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Sistema Ocepar - Paraná Cooperativo - Informe Diário

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 2881 | 04 de Julho de 2012

IAPAR 40 ANOS: Ocepar é homenageada em solenidade de aniversário

04072012-IMG 1155 SmallA Ocepar foi uma das entidades homenageadas durante a solenidade de aniversário dos 40 anos do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), ocorrida na última sexta-feira (29/06), em Londrina. A organização foi representada pelo assessor da diretoria, Guntolf van Kaick. Além de homenagens a parceiros e colaboradores, a programação do evento contemplou lançamento de livros, novas variedades e do curso de pós-graduação em agricultura conservacionista.

Papel relevante - “A agricultura paranaenses se modernizou e cresceu significativamente em termos de produção e produtividade. E, sem dúvida, o Iapar, nessas quatro décadas de existência, teve papel relevante na geração de novas tecnologias utilizadas pelos nossos agricultores. Se o Paraná é considerado estado modelo na adoção tecnológica, em muito devemos a este instituto e seus colaboradores com suas inúmeras pesquisas e experimentações desenvolvidas”, afirma o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski. “Sempre parceiro das ações desenvolvidas por nossas cooperativas agropecuárias e entidades de pesquisa do setor, permitiu que a transferência tecnológica pudesse chegar até as mãos dos agricultores cooperados e assim ajudar o estado a bater recordes sucessivos de produtividade e produção. Torcemos para que no âmbito do governo haja sensibilidade para continuar investindo em pesquisa, especialmente em institutos como o Iapar, que pode oferecer acesso tecnológico a milhares de agricultores, não só paranaenses como brasileiros. Em nome do sistema cooperativista paranaense nossos parabéns pelos quarenta anos de expressivo e importante trabalho prestado aos nossos agricultores e cooperados”, completou. 

MÍDIA: Reportagem da Folha de Londrina destaca cooperativismo no Norte Pioneiro

A atuação das cooperativas Integrada e Sicredi é destaque na reportagem publicada nesta quarta-feira (04/07), no caderno Norte Pioneiro da Folha de Londrina. Além de apresentar dados sobre os investimentos do cooperativismo na região, a matéria traz depoimentos de cooperados que salientam as vantagens do sistema cooperativista e reforça ainda que 2012 foi declarado pela Organização das Nações Unidas como Ano Internacional das Cooperativas. Clique nos links abaixo para conferir os textos na íntegra.

Integrada está presente em 22 municípios

Juntos somos mais fortes, diz produtor

Sicredi planeja novas unidades

Para cooperados serviços “são mais humanos”

2012 é o ano das cooperativas

FÓRUM 10 PARANÁ: Comitê executivo aprecia proposta de inovação para o Estado

Membros do Comitê Executivo do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira (04/07), na sede da Ocepar, em Curitiba, para apreciar uma proposta na área de inovação destinada à aplicação no Estado. “O documento define ações prioritárias para investimento público e privado em atividades inovadoras”, explica o superintendente adjunto da Ocepar, Nelson Costa. O pré-projeto foi elaborado por profissionais da Federação da Indústria do Estado do Paraná (Fiep), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) e Sebrae. A apresentação do conteúdo foi feita pelo diretor executivo do Centro Internacional de Inovação da Fiep, Filipe Cassapo. A proposta será levada aos presidentes das entidades que integram o Fórum Futuro 10 em reunião que deverá ser realizada no início de agosto, para que possa ser referendada. 

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COCAMAR I: Diretoria faz reuniões com cooperados

A diretoria da Cocamar iniciou na noite desta terça-feira (03/07), por Maringá, uma série de 41 reuniões com os cooperados, em seus municípios, para prestação de contas do primeiro semestre e apresentação de projeções para o segundo. Só nesta quarta-feira (04/07) são seis, em Ivatuba, Paiçandu, Floresta, Nova Esperança, Paranacity e Atalaia. Os eventos só terminam no dia 11, o último deles com o quadro de colaboradores, em Maringá. (Imprensa Cocamar)

 

Pre assembleia Cocamar julho 04 07 2012

COCAMAR II: Contrato de citricultor com a cooperativa protege contra a crise

Os produtores de laranja das regiões norte e noroeste do Paraná que firmaram contrato com a Cocamar, estão protegidos da crise que castiga o setor. Eles têm assegurados US$ 4,80 pela caixa de 40,8 quilos na safra em andamento e US$ 4,60 nos próximos dois anos. “O valor não é o desejado mas está dentro do razoável, levando em conta as atuais circunstâncias”, afirma o citricultor Rogério Magno Baggio, cuja propriedade em São Carlos do Ivaí, na região de Paranavaí, deve totalizar uma colheita de 380 mil caixas. 

Preço em queda - Com o excesso de oferta este ano, somado aos problemas ocorridos nos principais mercados internacionais, a cotação do suco  despencou e quem não tem contrato está vendo os frutos apodrecerem no pomar, pois os compradores sumiram. Nos últimos 12 meses, a cotação do suco concentrado recuou 37,8%.

Sobra - A crise estourou depois que as indústrias integrantes da CitrusBR (entidade que reúne as gigantes Citrosuco/Citrovita, Cutrale e Louis Dreyfus) estimaram uma sobra de 84 milhões de caixas na safra deste ano. Enquanto a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) de São Paulo projeta uma produção de 365 milhões de caixas, o setor industrial já disse que só vai processar 247 milhões porque os estoques estão cheios e o momento do mercado, lá fora, é desfavorável. Por outro lado, o comércio de laranja in natura absorve apenas 34 milhões de caixas. Para a Associação Nacional dos Exportadores de Suco Cítrico, mais de três milhões de toneladas de laranja deixarão de ser colhidas.

