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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2876 | 27 de Junho de 2012

PLANO SAFRA: Setor produtivo pediu redução dos juros

Coamo plantio CM 1 2009Em nota divulgada no início da noite de terça-feira (26/05) pela Agência Brasil, o governo antecipou que, entres as principais medidas que serão anunciadas na quinta-feira (28/06), durante o lançamento oficial do Plano Safra 2012/2013, está a redução em 1,25% da taxa de juros de referência das operações de crédito rural, passando dos atuais 6,75% para 5,5% ao ano. Além de ampliar os recursos destinados aos médios produtores e às cooperativas.

Ocepar – Para o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, esta redução de juro atende um dos pleitos apresentados pelas cooperativas paranaenses em conjunto com outras entidades do setor produtivo, durante encontro realizado em Curitiba, no dia 7 de maio, com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, organizado pela Seab, Faep e Ocepar. Na ocasião, o presidente da Ocepar fez um detalhado relato ao ministro: “em 2005, a taxa Selic era de 19,12% ao mês, enquanto os juros do crédito rural eram de 8,75%; em 2007, enquanto a Selic estava em 11,85%, os juros do crédito rural estavam em 6,75%. Agora, a média desse ano da Selic é de 8,5% e deve cair para 8% e nós continuamos com juros em 6,75%. Ministro, vamos brigar pela redução da taxa de juros para os agricultores”, sugeriu. Ele também solicitou apoio do Mapa para que setores como a avicultura e a suinocultura possam ser beneficiados com a desoneração de 20% da folha de pagamento, a exemplo do que já está ocorrendo com outros segmentos da indústria. Koslovski entregou a Mendes Ribeiro uma proposta de criação de uma linha de financiamento de crédito operacional específico para as cooperativas, com limite de até 20% do faturamento. O encontro com o ministro foi acompanhado pela diretoria da Ocepar, que realizou sua reunião mensal durante o evento.

Outras prioridades - O documento entregue ao ministro Mendes Ribeiros elenca alguns medidas considerados prioritárias pelos cooperativistas, como melhorias nas linhas do Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária) e do Procap-Agro(Programa de Capitalização das Cooperativas Agropecuárias), a criação de uma linha de financiamentos de crédito rotativo e mais empenho do governo federal na subvenção ao prêmio do seguro rural, além da redução de juros nos financiamentos. “Não há mistério, são propostas viáveis e, muitas delas, já foram implementadas em outros países com resultados positivos para a manutenção de renda no campo, amenizando distorções como preços abaixo dos custos de produção, falta de acesso ao seguro rural e à financiamento, entre outros, que causam prejuízos e instabilidade”, explica Koslovski.

Garantia de renda - Segundo o dirigente, para garantir renda é preciso existir seguro rural reuniao ministroconsistente e acessível para danos causados por questões climáticas; fundo garantidor de crédito para dar condições de financiamento aos produtores e seguro de renda baseado num valor referencial dos produtos, que cubra os custos de produção e garanta uma margem de rentabilidade aos agricultores. “Com uma política de garantia de renda, o governo não precisaria mais fazer leilões e compras emergenciais de estoques para gerar liquidez e evitar prejuízos vultosos ao setor agropecuário. E, principalmente, teríamos uma política agrícola duradoura e estável”, afirma o presidente da Ocepar.

Plano SafraAs principais medidas do novo Plano Safra foram definidas nesta terça-feira (26/06), após encontro dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, com a presidenta Dilma para fechar os últimos detalhes.  Também foi anunciado que o governo vai disponibilizar na safra 2012/2013, com início em julho, R$ 115,2 bilhões em crédito à agricultura empresarial. O valor é 7,4% maior do que o destinado ao setor no ciclo 2011/2012, R$ 107,2 bilhões. O Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 será anunciado pela presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (28), às 10h, no Palácio do Planalto.

FÓRUM DE MERCADO: Diretor do Mapa vai falar sobre as principais medidas do PAP 2012/13

O diretor do departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, é um dos convidados do Fórum de Mercado das Cooperativas que o Sistema Ocepar promove no dia 6 de julho, no auditório da Cooperativa Cocamar, em Maringá, Noroeste do Paraná. Ele vai falar sobre as principais medidas de apoio aos produtores e às cooperativas contidas no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2012/13. O governo federal fará o anúncio do PAP da próxima safra nesta quinta-feira (28/06).

Outros temas – No fórum também estarão em debate as perspectivas de preços e mercado para comercialização da safra de grãos, diante dos problemas que vem ocorrendo no desenvolvimento das lavouras de soja e milho nos Estados Unidos, prejudicadas pela estiagem. O tema será tratado pelo analista da Safras & Mercados, Paulo Molinari. Já o gerente de serviços em commodities da BM&Bovespa, Luiz Cláudio Caffagni, vai discorrer sobre as operações no mercado de futuros e opções e sobre o novo contrato de soja da BM&Bovespa.

