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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2872 | 21 de Junho de 2012

ANO INTERNACIONAL: 38 mil estudantes vão celebrar a data com ações socioambientais

Com a adesão de mais cooperativas, passou de 35.200 para 38 mil o número de estudantes das redes de ensino público, particular e também da Apae que deverão participar da Ação Cooperativa, a partir do dia 25 de junho, em todo o Paraná. Trata-se de uma iniciativa conjunta dos dois dos maiores programas de educação cooperativa do estado do Paraná - o Cooperjovem, do Sescoop/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) e o A União Faz a Vida, do Sistema de Cooperativas de Crédito Sicredi. O objetivo é difundir o cooperativismo e a cultura da cooperação, além de celebrar o Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas – ONU.

Municípios - A ação conjunta será realizada em 53 municípios do Estado, entre os dias 25 e 29 de junho e também nos dias 05, 07, 14 e 28 de julho. A programação inclui oficinas de jogos cooperativos, apresentações culturais e ações sociais e ambientais, tais como o plantio de árvores, blitz educativas, passeatas, arrecadação de livros, cobertores e alimentos, visitas a asilos, Dia do Abraço, entre outras.

Princípio cooperativista - Segundo o presidente da Central Sicredi PR/SP, Manfred Dasembrock, o Programa a União Faz a Vida, uma das bases da Ação Cooperativa, está embasado no princípio cooperativista de educação, formação e informação, mas atinge sua plenitude quando integrado a outro princípio, o de interesse pela comunidade. “Nada melhor que celebrar o Ano Internacional das Cooperativas envolvendo educadores e estudantes com o objetivo de mobilizar toda a sociedade em torno de projetos desenvolvidos para a construção de uma sociedade melhor, mais ética, consciente e cooperativa”, declara.

Orgulho - Já o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, conta que a decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) em declarar 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, foi recebida com grande orgulho pelos cooperativistas brasileiros. “É uma oportunidade de ampliar o conhecimento da população em geral em relação ao que é uma cooperativa e a contribuição delas para o desenvolvimento socioeconômico das pessoas e dos municípios, em especial, os de pequeno porte”, diz.

Presença - Koslovski lembra que as cooperativas estão presentes em todo o Paraná, com especial força e importância no interior, promovendo e otimizando o desenvolvimento regional. “Temos no Estado 240 cooperativas, dos mais diversos ramos, as quais congregam mais de 2,5 milhões de paranaenses e geram 1,5 milhão de postos de trabalho, o que dá uma dimensão da contribuição do Sistema para a melhoria das condições de vida de milhões de pessoas e para a própria economia paranaense”, afirma.

Mensagem pela arteAlém das ações pontuais em cada município, a Ação Cooperativa definiu uma atividade especial de produção de mensagens e desenhos. Desta maneira, os estudantes terão a oportunidade de expressar o que aprenderam sobre o tema cooperação nos programas educacionais Cooperjovem e A União Faz a Vida. Todas as publicações serão distribuídas na comunidade, sendo que os melhores trabalhos serão selecionados pelas cooperativas participantes e encaminhados para autoridades estaduais e nacionais.

Ano Internacional das Cooperativas - Declarado em Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), a celebração tem por objetivo aumentar a consciência pública sobre as cooperativas e suas contribuições para o desenvolvimento socioeconômico; promover a formação e o crescimento das cooperativas; e incentivar os governos a estabelecer políticas, leis e regulamentos propícios para a formação, crescimento e estabilidade das cooperativas.

Cooperjovem – Implantando em 2002 pelo Sescoop Nacional, o Cooperjovem é um programa de educação permanente que visa inserir o ensino do cooperativismo no ambiente escolar, por meio de práticas pedagógicas embasadas nos princípios e na prática da cooperação. Por meio dele, são exaltados valores essenciais como cooperação, voluntariado, autonomia, responsabilidade, democracia, igualdade, honestidade e ajuda mútua. O Cooperjovem é destinado a estudantes do ensino fundamental e é executado pelo Sescoop/PR em parceria com cooperativas e escolas. Atualmente, abrange  10.000 alunos, 564 professores, 131 escolas, 41 municípios e participação de 12 cooperativas.

A União Faz a Vida – O Programa A União Faz a Vida foi criado pelo Sicredi com o objetivo de construir e vivenciar atitudes de cooperação e cidadania por meio de práticas de educação cooperativa, contribuindo para a educação integral de crianças e adolescentes, em âmbito nacional. Hoje, é desenvolvido nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. No Paraná e São Paulo, são 27 municípios participantes, abrangendo 186 escolas, 29.271 alunos e 2.244 educadores.

Sobre o Sescoop/PR - O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) foi implantado no Paraná em 21 de setembro de 1999. Em seu primeiro ano de constituição, foram aplicados pouco mais de R$ 73 mil em 15 eventos, com 784 participantes. Era o começo de um trabalho de que se tornaria essencial para a expansão das cooperativas do estado. Treze anos depois, aconteceram 4.300 cursos e eventos voltados à capacitação e formação profissional, beneficiando quase 130 mil paranaenses. Paralelo aos projetos educacionais, o Sescoop desenvolve um trabalho focado no monitoramento e autogestão das cooperativas, ação que refletiu na modernização e profissionalização do setor cooperativo e se tornou estratégico para que as cooperativas elevem a qualidade e os acertos de sua atuação e ampliem a presença no mercado nacional e internacional.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é um conjunto de 115 cooperativas de crédito, integradas horizontal e verticalmente. A integração horizontal representa a rede de unidades de atendimento (mais de 1.150 unidades de atendimento), distribuídas em 10 Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Goiás) - 905 municípios. No processo de integração vertical, as cooperativas estão organizadas em quatro Cooperativas Centrais, uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo, que controla as empresas específicas que atuam na distribuição de seguros, administração de cartões e de consórcios. Mais informações no site sicredi.com.br.

Serviço - Ação Cooperativa Sicredi – Sescoop/PR / Quando: de 25 a 29 de junho e nos dias 05, 07 e 28 de julho / Onde: 53 municípios do Paraná.

 

Clique aqui para conferir a programação da Ação Cooperativa no Paraná

 

FERTILIZANTES: Coonagro discute planejamento estratégico para os próximos cinco anos

A Coonagro (Cooperativa Nacional Agroindustrial) tem, nesta quinta-feira (21/06), a última rodada de discussões para definir seu planejamento estratégico. Representantes das 17 cooperativas ligadas à Central estão reunidos em Curitiba, na sede do Sistema Ocepar, e decidirão o plano de ações para os próximos cinco anos. De acordo com o diretor executivo da Coonagro, Daniel Dias, as discussões sobre o planejamento, que envolvem dirigentes, conselheiros e executivos, marcam uma segunda fase de atuação da Central.

