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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2871 | 20 de Junho de 2012

BRDE: Koslovski fala para diretoria do banco em Curitiba

O presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, esteve reunido na manhã desta quarta-feira (20/06), em Curitiba, com o presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Renato Mello Viana, diretores, conselheiros e colaboradores do banco. O encontro foi aberto pelo diretor financeiro do BRDE, Jorge Gomes Rosa Filho, que ressaltou a importância do evento como uma oportunidade para conhecer os sistemas adotados no controle da gestão das cooperativas do Paraná, já que o banco é um agente de fomento e que vem aplicando significativo volume de recursos financiando o setor.

Desenvolvimento agroindustrial - Em sua apresentação, Koslovski falou da importância que o BRDE representa para o cooperativismo, especialmente no desenvolvimento agroindustrial. “O banco é um grande parceiro das cooperativas, desde a década de 1970, e sempre atendeu da melhor forma possível os pleitos apresentados pelo setor”, frisou. Ao citar os principais números do cooperativismo paranaense, o presidente da Ocepar lembrou que, em 2011, a movimentação financeira das 240 cooperativas registradas na organização atingiu o valor recorde de R$ 32 bilhões. “Hoje, temos 11cooperativas com faturamento anual superior a R$ 1 bilhão e, no próximo ano, deveremos chegar a 13 cooperativas que vão alcançar esse valor”, acrescentou.

Monitoramento – Ainda de acordo com ele, o Sistema Ocepar desenvolveu um sistema de análise e monitoramento, elaborado com as sugestões das cooperativas, e que faz uma espécie de radiografia de cada uma delas. “Isso possibilita maior transparência e confiança aos cooperados e às instituições financeiras, como o BRDE. Sabemos que alguns estados tem dificuldade para implantar um sistema semelhante. A Organização das Cooperativas Brasileiras está implantando em âmbito nacional um modelo que está sendo construído para atender os diferente níveis de crescimento do cooperativismo”, disse Koslovski. Ele esclareceu que é um sistema em etapa inicial e que deverá ser aprimorado até chegar ao que o Sescoop/PR já utiliza. “Esses controles são necessários porque os recursos administrados pelo Sescoop são fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União”, ressaltou.

Outras ações - O presidente da Ocepar também destacou as visitas técnicas realizadas frequentemente pelos analistas do Sescoop/PR às cooperativas, para discutir assuntos de interesse delas e orientá-las sobre questões relativas à gestão. Também tratou sobre a capacitação de novas lideranças, os programas Cooperjovem e A União Faz a Vida, que tem como meta levar o cooperativismo para dentro das escolas; o Jovem Aprendiz, que visa a inserção de rapazes e moças no mercado de trabalho e o Fórum dos Presidentes das Cooperativas, realizados duas vezes por ano. “Temos ainda focado muito nas parcerias entre as próprias cooperativas, por meio da intercooperação, para resolver demandas internas sem a necessidade de sair do sistema e encontrar soluções para os nossos desafios”, disse.

Especialização – Segundo Koslovski, o cooperativismo paranaense tem investido fortemente na área de formação, sendo que somente neste ano serão aplicados cerca de R$ 20 milhões em treinamentos. “Trata-se de uma ferramenta importante e que nos proporciona maior tranquilidade na gestão de aplicação dos recursos de forma efetiva e coordenada. Após cada evento, fazemos uma avaliação sobre a qualidade do curso e do instrutor, inclusive em relação ao valor que está sendo cobrado, para checar se estão dentro dos parâmetros do mercado”, explicou. Ele disse ainda que está ocorrendo um avanço na oferta dos cursos de especialização. “Já realizamos 322 eventos, entre pós graduações e MBAs, com 5.885 horas aula e quase 12 mil participantes”, acrescentou.

Necessidades - Um novo programa está sendo implantado no Paraná para apontar as necessidades reais das cooperativas na área de formação e promover a destinação correta dos recursos onde houver maior carência. Entre outras ações para o aprimoramento da administração do setor, o presidente da Ocepar citou os cursos de capacitação de Conselheiros Fiscais. “Nós vamos implantar a certificação dos conselheiros e esse será um diferencial importante para a melhoria da gestão das cooperativas”, frisou.

Referência nacional – O presidente do BRDE elogiou a iniciativa destinada a aprofundar o conhecimento do banco sobre o cooperativismo. “Foram apresentados números impressionantes e mostrada a importância do sistema. O Paraná é uma referencia nacional nesse setor e notamos a preocupação do sistema com a formação. Implicitamente, isso responde à preocupação do banco quanto ao preparo dos dirigentes, tanto no aspecto da gestão como na questão da sucessão nas cooperativas”, afirmou Mello Viana. “Sua presença, João Paulo, nos dá tranquilidade pois mostra que tudo vem sendo realizado de forma profissional e foi isto que pudemos verificar na sua apresentação. O BRDE sempre estará ao lado das cooperativas, sem dúvida. Tenho absoluta certeza de que o sistema cooperativista do Sul está profissionalizado. Somos e continuamos parceiros para seu desenvolvimento”, finalizou.

Oportunidade - Para o diretor financeiro do BRDE, Jorge Gomes Rosa Filho, que sugeriu a realização deste encontro entre o setor cooperativista paranaense com os diretores e conselheiros do banco, foi uma oportunidade para mostrar os diversos mecanismos que o Sistema Ocepar utiliza para a melhoria da gestão das cooperativas. “Esta participação do presidente João Paulo nos dá a tranquilidade de continuar apoiando o setor com mais segurança, porque existe por parte da entidade um acompanhamento constante dos diversos indicadores de gestão. Creio que nossos diretores e conselheiros saíram daqui satisfeitos com a apresentação”, frisou. E foi justamente este o sentimento do conselheiro Valmor Weiss que, após a apresentação da Ocepar, fez questão de dizer que a apresentação feita por Koslovski foi “brilhante”.  Segundo ele, “não só os números apresentados mas também a forma de acompanhar a evolução desses indicadores junto ao sistema cooperativista impressionam, principalmente pelo grau de detalhes que foi apresentado. Um modelo a ser replicado em todo o Brasil, não só na administração dos recursos mas na preparação das pessoas através de treinamentos, cursos, etc”, disse.

