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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2869 | 18 de Junho de 2012

COOPERATIVISMO: Presidente da Coamo ministra palestra para colaboradores do Sistema Ocepar

15062012-IMG 0223O presidente da Cooperativa Coamo, José Aroldo Gallassini, ministrou palestra para os colaboradores do Sistema Ocepar, na tarde da última sexta-feira (15/06), na sede da entidade, em Curitiba. De acordo com o superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken, Gallassini foi o primeiro de uma série de outras lideranças do setor que serão convidadas a falar sobre suas experiências, como parte das comemorações do Ano Internacional das Cooperativas. “A ideia é trazer personalidades para tratar da nossa especialidade, que é o cooperativismo”, ressaltou Ricken.

Trajetória– Catarinense de Brusque, Gallassini confessou que, quando criança, não tinha muito interesse pelos estudos mas logo mudou de ideia, após trabalhar em uma loja de tecidos, ferragens, “secos e molhados”, aos 13 anos. “Achei ruim pra burro e resolvi estudar”, disse descontraidamente. Veio ao Paraná para fazer o curso de Engenharia Agronômica, na Universidade Federal do Paraná, e sua primeira experiência na profissão foi na então Acarpa, atualmente Instituto Emater. Como extensionista, orientou os agricultores de Campo Mourão a se organizarem por meio de uma cooperativa, daí surgiu a Coamo, fundada por 75 produtores em 28 de novembro de 1970. “A partir daí, ela não parou de crescer”, comentou.

Evolução – Em 1975, Gallassini foi eleito presidente da cooperativa, após deixar a Acarpa. Hoje, a Coamo possui 24.216 cooperados, 5.634 funcionários e a área de atuação abrange, além de munícipios do Paraná, também Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Em 2011, a cooperativa respondeu por mais de 50% das exportações do cooperativismo paranaense, atingindo US$ 1,1 bilhão e se posicionou como a 35ª maior empresa exportadora brasileira. As receitas globais da Coamo somaram R$ 5,97 bilhões e R$ 369,48 milhões foram distribuídos em sobras no ano passado. Gallassini também falou sobre o parque industrial da cooperativa, a Credicoamo, a Via Sollus corretora de seguros e o terminal portuário mantido em Paranaguá.

Segredo - Para ele, a capitalização é o maior segredo do sucesso da Coamo. Gallassini também destacou a importância do trabalho voltado à formação e à profissionalização. Por outro lado, ele considera que as cooperativas devem evitar o paternalismo se quiserem ser bem sucedidas. O presidente da Coamo ressaltou ainda o papel das cooperativas como agentes de desenvolvimento. “Por isso, temos que ter um compromisso grande com o nosso quadro social”, acrescentou. Questionado pelo primeiro presidente da Ocepar e atualmente assessor da diretoria, Guntol van Kaick, sobre como ele avalia toda a trajetória frente a uma cooperativa do porte da Coamo, Gallassini respondeu: “Me sinto bem. Me sinto realizado”. 

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TV SINAL: Novo Código Florestal é um dos temas do 5º programa Paraná Cooperativo

O engenheiro agrônomo e assessor da área de meio ambiente da Ocepar, Sílvio Krinski, fala sobre o novo Código Florestal Brasileiro no 5º Programa Paraná Cooperativo na TV, produzido pela assessoria de Comunicação da Ocepar e que vai ao ar nesta segunda-feira (18/06), às 18h30, pela TV Sinal. Os Encontros de Núcleos Cooperativos, promovidos pela Ocepar no mês de maio, a comemoração dos 50 anos da Cooperativa Coopagrícola, a assinatura do contrato de intercooperação entre a Batavo, Castrolanda e Capal, além do Ano Internacional do Cooperativismo são outros temas abordados nesta edição.  

TV Sinal – A TV Sinal é veículo de comunicação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Em Curitiba, é sintonizada nos canais 16 (NET), 99 (TVA) e também no 97 da RCA.

SOJA: Gerente da Ocepar participa de reportagem sobre aumento das exportações

O aumento de 35% nas exportações de soja pelo Porto de Paranaguá, ocorrido entre os meses de janeiro e junho de 2012, em comparação com o mesmo período do ano passado, foi tema de reportagem exibida neste domingo (17/06) pelo programa Caminhos do Campo, da Rede Paranaense de Comunicação. O gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra, foi um dos entrevistados da matéria. Ele destaca que atualmente estão sendo pagos entre R$ 68 e R$ 69 a saca de soja comercializada por meio de Paranaguá. “São os maiores preços nominais registrados na história da comercialização do grão no Brasil”, disse Turra. Ele também falou sobre os prêmios que estão chegando a R$ 3,50 por saca. “É um prêmio remunerador e está nesse nível justamente porque há uma demanda muito grande pelo produto e, por outro lado, a oferta está escassa no Brasil”, afirmou ainda Turra.

