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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2880 | 03 de Julho de 2012

ADAPAR: Garantir alimentos seguros para a população é o nosso foco, afirma Kroetz

O diretor presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, esteve, na manhã desta terça-feira (03/07), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, em visita ao presidente da organização, João Paulo Koslovski. Kroetz estava acompanhado do chefe de gabinete Silmar Burer. A reunião também contou com a presença do assessor da diretoria da Ocepar, Wilson Thiesen. A nova diretoria da Adapar foi empossada no dia 07 de maio. A autarquia foi criada em dezembro de 2011 para executar serviços de fiscalização e inspeção da sanidade agropecuária no Estado, visando modernizar o sistema de defesa sanitária estadual.

Qualidade dos alimentos - De acordo com Kroetz, além de conquistar novos mercados, a Agência visa assegurar alimentos seguros e com qualidade aos consumidores internos. “Nós não podemos pensar na sanidade visando apenas a exportação. O produtor e a indústria tem por obrigação assegurar a qualidade dos produtos que vendem. Cabe ao Estado verificar se eles estão cumprindo essa exigência e se estão adotando as boas práticas de produção e de fabricação e analisar se é possível conceder a certificação ou não”, afirmou. “Temos que desmistificar essa ideia de que só deve ter qualidade o produto que vai ser exportado ou comercializado para longe. Todos os alimentos colocados à venda, seja no município, na região, no Estado, no país ou no exterior, devem ter a mesma qualidade. O alimento seguro para o consumidor brasileiro e paranaense é o nosso foco. Se não é bom para exportar, não é bom para consumir internamente. Nós temos muita clareza sobre essa questão e vamos exigir isso”, acrescentou.

Aftosa – Kroetz também falou sobre o objetivo do Paraná alcançar a condição de área livre de febre aftosa, sem vacinação. Para ele, isso pode acontecer num futuro próximo, mas depende de um conjunto de fatores.   “Esse foi um dos desafios apresentados na criação da agência. Hoje, a vacinação é extremamente importante e é obrigatória em todos os estados, menos Santa Catarina que já conseguiu a liberação. Quando as garantias dadas pela defesa em função dos desafios do ambiente externo e interno não permitem abolir a vacinação, então é melhor que o Estado continue com ela. Para que se alcance o status de área livre sem vacinação é preciso considerar, em primeiro lugar, a robustez da defesa sanitária existente no Estado. Ainda, a qualidade da sua capacidade em gerenciar o risco sem a vacinação. Também é importante saber se isso é economicamente interessante e estrategicamente oportuno. Quando isso acontecer, o Paraná ficará livre da febre aftosa, sem vacinação”, disse. “É um futuro que não está muito distante porque já estamos há muitos anos na condição de área livre da febre aftosa, com vacinação. Mas, no momento oportuno, mudaremos de patamar”, acrescentou.

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SESCOOP/PR: PUC-PR quer criar mestrado sobre cooperativismo

A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) pretende criar um grupo de estudos e desenvolver um curso de mestrado profissional de cooperativismo. A instituição quer contar com a participação da Ocepar no processo de formação do grupo, que envolve ainda a Universidade de Pau et Des Pays de L’adour (França) e a Universidade de San Sebastián (Espanha). O pró-reitor acadêmico da PUC-PR, Eduardo Damião da Silva, reuniu-se na manhã desta terça-feira (02/07), na sede da Ocepar, com o superintendente José Roberto Ricken. Também participaram do encontro os professores Jansen Maia Del Corso e Renato Zancan Marchetti, e o coordenador de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Humberto Bridi. “Viemos trazer essa novidade à Ocepar para que possamos desenvolver projetos de pesquisas, visitas internacionais e diversas ações de consolidação do grupo de estudos. A partir disso, nossa proposta é criar um mestrado profissional de cooperativismo”, afirmou Silva.

Executivos – Segundo o pró-reitor, a PUC-PR também quer oferecer para o Sescoop/PR a possibilidade de desenvolver cursos voltados aos executivos e lideranças do setor. “Podemos organizar eventos de aprimoramento de acordo com o interesse de cada cooperativa. Nos cursos poderemos contar com a presença dos principais gurus internacionais de gestão e administração”, explicou.

Sescoop-PR – O pró-reitor enfatizou a importância do Sescoop/PR para o processo de qualificação profissional do cooperativismo e lembrou que a parceria com a PUC-PR é antiga e consolidada. “O trabalho do Sistema S das cooperativas, investindo na formação continuada e no desenvolvimento das pessoas, dos talentos, explica boa parte do sucesso que o setor vem apresentando no Paraná. A PUC se sente honrada em ser parceira do Sescoop/PR”, concluiu.

