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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2875 | 26 de Junho de 2012

ANO INTERNACIONAL I: Parlamentares destacam importância das cooperativas no Paraná

A contribuição das cooperativas paranaenses para o desenvolvimento econômico e social dos cooperados e das comunidades onde elas atuam foi destacada por parlamentares e autoridades que participaram, nesta segunda-feira (25/06) à tarde, em Curitiba, do evento realizado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para homenagear o setor cooperativista. Presidentes e representantes de cooperativas dos mais diversos ramos e colaboradores do Sistema Ocepar prestigiaram a solenidade. Em seu pronunciamento, o presidente da Organização, João Paulo Koslovski, ressaltou ainda a presença de seis membros da diretoria na homenagem. O governador Beto Richa foi representado pelo secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara. Também participaram da solenidade, o deputado federal Assis do Couto e o diretor de Administração e Finanças do Sebrae no Paraná, Vitor Tioqueta.

Reconhecimento – Ao abrir a sessão, o presidente da Alep, Valdir Rossoni, informou que o grande expediente da sessão foi destinado à comemoração do Ano Internacional do Cooperativismo por proposição do deputado Teruo Kato, coordenador da Frente Parlamentar para o Cooperativismo, “em reconhecimento ao trabalho realizado pelas cooperativas para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social”, destacou Rossoni. Estavam presentes em plenário, 48 deputados de um total de 54.

Exemplo – “Quero externar, em nome de todos os deputados, principalmente dos integrantes da Frente Parlamentar pelo Cooperativismo, a nossa admiração e respeito pelo trabalho realizado pelas cooperativas. 2012 foi eleito pela Organização das Nações Unidas o Ano Internacional do Cooperativismo e esta Casa de Leis não poderia deixar de prestar homenagem a um sistema que é um exemplo de sucesso”, disse o deputado Teruo Kato. “Sem dúvida, as cooperativas merecem o nosso respeito e o nosso apoio para que continuem contribuindo para o desenvolvimento do Paraná e do País”, acrescentou o parlamentar.

Dados - Kato lembrou que em 2011, as 240 cooperativas que compõem o Sistema Ocepar faturaram R$ 32 bilhões, reunindo 714 mil cooperados e 62 mil colaboradores, sendo responsável pela geração de 1,5 milhão de postos de trabalho. “O setor representa 55% do PIB agropecuário do Paraná”, sublinhou. “Em muitos municípios paranaenses, as cooperativas são as principais geradoras de empregos. Além disso, agregam os pequenos e médios agricultores e hoje 77% das participações das cooperativas são de pequenos e médios produtores rurais”, frisou ainda. Kato também falou sobre o trabalho realizado pelas 135 cooperativas da agricultura familiar vinculadas à Unicafes, que englobam 80 mil cooperados. “Elas participam das diversas políticas públicas e tem fornecido produtos de excelente qualidade para as nossas escolas e entidades assistenciais”, destacou.

Oportunidades – O presidente do Sistema Ocepar disse que a celebração do Ano Internacional das Cooperativas representa uma oportunidade ímpar para que os cooperativistas possam mostrar à sociedade a aos governos o relevante papel que o setor desempenha no campo econômico e social. “Com o lema ‘As cooperativas constroem um mundo melhor’, a ONU evidencia o reconhecimento às mais de um bilhão de pessoas que integram as cooperativas em todo o mundo, pela grade transformação que estão promovendo através da valorização das pessoas, distribuição de renda, geração de empregos mas, sobretudo, na viabilização das atividades desenvolvidas pelos cooperados”, ressaltou Koslovski.

Áreas de atuação - Ele lembrou que o cooperativismo está presente em inúmeras áreas como educação, infraestrutura, trabalho, transporte, habitação e turismo, por exemplo. Destacou ainda as atividades desenvolvidas nos segmentos de saúde, crédito e agropecuário. “Somos hoje mais de 2,5 milhões de paranaenses que dependem das ações das cooperativas. A movimentação econômica do setor representa 13% do PIB do Estado. O cooperativismo também recolheu no último ano R$ 1,25 bilhão em impostos e gerou milhares de empregos. Isso mostra o fantástico trabalho que vem sendo realizado na viabilização dos negócios dos cooperados, contribuindo para o desenvolvimento do Estado e, principalmente, promovendo a distribuição de riquezas”, acrescentou.

Desafios – O presidente da Ocepar colocou como desafios para o setor a aprovação de normativos que contemplem as peculiaridades do cooperativismo e contribuam para o seu maior crescimento, como o Projeto de Lei (PL) 271/2005, que trata do ato cooperativo, e o PL 03/2007, que estabelece a Lei Geral das Cooperativas. “Ambas estão em tramitação no Congresso Nacional. Esperamos poder comemorar a aprovação delas neste ano de 2012”, disse Koslovski.

 

Troféu - Ao final de sua fala, ele entregou ao presidente da Alep, Valdir Rossoni, o troféu “Cooperativas Orgulho do Paraná”, simbolizando o agradecimento aos parlamentares pela sessão especial em homenagem às cooperativas e pelo apoio que os deputados estaduais e a Assembleia tem dado ao cooperativismo paranaense.