Público alvoO evento é destinado a profissionais dos departamentos comercial, financeiro e operacional das cooperativas do Paraná e cooperados. As inscrições devem ser feitas até o dia 29 de junho pelo site www.paranacooperativo.coop.br. Mais informações com Flávio, Robson ou Aline pelo fone (41) 3200 1100 ou por meio do endereço eletrônico aline@ocepar.org.br

Clique aqui para conferir a programação do Fórum de Mercado 2012

BAIXO CARBONO: Financiamento do ABC cresce 206,5% na safra 2011/12

baixo carbonoAs contratações registradas por meio do Programa ABC, que incentiva a adoção de boas práticas pelos agricultores brasileiros, aumentaram 206,5% entre julho de 2011 e maio de 2012 se comparado ao mesmo período da safra 2010/11. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26/06), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e referem-se à movimentação de maio.

Contratações - Por meio dessa linha, os produtores contrataram R$ 1,12 bilhão entre julho de 2011/maio de 2012, com juros de 5,5% ao ano praticados pelo Banco do Brasil e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Outros destaques entre os financiamentos de investimento foram as contratações registradas por meio do Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais (Moderagro) no valor de R$ 452,2 milhões, e do Programa de Incentivo a Irrigação e Armazenagem (Moderinfra), de R$ 210,9 milhões, ambos com juros de 6,75% ao ano.

Médio Produtor - O apoio ao médio produtor rural é o foco do Governo. Com isso, o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), entre julho de 2011 e maio de 2012, aplicou R$ 4,5 bilhões para custeio e comercialização. O total financiado para custeio, investimento e comercialização no País foi de R$ 93,10 bilhões, sendo que a agricultura empresarial aplicou R$ 81,33 bilhões.

Avaliação - A avaliação das contratações do crédito agrícola, atualizada mensalmente, é realizada pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa. (Mapa)

OCB I: Organização celebra 42 anos de empenho e conquistas

foto fachadaComo já é do conhecimento de todos, 2012 foi decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional das Cooperativas, em reconhecimento à importância do setor para o desenvolvimento do planeta. No mês de junho, o cooperativismo nacional tem mais um motivo para celebrar. A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) completa 42 anos de atuação em prol dos interesses dessas entidades que detêm o poder de transformar a realidade das famílias e da sociedade em geral.

Missão - Ser referencial do cooperativismo brasileiro, de sua identidade, estimulando a intercooperação e ampliando sua participação socioeconômica. Essa é a missão da OCB, que expressa sua atuação nestes 42 anos. Em seu DNA, está toda a força do setor que, em meio à diversidade, se mostra competitivo, sempre alicerçado na justiça social.

Profissionalização - Profissionalização é a palavra de ordem que define o resultado da atuação da entidade nestas  pouco mais de quatro décadas. “A OCB tem hoje à sua volta cooperativas enquadradas em um modelo empresarial, permitindo sua expansão econômica e sua adequação às exigências do desenvolvimento adotado no mundo”, orgulha-se o presidente da instituição, Márcio Lopes de Freitas. “Nosso objetivo é continuar trabalhando em prol do cooperativismo brasileiro e marcar 2012, também, como um ano de novas conquistas”, complementa o dirigente.

Histórico – A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) é o órgão máximo de representação das cooperativas no país. Foi criada em 1969, durante o IV Congresso Brasileiro de Cooperativismo e oficializada em 1970, com o registro definitivo. A entidade veio substituir a Associação Brasileira de Cooperativas (ABCOOP) e a União Nacional de Cooperativas (Unasco). A unificação foi uma decisão das próprias cooperativas. Entre suas atribuições, a OCB é responsável pela promoção, fomento e defesa do sistema cooperativista, em todas as instâncias políticas e institucionais. É de sua responsabilidade também a preservação e o aprimoramento desse sistema, o incentivo e a orientação das sociedades cooperativas. (Informe OCB)

OCB II: Reunião em Brasília aborda atuação do Sistema Ocepar e da OCB Ceará

A diretoria da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e todos os colaboradores da unidade nacional estão reunidos, nesta quarta-feira (27/06), em Brasília, com representantes das organizações estaduais (OCEs) do Paraná e do Ceará. Os presidentes Ocepar e da OCB/CE, João Paulo Koslovski e João Nicédio Alves Nogueira, respectivamente, vão apresentar a estrutura e o funcionamento das organizações que comandam. "Será uma oportunidade do colaborador entender como é a atuação política e institucional de um dirigente nos estados, quais são suas principais demandas e como a organização trabalha com as cooperativas", explica o assessor estratégico da OCB, Maurício Landi.

Operacional - Em seguida, será a vez dos superintendentes da Ocepar e OCB/CE, respectivamente, José Roberto Ricken e José Aparecido dos Santos, exporem o trabalho operacional que as OCEs precisam cumprir. O encontro, que ocorrerá à tarde, tem como objetivo não só de apresentar aos funcionários o panorama geral da atuação das unidades no novo modelo de governança adotado pela OCB, como também promover uma aproximação dos colaboradores com a diretoria.

