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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2879 | 02 de Julho de 2012

VISITA: Senador Sérgio Souza se reúne na Ocepar

O senador Sérgio Souza esteve, na manhã desta segunda-feira (02/07), reunido com o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, na sede da entidade, em Curitiba. Na ocasião, foram tratados diversos assuntos de interesse do cooperativismo, entre eles Plano Safra e Código Florestal. O líder cooperativista aproveitou para solicitar ao senador atenção especial em relação aos juros de 9% ao ano para o Procap-Agro, anunciados na semana passada no Plano Safra 2012/13. “Acreditamos que a taxa de juro ainda está elevada e precisamos sensibilizar o governo para que a reduza”, frisou Koslovski. O dirigente também aproveitou para manifestar preocupação em relação ao Código Florestal. O senador se prontificou em levar os pleitos da Ocepar para Brasília, tanto ao Ministério da Agricultura, Fazenda e também ao Congresso. O senador também disse que participará, no dia 6 de agosto, da sessão solene no Senado em comemoração ao Dia Internacional do Cooperativismo.

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ITC 2012: Cooperativas do PR vão comemorar Ano Internacional com cultura e arte

5ITC 02 07 2012Cerca de 700 pessoas são esperadas no próximo sábado (07/07), em Curitiba, para o 6º Intercâmbio Cultural entre as Cooperativas (ITC), promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR). Tradicionalmente realizado para comemorar o Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado na mesma data do evento, esta edição será mais especial ainda já que 2012 foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional das Cooperativas. A programação do 6º ITC contempla cerca de 25 atrações divididas em cinco as modalidades: música, teatro, arte circense, dança e poesia. As apresentações serão feitas por colaboradores, cooperados, familiares e demais pessoas ligadas às cooperativas do Paraná.

Objetivo - O ITC é organizado desde 2007 com o propósito de valorizar os talentos artísticos da comunidade cooperativista do Paraná, difundir a cultura da cooperação e fortalecer a intercooperação entre as cooperativas paranaenses. Neste ano, o evento acontece no Pequeno Auditório da Escola da Universidade Positivo, das 9h às 17h.

 

cartaz

SICREDI I: Central PR/SP realiza Fórum Anual de Supervisão no Banco Central

sicredi I 02 07 20122Com o objetivo de promover a melhoria contínua nos processos financeiros da instituição e também garantir a segurança dos investimentos dos associados, o Sicredi PR/SP realizou na quarta-feira (27/06), o Fórum Anual de Supervisão, no Banco Central, em Curitiba (PR). Participaram do encontro lideranças, executivos e gestores da Central Sicredi PR/SP.

Diálogo - De acordo com Reginaldo José Pedrão, organizador do evento e superintendente de Supervisão da Central Sicredi PR/SP, o diálogo com a instituição fiscalizadora do sistema financeiro é importante para atualizar todos os agentes envolvidos com as atividades nas cooperativas e, desta forma, continuar a gerar bons resultados aos associados. “O crescimento é uma necessidade e, para que isso continue acontecendo, é preciso estar organizado e desenvolvendo ações alinhadas às normas vigentes”, afirma.

Avaliação - Durante o encontro, os participantes puderam conferir a avaliação do Banco Central do Brasil (Bacen) quanto aos processos financeiros realizados pelo Sicredi, que se destaca na documentação de processos e na estruturação da área de controles internos. Segundo o gerente técnico regional do Departamento de Supervisão de Cooperativas (DESUC/GTCUR) José Rafael Schmitt Neto, o sistema do Sicredi está bem avaliado, mas a contínua supervisão do Bacen é fundamental para a melhoria continua dos processos. “A supervisão do Bacen procura saber se a cadeia de processos está de acordo com o que a cooperativa se propôs a fazer, ou seja cuidar dos recursos aplicados do seu associado e garantir a sua segurança”, destaca Neto.

Planejamento - O supervisor de cooperativas, do DESUC, Antônio Saraiva Júnior, também ressalta que a tarefa de supervisionar as instituições ajuda a planejar com antecedência o trabalho conjunto com o Bacen. “Com as informações que obtemos nas visitas técnicas, podemos desenvolver planos de ações que vão auxiliar as cooperativas a evoluir o controle interno das operações e, desta forma, oferecer serviços ainda mais seguros aos seus associados a cada ano”, explica.

Governança corporativa - Responsável pela gerência técnica do Departamento de Organização do Sistema Financeiro (DEORF), Gilson Marcos Balliana enfatizou durante o Fórum a importância da governança corporativa para que as orientações do Bacen e a responsabilidade das cooperativas sejam cumpridas de forma eficiente e contínua. “Devido ao crescimento acelerado das cooperativas no País, o Bacen tem a preocupação de que esse processo ocorra de maneira sustentável e seguro. Para que isso ocorra, é indispensável possuir o conhecimento de como governá-las. O evento de é um dos exemplos de como se adquirir esta experiência, que deve ser construída constantemente”, diz. (Imprensa Sicredi)

sicredi I 02 07 20121

SICREDI II: Promoção Cooperação Premiada entrega cinco motos e dois carros

Sicredi II 02 07 20122Sete associados das cooperativas afiliadas à Central Sicredi PR/SP foram contemplados durante a primeira etapa da Promoção Cooperação Premiada. O sorteio de cinco motos Honda Biz 125 à gasolina, de um automóvel Volkswagen Crossfox 1.6 Mi Flex e de uma pickup Chevrolet Montana 1.4 Flex, aconteceu na quarta-feira (27/06), em Curitiba (PR). O segundo e último sorteio da campanha está programado para o dia 27 de setembro.

Contemplados - Os contemplados durante a noite de premiação, que reuniu executivos, gestores e lideranças da Central do Paraná e de São Paulo, iniciando pelas motos, foram: Alexandre Arjona Simões, de Faxinal/PR; Sírio Pedro Klein, de Cidade Gaúcha/PR; Alcenir de Amorim Fernandes Júnior, de Verê/PR; Mário Vieira Cardoso, de São Pedro do Paraná/PR; e Vagner Antonio Rossato, de Terra Roxa/PR. O CrossFox foi sorteado para Osmar Latronico Júnior, de Terra Roxa/PR, e a Montana seguirá até Saudade do Iguaçu/PR, para o associado Ademar José Bazzanella.

Início - A Promoção Cooperação Premiada teve início em fevereiro e os participantes se habilitaram a concorrer aos prêmios ao utilizar os produtos e serviços oferecidos pelo Sicredi, como, por exemplo, o Poupedi Sicredi, produtos de investimento, cartões de débito e crédito, seguros, previdência, consórcios, entre outros.

