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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2873 | 22 de Junho de 2012

RIO+20 I: Lançado selo em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas

seloCorreiosO ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, lançou o selo do cooperativismo, nesta quinta-feira (21/06), na Arena do Pavilhão Brasil. O evento faz parte da programação paralela da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e teve a presença de diversas autoridades brasileiras – como o ministro-chefe da Secretária-Geral da Presidência, Gilberto de Carvalho – e ministros da Agricultura de outros países.

Ano Internacional - O selo produzido pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos faz parte das ações do Mapa em homenagem ao Ano Internacional das Cooperativas – 2012, decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ao todo serão produzidas 40 mil unidades.

Investimentos - O ministro da Agricultura ressaltou a importância do selo como forma de valorizar o trabalho do cooperativismo e defendeu o aumento de investimentos ao setor. “Precisamos e vamos investir cada vez mais. Não apenas por este ser um ano dedicado pela ONU ao segmento, mas pela importância econômica e social que representa”, afirmou Mendes Ribeiro Filho.

Compromisso - Também destacando o aspecto social e econômico, o ministro Gilberto de Carvalho ressaltou o compromisso do governo federal com o tema. “Queremos não apenas fazer um ano do cooperativismo, mas investirmos de maneira clara e efetiva para que as cooperativas possam se espalhar por todo país e que sejam, de fato, um motor não apenas do crescimento econômico, mas das relações humanas”.

Movimento transformador - O embaixador especial da FAO, Roberto Rodriguez, também ratificou o cooperativismo como um movimento transformador na sociedade. “Não há maior ameaça à democracia do que a exclusão social. As cooperativas, sendo inclusivas, são uma forma de promover a democracia”, destacou Rodriguez. (Mapa)

RIO+20 II: Documento deve ser aprovado nesta sexta por unanimidade

Na tarde desta sexta-feira (22/06), os 97 chefes de Estado e de governo presentes à Rio+20 devem adotar oficialmente, por consenso, o documento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. A partir da adoção, o documento passará a integrar a legislação da ONU. “À tarde, os Estados vão adotar o documento e temos que ter orgulho do documento”, disse o secretário-geral da Rio+20, o chinês Sha Zukang. A afirmação do secretário-geral da conferência foi lida, em entrevista à imprensa, pela porta-voz da Rio+20, Pragati Pascale.

Caminho - Na mensagem, Sha Zukang lembrou que esta sexta é o último dia da conferência, mas que haverá um longo caminho a percorrer pela frente: “Agora vamos para a próxima etapa do trabalho.” A sessão de encerramento da Rio+20 está prevista para começar às 16h30. A presidente Dilma Rousseff, como presidente da conferência, deverá discursar, bem como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Números - A porta-voz da Rio+20 divulgou os números atualizados da conferência. Foram distribuídos 45.381 passes para o Riocentro, onde se realiza o principal evento da Rio+20. Do total de passes entregues, 10.822 destinaram-se às delegações dos países, 9.856 para representantes de organizações não-governamentais e outros grupos da sociedade civil e 4.075 passes foram distribuídos para a mídia.

Internet - Pragati Pascale disse que a Rio+20 foi um sucesso na internet, com mais de um bilhão de entradas no Twitter do evento. O diretor de comunicação da Rio+20, Nikhil Chandavarkar, confirmou que não houve nenhuma mudança de conteúdo no documento da Rio+20. Segundo ele, o que deve ser feito são correções ortográficas, gramaticais, para adequar o texto aos padrões das Nações Unidas. (Valor Econômico)

C.VALE: Encontro discute clima, manejo e mercado

encontroagronegocio assisAs chuvas devem ficar acima da média na região Sul do Brasil durante o inverno de 2012. O padrão climático já está mudando, impulsionado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico na costa da América do Sul. Essa elevação da temperatura da superfície do mar ainda não caracteriza o El Niño, mas indica uma tendência de retorno do fenômeno.

Superior à média - Com isso, o volume das chuvas deve ser superior aos níveis históricos na maior parte do segundo semestre no Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraguai, informa Alexandre Aguiar, diretor de comunicação da MetSul Meteorologia. Ao participar do Encontro do Agronegócio da C.Vale,  terça-feira (19/06), em Palotina e Assis Chateaubriand, Aguiar antecipou que o inverno terá grande variação de temperaturas. No Sul do país, o risco de temporais aumenta entre o final do inverno e o início da primavera, advertiu.

Problemas emergentes - O supervisor agronômico da C.Vale, Enoir Pellizzaro, tratou sobre os problemas emergentes no sistema de produção agrícola. Pellizzaro alertou os produtores para os cuidados com relação aos nematóides e ao capim amargoso. “É importante que o produtor faça a prevenção e monitore as suas lavouras, pois os nematóides e o capim amargoso podem causar prejuízos significativos.”