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CÓDIGO FLORESTAL: Profissionais das cooperativas discutem nova legislação

O engenheiro agrônomo e assessor da área de meio ambiente da Ocepar, Silvio Krinski, esteve reunido na semana passada com cerca de 80 técnicos de cooperativas de diversas regiões do Paraná para discutir o novo Código Florestal Brasileiro, sancionado pela presidente Dilma Rousseff no dia 25 de maio. Foram realizadas três reuniões: dia 27 de junho, na sede da Coodetec, em Cascavel, com 31 participantes; dia 28, na Cocamar, em Maringá, com 15 participantes, e no dia 29, na Batavo, em Carambeí, com 35 profissionais. Um novo encontro deve acontecer na região Sudoeste, em local e data a serem definidos. Krinski apresentou os principais pontos que compõem a nova legislação e abriu espaço para os técnicos esclarecerem suas dúvidas. “A discussão foi válida e importante. Até então, existiam muitas dúvidas sobre o Novo Código Florestal. O assunto é complexo e o próprio código possui questões divergentes. Mas agora estamos mais preparados para orientar o agricultor”, argumentou o técnico ambiental da Coodetec, Thiago Rafael Sodré.

Próximos caminhos – De acordo com Krinski, esse foi apenas um dos primeiro passos de preparação dos técnicos que atuam no cooperativismo paranaense sobre o tema. De acordo com ele, ainda é preciso aguardar uma definição sobre a Medida Provisória 571/2012, que promoveu mudanças no texto final aprovado no Congresso Nacional e cujas emendas devem ser apreciadas na Câmara Federal. “Haverá ainda a regulamentação das leis ambientais no âmbito dos Estados e estamos salientando a importância da participação das cooperativas nesse processo. Depois, queremos realizar novos treinamentos e publicar uma cartilha para que o agricultor possa entender com detalhes o novo Código Florestal”, disse o assessor da Ocepar. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Coodetec)

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JUCEPAR: Junta Comercial do Paraná comemora 120 anos

A Junta Comercial do Paraná (Jucepar) completou, nesta segunda-feira (02/07), 120 anos de funcionamento com mais de 1,5 milhão de empresas registradas ao longo desse período. A data foi comemorada com um concerto especial da Orquestra Sinfônica do Paraná, no Teatro Guaíra, em Curitiba, seguido de coquetel. O presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, e o coordenador administrativo e vogal na Junta, Claudiomiro Santos Rodrigues, prestigiaram o evento. Na oportunidade, Koslovski ganhou o livro que conta a história da Jucepar.

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HOSPITAL DE CLÍNICAS: Associação dos Amigos do HC promove feijoada beneficente

A Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas promove, no próximo sábado (07/07), no Clube Concórdia, em Curitiba, mais uma feijoada beneficente, com o objetivo de angariar fundos para ajudar o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. Os ingressos custam R$ 60,00, por pessoa, e incluem o livro de receitas “Cozinhando entre amigos III”, buffet de feijoada, saladas, sobremesa, água, refrigerante, cerveja, música ao vivo e avental promocional. Os convites podem ser adquiridos pelo fone (41) 3091-1032 ou pessoalmente no endereço da Associação dos Amigos do HC, na avenida Agostinho Leão Júnior, 336, no bairro Alto da Glória, em horário comercial. 

INTEGRADA: Cooperativa é a mais lembrada pelos nipo-brasileiros, aponta pesquisa

top nikkey 03 07 2012Mais uma vez, a Integrada liderou a pesquisa Top Nikkey como a cooperativa que vem em primeiro lugar na memória dos nipo-brasileiros, moradores de Londrina. O superintendente da Integrada, Jorge Hashimoto, representou a cooperativa na cerimônia de premiação. A pesquisa Top Nikkey avaliou 79 segmentos específicos em 12 categorias de mercado. Neste ano, 558 nipo-brasileiros responderam à pesquisa. As respostas dos entrevistados são espontâneas e refletem a lembrança das marcas associadas aos segmentos pesquisados.

Representatividade - Por mais um ano na liderança de seu segmento, a Cooperativa Integrada conta atualmente com mais de 6,5 mil associados, 20% deles nipo-brasileiros. “A colônia japonesa tem uma representatividade muito forte na agricultura do Paraná, e essa influência também se percebe aqui na região de Londrina. Como a Integrada tem uma presença marcante na região, acaba tendo uma percepção maior nesse público principalmente com relação à assistência técnica e recebimento da produção”, comenta o Superintendente da Integrada, Jorge Hashimoto.

Investimentos - Esse ano, a Integrada está investindo mais de R$ 70 milhões em industrialização de milho e laranja para levar diversificação de renda e agregar valor aos produtos de seus cooperados, ações desenvolvidas para consolidar a empresa como referência no agronegócio paranaense. Para fortalecer a divulgação da marca, a Integrada trabalha com comunicação interna, em uma revista voltada para os associados, além de ações de marketing esporádicas. (Imprensa Integrada)

C.VALE: Seminário orienta 350 jovens sobre o cooperativismo

seminario jovem 03 07 2012Trezentos e cinquenta filhos de associados da C.Vale e Sicredi Vale do Piquiri participaram do 6º Seminário do Jovem Cooperativista, 30 de junho, na Asfuca de Palotina. O evento faz parte das comemorações do Dia Internacional do Cooperativismo, que será celebrado dia 7 de julho. O tema do encontro deste ano foi Cooperativas Constroem um Mundo Melhor. O slogan foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), que declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas.

Palestras - O evento contou com duas grandes palestras. O assessor de crédito da Sicredi, Marcos Marchi, orientou os participantes sobre planejamento financeiro. “Muitos destes jovens vão herdar as propriedades rurais dos pais. Quando isto acontecer é preciso que eles estejam bem preparados, para dar continuidade ao empreendimento”, destacou Marchi.