Alinhamento - “É um alinhamento total dos interesses das cooperativas com respeito às atividades da Coonagro. O planejamento será um norte para os executivos, com definição sobre a forma de atuação da Central, os investimentos e serviços a serem priorizados”, explicou. Com sede em Curitiba, a Coonagro foi criada em 2008 para atuar no setor de fertilizantes e agroquímicos, mas também tem realizado negócios atendendo a demanda das cooperativas na importação de máquinas e implementos agrícolas. Segundo Dias, o novo planejamento não será estático, e reuniões anuais poderão atualizá-lo. “É um documento dinâmico e que passará por avaliações periódicas, com a participação de todas as cooperativas da Central”, afirmou.

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RIO+20 I: Ocepar assina termo de cooperação em evento sobre energias renováveis

Rio 20O engenheiro agrônomo e assessor da área de meio ambiente da Ocepar, Sílvio Krinski, participou, no dia 19 de junho, do evento Energias Renováveis para o Desenvolvimento Sustentável, paralelo à Rio+20, promovido pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), junto com o Ministério de Minas e Energia, Eletrobras, Itaipu, Fiesp e Firjan. Na oportunidade, foi assinado o Termo de Cooperação para realização do Estudo de Viabilidade, definição de personalidade jurídica e elaboração dos estatutos do Centro Internacional de Energias Renováveis – Biogás (CIER- Biogás), do qual a Ocepar foi uma das instituições signatárias.

Sequência - De acordo com o diretor geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, a assinatura do Termo de Cooperação dá sequência aos trabalhos de constituição e gestão do CIER-Biogás, que integrará a rede de Centros Internacionais de Tecnologias em Energia e vai operar no âmbito do Observatório de Energias Renováveis para a América Latina e o Caribe, ambos programas da ONUDI.  “A gestão do Centro será compartilhada entre as instituições parceiras que integrarão o seu Conselho de Administração”, afirmou Samek.

Segurança alimentar – Durante a Rio+20, Krinski também participou do evento que discutiu segurança alimentar e sustentabilidade no agronegócio, também no dia 19, com a presença de representantes da indústria e de outros setores, entre eles o cooperativismo, governo e pesquisadores, no Espaço Humanidade 2012. 

RIO+20 II: Associado da Batavo fala sobre plantio direto na Conferência da ONU

frankeO associado da cooperativa paranaense Batavo, Franke Dijkstra, da fazenda Frank´Anna, apresentou uma palestra domingo (17/06),  no Rio de Janeiro, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Franke falou para um grupo seleto de autoridades ligadas ao agronegócio sobre o plantio direto como ferramenta para a crescente demanda de alimentos e o futuro de globo.

Sustentabilidade - Ele abordou os desafios da agricultura mundial e como a tecnologia pode contribuir para o setor, com excelentes produtividades em sintonia com o meio ambiente. As práticas adotadas pelos produtores rurais, já na década de 70, e sua evolução, mostram como o meio rural preocupa-se com a sustentabilidade ao longo do tempo, preservando biomas e reutilizando os dejetos da atividade de forma inteligente, gerando economia e minimizando impactos negativos.

Plantio direto – O plantio direto foi desenvolvido de forma pioneira na região paranaense dos Campos Gerais. Franke mostrou a evolução nas principais regiões produtoras do País depois da adoção deste sistema, que contribuiu para o aumento de nutrientes no solo e seu impacto, trazendo elevadas médias de produção equiparáveis mundialmente. “O plantio direto viabiliza mais culturas ao ano, o que resulta no aumento do potencial produtivo por hectare para atender a crescente demanda por alimentos no globo”, explicou o associado.

Outros temas - Outros temas relevantes foram apresentados pelo associado. O crescimento populacional, a demanda por alimentos, escalas de produção, energia renovável, créditos de carbono, gestão rural, a disponibilidade de áreas agricultáveis no mundo, a escassez em investimentos na infraestrutura nacional, e outros assuntos foram discutidos durante a palestra.

O evento - O evento, liderado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no Pier Mauá da Rio+20, teve como tema no dia 17: “Como a agropecuária brasileira gera e distribui riqueza respeitando a natureza”. Organizado pela Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP), outras instituições foram representadas com palestras sobre sustentabilidade, como a Itaipu Binacional, a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) e Iapar. (Imprensa Batavo)

RIO+20 III: Discussão sobre o futuro da agropecuária e seus impactos

franke IIDurante o evento na Rio+20, Franke Dijkstra chamou a atenção das autoridades presentes para dois assuntos: a agricultura familiar e o meio urbano (grandes centros). Para ele, as tecnologias que contribuem para o aumento da produtividade, redução de custos e adequação da produção à novas exigências são fatores, muitas vezes, difíceis de serem implantados numa agricultura familiar.

Limitações - “Apesar dos esforços destes produtores explorando pequenos nichos de mercado e do governo federal com programas como o Pronaf, ainda observamos limitações quanto a adaptação e organização da agricultura familiar a partir das tecnologias disponíveis, além de acesso a crédito, canais de comercialização, transporte, energia e ganhos de escala para agregar valor à produção. Nisso, o papel das cooperativas é essencial, pois fornece uma assistência técnica permanente e comercialização ajustada com o mercado, o que viabiliza cada atividade e contribui para uma agropecuária mais dinâmica e competitiva, além da orientação para o trabalho formal no campo e qualificação de mão de obra”, afirmou.

Imagem - Quanto ao meio urbano, ainda há uma deturpação da imagem do meio rural, resultado da falta de informações do quanto o produtor trabalha em função de produzir alimentos com melhor escala e tecnologias que contribuem para o acesso a produtos sustentáveis e de qualidade, adaptados às novas necessidades de consumo, a um preço mais acessível”, comentou o associado da Batavo. (Imprensa Batavo)

RIO+20 IV: Evento debate sustentabilidade no campo

O setor cooperativista participou nesta quarta-feira (20/06) de um debate sobre os desafios da produção sustentável durante a Rio+20, no Rio de Janeiro (RJ). O tema foi discutido em uma reunião de trabalho das comissões de Agricultura e Meio Ambiente do Senado Federal e Câmara dos Deputados, no Espaço AgroBrasil, coordenado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O Sistema OCB foi representado no encontro pela gerente de Relações Institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, o qual contou ainda com a presença de outras entidades do segmento e especialistas. 