Tendências de mercado - O gerente do Departamento de Operações e Mercado da C.Vale, Valentim Squisatti,  falou sobre tendências do mercado agrícola, destacando que as cotações da soja e do milho, no curto prazo, serão influenciadas pelas condições climáticas nas regiões agrícolas dos Estados Unidos. Dados mais recentes indicam piora das lavouras devido ao clima seco, mas ainda é cedo para se falar em produtividade final, observou. Ele acredita em preços da soja acima da média dos últimos cinco anos. Para o milho, Squisatti projeta valores dentro a abaixo da média. (Imprensa C.Vale)

encontro

COCAMAR I: Clima quente nos EUA fortalece cotação dos grãos

A previsão de clima quente e seco nos próximos 7 a 10 dias nos Estados Unidos, com possibilidade de forte calor nas planícies, oeste do meio oeste e Delta, combinada com a queda na condição “boa/excelente” das lavouras, está dando suporte aos preços dos grãos. As informações são da gerência comercial de grãos da Cocamar, baseada em boletins especializados.

Fundamentos - Os fundamentos de soja e farelo estão apertados para os próximos meses, mesmo antes da condição da lavoura cair para as mínimas de quase 20 anos para meados de junho (a condição da lavoura de soja caiu 4% para 56% contra 60% da semana anterior e 68% em 2011). Não há espaço para qualquer tendência de baixo rendimento. Embora seja muito precoce admitir uma quebra de safra, não é muito cedo para dizer que será uma dura batalha para alcançar bons rendimentos.

Mercado firme - “Ainda é possível haver preços mais elevados nos próximos meses. O mercado disponível continua firme e apontando que a safra velha ainda não fez o trabalho necessário para disponibilizar produto, pois os estoques estão sendo projetados em níveis bem reduzidos”, comenta o gerente comercial de grãos, Antonio Sérgio Bris.

Maior preço - No mês passado, a cotação da soja atingiu a cotação recorde, até então, de R$ 52,50 a saca de 60kg, na Cocamar. Mas na quarta-feira, (20/06), o preço chegou a R$ 59,00 na cooperativa, o maior já pago pela oleaginosa.

Milho - o mercado de clima está em andamento e refletindo nos preços. As chuvas de fim de semana foram uma decepção e a metade do sul do cinturão do milho vai ser polinizada nos próximos 10 dias. O mercado irá adicionar prêmio de risco até quando houver indicações de uma mudança no padrão do clima. O comércio não está preparado para mais um ano de tendência de sub-rendimento. A condição da lavoura do milho caiu 3% para 63% contra 66% da semana anterior e 70% em 2011. (Imprensa Cocamar

COCAMAR II: Encontro de Produtoras Rurais reúne 500 participantes

A agricultora Cleuza Raimundo Duarte teve um dia diferente na quinta-feira (21/06). Ela acordou às 5h30 e, pouco depois, ainda antes dos primeiros raios de sol, embarcava em um ônibus em companhia de mais produtoras. O veículo saiu de São Sebastião da Amoreira, norte do Estado, para uma viagem de 200 quilômetros até Maringá. Casada com o cooperado Valdecir Santos Duarte e mãe de quatro filhos, Cleuza estava entre as cerca de 500 participantes do Encontro de Produtoras Rurais organizado pela Cocamar. “Meu marido incentivou que eu viesse”, disse.

Noroeste - Do outro lado do mapa, no extremo noroeste do Estado, fica Altônia. Foi de lá que saiu outro grupo de mulheres, entre as quais Rosângela Gil. Elas encararam a estrada, um trajeto de 300 quilômetros, para a programação que começou no início da manhã e levou quase um dia inteiro. Em pauta, conhecimentos sobre a cooperativa e também oportunidades para aprimorar os negócios. Segundo Rosângela, a mulher está cada vez mais ativa na gestão da propriedade. “Com o envolvimento de toda a família, se pondera mais nas decisões e se diminuem os riscos de erros”, afirma. Segundo ela, o marido Delcir também incentiva sua participação em eventos realizados da cooperativa: “A gente só tem a crescer”.

Integração lavoura pecuária - Um dos temas deste ano foi integração lavoura, pecuária e floresta, assunto priorizado pela Cocamar, que vem sendo difundido intensivamente em encontros técnicos, palestras e dias de campo. As produtoras ouviram do especialista do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Sérgio Alves, que a agropecuária evoluiu muito nas últimas décadas e o potencial para continuar se desenvolvendo é grande. “Dá para tornar a propriedade mais produtiva e rentável, é só querer”, afirmou Alves, brincando: “os maridos acham que mandam, mas são as esposas que decidem”.

Conselho de Administração - Integrante do Conselho de Administração da Cocamar, a agricultora Olga Agulhon, que comanda duas propriedades, onde produz soja e milho, comentou que as mulheres têm muito a contribuir, ao lado de seus maridos, para o aperfeiçoamento da atividade rural: “Aprendemos muito com eles, mas também já temos o que transmitir”.