Legislação – Ao se pronunciar, o deputado federal Assis do Couto também falou sobre a importância de serem aprovadas leis condizentes com a realidade do cooperativismo e propôs uma grande mobilização para que isso ocorra ainda esse ano. “A nossa Lei Geral do Cooperativismo é de 1971. Nós precisamos ajustá-la. Ainda há um descompasso entre o que determina a Constituição de 1988 e a lei 5764. Nós vamos fazer um esforço paranaense para que movimentemos novamente essa questão no Congresso Nacional. O PL 03/2007 está no Senado, ainda tem que voltar para a Câmara e depois ir para a sanção presidencial”, ressaltou.

Emblemático - De acordo com ele, seria emblemático sancionar a lei num grande evento com a presença da presidente Dilma Rousseff devido à celebração do Ano Internacional das Cooperativas. No entendimento de Assis do Couto, a comemoração é propícia para o debate de assuntos relevantes ligados ao cooperativismo, que, para ele, tem como diferencial a preocupação com as pessoas. “O cooperativismo é uma sociedade formada por pessoas que se unem para enfrentar dificuldades que, individualmente, não conseguiriam resolver. De pessoas que querem uma sociedade melhor e mais democrática. Dá muito orgulho estar lá em Brasília sendo paranaense, ainda mais com um estado que incentiva um dos setores mais organizados e que se preocupa com o bem estar das pessoas”, completou.

Pronunciamentos – Durante a solenidade ocorrida nesta segunda na Assembleia Legislativa também houve o pronunciamento do presidente da Unicafes, Luiz Possamai, do secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, e dos deputados Augustinho Zucchi, Nelson Luersen, Luciana Rafagnin, Elton Welter, Caíto Quintana, Élio Rusch, Adelino Ribeiro e Rasca Rodrigues.

Clique aqui e acesse na íntegra o pronunciamento do presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski

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ANO INTERNACIONAL II: Temos orgulho do cooperativismo do Paraná, afirma Ortigara

Alep6 Nani Gois“O cooperativismo talvez seja a forma mais antiga de associativismo, de agregação de pessoas em busca de objetivos comuns. Nós temos um orgulho danado da presença do sistema de cooperativismo utilizado aqui no Paraná”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura, Norberto Ortigara, ao se pronunciar nesta segunda-feira (25/06), durante a homenagem promovida pela Assembleia Legislativa em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas. Ele representou o governador Beto Richa na solenidade. “A partir dos anos 70, as cooperativas contribuíram para modernizar a nossa agropecuária, tem realizado a transformação da matéria-prima recebida dos cooperados e hoje processam quase 50% da produção diretamente. Não fossem as cooperativas, certamente a dinâmica econômica do Paraná seria outra, não teria essa dimensão, não teria essa pujança”, ressaltou.

Presença forte – Ortigara também lembrou da atuação no Estado das cooperativas de crédito, saúde, trabalho, educacionais, infraestrutura, consumo, trabalho, entre outas, e definiu o cooperativismo como “uma forma inteligente de organização”.  “É um sistema forte que nós reconhecemos como valioso para o desempenho da nossa economia paranaense e para o bem estar das pessoas, seja no meio urbano ou rural”, disse ainda.

Política de apoio ao cooperativismo – O secretário também falou sobre a Lei Estadual nº 17.142/2012, publicada no dia 9 de maio, que trata da Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo. De acordo com ele, o governo está se mobilizando para restabelecer o “espírito inicial” na norma. “Lamentavelmente,  por razões técnicas, o executivo estadual acabou vetando três artigos e um inciso que deixou a lei meio capenga e nós assumimos o compromisso de restabelecer o espírito inicial da lei, superando as dificuldades políticas de conflitos de competências”, afirmou Ortigara. Ele estava com um anteprojeto em mãos que seria entregue aos deputados estaduais.  

Cooperativismo – Um dos artigos vetados na Lei 17.142 citava a inclusão do ensino do cooperativismo na grade curricular das escolas da rede estadual de ensino. “Como essa é uma competência da União, nós estamos introduzindo na lei a possibilidade das escolas adotarem, em qualquer matéria, o ensinamento sobre o cooperativismo e a força da cooperação como meio de superar as dificuldades”, esclareceu.

Ato cooperativo – “Também estamos reconhecendo na lei que o ato cooperativo é importante, é uma característica própria das cooperativas, diferente de outras empresas comerciais”, acrescentou ainda. “A lei faculta ainda ao poder executivo estadual contratar os serviços das cooperativas de crédito para fazer empréstimos aos servidores públicos, recolher tributos, taxas, impostos, especialmente naqueles locais onde não seja estimulante para o sistema bancário abrir uma agência. Enfim, a lei traz um reconhecimento e o reforço da visão política do Paraná para com o modelo do seu sistema cooperativista”, completou o secretário. 

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ANO INTERNACIONAL III: Batavo e Willem de Geus são homenageados

Durante a comemoração do Ano Internacional das Cooperativas, a Assembleia Legislativa homenageou Willem de Geus, por ser cooperado mais antigo do Paraná, e a Cooperativa Batavo, fundada em 1925 e atualmente há mais tempo em funcionamento no Estado. Também foram entregues certificados à Ocepar, à Unicafes e às cooperativas vinculadas às duas instituições.