Ferramenta - De acordo com o presidente da Sicredi Participações e Central Sicredi PR/SP, Manfred Dasenbrock, a campanha é uma ferramenta para as equipes que atuam nas unidades de atendimento, possibilitando uma maior aproximação do cooperado. “É uma maneira de iniciar um diálogo com o associado e também de mostrar todas as vantagens e benefícios que oSicredi II 02 07 20121 Sicredi tem a oferecer. Além disso, a campanha tem o objetivo de promover o contínuo crescimento socioeconômico das regiões onde é promovida”, afirma.

Próximo sorteio - Está marcado para o dia 27 de setembro o próximo sorteio da Cooperação Premiada. Nesta data, serão distribuídos cinco motocicletas Honda Biz 125 à gasolina e cinco carros, um Ford Fiesta 1.6 Flex, um Citroen C3 1.4 Flex, um Agile LTZ 1.4 Flex, um Fiat Strada Adventure 1.8 Flex e uma caminhonete Mitsubishi L-200 Triton diesel. Todos os prêmios oferecidos durante a campanha totalizam R$ 470 mil.

Como funciona - Cada valor específico em operações financeiras realizadas por meio dos produtos e serviços que fazem parte da Promoção Cooperação Premiada gera um cupom para concorrer. A promoção é válida também para novos cooperados, que já recebem 10 cupons no momento da associação.

Informações - Mais informações podem ser obtidas nas unidades de atendimento do Sicredi ou no site cooperacaopremiadasicredi.com.br  onde o associado poderá conferir os prêmios disponíveis, bem como a divulgação dos resultados após os sorteios e o regulamento completo da promoção. (Imprensa Sicredi)

COAMO: Curso de culinária reúne mais de 50 participantes

Uma parceria entre os Alimentos Coamo, o Senac e o Supermercado curso senac 02 07 2012 1Paraná resultou em um curso de culinária gratuito para a comunidade. O evento aconteceu recentemente na sede do supermercado Paraná Família, em Campo Mourão. Foram dois dias de curso que abordaram o tema culinária com o uso do café e pratos típicos de festa junina.

Nova versão - De acordo com a instrutora do Senac, Camila Fiorese, o curso trouxe pratos fáceis e rápidos de aprender. "Os alunos gostaram muito do curso, porque eu apresentei uma nova versão das receitas tradicionais, bem fáceis de fazer em casa. Sem contar que utilizamos produtos acessíveis e de qualidade que garantem um excelente produto final", conta.

Aprovado - Dona Helena Sabotto, participou do curso e diz que adorou o que aprendeu. "Eu adoro aprender receitas e o que aprendi vou cozinhar para o marido, netos e toda a família", revela a dona de casa. Quem também participou do curso foi Marcos Schwanz. Ele parabenizou a iniciativa e disse que o curso foi muito proveitoso. "Eu que não domino a culinária aprendi receitas fáceis de fazer em casa e aplicar no dia a dia". Schwanz também revela que em sua família todos utilizam e aprovam os Alimentos Coamo. Paulo Henrique Rodrigues, já sabia cozinhar e aproveitou a oportunidade para ampliar o conhecimento em culinária. "São receitas práticas que aprendemos e as receitas de festa junina vou aproveitar a época para reunir a família e os amigos para degustar", destaca Rodrigues.

Parceria - O Senac também utiliza os Alimentos Coamo para as aulas de todos os cursos de culinária da instituição. A parceria acontece por conta da qualidade dos alimentos da cooperativa e do suporte que é fornecido ao Senac. "Os produtos da Coamo nos oferecem uma segurança muito grande. Sabemos que utilizando esses alimentos não vamos ter erro no preparo final da receita. Todos nossos instrutores do Senac, utilizam os produtos da Coamo, seja em aula, para eventos ou para nosso consumo interno", afirma a nutricionista e instrutora do Senac, Simone Gonçalves. (Imprensa Coamo)

curso senac 02 07 2012 2

 

COPAGRA: Dia de Campo Gado de Corte apresenta novas tecnologias aos pecuaristas

Dia de Campo Copagra 02 07 2012 1Mais de 200 pecuaristas da região noroeste do Paraná participaram do 1º Dia de Campo Gado de Corte, realizado na sexta-feira (29/06), na Estância Amanhecer, em Santa Cruz do Monte Castelo. O evento, organizado pela Copagra (Cooperativa Agroindustrial do Noroeste Paranaense) em parceria com a Tortuga, fez parte da programação anual de promoções da cooperativa que tem como intuito difundir tecnologias e fomentar a produção com eficiência zootécnica e econômica.

Orientações - No Dia de Campo, os médicos veterinários Rafael Tomadon Guirelli e Camilo Grande Reis da Copagra e Juliano Beleze da Tortuga explicaram aos participantes os principais pontos em que se baseiam a produção de gado de corte, tais como divisão de pastagens, planejamento de uma estratégia alimentar para o período pré-seco e seco do ano, adoção do calendário zoosanitário adaptado à região seguido de instruções detalhadas a respeito das vacinações necessárias nos animais e administração da propriedade. Também foi apresentado o modelo conhecido como Rotacionado Racional Tortuga (RRT), implantado na Estância Amanhecer.

Atividade rentável - Os resultados obtidos na Estância Amanhecer mostram que a pecuária de corte pode ser, sim, uma atividade rentável e produtiva. E para chegar a esse nível é necessário respeitar o ciclo das pastagens, afinal elas nascem, crescem e morrem com a chegada do inverno ou da seca. Esse é o trabalho realizado na propriedade nos últimos anos, revolucionando seu modo de “enxergar” a pecuária de uma maneira muito simples, usando os recursos da natureza para manter o gado saudável e produtivo o ano inteiro.

Modelo - A mudança só foi possível após a implantação do RRT, que consiste em ajudar o pecuarista a enfrentar o crítico período das secas, que dura de três a quatro meses, quando o ciclo de crescimento das forragens cessa. O modelo de pastagem rotacionado permite que o número de animais por área seja aumentado, possibilitando a implantação de novas culturas de apoio à nutrição dos bovinos, como a cana-de-açúcar. Numa área de oito alqueires, a Estância Amanhecer mantém um plantel de 400 animais.

Mudanças estruturais - De fato, as mudanças estruturais não foram poucas. dia de campo Copagra 02 07 2012 2Hoje, segundo o administrador da Estância, Valdez Zandarin, a Amanhecer implantou mais de um módulo, dividido em 30 piquetes, no modelo de RRT, sendo utilizados pelo gado em sistema de rodízio. Para ajudar na receita na propriedade ou na alimentação do rebanho, a Estância mantém culturas de apoio, com milho, área que é utilizada para pecuária na entressafra. “Recomendo este modelo, já que preconiza o uso racional dos recursos naturais, como água, capim, cana e possibilita ainda conforto para os animais”, ressalta Valdez.

