Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4825 | 19 de Maio de 2020

COVID-19: Pauta da reunião da diretoria da Ocepar é um dos destaques do comunicado 40 do Comitê de Acompanhamento

covid 19 comite 19 05 2020O comunicado 40, divulgado na manhã desta terça-feira (19/05), traz entre os destaques o principal assunto tratado pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar nesta segunda-feira (18/05), que foi a pauta que será tratada na próxima reunião das diretorias da Ocepar e Fecoopar, agendada para o dia 22 de maio, por videoconferência. Veja abaixo todas as informações do boletim.

1. No dia 18 de maio, o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 priorizou a pauta da reunião da Diretoria da Ocepar e Fecoopar, que ocorrerá por videoconferência no próximo dia 22 de maio, a partir das 9h30.

2. No dia 18 de maio, o Grupo Técnico do Transporte, coordenado pelo Sistema OCB, reuniu-se com representantes da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) para tratar assuntos de interesses do cooperativismo relacionados à certificação digital do RNTRC e à tabela de frete.

3. No dia 18 de maio, o Sistema Ocepar realizou reunião virtual com os técnicos das áreas tributária e de energia da cooperativa Castrolanda, para debater os impactos tributários relacionados à aquisição e fornecimento de energia, bem como o adequado tratamento do ato cooperativo, conforme as etapas de execução do projeto PRC100 – Comercializadora de Energia.

4. No dia 18 de maio, o Sistema Ocepar disponibilizou ao grupo do projeto PRC100, Compartilhamento de Soluções em TI, os materiais e o relatório da pesquisa de percepção sobre as propostas técnicas/comerciais apresentadas e debatidas no último dia 15 de maio.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção do Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

 

DEBATE: Presidentes da Ocepar e da Copacol discutem produção de pescado e cooperativismo nesta terça-feira

Os presidentes do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e da Cooperativa Copacol, Valter Pitol, participam, nesta terça-feira (19/05), de um debate sobre a produção de pescado e cooperativismo, que será transmitido ao vivo, a partir das 19h. A live terá ainda a presença do ex-ministro da Pesca, Altemir Gregolin, que também é presidente do IFC (International Fish Congress & Fish Expo Brasil). O debate é promovido pela IFCTV, um canal de comunicação multiplataforma do evento, programado para ser realizado de 9 a 11 de setembro, no Recanto Cataratas Resort, em Foz do Iguaçu.

 

debate 19 05 2020

 

WEBINAR: IBDA promove debate sobre recuperação judicial do produtor rural

O Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio (IBDA) promove, nesta terça-feira (19/05), a partir das 18h30, o webinar com o tema “Recuperação judicial do produtor rural”. O debate será realizado com apoio do Sistema OCB, Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e VBSO Advogados Associados. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e o ex-ministro da Agricultura e coordenador do FGVAgro, Roberto Rodrigues, participam da discussão sobre o tema “Visão do cooperativismo e sistema privado de financiamento”.

Link - Clique no link para se inscrever e acompanharo webinar: https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_FlERErpiQQeo9zxwleWozg.

 

webinar 19 05 2020

C.VALE: Cooperativa inova em Dia de Campo Digital sobre o milho safrinha

A C.Vale vai apresentar ao vivo, no dia 28 de maio, a partir das 8h, através do canal da cooperativa no Youtube, novas tecnologias para o milho safrinha. Esta será a primeira edição digital do Dia de Campo, que contará com a participação de 26 empresas parceiras da cooperativa.

Pandemia - De acordo com o coordenador do Campo Experimental da cooperativa, Enoir Pellizzaro, ao contrário de anos anteriores, o dia de campo do dia 28, não será aberto ao público em razão da pandemia do novo coronavírus. “A saúde de nosso associado está em primeiro lugar. Mesmo assim vamos realizar com a nossa missão de informá-los sobre produtividade, época de plantio e controle de pragas e doenças”, destacou Pellizzaro.

Equipe reduzida - Cumprindo todas as normativas e recomendações dos ministérios da Saúde e do Trabalho, os trabalhos serão executados com número reduzido de profissionais.

Youtube - Para acompanhar os conteúdos com exclusividade, clique no link abaixo, se inscreva no canal da cooperativa e ative as notificações.

https://youtu.be/AF1yevvSs-o

(Imprensa C.Vale)

cvale folder 19 05 2020

INTEGRADA: Cooperados de Ubiratã (PR) registram recorde de produtividade no Programa Colher Mais

O uso da agricultura de precisão tem possibilitado a muitos produtores extraírem o melhor potencial produtivo de suas áreas. Prova de que a ferramenta traz resultados, é a conquista da família Salvetti, de Ubiratã (PR), no programa Colher Mais, promovido pela TIMAC, em parceria com a Integrada. Os cooperados Darci, Egídio e Leoci Salvetti chegaram a produzir 249 sacas por alqueire (sc/alq).

Fundamental - A implantação da agricultura de precisão foi fundamental para atingir esse resultado, explica Egídio Salvetti. Há 8 anos, a parceria com a TIMAC com todo o apoio da equipe técnica da Integrada, ajudou a realizar um trabalho sistemático de correção de solo. A área, segundo ele, já vinha produzindo bem, mas eles queriam melhorar o potencial produtivo. “Os agrônomos da Integrada trouxeram técnicas que deram resultados”, observa Egídio.

Pontos - Em alguns pontos durante a colheita, sublinha o cooperado, a máquina chegou a registrar 270 sc/alq. Egídio completa que todo o trabalho foi sistemático desde a semeadura até a colheita. A soja foi semeada na velocidade adequada com o solo totalmente corrigido e, para ajudar no recorde, as chuvas foram bem distribuídas.

Laudo técnico - Emerson Damico coordenador técnico e agrônomo responsável pela condução da lavoura da família Salvetti explica que, no lote selecionado para receber o programa Produtividade Integrada (PI), da Integrada, em conjunto com o Colher Mais, da TIMAC, foi investido forte em adubação de base. “Tivemos que fazer somente a correção com fósforo”, observa Domico. Depois das recomendações, a equipe técnica da cooperativa acompanha, de forma contínua, o desenvolvimento da safra.

Fungicidas - Para a aplicação de fungicidas, a Integrada contou com a parceria da Basf e, com a força da união, se alcançou esse alto índice de produtividade. (Imprensa Integrada)

{vsig}2020/noticias/05/19/integrada/{/vsig}

COMÉRCIO EXTERIOR I: Segunda semana de maio registra balança comercial com superávit de US$ 1,29 bilhão

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,29 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,346 bilhões, na segunda semana de maio de 2020 - com cinco dias úteis -, como resultado de exportações no valor de US$ 3,818 bilhões e importações de US$ 2,528 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18/05) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Ano - No ano, as exportações totalizam US$ 77,035 bilhões e as importações, US$ 61,559 bilhões, com saldo positivo de US$ 15,477 bilhões e corrente de comércio de US$ 138,594 bilhões.