Desafio - “Temos pela frente o desafio de dar continuidade à produção de alimentos, garantindo, assim, a segurança alimentar. E, nesse contexto, o Brasil e as cooperativas brasileiras têm um papel fundamental. Mas, para que isso ocorra, precisamos, simultaneamente, aumentar a produtividade e trabalhar pela preservação dos recursos naturais, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento sustentável”, destacou Tânia Zanella.

Remuneração - Nesse sentido, a presidente da CNA, Kátia Abreu, defende que o produtor rural seja remunerado pela preservação ambiental em sua propriedade, ponto que ela considera determinante para a sustentabilidade no setor agropecuário. Ela também ressalta a participação, cada vez maior, do homem do campo nos debates sobre as questões ambientais, sendo, neste caso, a Rio+20 um marco para o segmento e a sociedade brasileira.

Especialistas - Para o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, o Brasil é referência, hoje, na produção sustentável, e as terras férteis para a produção tornaram-se um dos principais ativos construídos no País. Ele frisou, também, o potencial brasileiro como produtor de água e de técnicas sustentáveis, como o plantio direto. Outro ponto tratado no encontro foi a gestão racional da água. Sobre este assunto, o diretor do Conselho de Energia, Água e Meio Ambiente de Nova Delhi (Índia), Arunabha Ghosh, convidado para o debate, relatou que, em seu país, o uso racional da água pelos agricultores tem sido uma preocupação cada vez maior dos agricultores, e que eles têm participado ativamente dos debates sobre o tema junto à sociedade. Um fator que deve ser levado em conta, na sua avaliação, é a "pegada hídrica", que mede o nível de água utilizado em todas as etapas de produção em vários setores da economia.

Presenças - Participaram dos debates os presidentes das Comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado, senador Acyr Gurgacz (RO), de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), Rodrigo Rollemberg (DF), e os senadores Valdir Raupp (RO), Roberto Requião (PR), Ana Amélia (PP-RS), Aloysio Nunes Ferreira (SP), Casildo Maldaner (SC), Sérgio Souza (PR) e Luiz Henrique (SC). Presentes os deputados Irajá Abreu (TO), Oziel Oliveira (BA) e Luiz Nishimori (PR). (OCB, com informações da CNA)    

COCARI I: Senador Sérgio Souza visita a cooperativa

IMG 0215O senador Sérgio Souza (PMDB/PR), seguindo um roteiro de visitas que tem feito às cooperativas paranaenses, esteve na Cocari, nesta terça-feira (18/06), quando foi recebido pelo presidente da cooperativa, Vilmar Sebold, o vice-presidente, Marcos Trintinalha e o diretor executivo, João Carlos Obici.  Essas visitas, de acordo com o senador, têm a finalidade de fortalecer o relacionamento com as cooperativas e firmar compromisso com o cooperativismo. Ele se disponibilizou a ouvir e conduzir as demandas do setor e reiterou um dos focos de suas ações. “Eu, nesses últimos meses, venho fazendo uma gestão muito forte na questão da redução dos juros agrícolas”, afirmou. O senador esteve acompanhado pelos assessores parlamentares João José Guedes e Ronaldo Troncha.

Ano Internacional das Cooperativas - Sérgio Souza mostrou preocupação com as comemorações do Ano Internacional das Cooperativas. “Nós temos que marcar o cooperativismo pelo menos com alguma iniciativa dentro do Ministério da Agricultura”, ponderou, comentando que tem articulado com o jornal Gazeta do Povo a possibilidade de realizar uma Expedição Safra com foco no cooperativismo. “A ideia é fazer um amplo trabalho no Brasil inteiro identificando e medindo o potencial das cooperativas para marcar a passagem do Ano Internacional das Cooperativas”, acrescentou. Segundo ele, as ações comemorativas ao Dia Internacional do Cooperativismo, que este ano será em 7 de julho, não são suficientes para alavancar a divulgação sobre a importância do tema. “Vai ter Audiência Pública no Congresso, quando será aberta uma seção em homenagem ao cooperativismo. Isso vai ficar no noticiário uma semana, mas não vai produzir resultados.”

Cooperativismo representado - O senador disse que o Paraná está carente de representatividade na Frente Parlamentar da Agricultura, desde a morte de Moacir Micheletto. Ele afirmou ter um grande comprometimento com o setor. “Estou me firmando no Senado como o senador da agricultura. O Paraná é o maior produtor nacional e precisa de representantes tanto no Senado como na Câmara para ter o equilíbrio”, reforçou.

Um pouco da Cocari - O presidente da Cocari fez um breve relato da história da cooperativa, acentuando o momento de crise atravessado no final da década de 1990, a reestruturação, o redirecionamento dos investimentos, a total recuperação da economia e da credibilidade da Cocari no mercado e, principalmente, junto aos seus associados. Sebold salientou que todos os membros da diretoria da Cocari têm função executiva e a gestão parte do princípio de que a cooperativa concorre no mercado.

Executivos - “O mercado sempre vai excluir os mais lentos e os mais fracos”, disse, IMG 0206justificando a necessidade de gestores que sejam executivos de mercado e a implantação do programa de formação de sucessores da Cocari. “Muito antes de ser presidente, sou executivo de mercado. Nós somos uma empresa, temos de gerar resultados para dar segurança”, enfatizou o presidente.  O senador reconheceu a importância dessa capacitação. “Esse investimento que vocês fazem na formação é importantíssimo. Vocês estão pensando nessa cooperativa daqui a 40-50 anos. É importante colocar pessoas capacitadas e é isso que vocês estão fazendo aqui. Vocês estão pensando na Cocari de 2050”, reiterou.

Senador elogia iniciativas - Sérgio Souza elogiou as iniciativas e a atuação da Cocari em investir na região. “A partir do momento em que o produtor teve essa visão do cooperativismo, passou a comprar mais barato, vender com um valor agregado maior, ter garantia de safra, ter garantia de produto, de insumos para a sua produção e ver esses recursos que não vão para as tradings, que não vão para as empresas privadas, indo embora mundo a fora, ele vê os recursos ficando aqui, sendo investidos no seu município, na sua região. A Cocari está crescendo cada vez mais nesses últimos anos, chega ao ápice neste momento na construção de uma Unidade Industrial de Aves, que vai gerar milhares de empregos. Eu conheço frigoríficos pelo Paraná inteiro e percebo que o cooperativismo é a solução”, enfatizou Sérgio Souza.