Honra – Willen de Geus é cooperado da Batavo desde 1950. “Já fui 30 anos diretor e atuei mais 21 como presidente da cooperativa e até hoje vou quase todos os dias lá, para dar uma olhada e tomar um café especial. Para mim, o cooperativismo é a melhor coisa que existe para unir as pessoas e fazê-las ir para frente. Foi uma honra e um prazer muito grande receber esse diploma como o mais antigo cooperado do Paraná. Mas não é mérito meu. Para chegar a essa idade e receber uma homenagem como essa é preciso ter saúde e Deus tem que nos guardar para chegar aos 87 anos de idade e completar 64 anos como cooperado da Cooperativa Batavo. São poucos que alcançaram isso”, afirmou Geus.

Orgulho – Fundada por imigrantes holandeses, a Cooperativa Batavo é sediada em Carambeí, na região dos Campos Gerais. Atingiu faturamento de R$ 873.463.000,00 em 2011 e possui 580 associados que trabalham com pecuária de leite, suínos, soja milho, feijão, cereais de inverno e produção de sementes. “Uma homenagem como essa é sempre importante para o setor cooperativista. Como foi bastante evidenciado durante a solenidade em homenagem ao Ano Internacional das Cooperativas, realmente as cooperativas fazem uma grande diferença nas regiões onde elas atuam tanto econômica como socialmente. E nós temos muito orgulho de participar disso”, afirmou o presidente da Batavo, Renato Greidanus. “Nós sabemos o quanto as pessoas passaram por dificuldades no início da construção das cooperativas, que foram vencidas com a união e até hoje nós estamos superando os obstáculos através do associativismo”, concluiu. 

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FÓRUM DE MERCADO: Plano safra 2012/13 será um dos temas em debate

O diretor do departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, é um dos convidados do Fórum de Mercado das Cooperativas que o Sistema Ocepar promove no dia 6 de julho, no auditório da Cooperativa Cocamar, em Maringá, Noroeste do Paraná. Ele vai falar sobre as principais medidas de apoio aos produtores e às cooperativas contidas no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2012/13. O governo federal deverá fazer o anúncio do PAP da próxima safra nesta quinta-feira (28/06).

Outros temas – No fórum também estarão em debate as perspectivas de preços e mercado para comercialização da safra de grãos, diante dos problemas que vem ocorrendo no desenvolvimento das lavouras de soja e milho nos Estados Unidos, prejudicadas pela estiagem. O tema será tratado pelo analista da Safras & Mercados, Paulo Molinari. Já o gerente de serviços em commodities da BM&Bovespa, Luiz Cláudio Caffagni, vai discorrer sobre as operações no mercado de futuros e opções e sobre o novo contrato de soja da BM&Bovespa.

Público alvoO evento é destinado a profissionais dos departamentos comercial, financeiro e operacional das cooperativas do Paraná e cooperados. As inscrições devem ser feitas até o dia 29 de junho pelo site www.paranacooperativo.coop.br. Mais informações com Flávio, Robson ou Aline pelo fone (41) 3200 1100 ou por meio do endereço eletrônico aline@ocepar.org.br

Clique aqui para conferir a programação do Fórum de Mercado 2012

SESCOOP/PR: MBA em Gestão e Liderança tem aula inaugural em Palotina

100 3363Foi realizada, nos dia 22 e 23 de junho, na sede da C.Vale, em Palotina, a aula inaugural da terceira turma da Região Oeste do curso de MBA em Gestão e Liderança, promovido pelo Sescoop/PR em parceria com o FranklinCovey. Estão participando 37 profissionais de quatro cooperativas paranaenses: C.Vale, Coodetec, Sicredi e Copagril. O analista de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leandro Macioski, fez a abertura da especialização e ressaltou a importância das ferramentas de liderança e do gestor estar atualizado com as novas práticas. Também participaram da abertura a gerente da Universidade C.Vale, Sandra Cantu e o coordenador da FranklinCovey Valdemir Nery. O curso vai ter 18 módulos que deverão ser concluídos até 2014. 

C.VALE: Cooperativa gerencia resíduos de saúde animal

residuos IO cuidado com a recolha e a destinação correta dos resíduos de saúde animal é uma preocupação constante da C.Vale. Desde abril de 2011, a cooperativa desenvolve um programa de gerenciamento desses resíduos. São coletados os materiais usados na integração suinícola e avícola que precisam de um tratamento diferenciado, entre eles, frascos de produtos veterinários, seringas, agulhas, bisturis, luvas e insumos contaminados por procedimentos. O material coletado na propriedade do associado é encaminhado pelos técnicos e veterinários para os abrigos dos resíduos nas unidades da C.Vale. A cooperativa também conta com centrais de recolha nos matrizeiros, Unidade Produtora de Leitões, incubatório e laboratório avícola.

Uso sustentável - De acordo com o supervisor de gestão ambiental da C.Vale, Guilherme Daniel, o programa cumpre com todas as condições de armazenagem, coleta, transporte, tratamento e destino final, garantindo o uso sustentável dos recursos naturais nas cadeias produtivas de aves, suínos e leite. Para realizar o procedimento de recolha, transporte e destino de resíduos, a cooperativa contratou uma empresa especializada, que mensalmente faz a coleta dos materiais contaminantes. Segundo o supervisor, desde que foi implantado o programa já teve resultados positivos. “Mais de uma tonelada de materiais são recolhidos ao mês.”, finalizou.