Clique aqui e confira na íntegra a reportagem do Programa Caminhos no Campo

LEGISLAÇÃO: Câmara aprova prorrogação para ratificação das terras da fronteira

Osmar Serraglio 5aA CCJ – Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou na última quinta-feira (14/06), os Projetos de Lei 2.742/2003 do deputado Luiz Carlos Heinz (PP-RS) e n.3.105/2004 do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que tratam da prorrogação do prazo para que os títulos das terras na faixa de fronteira sejam ratificados junto ao INCRA. O novo prazo, de acordo com o substitutivo apresentado, é de dez anos a contar da aprovação da Lei.

Informação - A informação foi repassada pelo deputado Osmar Serraglio, membro da CCJ e que tem tratado do assunto desde quando assumiu o mandato, em 1998, já tendo inclusive uma lei de prorrogação do prazo, de sua autoria, que foi sancionada pelo Presidente Lula e, novamente vencendo o prazo, apresentou, outro projeto de lei, o PL 3.105/2004, que foi apensado ao PL 2.742/2003, cuja aprovação agora ocorreu na Câmara.

Pleito - Segundo o deputado, esse é um pleito insistido e aguardado pelas entidades representativas dos produtores rurais, entre elas, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná – Faep, através do Ágide Meneguetti e a Organização das Cooperativas do Paraná – Ocepar, por meio do presidente João Paulo Koslovski.

Artigo 3º - De acordo com o parlamentar, o artigo 3° do substitutivo apresentado pelo relator deputado Fábio Trad, aprovado, estabelece que a União terá, a partir do protocolo do requerimento, o prazo de dois anos para se manifestar sobre a pretensão do interessado. “Caso não se manifeste haverá a imediata ratificação”, destaca.Serraglio ressalta que acredita ser o prazo de 10 anos suficiente para que os proprietários providenciem todos os documentos e levantamentos necessários, assim como para que o Governo se aparelhe, para ratificar. Trata-se de uma pendência de muitos anos, que gera certa insegurança jurídica aos proprietários.

Senado - Ele informou ainda que por ter sido aprovado em regime terminativo o PL não necessita ser votado pelo Plenário da Casa, indo diretamente para apreciação do Senado da República, onde o senador paranaense, Sérgio Souza (PMDB), já está aguardando para agilizar a aprovação, quando então será enviado à sanção presidencial. Segundo o voto do relator, “a ratificação dos títulos é muito importante para a vivificação das áreas da faixa de fronteira de 150 km ao longo de onze Estados Federados, garantindo a integridade nacional”. (Assessoria de Imprensa do deputado Osmar Serraglio)

COCARI: Projeto pioneiro de formação de sucessores é lançado na cooperativa

A Cocari, Cooperativa Agropecuária e Industrial, em parceria com o Sescoop/PR e o Sistema Ocepar, reuniu, na última quinta-feira (14/06), cerca de 50 pessoas na sede da cooperativa, em Mandaguari, Noroeste do Estado, para apresentar um projeto inovador e ambicioso. Trata-se da formação de uma turma de MBA em Gestão de Cooperativas visando preparar a linha sucessória de gestão e comando de cooperativas.  Iniciando o projeto piloto, colaboradores e cooperados da Cocari participarão do curso, que será ministrado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Começamos a partir deste momento um dos maiores desafios do sistema cooperativista do Paraná e quiçá do Brasil”, classificou o presidente da Cocari, Vilmar Sebold. “O objetivo é promover o conhecimento, preparar a geração que está vindo, que já tem uma formação, e acrescentar algo mais a essa formação. E o grande desafio nisso é formar sucessores dentro da cooperativa. Isso porque, existe um processo natural, nós vamos envelhecer e temos  a responsabilidade de formar sucessores”, esclareceu Sebold.

Projeto pioneiro – O bom relacionamento da Ocepar com a renomada instituição de ensino (FGV) possibilitou a implementação do projeto pioneiro, permitindo que a definição de disciplinas se enquadrasse às necessidades específicas de um gestor de negócios cooperativos. “Estamos iniciando hoje um projeto que é um sonho para a Ocepar, para mim e para muitas pessoas que querem ver um cooperativismo melhor. Estamos dando um passo extremamente importante na profissionalização da gestão”, disse Leonardo Boesche, gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR.

Referência – Segundo o gerente de Desenvolvimento Humano, esse assunto já vem sendo tratado há algum tempo pela entidade, que tem tentado organizar alguma coisa nesse sentido, mas a maior dificuldade era exatamente por não ter uma cooperativa que pudesse servir como referencial, situação que se modificou com a participação do presidente da entidade, João Paulo Koslovski, na Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada em fevereiro, quando os presidentes da Ocepar e da Cocari tiveram uma importante conversa, durante a qual o projeto foi alinhado. “Foi demonstrado pela Cocari a vontade de realmente fazer esse investimento e servir como referência no sentido de formar um grupo gestor, que vai se responsabilizar num futuro próximo pela gestão da cooperativa”, salientou.