Análise do mês - Nas exportações, comparadas a média diária até a segunda semana de maio de 2020 (US$ 967,41 milhões) com a de maio de 2019 (US$ 936,02 milhões), houve crescimento de 3,4%, em razão do aumento nas vendas na Agropecuária (69,9%). Por outro lado, houve queda de vendas na Indústria Extrativa (-32,1%) e de produtos da Indústria de Transformação (-7,6%).

Aumento - O aumento nas exportações foi puxado, principalmente, pela elevação nas vendas dos seguintes produtos agropecuários: Soja (+ 86,7%); Café não torrado (+ 46,1%); Arroz com casca, paddy ou em bruto (+ 595,2%); Especiarias (+ 122,9%) e Madeira em bruto (+ 155,7%).

Média diária - Nas importações, a média diária até a segunda semana de maio de 2020 (US$ 599,8 milhões) ficou -11,8% abaixo da média de maio do ano passado (US$ 680,37 milhões). Nesse comparativo, caíram os gastos com Agropecuária ( -4,0%); Indústria Extrativista (-53,5%) e produtos da Indústria de Transformação ( -8,5%).

Queda - A queda das importações foi puxada, principalmente, pela diminuição dos gastos com os seguintes produtos agropecuários: Milho não moído, exceto milho doce ( -93,1%); Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado ( -42,3%); Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas ( -31,7%); Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais ( -15,5%) e Tabaco em bruto ( -37,3%).

Indústria - Já na Indústria Extrativista, a queda das importações ocorreu devido à diminuição dos gastos com a compra de Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( -86,9%); Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado ( -27,4%); Minérios de cobre e seus concentrados ( -65,9%); Gás natural, liquefeito ou não ( -14,0%) e Fertilizantes brutos, exceto adubos, ( -37,6%).

Transformação - Finalmente, na Indústria de Transformação, a queda das importações foi puxada pela diminuição do volume de compras com Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, ( -63,2%); Veículos automóveis de passageiros ( -71,0%); Partes e acessórios dos veículos automotivos ( -46,9%); Veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais ( -79,5%) e Geradores elétricos giratórios e suas partes ( -43,4%). (Ministério da Economia)

Confira os dados completos da balança comercial

comercio exterior I tabela 19 05 2020

COMÉRCIO EXTERIOR II: Agronegócio representa 80,3% das exportações do Paraná

comercio exterior II 19 05 2020Da receita gerada pelas exportações do Paraná no primeiro quadrimestre deste ano, 80,3% têm origem no agronegócio do Estado. Somando cerca de US$ 4,12 bilhões, os produtos que mais participaram deste montante foram do Complexo Soja, as carnes e os produtos florestais. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Soma - De março a abril, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 31,40 bilhões, alta de 5,9% em relação ao mesmo período no ano anterior. O Paraná é terceiro estado mais expressivo neste valor, sendo responsável por 13,14% deste total, atrás apenas do Mato Grosso (18,33%) e São Paulo (15,38%).

Receita - A receita gerada pela agricultura e pecuária paranaense no período supera em US$ 160 milhões a das exportações dos produtos de janeiro a abril de 2019. Somente a soja representa quase metade (46,7%) das exportações do Agro paranaense. O setor alcançou receita de quase US$ 1,93 bilhão. As carnes participam com 23,57%, tendo gerado US$ 972,7 milhões. Os produtos florestais, que representam 16,53% do total exportado pelos produtos agropecuários, resultaram em receita de cerca de US$ 682,2 milhões. Na sequência das exportações, ainda somam-se o complexo sucroalcooleiro, café, cereais (farinhas e preparações), entre outros que, juntos, contabilizam US$ 543 milhões em receita.

Alinhado - O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, avalia que o comportamento das exportações paranaenses está alinhado com o agronegócio no restante do Brasil. No cenário nacional, também houve crescimento expressivo nos embarques do Complexo Soja, que gerou aproximadamente US$ 11 bilhões em receita apenas com o grão de soja e, por outro lado, uma redução nos embarques de milho.

Variação natural - Segundo o secretário, a variação é natural. “No ano passado, a exportação de milho foi recorde, e nós já sabíamos que o resultado não se repetiria nesse ano, até por restrição de oferta”.

Carne - No Complexo Carne, tanto o desempenho brasileiro como o paranaense foram bastante satisfatórios no primeiro quadrimestre. “O Brasil está embarcando especialmente para a China, país que passou por dificuldades sanitárias com a peste suína africana e está importando carne para garantir o consumo”, diz o secretário. No cenário estadual, ele também destaca o desempenho do açúcar, que cresceu 103% em volume e 96% em valor nos primeiros meses do ano. “Provavelmente, o agronegócio será o único setor a registrar crescimento neste ano no Brasil. Temos uma perspectiva de um bom ano para o mercado externo, particularmente impulsionado pelas carnes, Complexo Soja e açúcar liderando esse esforço”, completa Ortigara.

Soja em grão - Segundo o levantamento do ministério, o Paraná exportou, de janeiro a abril de 2020, aproximadamente 4,4 milhões de toneladas de soja em grão. Esse volume é 39% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando haviam sido exportados aproximadamente 3,1 milhões de toneladas. Em volume financeiro, o crescimento foi de 33%.

Valor - Em 2019, o valor obtido com as exportações de soja em grão, de janeiro a abril, contabilizou cerca de US$ 1,13 bilhão. Nos primeiros quatro meses de 2020 o valor obtido foi de US$ 1,50 bilhão. “As justificativas para esse aumento são a alta do dólar frente ao real e a maior demanda por parte dos importadores da soja brasileira”, analisa o economista do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura, Marcelo Garrido.

Destinos – Mais de 40% de tudo o que o Paraná exportou, da produção agropecuária, teve como destino a China. As vendas para o país asiático, totalizaram em torno de US$ 1,67 bilhão.

União Europeia - Países do bloco da União Europeia são o segundo principal destino das exportações do Agronegócio do Estado. Esses representam quase 13,6%, comprando US$ 560,7 milhões.

Total - De acordo com os dados do Ministério da Economia, de janeiro a abril o Brasil exportou 203,9 milhões de toneladas de cargas. A receita gerada pelo País com as exportações foi de US$ 67,3 bilhões. Considerando a origem dos produtos exportados, o Paraná é o sexto, entre os estados brasileiros.

Balança comercial - A balança comercial do Paraná fecha o quadrimestre com saldo positivo de quase US$ 1,5 bilhão. A corrente de comércio do Estado, nos primeiros quatro meses do ano, passa dos US$ 8,7 bilhões. De janeiro a abril deste ano, o Estado exportou quase 8,8 milhões de toneladas de produtos, alcançando receita de US$ 5,14 bilhões. Já as importações do Estado totalizaram um volume de pouco mais de 4,9 milhões de toneladas, contabilizando cerca de US$ 3,6 bilhões.

Porto de Paranaguá - Das 8,8 milhões de toneladas exportadas pelo Paraná no primeiro quadrimestre do ano, 6,6 milhões, ou seja, 75% saíram pelos Portos do Paraná. A soja, em grão e farelo, teve a maior participação nesse montante.

