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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2870 | 19 de Junho de 2012

PARANÁ COOPERATIVO: Está no ar o novo portal do Sistema Ocepar na internet

PortalEntrou no ar oficialmente, nesta segunda-feira (18/06), o novo portal web do Sistema Ocepar, que pode ser acessado pelo endereço www.paranacooperativo.coop.br. O nome reforça a marca que, neste mês, está completando 40 anos e é utilizada pela organização em outros meios de divulgação, como o informativo diário, a revista mensal, a revista técnica e científica, além do programa de TV, todos denominados Paraná Cooperativo. Os usuários que acessarem o site anterior (www.ocepar.org.br) estão sendo automaticamente redirecionados para a página atual. O novo portal Paraná Cooperativo já havia sido apresentado às cooperativas paranaenses durante os Encontros de Núcleos Cooperativos que ocorreram no mês de maio. Ele foi desenvolvido pela equipe de Tecnologia da Informação (TI) da Ocepar, com apoio do setor de Comunicação e da empresa de web desing, Creative Bizz. 

ANO INTERNACIONAL: Assembleia presta homenagem às cooperativas do PR no dia 25 de junho

marca padraoAs cooperativas paranaenses vão ser homenageadas pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na próxima segunda-feira (25/06), em sessão solene proposta pelos deputados da Frente Parlamentar pelo Cooperativismo para celebrar o Ano Internacional do Cooperativismo. O evento inicia às 14h30 no plenário da Alep, em Curitiba. A programação contempla pronunciamento dos presidentes da Ocepar, João Paulo Koslovski, e da Unicafes, Luiz Possamai. Também serão entregues certificados às cooperativas e homenageados os cooperados e as cooperativas mais antigas do Estado. 

FÓRUM FUTURO 10: Comitê Executivo discute infraestrutura

O Comitê Executivo do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná promoveu uma reunião, na manhã desta terça-feira (19/06), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, para discutir os resultados do trabalho realizado pelo grupo de análise, criado para levantar novas informações sobre questões ligadas à infraestrutura. Nos dois últimos meses, profissionais da Ocepar, Faep e Fiep foram checar a situação atual dos modais portuário, ferroviário, aéreo e rodoviário do Paraná. O assessor da presidência da Fiep, João Arthur Mohr, fez um balanço do trabalho realizado pelo grupo. No próximo dia 04 de julho, os membros do Comitê voltam a se reunir para tratar sobre o detalhamento dos projetos considerados prioritários para o Fórum nessa área. Também estará em pauta o cronograma de ações. Na avaliação do coordenador do Conselho Gestor do Fórum, Guilherme Doring Cunha Pereira, será necessário criar ferramentas que possibilitem o monitoramento das obras em todos os modais e a negociação da implementação dos projetos previstos para a melhoria da infraestrutura de transporte no Estado.

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RAMO SAÚDE I: Unimed busca maior proximidade com a ANS

Em virtude da ênfase dada ao Princípio da Transparência com a publicação da Lei 12.527, de 18 de novembro de 2011, o Sistema Nacional Unimed tem aproveitado o momento oportuno para buscar uma maior abertura com a Agência Nacional de Saúde - ANS. Segundo Fabiano Luiz Ribeiro Pereira, coordenador da Assessoria Regulamentar da Unimed Paraná, isso tem ocorrido pelo fato de a cooperativa acompanhar mais de perto a elaboração de atos normativos nas câmaras técnicas daquela autarquia.

Canal aberto - “Além disso, reuniões mensais com a ANS têm proporcionado um canal aberto para que o Sistema Unimed apresente suas principais dificuldades e, o que é mais importante, demonstre com fundamentação, quais são as formas de resolução desses problemas comuns aos entes da saúde suplementar. Significa dizer que várias propostas têm sido levadas ao conhecimento da ANS, por meio da Confederação. Neste sentido, a Unimed do Brasil criou a Superintendência de Regulação, cujo objetivo é justamente proporcionar uma interface com o órgão regulador”, explica.

Acompanhamento - Esse trabalho tem sido acompanhado de perto pela Unimed Paraná. Alinhada com os propósitos da Unimed do Brasil, a Federação tem participado ativamente de encontros com o órgão regulador, proporcionados pela Confederação. Um deles foi o 1º Fórum de Regulação da Unimed do Brasil. O evento, realizado no dia 22 de maio, no Rio de Janeiro, discutiu assuntos como o Monitoramento Assistencial e o IDSS – Índice de Desempenho da Saúde Suplementar e contou com a presença de algumas autoridades da ANS.

Oportunidade - “Além de conhecermos o trabalho realizado por outras Federações, esse encontro foi uma oportunidade para discutirmos pessoalmente com os técnicos da ANS. Na ocasião, foi-nos esclarecido, por exemplo, como é feito o cálculo das NIPs – Notificações de Investigação Preliminar, no indicador do monitoramento assistencial e que é possível contestá-lo, caso seja identificada divergência de dados. Já ficamos sabendo de antemão que não se pretende editar norma específica contemplando as diretrizes do Monitoramento Assistencial, e é melhor que seja dessa forma, já que nos permite pleitear mudanças e a ANS está disposta ao aprimoramento”, pontua Fabiano Pereira. “Saber de antemão sobre a criação de uma pesquisa de satisfação no indicador da dimensão Satisfação do Beneficiário no IDSS possibilitou que nos antecipássemos em ações, antes mesmo da publicação da IN/DIGES nº 12”, explica Fabiano.