Núcleo feminino - Cooperada há cinco anos, a viúva Neuza Petita, de Floresta, perto de Maringá, diz saber o que é administrar uma propriedade de 30 alqueires, onde cultiva grãos. Para isso, conta com o filho Fernando, seu braço direito. “Sempre fui uma pessoa tímida, mas participar da cooperativa me ajudou bastante”, afirma. Neuza integra o núcleo feminino de sua cidade, um dos 25 mantidos pela Cocamar, onde congrega mais de 600 participantes.  Geni Prieto Reginato e Tânia Rocha Bossoni, por exemplo, fazem parte do núcleo de Paiçandu, também na vizinhança de Maringá, onde suas famílias se dedicam ao cultivo de grãos.

Valdite, a miss - O dia foi muito diferente, mesmo, para quase três dezenas de produtoras. Desta vez, em lugar de caminharem por suas propriedades, o desafio foi enfrentar uma passarela sob os olhares de todos e o crivo de uma equipe de jurados. Era a eleição Miss Núcleo Feminino, o primeiro realizado, vencido por Valdite Natalina Ayala, de 57 anos, moradora de Santa Cecília do Pavão, norte do Estado. Esposa do produtor José Ayala, com quem tem o filho Sandro, Valdite, avó duas vezes, disse nunca ter pensado em desfilar numa passarela, coisa que só via em televisão: “Estou super emocionada”. Entre os critérios do júri, contaram a simpatia e a desenvoltura. 

Princesa - Neide Martini Festi também teve motivo para retornar contente à sua cidade, Rolândia, perto de Londrina: foi eleita a Princesa. Ao lado do marido Edir, produtor de grãos, ela disse que estava levando embora “um pouco mais de conhecimento para conversar sobre os negócios da família e com uma visão ainda mais ampla da cooperativa”. (Imprensa Cocamar)

COCAMAR III: Campanha Inverno Solidário encerra com mais de 4 mil doações

Com a entrega ao Provopar (Programa do Voluntariado Paranaense) de 4 mil peças de roupas e 190 pares de sapatos, a Cocamar finalizou na quinta-feira (dia 21/06), em Maringá, a Campanha Inverno Solidário 2012. Na oportunidade, o presidente da cooperativa, Luiz Lourenço, recepcionou a presidente do Provopar, Bernadete Barros, a quem entregou a doação. Bernadete estava acompanhada do chefe de Instrução do Tiro de Guerra, Fabian Wouters.

Tratamento especial - A colaboradora da área de Serviços sociais, Fátima Helena Bonassoni, explicou que a maior parte dos agasalhos recebidos passou por um tratamento especial. “Realizamos uma higienização, consertos e a separação de peças masculinas, femininas e infantis. Tudo está em plenas condições de uso, de forma a proporcionar satisfação aos destinatários.” Segundo Bernadete, a distribuição será feita, nos próximos dias, a entidades assistenciais cadastradas. (Imprensa Cocamar)

COAMO: 16ª turma de Jovens Líderes conclui 2º módulo

Cerca de 50 jovens cooperados, representando mais de 20 municípios do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, integraram a 16ª turma do Programa Coamo de Formação de Jovens Líderes Cooperativistas, iniciado no dia 16 de maio e encerrado nesta quinta-feira (21/06), em Campo Mourão. Os jovens cooperados participaram do 2º Módulo do curso que terminou abordando o como tema “Planejamento Estratégico”.

Realização - O Programa Coamo de Formação de Jovens Líderes Cooperativistas é uma realização da Coamo com apoio do Sescoop/PR. O primeiro módulo teve como objetivo a identificação do cooperado dentro da sociedade, na propriedade e na família, e traçar estratégias e metas para o futuro. O segundo, tratou da questão do planejamento, gestão e administração rural. No terceiro módulo, programado para julho, será destacada a gestão estratégica de negócios para a cooperativa e a análise e interpretação de balanço como instrumento para a tomada de decisão. E no quarto e último módulo, o foco é o desenvolvimento da liderança, em busca de um futuro promissor.

Novo modelo de gestão - “Os jovens no campo são os grandes responsáveis pela implantação de um novo modelo de administração rural, muito mais profissional. Eles trabalham de forma arrojada, sem esquecer das lições da família, passadas de geração em geração”, disse José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo.

Mais de 700 formandos – “A Coamo acredita e investe muito na formação e na educação cooperativista, e um bom exemplo desse trabalho é o programa de Jovens Líderes que idealizamos em 1998 e que nos seus 15 anos de realização congrega cerca de 700 jovens de várias regiões da Coamo. É um trabalho que vem dando certo com a certeza de que estamos colaborando para o aumento do conhecimento e formação de uma nova geração de empreendedores com a prática de novos conceitos de administração e gerenciamento rural em busca da melhoria gradual e contínua dos resultados e da qualidade de vida no ambiente produtivo rural”, salientou Gallassini. (Imprensa Coamo)