Fortalecimento do sistema - Landi lembra que está é a segunda reunião com profissionais da OCB. A primeira ocorreu em maio, com a participação de gerentes e assessores. Na ocasião, cada um deles apresentou sua área, recursos humanos disponíveis, ações realizadas e resultados alcançados, além dos desafios. O assessor especial ressalta ainda que esse trabalho visa promover o fortalecimento do sistema cooperativista. (Com informações da OCB)

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RAMO CRÉDITO: Dados do BC apontam crescimento acima da média do mercado para o setor

O Banco Central do Brasil (BC) divulgou no mês de junho os dados oficiais do desempenho do sistema financeiro nacional relativos ao primeiro trimestre de 2012. A performance das cooperativas de crédito foi extremamente positiva, apresentando evolução acima da média do mercado nacional nos principais indicadores de ativos, patrimônio, depósitos e crédito.

Confiança - Segundo o gerente do Ramo Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Sílvio Giusti, os números representam o crescimento da confiança da sociedade no trabalho desempenhado por essas instituições. “Ao longo dos últimos anos, o cooperativismo de crédito brasileiro vem experimentando um crescimento contínuo e representativo dentro do sistema financeiro nacional. O número de ativos das cooperativas – principal indicador do segmento – cresceu mais de 6% em relação a dezembro do ano passado, atingindo a marca significativa de R$ 92 bilhões, contra 4% do mercado. É um reflexo do aumento da credibilidade depositada pela população no trabalho que desenvolvemos”, afirma o gestor.

Avanço - Numa rápida comparação entre os indicadores, é possível perceber o avanço conquistado pelas cooperativas de crédito. Com relação ao patrimônio, o crescimento no primeiro trimestre do ano foi de 5,45%, mais que o dobro do mercado, que alcançou a marca de 2,27%. Os empréstimos aumentaram em 5,7% em relação à dezembro de 2011, enquanto que as demais instituições financeiras cresceram 2,39%. “Mas o destaque especial é para o indicador ‘depósitos’”, destaca Giusti. “Enquanto o mercado teve um crescimento tímido, de apenas 0,5%, as cooperativas de crédito tiveram um aumento de 9,7%”, enfatiza o gestor.

Remuneração atrativa - Giusti analisa que o resultado expressivo se deve ao fato de que as cooperativas de crédito, ao longo de todo seu caminho de crescimento, conquistaram a possibilidade de oferecer aos clientes e cooperados uma remuneração aos depósitos bastante atrativa e segura, muitas vezes superior aos valores praticados por outras instituições financeiras. “Além disso, cada vez mais a sociedade percebe o valor das cooperativas de crédito como instrumentos de desenvolvimento socioeconômico e agregador de renda, contribuindo para a reciclagem dos recursos locais e para a eficiência do mercado financeiro nacional”, complementa.

Expectativa - A expectativa do setor, segundo o gestor, é atingir uma série de outros números relevantes ao longo do ano. Com relação aos ativos, o gestor prevê o rompimento da linha dos R$ 100 bilhões, o que, em sua opinião, é um marco a ser celebrado. (Informe OCB)

RAMO EDUCACIONAL: Comissão do Senado avalia PLS 250/2009

A Comissão de Educação do Senado Federal esteve reunida na manhã desta terça-feira (26/06) para tratar do Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 250/2009 que em seu escopo permite o acesso de estudantes oriundos de cooperativas educacionais aos benefícios do Programa Universidade para Todos (Prouni). O senador Pedro Simon (RS) procedeu à leitura do relatório e, em seguida, foi aberta a fase de discussão da matéria. Porém, devido à falta de quórum suficiente, não houve deliberação. As discussões devem ocorrer quando da próxima reunião deliberativa da Comissão, a ser convocada pelo presidente, senador Roberto Requião (PR).

PLS 250/2009 – Constante da Agenda Legislativa do Cooperativismo, a presente matéria vem sendo trabalhada como prioridade pelo Sistema OCB. Após aprovação pela Comissão do Senado, o projeto poderá passar direto à análise da Câmara dos Deputados, desde que não haja recurso para Plenário. (Informe OCB)

FRIMESA: Cooperativa é premiada como a melhor fornecedora de carnes de SC

exposuperA Frimesa foi eleita a melhor fornecedora na categoria carnes do Estado de Santa Catarina em 2012. O Prêmio Mérito Acats - entregue em 21 de junho durante o encerramento da 25ª ExpoSuper - reconhece e valoriza a parceria entre o setor supermercadista e empresas fornecedoras. “O destaque é uma honra para a Frimesa uma vez que concorremos com grandes marcas de alimentos do mercado. Há alguns anos iniciamos nossas atividades comerciais junto aos catarinenses e dentro dos volumes possíveis crescemos e conquistamos expressão”, enaltece o presidente da Frimesa Valter Vanzella.

Acats - O reconhecimento é entregue pela Acats, Associação Catarinense de Supermercados, e tem como foco a relação entre os consumidores, varejo e indústrias. A escolha dos vencedores aconteceu por meio de pesquisa realizada pelo Instituto Mapa. Na categoria Melhores Fornecedores votaram mais de 250 supermercadistas associados à entidade. Foram premiadas ainda outras 15 categorias, além dos Supermercados Mais Admirados pelos catarinenses.