Das palavras à ação – Boesche frisou que, apesar de muito se falar em profissionalização, o que se observa em diversas cooperativas é a profissionalização do presidente, que é importante, claro, mas não basta, e denota uma visão concentradora, diferente do que se vê na Cocari. “Em muitas cooperativas, se a gente tirar o presidente e analisar como está o perfil da gestão, não se vê profissionalização, não vê sucessão preparada. Quando a gente conversa com o Vilmar a respeito da equipe da Cocari, dá para contar nos dedos as pessoas que têm função de comando que não têm pelo menos uma pós-graduação. Tem que haver a profissionalização dos conselheiros e de toda equipe de gestão para que a cooperativa tenha uma perpetuidade e possa seguir seu caminho”, acrescenta Boesche.

Sonho cooperativista – O que é um sonho para o cooperativismo brasileiro é, há muito, a realidade do cooperativismo alemão. Durante uma visita àquele país, viagem realizada em decorrência do curso de “Formação de executivos e líderes”, promovido pelo Sescoop/PR e do qual faz parte o vice-presidente da Cocari, Dr. Marcos Trintinalha, o grupo conheceu o sistema cooperativo, que é muito exigente no quesito profissionalização. “Lá, se a pessoa não tiver um certificado de gestão, por força de lei, não pode ser conselheiro ou gestor de uma cooperativa. Esse é um sonho que a gente tem. E nós estamos iniciando esse sonho aqui hoje”, destacou Leonardo Boesche.

Marco histórico – O grupo de colaboradores e cooperados da Cocari que fará parte do MBA entrará para a história do cooperativismo paranaense e brasileiro. “Amanhã ou depois poderão estar se apresentando como gestores profissionais de uma cooperativa. Esse momento para a Ocepar é extremamente rico”, assinalou o representante do Sescoop/PR.

Inovação – Mais uma inovação no projeto piloto é a contratação de uma empresa de psicologia para fazer a análise e o acompanhamento dos participantes, visando o autoconhecimento e possibilitando ao profissional diagnosticar os pontos fortes e fracos, bem como medir a evolução dos alunos. Essa análise começa antes mesmo do início do curso e se conclui após o término, com reavaliação e demonstração do quadro de evolução alcançado pelos futuros gestores. “No primeiro momento, em algumas situações, acontece até mesmo um choque porque as pessoas se veem com os resultados e com os comportamentos dela. Após isso há uma conscientização para mudança de comportamento. Quando a pessoa se conhece ela tem uma consciência melhor para mudanças de comportamento”, explica a psicóloga Adriana Marinato, da empresa Apoio – Métodos Motivacionais.

Benefícios – O presidente da Cocari faz questão de salientar aos participantes do MBA que essa avaliação psicológica não visa benefício à Cocari, mas ao próprio aluno. “Isso não é para a Cocari, é para vocês, assim como o conhecimento não é para a Cocari. Aquele que tiver a menor dúvida quanto a isso, é melhor desistir hoje. Tem que ser para si, a decisão tem de ser pessoal. O que vamos fazer aqui é um projeto ambicioso, mas os grandes beneficiários serão os participantes. O que vai acontecer na vida de cada um, após essa formação, trata-se da única coisa que ninguém pode tirar de vocês, que é o conhecimento, o saber e isso independe da cooperativa.”

Disciplinas – As disciplinas do curso de MBA serão: Comunidade de aprendizagem; Comunicação profissional; Aspectos comportamentais na gestão de pessoas; Liderança e trabalho de equipe; Gestão de marketing e serviço de relacionamento; Matemática financeira; Contabilidade para executivos; Finanças corporativas; Gestão estratégica de custo; Negociação e administração de conflito; Sustentabilidade, ética e governança; Gestão de projetos; Empreendedorismo e visão de negócio; Cenários e economia da cooperação; Gestão de risco do agronegócio; Gestão e planejamento estratégico; Processo decisório; Plano de negócios; e Gestão de conhecimento corporativo.

Disciplinas complementares – O curso contemplará ainda as disciplinas complementares: Cooperativismo; Autogestão de cooperativas; e Direito cooperativo.    “A FGV tem um conhecimento muito grande de mercado e dessa formação, mas não tem um conhecimento mais profundo do cooperativismo, que não faz parte da parte da grade com a FGV, essa será uma responsabilidade do Sescoop e da Ocepar”, reforçou o gerente de Desenvolvimento Humano, Leonardo Boesche. “Estamos vivendo um momento histórico para o cooperativismo e vocês são protagonistas dessa história, com certeza”, disse aos participantes. “E no que depender de nós, não mediremos esforços para que as coisas saiam da melhor forma possível, porque, para nós, isso é um projeto piloto”, finalizou. Haverá também uma disciplina final focando o conhecimento da estrutura da Cocari, que ficará a cargo da cooperativa. “A Cocari está no final para que vocês tenham uma noção muito clara se a cooperativa está no caminho correto e já terão o senso crítico para analisar o que é a Cocari e o que pode ser melhorado”, destacou Vilmar Sebold.