Módulos - O modelo dos módulos, adotado pela Estância Amanhecer, é do tipo pizza, um quadrado dividido em 30 piquetes de pastagens com uma área de descanso onde estão os bebedouros, o cocho e o cercadinho para o suplemento mineral. O contato do peão com os animais é o mínimo possível. Isso acontece só pela manhã, quando o piquete é aberto para que os animais saiam da área de descanso, eles dormem nessa área à noite, e no final do dia para levá-los de volta. “Isso tem a recompensa mais na frente: animais com melhor qualidade de carne e mais precoces”, explica Valdez.

Alimentação - Durante oito ou nove meses do ano, os animais usam toda pastagem disponível nos módulos. Nos outros três ou quatro meses, no entanto, o gado segue para uma área chamada de “sequestro”. Lá, recebem volumoso à vontade. A Estância alimenta o rebanho com cana de açúcar e minerais proteicos. O resultado pode ser visto na balança. “Na época mais seca do ano é normal os animais perderem peso e depois recuperarem. É o efeito sanfona. Na Estância isso não ocorre”, afirma Cláudio Adão, técnico em agropecuária da Copagra, lembrando que a área de “sequestro” é usada para agricultura. (Imprensa Copagra)

AGROSAFRA: Relatório aponta aumento surpreendente da área de soja nos EUA

Os dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) sobre a conclusão do plantio de grãos naquele país, na última sexta-feira (29/06), mostraram um quadro dentro do esperado para o trigo e milho, mas surpreenderam no caso da soja, com aumento 900 mil hectares na comparação com o relatório de março. De acordo com o analista técnico e econômico da Ocepar, Robson Mafioletti, as projeções do USDA são acompanhadas com atenção em todo o mundo pelos agricultores devido ao peso da produção norte-americana de grãos.

Preços - “Os Estados Unidos são os maiores produtores do mundo e tem poder fantástico de influenciar os preços da soja, milho e trigo em todos os continentes. As estimativas iniciais de produção, antes da estiagem que vem assolando a produção do cereal naquele país, eram de 375,7 milhões de toneladas para o milho (40% da safra mundial); soja 87,2 milhões de toneladas (32% da safra mundial) e trigo 60,8 milhões de toneladas (9% da safra mundial). Diante deste cenário, as informações de área de plantio e desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos afetam as cotações na bolsa de Chicago (Cbot) e, por conseguinte, os preços para os produtores paranaenses e brasileiros”, afirma Mafioletti.

ÁREA DE PLANTIO DE MILHO, SOJA E TRIGO NOS ESTADOS UNIDOS – 2012/13

(EM MILHÕES HECTARES)

 

USDA 30 de Março/12

USDA 29 de Junho/12

Estimativas do Mercado

Inferior    e     superior

Milho

38,8

39,0

38,20         39,15

Soja

29,9

30,8

30,15        30,98

Trigo

22,6

22,7

22,62        24,01

Fonte: USDA, Elaboração: Ocepar/Getec – 2012/13

  Cotações - Nos últimos 30 dias, as cotações da soja, milho e trigo na Cbot aumentaram cerca de +9,8%, +20,6% e +12,1%, respectivamente, em relação ao período anterior. No caso da soja, passou de US$ 13,30/bushel para US$ 14,60/bushel, o que resulta em US$ 32,20/saca de 60 kg. No milho, houve uma elevação de US$ 5,35/bushel para US$ 6,45/bushel = US$ 15,23/saca de 60 kg. Já a cotação do trigo passou de US$ 6,89/bushel para US$ 7,72/bushel = US$ 17,01/saca de 60 kg.

 Quadro 01 - Cotações da soja na CBOT – Chicago Board of Trade em 29 de junho (fechamento)

SOJA

29 de junho

Cotações
(cents US$/bushel)

Cotações
(US$/saca)

Variação - dia ant.
(cents US$/bu)

Variação
(US$/Sc)

jul/12

1512,75

33,34

46,75

1,03

ago/12

1481,75

32,66

35,50

0,78

set/12

1450,25

31,96

32,75

0,72

nov/12

1427,75

31,47

24,25

0,53

jan/13

1426,50

31,44

23,50

0,52

Fonte: Cbot, www.cbot.com Elaboração: Ocepar/Getec – Julho/12 – 1 bushel de soja = 27,216 kg.           

Quadro 02 - Cotações do milho na CBOT – Chicago Board of Trade em 29 de junho (fechamento)

MILHO

29 de junho

Cotações
(cents US$/bushel)

Cotações
(US$/saca)

Variação - dia ant.
(cents US$/bu)

Variação
(US$/Sc)

jul/12

672,50

15,88

20,50

0,48

set/12

628,50

14,85

2,25

0,05

dez/12

634,75

14,99

2,50

0,06

mar/13

643,75

15,21

2,50

0,06

mai/13

647,75

15,30

2,25

0,05

Fonte: Cbot, www.cbot.com Elaboração: Ocepar/Getec – Julho/12 – 1 bushel de soja = 25,400 kg.

 

Quadro 03 - Cotações do trigo na CBOT – Chicago Board of Trade 29 de junho (fechamento)

TRIGO

29 de junho

Cotações
(cents US$/bushel)

Cotações
(US$/saca)

Variação - dia ant.
(cents US$/bu)

Variação
(US$/Sc)

jul/12

739,00

16,29

13,00

0,29

set/12

757,25

16,69

11,25

0,25

dez/12

776,75

17,12

10,00

0,22

mar/13

791,00

17,43

9,75

0,21

mai/13

798,25

17,59

9,75

0,21

Fonte: Cbot, www.cbot.com Elaboração: Ocepar/Getec – Julho/12 – 1 bushel de soja = 27,216 kg.

Paraná - Os preços médios recebidos pelos produtores paranaenses na última sexta-feira (29/06), levantados pela Seab/Deral, foram de R$ 61,97/saca de 60 kg para a soja, de R$ 20,79/saca de 60 kg para o milho e de 26,48/saca de 60 kg para o trigo, com estabilidade de preços nos últimos 30 dias para o trigo e milho e aumento para a soja.

Quadro 04 – Evolução dos preços da soja, milho e trigo (em R$ por saca de 60 kg)

Preços

29 de junho 2012

Junho de

2012

Junho de

2011

Soja

61,97

58,29

40,33

Milho

20,79

19,96

23,78

Trigo

26,48

25,81

26,07

Fonte: Seab/Deral, elaboração: Ocepar/Getec - Julho/12.

 

IN 41: Armazéns agropecuários deverão ter certificação até o fim do ano

Os armazéns de produtos agrícolas que não cumprirem a primeira etapa da Certificação das Unidades Armazenadoras, até o final do ano, estarão impedidos de armazenar produtos dos estoques públicos reguladores. A exigência, prevista na Instrução Normativa (IN) nº 41/2010, é necessária para atestar a competência técnica para realizar este tipo de serviço.