COPACOL: Cooperativa participa da Exposuper 2012

Apresentando seu mix de produtos, com foco nas linhas light, gourmet, Kids, Pescados e também no mais recente lançamento, as batatas palito, a Copacol participou, em Joinville, da Exposuper 2012, que teve início no dia 19 e se encerrou nesta quinta-feira (21/06). Realizada no Complexo Expoville, a Exposuper – Feira de Produtos, Serviços e Equipamentos para Supermercados e Convenção Catarinense de Supermercadistas é um dos maiores eventos em geração de negócios do Estado de Santa Catarina e do Brasil e reúne mais de 300 expositores. Na edição 2012, a expectativa de público era atingir 35 mil visitantes e um volume de negócios a serem gerados acima de R$ 200 milhões. “A participação em feiras como essa faz com que divulguemos nosso produto e também possamos estreitar a parceria com nossos clientes, fortalecendo assim a nossa marca”, disse a assessora de imprensa e marketing da Copacol, Fernanda Vacari. (Imprensa Copacol)

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AGENDA PARLAMENTAR: Divulgado o resultado da semana no Congresso Nacional

Tendo em vista a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece até esta sexta-feira (22/06), a maioria das comissões permanentes do Congresso Nacional não realizou sessões ordinárias deliberativas, visto que muitos parlamentares estão de licença para comparecer aos eventos no Rio de Janeiro. Para acessar o Resultado da Agenda da Semana, clique aqui.(Blog OCB no Congresso)

SENADO: Sérgio Souza faz balanço do primeiro ano de mandato

20120307 02182mmAo completar um ano como senador, no dia 14 de junho, Sérgio Souza (PMDB-PR) fez um balanço do seu mandato até o momento. O senador assumiu a vaga de Gleisi Hoffmann (PT-PR), que assumiu o cargo de ministra chefe da Casa Civil. Além de detalhar seu trabalho nas comissões, o senador falou sobre as propostas de sua autoria, que incluem 19 projetos de lei e duas propostas de emenda à Constituição (PECs). O senador é titular de três comissões permanentes do Senado e suplente de outras três. No âmbito da Comissão de Meio Ambiente e de Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle (CRA), preside a Subcomissão da Água. Sérgio Souza é, ainda, titular da CPI mista do Cachoeira e suplente do Conselho de Ética e da Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional.

Mudanças Climáticas - Na Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas do Congresso Nacional (CMMC), atuou como presidente em 2011. Em 2012, foi eleito relator da comissão. Grande parte dos trabalhos realizados pela comissão teve relação com a agenda e a pauta da Conferência das Nações Unidas Rio + 20, que está sendo realizada no Rio de Janeiro. Na conferência, serão realizadas duas audiências públicas da CMMC, nos dias 19 e 21. “Tenho a convicção de que os debates e a própria participação da CMMC na Rio + 20 serão de grande valia para elaboração do relatório que apresentarei ao final deste ano”, afirmou.

Propostas - Entre as propostas apresentadas pelo senador estão projetos que tratam da concessão do período de licença-maternidade ao pai que tiver sua companheira falecida no parto (PLS 179/2012), da atualização da Lei de Improbidade Administrativa (PLS 765/2011); e da inelegibilidade por oito anos daqueles que tiverem suas contas de campanha desaprovadas pela Justiça Eleitoral (PLS 193/2012).

Outros projetos - Em decorrência da participação da CPI do Cachoeira, o senador decidiu apresentar projeto que obriga o órgão público a rescindir contrato com empresa se houver fundados indícios de participação em organização criminosa (PLS 192/2012). Outro projeto apresentado no início do ano, segundo o senador, relaciona-se com o momento que o Congresso Nacional enfrenta na CPI. A proposição (PLS 2/2012) pretende incluir as disciplinas de Cidadania Moral e Ética no ensino fundamental e de Ética Social e Política no Ensino Médio. “Para meu orgulho, esse projeto encontra-se com parecer favorável do ex-ministro da Educação, senador Cristovam Buarque, pronto para votação pela Comissão de Educação”, comemorou. (Agência Senado)

COLATTO: Fretes devem sofrer aumento em 30% com a vigência da Lei do motorista

ColattoEntrou em vigor, no último dia 17 de junho, a Lei 12.619/2012 que regulamenta a profissão de motorista. O deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) considera importante a aprovação da lei, porém demonstra preocupação com os impactos que ela trará. Colatto entregou, no dia 14 de junho, em Brasília, ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro, documentação da Cooperativa Aurora e da Cooperalfa, subscrito por sindicatos de empresas de transporte de cargas do Oeste Catarinense. “Nos documentos está claro os impactos que a classe sofrerá. Os fretes, por exemplo, sofrerão aumento de 30%”, citou o parlamentar.

Comparativo - Documento da Cooper Aurora trás um comparativo dos impactos de transporte primário. Hoje uma viagem de Chapecó para Curitiba leva, em média, 19,5 horas, com o novo processo, a mesma viagem levará 25 horas. De Chapecó para São Paulo, a viagem dura 24 horas, passará para 48 horas. Para Recife, o tempo de viagem é de 4,5 dias, com o novo cenário passará 9,2 dias.

Impacto financeiro - Colatto relata ainda o impacto financeiro com a adequação da Lei. Somente para adequação do transporte agropecuário, a cooperativa precisará colocar para cada veículo mais dois motoristas. “Será preciso mais 243 motoristas com custo de R$ 4 mil/mês com salários mais encargos”, cita Colatto. O incremento custará R$ 972 mil/mês e o impacto anual de R$ 11.664.000,00 na conta de frete.