Recursos públicos - O diretor de operações do banco, Neuto Fausto de Conto, destacou a prática constante das cooperativas na melhoria da gestão. “A experiência do presidente João Paulo nos dá a tranquilidade de que as cooperativas estão bem geridas. A parceria que temos com as cooperativas é fundamental e precisa ter continuidade, evidentemente com todo o cuidado necessário, afinal, administramos dinheiro público, do BNDES e consequentemente de todos os brasileiros e por isso a necessidade de investirmos bem, para que possa frutificar e retornar em benefício de toda a sociedade”, salientou.

Presenças – Participaram da reunião o presidente do BRDE, Renato Melo Viana, os diretores do BRDE no Paraná, Jorge Gomes Rosa Filho e Nivaldo Assis Pagliari, da diretoria de finanças e diretoria de acompanhamento e recuperação de créditos, respectivamente. Também, o diretor de Santa Catarina, Neuto Fausto de Conto, de operações; do Rio Grande do Sul, Carlos Henrique Horn, de planejamento e vice-presidente do BRDE e José Hermeto Hoffmann, administrativo. Participaram ainda funcionários do BRDE e representantes da Ocergs e Sescoop do Rio Grande do Sul.

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PRODECOOP: Ministério da Fazenda amplia recursos para financiamento de projetos

O Ministério da Fazenda alterou para R$ 850.000.000,00 o valor dos recursos destinados ao financiamento de operações no âmbito do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), referente à safra 2011/12. A medida atende a pleito da Ocepar, que estava preocupada com a falta de recursos para custear os projetos de investimento das cooperativas, especialmente os que estavam em fase final de análise e aprovação. No início da safra passada, o governo federal havia disponibilizado R$ 1,95 bilhão ao Prodecoop. Desse total, R$ 1 bilhão foi realocado para o Procap-Agro (Programa de Capitalização das Cooperativas Agropecuárias) mas apenas R$ 500 milhões restaram para financiar as operações do Prodecoop porque o governo havia realocado verbas deste e de outros programas para cobrir o custeio da safra. “Com a publicação da Portaria nº 231, nesta quarta-feira (20/06), o governo fez um ajuste necessário para não prejudicar os projetos de investimento das cooperativas, que ainda têm mais alguns dias para assinar os contratos, já que a safra 2011/12 encerra em 30 de junho”, afirma o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra.

Outros programas – A portaria nº 231/2012, do Ministério da Fazenda, também estabeleceu o novo valor para o financiamento de operações de custeio agrícola e pecuário e de comercialização (EGF), que ficou em R$ 14.600.000.000,00. Já o financiamento de operações de custeio agrícola e pecuário e de comercialização (EGF), no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), passou para R$ 3.200.000.000,00. Foi ainda ampliado para R$ 300.000.000,00 o montante destinado ao financiamento de operações no âmbito do Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra); para R$ 50.000.000,00 o valor destinado ao financiamento de operações realizadas no âmbito do Moderfrota, com produtores que se enquadrem no Pronamp, e para R$ 230.000.000,00 o total destinado ao financiamento de operações de investimento realizadas com produtores que se enquadrem no Pronamp, exceto aquelas enquadradas no Moderfrota.

 

Clique aqui para conferir na íntegra a Portaria nº 231/2012

LEITE: Lei exige definição do preço do produto antes de sair das propriedades

Leite derramandoFoi publicada, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (20/06), a lei federal nº 12.669, que dispõe sobre a obrigatoriedade de empresas de beneficiamento e comércio de laticínios informarem ao produtor de leite o valor pago pelo produto até o dia 25 do mês anterior à entrega. Se a norma não for obedecida, a empresa será penalizada, devendo pagar o maior preço praticado no mercado.

 

Clique aqui para conferir na íntegra a Lei nº 12.669/2012

 

CAPAL: Itararé tem palestra sobre sucessão familiar

Na noite da última quinta-feira (14/06), foi realizada na unidade da Capal em Itararé (SP), uma palestra sobre sucessão familiar, ministrada por Tobias Katsman, economista rural da Fundação ABC. O objetivo da palestra foi mostrar aos produtores que este é um tema que deve ser trabalhado desde cedo para que a sucessão ocorra de uma forma tranquila e correta. "Não devemos esperar ninguém morrer para pensar em sucessão. Trata-se de um processo que tem que ser pensado e desenvolvido ao longo de anos, que envolve a preparação dos sucessores para assumir o negócio com competência", afirma Tobias.

Dificuldade - Cerca de 45 pessoas, entre cooperados e familiares, assistiram à palestra. Os produtores mostraram que possuem certa dificuldade em definir como será sua sucessão, mas admitiram que se preocupam com isso. “Com tantos problemas repentinos de saúde e outros riscos que corremos, acho importante já pensar no que fazer com meu negócio. No meu caso ainda é difícil definir, pois meus filhos ainda são pequenos. Mas já venho pensando nesse assunto para que, quando chegar a hora, essa transição aconteça da melhor forma possível", afirma o agricultor Luiz Vespaziano dos Santos.

Interesse - Um dos pontos destacados na palestra foi o fato da sucessão acontecer ou não. Os produtores foram orientados a verificar o interesse e a vocação dos filhos para a atividade desde pequenos, pois é preferível uma não sucessão a uma sucessão mal sucedida que pode levar o negócio à falência. (Imprensa Capal)

SICREDI AGROEMPRESARIAL: São Pedro do Ivaí tem unidade de atendimento ampliada

inauguracaoA reinauguração da unidade de atendimento da Sicredi Agroempresarial em São Pedro do Ivaí aconteceu nesta terça-feira (19/06), às 9h30, com a participação de associados, convidados e autoridades. A equipe da cooperativa de crédito preparou uma recepção com o objetivo de comemorar essa nova conquista. “Este município sempre recebeu muito bem o Sicredi e neste momento percebemos a necessidade de ampliar esta Unidade e oferecer mais conforto para nossos associados”, avalia o Presidente, Agnaldo Esteves.