Conhecimento - O consultor em comunicação, Dado Schneider, disse que os jovens devem aproveitar o conhecimento das pessoas mais velhas. “Estes jovens fazem parte de um sistema maravilhoso que é o cooperativismo. É importante que eles fiquem atentos, pois o mundo exige cada vez mais capacitação e profissionalismo, sem deixar de buscar informações com as pessoas de maior experiência.”

Destaques - Os jovens Solange e Gilson Lussani destacam os pontos do seminário. “Não devemos ficar estagnados no tempo. Temos que sair da nossa zona de conforto e correr atrás dos nossos objetivos, até porque o mundo está sempre em mudança e trazendo muitas informações”, disse Solange. “O encontro serviu para mostrar que devemos poupar, estar motivados e traçar um planejamento para realizar os nossos sonhos”, completou Gilson Lussani.

Qualificação - O presidente da Sicredi Vale do Piquiri, Jaime Basso, explica que as cooperativas estão preocupadas em qualificar os jovens. “Quanto mais pudermos envolver os jovens para conhecerem o cooperativismo e entenderem a cooperação como fundamental para o desenvolvimento da sociedade, com certeza nós estaremos preparando pessoas para o futuro.”

Programa - O Seminário do Jovem Cooperativista faz parte do programa de qualificação pessoal e profissional tanto dos associados da C.Vale, como da Sicredi e de seus familiares.  Para o presidente da C.Vale, Alfredo Lang, o seminário serviu para sensibilizar os jovens sobre a importância do cooperativismo. “Embora este público tenha uma enorme quantidade de informações, sempre é importante que eles sigam os exemplos dos avós e dos pais, para que possam trilhar suas vidas. Isto também mostra a importância do cooperativismo na vida econômica e social das pessoas”, finalizou Lang. (Imprensa C.Vale)

COPAGRIL I: Dia de Campo sobre milho safrinha apresenta potencial de vários híbridos

Dia de Campo milho safrinha 03 07 2012A Cooperativa Agroindustrial Copagril promoveu, no dia 29 de junho, em sua Estação Experimental, localizada em Marechal Cândido Rondon, mais uma edição do Dia de Campo sobre milho safrinha. A edição 2012 apresentou aos visitantes o potencial de aproximadamente 50 híbridos de milho, entre convencional e transgênico, disponíveis no mercado atualmente. Os produtores e visitantes receberam ainda orientações técnicas sobre as normas de coexistência e área de refúgio e aplicação de fungicidas na cultura do milho. Também foram apresentadas as variedades de pastagens cultivadas na Estação Experimental.

Máquinas - A área de máquinas da cooperativa esteve presente no evento com a exposição de algumas das máquinas e equipamentos comercializadas pela Copagril, considerando que são de grande importância para o efetivo desenvolvimento das atividades agrícolas, uma vez que a cada dia a tecnologia avança tornando o trabalho no campo cada vez mais prático.

Outros temas - Assuntos como Tecnologia de Aplicação, Prosolo, Agricultura de Precisão e outros também foram abordados no evento. (Imprensa Copagril)

COPAGRIL II: Realizado Seminário Anual de Produtores de Leite no Mato Grosso do Sul

seminario MS 03 07 2012A Cooperativa Agroindustrial Copagril que, além do Oeste do Paraná atua também no Mato Grosso do Sul, realizou, nos dias 28 e 29 de junho o Seminário Anual de Produtores de Leite, reunindo os associados dos municípios de Mundo Novo, Eldorado e Itaquiraí.O evento teve como objetivo apresentar os resultados de 2011 e as projeções para 2012, bem como repassar informações importantes relacionadas ao atual cenário do setor leiteiro.

Palestras - No primeiro dia, o evento aconteceu na cidade de Sete Quedas e os produtores da região participaram das palestras que tiveram como tema: “Como Produzir Leite com Qualidade” e “Produzindo Volumoso com Quantidade e Qualidade”. Ao final, concorreram a brindes. No segundo dia, o evento aconteceu na região de Eldorado e Itaquiraí, onde os produtores receberem a mesma programação.

Segundo evento - De acordo com o gerente do Departamento de Produção Pecuária da Copagril, Udo Herpich, este é o segundo ano que a Copagril está reunindo os produtores de leite do Mato Grosso do Sul para um seminário. “Pesquisas mostram que o mundo deverá consumir mais leite nos próximos anos. O consumo mundial de leite e de seus derivados líquidos deve crescer 30% até 2020. Diante disso, a Copagril está repassando aos produtores informações e orientações técnicas referente manejo, sanidade e produtividade, além do constante acompanhamento técnico, para que seja possível aumentar a oferta de leite produzido, melhorar a qualidade da produção, o que consequentemente, resultará em maior remuneração ao produtor”. Udo salientou ainda que os cuidados na ordenha, na alimentação, reprodução, manejo e higiene do rebanho são fatores que fazem a diferença na hora de garantir melhor qualidade, produtividade e rentabilidade na atividade leiteira.