Logística - “A logística do Paraná vem se mostrando extremamente eficiente e integrada, do campo ao porto. Isso porque o Governo do Estado vem dando condição para que se tenha um movimento ordenado. Isso faz com que os nossos produtores escolham, principalmente, exportar pelos portos paranaenses”, afirma o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Ferroeste - Ele destaca que a Ferroeste bateu recorde, puxando a produção do Oeste do Estado. As rodovias, com as revisões e manutenções, vêm dando suporte ao movimento de caminhões, que também bateu recorde, além dos portos, que fizeram em abril a melhor movimentação mensal da história.

Cargas - “Estamos atendendo um volume muito grande de cargas, principalmente a soja. O que estamos vendo é uma logística muito coordenada desde a chegada dos caminhões e vagões do Interior até a produtividade que vimos alcançando nos carregamentos dos navios”, completa.

Volume - Segundo os dados do Ministério da Economia (ComexStat), foram cerca de 4,2 milhões de toneladas de soja paranaense exportadas pelo Porto de Paranaguá. A receita gerada por essas exportações chegou a de pouco mais de US$1,1 bilhão.

Outros itens - Na sequência, respectivamente, o açúcar, o frango, a celulose e o milho também engrossam o volume das exportações do Estado, realizadas pelos terminais paranaenses. Confira tabela. (Agência de Notícias do Paraná)

 

DEFESA AGROPECUÁRIA: Adapar inicia inquérito epidemiológico da febre aftosa

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) iniciou nesta segunda-feira (18/05) o inquérito soro-epidemiológico do rebanho bovino do Estado. Serão coletadas amostras do sangue de quase 10 mil animais em 330 propriedades rurais. Esta é uma das últimas providências para o reconhecimento internacional do Paraná de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), prevista para ocorrer em 2021. O prazo para conclusão do inquérito é de quatro semanas.

Análise - Depois, as amostras serão enviadas para análise no laboratório oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que divulgará o resultado em julho. “O inquérito servirá para comprovar que não há circulação viral de febre aftosa no Paraná”, explica o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

Visitas - Para realizar o inquérito, os técnicos da Adapar visitarão as propriedades, utilizando os equipamentos de segurança necessários neste período. “Mesmo na pandemia do novo coronavírus, os prazos da OIE não se alteraram. E nós estamos tomando todas as medidas de biossegurança para execução dessa atividade”, diz o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias.

Colaboração - O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento Norberto Ortigara, destaca que a compreensão dos produtores paranaenses nesse momento é fundamental. “Pedimos a colaboração dos agricultores que serão visitados. O novo status sanitário vai ajudar a aumentar o protagonismo da produção paranaense no mercado internacional”.

Atualização cadastral - Desde 1º de maio acontece a Campanha de Atualização de Rebanhos, que substitui a vacinação contra a febre aftosa no Paraná e, por conta da pandemia, se estenderá até 30 de novembro. “Essa é outra etapa essencial no processo de certificação do Estado como Área Livre. O cadastro é obrigatório para garantir a rastreabilidade e a sanidade de todo o rebanho paranaense”, explica o diretor-presidente da Adapar.

Site - A atualização de rebanhos deve ser feita preferencialmente de forma on-line, por meio do site da Adapar. Nele, o produtor encontrará o banner Campanha de Atualização do Rebanho, que possibilita acesso ao sistema de comprovação. (Agência de Notícias do Paraná)

{vsig}2020/noticias/05/19/defesa_agropecuaria/{/vsig}

SISTEMA: Outorga ambiental eletrônica garante mais agilidade aos processos

sistema 19 05 2020A Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, por meio do Instituto Água e Terra, disponibiliza o Sistema de Informações para Gestão Ambiental e de Recursos Hídricos (SIGARH). O sistema eletrônico garante mais transparência e agilidade e integra um grande programa de modernização dos processos da outorga de uso dos recursos hídricos, monitoramento e gestão de bacias hidrográficas. A medida visa o aprimoramento operacional de gestão do setor.

Mais abrangente - O novo sistema está em operação desde o início do ano e será disponibilizado de forma mais abrangente para o público a partir deste mês. Houve consolidação das funcionalidades do sistema e também está sendo ampliado o procedimento de cadastramento de público.

Financiamento - O SIGARH foi implementado com financiamento do Banco Mundial e desenvolvido pela Fundação Ezute, com a participação de toda a equipe do IAT. O projeto contou, também, com a participação da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).

Ações - Além de hospedar o sistema em seu data center, a Celepar apoiou o processo licitatório, definiu a tecnologia e padrões a serem utilizados na estrutura física e lógica e disponibilizou serviços para integração com demais sistemas corporativos do governo, prezando pela segurança da rede e as boas práticas já adotadas pelo Estado.

Resposta - O secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, disse que a outorga eletrônica é a resposta da política de gestão de recursos hídricos que o Governo do Estado dá para o setor produtivo, sociedade civil e Ministério Público.

Modernização - Ele salientou que o SIGARH representa a modernização do relacionamento com os usuários, dotando de impessoalidade, transparência, agilidade e segurança técnica e jurídica. “O sistema dá respaldo ao projeto do Descomplica Rural e proporciona respostas rápidas para os investimentos na produção de proteína animal, denominado Alimento Sustentável que alimenta o Paraná, o Brasil e boa parte do mundo".

Transformação - O diretor-presidente do Instituto Água e Terra, Everton Luiz da Costa Souza, explica que o projeto faz parte da estratégia de governo para a transformação digital na área ambiental. “É uma resposta para a sociedade paranaense, especialmente, ao setor produtivo. Dá agilidade, transparência e segurança jurídica na emissão de diplomas legais que são demandados por esse setor”. Souza complementa que, além disso, com o sistema permite a emissão de outorgas de recursos hídricos com papel zero.

Redução do tempo - Segundo Nestor Braganollo, coordenador do Desenvolvimento Governamental e Projetos Estruturantes do Estado, o apoio à aplicação deste sistema prevê uma redução significativa no tempo médio de processamento da outorga de direito de uso da água.

Desempenho - “O sistema contribuirá para um melhor desempenho do IAT e, principalmente, para o desenvolvimento sustentável da Agropecuária do Paraná. O Banco Mundial considerou exemplar o trabalho realizado pelo Instituto Água e Terra", ressalta.

Ferramenta - O sistema ajudará o Estado a crescer e se constitui numa importante ferramenta nesse período de crise hídrica”, afirma Jaqueline Dorneles de Souza, diretora do Núcleo de Inteligência Geográfica e da Informação do Instituto Água e Terra e coordenadora do projeto.

Tomada de decisão - Ela explica que ao integrar dados de monitoramento, gestão e regulação dos usos dos recursos hídricos, o sistema disponibiliza ferramentas geo de apoio à tomada de decisão que possibilitam ao técnico diminuir o tempo de análise de processos.

Documentos - “Vamos ampliar a gama de documentos auto-emitidos, a partir de parametrizações e do uso da inteligência geográfica nas análises automáticas. Durante o desenvolvimento do sistema, percebemos que eram necessárias outras ferramentas, por exemplo, a necessidade de uma funcionalidade para que o usuário possa desistir do processo físico e entrar no eletrônico”, complementa.