Outras ações - Além do destino correto aos materiais com tratamento diferenciado, a C.Vale, também orienta o associado sobre a destinação final dos resíduos orgânicos e materiais para reciclagem. Para a cooperativa, a preocupação com o associado e o meio ambiente é um compromisso permanente. (Imprensa C.Vale)

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COCAMAR: Noite de Campo será realizada nesta terça-feira, em Floresta

Produtividade de milho. Para demonstrar o resultado do investimento em tecnologia na cultura de milho de inverno, a Cocamar promove uma Noite de Campo nesta terça-feira (26/06) no município de Floresta, a 30 quilômetros de Maringá. Programado para iniciar às 18h30 na Fazenda Maringaense, de propriedade de Antônio Pedrini, o evento deve contar com a participação de aproximadamente 300 produtores de toda a região, segundo informa o gerente da Cocamar em Floresta, Frederico João Altrão

Clima - Favorecido pelo clima, o milho se desenvolveu bem e a colheita já está começando. De acordo com a Cocamar, a expectativa é de uma produtividade de 4.363 quilos por hectare, 15% a mais que a do ano passado, segundo informa o engenheiro agrônomo Emerson Nunes, coordenador técnico de Culturas Anuais. Também se estima boa qualidade de produção.

Parceria - A Noite de Campo, realizada em parceria com as empresas Dekalb, Bayer AgroSciences e Stoller, é a primeira do ano. Um dos produtores que deve comparecer ao evento é Nazareno Maróstica, de Doutor Camargo. Animado com o desempenho da lavoura este ano, ele acredita que vai conseguir colher a média de 240 sacas por alqueire, 40 a mais que em 2011. Sempre interessado em buscar novos conhecimentos, ele vê a iniciativa “como uma oportunidade que não pode ser desperdiçada”.

Importância econômica - O milho é a segunda cultura em importância econômica na região da Cocamar, depois da soja. Em 2011, mesmo com a lavoura enfrentando problemas climáticos, a cooperativa bateu recorde de recebimento, 510 mil toneladas, volume que poderá ser ainda maior desta vez. (Imprensa Cocamar)

COPACOL: Palestras destacam cuidados com as bezerras

A Copacol promoveu, no dia 22 de junho, palestras nas unidades de Cafelândia e Formosa do Oeste, para repassar informações sobre os cuidados que os produtores devem ter com as bezerras nos primeiros dias de vida dos animais. Com a participação de 75 produtores de leite, além das informações técnicas com o manejo das bezerras, a equipe técnica da Cooperativa também apresentou nas reuniões a situação da UPBN, durante os noves meses de trabalho da unidade.

Cuidados iniciais - Segundo o palestrante e coordenador técnico da bovinocultura de leite da Nutrifarma, Vicente Matsuo, os produtores devem ter uma atenção com os cuidados iniciais das bezerras, priorizando os primeiros 60 dias de vida dos animais. “Com o investimento que a Copacol realizou na UBPN, os associados têm a oportunidade de destinar as suas bezerras na estrutura e receber após dois anos, vacas com um melhor potencial produtivo devido o tratamento que as mesmas recebem”, afirma Vicente.

Ganhos  - O palestrante destaca ainda que o produtor só tem a ganhar com o investimento. “Em uma propriedade que o associado envie 20 animais, ele terá a oportunidade de colocar mais cinco vacas em produção, que vão cobrir os custos que as bezerras terão na UPBN”, finaliza Vicente. (Imprensa Copacol)

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MILHO: Publicada portaria interministerial sobre contrato de opção de venda

Foi publicada, no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (25/06), a portaria interministerial nº 578, que trata do Contrato de Opção de Venda Público (COV) para milho em grãos, das safras 2011/2012 e 2012, por meio de leilões públicos a serem realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento.

Clique aqui e confira o conteúdo da portaria.

RAMO CRÉDITO: Sicredi libera R$ 5,2 bilhões em crédito rural na safra 2011/12

O Sicredi, sistema composto por 113 cooperativas de crédito com atuação em dez Estados do país, informou que deverá encerrar a safra 2011/12, no fim deste mês, com a liberação de mais de R$ 5,2 bilhões em crédito rural, referentes a cerca de 145 mil operações. No ciclo 2010/11, foram R$ 4,3 bilhões, ou 140 mil operações. Com o avanço registrado, o Sicredi alcançou a quarta posição entre os principais agentes liberadores de crédito rural do país, um ranking tradicionalmente liderado pelo Banco do Brasil.

Operações - Segundo o Sicredi, do montante total liberado pelo sistema, R$ 4,3 bilhões foram direcionados a operações de custeio, comercialização e investimentos. Outros R$ 910 milhões foram liberados em operações envolvendo recursos do BNDES. Para a próxima temporada (2012/13), que deverá contar com a elevação do crédito rural por parte do governo e taxas de juros menores, o Sicredi projeta a liberação de cerca de R$ 6,2 bilhões, R$ 5,2 bilhões dos quais em operações de custeio, comercialização e investimento. (Valor Econômico)

MAPA I: Brasil sai fortalecido da Rio+20, afirma ministro da Agricultura

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) deixou como legado um documento com propostas para os próximos 20 anos e a agricultura foi um dos principais temas deste trabalho. Segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, o Brasil tem muito com o que contribuir neste aspecto a partir de uma das maiores empresas de pesquisa agropecuária do mundo: a Embrapa, órgão vinculado ao Ministério da Agricultura (Mapa).

Parcerias e diálogos - “O Mapa está estabelecendo desde o início da Rio+20 parcerias e diálogos com diversos países para trocar experiências e tecnologias que possibilitem o desenvolvimento sustentável e combate à fome e à pobreza”, afirmou Mendes Ribeiro Filho. De acordo com o ministro, os encontros com mais de 22 autoridades internacionais ligadas à agricultura endossaram o compromisso brasileiro com o tema, durante a conferência da ONU.

