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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2868 | 15 de Junho de 2012

EDUCAÇÃO: Sescoop/PR e Universidade Positivo estreitam parcerias

A Universidade Positivo (UP) e o Sescoop/PR estudam desenvolver novos cursos para atender as demandas de aprimoramento das cooperativas do Paraná. Na manhã desta sexta-feira (15/06) representantes das instituições reuniram-se na ExpoUnimed, no campus da UP, em Curitiba, e discutiram as possibilidades de sinergia, além de avaliar as iniciativas já em andamento. O evento abriu o dia de atividades dos agentes de Desenvolvimento Humano das cooperativas do Paraná, que vieram conhecer a estrutura da Universidade e os projetos de aperfeiçoamento voltados aos profissionais do setor. Entre os presentes, o reitor da UP, José Pio Martins, o diretor da Escola de Negócios, Rubens Fava, o diretor de marketing, Rogério Mainardes; o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, o gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, o coordenador de Comunicação do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Zanello Filho, e o chefe do setor de Treinamento e Seleção da Coamo, Antônio César Marini. 

Gestão - Na opinião do reitor José Pio Martins, os processos de gestão hoje envolvem pessoas e sistemas. “O aprimoramento profissional é uma exigência do mundo moderno. Investir em pessoas é uma atividade educacional, de treinamento, de capacitação. E investir em sistemas e tecnologias é também algo que depende das pessoas que precisam estar preparadas e treinadas para serem eficazes. Educação e mundo empresarial são indissociáveis”, afirmou. Para Martins, a transformação por que passa o cooperativismo nas últimas duas décadas faz com que o aperfeiçoamento seja fundamental para a superação dos desafios do presente e do futuro. “É preciso dedicar tempo e recursos, em busca de conhecimento, para continuar crescendo. O sistema cooperativista do Paraná evoluiu muito e a criação do Sescoop/PR foi um ganho para o setor. Acredito que a parceria Universidade e Serviço S converge para bons resultados”, enfatizou.   

Melhorias constantes - O presidente da Ocepar destacou que a Universidade Positivo é uma referência em ensino em todo o país. ”Desde o início de constituição do Sescoop/PR foram firmadas diversas parcerias com instituições de ensino no sentido de melhor preparar os dirigentes e profissionais que atuam no sistema cooperativista. Avançamos muito neste sentido e precisamos melhorar constantemente, por isso essa aproximação com a UP. É importante buscar uma sinergia entre o mundo acadêmico e as cooperativas para que possamos desenvolver ainda mais a gestão e com isso beneficiar de forma direta aqueles que são a razão da existência de uma cooperativa: o cooperado”, disse.  “Precisamos cada vez mais investir nas pessoas, para que possamos competir de igual no mercado, especialmente em ramos como o agropecuário, crédito e saúde. E sabemos que podemos contar com os especialistas que a Universidade Positivo detém em seu quadro docente. Nós acreditamos muito nesta parceria”, ressaltou.

Controle - Koslovski fez questão de destacar também que o Sistema Ocepar investe no conhecimento há muito tempo e cada vez mais aperfeiçoa as ferramentas de controle dos investimentos realizados. “Um exemplo é um novo programa que foi totalmente concebido internamente, por profissionais do Sescoop/PR para saber se os recursos disponibilizados estão sendo bem aplicados nas reais necessidades das nossas cooperativas. Essa ferramenta, conhecida por Programa de Desenvolvimento de Cooperativas (PDC), foi apresentado durante os encontros de núcleos, sendo muito bem aceito pelas cooperativas”, relatou.

Novos desafios - O presidente também disse que as cooperativas são as principais empresas desenvolvedoras de pequenas comunidades. “Hoje o sistema é forte e representativo, temos 11 cooperativas que já faturam mais de R$ 1 bilhão por ano, em 2013 serão 13 cooperativas neste patamar, e precisamos nos preparar para os novos desafios que virão. Sempre digo que as cooperativas nasceram e cresceram nas regiões onde atuam, lá ajudam a desenvolver as cidades, gerando emprego, distribuindo renda. Elas nunca deixaram suas cidades, permaneceram lá sempre, diferente de empresas que são atraídas por isenções fiscais e, quando muda governo, vão embora. Este é mais um e importante diferencial do cooperativismo, sua identidade e comprometimento com as comunidades onde estão inseridas, isto está em nosso DNA”, concluiu.

 Pós-graduação - O gerente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, destacou que o início desta parceria acontece por meio de um primeiro curso de pós-graduação em Marketing para cooperativas - que está em andamento com 40 participantes de cooperativas. “O Sescoop/PR, em 12 anos de atuação, já realizou mais de 100 cursos de pós-graduação com universidades de referência. A ideia é fortalecer ainda mais os laços com a UP com outras iniciativas voltadas para as cooperativas”, finalizou.

Programação - Os agentes de desenvolvimento seguem em atividade na universidade durante esta sexta-feira, com visita ao Campus da UP, palestra com os professores Valmor Rosseto e Francisco Ferraes Neto e debates com especialistas em educação.

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SESCOOP/PR: Analistas e agentes passam por capacitação em Cascavel

Durante três dias desta semana (12, 13 e 14/06), analistas de Desenvolvimento Humano (DH) e de Desenvolvimento e Autogestão (DA) do Sescoop/PR, além de agentes de DH e de cooperativismo das cooperativas do Paraná, participaram do curso Técnicas de moderação e processos participativos. O evento, promovido pelo Sescoop/PR, foi realizado na sede da Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola – Coodetec, em Cascavel, e reuniu 20 pessoas.