Somatória - Para Vanzella o prêmio é uma somatória do trabalho de toda a equipe Frimesa. “É o resultado de todo o empenho em oferecer excelentes produtos e um padrão elevado de atendimento e serviços aos supermercadistas”. Para atender o varejo catarinense a Frimesa tem uma estrutura de comercialização e distribuição em Itajaí, que atende o litoral, planalto norte e vale do Itajaí, já o oeste catarinense é atendido pela filial de vendas de Medianeira.

Feira - A edição de 2012 da Exposuper – Feira e Convenção de Produtos, Serviços e Equipamentos para Supermercados – aconteceu de 19 a 21 de junho no Expoville, em Joinville.   Neste ano a Acats trouxe para o evento a comemoração dos 40 anos da entidade, fundada para promover o desenvolvimento do setor no estado. (Imprensa Frimesa)

LAR: Lideranças concluem quarto módulo de formação

LarGerentes executivos da Lar participaram, nos dias 14 e 15 de junho, em Medianeira, Oeste do Estado, do quarto módulo da formação de lideranças, que teve como tema “Desmistificando e compreendendo o mundo fora da propriedade”. Nesta etapa, a capacitação, realizada com apoio do Sescoop/PR, tratou de temas como macroeconomia, indicadores econômicos, formação de preços de commodities, diversificação da empresa e seus impactos para sustentabilidade, legislação rural, responsabilidade social, entre outros.

Quadro social - No primeiro dia, a assessora de Ação Educativa na Cooperativa Lar, Carmem Teresa Zaghetti, falou sobre o trabalho desenvolvido em sua área, trazendo histórico, evolução e desenvolvimento das atividades realizadas com o quadro social. Em seguida, o gerente da área de estratégia e logística, Ademir Pereira, abordou questões ligadas à competitividade, importância do sistema de informação que está interligado com todas as unidades e às políticas de gestão de recursos humanos.

Indicadores econômicos - Já o gerente da área administrativa financeira, Olderi da Silva, trouxe noções básicas de interpretação de balanços contábeis. Além disso, tratou a respeito de indicadores econômicos como PIB, taxa de juros, inflação e câmbio o e outros. O primeiro dia foi finalizado com a presença do gerente da área de alimentos e compras, Jair Meyer, que fez uma explanação sobre a rede de supermercados da Lar. Ele falou das perspectivas do mercado interno e externo e de como esta área se relaciona e atua levando a marca Lar-alimentos aos diversos pontos de venda.

Outros temas – O segundo dia da formação de lideranças teve a participação do gerente da área comercial, Mario Balk, que relatou como ocorre o processo, desde a produção até a comercialização dos produtos, formação de preço em commodities, entre outros pontos. Na sequência, o gerente da área de pecuária, Milton Bortoline, fez um apanhado das atividades de sua responsabilidade. Por fim, o gerente da área industrial, Cledio Marschall, tratou sobre cenários, desafios, qualidade, competitividade em toda cadeia produtiva, exigências e certificações. “Esse módulo trouxe uma gama de informações valiosas e a nossa liderança precisa estar informada cada dia mais e melhor, pela função que exerce e pela representação que lhe cabe diante do grupo que o escolhe”, afirmou Suzana Knapp Pieniz, que é cooperada da Lar e foi do conselho de administração da cooperativa. (Com informações da Lar)

COCAMAR I: Noite de Campo reuniu 270 produtores de milho em Floresta

Cerca de 270 produtores participaram nesta terça-feira (26/06), na Fazenda Maringaense, município de Floresta, região de Maringá, de uma Noite de Campo para apresentação de tecnologias voltadas à cultura do milho. A iniciativa foi da Cocamar em parceria com as empresas Dekalb, Bayer CropSciences e Stoller.

Oportunidade - Ao fazer a abertura do evento, o presidente da cooperativa, Luiz Lourenço, ressaltou a importância de os produtores buscarem sempre novos conhecimentos para a melhoria da produtividade. “A agricultura brasileira está diante da oportunidade de firmar-se como o celeiro de alimentos do mundo e temos potencial ainda para evoluir muito”, disse Lourenço.

Desempenho - Representando dezenas de municípios, os produtores percorreram cinco estações onde especialistas fizeram explicações, em corredores abertos no meio da lavoura, iluminados por potentes holofotes. Eles observaram o desempenho de híbridos e parte do aprendizado veio, também, de projeções feitas em enormes telões.

Novidade - O representante técnico de vendas da Dekalb, Renato Leite, disse que as Noites de Campo são ainda uma novidade no Brasil, enquanto o gerente da Cocamar em Floresta, Frederico João Altrão, destacou a boa aceitação de realizações como essas, “que são um verdadeiro show”, resumiu.

Produtividade - Entre os produtores, o assunto era a boa produtividade esperada para a safra que começa a ser colhida nos próximos dias. O proprietário da Fazenda Maringaense, Antonio Pedrini, cujas lavouras se estendem por 1,2 mil hectares, projeta uma média de 115,7 sacas por hectare (280/alqueire). “O milho é uma cultura que exige investimento em tecnologia para dar resultado e garante retorno”, afirmou. Segundo um dos produtores presentes, Dirceu Tezolin, de Maringá, apesar do risco a que está sujeito por ser cultivado no inverno, o milho se firma cada vez mais pela sua importância econômica para a região. “Conduzindo a lavoura com orientação técnica, lançando mão de híbridos mais resistentes, empregando a melhor tecnologia possível e contando com clima favorável, não tem erro”, citou. Sua expectativa é colher 300 sacas em média em seus 11 alqueires. Confirmando o fator risco, em 2011 ele obteve apenas 25 sacas por alqueire, como consequência de estiagem e geada.