Melhorias - A nova unidade de atendimento de São Pedro do Ivaí foi ampliada e oferece mais conforto, privacidade e segurança aos mais de 1.398 associados, proporcionando melhor atendimento. A estrutura, com área construída de 243 m², é fruto da participação dos associados que acreditam neste empreendimento, que é a cooperativa de crédito.

Bom atendimento - No município, a Sicredi Agroempresarial administra R$ 11,2 milhões em recursos, 5,4 milhões na carteira de crédito e conta um quadro com 8 colaboradores. “Além de trabalharmos com o diferencial do cooperativismo, com taxas diferenciadas e participação ativa dos nossos sócios na gestão da cooperativa, nos preocupamos com o bom atendimento e esta unidade agora mais ampla vai ir de encontro a isto, oferecer sempre mais aos nossos associados”, disse a gerente Elizabete Camargo.

Presença - A Sicredi Agroempresarial está presente no município de São Pedro do Ivaí desde 1992, quando deu inicio ao atendimento aos associados. (Imprensa Sicredi Agroempresarial)

UNIODONTO CURITIBA: Apoio ao Instituto Gui Darin em feijoada beneficente

Com o apoio da Uniodonto Curitiba, o Instituto Gui Darin realizará no próximo domingo (24/06) uma feijoada beneficente. A entidade atende, gratuitamente, cerca de 180 crianças especiais. Alessandra Mikilita, diretora da escola do Instituto, destaca que o objetivo do evento é arrecadar fundos que contribuirão com o processo de ampliação da estrutura do Gui Darin. “Estamos com 60 crianças na fila de espera e os fundos são para construção de pelo menos mais 30 salas”, diz Alessandra. Segundo ela, pelo menos 16 salas devem ser concluídas até o mês de setembro.

Reforma - A arrecadação também será destinada para a reforma dos espaços em que são realizadas as atividades culturais. De acordo com Alessandra, a expectativa é de que cerca de 500 pessoas participem da Feijoada Beneficente, que é aberta à comunidade. Os participantes do almoço também concorrerão a um Nintendo Wii. O evento será no próprio Instituto, localizado na Rua Tamoios, 1.385, na Vila Izabel, em Curitiba, e terá início às 12 horas.

Ingresso - O ingresso custa R$ 30,00 e crianças até 10 anos pagam R$ 15,00. Os cooperados da Uniodonto Curitiba podem solicitar ingressos gratuitamente pelo telefone (41) 3371-1940. Mas é preciso se apressar, pois são limitados.(Imprensa Uniodonto Curitiba)

CAMPOS GERAIS I: Chandoha fará palestra durante a Efapi

chandohaO deputado federal Sandro Alex (PPS-PR) intermediou uma reunião com a Sociedade Rural dos Campos Gerais e o Secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Erikson Camargo Chandoha, que atualmente é responsável pelo processo da nova raça bovina paranaense Purunã. Na oportunidade a Sociedade Rural dos Campos Gerais convidou Chandoha para ministrar uma palestra na XXXV Efapi - Exposição Feira Agropecuária e Industrial de Ponta Grossa e participar da entrega do CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção) da nova raça Purunã. A Efapi acontece entre os dias 11 e 16 de setembro. O engenheiro agrônomo Erikson Chandoha que estudou em Ponta Grossa e possui lanços de amizade no município se comprometeu em estar na cidade para prestigiar a Feira Agropecuária.  O deputado Sandro Alex reiterou o trabalho que o mesmo tem realizado, “Chandoha que é um competente integrante do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento e braço direito do Ministro Mendes Ribeiro, tem contribuído muito para nossa região”. (Assessoria Parlamentar)

CAMPOS GERAIS II: Certificação da raça Purunã é garantida

Mendes RibeiroRecentemente, o deputado federal Sandro Alex (PPS-PR) esteve em reunião com o Ministro da Agricultura Mendes Ribeiro para tratar de assuntos relacionados ao setor da pecuária e desenvolvimento econômico dos Campos Gerais, através da solicitação do CEIP para a nova raça bovina Purunã e a possibilidade da implantação do REDEX (Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação) em Ponta Grossa. A primeira questão tratada pelo deputado Sandro na reunião foi solicitar ao Ministro Mendes Ribeiro o CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção) para nova raça bovina Purunã.

Iapar - Trata-se de uma raça 100% paranaense e resultado de “trinta e cinco anos” de trabalho e estudos do IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná), especificamente do Poló Regional de Ponta Grossa. A nova raça é composta por outras quatro: Abeerdeen Angus, Canchim, Caracu e Charolês que aliam importantes características como: boa eficiência reprodutiva, precocidade que resulta em vantagem econômica, alto grau de acabamento, adaptabilidade e a tolerância à ectoparasitas, habilidade maternal, boa produção leiteira garantindo novilhos mais pesados (que atende a requistos dos importadores), além da carne de melhor qualidade.

Compromisso - O estudo para o desenvolvimento da nova raça contou com o pesquisador de melhoramento genético Daniel Perotto e o pesquisador responsável pelo setor de manejo do Iapar,  José Luiz Moletta. O processo para certificação da nova raça encontra-se em andamento no Ministério da Agricultura, para acelerar o processo o deputado Sandro levou ao conhecimento do Ministro mais informações sobre a raça que foram bem recebidas.  O Ministro reuniu sua equipe técnica e garantiu ao deputado que na edição deste ano da XXXV EFAPI (Exposição Feira Agropecuária e Industrial de Ponta Grossa) com realização prevista para semana de 11 a 16 de setembro de 2012, será entregue oficialmente o certificado.