Produção no Mato Grosso do Sul - Números relativos a 2011 revelam que a produção leiteira no Estado do Mato Grosso está numa crescente.  A Copagril/Frimesa, em 2011, recebeu 48 milhões de litros de leite, sendo que destes, 30% foram produzidos pelos produtores daquele Estado. Atualmente, no Mato Grosso do Sul, 956 produtores de leite destinam seu produto à Copagril/Frimesa. A região tem grande potencial de desenvolvimento na atividade de produção de leite, em quantidade e qualidade. (Imprensa Copagril)

COPAGRA: 2ª reunião com os produtores de mandioca será dia 20 de julho

A Cooperativa Agroindustrial do Noroeste Paranaense (Copagra) realiza no dia 20 de julho, às 19h30, na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Querência do Norte, a 2ª reunião com os mandiocultores do Noroeste Paranaense. O evento, organizado pela Unidade da Cooperativa no município, tem como objetivo difundir informações, apresentar alternativas de cultivo, novas tecnologias disponíveis e incentivar a produção. A organização espera receber mais de 100 agricultores. Para incentivar a participação, técnicos e gerentes da Copagra estarão explanando sobre assuntos como comercialização, perspectivas de mercado, recebimento de produção. Pelo caráter de informal, a 1ª reunião, realizada no dia 21 de junho, em Terra Rica, recebeu mais de 50 produtores que aproveitaram o momento para também se confraternizarem. (Imprensa Copagra)

 

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LAR: Supermercadistas realizam encontro mensal em Medianeira

A Apras-Oeste (Associação Paranaense de Supermercadistas) reuniu fornecedores e supermercadistas na sexta feira (29/06), no Clube União, em Medianeira. O encontro teve o apoio da Frimesa, Lar, Ninfa e Spaipa Coca-Cola. Na abertura, o presidente da Apras – Oeste, Genésio Pegoraro, ressaltou o trabalho desenvolvido em benefício da classe. De acordo com ele, os encontros realizados mensalmente em um município da região tem aproximado fornecedores e supermercadistas, melhorando o relacionamento comercial das classes. Pegoraro também convidou todos para a Feira Supermercadista que acontecerá em Cascavel nos dias 11 e 12 de setembro.

Relação importante – O presidente da Frimesa, Valter Vanzella, falou em nome dos patrocinadores da noite e ressaltou a importante relação entre indústria, supermercadistas e o varejo como uma via importante na colocação dos produtos ao consumidor. O convidado especial e palestrante do evento foi o senador Álvaro Dias e Vanzella aproveitou a oportunidade, onde elencou várias ações importantes do setor cooperativista, até pela proximidade da data em que é comemorado o Dia Internacional do Cooperativismo – dia 07 de julho.

Fundamental - “O cooperativismo na região é fundamental. Em todos os municípios há associados”. Vanzella lembrou o senador que ,quando ele era governador, o que muito se buscava era a geração de empregos e hoje busca por mão de obra é constante na região. Ele ressaltou ainda questões ligadas à guerra fiscal entre os Estados e a lei das transportadoras, “Essas leis que vem de sopetão nos tiram do sério”. O presidente da Frimesa encerrou sua fala pedindo atenção dos políticos em todas as esferas.

Acime – O presidente da Acime (Associação Comercial e Empresarial de Medianeira) e representante da Ninfa, Ricardo Zadinello , destacou a importância da parceria e do encontro dos setores, que resulta em interesses comuns e crescimento mútuo.

Indignação - O senador Álvaro Dias lembrou que politicamente é oposição ao atual governo federal e fica contente ao ver que o povo tem indignação, como a citada pelo presidente Valter Vanzela. O senador criticou a falta de reforma tributária; o presidencialismo forte que impera; o imediatismo nas ações; a arrecadação de tributos que é de 37% do Produto Interno Bruto. “Critico a falta da reforma econômica pois a última que foi feita, foi o Plano Real. É preciso uma mudança no conceito de gestão pública, que esteja voltada para o desenvolvimento”, concluiu.

Lar - A Cooperativa Lar esteve representada no encontro pelas Divisões de Alimentos e Logística e foi condecorada com a distinção do encontro. O gestor de Compras Jair Pereira da Costa partilhou a honraria com o senador. (Imprensa Lar)

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UNIMED CURITIBA: Cooperativa é finalista do prêmio "Profissionais do Ano" da Rede Globo

O comercial "Euler", criado para divulgar o plano Flex Empresarial da Unimed Curitiba, está entre os cinco melhores do sul do Brasil. A propaganda, veiculada no ano de 2011, concorre com "Bah" da cerveja Apolar - Ambev, "Cabeças de Caixa" da escola de inglês You Move, "Dia dos Fuzarkas" das lojas Renner e "Obeliscos" da agência de turismo View Friendly. O resultado será divulgado em premiação marcada para o dia 8 de agosto. (Imprensa Unimed Curitiba)

TRABALHO: MTE promove seminário sobre cooperativismo e economia solidária

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), como membro integrante do Conselho Nacional de Economia Solidária (CNES), participa nesta terça e quarta-feira (03 e 04/07) da XIII Reunião Plenária do CNES, no auditório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília (DF).

Formato - O encontro tem o formato de seminário, com o tema “Pensando o Direito: marco jurídico do cooperativismo e economia solidária”. O painel “Sistema tributário do cooperativismo e da economia Solidária: ato cooperativo, supersimples e o adequado tratamento tributário das sociedades cooperativas e da economia solidária”, coordenado pelo MTE, terá a participação do Assessor Jurídico da OCB, Adriano Alves.