Inovação - Também Leandro Moura, presidente da Celepar, ressalta a importância do sistema. "A inovação só faz sentido quando aplicada para facilitar a vida das pessoas. Esse trabalho em conjunto é um bom exemplo disso”, disse ele.

Precursora - A Celepar é precursora da tecnologia e inovação do Estado do Paraná e está focada em soluções digitais para a sociedade que transformam a gestão pública em prestadora de serviço mais simples, digital e intuitivo, otimizando processos, eliminando burocracias e simplificando a relação entre governo e cidadão.

SIGARH - O SIGARH faz parte do Projeto Multissetorial para o Desenvolvimento do Paraná firmado entre o Governo do Estado e o Banco Mundial e foi coordenado pela Secretaria de Estado do Planejamento e Projetos Estruturantes (SEPL). O novo sistema está em operação desde o início do ano e será disponibilizado de forma mais abrangente para o público a partir deste mês.

Serviços integrados - Ao contribuir com a desburocratização do Estado, moderniza os procedimentos, oferecendo serviços integrados e de maior alcance. Para o cidadão, possibilita a substituição do papel por meios eletrônicos, o acesso às informações via internet, maior confiabilidade dos dados e rapidez na liberação de processos.

Novas funcionalidades - A partir dessa versão disponibilizada para o público, já estão em desenvolvimento novas funcionalidades que serão implementadas gradativamente, visando melhoria, segurança e agilidade dos serviços prestados ao cidadão paranaense.

Operacionalização - O SIGARH permite a operacionalização de praticamente todos os instrumentos de gestão da Política Nacional de Recursos Hídricos e possibilitará ao Paraná desburocratizar processos, ter mais eficiência e maior transparência nesse setor. É composto por sete Subsistemas integrados.

Solução - Leonardo Guimarães Lopes, gerente do projeto SIGARH por parte da Fundação Ezute, disse que o sistema pode ser a maior e mais abrangente solução para gestão de recursos hídricos do País. “O sistema foi construído atendendo aos padrões tecnológicos do Paraná e sua arquitetura modular permitirá ao governo a rápida ampliação de suas funcionalidades quando necessário”, explicou. “Mais uma vez, a Fundação Ezute colocou em prática sua missão e seu propósito de contribuir para a transformação das organizações brasileiras e quem ganha com isso é a população que terá acesso a serviços de qualidade com rapidez”, argumenta.

Acesso - O sistema pode ser acessado neste  SITE   onde o usuário terá também à disposição um conjunto de vídeos explicativos sobre o uso do sistema. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ZARC: Mapa publica zoneamento do amendoim e do consórcio milho com braquiária de 1º safra

zarc 19 05 2020Foram publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (18/05) as portarias com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2020/2021, para o cultivo de amendoim para todas as unidades da Federação e também para o plantio do consórcio milho com braquiária de 1º safra no Distrito Federal e em 14 estados (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná).

Indicação - O coordenador-geral de Risco Agropecuário do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Hugo Borges, explica que o cultivo de amendoim foi indicado para todos os estados e milho consorciado com braquiária de 1º safra teve como principal novidade a indicação na região do Matopiba.

Cultivo - “O cultivo do amendoinzeiro pode ser realizado em uma larga faixa de climas, desde as equatoriais até as temperados, sempre observando a janela ideal para o plantio conforme indicado no Zarc. O amendoim e o consórcio milho com braquiária são importantes cultivos para sistemas de produção sustentáveis. O amendoim vai muito bem em sucessão para reforma de canaviais e pastagens, já a braquiária plantada junto com o milho permite, além da produção do milho, recuperar pastagens degradadas, produzir mais alimento aos animais e a incorporação de matéria orgânica para plantios subsequentes na mesma área”, destaca.

Vídeo - O Mapa acaba de lançar um vídeo para, de forma bem simples e objetiva, esclarecer como o trabalho de Zoneamento é feito e como ajuda os agricultores a mitigarem as consequências dos riscos climáticos.

Culturas importantes para sistemas de produção sustentáveis- O estado de São Paulo é o maior produtor de amendoim e grande parte do total produzido é oriundo de áreas de renovação de canavial. Em relação ao milho com braquiária, a associação entre o sistema plantio direto e o consórcio entre culturas anuais e pastagens é uma das opções que apresenta maiores benefícios, como maior reciclagem de nutrientes, acúmulo de palha na superfície, melhoria da parte física do solo, pela ação conjunta dos sistemas radiculares e pela incorporação e acúmulo de matéria orgânica, além de ser mais sustentável em relação ao cultivo convencional.

Aplicativo Plantio Certo - Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, ferramenta utilizada para orientar os programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível no sistema Android.

Plataforma - Os resultados também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos”.

Para que serve o Zarc? - O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados aos problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

Modelo - O modelo agrometeorológico considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Riscos - Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas. (Mapa)

Confira aqui as portarias por estado

 

MAIS LEITE SAUDÁVEL: Habilitação no Programa poderá ser feita online

 

O pedido de habilitação de laticínios e cooperativas de leite no Programa “Mais Leite Saudável” (PMLS), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), poderá, a partir de agora, ser realizado de forma online. A solicitação deverá ser feita pelo Portal de Serviços do governo federal - www.gov.br

 

Procedimento - O representante do estabelecimento interessado deverá, ao acessar o portal, clicar na categoria “Agricultura e Pecuária”. Na sequência, em “Licenciamento e Habilitação” e “Mercado Interno”Neste link estará: "Habilitar Laticínios ou Cooperativas de leite no Programa Mais Leite Saudável" por onde poderá enviar o projeto, via web, de qualquer local do país.

Informações gerais - Além de solicitar o acesso ao benefício, nesse espaço há informações gerais e específicas sobre o programa, que permite aos laticínios, inclusive cooperativas, a apuração de créditos presumidos do PIS/Pasep e da Cofins de leite in natura, utilizado como insumo.

 

Foco - O coordenador de Boas Práticas e Bem-Estar Animal do Mapa, Rodrigo Dantas, observa que para participar do programa - com a possibilidade de utilizar os créditos gerados a partir da compra e processamento do leite - os laticínios e cooperativas devem apresentar um projeto, com foco em assistência técnica gerencial. “As ações propostas devem corresponder, no mínimo, a 5% do valor de créditos a que tem direito, beneficie diretamente os produtores rurais de leite, promovendo o desenvolvimento da atividade, aumento de rentabilidade e melhoria na qualidade e produtividade do leite”, afirma.

 

Importância - Mundialmente, ressalta Dantas, o setor leiteiro se destaca por sua grande importância econômica, gerador de emprego e renda. O leite é o terceiro produto agropecuário em produção total e o primeiro em valor monetário, com indicativo de crescente demanda, segundo dados da Global Dairy Platform, uma comunidade que reúne laticínios, associações e órgãos científicos ligados ao tema.