Regras – O curso de MBA da FGV é reconhecido pelo seu alto nível, o que representa também um investimento alto. Por isso, a manhã do dia 14 de junho foi destinada aos esclarecimentos sobre as regras, a forma de condução e de custo. Esse curso tem como público alvo os gestores e conselheiros da Cocari e terá duração de 18 meses, com um encontro mensal, que será realizado às sextas-feiras, das 18h30 às 23h. E aos sábados, das 8h30 às 13h. Cada disciplina terá sua avaliação própria, com base em trabalhos e provas. Ao final, o aluno deverá entregar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que é uma questão legal, obrigatória, para se ter a certificação Latu Senso de uma graduação, reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação). Os participantes receberam um modelo de contrato com o detalhamento de tudo que foi tratado na reunião.

Palestra inicial – No encerramento do encontro, o presidente Vilmar Sebold ministrou palestra sobre gestão aos participantes do MBA. (Imprensa Cocari)

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RIO+20 I: Cooperativismo é destaque na Conferência da ONU

“No Ano 2012, o cooperativismo se sente orgulhoso em participar das discussões na Rio+20, trabalhando por medidas em prol do desenvolvimento sustentável. Nosso movimento é um modelo socioeconômico diferenciado, que valoriza as pessoas e gera distribuição de riquezas e inclusão social. E o Estado do Rio de Janeiro tem trabalhado para inserir a população local nesse contexto”. Essas foram as palavras do presidente do Sistema OCB/RJ, Marcos Diaz, durante a cerimônia que deu início à programação do Dia do Cooperativismo na Rio+20, na manhã do último sábado (16/06), no Rio de Janeiro. O evento foi promovido pela unidade nacional do Sistema OCB e do Rio de Janeiro (Sistema OCB/RJ), no Espaço AgroBrasil, coordenado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Participação internacional - A diretora de negócios da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Betsy Dribben, também participou da solenidade e destacou a expressividade do movimento cooperativista no cenário econômico brasileiro. “O Brasil está vivendo um momento extremamente positivo economicamente, e grande parte disso se deve ao cooperativismo”, disse.    

Adequado reconhecimento - “O governo brasileiro, juntamente com o setor, tem trabalhado para assegurar o adequado reconhecimento ao segmento cooperativista, inclusive no documento que será gerado na Rio+20. E, realmente, muitos países já têm reconhecido que as cooperativas constroem um mundo melhor. Esperamos ver essa confirmação por escrito, como resultado da conferência”, enfatizou Betsy.

Produção de alimentos - A senadora Kátia Abreu, presidente da CNA, foi representada durante o evento pelo vice-presidente da entidade, Carlos Rivacci Sperotto, que também é um cooperativista. “Me formei em 1962, em Veterinária, e logo me associei a uma cooperativa da minha região. Mas, aproveito a oportunidade para frisar a importância da atuação das cooperativas em outro setor, na área da saúde. Hoje, elas respondem por 37% desse mercado”, ressaltou.

Movimento - Sperotto também fez referência à trajetória do movimento. “O cooperativismo nasceu forte, mas passou por momentos difíceis e conseguiu vencê-los”, disse. E complementou: “hoje, estamos aqui, na Rio+20, defendendo uma realidade que praticamos. No Brasil, 60% das florestas são preservadas. Além disso, somos grandes exportadores de alimentos, nos destacando como os primeiros em, pelo menos, dez produtos. Temos um papel fundamental na supressão alimentar à população que é crescente, ”, comentou.   

Agricultura e sustentabilidade - Pedro Arraes, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), participou da cerimônia e frisou: “nós temos muito a mostrar na Rio+20, em todas as modalidades possíveis. Nossa agricultura cresceu e hoje temos um modelo sustentável, e isso se deve ao investimento em tecnologia, ciência e o incentivo ao cooperativismo. Nesse contexto, podemos citar projetos como o Programa ABC, da prática de baixo carbono, e a nossa parceria com a CNA, defendendo a sustentabilidade aplicada a todos os biomas. Temos que nos orgulhar do Brasil”, destacou.

Políticas de fomento - O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Erikson Chandoha, enfatizou a comemoração do Ano Internacional das Cooperativas. “O ministério tem trabalhado fortemente para o desenvolvimento do cooperativismo brasileiro, não só neste momento, para inserção do tema na conferência, mas na formulação de políticas públicas”, disse. (Informe OCB)

RIO+20 II: Colatto apresenta indicação para APP e RL mundial

O deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) fez indicação ao Poder Executivo, propondo que seja incluída nas sugestões a serem apresentadas na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio + 20, a adesão dos países-membros participantes da Conferência aos institutos das Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal, consagradas pela legislação florestal brasileira. Colatto apresentou um requerimento, subscrito por 10 deputados, à Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) solicitando a indicação ao Executivo, aprovado por unanimidade.