Impactos grandes - O parlamentar salienta que entre transporte primário mais agropecuário os impactos também são grandes. “O custo do transporte nas duas categorias ultrapassa R$ 55 milhões. É um custo muito elevado. Para essa adequação será necessário o aumento no valor dos fretes e encargos”, cita. Já a Cooperalfa que opera com cereais, insumos e pecuária, trabalha com terceirização do transporte, já sente a necessidade de mais demanda de caminhões para fazer o mesmo serviço. “Esse ônus vai ser repassado ao embarcador que, evidentemente, vai transferir o custo aos usuários dos serviços”, diz o documento.

Jornada de trabalho - Entre as principais mudanças da Lei está a jornada de trabalho. “Antes era liberada, agora passa a ser de no máximo oito horas trabalhadas com mais duas horas extraordinárias”, disse Colatto. Pela legislação, será considerado trabalho efetivo, o tempo que o motorista estiver à disposição do empregador, mesmo estando parado, excluído, neste caso, o intervalo para refeições e repouso.

Infraestrutura - Colatto lamenta que a Lei não tenha beneficiado a infraestrutura dos motoristas. “Hoje é difícil os motoristas encontrarem um local descente e seguro para tomar banho e passar a noite. Mas infelizmente, esse ponto não foi citado pela Lei”, concluiu Colatto.

Proposta - Mendes Ribeiro demonstrou surpresa com os números apresentados e disse que estudará uma proposta para beneficiar a classe. (Assessoria de Imprensa do deputado Valdir Colatto)

MERCADO EXTERNO: Paraná bate recorde na exportação de frango

O Paraná atingiu um recorde histórico no setor avícola em maio deste ano: o estado foi responsável por quase um terço (32,79%) das exportações brasileiras de frango. Segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), 117,5 mil toneladas de frango foram vendidas pelo Paraná a outros países: um aumento de 45,78% em relação a maio do ano passado. “Podemos esperar novos recordes já que não há estado que esteja buscando mais mercado internacional que o Paraná”, adiantou o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, em nota encaminhada à imprensa.

Faturamento - O faturamento do estado com as vendas externas de frango aumentaram 28,13%, chegam a US$ 210,9 milhões. Com isso, o Paraná superou Santa Catarina, que arrecadou US$ 192,1 milhões com as vendas externas de 94,3 mil toneladas da carne. O setor avícola paranaense também lidera no acumulado do ano, com 476,9 mil toneladas vendidas, com faturamento de US$ 859 milhões. Logo em seguida, Santa Catarina embarcou 399,1 mil toneladas, arrecadando US$ 805,8 milhões.

Fatores - O presidente do Sindiavipar atribui o recorde a uma série de fatores, como a entrada de novas empresas e a atrativos econômicos. “O bom momento para exportação, consequência da alta do dólar, motiva as empresas que não estavam habilitadas a ficarem aptas para exportar”, avalia Martins.

Principais destinos - Os países asiáticos, principalmente Arábia Saudita e Japão são os maiores compradores da carne de frango paranaense. Para o presidente do Sindiavipar há um movimento para que a China, terceira colocada no ranking de exportação em 2011, se torne a primeira importadora, no lugar da Arábia Saudita, caso continue crescendo e apresentando as condições atuais. (Gazeta do Povo)

INFORME PECUÁRIO: Boletim traz informações sobre mercado de carnes e de leite

A Gerência Técnica e Econômica da Ocepar divulgou a edição nº 37 do Informe Pecuário, com informações sobre o mercado de carnes e de leite referentes ao mês de maio. Confira abaixo:

Carne Bovina

Mercado Externo

Levantamento mensal da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontou que as exportações de carne bovina do Brasil atingiram 83,1 mil toneladas em maio, ante 63,9 mil toneladas do mesmo período em 2011. Na comparação com mês anterior, ocorreu um aumento de 20,11%. A receita com as vendas externas rendeu ao setor US$ 398,3 milhões, contra US$ 343 milhões de abril, variação positiva de 16,12%. Trata-se de um faturamento também acima dos US$ 334,2 milhões obtido em maio do ano passado (19,18%). O preço médio da tonelada embarcada, de US$ 4.791,70, contudo, recuou tanto na comparação com o mês anterior (US$ 4.955; -3,3%), quanto frente a maio de 2011 (US$5.226; -8,31%).

Tabela 01. Resultados das exportações brasileiras de carne bovina in natura (2012/2011).

Valores

 

Périodo

 

Variação (%)

mai/abr      mai

 

Acumulado

 jan - mai

Variação (%)

abr/12

mai/12

mai/11

 

2012

12/11

 

2012

2011

12/11

Volume

(mil ton)

69,2

83,1

63,9

20,11

29,98

339,5

329,4

3,06

Valor

(milhões US$)

343,0

398,3

334,2

16,12

19,18

1.653,8

1.643,0

0,66

US$/ton

4.955

4.792

5.226

-3,30

-8,31

4.872

4.988

-2,33

Fonte: MDIC/Secex, 2012. Elaboração: Ocepar/Getec, 2012.