Rural PG - Participaram da reunião junto com o deputado Sandro Alex integrantes da Sociedade Rural dos Campos Gerais, a presidente Sandra Queiroz, o vice Roberto Nascimento e a coordenadora da Câmara Técnica de Meio ambiente, Daniele Sabatke. Sandro Alex solicitou ainda ao Presidente do IAPAR Florindo Adalberto, uma grande participação do Instituto através de investimentos para comemorar não somente a conquista da certificação do Purunã como também os 100 anos da Fazenda Modelo. Na oportunidade, Sandro convidou o Ministro Mendes Ribeiro para participar pessoalmente da EFAPI e fazer a entrega do certificado, o ministro confirmou prontamente que estará com sua equipe para participar da solenidade.

Redex - Sandro Alex aproveitou a oportunidade e solicitou ao Ministro Mendes Ribeiro a possibilidade da utilização do espaço da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) em Ponta Grossa, para a transformação deste espaço em um REDEX, sendo este o primeiro passo para o Porto Seco de Ponta Grossa. O Redex ou Porto Seco são terminais alfandegados para operar na importação e exportação de mercadorias em regime de trânsito aduaneiro, esta área específica recebe cargas onde a mercadoria aguarda o despacho aduaneiro, condição que agiliza o trâmite burocrático da fiscalização e facilita a logística de exportação, reduzindo sensivelmente os custos operacionais e administrativos, resultando em mais agilidade e segurança nos contratos.

Conab - Em relação a este assunto, o Ministro considerou positivamente a relevância da ideia e encaminhou a proposta para a CONAB marcando uma audiência para o início do próximo mês. Sandro destaca o potencial de Ponta Grossa e lembra que é um dos principais entroncamentos rodoferroviários do Sul do país, destacando-se pela facilidade de acesso a todas as regiões do Estado e por isso a importância da instalação de um Porto Seco que também irá contribuir na geração de empregos e impostos para o município. “Esta poderá ser uma das maiores conquistas de Ponta Grossa nos últimos anos. Comemoramos o resultado de trinta e cinco anos de trabalho com a certificação especial do Purunã e abrimos uma grande porta para o desenvolvimento e crescimento de Ponta Grossa com a possibilidade do Porto Seco neste espaço da CONAB”, finalizou Sandro Alex. (Assessoria Parlamentar)

TRABALHO DECENTE: Subcomissão da I CNETD se reúne na sede do Sistema OCB

Às vésperas da realização da I Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente (I CNETD), a Subcomissão de Metodologia, Relatoria e Sistematização, da qual a Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) é membro integrante, entra na etapa final de consolidação das propostas estaduais em reunião realizada nesta segunda e terça-feira (18 e 19/06) na sede do Sistema OCB, em Brasília (DF). Composta por representantes do governo, de confederações patronais e de centrais sindicais, a subcomissão tem a tarefa de organizar o processo de relatoria, prévio e durante a conferência, de acordo com os resultados esperados e diretrizes definidas pela Comissão Organizadora Nacional (CON).

Conferências estaduais - No período de setembro a novembro de 2011, foram realizadas as conferências estaduais prévias, em cada unidade da Federação, com o intuito de consolidar propostas em torno dos quatro eixos temáticos da Conferência (princípios e direitos; proteção social; trabalho e emprego; fortalecimento dos atores tripartites e do diálogo social como instrumento de governabilidade democrática). A CNCoop esteve presente durante todo o processo de mobilização de parceiros para participação nessas conferências e atua, também, na subcomissão de sistematização e relatoria.

Envolvimento - “O envolvimento dos representantes das entidades sindicais foi fundamental para o sucesso das teses dos empregadores nas conferências estaduais e será, consequentemente, na nacional. A subcomissão, agora, está sistematizando as propostas advindas das conferências estaduais para que o relatório seja disponibilizado na I CNETD”, afirma o assessor jurídico da CNCoop, Reinaldo Damacena, que coordenou a reunião na sede do Sistema OCB.

Data e local - A I CNETD será realizada em Brasília entre os dias 8 e 11 de agosto de 2012, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e tem o objetivo, dentre outros, de debater a geração de emprego e trabalho decente para combater a pobreza e as desigualdades sociais no país. (Informe OCB)

RIO+20 I: Produção de alimentos é debatida pelo Sistema OCB

Segurança alimentar e sustentabilidade no agronegócio. O assunto foi discutido na manhã desta terça-feira (19/06) por representantes da indústria e de outros setores, entre estes o cooperativismo, governo e pesquisadores, no Espaço Humanidade 2012, durante a Rio+20. A mesa de abertura foi composta pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o diretor do Departamento do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Deagro/Fiesp), Benedito da Silva Ferreira, e o presidente da Representação Regional da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) no Norte Fluminense, Geraldo Coutinho. O superintendente e o gerente de Desenvolvimento de Ramos e Mercado da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile e Gregory Honczar, respectivamente, também estavam presentes no evento.

Capacidade - Na abertura dos trabalhos, o ministro destacou a capacidade do Brasil em cumprir metas de sustentabilidade e de se comprometer com a erradicação da pobreza no campo e nas cidades, fruto da estabilidade econômica atual. “Estamos perseguindo um modelo de agropecuária que conserve a biodiversidade, proteja a qualidade do solo e da água, e que seja capaz de favorecer a inclusão produtiva e promover a erradicação da pobreza”, afirmou.

Compromisso prioritário - O presidente do Sistema OCB ressaltou que o cooperativismo já tem trabalhado nesse sentido, inserindo os agropecuaristas tanto econômica quanto socialmente, e contribuindo diretamente para a produção de alimentos a partir de práticas sustentáveis. “Nosso movimento gera trabalho e renda para o homem do campo, e tem a promoção do desenvolvimento sustentável como um de seus compromissos prioritários”, disse.