Moderador - O instrutor, Sérgio Cordioli, atua como moderador autônomo em processos participativos no Brasil, Alemanha e Angola. Em Cascavel, Cordioli trabalhou, entre outros temas, os princípios de um enfoque participativo e da educação de adultos, elementos de uma boa comunicação e condução de reuniões de trabalho. “Esse aprendizado deve melhorar a capacidade e a competência dos participantes para identificar e organizar eventos nas cooperativas. Isso deve se refletir em qualidade no dia a dia dos trabalhadores e cooperados”, destacou Leandro Macioski, analista de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR. (Imprensa Coodetec)

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AÇÃO COOPERATIVA: Palestra mobiliza comunidade em Rancho Alegre

Publico e JaimeEm Rancho Alegre D’Oeste (PR), município com pouco mais de 2.800 moradores, a comunidade se mobiliza para viver a ‘Ação Cooperativa’, que acontecerá no dia 26 de junho. Nesta quarta-feira (13/06) com a palestra ‘Gente que Coopera Constrói um Mundo Melhor’, o presidente da Sicredi Vale do Piquiri, Jaime Basso, apresentou dados do cooperativismo mundial, nacional, regional e local. Ele trouxe exemplos de como a cooperação parte de ações simples e convidou a população a se engajar na ação cooperativa. “O importante é perceber que a cooperação parte de ações simples e que pode ser vivenciada no cotidiano e sempre”, comenta.

Mobilização - Um grupo se uniu para mobilizar a comunidade (Sicredi Vale do Piquiri e Secretaria de Educação - através do Programa A União Faz a Vida; Associação Comercial e Industrial; Sindicato Rural; Prefeitura Municipal e Secretaria de Saúde). A ação é simples, sugere que, por 10 minutos, as pessoas experimentem a cooperação onde eles estiverem: na empresa, na propriedade rural, na escola, na prefeitura, no posto de saúde ou em casa. “98% das empresas e dos demais ramos de atividade já estão agendadas para participar da ação. Vai ser um dia diferente com certeza e pretendemos registrar as iniciativas e depois compartilhar”, diz a assessora de Comunicação, Cláudia Bonatti.

Mini palestras - Nos municípios de Palotina, Assis, Maripá, Alto Piquiri, Terra Roxa e Nova Santa Rosa (distrito de Alto Santa Fé), Francisco Alves e Brasilândia do Sul as atividades do “Ação Cooperativa” serão realizadas pela Sicredi Vale do Piquiri em parceria com a C.Vale. A programação contempla a apresentação de mini palestras sobre cooperação em todas as escolas com o programa Cooperjovem, entre os dias 25 e 29. Serão mais de 1.700 estudantes envolvidos

Ação cooperativa – O “Ação Cooperativa” é uma iniciativa conjunta entre o Sicredi e o Sescoop/PR, realizada por meio dos programas sociais A União Faz a Vida (Sicredi) e Cooperjovem (Sescoop). Diversas atividades serão promovidas em 52 munícipios paranaenses, entre os dias 25 e 29 de junho e também nos dias 05, 07 e 28 de julho, com a finalidade de difundir o cooperativismo e a cultura da cooperação e, ainda, celebrar o Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). A ideia é mobilizar ao todo 35.200 estudantes do Paraná.

Programação - A programação do evento prevê a realização de oficinas de jogos cooperativos, apresentações culturais e ações sociais e ambientais, tais como: plantio de árvores; blitz educativas; passeatas; arrecadação de livros, cobertores e alimentos; visitas a asilos; Dia do Abraço; entre outras. O evento irá envolver professores, comunidade e técnicos de 33 cooperativas participantes dos programas. (Com informações da Imprensa Sicredi Vale do Piquiri)

COPACOL I: Associados começam os preparativos para a colheita do milho

Com a previsão de recebimento de 8 milhões de sacas de milho safrinha, os produtores da área de ação da Copacol, no Oeste do Estado, estão se programando para começar a colheita. Devido às chuvas que foram registradas nos últimos dias, algumas lavouras ainda não atingiram a umidade ideal e estão acima dos 25%. Com a previsão de estiagem para a próxima semana, os produtores estão se programando para iniciarem as colheitas nas lavouras mais avançadas, que atingirem a umidade ideal recomendada abaixo dos 25%.

Próxima semana - Segundo o supervisor do Departamento Técnico de Cafelândia, Jocimar Bortoluzzi, as colheitas estão previstas para começarem na próxima semana se não houver grandes volumes de chuvas na região. “As colheitas serão concluídas até o final do mês de agosto, sendo que o mês de julho, será registrado o maior volume da retirada do milho das propriedades”, finaliza Jocimar. (Imprensa Copacol)

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COPACOL II: Parque ‘Cantinho da Alegria’ é inaugurado em Jesuítas

Foi inaugurado, na tarde da última quarta-feira (13/06), em Jesuítas, Oeste do Estado, o ‘Cantinho da Alegria’. Idealizado pelas integrantes do Programa de Desenvolvimento de Lideranças da Copacol, o parque infantil tornou-se de um sonho uma realidade para a comunidade.

Esforço - De acordo com a integrante do grupo e coordenadora do projeto, Tereza Della Valentina, todo esforço valeu a pena. “Só de vermos os olhos das crianças brilhando quando viram esse parque, da alegria delas quando abrimos as portas para que elas pudessem brincar, é muito gratificante”, comentou ela.

Comunidade - Na ocasião, que contou com a presença de dezenas de pessoas entre políticos, empresários, crianças e da população em geral, o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, parabenizou a iniciativa. “Esse parque irá beneficiar toda comunidade, uma vez que os pais poderão, nos horários de folga, vir com seus filhos para ter um momento de descontração”, destacou Pitol, ressaltando a importância das parcerias realizadas entre o grupo do PDL, Copacol, Prefeitura Municipal de Jesuítas e da comunidade.

Agradecimento - Em seu discurso, o prefeito de Jesuítas, Aparecido Weiller Junior, agradeceu à Copacol pelo apoio que tem recebido. “Todas as vezes que precisamos da Cooperativa a diretoria, que aqui se faz presente com o presidente Pitol, o vice Emílio Gonçalves Mori e o diretor secretário Silvério Constantino, sempre esteve pronta para nos ajudar”, disse.