Mercado Interno

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – CEPEA, no mês de maio, apesar das pequenas mudanças diárias nos preços, a média esteve em torno dos R$ 93,00 por arroba (Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa). Em trinta dias, o indicador desvalorizou 1,81%, sendo cotado no final do mês em R$ 94,72.

De modo geral, o mercado de boi gordo registrou movimento lento nas negociações. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário foi influenciado pela indefinição nos volumes de oferta de animais para abate e também da demanda por carne no mercado atacadista. Assim, as médias refletiram as alterações pontuais dos volumes ofertados e demandados.

Do lado da oferta, os lotes de animais criados a pasto têm ficado cada vez mais escassos, enquanto os de confinamento ainda são restritos. Por outro lado, pecuaristas que vinham mantendo os animais no pasto foram “obrigados” a vendê-los, já que, neste período, torna-se bastante difícil manter o ganho de peso, devido às condições desfavoráveis do pasto – diminuição da temperatura e do fotoperíodo. Pontualmente, esse posicionamento vendedor faz com que a oferta de animais aumente, pressionando as cotações da arroba, sobretudo quando esbarra na demanda desaquecida do final da cadeia

Carne Suína

Mercado Externo

A indústria de suínos, setor que vem sofre embargo parcial da Rússia às vendas provenientes de três Estados do país desde junho do ano passado, também registrou recuperação no volume embarcado, no mês de maio. As vendas foram de 47 mil toneladas, frente 41,4 mil toneladas de abril, aumento de 13,57%, e também superaram as 38,7 mil toneladas de maio do ano anterior (21,40%) quando o embargo parcial russo ainda não estava comprometendo as exportações. Os embarques renderam ao setor US$ 126,9 milhões, ante US$ 113 milhões registrados do mês anterior e os 115 milhões de dólares de maio de 2011.

Tabela 02. Resultados das exportações brasileiras de carne suína in natura (2012/2011).

Valores

 

Período

 

Variação (%)

mai/abr      mai

 

Acumulado

 jan - mai

Variação (%)

abr/12

mai/12

mai/11

 

2012

12/11

 

2012

2011

12/11

Volume

(mil ton)

41,4

47,0

38,7

13,57

21,40

190,5

181,9

4,69

Valor

(milhões US$)

113,3

126,9

115,0

12,00

10,33

518,3

527,1

-1,68

US$/ton

2.735

2.699

2.970

-1,31

-9,12

2.721

2.897

-6,08

Fonte: MDIC/Secex, 2012. Elaboração: Ocepar/Getec, 2012.

Mercado Interno       

Os preços do suíno vivo e da carne seguem caindo no mercado brasileiro, de acordo com dados do Cepea. Esse cenário é verificado mesmo com o aumento das exportações em maio. A pressão tem vindo da maior oferta de animais e também do desaquecimento da demanda, que estaria se deslocando para as carnes concorrentes.

No correr de maio, o Indicador do Suíno Cepea/Esalq recuou expressivo 7,9% no Paraná, passando para R$  1,97/kg. No Rio Grande do Sul, houve queda de 2% no mesmo período, a R$ 1,92/kg. Em São Paulo, o preço médio do suíno vivo encerrou maio a R$ 2,15, recuo de 1,8% no acumulado do mês. Em Minas Gerais, o quilo passou para R$ 2,32 no dia 31, queda de 1,7%.  Já em Santa Catarina, o Indicador permaneceu estável, a R$ 1,98/kg no final de maio. Quanto à carcaça comum suína, houve queda de 1,7% no acumulado de junho, com o preço médio passando para R$ 3,38/kg. No período, a carcaça especial desvalorizou 2,2%, a R$ 3,62/kg.

Carne de Frango

Mercado Externo

Segundo dados da Secex, as vendas externas de carne de frango aumentaram 11,63%, para 338,4 mil toneladas, na comparação com maio de 2011. Em abril, o setor havia embarcado 298,5 mil toneladas. As exportações geraram no período receita de US$ 622 milhões, próximo dos US$ 624 milhões do mesmo mês do ano passado, variação negativa de apenas 0,31%. Na comparação com o mês anterior, a receita com os embarques de carne de frango 10,93% superior. O preço médio da carne de frango exportada em maio recuou ligeiramente (2,16%) para US$ 1.839 por tonelada, frente a US$ 1.879 em abril. Mas na comparação com o ano passado, quando o preço foi de US$ 2.058, a queda foi de 10,69%.

Tabela 03. Resultados das exportações brasileiras de carne de frango in natura (2012/2011).

Valores

 

Período

 

Variação (%)

mai/abr      mai

 

Acumulado

 jan - mai

Variação (%)

abr/12

mai/12

mai/11

 

2012

12/11

 

2012

2011

12/11

Volume

(mil ton)

298,5

338,4

303,1

13,37

11,63

1.523,5

1.441,4

5,69

Valor

(milhões US$)

560,9

622,2

624,1

10,93

-0,31

2.820,1

2.805,8

0,51

US$/ton

1.879

1.839

2.059

-2,16

-10,69

1.851

1.947

-4,91

Fonte: MDIC/Secex, 2012. Elaboração: Ocepar/Getec, 2012.