 

Brasil - O Brasil está entre os cinco maiores produtores mundiais de leite e o setor tem grande relevância socioeconômica para o mercado interno. A cadeia agroindustrial do leite reúne cerca de 1,2 milhão de produtores, presentes em 98% dos municípios.

 

Produtividade e produção - “O aumento de produtividade e da produção, resultante de uma gestão profissionalizada e da utilização de ferramentas como inovação e tecnologia, aliados à melhoria na qualidade do produto, credenciará o Brasil como grande exportador de lácteos”, avalia o coordenador.

 

Oportunidade - Além de possibilitar o acesso a recursos, o "Programa Mais Leite Saudável" representa uma oportunidade para laticínios e cooperativas de leite melhorarem a produtividade e o rendimento de seus processos industriais e produtos finais, uma vez que passam a ter acesso a matérias-primas (leite) de melhor qualidade, com menor descontinuidade no fornecimento, estimulando a profissionalização e a competitividade na cadeia leiteira nacional.

 

Cinco anos - Em 2020, o PMLS completa cinco anos, com 491 empresas participantes, 699 projetos executados ou em execução, beneficiando 67.085 famílias de produtores de leite, localizadas em 2.150 municípios em todo o país.

 

Decreto - O Decreto Nº 8.533, de 30 de setembro de 2015, que institui o programa e outras legislações e informações podem ser acessados aquiVeja vídeo explicativo sobre o serviço . (Mapa)

CÂMARA: Deputados não têm posição unânime sobre projeto de regularização fundiária

 

camara 19 05 2020Participantes de reunião técnica na Câmara, nesta segunda-feira (18/05), sobre o projeto de regularização fundiária (PL 2633/20), que pode ser votado no Plenário nesta quarta-feira (20/05) caso haja pedido de urgência, defenderam a ampliação dos limites de terras previstos no texto por considerar que os médios e grandes proprietários rurais estão sendo discriminados.

 

Divisão - Os deputados que participaram do debate se dividiram entre os que apoiam a MP do governo e os que acreditam que o projeto é um avanço – e há os que não acham o assunto relevante durante este período de pandemia.

 

Apresentação - O projeto foi apresentado pelo deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), relator da Medida Provisória 910/19, que perde a validade nesta terça-feira (19/05) sem ter tido acordo para sua votação.

 

Apelido - O secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura e Pecuária, Nabhan Garcia, disse que o apelido dado à medida provisória, de MP da Grilagem, faz parte de um discurso “bolivariano”.

 

Crítica - Já o deputado Marcelo Ramos (PL-AM), relator da nova proposta, disse que estranhou a crítica do governo, que, segundo ele, mostrou-se favorável à substituição da MP na semana passada. Ramos afirmou que o projeto vai regularizar propriedades de até 6 módulos fiscais, o que corresponde a 92% do total.

 

Autodeclaração - Ele lembrou que a ideia é permitir que esses terrenos possam ser regularizados por autodeclaração e sensoriamento remoto. Terrenos maiores poderão ser regularizados, mas passarão por vistoria presencial, que é a regra antiga.

 

Percentuais - “Estes 92% significam 47% da área em processo de regularização; enquanto os 8% que sobram, acima de seis módulos fiscais, representam 53% da área. Sob a lógica do tamanho de área regularizada, talvez seja tímido, mas sob a ótica do ser humano, do trabalhador rural, daquele que precisa da titulação da terra para ter acesso ao crédito, para ter acesso à assistência técnica, para ter a quem cobrar pela recuperação das suas vicinais para retirar a produção, nós estaremos, com a aprovação do PL 2633, atendendo 92% dessas pessoas”, justificou.

 

Regras iguais - Nabhan Garcia afirmou, porém, que as regras devem ser iguais para todos e que a Constituição permite a regularização de terras públicas até 2.500 hectares. Isso daria uma média de 50 módulos fiscais, segundo ele. O módulo fiscal varia de 5 a 110 hectares. “Nós não estamos aqui para regularizar grileiro de terra, não. Grileiro está na mente dos bolivarianos, daqueles que perderam a eleição e não souberam perder. Daqueles que seguem o bolivarianismo da Venezuela. Falta de respeito, de consideração com famílias que perderam até entes queridos quando foram enfrentar o Norte do Brasil", rebateu o secretário.

 

Defesa - Nabhan Garcia foi acompanhado em sua defesa pelo ex-deputado Aldo Rebelo e por Muni Lourenço, representante da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil. Ambos disseram que os agricultores estão injustamente sendo ligados à grilagem e ao desmatamento.

 

Comparação - Rebelo, que relatou na Câmara o novo Código Florestal, fez uma comparação, dizendo que ninguém faz regra para bancos tirando o Itaú e o Bradesco. Ele defendeu o aumento do limite do projeto para dez módulos fiscais na Amazônia Legal porque o Código Florestal só deixa utilizar 20% do terreno na região.

 

Incentivo a irregularidades - Raoni Rajão, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, elogiou as mudanças do projeto e disse que a MP incentivou várias irregularidades como terras sendo vendidas na internet:

 

Tendência - “É possível ver que existe uma tendência grande de definir grandes conjuntos de áreas, que têm características de serem do mesmo imóvel, parceladas em blocos de 15 módulos fiscais. Já talvez esperando uma facilitação. É comum também observar Cadastros Ambientais Rurais que indicam a existência de um imóvel com dois registros do Incra dentro deste mesmo imóvel, o que não seria possível.”

 

Opinião semelhante - A opinião do professor da UFMG foi semelhante à de Elias D'Angelo Borges, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

 

Proprietários - O texto do projeto beneficia apenas os proprietários que estavam no imóvel até 2008 e não 2014, como prevê a MP.

 

Frente ambientalista - O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), afirmou que é importante reconhecer os avanços no texto, como a redução dos módulos rurais e o novo marco temporal. Ele criticou, no entanto, a votação do tema em meio à pandemia de Covid-19, sem que haja uma discussão ampla com a sociedade civil.

 

Conflito - Entre as críticas feitas ao projeto, Agostinho citou a possibilidade de as novas regras gerarem conflito com indígenas e com quilombolas. Ele também lamentou haver uma "renúncia fiscal", com a previsão de pagamento de valores simbólicos pela regularização de grandes propriedades, em um período de crise nas contas públicas.

 

Diferenciação - Para o deputado, é preciso diferenciar o produtor rural sério daqueles que querem se apropriar e vender terras públicas.

 

Situação precária - Ele relatou ainda a situação precária de órgãos relacionados à regularização fundiária e fiscalização ambiental, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo Agostinho, esses órgãos estão "sucateados, falidos e sem as equipes técnicas" necessárias ao seu trabalho. (Agência Câmara de Notícias)

 

FOTO: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

 

CONGRESSO NACIONAL: Recesso legislativo de julho é cancelado

 

congresso nacional 19 05 2020O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, informou que não haverá recesso parlamentar em julho. A decisão foi tomada após reunião com as lideranças partidárias nesta segunda-feira (18/05). Por acordo com o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), tanto o Senado como a Câmara dos Deputados seguirão trabalhando sem interrupção em julho.