Dólar- Rogério Baggio afirma que o preço garantido em contrato ainda permite remuneração, especialmente porque a cotação do dólar subiu nos últimos meses. “Ganha quem tem escala e produtividade”, cita Baggio, lembrando que a situação da maioria dos citricultores paranaenses é melhor do que a dos paulistas, pois os pomares são mais novos e conduzidos com melhor tecnologia. Segundo ele, os custos da atividade são altos pois a cultura exige investimentos e especial atenção contra doenças. “É um negócio que precisa ser levado de forma empresarial”, conclui.

Problemas - Além de o Brasil estar colhendo uma grande safra, há dificuldades de comercialização do suco surgidas em função da crise na Europa e também por restrições impostas pelos EUA após a constatação de resíduos de Carbendazin (um fungicida proibido naquele país). Não bastasse, falta espaço para estocar suco – o que faz com que as indústrias deixem de comprar a fruta no portão (de produtores sem contrato). As processadoras estimam 335 mil toneladas de suco estocadas.

Safra - O engenheiro agrônomo Robson Ferreira, coordenador de culturas perenes da cooperativa, projeta a safra de laranja deste ano, nas duas regiões, em cerca de 8,6 milhões de caixas de 40,8 quilos, sendo que 65% desse volume serão colhidos em Paranavaí e municípios vizinhos. Se confirmada, a produção vai ser praticamente igual a de 2011 - a maior de todos os tempos. A Cocamar vendeu este ano sua indústria de sucos concentrados em Paranavaí para a Louis Dreyfus Commodities, da qual é parceira. (Imprensa Cocamar)

COAGRU: Cooperativa apoia Projeto Atleta do Futuro

Com o foco na prática esportiva em suas diversas formas de manifestação, a Administração Municipal de Ubiratã lançou o Projeto Atleta do Futuro, em parceria com a Coagru, Academia Boa Forma e com o Sesi. Inicialmente esta atendendo cerca de 400 crianças e adolescentes que são assistidas pelos projetos sociais de algumas creches e entidades. No uso da palavra, as autoridades presentes enalteceram a importância desse projeto para a formação dos futuros cidadãos que vão ser responsáveis pela continuidade do desenvolvimento municipal. O diretor presidente da Coagru, Áureo Zamprônio, disse que a parceria simboliza os propósitos sociais da cooperativa. “Acreditamos que o esporte colabora e estimula nas crianças a disciplina, ética, cidadania, além de outros conceitos importantes para a formação do cidadão do bem”, finaliza Zamprônio. O prefeito Fábio D´Alécio, agradeceu o apoio da Coagru e do Sesi afirmando que isso é fundamental para o desenvolvimento do município e de seus habitantes.(Imprensa Coagru)

COPAGRIL I: Curso de qualificação leva conhecimento a produtores de leite

negocio Certo Rural 04 07 2012SmallEm mais um a parceria com o Senar, a Copagril convidou 15 associados que atuam na atividade de leite para participar de uma formação continuada, que irá durar pelo menos dois anos. Neste período, as famílias passarão por módulos de cursos do Senar, nos mais diversos temas, todos relacionados à atividade de leite. O primeiro curso foi “De Olho na Qualidade”, teórico e prático, com visitas nas propriedades. No mês de junho, iniciou o curso “Negócio Certo Rural”, que tem como objetivo principal passar conhecimento e técnicas de administração e controles da propriedade rural. Os participantes passam por exercícios em sala de aula e terão consultoria, com visita do instrutor, nas propriedades rurais.

Próximos módulos - Os próximos módulos de cursos ainda serão definidos em conjunto com os participantes, área técnica da Copagril e o Senar, levando em conta as necessidades do grupo.

Negócios - Durante o período da formação continuada, os participantes estarão recebendo orientações que os auxiliarão na melhoria de seu negócio já existente na propriedade rural, bem como na implementação de novos negócios. O conteúdo é elaborado com conceitos, dicas, exemplos e tarefas práticas, de maneira a tornar o estudo agradável ao aluno, para que ele aplique esses conhecimentos no seu cotidiano profissional, e assim, melhore a gestão do seu negócio e da sua propriedade como um todo.

Ferramentas - Para o instrutor do treinamento, Clóvis Michelin Biazus, os associados têm a oportunidade de aprender a trabalhar com algumas ferramentas que, certamente, ajudarão na melhor administração de sua propriedade. “O nosso treinamento visa capacitar os produtores para colocar as suas ideias e iniciativas em prática, de forma a gerar sustentabilidade a sua propriedade”, ressalta. (Imprensa Copagril)

COPAGRIL II: Jovens aprendizes arrecadam livros infantis

A Copagril apoia e incentiva o desenvolvimento humano através da busca contínua de conhecimento e aprendizagem, e para isso, realiza diversas ações, que visam capacitar o quadro funcional e social, bem como a sociedade em geral. Com base nesse princípio, a Copagril, em parceria com o Sescoop/PR e a Faculdade Luterana Rui Barbosa – Falurb, desenvolve o Programa Jovem Aprendiz Cooperativo, realizando um importante papel social e contribuindo com o desenvolvimento pessoal e profissional de jovens da nossa sociedade. O Programa Jovem Aprendiz Cooperativo oferece a oportunidade a jovens de 15 e 16 anos, que estão em busca do primeiro emprego. Além de disponibilizar uma oportunidade de trabalho, com contrato determinado, oferece um curso de aprendizagem, abordando temas relacionados ao trabalho realizado na cooperativa.

Arrecadação de livros infantis - Como parte do programa de aprendizagem, que, além de preparar os jovens para o mercado de trabalho, contribui para a formação de cidadãos responsáveis e comprometidos com a sociedade, os jovens aprendizes estão realizando uma campanha de arrecadação de livros infantis, que serão destinados às crianças que frequentam o CEMIC (Centro de Estudos do Menor e Integração na Comunidade) de Marechal Cândido Rondon.