Mercado Interno

Entre as concorrentes bovina e suína, a carne de frango era a que mais vinha se sustentando em maio, de acordo com dados do Cepea. No entanto, como esperado para final de mês, as cotações da carne de frango passaram a cair, devido ao típico desaquecimento da demanda do período. Mesmo assim, no acumulado do mês, o frango perde menos que as carnes concorrentes. De 30 de abril a 31 de maio, o preço da carne de frango resfriado no atacado da Grande São Paulo caiu 1,9%, a R$ 2,69/kg. No Paraná as cotações do frango vivo ficaram por volta de R$ 1,80 /Kg.

Leite

Mercado Externo

A balança comercial de lácteos em maio apresentou um déficit de 8.092 toneladas, 12% mais baixo quando comparado com o mês passado. Considerando o dado em valor, o déficit foi de 37,5 milhões de dólares. Em relação ao mesmo período do ano anterior, as importações de produtos lácteos em volume foram 10% inferiores, com 1.310 toneladas importadas a mais do que em maio de 2011. Quando analisamos o valor em equivalente-leite (a quantidade de leite utilizada para produzir um quilo de determinado produto), foram importados 82,55 milhões de litros de leite em maio, 4% a mais do que mês passado e 6% a menos que a quantidade internalizada em maio de 2011, que na época totalizou 87,94 milhões de litros. O volume total de produtos lácteos internalizados foi de 12.049 toneladas, o que representou o montante de 47,840 milhões de dólares.

O produto de maior impacto nas importações é o leite em pó (incluindo o integral e desnatado), com 7.106 toneladas, 21% a mais do que em abril. Nesse mês não houve importação de leite em pó (integral e desnatado) do Chile. O Uruguai foi responsável por colocar 67% desse produto com 4.739 toneladas importadas. A Argentina preencheu o espaço restante introduzindo 2.366, valor dentro da cota estipulada entre os países de 3.600 toneladas mensais. Quanto às exportações, houve aumento de 3% em relação ao mês passado, totalizando um valor de 3.956 toneladas e R$ 10,26 milhões de dólares, com grande destaque para o leite condensado que aumentou 13%, exportando 2.738 toneladas.

Mercado Interno

Em maio, o preço médio pago pelo leite aos produtores (referente à produção entregue em abril) teve leve aumento de 0,8% em relação ao mês anterior, indo para R$ 0,8742/litro (valor bruto, inclui frete e impostos). O valor considera a média ponderada pelos estados de RS, PR, SC, SP, MG, GO e BA. Em termos reais, o preço do leite ficou 0,5% abaixo do registrado em maio/11. Desde aquele mês, justamente, que o preço real não ficava abaixo do verificado em igual período do ano anterior.

INFRAESTRUTURA: Mau tempo e grande procura afetam operação de navios em Paranaguá

O mau tempo continua afetando a operação dos navios no Porto de Paranaguá. Aliado à intensa movimentação no mercado de grãos, que aumenta a procura pelos portos, esse fator explica o grande acúmulo de navios para atracar. Nesta quinta-feira (21/06), das 95 embarcações que aguardavam para atracação, 46 eram de fertilizantes e 38 vão embarcar granéis sólidos.

Grãos - “Para entender essa grande concentração de navios, além da chuva é preciso considerar os granéis para exportação, o início da safra de milho, que já começa a ser escoada, porque os produtores precisam liberar armazéns no interior, e o bom preço da soja no mercado internacional, que estimula as exportações”, explica o superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino.

Valor da saca - Na quarta-feira (20/06), a saca de soja em Paranaguá estava cotada a R$ 68 e o dólar, avaliado em R$ 2,05, uma das melhores cotações dos últimos anos - fatores que estão estimulando as vendas das commodities brasileiras. Mas a corrida para vender a soja para fora do País é dificultada pelo mau tempo. Somente na quarta-feira, foram 22 horas e 20 minutos de chuvas, permitindo o embarque de apenas 4 mil toneladas de grãos pelo corredor de exportação. Sem chuvas, chegam a ser embarcadas 90 mil toneladas de grãos num único dia.

Estoques - Dividino ressalta que o estoques de grãos nos silos é de pouco mais de 590 mil toneladas, enquanto os 38 navios que aguardam para serem carregados somam 2,5 milhões toneladas. “Se todos os navios atracassem simultaneamente, não haveria carga para abastecê-los. Isso demonstra que muitos são encaminhados a Paranaguá sem ter carga negociada, e esperam ao largo não por ineficiência da operação portuária, mas também por estarem esperando a consolidação de suas cargas”, afirmou.