Lucro - Outro produtor de Floresta, que há mais de 20 anos cultiva milho, Pedro Menotti ressaltou também que o cereal é uma cultura de alto risco, mas vale a pena. Do preço atual, que varia entre R$ 20 e R$ 21 a saca de 60 quilos, pelo menos metade é para pagar o custo. “Por isso é importante apostar em tecnologia para ter a maior produtividade possível”, acrescentou. Em seus 50 alqueires, a previsão é colher 250 sacas em média. (Imprensa Cocamar)

COCAMAR II: Dia de Campo de Inverno será dias 11 e 12 de julho

A versão 2012 do Dia de Campo de Inverno da Cocamar está programada para os dias 11 e 12 de julho na Unidade de Difusão de Tecnologia (UDT) da cooperativa em Floresta, às margens da PR-317, rodovia que liga Maringá a Campo Mourão. De acordo com o engenheiro agrônomo Márcio Mendes, coordenador do evento, cerca de 50 empresas parceiras estão confirmadas para a apresentação de novidades em matéria de tecnologias para milho e trigo, principalmente, nas áreas de híbridos e cultivares, fertilizantes, defensivos, maquinários e implementos, entre outras. (Imprensa Cocamar)

CÓDIGO FLORESTAL I: APP dificulta consenso sobre o tema

No primeiro debate de mérito, no Congresso, da Medida Provisória (MP) do Código Florestal, ficou claro que a extensão das áreas de proteção permanente (APPs) é o maior desafio a ser enfrentado para que a Câmara e o Senado produzam um texto de consenso. Esse ponto foi um dos mais abordados em audiência pública nesta terça-feira (26/06) na Comissão Especial do Congresso, formada por deputados e senadores, que analisa a constitucionalidade das medidas provisórias encaminhadas para a análise dos deputados e senadores.

Derrota - O senador Waldemir Moka (PMDB-MS), interlocutor com a bancada ruralista na Câmara, disse à Agência Brasil que se o relator da MP, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), não conseguir um consenso [sobre o tema], o texto encaminhado pela presidenta Dilma Rousseff será derrotado no Congresso.

Negociador - Moka foi designado como o negociador com a Câmara pelo próprio Luiz Henrique. “Nós [Câmara e Senado] tínhamos aprovado a recuperação de APP de 15 metros em propriedades que tenham rios com menos de 10 metros de largura”, destacou Moka. Esse tamanho das matas ciliares em beiras de rios valeria para pequenos, médios e grandes produtores rurais, acrescentou o parlamentar. Com o escalonamento na recuperação das áreas de proteção permanente por módulos fiscais, as propriedades com mais de 10 módulos terão que recuperar 30 metros. Pelas conversas que teve até agora, Moka considera que o dispositivo do governo enfrentará resistências dos médios e grandes produtores rurais.

Emendas - O relator Luiz Henrique destacou que das 696 emendas ao texto do governo entregues na comissão, pouco mais de 400 já foram descartadas. Elas tratavam, basicamente, do mesmo tema, esclareceu o senador. Luiz Henrique disse ainda que “seria prematuro” comentar agora qualquer proposta de mérito apresentada pelos parlamentares à medida provisória do Executivo. O parlamentar espera apresentar uma proposta, por meio de negociações, até segunda-feira (02/07).

Saída - O deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR) destacou que uma saída para essa questão [APP] seria criar uma transição entre pequenas e médias propriedades. Isso permitiria aos médios produtores explorar áreas maiores sem comprometer sua produção. “Tem propriedades que, por causa de dois córregos e uma nascente, podem perder de 70% a 80% da área produtiva”, ressaltou o parlamentar paranaense.

Metodologia - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que participou da audiência pública no Congresso, defendeu a metodologia adotada pelo governo federal. Pela medida provisória, o tamanho da recomposição de APP varia de acordo com o módulo fiscal da propriedade. Izabella Teixeira ressaltou que essa decisão da presidenta Dilma Rousseff levou em conta, além dos impactos ambientais as repercussões sociais aos pequenos produtores.

Responsabilidades - Em outras palavras, a MP determina responsabilidades maiores para os grandes proprietários, e menores para os pequenos, que totalizam 90% dos imóveis rurais do País. "Você compensa socialmente para compensar ambientalmente nas grandes extensões", disse a ministra. "A MP não anistia quem cometeu crime ambiental, traz todos para dentro da lei, leva ao incremento da produtividade agrícola."

APPs urbanas - Por sua vez, o ministro Aguinaldo Ribeiro destacou o reconhecimento, pela MP, das APPs urbanas. Outro detalhe, apontou ele, é a permissão de atividades nessas áreas, com o intuito de preservação, mas de uso pela sociedade.