 

Covid - "A decisão foi tomada por nós parlamentares, por entendermos que o Legislativo precisa continuar trabalhando para amenizar os efeitos negativos da pandemia de Covid-19", ressaltou Alcolumbre.

 

Período - Conforme previsão constitucional, a sessão legislativa é realizada de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. Os dias compreendidos entre esses dois períodos configuram o recesso parlamentar. (Agência Câmara de Notícias)

 

FOTO: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

 

PRONAMPE: Nova lei cria programa de crédito para pequenos empreendimentos

 

pronampe 19 05 2020Entrou em vigor a lei que cria o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), uma linha especial de crédito voltada para os pequenos empreendimentos (receita bruta de até R$ 4,8 milhões ao ano). A União fornecerá uma garantia de até 85% do valor emprestado, através do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

 

Capital de giro e investimento - Administrado pelo Banco do Brasil, o FGO assegura crédito para capital de giro e investimento a empreendedores individuais e a micro, pequenas e médias empresas. A União aportará R$ 15,9 bilhões no FGO para garantir os empréstimos do Pronampe.

 

Lei - A Lei 13.999/20 foi publicada na edição desta terça-feira (19/05) do Diário Oficial da União. A norma foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro com cinco vetos, um deles sobre um capítulo inteiro da nova lei.

 

Moratória - O capítulo vetado concedia uma minimoratória de 180 dias a empresas e pessoas físicas com dívidas parceladas com a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O texto determinava que os devedores poderiam quitar o valor suspenso, ao final do período, em uma única parcela, sem cobrança de juros e multas, entre outras condições.

 

Renúncia de receita - Em mensagem enviada ao Congresso Nacional, Bolsonaro afirma que o veto é necessário porque a medida acarretaria renúncia de receita, sem o cancelamento equivalente de outra despesa obrigatória e sem estimativas de impacto orçamentário e financeiro, como determina legislação fiscal.

 

Carência - O presidente também vetou o dispositivo que previa carência de oito meses para o pagamento dos empréstimos feitos pelos pequenos empreendedores junto ao Pronampe. A alegação foi de que os bancos públicos que concederão os financiamentos não teriam capacidade de fornecer a carência, colocando em risco todo o programa.

 

Negação de empréstimo - Bolsonaro vetou ainda o trecho que proibia os bancos participantes do Pronampe de negar o empréstimo a empresas com nome sujo em bancos de dados, públicos ou privados, ou com títulos protestados.

 

Alegação - O presidente alega que a medida contraria os princípios da seletividade, da liquidez e da diversificação de riscos “ao possibilitar que empresas que se encontrem em situação irregular perante os órgãos do Estado, bem como de insolvência iminente, tomem empréstimo, em potencial prejuízo aos cofres públicos”.

 

Direcionamento - Também afirma que o dispositivo poderia levar os bancos a direcionar parte das operações de crédito para clientes com dívidas no próprio banco.

 

Análise - Todos os vetos serão analisados agora pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los, restabelecendo a redação aprovada pelos deputados e senadores.

 

Condições do empréstimo - A nova lei tem origem em um projeto de autoria do senador Jorginho Mello (PL-SC), aprovado pela Câmara dos Deputados em abril, com relatoria da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). O objetivo da norma é garantir recursos para as empresas e manter empregos durante o período de calamidade pública decorrente da emergência do coronavírus.

 

Percentual - Conforme a lei, cada empresa poderá tomar emprestado até 30% da sua receita bruta anual calculada com base no exercício de 2019. Para empresas com menos de um ano de funcionamento, o limite do empréstimo corresponderá a até 50% do capital social ou a até 30% da média do faturamento mensal apurado desde o início das atividades, o que for mais vantajoso.

 

Taxa anual - A taxa anual que poderá ser cobrada no empréstimo será a Selic (atualmente em 3%) mais 1,25% sobre o valor concedido. O prazo de pagamento será de 36 meses.

 

Empregos - A empresa tomadora do empréstimo deverá preservar os empregos existentes desde a data do contrato até 60 dias após o recebimento da última parcela.

 

Recursos - Os recursos recebidos no âmbito do Pronampe poderão ser usados para qualquer atividade empresarial, como investimentos e capital de giro isolado ou associado, sendo vedada a sua destinação para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Michel Corvello / Prefeitura de Pelotas-RS

 

ECONOMIA: Ministério lança canal para registro de denúncias trabalhistas

 

economia 19 05 2020A Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia lançou um canal para registro de denúncias trabalhistas no portal Gov.br. Com a nova ferramenta, o objetivo é que o trabalhador não tenha que ir a uma das unidades das superintendências regionais do Trabalho do Ministério da Economia para registrar uma reclamação.

 

Redução de custos - Assim, diz a secretaria, há redução de custos e melhora na gestão pública, e servidores que atuavam no atendimento presencial poderão ser deslocados para realizar outras atividades.

 

Como denunciar - O canal pode ser usado para denúncias, reclamações e registro de irregularidades trabalhistas. É preciso cadastrar o CPF - Cadastro de Pessoas Físicas - e uma senha na área de acesso ao portal Gov.br.

 

Dados - Não é possível fazer denúncia anônima, mas os dados do denunciante são sigilosos e não serão divulgados no curso de uma possível fiscalização. O tempo estimado para realizar uma denúncia trabalhista é de cerca de 15 minutos.

 

Análogo ao escravo - No caso de trabalho análogo ao de escravo, não é exigida a identificação do denunciante no Gov.br, mas a denúncia deve ser feita pelo Sistema Ipê, disponível também no portal Gov.br. (Agência Brasil)

 

FOTO: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 

CAMEX: Câmara zera imposto de importação de 118 produtos contra coronavírus

camex 19 05 2020Um total de 118 produtos usados no combate ao novo coronavírus teve o Imposto de Importação zerado. Desse total, cerca de 80 correspondem a medicamentos usados no tratamento de pacientes hospitalizados. A decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi publicada nessa segunda-feira (18/05) no Diário Oficial da União.

Total - Com a medida, sobe para 509 o número de produtos que tiveram a tarifa de importação zerada desde o início da pandemia de covid-19. Em nota, o Ministério da Economia informou que a ampliação da lista de itens importados atende à demanda do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde e a parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Medicamentos - Um dos itens com imposto reduzido a zero é a prednisona, indicada para o tratamento de doenças endócrinas, osteomusculares, alérgicas e oftálmicas. Medicamentos antivirais e antirretrovirais também estão na lista.

Outras medidas - A redução do Imposto de Importação soma-se a uma série de medidas do Ministério da Economia para facilitar a compra de produtos usados no enfrentamento da pandemia. Além de diminuir o Imposto de Importação, o governo reduziu a zero o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de centenas de produtos essenciais no combate à doença.

Despacho aduaneiro - Para evitar gargalos nos portos e aeroportos e acelerar a entrega das cargas, a Receita Federal simplificou o despacho aduaneiro de importação. O governo também suspendeu tarifas antidumping (aplicadas quando há concorrência desleal de itens importados) sobre tubos de coleta de sangue e seringas descartáveis e eliminou licenciamento de importação de mercadorias essenciais no combate à doença.