Economia verde  - Conforme Colatto, a Conferência da ONU, além de retomar as discussões sobre a sustentabilidade do desenvolvimento, debaterá as medidas necessárias à transição para uma economia verde, a erradicação da pobreza e das desigualdades sociais e a preservação do meio ambiente e da biodiversidade. “Esperamos que durante os trabalhos os países participantes possam alcançar resultados positivos que conduzam à sustentabilidade do desenvolvimento, adotando políticas públicas que promovam a conservação ou a recuperação ambiental”, disse Colatto.

Exemplo - O parlamentar destaca que o Brasil tem sido exemplar na adoção de uma política agrícola, ambiental e florestal, sob uma complexa e ampla legislação, tem conseguido implementar uma agricultura moderna e eficiente, reduzir o desmatamento, com reflexos positivos na redução do efeito estufa, e vem gradativamente implantando um eficiente gerenciamento dos recursos hídricos.

Consolidação - O Código Florestal em vigor consolida os institutos da Reserva Legal e das APPs, segundo os quais, a manutenção das florestas ganha destaque nas atividades agrícolas, tornando-as ecologicamente sustentáveis. Colatto destaca que o Brasil é o país que tem a legislação florestal mais avançada entre os países participantes do evento. “Sendo esta uma oportunidade onde o Brasil pode contribuir efetivamente para o aprimoramento das leis de outros países, com preservação florestal e desenvolvimento sustentável da agricultura”, avaliou Colatto. (Assessoria de Imprensa do deputado federal Valdir Colatto)

MILHO: Plantio pode ter início em 17 estados e no DF

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (18/06), zoneamento agrícola da safra de milho 2012/2013 para 17 estados e Distrito Federal. As portarias indicam os municípios com solos e condições climáticas mais apropriadas para o cultivo do grão em todo o País neste período.

Fatores - Os fatores mais importantes para a produção do milho são a disponibilidade de água, o controle da radiação solar e a eficiência no desenvolvimento dos grãos. Para a obtenção de boas produtividades a cultura necessita de precipitação pluvial acima de 500 mm durante o ciclo; temperatura média diária acima de 19ºC e temperatura média noturna entre 12,8ºC e 25ºC.

Não irrigados - Em cultivos não irrigados, o produtor deve observar a distribuição das chuvas na região na época de semeadura. Os solos mais arenosos, pouco profundos ou com baixo teor de matéria orgânica, geralmente apresentam menor capacidade de fornecimento de água para as plantas. A fase mais crítica para a cultura, em relação ao déficit hídrico, é a de enchimento de grãos.

Paraná - De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa vinculada ao Mapa, o Paraná se destacou no cultivou de milho durante a safra de verão 2011/2012, com uma área de 968,4 mil hectares plantada e a colheita de 6.573,5 milhões de toneladas.

Goiás - O levantamento aponta o Estado de Goiás como outro grande produtor, com uma área de 547,3 mil hectares de milho Zea mays L. e produção de 4.378,4 milhões de toneladas, seguido de São Paulo, que colheu 3518,1 milhões de toneladas até junho de 2012. (Mapa)

AUDIÊNCIA PÚBLICA: Agricultura ouvirá três ministérios sobre critérios do Plano Brasil Maior

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realizará nesta terça-feira (19/06) audiência pública para discutir os motivos que levaram o governo a não incluir a cadeia produtora e exportadora de carnes e lácteos entre os beneficiados da desoneração da folha de pagamentos do Plano Brasil Maior, de incentivo à indústria.

Convidados - Foram convidados os ministros Guido Mantega (Fazenda), Mendes Ribeiro Filho (Agricultura) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), que ainda não confirmaram presença. A reunião será realizada às 14h30, no Plenário 4.

Desoneração da folha - O governo desonerou a folha de pagamento de diversos setores, entre eles têxtil, couro e calçados, móveis, plásticos, materiais elétricos, autopeças, ônibus, hotéis, e tecnologia da informação. A iniciativa do debate é dos deputados Luis Carlos Heinze (PP-RS), Nilson Leitão (PSDB-MT) e Celso Maldaner (PMDB-SC).

Liderança - Leitão afirma que o Brasil se tornou líder mundial em exportação de carnes. São 3,9 milhões de toneladas de frango, 1,65 milhão de toneladas de carne bovina e 600 mil toneladas de carne suína por ano. É, também, o segundo maior produtor mundial de carne bovina e o terceiro de aves. Ele afirma que a expectativa é que as exportações de leite também cresçam neste ano e cheguem a 362 milhões de litros – um aumento de 15% em relação a 2011.