Pesquisas - Os encontros com ministros de diversos países tiveram em comum o interesse nas pesquisas desenvolvidas pela Embrapa, com foco no aumento da produção, segurança alimentar e mínimo impacto ambiental. Entre as reuniões, na sexta-feira, 25 de junho, Mendes esteve com os ministros de Agricultura da Espanha, Miguel Arias Cañete; de Portugal, Assunção Cristas; e do Suriname, Hendrik Strowidjojo. Eles trataram sobre parcerias para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas com o Brasil, especialmente para o aumento da produção de alimentos em países tropicais.

Documento final - Mendes também ressaltou o documento final da ONU como positivo para essa finalidade. O texto apresenta ações e programas que visam impulsionar o desenvolvimento de um modelo de “economia verde”, focada no desenvolvimento sustentável, segurança alimentar e nutricional. Outro aspecto importante é o comprometimento no combate à pobreza.

Importância da produção agrícola - Um dos trechos ressalta a importância do aumento da produção agrícola e preservação do meio ambiente, a partir do apoio a infraestrutura rural, capacidade de armazenamento e investimento em tecnologias. O mesmo trecho reconhece o papel das cooperativas neste processo. “O cooperativismo, aliás, foi um dos temas que o governo brasileiro fez questão de incluir como fundamental para o desenvolvimento econômico e social”, afirmou Mendes Ribeiro Filho. (Mapa)

MAPA II: Banco Mundial quer estimular cooperação entre Brasil e países africanos

O estreitamento nas relações de acordo de cooperação técnica entre Brasil e países africanos, e o aporte de recursos em projetos de eficiência tecnológica rural dominaram a pauta da reunião com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento , Mendes Ribeiro Filho e o diretor do Departamento de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial para a Região da África, Jamal Saghir. O encontro ocorreu nesta segunda-feira (25/06), no gabinete ministerial em Brasília.

Aproximação - Os temas discutidos na reunião – ainda sob a influência dos debates e encontros bilaterais internacionais da Rio+20 – buscaram aproximar os projetos estruturais, de sustentabilidade e de capacitação técnica do segmento agropecuário brasileiro já implementados naquele continente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – instituição pública de pesquisa vinculada ao Mapa – bem como a transferência tecnológica e ampliação de parcerias com governos africanos, a exemplo do que já ocorre em projetos com Angola, Moçambique, Gana e Quênia, entre outros.

Captação de recursos - A captação de recursos e viabilidade foi outro ponto destacado pelo ministro Mendes durante o encontro. Segundo ele, é necessário que as organizações financeiras internacionais ajudem na cooperação e fomento tecnológico para suprir necessidade em infraestrutura dos países latinos e africanos.  “O mundo começou a demandar do Brasil e prevaleceu a capacidade produtiva de alimentos e a consequente distribuição de renda. Porém, é necessário aporte em outros modelos operacionais”, afirmou, citando a política de armazenamento e de irrigação. 

Presenças - Participaram da reunião, o presidente da Embrapa, Pedro Arraes e o titular da Secretaria de Relações Internacionais do Mapa, Célio Porto. (Mapa)

 

CÓDIGO FLORESTAL Medida provisória beneficia produtor, dizem ministros

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro, afirmou que a Medida Provisória (MP) 571/12, que altera o novo Código Florestal (Lei 12.651/12), restabelece a segurança jurídica para o produtor. A proposta, disse ele em reunião da comissão mista que analisa a MP, retrata preocupações da sociedade e dos produtores rurais. “Agimos na medida provisória como poderíamos agir, inclusive em ações que não poderiam ser tomadas pela Câmara, por limitações regimentais. A legislação não era boa para a agricultura. Com a medida provisória, a lei passou a ser melhor para a agricultura, para o pequeno produtor. Tenho a convicção de que avançamos”, afirmou.

Inovação - Na mesma audiência, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, destacou, como inovação trazida pela medida provisória, o conceito de área rural consolidada, de forma a permitir o desenvolvimento de atividades em Áreas de Proteção Permanente (APPs), mas com garantia de recomposição ambiental. As regras previstas na MP, com exigências diferentes conforme o tamanho da propriedade, explicou, vai permitir a recuperação de cerca de 25 a 30 milhões de hectares de cobertura vegetal suprimidos do País.

Olhar especial - “Quando se estabelece diferenças na recomposição de APPs para o proprietário com fazendas de diferentes tamanhos, está se acolhendo um olhar especial para pequenos e médios produtores. Eles terão exigências menores, mas terão que recompor alguma coisa. Estamos convictos de que essas regras não inviabilizam a agricultura, a pecuária, os proprietários rurais. Elas permitirão a produção de alimentos pela agricultura brasileira, inclusive com excedentes para exportação”, defendeu o ministro Vargas. Ele ressaltou ainda que o texto sancionado pela presidente Dilma Rousseff consolidou a maior parte do trabalho da Câmara e do Senado.