Empreendedorismo - O líder cooperativista também enfatizou o caráter empreendedor do movimento como um caminho para fazer de situações adversas, oportunidades. Para exemplificar de que maneira isso ocorre, o presidente Freitas fez referência à crise de 2008. “Enquanto o mundo vivia uma crise financeira e, mais ainda de credibilidade, o cooperativismo mostrou sua força e fez dos momentos difíceis, oportunidades de crescimento. Exemplo disso, foram as cooperativas de crédito, que, com a saída das tradings, se mobilizaram e viabilizaram a produção do seus associados”, comentou.

Reconhecimento - Nesse contexto, Freitas ainda frisou o reconhecimento do importante papel desempenhado pelo setor na redução das desigualdades sociais pela Organização das Nações Unidas (ONU). "Justamente por isso, a ONU declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. Vale ressaltar também a nomeação do líder cooperativista Roberto Rodrigues como embaixador especial da FAO para o cooperativismo mundial", destacou. 

Iniciativa - O Espaço Humanidade 2012 é uma iniciativa conjunta da Fiesp, Firjan, Sesi e Senai – SP, Sesi e Senai – RJ e Fundação Roberto Marinho, e está montado no Forte de Copacabana. (OCB, com informações do site Humanidade 2012)

RIO+20 II: Documento final apenas cria agenda para próximos anos

O Brasil conseguiu o que queria com o documento-base da Rio+20 que agora será levado a chefes de Estado: evitar o retrocesso em pontos já acertados na Rio92, há 20 anos. O maior avanço, no entanto, se resume à criação de uma agenda para os próximos três anos. Mais uma vez, o sistema multilateral foi salvo. Mas a distância entre o que os governos avançaram em seu acordo desta terça-feira (19/06), no Riocentro, e o que a ciência tem constantemente indicado que precisa ser feito continua imensa. A Rio+20 só não é um fracasso porque a expectativa em torno dos resultados da conferência sempre foi muito baixa.

Texto-base - O texto-base de "O Futuro que Queremos" dificilmente será reaberto nos próximos dias. Tem 283 parágrafos em 49 páginas. Não passará para a história e nem é especial. Se tem algum mérito é o de abrir alguns processos importantes - que só no futuro se saberá se funcionaram -, aumentar a consciência desse debate no Brasil e incentivar a postura sustentável dos negócios. A governança institucional do desenvolvimento sustentável e do ambiente, no sistema das Nações Unidas, também avançou.

Elogios - Depois de aceitar o texto apresentado em plenária pelo ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota - o que levou 30 segundos, sem nenhuma objeção dos delegados de 193 países -, os negociadores começaram a elogiar o trabalho da diplomacia brasileira e a fazer seus comentários. O delegado dos Estados Unidos disse que o resultado era "balanceado", que estavam desapontados por não haver menção aos "direitos de reprodução" - ideia que tinha o apoio europeu mas forte objeção do Vaticano -, e satisfeitos que os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estejam lá. Cuba disse que o resultado não era "tão negativo" e que o Princípio das Responsabilidades Comuns Porém Diferenciadas foi preservado, mas que o texto não era bom no capítulo do dinheiro - uma impressão compartilhada pelos países em desenvolvimento.

Vitória - "Chegamos aqui com 30% do texto acordado e hoje temos um texto 100% acordado por 193 países", disse Patriota ao término da plenária. "Foi uma vitória do multilateralismo." Sem dúvida. Só que o Brasil ficou sempre na defensiva e, na prática, a Rio+20 apenas cria grupos de trabalho para que planejem o desenvolvimento sustentável nos próximos dois anos. Decisões concretas, com metas e objetivos, não saíram do Riocentro.

Oceanos - Em oceanos o Brasil teve sua maior derrota. A proposta defendida pelo Brasil e pela Europa, entre outros países, era que a Rio+20 abrisse um processo para a criação de um mecanismo legal que protegesse os oceanos em áreas de alto mar e também regulamentasse a exploração da biodiversidade em regiões fora das jurisdições nacionais. A proposta, no entanto, enfrentou resistência dos EUA, Canadá, Japão, Rússia e Venezuela.

Desprotegido - Tentava-se proteger dois terços do planeta que estão sem cuidados e avançar em um debate que já acontece há seis anos. "O alto-mar não pertence a nenhum país e pertence a todos", disse Matthew Gianni, co-fundador da Deep See Conservation Coalition. Depois da Rio+20, o alto-mar continuará desprotegido. "Perdemos uma oportunidade histórica no Rio", concluiu. Alguma decisão nessa área, se acontecer, foi postergada para até setembro de 2016.

Necessidade - Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável foram reconhecidos como uma necessidade. Uma comissão formada por representantes dos países irá definir algo, se tudo der certo, até 2014. Não se sabe em que áreas - não se sabe se em oceanos, água, energia, cidades. Isso ficou para depois. "Mas é uma ideia muito nova, que existe há apenas um ano e tem que amadurecer", destacou o chefe dos negociadores brasileiros, embaixador André Corrêa do Lago.

Recursos - No capítulo de recursos, voltou-se a se falar no compromisso de os países ricos de dedicarem 0,7% de seu Produto Interno Bruto à ajuda internacional. Essa proposta já existe desde 1992, mas nunca foi completamente cumprida. O comissário europeu Janez Potocnik disse que a Europa tem destinado 0,4% de seu PIB. Em entrevista, ele lembrou que esses recursos representavam US$ 53 bilhões em 1992 e dez vezes mais - US$ 547 bilhões - em 2010. No período, o mundo em desenvolvimento tinha uma fatia de 8% do PIB mundial, que em 2010 saltou para 35%. "Mas isso não é bem distribuído, por isso nos preocupamos em que esses recursos cheguem aos países mais pobres do mundo", explicou. Dinheiro novo, evidentemente, não há.

Falta de ambição - Na madrugada de terça, Potocnik havia demonstrado seu descontentamento com a falta de ambição do rumo das negociações e a pressa do Brasil em fechar o texto antes da chegada dos chefes de Estado. "Não é o tempo que nos move. Achamos que o conteúdo é que é importante", disse. "O ministro Patriota teve uma reunião com os europeus, que estavam pegando muito duro", conta uma fonte. "Para eles é fundamental voltar aos seus países dizendo que a União Europeia buscou maior ambição na Rio+20. Nós entendemos."