Qualificação e consolidação - Para Rodolfo Garcia Maritano, gerente-geral Serviços, da Unimed Paraná, a importância de participar de ações assim é qualificar e consolidar o trabalho da Federação com foco nas suas federadas. “A ação da ANS na gestão das operadoras de saúde é cada vez mais constante. Sendo assim, o papel da Federação toma uma dimensão maior à medida que pode colaborar com as Singulares no trato com a Agência. Essa tarefa inclui comprometimento e parceria com as federadas. O que se traduz em ações efetivas em beneficio delas”, acrescenta Garcia Maritano. Na visão do gerente, a expectativa é continuar participando ativamente desses encontros e repassar sempre às singulares as propostas, orientações e determinações que surgirem neles. “Isso leva a ‘homogeneidade’ na gestão dentro do estado e fortalece a integração do Sistema Paraná”, avalia.

Câmara técnicas - A participação da Unimed Paraná nas discussões que envolvem a saúde tem sido bastante ampliada junto à Confederação e a órgãos reguladores. Recentemente, a Unimed Paraná participou da câmara técnica responsável pela elaboração da norma que trará como obrigatoriedade às operadoras a criação de uma Ouvidoria. A reunião ocorreu no último dia 12 de maio, com a presença de representantes de aproximadamente 10 Unimeds, além de outras operadoras, seguradoras e dos órgãos de defesa do consumidor. Do Paraná, além da Federação, participaram também as singulares Curitiba e Noroeste do Paraná.

Abertura - “Foi possível perceber a abertura da ANS em receber as críticas e as propostas sobre os artigos constantes na minuta da RN, com a preocupação que a futura implantação seja acessível à todos os portes de operadoras. A ANS também apresentou algumas propostas de alterações visando a facilitar o trabalho das operadoras e deixou claro que a intenção não é autuação por descumprimento e sim que todas tratem as manifestações dos clientes com a devida importância, evitando que ele busque no judiciário a solução para o seu caso”, explica Kellen Dickel, coordenadora de Gestão de Clientes da Unimed Paraná. Segundo ela, em breve, será realizada mais uma reunião para a conclusão do trabalho, antes da divulgação da Consulta Pública. A divulgação oficial da normativa está prevista para ocorrer até o mês de novembro próximo. (Imprensa Unimed Paraná)

RAMO SAÚDE II: Unimed Paraná participa de Comitê de Saúde do Judiciário

O diretor de Mercado da Unimed Paraná, Faustino Garcia Alferez, participou nesta segunda-feira (18/06), de mais uma reunião do Comitê de Saúde do Judiciário, representando as operadoras de plano de saúde. O encontro foi marcado pela apresentação da advogada Tatiana Nozaki Grave, chefe Núcleo PR, da ANS, que tratou do tema “Regulação da Saúde Suplementar”. Na reunião anterior, Faustino apresentou ao Comitê o tema “Panorama da Saúde Suplementar no Brasil”.

Encontros mensais - Os encontros são mensais e tem programadas algumas reuniões itinerantes, que acontecerão nas principais cidades do estado, reúne aproximadamente 20 pessoas, entre representantes de Operadoras, ANS , Ministério Público, Tribunal de Contas da União, e Secretária de Saúde do Estado.

Subsídios - O Comitê atua desde 2011, com a finalidade de subsidiar os magistrados e demais operadores do direito nas questões envolvendo o Direito à Saúde, para assegurar maior eficiência na solução das demandas judiciais. No entanto, a participação de representantes das Operadoras só foi possível neste ano, após intensa gestão do Departamento Jurídico da Unimed Paraná.

Fundamental - Para Faustino, representante das Operadoras no Comitê, a participação da Unimed é fundamental, uma vez que pode contribuir com sua visão e colaborar para que seja melhor equacionado o problema da judicialização da saúde. (Imprensa Unimed Paraná)

RAMO SAÚDE III: Uniodonto Curitiba realiza Entrega de Produção em clima junino

DSC07588Na última sexta-feira (15/06), os cirurgiões-dentistas cooperados da Uniodonto Curitiba compareceram à loja da Dental Uni, no bairro Hauer, para a Entrega de Produção, realizada mensalmente. Os profissionais puderam participar do coffee-break e conhecer as diversas promoções do mês. A loja e os colaboradores estavam caracterizados com o clima de festa junina, com direito à distribuição de pipoca.

Descontos diferenciados - De acordo com a gerente da Dental Uni, Bruna Fernandez, o dia esteve mais uma vez repleto de descontos diferenciados, além dos produtos que já estavam em promoção. Ela destacou a temática da Entrega de Produção deste mês como uma forma de atrair a atenção dos cirurgiões-dentistas que estiveram presentes. Segundo Bruna, em julho também será enfatizado o tema de festa. A intenção é servir um coffee-break com bolo de fubá, milho e até mesmo quentão sem álcool.

Reposição mais frequente - A cooperada Ane Correa afirmou que a Entrega de Produção na Dental Uni  possibilita repor os produtos que utiliza com mais frequência. “Aproveito para também aproveitar as ofertas do mês”, diz ela. Quem também aproveitou para realizar compras e garantir descontos com promoções foi a Andrea Falcão. “Normalmente todo o mês já aproveito comprar quando faço a Entrega de Produção, ou preparo uma lista e envio via fax ou e-mail, depois apenas retiro os produtos. Essa comodidade no atendimento facilita muito”, diz ela.