Estímulo - A campanha tem como principal objetivo estimular o hábito da leitura, que é ferramenta indispensável no desenvolvimento infantil. Ao terem momentos de lazer e integração, as crianças adquirem conhecimentos que, certamente, vão contribuir para serem mais autônomas e cooperativas. Para Aurielly Lohaine Schell, integrante do programa Jovem Aprendiz, e uma das organizadoras da campanha, a iniciativa foi tomada baseada na importância da leitura em vários aspectos da formação do ser humano. “A leitura é um diferencial para a aprendizagem e nos ajuda a ver o mundo de forma diferente. Por isso, gostaríamos de contribuir para que as crianças criem também esse hábito, que irá facilitar a vida delas no futuro”, destaca.

Pontos de doação - As pessoas que possuem livros infantis e que desejam participar da campanha fazendo sua doação, poderão fazê-la nas unidades da Copagril: Em Marechal Cândido Rondon:Unidade Rondon, Supermercados Copagril, Posto Copagril, Unidade de Porto Mendes e Unidade de Iguiporã. Também, na Unidade da cooperativa do município de Mercedes. (Imprensa Copagril)

C.VALE: Brinquedos pedagógicos são doados a creches

bebeteca 04 07 2012smallCentros de Educação Infantil de oito municípios da área de atuação da C.Vale, no Oeste do Paraná, foram beneficiados por parceria entre a Dow AgroSciences e a cooperativa. As instituições receberam brinquedos pedagógicos. As creches beneficiadas ganharam 60 livros coloridos (alguns com recursos musicais e de contos) que vão favorecer os pequenos nos seus primeiros anos de vida. A C.Vale realiza esse tipo de ação social há 12 anos, sendo quatro em parceria com a Dow. Com a “bebeteca” serão atendidas 966 crianças, muitas delas filhas de funcionárias que trabalham no abatedouro de aves da C.Vale.

Presenças - A solenidade de entrega reuniu prefeitos, secretários de educação, coordenadores de creches, além do presidente da cooperativa, Alfredo Lang, vice-presidente Ademar Pedron, funcionários da C.Vale e dos representantes da Dow, Paula Viana e Odir Klieman. “A C.Vale se sente muito orgulhosa em poder participar com a sociedade desses benefícios. Isto é uma demonstração de que a cooperativa também atende a comunidade onde está inserida”, destacou Lang. (Imprensa C.Vale)

COAMO: Ação é realizada para uma sociedade mais saudável

Os Alimentos Coamo, por meio das farinhas de trigo Coamo e Anniela e com material educativo fornecido pela Abitrigo, promoveram uma ação social que atingiu todos os municípios da área de ação da Coamo. Foram enviados aos entrepostos da cooperativa o livro “Trigo na dieta saudável” e a cartilha médica “Em busca da alimentação saudável”, que divulgam os benefícios de uma alimentação correta. O objetivo foi levar o material às escolas para conhecimento dos alunos e contribuição para a construção de uma sociedade mais saudável e consciente da importância de uma alimentação adequada.

Relatos - Cada entreposto relatou a forma que a ação aconteceu. No Mato Grosso do Sul, no município de Laguna Carapã, por exemplo, as cartilhas foram entregues nas escolas municipais e estaduais. O gerente do entreposto, Donizete Santos relata que percebeu a ação como extremamente positiva. “Os professores que tiveram acesso ao livro e as cartilhas, se surpreenderam com o material que apresenta os benefícios do trigo”, afirma.

Material didático - Outro exemplo é o município de São João do Ivaí, na região do Vale do Ivaí no Paraná. O livro e a cartilha entregue às escolas serão utilizados como material didático para as aulas e também fará parte de uma amostra cultural, que marcará a conclusão da atividade.

Acervo - Já em Tupãssi, região Oeste do Paraná, o material servirá de acervo para as bibliotecas das escolas, ação que também acontecerá em Brasilândia do Sul e Alto Piquiri. O gerente do entreposto desses municípios, Jorides Castro Zoratto revela que quando os funcionários da Coamo entregaram o material pode-se notar a surpresa e admiração, pela qualidade do conteúdo e postura da Coamo, em distribuir os livros para compor a biblioteca para uso compartilhado dos alunos.

Palestra - Em Quinta do Sol, o gerente do entreposto, Hermes Pereira da Silva explica que além do material entregue, foi ministrada uma palestra com o tema "O Novo Consumidor, a Busca da Alimentação Saudável", pelo engenheiro agronômo, Márcio Minoro Harada Orozimbo.

Exemplos - Todas essas ações são apenas alguns exemplos que comprovam a importância dessa iniciativa que abrangeu dezenas de municípios, nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Foram centenas de livros e cartilhas entregues para que as crianças busquem desde pequenos o caminho correto para um crescimento com saúde.

Preocupação - O superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni, diz que essa ação surgiu da preocupação da cooperativa, em parceria com a Abitrigo em desenvolver um programa de educação alimentar voltada para as crianças que serão os adultos de amanhã. “É uma ação que visa construir uma sociedade cada vez mais saudável”, destaca Goldoni. (Imprensa Coamo)

PROUNI: Senado aprova PLS que permite acesso de estudantes de cooperativas

O Senado Federal aprovou mais um Projeto de Lei de interesse do sistema cooperativista brasileiro. Trata-se do PLS nº 250/2009, que altera a Lei nº 11.096/2005, permitindo o acesso de estudantes de cooperativas educacionais aos benefícios do Programa Universidade para Todos, o ProUni. Em sessão realizada na manhã desta terça-feira (03/07) no Plenário da Comissão de Educação, os 15 senadores presentes foram unânimes na decisão.