Economia verde - A definição de economia verde teve que ser ajustada para satisfazer União Europeia e Estados Unidos, de um lado, e tirar os temores de países em desenvolvimento. Os Estados Unidos exigiram cuidado com todos os termos que envolvem transferência de tecnologia. A China queria a manutenção, no texto, dos Princípios das Responsabilidades Comuns Porém Diferenciadas, que existe há 20 anos, é um conceito implantado nas negociações de clima e garante que os países ricos têm que fazer mais, dar mais dinheiro e se esforçar mais que os outros.

Governança institucional - A governança institucional foi vista como um avanço pelos delegados, mesmo se o Pnuma, o braço ambiental da ONU, que é apenas um programa há 40 anos, não tenha se tornado uma agência, como queriam europeus e africanos. Mas seu poder de fogo, influência e autonomia foi ampliado. Também se criou um Fórum de alto nível sobre desenvolvimento sustentável, nas Nações Unidas, para tentar coordenar estas políticas e decisões. Outro ponto importante do documento foi reconhecer, no segundo parágrafo, que a erradicação da pobreza é o grande desafio global que o mundo enfrenta hoje.

Reação - A reação das ONGs, que já haviam sinalizado que o texto da Rio+20 não tinha nenhuma - ou pouca - ambição, veio dura. Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace International disse que "o futuro que queremos ficou um pouco mais longe hoje". E avaliou: "A Rio+20 virou um fracasso épico. Falhou na equidade social, falhou na ecologia e falhou na economia." Para Carlos Rittl, coordenador do WWF na Rio+20, "'O Futuro que Queremos' não foi definido claramente e fica no processo que, esperamos, siga acontecendo." (Valor Econômico

RIO+20 III: Ex-ministro da Agricultura propõe código agroambiental

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, atualmente coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), comparou hoje as experiências bem-sucedidas de agricultura sustentável que foram apresentadas durante o seminário “Segurança Alimentar e Sustentabilidade no Agronegócio” a uma “pele de onça” onde se formam “manchas de excelência” pela falta, no seu entender, de uma estratégia global para o campo. Ele propôs a criação no país de um código agroambiental que venha para suprir essa lacuna.

Estratégia nacional - “Falta um código agroambiental, uma estratégia nacional que faça com que os exemplos positivos se generalizem”, afirmou. Na visão do ex-ministro, o último governo brasileiro a traçar uma estratégia para o campo foi o de Ernesto Geisel (1974-1979), que teve Alysson Paulinelli como ministro da Agricultura. Na visão de Rodrigues, Paulinelli contemplou todos os aspectos da problemática rural, incluindo a tecnológica, com a criação da Embrapa, hoje reconhecida como um dos motores do crescimento do agronegócio do país nas duas últimas décadas.

Liderança internacional - Para o ex-ministro, há uma lacuna de liderança internacional em relação ao tema do agronegócio e o ambiente e que pode vir a ser preenchida pelo Brasil. “Se tiver um código agroambiental o Brasil terá a liderança mundial”, afirmou. O seminário sobre segurança alimentar e sustentabilidade foi realizado como parte do evento Humanidade 2012 que ocorre paralelamente à Rio+20, no Forte Copacabana (zona sul do Rio). (Valor Econômico

EFEITO ESTUFA: Brasil corta pouco emissões de transporte

Apesar das dezenas de bilhões de reais que serão investidos em logística e mobilidade urbana nos próximos anos, o Brasil conseguirá uma redução bastante modesta de suas emissões projetadas de gases estufa até 2020 no setor de transportes, segundo metas que deverão ser incorporadas à Política Nacional sobre Mudanças Climáticas. Os compromissos têm caráter voluntário, mas são uma referência nas negociações internacionais sobre o aquecimento global.

Previsão - Até o fim da década, a previsão do governo é de que as cidades brasileiras terão mais 165 quilômetros de metrôs e 325 de BRTs (sistemas de ônibus expressos). Enquanto isso, um total de 616 projetos para o transporte de cargas - uma lista que engloba empreendimentos como a Transnordestina e a hidrovia Teles Pires-Tapajós - deve diminuir a dependência da matriz rodoviária, aumentando a participação das ferrovias e da navegação pelos rios.

Limitantes - No entanto, o rápido aumento da frota de automóveis e o próprio crescimento das cargas transportadas limitará os ganhos ambientais, conforme o plano setorial de transporte e de mobilidade urbana para mitigação das mudanças climáticas. O documento, que ficará em consulta pública até agosto, estipula uma meta de reduzir em 2% as emissões de gases de efeito-estufa projetadas para 2020. A meta não é sobre as emissões verificadas atualmente, mas em relação ao crescimento projetado nos chamados "cenários tendenciais" - ou seja, se os investimentos citados não forem concretizados.

Dianteira - Por tratar-se de um país em desenvolvimento, o Brasil não negocia internacionalmente compromissos obrigatórios de redução das emissões, ao contrário das nações desenvolvidas. Mas tomou a dianteira, entre os emergentes, ao assumir metas voluntárias. Adotadas no fim de 2009, às vésperas da reunião sobre mudanças climáticas de Copenhague, as metas brasileiras foram convertidas em lei e preveem redução de até 36,1% em 2020 - sempre tomando por base a curva projetada de crescimento das emissões de gases estufa.

Setores - Vários setores já tinham metas específicas definidas, como o de energia elétrica e o de mudanças no uso do solo (desmatamento), mas ainda faltavam áreas como transportes, um setor que representa cerca de 75% das emissões de gases estufa nas grandes cidades. O esforço para reduzir as emissões em transportes, no entanto, soa pouco ambicioso na comparação com as demais áreas.