Comodidade - Luis Fernando da Silva afirma que é uma possibilidade para conferir as novidades de mercado e levar os materiais de que necessita. Luis também aproveita a comodidade da entrega em consultório ou em domicílio para realizar encomendas na Dental Uni. A cirurgiã-dentista cooperada Claudete Straube esteve pela primeira vez no local, e ao verificar as ofertas diferenciadas adquiriu alguns materiais para o dia a dia no consultório. “Aproveitei o fato de estar presente para comprar”, relata.

Novidades - Os cooperados tiveram ainda a oportunidade de verificar as novidades da Vigodent, uma das fornecedoras de produtos odontológicos da Dental Uni. A próxima Entrega de Produção está prevista para o dia 13 de julho. (Imprensa Uniodonto Curitiba)

INTEGRADA: Cooperativa anuncia investimentos em Goioerê


 INT2241Mais de 300 pessoas, entre produtores cooperados e colaboradores, participaram de um jantar de confraternização, na última sexta-feira (15/06), na Cooperativa Integrada para anunciar os investimentos da cooperativa no município e marcar o início do recebimento da safra de inverno.

Investimentos - A Integrada está fazendo investimentos de mais de R$ 12 milhões na estrutura da Regional Goioerê para aumentar a capacidade de recebimento de grãos e dar mais agilidade e comodidade para os cooperados. Além dos investimentos para aquisição da unidade, que antes era arrendada, uma estrutura completa está sendo instalada no local, com novos secadores, moegas, tombadores de carreta, máquinas de limpeza e balança. Hoje, a estrutura tem capacidade para armazenar 24 mil toneladas de grãos. Com os investimentos, a capacidade aumentará para 32 mil toneladas.

Marco - “Esta safra promete ser um marco na história do agronegócio paranaense, com uma super safra de milho. Por isso, é importante marcar essa data, com o evento que inaugura oficialmente a abertura da safra de inverno 2012 e mostra os investimentos que estão sendo feitos no município”, explicou o presidente da Integrada, Carlos Murate. Ele lembrou que Goioerê teve o privilégio de ser a primeira regional da Integrada a receber esse evento, mostrando a importância estratégica da região para os negócios da cooperativa.

Prefeitura - Antes da confraternização, o presidente da Integrada e representantes da cooperativa reuniram-se com o prefeito de Goioerê, Beto Costa, para anunciar os investimentos. “Goioerê está se desenvolvendo e a Integrada tem dado uma grande contribuição para o fortalecimento do agronegócio no município e região”, destacou o prefeito.

Crescimento - A Integrada possui 54 unidades de recebimento de grãos em mais de 40 municípios das regiões Norte e Oeste do Paraná. “A Integrada foi a cooperativa paranaense que mais cresceu em 2011. E Goioerê é uma das regionais que mais recebem grãos. Os resultados desse crescimento também ficam aqui, no nosso município e na comunidade local”, lembrou o gerente da Regional Goioerê, Mário Bedeu. (Imprensa Integrada)

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COCAMAR: Integração lavoura e pecuária será debatida com produtoras rurais

Com previsão de reunir cerca de 500 participantes de mais de 50 municípios das regiões norte e noroeste do Paraná, a Cocamar promove nesta quinta-feira (21/06), em Maringá, no salão social da Associação Cocamar, um Encontro de Produtoras Rurais. Realizado anualmente sempre no mês de junho, o evento vai debater desta vez um tema que tem sido prioridade máxima para a cooperativa: a integração lavoura e pecuária - modelo que amplia de forma sustentável a produtividade e pode ser aplicada às propriedades dos cooperados.

Programação - A programação começa às 9h30 e a palestra sobre o tema será proferida às 10h por Sérgio José Alves, pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Para o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, “todos os esforços devem ser desenvolvidos para divulgar um sistema que só vai trazer benefícios aos produtores, mas requer uma mudança de atitude”. Ele se refere ao fato de que os produtores, de um modo geral, por sua resistência a novas práticas e tecnologias, acabam perdendo a oportunidade de otimizar os seus negócios. “Por isso”, acrescenta, “estamos envolvendo não só os produtores, mas toda a família nessa discussão”.

Área - Na região da Cocamar há mais de 20 mil hectares já mantidos com integração lavoura e pecuária, o dobro em comparação à safra 2010/11. A maioria das propriedades está localizada nas regiões de Umuarama e Paranacity, onde predomina o solo arenoso.

Homenagem - Durante o Encontro será prestada homenagem a mulheres que se destacam no agronegócio, entre outras atividades. As participantes integram 25 núcleos espalhados pela região, com total de 620 membros, entre cooperadas e esposas de produtores. (Imprensa Cocamar)

INFRAESTRUTURA I: Sai edital para estudos da ligação da Ferroeste com Mato Grosso do Sul

ferroeste2jw 1A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. – empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes – publicou nesta segunda-feira (18/06) o edital da licitação para elaboração de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental da ligação ferroviária entre a Ferroeste, em Cascavel (Oeste do Paraná), e Maracaju, no Mato Grosso do Sul. O edital representa o primeiro passo concreto para a realização da obra, que o governo do Estado negocia com a União desde o ano passado. O edital também contempla dois trechos da Ferrovia Norte-Sul (FNS). O primeiro liga Panorama, no interior de São Paulo, a Chapecó, Oeste de Santa Catarina. O segundo trecho une Chapecó ao Porto de Rio Grande (RS).