Marco jurídico - “O evento pretende promover o diálogo acerca do marco jurídico do cooperativismo e da economia solidária no campo tributário, desmistificando a diferença existente entre o regime tributário conferido às cooperativas e o regime tributário conferido às organizações empresariais optantes pelo Supersimples”, explica Adriano.

Outros temas - Outros temas que serão discutidos durante o seminário são: “O Estado da Arte e a realidade jurídica dos empreendimentos econômicos solidários e do cooperativismo no Brasil”; “Agenda Legislativa da Economia Solidária: encaminhamentos do Projeto de Lei da Política Nacional de Economia Solidária”; “Fortalecimento institucional, composição e funcionamento do CNES”; “Comitê de Acompanhamento das Ações Integradas de Economia Solidária para o Desenvolvimento Local e Territorial Sustentável e Superação da Pobreza Extrema”; “Resoluções do Comitê do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário” e “Plano Brasil Justo e Solidário”. (Informe OCB)

MERCOSUL: Brasil assume, oficialmente, a presidência pro-tempore da RECM

Brasil e Argentina oficializaram a transmissão da presidência pro-tempore da Reunião Especializada de Cooperativas do Mercosul (RECM), que será exercida durante o segundo semestre de 2012. A solenidade aconteceu durante a XXIX Sessão Plenária da RECM, realizada no último dia 25 de junho, em Buenos Aires, Argentina.

Assinatura - A assinatura do documento coube ao Departamento Nacional de Cooperativismo e Associativismo Rural do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Denacoop/Mapa), representado pelo senhor Luís Lesse Moura Santos. A presidência pro-tempore da Argentina (PPTA) fez um balanço das principais ações durante seu mandato, com ênfase à definição e responsabilidade dos representantes indicados para coordenar os Grupos de Trabalho responsáveis pelo desenvolvimento dos cinco objetivos estratégicos que nortearão o Plano de Ação da RECM 2011-2014.

Atuação conjunta - A PPTB da RECM será exercida pelo Denacoop, em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/MTE), por meio de atuação conjunta e decisão colegiada entre os representantes governamentais, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (UNISOL) e a União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES). “À OCB coube a responsabilidade de coordenar o tema ‘Minimizar as interferências produzidas pelas mudanças em governos’, previsto no Plano de Ação 2011/2014”, comentou a analista de Relações Institucionais da Organização, Patricia Rocha, que esteve presente à reunião e acompanhou as decisões do grupo dirigente.

Assuntos - Outros assuntos debatidos na Sessão Plenária foram: mecanismos para desenvolvimento de projetos no campo do cooperativismo, em particular no que se refere à harmonização de aspectos legislativos e implementação de políticas públicas efetivas; avanços no ambiente político-institucional; promoção da liberdade de circulação e instalação de cooperativas na região; e sensibilização dos governos para a importância da criação de um marco regulatório em prol do desenvolvimento econômico e social das cooperativas do Mercosul.

Seminário - Ao final da Sessão Plenária, foi realizado o seminário Balanço Social Cooperativo, com o objetivo de empreender uma grande jornada de sensibilização sobre o tema. “Os palestrantes afirmaram que o Balanço Social Cooperativo é um importante instrumento de gestão sócio-econômica, que permitirá às cooperativas medir a própria desenvoltura e prestar contas aos associados e a todos os grupos de interesse sobre as atividades realizadas, aproximando o cumprimento efetivo de metas e performance com os valores e princípios cooperativistas”, resumiu Patrícia.

Próxima reunião - A próxima reunião plenária da RECM, já sob a presidência brasileira, está prevista para agosto durante o Seminário de Gênero, em Porto Alegre/RS. (Informe OCB)

ABRASEM: Mercado de sementes bate recorde

Estimulada pelo avanço dos transgênicos no país, a produção de sementes certificadas cresceu 23% na safra 2011/12, encerrada no último fim de semana. Segundo o balanço anual da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), obtido com exclusividade pelo Valor, as sementeiras produziram mais de 2,99 milhões de toneladas no período - um recorde.

Garantia de procedência - As sementes certificadas são aquelas produzidas para o mercado, com garantia de procedência, parâmetros de qualidade e cobrança de royalties pelas tecnologias nelas embarcadas. No Brasil, disputam espaço com as chamadas sementes "salvas", guardadas pelos próprios produtores rurais de uma safra para outra, uma prática ainda legal.

Números - Os agricultores usaram 1,66 milhão de sementes certificadas na safra 2011/12, um aumento de 22% sobre a temporada anterior. O número ainda está distante do pleno potencial do mercado brasileiro, estimado pela Abrasem em 2,55 milhões de toneladas na última temporada. Mesmo assim, sua participação vem crescendo ano após ano - na última safra, avançou 3 pontos percentuais, a 65,1% de todas as sementes cultivadas no país. Foi a maior taxa de utilização já registrada no Brasil.