Pessoas jurídicas - No caso dos armazéns, a certificação  é obrigatória para pessoas jurídicas que prestam serviços remunerados de armazenagem a terceiros com produtos agropecuários, derivados, subprodutos e resíduos de valores econômicos, inclusive de estoques públicos. O Ministério da Agricultura poderá ampliar as exigências para outras unidades armazenadoras.

Mais de um CNPJ - A legislação atual determina que empresas com mais de um CNPJ cumpram o prazo até 15 de dezembro deste ano para estar, no mínimo, com  15% de sua capacidade certificada. Para as demais empresas, os prazos variam entre 2013 e 2015.

Armazéns próprios - A exigência de certificação também se aplica aos armazéns próprios da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a superintendência de Armazenagem e Movimentação de Estoques (Suarm) da companhia, quatro unidades armazenadoras estarão certificadas até o fim do ano. Elas representam mais de 15% da capacidade total da estatal. Para o próximo ano, estão previstas mais 12 certificações. (Valor Econômico)

ECONOMIA: Mercado volta a reduzir previsão para crescimento do PIB em 2012

A despeito das medidas adicionais de estímulo à economia anunciadas na semana passada, as projeções do mercado financeiro para a expansão da economia e da indústria brasileira em 2012 seguem se deteriorando, de acordo com informações do boletim Focus, do Banco Central. As estimativas são apuradas semanalmente pela autoridade monetária junto a mais de cem instituições.

Boletim - No boletim divulgado na manhã desta segunda-feira (02/07), a mediana das projeções dos analistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 caiu – pela oitava semana consecutiva - de 2,18% para 2,05%. Há quatro semanas, a expectativa era de uma expansão de 2,72%. Para 2013, contudo, a mediana para o PIB se manteve em 4,2%.

Relatório trimestral - Na quinta-feira (28/06), no Relatório Trimestral de Inflação, o BC também baixou de 3,5% para 2,5% a expectativa para a expansão da economia brasileira em 2012.

Mais modesto - O desempenho da economia esperado tanto pelo mercado financeiro quanto pelo BC é mais modesto do que a projeção oficial do Ministério da Fazenda – expansão de 4%. No entanto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vem afirmando que o crescimento da economia brasileira neste ano será maior do que o do ano passado.

2011 - Em 2011, o PIB brasileiro cresceu 2,7%, depois de ter registrado expansão de 7,5% em 2010. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de crescimento do primeiro trimestre deste ano foi de apenas 0,2% sobre o quarto trimestre de 2011.

Indústria mais fraca - As projeções para o aumento da produção industrial neste ano também cederam. A mediana das estimativas se deslocou para 0,39% em 2012, de 0,50% na semana passada. Essa estimativa cai há cinco semanas seguidas. Um mês atrás, projetava-se crescimento de 1,15% na atividade da indústria brasileira. Para 2013, a expectativa melhorou. A mediana das estimativas subiu de 4,20% para 4,30% e já está acima do ponto em que se encontrava um mês atrás (4,25%).

Inflação na meta - A projeção dos analistas para a inflação em 2012 continua a se aproximar do centro da meta, de 4,5%, definida pelo Banco Central. O Focus mostra que a mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 4,95% para 4,93% em 2012. Para 2013, a mediana do IPCA - apurada a partir de consultas a mais cem instituições – se manteve em 5,50%. A estimativa do PIB para o próximo ano também não saiu do lugar: 4,20%. A projeção para o IPCA nos próximos 12 meses teve ligeiro ajuste para cima, de 5,48% para 5,50%.

Selic - Nesta semana, os analistas não alteraram suas projeções para a taxa básica de juros. A mediana para a Selic ao final deste ano ficou em 7,5%.  Atualmente, está em 8,50% e uma nova redução pode ser decidida na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será realizada nos dias 11 e 12 de julho.

Juros - O mercado acredita que os juros voltam a subir em 2013, para 9%, expectativa que não se alterou na comparação com o boletim da semana passada.

Incentivo ao crescimento - Na semana passada, em mais uma tentativa de acelerar a economia, o governo lançou um programa de compras governamentais no valor de R$ 8,43 bilhões. As aquisições, que têm o intuito de estimular a indústria, abrangem máquinas, equipamentos, caminhões, ônibus, entre outros itens.

TJLP - O governo também reduziu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), de 6,0% para 5,5%, a fim de estimular os investimentos nas empresas. Na sexta-feira, prorrogou a desoneração de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os segmentos de eletrodomésticos da linha branca e de móveis.

Móveis - No caso dos móveis, a medida valerá por mais três meses, mantendo o imposto em zero. Na linha branca, a prorrogação será de dois meses. A alíquota cobrada sobre fogões e tanquinhos permanece em zero, enquanto para máquinas de lavar e geladeiras continua em 5%. (Valor Econômico)

COOPERATIVISMO I: A união faz o agronegócio

Pertencer a uma cooperativa significa ter segurança de produção e de comercialização. Mas não apenas isso. O cooperativismo visa unir a categoria para um bem comum, desenvolvendo a economia e também as comunidades ao seu redor. No caso do agronegócio, ações em conjunto ainda contribuem para uma produção mais sustentável, economicamente justa e mais rentável. ''Sem a cooperativa somos pequenos, mas com ela nos tornamos grandes'', destaca Maurício Okimura, produtor de grãos no Distrito de Paiquerê, região Sul de Londrina, e associado da Cooperativa Integrada.

Apoio fundamental - Okimura é um exemplo de que a união faz a força e o agronegócio, e ainda alavanca a produção e melhora a renda. ''O apoio da cooperativa da qual faço parte sempre foi fundamental para o desenvolvimento da atividade'', acrescenta. Com uma área de 290 hectares plantada neste inverno com milho, o produtor conta que a assistência técnica e a comercialização facilitada oferecida a ele têm servido para promover o negócio.

Modelo - O agricultor londrinense é apenas um do universo de quase 130 mil associados do Paraná, distribuídos em 82 cooperativas ligadas ao agronegócio. No Estado, que é modelo no sistema cooperativista, esse canal foi a maneira que pequenos e médios produtores encontraram para conseguir se manter competitivos no mercado agrícola. E neste ano, em que a Organização das Nações Unidas (ONU) denominou como o Ano Internacional das Cooperativas, a Folha Rural foi a campo para conhecer e contar histórias como a de Okimura e o que faz o sistema local ser destaque e referência.

Benefício estendido - Para quem faz parte do sistema cooperativista, a união serve de base para os negócios e permite, além da melhoria das condições de trabalho, melhor rentabilidade devido à oferta de assistência técnica e consequentemente aumento de produção e produtividade. Para Olga Agulhon, produtora na região de Maringá, fazer parte de uma cooperativa é mais do que unir forças para conquistar mercado e excelência de produção. ''Defino o cooperativismo como fazer o bem não só para nós agricultores, mas também para toda a região onde a cooperativa está instalada'', observa.