Pleno emprego - “Eu tenho certeza de que a Cocari vai trazer o pleno emprego aqui para essa região de Mandaguari e para a região do Vale do Ivaí, porque é uma região que precisa da atenção da industrialização, e a Cocari inova nesse setor, porque não tem, na região, cooperativa voltada para a transformação do cereal, do grão em proteína animal, e a Cocari é a primeira a instalar, a ter a coragem, e esse valor da transformação acaba retornando, de forma direta e indireta, para o cooperado”, ressaltou o senador. (Imprensa Cocari)

COCARI II: 720 cooperados se reúnem para um dia dedicado ao lazer

A Cocari, em parceria com a Bayer, realizou no último sábado (16/06) a 5ª edição da Copa Cocari Bayer. Com participação de 720 cooperados, o evento teve o objetivo de promover a confraternização por meio de atividades esportivas como futebol suíço, lançamento de dardo, arremesso de peso, malha, bocha, tiro ao alvo, sinuca, entre outros, com direito a troféus e medalhas para os atletas campeões de cada modalidade. 

Lazer como reflexo do trabalho – Ao dar as boas vindas aos cooperados, o presidente da Cocari, Vilmar Sebold, reforçou que a promoção desse dia, dedicado ao lazer, é possível em virtude do trabalho que a Cocari, com apoio de seus associados, vem realizando. “Aqueles associados mais antigos, que estão na Cocari há mais de 13 anos, lembram como estava a situação no começo. A situação atual é um reflexo do trabalho que todos nós fizemos, e é graças a esse trabalho que eventos como este podem ser realizados. Nossos agradecimentos à Bayer por estar patrocinando o evento, que tem o objetivo de confraternização, para que os senhores se conheçam, se divirtam, e que possamos, ao final do dia, sair daqui melhores do que chegamos”, disse Sebold aos produtores.

Integração – O supervisor da Bayer, Marco Andrei Sale, falou da importância da integração. “O que nos inspira em patrocinar esse evento é a integração dos cooperados, e a Bayer se sente honrada em ser parceira da Cocari nesses cinco anos da Copa Cocari Bayer, em realizar esse evento que traz alegria aos cooperados que gostam de jogar futebol, malha, arremesso de peso. A Bayer não é simplesmente uma empresa que fornece produtos, é uma empresa que pensa no bem comum da sociedade e o esporte é uma das coisas que integram a sociedade.”

Um belo dia – Para o gerente Comercial de Bens e Fornecimento da Cocari, Jacy Cesar Fermino da Rocha, responsável pela organização do evento, foi um belo dia. “Fomos ajudados pela boa condição climática, deu para realizar boas atividades esportivas. A Copa Cocari Bayer é um momento de descontração dos cooperados, é um momento em que eles relaxam, se conhecem, se descontraem. A Cocari procura integrar as regionais de sua área de atuação e esse evento contribui para isso”, reforça.

Aproximação – Ao final do dia, o vice-presidente da Cocari, Marcos Trintinalha, se disse contente com o grande número de associados presentes. “É sempre bom poder receber um grande número de associados. Isso demonstra que eles estão contentes, que gostam do evento. E o objetivo é que seja um momento de alegria. Eles vêm realmente para descontrair com as modalidades de esportes oferecidas aqui. Eles vêm e aproveitam, se divertem, participam mesmo e isso é muito importante, pois aproxima mais os associados da cooperativa", observa Trintinalha. (Imprensa Cocari)

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BOM JESUS: Encontro reúne cerca de 900 mulheres cooperativistas

No dia 16 de junho, aconteceu na sede da cooperativa, na Lapa (PR), o 11° Encontro de Mulheres Cooperativistas. Estiveram presentes aproximadamente 900 mulheres, entre elas, associadas, esposas e filhas de cooperados. O evento é o primeiro de uma série de cinco que acontecerão nos meses de junho e julho em virtude das comemorações dos 60 anos da Bom Jesus. Durante o evento as mulheres participaram de palestras com o presidente da Cooperativa, Luiz Roberto Baggio, com o palestrante Edson de Paula e, durante a tarde, houve a apresentação de uma peça de teatro feita pelo Espaço Cultural dos Palhaços, que buscaram incentivar a continuidade da mulher no campo e também ressaltar a importância delas no meio rural, situação muitas vezes esquecida.

Jovens - O próximo evento acontecerá no sábado (23/06), onde a cooperativa receberá o Grupo de Jovens Cooperativistas. São esperadas aproximadamente 500 pessoas que participarão de uma palestra com Nerildo Bezerra, no período da manhã. Na parte da tarde ,acontecerá uma gincana com diversas atividades elaboradas pela empresa Qualitá.

Outros eventos - Os eventos de comemoração de aniversário continuarão acontecendo durante todo o mês de julho, onde no dia 14 serão recebidos os cooperados. No dia 18, será a vez das empresas parceiras e, no dia 21, a comemoração acontecerá com os funcionários. (Imprensa Bom Jesus)

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PECUÁRIA: APCBRH homenageia criadores destaques da Raça Holandesa

DSC 0746Este ano, o jantar de premiação dos criadores destaques da raça holandesa 2011 da Associação Paranaense de Criadores Bovinos da Raça Holandesa aconteceu no dia 15 de junho, no Clube Social de Carambeí. Reunindo cerca de 350 produtores associados, seus familiares e colaboradores o evento premiou os criadores detentores de médias de produção e índices de conformação de rebanho equiparáveis a números internacionais em Serviços de Registro Genealógico, Classificação para Tipo e Controle Leiteiro.

Trabalho conjunto - “A premiação mostra que é possível produzir com qualidade graças ao trabalho conjunto, que envolve as associações brasileiras, técnicos, médicos veterinários, parceiros ouro, criadores, seus familiares e colaboradores. Nesta noite, premiamos um trabalho desenvolvido ao longo de muito tempo”, disse o presidente da APCBRH, Hans Jan Groenwold, em seu discurso de abertura.

Sustentabilidade - Outro destaque mencionado pelo presidente, Hans Groenwold, é a representatividade da associação no País, que é referência na criação de vaca holandesa no Brasil de forma sustentável em suas práticas. “Nossos criadores sabem o que querem e onde querem chegar, e é uma satisfação saber que a associação contribui para isso, nos seus quase 60 anos de existência. Nossa visão esta descrita nos bezerros, que são a nova geração da raça; nossa missão é demonstrada nos objetivos realizados através das premiações e nos inúmeros certificados que recebemos e que estão estampados em nosso escritório”, afirma Hans, que atribui o desempenho da associação pelo aprendizado com a equipe técnica, que fortalece a classe com o melhoramento em nutrição, sanidade, economia e até mesmo o fator psicológico, para lidar com as pessoas.