Área rural consolidada - Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário, também ressaltou o conceito de área rural consolidada, de forma a permitir o desenvolvimento de atividades em APPs. Segundo o ministro, as regras de recuperação de áreas degradadas previstas na MP, com exigências diferentes conforme o tamanho da propriedade, vão permitir a recomposição de até 30 milhões de hectares de vegetação nativa suprimidos do País. Na avaliação do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), no entanto, a MP criminaliza o agricultor em 20 pontos do código.

Segurança jurídica - O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, afirmou que a MP restabelece a segurança jurídica para o produtor. Alguns parlamentares, porém, disseram não há essa garantia e a medida pode ser questionada na Justiça. "A minha preocupação é querer fazer aqui, em Brasília, um código para o Brasil inteirinho. Vai cair tudo no Judiciário", observou Nelson Marquezelli (PTB-SP).

Normas gerais - O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que relatou o novo código na Câmara, ressaltou a necessidade de a União criar apenas normas gerais em relação ao assunto e os estados e municípios, regras específicas. Já o deputado Afonso Florence (PT-BA) reivindicou a elaboração de regras nacionais. (Agência Brasil/Agência Senado)

CÓDIGO FLORESTAL II: Medida Provisória pode ser votada no dia 10

O senador Luiz Henrique (PMDB-AC), relator da comissão mista que analisa a MP 571/12, anunciou que apresentará seu parecer no dia 4, possibilitando a votação na comissão mista dia 10 de julho. A confiança no acordo prevaleceu entre os parlamentares após o debate com ministros e outras autoridades. A necessidade de entendimento para evitar futuros vetos motivou o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) a propor amplo acordo entre Congresso e Executivo ainda na comissão mista, antes de a MP seguir para o Plenário da Câmara e depois para o do Senado. A sugestão foi apoiada pelo deputado Bohn Gass (PT-RS) e pelo senador Jorge Viana (PT-AC), respectivamente presidente e vice-presidente da comissão.

Preocupação - O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) demonstrou preocupação com a expectativa da sociedade brasileira em torno da possibilidade de novas mudanças na lei florestal, o que tem gerado ansiedade no meio rural brasileiro, segundo ele. Como exemplo, Rollemberg citou dificuldades na implementação de medidas de regularização ambiental, previstas no novo Código Florestal, condicionadas à conclusão da tramitação da MP.

Entendimento - O deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que foi relator do projeto na Câmara, acredita que não há outra saída senão o entendimento. Essa também é a opinião de Jorge Viana, para quem "a atual circunstância impõe um texto único". Entretanto, o senador se disse preocupado com manifestações a favor de emendas à MP para reduzir as regras de proteção ambiental.

Unificação - Luiz Henrique afirmou que desenvolve um relatório que seja capaz de unificar deputados e senadores, de forma a permitir a tramitação rápida da matéria. Ele disse acreditar que medidas introduzidas pelo governo federal na MP representam avanços além da expectativa do Congresso, o que pode facilitar o entendimento entre os parlamentares. (Agência Brasil/Agência Senado)

CONSAGRO: Mapa criará Comitê Estratégico do Agronegócio

O Ministério da Agricultura implementará uma nova instância para a discussão da política agrícola brasileira, o Comitê Estratégico do Agronegócio. Vinculado ao Conselho do Agronegócio (Consagro), o comitê será composto por representantes das câmaras setoriais e temáticas do Mapa, além de lideranças de entidades setoriais e empresariais do setor produtivo rural.

Prioridades - O objetivo é definir prioridades a serem estabelecidas na formulação das políticas agrícolas, contribuir na fixação de diretrizes, indicadores e metas de desempenho do agronegócio e suas respectivas cadeias produtivas, avaliar e acompanhar as ações governamentais aplicadas ao desenvolvimento e sustentabilidade do agronegócio nacional.

Diálogo - “Vamos ampliar o diálogo do Ministério com as cadeias produtivas, os produtores e os empreendedores do setor rural, construindo uma agenda estratégica para o nosso agronegócio”, registrou o ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho.

Câmaras setoriais - Integrado por representantes dos setores público e privado, o Consagro abriga em seu regimento hoje as 34 Câmaras Setoriais e Temáticas do ministério que, operando como ambientes consultivos, contribuem na identificação dos problemas e oportunidades das diferentes cadeias produtivas bem como na apresentação de propostas de políticas públicas para o agronegócio. (Mapa)

PESQUISA: Iapar lança nova variedade de café

Entre os muitos desafios que a cafeicultura paranaense tem pela frente está o combate ao nematoide, parasita que afeta toda região cafeeira do estado. Para controlá-lo, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) lança a IPR 100, a primeira cultivar de café arábica resistente ao nematoide M. paranaensis sem a necessidade de enxertia.

Melhoramento genético - Desenvolvido a partir do melhoramento genético tradicional, a nova variedade faz parte dos esforços da instituição em buscar alternativas de controle do parasita sem a necessidade de aplicação de agroquímicos, que encarecem o custo para o agricultor e ainda podem contaminar o solo e até o lençol freático porque os nematoides vivam nas raízes das  plantas. Em outro estudo realizado em laboratórios do Iapar, uma equipe de pesquisadores reduziu em 88% a reprodução do nematoide utilizando fungos micorrízios e nematófogos, outra iniciativa inédita.