Reunião - A reunião da comissão mista foi realizada na manhã desta terça-feira (26/06), na sala 6 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado. (Agência Câmara de Notícias)

MTE: Rendimento na agropecuária registrou segunda maior alta

O salário de admissão no setor agropecuário foi o segundo que mais cresceu nos últimos anos. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), desde 2007 a valorização no setor foi de 65,8% - abaixo apenas dos 91,7% da indústria extrativa, mas à frente do ganho de 53% no setor de transformação no mesmo período. A mecanização do campo e a formalização dos trabalhadores explicam o avanço de sua remuneração.

Questão ambiental - A questão ambiental trouxe uma série de exigências às atividades no campo, como a proibição do corte da cana-de-açúcar pela força de trabalho humana, e sua substituição pela máquina. Esse processo reduz o número de trabalhadores menos especializados - e mais baratos - e aumenta a demanda pelos mais qualificados.

Contrato - De janeiro maio, um trabalhador admitido no setor agropecuário foi contratado, em média, por R$ 778,14, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em 2007, esse valor era de R$ 469,26. Contudo, sua remuneração ainda é a menor entre os oito setores da economia, segundo a divisão do Caged.

Mecanização - "Quem investe no setor agropecuário, hoje, investe é em mecanização. Há uma geração menor de empregos, mas com um nível salarial melhor. É muito claro que haverá cada vez menos gente nos campos e mais máquinas", diz José Carlos Hausknecht, sócio da consultoria MB Agro.

Formalização - A formalização do mercado de trabalho no setor contribui diretamente para esse aumento da remuneração. Sem carteira assinada, muitos trabalhadores recebiam salários menores que o mínimo. Formalizados, seus rendimentos passaram a, pelo menos, acompanhar o piso nacional, que se valorizou na última década - somente em 2012 o reajuste foi de 14%.

Processo forte - "O setor agrícola passou por um forte processo de formalização durante o governo Lula. Muito disso se deve aos investimentos em tecnologia, que demanda mão de obra mais qualificada", afirma Guilherme Dias, professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em economia agrária e de recursos naturais.

Ganho de produtividade - Naercio Menezes de Aquino, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, reconhece a importância da formalização no aumento dos salários do setor, mas acredita que isso decorre, principalmente, do ganho de produtividade. "Houve um aumento importante da demanda por produtos agropecuários, que forçou maior mecanização e busca por profissionais qualificados num período de desemprego decrescente", diz.

Aumento - O economista calcula, a partir de dados das contas nacionais e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que a produtividade do setor agropecuário aumentou 52,9% entre 1996 e 2009. No mesmo período, os salários médio no setor cresceram 52,0%. Na indústria de transformação, um menor reajuste de salários (27,3%) decorre da estagnação do setor, cuja produtividade cresceu 5,7% no mesmo período, na avaliação de Menezes Filho. (Valor Econômico)

TRIGO: Área com cereal no Mercosul deve recuar 7% em 2012/13

A área de plantio de trigo nos países do Mercosul deverá somar 7,2 milhões de hectares na safra 2012/13, uma queda de 7% em relação ao ciclo anterior, segundo estimativas da consultoria Safras & Mercado. A retração é liderada por Argentina e Brasil. Paraguai e Uruguai devem manter a mesma superfície de cultivo.

Argentina - A Argentina, o maior produtor do bloco e principal fornecedor do cereal para o Brasil, deverá plantar 10% menos do que em 2011/12, quando foram cultivados 4,6 milhões de hectares. Com isso, a produção do país deverá se resumir a 12,5 milhões de toneladas, ante 14 milhões na safra passada.

Estimativas reduzidas - Na quinta-feira passada (21/06), o Ministério da Agricultura da Argentina reduziu sua estimativa para o plantio em 2012/13 a 3,8 milhões de hectares, 200 mil a menos do que o projetado em maio e 17,5% abaixo de 2011/12. O cultivo está no início e as condições de solo são favoráveis depois das chuvas. Porém, o plantio foi desestimulado pela queda nos preços domésticos diante das restrições impostas pelo governo sobre as exportações.

Uruguai - Conforme a Safras & Mercado, o Uruguai deverá permanecer com as mesmas áreas e produção - 600 mil hectares e 1,8 milhão de toneladas, respectivamente - assim como o Paraguai, que tende a repetir o cultivo de 350 mil hectares e a colheita de 1,1 milhão de toneladas de trigo.

Brasil - No Brasil, a consultoria prevê que o cultivo recuará de 2,23 milhões para 2,15 milhões de hectares e a produção, de 5,7 milhões para 5,3 milhões de toneladas. Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam números diferentes, mas com o mesmo viés. Para a instituição, a produção nacional do cereal cairá de 5,7 milhões de toneladas, em 2011/12, para 5,1 milhões em 2012/13. Na comparação, as exportações, normalmente compostas por produto de menor qualidade, deverão crescer de 1,7 milhão para 1,8 milhão de toneladas. Com isso, a Conab projeta as importações em 6,5 milhões de toneladas, ante 5,9 milhões em 2011/12. Por causa do quadro de oferta apertada no Mercosul, afirma o especialista da Safras, Michael Prudêncio Favero, é possível que o Brasil, um dos maiores importadores mundiais do cereal, tenha que trazer mais trigo de fora do bloco. (Valor Econômico )

PESQUISA: Iapar comemora 40 anos de fundação

O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) completa 40 anos nesta sexta-feira (29/06) e vai marcar a data com homenagens a parceiros históricos e o lançamento de variedades, publicações, selo e carimbo alusivo ao aniversário. O ponto alto da solenidade comemorativa, que contará com a presença de autoridades e lideranças do setor agropecuário, será o anúncio oficial da criação de um curso de pós-graduação em agricultura conservacionista.