Outros trechos - Segundo a Valec, nos estudos a serem desenvolvidos no trecho Cascavel-Maracaju deverão ser consideradas, analisadas e registradas informações sobre os estudos já realizados ou em desenvolvimento para os segmentos existentes entre Cascavel e o Porto de Paranaguá e também até o Porto de São Francisco do Sul (SC). O objetivo é integrar as vias existentes com as que serão construídas, o que exigirá compatibilização de bitolas.

Prazo - De acordo com o edital da Valec, propostas para a elaboração do estudo deverão ser apresentadas até as 10 horas de 7 de agosto, no auditório da empresa, em Brasília. O prazo do contrato será de 18 meses, contados a partir da data da assinatura, podendo ser prorrogado.

Negociações – A expansão da ferrovia de Cascavel até Dourados e Maracaju, no Mato Grosso do Sul, passando por Guaíra, e de um novo ramal unindo Guarapuava ao Porto de Paranaguá, para solucionar o problema do gargalo logístico existente na antiga linha da RFFSA, tem a participação da Valec, empresa da União. O projeto já está em fase de contratação do estudo de viabilidade e conta com o apoio do Governo Federal.

Início - As primeiras conversas para fazer avançar o projeto de extensão da Ferroeste ocorreram em fevereiro do ano passado, numa reunião entre os governadores Beto Richa e André Puccinelli (MS), com a participação do secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e do presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro. O entendimento do governo do Paraná é que, além de baratear o custo de escoamento da safra agrícola do centro-oeste e norte do Brasil, a obra vai impulsionar o desenvolvimento econômico e social do Oeste paranaense e fortalecer o Porto de Paranaguá.FERROESTE17

Reunião - No último dia 12, o secretário Richa Filho e dirigentes da Ferroeste voltaram a tratar do assunto durante uma reunião, em Brasília, com o diretor de Planejamento da Valec, Josias Sampaio Cavalcante Júnior, e uma equipe técnica de empresa. Durante o encontro, Richa Filho disse à Valec quais os corredores ferroviários prioritários para o Paraná. Salientou também a necessidade de que o futuro trecho Sul da Norte-Sul passe entre Cianorte e Campo Mourão, entroncando-se com o terminal da Ferroeste, em Cascavel, e seguindo para o Sul, entre Francisco Beltrão e Pato Branco, até Chapecó. (AEN)

INFRAESTRUTURA II: União investirá R$ 13 bilhões em novas ferrovias no Sul

O governo prepara uma grande ofensiva para expandir a malha ferroviária no Sul do país. Até o fim da semana, a estatal Valec anunciará a contratação de uma série de estudos de viabilidade e a realização de acordos técnicos para encampar a construção de 2,7 mil quilômetros de trilhos.

Custo - Esses estudos, que custarão R$ 30 milhões e deverão ser concluídos em até um ano, vão balizar a construção de quatro grandes trechos planejados pelo Ministério dos Transportes. O maior deles, entre as cidades de Panorama (SP) e Rio Grande (RS), prevê um investimento total de R$ 6 bilhões. Trata-se do último bloco que complementa o projeto da Ferrovia Norte-Sul. O edital para contratação dos estudos e projeto dessa malha foi publicado nesta segunda-feira (18/06).

Outros traçados prioritários - Outros três traçados são prioritários para a ampliação da infraestrutura da região. O governo quer ligar por trilhos os 500 km que separam as cidades gaúchas de Carazinho e Uruguaiana, projeto que tem custo estimado em R$ 2,5 bilhões. No trecho entre Cascavel (PR) e Maracaju (MS), a estimativa é de injetar mais R$ 2,1 bilhões em 420 km de linha. O edital desse traçado também foi publicado nesta segunda.

“Ferrovia do Frango” - O governo também quer viabilizar a construção da "Ferrovia do Frango". O projeto, que liga as cidades catarinenses de Chapecó e Itajaí, com aproximadamente 600 km de distância, está avaliado em R$ 3,1 bilhões. Somados todos os empreendimentos, o desembolso chegaria a R$ 13,7 bilhões.

Cofres públicos - A ideia é que 100% dos recursos saiam dos cofres públicos. Por trás da aplicação desse dinheiro está o fortalecimento da estatal Valec, que administra os empreendimentos da União. As novas ferrovias vão complementar a capacidade da malha que já existe na região e que hoje é operada pela América Latina Logística (ALL). Serão diretamente beneficiados os portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS).

Meta - Nesta segunda-feira (18/06), em visita a Chapecó, o ministro dos Transportes, Paulo Passos, disse que a meta do governo é expandir os atuais 29 mil quilômetros da malha nacional para 40 mil km até 2020. Segundo ele, estão previstos investimentos de R$ 200 bilhões em ferrovias até 2025, sendo R$ 33 bilhões na Região Sul. (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA III: Novas ferrovias reforçam peso estatal no setor

A decisão do governo de se apoiar no investimento público para ampliar a malha ferroviária do país não é uma unanimidade no setor. Parte das empresas defende a tese de que muitos projetos andariam bem mais rápido e seriam menos onerosos aos cofres públicos se a União decidisse abrir mão dos empreendimentos e os concedesse à iniciativa privada.