Maior liquidez - Paranaguá é considerado o porto com maior liquidez de embarques fob. “Isso quer dizer que oferecemos ao mercado a melhor plataforma de carregamento de granéis sólidos de origem agrícola”, explica Dividino. Os clientes podem comprar produtos de vários exportadores, compondo a carga que vai num único navio a partir de diferentes terminais. O sistema de pool, que interliga os sete terminais privados e os dois públicos ao Corredor de Exportação, é que permite esta operação diferenciada e muito mais vantajosa para o comprador. (AEN)

TRABALHO: Paraná criou 11.738 empregos em maio, melhor desempenho da região Sul

O Paraná foi o estado da região Sul que mais gerou empregos no mês de maio. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quinta-feira (21/06), foram criados no Estado 11.738 empregos, um aumento de 0,46% em relação ao número de assalariados com carteira assinada do mês de abril. Os setores que mais contribuíram para o resultado positivo no Paraná foram os de serviços (3.679 postos), indústria de transformação (3.038), construção civil (2.416) e comércio (1.907vagas).

Brasil - O País criou 139,6 mil vagas de trabalho em maio, ampliando o total de assalariados em 0,36%. Nos cinco primeiros meses do ano, houve acréscimo de 81.969 postos (+3,28%) no Paraná e de 877,9 mil postos no total do Brasil (+2,32%).

Estados - Entre os estados brasileiros, o Paraná ficou em quarto lugar na geração de empregos em maio, atrás de São Paulo, que criou 52.624 vagas (0,43%), Minas Gerais (+32.684 postos, 0,79%) e Rio de Janeiro que gerou 12.030 postos (0,33%). No Sul, Santa Catarina gerou 1.507 empregos, um crescimento de 0,08% em relação ao mês de abril e o Rio Grande do Sul teve desempenho negativo, com eliminação de 3.332 empregos, o que equivale a uma redução de 0,13% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior.

Acerto - Segundo o secretário estadual de Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli, os números revelam o acerto das políticas públicas para geração de emprego e renda no Estado. “A economia paranaense vai bem. Nos últimos 12 meses, o estado teve um crescimento de 4,61% no nível de emprego e criou 113.917 postos de trabalho. O Paraná é o estado brasileiro que mais gerou empregos na indústria este ano”, afirmou.

RMC - A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) registrou em maio acréscimo de 2.176 empregos formais em relação ao mês anterior (+0,21%), o quinto melhor desempenho entre as nove regiões metropolitanas pesquisadas, atrás do Rio de Janeiro: (7.463 novos postos, ou +0,27%), São Paulo( 7.312 postos ou +0,11%), Belo Horizonte: (+4.477 postos ou +0,28%) e Recife com 3.196 postos ou +0,37%. (AEN)

EMERGENTES: Brasil e China fecham acordo para criar fundo de US$ 30 bi em moedas locais

Brasil e China aproveitaram o encontro de seus governantes desta quinta-feira (21/06), na Rio+20, para fechar acordos bilaterais, com o objetivo de estimular as economias e proteger os países de um possível agravamento da crise internacional. Entre os protocolos assinados pela presidente Dilma Rousseff e pelo presidente Hu Jintao estão a constituição de fundo de "swap" de US$ 30 bilhões, a compra de jatos Legacy 650, da Embraer, pela China, o que pode render receita adicional de R$ 400 milhões à empresa, e novos investimentos chineses no setor de petróleo e na indústria brasileira de automóveis.

Fundo de “swap” - O acordo para a criação do fundo de "swap" em moeda local deve ser assinado em breve. "O governo chinês poderá sacar até o equivalente de R$ 60 bilhões e utilizar em reservas no comércio de seu país. Assim como nós poderemos sacar o equivalente em yuans", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Esse acordo permite que o Brasil saque em yuans da reserva chinesa, e que a China saque em reais da reserva brasileira. Aumenta nossa proteção em caso de agravamento da crise", disse o ministro. "Digamos que haja um travamento no crédito exterior. Tendo este swap, o nosso comercio continua girando, porque teremos moeda à nossa disposição", explicou.

Parte inicial - O protocolo é parte inicial do acordo fechado em Los Cabos, no México, há três dias, entre os cinco países que fazem parte dos Brics -além de Brasil e China, África do Sul, Índia e Rússia -, para montar um fundo de swap multilateral. "Quando os cinco países fecharem o acordo, serão US$ 4,5 trilhões em reservas reunidas", disse Mantega

Decisão comemorada - O presidente da Embraer, Frederico Curado, comemorou a decisão da China de comprar aviões da empresa. "Foi uma vitória de quase dois anos de esforços. Vai ser a primeira fábrica de aeronaves executivas da China." Segundo o executivo, a expectativa é que sejam vendidos entre 6 e 12 aviões por ano do modelo Legacy 600/650. Cada aeronave custa cerca de US$ 30 milhões. "Estamos falando de US$ 200 milhões a US$ 400 milhões por ano", estimou Curado.

Satélites - Os dois países também lançarão satélites de fabricação sino-brasileira. O primeiro, Cyber 3, será lançado em janeiro, e o segundo Cyber 4, daqui a dois anos. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que os países aumentaram o número de estudantes que vão se beneficiar do programa Ciência Sem Fronteiras. "Hoje, temos 50 alunos estudando em universidades chinesas. Esse número subirá para 250 bolsas por ano." (Valor Econômico)


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