de produtos industrializados e o restante de movimentação de commodities.

Garantia de origem - ''O cenário é altamente positivo porque temos garantia de origem dos produtos, o que outras empresas não têm. As cooperativas têm todo o controle da cadeia de produção e o consumidor tem percebido isso com produtos de qualidade e preços acessíveis. O setor cooperativo do Paraná tornou-se de longe o mais desenvolvido do Brasil. As cooperativas são sinônimos de crescimento. Ano após ano o índice chega a 15%. Bom para a economia e para o cooperado também, que percebe as vantagens na divisão das sobras'', explicou.

Prodecoop - O programa de crédito para cooperativas (Prodecoop) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou metade do recurso disponível neste ano para as cooperativas agroindustriais paranaenses investirem em benfeitorias. O volume previsto na construção de novas plantas (armazenagem de grãos e indústrias) chega a R$ 1,3 bilhão neste ano. ''É o quinto ano consecutivo em que os investimentos ultrapassam a barreira do R$ 1 bi no Paraná'', enfatizou. (Folha de Londrina)

PLANO AGRÍCOLA: Ministro acolhe sugestões da Frente Parlamentar da Agricultura

O incremento para ações do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 (PAP 2012/2013) foi a pauta da reunião na manhã desta quarta-feira (13/06) entre o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho e nove congressistas da Frente Parlamentar da Agricultura.

Alinhamento - Durante o encontro, que também contou com a presença do secretário de Política Agrícola (SPA), Caio Rocha, alinharam-se as iniciativas para atender as expectativas do setor, sobretudo, nas questões do Seguro Rural, Defesa Agropecuária e aumento de receitas para financiamento agrícola. As tratativas para a consolidação do PAP 2012/2013 correm paralelamente junto ao referendo do Mapa, que submeteu a proposta das minutas ao Ministério da Fazenda, Conselho Monetário Nacional e Banco Central.

Pauta final - Os acordos de procedimentos e as prioridades de ações coordenadas para o Plano Agrícola foram acolhidos pelo ministro, que encampará as sugestões na pauta final. Conforme já antecipado durante audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados pelo secretário Caio Rocha na última semana, o Plano Agrícola está prevendo aumento dos limites de custeio e de crédito para investimentos na agricultura empresarial e familiar, além da ampliação do seguro agrícola. O lançamento do Plano está previsto para o final de junho, após a Rio+20, em data a ser confirmada.

Parlamentares - Entre os parlamentares que marcaram presença no encontro, estavam os deputados federais Moreira Mendes (PSD/RO), Henrique Alves (PMDB/RN), Darcísio Perondi (PMDB/RS), Valdir Colatto (PMDB/SC), Luis Carlos Heinze (PP/RS), Marcos Montes (PSD/MG), Homero Pereira (PSD/MT), Alceu Moreira (PMDB/RS) e Onyx Lorenzoni (DEM/RS). (Mapa)

CARNES I: Aumento na produção será de 43,2% até 2021

A produção de carne bovina, suína e frango deve ter um aumento de 10,9 milhões de toneladas nos próximos dez anos. A estimativa consta no relatório “Projeções do Agronegócio 2011/2012 a 2020/2021” do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Projeções - Entre as carnes que devem apresentar as maiores taxas de crescimento da produção no período 2011/2012 a 2021/2022 estão a carne de frango, cujo crescimento anualmente projetado deve ser de 4,2%, e a bovina, com crescimento estimado para esse período de 2,1% ao ano. No caso da carne suína, a projeção é de 2% ao ano.

Consumo - As projeções relativas ao consumo nesse período mostram preferência crescente dos consumidores brasileiros pela carne de frango. O incremento projetado para os próximos dez anos é de 2,7% ao ano. Isso significa um consumo interno de 12,8 milhões de toneladas de carne de frango e de 9,4 milhões de toneladas para a carne bovina. A carne bovina assume o segundo lugar no aumento do consumo com uma taxa anual estimada de 2%, entre 2011/2012 a 2021/2022. Em contrapartida, a projeção de consumo anual de carne suína para o período é de 1,8% para os próximos anos. O estudo também projeta um quadro favorável para as exportações brasileiras, com destaque para as carnes de frango e de suínos que irão liderar as taxas de crescimento anual das exportações para o período.