Novos projetos - Para o superintendente da Associação, Altair Antonio Valloto, para acompanhar todo este desenvolvimento genético e de qualidade leiteira dos criadores associados, é preciso investimentos. “A nova diretoria tem praticado novos rumos, com planejamento, orçamento anual definido e planos para sustentar o crescimento das amostras. Atualmente, realizamos 180.000 amostras ao mês, um crescimento anual de 21%. Para atender esta demanda, iremos ampliar em 400 m2 nossa área de laboratório, resultado do empenho de uma diretoria coesa. Queremos ser o número 1  em amostras no Brasil”,  define Altair, que em seu pronunciamento, também enfatizou o crescimento do número de vacas registradas e de controle leiteiro, que são destaques nacionais.

DSC 0760Industrialização - O presidente da Cooperativa Batavo, Renato Greidanus, tomou o uso da palavra para enfatizar a importância do desenvolvimento dos produtos lácteos graças a qualidade da produção. “A industrialização do leite nas cooperativas dos Campos Gerais é respeitada pela qualidade na produção nas propriedades, resultado da evolução genética e aprimoramento tecnológico constantes. Isto é garantido pelo primoroso trabalho dos criadores, que estão amparados historicamente pela APCBRH, que lhes presta um apoio sempre alinhado a este crescimento de forma profissionalizada e atuante, contribuindo para a rentabilização do produtor”, argumenta Renato, que parabeniza a Associação pelo seu papel fundamental para o desenvolvimento da raça e parceria.

Eficiência - O evento também foi agraciado pela presença do Secretário da Agricultura e Pecuária, Norberto Anacleto Ortigara, também representando o governador Beto Richa. Para o secretário, a região dos Campos Gerais é referência nacional na atividade. “Esta referência é resultado de uma produtividade organizada, com melhores métodos, sanidade, genética aprimorada e tecnologia de ponta, com muita eficiência no sistema de produção dos pecuaristas. Produtores e cooperativas: continuem nesta direção, pois o negócio leite é a razão para a composição da renda das famílias”, justificou Norberto, motivado pelos padrões de excelência e respeitos aos requisitos industriais levados à risca pelos produtores. “Finalizo parabenizando a APCBRH e a esta importante homenagem aos criadores. Vamos retribuir este empenho através dos investimentos na ampliação do laboratório para serviço aos produtores”.

Premiações - O evento da APCBRH foi prestigiado pelo presidente da Associação Catarinense de Criadores de Bovinos, Celso José Munaretto; diretor de Eventos da Gadolando/RS, Daniel Gomes; superintendente da ACGHMG, Cleocy Fam de Mendonça Júnior; superintendente de Registro da APCH/SP, Laércio de Souza Campos e o gerente Administrativo e de Informática da ABCBRH/SP, Altamir Marques. Além da presença do presidente da Cooperativa Castrolanda, Frans Borg; do diretor-geral da Seab, Otamir Martins; de Elizabeth Nogueira Fernandes, Chefe-Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite; dos representantes do CRMV-PR: Luiz Carlos Rodrigues, Felipe Pohl de Souza; Leandro Cavalcante Lipinski; do supervisor Regional da Adapar/Seab, Luiz Antonio Scheur; do gerente Regional da Emater, Osmar Wagner; de autoridades do município de Carambeí e demais autoridades dos diferentes setores governamentais e do agronegócio.

Parceiros ouro - Estiveram ainda presentes os parceiros ouro da APCBRH: Semex, CRV Lagoa, Select Sires Do Brasil, Alta Genetics, Araucária Genética, Genervations Brasil, Nutron, Agrária, Tectron, Veterinária Preventiva, IDEXX e Elanco que, na oportunidade, também foram homenageados. (Imprensa Batavo)

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SESCOOP I: Iniciado projeto de gestão por competências para unidades estaduais

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) está disponibilizando, para vinte unidades estaduais que manifestaram interesse e aderiram ao projeto, a oportunidade de implementar a “Gestão por Competências”. Reunidos na sede da instituição, em Brasília (DF), na tarde desta terça-feira (20/06), o grupo participou de uma apresentação conduzida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), empresa de consultoria encarregada de executar o trabalho. “Os planejamentos estratégicos, tanto da OCB quanto do Sescoop, indicavam com clareza a necessidade de evoluir. O XIII CBC, realizado em 2010, veio para reafirmar esta precisão. Então, atendendo a um dos objetivos constantes do planejamento do Sescoop, propusemos às unidades estaduais a realização deste trabalho conjunto”, disse o presidente Márcio Lopes de Freitas aos participantes.

Novo formato - O dirigente destacou, ainda, os bons resultados que já estão sendo alcançados com a aplicação do novo formato pela unidade nacional. “O entendimento geral do Sistema tem que ser único, e esse é o primeiro passo: alinhar pessoas. Nossa experiência, desde o início da execução do programa, nos mostra que o modelo gerou mais conforto e confiança ao gestor”, comentou.

Foco na profissionalização - O superintendente da instituição, Luís Tadeu Prudente Santos, afirma que o foco na profissionalização tem sido uma constante na realidade cooperativista. “Existe uma necessidade, o Sistema está crescendo, e precisamos ter critérios para trazer as pessoas, valorizá-las, reconhecê-las e mantê-las na instituição. O trabalho está sendo realizado com essa finalidade: no sentido de darmos mais um passo para profissionalizar a gestão do Sistema”, pontua.

Preocupação sistêmica - Segundo a gerente de Pessoas do Sescoop, Ana Cláudia D’Arce Lima, existe no escopo do projeto uma preocupação sistêmica. “Todo o trabalho será alinhado com o modelo construído para a unidade nacional, exatamente para dar essa identidade sistêmica a esta política de gestão de pessoas que está sendo construída para o Sistema. Tudo será feito de forma bem alinhada”, pontua.