Delícia - A pequena Ana Caroline Pelissa, de 7 anos, disse que o parquinho é uma delícia. “Quero vir todos os dias brincar, aqui a gente pode se divertir muito”, disse. (Imprensa Copacol)

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COCAMAR: Nova unidade de atendimento é aberta em Rolândia

Fachada RolandiaA Cocamar fez a entrega aos associados, na manhã de quinta-feira (14/06), em Rolândia, Norte do Estado, das novas instalações de sua unidade de atendimento, com área de 539 metros quadrados. Além de comportar a administração e a equipe de assistência técnica, o espaço abriga uma loja de insumos agropecuários. A unidade está acoplada a um barracão de insumos com 628 metros quadrados.

Comodidade - Acompanhado de outros dirigentes, o presidente da cooperativa, Luiz Lourenço, ressaltou a importância do investimento feito para melhor atender aos cooperados do município, oferecendo-lhes comodidade. “A unidade da cooperativa não é apenas um lugar para negócios, mas um local onde eles se encontram”, disse Lourenço a cerca de 300 convidados, entre os quais cooperados e lideranças da administração municipal, com destaque para o prefeito Johnny Lehmann.

Melhor caminho - O cooperado Geraldo Lonardoni elogiou a nova estrutura de atendimento e afirmou que a cooperativa “é o melhor caminho para o agricultor, por trazer tranquilidade”. Segundo ele, “a unidade ficou excelente e isso irá fortalecer ainda mais a cooperativa e os cooperados”. Geraldo e a esposa Maria Petronilha Lonardoni participam do sistema cooperativista há mais de 40 anos.

Necessidade - Comentando também sobre as novas instalações, o cooperado Paulo Roberto da Silva disse que a loja traz mais comodidade. “Estou contente com a Cocamar, ela veio para suprir uma necessidade e melhorou muito para os produtores na questão de venda, da negociação.” A esposa de Paulo, Leonice Rosa da Silva, participa do Núcleo Feminino de Rolândia desde o início e disse que nas reuniões consegue assimilar conhecimentos para aplicação na propriedade.

Campanha beneficia 250 entidades - A entrega da nova unidade marcou também o lançamento da Campanha Purity Cocamar 2012 – que teve seu ponto de partida no mesmo dia em Maringá. Sobre essa iniciativa, o presidente do Instituto Constâncio Pereira Dias e vice-presidente da cooperativa, José Fernandes Jardim Júnior, disse que este ano a Campanha terá dois sorteios: um em Rolândia e outro em Maringá, sendo que em cada qual serão oferecidos cinco netbooks, uma moto Honda 125 fan e um carro Renault modelo Clio Campo.  “São mais de 250 entidades engajadas nesta Campanha”, finalizou. (Imprensa Cocamar)

LAR: Cooperjúnior realiza primeira atividade

A Lar realizou a primeira atividade do Cooperjúnior, um novo grupo formado por filhos e filhas de associados. No último dia 12 de junho, 158 integrantes estiveram na Associação Recreativa da cooperativa, em Medianeira, Oeste do Estado, para conhecer a missão e os valores da Lar e obter mais conhecimento sobre a cultura da cooperação.  O próximo encontro já foi marcado para outubro. “É o despertar para o cooperativismo, para a formação e desenvolvimento da liderança jovem da Cooperativa Lar”, disse a assessora de ação educativa, Carmem Reis. “O jovem precisa ser atraído para esse trabalho, e todos temos a responsabilidade em oportunizar a descoberta da ação conjunta, onde ele se sinta participante desse processo, ao exercer a importante e necessária função, que é a de liderar a si, a sua família, propriedade, comunidade e cooperativa”, acrescentou. 

Atividades - Durante o dia foram desenvolvidas diversas atividades, focadas na reflexão da vida familiar, escolar, na comunidade, na cooperativa e outros ambientes que dizem respeito a esse público.  Trabalho executado por 28 jovens monitores preparados para este trabalho, sob a orientação do professor Elizeu Hoffmann.

Jaqueline Staggmeier, 11 anos, filha de Egon Staggmeier, associado pela Unidade de Céu Azul, disse achar interessante o encontro por se trabalhar em grupo, conviver com as demais pessoas, desenvolver trabalhos em conjunto. “Gostei de tudo, da companhia das demais pessoas e dos trabalhos do dia. Estou animada para o próximo encontro que será em outubro”, finalizou. A família participa da atividade avícola, e Jaqueline também auxilia nos trabalhos.

Futuro cooperado - Jeferson Schwingel, 11 anos de idade, filho do associado Laurindo Schwingel, da Unidade de Santa Rosa do Ocoy, afirmou que veio participar do encontro porque quer ser também um associado Lar, até porque o pai participa há muito tempo. “Participar hoje foi bom, pude fazer novas amizades, conhecer vários outros adolescentes também filhos de associados Lar”, disse Jeferson.

Conhecimento – Já Luciana Roratto, filha do associado Nislon Roratto, da Unidade de Céu Azul, ressaltou que a sua vinda a esse primeiro encontro foi com o objetivo de saber mais sobre a cooperativa, compreender melhor os assuntos e também se enturmar. “A família é cooperativista desde os avós, e o programa de rádio da Lar é sagrado lá em casa. Sempre estamos informados das principais ações da cooperativa e o preço diário. Pretendo ampliar esse conhecimento e atuar”, disse. (Imprensa Lar)

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COOPERTRADIÇÃO: Tarde em CooperAção é realizada em parceria com a Fadep

IMG 4761Atualmente as mulheres ocupam posições de liderança tanto nas empresas como na sociedade, principalmente na família, e são visivelmente formadoras de opinião. E, como a Coopertradição sempre esteve associada à família, ao convívio social e aos princípios de igualdade criou o projeto CooperAção em Saúde para a Família Rural, com o objetivo de despertar nas mulheres cooperadas a sensibilidade para os cuidados com a saúde agindo preventivamente e buscando uma constante qualidade de vida.

