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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4822 | 14 de Maio de 2020

COVID-19 I: Comitê de Acompanhamento do Sistema Ocepar divulga comunicado 37

covid 14 05 2020O Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 do Sistema Ocepar divulgou na tarde desta quarta-feira (11/05), o comunicado 37, com mais informações sobre medidas adotadas para amenizar os impactos da pandemia. O Sistema Ocepar informa que suas atividades estão sendo desenvolvidas de forma remota, não havendo atendimento presencial. Informações e contatos podem ser realizados pelo site www.paranacooperativo.coop.br.

1. No dia 13 de maio, o Sistema Ocepar realizou reunião virtual da Autogestão com a cooperativa UNICAMPO, contando com a participação do presidente, diretores e gestores.

2. No dia 13 de maio, a Gerência de Desenvolvimento Cooperativo do SESCOOP/PR, por meio da coordenação de Profissionalização, realizou um seminário virtual com os agentes de treinamento das cooperativas, com objetivo debater sobre o papel da área de gestão de pessoas nesse novo cenário. O seminário teve a participação de 90 agentes e profissionais de RH de mais de 40 cooperativas dos ramos agropecuário, crédito e saúde.

3. Nesta quarta-feira, 13 de maio, foi realizada reunião virtual do Grupo Técnico Frigoríficos com a coordenação do Sistema OCB e participação da OCEPAR e cooperativas agropecuárias dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para tratar sobre o protocolo de orientações gerais para frigoríficos em razão da pandemia da Covid-19.

4. Na terça-feira, 12 de maio, a Receita Federal do Brasil (RFB) publicou a Instrução Normativa nº 1.950, que prorroga o prazo de apresentação da Escrituração Contábil Digital (ECD) referente ao ano-calendário de 2019. O prazo para transmissão da Escrituração Contábil Digital (ECD) previsto no art. 5º da Instrução Normativa RFB nº 1.774, de 2017, referente ao ano-calendário de 2019, fica prorrogado, em caráter excepcional, até o último dia útil do mês de julho de 2020, inclusive nos casos de extinção, incorporação, fusão e cisão total ou parcial da pessoa jurídica. Para acessar, clique aqui.

O Comitê- O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

COAMO: Gallassini fala sobre as mudanças na estrutura de gestão e governança da cooperativa

 

coamo 14 05 2020Comandar uma empresa é uma grande responsabilidade. Decisões importantes precisam ser tomadas a todo momento, podendo impactar os negócios e as pessoas que delas dependem. Um bom líder sabe disso e toma as devidas precauções no momento em que decide passar o bastão. Ele sabe que mudanças de gestão são arriscadas, por isso é fundamental garantir uma sucessão tranquila. Em entrevista para a Revista Paraná Cooperativo, o presidente do Conselho Administrativo da Coamo e da Credicoamo, José Aroldo Gallassini, fala sobre as mudanças na estrutura de governança das duas cooperativas. O objetivo, segundo ele, é garantir tranquilidade na sucessão dos postos de comando.

 

Entrevista - Executivo experiente, José Aroldo Gallassini, 77 anos, tem essa visão. “Eu podia chegar e dizer ‘olha, eu estou com uma certa idade, estou bem financeiramente, dá pra tocar a vida, e vou virar as costas e sair, não quero mais saber’. Não vou fazer isso. Não posso fazer isso. Pela minha responsabilidade e pelo sucesso que tivemos até aqui”, afirma, justificando os motivos que o levaram a orquestrar um plano de sucessão. “Não fundamos a Coamo e a Credicoamo para uma geração ou duas, mas para a vida toda. Elas têm que continuar, independente de quem esteja no comando”, frisa. Em entrevista à Revista Paraná Cooperativo, o agora presidente do Conselho de Administração, conta como ficou a nova estrutura organizacional. Confira!

 

Qual o segredo do desenvolvimento da Coamo?

Começamos do zero e construímos uma grande cooperativa. A Coamo Agroindustrial Cooperativa é a 35ª maior empresa do Brasil e a 1ª maior empresa do Paraná. Com sede em Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná, possui entrepostos em 71 municípios do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A cooperativa é destaque no anuário da Exame, considerada uma das mais importantes publicações do país. A Coamo é também a 10ª maior do país com capital 100% nacional. 

Posso dizer com segurança que o segredo de todo esse sucesso é a sua credibilidade junto ao seus cooperados. São 50 anos trabalhando ao lado deles, apoiando o seu desenvolvimento e impulsionando a economia dos municípios em que a cooperativa atua.

Podemos dizer que a história de Campo Mourão pode ser dividida em antes e depois do surgimento da cooperativa. No final da década de 1960, boa 
parte da região era de uma pobreza bastante grande. Vivíamos o final do ciclo da madeira e, à medida que as empresas foram encerrando suas atividades, a situação econômica dos produtores rurais foi piorando. Eu trabalhava na Acarpa (hoje Instituto Emater) e fui designado para ajudar a levantar economicamente a região. Como havia três produtores de trigo no município, decidimos trabalhar com essa cultura. Dois anos depois, a soja começou a aparecer, mas era usada para tratar suínos. O primeiro plantio de soja que conheci foi em Ivaiporã (Vale do Ivaí), onde trabalhava pela Acarpa.

Quando decidimos fundar uma cooperativa, já foi possível uma melhor organização dos produtores. A Coamo foi constituída por 79 agricultores. Depois foi entrando bastante gente e a cooperativa foi se consolidando.