Magnitude - “Esses números demonstram a magnitude desses setores, mas não expõem as duras dificuldades enfrentadas pelas agroindústrias. Não dar a mesma oportunidade às agroindústrias brasileiras é marginalizar cadeias que geram empregos, renda e segurança alimentar para a população e divisas para o país”, afirma Heinze.

Competividade - Segundo Maldaner, o Brasil perde dia após dia a competitividade no mercado internacional, em consequência dos problemas que enfrentam em relação ao câmbio desfavorável, somado ainda a fatores que impactam fortemente nos custos, como a escassez de insumos (decorrente das recentes estiagens nos pólos de produção) e os gargalos logísticos (que encarecem a produção e limitam a capacidade competitiva frente a concorrentes internacionais). (Agência Câmara)

MERCOSUL: Brasil assume presidência da RECM

O Brasil vai assumir a presidência pro-tempore da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM),  por um mandato de seis meses durante o segundo semestre de 2012. A decisão foi anunciada durante a última Seção Nacional da RECM, realizada no dia 14 de junho, na sede do Departamento Nacional de Cooperativismo (Denacoop) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília (DF). O objetivo do encontro foi fazer um balanço das ações empreendidas pelo grupo no Ano Internacional das Cooperativas, com destaque para a participação da RECM na Feira AgroBrasília, onde aconteceu o Fórum de Intercooperação de Negócios das Cooperativas do Mercosul.

Denacoop - A Presidência da RECM será exercida pelo Denacoop, em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/MTE), por meio de atuação conjunta e decisão colegiada entre os representantes governamentais, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (UNISOL) e a União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES).

Próximas atividades - De acordo com a analista de Relações Institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Patrícia Rocha, que acompanhou a reunião, as próximas atividades do grupo serão norteadas pelo Plano de Ação 2011/2014. “O objetivo é difundir e dar visibilidade às conquistas do modelo cooperativo, além de estabelecer parcerias estratégicas para o financiamento de redes e cadeias produtivas e minimizar as interferências produzidas pelas mudanças de governo dos países membros”, afirmou.

Mecanismos - Na próxima Reunião Plenária da RECM, prevista para o dia 25 de junho em Buenos Aires, Argentina, serão discutidos os mecanismos para desenvolvimento de projetos no campo do cooperativismo, em particular no que se refere à harmonização de aspectos legislativos e implementação de políticas públicas efetivas; aos avanços no ambiente político-institucional; à promoção da liberdade de circulação e instalação de cooperativas na região; e à sensibilização dos governos para a importância da criação de um marco regulatório em prol do desenvolvimento econômico e social das cooperativas do Mercosul. (Informe OCB)

RECONHECIMENTO: Presidente da Abag recebe prêmio de Engenheiro Agrônomo do Ano

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luiz Carlos Corrêa Carvalho (Caio), recebeu na última sexta-feira (15/06), o prêmio “Deusa Ceres” de Engenheiro Agrônomo do Ano. O Prêmio concedido anualmente pela Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP) presta homenagens aos engenheiros agrônomos que, por suas atividades e exercício profissional, prestaram grandes contribuições ao setor agrícola. As honrarias foram prestadas num evento festivo chamado "Noite da Deusa Ceres". Os eleitos para o rol de engenheiros agrônomos ilustres da AEASP receberam como prêmio uma estatueta da Deusa Ceres, a Deusa da Agricultura.

Categorias - As homenagens são divididas em três categorias: "Engenheiro Agrônomo do Ano", conferida a somente um profissional por vez, desde 1972 e "Medalha Fernando Costa", que contempla aqueles que se destacaram nas áreas de Liderança Rural, Iniciativa Privada, Ensino, Pesquisa e Extensão, além da categoria "Destaque", para pessoas ou empresas que, de alguma forma, deram sua contribuição ao meio agronômico. O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, foi homenageado como o Engenheiro Agrônomo Emérito.

Paixão - Ao agradecer a homenagem, Caio Carvalho citou uma frase de Charles Chaplin. “Lute com determinação, abrace a vida com paixão, vença com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve a ser significante”. “Paixão é uma coisa que sempre me moveu, não fosse isso, seguramente eu não estaria aqui. Por acaso, ser o engenheiro agrônomo de 2011 é muito interessante, um ano estranho, em que vimos preços elevados e um potencial enorme. Mas principalmente para aqueles, que como eu, ouviram que o engenheiro agrônomo será o homem do futuro e que o Brasil será esse futuro, o futuro chegou. E todos nós temos que valorizar a ousadia, quando nós somos considerados o país do presente, a ousadia será uma característica que diferenciará o Brasil que era do Brasil que será”, finalizou Carvalho.