Culturas - Juntas, as culturas de milho, soja e algodão representam mais de 77% do mercado brasileiro de sementes. Na última temporada, o cultivo de híbridos com certificação de origem cresceu 44%, para 281,2 mil toneladas. Sua participação no plantio total da safra aumentou de 87% para 91%.

Participações - O plantio de sementes certificadas de soja cresceu 23,5%, para 1 milhão de toneladas. Sua participação saltou de 64% para 67% do total cultivado. Já o uso de sementes comerciais de algodão avançou 7,7%, para 11,48 mil toneladas - de 51% para 55% do total.

Transgenia - Segundo o presidente da Abrasem, Narciso Barison Neto, o crescimento do mercado brasileiro de sementes é impulsionado pelo rápido avanço na adoção da transgenia no país. "Há uma relação direta entre a introdução da biotecnologia e o uso de sementes certificadas. À medida que o conteúdo tecnológico da semente aumenta, o produtor passa a enxergar mais valor nesse insumo", explica.

Liberações - Liberados oficialmente apenas em 2005, os transgênicos já representam 80% das sementes de milho, 60% das de soja e 55% das de algodão vendidas no país, segundo a Abrasem. Até o início da década passada, as sementes certificadas eram responsáveis por apenas 70% do milho, 55% da soja e 30% do algodão plantados no país.

Recuperação - Barison lembra, porém, que a adoção dos transgênicos de modo ilegal, antes da aprovação da Lei de Biossegurança (2005), estimulou o uso de sementes "piratas", principalmente no Sul do país. "No Rio Grande do Sul, apenas agora estamos recuperando os níveis registrados no fim dos anos 1990".

Taxa de utilização - O presidente da Abrasem afirma que a taxa de utilização das sementes certificadas está perto de alcançar todo o potencial do mercado de milho, mas ainda tem espaço para crescer nas principais culturas. Em até cinco anos, sua participação deve chegar a 90% na soja e 70% no algodão, prevê.

Movimentação - Na última safra, o mercado brasileiro de sementes movimentou cerca de R$ 4 bilhões, segundo estimativa da Abrasem. Apesar do crescimento de 14% em relação à safra anterior (R$ 3,5 bilhões), trata-se de uma fatia ainda pequena do mercado mundial, estimado em cerca de US$ 37 bilhões (R$ 74 bilhões) pela organização ISAAA.

Valor - Contudo, esse valor deve crescer de modo mais acentuado nos próximos anos, diante do aumento esperado dos royalties pagos à indústria de biotecnologia, que deve lançar uma gama de novos transgênicos no país já a partir da safra 2012/13.

Novas variedades - Só a Monsanto, que deve lançar suas novas variedades de soja geneticamente modificadas, pretende ampliar em cinco vezes a taxa cobrada pelo uso de sua tecnologia, que promete aumentar a produtividade das lavouras. "Desde que os primeiros transgênicos de milho foram lançados no país, há quatro anos, o preço das sementes de ponta quintuplicou", afirma Barison. (Valor Econômico)

SOJA: Exportações aumentam 16% em junho

As exportações brasileiras de soja cresceram 16% em junho em relação ao mesmo período de 2011, para US$ 2,59 bilhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Ao todo, o país embarcou pouco mais de 4,84 milhões de toneladas no mês, um aumento de 6,3% na mesma comparação. A média diária de exportação da commodity foi de US$ 129,6 milhões, aumento de 21,9%. Em volume, a média cresceu 11,6%, para 242,1 mil toneladas. Já o preço médio avançou 9,2%, para US$ 535,4 por tonelada.

Derivados - Já a exportação de derivados sofreu uma retração. No mês, o país exportou US$ 534,9 milhões em farelo e US$ 169,1 milhões em óleo de soja, quedas de 17,97% e 27,2%, respectivamente. Os volumes embarcados caíram 26,78%, para 1,23 milhão de toneladas, no caso do farelo, e 23,3%, para 169,1 mil toneladas, no caso do óleo. O preço médio diário do farelo foi de US$ 433,2 por tonelada — curiosamente, inferior ao do produto in natura —, aumento de 11,9%. Já o do óleo de soja caiu 5%, para US$ 1.187 por tonelada. (Valor Econômico)

SAFRA 2012/13: Agricultura familiar terá plano de R$ 22 bi

A partir da safra 2012/13, que começa oficialmente em julho, os produtores familiares terão um limite de endividamento definido pelo governo como forma de controlar a inadimplência. A medida faz parte do novo Plano de Safra da Agricultura Familiar, que será anunciado nesta quarta-feira (04/07) no Palácio do Planalto.

Teto -Depois de anos de discussão, o governo decidiu criar um "teto para o endividamento", em razão das frequentes renegociações anuais. A partir de agora, as dívidas com custeio não poderão ultrapassar R$ 160 mil, sendo que o teto de contratação por safra é de R$ 80 mil. Para investimentos, o limite será de R$ 200 mil, com autorização de R$ 130 mil por safra por produtor. "Se o agricultor ultrapassar os limites impostos, ele será impedido de contratar novas linhas", disse uma fonte que participou do plano.