Em resumo, a agricultura na região de Campo Mourão começou praticamente do nada e deu certo porque a cooperativa se colocou ao lado do produtor. 

E o foco sempre foi o quadro social, contribuir para o desenvolvimento do associado.

 

Qual é o grande aprendizado de sua experiência no cooperativismo?

Esses 50 anos de trabalho me deram uma bagagem grande em diversos assuntos. Valorizo muito o aprendizado que tive ao longo da minha trajetória profissional.  Eu trabalhava na Acarpa quando ajudei a constituir a Coamo. Isso foi em 1970. Dois anos depois, fui contratado como gerente e, em 1975, assumi a presidência. Mais tarde, sentimos a necessidade de ter uma cooperativa de crédito para apoiar nossos agricultores. Constituímos, então, a Credicoamo. 

Tanto a Coamo como a Credicoamo deram muito certo. O sucesso é inegável. E de tudo o que aprendi nessas cinco décadas, posso dizer com segurança que a grande lição que levo comigo é o lado social do cooperativismo, ou seja, o fato de que o cooperado precisa ser bem atendido.

 

Quais estratégias adotou na gestão da Coamo que considera exitosas? 

A Coamo é uma grande cooperativa. Possui mais de 29 mil cooperados. A previsão para este ano é receber 8,920 milhões de toneladas de grãos. E o faturamento está estimado em R$ 16 bilhões.

O que deu certo, na minha visão, foi escolher uma única linha de atuação. A Coamo é uma cooperativa de grãos, trabalhamos com soja e milho. Atuamos em todos os processos, da orientação aos cooperados em relação ao plantio à armazenagem, industrialização e comercialização. 

Ao longo de 50 anos, poucos projetos nossos não tiveram ligação com grãos. Investimos neles, atendendo solicitações de nossos cooperados. Mas, aos poucos, eles foram percebendo que o retorno econômico não era bem o que eles esperavam. Foram desistindo e assim não demos sequência a esses projetos.

 

A experiência da Coamo na pecuária e proteína animal foi uma desses projetos?

A Coamo sempre fez a vontade dos seus cooperados, por isso, há alguns anos, investimos na suinocultura. Um grupo de cooperados tinha criadeiras e outro grupo fazia a engorda, e a cooperativa comercializava. Isso foi bem até certa altura, mas daí veio uma crise e os cooperados, principalmente aqueles com criadeiras, foi desistindo. Esta experiência só reforçou o entendimento de que o perfil do nosso cooperado é grãos.

 

A Coamo e a Credicoamo adotaram um novo modelo de gestão e governança. O que o senhor espera com essas mudanças?

O modelo de governança adotado pelo cooperativismo é um pouco do Brasil, no sentido de que o comando é decidido por eleição. Os associados fundam a cooperativa, elegem uma diretoria que tem presidente, vice-presidente, secretários e conselheiros de administração e fiscal. 

De maneira geral, esse modelo de governança deu certo. O grande risco, porém, é a sucessão e a garantia de continuidade da cooperativa.  Uma eleição pode mudar toda a diretoria de uma única vez e isso pode trazer problemas, porque a sucessão não é planejada.

Por este motivo, chegamos à conclusão de que era preciso mudar. Não fundamos a Coamo e a Credicoamo para uma geração ou duas, mas para a vida toda. Elas têm que continuar, independente de quem esteja no comando.

Nosso novo modelo de governança assemelha-se ao adotado por grandes bancos, corporações, indústrias, principalmente, os negócios familiares. Também cooperativas da Europa implantaram esse modelo.

Temos um Conselho de Administração composto por nove cooperados que irão assessorar a Diretoria Executiva. Este Conselho se reúne uma vez por mês, e o seu presidente dá expediente integral na cooperativa. Já a Diretoria Executiva é contratada, possui um diretor-presidente e cinco diretores de área, todos profissionais com 30 a 40 anos de trabalho na Coamo. 

 

Qual a importância de ter na Diretoria Executiva profissionais que são prata da casa?

Os cinco diretores escolhidos para compor a Diretoria Executiva e o presidente executivo da Coamo conhecem como ninguém a gestão da cooperativa e como se trabalha com os cooperados.  Nesses 50 anos de cooperativismo, aprendi que não dá certo pegar um executivo de uma grande empresa para comandar uma cooperativa. Uma empresa grande é formada por grandes executivos, gente muito competente, mas com foco econômico. A busca é pelo lucro. 

A cooperativa tem o aspecto econômico que é importante, mas tão importante quanto é o social. Uma cooperativa precisa trabalhar por aquele que está na base, pelo seu cooperado. Ela tem que pensar em tudo, da produção de sementes, plantio, colheita, entrega, armazenagem, industrialização até a comercialização. Tem ainda que ajudar o cooperado a buscar novas tecnologias e garantir empréstimo, tirando do seu capital do giro, para que ele possa plantar. Enfim, uma cooperativa tem objetivos que uma empresa não tem.

 

A nova governança vai manter a essência da Coamo e da Credicoamo? 

A Coamo e a Credicoamo não podem correr riscos, por isso é importante manter a sua essência. É por causa disso que fiz questão de cumprir expediente na cooperativa, na função de presidente do Conselho de Administração na gestão 2020/2024. Eu podia chegar e dizer ‘olha, eu estou com uma certa idade, estou bem financeiramente, dá pra tocar a vida, e vou virar as costas e sair, não quero mais saber’. Não vou fazer isso. Não posso fazer isso. Pela minha responsabilidade e pelo sucesso que tivemos até aqui.