Trabalho participativo - A gestora enfatiza que trata-se de um trabalho participativo, a ser construído junto com as unidades estaduais com o objetivo de respeitar as realidades de cada uma delas: “O modelo é baseado numa proposta técnica e metodológica que serve de guia para as discussões. Entretanto, a realidade de cada estado tem que estar presente como forma de adequar a ferramenta às características de quem vai utilizá-la”. (Informe OCB)

SESCOOP II: Avança a construção de programa de qualificação do ramo crédito

Em mais uma etapa para o desenvolvimento do Programa Nacional de Educação do Crédito Cooperativo (Educred), membros do Comitê Educacional do Ramo Crédito (Cerc) do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) reuniram-se em Brasília (DF) nesta terça e quarta-feira (19 e 20/06) para dar continuidade à construção de um dos subprogramas: o Qualicred. “O cooperativismo de crédito brasileiro tem como desafio para os próximos anos investir, cada vez mais, na profissionalização de seus integrantes. O programa Educred vem como uma forma de complementar as ações já realizadas pelo ramo, que possui uma estrutura avançada e forte regulamentação”, explica a gerente de Formação e Qualificação Profissional do Sescoop, Andréa Sayar, responsável pela coordenação dos trabalhos.

Programação - O comitê esteve reunido, primeiramente, com o professor Inocêncio Magela, consultor na estruturação e aplicação do Formacred. No segundo dia de reunião, o grupo discutiu com o também consultor, José Antônio Küller, o processo de mapeamento de competências organizacionais e profissionais nas cooperativas de crédito, próxima etapa do subprograma Qualicred. Andréa Sayar relata que o trabalho será feito com uma fatia pequena de cooperativas, que servirá de amostragem para balizar as necessidades de capacitação dos empregados dessas organizações: “Vamos mapear as competências para viabilizar o desenvolvimento de um itinerário formativo que propicie aos para empregados de cooperativas de crédito vislumbrar seu processo de desenvolvimento e evolução profissional dentro da cooperativa”.

Retenção de profissionais - A gestora destaca que uma das grandes preocupações dos representantes das confederações de cooperativas de crédito que integram o comitê é com relação à retenção dos profissionais após a formação, sendo o tópico debatido desde o início dos trabalhos do Cerc, ainda em 2010. “O Qualicred terá como diretriz considerar a formação do indivíduo, dando sentido ao seu trabalho dentro daquela organização, vislumbrando sempre o seu crescimento. Futuramente, as cooperativas poderão, inclusive, se valer desse nosso esforço, focado na formação, como um instrumento para incorporar ao seu plano de cargos e salários, por exemplo”, afirma.

Sustentabilidade do sistema - Andréa coloca ainda que o objetivo final do programa é a sustentabilidade do sistema de crédito cooperativo e, para isso, a participação de todos é fundamental como forma de contribuir para um trabalho bem estruturado. “É uma atividade que levará muito mais tempo para ser desenvolvida, mas que terá uma base sólida, atendendo realmente às necessidades das cooperativas”, pontua. Até dezembro de 2012, o Comitê deverá ter terminado toda a estrutura do programa, cabendo para 2013 o desenvolvimento dos conteúdos e lançamento das turmas-piloto.

Cerc – O comitê, instituído em 2010, tem por atribuição desenvolver uma diretriz nacional de capacitação para o cooperativismo de crédito brasileiro. A demanda partiu do Conselho Consultivo do Ramo Crédito (Ceco), ligado à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O Sescoop, visualizando a relevância do tema para o setor, traçou objetivos em seu planejamento estratégico contemplando a questão. Paralelamente a esta iniciativa, o Banco Central do Brasil (BC), órgão regulador das cooperativas de crédito, apontou em suas inspetorias gerais a necessidade de promoção de programas de capacitação e treinamento para o Sistema de Crédito Cooperativo, visando a sua eficiência e profissionalização.

Integrantes - Integram o comitê: representantes da unidade nacional do Sescoop, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Confebrás, Sicredi, Sicoob, Unicred (Confederações) e Cecred, além de representantes das unidades estaduais Sescoop/RO, Sescoop/BA, Sescoop/SP e Sescoop/MG. (Informe OCB)

OCB: Relatórios de atuação institucional e de representação política são divulgados

A instituição de 2012 como Ano Internacional das Cooperativas, pela Organização das Nações Unidas (ONU), traz ao cooperativismo brasileiro a oportunidade de continuar fortalecendo o marco regulatório do setor, tendo em vista o desejo de desenvolvimento econômico e social do país. Para tanto, o Sistema OCB, junto à Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), realiza um trabalho estratégico no sentido de alinhar a representação política com mecanismos profissionais de gestão, de maneira a tornar a atuação da entidade mais eficaz.

Resultados importantes - A partir de uma série de produtos e serviços voltados à representação política, a Gerência de Relações Institucionais da OCB (Gerin/OCB), em parceria com as demais gerências do Sistema OCB, já obteve alguns resultados importantes em 2012, como a sanção do novo Código Florestal e a participação na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Relatório mensal - Elaborado desde 2007 pelo Sistema OCB, o relatório mensal é divulgado às organizações estaduais (OCEs) e cooperativas, parlamentares e entidades parceiras, a partir da compilação das ações mais importantes do cooperativismo junto aos e Poderes da República e aos órgãos internacionais. Segundo a gerente de relações institucionais da OCB, Tânia Zanella, o relatório mensal é um mecanismo de transparência fundamental para dar credibilidade ao cooperativismo com praticamente todos os atores políticos.

Novas projeções - “De janeiro a maio deste ano, identificamos mais de 80 novas proposições de interesse do setor, além de termos aprovado ou modificado 20 outras matérias conforme o posicionamento do Sistema OCB em plenário ou nas comissões. Com relação ao envolvimento do cooperativismo nas deliberações em voga no Congresso Nacional e na Esplanada dos Ministérios, já participamos, em parceria com as áreas técnicas, de 24 reuniões com ministros e parlamentares, propiciando mudanças significativas no entendimento desses atores, como no caso da discussão da exclusão das cooperativas do novo Código Comercial”, ressalta Tânia Zanella. 

Agenda Legislativa - Além disso, a participação da Gerência de Relações foi determinante na elaboração da Agenda Legislativa do Cooperativismo, publicação que reúne 57 matérias em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. “Pautados na nossas proposições prioritárias, já acompanhamos 39 audiências públicas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, dentre as quais 4 contaram com a participação de expositores do Sistema OCB”, finaliza Tânia Zanella. (Blog OCB no Congresso)

Clique nos links para acessar os relatórios referentes aos meses de janeiro, fevereiro, março, abril e maio

MAPA: Ministério da Agricultura destaca crescimento no Programa ABC

Produtores rurais contrataram por meio do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), R$ 840,95 milhões, entre julho de 2011 e abril de 2012. “De um ano para o outro houve um avanço de quase três vezes o valor liberado para os agricultores”, explicou o coordenador do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade, Elvison Ramos. A meta do Ministério da Agricultura é aumentar ainda mais estes números através da criação de Grupos Gestores Estaduais (GGE’s), da capacitação dos técnicos, dos produtores e dos agentes bancários.