Trâmite - A gerente de Relações Institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, relatou o trâmite da matéria até a conquista da aprovação: “Após uma série de intensas negociações com os membros da Comissão de Educação e representantes do Governo, de acertos com o relator do projeto, senador Pedro Simon (RS), e de alinhamento com o presidente da Frencoop*, senador Waldemir Moka (MS), conseguimos, ao final de todo esse processo de articulação, obter a votação unânime dos presentes à reunião”. E complementou: “Esta é sem dúvida uma conquista de grande relevância para o segmento”.

Caráter terminativo - Segundo a gestora, a análise da Comissão tem caráter terminativo. O projeto segue, agora, para a Câmara dos Deputados onde, sendo aprovado, será enviado à sanção presidencial. (Informe OCB)

CÂMARA DOS DEPUTADOS: Sistema OCB participa de audiência pública sobre armazenagem de grãos

Discutir a armazenagem e estocagem de grãos no Brasil e os programas federais de infraestrutura de armazenagem. Este foi o objetivo da audiência pública realizada nesta quarta-feira (03/07) pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados, que contou com a participação do Sistema OCB.  A iniciativa foi do deputado Bohn Gass (RS), integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).

Déficit - De acordo com o parlamentar, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que em 2009 o Brasil possuía 5,8 milhões de toneladas em armazéns inativos. Com isto, o déficit nacional de armazenagem seria de 21,7 milhões de toneladas, caso se objetivasse armazenar toda a produção do ano agrícola de 2008. “Todos os estímulos do Governo Federal estão voltados ao plantio, com o lançamento de diversos planos e linhas de crédito a esta fase produtiva, contudo devemos refletir sobre a necessidade de fortalecimento do setor de estocagem e armazenagem, para garantir melhor renda e a manutenção do desenvolvimento agropecuário no Brasil”, afirmou Bohn Gass.

Apagão - Para representantes do setor produtivo, o Brasil está na beira de um apagão no que se refere à armazenagem, já que a produção agrícola está crescendo de maneira muito mais rápida do que a capacidade de estocagem do país. “Nos últimos 5 anos, a capacidade estática instalada cresceu a uma media de 3,3 milhões de toneladas/ano, enquanto a safra cresceu em torno de 3,8 milhões de toneladas/ano”, afirmou Tadeu Franco Vino, coordenador do Grupo de Armazenagem da CSMIA/ABIMAQ.

Falta de adequação - Representando o Sistema OCB, Paulo Carneiro, Chefe da Divisão Industrial da Cooperativa Comigo, ressaltou que o cooperativismo responde por 21% da armazenagem no país. Para ele, “além do descompasso de oferta e demanda entre produção e estocagem de grãos, a situação é agravada pela inadequação dos sistemas de escoamento produtivo, já que os modais de transporte e de armazenagem não estão integrados, e pela preponderância de armazéns antigos e mal localizados geograficamente”.

Investimento - Para Hardi Reinke, representante de um arranjo produtivo local instalado no Rio Grande do Sul, seria necessário um investimento de aproximadamente cinco bilhões de reais apenas para eliminar o déficit de armazenagem hoje existente. Assim, se considerarmos o cenário de crescimento da produção agrícola, o investimento necessário seria ainda maior.

Políticas- Como solução ao cenário apresentado, os representantes ressaltaram a importância do desenvolvimento de políticas para a armazenagem que garantam maiores investimentos ao setor, com a modernização das estruturas e a redução das taxas de juros nos financiamentos. Além disso, defenderam o fortalecimento do fórum permanente para a elaboração do Plano Nacional de Armazenagem e lembraram que a falta da cultura de armazenagem no Brasil pode prejudicar até mesmo a qualidade do produto agropecuário no país.

Alarmante - De acordo com o coordenador de Serviços de Infraestrutura, Logística e Aviação Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Alberto Nunes, a situação apresentada é realmente alarmante e, por isso, o Ministério já constituiu um Grupo de Trabalho para a criação do Plano Nacional de Armazenagem, que conta com a participação do Sistema OCB. Outra iniciativa do MAPA é o Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras, que visa melhorar tecnologicamente a estrutura e mão de obra dos armazéns, e que está em processo de implementação pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). (Blog OCB no Congresso)

PIS/COFINS: Impasses na tributação de café são discutidos em Brasília

A arbitrariedade das delegacias regionais da Receita Federal do Brasil (RFB) em reclassificar ou glosar os créditos de PIS e da COFINS das empresas que compram café  das cooperativas foi o foco da reunião realizada na manhã desta terça-feira (03/07) na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília (DF). Participaram o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, o superintendente e a gerente de Relações Institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile e Tânia Zanella, respectivamente, o analista Tributário do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Edimir Santos, além do superintendente de Controladoria e Finanças da cooperativa Cooxupé, José Roberto Ferreira, e do diretor do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga Filho.

Desmotivação - “O procedimento adotado atualmente pelas delegacias pode desmotivar as empresas compradoras, pois o acaba encarecendo o produto”, explica o analista Tributário, Edimir Santos. Segundo ele, o café quando é vendido após os procedimentos como de mistura e secagem dão direito ao comprador de apropriar-se de créditos na porcentagem de 9,25%, diferentemente do café vendido in natura, que permite apenas 3,6%.

Apuração especifica - “Algumas delegacias estão reclassificando os créditos de 9,25% para 3,6%. Isso ocorre não porque deixam de realizar os procedimentos de mistura e secagem , mas, sim, porque acabam não tendo PIS e COFINS a pagar. Isto é resultado da apuração específica, que utiliza o ato cooperativo e os créditos  determinados na legislação”, detalha o analista.