Transporte de cargas - Nas projeções do governo, as emissões geradas pelo transporte de cargas deverão aumentar de 68 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2010 para 100,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020, mas os investimentos planejados limitarão essa alta a 98,2 milhões de toneladas. Com isso, define-se uma meta de redução da curva de crescimento das emissões de aproximadamente 2%.

Mobilidade - As emissões causadas pela mobilidade nas cidades deverão sair de 89 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2010 para 150 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020, mas caem para 147 milhões de toneladas com os investimentos prometidos no transporte coletivo. O corte é de 2% na comparação com o que os ministérios do Meio Ambiente, dos Transportes e das Cidades chamam de "cenário tendencial".

Cobenefício - "Entende-se que essa redução de emissões deve ser considerada como cobenefício dos investimentos realizados em mobilidade urbana, uma vez que os projetos de transporte público coletivo têm como principal objetivo a promoção da mobilidade para toda a população, por meio de um serviço público essencial, conforme estabelecido na Constituição Federal", afirma o plano setorial de transportes e mobilidade urbana.

Previsões - No documento, o governo prevê o aumento de 5% da frota de automóveis por ano e de 1,7% do número de ônibus urbanos, além de participação constante de 50% do uso de etanol pelos veículos "flex fuel". Há ressalvas no texto submetido à consulta pública sobre o alcance de medidas que só podem ser tomadas por governos municipais, como restrições à circulação de carros em dias ou horários específicos, no sistema de rodízio. Isso pode até ter efeito sobre as emissões totais, deslocando a demanda para o transporte público, mas não pode ser incluído nos cálculos por não ser de prerrogativa da União.

Ferrovias e hidrovias - No caso do transporte de cargas, investimentos em expansão das ferrovias e das hidrovias deverão reduzir a participação das rodovias na matriz brasileira, que passará de 58% para 45%, entre 2010 e 2020. No entanto, segundo as estimativas oficiais, a explosão da demanda impedirá que a nova infraestrutura possibilite uma diminuição mais forte dos gases que causam o aquecimento global. Só o transporte de petróleo e derivados aumentará 253% no período, conforme as projeções contidas no documento. (Valor Econômico)

PEDÁGIO: Audiência pública vai discutir custos do transporte no escoamento agrícola

A Comissão de Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná promove nesta quinta-feira (21/06) audiência pública para discutir os custos do transporte para o escoamento da produção agrícola no Estado. O evento será no auditório da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic), às 19 horas. Segundo levantamento apresentando pela Organização das Cooperativas Paranaenses (Ocepar), o valor do pedágio representa 28% do preço do frete de uma carga saindo de Cascavel, Oeste do Estado, seguindo ao Porto de Paranaguá, num percurso de aproximadamente 600 quilômetros. O frete custa R$ 85 por tonelada de soja, durante o pico da produção. (Folha de Londrina)

AGRICULTURA: Emendas podem destinar R$ 62 milhões para o desenvolvimento rural

DSC 0001A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento está negociando com o governo federal a liberação de R$ 62 milhões previstos em seis emendas parlamentares da bancada federal paranaense e destinados a ações de desenvolvimento rural. O assunto foi discutido na reunião do Conselho do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Cedraf), nesta terça-feira (19/06).

Contrapartida - Segundo o secretário da Agricultura e do Abastecimento e presidente do Cedraf, Norberto Ortigara, o Governo do Paraná colocou sua contrapartida para garantia dos projetos. Ele atribuiu as emendas a um trabalho intenso de ação política junto à bancada paranaense no Congresso Nacional. Ortigara disse que há sinais claros de que algumas das emendas serão executadas.

Patrulhas rurais mecanizadas - Uma delas, de caráter coletivo, destina R$ 1,55 milhão para a compra de cinco patrulhas rurais mecanizadas para manutenção e adequação de estradas rurais, dentro dos princípios de manejo e conservação de solos e águas, por meio de consórcios intermunicipais.

Produção de leite - Outra, no valor de R$ 3,75 milhões, entre recursos do governo federal e contrapartida do Estado, refere-se à melhoria no sistema de produção de leite no Norte Pioneiro. A emenda, de autoria do deputado federal Abelardo Lupion, beneficia agricultores familiares com incentivos para aquisição de equipamentos e capacitação técnica. Lupion também é o autor de outra emenda, no valor de R$ 200 mil, para exames de sorologia em animais que participam de cavalgadas e romarias. Essas festas são comuns no Paraná e não existe o controle sobre a sanidade dos animais.

Resfriadores - O deputado federal Alex Canziani propôs emenda no valor de R$ 1 milhão para aquisição de 82 tanques resfriadores em apoio à cadeia produtiva do leite no Estado. O objetivo é apoiar o pequeno agricultor na melhoria da sanidade do rebanho, para que ele tenha mais condições obter renda em novos mercados.

Estrutura – São negociados também R$ 15,56 milhões do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), resultantes de emenda de bancada, para o apoio à estruturação das cadeias produtivas. O objetivo é fortalecer a cafeicultura, erva-mate, horticultura, bovinocultura de leite e cana-de-açúcar, com ênfase na produção de açúcar mascavo e aguardente. Outros R$ 15 milhões, também de emenda coletiva, são previstos para apoiar a implantação de rede de pesquisa para o desenvolvimento do meio rural e do agronegócio paranaense. Os beneficiários seriam o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e universidades públicas. (Assessoria de Imprensa do deputado federal Abelardo Lupion

TRIGO: Cresce oferta de cereal argentino

O governo argentino estima que o país terá um excedente exportável de 6 milhões de toneladas de trigo da safra que está sendo plantada (2012/13), segundo informações do Ministério da Agricultura do país. Outras 6,5 milhões de toneladas serão destinadas ao mercado doméstico. O país vizinho é o maior fornecedor de trigo do Brasil, que está entre os maiores importadores mundiais do cereal. Do total de 2,87 milhões de toneladas importadas de janeiro a maio deste ano, 2,24 milhões vieram da Argentina. Na safra 2012/13, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que a produção brasileira de trigo será de 5,1 milhões de toneladas, que a importação será de 6,5 milhões de toneladas e que a exportação alcançará 1,8 milhão de toneladas. (Valor Econômico

COMMODITIES: Clima nos EUA e dólar motivam "disparada" dos grãos em Chicago

O dólar mais fraco, a alta dos mercados acionários e o aumento das preocupações com o clima nos Estados Unidos garantiram nesta terça-feira (19/06) ganhos generalizados para os grãos na bolsa de Chicago. A soja liderou a disparada: os contratos para agosto (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) fecharam com uma expressiva alta de 51 centavos, cotados a US$ 14,2125 por bushel.