Mas amanhã ou depois, posso não estar mais aqui, aí não posso garantir que o estilo atual de gestão vai continuar igual. Administrar uma empresa é uma coisa muito pessoal.

 

Como o senhor acredita que deve ser mantida a coesão e o sentimento de pertencimento dos cooperados, principalmente para aqueles que não vivenciaram a história do trabalho e as conquistas de décadas anteriores?

Temos que trabalhar muito esses dois públicos: o grande produtor e o jovem. É preciso entender isso. Com o grande produtor, o objetivo é fazer com que ele consiga ver além do que é do seu interesse. Ele está numa cooperativa, tem que trabalhar de acordo com a cooperativa, e perceber que, dessa forma, há benefícios para todos, fruto da união de todos.

Já o jovem é contestador por natureza, quer mudar o mundo. Ele acha que os pais, às vezes, não têm visão. Então, surgem os conflitos de gerações. Por este motivo tem que existir na cooperativa um trabalho direcionado para o jovem. Na Coamo, temos um programa de formação de jovens líderes, onde eles conhecem a filosofia cooperativista e entendem a importância de dar sequência ao trabalho dos pais. E temos colhido bons resultados desse trabalho. Já são mais de 900 jovens formados em 23 turmas desde 1998. 

 

A Coamo é uma grande empresa de comodities internacionais. Faz parte das estratégias entrar em operações internacionais, por meio de alianças, com cooperativas e empresas de outros países?  

Não. A estratégia comercial da Coamo é atuar individualmente. Exportamos cerca de 50% da produção recebida dos nossos cooperados. A comercialização das commodities agrícolas é feita com base nos sistemas FOB e CIF, com certificado de rastreabilidade, que garante o controle dos produtos Coamo do campo até o seu destino. Temos também um terminal portuário próprio no Porto de Paranaguá, principal porta de saída para o mercado externo. Atuar de forma individual não atrapalha as vendas externas, pois não precisamos mais ir até o mercado comprador. Atualmente, vendemos para Europa, China e vários outros países da Ásia.

 

Qual a importância do Sistema Ocepar para a consolidação do cooperativismo no Paraná e melhoria do processo de governança e gestão do setor?

Considero a Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná) o órgão político do cooperativismo, em âmbito estadual, e a OCB, em âmbito nacional. Temos a Fecoopar (Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná) como nossa representante sindical e o Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), que trabalha a formação e promoção social do público cooperativista e o monitoramento das cooperativas. 

Então, o Sistema Ocepar presta um grande trabalho que é coroado de sucesso. Orgulha e eleva o cooperativismo paranaense por sua seriedade, gestão e contribuição para o desenvolvimento do nosso setor.

 

Qual sua visão sobre o futuro do cooperativismo do Paraná?

A minha vida gira em torno do cooperativismo, afinal, são 50 anos de trabalho na Coamo e 30 anos na Credicoamo. Sou produtor de soja, milho e crio boi, portanto, sou cooperado da Coamo (agropecuária), Credicoamo (crédito), Cooperaliança (carnes) e também beneficiário da Unimed (saúde). Então, o cooperativismo é a minha vida.

Entendo que o cooperativismo continuará tendo muito sucesso, porque nenhuma empresa comum faz igual a uma cooperativa. Empresas da China tentaram se estabelecer aqui. Apareceram também multinacionais com a intenção de comprar empresas locais para receber soja na origem. Empresas querem lucrar, diferente das cooperativas, que tentam equilibrar o econômico com o social. Por isso, digo que esse trabalho junto ao produtor tem que ser feito pelas cooperativas. E elas estão fazendo bem esse trabalho. E tem também a introdução de novas tecnologias, o apoio para o aumento de produtividade e armazenagem suficiente, para que todos os cooperados possam ser atendidos. E isso só o cooperativismo faz. 

O cooperativismo é, antes de tudo, uma filosofia de vida. Tenho plena certeza de que continuará a prestar grandes serviços para o desenvolvimento de milhões de cooperados e seus familiares 

(Assessoria do Sistema Ocepar e da Cooperativa)

DIA C: Ministra da Agricultura é a madrinha do Dia C

 

dia C 14 05 2020O Dia de Cooperar (Dia C) tem uma madrinha: a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. O convite foi feito pelo Sistema OCB. A ideia é que ela estimule as cooperativas a realizarem iniciativas focadas na diminuição dos impactos sociais causados pelo coronavírus. 

 

União - Ao aceitar a função de madrinha do Dia C, a Ministra destacou que o momento atual vivido por todo o mundo precisa de união. “Juntos mesmo distantes. Uma frase que nunca pensamos que faria tanto sentido. E é exatamente isso que precisamos: nos unir, pensarmos uns nos outros para enfrentarmos tudo isso e sairmos fortalecidos. Todos queremos vencer a batalha da pandemia, da dificuldade econômica. E sabemos que precisamos olhar para a nossa realidade mais próxima para que isso aconteça. Por isso, quero convidar você a se engajar nesse lindo movimento de responsabilidade social das cooperativas brasileiras. Ações que há 10 anos vêm fazendo uma diferença real na vida das pessoas. O Dia C é isso! Atitudes simples movem o mundo. Vamos juntos!”, convida Tereza Cristina.