Resultado - Como resultado do encontro, o presidente Márcio Lopes de Freitas se comprometeu a enviar uma solicitação de reunião ao Secretário da Receita Federal do Brasil para apresentar uma proposta de solução da questão por meio de um “Ato Declaratório Interpretativo”. (Informe OCB)

ENSINO SUPERIOR: UEPG vai ampliar pesquisa em agricultura sustentável

A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior vai destinar R$ 670 mil do Fundo Paraná para o Centro de Pesquisa em Agricultura Sustentável da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Os recursos serão usados para aquisição de equipamentos de médio e grande portes e instalação de três casas de vegetação climatizadas e de uma planta-piloto de hidroesterificação para laboratório.

Produção agrícola - “Os recursos são fundamentais para que a instituição possa realizar pesquisas voltadas à produção agrícola sustentável”, afirma o secretário Alípio Leal. O diretor do Setor de Ciências Agrárias e de Tecnologia da UEPG, Eduardo Fávero Caires, o centro de pesquisa vai melhorar a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação da área e preparar pessoas para atuarem na produção e transformação de grãos, fibras, frutas e hortaliças. “Esperamos fortalecer as atividades de pesquisa da UEPG junto às cadeias agrícolas e levar inovações para o agronegócio paranaense”, diz Caires.

Apoio – A região dos Campos Gerais é essencialmente agrícola, com sólida produção pecuária. É uma das maiores bacias leiteiras do país e tem diversas agroindústrias expressivas nos setores de esmagamento de soja, produção de laticínios e processamento de carnes. “São cadeias que envolvem agricultores familiares, assentados e produtores do agronegócio, cujos problemas econômicos, ambientais e sociais são específicos e devem ser estudados para o desenvolvimento mais sustentável”, explica Caires.

Áreas - Além da formação de profissionais nas áreas de Agronomia, Zootecnia e Engenharia de Alimentos, a UEPG atua na geração de conhecimentos técnico-científicos e na transferência de tecnologia aos agricultores da região. (AEN)

CARNES I: Senadores russos contribuirão para resolver embargo

Os três senadores russos que estiveram no Brasil nesta terça-feira (03/07), se comprometeram em levar as reivindicações brasileiras ao novo ministro da Agricultura da Rússia, Nikolai Fyodorov, para reverter o embargo às carnes brasileiras em breve. A comitiva esteve reunida com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, e também participou de uma reunião na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal.

Divergência - “Estamos cientes do problema, mas reforçamos que não existe nenhum motivo político nesse processo. Houve divergência em relação a alguns requerimentos para exportação ao nosso país e esperamos resolver esse problema com a vinda de uma missão ao Brasil”, declarou o senador Gennady Gorbunov.

Confirmação - Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Enio Marques, o Ministério ainda está aguardando a confirmação da data e dos locais a serem visitados pelos técnicos russos. O Brasil já realizou várias reuniões com as autoridades sanitárias daquele país na tentativa de definir critérios de equivalência entre as regras brasileiras e as da União Aduaneira. “Esperamos dar continuidade ao processo o mais rápido possível. Já enviamos os documentos para definir a equidade de procedimentos e estamos aguardando uma posição por parte deles”, explicou Marques.

Aproximação - A visita faz parte de uma tentativa de aproximar o relacionamento entre os dois países sobre temas do agronegócio. Os senadores russos reiteraram o interesse em desenvolver acordos de cooperação com instituições brasileiras. Conforme eles, a Rússia enfrenta déficit de carne bovina e o Brasil poderá ser um dos principais fornecedores desse produto para a Rússia no futuro.

Exportações de carne suína cresceram - A suspensão temporária do comércio de carnes entre três estados brasileiros – Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso – e a Rússia completou um ano no dia 15 de junho. Nesse período, além de inúmeras reuniões e visitas técnicas para tentar desbloquear o entrave, o Brasil procurou abrir novos mercados para os seus produtos cárneos e, assim, evitar prejuízos para os produtores brasileiros. Houve avanços nas negociações com a China, os Estados Unidos e o Japão, entre outros países.

Crescimento - Mesmo com os embargos da Rússia e da Argentina às carnes suínas brasileiras, as exportações cresceram na comparação entre maio de 2011 –, quando não havia bloqueio desses dois países – e deste ano. Em maio de 2011, as vendas de carne suína registraram R$ 203,9 milhões correspondendo a 44,9 mil toneladas, ao preço médio de R$ 4,5 mil, a tonelada. Já para o mês de maio de 2012, as exportações foram de R$ 274,3 milhões com 53,3 mil toneladas, ao preço médio de R$ 5,1 mil/tonelada.

Autorizações - Apesar do bloqueio, nos últimos 12 meses, 35 estabelecimentos foram autorizados a voltar a comercializar com a Rússia. Do total, 10 são empresas de frango, 15 de bovinos, quatro de suínos, dois de envoltórios (processamento de embutidos), dois de miúdos e dois de indústria de rações. Buscando atender as normativas impostas ao mercado brasileiro, o Mapa também treinou 228 veterinários do serviço oficial brasileiro relativo às normas aduaneiras. Foram realizadas supervisões em 162 estabelecimentos exportadores de produtos de origem animal para a Rússia. (Mapa)

CARNES II: Argentina libera importação ao Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou nesta terça-feira (03/07) que o governo argentino liberou a entrada de carne suína brasileira no país. No acordo firmado entre os dois países, a Argentina autoriza a entrada de cerca de 27 mil toneladas de carne suína in natura, industrializada e miudezas, no segundo semestre deste ano, volume similar ao que foi importado no mesmo período do ano passado. 