Histórico desfavorável - O histórico da gestão pública nas ferrovias, de fato, não é muito favorável. Por 40 anos, a União foi dona da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), estatal que foi privatizada na década de 1990, depois de se transformar em um dos maiores escândalos de descaso com o dinheiro público do país. Até hoje ainda há bilhões de reais em dívidas não quitadas, boa parte delas decorrente de milhares de processos trabalhistas que não foram concluídos.

Aposta - Com a Valec, no entanto, o governo aposta numa situação diferente. O plano é que, assim que esses novos trechos de malha estiverem prontos, a estatal ofereça-os para diferentes empresas de logística. Trata-se de uma mudança em relação ao modelo atual de concessão, que privilegia um único operador em cada ferrovia. É o que acontece, por exemplo, nos 719 quilômetros já construídos e em operação da Ferrovia Norte-Sul, entre as cidades de Palmas (TO) e Açailândia (MA). Desde 2007, a mineradora Vale tem exclusividade para utilizar esse percurso. Para isso, a empresa arrematou, com lance de R$ 1,478 bilhão, a exploração comercial pelo período de 30 anos.

Monopólio - O novo modelo de concessão - que é criticado pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa as empresas de transporte de cargas do setor - quer acabar com esse monopólio, uma situação que, de acordo com o governo, tem dificultado a operação de outras empresas interessadas no mesmo trecho. As regras, que ainda não entraram em vigor, preveem o direito de passagem e tráfego mútuo, além de metas de produção por trecho e de segurança para as concessionárias.

Portos - As novas ferrovias terão impacto direto no transporte de cargas que é direcionado, principalmente, a quatro grandes portos da região: Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC), Itajaí (SC) e Rio Grande (RS). Uma das preocupações do governo é fazer com que as novas linhas não tragam impacto negativo às malhas já construídas na região Sul.

ALL - No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, quase todas as ferrovias foram concedidas para a empresa América Latina Logística (ALL). Um bom trecho dessas linhas, segundo José Eduardo Castello, presidente da Valec, está com o tráfego suspenso há anos. Outra parte estaria com capacidade ociosa. De acordo com dados da ANTF, a ALL investe anualmente entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões só no Rio Grande do Sul para ampliar a capacidade da malha local. No ano passado, esse trecho da ferrovia foi responsável por 70% do volume movimentado no porto de Rio Grande.

Interligação - "Estamos analisando diversas formas de interligação com a malha existente e vamos trabalhar de forma articulada, sem olhar as necessidades de um único Estado. A ideia não é prejudicar ninguém, mas melhorar aquilo que já existe", diz Castello. "Os estudos técnicos vão mostrar aquilo que pode ser utilizado como interligação e aquilo que precisa ser feito para apoiar o plano traçado. Não haverá sobreposição de malha, nem desperdício de dinheiro", complementa.

Desperdício de recursos - Desperdício de recursos é algo que já entrou para o currículo da Valec. Na Ferrovia Norte-Sul, revelou o Valor na semana passada, terá de ser gasto cerca de R$ 400 milhões a mais para consertar estruturas e trilhos que foram mal instalados. Trata-se de injetar dinheiro para arrumar algo que nunca foi utilizado. Além disso, a estatal terá que erguer uma série de pátios logísticos que constavam dos contratos firmados com empreiteiras, mas que não foram entregues.

Acordos de cooperação técnica - Para evitar que os problemas se repitam nos novos projetos, diz Castello, a Valec vai firmar acordos de cooperação técnica com as universidades federais do Paraná e Santa Catarina. As parcerias têm o propósito de definir, especificamente, qual será o traçado da chamada "Ferrovia do Frango", planejada para ligar as cidades catarinenses de Chapecó e Itajaí. A participação da universidade paranaense deve-se à possibilidade de o traçado da ferrovia se ligar à linha férrea que hoje corta os Estados e que foi concedida a ALL. Com essa interligação, a carga transportada pela nova ferrovia ganharia a opção de chegar até o porto de Paranaguá, além dos terminais de Itajaí. "Não vamos privilegiar nenhum Estado, em específico, mas aquilo que é melhor para a logística nacional", comenta Castello, da Valec. Nesta segunda-feira (18/06), foi publicado no Diário Oficial da União o edital para contratação dos estudos técnicos da Ferrovia do Frango. (Valor Econômico)

CÂMARA FEDERAL: Cancelado debate sobre a exclusão do setor pecuário do Plano Brasil Maior

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural cancelou a audiência que faria nesta terça-feira (19/06) para discutir os motivos que levaram o governo a não incluir a cadeia produtora e exportadora de carnes e lácteos entre os beneficiados da desoneração da folha de pagamentos do Plano Brasil Maior, de incentivo à indústria. (Agência Câmara)

PIB: Para analistas, economia se acelera no 2º semestre

As limitações impostas pelo baixo crescimento da economia doméstica nos primeiros meses de 2012 deverão resultar em uma expansão mais fraca do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, mas continua forte entre economistas a avaliação de que, a partir do segundo semestre, a atividade irá se acelerar. Se a previsão, bastante comum, de crescimento superior a 1% no último trimestre se concretizar, o efeito estatístico será bem mais positivo para 2013, permitindo crescimento de no mínimo 4%, avaliam.