 

Novo formato - Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a pandemia levou o cooperativismo a repensar o formato do Dia C. “O nosso movimento nacional de estímulo às iniciativas transformadoras e voluntárias vai ser diferente neste ano, por conta de todas as recomendações das autoridades de saúde. Se, por um lado, a gente muda o jeito de celebrar, por outro o nosso objetivo continua o mesmo: participar da construção de um mundo mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos”, comenta Márcio Freitas.

 

IMPACTO

Só em 2019, as cooperativas brasileiras participantes do Dia C foram responsáveis por beneficiar mais de 2 milhões de pessoas. Confira, abaixo, os números.

- 131 mil voluntários;

- 1.977 cooperativas participantes;

- 1.257 cidades viram de perto a força das coops

- 2.111 iniciativas;

- 2,6 milhões de pessoas beneficiadas com a emissão de documentos, serviços de saúde, de cidadania, de educação financeira e muitas outras atividades, afinal, o Dia C ocorre durante o ano todo. (Assessoria Sistema Ocepar)

INTEGRADA: Live debate o controle da praga em parceria com a Integrada;

 

integrada percevejos 14 05 2020O percevejo tem causado danos representativos nas culturas de soja e milho nas últimas safras. As metodologias de controle da praga geram muitas dúvidas por parte dos agricultores. Para ajudar a esclarecer um pouco mais sobre a dinâmica dos percevejos, a Ihara (fabricante de defensivos), em parceria com a Integrada, realizou na última terça-feira, dia 12, uma transmissão ao vivo pela internet para debater o assunto. Participaram do debate o pesquisador José Fernando Jurca Grigolli, da Fundação MS, o coordenador técnico da Integrada em Maringá (PR), Ivan José da Cruz e o coordenador técnico da cooperativa em Ubiratã (PR), Emerson Damico.

 

Manejo integrado - Durante a sua apresentação, Grigolli afirmou que a adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP), é uma das ferramentas que pode ajudar o agricultor no controle do percevejo. Segundo ele, a primeira ação que o produtor deve fazer é o monitoramento por meio de análises do nível populacional. O segundo passo, afirmou o pesquisador, é entender a dinâmica das pragas para que haja uma intervenção no momento certo. Para isso, a sugestão é sempre ter o apoio de um técnico.

 

Intervenção - A Fundação MS recomenda que a intervenção por meio de inseticidas deve ocorrer a partir de dois percevejos por metro linear. “O percevejo vive muito, pois pode passar de uma safra para outra. Por isso, o controle é importante”, afirmou o pesquisador. Grigolli destacou também que é necessário acertar o momento da primeira aplicação para eliminar os percevejos mais velhos (avós), cujo objetivo é quebrar o ciclo da praga.

 

Danos - Emerson Damico pontuou que os danos causados pelo percevejo variam de acordo com a fase de desenvolvimento em que se encontra a lavoura. “Temos que ter cuidado para que os netos não conheçam os avós para não cruzarem”. Para que não ocorra o cruzamento de diferentes faixas etárias do inseto, o agrônomo recomenda a intervenção química quando o produtor constatar, novamente com a ajuda de um técnico, um início de infestação em qualquer fase de desenvolvimento da lavoura.

 

Milho - O coordenador técnico de Ubiratã completou que, se nenhuma ação de controle for feita em uma lavoura durante toda a safra, o percevejo pode causar um dano que varia de 60% a 80%. O pesquisador Fundação MS destacou que, para cada inseto que o produtor enxerga, existem outros quatro espalhados naquela localidade. Com relação ao manejo do percevejo na cultura do milho, os critérios também se baseiam no monitoramento. Contudo, ele já começa na soja. “Se o produtor tiver alto índice de infestação no final do ciclo da soja, por exemplo, se deve colocar inseticida junto ao dessecante, mas atenção em relação à carência do produto”, alertou.

 

Ataque na safra - O coordenador técnico Ivan José da Cruz, de Maringá, explanou o balanço da infestação por percevejos na última safra. Ele afirmou que, nos últimos dois anos, houve um ataque maior de percevejos. “Na última safra, por exemplo, a infestação foi mais tardia. Foi feito o controle inicial conforme recomenda a pesquisa e depois tivemos intervalos de até 30 dias para chegar novamente ao nível de controle, sempre monitorado a campo pelo nosso corpo técnico. 

 

Outras aplicações - A partir daí, recomendamos novamente outras aplicações, toda vez que chegava ao nível de controle, porque primamos pela excelente qualidade dos grãos produzidos pelos nossos cooperados”. O coordenador técnico da Integrada ainda ressaltou que devemos observar, além do nível de controle, qual produto deverá ser recomendado e utilizado pelos nossos cooperados.  Lembrando, sempre, que estes devem ser rotacionados para evitar possíveis resistências aos princípios ativos disponibilizados hoje no mercado.