Negociações- “As negociações representaram um trabalho de paciência realizado pelo governo, que não mediu esforços para recuperar o mercado vizinho. Tivemos que ouvir técnicos em desconformidade com a nossa postura, mas sabíamos aonde precisávamos chegar e chegamos”, disse o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, por meio de nota.

Fevereiro -A carne suína brasileira vinha enfrentando barreiras para entrar no território argentino desde fevereiro deste ano. Em março, após reunião com o ministro da Agricultura argentino, Norberto Yahuar, Mendes Ribeiro disse que tinha recebido uma proposta criando cotas para a entrada do produto brasileiro, mas, dias depois, o governo argentino voltou atrás.

Cinco meses - A questão, que agora parece estar resolvida, se estendeu por quase cinco meses. De acordo com o Ministério da Agricultura, além de reuniões técnicas, foram feitas várias tentativas para desbloquear o comércio bilateral nesse período. Além do ministro Yahuar, participaram das negociações, pela Argentina, o embaixador no Brasil Luis Maria Kreckler e o secretário argentino de Comércio Interno, Guillermo Moreno. (Agência Brasil)

CÓDIGO FLORESTAL Relatório de Luiz Henrique sobre a MP 571 só será lido na segunda

Na próxima segunda-feira (09/07), às 14h30, o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) deve apresentar seu relatório e voto em relação à Medida Provisória (MP) 571/2012. O texto preenche as lacunas deixadas pelos 12 vetos da presidente da República, Dilma Rousseff, ao novo Código Florestal. Luiz Henrique é relator da MP na comissão mista encarregada de estudar os pressupostos de relevância, urgência e constitucionalidade da MP. Se admitido na comissão, o texto segue para votação na Câmara e no Senado. O prazo, originalmente informado pelo próprio senador para a apresentação do seu relatório, era esta quarta-feira (04/07). A votação dos demais integrantes da comissão mista estava prevista para o dia 10. Contudo, Luiz Henrique quer mais tempo para costurar acordos que, na opinião dele, facilitarão a tramitação da MP nas duas casas, quando os parlamentares analisarem seu mérito. A MP tem validade até 8 de outubro. (Agência Senado)

CONTAS PÚBLICAS: Governo libera R$2,67 bilhões para parlamentares

Com a base insatisfeita às vésperas do início da campanha eleitoral e ameaçando votar projetos que aumentam os gastos públicos, o governo federal decidiu liberar R$ 4,5 milhões de emendas parlamentares para cada deputado federal e senador – o que pode significar um total de R$ 2,67 bilhões. A promessa é de que os ministérios façam um “mutirão” de liberação de recursos e maior parte da verba saia até a sexta-feira (06/07). O anúncio foi feito pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, na manhã desta terça-feira(03/07). E, durante a tarde, os líderes governistas da Câmara Federal decidiram tirar da agenda o que estava sendo chamado pelos deputados de “pauta louca” – os projetos que elevam as despesas públicas.

A pauta - A “pauta louca” incluía o fim do fator previdenciário; a redução da jornada de trabalho dos enfermeiros de 44 horas para 30 horas semanais; o projeto que obriga o Estado brasileiro a destinar de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação; e a emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que autoriza o Judiciário, o Legislativo e o Ministério Público (MP) a decidirem por conta própria os reajustes dos salários de seus servidores.

Mais barato - O cálculo da presidente Dilma Rousseff é de que seria mais barato acalmar os parlamentares tendo de pagar as emendas do que arcar com os gastos adicionais em um momento de crise econômica internacional. As despesas dos três principais projetos da “pauta louca” poderiam chegar a R$ 57,2 bilhões por ano (R$ 40 bilhões com o fim do fator previdenciário; R$ 10 bilhões com os reajustes salariais de até 56% pedidos pela Justiça, Legislativo e MP; e R$ 7,2 bilhões com a contratação de enfermeiros para a saúde pública caso a jornada deles seja reduzida).

Valor - Já o valor das emendas chega a “apenas” R$ 2,67 bilhões – caso todos os 513 deputados e 81 senadores, incluídos os da oposição, sejam contemplados. O governo Dilma havia congelado no início do ano o pagamento de todas as emendas parlamentares.

Casa de bombas - “A prioridade do Brasil é não permitir que os efeitos da crise, que nós não criamos, nos afete e inviabilize que o Brasil continue crescendo”, disse Ideli ao criticar os projetos que aumentam os gastos. “Se o governo não cuidar das contas públicas, podemos ter uma aceleração da crise.”

Negação -Já os líderes partidários da Câmara negaram que haja relação entre a liberação das emendas e o cancelamento da “pauta louca”. “Aqui não é uma casa de produção de bombas, mas de produção de leis”, disse o líder do PT na Casa, Jilmar Tatto (SP). O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), também negou que a base estivesse insatisfeita e ameaçando o governo com votações de aumento de gastos. (Agências de Notícias / Gazeta do Povo)

INFRAESTRUTURA: TCU constata erros e superfaturamento em estradas com projetos executivos

Os escândalos de corrupção que derrubaram a cúpula do Ministério dos Transportes um ano atrás levaram o governo a tomar uma decisão radical: todos as obras ferroviárias da Valec e as reformas de estradas federais tocadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) só poderiam ser licitadas se, antes, fosse contratado um projeto executivo de engenharia. A intenção era, com esse estudo técnico (bem mais aprofundado que os projetos básicos até então contratados), garantir uma licitação correta do empreendimento, eliminando qualquer espaço para estouro de orçamento, pedidos de aditivos e superfaturamento.

Acesso - O Valor teve acesso a seis auditorias realizadas este ano pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em contratações de projetos executivos de engenharia firmados com o Dnit. As auditorias mostram que todos os estudos apresentam falhas grosseiras e um conjunto de irregularidades que, pela natureza, não poderia ter ocorrido nem mesmo nos tradicionais projetos básicos de engenharia.