 Perfil - Caio Carvalho é formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz – ESALQ/USP (1973), com pós-graduação em Agronomia e em Administração pela Faculdade de Economia e Administração da USP e Vanderbilt University (USA). Com grande conhecimento no setor de açúcar e álcool, Caio atua desde 1983, como diretor da CANAPLAN, empresa de consultoria e projetos para o setor sucroalcooleiro;  é também diretor de Relações com o Mercado das Usinas do Grupo Alto Alegre S/A e sócio da Bioagencia, empresa comercializadora de etanol nos mercados interno e externo.

Outros cargos - Foi Presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool (Consagro/Mapa) e Conselheiro do CTC – Centro de Tecnologia Canavieira. É Conselheiro da FEALQ – Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo; Membro do Conselho Superior do Agronegócio, da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e da UDOP – União dos Produtores de Bioenergia, também foi executivo de organizações públicas e privadas, entre elas a Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar. Caio Carvalho assumiu a presidência da ABAG em janeiro de 2012. (ABAG)

COMÉRCIO EXTERIOR: Câmbio favorece e exportações voltam a ter ganho de rentabilidade

A valorização cambial foi a principal responsável pelo ganho de rentabilidade geral de 5,2% nas exportações brasileiras no acumulado de janeiro a abril em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), apenas 2 dos 24 setores pesquisados tiveram queda na rentabilidade. Extração de petróleo e gás e produtos de metal tiveram alta expressiva também em função do aumento do preço das vendas ao exterior, enquanto o desempenho significativo de têxteis e confecção foi causado por menor pressão dos custos. Para analistas, no entanto, a tendência é de maior estabilização do câmbio ao longo do ano. Por isso, eles não esperam novos ganhos adicionais para o exportador.

Custo das empresas - O ganho médio de rentabilidade só não foi maior porque houve um aumento de 3% no índice de custo das empresas. Sem as pressões oriundas de salários e insumos, entre outras despesas, a rentabilidade poderia ter crescido mais com a ajuda do câmbio. Em comparação com uma cesta de moedas, o real teve desvalorização de 8,6% no período, enquanto o índice de preço das exportações aumentou 0,9%. Juntos, e sem os custos, eles teriam dado um ganho adicional de quase 10% ao exportador. O dólar, por exemplo, saiu do patamar de R$ 1,75 em janeiro para R$ 1,90 em abril.

Desvalorização do real - "Alguns setores, como bens de consumo não duráveis, são mais afetados pelo câmbio do que o extrativo, por exemplo, que possui preços cotados no mercado internacional. Como, em geral, não houve grande variação nos preços de exportação desde o fim do ano passado, a desvalorização do real é que trouxe o ganho de rentabilidade", afirma Rodrigo Branco, economista da Funcex.

Setores - Dentro da média de 5,2%, alguns setores alcançaram percentuais bem maiores de rentabilidade no primeiro quadrimestre deste ano, ajudados pelo aumento de preços. O segmento de extração de petróleo e gás natural registrou aumento de 25,8% na rentabilidade. Esse resultado se deu pelo patamar elevado do preço internacional do petróleo, principalmente no primeiro trimestre, que fez o índice de preços de exportação ficar 19,5% maior que o do início de 2011.

Preço - O preço também explica a única queda significativa de rentabilidade, que ocorreu em extração de minerais metálicos, setor fortemente ligado ao minério de ferro. O exportador de minerais metálicos vendeu a tonelada por um preço 14,5% menor do que no ano passado, derrubando a rentabilidade em quase 12%.

Mão de obra - O aumento de custo de 3% foi disseminado entre os setores. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sugerem que parte expressiva dessa alta está relacionada ao aumento das despesas com mão de obra. No primeiro quadrimestre deste ano, a folha total de salários da indústria ficou 3,8% mais cara que em igual período do ano passado. Em segmentos como produtos têxteis e de confecção, ao contrário, a folha total de pagamentos encolheu 1,6% e 2%, respectivamente, na mesma comparação. Para vestuário, a economia foi resultado da desoneração da folha feita pelo governo no início do ano e da diminuição no número de funcionários.

Salários - A economia com salários nesses dois setores pode ter influenciado no menor aumento de custos: ele subiu 1% para a indústria têxtil e caiu 0,6% nas confecções. Custos que subiram menos e aumento de preços fizeram a rentabilidade desses dois setores superar dois dígitos neste começo de 2012.

Venda - Para Fernando Ribeiro, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a venda de produtos mais caros, tanto em têxtil quanto em vestuário, também ajudou no aumento de rentabilidade de 13,8% e 16,4%, respectivamente. "É difícil ver na pesquisa esse tipo de movimento, pois não há diferenciação entre o tipo de roupa ou tecido vendido. Mas a indústria está se especializando, trabalhando com produtos de mais qualidade e maior valor agregado. O produtor de básicos está saindo do mercado por causa da forte competição internacional", diz Ribeiro.