 

Escolher a melhor hora - Cruz também comentou que, além do produto mais adequado para cada momento de aplicação, temos que observar qual a melhor hora de fazê-la, pois este também é um fator essencial para uma melhor eficácia no manejo e controle desta praga. Emerson Damico, coordenador técnico da regional Ubiratã, relatou que houve um aumento na população de percevejos na última safra naquela região. “Tivemos problemas somente com a soja semeada mais tarde em relação ao zoneamento, cujos ataques foram intensos, ocasionando uma perda de qualidade de grão. Damico acrescentou que o percevejo que atacou a soja semeada mais tarde migrou para o milho segundo safra. (Assessoria de Comunicação da Cooperativa Integrada)

ENERGIA: Mesmo com a pandemia, procura por instalações de sistemas de energia renovável cresce

 

O consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada e, inclusive, fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade desde abril de 2012, quando entrou em vigor a Resolução Normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) nº 482/2012, revisada pela RN nº 687/2015. Conforme o manual de fiscalização da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica do Crea-PR (CEEE), geração distribuída por fontes renováveis, é aquela originária de fontes energéticas naturais, que possuem capacidade de regeneração. As fontes de energia renovável são alternativas aos sistemas convencionais de geração e, via de regra, causam menor impacto ao meio ambiente. A energia fotovoltaica é um desses exemplos que consiste na captação da energia solar transformando-a em energia elétrica. 

 

Aumento - No Brasil estima-se que até 2024 mais 1,2 milhão de consumidores passem a produzir sua própria energia, o equivalente a 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada. No Paraná a adesão a esse tipo de energia tem aumentado significativamente nos últimos anos. Segundo levantamento feito pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), em 2019 foram 2.506 pedidos de instalação, e de janeiro até maio deste ano já são 1.370 solicitações em todo o Estado. Em 2019 o aumento na procura foi de 481% no Estado, comparado com o ano anterior, já no primeiro quadrimestre de 2020 esse índice chegou a 55%.

 

Oeste do Paraná - A região Oeste do Paraná é destaque no Estado na procura por esse tipo de energia limpa. Na Regional Cascavel, em 2018 foram solicitadas 292 instalações, em 2019 foram 782 - o que representa um aumento de 276% nos dois últimos anos. No primeiro quadrimestre de 2020 foram 389 pedidos. Em 2018 a região Oeste foi responsável por 56% das instalações do Estado, em 2019 representou 31% e em 2020 está com 28% das instalações, de janeiro até este mês de maio. E esses números tendem a crescer ou se manter, mesmo neste período de pandemia, como explica o Gerente Regional do Crea Cascavel , Geraldo Canci. “É possível que a maior dificuldade neste momento será na questão de importação das placas, nos equipamentos e na montagem dos painéis, porque alguns locais podem não permitir o acesso dos trabalhadores, entretanto o interesse pela instalação continua grande na região”, afirma Canci. 

 

Investir para economizar - A média de investimento para um sistema de energia fotovoltaica gira em torno de R$ 20 mil, considerando uma residência de médio porte. O tempo do retorno do investimento, o cálculo do payback de um sistema de energia solar fotovoltaico deve levar em consideração o investimento total realizado e a geração média mensal do sistema (produção de energia em kWh). No Brasil, o payback varia bastante em função da radiação solar e tarifas cobradas e, quanto maiores estes valores de tarifas, menor será o payback do sistema. Se fizermos uma estimativa nacional, o tempo de retorno do investimento pode ser menor do que 5 anos ou mesmo maior do que 8 anos, mas como estes sistemas possuem mais de 25 anos de vida útil, mesmo que o sistema se pague em 8 anos, serão mais de 17 anos de energia gratuita.

 

Consumidores - A empresária e doula Gil Costa, de Marechal Cândido Rondon, decidiu instalar os painéis em sua casa. “Nós decidimos instalar as placas por conta do alto custo da energia elétrica e pelo fato de que a energia fotovoltaica é limpa e ecologicamente correta. Em quatro anos nós teremos o retorno do investimento. Vale a pena”, avalia. O consumidor pode ainda, segundo a ANEEL, fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Caso a energia injetada na rede seja superior à consumida, cria-se um “crédito de energia” que não pode ser revertido em dinheiro, mas pode ser utilizado para abater o consumo da unidade consumidora nos meses subsequentes ou em outras unidades de mesma titularidade (desde que todas as unidades estejam na mesma área de concessão), com validade de 60 meses. 

 

Manutenção - Mas é importante ressaltar que, para a instalação e manutenção do sistema, é necessária a contratação de profissionais habilitados nas áreas de Engenharia.  Antes de contratar um sistema de geração de energia, é importante o proprietário verificar se a empresa está habilitada e registrada para prestação deste tipo de serviços, se os profissionais são habilitados. Essas informações poderão ser consultadas no site do Crea-PR em consultas públicas, com os dados dos envolvidos. 

 

Instalação - O Engenheiro Eletricista é o profissional indicado para fazer o projeto, que consiste no estudo para implantação do sistema, de modo a garantir o retorno esperado. “A atuação do Engenheiro Eletricista especializado em energia fotovoltaica é imprescindível no processo de adesão e acompanhamento desse sistema, uma vez que  o profissional irá analisar e dimensionar a melhor forma para que o conjunto de equipamentos atinja seu potencial máximo de geração em relação aos aspectos físicos e ambientais de cada local de forma segura”, alerta o Engenheiro Eletricista Luan Felipe Comin Thomazi.

 

Manutenção anual - Após a instalação, recomenda-se a manutenção anual do sistema. “A conservação de um sistema fotovoltaico é realizada periodicamente, onde os módulos fotovoltaicos são limpos para retirada de qualquer resíduo ou poeira que possa se acumular com o decorrer do tempo. Todas as conexões e cabeamentos do sistema são revisados para evitar desgastes e possíveis rupturas decorrentes da exposição as intempéries climáticas. Além disto, a geração do sistema é acompanhada periodicamente via aplicativo remoto para antecipação de qualquer queda na produção de energia”, observa o Engenheiro.