Delfin Netto - O economista e ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto calcula que, com base no crescimento de 0,2% no primeiro trimestre e nos indícios de que a atividade avançou algo como 0,5% no segundo trimestre deste ano, será necessário que a economia brasileira acelere com força e cresça a taxas bem superiores a 1% por trimestre na segunda metade de 2012 para garantir alta de 2% do PIB. Apesar do número modesto, pondera Delfim, "vamos estar, no fim do ano, rodando a um crescimento de 4%, que é para onde vamos seguir no futuro", afirmou durante evento organizado pela Câmara de Comércio França-Brasil.

2013 - Octávio de Barros, diretor do departamento de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, estima avanço de 4% do PIB em 2013, com forte ajuda do carregamento estatístico, que deve ser de, no mínimo, 2%. Ou seja, mesmo se a economia permanecesse no mesmo patamar ao longo do ano, o país teria garantido crescimento de 2% em 2013 por causa desse efeito.

Impacto subestimado - Ainda assim, a aceleração não tornará possível um avanço superior a 2,1% do PIB neste ano. "Nós subestimamos o impacto para o conjunto da economia da crise do setor industrial, que é uma crise global e afeta até mesmo a China, com a contração do mercado europeu", disse o economista. Com o ritmo mais fraco de atividade no início do ano, e a expectativa que o IPI mais baixo para veículos será prorrogado até o fim de 2012, Barros avalia que a inflação medida pelo IPCA pode convergir para o centro da meta e fechar o ano em 4,6%.

Segundo semestre - Vladimir Caramaschi, economista-chefe do Crédit Agricole, também enxerga fortes taxas de crescimento no segundo semestre. Para ele, o consumo das famílias, em larga medida, ficará a cargo dessa aceleração. (Valor Econômico

BNDES: Crédito do banco para os Estados pode sair até 2014

Apesar da expectativa do Palácio do Planalto de que a linha de financiamento especial a ser criada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os Estados ajude a impulsionar a atividade da economia doméstica imediatamente, parte dos recursos poderá ser liberada apenas em 2013 e 2014. A medida, que tenta combater os efeitos da crise financeira global, foi anunciada sexta-feira, depois de reunião da presidente Dilma Rousseff com os governadores.

Ponderação - Questionado se o lançamento da linha teria algum impacto nas projeções de desembolsos do banco para este ano, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ponderou que o ano de 2012 já está na metade e as contratações demandam algum tempo. "O impacto mais substancial será em 2013, e talvez um pedaço em 2014. Não antevejo um estresse sobre o funding do banco para 2012."

Critérios - De acordo com Coutinho, o governo discute os critérios para dividir entre os Estados os R$ 20 bilhões liberados. "Reuniões técnicas estão sendo feitas em Brasília. O que se discute de mais importante são os critérios de alocação dos recursos, combinando redistribuição para os Estados mais pobres e com maior população, que é o critério do Fundo de Participação dos Estados (FPE), com o outro lado, que é a eficácia. Existem Estados que têm carteiras de projetos mais maduras e, portanto, mais viáveis a curto prazo. O que se deseja é combinar as duas coisas", explicou o presidente do BNDES.

Rápido - Segundo fontes do Palácio do Planalto, o governo quer ver esses R$ 20 bilhões despejados na economia o mais rápido possível. Caso algum governo estadual não tenha projeto pronto, o governo deixou aberta a possibilidade de que esses recursos possam ser usados para pagar as contrapartidas dos Estados em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já contratadas e em andamento.

Carta de compromisso - Coutinho disse ainda, depois de participar do Fórum de Sustentabilidade Empresarial, na Rio+20, que um clube de bancos de fomento ao desenvolvimento sustentável, do qual o BNDES participa, anunciará nesta terça-feira (19/06) uma carta de compromisso. "Temos uma instituição chamada International Financial Development Club. São 19 bancos de vários países e temos trabalhado em conjunto, no sentido de pactuar um comprometimento das instituições com o desenvolvimento sustentável e inclusivo", disse o presidente do banco. (Valor Econômico)

RIO+20: ONGs perderam monopólio das decisões ambientais, diz Kátia Abreu

Uma das principais lideranças da bancada ruralista, grupo parlamentar acusado por ambientalistas de patrocinar o desmatamento no país, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) defende os produtores rurais das críticas e diz que o agronegócio nacional exibirá na Rio+20 práticas sustentáveis. "Temos motivos de sobra para nos orgulhar: produzimos uma das melhores e maiores agriculturas do planeta em 27% do território (brasileiro), preservando 61% dos nosso biomas", afirma Abreu, que desde 2009 preside a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ela própria uma pecuarista - em 1987, assumiu a fazenda do marido, morto em acidente de avião -, Abreu diz que o Código Florestal recentemente assinado pela presidente Dilma Rousseff trouxe dois grandes benefícios ao setor: deu segurança jurídica aos produtores e "tirou a hegemonia das ONGs, que faziam mudanças (na legislação ambiental) através do Ministério do Meio Ambiente, via decretos".

Entrevista - Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista da senadora à BBC Brasil:

BBC Brasil - O agronegócio é apontado por ambientalistas e outros setores da sociedade brasileira como um dos principais patrocinadores do desmatamento no país. O que o setor tem a dizer na Rio+20?