Potencial de crescimento - Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser o algodão, soja em grão, carne de frango, açúcar, milho e celulose. Esses produtos são os que indicam maior potencial de crescimento das exportações nos próximos dez anos. Vários devem apresentar aumentos expressivos de produção nos próximos anos, mas a liderança nesse sentido deve ser da soja em grão, 25,1%, carne de frango, 56,1%, carne bovina, 32,3%, açúcar, 25,7%, café, 41,2%, maçã,35,8% e celulose, 29,7%. (Mapa)

CARNES II: Crise na suinocultura chega a R$ 4 bilhões em prejuízo

O deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) participou nesta quarta-feira (13/06) de uma audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, para discutir soluções para a crise na suinocultura. Além de Colatto, participaram deputados e senadores das bancadas dos três Estados do Sul, presidentes de associações e produtores.

Problemas - A suinocultura vem enfrentando sérios problemas há cinco anos. Em 2011, em Santa Catarina, o setor passou pela pior crise da história da atividade, com um prejuízo médio de R$ 41 por animal abatido. Em 2012, devido à baixa no valor pago pelo suíno, que hoje está sendo comercializado a R$ 1,90 kg, tanto na agroindústria como no mercado independente, o aumento do custo de produção com a alta do preço do farelo de soja e o milho, devido à estiagem está insustentável, sendo um custo de R$ 2,65 por kg, o prejuízo por animal vendido ultrapassa os R$ 70.

Solução - “Não podemos mais permitir essa situação. O Governo tem que encontrar uma solução para as crises e permitir a continuidade da atividade”, disse Colatto, acrescentando que inúmeros produtores estão deixando a atividade por não conseguirem mais comprar insumos para a fabricação da ração para alimentar seus animais. Colatto sugeriu, como uma das saídas, que os Estados deem isenção de ICMS ao setor, assim como feito em Santa Catarina, quando Luiz Henrique da Silveira esteve governador.

Ajuda - “Os Estados precisam ajudar esses produtores, ou o setor irá à falência por causa da difícil situação. A queda das exportações de tradicionais mercados para nossa carne suína diminuiu a renda dos produtores obrigando-os a amargar grandes prejuízos”, disse. O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) Marcelo Lopes, destaca que “somando os prejuízos de toda a cadeia produtiva o valor chega a R$ 4 bilhões”.

Grupo de trabalho - Mendes Ribeiro formou um grupo de trabalho com técnicos do Mapa, membros das associações e representantes dos Estados, para que trabalhem na busca de uma solução. “No dia 27 o ministro nos prometeu que apresentará uma proposta, que será construída por este grupo. Esperamos que agora venham resultados”, concluiu Colatto. (Assessoria de Imprensa do deputado Valdir Colatto)

INSUMOS: Demanda por fertilizantes deve continuar firme, avalia associação

A demanda mundial por fertilizantes deve aumentar em resposta aos fundamentos do mercado agrícola. No entanto, a expansão da oferta não vem ocorrendo no mesmo ritmo em virtude do atraso de cerca de metade dos projetos previstos. Esse é o principal recado da Associação Internacional da Indústria de Fertilizantes (IFA, na sigla em inglês), que publicou hoje o relatório de perspectiva para o setor no período 2012-2016.

Demanda - No lado da demanda, as condições de mercado de oferta “apertada” para o milho e as oleaginosas fornecem fortes incentivos para os produtores aumentarem a produtividade e otimizarem o seu retorno. Por essa razão, a demanda mundial por fertilizantes deve aumentar mais de 2,8% na temporada 2011/12 e outros 2,5% no ciclo 2012/13, para 181 milhões de toneladas de nutrientes – nitrogênio, fosfato e potássio.