Escoamento - Olga explica que uma cooperativa incentiva a economia de uma região e ajuda a solucionar problemas que um produtor sozinho não conseguiria resolver. Um deles, conta a agricultora, é a facilitação no escoamento da safra. Olga conta que antes de entregar sua produção para a Cocamar em Maringá, por exemplo, ela enviava a carga para Cianorte, que fica a 80 quilômetros da propriedade. ''Agora com o opoio da cooperativa, minha logística ficou bem mais facilitada e barata. Isso também melhorou a minha rentabilidade'', completa.

Diferença - No mesmo dilema vivia o pai do produtor Wilson Menin Junior. Sem ter para quem vender, o agricultor da região de Mamborê, se via em situações complicadas antes da instalação da cooperativa Coamo em Campo Mourão. ''Na época tínhamos que levar a nossa produção até Maringá'', completa. Junior acrescenta que a instituição fez a diferença no escoamento de seu produto, dando a ele mais tempo para planejar a próxima safra e até mesmo tempo para descansar. Além disso, o agricultor frisa que o apoio recebido, principalmente com relação ao melhor gerenciamento da propriedade, tem sido fundamental para consolidar a sua produção de grãos.

Modelo - Hoje o Paraná é considerado um modelo mundialmente reconhecido pelos resultados obtidos com a união de pessoas em um mesmo segmento. Só no setor agropecuário, são mais de 82 entidades, abrangendo quase 130 mil produtores em todo o Estado. Flávio Turra, gerente técnico das Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), reforça essa filosofia de que um conjunto de produtores consegue valorizar melhor a produção, ganhar novos mercados e elevar a rentabilidade por área. Segundo Turra, as cooperativas paranaenses devem movimentar só neste ano em torno de R$ 28 bilhões, 5% a mais do que se comparado a 2011.

Força - O gerente da Ocepar conta que o modelo cooperativista começou a ganhar força na década de 1950. Segundo ele, o objetivo na época era fortalecer o setor agrícola que não estava indo muito bem. Turra acrescenta que a filosofia das cooperativas tem como referência a participação democrática dos produtores na administração dos negócios, autonomia, solidariedade e independência. (Folha Rural / Folha de Londrina)

COOPERATIVIVISMO II: O olhar de dentro para fora

As vantagens do cooperativismo para o produtor na visão do presidente da Cooperativa Integrada, Carlos Murate, são inúmeras. Segundo ele, uma delas é a assistência técnica. O presidente destaca que esse auxílio motivou o crescimento da agricultura paranaense. Além disso, Murate frisa que o agricultor nunca fica desamparado, em qualquer circunstância. ''Nós orientamos sobre o melhor momento de vender o produto, a forma como deve agir em uma situação difícil de mercado, entre outros problemas que podem ocorrer durante uma safra'', sublinha.

Mercado - Murate completa que ainda em relação à comercialização, todos os cooperados da Integrada recebem instruções sobre o comportamento do mercado. ''Hoje não basta somente produzir, o produtor tem que acompanhar o andamento do setor'', observa. Além desse apoio, Murate reforça que o acompanhamento da safra, no que se refere aos aspectos agronômicos, garante uma retaguarda que passa segurança para quem vai produzir.

Família - Murate afirma que a cooperativa é uma família, pois não pertence somente a uma pessa. ''Tanto é que no final do ano os produtores entram na participação dos lucros''. O presidente da Integrada completa que só no ano passado foram distribuídos aos cooperados R$ 14 milhões. ''Nosso objetivo é auxiliar o produtor a fomentar a sua atividade sempre'', completa.

Novos projetos - Com um faturamento estimado para este ano de R$ 2,1 bilhões, a Cocamar, que conta com cerca de 11 mil cooperados, desenvolveu um programa de fomento à produção para melhorar a produtividade de seus associados. De acordo com João Carlos Souza, gerente de produção da cooperativa em Maringá, o projeto visa levar a todos os agricultores as tecnologias que compõem a agricultura de precisão. ''Nosso objetivo é fomentar o setor''. Segundo ele, a média de produtividade dos cooperados gira em torno de 47 sacas por hectare. ''Queremos chegar a até 70 sacas por hectare'', completa. Souza afirma que uma adubação adequada e também um bom controle de pragas e doenças são ações que possibilitam chegar a esse resultado em pouco tempo. ''Nosso compromisso é sempre viabilizar economicamente o produtor'', destaca.

Suporte econômico - A cooperativa Coamo criou recentemente um plano de suporte econômico para aqueles agricultores que necessitam de financiamento para investimento e custeio. O programa Cred Coamo fornece empréstimos de até R$ 500 mil a um juro de 1,1% ao mês. Um diferencial desse sistema de crédito é que o produtor paga por ano. ''No final do ano as sobras são desenvolvidas'', explica José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo. Ele completa que os recursos estão disponíveis para os 9,5 mil cooperados. (Folha Rural / Folha de Londrina)

COOPERATIVISMO III: Comercialização e logística facilitadas

O produtor Maurício Okimura, da região de Paiquerê, afirma que quando o mercado ''não está para peixe'', a cooperativa é a sua principal salvação. Por meio de créditos a juros mais facilitados, ele consegue se manter na atividade. ''Isso viabiliza os investimentos e a manutenção do sistema'', sublinha. Na entrega da safra, Okimura lembra que os preços pagos e a classificação dos grãos são sempre justos. ''Fico tranquilo quando envio a minha produção para a Integrada'', destaca. O agricultor acrescenta que quando os preços das commodities estão bons, a cooperativa entra em contato para informá-lo se quer ou não comercializar a safra. ''Sou um produtor que cresceu junto com a cooperativa'', completa.

Comercialização - João Francisco, produtor da região de Londrina, destaca que nunca teve problemas em termos de comercialização depois que aderiu a uma cooperativa. ''Em 312 hectares em que planto soja e milho, sempre tive sementes disponíveis e todo o suporte para escoar a minha produção'', elucida. O agricultor completa que o fomento dado pelas cooperativas dá confiança ao produtor de investir ainda mais em sua lavoura. ''Quando falta insumos, por exemplo, a nossa instituição fornece os produtos a um valor justo'', reforça.

Logística - A logística sempre foi o ''calcanhar de Aquiles'' do atual cooperado da Coamo Wilson Menin. Antes da instalação da cooperativa, o produtor pagava caro para escoar sua produção. Hoje, conta ele, toda a propriedade possui planejamento de plantio e escoamento de safra. O acompanhamento da cooperativa em sua propriedade é constante. Os trabalhos englobam a época certa de plantio, quantidade de sementes a serem utilizadas, ''tudo para programar a safra.''