Kátia Abreu - Temos motivos de sobra para nos orgulhar. Produzimos uma das melhores e maiores agriculturas do planeta em 27% do território, preservando 61% dos nosso biomas. E com a menor taxa de desmatamento dos últimos 40 anos, talvez. Não temos do que nos envergonhar. É primeira vez que uma conferência ambiental incorpora a questão alimentar. Estamos muito felizes com isso. Queremos mostrar a todos os nossos projetos na área ambiental, nossas técnicas de produção de agricultura de baixo carbono, que ninguém no mundo está fazendo. Tenho percorrido o mundo todo e visto as pessoas impressionadíssimas com o potencial brasileiro de produção de alimentos.

BBC Brasil - O agronegócio é um dos setores mais lucrativos da economia brasileira, e o crescimento da população está estabilizando. É preciso continuar aumentando a produção?

Kátia Abreu - Sim, precisamos, inclusive para atender à recomendação da FAO (Agência da ONU para Agricultura e Segurança Alimentar) de que em 2050 o Brasil precisará ter aumentado sua produção em 40%. Mas podemos aumentar no mesmo espaço de chão que temos hoje.

BBC Brasil - Sem ampliar as terras de plantio?

Kátia Abreu - Sim. Hoje muito poucos produtores têm interesse em desmatar, mesmo o legalmente permitido. Já estão nos seus limites. O interesse deles é produzir mais, aumentar a produtividade.

BBC Brasil - Mas os ruralistas não têm defendido diminuir os percentuais de proteção obrigatória (Reserva Legal) das propriedades, que variam conforme o bioma e chegam a 80% na Amazônia?

Kátia Abreu - Não, na Amazônia, defendemos um percentual de 50% (de preservação) para as propriedades que já tiverem desmatado e estiverem produzindo alimentos nessas áreas. Nas restantes, poderiam deixar os 80% preservados. Há um número muito importante que vale registro: 84% das terras da Amazônia são propriedades da União, e apenas 26% são propriedade privada. Nesses 26%, temos que deixar entre 50% e 80% preservados. É muito pouco (desmatamento).  "Hoje muito poucos produtores têm interesse em desmatar, mesmo o legalmente permitido."

BBC Brasil - Ficou satisfeita com o Código Florestal assinado pela presidente Dilma?

Kátia Abreu - Tivemos muitos avanços, que foram compensadores. A maior recompensa de todas é que veio uma segurança jurídica para os produtores e que se tirou a hegemonia das ONGs que faziam mudanças (na legislação ambiental) pelo Ministério do Meio Ambiente, via decretos. Acabou o tempo do monopólio das ONGs sobre o assunto. Qualquer assunto de meio ambiente agora vai ser votado no Congresso Nacional.

BBC Brasil - Quais os pontos centrais do código que agora os ruralistas pretendem modificar no Congresso?

Kátia Abreu - Com relação à APP (Área de Preservação Permanente), sabemos da importância das matas ciliares (vegetação ribeirinha), mas queríamos que os Estados pudessem definir como e quanto recompor o que já foi aberto.

BBC Brasil - Isso não deixaria a regulamentação muito sujeita ao poder do agronegócio em alguns Estados?

Kátia Abreu - Estamos falando de áreas que já foram desmatadas, e não de áreas novas para desmate. O Ibama nasceu para ser fiscalizador, temos o Ministério Público, os Conselhos de Meio Ambiente dos Estados, que só têm ambientalistas. Não há risco. Assim como a saúde e a educação são governadas nos Estados, por que o meio ambiente não poderia ser? Já imaginou se de repente aprovássemos uma lei na Europa dizendo que a partir de hoje todos os rios têm de deixar 30 metros (preservados)? O que dizer a esses produtores? Acha que iriam cumprir? Onde há pessoas, existem direitos, existem conflitos que precisam ser solucionados. E talvez nos Estados pudesse ser mais fácil resolvê-los.

BBC Brasil - A bancada ruralista defende a soberania nacional ao criticar a influência exercida por ONGs estrangeiras no debate sobre o meio ambiente no Brasil, mas os parlamentares do grupo têm defendido diminuir as restrições à compra de terras por estrangeiros. Não há incoerência?

Kátia Abreu - O que tem a ver compra de terras por estrangeiros com o meio ambiente? Não vejo nenhuma ligação. Vivemos em mundo globalizado: qualquer país que venha comprar terras no Brasil terá de seguir a legislação brasileira. A livre iniciativa, o livre mercado, o mundo globalizado não permitem essas restrições.

BBC Brasil - Por que os ruralistas querem tirar do Poder Executivo a prerrogativa de demarcar terras indígenas?

Kátia Abreu - Porque hoje essa decisão está totalmente nas mãos da Funai (Fundação Nacional do Índio). Não se discute no Congresso, não se ouvem governadores, deputados estaduais, vereadores. São decisões monocráticas, unilaterais. O Congresso é a representação da sociedade, o que for feito aqui dentro tem participação do povo.

BBC Brasil - Mas a demarcação de terras não exige a competência de um órgão específico? Não há uma dívida histórica com os índios que justificaria um tratamento especial?

Kátia Abreu - Não estou discutindo se deve ou não haver tratamento especial. O governo faz o que achar com as políticas públicas, mas o Estado de Direto tem de ser respeitado. Segundo a Constituição, as terras indígenas não podem ser ampliadas. Áreas indígenas são as que estavam ocupadas em 5 de outubro de 1988 (data da promulgação da Constituição), e não as que já foram ocupadas ou que serão ocupadas. Mas se quiserem desapropriar e indenizar propriedades, se quiserem dar 50% do país aos índios, não temos nada contra.