Recuperação - Na comparação com 2007/08 — último período antes da crise econômica — a safra 2012/13 deve apresentar uma recuperação do ponto de vista de demanda, incluindo a procura por potássio. Durante esses cinco anos que separam os ciclos, somente o sul da Ásia deve ser responsável por aproximadamente 60% do aumento  da demanda global por adubos.

Próximos anos - Patrick Heffer, diretor do serviço de agricultura da IFA, disse que, nos próximos cinco anos, são esperados estoques reduzidos e preços altos dos produtos agrícolas em função da demanda por alimentos, fibras e mercados de bioenergia.

Projeção - A demanda mundial por fertilizantes é projetada para alcançar 193 milhões de toneladas em 2016/17, correspondendo a uma taxa de crescimento anual de 2,1% sobre a média das temporadas 2009/10 para 2011/12. A média anual de crescimento  deve ser maior para potássio (+3,7% ) e menor para fosfato (+2,3%) e nitrogênio (+1,5%). Os mercados de nitrogênio e fosfato têm se recuperado mais rapidamente que o segmento de potássio.

Mercado - Em oposição às tendências históricas, o peso da Ásia no crescimento global de fertilizantes está em declínio, enquanto a América Latina deverá reforçar sua posição na futura expansão do setor. A demanda está prevista para crescer firmemente no Leste Europeu e Ásia Central, assim como na África. Em termos de volume, o Leste e Sul asiáticos e a América Latina poderiam representar três quartos do aumento da demanda mundial durante os próximos cinco anos, mas as perspectivas para o mercado de adubos continuam sujeitas às incertezas sobre a evolução da economia mundial.

Oferta - Do lado da oferta, as vendas totais de nutrientes para todos os usos alcançaram 221 milhões de toneladas em 2011, aumento de 4% sobre 2010, em virtude da demanda firme e a gradual recuperação dos segmentos industriais. As vendas totais são projetadas para crescer 1,8% ao ano, para 245 milhões de toneladas em 2016.

Benefícios - Michel Prud’homme, diretor da IFA, acredita que o setor de fertilizantes vai colher "em breve" os benefícios dos investimentos maciços em novas capacidades. Segundo a entidade, perto de 250 novas plantas são projetadas para entrar em operação nos próximos cinco anos, correspondendo a um investimento total superior a US$ 90 bilhões. Entretanto, cerca de metade dos projetos estão atrasados de seis a 18 meses. (Valor Econômico)

IOF: Governo reduz prazo de captação sujeita ao imposto

O governo mudou as regras para empréstimos feitos por empresas brasileiras no exterior. A partir de agora, os empréstimos externos com prazos acima de dois anos passam a ter alíquota zero de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Antes, esse prazo estava em cinco anos. A expectativa é que a mudança reduza a pressão sobre a cotação do dólar, que vinha aumentando nos últimos dias e chegou a ultrapassar R$ 2,05. O Decreto 7.751, que regula o assunto, foi publicado no "Diário Oficial" da União desta quinta-feira (14/06) e já está valendo.

Alterações - Em março, o governo havia feito duas alterações no prazo: a primeira ampliou para três anos a cobrança de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas liquidações de operações de câmbio contratadas a partir dessa data, para ingresso de recursos no país (empréstimos externos). A segunda aumentou esse prazo para cinco anos.

Validade - De acordo com o decreto, a medida vale “nas liquidações de operações de câmbio contratadas a partir de 14 de junho de 2012, para ingresso de recursos no país, inclusive por meio de operações simultâneas, referentes a empréstimo externo sujeito a registro no Banco Central, contratado de forma direta ou mediante emissão de títulos no mercado internacional com prazo médio mínimo até 720 dias: 6%”.

Reação - O governo reagiu à recente valorização do dólar ante o real e à crise internacional.

Prazo anterior - O prazo anterior de incidência do imposto era de até cinco anos e havia sido anunciado no início de março, quando o governo endureceu o tom à chamada "guerra cambial", que puxava a cotação do dólar para baixo, prejudicando a indústria brasileira.