 

Fiscalização - Com o aumento dessa demanda o Crea-PR também aumentou o número das fiscalizações desta atividade. Nas fiscalizações verifica-se se os profissionais e empresas atuantes estão devidamente registrados junto ao sistema Confea/Crea, se emitiram a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), se os trabalhos estão sendo executados conforme suas atribuições profissionais e se há de fato a efetiva participação profissional.  “As ações acontecem em usinas, empresas, construções, em fábricas de equipamentos, empresas que prestam serviços e consultoria na área e instalações que possuem geração para consumo próprio, condomínios, shoppings, hotéis, hospitais e outros”, conclui Canci.

 

Sobre o Crea PR - O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), criado no ano de 1934, é uma autarquia responsável pela regulamentação e fiscalização dos profissionais da empresa das áreas da engenharia, agronomias e geociências. Além de regulamentar e fiscalizar, o Crea-PR também promove ações de orientação e valorização profissional por meio de termos de fomentos disponibilizados via Editais de Chamamento. (Assessoria de Comunicação do Crea/PR) 

 

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EMBRAPA: Saiba os impactos técnicos e econômicos da diversificação de culturas

 

A Embrapa Soja promove neste dia 15 de maio, das 15h às 16h, o webinar sobre "Importância e estratégias de diversificação de culturas em sistemas de produção de grãos", a ser ministrado pelo pesquisador Henrique Debiasi. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela plataforma Sympla. Debiasi fará uma apresentação sobre o tema e depois responderá aos questionamentos que poderão ser feitos via chat. 

 

Benefícios - De acordo com o pesquisador, o webinar pretende mostrar os benefícios técnicos e econômicos proporcionados pelo aumento da diversificação de espécies vegetais em sistemas de produção de grãos. "Queremos motivar o setor produtivo a adotar essa tecnologia", revela. "Para tanto, vamos abordar as principais opções para diversificação nas diferentes regiões do país, e seus impactos sobre o desempenho produtivo e econômico dos sistemas de produção", explica. Um dos pontos a ser ressaltado no evento online é relação entre o manejo do solo e a produtividade de grãos.  "Vamos destacar as estratégias para diversificação de culturas, em diferentes regiões, tanto no verão quanto no outono-inverno; além de orientar técnicos e produtores a aproveitar as “janelas” entre cultivos comerciais", ressalta Debiasi.

 

Webinar: Importância e estratégias de diversificação de culturas em sistemas de produção de grãos

Data: 15 de maio

Horário: 15h às 16h

Promoção: Embrapa Soja

Inscrições gratuitas na plataforma Sympa  Basta clicar aqui

(Assessoria de Comunicação Embrapa Soja)

 

embrapa 14 05 2020

 

CORONAVÍRUS: Senado aprova medidas de saúde para os essenciais

 

coronavirus 14 05 2020O Senado aprovou o Projeto de Lei 1.409/2020, proveniente da Câmara dos Deputados, que dá prioridade nos testes diagnósticos de coronavírus aos profissionais essenciais ao controle de doenças e à manutenção da ordem pública que tenham contato direto com pessoas e materiais contaminados. A aprovação ocorreu nesta terça-feira (12/05).

 

Prevenção - Além disso, o projeto dispõe sobre a adoção, por parte do Poder Público e os empregadores ou contratantes, de medidas para preservar a saúde e a vida de todos os esses profissionais. Os governos também devem fornecer, gratuitamente, os equipamentos de proteção individual recomendados pela Anvisa aos que estiverem em atividade e em contato direto com quem possa ter a doença.

 

Alimentos, bebidas e insumos - Os profissionais de saúde como médicos, enfermeiros, dentistas e os profissionais de limpeza já estavam inclusos no texto aprovado pela Câmara dos Deputados. A relatora do projeto, senadora Zenaide Maia (RN), acatou emenda do senador Luis Carlos Heinze (RS) que incluiu os “profissionais que trabalham na cadeia de produção de alimentos e bebidas, incluindo os insumos”.

 

Análise - As alterações feitas pelo Senado retornam para análise da Câmara dos Deputados. Caso aprovado, o projeto trará maior segurança a uma gama de profissionais que estão "na linha de frente no combate a pandemia".

 

Confira as categorias listadas pelo projeto:

médicos;

enfermeiros;

fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e profissionais envolvidos nos processos de habilitação e reabilitação;

psicólogos;

assistentes sociais;

policiais federais, civis, militares, penais, rodoviários, ferroviários e membros das Forças Armadas;

agentes socioeducativos, agentes penitenciários, agentes de segurança de trânsito e agentes de segurança privada;

brigadistas e bombeiros civis e militares;

vigilantes que trabalham em unidades públicas e privadas de saúde;

assistentes administrativos que atuam no cadastro de pacientes em unidades de saúde;

agentes de fiscalização;

agentes comunitários de saúde;

agentes de combate às endemias;

técnicos e auxiliares de enfermagem;

técnicos, tecnólogos e auxiliares em radiologia e operadores de aparelhos de tomografia computadorizada e de ressonância nuclear magnética;

maqueiros, maqueiros de ambulância e padioleiros;

cuidadores e atendentes de pessoas com deficiência, de pessoas idosas ou de pessoas com doenças raras;