Fatores - Para Stefan Tomkiw, analista do Jefferies Bache, em Nova York, três fatores influenciaram: a seca persistente nos EUA, a possibilidade de que o Fed (Federal Reserve) anuncie hoje um afrouxamento monetário - com nova injeção de dólar - e a demanda firme pelos grãos da safra 2011/12. "Houve hoje [ontem] uma venda de 140 mil toneladas do grão americano com destino desconhecido, mas provavelmente é a China", afirmou.

Clima adverso - Previsões indicam reduzidas chances de chuvas e temperaturas elevadas nos próximos 10 dias no Meio-Oeste. Se o clima seguir adverso, Tomkiw acredita que a soja voltará em breve ao nível recorde de US$ 15 por bushel.

Avanço no milho - A caminho da polinização, fase decisiva para a produtividade, o milho também teve avanço expressivo devido ao clima seco nos EUA. Os papéis para setembro encerraram a US$ 5,6750 por bushel, alta de 30,50 centavos. De acordo com a Dow Jones Newswires, o Morgan Stanley declarou que, a persistir a estiagem, os contratos para dezembro podem novamente testar os US$ 7 por libra-peso.

Trigo - Incertezas climáticas turbinaram também o trigo. Setembro subiu 20,50 cents, a US$ 6,69 por bushel. A consultoria SovEcon reduziu em 6% a previsão para a safra na Rússia em 2012/13 (para 50 milhões de toneladas), enquanto a Austrália anunciou que sua produção deve cair 18%, a 24,1 milhões de toneladas - nos dois casos, em função da seca. (Valor Econômico

PORTO: Appa reúne operadores para discutir desembarque de fertilizantes

IMG 8297O mau tempo que atingiu o litoral do Paraná neste mês de junho tem atrasado as operações portuárias. A chuva impede o embarque de granéis para exportação e o desembarque dos granéis importados, principalmente os fertilizantes. A consequência direta deste impedimento nas operações é uma maior demora no atendimento aos navios, causando um acúmulo de embarcações aguardando para atracar nos portos paranaenses.

Soluções - Levando em conta que as previsões meteorológicas indicam ainda mais chuvas para os próximos dias, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) reuniu todos os intervenientes do setor de fertilizantes que atuam nos portos paranaenses para discutir soluções para melhor atender estes navios e diminuir o tempo de espera.

Berços de atracação - De acordo com o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, a administração dos portos já disponibiliza oito berços de atracação para atender os navios de fertilizantes. “Somos o maior porto importador de fertilizantes no Brasil. Este ano, o setor está trabalhando um pouco diferente do ano passado, a movimentação deve ser mais concentrada nestes próximos meses e por isso estamos nos adiantando para encontrar soluções e evitar problemas”, disse.

Força tarefa - “Temos mais de um milhão de toneladas do produto para serem descarregados em Paranaguá e a previsão do tempo divulgada pelo Simepar aponta mais chuva para o litoral nos próximos dias. Convocamos todos os operadores e intervenientes para estabelecer uma força tarefa para descarga dos navios nos períodos em que não temos chuva“, completou Dividino.

Tempo instável - Segundo o meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, pela estação de Antonina foram registrados 215,8 milímetros de chuva neste mês de junho. Do dia primeiro ao dia 17, foram 12 dias chovendo. A chuva, segundo Kneib, está bem acima do normal, a média para essa época é de 150 milímetros. Para esta semana, o Simepar prevê tempo instável e chuvoso até sexta-feira. Somente no final de semana o tempo volta a ficar seco. Deve voltar a chover no final do mês, quando uma nova frente fria chega à região. (Assessoria de Imprensa da Appa)

RELAÇÕES COMERCIAIS: Secretária descarta 'aumento geral' da tarifa comum do Mercosul

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, descartou nesta terça-feira (19/06) um “aumento geral” da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul na próxima reunião do bloco comercial, marcada para o fim de junho, em Mendoza, na Argentina. “Um aumento teria consequências sérias no Brasil, como uma pressão inflacionária”, disse a secretária, em audiência pública no Senado. Tatiana classificou como “excessiva” a proposta. No Brasil, informou ela, a média para o Imposto de Importação é de cerca de 11%.

Sugestão - O governo argentino teria sugerido informalmente a medida, o que elevaria a alíquota para países de fora do bloco até o limite de 35% permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Lista - Tatiana afirmou que uma posição mais razoável seria a criação de uma “lista nacional” de 200 itens. Assim, cada país poderia escolher que produtos teriam seu Imposto de Importação elevado. “A lista de produtos contém mais de 10 mil itens. Então, um aumento nas alíquotas praticadas em 200 não é algo tão expressivo assim.”

Posição - Essa posição já tinha sido defendida pelo Brasil em reunião do Mercosul realizada no segundo semestre de 2011. Na ocasião o bloco decidiu pela criação de uma lista que possibilitava a elevação do Imposto de Importação para até 100 itens para cada país-membro do bloco.

Participações - Da audiência para debater as relações comerciais entre Brasil e Argentina participaram também o secretário-executivo do ministério, Alessandro Teixeira; a presidente da Comissão de Economia Nacional do Senado argentino, Laura Gisela; o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara argentina, Guillermo Ramón; e o delegado permanente do Brasil na Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) e no Mercosul, embaixador Ruy Carlos Pereira. (Valor Econômico)


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