Mobilização - Florindo Dalberto, diretor-presidente, lembra que a criação do Iapar, em 1972, resultou da mobilização e esforço de técnicos, produtores e lideranças políticas e empresariais ligadas à agricultura, como a Sociedade Rural do Paraná, Folha Rural, Associação dos Engenheiros Agrônomos e nomes como Celso Garcia Cid, João Milanez, Horácio Coimbra, Francisco Sciarra, entre outros. “O setor produtivo e a própria sociedade perceberam que o ciclo da monocultura cafeeira chegava ao fim e era urgente construir uma agricultura mais moderna e diversificada”, explica o dirigente. O projeto foi viabilizado pelo da Organização Internacional do Café (OIC) e do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC).

Pós-graduação - O Iapar aproveita o aniversário de 40 anos para anunciar o projeto de instalação de seu curso de pós-graduação, seguindo os passos de outros centros de pesquisa agrícola, como o Instituto Agronômico do Campinas (IAC). Segundo Augusto Guilherme de Araújo, diretor-adjunto de pesquisas da instituição, a grade curricular e linhas de pesquisas privilegiarão temas ligados à agricultura conservacionista em nível de mestrado e, posteriormente, em uma segunda etapa, também de doutorado. Os encaminhamentos legais e administrativos estão avançados e ele acredita que será possível abrir a primeira turma já no início de 2013. Ainda não há definição sobre o número de vagas que serão ofertadas.

Área acadêmica - Conforme Araújo, o ingresso da instituição na área acadêmica não é exatamente uma novidade, mas a formalização de um trabalho já amadurecido no dia a dia da instituição. “Há anos nossos pesquisadores acolhem estagiários de iniciação científica e pós-graduandos de mestrado e doutorado que desenvolvem seus trabalhos de dissertação nos campos experimentais e laboratórios da instituição”, explica. Ele acrescenta que, nos últimos quatro anos, 41 estudantes de mestrado e de doutorado de universidades paranaenses e paulista receberam co-orientação de pesquisadores do Iapar.

Novas variedades e pioneirismo - O agricultor vai ganhar duas novas variedades neste aniversário. IPR 100, de café, e IPR Afrodite, de aveia branca, somam-se às mais de 150 cultivares desenvolvidas pelo Iapar ao longo de 40 anos de trabalho, todas com utilização de métodos convencionais de melhoramento genético vegetal.

Biotecnologia - Mas a instituição também investe em biotecnologia. Na área do café, por exemplo, o instituto trabalhou no sequenciamento do genoma da planta, em parceria com entidades nacionais e internacionais, e atualmente busca o desenvolvimento de cultivares com características de bebida que o mercado consumidor exige.Vale lembrar ainda que o Iapar é pioneiro em variedades de maçã para regiões menos frias, como o Norte do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e até Bahia, e ainda uma cultivar de feijão resistente ao mosaico dourado, uma das doenças que mais afetam a cultura. O pioneirismo se estendeu ainda aos citros, por meio de estudos que viabilizaram a convivência com o cancro cítrico e possibilitaram a inserção do Paraná no mapa da produção nacional dessas frutas.

Pecuária - Na pecuária, o Iapar criou a primeira raça totalmente paranaense. O Purunã é um bovino composto formado a partir de quatro raças (Caracu, Charolês, Canchim e Aberdeen Angus) para a produção de carne com baixo custo em reduzido tempo de abate. Recentemente foi criada a Associação de Criadores de Purunã e já está em andamento o registro da raça no Ministério da Agricultura.

Plantio direto - O Iapar foi um dos precursores nas pesquisas com plantio direto, inclusive lançou um livro recentemente com o apoio da FAO (entidade das Nações Unidas para agricultura e alimentação), e também nas pesquisas para uma agricultura menos agressiva ao meio ambiente através do manejo integrado de pragas (uma das bases para a agricultura orgânica).

Livros - Serão lançados três livros durante as comemorações: “Qualidade do leite na região sudoeste do Paraná”, “Levantamento semidetalhado de solos do município de Bela Vista do Paraíso” e “Levantamento semidetalhado de solos e diagnóstico dos remanescentes florestais do município de Cambé”. As obras são dirigidas a produtores, técnicos, estudantes e comunidade acadêmica em geral. Elas serão distribuídas a bibliotecas de instituições de ensino superior, colégios agrícolas e outras entidades de ensino e pesquisa.

Selo comemorativo - Durante um mês, a partir de 29 de junho, a correspondência que passar pela Agência Bandeirantes dos Correios – a mais movimentada do Paraná – receberá um carimbo lembrando o aniversário, informa o diretor administrativo do Iapar, Altair Dorigo. Nesse período, toda a correspondência enviada pelo Iapar – a partir da sede ou das estações experimentais – levará um selo comemorativo. “Serão 12 mil selos, vemos nessa ação um meio de informar à população sobre os 40 anos da instituição”, esclarece o diretor.

Estrutura, equipe e projetos - O Iapar tem sede em Londrina e está presente em todo o Paraná, com cinco unidades regionais de pesquisa (Curitiba, Ponta Grossa, Paranavaí, Pato Branco e Santa Tereza do Oeste), 19 estações experimentais, quatro unidades de beneficiamento de sementes, 25 laboratórios de diferentes áreas de especialidade e 23 estações agrometeorológicas (também utiliza dados de outras 37 estações do Sistema Meteorológico do Paraná-Simepar). A instituição conta atualmente com algo em torno de 700 funcionários, sendo 111 pesquisadores – 53 mestres e 58 doutores. A instituição opera ainda com outros cerca de 700 colaboradores, entre trabalhadores temporários, voluntários, bolsistas e estagiários.