Insumos - A falta de uma cooperativa em uma região que possui pequenos e médios produtores, além de dificultar o escoamento, prejudica a compra de insumos. Olga Agulhon de Maringá afirma que onde não há cooperativas, os preços dos insumos são bem mais elevados. ''As instituições balizam preços do mercado local, sendo sempre mais acessíveis'', exalta. Olga acrescenta que as condições das negociações também são facilitadas, isso torna o mercado mais competitivo.

Redução de custos - Paulo César Dias, analista de mercado da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), destaca que o cooperativismo surgiu para formalizar uma estrutura organizada e procurar reduzir os custos do setor produtivo. ''Essas instituições agregam valor ao produto do cooperado que é revertido diretamente a ele'', destaca. (Folha Rural / Folha de Londrina)

COOPERATIVISMO IV: Assistência técnica 24 horas

De acordo com o produtor Maurício Okimura de Paiquerê, antes do plantio a assistência técnica já está em campo. ''Quando todos os insumos estão comprados, é a hora de plantar com o devido respaldo dos agrônomos da cooperativa'', enfatiza. A forma adequada, a quantidade e a qualidade de adubos a serem utilizados, a análise de solo e a sua devida correção, são serviços prestados gratuitamente pelas instituições.

Amparo constante - No decorrer da safra, Okimura afirma que a equipe de agrônomos continua prestando serviço quanto à aplicação de defensivos, oferecido dentro de plano de manejo integrado de pragas e doenças. O produtor desabafa que quando começou na agricultura, tudo era mais difícil, mas hoje a atividade está bem mais fácil para ser conduzida, principalmente para ele que é pequeno produtor. ''Nós somos constantemente amparados'', salienta Okimura.

Orientações - A escolha da variedade e a data de plantio são serviços também prestados de forma gratuita ao agricultor. Segundo Okimura, essas orientações fazem com que ele não tenha prejuízos com a escolha errada de uma cultivar ou, até mesmo, investir em uma cultura que não está dando retorno financeiro. Nesta safra de inverno, por exemplo, o produtor foi orientado a aumentar a sua área de milho, já que os preços do trigo estão em baixa. Além disso, no pós-colheita os técnicos da cooperativa entram novamente em campo para fazer a análise da colheita e apontar a melhor opção de plantio para o próximo ciclo.

Café gourmet - Yassumassa Asami, produtor de café na região de Marialva, afirma que depois que começou a receber assistência da cooperativa Cocari, seus 19 hectares de lavoura estão bem mais bonitos. ''A assistência técnica aqui na região era muito difícil, ouvíamos falar de adubação verde, sistema adensado e cafeicultura sustentável, mas não tínhamos quem nos orientasse'', lamenta. Asami já realiza todos essas técnicas de manejo e, devido à qualidade e a melhoria da eficiência de sua lavoura, o produtor se especializou na produção de café gourmet.

Dias de campo - A agricultora Olga Agulhon de Maringá acrescenta que quando a cooperativa não dá conta de atender todos os cooperados, os dias de campo servem também como uma grande sala de aula ao ar livre. O objetivo, segundo ela, é esclarecer dúvidas comuns dos produtores, além de ser uma oportunidade para que eles possam se reciclar. Wilson Menin de Mamborê acrescenta que, para ele, a parte de assistência técnica é o serviço mais importante. ''Uma vez por ano nos reunimos na fazenda experimental da Coamo para saber as novidades do setor'', sublinha.

Novidades - Menin acrescenta que se não fosse a cooperativa, os produtores não estariam a par das novidades e dos problemas que afetam o setor. ''Uma das últimas orientações que tivemos foi sobre o controle da Buva e também da ferrugem da soja''. Além disso, o produtor acrescenta que a agricultura de precisão é outro tema que tem sido constantemente abordado com os produtores. ''Somos orientados a usar os insumos de forma econômica, aproveitar melhor as variedades disponíveis e fazer uso adequado da terra.'', observa. (Folha Rural / Folha de Londrina)

COOPERATIVISMO V: A nova face das cooperativas

Melhorar a rentabilidade do produtor e valorizar o seu produto são alguns dos benefícios que a industrialização pode proporcionar aos agricultores. Hoje, grandes cooperativas já produzem café, suco de laranja, margarina, entre outros itens que já estão disponíveis nas gôndolas dos supermercados. Flávio Turra, gerente técnico da Ocepar, afirma que a industrialização está em um processo de crescimento e que já se mostra consolidada no mercado varejista. ''Com o valor agregado sobre o produto, a margem de lucro do produtor aumenta'', explica.

Especialização - Paulo César Dias, analista de mercado da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), afirma que os estados do Paraná, Santa Catarina, Goiás e São Paulo estão se especializando na industrialização de produtos. ''O próximo passo é conquistarmos o mercado externo'', sublinha Dias. José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo, afirma que esse segmento tem trazido uma boa rentabilidade para a cooperativa. Dos R$ 6 bilhões do faturamento total da cooperativa em 2011, o setor industrial participou com R$ 600 milhões. (Folha Rural / Folha de Londrina)

MILHO SAFRINHA: Paraná colhe o maior volume de todos os tempos

milho safrinha 02 07 2012O Paraná está começando a colher o maior volume de milho safrinha já produzido no Estado desde a década de 70, quando se iniciou o plantio do grão na segunda safra. Dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento apontam que deverão ser colhidos 10,3 milhões de toneladas de milho, o que corresponde a um aumento de 62% sobre o volume de produção do mesmo período do ano passado.

Projeção - Com o desempenho da segunda safra de milho, o Departamento de Economia Rural (Deral) da secretaria estima que mais da metade da produção de grãos da safra 2011/12, que está em fase final, será de milho. A pesquisa de campo referente ao mês de junho, divulgada na sexta-feira (29/06), projeta uma safra de 31,5 milhões de toneladas de grãos, próxima à produção do ano passado, que atingiu 31,9 milhões de toneladas.

Desempenho bom - O secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, diz que o desempenho da safra paranaense foi bom, apesar da ocorrência de seca, seguida de geadas e chuvas. “Felizmente essas ocorrências foram regionalizadas e não provocaram impactos fortes na produção de milho da segunda safra e no trigo, principais produtos cultivados durante o inverno no Paraná”.

Compensação - O secretário lembrou que as perdas ocorridas com a soja foram compensadas pelo aumento na produção do milho safrinha. Para os produtores também está havendo uma compensação com o aumento nas cotações dos produtos. Ele chamou a atenção para o bom desempenho nos preços da soja, que subiram 45,2% este ano. Ortigara disse que o clima foi mais prejudicial para o feijão da segunda safra, que provoca sérios impactos de aumentos de preços aos consumidores.