Autorização - Outra medida tomada nos últimos meses foi a autorização temporária para a importação de equipamentos de unidades de terapia intensiva usados. Desde que sejam indispensáveis ao tratamento, os equipamentos podem entrar no país sem exigências como a comprovação de inexistência de produtos nacionais semelhantes.

Comentário - Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro comentou a medida no Twitter. "O Governo Federal zera impostos sobre medicamentos em teste para Covid-19. A isenção da alíquota do Imposto de Importação versa sobre mais de 100 medicamentos, como antirretrovirais e antivirais, a fim de facilitar leques de estudos no combate ao vírus", postou. (Agência Brasil)

FOTO: Omni Matryx / Pixabay

 

SAÚDE I: Brasil passa de 250 mil casos confirmados de coronavírus

saude I 19 05 2020O balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda (18/05), registrou 13.140 novos casos confirmados de covid-19, totalizando 254.220. Foi o maior número registrado em 24 horas, desde o início da pandemia no país. O resultado marcou um acréscimo de 5,4% em relação a domingo (17/05), quando o número de pessoas infectadas estava em 241.080.

Mortes - O Brasil teve 674 novas mortes registradas nas últimas 24 horas e chegou a 16.792. O resultado representou um aumento de 4,2% em relação a ontem, quando foram contabilizados 16.118 mil falecimentos por covid-19. A letalidade (número de mortes por quantidade de casos confirmados) ficou em 6,6% e a mortalidade (número de óbitos por quantidade da população) foi de 7,9%.

Acompanhamento - Do total de casos confirmados, 136.969 (54%) estão em acompanhamento e 100.459 (39,5%) foram recuperados. Há ainda 2.277 óbitos sendo analisados.

Epicentro - São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (4.823). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (2.852), Ceará (1.748), Pernambuco (1.640) e Amazonas (1.433).

Outros estados - Além disso, foram registradas mortes no Pará (1.329), Maranhão (576), Bahia (312), Espírito Santo (302), Alagoas (221), Paraíba (207), Minas Gerais (161), Rio Grande do Norte (146), Rio Grande do Sul (144), Paraná (127), Amapá (127), Santa Catarina (85), Piauí (80), Rondônia (77), Goiás (73), Acre (67), Distrito Federal (66), Roraima (60), Sergipe (59), Tocantins (32), Mato Grosso (29) e Mato Grosso do Sul (16).

Casos confirmados - Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (63.066), Rio de Janeiro (26.665), Ceará (26.363), Amazonas (20.913) e Pernambuco (20.094). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Pará (14.734), Maranhão (13.238), Bahia (8.581), Espírito Santo (7.157) e Santa Catarina (5.175).

Ministério da Saúde entrega 823 respiradores a 16 estados do país - Até o momento, foram entregues 823 respiradores a 16 estados do país. As Unidades da Federação que mais receberam foram o Rio de Janeiro (150), Pará (130), Amazonas (120), Ceará (75), Pernambuco (50) e Amapá (45). Os números foram apresentados hoje pelo secretário executivo adjunto do Ministério da Saúde, Élcio franco, e o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, durante entrevista no Palácio do Planalto. (Agência Brasil)

FOTO: Fernando Zhiminaicela / Pixabay

 

saude I tabela 19 05 2020

 

SAÚDE II: Paraná tem três mortes e 74 novos casos de Covid

saude II 19 05 2020Informe epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde desta segunda-feira (18/05) registra mais 74 casos positivos de Covid-19, acumulando 2.360. Três pessoas morreram em decorrência da infecção das últimas 24 horas, o que resulta em 127 óbitos de residentes no Estado.

Pacientes - Os três pacientes estavam internados, são duas mulheres e um homem. As duas mulheres morreram no domingo (17/05), uma residia em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, e tinha 75 anos; a outra morava na Capital e estava com 88 anos de idade. O homem era residente de Paranavaí, tinha 53 anos e morreu nesta segunda-feira (18/05).

Municípios - 179 cidades paranaenses têm ao menos uma pessoa contaminada, sendo que em 46 já há registro de morte.

Novas confirmações - As novas confirmações são em Araucária (9), Barracão (1), Cambé (1), Campo Largo (1), Cascavel (1), Cianorte (1), Colombo (1), Cornélio Procópio (4), Cruzeiro do Iguaçu (2), Curitiba (4), Fazenda Rio Grande (3), Ibema (1), Imbituva (2), Londrina (4), Mangueirinha (1), Mirador (2), Nova Aurora (1), Palotina (2), Paraíso do Norte (1), Paranaguá (5), Paranavaí (8), Paula Freitas (1), Pinhais (1), Piraquara (1), Ponta Grossa (1), Ribeirão do Pinhal (3), Rio Branco do Sul (1), Rio Negro (1), Saudade do Iguaçu (1), Tamboara (1), Telêmaco Borba (1), Terra Rica (1), Toledo (4), Tuneiras do Oeste (1) e União da Vitória (1).

Fora do Paraná - Pacientes que residem fora do Paraná e que tiveram o diagnóstico no Estado são 30. Três pessoas residentes de outros locais morreram em decorrência da Covid-19.

Ajuste - Um caso confirmado no dia 5 como residente de Curitiba foi transferido para São José dos Pinhais.

Informe completo - Confira o informe completo clicando aqui.

Nota de esclarecimento - Nota de esclarecimento do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Paraná (CIEVS) da Secretaria da Saúde do Estado.

No Paraná, os casos de Covid-19 são confirmados por dois critérios:

1- Laboratorial: O critério laboratorial é utilizado para pacientes testados por PCR em tempo real pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e de laboratórios habilitados nos moldes do Decreto 4261/2020 ou por testes rápidos validados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

Os testes rápidos validados são:

1.1 - ONE STEP COVID-2019 TEST® da fabricante Guangzhou WondfoBiotechCo., Ltda., cujo representante legal no Brasil é a empresa Celer Biotecnologia S/A.

1.2- MEDTESTE CORONAVÍRUS (COVID-19) igG/IgM da fabricante Hangzhou Biotest Biotech Co. Ltd cujo representante legal no Brasil é a empresa Medlevensohn Com Repres Prod Hosp Ltda.

2- Clínico epidemiológico: O critério clínico epidemiológico é utilizado nos pacientes em que não foi possível realizar coleta e com histórico de contato próximo* ou domiciliar**, nos últimos 7 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado por PCR para COVID-19. O critério clínico epidemiológico deve ser a exceção. Priorizar sempre a coleta de amostras dentro dos critérios estabelecidos.