Intervenção - O Banco Central parou de intervir no mercado de câmbio para puxar uma valorização do dólar quando a moeda aproximou-se de R$ 2, e passou a fazer intervenções opostas, vendendo dólares no mercado futuro por meio de leilões de swap cambial tradicional.

Posicionamento - Tal posicionamento levou agentes de mercado a acreditar que as autoridades brasileiras não queriam a moeda norte-americana acima de R$ 2, uma vez que a divisa nesse nível por um tempo prolongado pode provocar pressões inflacionárias. Desde o início de março, quando o governo começou a combater a desvalorização do dólar, a moeda norte-americana subiu mais de 20%.

Mantega - Em entrevista publicada no jornal "O Globo" de quarta-feira (13/06), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, se a crise se agravasse, o governo poderia retirar algumas medidas adotadas quando o dólar estava se desvalorizando, e citou o IOF sobre empréstimos no exterior com prazo inferior a cinco anos como exemplo. Ele chegou a afirmar que havia menos liquidez no exterior.

GOVERNO FEDERAL: União e Estados negociam tributos e investimentos

O governo costura acordos em várias frentes com os Estados, que podem resultar na aprovação de uma reforma tributária restrita e em maiores investimentos estaduais para revigorar a economia. A face visível dessa operação aparecerá na sexta-feira (15/06), na reunião da presidente Dilma Rousseff com os governadores.

Pressão - A pressão do Supremo Tribunal Federal - que ameaça derrubar todos os incentivos fiscais concedidos sem prévia aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) - contribuiu para esse roteiro. Os secretários de Fazenda discutem uma saída e ela pode desembocar na reforma do ICMS, algo que União e Congresso tentam fazer desde 1995.

Passos - A proposta envolve quatro passos, segundo o secretário de Fazenda de São Paulo, Andrea Calabi. Em primeiro lugar, haveria o cancelamento de todos os convênios que deram incentivos considerados inconstitucionais. O passo seguinte seria aprovar um convênio de cancelamento das dívidas tributárias relativas aos contratos de incentivos ilegais. O terceiro, seria a aprovação de novos convênios de incentivos, iguais aos cancelados, com prazos a serem combinados no âmbito do Confaz. O último passo seria definir uma trajetória de redução das alíquotas interestaduais do ICMS, com o objetivo de que a apropriação desse tributo seja feita, majoritariamente, no Estado de destino das mercadorias.

Fundos - Por sua vez, a União criaria dois fundos: um deles para ressarcir as perdas que os Estados teriam com a transi-ção do ICMS para o destino e outro para assegurar recursos para uma política de desenvolvimento regional.

Investimentos públicos - O governo federal também está decidido a elevar os investimentos públicos utilizando os bancos estatais para prover crédito aos Estados. A área econômica avalia que a medida terá impacto limitado neste ano e maior em 2013, já que esbarra nas limitações legais a empréstimos por conta do cronograma eleitoral. Na sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciará linha de crédito especial do BNDES, que poderá contar com mais de R$ 10 bilhões, a Estados com margem fiscal para elevar dívidas. O limite de endividamento, hoje de R$ 40 bilhões, poderá ser elevado, diz o secretário do Tesouro, Arno Augustin.

BB - O Banco do Brasil também passou a fazer empréstimos para projetos de infraestrutura estaduais. Nesta quarta-feira (13/06), fez sua maior operação, de R$ 3,6 bilhões por 20 anos, com o Rio de Janeiro. (Valor Econômico)

CRISE INTERNACIONAL: Dilma defende queda de juros e medidas pró-consumo

Estimular o consumo, reduzir as taxas de juros e aumentar os investimentos governamentais fazem parte da estratégia da presidente Dilma Rousseff para enfrentar a crise internacional. Em evento, no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, em que celebrava um empréstimo de R$ 3,6 bilhões do Banco do Brasil para o Estado, Dilma disse estranhar que algumas pessoas digam que o poder de consumo brasileiro esteja estagnado e também criticarem a continuidade da queda dos juros num momento de crise. Foi o segundo dia consecutivo em que a presidente defendeu o consumo como um elemento importante do modelo de crescimento do país. Na terça-feira (12/06), em Belo Horizonte, o tom do discurso da presidente também foi esse.