Recursos - O valor do plano safra para agricultores familiares é de R$ 22,3 bilhões em recursos, 39,4% maior em relação aos R$ 16 bilhões da safra passada. Seguindo o exemplo do programa para a agricultura empresarial, os juros também foram reduzidos, de 4,5% para 4%, voltados apenas para as operações de custeio acima de R$ 20 mil. No restante das operações, as taxas continuam as mesmas com variação de 1% a 4%. O governo acredita que com o pacote, mais produtores serão beneficiados com juros mais baixos, prazos de quitação maiores e descontos para o pagamento antecipado da dívida.

Limite - Devido ao ganho de produtividade e aumento de renda nos últimos anos, o limite de renda bruta para enquadramento do produtor como agricultor familiar no Pronaf, hoje em R$ 110 mil por ano, vai passar para R$ 130 mil. O teto do crédito de custeio para a agricultura familiar aumentará de R$ 50 mil para R$ 80 mil. No chamado "Pronaf B", usado por agricultores com renda de até R$ 6 mil anuais, o limite de custeio passará a ser de R$ 10 mil.

Pronaf Mulher e Jovem - O Pronaf Mulher, linha para o financiamento de investimentos de propostas de crédito para a agricultora, passará de R$ 50 mil para R$ 130 mil por safra. Com uma proposta parecida, o Pronaf Jovem, que financia jovens agricultores, aumentará de R$ 12 mil para R$ 15 mil. A linha para compras de máquinas e equipamentos usados que possuía limite de R$ 30 mil e sete anos de uso do equipamento também foi alterada. Agora, cada agricultor poderá usar R$ 40 mil para compra de equipamentos de até dez anos de uso. (Valor Econômico)

MAPA: Governo libera milho para venda em balcão

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), já autorizou o início da venda em balcão de milho para os municípios amparados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A região foi atingida pela estiagem e a medida visa amenizar os prejuízos causados aos criadores locais.

Parâmetros - Portaria Interministerial nº 601, foi publicada no Diário Oficial da União, em edição extra, no dia 29 de junho, estabelece os parâmetros para a liberação de milho em grãos dos estoques públicos, com a concessão de subvenção econômica, em razão da seca.

Total disponibilizado - Ao todo, serão disponibilizadas 400 mil toneladas do produto. O limite de aquisição por beneficiário é de até três mil quilos e o preço será de R$ 18,12 por saca de 60kg. De três mil e um quilos até sete mil quilos o preço é de R$ 21,00 por saca de 60kg e de sete mil e um até 14 mil quilos, o preço será de R$ 24,60 por saca de 60kg. O enquadramento do beneficiário para a definição do limite de aquisição e do preço será com base na informação prestada no Sistema de Cadastro Técnico/Programa de Vendas em Balcão da Conab.

Estados do Sul - Além das medidas para a região da Sudene, a portaria inclui o estado do Paraná como beneficiário junto com o Rio Grande do Sul e Santa Catarina (ambos estão amparados pela portaria nº 144). Também  foi ampliado o limite de seis toneladas para 27 toneladas, mantendo o preço de R$ 21 a saca de 60Kg.

Quem é beneficiado pela medida - Avicultor, suinocultor, bovinocultor, caprinocultor e ovinocultor; cooperativas de criadores de aves, suínos, bovinos, caprinos e ovinos, situados e com atividade nos municípios amparados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). (Mapa)

 

Clique aqui e confira a portaria na íntegra

 

 

CLIMA: Lazinski avalia condições climáticas de junho e próximas tendências

As precipitações ocorridas ao longo de junho continuaram apresentando uma melhor distribuição, na maior parte do centro-sul do Brasil, favorecidas principalmente pela transição do fenômeno climático “La Niña”, para uma situação de neutralidade climática ao longo do último mês. As precipitações ainda continuaram apresentando uma distribuição um pouco irregular, intercalando períodos com volumes elevados, como o início de junho e períodos maiores onde praticamente não ocorreram chuvas, como observado no final do mês. A umidade no solo vem se mantendo em níveis muito bons e favorecendo o desenvolvimento das lavouras. No Paraná, as precipitações ficaram acima da média em praticamente todo o estado. A diminuição das chuvas nos últimos dias vem favorecendo a colheita das lavouras de milho safrinha.

Temperaturas - As temperaturas observadas ficaram dentro da média esperada para a época do ano, mas apresentaram dois períodos com comportamentos bem distintos. Durante a primeira quinzena de junho, as temperaturas ficaram abaixo da média, devido à entrada de massas de ar frias que causaram quedas acentuadas de temperaturas e formação de geadas em boa parte do sul do Brasil. Os dias 07 e 08 de junho foram os mais frios do mês, inclusive com formação de geadas em parte do oeste do Paraná, Paraguai e Mato Grosso do Sul.  Já na segunda quinzena de junho, com a diminuição das precipitações, observamos uma elevação das temperaturas, que ficaram acima da média durante este período.

Transição - Durante o mês de junho, observamos a transição do fenômeno climático “La Niña”, para uma situação de neutralidade climática. A temperatura das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial mais ao leste mantiveram-se mais aquecidas que o normal, próximo à costa da América do Sul e Pacífico Central, aumentando a área em relação ao mês anterior, indicando o retorno do fenômeno climático “El Niño” para os próximos meses. Os prognósticos dos modelos climáticos globais vem mantendo a tendência dos últimos meses, sinalizando para o retorno do “El Niño” a partir do final do inverno e início da primavera.