Mais gritante - O caso mais gritante foi encontrado no projeto que prevê obras de revitalização em 218,5 quilômetros da BR-050, entre o município de Cristalina (GO) e a divisão de Goiás e Minas Gerais. Pelo estudo, a obra tem preço estimado em R$ 130,9 milhões. As irregularidades aferidas pela auditoria do tribunal, no entanto, apontaram que o projeto executivo embute um superfaturamento superior a R$ 50 milhões. Na realidade, o custo do empreendimento não deveria ultrapassar R$ 81 milhões. Na lista dos erros há problemas como superestimativa de serviços necessários, não utilização de fontes de brita e areia próximas à obra, compra de cimento asfáltico acima do previsto, entre outros.

Suspensão - Como medida preventiva, o TCU determinou a suspensão da licitação da obra, até que o Dnit esclareça a situação. "Nos vários pontos abordados pela equipe de fiscalização, há elementos suficientes para justificar receio quanto à impendente lesão significativa ao erário, caso a concorrência prossiga da forma como foi concebida", diz José Múcio Monteiro, ministro relator do processo.

Grave - Outra situação grave foi encontrada no projeto executivo da BR-135, no Maranhão. A rodovia, que começa na capital São Luís e segue até Belo Horizonte (MG), é a única ligação rodoviária da capital maranhense com o restante do país. Para dar jeito num trecho de 199,3 km de asfalto castigado pelo fluxo intenso de cargas que passa pela região, o Dnit contratou um projeto executivo, o qual concluiu que seria necessário gastar R$ 207,4 milhões na obra. O levantamento feito pelo tribunal, no entanto, apontou deficiências capazes de gerar prejuízo de R$ 30,8 milhões aos cofres públicos.

Inédito - Os problemas identificados pelo TCU geraram uma situação inédita no órgão de controle. Até então, as auditorias só haviam encontrado falhas em estudos básicos de engenharia. Os contratos firmados no fim do ano passado pelo Dnit, no entanto, evidenciaram que, seja básico ou executivo, os projetos continuam a apresentar irregularidades de toda ordem. "Chama a atenção a multiplicidade de falhas grosseiras identificadas nas fiscalizações", comenta o ministro relator do processo sobre a BR-135, Augusto Nardes.

Correção - Somados os seis projetos de obras do Dnit analisados pelo tribunal, os empreendimentos teriam um custo total de R$ 867,2 milhões para os cofres públicos. A correção dos apontamentos, no entanto, pode levar a uma redução total de R$ 120,6 milhões, queda de 14% sobre o preço original estimado.

Saída - A adoção de projetos executivos passou a ser defendida insistentemente pelo governo como a saída para os problemas que travam as obras do país. A determinação, que começou pelos empreendimentos do Ministério dos Transportes, acabou expandida para a maior parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), orientação feita pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior. A exigência prévia dos estudos avançados também passou a ser critério de licitação no Ministério das Cidades, que controla as obras de mobilidade da Copa do Mundo de 2014, entre outros grandes empreendimentos de logística nos grandes centros urbanos.

Nomenclatura - "Essa situação verificada agora pelo TCU deixa claro que a origem do problema não está na nomenclatura que damos para um projeto. Na realidade, não importa se ele é básico ou executivo, o que importa é que ele tenha qualidade e que atenda às exigências legais", diz Carlos Campos, coordenador de infraestrutura econômica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Manifestação - O Dnit foi procurado pelo Valor para se posicionar sobre os problemas, mas não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta edição. Nas seis auditorias realizadas pelo TCU, a autarquia vinculada ao Ministério dos Transportes garantiu que acatará as recomendações recebidas e que fará as adequações necessárias para que as obras, finalmente, saiam do papel.

Medidas restritivas - Em recente entrevista ao Valor, o diretor-geral do Dnit, Jorge Fraxe, afirmou que o órgão vai tomar medidas para restringir a participação em licitações de empresas sem qualificação para elaborar esses estudos. O modelo de contratação dos estudos - hoje realizado sob a modalidade de técnica e preço - será alterado, para apertar o filtro de companhias que assumem os projetos. Nos últimos cinco meses, o Dnit enviou cerca de 40 notificações para empresas exigindo a revisão do material entregue. A autarquia começou a punir companhias por irregularidades e, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), abrirá processos de inidoneidade contra aquelas que não cumprirem os contratos. (Valor Econômico)

MERCOSUL: Entrada da Venezuela no bloco gera crise política no Uruguai

O ingresso da Venezuela no Mercosul aprofundou a crise dentro do governo do presidente do Uruguai, José Mujica. Depois das críticas feitas pelo chanceler Luis Almagro à entrada do país no bloco, decidida em uma reunião de Mujica com a presidente brasileira, Dilma Rousseff, e a presidente argentina, Cristina Kirchner, ontem foi a vez do vice-presidente uruguaio, Danilo Astori, condenar a iniciativa.

Ferida institucional - "Esta é a ferida institucional mais grave nos últimos 21 anos do Mercosul", disse Astori, em entrevista ao jornal uruguaio "El Observador". O ingresso da Venezuela deverá ser formalizado em uma cúpula extraordinária no Rio, este mês, e só se tornou possível depois da suspensão do Paraguai do bloco regional, em função da destituição pelo Senado daquele país do ex-presidente Fernando Lugo.

Alas diferentes - Mujica e Astori são de alas diferentes da Frente Ampla, o partido governista. O presidente é próximo do MPP, formado por ex-guerrilheiros tupamaros, enquanto Astori é ligado ao ex-presidente Tabaré Vásquez, de tendência moderada. Almagro é tido como alinhado a Mujica. Nas últimas eleições presidenciais, Tabaré tentou patrocinar a candidatura de Astori para a sua sucessão, mas Mujica o venceu no processo prévio interno da Frente Ampla para a definição do candidato.