Evento - A quarta Tarde em CooperAção, realizada por meio do projeto e em parceria com a Fadep e com o Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná), aconteceu no último dia 05 de junho, no anfiteatro da Fadep, com a participação das mulheres cooperadas dos municípios de Clevelândia, Pato Branco, Palma Sola e Campo Erê.

Importância - A gerente de crédito e cadastro da Coopertradição e idealizadora do projeto, Mareli Neitzke, destacou a importância da mulher na sociedade. “Quando realizamos a primeira Tarde em CooperAção, percebemos a importância do projeto para as produtoras rurais e para a cooperativa. Hoje, a mulher participa ativamente da atividade agrícola, da família e da economia das propriedades e, por esse motivo, o projeto CooperAção em Saúde para a Família Rural, foi algo pensado especialmente para as mulheres cooperadas”, enfatizou.

Aproximação e integração - O projeto surgiu da necessidade de aproximar e integrar as cooperadas à cooperativa, através do trabalho social. De acordo com a gerente de recursos humanos, Simone Tedesco, o projeto estimula a participação da mulher visando à formação de um quadro social unido, onde a mulher exerça a liderança e opine em todas as ações da Cooperativa.

Palestras - A Tarde em CooperAção ofertou às cooperadas três palestras sobre as fases hormonais da mulher dos pontos de vista psicológico, nutricional e farmacológico, com os professores da Fadep, Russélia Godoy, Gabriela Bennemann e Clóvis Luciano Giacomet, e uma palestra, com o ginecologista e obstetra, Igor Chiminácio, que falou sobre a mulher e as fases da maturidade: climatério e menopausa.

Maturidade - Na palestra ministrada pela professora Russélia, o tema abordado foi "A fase de maturidade do ponto de vista psicológico", onde em sua fala, Russélia abordou como as mudanças físicas repercutem na forma como a mulher se vê e se sente nesta fase da vida. “Procurei discutir as transições familiares comuns desta fase, como a saída dos filhos de casa, a chegada dos netos e a necessidade de cuidar dos próprios pais. Estas mudanças físicas e familiares, mesmo quando são esperadas ou desejadas, se configuram como um momento de crise, já que rompe com o aparente equilíbrio vivido até então”, salientou.

Redescoberta - Segundo a professora, a mulher precisa redescobrir quem ela é, e encontrar outras fontes de satisfação, inclusive retomar antigos planos que abriu mão em prol dos cuidados com os filhos. Russélia destacou ainda a importância do projeto para a melhoria da qualidade de vida das mulheres. “É importante discutir estes temas, para que assim as mulheres percebam que as fases de transição são momentos que proporcionam crescimento pessoal e bem-estar”, completou.

Coquetel - Ao final da tarde, as produtoras foram recepcionadas na cantina da Fadep para um delicioso coquetel, que possibilitou, ainda mais, a integração, a diversão e o conhecimento do espírito cooperativista pelas mulheres. (Imprensa Coopertradição)

COPAGRA: Festa Julina agita os colaboradores

A Copagra (Cooperativa Agroindustrial do Noroeste Paranaense) promove, no dia 28 de junho, na AACC (Associação Atlética Cultural Copagra), em Nova Londrina, a 8ª Festa Julina para os colaboradores da cooperativa e Narciso Santin. Músicas, apresentações e barracas típicas constam na programação do evento.O evento que é direcionado a colaboradores terá entrada franca e contará com a brincadeira dos "Grãos no Pote" onde os colaboradores poderão dar lances para acertar aproximadamente a quantidade de grãos de amendoim coloridos que está no recipiente, o que mais se aproximar ganhará um prêmio surpresa, além da típica quadrilha.

Momento de alegria - O público poderá se deliciar com quentão, bebidas, tapioca, cachorro-quente, pipoca, maçã do amor, doces diversificados entre outras guloseimas.  Em ritmo de festa julina, os participantes poderão se divertir e confraternizar em um momento de alegria. “Será um ótimo momento para que eles possam se divertir e aproveitar alguns momentos de lazer com os amigos da empresa e podendo conhecer novas pessoas”, explica Ricardo Mendes, Diretor Secretário da Copagra. A expectativa da organização é que 2 mil pessoas prestigiem a festa. (Imprensa Copagra)

Copagra

AGENDA PARLAMENTAR: OCB e Frencoop divulgam o resultado da semana

Na Câmara dos Deputados, a A Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PL 8.035/10) aprovou nesta quarta-feira (13/06), em caráter conclusivo, o texto-base do relatório do deputado Angelo Vanhoni (PR), com a previsão de que 8% do PIB sejam investidos diretamente em ensino nos próximos dez anos. Os destaques ao relatório deverão ser analisados no próximo dia 26 de junho.

Senado Federal - O Sistema OCB esteve presente em audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), que debateu as taxas de juros oferecidas ao setor agropecuário com representantes do Governo e do setor produtivo. Representando a OCB, o analista de ramos e mercados, Paulo César do Nascimento Jr., defendeu que existe forte espaço para redução das taxas de juros, reforçando a necessidade de maiores estímulos para o crescimento da produção no campo. (Blog OCB no Congresso)

Para acessar o Resultado da Agenda da Semana, clique aqui

Para acessar o Relatório Mensal,clique aqui

PLANO SAFRA: Comissão propõe juros menores em audiência proposta por Sérgio Souza

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) enviará ao governo federal proposta para que o Plano Agrícola e Pecuário para 2012/2013 preveja crédito para custeio da safra com juros máximos de 4,5% para a agricultura comercial e 3% para a familiar. Atualmente, os grandes produtores pagam juros de até 6,75% e os pequenos de até 4,5%. A sugestão foi anunciada pelo presidente da CRA, Acir Gurgacz (PDT-RO), em audiência proposta nesta quinta-feira (14/06) pelo senador Sérgio Souza (PMDB/PR), quando foi discutido o novo Plano Safra, que deverá ser anunciado pelo governo ainda este mês.