biólogos, biomédicos e técnicos em análises clínicas;

médicos-veterinários;

coveiros, atendentes funerários, motoristas funerários, auxiliares funerários e demais trabalhadores de serviços funerários e de autópsias;

profissionais de limpeza;

profissionais que trabalham na cadeia de produção de alimentos e bebidas, incluindo os insumos;

farmacêuticos, bioquímicos e técnicos em farmácia;

cirurgiões-dentistas, técnicos em saúde bucal e auxiliares em saúde bucal;

aeronautas, aeroviários e controladores de voos;

motoristas de ambulância;

guardas municipais;

profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS);

servidores públicos que trabalham na área da saúde, inclusive em funções administrativas; e

outros profissionais que trabalhem ou sejam convocados a trabalhar nas unidades de saúde durante o período de isolamento social ou que tenham contato com pessoas ou com materiais que ofereçam risco de contaminação pelo novo coronavírus.

Setor produtivo de alimentos e bebidas.

 

(Informe Sistema OCB / Foto: Divultação/IMBP)

 

CRÉDITO: Começa a operar o Fundo de Aval Garantidor para micro e pequenas empresas

 

credito 14 05 2020O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou a entrada em operação do Fundo de Aval Garantidor das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Paraná – FAG/PR. A autorização foi formalizada nesta quarta-feira (13/05). Gerenciado pela Fomento Paraná, o Fundo de Aval Garantidor poderá alavancar mais de R$ 140 milhões em operações de crédito contratadas pela Fomento Paraná e pelo BRDE. Obrigatoriamente 30% do patrimônio do fundo deve garantir operações para microempresas.

 

Fomento Paraná -“Esta é mais uma iniciativa pioneira do Estado do Paraná, se colocando como ferramenta de garantia para a tomada de crédito pelos empresários de micro e pequeno porte, especialmente nesse momento difícil para as empresas”, afirmou Ratinho Junior. O novo fundo foi estruturado e será gerenciado pela Fomento Paraná, instituição financeira do Governo do Estado responsável pela oferta de diversas linhas de crédito para investimento fixo e capital de giro e também gestora de fundos públicos destinados a apoiar pequenos negócios.

 

Destinação - Criado por meio de um aporte no valor de R$ 7,2 milhões do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), o FAG/PR poderá alavancar até 20 vezes o Patrimônio Líquido em operações de crédito contratadas pela Fomento Paraná e pelo BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. Obrigatoriamente, 30% do patrimônio do fundo deverá ser aplicado em garantias para microempresas (faturamento anual até R$ 360 mil) e o restante para pequenas empresas (faturamento anual até R$ 4,8 milhões).

 

Mais agilidade - De acordo com o diretor-presidente da Fomento Paraná, Heraldo Alves das Neves, o FAG/PR é um instrumento adicional de garantias que a instituição passa a ofertar de forma alternativa ou complementar às cartas de garantia fornecidas por Sociedades de Garantia de Crédito (SGC) e pelo Fundo Garantidor para Investimentos (FGI-BNDES). “Esta nova ferramenta é muito importante neste momento para dar celeridade na aprovação das operações de crédito, uma vez que garantias reais exigem análise criteriosa e mais demorada. Estamos muito contentes de poder começar a emitir as cédulas de crédito com garantia do FAG imediatamente”, afirma Neves.

 

Fortalecer - O diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski, elogiou a vanguarda do Governo do Estado na criação da nova ferramenta de garantia. “O FAG/PR será um instrumento importante para fortalecer o Sistema Paranaense de Fomento (SPF) e dará ao BRDE a condição de ofertar uma opção adicional e facilitada de garantia aos mutuários”, diz.Para o presidente do Conselho de Administração (CAD) da Fomento Paraná, Flávio Balan, uma das características mais importantes do FAG/PR é cobrir áreas que outros fundos garantidores não atuam. “Além de ser um complemento de garantias, será um instrumento fundamental para melhorar o acesso ao crédito naqueles municípios onde a disponibilidade do aval de terceiros é muito limitada, sem que isso represente um custo muito alto para a operação.”

 

Turismo - Ainda de acordo com o diretor, neste momento o uso do FAG/PR será priorizado pela Fomento Paraná para atender às solicitações de capital de giro para empreendimentos do trade turístico, por meio da linha Fomento Turismo. Essa linha conta com recursos de Fungetur para o crédito, mas que tem impedimento para uso do FGI-BNDES nas operações de capital de giro e limitação de valores garantidos pelas SGCs.

 

Garantias - A Política de Atuação do FAG/PR prevê que o fundo poderá fornecer de 10% a 80% em garantias para operações de até R$ 800 mil. Entretanto, durante o período da pandemia do novo coronavírus, serão fornecidas garantias apenas para operações até o limite de R$ 200 mil, para micro e pequenas empresas, podendo ser acumulado proporcionalmente com outras garantias, como SGCs ou FGI.