BBC Brasil - E nos casos em que os índios foram expulsos de suas terras antes da Constituição de 1988?

Kátia Abreu - Não posso responder sobre esses casos, só sobre a lei existente. Esses casos têm de ser investigados pela Justiça.

BBC Brasil - Os ruralistas também têm se oposto à Proposta de Emenda Constitucional do Trabalho Escravo. O grupo não teme ser associado a um conservadorismo arcaico?

Kátia Abreu - Você conhece bem a lei do trabalho escravo? O que mais chama atenção lá? A expropriação de propriedades onde for encontrado trabalho escravo. Sou super a favor que se exproprie, que se dê prisão perpétua a quem tem trabalho escravo. O grande problema da lei é que não tem definição clara do que é (trabalho) degradante e do que é jornada exaustiva. É o que faremos no Senado. Não vamos deixar o descumprimento de leis trabalhistas ser confundido com escravidão, para tomar fazendas dos outros e fazer reforma agrária de graça.( BBC Brasil)

EVENTO: Seminário discute agrotóxicos em Curitiba

Curitiba deu abertura, nesta segunda-feira (18/06) à noite, ao Encontro Nacional de Fiscalização e Seminário sobre Agrotóxicos, o Enfisa 2012, no Hotel Four Points. Segundo o coordenador geral do Enfisa, Luiz Rangel, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), estão em discussão as políticas públicas e a regulamentação para o uso racional e seguro dos agrotóxicos. Ele aponta como problemas o mau uso, além da aplicação e venda sem receita. O encontro começou ontem e segue até quinta-feira à tarde. Hoje, serão abordadas a questão dos resíduos de agrotóxicos em alimentos e as políticas de redução do uso. Amanhã e quinta, haverá discussões sobre fiscalização e será elaborada a Carta de Curitiba. As inscrições custam a partir de R$ 100. Mais informações: www.enfisa.com.br. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

SAÚDE: Paraná confirma mais três mortes por gripe A

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta segunda-feira (18/06) mais três mortes por gripe A (H1N1) no Paraná. Os casos foram registrados nos municípios de Curitiba, Cornélio Procópio e São Mateus do Sul. Desde o início do ano o Estado contabiliza cinco mortes – uma delas de um paranaense que adquiriu a doença e morreu no Nordeste do País.

Alerta - O aumento no número de casos de gripe A nos últimos dias coloca o Paraná em alerta. Dos 64 casos confirmados este ano, 36 foram registrados no mês de junho. A situação de estados vizinhos – como Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul – também é preocupante. Santa Catarina já confirmou 268 casos e 21 mortes este ano.

Medicamento– A Secretaria da Saúde recomenda que todas as pessoas que apresentarem febre, associada a tosse ou dor de garganta, sejam encaminhadas imediatamente para uma unidade básica de saúde. “Se o caso for classificado como suspeito de gripe o médico deve receitar o medicamento Oseltamivir, mesmo sem a confirmação por exames laboratoriais”, afirma o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz. O medicamento age contra os tipos de vírus Influenza mais circulantes no País e evita o agravamento do quadro clínico do paciente.

Oferta - O Governo do Estado oferece cerca de 2 milhões de apresentações do Oseltamivir para toda a rede pública de saúde do Paraná. Por determinação do secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, desde a última sexta-feira (15/06) os hospitais da rede privada que atendem casos de urgência e emergência também estão recebendo o medicamento.

Prevenção – Além da vacinação, há formas simples de se prevenir contra a gripe e outras doenças respiratórias. A Secretaria da Saúde recomenda que a população não compartilhe objetos de uso pessoal e mantenha as mãos sempre higienizadas, com a aplicação de álcool gel ou lavagem com água e sabão. Deixar os ambientes arejados, com bom fluxo de ar, também evita a circulação do vírus. Ao espirrar, pessoas com sintomas da gripe devem proteger a boca com um lenço para diminuir os riscos de contaminação do ambiente. A secretaria prepara ainda materiais educativos sobre as principais formas de prevenção e orientações quanto aos casos suspeitos de gripe. O material será distribuído para todos os municípios nas próximas semanas.

Sala de situação – A partir desta semana, a sala de situação da Secretaria da Saúde, que antes monitorava apenas o comportamento da dengue no Estado, passa a acompanhar também a gripe nos municípios. Toda segunda-feira será divulgado um boletim detalhado sobre o panorama da doença no Paraná. Até agora todos os casos de gripe A (H1N1) estão concentrados em 21 municípios do Estado: Matinhos (4), Paranaguá (4), Campo Largo (2), Colombo (1), Curitiba (24), Fazenda Rio Grande (1), Pinhais (2), Piraquara (1), São José dos Pinhais (2), Ponta Grossa (6), Guarapuava (1), São Mateus do Sul (1), Pato Branco (1), Francisco Beltrão (2), Cascavel (1), Juranda (1), Astorga (1), Maringá (3), Sarandi (1), Cornélio Procópio (1), Tibagi (5).

Videoconferência - Na quinta-feira (21/06) haverá videoconferência com os diretores e equipes das regionais de saúde para atualização dos procedimentos adotados pelo Governo do Estado. (AEN)


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