Programas - O Iapar desenvolve 14 programas de pesquisa: agroecologia, agroenergia, algodão, café, cereais de inverno, culturas diversas, feijão, fruticultura, manejo do solo e água, milho, produção animal, propagação vegetal, recursos florestais e sistemas de produção. Nesses programas são realizados 252 grandes projetos de investigação científica, que implicam a condução de mais de 600 experimentos de campo espalhados por todo o Estado, trabalho realizado em estações experimentais próprias e também em parcerias com cooperativas, associações de produtores, universidades e outros centros de pesquisa. (Assessoria de Imprensa do Iapar)

PARLASUL: Parlamentares brasileiros debatem impeachment do presidente do Paraguai

A representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) discutirá na tarde desta terça-feira (26/06) a suspensão do Paraguai da instituição, integrada por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Em reunião marcada para às 15 horas, o presidente da representação, senador Roberto Requião (PMDB-PR), vai colocar em debate o impeachment do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo e sugerir aos outros integrantes do colegiado a suspensão do país do Parlasul.

Suspensão - O Paraguai foi suspenso neste domingo (24/06) do Mercosul até 2013, devido à forma como conduziu o impeachment de Lugo – o processo todo, encerrado na noite de sexta-feira (22/06), durou cerca de 30 horas. A crítica dos países vizinhos refere-se ao fato de não ter sido dado direito de defesa a Lugo, condenado por mau desempenho de suas funções com respaldo da Constituição paraguaia.

Parlasul - Já nesta semana, o Paraguai não poderá participar da reunião de cúpula do Mercosul em Mendoza, na Argentina. A suspensão deverá ser estendida ao Parlasul, que tem reunião marcada para 2 de julho em Montevidéu (Uruguai), e também ao âmbito da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Ainda assim, Requião quer debater a medida. “Vamos apoiar a decisão da suspensão. Lugo sofreu um golpe”, disse.

Venezuela - Roberto Requião acredita que, na mesma reunião em que o Parlasul discutirá a suspensão do Paraguai, deverá ser debatida a inclusão imediata da Venezuela no Parlamento. “A Venezuela estava sendo vetada pelo Paraguai e economicamente ela é muito mais importante”, observou.

Plenário 19 - A reunião da representação brasileira desta terça será realizada no plenário 19, na ala Alexandre Costa, no Senado. (Agência Câmara de Notícias)

RELAÇÕES COMERCIAIS: China e Mercosul anunciam 'aliança estratégica global'

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, e Brasil, Argentina e Uruguai, os três países que estão como membros plenos do Mercosul, anunciaram nesta segunda-feira (25/06) o interesse em firmar uma declaração conjunta estabelecendo uma "aliança estratégica global" entre o país asiático e o bloco econômico. Wen fez o anúncio em uma teleconferência organizada pela presidente argentina, Cristina Kirchner, na Casa Rosada, com a participação da brasileira Dilma Rousseff e do uruguaio José Mujica.

Suspenso - O Paraguai, quarto membro do Mercosul, está suspenso do bloco em razão da destituição do presidente Fernando Lugo pelo Congresso daquele país e não participou da teleconferência. A suspensão paraguaia viabilizou uma postura comum do bloco, já que o país é o único do Mercosul que não reconhece o governo de Pequim como o representante da China. O Paraguai ainda concede este "status" ao governo de Taiwan.

Zona de livre comércio - "A China e o Mercosul possuem interesses comuns e amplas perspectivas", disse Wen, que está encerrando uma visita a Buenos Aires para celebrar os quarenta anos de relação entre os dois países. "Estamos dispostos a coordenar posições comuns nos temas internacionais e a desenvolver ainda mais o nosso intercâmbio. Para isso, devemos promover a realização de estudos que viabilizem a criação de uma zona de livre comércio entre a China e o Mercosul", afirmou o dirigente chinês.

Aliança importante - Ao se pronunciar, Dilma afirmou que a aliança era importante no contexto de discussões internacionais sobre a crise econômica global. "Evitar que a crise contamine nossos mercados e provoque consequências que não desejamos é nosso objetivo principal. Sabemos que esta é uma crise de mercado e que os Estados Unidos e a União Europeia estão com seus potenciais comprometidos. É estratégico construir um relacionamento produtivo com a China", disse a presidente.

Status de parceiro - Dilma afirmou que a China já possui status de parceiro estratégico nas relações bilaterais com cada país do bloco. "Vamos avaliar, na próxima cúpula, uma declaração conjunta", afirmou a presidente brasileira. O presidente uruguaio deixou claro que a aliança estratégica poderá se converter em medidas concretas no plano comercial. "A China é o grande comprador e o grande vendedor de nossa época. E temos que vender mais, com maior valor agregado", afirmou Mujica.

Ato concreto - A videoconferência da tarde desta segunda-feira (25/06), é o primeiro ato concreto do Mercosul em que o Paraguai é excluído, dentro do âmbito da resolução divulgada neste domingo, que suspendeu o país das reuniões do bloco. (Valor Econômico)


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