Cuidado - Segundo o pesquisador do Iapar Tumoro Sera, o fato da IPR 100 ser resistente não quer dizer que ela seja totalmente imune ao parasita, por isso todo cuidado é pouco. “É preciso fica atento para não introduzir novos nematóides na propriedade por mudas de plantas, veículos/ferramentas e água/solos infestados, pois anula a resistência das cultivares”. Ele ainda alerta que existem mais de sete nematóides que parasitam o café no Brasil e outros no exterior. O local da propriedade que, para Sera, precisa de atenção é o pátio de carregamento do viveiro, onde geralmente chega a doença.

Regiões quentes - O pesquisador diz que a IPR 100 é indicada preferentemente para regiões quentes com temperatura média anual acima de 21,5°C graus, principalmente o Noroeste, onde a presença do nematoide é mais frequente. “Nas regiões cafeeiras mais frias, a nova cultivar é indicada com restrições para áreas menos sujeitas às geadas de início de inverno”, explica. Ainda segundo o pesquisador, a variedade pertence ao grupo de maturação supertardia. “Ela permite redução de custos e os riscos de chuva na colheita com a colheita escalonada entre abril e junho nas regiões mais quentes e entre junho e agosto nas regiões mais frias”, salienta.

Comemorações - O lançamento da IPR 100 faz parte das comemorações dos 40 anos do Iapar, que acontece na próxima sexta-feira (29/06). (Assessoria de Imprensa do Iapar)

COMMODITIES: Tempo seco nos EUA deflagra novo salto do milho na bolsa de Chicago

O tempo quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos continua a impulsionar as cotações dos grãos na bolsa de Chicago. Nesta terça-feira (26/06), os futuros de milho dispararam pelo segundo dia seguido. Os contratos com vencimento em setembro (que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a mais negociada) fecharam com alta de 28,25 centavos de dólar (4,77%), a US$ 6,1950 por bushel (medida equivalente a 25,2 kg).

Milho - De acordo com Glauco Monte, consultor da INTL FCStone, a escassez de chuvas afeta duramente o milho, que se aproxima da polinização, período decisivo para a produtividade. "Mapas indicam chuvas nos EUA apenas para a semana que vem, o que assusta o mercado", afirmou ele.

Perda de qualidade - As lavouras de milho já perderam qualidade por conta da seca. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os plantios considerados bons ou excelentes caíram de 56% para 53% na semana encerrada em 24 de junho, ante 65% um ano antes. "Os rendimentos do milho americano dificilmente alcançarão o recorde de 166 bushels por acre (10,4 toneladas por hectare) previsto pelo USDA. Já há quem fale em 158 bushels por acre (9,89 toneladas por hectare)", conta o consultor.

Soja - O clima desfavorável também impulsionou os preços da soja nos últimos dias. Nesta terça, porém, a commodity cedeu diante de uma realização de lucros. Assim, os contratos para agosto recuaram 11,50 centavos (0,78%), a US$ 14,5550 por bushel (27,2 quilos).

Fundos - O mercado de soja ainda está muito "comprado" pelos fundos, o que o deixa mais suscetível a vendas para realização de lucros. Segundo a INTL FC Stone, os investidores detêm uma posição líquida de compra de 237,6 mil contratos de soja na bolsa de Chicago, ante apenas 154,3 mil de milho. Somente ontem, fundos teriam liquidado 7 mil contratos de compra em soja e abertos impressionantes 31 mil contratos em milho.

Mercado interno - No mercado interno, as processadoras de soja estariam preocupadas com a possibilidade de terem de interromper o esmagamento mais cedo este ano. Segundo o analista de mercado do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cléber Noronha, as grandes tradings multinacionais pagam preços altos e, mesmo assim, não acham produto para comprar. "Temos em Mato Grosso apenas 1,7% da safra 2011/12 para vender, e as tradings não encontram soja em outras regiões. O que compram é para fazer estoque", disse. (Valor Econômico)

BRASIL I: Governo vai acelerar compras de olho em 2013

Determinada a impulsionar o crescimento do país, principalmente em 2013, a presidente Dilma Rousseff anuncia nesta quarta-feira (27/06) um pacote de compras governamentais que poderá movimentar aproximadamente R$ 6 bilhões. O governo considera que o crescimento econômico deste ano está dado e não será vistoso, embora acredite que o resultado do segundo semestre será melhor que o verificado nos primeiros seis meses. Quer, assim, garantir que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2013 receba a herança estatística mais generosa possível deste ano, o que os economistas chamam de "carry over".

Aquisições - Constam da lista de compras que poderão ser antecipadas ou impulsionadas pelo governo federal ônibus e mobiliários escolares, retroescavadeiras que deverão ser adquiridas por um "custo menor" pelas prefeituras de todo o país. Também está prevista a compra de caminhões para o Exército, ambulâncias pelo Ministério da Saúde e vagões para a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S/A. (Transurb) e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Além disso, o governo vai antecipar as compras de máquinas, equipamentos e mobiliário para os ministérios da Agricultura, Educação, Justiça, Saúde e Desenvolvimento Agrário.