Estudo - Antes de sugerir as novas taxas, os parlamentares cobraram do representante do Ministério da Fazenda, João Rabelo, o anúncio da redução dos juros no crédito rural, mas conseguiram apenas a informação de que estaria em curso estudo sobre o assunto. Os senadores consideram injusto manter os atuais encargos para o agronegócio frente às quedas da taxa Selic e à redução de tributos para outros setores.

Essencial - Sérgio Souza afirmou que percebe o empenho do governo em reduzir os juros no país, mas considera essencial a redução dos juros aos produtores rurais. “A agricultura brasileira é responsável pelo PIB positivo brasileiro”, destacou.

Grande expectativa - Para a representante da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Rosimeire Santos, o anúncio do novo plano está sendo aguardado com grande expectativa, uma vez que o setor enfrenta perdas devido a secas e cheias ocorridas nos últimos meses.

Ajuda - Na opinião do senador Sérgio Souza, as ajudas do governo não deveriam ocorrer apenas “na hora do desespero”, mas serem oferecidas de forma estratégica, para manter a capacidade produtiva do agronegócio. (Assessoria de Imprensa do senador Sérgio Souza, com Agência Senado)

AGRICULTURA: Governo tenta equacionar dívidas agrícolas

Ainda trabalhando nos ajustes finais do Plano de Safra 2012/13, que deverá ser lançado depois da Conferência Rio+20, que termina no dia 22, o Ministério da Agricultura também costura um amplo programa para auxiliar produtores endividados e com dificuldades em acessar crédito em instituições financeiras.

Proposta- O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho afirmou que solicitou ao secretário de Política Agrícola da Pasta, Caio Rocha, que prepare em conjunto com o Ministério da Fazenda uma proposta para "resolver de uma vez por todas o problema". A primeira etapa desse trabalho já foi iniciada com a realização de um levantamento que tem por objetivo mensurar o número de produtores que poderiam aderir ao programa em estudo.

Metodologia - Após a conclusão dessa fase, virá a escolha da metodologia que será usada para resolver o problema dos endividados. É nesse momento que começará a dificuldade do governo, que pretende resolver um problema antigo.

Caminhos - Segundo apurou o Valor, por enquanto existem dois caminhos em discussão na Agricultura. A criação de uma nova linha de financiamento por meio de um voto do Conselho Monetário Nacional (CMN), para quitar os débitos atuais, e a prorrogação dos vencimentos por um tempo a ser definido, que pode variar conforme a região do país e o plantio.

Solução difícil - As duas iniciativas, porém, não são do agrado do Ministério da Fazenda. Uma fonte que acompanha o estudo afirmou que em ambos os casos a solução será difícil. No primeiro, será "inviável" conseguir tanto dinheiro de uma vez para disponibilizar a juros baixos. A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que as dívidas dos produtores hoje ultrapassem a marca de R$ 20 bilhões.

Prorrogação - A prorrogação também não é bem vista dentro da Fazenda. Fontes que cuidam da negociação não concordam com medidas que prejudiquem o setor financeiro. O entendimento é que se o setor financeiro for lesado e passar a olhar de forma diferente para o produtor, poderá faltar recurso no futuro para serem emprestados. "Não gostamos de discutir anistia a dívidas ou nada que prejudique o setor financeiro para que o produtor não sofra como em anos passados, quando não havia recursos suficientes para empréstimos", disse a fonte.

Redução de juros - O principal imbróglio em torno do plano safra é sobre a redução de juros para os empréstimos aos agricultores. O governo federal é bombardeado por todos os lados para que seja feita uma redução nas taxas, que hoje são fixas. Os percentuais cobrados estão em 6,75% por ano para grandes produtores, 6,25% para a "classe média" rural e entre 1% e 4% aos agricultores familiares.

Corte- O plano do governo, segundo apurou o Valor, prevê um corte de 0,5 ponto percentual nos juros cobrados de grandes produtores e de 0,25 ponto para médios e pequenos agricultores. O governo fará uma redução "gradual" no juro, "sem apertar demais o cinto", para prevenir problemas com eventuais elevações da taxa Selic no futuro.

Aquém do solicitado - Essa redução está longe de contemplar o que é solicitado. Nesta quinta-feira (14/06), durante audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado, senadores encaminharam um pedido para que o custeio da safra 2012/13 tenha juros máximos de 4,5% para a agricultura comercial e outro menor, de 3%, para a familiar. (Valor Econômico)

RIO+20: Mapa debate Programa ABC durante a Conferência da ONU

Iniciativa do governo federal de estímulo à redução de CO2, o Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) vai estar em dois painéis durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O primeiro será nesta sexta-feira (15/06), às 17h30, no Riocentro. O outro acontece no dia 20 de junho, às 9h, na sede da Embrapa Solos, local que concentrará a maior parte da programação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e vinculadas.

Divulgação - Segundo o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Erikson Chandoha, a proposta é divulgar para os participantes do evento – especialmente agricultores brasileiros e estrangeiros – a importância econômica e ambiental das práticas financiadas pelo ABC. “Pretendemos apresentar práticas que podem ser adotadas em outros países. O programa é um exemplo de incentivo ao desenvolvimento agropecuário em conjunto com a preservação ambiental”, afirmou Chandoha, que estará presente na abertura do painel do dia 15 de junho, no Riocentro, junto com representantes dos ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário.