 

O Fundo - O FAG/PR é uma ferramenta criada a partir do Estatuto Nacional da Micro Empresa e Empresa de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar Federal número 123/2006 e da Lei Complementar Estadual 163/2013, que dispõem sobre o tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado a esses tipos de empresas no âmbito tributário, nas compras públicas, e na manutenção ou expansão das atividades por meio do crédito. (Agência Estaudal de Notícias / Foto: Geraldo Bubniak)

 

PROJEÇÃO VBP: Valor da Produção Agropecuária é de R$ 697 bilhões, o maior dos últimos 31 anos

 

projecao vbp 14 05 2020Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020, atualizado com base nas informações de abril, deve atingir R$ 697 bilhões, alta de 8,6% em relação a 2019. São os maiores valores obtidos nestes últimos 31 anos de acordo com estudo elaborado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O valor das lavouras cresceu 10,4% e gerou R$ 462 bilhões. Já a pecuária avançou 5,4%, para R$ 234,9 bilhões. "As condições climáticas favoráveis na maior parte das áreas produtoras e os preços agrícolas foram decisivos para esses resultados", explica o coordenador geral de Avaliação de Políticas da Informação, José Garcia Gasques.

 

Carnes e grãos - Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgados nessa terça-feira (12) mostram condições favoráveis para o Brasil em carnes e grãos. Para a soja, milho, carnes de frango e de suíno, as exportações mostram-se em níveis superiores aos dos últimos cinco anos. Segundo o USDA, o Brasil deve suprir 51,4% da demanda mundial de soja e 33% da carne de frango.

Entre as lavouras com desempenho favorável, destacam-se arroz, cacau, café (35,4%), cana-de-açúcar (2,5%), feijão (8,5%), laranja (9,2%), milho (17,6%), soja (16%) e trigo (31,3%).

 

Redução - Quatro produtos têm apresentado redução do VBP:  algodão em caroço, banana, batata inglesa e uva. Gasques salienta que a pecuária tem tido um desempenho surpreendente. “O mercado internacional tem sido o principal responsável por esse resultado”. Os valores da produção de carne bovina e suína cresceram 13,2% e 10,2%, respectivamente. A produção de ovos, por sua vez, cresceu 11,6%, colocando o setor numa posição melhor do que a do ano passado.

 

VBP Regional - Os resultados regionais mostram a liderança da região Centro-Oeste, cujo VBP é de R$ 218,7 bilhões. A região Sudeste alcançou R$172,3 bilhões, Sul, R$168,4 bilhões, Nordeste, R$ 66,4 bilhões e Norte, R$ 44,22 bilhões. (Ministério da Agricultura)

POLÍTICA: Senado aprova MP que destina R$ 8,6 bi a estados e municípios

 

politica 14 05 2020Em sessão remota nesta quarta-feira (13/05), o Plenário do Senado aprovou a medida provisória que destina R$ 8,6 bilhões a estados, Distrito Federal e municípios para a compra de equipamentos e materiais de combate à covid-19 (MP 909/2019). A matéria foi aprovada na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 10/2020, e agora segue para a sanção da Presidência da República.

 

Dívida pública - O texto original destinava os recursos para o abatimento da dívida pública dos entes federados, com base na extinção do Fundo de Reserva Monetária, regido pelo Banco Central. Esse fundo, que não recebe novos recursos desde 1988, foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2016 — o TCU recomendou uma solução definitiva para as verbas. O Fundo de Reserva Monetária foi criado em 1966 para que o Banco Central tivesse uma reserva para atuar nos mercados de câmbio e de títulos. Esse fundo foi constituído com base em alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

 

Nova destinação - Com as mudanças promovidas pelo Congresso, metade dos recursos do Fundo de Reserva Monetária irá para os estados e para o Distrito Federal, enquanto a outra metade será destinada aos municípios. O valor deve ser usado exclusivamente para o combate à covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Os critérios de distribuição dos recursos para cada unidade ainda serão definidos pelo governo federal — que deverá levar em conta, entre outros requisitos, o número de infectados por coronavírus em cada lugar.

 

Protocolos - Para receber os recursos, estados, Distrito Federal e municípios deverão apresentar protocolos de atendimento com base nas regras determinadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o combate à pandemia de coronavírus. Também haverá normas sobre transparência e regras para a prestação de contas.

 

Urgência - A previsão era que a MP fosse votada na quinta-feira (14). Mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, lembrou que a MP perderia a validade já na próxima segunda (18). Daí a importância da votação urgente da matéria. Ele informou que conversou com as lideranças partidárias do Senado, que chegaram a um acordo para adiantar a votação, que aconteceu nesta quarta-feira.

 

Relator - O senador Eduardo Gomes (MDB-TO) atuou como relator da matéria em Plenário. Segundo o senador, o Fundo de Reserva Monetária já não vinha sendo usado com o propósito para o qual fora criado. Eduardo também destacou que o fim do fundo não trará prejuízos à condução da política monetária e ao controle de liquidez dos bancos. Além disso, acrescentou, o propósito da MP é urgente e necessário. “A conveniência política desta MP é muito clara. O Parlamento deve assumir a responsabilidade de apontar iniciativas e ações necessárias para mitigar os efeitos da pandemia”, afirmou o relator.

 

Covid-19 - Vários senadores elogiaram o texto final da MP. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) disse que esse fundo já devia ter sido extinto há muito tempo, e que é melhor destinar recursos para o combate ao coronavírus do que para pagar juros de dívida. Para Marcos Rogério (DEM-RO), destinar recursos para a saúde deve ser a prioridade. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) manifestou apoio à MP e disse que neste momento é necessário todo esforço no combate à crise de coronavírus. “A prioridade, neste instante, deve ser salvar vidas e proteger os mais vulneráveis”, declarou. (Agência Senado / Foto: Jefferson Rudy)


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