Máquinas - O governo também deve anunciar a compra e distribuição de motoniveladoras para 1.330 municípios e retroescavadeiras para 3.591 prefeituras, como anunciou Dilma na Marcha de Prefeitos em maio. À época, Dilma estimou que a entrega das máquinas seriam feitas no fim do ano.

Quadras esportivas - A presidente também deve anunciar investimentos para construção de quadras esportivas. O governo deve ainda publicar nesta quarta portaria com a regulamentação do decreto 7.713 de abril deste ano, que prevê as margens de preferência para as compras do Ministério da Saúde, de 8% para "insumos farmacêuticos ativos" em desenvolvimento ou com capacidade nacional de fabricação imediata; 20% para fármacos, medicamentos não ativos e medicamentos que utilizem fármacos específicos; e 25% para produtos biológicos.

IPI - O governo também deve anunciar a prorrogação, por mais três meses, do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para eletrodomésticos da linha branca, móveis, laminados PET, papel de parede, luminárias e lustres. A atual tabela de IPI reduzido perde validade no sábado. A desoneração de PIS/Cofins para as massas também será prorrogada.

TJLP - A redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que baliza as operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), não está descartada. A decisão sobre o futuro da TJLP, no entanto, cabe ao Conselho Monetário Nacional (CMN), formado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento e pelo Banco Central (BC). O CMN se reúne nesta quinta-feira (28/06).

Análise - Desde junho de 2009 em 6% ao ano, a redução de TJLP tem sido motivo de análise na área econômica nos últimos dias. Enquanto um setor do governo entende que a forte redução na taxa básica de juros, a Selic (hoje em 8,5% ao ano), permite a "adequação" da TJLP, outros economistas do governo defendem a manutenção da taxa até que a inflação ceda de maneira "firme" para baixo de 5%.

Dinamização - Para um defensor do corte na TJLP, a medida "dinamizaria" os investimentos privados. Até o início da noite de ontem, o Valor apurou que a divisão no alto escalão do governo permanecia entre os que defendem a manutenção em 6%, os que desejam um corte pequeno, de 0,25 ponto percentual, e os que querem cortes maiores.

Plano safra - Já o anúncio do novo Plano Safra, com cerca de R$ 115 bilhões, deve ser feito nesta quinta. A cifra é 7,5% superior aos desembolsos do atual Plano Safra. Em São Paulo, o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, disse que o pacote será focado no investimento. (Valor Econômico)

BRASIL II: Desoneração da folha atenua perda de fôlego do emprego

Os setores da economia beneficiados pela desoneração da folha de pagamentos estão apresentando um desempenho melhor na criação de empregos, especialmente na indústria, do que aqueles que não tiveram os tributos sobre a mão de obra reduzidos. O baixo crescimento no primeiro trimestre, com o recuo na criação de vagas formais, obriga que a comparação seja feita não entre os setores que criaram mais empregos, e sim entre os que apresentaram uma menor queda na geração de postos de trabalho. O resultado mostra que em confecções, couro e calçados, tecnologia da informação e comunicação (TIC) e call centers, os ramos que mais empregam no país, a situação seria pior sem a desoneração.

Vagas - Com o recuo geral na taxa de crescimento da economia, a indústria, que apresenta um quadro de estagnação desde pelo menos 2011, perdeu o fôlego na criação de empregos. Nos setores desonerados, o emprego formal ainda cresceu, mas deu origem a um número de vagas 40% menor nos cinco primeiros meses do ano em relação a igual período de 2011. Foram abertos 67 mil postos no ano passado e 41 mil agora. O desempenho na indústria como um todo foi bem inferior, com a abertura de novas vagas recuando 53%. O setor de couro e calçados ficou praticamente estável, com redução de apenas 5% na criação de vagas.

Caged - A queda na geração de empregos foi observada em levantamento feito pelo Valor com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. A pesquisa considerou atividades vinculadas aos setores com desoneração da folha e atingiu 36 mil empresas - quase 86% dos estabelecimentos incluídos na medida.

Efeito - "Um primeiro efeito das medidas é aumentar o nível do emprego com a geração de vagas. Mas os números mostram que ela não foi suficiente para compensar a queda na demanda pelos produtos desses setores e a forte entrada de bens estrangeiros", diz o economista José Márcio Camargo. Em maio, as demissões nas fábricas de artigos de couro e calçados superaram as admissões em 2 mil vagas. O resultado, porém, foi melhor que o do mesmo período de 2011, quando foram fechados mais de 4 mil postos.

Segundo semestre - O benefício tributário na folha de pagamentos deve ter impacto mais acentuado no segundo semestre. "No início do ano, em geral, o mercado de trabalho não é muito aquecido. O efeito deve ser maior na segunda metade do ano, quando há o pico de produção da indústria", prevê o coordenador de relações sindicais do Dieese, José Silvestre Prado. (Valor Econômico)


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