Exposições - O evento desta sexta-feira terá quatro exposições: o plano ABC no contexto da implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima; plano setorial da agricultura; potencial e estratégias do uso de biogás para a agricultura familiar e construção de capacidades técnicas focadas no bioma, na profissionalização e na viabilidade econômica do médio produtor rural.

Técnicas sustentáveis - Criado em 2010, o ABC oferece crédito aos produtores rurais para a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis. Entre as práticas financiadas, estão sistema de plantio direto, tratamento de resíduos animais, integração lavoura-pecuária-floresta, fixação biológica de nitrogênio, plantio de florestas e recuperação de áreas degradadas. O principal objetivo é fazer frente aos desafios trazidos pelas mudanças climáticas, com a meta de reduzir, até 2020, entre 133 a 162 milhões de toneladas de CO2.

Contratações - Entre julho de 2011 e abril de 2012, produtores rurais e cooperativas contrataram R$ 840,9 milhões por meio do ABC, com juros de 5,5% ao ano praticados pelo Banco do Brasil e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O prazo para pagamento é de 5 a 15 anos, e o limite de financiamento é de R$ 1 milhão. (Mapa)

AGROSAFRA: Cotações registram queda nos últimos trinta dias em Chicago

Nos últimos 30 dias, as cotações da soja, milho e trigo na Bolsa de Chicago (Cbot) caíram cerca de -1,50%, -2,7% e -2,90%, respectivamente, em relação ao período anterior. No caso da soja, passou de US$ 13,60/bushel para US$ 13,40/bushel, o que resulta em US$ 29,50/saca de 60 kg para a soja. Já o valor do milho reduziu de US$ 5,55/bushel para US$ 5,40/bushel = US$ 12,75/saca de 60 kg. A cotação do trigo caiu de US$ 6,85/bushel para US$ 6,65/bushel = US$ 14,70/saca de 60 kg.

Quadro 01 - Cotações da soja na CBOT – Chicago Board of Trade em 14 de junho (fechamento)

SOJA

14 de junho

Cotações
(cents US$/bushel)

Cotações
(US$/saca)

Variação - dia ant.
(cents US$/bu)

Variação
(US$/Sc)

jul/12

1386,00

30,55

-22,25

-0,49

ago/12

1363,75

30,06

-14,00

-0,31

set/12

1334,25

29,41

-9,00

-0,20

nov/12

1308,75

28,84

-11,00

-0,24

jan/13

1309,25

28,86

-11,25

-0,25

Fonte: Cbot, www.cbot.com Elaboração: Ocepar/Getec – Junho/12 – 1 bushel de soja = 27,216 kg.

Quadro 02 - Cotações do milho na CBOT – Chicago Board of Trade em 14 de junho (fechamento)

MILHO

14 de junho

Cotações
(cents US$/bushel)

Cotações
(US$/saca)

Variação - dia ant.
(cents US$/bu)

Variação
(US$/Sc)

jul/12

601,50

14,21

9,00

0,21

set/12

520,75

12,30

5,75

0,14

dez/12

516,00

12,19

5,50

0,13

mar/13

528,25

12,48

5,75

0,14

mai/13

536,00

12,66

-1,50

-0,04

Fonte: Cbot, www.cbot.com Elaboração: Ocepar/Getec – Junho/12 – 1 bushel de soja = 27,216 kg.

Quadro 03 - Cotações do trigo na CBOT – Chicago Board of Trade 14 de junho (fechamento)

TRIGO

14 de junho

Cotações
(cents US$/bushel)

Cotações
(US$/saca)

Variação - dia ant.
(cents US$/bu)

Variação
(US$/Sc)

jul/12

623,50

13,74

7,50

0,17

set/12

641,25

14,13

7,00

0,15

dez/12

666,50

14,69

7,00

0,15

mar/13

687,00

15,14

6,75

0,15

mai/13

698,50

15,39

7,00

0,15

Fonte: Cbot, www.cbot.com Elaboração: Ocepar/Getec – Junho/12 – 1 bushel de soja = 27,216 kg.

Paraná - Os preços médios recebidos pelos produtores paranaenses na quinta-feira (14/06) levantados pela Seab/Deral, foram de R$ 58,19/saca de 60 kg para a soja; de R$ 20,45/saca de 60 kg para o milho e de 26,13/saca de 60 kg para o trigo,com estabilidade de preços nos últimos 30 dias para o trigo, aumento para a soja e leve redução para o milho.

 

Quadro 04 – Evolução dos preços da soja, milho e trigo (em R$ por saca de 60 kg)

Preços

14 de junho 2012

Maio de

2012

Maio de

2011

Soja

58,19

55,33

40,38

Milho

20,45

20,56

23,22

Trigo

26,13

25,65

26,70

Fonte: Seab/Deral, elaboração: Ocepar/Getec - Junho/12.

Safra - Neste momento, as atenções se voltam para o milho, dado que, na soja cerca de 90% já foi comercializado na atual safra e mais de 25% para a safra 2012/13. O milho que iniciou a colheita da safrinha nesta semana a expectativa é positiva e as previsões são de safra superior a 10,5 milhões de toneladas, é importante ainda considerar o risco até final de junho de alguma geada prejudicar a safra. Para o trigo, o clima vem sendo positivo para o plantio e desenvolvimento vegetativo do cereal, no entanto, neste ano o plantio é de uma área de 790 mil hectares, contra uma área há 4 safras que chegou a 1,3 milhão de hectares, dessa forma, a redução de área foi de 40%.

BANCO CENTRAL: 'Prévia' do PIB indica avanço de 0,22% em abril

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), criado pela autoridade monetária para antecipar a tendência do Produto Interno Bruto (PIB), indica que o nível de atividade econômica do país subiu 0,22% em abril na comparação com o mês anterior, nos dados dessazonalizados. Sem ajuste sazonal, o IBC-Br teve queda de 3,1% em abril ante março, informou o BC nesta sexta-feira (15/06). O percentual ajustado ficou ligeiramente abaixo da média de 0,24% apurada pelo Valor Data entre 10 analistas. O intervalo das projeções variou entre queda de 0,1% e alta de 0,4%.