Milho - Do total previsto para a safra de grãos no Paraná, cerca de 53,3%, que correspondem a um volume de 16,8 milhões de toneladas, serão de milho, informou o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni. A pesquisa mensal reavaliou a expectativa de safra do milho safrinha e constatou aumento na produtividade do grão, mesmo com ocorrências localizadas de frio e excesso de chuvas. A produtividade que estava estimada em 5.070 quilos por hectare evoluiu para 5.092 quilos, um aumento de 31% em relação ao ano passado.

Produção garantida - A maior parte da área plantada, com cerca de dois milhões de hectares plantados com milho na segunda safra, está com a produção garantida apesar da ocorrência de geadas leves em regiões localizadas nos meses de maio e junho. Porém, a produção em outras regiões compensou e aumentou a produtividade. Ainda assim, metade da área plantada está em fase final de frutificação, podendo ainda sofrer algum tipo de impacto caso ocorram geadas ou eventos climáticos adversos, lembrou Simioni.

Pressão - Segundo ele, apesar da boa produção, o agricultor está enfrentando pressão com a tendência de queda nos preços do milho. O aumento na oferta do grão no Paraná e nos estados produtores do Centro Oeste já provocou a queda de 11% nos preços que caíram de R$ 22,50 a saca no início do ano (janeiro) para R$ 19,96 a saca, atualmente.

Exportação - Porém, a expectativa é boa e o mercado está sinalizando para a possibilidade de exportação da ordem de 10 milhões a 12 milhões de toneladas de milho tendo como um dos principais destinos a China. E o Paraná certamente tem excedentes para contribuir com esse volume, lembrou Simioni. Também há expectativas de aumento das vendas de milho para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, que sofreram com a estiagem no início do ano e que precisam do grão para suprir as necessidades das fábricas de rações.

Trigo - O trigo, ao contrário, caiu mais ainda a área plantada e os preços estão sem muita expectativa de avanço. As cotações estão estabilizadas em R$ 25,00 a saca de 60 quilos. O levantamento do Deral aponta que a redução na área ocupada com a cultura, que era estimada em 791 mil hectares previstos no mês passado, caiu para 768 mil hectares previstos esse mês.

Menor dos últimos cinco anos - Segundo Simioni, esta é a menor área plantada de trigo no Paraná nos últimos cinco anos, o que retrata a insegurança e o descontentamento do produtor em relação à lavoura no Estado. Os preços de mercado estão abaixo dos custos de produção e a liquidez do produto é baixa. Existem ainda cerca de 400 mil toneladas de trigo remanescentes da safra passada que estão nos estoques do governo para serem comercializados.

Produção - O técnico destacou que a produção deve atingir 2,24 milhões de toneladas, uma queda de 9% em relação ao ano passado. Apesar da situação, os setores público e privado estão discutindo aspectos que envolvem a melhoria da qualidade e de variedades que atendam a demanda dos moinhos e das indústrias de massas e a busca por mecanismos que promovam a sustentação de preços e a liquidez do produto. A área perdida com trigo foi ocupada pelas culturas de inverno de aveia e cevada. A aveia será utilizada para forragem e alimentação humana.

Feijão - A segunda safra de feijão foi a que mais perdeu com o clima que atingiu em cheio a produção. A expectativa era colher 408,4 mil toneladas do grão e deverão ser colhidos 321,4 mil toneladas, uma queda de 21,3%. A produção mais afetada foi na região Sudoeste, onde o excesso de geadas e de chuvas foi mais intenso.

Preços - Com a queda na produção, os preços do feijão de cor subiram 43,4% e do feijão preto, 52,1% em relação aos preços praticados em dezembro de 2011. A saca de feijão de cor que era vendida ao redor de R$ 100,00 em dezembro do ano passado aumentou para R$ 140,00 atualmente. A saca do feijão preto que estava cotada em R$ 66,19 em dezembro passou para R$ 100,69 atualmente.

Soja - A safra de soja se consolidou em 10,8 milhões de toneladas, já incluída a redução de 30% registrada em função da seca que atingiu o Paraná entre os meses de novembro de 2011 a março deste ano. Nesse período, houve uma perda considerável de 3,4 milhões de toneladas, mas foi compensada pelo aumento nas cotações. O preço da saca de soja aumentou de R$ 40,14 em dezembro do ano passado para R$ 59,29 em junho deste ano. O aumento nas cotações de soja ocorreu em função na redução da área plantada nos Estados Unidos e por queda de produção na América do Sul inteiro por causa da seca.

Plano Safra 12/13 - O produtor paranaense será beneficiado com a redução nas taxas de juros que consta no Plano Safra 2012/13 da Agropecuária anunciado quinta-feira (28/06) pela presidente Dilma Rousseff. O plano destina R$ 115,2 bilhões para a agropecuária. Para Francisco Carlos Simioni, que assistiu a apresentação do plano em Brasília, o plano agradou e deverá beneficiar os produtores paranaenses que participaram ativamente da elaboração do Plano Safra, por meio de suas instituições como a Faep e Ocepar.

Juros - Entre as novidades, a principal delas é a redução da taxa de juros para os médios e grandes produtores. As taxas dos financiamentos de custeio anunciadas ficaram entre 5,0% para 5,5% ao ano.

Proagro - Outra novidade do plano para o produtor é a ampliação da adesão ao Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), que avança de R$ 150 mil por produtor/safra para R$ 300 mil por produtor/safra. Além disso, há o compromisso do governo federal de ampliar em R$ 400 milhões a subvenção ao seguro rural, que embora ainda não esteja em níveis desejados avançou, disse Simioni. Isso permite ampliar a cobertura, que atualmente é de aproximadamente 10 milhões de hectares no País para cerca de 15 milhões de hectares durante os próximos 24 meses, avaliou Simioni.

Suinocultura - Para o Paraná, outro benefício do Plano Safra 2012/13 será a abertura de linha de crédito para a suinocultura que vem enfrentando momento difícil, afirmou Simioni. Segundo ele, os produtores terão à sua disposição financiamentos para retenção de matrizes com juros de 5% ao ano. Também foram anunciadas linhas de crédito em apoio à bovinocultura de corte e leite para aquisição de matrizes e reprodutores, segmentos em expansão no Estado e que poderão ser ainda mais fortalecidos com o aumento de crédito.

Cooperativas - Simioni ressaltou ainda o aumento no volume de recursos para as cooperativas de produção, uma vez que o Paraná é o estado em que esse setor é bem estruturado no apoio ao produtor rural. (AEN)

IAPAR 40 ANOS: Sementes para produção de alimentos mais nutritivos

O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) está investindo no desenvolvimento de sementes para produção de alimentos com maior valor nutritivo. A linha de pesquisa, que atende à crescente busca por alimentos capazes de beneficiar a saúde do consumidor, está entre as principais do instituto no momento em que completa 40 anos, consolidando uma história de pioneirismo e contribuição para o desenvolvimento regional.