Estranho - "Estranho que digam que tenha acabado o poder de consumo de um povo que mal acabou de começar a consumir. É estranho aqueles que dizem que o mercado de consumo brasileiro é maduro", disse. " Nós vamos ampliar o poder de consumo sim. É um mercado ainda incipiente de crédito", afirmou.

Acesso - Dilma também afirmou que há "milhões de brasileiros" que ainda que não têm acesso a bens de consumo e que vão ter. "Nós somos um dos melhores mercados de varejo do mundo, por conta desta demanda reprimida". A presidente ainda acrescentou que acha natural, diante da crise, que o setor privado reduza seus investimentos, mas, para isso, pretende aumentar os recursos provenientes do Estado. "É sobre isto que estamos tratando aqui", disse ela, em referência à liberação do crédito ao Rio que será utilizado para financiar obras públicas tanto para a Copa do Mundo de Futebol e para a Olimpíada, como para estradas e moradia.

Empréstimo - O empréstimo concedido pelo Banco do Brasil ao Rio é o primeiro concedido dentro de uma nova disponibilidade do banco oficial. O governo fluminense terá cinco anos de carência e mais 20 anos para pagar em parcelas semestrais, com taxa de juros de Libor (atualmente em 1,07% ao ano) mais 3,8% ao ano.

Solidez fiscal - A presidente também reclamou de quem critica a queda nas taxas de juros do país afirmando que ela continuará. "Não há razão técnica para o país não ter reduzido as taxas de juros que vem mantendo ao longo dos anos. Temos solidez fiscal. Somos um dos países que têm as melhores finanças públicas do mundo. Mostramos que podemos controlar a inflação por nós mesmos", afirmou Dilma, acrescentando que porém, "não vai baixar os juros por decreto".

Rumo - Dilma encerrou seu discurso afirmando que, diferentemente dos países europeus, não aceitou a máxima de "ou bem eu faço ajuste ou bem eu cresço. O Brasil só encontrou seu rumo porque cresceu, incluiu e ampliou. Não é um desenvolvimento para o PIB [Produto Interno Bruto ]é um desenvolvimento para as pessoas".

Compromisso - A presidente também disse que manter um conteúdo nacional elevado e incentivar a produção local para abastecer a Petrobras é um compromisso de governo, mas não falou em percentuais. "Vamos fazer uma política inteligente, com conteúdo nacional com alguma importação. A base da nossa política não é fazer vazar emprego lá fora. Porque os brasileiros têm condições de produzir tecnologia de qualidade". Dilma acrescentou que as críticas quanto ao atraso das entregas da sonda nada tem a ver com a exigência do conteúdo nacional. "O que está atrasado são as sondas construídas no exterior", disse ela. (Valor Econômico)

FALECIMENTO: Morre, aos 78 anos, primeira ganhadora do Prêmio Nobel da Economia

Faleceu, na terça-feira (12/06), a norte-americana Elinor Ostrom, primeira mulher a receber o Prêmio Nobel da Economia. Foram os estudos sobre o uso cooperativo de bens comuns realizados pela economista política e cientista social que fizeram com que ganhasse o prêmio pioneiro. Desafiando a teoria tradicional de que as propriedades comuns, como os recursos naturais, são mal administradas e deveriam ser ou reguladas por autoridades centrais ou privatizadas, a pesquisadora demonstrou como as propriedades comuns podem ser gerenciadas com sucesso por associações de usuários. O estudo premiado teve como base as cooperativas madeireiras e de pesca dos Estados Unidos. Considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Times de abril deste ano, Elinor era professora da Universidade de Indiana deste 1965. Elinor Ostrom morreu aos 78 anos, de câncer no pâncreas. (Informe OCB)


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