DEFINIÇÃO:

1. Contato próximo de casos confirmados de Covid-19:

· Uma pessoa que teve contato físico direto (por exemplo, apertando as mãos) com caso confirmado;

· Uma pessoa que tenha contato direto desprotegido com secreções infecciosas (por exemplo, gotículas de tosse, contato sem proteção com tecido ou lenços de papel usados e que contenham secreções);

· Uma pessoa que teve contato frente a frente por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 1 metro;

· Uma pessoa que esteve em um ambiente fechado (por exemplo, sala de aula, sala de reunião, sala de espera do hospital etc.) por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 1 metro;

· Um profissional de saúde ou outra pessoa que cuide diretamente de um caso de Covid-19 ou trabalhadores de laboratório que manipulam amostras de um caso de Covid-19 sem Equipamento de Proteção Individual (EPI) recomendado, ou com uma possível violação do EPI.

2. Contato domiciliar de caso confirmado de Covid-19:

· Uma pessoa que resida na mesma casa/ambiente. Devem ser considerados os residentes da mesma casa, colegas de dormitório, creche, alojamento, entre outros. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE III: Paraná inicia estratégia de testagem em massa para combater a Covid-19

saude III 19 05 2020O Paraná iniciou nesta semana a testagem em massa da população como estratégia de combate à Covid-19. A medida foi confirmada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em entrevista aos telejornais Meio-Dia Paraná e Ric Notícias, nesta segunda-feira (18/05). A ideia é chegar aos 5 mil testes até o fim desta semana e ampliar gradativamente o processamento dos exames.

Estimativa - A estimativa da Secretaria de Estado da Saúde é que, dentro de um mês, o Paraná terá capacidade para fazer 40 mil diagnósticos semanais. A meta é chegar a 200 mil pessoas testadas em 90 dias. Os kits com testes RT-PCR, considerados padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), já começaram a ser encaminhados para os municípios e hospitais de referência para atendimento dos casos de Covid-19.

Radiografia - “A testagem em massa nos dará uma radiografia importante para tomar decisões. Com o aumento, a partir de hoje, seremos disparadamente o estado com o maior volume de testes, número próximo a países de primeiro mundo”, afirmou o governador.

Bom planejamento - “O grande êxito do Paraná é fazer um bom planejamento estratégico em cima de dados e ouvindo os especialistas. É o que tem funcionado até o momento, trazer para cá o que está dando certo no mundo”, disse.

Amostras - Após a coleta nos municípios, as amostras retornarão a Curitiba, para serem processadas no Laboratório Central do Estado (Lacen-PR) e no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), localizado no parque tecnológico do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

Distribuição - A distribuição entre os municípios observa os dados epidemiológicos de cada um, levando em conta o maior número de casos confirmados e a população de risco, além de outras variantes.

Isolamento - Mesmo com a ampliação da testagem, a orientação do Governo do Estado é manter o isolamento social, ressaltou Ratinho Junior. “A recomendação, desde o início da pandemia, é a mesma. Não existe vacina ou remédio comprovado que resolva o problema da Covid-19. O isolamento social e o uso de máscara são o grande remédio para o momento, especialmente para as pessoas com mais de 60 anos e outros grupos de risco”, destacou.  

Estrutura hospitalar - O governador também salientou que o Paraná reforçou a estrutura hospitalar, com mais de 3 mil leitos de enfermaria e UTIs exclusivos para pacientes da Covid-19.

Redes - Eles estão distribuídos na rede estadual e em hospitais filantrópicos e particulares. Também foram aceleradas as obras dos hospitais regionais de Telêmaco Borba, Guarapuava e Ivaiporã, que devem ser inaugurados nas próximas semanas para receberem esses pacientes.

Atendimento - “Temos uma boa rede de atendimento, com um grande reforço no Interior do Estado. É o acompanhamento diário do número de pessoas infectadas, junto à ocupação dos leitos, que baliza a tomada de decisões”, disse. “Temos que tomar cuidado para que não haja uma super lotação dos hospitais. Por isso a nossa recomendação de isolamento social e que as pessoas não saiam de casa sem a máscara, para que o sistema possa suportar, prestando um atendimento de qualidade”.

Economia - Essa estratégia, explicou o governador, evita o bloqueio total do comércio e das empresas. “Queremos evitar o lockdown. A economia é fundamental, a atividade econômica sustenta o País e o Estado, gera empregos. Mas não dá para tratar de um momento anormal de forma normal”, disse Ratinho Junior.

Ambiente - “Tentamos criar um ambiente para que alguns setores, que sofrem mais, sejam menos impactados. Queremos passar por essa pandemia com o menor prejuízo de vidas e também o menor prejuízo na economia. É um ponto de equilíbrio difícil de alcançar, mas até o momento temos conseguido passar com mais segurança que algumas regiões do mundo”, afirmou.

Não pararam- Ratinho Junior ressaltou que alguns setores econômicos continuam funcionando, já que as indústrias não pararam. A movimentação de cargas no Porto de Paranaguá, por exemplo, bate recordes a cada mês. “Criamos um ambiente para que ele não parasse, com assistência médica aos trabalhadores, higienização, medição de temperatura dos caminhoneiros. Preparamos o ambiente para que o setor não parasse”, explicou.

Cobrança - Ele afirmou que o Governo tem cobrado isso também dos setores, para que as fábricas e grandes indústrias possam trabalhar seguindo recomendações que ajudem a defender a economia e, em especial, o trabalhador.

Transporte coletivo - “Outra preocupação é com o transporte coletivo. Temos pedido para alterar o horário de entrada e saída dos trabalhadores, para evitar a superlotação dos ônibus, o que pode facilitar a transmissão do vírus”, explicou.

Medidas - O governador também destacou algumas medidas que são tomadas pelo Estado desde o início da pandemia, há dois meses. Entre elas está o monitoramento das divisas com São Paulo e Santa Catarina, para saber das condições de saúde de quem circular pelo Estado, para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Vulnerabilidade social - Ele também enfatizou a atenção com a população em situação de vulnerabilidade social. Além de contar com a mobilização e solidariedade da sociedade, o Estado criou um grande pacote social para atender as pessoas mais vulneráveis.

Abrangência - Isso inclui a distribuição dos alimentos da merenda escolar e do Leite das Crianças às famílias dos estudantes cadastradas no Bolsa Família, o Cartão Comida Boa, que disponibiliza um voucher de R$ 50 para quem está no Cadastro Único e para os autônomos e microempreendedores que perderam renda durante a pandemia. A cobrança de tarifas de água e energia também foram suspensas no momento.

Municípios e empregos - Ratinho Junior também salientou que o Estado trabalha com planejamento para a retomada econômica, tendo como estratégia um grande investimento em obras nos municípios. Segundo ele, a medida auxilia na geração de emprego e movimenta a economia em todas as regiões do Estado.

Empréstimo - Além de um financiamento de R$ 600 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Paraná busca o aval do Tesouro Nacional para um empréstimo de R$ 1,6 bilhão. “Queremos que isso seja aprovado o quanto antes. Primeiro porque a saúde fiscal do Paraná é uma das melhores do Brasil. Além disso, está dentro do nosso programa de recuperação da economia. As obras de infraestrutura vão gerar muitos empregos e vai ajudar na economia regional”, disse. (Agência de Notícias do Paraná)

 


Versão para impressão


RODAPE