IBC-Br - Junto com a divulgação dos dados de abril, o Banco Central revisou as leituras do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), com ajustes sazonais, nos três primeiros meses do ano. No caso de janeiro, o IBC-Br foi revisado para queda de 0,38%, contra recuo de 0,25%, dado que já tinha sido revisado no mês passado. O índice de fevereiro, que mostrava queda de 0,38%, foi revisado para alta de 0,55%. O indicador de março agora aponta retração de 0,60%, ante 0,35% previstos anteriormente.

Quadrimestre - No primeiro quadrimestre de 2012, o IBC-Br registrou expansão de 0,78% na versão sem ajustes, ante o mesmo período do ano passado.

Abril - Já na comparação de abril com o mesmo mês de 2011, o índice apresentou queda de 0,02% nos números sem ajustes. Nos dados dessazonalizados, que levam em conta fatores inerentes historicamente a cada período, o indicador teve alta de 0,06%. O dado referente ao período de doze meses encerrados em abril de 2012 aponta crescimento de 1,65%, na série sem ajustes, e alta de 1,55%, nos dados dessazonalizados.

Metodologias - O índice do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como  bons indicadores para o desempenho dos setores da economia – agropecuária, indústria e serviços – acrescida dos impostos sobre produtos. Já o PIB do IBGE é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período. Há duas semanas, o IBGE informou que o PIB do primeiro trimestre cresceu 0,2%, feitos os ajustes sazonais, ante os últimos três meses de 2011. (Valor Econômico)

ESTRADAS I: Negociação sobre contratos de pedágio ainda é obscura

Um ano após começarem a negociar, o governo do Paraná e as concessionárias de pedágio ainda não apresentaram qualquer indício de que saíram do impasse inicial. Desde maio do ano passado, os dois lados da mesa de negociação decidiram “congelar” os 140 processos – a maioria deles ações de indenização e caducidade de contratos – na Justiça por seis meses. Nos últimos dias, as concessionárias e o estado resolveram pedir pela segunda vez a prorrogação desses processos para manter um diálogo sem a “faca no pescoço” de nenhuma das partes.

Longe da realidade - Diante da demora e da pouca transparência na negociação, diminuir preço das tarifas e aumentar investimentos nas estradas, objetivos principais do governo, podem estar longe da realidade da população usuária das rodovias pedagiadas, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Aumento das tarifas - Para o procurador do Ministério Público de Contas e autor do livro Pedágio-natureza jurídica, Flávio de Azambuja Berti, a possibilidade de as tarifas aumentarem cresce com a demora de um encerramento na negociação. “Não vejo um horizonte muito favorável [para a população]. As concessionárias estão calçadas por direitos garantidos em contratos feitos por outro governo. A população vai continuar pagando as mesmas tarifas”, antevê.

Hipótese radical - A mudança deste panorama pessimista passa pela falta de cartas na manga do governo do estado para tentar reverter os bons contratos das empresas de pedágio. Para Berti, há uma hipótese radical para mudar os preços das tarifas e aumentar o investimento nas estradas: a revogação unilateral dos contratos. “Há uma possibilidade: a revogação dos contratos. O estado assume as estradas. Mas não vai acontecer. Não haveria caixa para arcar com as indenizações”, explica.

Revisão dos contratos - Uma alternativa mais palpável para o estado é seguir as negociações, mas com o pensamento em rever todos os contratos com base no conceito de “justiça de contrato”. Segundo o juiz federal José Antônio Savaris e autor do livro Pedágio- pressupostos jurídicos, os contratos com as concessionárias foram muito bem ajustados para causar o mínimo de problema às empresas.

Finalidade social - “A grande questão que deve ser debatida é que os contratos não se sustentam como finalidade social. Eles precisam ser revisados judicialmente sob a ótica da necessidade de justiça contratual”, afirma. De acordo com Savaris, o Estado está numa posição muito desfavorável e esse deveria ser um dos argumentos principais do governo.

Boas perspectivas - O professor João Fortini Albano, do Laboratório de Sistemas de Transportes (Lastran) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), também não vê boas perspectivas para os usuários das rodovias. “As concessionárias estão em uma situação muito boa. O vento sopra a favor delas. Enquanto o contrato estiver vigente, qualquer alteração tem de ser em comum acordo.”

Constitucionalidade - Além da “justiça contratual”, o governo deveria estar pautado também pela constitucionalidade do pedágio no Brasil. Segundo Savaris, não há leis que regulamentem a cobrança. “Como está no Brasil, o pedágio é inconstitucional porque restringe a liberdade sem vias alternativas”, argumenta. Para Savaris, em outros países, o pedágio sempre construiu uma nova obra e ampliou o leque de opções para o cidadão.

Concessionárias dizem que demora em acordo é normal - O discurso de trégua é uma constante entre as concessionárias de pedágio e o governo do Paraná desde que os processos judiciais foram suspensos e as negociações abertas. O presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Ro­do­vias (ABCR), João Chiminazzo Neto, explica que as negociações estão sendo pautadas pelo tecnicismo, longe da política. “O prazo para negociação não seria rápido. Há aspectos jurídicos, técnicos e operacionais”, afirma.

Complexidade - De acordo com Chi­minazzo, não houve até agora qualquer tipo de entrave nas negociações. Ele justifica a demora em razão da complexidade dos assuntos. “Se o governo pede uma obra, temos de ver o fluxo, medi-lo, fazer pesquisas para sentar à mesa de negociação de novo”, exemplifica.