Nutracêuticos - De acordo com a pesquisadora Vania Moda Cirino, a pesquisa dos chamados alimentos nutracêuticos – que têm capacidade de proporcionar benefícios à saúde – pode gerar renda para o agricultor, já que este é um mercado em crescimento. “A partir de cruzamentos genéticos entre espécies de sementes é possível obter um alimento com maior teor de substâncias nutritivas e ofertar um produto mais saudável”, explicou.

Feijão - Segundo ela, já são encontradas nas prateleiras dos supermercados algumas variedades de feijão com 10% a mais de teor de ferro e fibras. A meta é aumentar nos próximos anos este índice para 20%. “A partir das pesquisas verificamos que os nutracêuticos reduzem o teor de glicose na corrente sanguínea e a incidência de alguns tipos de câncer, como o de cólon do útero e de intestino”, disse Vania.

Biofortificação - A pesquisa para obter alimentos com melhor qualidade nutricional, a Bioforticação de Alimentos Básicos (Bioforta) foi iniciada pelo Iapar com o feijão, em 2003. Atualmente outras culturas, como o arroz, trigo, milho e mandioca, também estão em análise. “A nossa preocupação é ampliar os nutrientes de alimentos que formam a base alimentar da população brasileira”, afirmou Vania. O Iapar é o maior fornecedor nacional de sementes do feijão preto do tipo Irapuru e um dos principais para o Estado.

Responsabilidade – O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, disse que as pesquisas do Iapar têm contribuído ao longo de décadas para garantir renda e qualidade de vida aos produtores e que o governo estadual está apoiando uma reestruturação do órgão. Ortigara lembrou que na semana passada foi anunciada a contratação de 160 profissionais para o instituto.

Mundo globalizado - “Vivemos em um mundo globalizado, em permanente transformação e em contínua geração de novas necessidades. Precisamos proteger nossos recursos naturais e garantir que os consumidores dos produtos paranaenses de todo o mundo tenham um alimento seguro”, afirmou.

Contribuições - O presidente do Sistema Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, destacou que o Iapar ofereceu inestimáveis contribuições para o desenvolvimento da economia rural e do Paraná. “As unidades do instituto, seus mestres, doutores e funcionários souberam, nessas quatro décadas, acompanhar as profundas transformações no campo, e certamente repetirão esse comportamento no futuro”, disse.

Adoção tecnológica - “Se o Paraná é considerado estado modelo na adoção tecnológica na agricultura, em muito devemos ao Iapar, que permitiu que a transferência tecnológica chegasse até as mãos dos agricultores, ajudando o Estado a bater recordes sucessivos de produtividade e produção”, disse João Paulo Koslovski, presidente do Sistema Ocepar, que representa cooperativas e sindicatos de cooperativas agrícolas.

Pesquisa – O Instituto Agronômico do Paraná está vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) e foi criado em 29 de junho de 1972. A idéia de um centro de pesquisas começou a tomar forma na segunda metade da década de 1960, por intermédio da mobilização e esforço de técnicos, produtores e lideranças políticas e do próprio setor produtivo.

Publicação - O Iapar começou a operar em 1974. Sua primeira publicação, o “Manual Agropecuário do Paraná”, trazia um amplo inventário do conhecimento então disponível no Brasil sobre lavouras e pecuária, com indicações de sua aplicação às condições de solos e clima do Estado.

Programas - O instituto desenvolve atualmente 14 programas de pesquisa: agroecologia, agroenergia, algodão, café, cereais de inverno, culturas diversas, feijão, fruticultura, manejo do solo e água, milho, produção animal, propagação vegetal, recursos florestais e sistemas de produção.

Investigação científica - Nesses programas são realizados 252 grandes projetos de investigação científica, que implicam a condução de mais de 600 experimentos de campo espalhados por todo o Estado. O trabalho é realizado em estações experimentais próprias e também em parcerias com cooperativas, associações de produtores, universidades e outros centros de pesquisa.

Estrutura - O Iapar tem sede em Londrina e está presente em todo o Paraná, com cinco unidades regionais de pesquisa (Curitiba, Ponta Grossa, Paranavaí, Pato Branco e Santa Tereza do Oeste), 19 estações experimentais e quatro unidades de beneficiamento de sementes. São 25 laboratórios de diferentes áreas de especialidade e 23 estações agrometeorológicas (também utiliza dados de 37 estações do Sistema Meteorológico do Paraná - Simepar). Mantém ainda um centro de treinamento equipado com auditório e alojamento em Londrina. O instituto tem cerca de 700 funcionários, sendo 111 pesquisadores: 53 mestres e 58 doutores. (AEN)

AGRICULTURA: Estado formaliza incorporação da Claspar pela Codapar

agricultura 02 07 2012A Claspar (Empresa de Classificação do Paraná) foi oficialmente incorporada pela Codapar (Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná) na sexta-feira (29/06). A intenção do governo com a nova empresa – que preservará o nome Codapar – é racionalizar a administração e tornar a empresa sustentável, criando condições para modernizar e ampliar os serviços.

Oficialização - A incorporação foi oficializada durante reunião do Conselho de Administração da Codapar, presidida pelo secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. As duas empresas são vinculadas à Secretaria da Agricultura. A Codapar atua no segmento de armazenagem de produtos agropecuários e mecanização, e a Claspar é encarregada dos serviços de classificação e análises da produção agropecuária, que garantem a qualidade dos produtos. Entre as funções da nova empresa estão a gestão das estradas rurais, corredores de exportação e incrementos no porto seco de Cascavel.

Nova empresa - Segundo Ortigara, não se trata apenas de juntar duas empresas, mas sim de criar uma nova empresa, com custos mais condizentes com a realidade e apta a buscar a eficiência e a competitividade nos serviços prestados.

Desenho - O modelo da nova empresa está sendo desenhado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Entre as medidas previstas está o lançamento de um plano de demissão voluntária, seguido de abertura de concurso público para a contrattação de novos funcionários. Atualmente, as duas empresas, somadas, empregam 484 pessoas.

Desafios - A incorporação visa criar uma estrutura capaz de enfrentar os desafios do agronegócio para as próximas décadas. Segundo Ortigara, a empresa deverá se modernizar e executar novos serviços, como rastreabilidade e certificação de produtos, que são exigências do mercado atualmente.

Disputas - Com a incorporação o Estado também colocará fim a disputas judiciais e trabalhistas que vinham se acumulando na Claspar. A empresa vem perdendo receita desde o início dos anos 2000, quando ocorreram mudanças na legislação federal que trata dos critérios de classificação de produtos. Com a receita em queda, a Claspar não conseguiu honrar seus compromissos, passando a depender do governo do Estado, explicou Ortigara. A ideia é que, com o novo modelo, seja possível sanear o passivo e atuar de forma sustentável, sem depender dos cofres públicos. (AEN)


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