Situação inversa - A situação captada pelos dados da Funcex é inversa ao que aconteceu no início de 2011, quando 80% dos setores perderam rentabilidade. "No ano passado, o cenário internacional estava pior, mais incerto. Não que tenha mudado muito, mas antes não havia essa desvalorização cambial. Hoje, há menos incerteza quanto ao futuro", diz o consultor em comércio internacional Welber Barral, que acredita que o crescimento da rentabilidade neste ano deve acompanhar o câmbio. Como a tendência do dólar é girar em torno de um patamar de R$ 2, o resultado de 2012 vai depender do tipo de comparação que for feita. "Em relação ao ano passado, vai ser maior [a rentabilidade], mas daqui para frente deve estabilizar."

Maio e junho - Ribeiro ressalta, contudo, que, para maio e junho, a pesquisa vai apontar que o exportador continuou ganhando mais vendendo o mesmo produto do fim do ano passado. Isso por causa da desvalorização do real do mês passado, que também será carregada para os contratos neste mês. "Isso está acontecendo no geral, pois o câmbio afeta todos. Mas alguns setores vão pela via inversa. O próprio petróleo, que teve grande rentabilidade, começou a ter queda de preço no fim de março", afirma.

Resultado do ano - O resultado do ano vai depender do comportamento dos produtos cotados no mercado internacional, segundo o economista. "Não acho que vá haver grandes aumentos. O mais provável são quedas, na verdade. E com o câmbio mantendo-se estável, a tendência é de perda geral de rentabilidade, em relação ao que foi observado até agora." (Valor Econômico)

FOCUS: Mercado reduz projeção e prevê que economia cresça 2,3% em 2012

Analistas do mercado financeiro reduziram novamente suas projeções para o crescimento da economia brasileira, para a produção industrial e para a inflação em 2012, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. O documento é resultado de consulta semanal da autoridade monetária a mais de cem economistas.

PIB - De acordo com o relatório, eles rebaixaram suas estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) pela sexta semana consecutiva. A mediana das projeções passou de crescimento de 2,53% para 2,3% em 2012. Há quatros semanas, a expectativa era de expansão econômica de 3,09%.

IBC-Br - As revisões se seguem à divulgação do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), na sexta-feira (15/06). O indicador, criado para ser uma prévia do PIB, subiu 0,22% em abril, ante março, feitos os ajustes sazonais, reforçando a percepção entre os economistas de que a economia brasileira não engatou uma recuperação mais forte, ao menos no início do segundo trimestre. O dado ficou ligeiramente abaixo da média das previsões de 10 analistas consultados pelo Valor Data, de 0,24% no período.

Novas medidas - Também na sexta-feira o governo anunciou uma nova rodada de medidas – desta vez beneficiando os Estados – a fim de estimular a economia. Entre elas está a liberação, por meio do BNDES, de R$ 20 bilhões em créditos para investimentos. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o impacto maior das medidas ficará para 2013 mas, ainda assim, os analistas seguiram menos otimistas com o próximo ano e baixaram suas previsões para o PIB do período de 4,3% para 4,25%.

Indústria - Houve um ajuste forte nas expectativas para o crescimento da produção industrial brasileira. A mediana das projeções do mercado passou de 1% para apenas 0,63%. Há quatro semanas, a projeção era de 1,58%. Para 2013, a aposta passou de 4,20% para 4,0%.

Inflação - Acompanhando as expectativas menos otimistas para a economia, as projeções para a inflação em 2012 continuam a convergir para o centro da meta determinada pelo Banco Central, que é de 4,5%. O boletim Focus desta segunda-feira mostra que a mediana das apostas dos analistas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu para 5% em 2012, de 5,03% estimados na semana anterior. Há quatro semanas, a aposta era de 5,21%. Para 2013, a expectativa recuou de 5,60% para 5,54%. Já a mediana para o IPCA em 12 meses saiu de 5,5% para 5,49%.

Juro em queda - Depois de permanecer em 8% por quatro semanas consecutivas, os analistas reduziram as apostas e a mediana das projeções trazidas hoje no  Focus para a taxa de juros básica da economia, a Selic, baixou para 7,50% ao ano. Para o fim de 2013, eles mantiveram suas apostas de uma Selic em 9%.

Top 5 - Os analistas do grupo Top 5 – os que mais acertam as previsões – já tinham reduzido suas apostas para abaixo de 8% na semana anterior e agora as reduziram mais ainda: para 7,5%. Para 2013, a mediana segue também em 9%. Há duas semanas, o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou, na ata de sua última reunião, que a recuperação “bastante gradual” da economia brasileira e o cenário internacional contribuíram para amenizar a inflação e deram margem para a continuidade de redução da Selic. Mas a queda dos juros, mais uma vez, segundo a ata, deverá ser feita “com parcimônia”. O Copom reduziu o juro básico de 9% para a mínima histórica de 8,50% ao ano em seu último encontro.  (Valor Econômico)


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