Grupos Gestores - Para a construção dos projetos nos estados, o Mapa trabalha na criação dos Grupos Gestores Estaduais, com o objetivo de auxiliar na divulgação e implementação do ABC nas unidades da Federação. “O principal desafio para que o produtor tenha acesso ao crédito oferecido pelo Programa ABC é a elaboração dos projetos, principalmente devido à falta de assistência técnica. Para isso, o Mapa está trabalhando em parceira com os estados e os municípios na capacitação dos técnicos para levar as informações ao produtor”, disse Elvison Ramos. Até o momento, 17 estados já criaram seus Grupos Gestores.

Multiplicadores - O Ministério da Agricultura também está promovendo dias de campo com unidades demonstrativas para formar multiplicadores, com o objetivo de levar as informações das tecnologias do ABC para os municípios do Interior e principalmente para o produtor. “O principal parceiro é o vizinho. Uma unidade demonstrativa consegue mobilizar outros produtores e outros municípios”, destacou. Entre as práticas financiadas do programa, estão o sistema de plantio direto, tratamento de resíduos animais, integração lavoura-pecuária-floresta, fixação biológica de nitrogênio, plantio de florestas e recuperação de áreas degradadas. (Mapa)

LEITE: Industrialização do produto cresce 5,5% ao ano

A informalidade na produção de leite diminuiu nos últimos anos no Brasil. Entre 2007 e 2011, o volume de leite entregue para os laticínios cresceu 5,5% ao ano, segundo estudo inédito da Leite Brasil, associação nacional dos produtores. Esse avanço contribuiu para diminuir o índice de informalidade do setor para 30%, ante 39% em 2000 e até 50% "no passado recente", segundo Jorge Rubez, presidente da associação.

Movimento - O nível dos investimentos nos laticínios comprova esse movimento. Cerca de R$ 1,8 bilhão foi destinado às indústrias de leite no ano passado, o equivalente a 11% do total investido na indústria de alimentos, segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação).

Consumidor - Rubez atribui a mudança à maior preocupação do consumidor, atualmente mais informado, com a origem do leite e de seus derivados. Outro fator de estímulo à formalidade é o aumento do consumo de lácteos no país -reflexo do maior poder de compra do brasileiro. O consumo per capita de leite e derivados passou de 166 litros por ano para 170 litros desde meados do ano passado, afirmou Rubez.

Preços melhores - Como as indústrias pagam melhores preços pelo leite, o produtor aproveitou o período de demanda firme para se aproximar delas. Com a taxa de 5,5% ao ano, o Brasil liderou o crescimento na industrialização entre tradicionais produtores. O resultado foi comemorado por Rubez, embora reconheça que a comparação com os países desenvolvidos, que têm altos índices de industrialização, seja prejudicada. Nos EUA e na Nova Zelândia, o mercado formal representa quase 100% da produção. "Mas a Índia, que apresentou crescimento inferior ao do Brasil, tem taxa de informalidade de 88%", disse. (Folha de São Paulo)

SOJA China importa 5,28 milhões de toneladas em maio, alta de 16%

A China importou 5,28 milhões de toneladas de soja em maio, um aumento de 16% ante o mesmo mês do ano passado, divulgou nesta quinta-feira (21/06) de madrugada a Administração Geral das Alfândegas do país. As importações de soja nos primeiros cinco meses do ano totalizaram 23,43 milhões de toneladas, um aumento de 20,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Outros - Em relação ao algodão, a China importou em maio 501,8 mil toneladas, em comparação a 144,6 mil toneladas de um ano antes. Em cinco meses, as compras chegaram a 2,58 milhões. De trigo, o país importou 556,6 mil toneladas, ante a 10,4 mil toneladas de um ano antes. Os dados de compras de milho foram de 116,3 mil toneladas em maio deste ano em comparação a 12 mil toneladas de 2011. A China é o maior importador mundial de soja e outras commodities agrícolas e recebe a maior parte de seus suprimentos dos Estados Unidos, Brasil e Argentina. (Dow Jones Newswires / Valor Econômico)

RELAÇÕES COMERCIAIS I: Brasil abre primeira disputa na OMC contra um dos Brics

O Brasil deflagra nesta quinta-feira (21/06) a primeira disputa contra um dos Brics, o grupo dos principais países na Organização Mundial do Comércio (OMC), ao contestar barreiras impostas pela África do Sul sobre exportações brasileiras de frango. A expectativa brasileira é que essa "divergência comercial" seja tratada tecnicamente pelo mecanismo de controvérsias da OMC e não contamine a relação política no grupo dos emergentes.

Antidumping provisório - O Brasil é contra a aplicação de antidumping provisório, que varia de 6% a 62%, na entrada de frangos inteiros e cortes desossados, em vigor desde fevereiro deste ano. O governo brasileiro estima que isso cause prejuízo de US$ 70 milhões anuais aos produtores brasileiros.

Contornos jurídicos - A ação brasileira dá os contornos jurídicos do caso, alega violações dos procedimentos, contesta um tipo de investigação sul-africana não prevista no Acordo de Antidumping, além de questionar a existência do dumping.

Prazo - A África do Sul terá 60 dias para manter consultas com o Brasil e buscar uma solução negociada. 'Nossa esperança é que, nesse período, possa se resolver o contencioso. Assim, não acionaríamos o passo seguinte, que é pedir o estabelecimento do painel (comitê de três juízes)", afirmou o embaixador brasileiro junto à OMC, Roberto Azevedo. "

Mecanismos - Do ponto de vista brasileiro, o mecanismo de solução de controvérsias da OMC é a melhor maneira de resolver o problema, mas, politicamente, talvez seja difícil para a África do Sul tomar medida unilateral para pôr fim à barreira. (Valor Econômico)

RELAÇÕES COMERCIAIS II: Governo finaliza novo relatório sobre subsídios

O governo deve finalizar nas próximas semanas o relatório de subsídios dados para a agricultura na safra 2009/10, que deve atingir US$ 250 milhões em aporte direcionado a culturas específicas, como algodão e trigo, longe do teto estipulado de US$ 912 milhões pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Valor máximo - Cada país possui um valor máximo definido pela OMC para apoiar o setor agrícola. Mesmo assim, recursos podem ser repassados para ações que não sejam de fomento a uma cultura específica, como seguro agrícola e juros subsidiados. Todas as nações são autorizadas a dar subsídios específicos, desde que o montante oferecido não ultrapasse 10% do valor total da respectiva produção.