Precipitações - Conforme indicam os modelos de previsão climática para o centro-sul do Brasil, durante os próximos meses deveremos continuar observando precipitações entre a média e acima do normal para a época do ano, sendo que, a partir da primavera, as chuvas devem ser mais abundantes, acima da média e melhor distribuídas. A umidade no solo não deve apresentar deficiência hídrica, mantendo as condições normais no decorrer dos próximos meses, favorecendo o bom desenvolvimento das lavouras.

Amplitude térmica -  As temperaturas continuam apresentando maior amplitude térmica, intercalando períodos um pouco mais quentes, com quedas acentuadas de temperatura, devido a incursões de massas de ar frio que chegam com maior intensidade durante o inverno. A chance de ocorrência de geada é grande no Paraná, principalmente no centro-sul. (Luiz Renato Lazinski / MeteorologistaInmet/Mapa)

OPINIÃO: Muito ou pouco?

Por Roberto Rodrigues (*)

O melhor resultado da Rio+20 foi o fato de o tema sustentabilidade se tornar objeto de conversas e debates no mundo todo. Mesmo quem não entendia nada sobre isso foi obrigado a conhecer um mínimo, dada a ampla exposição, pela mídia, dos assuntos relacionados.

Por isso, de agora em diante qualquer pessoa terá a sustentabilidade no seu radar.

E o pior resultado foi a não discussão, em termos adequados - isto é, em profundidade - da complexa questão da mudança do modelo de consumo.

Os ricos não querem diminuir seus padrões de vida e de consumo, e os pobres querem ficar iguais aos ricos. Isso será claramente insustentável e constituirá o grande desafio da humanidade: mudar os hábitos. E quanto custará isso? Ou melhor, o que custa isso?

Custa votos, milhões de votos pelo mundo todo e nenhum governo está disposto a perder votos.

Sobretudo no quadro da crise em que estamos metidos, na qual as dificuldades dos governos em gerar empregos - ou em pelo menos manter os atuais -, em conseguir investimentos produtivos, em ampliar o comércio internacional, em controlar a inflação (cuidando da moeda e do câmbio) e ainda seguir crescendo são as grandes batalhas no interior de cada país.

Até porque, não logrando isso, os governos perderão as próximas eleições para as oposições, como na França.

Por outro lado, a ambição inicial de uma monumental reunião como essa que a ONU organizou no Rio na semana passada é muito grande. Criou-se uma expectativa impossível de ser atingida.

Imaginemos essa ambição representada graficamente por um grande círculo, digamos, de dois metros de diâmetro. Aí vem um país e corta um pedaço do círculo; outro corta outro pedaço, um bloco de países articulados tira um naco maior, e assim, aos poucos, o círculo vai diminuindo, diminuindo.

Como o resultado final só pode ser obtido por consenso, ele acaba representado por um mínimo múltiplo comum pequenino, um anelzinho de dois ou três centímetros de diâmetro.

É claro que todo mundo que esperava um final negociado de pelo menos um metro de diâmetro (na nossa imagem gráfica) vai achar o resultado pífio, insuficiente.

É mesmo muito difícil o atual modelo das negociações multilaterais, e ele está sendo questionado. Afinal, de repente um grupo de países pequenos inibe uma decisão tomada pela grande maioria.

Mas por trás disso tudo está um item que tenho discutido neste espaço: o que falta mesmo são líderes de envergadura global. Falta quem tenha uma visão estratégica planetária para conduzir as negociações e apontar uma direção.

A morna discussão que deu origem ao documento final "O Futuro que Queremos" mostra isso: faltou comando! Felizmente, o Brasil se destacou nas discussões e deu o tom melhor possível ao acordo que, na verdade, joga as decisões para a frente. Para outros negociadores, inclusive.

E a agricultura? A versão final do documento em inglês tem 24.163 palavras. E a palavra "agricultura" aparece somente seis vezes (uma delas na digitação por extenso do nome da FAO). Só seis vezes! E todas elas acompanhadas do adjetivo "sustentável".

É muito pouco para um dos setores mais importantes do mundo para tratar do combate à pobreza, para resolver a segurança alimentar, para preservar recursos naturais, para se preocupar com a água etc.

Muito pouco. A palavra "rural" aparece mais vezes, 20 no total, mas sempre se referindo a algo ligado ao campo: mulher rural, comunidade rural, área rural, infraestrutura rural, desenvolvimento rural, pobreza rural. Tudo em tese, nada concreto.

E uma novidade: a palavra cooperativa aparece três vezes, embora apenas uma vez como cooperativa agrícola. Esse é o documento da ONU, a mesma instituição que nomeou 2012 como o "Ano Internacional do Cooperativismo"? Muito ou pouco?

Bem, isso é página virada. Agora, vamos trabalhar para valer na construção de um moderno Código Agroambiental. Aí teremos nossa própria estratégia de desenvolvimento sustentável, a Brasil 21.

(*) Roberto Rodrigues é coordenador do Centro de Agronegócio da FGV e professor do Departamento de Economia Rural da Unesp-Jaboticabal. Foi ministro da Agricultura (governo Lula). Escreve aos sábados, a cada duas semanas, na versão impressa de "Mercado" do Jornal Folha de SP.


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