Secretaria de Infraestrutura - Procurada por três dias, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística se manifestou apenas por assessoria de imprensa. Segundo o governo, as conversas continuam no mesmo tom e o objetivo é garantir a mobilidade segura dos usuários das estradas. A assessoria informou que não há prazo estabelecido para o término das negociações.

Duplicação - O governo confirmou a intenção de duplicar o trecho da BR-277 em Nova Laranjeira, no Centro-Oeste do estado, onde ocorreu um acidente que matou 15 pessoas na última terça-feira. Outra possibilidade de adiantamento de duplicação é o trecho da rodovia entre Cascavel e Corbélia, na Região Oeste. No entanto, a ABCR negou que este trecho esteja em negociação. O presidente da associação disse que informações preliminares sobre obras não serão divulgadas para evitar especulações.

Investimentos - De acordo com a secretaria, as concessionárias investiram até o momento R$ 249 milhões. Os recursos estão sendo aplicados, segundo assessoria da pasta, na recuperação de pontos críticos das rodovias do Anel de Integração, em obras de duplicação e também na construção de contornos rodoviários, entre outros serviços viários. Segundo a secretaria, o governo pretende investir R$ 1,254 bilhão nas estradas nos próximos anos. (Gazeta do Povo)

ESTRADAS II: Falta de transparência é problema

A quase nenhuma divulgação sobre as negociações entre governo e concessionárias prejudica a população que quer acompanhar de perto os capítulos sobre os preços das tarifas e investimentos nas rodovias. Na avalição do juiz federal José Antônio Savaris, antes de tomar qualquer decisão, o governo deve realizar uma audiência pública com ampla divulgação. “O que a administração pública faz ou pretende fazer tem de vir a público”, afirma.

Manifestação - Segundo o magistrado, é preciso que os movimentos sociais se manifestem e acompanhem toda negociação. “Os movimentos são desarticulados nesse assunto. De modo geral, o usuário das rodovias pedagiadas é conformado. Não é à toa que o Brasil tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo. Falta indignação popular”, comenta. Na avalição dele, o apoio da população é fundamental para o próprio governo estadual ter respaldo no momento da negociação. “As pessoas precisam tomar consciência de que é uma questão de justiça.”

Audiência - No dia 4 de julho, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Fernando Guimarães apresentará à população os relatórios preliminares sobre a análise dos contratos das empresas de pedágio na Assembleia Legislativa do Paraná. A audiência pública começará às 9horas. (Gazeta do Povo)

INTERNACIONAL: G-20 tenta acordo para salvar euro

Os principais países europeus deverão se comprometer a "salvaguardar a integridade da zona do euro", usar "todas as fontes de financiamento" para recapitalizar os bancos e melhorar o crescimento, na cúpula do G-20 na segunda e terça-feira(18 e 19/06) em Los Cabos (México).

Proposta - O compromisso faz parte de um acordo que os líderes vão propor "para tratar de riscos de curto prazo e restaurar confiança", conforme um "draft" ao qual o Valor teve acesso. Para os líderes das maiores economias desenvolvidas e emergentes, riscos significativos persistem com a crise da dívida soberana e bancária na zona do euro "e mais ação é necessária" para estabilizar a situação.

Soluções - Esta semana, o presidente mexicano Felipe Calderón reconheceu que a cúpula que ele vai presidir dificilmente trará soluções imediatas para os problemas da Europa. Mas, como diz o texto, poderá pavimentar o terreno para "minimizar riscos econômicos afim de reforçar o crescimento e a confiança no curto prazo e maximizar o potencial de expansão global no longo prazo".

Eleição - A cúpula do G-20 ocorre um dia depois da eleição na Grécia, que poderá sinalizar a saída ou não do país da união monetária, além de eleição legislativa na França e presidencial no Egito.

Integrantes - Formado em 2008 para coordenar uma resposta global à crise financeira, o G-20 reúne economias que respondem por 80% do PIB mundial e 80% do comércio. É formado por Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França, Brasil, Reino Unido, Itália, Rússia, Canadá, Índia, Espanha, Austrália, Coreia do Sul, Indonésia, Turquia, Argentina, África do Sul, Arábia Saudita e União Europeia.

Plano de ação - No plano de ação, que continuará em negociação a partir de hoje em Los Cabos pelos "sherpas" (representantes dos líderes), o grupo identifica a crise da zona do euro como um dos riscos mais significativos que precisam ser administrados na economia global, além do ritmo do ajuste fiscal, desemprego alto e em expansão, preço do petróleo e aterrissagem de algumas economias emergentes.

Comprometidos - Nesse cenário, no plano, os membros da área do euro que fazem parte do G-20 - Alemanha e França de um lado, e Espanha e Itália do lado do contágio - se dizem "resolutamente comprometidos em salvaguardar a integridade da zona do euro e adotar todas as ações requeridas para alcançar esse resultado". O texto diz que "a zona do euro está comprometida a prosseguir com ações adicionais para reforçar sua estratégia de cinco pontos para resolver a crise da dívida soberana e bancária".

Estratégia europeia - A estratégia europeia inclui "assegurar a disponibilidade e máxima eficácia" do "firewall" (barreira de proteção) europeu para conter o risco de contágio, "usando todos os meios para quebrar os problemas de vínculo entre o setor bancário e as finanças públicas". O mecanismo europeu é atualmente de € 500 bilhões.

Recapitalização - Além disso, a ideia é agir fortemente para completar a recapitalização dos bancos até o fim do mês "usando todas as fontes disponíveis de financiamento, incluindo fundos públicos, se necessário". O prazo dado pela autoridade bancária europeia é para que os bancos reforcem suas reservas de capital mínimo para pelo menos 9% dos ativos ponderados pelo risco. Os europeus prometem também assegurar a "coerência e integridade do sistema de seguro dos depósitos na zona do euro", sem entrar em detalhes. (Valor Econômico)


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