Valores autorizados - Se o montante repassado for acima desse teto, a cifra excedente, que se chama medidas agregadas de apoio (AMC, em inglês) passa a contar para os valores autorizados a cada país pela OMC. Hoje, os EUA estão autorizados a chegar até US$ 19 bilhões e a União Europeia a US$ 75 bilhões. Há, ainda, os não específicos, disponibilizados para uso geral, sem direcionamento específico para uma cultura. O cálculo feito pelo governo é esperado em um momento que o país se prepara para responder a perguntas de outras nações sobre o apoio financeiro dado à produção nacional em safras anteriores.

Questionamento - Em uma reunião nesta quarta-feira (20/06) na OMC, alguns países questionaram a fórmula com que o governo brasileiro calcula o pagamento de seus subsídios. A principal dúvida ficou em torno dos programas de leilões, como o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e o Prêmio Equalizador pago ao Produtor (PEPRO). Esses mecanismos dão desconto na cotação de uma commodity para quem transportar o grão no país. Por isso, algumas nações alegaram que haveria a possibilidade de o comprador exportar o produto mais barato.

Frete doméstico - O governo alega que o desconto é somente para o frete doméstico e que não existe risco de que uma grande quantidade do produto seja levada à exportação. "Nós vamos explicar que o programa não é vinculado à exportação e sim ao escoamento dentro do país. Pode acontecer de alguém não conseguir vender por um preço bom no Brasil e mandar para fora, mas seria uma exceção e não regra", afirmou o coordenador-geral de Assuntos Multilaterais, Luiz Cláudio Carmona.

AMC - Dentre os subsídios brasileiros que se enquadram no AMC, na safra 2006/07 foram de US$ 341 milhões, para o algodão; em 2007/08 foram US$ 520 milhões, entre algodão e trigo; em 2008/09, US$ 292 milhões, para o trigo. O relatório de 2009/10, em finalização, deverá mostrar um valor próximo a US$ 250 milhões, com o algodão em destaque. (Valor Econômico)

ECONOMIA: Para analistas, é prudente manter centro da meta em 4,5% em 2014

Mesmo após a surpresa positiva com a evolução dos preços este ano, economistas consultados pelo Valor acham pouco provável que o centro da meta de inflação para 2014 seja reduzida. A expectativa é que o alvo de 4,5%, já definido para 2013, seja mantido para o ano seguinte na próxima semana, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) irá se reunir para ratificar a meta de 2013 e definir a de 2014.

Imprudência - A incerteza gerada pela conjuntura externa, que ajudou a conter os preços este ano, dizem analistas, torna imprudente uma alteração no centro da meta inflacionária agora. Perseguir uma inflação menor também poderia diminuir o espaço para o Banco Central continuar o processo de ajuste das taxas de juros reais a um patamar mais próximo do praticado em outros países, num momento em que a principal preocupação do governo não é o aumento de preços, mas sim a recuperação mais fraca da atividade econômica.

Centro do alvo - Desde 1999, início da vigência do regime de metas, a inflação ficou no centro do alvo três vezes, duas delas a partir de 2005, quando a referência passou a ser de 4,5%. A incidência de estouros é ainda menor. Em 13 anos, o IPCA superou o teto apenas em 2002, quando ficou em 12,5%. Em 2003 e 2004, no entanto, o indicador oficial também teria subido além do permitido, caso as metas não tivessem sido ajustadas para cima.

Ruído - "Agora não é hora de criar mais ruído", diz Luiz Roberto Cunha, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-RJ). A ordem do dia nos bancos centrais de países desenvolvidos, segundo Cunha, é estimular suas economias por meio de taxas de juros reais negativas. Caso haja uma recuperação nos próximos anos, o saldo para a economia brasileira seria inflacionário e uma meta de inflação menor poderia virar um problema em um país onde o nível de indexação de preços ainda é elevado.

Crescimento morno - Diante de chances cada vez maiores de crescimento global morno por mais dois anos, o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, acredita que o impacto do cenário externo vem diminuindo como possível risco para a inflação no médio prazo. Também pesam a favor de preços mais comportados nos próximos anos, segundo ele, as discussões para diminuir custos da energia para a indústria e o processo de revisão tarifária de concessionárias.

Amarras internas - Apesar desses fatores de alívio, diz Borges, amarras internas impedem a redução da meta inflacionária até 2015, pelo menos. Para o analista, a principal delas é a regra de indexação do salário mínimo, cujo percentual de reajuste é definido pelo crescimento do PIB de dois anos anteriores e a inflação do ano anterior.

Salário mínimo - "O salário mínimo representa custos para muitos setores, principalmente para o de serviços, que representa um terço do IPCA". Em um relatório a clientes da consultoria, ele calcula que, caso o ganho no mínimo fosse nulo nos próximos anos, a meta de inflação, para a mesma taxa de desemprego atual, poderia ser reduzida em cerca de um ponto percentual.

Baixos ganhos de produtividade - O economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, avalia que os baixos ganhos de produtividade da economia brasileira são o principal ponto de resistência inflacionária e, consequentemente, obstáculo para a redução de metas. Ele vê a inflação ainda num patamar de 5% nos próximos anos. "Temos caminhado no rumo certo, mas há muitos desafios para aumentar a produtividade. A desindexação vem naturalmente quando a inflação cai."

Avanço - Devido à dificuldade em mexer no alvo central da meta, ganha espaço entre economistas a avaliação que mudanças no sistema já seriam um avanço. Para Heron do Carmo, da FEA-USP, reduzir a banda de flutuação permitida para o IPCA - dos atuais dois pontos percentuais para 1,5 ponto - seria uma forma de o BC sinalizar ao mercado um compromisso com inflação mais baixa. Ele julga que a inflação ao redor de 5%, observada desde 2006, poderia ser de 3%, nível mais compatível com outros emergentes, caso o grau de indexação da economia fosse menor.

Banda menor - Borges, da LCA, também defende que a banda de oscilação permitida para o IPCA seja diminuída, ainda que gradualmente, e sugere um horizonte maior para o alcance das metas inflacionárias. "Informalmente, sabemos que o Banco Central já está olhando 24 meses à frente. É uma mudança de postura em relação há três anos, e é o que todos os BCs no mundo fazem." (Valor Econômico)


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