Explicação - Nesta terça-feira (03/07), o Senado do Uruguai decidiu convocar Almagro para explicar porque ele discorda da entrada da Venezuela no bloco. A iniciativa foi da oposição, que controla 14 das 30 cadeiras da casa, mas os situacionistas não tentaram impedir a convocação. Os dezesseis senadores governistas, entre eles a primeira-dama do país, Lucía Topolansky, retiraram-se da sessão. No Uruguai, o vice-presidente comanda o Senado.

Aposta - A oposição aposta no distanciamento entre Mujica e Astori para debilitar o governo no Congresso. "As desavenças entre o presidente e o chanceler podem ser um simples jogo interno, mas com Astori é diferente. É uma briga que provoca consequências", comentou o autor da convocação de Almagro, o senador Sérgio Abreu, do Partido Nacional, que foi chanceler do Uruguai no governo de Luis Lacalle (1990-95).

Fundamento jurídico - Abreu vai questionar Almagro sobre o fundamento jurídico para a inclusão da Venezuela no bloco. O senador parte da premissa de que a suspensão do Paraguai como membro pleno do bloco não se aplica para a hipótese da admissão de outro país como integrante, salvo se este país já houvesse cumprido com todos os requerimentos exigidos pelo Tratado de Assunção, de 1990. E o tratado exige a ratificação dos Parlamentos nacionais, o que não ocorreu no Paraguai.

Guinada - Mas o parlamentar afirmou que o próprio Executivo uruguaio poderá dar uma guinada que crie obstáculos para o ingresso venezuelano. "Temos neste instante um presidente que foi convencido a aceitar uma situação colocada por Brasil e Argentina, um vice-presidente que é contra e um chanceler que se opõe publicamente ao que aconteceu. E todos são do mesmo partido", comentou. (Valor Econômico)

FMI: Fundo Monetário Internacional vê risco de freada mais forte nos EUA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou a projeção para o crescimento dos Estados Unidos nos próximos dois anos e alertou para o risco de um desempenho ainda pior, caso a crise europeia volte a se deteriorar e não seja adotada uma política fiscal menos contracionista. Os possíveis impactos negativos, disse o Fundo, podem se alastrar para outras partes do mundo.

Projeção -  O Fundo prevê que a economia americana vá crescer 2% em 2012 e 2,3% em 2013, ou 0,1 ponto percentual a menos que o projetado em abril para cada um dos anos. A expansão, porém, pode ser menor do que 1% em 2013 caso não seja desarmada uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos que estão previstos para entrar em vigor em janeiro, num pacote conhecido como "abismo fiscal".

Impactos - "Uma contração muito forte da economia americana teria efeitos fora dos Estados Unidos", advertiu a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. Ontem, o organismo apresentou as primeiras conclusões do chamado relatório do artigo IV, em que uma equipe de 12 técnicos do Fundo faz a revisão da situação dos Estados Unidos, após três semanas de consultas com o governo americano.

Aperto fiscal - O FMI recomenda um aperto fiscal mais moderado no próximo ano, de cerca de um ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), em vez dos três pontos percentuais do PIB anunciados pelo presidente Barack Obama em seu projeto de orçamento. Também poderá ser necessária mais uma rodada de expansão monetária quantitativa, ponderou o organismo.

Recuperação morna - O FMI ainda vê a economia dos Estados Unidos crescendo de forma moderada, sem sofrer um segundo mergulho recessivo. "É uma recuperação morna", afirmou Lagarde. Parte dos analistas ficou mais pessimista com estatísticas divulgadas anteontem que indicaram a primeira contração da atividade manufatureira em quase três anos. O chefe da missão do FMI nos Estados Unidos, Gian Mario Milesi-Ferretti, pondera que esse dado isolado não é suficiente para alterar as projeções do organismo. "São divulgados três dados econômicos por dia", afirmou.

Expansão modesta - No cenário básico do FMI, a expansão econômica americana deverá seguir modesta devido aos esforços das famílias para reduzir o seu endividamento, à redução do apetite das empresas para investir e à retração na demanda externa por produtos americanos. Mas há o risco de um baque mais forte, dependendo de como o Congresso americano lidar com o "abismo fiscal" e da situação na Europa.

Contração fiscal - Se nada for feito, a economia americana irá sofrer uma contração fiscal de cerca de US$ 4 trilhões em janeiro, quando expiram cortes de impostos a pessoas físicas de alta renda concedidos pelo ex-presidente George W. Bush, os descontos na contribuição sobre folha de pagamento e incentivos a investimentos patrocinados pelo governo Obama; e entram em vigor US$ 1,2 trilhão em cortes automáticos de gastos.

Teto da dívida - Outro fantasma fiscal no começo do ano que vem, alerta o FMI, é um eventual impasse no Congresso para ampliar o chamado teto da dívida pública, ou seja, a autorização legislativa para o Tesouro tomar empréstimos no mercado. Ao mesmo tempo em que a contração fiscal pesa na atividade econômica no curto prazo, afirma o FMI, são necessários ajustes para conter a trajetória insustentável da dívida pública no médio e longo prazo.

Socorro - Diante dos sinais de fragilidade fiscal americana, Lagarde foi questionada nesta terça-feira (03/07) se ela acha possível os Estados Unidos pedirem socorro ao FMI num dentro de cerca de uma década. "Não teríamos recursos para emprestar para os Estados Unidos", afirmou Lagarde. "Mas, claramente, essa uma questão muito hipotética e improvável." (Valor Econômico)


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